Curso Livre deEnfermagem
Prof: Maria Helena
Coren 999.616
Tecnica de Enfermagem,
Especialização em Enfermagem do Trabalho
Habilitada em primeiros socorros, brigada de
incêndio,
SESMT, PCMSO, Normas ABNT.
ESTUDANTE DE ADIMINISTRAÇÃO 7º PERÍODO
GERENTE DE LABORATÓRIO
3.
Tema: PunçãoVenosa
Fundamentos e Prática Segura
Público-alvo: Estudantes e profissionais de
enfermagem
Modalidade: Teórico-prática, com
demonstração e participação ativa
4.
Objetivo da Aula
- Compreender os princípios da
punção venosa.
- Identificar materiais necessários.
- Executar a técnica com segurança
e eficácia.
5.
Introdução
- Apunção venosa é uma das habilidades mais comuns e
essenciais na prática da enfermagem.
- Importância para coleta de exames, administração de
medicamentos e fluidoterapia.
Deve ser realizada com técnica asséptica, precisão e
segurança, tanto para o profissional quanto para o paciente.
O acesso venoso é realizado através de uma punção de veia
periférica em uso de um dispositivo intravenoso. Pode ser
usada tanto para tratamento prolongado quanto para
soluções mais concentradas, observando sempre a
permeabilidade venosa.
8.
Anatomia
Venosa
- Principaisveias
periféricas
utilizadas:
- Dorso da mão
- Antebraço
- Critérios de
escolha do local
9.
Materiais Necessários
-Garrote
- Cateter venoso periférico, escalpe
- Luvas de procedimento
- Álcool 70%
- Algodão ou gaze
- Esparadrapo ou curativo
- Coletor de perfurocortantes
Caneta, bandeja, seringa 10ml
01 ampola de Solução Fisiológica 0,9%;
10.
Etapa e técnica
Conferir na prescrição médica a indicação de realização do
procedimento
2. Reunir todo o material em uma bandeja limpa
3. Leve a bandeja para o quarto e coloque em uma mesa auxiliar ou
mesa de cabeceira do paciente;
4. Explique o procedimento para o paciente
5. Higienize as mãos conforme a técnica preconizada
6. Calce as luvas de procedimento
7. Conecte a agulha na seringa e aspire S.F. 0,9%
8. Preencher o extensor dupla via com S.F. 0,9%, manter conectado
à seringa com S.F. 0,9% contendo cerca de 5 mL e reservar;
11.
9. Realizarinspeção visual para selecionar a veia periférica mais
adequada sempre que possível, evitando áreas de dobras e próximas a
articulações; se for necessário, garrotear o braço para evidenciar rede
venosa, logo em seguida, retire o garrote.
10. Forrar o leito para proteger a roupa de cama;
11. Apoiar o braço do paciente mantendo o cotovelo em extensão;
12. Selecionar dispositivo de punção venosa adequado para o tipo de
terapia a ser infundida e calibre de acordo com a necessidade:
13. Cateter venoso periférico maleável - calibres:
nº 14 e 16 – para grandes cirurgias, traumatismos, para infusão de
grandes quantidades de líquidos;
nº 18 – para administração de sangue e hemocomponentes ou outras
infusões viscosas;
nº 20 – uso comum adequado para a maioria das infusões venosas;
nº 22 – para crianças, bebês, adolescentes, idosos, também adequado
para a maioria das infusões que precise de velocidade de infusão menor.
nº 24 – Recém-nascidos, bebês, crianças, adolescentes e idosos,
adequado para infusões de velocidade menor.
13.
Garroteie o locala ser puncionado (em adultos: aproximadamente 5 a 10 cm do local da punção
venosa) para propiciar adequada dilatação da veia
Solicite o paciente para abrir e fechar a mão (ajuda ao ingurgitamento venoso)
Peça ao paciente que fique com a mão fechada e imóvel
Fixação gaze IV
Cadaflebotomista não deve fazer mais que duas tentativas de punção
periférica.
Os locais de punção endovenosa mais comuns são a face anterior e posterior
do antebraço. Não use as veias das mãos nos idosos ou em pacientes que
deambulam. A inserção endovenosa em veias dos MMII é comum em crianças,
porém esses locais devem ser evitados em adultos pelos riscos de
tromboembolismo.
16.
Evite puncionarveias trombosadas (paredes
endurecidas, pouco elásticas, consistência de cordão),
ou membros paralisados com fístula, edemaciados em
membro ipsilateral de mastectomia;
• Evitar região de flexão, membros comprometidos
por lesões como feridas abertas, infecções nas
extremidades, veias já comprometidas (infiltração,
flebite, necrose), áreas com infiltração e/ou
extravasamento prévios, áreas com outros
procedimentos planejados
Cada acesso venoso periférico pode permanecer no
mesmo local por até 72 horas quando confeccionado
com teflon e 96 horas quando confeccionado com
poliuretano.
17.
Prevenção de Intercorrências
- Hematoma: compressão inadequada
- Flebite: técnica asséptica falha
- Infiltração: má fixação do dispositivo
- Cuidados com assepsia e observação do local
19.
Legislação Profissional
-COFEN e COREN regulamentam a prática
- Responsabilidade do técnico e enfermeiro
- Seguir protocolos institucionalizados
Estudo de Caso– Punção
Venosa
Dados do Paciente
Nome: Maria de Lourdes Costa
Idade: 67 anos
Sexo: Feminino
Peso: 74 kg
Altura: 1,58 m
Hipertensa (usa hidroclorotiazida 25 mg/dia)
Diabética tipo 2 (usa metformina 850 mg 2x/dia)
Ex-tabagista Sem alergias medicamentosas conhecidas
22.
Histórico Clínico
Mariade Lourdes Costa deu entrada no pronto atendimento com
febre de 39 °C, tosse produtiva, dispneia leve e dor torácica
ao respirar. O exame clínico e a ausculta revelaram estertores,
e a radiografia de tórax confirmou pneumonia bacteriana. A
paciente foi internada para tratamento com antibiótico
endovenoso e hidratação.
💊 Prescrição Médica
• Ampicilina sódica 1g EV de 6/6h
• Soro fisiológico 0,9% 500 mL EV a cada 8h
• Paracetamol 750 mg VO se dor ou febre > 38°C
• Controle de sinais vitais a cada 6 horas
23.
Objetivo da Atividade(Para Alunos)
Realizar a punção venosa periférica e a administração da
medicação EV com segurança e técnica correta:
1. Higienizar as mãos
2. Reunir o material de punção
3. Avaliar veias periféricas
4. Realizar punção venosa (preferência cateter 20G)
5. Diluir e administrar ampicilina sódica 1g em SF 100 mL
EV
6. Iniciar hidratação com SF 0,9% 500 mL
7. Monitorar sinais vitais após o procedimento
24.
Avaliação Rápida (Quiz)
1. Cite duas veias comumente usadas para punção.
2. Qual a função do álcool 70%?
3. O que é flebite?
4. Cite um cuidado para prevenir hematoma.
5. Quem regulamenta a prática de enfermagem no Brasil?
Como a técnica correta de punção contribui para a segurança do
paciente?
Quais cuidados devem ser tomados após a punção venosa?