Utilização Criativa da Música  no Ensino das Línguas  nos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico Ana Isabel Magrinho Isabel Almeida Santos Margarida Calheiros da Silva Sandra Faria Antunes Associação Educativa para o Desenvolvimento da Criatividade  Rita Maia e Silva  13 a 17 de Julho de 2009
 
Associação Educativa    As Forças da Natureza para o Desenvolvimento de Criatividade   LÍNGUA PORTUGUESA  6º ANO  PLANIFICAÇÂO DA UNIDADE
Associação Educativa    As Forças da Natureza para o Desenvolvimento de Criatividade   LÍNGUA PORTUGUESA  6º ANO  PLANIFICAÇÂO DA UNIDADE
 
 
Minha Terra , Florbela Espanca  Ó minha terra na planície rasa, Branca de sol e cal e de luar, Minha terra que nunca viu o mar Onde tenho o meu pão e a minha casa... Minha terra de tardes sem uma asa, Sem um bater de folha... a dormitar... Meu anel de rubis a flamejar, Minha terra mourisca a arder em brasa! Minha terra onde meu irmão nasceu... Aonde a mãe que eu tive e que morreu, Foi moça e loira, amou e foi amada... Truz... truz... truz... Eu não tenho onde me acoite, Sou um pobre de longe, é quase noite... Terra, quero dormir... dá-me pousada! Charneca em Flor , Florbela Espanca
Fúria Nas Trevas, O Vento  Fúria nas trevas o vento   Num grande som de alongar,   Não há no meu pensamento   Senão não poder parar.   Parece que a alma tem   Treva onde sopre a crescer   Uma loucura que vem   De querer compreender.   Raiva nas trevas o vento   Sem se poder libertar.   Estou preso ao meu pensamento   Como o vento preso ao ar. Cancioneiro ,  Fernando Pessoa
  A alma do homem  É como a água:  do céu vem,  ao céu sobe,  E de novo,  tem que descer à terra,  em mudança eterna.  Corre do alto,  rochedo a pino,  o veio puro…  Então em belo  pó de ondas de névoa…  desce à rocha lisa,  e, acolhido de manso  vai, tudo velando.  em baixo murmúrio,  lá para as profundas.  O Canto dos Espíritos sobre as Águas   Erguem-se penhascos  de encontro à queda… — Vai, 'spúmando em raiva,  degrau em degrau  para o abismo.  No leito baixo  desliza ao longo do vale relvado,  e, no lago manso  pascem seu rosto  os astros todos…  Vento é da vaga  o belo amante;  Vento mistura do fundo ao cimo  Ondas 'spumantes.  Alma do Homem,  És bem como a água!  Destino do homem,  És bem como o vento!  Poemas , O Johann Wolgang Von  Goethe    
Estrada de Fogo Pedra a pedra a estrada antiga  sobe a colina, passa diante  de musgosos muros e desce  para nenhum sopé;  encurva, na abstracta encruzilhada;  apaga-se, na realidade. Morre  como o rastilho do fogo,  que de campo em campo aberto  seguia, e ao bater na mágica cancela  dobrava a chama, para uma respiração,  e deixava o caminho do portal  incólume e iniciado.  Três Rostos – Ecos,  Fiama Hasse Pais Brandão
CERTIFICADO Certifica-se  que _______________________ da Turma  ________ adquiriu  o  estatuto  de  POETA,  por ter participado, com interesse e empenho, no Projecto  “AS FORÇAS DA NATUREZA” . Local: Sala de Aula  Lisboa, ___________ de 2009  _________________________ (A Professora de Língua Portuguesa)
CERTIFICADO Certifica-se  que _______________________ da Turma  ________ adquiriu  o estatuto de  POETISA,  por ter participado, com interesse e empenho, no Projecto  “AS FORÇAS DA NATUREZA” . Local: Sala de Aula Lisboa, ___________ de 2009  _________________________ (A Professora de Língua Portuguesa)
Eu sou Especial. Em todo o Mundo não existe mais ninguém como eu. Desde o início dos tempos, nunca existiu nenhuma pessoa como eu. Ninguém teve o meu sorriso, o meu nariz, o meu cabelo, a minha voz. Eu sou Especial. Não se consegue encontrar ninguém com o meu tipo de letra. Ninguém em lado nenhum tem os meus gostos –por comida ou música ou arte. Ninguém vê as coisas como eu. Em todos os tempos nunca existiu ninguém que sorrisse como eu, ninguém que chorasse como eu. E o que me faz rir e chorar nunca provocou idênticos sorrisos ou lágrimas em mais ninguém, nunca. Ninguém reage a uma situação como eu reajo. Eu sou Especial. Eu sou o único em toda a criação com este conjunto de capacidades. Oh… haverá sempre alguém que é melhor do que eu nas coisas em que sou bom, mas ninguém em todo o universo consegue atingir a qualidade do meu talento, ideias, capacidades e sentimentos. Como uma sala cheia de instrumentos musicais, alguns conseguem atingir a excelência sozinhos, mas nenhum consegue atingir a sinfonia do som quando tocados ao mesmo tempo. Eu sou uma sinfonia. Ao longo de toda a eternidade ninguém olha, fala, anda, pensa ou faz como eu. Eu sou Especial. Sou raro. E em raridade existe imenso valor. Porque  é  grande e raro o meu valor, não preciso de imitar outros. Eu aceitarei –Sim, celebrarei– as minhas diferenças. Eu sou Especial. E começo a entender que não é por acidente que sou especial. Começo a ver que sou especial por uma questão muito simples: deve haver um trabalho só para mim que mais ninguém consegue fazer tão bem quanto Eu. De todas as combinações, apenas um é qualificado, apenas um tem a combinação certa para o fazer. E esse sou Eu. Porque… Eu sou Especial.

As Forças da Natureza

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    Utilização Criativa daMúsica no Ensino das Línguas nos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico Ana Isabel Magrinho Isabel Almeida Santos Margarida Calheiros da Silva Sandra Faria Antunes Associação Educativa para o Desenvolvimento da Criatividade Rita Maia e Silva 13 a 17 de Julho de 2009
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    Associação Educativa As Forças da Natureza para o Desenvolvimento de Criatividade LÍNGUA PORTUGUESA 6º ANO PLANIFICAÇÂO DA UNIDADE
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    Associação Educativa As Forças da Natureza para o Desenvolvimento de Criatividade LÍNGUA PORTUGUESA 6º ANO PLANIFICAÇÂO DA UNIDADE
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    Minha Terra ,Florbela Espanca Ó minha terra na planície rasa, Branca de sol e cal e de luar, Minha terra que nunca viu o mar Onde tenho o meu pão e a minha casa... Minha terra de tardes sem uma asa, Sem um bater de folha... a dormitar... Meu anel de rubis a flamejar, Minha terra mourisca a arder em brasa! Minha terra onde meu irmão nasceu... Aonde a mãe que eu tive e que morreu, Foi moça e loira, amou e foi amada... Truz... truz... truz... Eu não tenho onde me acoite, Sou um pobre de longe, é quase noite... Terra, quero dormir... dá-me pousada! Charneca em Flor , Florbela Espanca
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    Fúria Nas Trevas,O Vento Fúria nas trevas o vento Num grande som de alongar, Não há no meu pensamento Senão não poder parar. Parece que a alma tem Treva onde sopre a crescer Uma loucura que vem De querer compreender. Raiva nas trevas o vento Sem se poder libertar. Estou preso ao meu pensamento Como o vento preso ao ar. Cancioneiro , Fernando Pessoa
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      A almado homem É como a água: do céu vem, ao céu sobe, E de novo, tem que descer à terra, em mudança eterna. Corre do alto, rochedo a pino, o veio puro… Então em belo pó de ondas de névoa… desce à rocha lisa, e, acolhido de manso vai, tudo velando. em baixo murmúrio, lá para as profundas. O Canto dos Espíritos sobre as Águas   Erguem-se penhascos de encontro à queda… — Vai, 'spúmando em raiva, degrau em degrau para o abismo. No leito baixo desliza ao longo do vale relvado, e, no lago manso pascem seu rosto os astros todos… Vento é da vaga o belo amante; Vento mistura do fundo ao cimo Ondas 'spumantes. Alma do Homem, És bem como a água! Destino do homem, És bem como o vento! Poemas , O Johann Wolgang Von Goethe  
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    Estrada de FogoPedra a pedra a estrada antiga sobe a colina, passa diante de musgosos muros e desce para nenhum sopé; encurva, na abstracta encruzilhada; apaga-se, na realidade. Morre como o rastilho do fogo, que de campo em campo aberto seguia, e ao bater na mágica cancela dobrava a chama, para uma respiração, e deixava o caminho do portal incólume e iniciado. Três Rostos – Ecos, Fiama Hasse Pais Brandão
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    CERTIFICADO Certifica-se que _______________________ da Turma ________ adquiriu o estatuto de POETA, por ter participado, com interesse e empenho, no Projecto “AS FORÇAS DA NATUREZA” . Local: Sala de Aula Lisboa, ___________ de 2009 _________________________ (A Professora de Língua Portuguesa)
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    CERTIFICADO Certifica-se que _______________________ da Turma ________ adquiriu o estatuto de POETISA, por ter participado, com interesse e empenho, no Projecto “AS FORÇAS DA NATUREZA” . Local: Sala de Aula Lisboa, ___________ de 2009 _________________________ (A Professora de Língua Portuguesa)
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    Eu sou Especial.Em todo o Mundo não existe mais ninguém como eu. Desde o início dos tempos, nunca existiu nenhuma pessoa como eu. Ninguém teve o meu sorriso, o meu nariz, o meu cabelo, a minha voz. Eu sou Especial. Não se consegue encontrar ninguém com o meu tipo de letra. Ninguém em lado nenhum tem os meus gostos –por comida ou música ou arte. Ninguém vê as coisas como eu. Em todos os tempos nunca existiu ninguém que sorrisse como eu, ninguém que chorasse como eu. E o que me faz rir e chorar nunca provocou idênticos sorrisos ou lágrimas em mais ninguém, nunca. Ninguém reage a uma situação como eu reajo. Eu sou Especial. Eu sou o único em toda a criação com este conjunto de capacidades. Oh… haverá sempre alguém que é melhor do que eu nas coisas em que sou bom, mas ninguém em todo o universo consegue atingir a qualidade do meu talento, ideias, capacidades e sentimentos. Como uma sala cheia de instrumentos musicais, alguns conseguem atingir a excelência sozinhos, mas nenhum consegue atingir a sinfonia do som quando tocados ao mesmo tempo. Eu sou uma sinfonia. Ao longo de toda a eternidade ninguém olha, fala, anda, pensa ou faz como eu. Eu sou Especial. Sou raro. E em raridade existe imenso valor. Porque é grande e raro o meu valor, não preciso de imitar outros. Eu aceitarei –Sim, celebrarei– as minhas diferenças. Eu sou Especial. E começo a entender que não é por acidente que sou especial. Começo a ver que sou especial por uma questão muito simples: deve haver um trabalho só para mim que mais ninguém consegue fazer tão bem quanto Eu. De todas as combinações, apenas um é qualificado, apenas um tem a combinação certa para o fazer. E esse sou Eu. Porque… Eu sou Especial.