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Construção de Projetos Pedagógicos e
Tecnologias Aplicadas à Docência
Núcleo Comum
Ementa
A disciplina aborda as dimensões e instrumentos da
gestão pedagógica com vistas à organização de Projetos
Políticos Pedagógicos, em atenção às políticas públicas
educacionais brasileiras vigentes, bem como à
compreensão dos recursos tecnológicos, disponibilizados
pela internet como: redes sociais na internet, softwares
educativos entre outros, enquanto meios de intervenção
pedagógica nas práticas educacionais, tendo em vista a
promoção de melhoramentos no processo de ensino-
aprendizagem.
2
Planejamento instrumento para organização da ação escolar e educativa, de
natureza participativa, flexível, possibilitando alterações no percurso.
Plano – é o documento, a materialização do planejamento, o registro da escrita
dos elementos e objetivos a serem alcançados.
Projeto – do latim projectu, significa lançar para frente uma ideia. O projeto é a
menor unidade do planejamento, com fins, objetivos e metas a serem alcançados
em função de uma necessidade, um problema.
Programa – é um conjunto de projetos, de propostas operacionalizadas,
desenvolvidos para o alcance de metas.
Modalidades de planejamentos/planos (curricular, escolar, de ensino, de
disciplina, de unidade, de aula).
3
 Elementos constitutivos do planejamento:
O que- O problema. O que se pretende fazer ou pesquisar?
Por que – A justificativa. As razões, a relevância do plano ou
projeto.
Para que – Objetivos que se pretende alcançar.
Para quem – Público a quem se destina o trabalho.
Com quem – Recursos humanos.
Com que – Recursos materiais e financeiros.
Como – Metodologia explica os procedimentos adotados para o
alcance dos objetivos.
Quando – Período de realização.
Onde – Local de realização.
Quanto – Avaliação dos resultados.
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História da educação brasileira - planejamento educacional:
*período anterior a década de 1930 - cabia à Igreja a intervenção e organização
da educação no país.
*década de 1930 - elementos de planificação e sistematização da educação pelo
poder estatal
*principal mote do planejamento educacional no Brasil é considerar a educação
como instrumento de controle, de desenvolvimento econômico e social, voltado
para os interesses da política vigente e das classes e grupos dominantes.
*período da Ditadura Militar –controle do sistema autoritário.
*1988 - descentralização e da gestão democrática por uma educação de
qualidade para todos - planejamento participativo. *Globalização e a política
neoliberal - influencia direta no planejamento e organização do sistema
educacional brasileiro.
5
O planejamento participativo é, de fato, uma tendência no campo
educacional, visto como um conjunto de propostas de ferramentas
de intervenção na realidade.
O planejamento participativo não se encerra por definir
coletivamente a organização dos conteúdos, mas se refere
principalmente à organização coletiva e sistematização dos
resultados que pretender buscar, em relação aos seus alunos, às
suas realidades sociais, e a partir disto a avaliação detalhada da
prática educativa e docente, seja propositiva para práticas
alternativas influentes na construção e transformação social.
6
Módulo II - Projeto Político Pedagógico
 Caracterizamos o planejamento como uma atividade humana, pela qual são
estabelecidos objetivos, metas, fins, a serem alcançados, com estratégias e
métodos definidos, cuja principal característica é a flexibilidade, ou seja,
possibilita, ação, reflexão, mudanças no percurso e novas tomadas de
decisão.
 A concepção que vamos seguir é a de planejamento educacional
participativo democrático e coletivo, e assim poderemos aprofundar nossa
discussão de projeto político pedagógico como instrumento de
transformação e mudança nas unidades educacionais brasileiras.
7
 projeto não é um documento a ser construído e em seguida arquivado
ou encaminhado às autoridades educacionais como prova do
cumprimento de tarefas burocráticas. O projeto é processo vivido, é
construído e vivenciado em todos os momentos, por todos os
envolvidos como o processo educativo da unidade educacional.
projeto coletivo
 para ser expressão viva de um, a participação de todos os que compõem
a instituição, mapeando o diagnóstico do que a escola é hoje, e também
apontando o que se pretende ser, com organização e sistematização,
desencadeando mudanças na direção de uma formação educativa e
cultural, de qualidade, para todas as crianças e jovens que frequentam a
escola pública e popular.
8
 as dimensões do projeto político pedagógico não se esgotam apenas no
conceito da palavra projeto, mas ampliamos nosso debate para o
entendimento e discussão destas dimensões (político pedagógica).
Podemos elucidar e nos posicionar compreendendo que não se constrói
um projeto sem objetivos, sem direção sem intenções; é uma ação
orientada pela intencionalidade, tem um sentido explícito, de um
compromisso coletivamente firmado ideologicamente, com práticas
pedagógicas também escolhidas intencionalmente. Assim, entende-se
que as dimensões política pedagógica do projeto são indissociáveis,
caminham juntas, pois as escolhas não são neutras.
9
 inovação regulatória e emancipatória
* características que podem acompanhar o projeto político
pedagógico. Diferenciando-as, resumidamente, a primeira está ligada à
inovação técnica que o projeto político pedagógico pode representar,
considerando este como um documento organizado, pronto e acabado
sem a participação de seus atores.
 inovação emancipatória considera que o projeto político pedagógico
pode oportunizar se o plano integral da instituição, elaborado a partir
da perspectiva democrática com a participação de todos os sujeitos
envolvidos, bem como a expressão e efetivação de práticas sociais
transformadoras.
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 No Brasil partir de 1988, com a promulgação da Constituição verifica-se
a lógica da descentralização e da gestão democrática. Em decorrência a
LDBEN 9394/96, pautada em princípios democráticos, aponta por uma
educação de qualidade para todos. Uma das novidades da LDB
estudadas neste módulo foi a introdução do projeto político pedagógico,
como ferramenta do planejamento educacional participativo, visando
maior autonomia às unidades educacionais brasileiras.
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MÓDULO III - Metodologia de Trabalho para a Elaboração do
Projeto Político Pedagógico
 As circunstâncias nas quais vivemos e das quais fazemos parte no
século XXI, entre desafios, conflitos, as tecnologias da
comunicação, o tempo e o espaço digital, o complexo de
elementos que constituem nossa realidade, nos coloca nos coloca
diante de uma necessidade: PLANEJAR

Podemos caracterizar o planejamento como uma atividade
humana, pela qual são estabelecidos objetivos, metas, fins, a
serem alcançados, com estratégias e métodos definidos, cuja
principal característica é a flexibilidade, ou seja, possibilita, ação,
reflexão, mudanças no percurso e novas tomadas de decisão.
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 Principal elemento do planejamento: a racionalidade, distintivo da
condição humana. Pensar antes de agir. Organizar a ação. Adequar
meios a fins e valores. Estas expressões sintetizam o conceito de
planejamento, considerando-o uma técnica, uma ferramenta para a
ação, de natureza flexível, possibilitando alterações no percurso. Coloca-
se esta questão dentro do que se convenciona chamar de visão
instrumental do planejamento, destacando-se seu aspecto utilitário, a
partir das necessidades, anseios, ideias, desejos e transformações, com a
previsão de meios e recursos disponíveis para atingir os objetivos.
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Planejamento instrumento para organização da ação escolar e educativa, de
natureza participativa, flexível, possibilitando alterações no percurso.
Plano – é o documento, a materialização do planejamento, o registro da escrita
dos elementos e objetivos a serem alcançados.
Projeto – do latim projectu, significa lançar para frente uma ideia. O projeto é a
menor unidade do planejamento, com fins, objetivos e metas a serem alcançados
em função de uma necessidade, um problema.
Programa – é um conjunto de projetos, de propostas operacionalizadas,
desenvolvidos para o alcance de metas.
Modalidades de planejamentos/planos (curricular, escolar, de ensino, de
disciplina, de unidade, de aula).
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Elementos constitutivos do planejamento:
O que- O problema. O que se pretende fazer ou pesquisar?
Por que – A justificativa. As razões, a relevância do plano ou projeto.
Para que – Objetivos que se pretende alcançar.
Para quem – Público a quem se destina o trabalho.
Com quem – Recursos humanos.
Com que – Recursos materiais e financeiros.
Como – Metodologia explica os procedimentos adotados para o alcance dos objetivos.
Quando – Período de realização.
Onde – Local de realização.
Quanto – Avaliação dos resultados.
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História da educação brasileira - planejamento educacional:
*período anterior a década de 1930 - cabia à Igreja a intervenção e
organização da educação no país.
*década de 1930 - elementos de planificação e sistematização da educação
pelo poder estatal
* 1940 a 1950 - planejamento educacional organizado para promover o
crescimento e reduzir a pobreza, e considerava o analfabetismo como
responsável pela situação de subdesenvolvimento do país.
*principal mote do planejamento educacional no Brasil é considerar a
educação como instrumento de controle, de desenvolvimento econômico e
social, voltado para os interesses da política vigente e das classes e grupos
dominantes.
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✓ período da Ditadura Militar –controle do sistema autoritário
✓ 1988 - descentralização e da gestão democrática por uma
educação de qualidade para todos - planejamento
participativo.
✓Globalização e a política neoliberal - influência direta no
planejamento e organização do sistema educacional brasileiro
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O planejamento participativo é, de fato, uma tendência no campo
educacional, visto como um conjunto de propostas de ferramentas de
intervenção na realidade.
O planejamento participativo não se encerra por definir coletivamente a
organização dos conteúdos, mas se refere principalmente à organização
coletiva e sistematização dos resultados que pretender buscar, em relação
aos seus alunos, às suas realidades sociais, e a partir disto a avaliação
detalhada da prática educativa e docente, seja propositiva para práticas
alternativas influentes na construção e transformação social.
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MODULO IV: Da Educação Tradicional às Novas
Tecnologias Aplicadas à Educação
A História da Tecnologia na Educação
A história da tecnologia como elemento fundamental para a evolução
do ensino aprendizagem trouxe mudanças constantes e necessárias
para atender as transformações culturais e sociais que ocorrem na
sociedade.
Como pudemos ver, historicamente, a origem dela se deu desde o
começo do século passado, contribuiu e transformou a educação
continuando até os dias atuais desenvolvendo novas teorias e formas
de pensar e agir, facilitando a aprendizagem, o que implica em um
trabalho educativo atualizado moderno e permanente e que continua
se transformando ao longo da história.
19
 Podemos incluir qualquer forma de tecnologia no processo
educacional como rádio e TV além da internet. Toda forma de
tecnologia pode ser aplicada a educação nos trazendo métodos
organizados e avançados para que as escolas possam
acompanhar o rápido desenvolvimento da sociedade ao longo
do tempo, buscando cada vez mais dar qualidade ao ensino.
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A Mudança de tempos espaços na escola a partir do uso
das tecnologias
 Com os recursos tecnológicos cada vez mais a escola deve reorganizar o
processo de ensino aprendizagem, utilizando ferramentas que se
tornaram imprescindíveis à Educação contemplando o PPP, Projeto
Político Pedagógico da escola.
 A escola deve preparar a todos, alunos, pais, professores, gestores como
leitores críticos e escritores conscientes das mídias que servem de
suporte a essas novas tecnologias de informação.
 É necessário, ao implantar a informática educativa nas escolas dispor de
um currículo flexível, multicultural, que relacione seus conteúdos,
objetivos e estratégias às questões culturais e tecnológicas,
reorganizando os tempos e espaços com as mudanças necessárias para
ampliar os olhares e a visão de mundo dos educandos.
21
A Inclusão Social frente ao uso das Tecnologias
 O uso das tecnologias na escola se estabelece, promovem resultados e
se sustentam através de um trabalho realizado dentro e fora da escola. A
inserção da tecnologia nas escolas é fundamental para garantir o acesso
a cidadania e igualdade de direitos.
 Através da inclusão digital no espaço educativo contemplando o
planejamento dos projetos amplia a inclusão social trazendo
significativas contribuições para o pensamento crítico de todos,
gestores, professores, alunos e pais contribuindo para diminuir as
desigualdades de oportunidades dentro e fora da escola.
 A tecnologia por si mesma não promove a inclusão e sim depende de
como é inserida no processo educacional, envolvendo o acesso das
pessoas aos meios, sobretudo a formação destas pessoas para a
utilização social destas tecnologias.
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MODULO V: UNIVERSIDADE, POLÍTICAS PÚBLICAS E
NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À EAD
Políticas Públicas Neoliberais e a Expansão da EAD
 A trajetória histórica da consolidação da Educação a Distância (EAD)
no Brasil se deu através das políticas públicas e da realidade social do
Brasil.
 A EAD é apresentada como uma modalidade de ensino que
acompanhou o desenvolvimento do sistema educacional brasileiro e,
a partir de 1996, com a LDB.
 A EAD vem recebendo significativo apoio do Governo Federal que,
por meio do Ministério da Educação, tem incentivado o seu
crescimento, tanto na esfera púbica quanto privada, dando destaque
a UAB, Universidade Aberta no Brasil, que atingem todas as regiões
do nosso país.
23
A EAD e as Políticas Públicas de Democratização
 A ampliação da Educação à Distância, a EAD e as políticas educacionais
são fundamentais para a democratização do ensino superior no Brasil.
 O crescimento considerável do número de matriculados na EAD justifica
a necessidade de se qualificar o caráter democrático do acesso e a
formação da população brasileira em nível superior.
 As políticas de formação continuada de professores estabelecem
avanços significativos na democratização da educação superior visando a
qualidade e o reconhecimento das especificidades dos alunos e sua
cultura regional ampliando assim, o acesso e oportunizando uma
educação crítica para todos
24
“Políticas Públicas e “Inclusão Digital”
 Uma verdadeira democratização da sociedade numa perspectiva
inclusiva se dá através da organização de uma sociedade na qual as
identidades dos indivíduos são construídas através dos seus saberes.
 Para que a grande inclusão digital de professores, alunos, pais e toda
sociedade que estamos inseridos ocorrer pelo direcionamento dos
esforços dos profissionais da informação no fornecimento de
competências tecnológicas e interdisciplinares.
 Para que todos sejam capazes de desenvolver habilidades na rede,
aprendendo uns com os outros através de uma educação inclusiva
digital e social.
25
MODULO VI: Alternativas e Estratégias das Instituições de Ensino
Superior (IES) Frente às Transformações do Paradigma Educacional
Contemporâneo
Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica
 A nova tecnologia para a educação caracteriza-se por ser um processo composto
por duas mediações pedagógicas: a mediação humana e a mediação
tecnológica, ligadas uma na outra. A primeira pelo sistema de tutoria, a segunda
pelo sistema de comunicação para viabilizar a mediação pedagógica.
 A mediação pedagógica, resultante da concepção planejada entre estas duas
mediações, é potencializada pela convergência digital que disponibiliza acesso e
portabilidade por meio de dispositivos de comunicação num processo dialógico,
de construção e atuação coletiva do conhecimento.
26
Perfil do Professor e as Exigências de formação
 Segundo Morais, S., uma mudança de paradigma não se restringe
apenas em incorporar as tecnologias de informação e comunicação
no processo educacional, deve-se propiciar reflexões e ações críticas
sobre o trabalho do professor na sala de aula.
 Essa mudança, também exigirá que o professor esteja subsidiado
com leituras e discussões em torno das tendências pedagógicas de
ensino. Ao incorporar a internet, o professor deverá primeiramente
dominar o conteúdo e possuir uma prática escolar democrática para
viabilizar a construção de conhecimento.
27
 Esse saber, independente das tecnologias, servirá como um instrumento
a mais para o professor criar novos espaços de atuação e interação, para
aluno utilizar esses recursos na sala de aula.
 A partir desta constatação a metodologia de projeto colaborativo
propõe ações que possibilitam ao professor e aluno criar situações de
aprendizagens significativas.
28
A colaboração em uma Rede de Aprendizagem
 Paulo Freire (1996) introduz Pedagogia da Autonomia explicando suas
razões para analisar a prática pedagógica do professor em relação à
autonomia de ser e de saber do educando. Enfatiza a necessidade de
respeito ao conhecimento que o aluno traz para o espaço educacional,
visto ser ele um sujeito social e histórico, e da compreensão de que
"formar é muito mais do que puramente treinar o educando no
desempenho de destrezas"
29
 Enfatiza a necessidade de respeito ao conhecimento que o aluno traz
para o espaço educacional, visto ser ele um sujeito social e histórico,
e da compreensão de que "formar é muito mais do que puramente
treinar o educando no desempenho de destrezas"
 Nessa perspectiva a aprendizagem em uma rede colaborativa, deve
ser centrada nos saberes dos alunos, nas trocas e no diálogo em uma
rede estruturada e mediada pelo professor.
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APRESENTAÇÃO DE AULA DE CONSTRUÇÃO DE PROJETOS.pdf

  • 1.
    1 Construção de ProjetosPedagógicos e Tecnologias Aplicadas à Docência Núcleo Comum
  • 2.
    Ementa A disciplina abordaas dimensões e instrumentos da gestão pedagógica com vistas à organização de Projetos Políticos Pedagógicos, em atenção às políticas públicas educacionais brasileiras vigentes, bem como à compreensão dos recursos tecnológicos, disponibilizados pela internet como: redes sociais na internet, softwares educativos entre outros, enquanto meios de intervenção pedagógica nas práticas educacionais, tendo em vista a promoção de melhoramentos no processo de ensino- aprendizagem. 2
  • 3.
    Planejamento instrumento paraorganização da ação escolar e educativa, de natureza participativa, flexível, possibilitando alterações no percurso. Plano – é o documento, a materialização do planejamento, o registro da escrita dos elementos e objetivos a serem alcançados. Projeto – do latim projectu, significa lançar para frente uma ideia. O projeto é a menor unidade do planejamento, com fins, objetivos e metas a serem alcançados em função de uma necessidade, um problema. Programa – é um conjunto de projetos, de propostas operacionalizadas, desenvolvidos para o alcance de metas. Modalidades de planejamentos/planos (curricular, escolar, de ensino, de disciplina, de unidade, de aula). 3
  • 4.
     Elementos constitutivosdo planejamento: O que- O problema. O que se pretende fazer ou pesquisar? Por que – A justificativa. As razões, a relevância do plano ou projeto. Para que – Objetivos que se pretende alcançar. Para quem – Público a quem se destina o trabalho. Com quem – Recursos humanos. Com que – Recursos materiais e financeiros. Como – Metodologia explica os procedimentos adotados para o alcance dos objetivos. Quando – Período de realização. Onde – Local de realização. Quanto – Avaliação dos resultados. 4
  • 5.
    História da educaçãobrasileira - planejamento educacional: *período anterior a década de 1930 - cabia à Igreja a intervenção e organização da educação no país. *década de 1930 - elementos de planificação e sistematização da educação pelo poder estatal *principal mote do planejamento educacional no Brasil é considerar a educação como instrumento de controle, de desenvolvimento econômico e social, voltado para os interesses da política vigente e das classes e grupos dominantes. *período da Ditadura Militar –controle do sistema autoritário. *1988 - descentralização e da gestão democrática por uma educação de qualidade para todos - planejamento participativo. *Globalização e a política neoliberal - influencia direta no planejamento e organização do sistema educacional brasileiro. 5
  • 6.
    O planejamento participativoé, de fato, uma tendência no campo educacional, visto como um conjunto de propostas de ferramentas de intervenção na realidade. O planejamento participativo não se encerra por definir coletivamente a organização dos conteúdos, mas se refere principalmente à organização coletiva e sistematização dos resultados que pretender buscar, em relação aos seus alunos, às suas realidades sociais, e a partir disto a avaliação detalhada da prática educativa e docente, seja propositiva para práticas alternativas influentes na construção e transformação social. 6
  • 7.
    Módulo II -Projeto Político Pedagógico  Caracterizamos o planejamento como uma atividade humana, pela qual são estabelecidos objetivos, metas, fins, a serem alcançados, com estratégias e métodos definidos, cuja principal característica é a flexibilidade, ou seja, possibilita, ação, reflexão, mudanças no percurso e novas tomadas de decisão.  A concepção que vamos seguir é a de planejamento educacional participativo democrático e coletivo, e assim poderemos aprofundar nossa discussão de projeto político pedagógico como instrumento de transformação e mudança nas unidades educacionais brasileiras. 7
  • 8.
     projeto nãoé um documento a ser construído e em seguida arquivado ou encaminhado às autoridades educacionais como prova do cumprimento de tarefas burocráticas. O projeto é processo vivido, é construído e vivenciado em todos os momentos, por todos os envolvidos como o processo educativo da unidade educacional. projeto coletivo  para ser expressão viva de um, a participação de todos os que compõem a instituição, mapeando o diagnóstico do que a escola é hoje, e também apontando o que se pretende ser, com organização e sistematização, desencadeando mudanças na direção de uma formação educativa e cultural, de qualidade, para todas as crianças e jovens que frequentam a escola pública e popular. 8
  • 9.
     as dimensõesdo projeto político pedagógico não se esgotam apenas no conceito da palavra projeto, mas ampliamos nosso debate para o entendimento e discussão destas dimensões (político pedagógica). Podemos elucidar e nos posicionar compreendendo que não se constrói um projeto sem objetivos, sem direção sem intenções; é uma ação orientada pela intencionalidade, tem um sentido explícito, de um compromisso coletivamente firmado ideologicamente, com práticas pedagógicas também escolhidas intencionalmente. Assim, entende-se que as dimensões política pedagógica do projeto são indissociáveis, caminham juntas, pois as escolhas não são neutras. 9
  • 10.
     inovação regulatóriae emancipatória * características que podem acompanhar o projeto político pedagógico. Diferenciando-as, resumidamente, a primeira está ligada à inovação técnica que o projeto político pedagógico pode representar, considerando este como um documento organizado, pronto e acabado sem a participação de seus atores.  inovação emancipatória considera que o projeto político pedagógico pode oportunizar se o plano integral da instituição, elaborado a partir da perspectiva democrática com a participação de todos os sujeitos envolvidos, bem como a expressão e efetivação de práticas sociais transformadoras. 10
  • 11.
     No Brasilpartir de 1988, com a promulgação da Constituição verifica-se a lógica da descentralização e da gestão democrática. Em decorrência a LDBEN 9394/96, pautada em princípios democráticos, aponta por uma educação de qualidade para todos. Uma das novidades da LDB estudadas neste módulo foi a introdução do projeto político pedagógico, como ferramenta do planejamento educacional participativo, visando maior autonomia às unidades educacionais brasileiras. 11
  • 12.
    MÓDULO III -Metodologia de Trabalho para a Elaboração do Projeto Político Pedagógico  As circunstâncias nas quais vivemos e das quais fazemos parte no século XXI, entre desafios, conflitos, as tecnologias da comunicação, o tempo e o espaço digital, o complexo de elementos que constituem nossa realidade, nos coloca nos coloca diante de uma necessidade: PLANEJAR  Podemos caracterizar o planejamento como uma atividade humana, pela qual são estabelecidos objetivos, metas, fins, a serem alcançados, com estratégias e métodos definidos, cuja principal característica é a flexibilidade, ou seja, possibilita, ação, reflexão, mudanças no percurso e novas tomadas de decisão. 12
  • 13.
     Principal elementodo planejamento: a racionalidade, distintivo da condição humana. Pensar antes de agir. Organizar a ação. Adequar meios a fins e valores. Estas expressões sintetizam o conceito de planejamento, considerando-o uma técnica, uma ferramenta para a ação, de natureza flexível, possibilitando alterações no percurso. Coloca- se esta questão dentro do que se convenciona chamar de visão instrumental do planejamento, destacando-se seu aspecto utilitário, a partir das necessidades, anseios, ideias, desejos e transformações, com a previsão de meios e recursos disponíveis para atingir os objetivos. 13
  • 14.
    Planejamento instrumento paraorganização da ação escolar e educativa, de natureza participativa, flexível, possibilitando alterações no percurso. Plano – é o documento, a materialização do planejamento, o registro da escrita dos elementos e objetivos a serem alcançados. Projeto – do latim projectu, significa lançar para frente uma ideia. O projeto é a menor unidade do planejamento, com fins, objetivos e metas a serem alcançados em função de uma necessidade, um problema. Programa – é um conjunto de projetos, de propostas operacionalizadas, desenvolvidos para o alcance de metas. Modalidades de planejamentos/planos (curricular, escolar, de ensino, de disciplina, de unidade, de aula). 14
  • 15.
    Elementos constitutivos doplanejamento: O que- O problema. O que se pretende fazer ou pesquisar? Por que – A justificativa. As razões, a relevância do plano ou projeto. Para que – Objetivos que se pretende alcançar. Para quem – Público a quem se destina o trabalho. Com quem – Recursos humanos. Com que – Recursos materiais e financeiros. Como – Metodologia explica os procedimentos adotados para o alcance dos objetivos. Quando – Período de realização. Onde – Local de realização. Quanto – Avaliação dos resultados. 15
  • 16.
    História da educaçãobrasileira - planejamento educacional: *período anterior a década de 1930 - cabia à Igreja a intervenção e organização da educação no país. *década de 1930 - elementos de planificação e sistematização da educação pelo poder estatal * 1940 a 1950 - planejamento educacional organizado para promover o crescimento e reduzir a pobreza, e considerava o analfabetismo como responsável pela situação de subdesenvolvimento do país. *principal mote do planejamento educacional no Brasil é considerar a educação como instrumento de controle, de desenvolvimento econômico e social, voltado para os interesses da política vigente e das classes e grupos dominantes. 16
  • 17.
    ✓ período daDitadura Militar –controle do sistema autoritário ✓ 1988 - descentralização e da gestão democrática por uma educação de qualidade para todos - planejamento participativo. ✓Globalização e a política neoliberal - influência direta no planejamento e organização do sistema educacional brasileiro 17
  • 18.
    O planejamento participativoé, de fato, uma tendência no campo educacional, visto como um conjunto de propostas de ferramentas de intervenção na realidade. O planejamento participativo não se encerra por definir coletivamente a organização dos conteúdos, mas se refere principalmente à organização coletiva e sistematização dos resultados que pretender buscar, em relação aos seus alunos, às suas realidades sociais, e a partir disto a avaliação detalhada da prática educativa e docente, seja propositiva para práticas alternativas influentes na construção e transformação social. 18
  • 19.
    MODULO IV: DaEducação Tradicional às Novas Tecnologias Aplicadas à Educação A História da Tecnologia na Educação A história da tecnologia como elemento fundamental para a evolução do ensino aprendizagem trouxe mudanças constantes e necessárias para atender as transformações culturais e sociais que ocorrem na sociedade. Como pudemos ver, historicamente, a origem dela se deu desde o começo do século passado, contribuiu e transformou a educação continuando até os dias atuais desenvolvendo novas teorias e formas de pensar e agir, facilitando a aprendizagem, o que implica em um trabalho educativo atualizado moderno e permanente e que continua se transformando ao longo da história. 19
  • 20.
     Podemos incluirqualquer forma de tecnologia no processo educacional como rádio e TV além da internet. Toda forma de tecnologia pode ser aplicada a educação nos trazendo métodos organizados e avançados para que as escolas possam acompanhar o rápido desenvolvimento da sociedade ao longo do tempo, buscando cada vez mais dar qualidade ao ensino. 20
  • 21.
    A Mudança detempos espaços na escola a partir do uso das tecnologias  Com os recursos tecnológicos cada vez mais a escola deve reorganizar o processo de ensino aprendizagem, utilizando ferramentas que se tornaram imprescindíveis à Educação contemplando o PPP, Projeto Político Pedagógico da escola.  A escola deve preparar a todos, alunos, pais, professores, gestores como leitores críticos e escritores conscientes das mídias que servem de suporte a essas novas tecnologias de informação.  É necessário, ao implantar a informática educativa nas escolas dispor de um currículo flexível, multicultural, que relacione seus conteúdos, objetivos e estratégias às questões culturais e tecnológicas, reorganizando os tempos e espaços com as mudanças necessárias para ampliar os olhares e a visão de mundo dos educandos. 21
  • 22.
    A Inclusão Socialfrente ao uso das Tecnologias  O uso das tecnologias na escola se estabelece, promovem resultados e se sustentam através de um trabalho realizado dentro e fora da escola. A inserção da tecnologia nas escolas é fundamental para garantir o acesso a cidadania e igualdade de direitos.  Através da inclusão digital no espaço educativo contemplando o planejamento dos projetos amplia a inclusão social trazendo significativas contribuições para o pensamento crítico de todos, gestores, professores, alunos e pais contribuindo para diminuir as desigualdades de oportunidades dentro e fora da escola.  A tecnologia por si mesma não promove a inclusão e sim depende de como é inserida no processo educacional, envolvendo o acesso das pessoas aos meios, sobretudo a formação destas pessoas para a utilização social destas tecnologias. 22
  • 23.
    MODULO V: UNIVERSIDADE,POLÍTICAS PÚBLICAS E NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À EAD Políticas Públicas Neoliberais e a Expansão da EAD  A trajetória histórica da consolidação da Educação a Distância (EAD) no Brasil se deu através das políticas públicas e da realidade social do Brasil.  A EAD é apresentada como uma modalidade de ensino que acompanhou o desenvolvimento do sistema educacional brasileiro e, a partir de 1996, com a LDB.  A EAD vem recebendo significativo apoio do Governo Federal que, por meio do Ministério da Educação, tem incentivado o seu crescimento, tanto na esfera púbica quanto privada, dando destaque a UAB, Universidade Aberta no Brasil, que atingem todas as regiões do nosso país. 23
  • 24.
    A EAD eas Políticas Públicas de Democratização  A ampliação da Educação à Distância, a EAD e as políticas educacionais são fundamentais para a democratização do ensino superior no Brasil.  O crescimento considerável do número de matriculados na EAD justifica a necessidade de se qualificar o caráter democrático do acesso e a formação da população brasileira em nível superior.  As políticas de formação continuada de professores estabelecem avanços significativos na democratização da educação superior visando a qualidade e o reconhecimento das especificidades dos alunos e sua cultura regional ampliando assim, o acesso e oportunizando uma educação crítica para todos 24
  • 25.
    “Políticas Públicas e“Inclusão Digital”  Uma verdadeira democratização da sociedade numa perspectiva inclusiva se dá através da organização de uma sociedade na qual as identidades dos indivíduos são construídas através dos seus saberes.  Para que a grande inclusão digital de professores, alunos, pais e toda sociedade que estamos inseridos ocorrer pelo direcionamento dos esforços dos profissionais da informação no fornecimento de competências tecnológicas e interdisciplinares.  Para que todos sejam capazes de desenvolver habilidades na rede, aprendendo uns com os outros através de uma educação inclusiva digital e social. 25
  • 26.
    MODULO VI: Alternativase Estratégias das Instituições de Ensino Superior (IES) Frente às Transformações do Paradigma Educacional Contemporâneo Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica  A nova tecnologia para a educação caracteriza-se por ser um processo composto por duas mediações pedagógicas: a mediação humana e a mediação tecnológica, ligadas uma na outra. A primeira pelo sistema de tutoria, a segunda pelo sistema de comunicação para viabilizar a mediação pedagógica.  A mediação pedagógica, resultante da concepção planejada entre estas duas mediações, é potencializada pela convergência digital que disponibiliza acesso e portabilidade por meio de dispositivos de comunicação num processo dialógico, de construção e atuação coletiva do conhecimento. 26
  • 27.
    Perfil do Professore as Exigências de formação  Segundo Morais, S., uma mudança de paradigma não se restringe apenas em incorporar as tecnologias de informação e comunicação no processo educacional, deve-se propiciar reflexões e ações críticas sobre o trabalho do professor na sala de aula.  Essa mudança, também exigirá que o professor esteja subsidiado com leituras e discussões em torno das tendências pedagógicas de ensino. Ao incorporar a internet, o professor deverá primeiramente dominar o conteúdo e possuir uma prática escolar democrática para viabilizar a construção de conhecimento. 27
  • 28.
     Esse saber,independente das tecnologias, servirá como um instrumento a mais para o professor criar novos espaços de atuação e interação, para aluno utilizar esses recursos na sala de aula.  A partir desta constatação a metodologia de projeto colaborativo propõe ações que possibilitam ao professor e aluno criar situações de aprendizagens significativas. 28
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    A colaboração emuma Rede de Aprendizagem  Paulo Freire (1996) introduz Pedagogia da Autonomia explicando suas razões para analisar a prática pedagógica do professor em relação à autonomia de ser e de saber do educando. Enfatiza a necessidade de respeito ao conhecimento que o aluno traz para o espaço educacional, visto ser ele um sujeito social e histórico, e da compreensão de que "formar é muito mais do que puramente treinar o educando no desempenho de destrezas" 29
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     Enfatiza anecessidade de respeito ao conhecimento que o aluno traz para o espaço educacional, visto ser ele um sujeito social e histórico, e da compreensão de que "formar é muito mais do que puramente treinar o educando no desempenho de destrezas"  Nessa perspectiva a aprendizagem em uma rede colaborativa, deve ser centrada nos saberes dos alunos, nas trocas e no diálogo em uma rede estruturada e mediada pelo professor. 30
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