Curso de Capacitação em gestão Ambiental
            dos Recursos Hídricos




CARACTERIZAÇÃO DOS PASSIVOS
AMBIENTAIS NA BACIA DO GUANDU


                   ALUNOS
                Márcia Marques
                Yoshiharu Saito
ARRANJO HIDROGRÁFICO PARA
GESTÃO NO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
• CASO CENTRES – MUNICÍPIO DE QUEIMADOS

Localizado no bairro de Santo Expedito, em Queimados, o CENTRES - Centro de
Resíduos Tecnológicos - foi criado em 1987 para ser um local transitório de
estocagem de lixo industrial, que deveria seguir para a destinação final em áreas
que cumprissem normas técnicas de segurança. A mudança para estes depósitos -
que estavam previstos para serem instalados nos bairros de Adrianópolis e Vila de
Cava, em Nova lguaçu - nunca aconteceu. Com o tempo a área foi abandonada e
se tornou um dos maiores dramas sócio-ambientais do país.
SUBSTÂNCIAS ENCONTRADAS: organoclorados, organofosforados, bifenila
policlorada, cádmio, sais de cianeto e askarel .




                                            FONTE:
                                            http://www.comcausa.org.br/noticias/centres_lixotoxico.htm
QUEIMADOS/2008
• INGA MERCANTIL - ITAGUAÍ

Após a falência da Companhia Ingá Mercantil, há cerca de 11 anos, a área foi
abandonada com grande quantidade de água contaminada com metais pesados,
formando uma “bacia” de 260 mil m². Parte vazou, afetando as águas da Baía de
Sepetiba. O Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual do Ambiente
(SEA), juntamente com o então síndico da massa falida, Jarbas Barsanti, iniciaram
a descontaminação do terreno da massa falida da Ingá Mercantil, em setembro de
2007.




                                                     FONTE:
                                                     http://www.ecodebate.com.br/2009/06/05/rj-inicia-a-
                                                     descontaminacao-do-terreno-da-companhia-inga-
                                                     mercantil-um-dos-maiores-passivos-ambientais-do-
                                                     estado/
Foto aérea do passivo ambiental da Ingá Mercantil.
Foto de Marcelo Horn
2008 – Central de tratamento de resíduos ESSENCIS
• LIXÃO DE PARACAMBI
O lixão de Paracambi ocupa uma área de aproximadamente 35.000m2, e está localizado
na Rua Alziro Zaru, próximo ao cemitério, e a cerca de 1 km do centro da cidade, sendo
considerada zona de interesse urbano de acordo com o Plano Diretor Municipal. Cerca
de 90% dos 11.500 domicílios do município são atendidos pela coleta pública de lixo, o
que resulta em 30 toneladas de lixo/dia chegando a esse depósito precário; logo em
frente ao lixão estão a linha férrea administrada pela empresa SUPER VIA e o RIO DOS
MACACOS afluente do RIBEIRÃO DAS LAJES/RIO GUANDU; a área também está
localizada no entorno da APA GUANDU criada pelo decreto nº 40.670, de 22 de março
de 2007, que diz em seu Artigo 1º “Fica criada a Área de Proteção Ambiental do
Rio Guandu (APA Guandu) com a finalidade de proteger a qualidade das águas,
nascente e margens do Rio Guandu, bem como os remanescentes florestais
situados em seu entorno”.                             FONTE: Parecer técnico nº 001 do Instituto 5º Elemento
INICIO DA REMEDIAÇÃO DO LIXÃO DE PARACAMBI – MAIO/2010


• Cobertura do lixão (aterro com saibro)
• Construção de nova célula impermeável
no local p/ continuar recebendo lixo
• Captação do gás metano
•SEROPÉDICA – LIXÃO A CÉU ABERTO
O Lixão de Seropédica, fica localizado no
bairro Boa Esperança, onde trabalham mais
de 30 pessoas. Além do mau cheiro, a
fumaça dos detritos queimados toma conta
do terreno e se espalha pela vizinhança.
Dezenas de caminhões levantam poeira o
dia todo.
 O lixão existe há mais de 50 anos e
funciona sem licença ambiental. Em maio
de 2009, técnicos do Instituto Estadual do
Ambiente teriam feito uma vistoria e
constatado a poluição provocada pela
fumaça e a contaminação do solo.
CTR SANTA ROSA
OS CONFLITOS:
• Litígio entre os limites de terra dos municípios de Seropédica e Itaguaí;
• Comunidade do entorno ao empreendimento compostas por assentamentos
rurais, 40 famílias, eldorado;
• Comunidade do bairro de Chaperó sendo aliciada com propostas de emprego
e desenvolvimento local;
•Entre grupos políticos de Seropédica contra e a favor do aterro;
• Acordos políticos p/ resolução do problema do lixo até copa do mundo 2014
e jogos olímpicos mundiais 2016;
• Pelo uso racional da água;
•Desrespeito sistemático a legislação ambiental tanto pelo órgão licenciador
como pelas empresas;
• CTR NOVA GERAR – NOVA IGUAÇU
As três mil toneladas de lixo diárias que são destinadas na Central de Tratamento de Resíduos
Nova Iguaçu (CTR Nova Iguaçu), da empresa de gestão ambiental Novagerar, podem
começaram a gerar energia a partir de 2008. O gás metano que essa quantidade de resíduos
libera tem capacidade de gerar 10 megawatts, suficiente para abastecer a iluminação de uma
cidade de 1 milhão de habitantes (mais que os 830 mil de Nova Iguaçu). A produção de energia
é o segundo passo dado pela Novagerar em reaproveitamento de despejos. Desde 2003, início
das atividades da CTR Nova Iguaçu, a empresa converte o gás metano produzido pelo lixo em
gás carbônico, reduzindo seu impacto na atmosfera. O aterro fluminense rendeu à Novagerar
registro na ONU dentro do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do protocolo de Kyoto, sua
entrada no mercado de créditos de carbono e parceria de financiamento com o Banco Mundial.

                                           • IMPACTOS NO ENTORNO
                                           • Principalmente viários
                                           • Odores
                                           • Emissões de particulados na bacia
                                           aérea
• Esgotamento Sanitário


As localidades situadas nas bacias dos rios Guandu, Guandu Mirim e da
Guarda praticamente não dispõem de sistemas de esgotamento sanitário.
Os esgotos produzidos são lançados em galerias de águas pluviais, em fossas
ou em valas a céu aberto, cujos destinos são os cursos d’água que cortam a
região. Somente as cidades de Paracambi, Japeri, Itaguaí e dois bairros
situados em Campo Grande e Inhoaíba, no Rio de Janeiro, possuem estações
de tratamento de esgotos (ETEs), ligadas a redes coletoras. Porém, somente
em Paracambi as ETEs estão em funcionamento e, mesmo assim, sem controle
algum de vazão, parâmetros ou características dos esgotos brutos e tratados.
Além disso, as ETEs de Paracambi representam um percentual de atendimento
na localidade de 15%, correspondendo apenas a 0,6% do total dos esgotos
produzidos nas bacias.




 FONTE: Plano Estratégico de Recursos Hídricos das Bacias Hidrográficas dos Rios Guandu, da Guarda e Guandu Mirim
Muito Obrigado!!!
             Márcia Marques
             Tel (21) 76998630
        biomarques2302@bol.com.br

              Yoshiharu Saito
               Tel 91456368
            hysaito@gmail.com




 INSTITUTO AMBIENTAL CONSERVACIONISTA 5º ELEMENTO
 ongquintoelemento.blogspot.com

Apresentação curso inea 2010

  • 1.
    Curso de Capacitaçãoem gestão Ambiental dos Recursos Hídricos CARACTERIZAÇÃO DOS PASSIVOS AMBIENTAIS NA BACIA DO GUANDU ALUNOS Márcia Marques Yoshiharu Saito
  • 3.
    ARRANJO HIDROGRÁFICO PARA GESTÃONO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
  • 4.
    • CASO CENTRES– MUNICÍPIO DE QUEIMADOS Localizado no bairro de Santo Expedito, em Queimados, o CENTRES - Centro de Resíduos Tecnológicos - foi criado em 1987 para ser um local transitório de estocagem de lixo industrial, que deveria seguir para a destinação final em áreas que cumprissem normas técnicas de segurança. A mudança para estes depósitos - que estavam previstos para serem instalados nos bairros de Adrianópolis e Vila de Cava, em Nova lguaçu - nunca aconteceu. Com o tempo a área foi abandonada e se tornou um dos maiores dramas sócio-ambientais do país. SUBSTÂNCIAS ENCONTRADAS: organoclorados, organofosforados, bifenila policlorada, cádmio, sais de cianeto e askarel . FONTE: http://www.comcausa.org.br/noticias/centres_lixotoxico.htm
  • 5.
  • 6.
    • INGA MERCANTIL- ITAGUAÍ Após a falência da Companhia Ingá Mercantil, há cerca de 11 anos, a área foi abandonada com grande quantidade de água contaminada com metais pesados, formando uma “bacia” de 260 mil m². Parte vazou, afetando as águas da Baía de Sepetiba. O Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual do Ambiente (SEA), juntamente com o então síndico da massa falida, Jarbas Barsanti, iniciaram a descontaminação do terreno da massa falida da Ingá Mercantil, em setembro de 2007. FONTE: http://www.ecodebate.com.br/2009/06/05/rj-inicia-a- descontaminacao-do-terreno-da-companhia-inga- mercantil-um-dos-maiores-passivos-ambientais-do- estado/ Foto aérea do passivo ambiental da Ingá Mercantil. Foto de Marcelo Horn
  • 7.
    2008 – Centralde tratamento de resíduos ESSENCIS
  • 8.
    • LIXÃO DEPARACAMBI
  • 9.
    O lixão deParacambi ocupa uma área de aproximadamente 35.000m2, e está localizado na Rua Alziro Zaru, próximo ao cemitério, e a cerca de 1 km do centro da cidade, sendo considerada zona de interesse urbano de acordo com o Plano Diretor Municipal. Cerca de 90% dos 11.500 domicílios do município são atendidos pela coleta pública de lixo, o que resulta em 30 toneladas de lixo/dia chegando a esse depósito precário; logo em frente ao lixão estão a linha férrea administrada pela empresa SUPER VIA e o RIO DOS MACACOS afluente do RIBEIRÃO DAS LAJES/RIO GUANDU; a área também está localizada no entorno da APA GUANDU criada pelo decreto nº 40.670, de 22 de março de 2007, que diz em seu Artigo 1º “Fica criada a Área de Proteção Ambiental do Rio Guandu (APA Guandu) com a finalidade de proteger a qualidade das águas, nascente e margens do Rio Guandu, bem como os remanescentes florestais situados em seu entorno”. FONTE: Parecer técnico nº 001 do Instituto 5º Elemento
  • 10.
    INICIO DA REMEDIAÇÃODO LIXÃO DE PARACAMBI – MAIO/2010 • Cobertura do lixão (aterro com saibro) • Construção de nova célula impermeável no local p/ continuar recebendo lixo • Captação do gás metano
  • 11.
    •SEROPÉDICA – LIXÃOA CÉU ABERTO O Lixão de Seropédica, fica localizado no bairro Boa Esperança, onde trabalham mais de 30 pessoas. Além do mau cheiro, a fumaça dos detritos queimados toma conta do terreno e se espalha pela vizinhança. Dezenas de caminhões levantam poeira o dia todo. O lixão existe há mais de 50 anos e funciona sem licença ambiental. Em maio de 2009, técnicos do Instituto Estadual do Ambiente teriam feito uma vistoria e constatado a poluição provocada pela fumaça e a contaminação do solo.
  • 12.
  • 13.
    OS CONFLITOS: • Litígioentre os limites de terra dos municípios de Seropédica e Itaguaí; • Comunidade do entorno ao empreendimento compostas por assentamentos rurais, 40 famílias, eldorado; • Comunidade do bairro de Chaperó sendo aliciada com propostas de emprego e desenvolvimento local; •Entre grupos políticos de Seropédica contra e a favor do aterro; • Acordos políticos p/ resolução do problema do lixo até copa do mundo 2014 e jogos olímpicos mundiais 2016; • Pelo uso racional da água; •Desrespeito sistemático a legislação ambiental tanto pelo órgão licenciador como pelas empresas;
  • 15.
    • CTR NOVAGERAR – NOVA IGUAÇU As três mil toneladas de lixo diárias que são destinadas na Central de Tratamento de Resíduos Nova Iguaçu (CTR Nova Iguaçu), da empresa de gestão ambiental Novagerar, podem começaram a gerar energia a partir de 2008. O gás metano que essa quantidade de resíduos libera tem capacidade de gerar 10 megawatts, suficiente para abastecer a iluminação de uma cidade de 1 milhão de habitantes (mais que os 830 mil de Nova Iguaçu). A produção de energia é o segundo passo dado pela Novagerar em reaproveitamento de despejos. Desde 2003, início das atividades da CTR Nova Iguaçu, a empresa converte o gás metano produzido pelo lixo em gás carbônico, reduzindo seu impacto na atmosfera. O aterro fluminense rendeu à Novagerar registro na ONU dentro do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do protocolo de Kyoto, sua entrada no mercado de créditos de carbono e parceria de financiamento com o Banco Mundial. • IMPACTOS NO ENTORNO • Principalmente viários • Odores • Emissões de particulados na bacia aérea
  • 16.
    • Esgotamento Sanitário Aslocalidades situadas nas bacias dos rios Guandu, Guandu Mirim e da Guarda praticamente não dispõem de sistemas de esgotamento sanitário. Os esgotos produzidos são lançados em galerias de águas pluviais, em fossas ou em valas a céu aberto, cujos destinos são os cursos d’água que cortam a região. Somente as cidades de Paracambi, Japeri, Itaguaí e dois bairros situados em Campo Grande e Inhoaíba, no Rio de Janeiro, possuem estações de tratamento de esgotos (ETEs), ligadas a redes coletoras. Porém, somente em Paracambi as ETEs estão em funcionamento e, mesmo assim, sem controle algum de vazão, parâmetros ou características dos esgotos brutos e tratados. Além disso, as ETEs de Paracambi representam um percentual de atendimento na localidade de 15%, correspondendo apenas a 0,6% do total dos esgotos produzidos nas bacias. FONTE: Plano Estratégico de Recursos Hídricos das Bacias Hidrográficas dos Rios Guandu, da Guarda e Guandu Mirim
  • 17.
    Muito Obrigado!!! Márcia Marques Tel (21) 76998630 biomarques2302@bol.com.br Yoshiharu Saito Tel 91456368 hysaito@gmail.com INSTITUTO AMBIENTAL CONSERVACIONISTA 5º ELEMENTO ongquintoelemento.blogspot.com