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REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228
Volume 16 - Número 2 - 2º Semestre 2016
INFLUÊNCIA DO SULFATO DE MAGNÉSIO NA PRODUÇÃO DA BETERRABA
Joara Secchi Candian1
; Thais Botamede Spadoni2
; Antonio Ismael Inácio Cardoso3
; Charles Yukihiro Watanabe4
;
Luis André Tobias Cardoso Pinto5
RESUMO
Pouco se sabe sobre os efeitos do magnésio e do enxofre na produção de hortaliças. Assim,
objetivou-se verificar os efeitos do sulfato de magnésio na produção da beterraba. O
experimento foi desenvolvido no município de São Manuel-SP, entre os meses de maio e agosto
de 2014. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com quatro repetições e dez
tratamentos, em esquema fatorial 2x5, sendo duas cultivares (Early Wonder e Kestrel) e cinco
doses de sulfato de magnésio (0, 144, 288, 432 e 576 kg ha-1
). Não houve interação significativa
entre os fatores, para todas as características analisadas. Foram obtidos maiores valores para
altura da raiz e massa da matéria fresca de folhas na cultivar Early Wonder, enquanto que o
híbrido Kestrel se destacou para diâmetro e massa da matéria seca de raiz e ausência de anéis
brancos no interior das raízes. O diâmetro, massa da matéria fresca de raiz e de folhas
aumentaram linearmente de acordo com as doses de sulfato de magnésio.
Palavras-chave: Beta vulgaris L., Adubação, Anéis brancos.
INFLUENCE OF MAGNESIUM SULFATE ON THE BEET CROP
ABSTRACT
Little is known about the effects of magnesium and sulphur in the vegetables production. Thus,
it was aimed to investigate the effects of magnesium sulfate in sugar beet crop. The experiment
was conducted in the municipality of São Manuel-SP, from May to August 2014. The
experimental design was a randomized complete block, with four replications and ten
treatments, in a factorial scheme 2x5, two cultivars (Early Wonder and Kestrel) and five doses
of magnesium sulfate (0, 144, 288, 432 and 576 kg ha-1
). There was no significant interaction
between factors, for all evaluated traits. Higher values for height root and fresh weight of leaves
were obtained in cultivar Early Wonder, while hybrid Kestrel highlighted for diameter and dry
matter of roots and ausency of white rings in the roots. The diameter, fresh weight of roots and
leaves increased linearly according to the doses of magnesium sulfate.
Keywords: Beta vulgaris L., Fertilization, White rings.
58
INTRODUÇÃO
A beterraba (Beta vulgaris L.) pertence à
família Quenopodiaceae, sendo originaria das
regiões de clima temperado da Europa e do
Norte da África. Apresenta raiz tuberosa,
principal órgão armazenador de reservas, que
consiste do intumescimento do eixo hipocótilo-
raiz e da porção superior limitada da raiz
pivotante, de formato globular que se
desenvolve quase à superfície do solo, com
sabor acentuadamente doce e coloração
geralmente púrpura. É uma hortaliça bienal
herbácea, típica de clima temperado, produzindo
bem em temperaturas amenas ou baixas, entre
10-20°C (TIVELLI et al., 2011).
Segundo o Censo Agropecuário de 2006
(IBGE, 2009), no Brasil existem 21.937
estabelecimentos agrícolas que produzem
177.154 toneladas de beterraba. Os cinco
principais estados produtores são: Paraná, São
Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e
Bahia. Os produtores de beterraba movimentam
256,5 milhões de reais por ano. No varejo, o
valor da cadeia produtiva desta hortaliça atingiu
841,2 milhões de reais em 2010 (TIVELLI et
al., 2011).
Existem disponíveis no mercado de
sementes tanto cultivares de polinização aberta
(O.P) como híbridos. A utilização de híbridos é
voltada para produtores maiores e de acesso à
mecanização, uma vez que o custo de semente é
mais elevado. Entretanto, consegue-se raízes
padronizadas e maiores. Já a utilização de
cultivares de polinização aberta são indicadas
para cultivos menos tecnificados e mais
rústicos, proporcionando uma melhor tolerância
à variações climáticas e maior flexibilidade de
colheita, uma vez que o ponto de colheita
perdura por mais tempo, além de apresentar
melhor uniformidade (MATOS et al., 2011).
É importante ressaltar que a escolha do
material a ser utilizado depende do tamanho do
cultivo e de quais tecnologias estão disponíveis,
uma vez que o sucesso de um material com alto
potencial produtivo só é expressado em
condições adequadas (MATOS et al., 2011;
CARDOSO, 2012).
O mercado consumidor brasileiro exige
beterrabas com raízes vermelha intensa, de
formato redondo ou globular, pele lisa e com
diâmetro de 6 a 8 cm, além de raízes com baixa
incidência de anéis brancos e manchas escuras
(MATOS et al., 2011). Ocasionalmente, as
raízes da beterraba podem ser afetadas por uma
desordem de origem incerta conhecida como
“anelamento”, a qual é caracterizada pelo
aparecimento de anéis brancos no interior da
raiz, sendo observados quando se realiza um
corte transversal na mesma (MELO, 2007).
Quanto ao solo ideal para o cultivo da
beterraba é o de textura média, rico em matéria
orgânica e com boa disponibilidade de
nutrientes. Segundo Oliveira Neto (2009), para
se obter maior produtividade é necessário o uso
de insumos que melhorem as condições físicas,
químicas e biológicas do solo, o que pode ser
obtido com a utilização de compostos orgânicos.
Deve-se ressaltar que a adição de compostos
orgânicos, assim como o uso de fertilizantes,
deverá ser sempre alterada de acordo com a
fertilidade do solo, para que não ultrapassem os
valores limites toleráveis pela cultura
(MURAYAMA, 1983). A maioria das pesquisas
com adubação se referem ou a adubação
orgânica ou a adubação inorgânica com os três
principais nutrientes, nitrogênio, fósforo e
potássio. Não se sabe o completo efeito do
enxofre e magnésio na produção hortaliças, pois
não há estudos suficientes para embasar as
recomendações de adubações.
A absorção de Mg pelas plantas é
fortemente influenciada pela presença de outros
elementos. A presença de NH4
+
e de K+
inibe a
absorção de Mg2+
, enquanto a presença de P é
importante para a absorção do Mg2+
, e vice-
versa. O Mg é importante em vários aspectos da
fotossíntese. Ele é constituinte da molécula de
clorofila e é requerido para o empilhamento dos
grana. Também atua no controle do pH nas
células e no balanço de cargas, além de ser um
constituinte de ribossomos e cromossomos, na
sua ausência podendo ocasionar clorose
internervural que ocorre primeiro nas folhas
velhas. Já o enxofre (S) é constituinte de
compostos da planta (acetil-CoA, glutationa,
etc) e, como o N, é constituinte das proteínas.
Assim, muitos dos sintomas são semelhantes
aos apresentados pela deficiência de N,
incluindo clorose, redução no crescimento e
acúmulo de antocianina. A clorose, no entanto,
aparece primeiro nas folhas mais jovens, o que é
consequência da baixa mobilidade do S na
planta. Todavia, em algumas plantas a clorose
ocorre ao mesmo tempo em todas as folhas ou
pode até iniciar nas folhas mais velhas
(MARSCHNER, 1995).
Pela ausência de pesquisa com magnésio e
enxofre em beterraba, objetivou-se verificar os
efeitos do sulfato de magnésio na produção da
beterraba.
MATERIAL E MÉTODOS
O trabalho foi desenvolvido na Fazenda
Experimental de São Manuel, no município de
São Manuel, SP, pertencente à Faculdade de
Ciências Agronômicas (FCA) da Universidade
Estadual Paulista (UNESP), campus de
Botucatu. As coordenadas geográficas da área
são: 22° 46’ de latitude Sul, 48° 34’ de
longitude Oeste e altitude de 740m. O clima da
região de São Manuel, conforme os critérios
adotados por Köppen, baseado nas observações
meteorológicas é Cfa (Clima Temperado
Mesotérmico) (CUNHA; MARTINS, 2009).
A semeadura foi feita no dia 21 de maio
em bandeja de polipropileno de 200 células e o
transplante no dia 9 de junho de 2014. Foi
utilizada a cultivar de polinização aberta Early
Wonder e o híbrido Kestrel. O trabalho foi
conduzido em casa de vegetação coberta com
polietileno de baixa densidade, possuindo 7 m
de largura, 20 m de comprimento e pé direito
2,5m.
O solo do local é um LATOSSOLO
VERMELHO Distrófico Típico, com os
seguintes resultados obtidos na análise química
antes da instalação do experimento: pH(CaCl2) =
5,7; Presina= 130 mg dm-3
; matéria orgânica = 10
g dm-3
, V% = 79; e os valores de H+Al; K; Ca;
Mg; SB e CTC, expressos em mmolc dm-3
,
respectivamente de: 16; 3,4; 48; 6; 58 e 73.
Foram avaliados 10 tratamentos,
resultantes do fatorial 2x5, sendo cinco doses de
sulfato de magnésio (testemunha sem sulfato de
magnésio, 144, 288, 432 e 576 kg ha-1
) e duas
cultivares (Early Wonder, de polinização aberta
e Kestrel, híbrido). O delineamento
experimental foi de blocos casualizados, com
quatro repetições. As parcelas foram
constituídas de 40 plantas, em um espaçamento
de 0,25 x 0,10 m, sendo avaliadas 10 plantas
úteis centrais. As doses aplicadas foram
baseados na quantidade de magnésio no solo e a
recomendação do teor mínimo do mesmo para a
cultura (9 mmolc dm-3
) feito no Boletim Técnico
100 (RAIJ et al., 1997). A aplicação foi feita por
regador manual aos 35 dias após o transplante,
sendo o sulfato de magnésio diluído em água.
Foi realizada adubação de plantio (20 kg
ha-1
de N; 180 kg ha-1
de P2O5 e 60 kg ha-1
de
K2O) e cobertura (100 kg ha-1
de N e 50 kg ha-1
de K2O, parcelado em três vezes) apenas com
adubo inorgânico, conforme recomendado no
Boletim 100 (RAIJ et al., 1997), uma vez que
adubação orgânica no plantio poderia interferir
no teor de magnésio e/ou enxofre no solo,
mascarando o resultado. Realizou-se colheita
única ao 64º dia após o transplante, sendo
avaliadas as seguintes características: massa da
matéria fresca e seca, diâmetro e altura da raiz,
número e massa da matéria fresca de folhas por
planta, além da intensidade dos anéis brancos
presentes no interior da raiz. O diâmetro e a
altura da raiz foram medidos com paquímetro
digital; a massa da matéria seca foi determinada
após secar as raízes por 7 dias a 70°C em estufa
de circulação de ar forçada. A nota dada às
raízes devido a intensidade dos anéis foi de
acordo com a representação geral da parcela
seguindo uma escala de 0 a 5 (Figura 1), sendo
dada nota 0 (zero) para as raízes que não
possuíam anelamento branco e estavam com a
polpa escura e a nota 5 (cinco) para raízes de
coloração clara e anéis brancos muito intensos.
Figura 1: Escala de notas para intensidade dos anéis
brancos da raiz.
Foi realizada análise de variâncias em
esquema fatorial e as médias das cultivares
foram comparadas pelo Teste de Tukey
(p<0,05). Para as doses de sulfato de magnésio
foi realizada análise de regressão pelo programa
Assistat 7.7 Beta.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Em virtude da análise de variância dos
dados não ter acusado efeito significativo da
interação das cultivares e das doses empregadas,
os resultados e a discussão que seguem serão
baseados no efeito isolado dos dois fatores
estudados.
Foram obtidos maiores valores para altura
da raiz e massa da matéria fresca de folhas na
cultivar Early Wonder, enquanto que o híbrido
Kestrel se destacou para diâmetro e massa da
matéria seca de raiz (Tabela 1).
Tabela 1: Médias do diâmetro (DR), altura (AL), massa de matéria fresca (MFR) e seca de raiz (MSR), massa de
matéria fresca (MFF) e número de folhas (NF) por planta e nota da raiz da beterraba para incidência de anel branco.
CULTIVARES DR (cm) AL (cm) MFR (g) MSR (g) MFF (g) NF Nota
Early Wonder 5,91 b 5,54 a 125 a 16,6 b 151,0 a 10,71 a 2,35 a
Kestrel 6,45 a 5,25 b 136 a 18,9 a 114,3 b 11,13 a 0,15 b
CV (%) 5,19 6,61 13,02 10,25 16,69 8,56 59,63
F tratamento 28,69** 7,04* 4,09ns
16,41** 27,48** 2,03ns
87,12**
Significativo a 5% de probabilidade; **
Significativo a 1% de probabilidade; ns
Não significativo pelo teste F.
Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem estatisticamente pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.
Cultivares híbridos geralmente
apresentam raízes maiores e mais arredondadas,
sendo mais
valorizadas pelo mercado consumidor (MELO,
2007; CARDOSO, 2012). Eles são reconhecidos
por serem precoces, apresentarem uniformidade
de produção, alto potencial produtivo, além de
terem plantas mais vigorosas e resistentes à
doenças (MALUF, 2001). Porém, Freitas
(2014), destaca que nem sempre híbridos são
superiores, principalmente quando são
produzidos em ambientes diferentes daqueles
para os quais foram adaptados. Para mercados
mais exigentes, a ausência de anéis brancos é
uma vantagem e pode levar ao aumento no valor
de venda. Além disto, a classificação da
beterraba é feita pelo diâmetro da raiz, sendo
mais valorizado raízes com diâmetro > 90 < 120
mm, de acordo com o Programa Brasileiro para
Modernização da Horticultura, segundo
CEAGESP (2010). Com o híbrido foram obtidas
raízes com diâmetro médio significativamente
maior que a cultivar O.P., classificadas como
Extra A ou 2A, o que também valoriza o
produto na venda, uma vez que é a segunda
mais valorizada.
Houve diferença significativa para a
intensidade dos anéis brancos apenas entre
cultivares, sendo que o híbrido Kestrel se
destacou pela menor nota, com média geral de
0,15, enquanto que a cultivar Early Wonder
apresentou média geral de 2,35. Segundo Tivelli
(2011) e Cardoso (2012), esse distúrbio é mais
comum em cultivares O.P. do que em híbridos,
o que se confirma nesta pesquisa. Esta
característica pode ser um diferencial n
comercialização das raízes, pois a presença de
anéis brancos pode reduzir o valor de venda.
Em relação às doses, observou-se que o
comportamento do híbrido Kestrel foi constante
para todas as características avaliadas, não
diferenciando seus valores de acordo com as
doses, sendo as médias gerais de diâmetro,
altura, massa da matéria fresca e seca de raiz,
massa da matéria fresca e número de folhas de
6,45 cm; 5,24 cm; 140 g; 18,9 g; 110 g e 11,14
folhas, respectivamente. Para a cultivar Early
Wonder, a massa da matéria fresca de folhas,
diâmetro e massa da matéria fresca de raiz
apresentaram efeito linear, aumentando de
acordo com as doses (Figura 1). Para a altura,
massa da matéria seca de raiz e número de
folhas não houve diferença com o aumento das
doses, tendo média geral de 5,54 cm; 16,6 g e
10,72 folhas.
Figura 1: Médias da massa da matéria fresca de folha,
massa da matéria fresca e diâmetro de raiz em função das
doses de sulfato de magnésio para o híbrido Kestrel (yK) e
a cultivar Early Wonder. (yEW).
Estes resultados podem ser explicados
devido ao fato de o magnésio, juntamente com o
S e o N, fazerem parte de diversos compostos na
planta (STIPP; CASARIN, 2010), além disso,
os íons de Mg2+
tem função específica na
ativação de enzimas envolvidas na respiração,
síntese de DNA e RNA, fotossíntese, síntese de
macromoléculas (carboidratos, proteínas,
lipídeos), absorção iônica, além de fazer parte
da estrutura da molécula de clorofila (TAIZ;
ZEIGER, 2004), podendo contribuir para o
aumento na produção. Sendo assim, o aumento
da fotossíntese justifica-se o aumento do
diâmetro e da massa da matéria fresca das raízes
da beterraba com maiores doses de sulfato de
magnésio. Grangeiro et al. (2007) verificaram
que o Mg foi o terceiro nutriente mais
acumulado em beterraba, sendo que no período
de 50 a 60 dias após a semeadura, época de
maior acúmulo de massa seca, onde ocorreu sua
maior demanda.
Em melão, observou-se que as doses de
sulfato de magnésio não interferiram
significativamente na massa média do fruto do
melão, na produtividade comercial e no
diâmetro da cavidade interna do fruto. No
entanto, interferiram significativamente na
firmeza e espessura da polpa, além do
comprimento transversal e longitudinal do fruto
(COSTA et al., 2010).
Já a aplicação de magnésio associada com
Ca e K de forma corretiva no solo, proporcionou
maior produtividade em melão (SILVA et al.,
2003), uma vez que a absorção dele está
associada ao equilíbrio entre o mesmo e Ca e K
(NOVAIS, 2007).
O magnésio é absorvido em menor
quantidade do que o cálcio e o potássio, e a
competição entre os cátions é especificamente
importante para o primeiro, podendo levar a sua
deficiência no campo. Em experimentos com
sorgo, Rosolem et al. (1984) indicaram que os
teores de magnésio no solo não foram afetados
pela aplicação de potássio, mas a absorção de
magnésio pelas plantas foi reduzida em
presença de elevadas concentrações de potássio.
Büll et al. (1993) demostraram que Panicum e
soja perene mostraram menor absorção de
cálcio e magnésio como consequência do
aumento na absorção de potássio e aumento na
relação K:(Ca + Mg) no solo. Faquim et al.
(1994) verificaram que, em ausência de potássio
na adubação, Panicum apresentou maior
concentração de magnésio no tecido.
Em repolho, Nahas et al. (1997)
observaram que fontes diferentes de enxofre
(gesso e sulfato de amônio) aumentaram a
massa de cabeça quando comparado à
testemunha. Já Corrêa et al. (2013) não
observaram o mesmo resultado aplicando
sulfato de potássio em cobertura. Segundo estes
autores, isso pode ter ocorrido porque em solos
com baixos e médios teores de potássio, a
adubação de plantio com NPK e composto
orgânico pode ter sido suficiente para o
suprimento das necessidades da cultura. Em
beterraba, quanto maior a dose de sulfato de
amônio em cobertura (300 kg N ha-1
), maiores
foram as produtividades de raízes e parte aérea
(TRANI et al., 2005).
Apesar de haver relatos da importância do
magnésio na incidência de anéis brancos
(CARDOSO, 2012), não foram obtidas
diferença nesta característica em função das
doses de sulfato de magnésio em ambas as
cultivares. Outro fator que pode interferir nesta
característica é a temperatura, sendo que
segundo Tivelli, (2011), em condições de
temperaturas altas pode correr aumento deste
distúrbio. No entanto, não foram estudadas
épocas para se comparar esta referência, sendo
confirmada apenas a influência da cultivar,
tendo a híbrida menor incidência.
CONCLUSÕES
A cultivar Early Wonder apresentou
maiores valores para altura da raiz e massa da
matéria fresca de folhas, enquanto que o híbrido
Kestrel se destacou para diâmetro e massa da
matéria seca de raiz, além de apresentar menor
intensidade de anéis brancos na raiz.
O diâmetro, massa da matéria fresca de
raiz e de folhas aumentaram linearmente de
acordo com as doses do sulfato de magnésio.
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ocorre ao mesmo tempo em todas as folhas ou
pode até iniciar nas folhas mais velhas
(MARSCHNER, 1995).
Pela ausência de pesquisa com magnésio e
enxofre em beterraba, objetivou-se verificar os
efeitos do sulfato de magnésio na produção da
beterraba.
MATERIAL E MÉTODOS
O trabalho foi desenvolvido na Fazenda
Experimental de São Manuel, no município de
São Manuel, SP, pertencente à Faculdade de
Ciências Agronômicas (FCA) da Universidade
Estadual Paulista (UNESP), campus de
Botucatu. As coordenadas geográficas da área
são: 22° 46’ de latitude Sul, 48° 34’ de
longitude Oeste e altitude de 740m. O clima da
região de São Manuel, conforme os critérios
adotados por Köppen, baseado nas observações
meteorológicas é Cfa (Clima Temperado
Mesotérmico) (CUNHA; MARTINS, 2009).
A semeadura foi feita no dia 21 de maio
em bandeja de polipropileno de 200 células e o
transplante no dia 9 de junho de 2014. Foi
utilizada a cultivar de polinização aberta Early
Wonder e o híbrido Kestrel. O trabalho foi
conduzido em casa de vegetação coberta com
polietileno de baixa densidade, possuindo 7 m
de largura, 20 m de comprimento e pé direito
2,5m.
O solo do local é um LATOSSOLO
VERMELHO Distrófico Típico, com os
seguintes resultados obtidos na análise química
antes da instalação do experimento: pH(CaCl2) =
5,7; Presina= 130 mg dm-3
; matéria orgânica = 10
g dm-3
, V% = 79; e os valores de H+Al; K; Ca;
Mg; SB e CTC, expressos em mmolc dm-3
,
respectivamente de: 16; 3,4; 48; 6; 58 e 73.
Foram avaliados 10 tratamentos,
resultantes do fatorial 2x5, sendo cinco doses de
sulfato de magnésio (testemunha sem sulfato de
magnésio, 144, 288, 432 e 576 kg ha-1
) e duas
cultivares (Early Wonder, de polinização aberta
e Kestrel, híbrido). O delineamento
experimental foi de blocos casualizados, com
quatro repetições. As parcelas foram
constituídas de 40 plantas, em um espaçamento
de 0,25 x 0,10 m, sendo avaliadas 10 plantas
úteis centrais. As doses aplicadas foram
baseados na quantidade de magnésio no solo e a
recomendação do teor mínimo do mesmo para a
cultura (9 mmolc dm-3
) feito no Boletim Técnico
100 (RAIJ et al., 1997). A aplicação foi feita por
regador manual aos 35 dias após o transplante,
sendo o sulfato de magnésio diluído em água.
Foi realizada adubação de plantio (20 kg
ha-1
de N; 180 kg ha-1
de P2O5 e 60 kg ha-1
de
K2O) e cobertura (100 kg ha-1
de N e 50 kg ha-1
de K2O, parcelado em três vezes) apenas com
adubo inorgânico, conforme recomendado no
Boletim 100 (RAIJ et al., 1997), uma vez que
adubação orgânica no plantio poderia interferir
no teor de magnésio e/ou enxofre no solo,
mascarando o resultado. Realizou-se colheita
única ao 64º dia após o transplante, sendo
avaliadas as seguintes características: massa da
matéria fresca e seca, diâmetro e altura da raiz,
número e massa da matéria fresca de folhas por
planta, além da intensidade dos anéis brancos
presentes no interior da raiz. O diâmetro e a
altura da raiz foram medidos com paquímetro
digital; a massa da matéria seca foi determinada
após secar as raízes por 7 dias a 70°C em estufa
de circulação de ar forçada. A nota dada às
raízes devido a intensidade dos anéis foi de
acordo com a representação geral da parcela
seguindo uma escala de 0 a 5 (Figura 1), sendo
dada nota 0 (zero) para as raízes que não
possuíam anelamento branco e estavam com a
polpa escura e a nota 5 (cinco) para raízes de
coloração clara e anéis brancos muito intensos.
Figura 1: Escala de notas para intensidade dos anéis
brancos da raiz.
Foi realizada análise de variâncias em
esquema fatorial e as médias das cultivares
foram comparadas pelo Teste de Tukey
(p<0,05). Para as doses de sulfato de magnésio
foi realizada análise de regressão pelo programa
Assistat 7.7 Beta.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Agronômicas de Botucatu. Departamento de
Horticultura. Prof. Doutor do departamento de
Horticultura.
4 - Charles Yukihiro Watanabe - Universidade
Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho".
Faculdade de Ciências Agronômicas de
Botucatu. Aluno de graduação em Agronomia
5 - Luis André Tobias Cardoso Pinto -
Universidade Estadual Paulista "Júlio de
Mesquita Filho". Faculdade de Ciências
Agronômicas de Botucatu. Aluno de graduação
em Agronomia.
65

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  • 1. REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 Volume 16 - Número 2 - 2º Semestre 2016 INFLUÊNCIA DO SULFATO DE MAGNÉSIO NA PRODUÇÃO DA BETERRABA Joara Secchi Candian1 ; Thais Botamede Spadoni2 ; Antonio Ismael Inácio Cardoso3 ; Charles Yukihiro Watanabe4 ; Luis André Tobias Cardoso Pinto5 RESUMO Pouco se sabe sobre os efeitos do magnésio e do enxofre na produção de hortaliças. Assim, objetivou-se verificar os efeitos do sulfato de magnésio na produção da beterraba. O experimento foi desenvolvido no município de São Manuel-SP, entre os meses de maio e agosto de 2014. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com quatro repetições e dez tratamentos, em esquema fatorial 2x5, sendo duas cultivares (Early Wonder e Kestrel) e cinco doses de sulfato de magnésio (0, 144, 288, 432 e 576 kg ha-1 ). Não houve interação significativa entre os fatores, para todas as características analisadas. Foram obtidos maiores valores para altura da raiz e massa da matéria fresca de folhas na cultivar Early Wonder, enquanto que o híbrido Kestrel se destacou para diâmetro e massa da matéria seca de raiz e ausência de anéis brancos no interior das raízes. O diâmetro, massa da matéria fresca de raiz e de folhas aumentaram linearmente de acordo com as doses de sulfato de magnésio. Palavras-chave: Beta vulgaris L., Adubação, Anéis brancos. INFLUENCE OF MAGNESIUM SULFATE ON THE BEET CROP ABSTRACT Little is known about the effects of magnesium and sulphur in the vegetables production. Thus, it was aimed to investigate the effects of magnesium sulfate in sugar beet crop. The experiment was conducted in the municipality of São Manuel-SP, from May to August 2014. The experimental design was a randomized complete block, with four replications and ten treatments, in a factorial scheme 2x5, two cultivars (Early Wonder and Kestrel) and five doses of magnesium sulfate (0, 144, 288, 432 and 576 kg ha-1 ). There was no significant interaction between factors, for all evaluated traits. Higher values for height root and fresh weight of leaves were obtained in cultivar Early Wonder, while hybrid Kestrel highlighted for diameter and dry matter of roots and ausency of white rings in the roots. The diameter, fresh weight of roots and leaves increased linearly according to the doses of magnesium sulfate. Keywords: Beta vulgaris L., Fertilization, White rings. 58
  • 2. INTRODUÇÃO A beterraba (Beta vulgaris L.) pertence à família Quenopodiaceae, sendo originaria das regiões de clima temperado da Europa e do Norte da África. Apresenta raiz tuberosa, principal órgão armazenador de reservas, que consiste do intumescimento do eixo hipocótilo- raiz e da porção superior limitada da raiz pivotante, de formato globular que se desenvolve quase à superfície do solo, com sabor acentuadamente doce e coloração geralmente púrpura. É uma hortaliça bienal herbácea, típica de clima temperado, produzindo bem em temperaturas amenas ou baixas, entre 10-20°C (TIVELLI et al., 2011). Segundo o Censo Agropecuário de 2006 (IBGE, 2009), no Brasil existem 21.937 estabelecimentos agrícolas que produzem 177.154 toneladas de beterraba. Os cinco principais estados produtores são: Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia. Os produtores de beterraba movimentam 256,5 milhões de reais por ano. No varejo, o valor da cadeia produtiva desta hortaliça atingiu 841,2 milhões de reais em 2010 (TIVELLI et al., 2011). Existem disponíveis no mercado de sementes tanto cultivares de polinização aberta (O.P) como híbridos. A utilização de híbridos é voltada para produtores maiores e de acesso à mecanização, uma vez que o custo de semente é mais elevado. Entretanto, consegue-se raízes padronizadas e maiores. Já a utilização de cultivares de polinização aberta são indicadas para cultivos menos tecnificados e mais rústicos, proporcionando uma melhor tolerância à variações climáticas e maior flexibilidade de colheita, uma vez que o ponto de colheita perdura por mais tempo, além de apresentar melhor uniformidade (MATOS et al., 2011). É importante ressaltar que a escolha do material a ser utilizado depende do tamanho do cultivo e de quais tecnologias estão disponíveis, uma vez que o sucesso de um material com alto potencial produtivo só é expressado em condições adequadas (MATOS et al., 2011; CARDOSO, 2012). O mercado consumidor brasileiro exige beterrabas com raízes vermelha intensa, de formato redondo ou globular, pele lisa e com diâmetro de 6 a 8 cm, além de raízes com baixa incidência de anéis brancos e manchas escuras (MATOS et al., 2011). Ocasionalmente, as raízes da beterraba podem ser afetadas por uma desordem de origem incerta conhecida como “anelamento”, a qual é caracterizada pelo aparecimento de anéis brancos no interior da raiz, sendo observados quando se realiza um corte transversal na mesma (MELO, 2007). Quanto ao solo ideal para o cultivo da beterraba é o de textura média, rico em matéria orgânica e com boa disponibilidade de nutrientes. Segundo Oliveira Neto (2009), para se obter maior produtividade é necessário o uso de insumos que melhorem as condições físicas, químicas e biológicas do solo, o que pode ser obtido com a utilização de compostos orgânicos. Deve-se ressaltar que a adição de compostos orgânicos, assim como o uso de fertilizantes, deverá ser sempre alterada de acordo com a fertilidade do solo, para que não ultrapassem os valores limites toleráveis pela cultura (MURAYAMA, 1983). A maioria das pesquisas com adubação se referem ou a adubação orgânica ou a adubação inorgânica com os três principais nutrientes, nitrogênio, fósforo e potássio. Não se sabe o completo efeito do enxofre e magnésio na produção hortaliças, pois não há estudos suficientes para embasar as recomendações de adubações. A absorção de Mg pelas plantas é fortemente influenciada pela presença de outros elementos. A presença de NH4 + e de K+ inibe a absorção de Mg2+ , enquanto a presença de P é importante para a absorção do Mg2+ , e vice- versa. O Mg é importante em vários aspectos da fotossíntese. Ele é constituinte da molécula de clorofila e é requerido para o empilhamento dos grana. Também atua no controle do pH nas células e no balanço de cargas, além de ser um constituinte de ribossomos e cromossomos, na sua ausência podendo ocasionar clorose internervural que ocorre primeiro nas folhas velhas. Já o enxofre (S) é constituinte de compostos da planta (acetil-CoA, glutationa, etc) e, como o N, é constituinte das proteínas. Assim, muitos dos sintomas são semelhantes aos apresentados pela deficiência de N, incluindo clorose, redução no crescimento e acúmulo de antocianina. A clorose, no entanto, aparece primeiro nas folhas mais jovens, o que é consequência da baixa mobilidade do S na planta. Todavia, em algumas plantas a clorose
  • 3. ocorre ao mesmo tempo em todas as folhas ou pode até iniciar nas folhas mais velhas (MARSCHNER, 1995). Pela ausência de pesquisa com magnésio e enxofre em beterraba, objetivou-se verificar os efeitos do sulfato de magnésio na produção da beterraba. MATERIAL E MÉTODOS O trabalho foi desenvolvido na Fazenda Experimental de São Manuel, no município de São Manuel, SP, pertencente à Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Botucatu. As coordenadas geográficas da área são: 22° 46’ de latitude Sul, 48° 34’ de longitude Oeste e altitude de 740m. O clima da região de São Manuel, conforme os critérios adotados por Köppen, baseado nas observações meteorológicas é Cfa (Clima Temperado Mesotérmico) (CUNHA; MARTINS, 2009). A semeadura foi feita no dia 21 de maio em bandeja de polipropileno de 200 células e o transplante no dia 9 de junho de 2014. Foi utilizada a cultivar de polinização aberta Early Wonder e o híbrido Kestrel. O trabalho foi conduzido em casa de vegetação coberta com polietileno de baixa densidade, possuindo 7 m de largura, 20 m de comprimento e pé direito 2,5m. O solo do local é um LATOSSOLO VERMELHO Distrófico Típico, com os seguintes resultados obtidos na análise química antes da instalação do experimento: pH(CaCl2) = 5,7; Presina= 130 mg dm-3 ; matéria orgânica = 10 g dm-3 , V% = 79; e os valores de H+Al; K; Ca; Mg; SB e CTC, expressos em mmolc dm-3 , respectivamente de: 16; 3,4; 48; 6; 58 e 73. Foram avaliados 10 tratamentos, resultantes do fatorial 2x5, sendo cinco doses de sulfato de magnésio (testemunha sem sulfato de magnésio, 144, 288, 432 e 576 kg ha-1 ) e duas cultivares (Early Wonder, de polinização aberta e Kestrel, híbrido). O delineamento experimental foi de blocos casualizados, com quatro repetições. As parcelas foram constituídas de 40 plantas, em um espaçamento de 0,25 x 0,10 m, sendo avaliadas 10 plantas úteis centrais. As doses aplicadas foram baseados na quantidade de magnésio no solo e a recomendação do teor mínimo do mesmo para a cultura (9 mmolc dm-3 ) feito no Boletim Técnico 100 (RAIJ et al., 1997). A aplicação foi feita por regador manual aos 35 dias após o transplante, sendo o sulfato de magnésio diluído em água. Foi realizada adubação de plantio (20 kg ha-1 de N; 180 kg ha-1 de P2O5 e 60 kg ha-1 de K2O) e cobertura (100 kg ha-1 de N e 50 kg ha-1 de K2O, parcelado em três vezes) apenas com adubo inorgânico, conforme recomendado no Boletim 100 (RAIJ et al., 1997), uma vez que adubação orgânica no plantio poderia interferir no teor de magnésio e/ou enxofre no solo, mascarando o resultado. Realizou-se colheita única ao 64º dia após o transplante, sendo avaliadas as seguintes características: massa da matéria fresca e seca, diâmetro e altura da raiz, número e massa da matéria fresca de folhas por planta, além da intensidade dos anéis brancos presentes no interior da raiz. O diâmetro e a altura da raiz foram medidos com paquímetro digital; a massa da matéria seca foi determinada após secar as raízes por 7 dias a 70°C em estufa de circulação de ar forçada. A nota dada às raízes devido a intensidade dos anéis foi de acordo com a representação geral da parcela seguindo uma escala de 0 a 5 (Figura 1), sendo dada nota 0 (zero) para as raízes que não possuíam anelamento branco e estavam com a polpa escura e a nota 5 (cinco) para raízes de coloração clara e anéis brancos muito intensos. Figura 1: Escala de notas para intensidade dos anéis brancos da raiz. Foi realizada análise de variâncias em esquema fatorial e as médias das cultivares foram comparadas pelo Teste de Tukey (p<0,05). Para as doses de sulfato de magnésio foi realizada análise de regressão pelo programa Assistat 7.7 Beta. RESULTADOS E DISCUSSÃO
  • 4. Em virtude da análise de variância dos dados não ter acusado efeito significativo da interação das cultivares e das doses empregadas, os resultados e a discussão que seguem serão baseados no efeito isolado dos dois fatores estudados. Foram obtidos maiores valores para altura da raiz e massa da matéria fresca de folhas na cultivar Early Wonder, enquanto que o híbrido Kestrel se destacou para diâmetro e massa da matéria seca de raiz (Tabela 1). Tabela 1: Médias do diâmetro (DR), altura (AL), massa de matéria fresca (MFR) e seca de raiz (MSR), massa de matéria fresca (MFF) e número de folhas (NF) por planta e nota da raiz da beterraba para incidência de anel branco. CULTIVARES DR (cm) AL (cm) MFR (g) MSR (g) MFF (g) NF Nota Early Wonder 5,91 b 5,54 a 125 a 16,6 b 151,0 a 10,71 a 2,35 a Kestrel 6,45 a 5,25 b 136 a 18,9 a 114,3 b 11,13 a 0,15 b CV (%) 5,19 6,61 13,02 10,25 16,69 8,56 59,63 F tratamento 28,69** 7,04* 4,09ns 16,41** 27,48** 2,03ns 87,12** Significativo a 5% de probabilidade; ** Significativo a 1% de probabilidade; ns Não significativo pelo teste F. Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem estatisticamente pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Cultivares híbridos geralmente apresentam raízes maiores e mais arredondadas, sendo mais valorizadas pelo mercado consumidor (MELO, 2007; CARDOSO, 2012). Eles são reconhecidos por serem precoces, apresentarem uniformidade de produção, alto potencial produtivo, além de terem plantas mais vigorosas e resistentes à doenças (MALUF, 2001). Porém, Freitas (2014), destaca que nem sempre híbridos são superiores, principalmente quando são produzidos em ambientes diferentes daqueles para os quais foram adaptados. Para mercados mais exigentes, a ausência de anéis brancos é uma vantagem e pode levar ao aumento no valor de venda. Além disto, a classificação da beterraba é feita pelo diâmetro da raiz, sendo mais valorizado raízes com diâmetro > 90 < 120 mm, de acordo com o Programa Brasileiro para Modernização da Horticultura, segundo CEAGESP (2010). Com o híbrido foram obtidas raízes com diâmetro médio significativamente maior que a cultivar O.P., classificadas como Extra A ou 2A, o que também valoriza o produto na venda, uma vez que é a segunda mais valorizada. Houve diferença significativa para a intensidade dos anéis brancos apenas entre cultivares, sendo que o híbrido Kestrel se destacou pela menor nota, com média geral de 0,15, enquanto que a cultivar Early Wonder apresentou média geral de 2,35. Segundo Tivelli (2011) e Cardoso (2012), esse distúrbio é mais comum em cultivares O.P. do que em híbridos, o que se confirma nesta pesquisa. Esta característica pode ser um diferencial n comercialização das raízes, pois a presença de anéis brancos pode reduzir o valor de venda. Em relação às doses, observou-se que o comportamento do híbrido Kestrel foi constante para todas as características avaliadas, não diferenciando seus valores de acordo com as doses, sendo as médias gerais de diâmetro, altura, massa da matéria fresca e seca de raiz, massa da matéria fresca e número de folhas de 6,45 cm; 5,24 cm; 140 g; 18,9 g; 110 g e 11,14 folhas, respectivamente. Para a cultivar Early Wonder, a massa da matéria fresca de folhas, diâmetro e massa da matéria fresca de raiz apresentaram efeito linear, aumentando de acordo com as doses (Figura 1). Para a altura, massa da matéria seca de raiz e número de folhas não houve diferença com o aumento das doses, tendo média geral de 5,54 cm; 16,6 g e 10,72 folhas.
  • 5. Figura 1: Médias da massa da matéria fresca de folha, massa da matéria fresca e diâmetro de raiz em função das doses de sulfato de magnésio para o híbrido Kestrel (yK) e a cultivar Early Wonder. (yEW). Estes resultados podem ser explicados devido ao fato de o magnésio, juntamente com o S e o N, fazerem parte de diversos compostos na planta (STIPP; CASARIN, 2010), além disso, os íons de Mg2+ tem função específica na ativação de enzimas envolvidas na respiração, síntese de DNA e RNA, fotossíntese, síntese de macromoléculas (carboidratos, proteínas, lipídeos), absorção iônica, além de fazer parte da estrutura da molécula de clorofila (TAIZ; ZEIGER, 2004), podendo contribuir para o aumento na produção. Sendo assim, o aumento da fotossíntese justifica-se o aumento do diâmetro e da massa da matéria fresca das raízes da beterraba com maiores doses de sulfato de magnésio. Grangeiro et al. (2007) verificaram que o Mg foi o terceiro nutriente mais acumulado em beterraba, sendo que no período de 50 a 60 dias após a semeadura, época de maior acúmulo de massa seca, onde ocorreu sua maior demanda. Em melão, observou-se que as doses de sulfato de magnésio não interferiram significativamente na massa média do fruto do melão, na produtividade comercial e no diâmetro da cavidade interna do fruto. No entanto, interferiram significativamente na firmeza e espessura da polpa, além do comprimento transversal e longitudinal do fruto (COSTA et al., 2010). Já a aplicação de magnésio associada com Ca e K de forma corretiva no solo, proporcionou maior produtividade em melão (SILVA et al., 2003), uma vez que a absorção dele está associada ao equilíbrio entre o mesmo e Ca e K (NOVAIS, 2007). O magnésio é absorvido em menor quantidade do que o cálcio e o potássio, e a competição entre os cátions é especificamente importante para o primeiro, podendo levar a sua deficiência no campo. Em experimentos com sorgo, Rosolem et al. (1984) indicaram que os teores de magnésio no solo não foram afetados pela aplicação de potássio, mas a absorção de magnésio pelas plantas foi reduzida em presença de elevadas concentrações de potássio. Büll et al. (1993) demostraram que Panicum e soja perene mostraram menor absorção de cálcio e magnésio como consequência do aumento na absorção de potássio e aumento na relação K:(Ca + Mg) no solo. Faquim et al. (1994) verificaram que, em ausência de potássio na adubação, Panicum apresentou maior concentração de magnésio no tecido. Em repolho, Nahas et al. (1997) observaram que fontes diferentes de enxofre (gesso e sulfato de amônio) aumentaram a massa de cabeça quando comparado à testemunha. Já Corrêa et al. (2013) não observaram o mesmo resultado aplicando sulfato de potássio em cobertura. Segundo estes autores, isso pode ter ocorrido porque em solos com baixos e médios teores de potássio, a adubação de plantio com NPK e composto orgânico pode ter sido suficiente para o suprimento das necessidades da cultura. Em beterraba, quanto maior a dose de sulfato de amônio em cobertura (300 kg N ha-1 ), maiores
  • 6. foram as produtividades de raízes e parte aérea (TRANI et al., 2005). Apesar de haver relatos da importância do magnésio na incidência de anéis brancos (CARDOSO, 2012), não foram obtidas diferença nesta característica em função das doses de sulfato de magnésio em ambas as cultivares. Outro fator que pode interferir nesta característica é a temperatura, sendo que segundo Tivelli, (2011), em condições de temperaturas altas pode correr aumento deste distúrbio. No entanto, não foram estudadas épocas para se comparar esta referência, sendo confirmada apenas a influência da cultivar, tendo a híbrida menor incidência. CONCLUSÕES A cultivar Early Wonder apresentou maiores valores para altura da raiz e massa da matéria fresca de folhas, enquanto que o híbrido Kestrel se destacou para diâmetro e massa da matéria seca de raiz, além de apresentar menor intensidade de anéis brancos na raiz. O diâmetro, massa da matéria fresca de raiz e de folhas aumentaram linearmente de acordo com as doses do sulfato de magnésio. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BÜLL, L. T.; BOARETTO, A. E.; MELLO, F. A. F.; SOARES, E. Influência da relação K/ (Ca + Mg) do solo na produção de matéria seca e na absorção de potássio por gramínea e leguminosa forrageiras: II. Absorção de potássio em função da relação K/ (Ca + Mg) no complexo de troca do solo. Cientifica, Jaboticabal, v. 21, n. 1, p. 67 – 75, 1993. CARDOSO, A. I. I. Diferencial da produção de beterraba híbrida. Revista Campo & Negócio. Ano VIII, n. 88, p. 84-85, 2012. CENTRO DE QUALIDADE HORTIGRANJEIRO – CEAGESP/SP. Almanaque do Campo. <http://www.almanaquedocampo.com.br/image ns/files/Beterraba%20ceagesp%20classifica%C 3%A7%C3%A3o.pdf>. 24 Set. 2014. CORRÊA, C. V.; CARDOSO, A. I. I.; FERNANDES, D. M. Produção de repolho em função de doses e fontes de potássio em cobertura Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 34, n. 5, p. 2129-2138, 2013. COSTA, S. A. D.; QUEIROGA, F. M.; PEREIRA, F. H. F.; MARACAJÁ, P. B.; SOUSA FILHO, A. L. Effect of rates of magnesium in yield and quality of melon fruits. Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável, v.5, n. 4, p. 118-123, 2010. CUNHA, A. R.; MARTINS, D. Classificação climática para os municípios de Botucatu, SP. Irriga. Botucatu, v. 14, n. 1, p. 1 – 11, 2009. FAQUIN, V.; FERRARI NETO, J.; EVANGELISTA, A. R.; VALE, F. R. Limitações nutricionais do colonião (Panicum maximum, Jacq) e da braquiária (Brachiaria decubens Stapf), em amostras de um latossolo do noroeste do Paraná II. Nutrição em macro e micronutrientes. Revista Brasileira de Zootecnia, Viçosa, MG, v. 23, n. 4, p. 552-564, 1994. FREITAS, P.G.N. Vibração de pimenta (Capsicum sp.) para produção de frutos e sementes em ambiente protegido. Botucatu: Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”. 2014. 74 p. Tese de doutorado. GRANGEIRO, L. C.; NEGREIROS, M. Z. DE; SOUZA, B. S. DE; AZEVÊDO, P. E. DE; OLIVEIRA, S. L. DE; MEDEIROS, M. A. Acúmulo e exportação de nutrientes em beterraba. Ciência agrotécnica, Lavras, v. 31, n. 2, p.267-273, 2007. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Agropecuário de 2006: Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação. Brasil. 2009. 777 p. MALUF, W. R. Heterose e emprego de híbridos F1 em hortaliças. In: Nass, L.L.; Valois, A.C.C.;
  • 7. ocorre ao mesmo tempo em todas as folhas ou pode até iniciar nas folhas mais velhas (MARSCHNER, 1995). Pela ausência de pesquisa com magnésio e enxofre em beterraba, objetivou-se verificar os efeitos do sulfato de magnésio na produção da beterraba. MATERIAL E MÉTODOS O trabalho foi desenvolvido na Fazenda Experimental de São Manuel, no município de São Manuel, SP, pertencente à Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Botucatu. As coordenadas geográficas da área são: 22° 46’ de latitude Sul, 48° 34’ de longitude Oeste e altitude de 740m. O clima da região de São Manuel, conforme os critérios adotados por Köppen, baseado nas observações meteorológicas é Cfa (Clima Temperado Mesotérmico) (CUNHA; MARTINS, 2009). A semeadura foi feita no dia 21 de maio em bandeja de polipropileno de 200 células e o transplante no dia 9 de junho de 2014. Foi utilizada a cultivar de polinização aberta Early Wonder e o híbrido Kestrel. O trabalho foi conduzido em casa de vegetação coberta com polietileno de baixa densidade, possuindo 7 m de largura, 20 m de comprimento e pé direito 2,5m. O solo do local é um LATOSSOLO VERMELHO Distrófico Típico, com os seguintes resultados obtidos na análise química antes da instalação do experimento: pH(CaCl2) = 5,7; Presina= 130 mg dm-3 ; matéria orgânica = 10 g dm-3 , V% = 79; e os valores de H+Al; K; Ca; Mg; SB e CTC, expressos em mmolc dm-3 , respectivamente de: 16; 3,4; 48; 6; 58 e 73. Foram avaliados 10 tratamentos, resultantes do fatorial 2x5, sendo cinco doses de sulfato de magnésio (testemunha sem sulfato de magnésio, 144, 288, 432 e 576 kg ha-1 ) e duas cultivares (Early Wonder, de polinização aberta e Kestrel, híbrido). O delineamento experimental foi de blocos casualizados, com quatro repetições. As parcelas foram constituídas de 40 plantas, em um espaçamento de 0,25 x 0,10 m, sendo avaliadas 10 plantas úteis centrais. As doses aplicadas foram baseados na quantidade de magnésio no solo e a recomendação do teor mínimo do mesmo para a cultura (9 mmolc dm-3 ) feito no Boletim Técnico 100 (RAIJ et al., 1997). A aplicação foi feita por regador manual aos 35 dias após o transplante, sendo o sulfato de magnésio diluído em água. Foi realizada adubação de plantio (20 kg ha-1 de N; 180 kg ha-1 de P2O5 e 60 kg ha-1 de K2O) e cobertura (100 kg ha-1 de N e 50 kg ha-1 de K2O, parcelado em três vezes) apenas com adubo inorgânico, conforme recomendado no Boletim 100 (RAIJ et al., 1997), uma vez que adubação orgânica no plantio poderia interferir no teor de magnésio e/ou enxofre no solo, mascarando o resultado. Realizou-se colheita única ao 64º dia após o transplante, sendo avaliadas as seguintes características: massa da matéria fresca e seca, diâmetro e altura da raiz, número e massa da matéria fresca de folhas por planta, além da intensidade dos anéis brancos presentes no interior da raiz. O diâmetro e a altura da raiz foram medidos com paquímetro digital; a massa da matéria seca foi determinada após secar as raízes por 7 dias a 70°C em estufa de circulação de ar forçada. A nota dada às raízes devido a intensidade dos anéis foi de acordo com a representação geral da parcela seguindo uma escala de 0 a 5 (Figura 1), sendo dada nota 0 (zero) para as raízes que não possuíam anelamento branco e estavam com a polpa escura e a nota 5 (cinco) para raízes de coloração clara e anéis brancos muito intensos. Figura 1: Escala de notas para intensidade dos anéis brancos da raiz. Foi realizada análise de variâncias em esquema fatorial e as médias das cultivares foram comparadas pelo Teste de Tukey (p<0,05). Para as doses de sulfato de magnésio foi realizada análise de regressão pelo programa Assistat 7.7 Beta. RESULTADOS E DISCUSSÃO
  • 8. Agronômicas de Botucatu. Departamento de Horticultura. Prof. Doutor do departamento de Horticultura. 4 - Charles Yukihiro Watanabe - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho". Faculdade de Ciências Agronômicas de Botucatu. Aluno de graduação em Agronomia 5 - Luis André Tobias Cardoso Pinto - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho". Faculdade de Ciências Agronômicas de Botucatu. Aluno de graduação em Agronomia. 65