Aula 6 - Técnicas de Administração Endovenosa_061046.pdf
1.
CENTRO DE EDUCAÇÃOTÉCNICA E
ESPECIALIZADA DO ACRE
CURSO TÉCNICO EM ENFERMAGEM
FARMACOLOGIA APLICADA A ENFERMAGEM
UNIDADE IV: Técnica de administração endovenosa
com dispositivos: scalp, abocath, equipo e multivias;
ProfºVanderson Ricardo
Rio Branco/Ac
2025
2.
Via
Endovenosaou
Intravenosa
(EV/IV)
É umavia de administração que consiste na injeção
de agulha ou cateter contendo princípios ativos,
vacinas ou hemoderivados nas veias periféricas,
tipicamente nos membros superiores ou inferiores.
É a via que permite o acesso de um medicamento
ou outra solução ao organismo através de injeção
direta em uma veia, conhecida como punção
venosa.
É utilizada para dose única ou contínua.
3.
Vantagens
Maior segurançana dosagem, evitando erros quanto à
quantidade ou forma de administração de fármacos;
Controle rígido da liberação de drogas ao paciente, útil em
especial quando o tratamento exige infusão contínua;
Permite a administração de medicamentos que irritam o trato
digestivo e outras partes do corpo, como o tecido muscular;
Favorece o equilíbrio hidroeletrolítico do paciente;
Possibilita a injeção de grandes quantidades de
medicamento;
Viabiliza a aplicação de substâncias quando o doente está
inconsciente ou em estado crítico, pois dispensa a
necessidade de colaboração dele;
Facilita a absorção de soluções hipertônicas, que são
diluídas diretamente no sangue.
8.
SCALP
Tamanhos esuas indicações:
19G (Bege): Ideal para infusões de medicamentos em
grande dosagem e para coleta de sangue em pacientes
com veias de grande calibre, como adultos e idosos.
21G (Verde): Utilizado em veias de médio calibre,
tanto para infusão de medicamentos quanto para
coleta de sangue.
23G (Azul): Adequado para veias de médio e menor
calibre, sendo versátil para infusões de medicamentos e
para procedimentos em pacientes com veias mais
frágeis.
25G (Laranja): Usado em veias de pequeno calibre,
especialmente para crianças e neonatos, para a
administração de medicamentos de baixa dosagem.
27G (Cinza): O menor calibre, indicado para veias muito
finas em idosos, crianças e neonatos, para infusões de
baixa dosagem ou procedimentos delicados.
9.
SCALP
Características doScalp:
Coloração: Cada calibre possui uma cor
diferenciada no conector, facilitando a identificação
do dispositivo e do seu uso.
Composição: Os scalps são compostos por
agulhas com asas e um protetor de agulha.
Finalidade: São indicados para introduzir soluções
parenterais, realizar infusões de medicamentos e
para coleta de sangue.
10.
Técnicacom
scalp
A técnicade administração endovenosa
com dispositivo scalp, também conhecido
como cateter agulhado ou "butterfly", é
usada para injetar medicamentos
diretamente na veia, principalmente
quando a medicação tem curta duração. A
agulha fina e as "asas" flexíveis do
dispositivo facilitam a punção venosa em
pacientes com veias delicadas, como
crianças, idosos ou pessoas com difícil
acesso venoso.
11.
Materiais
Necessários
Scalp (cateteragulhado);
Luvas de procedimento;
Álcool 70% alcoólico para antissepsia;
Garrote;
Gaze estéril;
Esparadrapo ou micropore para
fixação;
Seringa descartável (se aplicável);
Equipo de soro (se aplicável);
Medicação prescrita;
Etiqueta de identificação;
12.
Passoapasso
Preparação: Reúnatodos os materiais
necessários em uma bandeja. Coloque as luvas
de procedimento. Prepare o dispositivo scalp, se
necessário, conectando o equipo e removendo o
ar com soro fisiológico, se for infusão contínua.
Localização da veia: Posicione o garrote no
membro do paciente (geralmente no antebraço)
para visualizar a veia. Peça ao paciente para
abrir e fechar a mão para ajudar a localizar a
veia.
Assepsia: Limpe a pele no local da punção com
álcool 70% em movimentos circulares e deixe
secar. Estique a pele para mantê-la firme.
13.
Passoapasso
Punção: Como bisel do scalp voltado para cima,
insira o dispositivo na veia em um ângulo de
aproximadamente aproximadamente de 15 a 30
graus, um refluxo de sangue na cânula do scalp
indica que a veia foi puncionada.
Fixação e administração: Solte o garrote. Fixe o
scalp na pele com esparadrapo ou micropore.
Conecte a seringa ou o equipo e administre o
medicamento lentamente, observando se há sinais
de infiltração, como inchaço local.
Finalização: Se a infusão for terminada, remova o
scalp e descarte-o imediatamente em coletor de
perfurocortantes. Se for para permanecer, finalize a
fixação com mais fita e etiqueta, conforme o
protocolo.
14.
ABOCATH
Principais Vantagensdo Abocath:
Durabilidade prolongada (comparado ao Scalp);
Permite infusão de volumes maiores;
Menor risco de transfixação venosa;
Flexível, confortável e seguro para o paciente;
Não exige paramentação cirúrgica.
15.
ABOCATH
Como funcionao Abocath?
Durante a punção, o mandril metálico do cateter
é inserido na veia. Após a punção bem-sucedida,
o mandril é removido, permanecendo apenas o
dispositivo flexível intraluminal, o que diminui
riscos e melhora o conforto.
Técnica de Inserção do Abocath:
A aplicação do Abocath requer apenas técnica
antisséptica, incluindo:
Uso de luvas de procedimento
Antissepsia rigorosa do local de punção;
Posicionamento adequado da veia alvo;
16.
ABOCATH
Calibres eIndicações:
14G a 18G: Indicado para administração de
grandes volumes, em situações de emergência,
traumatismos, e para cirurgias;
20G: Uso geral, adequado para maioria das
infusões;
22G a 24G: Indicado para crianças, pacientes
com veias mais finas, ou para administração de
menor volume de fluídos e medicamentos.
Exemplos de quando usar:
Hidratação venosa;
Administração de medicamentos;
Situações de emergência ou trauma;
Coletas de sangue recorrentes;
Cirurgias e procedimentos com sedação.
17.
Técnica
com
Abocath
Materiais:
● Algodãocom álcool e seco;
● Luva de procedimento, desde que seja mantido a
esterilidade;
● Abocath;
● Multivia;
● Esparadrapo;
● Seringa com SF ou AD;
● Garrote e luvas;
● Identificação.
18.
Técnica
com
Abocath
Procedimento:
• Lavaras mãos;
• Instruir o paciente;
• Prepara material (medicamento e
preenchimento de equipo e multivia);
• Garrotear, Escolher a veia e Desgarrotear;
• Calçar a luva e Garroteia de novo;
• Fazer assepsia, Puncionar e Desgarrotear;
• Pressionar a extremidade para impedir retorno
venoso e Retirar o fio guia do cateter;
• Conectar o cateter a multivia já preenchida ou ao
equipo;
• Fazer fixação do cateter com esparadrapo;
• Fazer o curativo da punção;
• Colocar identificação, Lavar as mãos e Anotar.
19.
Administração
de
medicamento
via
endovenosa
Ler aprescrição.
Data, nome do paciente, medicação, dose, via de
administração e o horário da medicação.
Levar a bandeja ou cuba rim para perto do
paciente, colocando a bandeja sobre a mesinha
de cabeceira.
Conferir a identificação do cliente através da
pulseira de identificação e com o próprio.
Orientar o paciente e o acompanhante sobre o
procedimento.
Calçar luvas de procedimentos.
20.
Administração
de
medicamento
via
endovenosa
Em seguida,checar a permeabilidade do acesso
venoso, observando se o local apresenta sinais
flogísticos.
Fechar o clamp de controle de fluxo do acesso
venoso, no caso de o paciente estar recebendo
hidratação contínua.
Realizar a desinfecção das conexões e injetores
(entrada das vias do extensor) do circuito, utilizando
gaze estéril e álcool a 70%.
Abrir a via do extensor do equipo que será utilizado,
com o auxílio da gaze.
Introduzir a seringa na via do extensor.
Proteger a tampa do extensor com gaze e deixá-la
na bandeja.
21.
Certificar-se denão haver bolhas de ar no interior da
seringa ou circuito com medicação;
Injetar o medicamento de forma lenta;
Observar possíveis reações que o paciente possa
apresentar durante a administração;
Retirar a seringa;
Introduzir a seringa preenchida com SF 0,9% a fim de
salinizar a via utilizada;
Retirar a seringa;
Fechar a via do extensor com o conector próprio (tampa do
extensor);
Fechar o clamp de fluxo da via que não será mais utilizada;
É importante também entender que tipo de medicamento
usa a via intravenosa na administração;
Administração
de
medicamento
via
endovenosa
22.
Complicações
davia
Intravenosa
Infiltração: visíveldevido ao edema tecidual
doloroso, indica que a agulha se moveu, atingindo o
tecido subcutâneo. Será necessário fazer uma nova
punção venosa.
Hematoma: as manchas arroxeadas sinalizam
vazamento do sangue para o tecido subcutâneo,
que deve ser tratado com curativos compressivos.
Elevar o membro afetado também ajuda na
recuperação.
Flebite: febre e dor no trajeto da veia são sintomas
de inflamações no vaso sanguíneo. Irritações por
produtos químicos e ação bacteriana são causas
prováveis, que devem motivar a interrupção da
punção. Repouso, compressas de água morna e,
por vezes, anticoagulantes são indicados.
23.
Complicações
davia
Intravenosa
Lesão donervo: compressões intensas de itens como
curativos podem ferir nervos em redor, desencadeando
formigamento ou dormência na área afetada;
Infecção local ou generalizada: surge em resposta à
assepsia insatisfatória, provocando incômodos como dor,
febre, inflamação, calafrios e pus. Exigem avaliação
médica para a determinação do tratamento adequado,
incluindo o uso de antibióticos tópicos e sistêmicos;
Embolia: coágulos, ar e até partes do cateter
podem obstruir o fluxo sanguíneo e a liberação do
medicamento.
Choque pirogênico: surge em decorrência de corpo
estranho ou aplicação de solução que teve preparo
inadequado. Requer socorro imediato para estabilização
dos sinais vitais, revertendo o quadro de febre,
hipotensão, dispneia, tremores e dessaturação de
oxigênio.
24.
Preenchimento
demultiviase
equipos
Envolve atécnica asséptica para conectar
o dispositivo, verificar a integridade da
embalagem, e infundir uma solução (como
soro fisiológico). É crucial garantir que as
conexões estejam bem acopladas e que o
fluxo possa ser controlado com as pinças
(clamps).
25.
Passoapasso
parao
preenchimento
Preparação etécnica asséptica:
Lave as mãos e coloque luvas de procedimento.
Verifique se a embalagem do equipo multivias está intacta e
dentro do prazo de validade.
Abra a embalagem utilizando a técnica asséptica.
Retire o dispositivo e feche as pinças clamp de todas as
vias.
Prime e conexão: Retire as tampas protetoras dos
conectores luer fêmea das vias e da via de conexão com o
cateter venoso do paciente.
Conecte a via do equipo ao acesso venoso periférico já
puncionado no paciente.
Utilize uma seringa com soro fisiológico para "preencher" ou
"prime" o equipo, infundindo a solução completamente em
cada via, até que não haja bolhas de ar.
26.
Passoapasso
parao
preenchimento
Regulação efinalização: Após o prime, feche as
pinças clamp para manter o soro dentro do
equipo e evitar o refluxo de sangue.
Realize a assepsia das conexões.
Abra as pinças clamp e regule o fluxo da infusão
conforme a prescrição médica.
Monitore a infusão para garantir que não haja
vazamentos nas conexões.
Observação: O equipo e multivias não devem ser
reutilizados após o uso.
30.
TIPOSDE
EQUIPO
Equipo simples:Utilizado para infusão por
gravidade, possui câmara de gotejamento e roldana
para controlar o fluxo.
Equipo de macrogotas: Para administração de grandes
volumes, onde cada 20 gotas equivalem a 1 mL.
Equipo de microgotas: Para infusões lentas e
controladas, onde 60 gotas equivalem a 1 mL. É muito
usado em pediatria, UTI neonatal e para pacientes
cardiopatas.
Equipo de bomba de infusão: Específico para bombas
de infusão, que controlam a velocidade de administração
com alta precisão.
Equipo fotossensível: De cor âmbar ou laranja, é
usado para proteger medicamentos fotossensíveis (que
se degradam com a luz) da exposição luminosa.
31.
TIPOSDE
EQUIPO
Equipo dedieta enteral: Usado para
administrar nutrição por meio de
sondas. É geralmente identificado pela cor
azul ou roxa e tem conexões específicas
para a bomba de infusão e para a sonda;
Equipo para transfusão de sangue:
Equipado com um filtro para evitar a
passagem de partículas do sangue e
hemocomponentes.