Fabricação do
açúcar
Profª Camila O. Martinez
2016
1
Universidade Tecnológica
Federal do Paraná Campus
Campo Mourão
Consumo
 O consumo no Brasil cresceu mto nos últimos 60 anos,
alterações no padrão de consumo e no crescimento da
população.
 1930: 15 Kg/habitante/ano.
 1940: 22.
 1950: 30
 1960: 32
 1970: 40
 1990: 50
 HOJE: 61
O mercado brasileiro ainda pode se expandir: aumento
do consumo de produtos
October 25, 2016
2
Brasil
x
média mundial: 21
October 25, 2016
3
October 25, 2016
4
October 25, 2016
5
October 25, 2016
6
October 25, 2016
7
October 25, 2016
8
Os diferentes tipos de açúcares e suas utilizações
October 25, 2016
9
Os diferentes tipos de açúcares e suas utilizações
 + comum: refinado (mesa)
 Outros tipos de açúcares no mercado
 A diferença entre eles está... (cor, sabor, textura, composição nutricional,
teor calórico, e forma de utilização)
 Quanto mais escuro é o açúcar... (bruto)
 A cor branca = aditivos químicos no refinamento
 Ex: 100 gramas de açúcar mascavo: 85 mg de cálcio, 29 mg de magnésio,
22 mg de fósforo e 346 mg de potássio
X
Açúcar refinado: 2 mg de cada um desses nutrientes
October 25, 2016
10
Açúcar Cristal
 Branco: refinamento (cor e sabor)
 Remoção: 90% das vitaminas e sais
minerais
 Cristais grandes e transparentes
(dissolução)
 Uso culinário:
 compotas e geleias.
 adoçar bebidas
 preparar bolos e sobremesas
October 25, 2016
11
Açúcar Refinado
 Fragmentação do cristal (caract)
 porção + fina = açúcar de confeiteiro
 + comum: grãos finos e irregulares
(dissolução)
 Todos os tipos de receitas:
 bolos a tortas e pudins,
 quase todas as sobremesas e
bebidas
October 25, 2016
12
Açúcar de Confeiteiro
 Glaçucar
 Cristais homogêneos: peneiragem
 + comum: grãos finos e irregulares
(dissolução)
 Amido de arroz, milho ou fosfato de Ca
 Uso:
 Decorar biscoitos e tortas,
 Glacês, coberturas, chantilly.
October 25, 2016
13
Açúcar Light
 Açúcar refinado + sucralose (poder
adoçante = reduz ½ )
 Aspartame, ciclamato e sacarina:
quadruplicam
 Qualquer receita
 Café: 2 g x 6 g
October 25, 2016
14
Açúcar Líquido
 Xarope simples: indústria alimentícia
 Dissolução do açúcar refinado
 Uso:
 bebidas gasosas, balas e doces
October 25, 2016
15
Açúcar Mascavo
 Cor caramelo, úmido, sabor
 Caldo não clarificado, sem refino
 Qualidade nutricional (cálcio, ferro e
os sais minerais)
 Uso
 bolos, pães e tortas
 biscoitos integrais e granolas.
October 25, 2016
16
Açúcar Demerara
 Cristalização, leve refinação (sem
aditivo químico)
 Cor, sabor, dissolução
 Valor nutricional
 Levemente mais úmido (melaço)
 Um dos mais caros
 Uso
 doces mais sofisticados
October 25, 2016
17
Açúcar orgânico
 Definição
 Processos apoiados na sustentabilidade (plantio até a etapa final)
 Características nutricionais: semelhante açúcar mascavo
 + caro
October 25, 2016
18
Açúcar Very High Polarization (VHP)
 + exportado pelo Brasil
 É mais claro que o
demerara
 Na clarificação não há a
utilização de anidrido
sulfuroso
October 25, 2016
19
Xarope invertido
 1/3 de glicose, 1/3 de frutose e 1/3 de sacarose
 Solução aquosa, fácil de ser armazenada
 Também é muito utilizado na indústria alimentícia por agir contra a
cristalização nos alimentos já preparados
 Uso:
 Frutas em calda, sorvetes, balas e caramelos, licores, geleias,
biscoitos levam o ingrediente em sua composição.
October 25, 2016
20
Tipos de açucares
 Forma + bruta de extração: mascavo (cálcio e ferro)
 Leve refinamento: demerara, conserva todos os nutrientes
 O açúcar light: menos caloria, mas substâncias químicas
 Cristal e o açúcar refinado: branco mas saúde
 Excesso de açúcar:
 aumenta os índices de triglicérides
 aumenta a probabilidade de diabetes, de obesidade, e
entupimento das artérias
October 25, 2016
21
Qualidade - legislação
 Resolução nº 12, de março de 1978, da Comissão Nacional de
Normas e Padrões para Alimentos do Ministério da Saúde
(estabelece os padrões de identidade e qualidade
para açúcar refinado)
 Resolução nº 04, de 24 de novembro de 1988, do Conselho
Nacional de Saúde (estabelece os limites máximos de
concentração para aditivos intencionais adicionados a
alimentos)
 Portaria nº 451, de 19 de setembro de 1997, da Secretaria de
Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde (estabelece os
critérios e padrões microbiológicos para alimentos)
October 25, 2016
22
 http://www.inmetro.gov.br/consumidor/produtos/acucar.asp
Avaliação da qualidade de diferentes marcas de açúcar.
October 25, 2016
23
Análise do açúcar
 Cor ICUMSA (Comissão Internacional para Métodos Uniformes de Análise de Açúcar):
+ baixo + claro (impurezas e tamanho). Afeta
 Resíduo insolúvel (mineral): sólidos insolúveis, colheita, sensorial, cor
 Umidade: grumos nos cristais (qualidade)
 Dextrana: leva o açúcar a formar grumos e goma (qualidade), Afeta pol, bebidas, balas
e geleias.
 Pol: pureza do açúcar
 Pontos pretos: sujeiras, bagacilho, fuligem, etc.
 Sulfito: enxofre
 Umidade, e Ferro (solo, equipamentos)
 Caract. Microbiológicas: contagem de bolores e leveduras: máximo de 103 UFG/g e
salmonela: ausência em 25 g
October 25, 2016
24
Análise do açúcar
CARACTERÍSTICAS MICROSCÓPICAS
 Matérias estranhas no alimento, nocivas
 ou não originadas de contaminação (colheita, produção,
processamento, armazenamento, transporte e distribuição).
ANÁLISE SENSORIAL
As propriedades verificadas são:
 Aspecto – próprio do tipo de açúcar.
 Cor – própria do tipo de açúcar.
 Odor – próprio.
 Sabor – doce.
October 25, 2016
25
Açúcar sem enxofre
 APLICAÇÃO DA PRODUÇÃO MAIS LIMPA NO PROCESSO
DE CLARIFICAÇÃO DO CALDO DE CANA PARA PRODUÇÃO
DE AÇÚCAR:
http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Repositorio/enegep20
08_TN_STP_077_542_11704_000fxga1q2g02wyiv80soht9h
b4z0hqy.pdf
 http://www.agrovale.com/?sessao=acucar_cristal
October 25, 2016
26
Determinação da cor
 O termo ICUMSA é a sigla da International Commission for
Uniform Methods of Sugar Analysis (Comissão Internacional
para Métodos Uniformes de Análise de Açúcar)
 Abs: Leitura de absorbância a 420nm da solução
 b: Comprimento interno da cubeta (cm)
 c: Concentração de sacarose açucarada (g/L) 20°C
October 25, 2016
27
Especificação para Açúcar Cristal de acordo com a Cor
 Tipo 1: máximo 100 UI
 Tipo 2: máximo 150 UI
 Tipo 3: máximo 200 UI
 Tipo 4: acima de 200 UI
October 25, 2016
28
VHP x VVHP
 < 99,3 x > 99,5º
October 25, 2016
29
Classificação do açúcar refinado
 Amorfo, de primeira
Sacarose, mínimo 99,0% p/p
Resíduo mineral fixo, máximo 0,2% p/p
Cor "ICUMSA" (420nm), máximo 80
Umidade, máximo 0,3% p/p
 Amorfo, de segunda
Sacarose, mínimo 98,5% p/p
Resíduo mineral fixo, máximo 0,2% p/p
Cor "ICUMSA" (420nm), máximo 120
Umidade, máximo 0,4% p/p
 Granulado
Sacarose, mínimo 99,8% p/p
Resíduo mineral fixo, máximo 0,04% p/p
Cor "ICUMSA" (420nm), máximo 45
Umidade, máximo 0,04% p/p
October 25, 2016
30
Tipos de açúcar refinado existentes
Classificação
Amorfo,d
e primeira
Amorfo,de
segunda
Granulado
Extra,
Especial ou
Superior
Ensaios
Teor de Sacarose (superior
a)
99,0% 98,5% 99,8% 99,0%
Resíduo Mineral Fixo
(inferior a)
0,2% 0,2% 0,04% 0,2%
Cor "ICUMSA" (inferior a) 80 120 45 80
Umidade (inferior a) 0,3% 0,4% 0,04% 0,3%
Ferro (máximo, em mg/kg) – – – 10
October 25, 2016
31
Açúcar refinado
ROTULAGEM
 O rótulo deve trazer a denominação "Açúcar refinado",
seguida do tipo
October 25, 2016
32
October 25, 2016
33
Fluxograma de produção
October 25, 2016
34
Caldo clarificado
October 25, 2016
35
Concentração do caldo
 1) Evaporadores de múltiplos efeitos aquecidos a vapor, produzindo
xarope (60 – 70º brix)
 2) Evaporadores de simples efeito, aquecidos a vapor: cozedores
massa cozida (sacarose parcialmente cristalizada)
October 25, 2016
36
EVAPORAÇÃO DO CALDO
Evaporação
 14 - 17o Brix 65o Brix
 Remoção: 80% em peso do caldo
 Evaporação em múltiplo efeito em correntes paralelas (econômico)
 Vapor necessário > do que o advindo da queima do bagaço
se usa vapor de escape das
turbinas no primeiro efeito
 Evaporador: tubos verticais, de fluxo ascendente
 5 efeitos
 Pré-evaporador (dobro da área)
 Pressão abaixo da atmosférica, que diminui
 O limite superior de temperatura (127-130oC – perda e cor) e o limite
inferior pela qualidade do vácuo obtido no último efeito (50-60oC - 64 cm de
Hg ). Temperatura do caldo = 115oC
October 25, 2016
38
Evaporador Tipo Roberts
October 25, 2016
39
October 25, 2016
40
Vapor vegetal
Pressão e temp. decrescentes
Evaporação
 Material de construção: aço carbono, latão ou aço inox
 Comprimento: 1,60 a 4,5 m
 Diâmetro interno: 27 a 46 mm
 Espessura: 1,0 a 2,65 mm
 Descoberto por Rillieux na Louisiania em 1840
October 25, 2016
41
Transmissão de Calor em Tubo de
Evaporação
October 25, 2016
42
Estrutura
 Calandra: duas placas perfuradas, uma superior e uma inferior denominadas
espelhos, interligados pelos tubos
 Corrente ascendente nos tubos periféricos e descendente pelo tubo
central
 As águas condensadas depositam-se sobre o espelho inferior e devem ser
retiradas da calandras
 Gases incondensáveis se acumulam sob o espelho superior (zonas inativas)
 Removidos através de tubos (tubos amoniacais)
October 25, 2016
43
October 25, 2016
44
Evaporadores
Estrutura
 Altura de tubo< 3 m: uma entrada de vapor
 Altura de tubo >3 m: duas entradas de vapor
 Altura de tubo >>3 m: quatro entradas
October 25, 2016
46
Exemplo de um evaporador de quádruplo efeito
1º Efeito
 Pressão na calandra: 1,63 kgf/cm2
 Temperatura na calandra: 114ºC
 Pressão na câmara de gases: 1,24
kgf/cm2
 Temperatura na câmara de
gases: 106ºC
 Brix de entrada: 16
 Brix de saida: 19,3
2º Efeito
 Pressão na calandra: 1,24 kgf/cm2
 Temperatura na calandra: 106ºC
 Vácuo na câmara de gases: 10,16
cm Hg
 Temperatura na câmara de
gases: 96ºC
 Brix de entrada: 19,3
 Brix de saida: 25
October 25, 2016
47
3º Efeito
 Vácuo na calandra: 10,16 cm Hg
 Temperatura na calandra: 86ºC
 Vácuo na câmara de gases: 38,5
cm Hg
 Temperatura na câmara de
gases: 80,5ºC
 Brix de entrada: 25
 Brix de saída: 36,5
4º Efeito
 Vácuo na calandra: 38,5 cm Hg
 Temperatura na calandra: 80,5ºC
 Vácuo na câmara de gases: 66 cm
Hg
 Temperatura na câmara de
gases: 52ºC
 Brix de entrada: 36,5
 Brix de saida: 60
Causas de uma Evaporação Deficiente
 Temperatura baixa caldo clarificado alimentando os pré-evaporadores
 Tubos incrustados,furados ou soltos
 Remoção de condensados e gases incondensáveis deficiente
 Tubos operando com nível incorreto de caldo
 Baixo vácuo no último efeito
 Baixa pressão do vapor de escape das turbinas
 Partidas e paradas freqüentes
 Variações na vazão de caldo
 Vazão de caldo acima do projetado (embebição)
October 25, 2016
48
Consequências de Falhas na Evaporação
 Redução na produção
 Água desmineralizada insuficiente, devido à falta de condensado de
escape
 Filtro rotativo com perdas na torta devido volume baixo de água para
embebição
October 25, 2016
49
Limpeza
 > formação de incrustação (definição) = sintoma de má circulação do
caldo
 É muito importante que o nível do caldo seja mantido em
aproximadamente um terço da altura dos tubos
 Nível do Caldo muito Baixo: O caldo tende a ferver e não
consegue chegar à parte superior dos tubos, concentrando
 Nível do Caldo demasiadamente Alto: Os tubos ficam
submersos e a evaporação é prejudicada
 Limpa e superfície lisa = difícil/ete ocorrerá depósitos de sujeira
October 25, 2016
50
Quantidade de incrustrações depende também
a) Composição do Caldo
 Variedade de cana
 Tipo de solo cultivado
 Sistema de colheita de cana
 Estado de limpeza da cana (terra)
 Sistema de lavagem de cana
 Grau de extração pela moenda
October 25, 2016
51
Quantidade de incrustrações depende também
b) Peneiramento do Caldo
c) Qualidade da Cal, do Enxofre e dos Aditivos da Clarificação
d) Processos de Clarificação: sulfitos formam 30% das incrustações
e) Velocidade de Circulação de Caldo nos Diversos Vasos;
f) Condição de Vácuo nos Evaporadores
j) Pressão e Temperatura do Vapor de Alimentação
October 25, 2016
52
Limpeza
Limpeza com Jato de Água sob Alta Pressão
Limpeza Química
 Encher os tubos com solução 2 a 3% de NaOH, ferver por várias
horas e lavar em seguida com água
Limpeza mecânica: Efetuada com rasquete ou roseta rotativa
October 25, 2016
53
Alguns cuidados quanto à extração são:
 Brix acima de 72% pode iniciar o processo de cristalização
 Brix baixo aumenta o consumo de vapor e tempo de
cozimento
 Deve-se checar a bomba regularmente para evitar vazamento
de xarope, evitando perdas, pois o produto está concentrado.
 Manter o vácuo da última caixa acima de 24 pol Hg (61 cm
Hg), pois influência diretamente na evaporação.
October 25, 2016
54
Separadores de Arraste
 Objetivo
 Ebulição lança finas gotículas de caldo muito leves q são
arrastadas
 Quanto maior for o vácuo maior é a incidência de arraste
(perdas): último corpo
October 25, 2016
55
October 25, 2016
56
SEPARADOR
DE ARRASTE
SEPARADOR
DE ARRASTE
SAÍDA DE VAPOR
FACE SUPERIOR DO ESPELHO
Arraste
Como diminuir o Arraste
 Evitar vácuo exagerado (24 – 26 cm de Hg);
 Instalar a chegada do caldo no fundo do corpo do evaporador e não por
cima do espelho;
 Evitar operar o múltiplo efeito além de sua capacidade normal;
 Evitar deixar subir o nível do caldo;
 Munir a tubulação de vácuo dum separador de arraste eficiente;
 O corpo do evaporador acima do espelho superior da calandra deve ser
no mínimo 2 vezes a altura da calandra.
Perdas de Açúcar: 20 ppm no vapor e 0,5 ppm na água.
October 25, 2016
57
Extração de Águas Condensadas
Vapor usado = água condensada
Esta retirada de água efetua-se por meio de drenos colocados na parte
inferior da calandra, por várias maneiras, conforme a pressão na
calandra: purgador, caixa de sifão, bomba
October 25, 2016
58
Resfriamento de Águas Condensadas
October 25, 2016
59
Transformações Físico-químicas no Caldo durante a
Evaporação
Formação da Cor
 > primeiro corpo
 Causada por deficiente circulação do caldo na calandra e altos tempos de
retenção.
 Quando o vácuo é baixo, a temperatura de sistema sofre uma elevação
Diminuição do pH
 Comum: decréscimo no pH = 0,3
 Não deve ultrapassar uma queda de 0,5. Como exemplo, cita-se: pH do
caldo clarificado 6,9 e do xarope 6,5
 Inversão na evaporação < 0,2%(glicose)
 Tempo de retenção na evaporação
Pureza do xarope
Inversão: temp
October 25, 2016
60
Flotador de Xarope
Objetivo:
 Remoção:
 substâncias que dão cor ao açúcar
 materiais insolúveis em suspensão
 e de macromoléculas (dextrana)
- Adesão a bolhas de ar
- Acido fosfórico: microfloculação
- O lodo flotado é removido por meio de raspadores de
superfície e recolhido na calha de lodo, onde seguirá para
caixa de caldo misto
October 25, 2016
61
October 25, 2016
62
- Aquecimento: 85ºC (visc. e reação)
- Polímero floculante
October 25, 2016
63
Xarope da evaporação
Agitação
de baixa
velocidade
T
anque
de xarope
(capacidade
de 1,5 h de
produção)
Lodo
Flotador (20 a 30 min.
de retenção)
Polieletrólito
(10 a 15 ppm
dos sólidos)
Ar
Aerador
October 25, 2016
64
Evaporadores

Aula 7 - Fabricacao do acucar wm processo

  • 1.
    Fabricação do açúcar Profª CamilaO. Martinez 2016 1 Universidade Tecnológica Federal do Paraná Campus Campo Mourão
  • 2.
    Consumo  O consumono Brasil cresceu mto nos últimos 60 anos, alterações no padrão de consumo e no crescimento da população.  1930: 15 Kg/habitante/ano.  1940: 22.  1950: 30  1960: 32  1970: 40  1990: 50  HOJE: 61 O mercado brasileiro ainda pode se expandir: aumento do consumo de produtos October 25, 2016 2 Brasil x média mundial: 21
  • 3.
  • 4.
  • 5.
  • 6.
  • 7.
  • 8.
  • 9.
    Os diferentes tiposde açúcares e suas utilizações October 25, 2016 9
  • 10.
    Os diferentes tiposde açúcares e suas utilizações  + comum: refinado (mesa)  Outros tipos de açúcares no mercado  A diferença entre eles está... (cor, sabor, textura, composição nutricional, teor calórico, e forma de utilização)  Quanto mais escuro é o açúcar... (bruto)  A cor branca = aditivos químicos no refinamento  Ex: 100 gramas de açúcar mascavo: 85 mg de cálcio, 29 mg de magnésio, 22 mg de fósforo e 346 mg de potássio X Açúcar refinado: 2 mg de cada um desses nutrientes October 25, 2016 10
  • 11.
    Açúcar Cristal  Branco:refinamento (cor e sabor)  Remoção: 90% das vitaminas e sais minerais  Cristais grandes e transparentes (dissolução)  Uso culinário:  compotas e geleias.  adoçar bebidas  preparar bolos e sobremesas October 25, 2016 11
  • 12.
    Açúcar Refinado  Fragmentaçãodo cristal (caract)  porção + fina = açúcar de confeiteiro  + comum: grãos finos e irregulares (dissolução)  Todos os tipos de receitas:  bolos a tortas e pudins,  quase todas as sobremesas e bebidas October 25, 2016 12
  • 13.
    Açúcar de Confeiteiro Glaçucar  Cristais homogêneos: peneiragem  + comum: grãos finos e irregulares (dissolução)  Amido de arroz, milho ou fosfato de Ca  Uso:  Decorar biscoitos e tortas,  Glacês, coberturas, chantilly. October 25, 2016 13
  • 14.
    Açúcar Light  Açúcarrefinado + sucralose (poder adoçante = reduz ½ )  Aspartame, ciclamato e sacarina: quadruplicam  Qualquer receita  Café: 2 g x 6 g October 25, 2016 14
  • 15.
    Açúcar Líquido  Xaropesimples: indústria alimentícia  Dissolução do açúcar refinado  Uso:  bebidas gasosas, balas e doces October 25, 2016 15
  • 16.
    Açúcar Mascavo  Corcaramelo, úmido, sabor  Caldo não clarificado, sem refino  Qualidade nutricional (cálcio, ferro e os sais minerais)  Uso  bolos, pães e tortas  biscoitos integrais e granolas. October 25, 2016 16
  • 17.
    Açúcar Demerara  Cristalização,leve refinação (sem aditivo químico)  Cor, sabor, dissolução  Valor nutricional  Levemente mais úmido (melaço)  Um dos mais caros  Uso  doces mais sofisticados October 25, 2016 17
  • 18.
    Açúcar orgânico  Definição Processos apoiados na sustentabilidade (plantio até a etapa final)  Características nutricionais: semelhante açúcar mascavo  + caro October 25, 2016 18
  • 19.
    Açúcar Very HighPolarization (VHP)  + exportado pelo Brasil  É mais claro que o demerara  Na clarificação não há a utilização de anidrido sulfuroso October 25, 2016 19
  • 20.
    Xarope invertido  1/3de glicose, 1/3 de frutose e 1/3 de sacarose  Solução aquosa, fácil de ser armazenada  Também é muito utilizado na indústria alimentícia por agir contra a cristalização nos alimentos já preparados  Uso:  Frutas em calda, sorvetes, balas e caramelos, licores, geleias, biscoitos levam o ingrediente em sua composição. October 25, 2016 20
  • 21.
    Tipos de açucares Forma + bruta de extração: mascavo (cálcio e ferro)  Leve refinamento: demerara, conserva todos os nutrientes  O açúcar light: menos caloria, mas substâncias químicas  Cristal e o açúcar refinado: branco mas saúde  Excesso de açúcar:  aumenta os índices de triglicérides  aumenta a probabilidade de diabetes, de obesidade, e entupimento das artérias October 25, 2016 21
  • 22.
    Qualidade - legislação Resolução nº 12, de março de 1978, da Comissão Nacional de Normas e Padrões para Alimentos do Ministério da Saúde (estabelece os padrões de identidade e qualidade para açúcar refinado)  Resolução nº 04, de 24 de novembro de 1988, do Conselho Nacional de Saúde (estabelece os limites máximos de concentração para aditivos intencionais adicionados a alimentos)  Portaria nº 451, de 19 de setembro de 1997, da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde (estabelece os critérios e padrões microbiológicos para alimentos) October 25, 2016 22
  • 23.
     http://www.inmetro.gov.br/consumidor/produtos/acucar.asp Avaliação daqualidade de diferentes marcas de açúcar. October 25, 2016 23
  • 24.
    Análise do açúcar Cor ICUMSA (Comissão Internacional para Métodos Uniformes de Análise de Açúcar): + baixo + claro (impurezas e tamanho). Afeta  Resíduo insolúvel (mineral): sólidos insolúveis, colheita, sensorial, cor  Umidade: grumos nos cristais (qualidade)  Dextrana: leva o açúcar a formar grumos e goma (qualidade), Afeta pol, bebidas, balas e geleias.  Pol: pureza do açúcar  Pontos pretos: sujeiras, bagacilho, fuligem, etc.  Sulfito: enxofre  Umidade, e Ferro (solo, equipamentos)  Caract. Microbiológicas: contagem de bolores e leveduras: máximo de 103 UFG/g e salmonela: ausência em 25 g October 25, 2016 24
  • 25.
    Análise do açúcar CARACTERÍSTICASMICROSCÓPICAS  Matérias estranhas no alimento, nocivas  ou não originadas de contaminação (colheita, produção, processamento, armazenamento, transporte e distribuição). ANÁLISE SENSORIAL As propriedades verificadas são:  Aspecto – próprio do tipo de açúcar.  Cor – própria do tipo de açúcar.  Odor – próprio.  Sabor – doce. October 25, 2016 25
  • 26.
    Açúcar sem enxofre APLICAÇÃO DA PRODUÇÃO MAIS LIMPA NO PROCESSO DE CLARIFICAÇÃO DO CALDO DE CANA PARA PRODUÇÃO DE AÇÚCAR: http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Repositorio/enegep20 08_TN_STP_077_542_11704_000fxga1q2g02wyiv80soht9h b4z0hqy.pdf  http://www.agrovale.com/?sessao=acucar_cristal October 25, 2016 26
  • 27.
    Determinação da cor O termo ICUMSA é a sigla da International Commission for Uniform Methods of Sugar Analysis (Comissão Internacional para Métodos Uniformes de Análise de Açúcar)  Abs: Leitura de absorbância a 420nm da solução  b: Comprimento interno da cubeta (cm)  c: Concentração de sacarose açucarada (g/L) 20°C October 25, 2016 27
  • 28.
    Especificação para AçúcarCristal de acordo com a Cor  Tipo 1: máximo 100 UI  Tipo 2: máximo 150 UI  Tipo 3: máximo 200 UI  Tipo 4: acima de 200 UI October 25, 2016 28
  • 29.
    VHP x VVHP < 99,3 x > 99,5º October 25, 2016 29
  • 30.
    Classificação do açúcarrefinado  Amorfo, de primeira Sacarose, mínimo 99,0% p/p Resíduo mineral fixo, máximo 0,2% p/p Cor "ICUMSA" (420nm), máximo 80 Umidade, máximo 0,3% p/p  Amorfo, de segunda Sacarose, mínimo 98,5% p/p Resíduo mineral fixo, máximo 0,2% p/p Cor "ICUMSA" (420nm), máximo 120 Umidade, máximo 0,4% p/p  Granulado Sacarose, mínimo 99,8% p/p Resíduo mineral fixo, máximo 0,04% p/p Cor "ICUMSA" (420nm), máximo 45 Umidade, máximo 0,04% p/p October 25, 2016 30
  • 31.
    Tipos de açúcarrefinado existentes Classificação Amorfo,d e primeira Amorfo,de segunda Granulado Extra, Especial ou Superior Ensaios Teor de Sacarose (superior a) 99,0% 98,5% 99,8% 99,0% Resíduo Mineral Fixo (inferior a) 0,2% 0,2% 0,04% 0,2% Cor "ICUMSA" (inferior a) 80 120 45 80 Umidade (inferior a) 0,3% 0,4% 0,04% 0,3% Ferro (máximo, em mg/kg) – – – 10 October 25, 2016 31
  • 32.
    Açúcar refinado ROTULAGEM  Orótulo deve trazer a denominação "Açúcar refinado", seguida do tipo October 25, 2016 32
  • 33.
  • 34.
  • 35.
  • 36.
    Concentração do caldo 1) Evaporadores de múltiplos efeitos aquecidos a vapor, produzindo xarope (60 – 70º brix)  2) Evaporadores de simples efeito, aquecidos a vapor: cozedores massa cozida (sacarose parcialmente cristalizada) October 25, 2016 36
  • 37.
  • 38.
    Evaporação  14 -17o Brix 65o Brix  Remoção: 80% em peso do caldo  Evaporação em múltiplo efeito em correntes paralelas (econômico)  Vapor necessário > do que o advindo da queima do bagaço se usa vapor de escape das turbinas no primeiro efeito  Evaporador: tubos verticais, de fluxo ascendente  5 efeitos  Pré-evaporador (dobro da área)  Pressão abaixo da atmosférica, que diminui  O limite superior de temperatura (127-130oC – perda e cor) e o limite inferior pela qualidade do vácuo obtido no último efeito (50-60oC - 64 cm de Hg ). Temperatura do caldo = 115oC October 25, 2016 38
  • 39.
  • 40.
    October 25, 2016 40 Vaporvegetal Pressão e temp. decrescentes
  • 41.
    Evaporação  Material deconstrução: aço carbono, latão ou aço inox  Comprimento: 1,60 a 4,5 m  Diâmetro interno: 27 a 46 mm  Espessura: 1,0 a 2,65 mm  Descoberto por Rillieux na Louisiania em 1840 October 25, 2016 41
  • 42.
    Transmissão de Calorem Tubo de Evaporação October 25, 2016 42
  • 43.
    Estrutura  Calandra: duasplacas perfuradas, uma superior e uma inferior denominadas espelhos, interligados pelos tubos  Corrente ascendente nos tubos periféricos e descendente pelo tubo central  As águas condensadas depositam-se sobre o espelho inferior e devem ser retiradas da calandras  Gases incondensáveis se acumulam sob o espelho superior (zonas inativas)  Removidos através de tubos (tubos amoniacais) October 25, 2016 43
  • 44.
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  • 46.
    Estrutura  Altura detubo< 3 m: uma entrada de vapor  Altura de tubo >3 m: duas entradas de vapor  Altura de tubo >>3 m: quatro entradas October 25, 2016 46
  • 47.
    Exemplo de umevaporador de quádruplo efeito 1º Efeito  Pressão na calandra: 1,63 kgf/cm2  Temperatura na calandra: 114ºC  Pressão na câmara de gases: 1,24 kgf/cm2  Temperatura na câmara de gases: 106ºC  Brix de entrada: 16  Brix de saida: 19,3 2º Efeito  Pressão na calandra: 1,24 kgf/cm2  Temperatura na calandra: 106ºC  Vácuo na câmara de gases: 10,16 cm Hg  Temperatura na câmara de gases: 96ºC  Brix de entrada: 19,3  Brix de saida: 25 October 25, 2016 47 3º Efeito  Vácuo na calandra: 10,16 cm Hg  Temperatura na calandra: 86ºC  Vácuo na câmara de gases: 38,5 cm Hg  Temperatura na câmara de gases: 80,5ºC  Brix de entrada: 25  Brix de saída: 36,5 4º Efeito  Vácuo na calandra: 38,5 cm Hg  Temperatura na calandra: 80,5ºC  Vácuo na câmara de gases: 66 cm Hg  Temperatura na câmara de gases: 52ºC  Brix de entrada: 36,5  Brix de saida: 60
  • 48.
    Causas de umaEvaporação Deficiente  Temperatura baixa caldo clarificado alimentando os pré-evaporadores  Tubos incrustados,furados ou soltos  Remoção de condensados e gases incondensáveis deficiente  Tubos operando com nível incorreto de caldo  Baixo vácuo no último efeito  Baixa pressão do vapor de escape das turbinas  Partidas e paradas freqüentes  Variações na vazão de caldo  Vazão de caldo acima do projetado (embebição) October 25, 2016 48
  • 49.
    Consequências de Falhasna Evaporação  Redução na produção  Água desmineralizada insuficiente, devido à falta de condensado de escape  Filtro rotativo com perdas na torta devido volume baixo de água para embebição October 25, 2016 49
  • 50.
    Limpeza  > formaçãode incrustação (definição) = sintoma de má circulação do caldo  É muito importante que o nível do caldo seja mantido em aproximadamente um terço da altura dos tubos  Nível do Caldo muito Baixo: O caldo tende a ferver e não consegue chegar à parte superior dos tubos, concentrando  Nível do Caldo demasiadamente Alto: Os tubos ficam submersos e a evaporação é prejudicada  Limpa e superfície lisa = difícil/ete ocorrerá depósitos de sujeira October 25, 2016 50
  • 51.
    Quantidade de incrustraçõesdepende também a) Composição do Caldo  Variedade de cana  Tipo de solo cultivado  Sistema de colheita de cana  Estado de limpeza da cana (terra)  Sistema de lavagem de cana  Grau de extração pela moenda October 25, 2016 51
  • 52.
    Quantidade de incrustraçõesdepende também b) Peneiramento do Caldo c) Qualidade da Cal, do Enxofre e dos Aditivos da Clarificação d) Processos de Clarificação: sulfitos formam 30% das incrustações e) Velocidade de Circulação de Caldo nos Diversos Vasos; f) Condição de Vácuo nos Evaporadores j) Pressão e Temperatura do Vapor de Alimentação October 25, 2016 52
  • 53.
    Limpeza Limpeza com Jatode Água sob Alta Pressão Limpeza Química  Encher os tubos com solução 2 a 3% de NaOH, ferver por várias horas e lavar em seguida com água Limpeza mecânica: Efetuada com rasquete ou roseta rotativa October 25, 2016 53
  • 54.
    Alguns cuidados quantoà extração são:  Brix acima de 72% pode iniciar o processo de cristalização  Brix baixo aumenta o consumo de vapor e tempo de cozimento  Deve-se checar a bomba regularmente para evitar vazamento de xarope, evitando perdas, pois o produto está concentrado.  Manter o vácuo da última caixa acima de 24 pol Hg (61 cm Hg), pois influência diretamente na evaporação. October 25, 2016 54
  • 55.
    Separadores de Arraste Objetivo  Ebulição lança finas gotículas de caldo muito leves q são arrastadas  Quanto maior for o vácuo maior é a incidência de arraste (perdas): último corpo October 25, 2016 55
  • 56.
    October 25, 2016 56 SEPARADOR DEARRASTE SEPARADOR DE ARRASTE SAÍDA DE VAPOR FACE SUPERIOR DO ESPELHO
  • 57.
    Arraste Como diminuir oArraste  Evitar vácuo exagerado (24 – 26 cm de Hg);  Instalar a chegada do caldo no fundo do corpo do evaporador e não por cima do espelho;  Evitar operar o múltiplo efeito além de sua capacidade normal;  Evitar deixar subir o nível do caldo;  Munir a tubulação de vácuo dum separador de arraste eficiente;  O corpo do evaporador acima do espelho superior da calandra deve ser no mínimo 2 vezes a altura da calandra. Perdas de Açúcar: 20 ppm no vapor e 0,5 ppm na água. October 25, 2016 57
  • 58.
    Extração de ÁguasCondensadas Vapor usado = água condensada Esta retirada de água efetua-se por meio de drenos colocados na parte inferior da calandra, por várias maneiras, conforme a pressão na calandra: purgador, caixa de sifão, bomba October 25, 2016 58
  • 59.
    Resfriamento de ÁguasCondensadas October 25, 2016 59
  • 60.
    Transformações Físico-químicas noCaldo durante a Evaporação Formação da Cor  > primeiro corpo  Causada por deficiente circulação do caldo na calandra e altos tempos de retenção.  Quando o vácuo é baixo, a temperatura de sistema sofre uma elevação Diminuição do pH  Comum: decréscimo no pH = 0,3  Não deve ultrapassar uma queda de 0,5. Como exemplo, cita-se: pH do caldo clarificado 6,9 e do xarope 6,5  Inversão na evaporação < 0,2%(glicose)  Tempo de retenção na evaporação Pureza do xarope Inversão: temp October 25, 2016 60
  • 61.
    Flotador de Xarope Objetivo: Remoção:  substâncias que dão cor ao açúcar  materiais insolúveis em suspensão  e de macromoléculas (dextrana) - Adesão a bolhas de ar - Acido fosfórico: microfloculação - O lodo flotado é removido por meio de raspadores de superfície e recolhido na calha de lodo, onde seguirá para caixa de caldo misto October 25, 2016 61
  • 62.
    October 25, 2016 62 -Aquecimento: 85ºC (visc. e reação) - Polímero floculante
  • 63.
    October 25, 2016 63 Xaropeda evaporação Agitação de baixa velocidade T anque de xarope (capacidade de 1,5 h de produção) Lodo Flotador (20 a 30 min. de retenção) Polieletrólito (10 a 15 ppm dos sólidos) Ar Aerador
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