CENTRO DE EDUCAÇÃO TÉCNICA E
ESPECIALIZADA DO ACRE
CURSO TÉCNICO EM ENFERMAGEM
FARMACOLOGIA APLICADA A ENFERMAGEM
UNIDADE IV: Técnica de administração endovenosa
com dispositivos: scalp, abocath, equipo e multivias;
ProfºVanderson Ricardo
Rio Branco/Ac
2025
Via
Endovenosaou
Intravenosa
(EV/IV)
 É uma via de administração que consiste na injeção
de agulha ou cateter contendo princípios ativos,
vacinas ou hemoderivados nas veias periféricas,
tipicamente nos membros superiores ou inferiores.
 É a via que permite o acesso de um medicamento
ou outra solução ao organismo através de injeção
direta em uma veia, conhecida como punção
venosa.
 É utilizada para dose única ou contínua.
Vantagens
 Maior segurança na dosagem, evitando erros quanto à
quantidade ou forma de administração de fármacos;
 Controle rígido da liberação de drogas ao paciente, útil em
especial quando o tratamento exige infusão contínua;
 Permite a administração de medicamentos que irritam o trato
digestivo e outras partes do corpo, como o tecido muscular;
 Favorece o equilíbrio hidroeletrolítico do paciente;
 Possibilita a injeção de grandes quantidades de
medicamento;
 Viabiliza a aplicação de substâncias quando o doente está
inconsciente ou em estado crítico, pois dispensa a
necessidade de colaboração dele;
 Facilita a absorção de soluções hipertônicas, que são
diluídas diretamente no sangue.
SCALP
 Tamanhos e suas indicações:
 19G (Bege): Ideal para infusões de medicamentos em
grande dosagem e para coleta de sangue em pacientes
com veias de grande calibre, como adultos e idosos.
 21G (Verde): Utilizado em veias de médio calibre,
tanto para infusão de medicamentos quanto para
coleta de sangue.
 23G (Azul): Adequado para veias de médio e menor
calibre, sendo versátil para infusões de medicamentos e
para procedimentos em pacientes com veias mais
frágeis.
 25G (Laranja): Usado em veias de pequeno calibre,
especialmente para crianças e neonatos, para a
administração de medicamentos de baixa dosagem.
 27G (Cinza): O menor calibre, indicado para veias muito
finas em idosos, crianças e neonatos, para infusões de
baixa dosagem ou procedimentos delicados.
SCALP
 Características do Scalp:
 Coloração: Cada calibre possui uma cor
diferenciada no conector, facilitando a identificação
do dispositivo e do seu uso.
 Composição: Os scalps são compostos por
agulhas com asas e um protetor de agulha.
 Finalidade: São indicados para introduzir soluções
parenterais, realizar infusões de medicamentos e
para coleta de sangue.
Técnicacom
scalp
 A técnica de administração endovenosa
com dispositivo scalp, também conhecido
como cateter agulhado ou "butterfly", é
usada para injetar medicamentos
diretamente na veia, principalmente
quando a medicação tem curta duração. A
agulha fina e as "asas" flexíveis do
dispositivo facilitam a punção venosa em
pacientes com veias delicadas, como
crianças, idosos ou pessoas com difícil
acesso venoso.
Materiais
Necessários
 Scalp (cateter agulhado);
 Luvas de procedimento;
 Álcool 70% alcoólico para antissepsia;
 Garrote;
 Gaze estéril;
 Esparadrapo ou micropore para
fixação;
 Seringa descartável (se aplicável);
 Equipo de soro (se aplicável);
 Medicação prescrita;
 Etiqueta de identificação;
Passoapasso
 Preparação: Reúna todos os materiais
necessários em uma bandeja. Coloque as luvas
de procedimento. Prepare o dispositivo scalp, se
necessário, conectando o equipo e removendo o
ar com soro fisiológico, se for infusão contínua.
 Localização da veia: Posicione o garrote no
membro do paciente (geralmente no antebraço)
para visualizar a veia. Peça ao paciente para
abrir e fechar a mão para ajudar a localizar a
veia.
 Assepsia: Limpe a pele no local da punção com
álcool 70% em movimentos circulares e deixe
secar. Estique a pele para mantê-la firme.
Passoapasso
 Punção: Com o bisel do scalp voltado para cima,
insira o dispositivo na veia em um ângulo de
aproximadamente aproximadamente de 15 a 30
graus, um refluxo de sangue na cânula do scalp
indica que a veia foi puncionada.
 Fixação e administração: Solte o garrote. Fixe o
scalp na pele com esparadrapo ou micropore.
Conecte a seringa ou o equipo e administre o
medicamento lentamente, observando se há sinais
de infiltração, como inchaço local.
 Finalização: Se a infusão for terminada, remova o
scalp e descarte-o imediatamente em coletor de
perfurocortantes. Se for para permanecer, finalize a
fixação com mais fita e etiqueta, conforme o
protocolo.
ABOCATH
 Principais Vantagens do Abocath:
 Durabilidade prolongada (comparado ao Scalp);
 Permite infusão de volumes maiores;
 Menor risco de transfixação venosa;
 Flexível, confortável e seguro para o paciente;
 Não exige paramentação cirúrgica.
ABOCATH
 Como funciona o Abocath?
 Durante a punção, o mandril metálico do cateter
é inserido na veia. Após a punção bem-sucedida,
o mandril é removido, permanecendo apenas o
dispositivo flexível intraluminal, o que diminui
riscos e melhora o conforto.
 Técnica de Inserção do Abocath:
A aplicação do Abocath requer apenas técnica
antisséptica, incluindo:
 Uso de luvas de procedimento
 Antissepsia rigorosa do local de punção;
 Posicionamento adequado da veia alvo;
ABOCATH
 Calibres e Indicações:
 14G a 18G: Indicado para administração de
grandes volumes, em situações de emergência,
traumatismos, e para cirurgias;
 20G: Uso geral, adequado para maioria das
infusões;
 22G a 24G: Indicado para crianças, pacientes
com veias mais finas, ou para administração de
menor volume de fluídos e medicamentos.
 Exemplos de quando usar:
 Hidratação venosa;
 Administração de medicamentos;
 Situações de emergência ou trauma;
 Coletas de sangue recorrentes;
 Cirurgias e procedimentos com sedação.
Técnica
com
Abocath
 Materiais:
● Algodão com álcool e seco;
● Luva de procedimento, desde que seja mantido a
esterilidade;
● Abocath;
● Multivia;
● Esparadrapo;
● Seringa com SF ou AD;
● Garrote e luvas;
● Identificação.
Técnica
com
Abocath
 Procedimento:
• Lavar as mãos;
• Instruir o paciente;
• Prepara material (medicamento e
preenchimento de equipo e multivia);
• Garrotear, Escolher a veia e Desgarrotear;
• Calçar a luva e Garroteia de novo;
• Fazer assepsia, Puncionar e Desgarrotear;
• Pressionar a extremidade para impedir retorno
venoso e Retirar o fio guia do cateter;
• Conectar o cateter a multivia já preenchida ou ao
equipo;
• Fazer fixação do cateter com esparadrapo;
• Fazer o curativo da punção;
• Colocar identificação, Lavar as mãos e Anotar.
Administração
de
medicamento
via
endovenosa
 Ler a prescrição.
 Data, nome do paciente, medicação, dose, via de
administração e o horário da medicação.
 Levar a bandeja ou cuba rim para perto do
paciente, colocando a bandeja sobre a mesinha
de cabeceira.
 Conferir a identificação do cliente através da
pulseira de identificação e com o próprio.
 Orientar o paciente e o acompanhante sobre o
procedimento.
 Calçar luvas de procedimentos.
Administração
de
medicamento
via
endovenosa
 Em seguida, checar a permeabilidade do acesso
venoso, observando se o local apresenta sinais
flogísticos.
 Fechar o clamp de controle de fluxo do acesso
venoso, no caso de o paciente estar recebendo
hidratação contínua.
 Realizar a desinfecção das conexões e injetores
(entrada das vias do extensor) do circuito, utilizando
gaze estéril e álcool a 70%.
 Abrir a via do extensor do equipo que será utilizado,
com o auxílio da gaze.
 Introduzir a seringa na via do extensor.
 Proteger a tampa do extensor com gaze e deixá-la
na bandeja.
 Certificar-se de não haver bolhas de ar no interior da
seringa ou circuito com medicação;
 Injetar o medicamento de forma lenta;
 Observar possíveis reações que o paciente possa
apresentar durante a administração;
 Retirar a seringa;
 Introduzir a seringa preenchida com SF 0,9% a fim de
salinizar a via utilizada;
 Retirar a seringa;
 Fechar a via do extensor com o conector próprio (tampa do
extensor);
 Fechar o clamp de fluxo da via que não será mais utilizada;
 É importante também entender que tipo de medicamento
usa a via intravenosa na administração;
Administração
de
medicamento
via
endovenosa
Complicações
davia
Intravenosa
 Infiltração: visível devido ao edema tecidual
doloroso, indica que a agulha se moveu, atingindo o
tecido subcutâneo. Será necessário fazer uma nova
punção venosa.
 Hematoma: as manchas arroxeadas sinalizam
vazamento do sangue para o tecido subcutâneo,
que deve ser tratado com curativos compressivos.
Elevar o membro afetado também ajuda na
recuperação.
 Flebite: febre e dor no trajeto da veia são sintomas
de inflamações no vaso sanguíneo. Irritações por
produtos químicos e ação bacteriana são causas
prováveis, que devem motivar a interrupção da
punção. Repouso, compressas de água morna e,
por vezes, anticoagulantes são indicados.
Complicações
davia
Intravenosa
 Lesão do nervo: compressões intensas de itens como
curativos podem ferir nervos em redor, desencadeando
formigamento ou dormência na área afetada;
 Infecção local ou generalizada: surge em resposta à
assepsia insatisfatória, provocando incômodos como dor,
febre, inflamação, calafrios e pus. Exigem avaliação
médica para a determinação do tratamento adequado,
incluindo o uso de antibióticos tópicos e sistêmicos;
 Embolia: coágulos, ar e até partes do cateter
podem obstruir o fluxo sanguíneo e a liberação do
medicamento.
 Choque pirogênico: surge em decorrência de corpo
estranho ou aplicação de solução que teve preparo
inadequado. Requer socorro imediato para estabilização
dos sinais vitais, revertendo o quadro de febre,
hipotensão, dispneia, tremores e dessaturação de
oxigênio.
Preenchimento
demultiviase
equipos
 Envolve a técnica asséptica para conectar
o dispositivo, verificar a integridade da
embalagem, e infundir uma solução (como
soro fisiológico). É crucial garantir que as
conexões estejam bem acopladas e que o
fluxo possa ser controlado com as pinças
(clamps).
Passoapasso
parao
preenchimento
 Preparação e técnica asséptica:
 Lave as mãos e coloque luvas de procedimento.
 Verifique se a embalagem do equipo multivias está intacta e
dentro do prazo de validade.
 Abra a embalagem utilizando a técnica asséptica.
 Retire o dispositivo e feche as pinças clamp de todas as
vias.
 Prime e conexão: Retire as tampas protetoras dos
conectores luer fêmea das vias e da via de conexão com o
cateter venoso do paciente.
 Conecte a via do equipo ao acesso venoso periférico já
puncionado no paciente.
 Utilize uma seringa com soro fisiológico para "preencher" ou
"prime" o equipo, infundindo a solução completamente em
cada via, até que não haja bolhas de ar.
Passoapasso
parao
preenchimento
 Regulação e finalização: Após o prime, feche as
pinças clamp para manter o soro dentro do
equipo e evitar o refluxo de sangue.
 Realize a assepsia das conexões.
 Abra as pinças clamp e regule o fluxo da infusão
conforme a prescrição médica.
 Monitore a infusão para garantir que não haja
vazamentos nas conexões.
 Observação: O equipo e multivias não devem ser
reutilizados após o uso.
TIPOSDE
EQUIPO
 Equipo simples: Utilizado para infusão por
gravidade, possui câmara de gotejamento e roldana
para controlar o fluxo.
 Equipo de macrogotas: Para administração de grandes
volumes, onde cada 20 gotas equivalem a 1 mL.
 Equipo de microgotas: Para infusões lentas e
controladas, onde 60 gotas equivalem a 1 mL. É muito
usado em pediatria, UTI neonatal e para pacientes
cardiopatas.
 Equipo de bomba de infusão: Específico para bombas
de infusão, que controlam a velocidade de administração
com alta precisão.
 Equipo fotossensível: De cor âmbar ou laranja, é
usado para proteger medicamentos fotossensíveis (que
se degradam com a luz) da exposição luminosa.
TIPOSDE
EQUIPO
 Equipo de dieta enteral: Usado para
administrar nutrição por meio de
sondas. É geralmente identificado pela cor
azul ou roxa e tem conexões específicas
para a bomba de infusão e para a sonda;
 Equipo para transfusão de sangue:
Equipado com um filtro para evitar a
passagem de partículas do sangue e
hemocomponentes.

Aula 6 - Técnicas de Administração Endovenosa_061046.pdf

  • 1.
    CENTRO DE EDUCAÇÃOTÉCNICA E ESPECIALIZADA DO ACRE CURSO TÉCNICO EM ENFERMAGEM FARMACOLOGIA APLICADA A ENFERMAGEM UNIDADE IV: Técnica de administração endovenosa com dispositivos: scalp, abocath, equipo e multivias; ProfºVanderson Ricardo Rio Branco/Ac 2025
  • 2.
    Via Endovenosaou Intravenosa (EV/IV)  É umavia de administração que consiste na injeção de agulha ou cateter contendo princípios ativos, vacinas ou hemoderivados nas veias periféricas, tipicamente nos membros superiores ou inferiores.  É a via que permite o acesso de um medicamento ou outra solução ao organismo através de injeção direta em uma veia, conhecida como punção venosa.  É utilizada para dose única ou contínua.
  • 3.
    Vantagens  Maior segurançana dosagem, evitando erros quanto à quantidade ou forma de administração de fármacos;  Controle rígido da liberação de drogas ao paciente, útil em especial quando o tratamento exige infusão contínua;  Permite a administração de medicamentos que irritam o trato digestivo e outras partes do corpo, como o tecido muscular;  Favorece o equilíbrio hidroeletrolítico do paciente;  Possibilita a injeção de grandes quantidades de medicamento;  Viabiliza a aplicação de substâncias quando o doente está inconsciente ou em estado crítico, pois dispensa a necessidade de colaboração dele;  Facilita a absorção de soluções hipertônicas, que são diluídas diretamente no sangue.
  • 8.
    SCALP  Tamanhos esuas indicações:  19G (Bege): Ideal para infusões de medicamentos em grande dosagem e para coleta de sangue em pacientes com veias de grande calibre, como adultos e idosos.  21G (Verde): Utilizado em veias de médio calibre, tanto para infusão de medicamentos quanto para coleta de sangue.  23G (Azul): Adequado para veias de médio e menor calibre, sendo versátil para infusões de medicamentos e para procedimentos em pacientes com veias mais frágeis.  25G (Laranja): Usado em veias de pequeno calibre, especialmente para crianças e neonatos, para a administração de medicamentos de baixa dosagem.  27G (Cinza): O menor calibre, indicado para veias muito finas em idosos, crianças e neonatos, para infusões de baixa dosagem ou procedimentos delicados.
  • 9.
    SCALP  Características doScalp:  Coloração: Cada calibre possui uma cor diferenciada no conector, facilitando a identificação do dispositivo e do seu uso.  Composição: Os scalps são compostos por agulhas com asas e um protetor de agulha.  Finalidade: São indicados para introduzir soluções parenterais, realizar infusões de medicamentos e para coleta de sangue.
  • 10.
    Técnicacom scalp  A técnicade administração endovenosa com dispositivo scalp, também conhecido como cateter agulhado ou "butterfly", é usada para injetar medicamentos diretamente na veia, principalmente quando a medicação tem curta duração. A agulha fina e as "asas" flexíveis do dispositivo facilitam a punção venosa em pacientes com veias delicadas, como crianças, idosos ou pessoas com difícil acesso venoso.
  • 11.
    Materiais Necessários  Scalp (cateteragulhado);  Luvas de procedimento;  Álcool 70% alcoólico para antissepsia;  Garrote;  Gaze estéril;  Esparadrapo ou micropore para fixação;  Seringa descartável (se aplicável);  Equipo de soro (se aplicável);  Medicação prescrita;  Etiqueta de identificação;
  • 12.
    Passoapasso  Preparação: Reúnatodos os materiais necessários em uma bandeja. Coloque as luvas de procedimento. Prepare o dispositivo scalp, se necessário, conectando o equipo e removendo o ar com soro fisiológico, se for infusão contínua.  Localização da veia: Posicione o garrote no membro do paciente (geralmente no antebraço) para visualizar a veia. Peça ao paciente para abrir e fechar a mão para ajudar a localizar a veia.  Assepsia: Limpe a pele no local da punção com álcool 70% em movimentos circulares e deixe secar. Estique a pele para mantê-la firme.
  • 13.
    Passoapasso  Punção: Como bisel do scalp voltado para cima, insira o dispositivo na veia em um ângulo de aproximadamente aproximadamente de 15 a 30 graus, um refluxo de sangue na cânula do scalp indica que a veia foi puncionada.  Fixação e administração: Solte o garrote. Fixe o scalp na pele com esparadrapo ou micropore. Conecte a seringa ou o equipo e administre o medicamento lentamente, observando se há sinais de infiltração, como inchaço local.  Finalização: Se a infusão for terminada, remova o scalp e descarte-o imediatamente em coletor de perfurocortantes. Se for para permanecer, finalize a fixação com mais fita e etiqueta, conforme o protocolo.
  • 14.
    ABOCATH  Principais Vantagensdo Abocath:  Durabilidade prolongada (comparado ao Scalp);  Permite infusão de volumes maiores;  Menor risco de transfixação venosa;  Flexível, confortável e seguro para o paciente;  Não exige paramentação cirúrgica.
  • 15.
    ABOCATH  Como funcionao Abocath?  Durante a punção, o mandril metálico do cateter é inserido na veia. Após a punção bem-sucedida, o mandril é removido, permanecendo apenas o dispositivo flexível intraluminal, o que diminui riscos e melhora o conforto.  Técnica de Inserção do Abocath: A aplicação do Abocath requer apenas técnica antisséptica, incluindo:  Uso de luvas de procedimento  Antissepsia rigorosa do local de punção;  Posicionamento adequado da veia alvo;
  • 16.
    ABOCATH  Calibres eIndicações:  14G a 18G: Indicado para administração de grandes volumes, em situações de emergência, traumatismos, e para cirurgias;  20G: Uso geral, adequado para maioria das infusões;  22G a 24G: Indicado para crianças, pacientes com veias mais finas, ou para administração de menor volume de fluídos e medicamentos.  Exemplos de quando usar:  Hidratação venosa;  Administração de medicamentos;  Situações de emergência ou trauma;  Coletas de sangue recorrentes;  Cirurgias e procedimentos com sedação.
  • 17.
    Técnica com Abocath  Materiais: ● Algodãocom álcool e seco; ● Luva de procedimento, desde que seja mantido a esterilidade; ● Abocath; ● Multivia; ● Esparadrapo; ● Seringa com SF ou AD; ● Garrote e luvas; ● Identificação.
  • 18.
    Técnica com Abocath  Procedimento: • Lavaras mãos; • Instruir o paciente; • Prepara material (medicamento e preenchimento de equipo e multivia); • Garrotear, Escolher a veia e Desgarrotear; • Calçar a luva e Garroteia de novo; • Fazer assepsia, Puncionar e Desgarrotear; • Pressionar a extremidade para impedir retorno venoso e Retirar o fio guia do cateter; • Conectar o cateter a multivia já preenchida ou ao equipo; • Fazer fixação do cateter com esparadrapo; • Fazer o curativo da punção; • Colocar identificação, Lavar as mãos e Anotar.
  • 19.
    Administração de medicamento via endovenosa  Ler aprescrição.  Data, nome do paciente, medicação, dose, via de administração e o horário da medicação.  Levar a bandeja ou cuba rim para perto do paciente, colocando a bandeja sobre a mesinha de cabeceira.  Conferir a identificação do cliente através da pulseira de identificação e com o próprio.  Orientar o paciente e o acompanhante sobre o procedimento.  Calçar luvas de procedimentos.
  • 20.
    Administração de medicamento via endovenosa  Em seguida,checar a permeabilidade do acesso venoso, observando se o local apresenta sinais flogísticos.  Fechar o clamp de controle de fluxo do acesso venoso, no caso de o paciente estar recebendo hidratação contínua.  Realizar a desinfecção das conexões e injetores (entrada das vias do extensor) do circuito, utilizando gaze estéril e álcool a 70%.  Abrir a via do extensor do equipo que será utilizado, com o auxílio da gaze.  Introduzir a seringa na via do extensor.  Proteger a tampa do extensor com gaze e deixá-la na bandeja.
  • 21.
     Certificar-se denão haver bolhas de ar no interior da seringa ou circuito com medicação;  Injetar o medicamento de forma lenta;  Observar possíveis reações que o paciente possa apresentar durante a administração;  Retirar a seringa;  Introduzir a seringa preenchida com SF 0,9% a fim de salinizar a via utilizada;  Retirar a seringa;  Fechar a via do extensor com o conector próprio (tampa do extensor);  Fechar o clamp de fluxo da via que não será mais utilizada;  É importante também entender que tipo de medicamento usa a via intravenosa na administração; Administração de medicamento via endovenosa
  • 22.
    Complicações davia Intravenosa  Infiltração: visíveldevido ao edema tecidual doloroso, indica que a agulha se moveu, atingindo o tecido subcutâneo. Será necessário fazer uma nova punção venosa.  Hematoma: as manchas arroxeadas sinalizam vazamento do sangue para o tecido subcutâneo, que deve ser tratado com curativos compressivos. Elevar o membro afetado também ajuda na recuperação.  Flebite: febre e dor no trajeto da veia são sintomas de inflamações no vaso sanguíneo. Irritações por produtos químicos e ação bacteriana são causas prováveis, que devem motivar a interrupção da punção. Repouso, compressas de água morna e, por vezes, anticoagulantes são indicados.
  • 23.
    Complicações davia Intravenosa  Lesão donervo: compressões intensas de itens como curativos podem ferir nervos em redor, desencadeando formigamento ou dormência na área afetada;  Infecção local ou generalizada: surge em resposta à assepsia insatisfatória, provocando incômodos como dor, febre, inflamação, calafrios e pus. Exigem avaliação médica para a determinação do tratamento adequado, incluindo o uso de antibióticos tópicos e sistêmicos;  Embolia: coágulos, ar e até partes do cateter podem obstruir o fluxo sanguíneo e a liberação do medicamento.  Choque pirogênico: surge em decorrência de corpo estranho ou aplicação de solução que teve preparo inadequado. Requer socorro imediato para estabilização dos sinais vitais, revertendo o quadro de febre, hipotensão, dispneia, tremores e dessaturação de oxigênio.
  • 24.
    Preenchimento demultiviase equipos  Envolve atécnica asséptica para conectar o dispositivo, verificar a integridade da embalagem, e infundir uma solução (como soro fisiológico). É crucial garantir que as conexões estejam bem acopladas e que o fluxo possa ser controlado com as pinças (clamps).
  • 25.
    Passoapasso parao preenchimento  Preparação etécnica asséptica:  Lave as mãos e coloque luvas de procedimento.  Verifique se a embalagem do equipo multivias está intacta e dentro do prazo de validade.  Abra a embalagem utilizando a técnica asséptica.  Retire o dispositivo e feche as pinças clamp de todas as vias.  Prime e conexão: Retire as tampas protetoras dos conectores luer fêmea das vias e da via de conexão com o cateter venoso do paciente.  Conecte a via do equipo ao acesso venoso periférico já puncionado no paciente.  Utilize uma seringa com soro fisiológico para "preencher" ou "prime" o equipo, infundindo a solução completamente em cada via, até que não haja bolhas de ar.
  • 26.
    Passoapasso parao preenchimento  Regulação efinalização: Após o prime, feche as pinças clamp para manter o soro dentro do equipo e evitar o refluxo de sangue.  Realize a assepsia das conexões.  Abra as pinças clamp e regule o fluxo da infusão conforme a prescrição médica.  Monitore a infusão para garantir que não haja vazamentos nas conexões.  Observação: O equipo e multivias não devem ser reutilizados após o uso.
  • 30.
    TIPOSDE EQUIPO  Equipo simples:Utilizado para infusão por gravidade, possui câmara de gotejamento e roldana para controlar o fluxo.  Equipo de macrogotas: Para administração de grandes volumes, onde cada 20 gotas equivalem a 1 mL.  Equipo de microgotas: Para infusões lentas e controladas, onde 60 gotas equivalem a 1 mL. É muito usado em pediatria, UTI neonatal e para pacientes cardiopatas.  Equipo de bomba de infusão: Específico para bombas de infusão, que controlam a velocidade de administração com alta precisão.  Equipo fotossensível: De cor âmbar ou laranja, é usado para proteger medicamentos fotossensíveis (que se degradam com a luz) da exposição luminosa.
  • 31.
    TIPOSDE EQUIPO  Equipo dedieta enteral: Usado para administrar nutrição por meio de sondas. É geralmente identificado pela cor azul ou roxa e tem conexões específicas para a bomba de infusão e para a sonda;  Equipo para transfusão de sangue: Equipado com um filtro para evitar a passagem de partículas do sangue e hemocomponentes.