AS NOVAS TENDÊNCIAS PARA O TRANSPORTE PÚBLICO PÓS
PANDEMIA NOS PLANOS DE MOBILIDADE URBANA DAS
CIDADES DA (NA) REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE
Rodrigo Juan Martins Cardozo
Orientador: Maurício Oliveira de Andrade
SUMÁRIO
1. Introdução
2. Problemática
1. O crescimento das Cidades
2. Paradigma da Mobilidade Sustentável
3. Panorama da Situação do Transporte Público no Brasil
1. O Transporte Público no Brasil
2. O Transporte Público na Pandemia
3. Tendências pós Pandemia
3. Construção da Hipótese
4. Definição dos Objetivos
5. Desenvolvimento do Projeto
6. Cronograma
1.INTRODUÇÃO
1. O Transporte público como direito social
2. A promulgação, pelo Congresso Nacional, da Emenda Constitucional nº 90,
de 15 de Setembro de 2015, de Autoria de Luiza Erundina, inclui no artigo
6º da Constituição Federal o transporte como direito social.
"Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a
moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à
maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta
Constituição.“
3. Atender à reivindicação da sociedade brasileira, que manifestou nas ruas
o desejo por um transporte público melhor (Jornadas de Junho 2013).
4. Entretando, o novo comando constitucional, por si só, não é suficiente para
alcançar um novo patamar nos serviços de transporte público.
2. PROBLEMÁTICA
• Choay, Françoise., 1979. O Urbanismo. Ed
Perspectiva.
• Vuchic, Vukan., Urban Public Transportation. Cap 1.
Prentice-Hall, New Jersey, USA, 1981
• Santos, E., Aragão, J. Transportes em Tempo de
Reforma: Estudos sobre o transporte urbano.
EDUFRN, 2004.
• Stefan Gössling, 2016. Urban transport justice.
Journal of Transport Geography.
• IPEA, 2019 – Desigualdades socioespaciais de
acesso a oportunidades nas cidades brasileiras.
• Davis, Mike. Planeta Favela. Boitempo, 2006
O
Cresciment
o das
Cidades
1. O processo de urbanização verificado nos países em desenvolvimento,
principalmente na última metade do século passado, resultou em grandes
concentrações populacionais em um número reduzido de cidades.
2. Tornou explícito o conflito existente entre as pessoas de diferentes níveis de
rendas pela apropriação e o uso de espaços públicos.
3. O aumento da motorização da população, que se traduz na ampliação da
frota de automóvel e moto resulta em congestionamentos e na disputa pelo
uso da rua entre os vários modos de transporte, motorizados ou não.
1. Promoção da acessibilidade das pessoas;
2. Transporte ou distribuição de mercadorias;
3. Prestação de serviço.
2. PROBLEMÁTICA
1. Segundo Davis (2006), os riscos naturais são ampliados pela pobreza
urbana e novos riscos são criados pela interação entre pobreza, poluentes,
transito e infraestrutura em colapso.
2. Poluição atmosférica que nos grandes centros urbanos tem no transporte
individual uma de suas maiores fontes, atinge democraticamente a todos,
mas seus efeitos são mais graves sobre a saúde da população mais pobre,
seja pela exposição crônica ou pela falta de recursos para tratamento de
doenças.
2. PROBLEMÁTICA
1. O processo de urbanização em curso propicia a fragmentação do espaço
urbano, criando bairros residenciais cada vez mais distantes dos locais de
trabalho e de lazer, expulsando a população mais carente para a
periferia dos grandes centro.
2. Na medida em que a humanidade se torna mais urbana, há uma demanda
maior consumo per capta de energia.
2. PROBLEMÁTICA
1. O conceito de Cidade Sustentável e Desenvolvimento Sustentável, tem sido
objeto de vários estudos e definições desde a elaboração do Relatório
Brundtland em 1987 (Nosso futuro Comum).
2. Ganhou destaque na Conferência Mundial das Nações Unidas sobre Meio
Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992, na
qual foi aprovado o documento da Agenda 21, propondo diretrizes de
sustentabilidade para a gestão do território.
3. Aspectos da visão ecológica das cidades podem ser encontrados, antes da
Carta de Atenas (1933), obras de Patrick Geddes, Lewis Mumford (1920),
Radhakamal Mukerje (Índia) e Eenezer Howard com a proposta de
“cidades-jardim” no início de 1900.
2. PROBLEMÁTICA
1. Davis (2006) afirma que as cidades são a solução para a crise ambiental
global, uma vez que a densidade urbana pode se traduzir em maior
eficiência do uso da terra, da energia e dos recursos naturais, enquanto os
espaços públicos democráticos e as instituições culturais também oferecem
padrões de diversão de qualidade superior ao consumo individualizado.
(Democratização dos Espaços)
2. O Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008 lançado pelo
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD – faz
importante relação entre os efeitos da mudança climática e suas
consequências para os países e populações mais pobres que não
contribuem significativamente para a emissão dos gases do efeito estufa,
mas são vulneráveis aos seus efeitos.
3. Oxfam, 2023 – Crise climática afeta mais as minorias, mulheres e negros.
2. PROBLEMÁTICA
1. PNUD (pág 29) – Recomendações para a mitigação das emissões que
visam “reduzir as emissões de CO2 dos transportes através de padrões de
eficiência de combustíveis mais exigentes na União Européia, com uma
´meta de 120g de CO2/Km em 2012 e 80 g de CO2/Km em 2020 e
padrões mais rigorosos de acordo com a Economia de Combustível Média
Empresarial (CAFÉ) nos EUA com a introdução da tributação na aviação”
2. Por ser o local onde há maior circulação da frota de veículos e
consequente maior emissão de CO2 proveniente dos transportes, as
cidades tem recebido especial atenção quanto aos seus impactos
ambientais, principalmente sobre as emissões que contribuem para as
mudanças globais do clima.
2. PROBLEMÁTICA
•Banister, D. (2008) ‘The sustainable mobility
paradigm’, Transport Policy, 15(2), pp. 73–80.
•Banister, D. (2011) ‘Cities, mobility and climate
change’, Journal of Transport Geography, 19(6),
pp. 1538–1546.
•Holden, E. et al. (2020) ‘Grand Narratives for
sustainable mobility: A conceptual review’, Energy
Research and Social Science. Elsevier Ltd.
•Pereira, Rafael H.M.; Banister, David;
Schwanen, Tim; Wessel, Nate. Distributional
effects of transport policies on inequalities in
access to opportunities in Rio de Janeiro, 2019.
•ODS, ONU. 2015.
Paradigm
a da
Mobilidad
e
Sustentáve
l
2. PROBLEMÁTICA
Os princípios do paradigma da mobilidade sustentável proposto por David
Banister (2008) incluem:
1. Informação
2. Envolvimento e comunicação
3. Packaging
4. Vender os benefícios
5. Políticas controversas adotadas por etapas
6. Consistência entre diferentes medidas e setores políticos
7. Adaptabilidade
2. PROBLEMÁTICA
As narrativas Holden et al (2020):
1. O governo verde
2. A compra verde
3. O veículo limpo
4. Prover transporte público
5. O viajante responsável
6. Os esquemas da mobilidade compartilhada
7. A cidade compacta
8. A vida essencial (ODS)
9. Os elétrons viajantes (informação e comunicação, os elétrons viajando, não as
pessoas)
2. PROBLEMÁTICA
As três grandes narrativas Holden et al (2020):
1. Eletromobilidade
2. Transporte Coletivo 2.0
3. Sociedade da Baixa Mobilidade
2. PROBLEMÁTICA
2. PROBLEMÁTICA
• NTU. Anuário 2023. Brasília: [s.n.]. Disponível em:
<www.ntu.org.br>.
• RABAY, L. et al. A portrait of the crisis in the Brazilian urban
bus system: An analysis of factors influencing the reduction in
usage. Case Studies on Transport Policy, v. 9, n. 4, p. 1879–
1887, 1 dez. 2021.
• Stefan Gössling, 2016. Urban transport justice. Journal of
Transport Geography.
• IPEA, 2019 – Desigualdades socioespaciais de acesso a
oportunidades nas cidades brasileiras.
• Alessia Calafiore, Richard Dunning, Alex Nurse, Alex
Singleton . The 20-minute city: An equity analysis of Liverpool
City Region . Transportation Research Part D: Transport and
Environment, Volume 102, January 2022, 103111
A Crise
do
Transport
e Público
2. PROBLEMÁTICA
Fonte: Anuário NTU (2023)
2. PROBLEMÁTICA
Fonte: Anuário NTU (2023)
2. PROBLEMÁTICA
Fonte: Anuário NTU (2023)
2. PROBLEMÁTICA
Fonte: Cardozo et al (2023)
2. PROBLEMÁTICA
Fonte: https://www.cbnrecife.com/artigo/empresa-vera-cruz-alega-deficit-
entrega-linhas-e-solicita-unificacao-ao-grande-recife
2. PROBLEMÁTICA
Fonte: https://exame.com/brasil/greve-de-motoristas-interrompe-circulaca-de-
onibus-do-brt-no-rio/
2. PROBLEMÁTICA
2. PROBLEMÁTICA
• Estatuto da Cidade – Lei n° 10.257/2001
• Política Nacional de Mobilidade Urbana - Lei nº 12.587 de 03/01/2012 - (até 12 de abril de
2025)
• Emenda Constitucional nº 90 de 15/09/2015
Transporte Público no
Brasil
• Queda da demanda – Sistema financiado pela tarifa
• Sustentabilidade do Sistema – Saídas das empresas
Panorama da Situação do
Transporte Público no
Brasil
• Agravamento da queda da demanda (ANPET2023)
• Sustentabilidade do Sistema – Diminuição da qualidade do serviço (Superlotação, Idade da
Frota)
Transporte Público na
pandemia
• Rio de Janeiro
• São José dos Campos
• Recife
• SUM
Tendências pós pandemia
2. PROBLEMÁTICA
• Fornecimento de Frota
• Gestão da Bilhetagem
• Operação das Linhas
• “Um novo modelo de regulamentação”
PROBLEMÁTICA
Fonte: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/vidaurbana/2017/02/onibus-se-integrarao-ao-brt-na-caxanga.html
2. PROBLEMÁTICA
2. PROBLEMÁTICA
Fonte: Manual do BRT (2008) – Ministério das Cidades
2. PROBLEMÁTICA
Fonte: Manual do BRT (2008) – Ministério das Cidades
2. PROBLEMÁTICA
Fonte: GRCT (https://www.granderecife.pe.gov.br/transporte/brt-via-livre/)
• 4 Integrações: TI Igarassu, TI Abreu e Lima, TI Pelópidas
Silveira e TI PE-15.
• 5 Cidades: Igarassu, Abreu e Lima, Paulista, Olinda e
Recife
• 28 Estações
2. PROBLEMÁTICA
Fonte: GRCT (https://www.granderecife.pe.gov.br/transporte/brt-via-livre/)
• 4 Integrações: TI Camaragibe, TI Caxangá, TI CDU e TI
Getúlio Vargas.
• 2 Cidades: Camaragibe e Recife
• 23 Estações
2. PROBLEMÁTICA
Um Novo Modelo de Regulamentação dos Serviços de Transporte Coletivo por
Ônibus Aplicação na Região Metropolitana do Recife:
1. Licitações 3-5 anos
2. Aumento da quantidade de lotes
3. Contestabilidade do mercado
2. PROBLEMÁTICA
2. PROBLEMÁTICA
2. PROBLEMÁTICA
3. CONSTRUÇÃO DA HIPÓTESE
Temos uma rápida expansão das cidades e a dependência cada vez mais do transporte
público coletivo. Nos países desenvolvidos já se discute o paradigma da mobilidade
sustentável, porém nos países em desenvolvimento, como o Brasil, o problema é a
“sustentabilidade” do sistema. Durante a pandemia a crise se agravou acentuando o binômio
CRISE-TRANSIÇÃO, então não só enfrenta-se a transição para a mobilidade sustentável mas
também a crise.
Assim a hipótese desse estudo é: A solução do binômio Crise-Transição passa pelo
fortalecimento do transporte público.
SEI (Rede, Contratos, Financiamento) e tendências
4. DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS
• Compreender de que maneira essas novas tendências
podem melhorar a “sustentabilidade” do serviço.
(Financiamento)
Objetivo
Geral
• Verificar se as experiências do BRT no Rio de Janeiro e em São José dos
Campos são exitosas em aumento da demanda pós pandemia
• Verificar se essas experiências auxiliam na “sustentabilidade” do sistema
• “Um novo modelo de regulamentação...”
• Verificar essas experiências a partir do Paradigma da Mobilidade
Sustentável (Banister)
• Aplicabilidade na RMR (Painel de Especialistas)
Objetivos
Secundários
5. DESENVOLVIMENTO DO PROJETO
Visando facilitar o entendimento do fio condutor do projeto
ao mostrar a estrutura prevista para a dissertação a cada
item será apresentada a maneira que se pretende
desenvolvê-lo:
Metodologia
Estrutura do
Projeto de
Dissertação
5. DESENVOLVIMENTO DO PROJETO
Metodologia
Análise das Operações do
BRT do Rio de Janeiro e
São José dos Campos
Características do SUM e do
“Novo modelo de
Regulamentação”
Painel de
Especialistas (?)
Entender se esses
modelos são viáveis
a se aplicar em uma
cidade como a RMR
6. CRONOGRAMA
06/24 07/24 08/24 09/24 10/24 11/24 12/24
Introdução X X X X X X X
A crise X X X X
Quadro conceitual (Mobilidade Sustentável) X X X X
Tendências X X X
Painel de Especialistas X X X
Interpretação dos Resultados X X
Conclusão X X

Apresentação v03.pptxsaddadjdklsdfnsdisdhflkns

  • 1.
    AS NOVAS TENDÊNCIASPARA O TRANSPORTE PÚBLICO PÓS PANDEMIA NOS PLANOS DE MOBILIDADE URBANA DAS CIDADES DA (NA) REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE Rodrigo Juan Martins Cardozo Orientador: Maurício Oliveira de Andrade
  • 2.
    SUMÁRIO 1. Introdução 2. Problemática 1.O crescimento das Cidades 2. Paradigma da Mobilidade Sustentável 3. Panorama da Situação do Transporte Público no Brasil 1. O Transporte Público no Brasil 2. O Transporte Público na Pandemia 3. Tendências pós Pandemia 3. Construção da Hipótese 4. Definição dos Objetivos 5. Desenvolvimento do Projeto 6. Cronograma
  • 3.
    1.INTRODUÇÃO 1. O Transportepúblico como direito social 2. A promulgação, pelo Congresso Nacional, da Emenda Constitucional nº 90, de 15 de Setembro de 2015, de Autoria de Luiza Erundina, inclui no artigo 6º da Constituição Federal o transporte como direito social. "Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.“ 3. Atender à reivindicação da sociedade brasileira, que manifestou nas ruas o desejo por um transporte público melhor (Jornadas de Junho 2013). 4. Entretando, o novo comando constitucional, por si só, não é suficiente para alcançar um novo patamar nos serviços de transporte público.
  • 4.
    2. PROBLEMÁTICA • Choay,Françoise., 1979. O Urbanismo. Ed Perspectiva. • Vuchic, Vukan., Urban Public Transportation. Cap 1. Prentice-Hall, New Jersey, USA, 1981 • Santos, E., Aragão, J. Transportes em Tempo de Reforma: Estudos sobre o transporte urbano. EDUFRN, 2004. • Stefan Gössling, 2016. Urban transport justice. Journal of Transport Geography. • IPEA, 2019 – Desigualdades socioespaciais de acesso a oportunidades nas cidades brasileiras. • Davis, Mike. Planeta Favela. Boitempo, 2006 O Cresciment o das Cidades
  • 5.
    1. O processode urbanização verificado nos países em desenvolvimento, principalmente na última metade do século passado, resultou em grandes concentrações populacionais em um número reduzido de cidades. 2. Tornou explícito o conflito existente entre as pessoas de diferentes níveis de rendas pela apropriação e o uso de espaços públicos. 3. O aumento da motorização da população, que se traduz na ampliação da frota de automóvel e moto resulta em congestionamentos e na disputa pelo uso da rua entre os vários modos de transporte, motorizados ou não. 1. Promoção da acessibilidade das pessoas; 2. Transporte ou distribuição de mercadorias; 3. Prestação de serviço. 2. PROBLEMÁTICA
  • 6.
    1. Segundo Davis(2006), os riscos naturais são ampliados pela pobreza urbana e novos riscos são criados pela interação entre pobreza, poluentes, transito e infraestrutura em colapso. 2. Poluição atmosférica que nos grandes centros urbanos tem no transporte individual uma de suas maiores fontes, atinge democraticamente a todos, mas seus efeitos são mais graves sobre a saúde da população mais pobre, seja pela exposição crônica ou pela falta de recursos para tratamento de doenças. 2. PROBLEMÁTICA
  • 7.
    1. O processode urbanização em curso propicia a fragmentação do espaço urbano, criando bairros residenciais cada vez mais distantes dos locais de trabalho e de lazer, expulsando a população mais carente para a periferia dos grandes centro. 2. Na medida em que a humanidade se torna mais urbana, há uma demanda maior consumo per capta de energia. 2. PROBLEMÁTICA
  • 8.
    1. O conceitode Cidade Sustentável e Desenvolvimento Sustentável, tem sido objeto de vários estudos e definições desde a elaboração do Relatório Brundtland em 1987 (Nosso futuro Comum). 2. Ganhou destaque na Conferência Mundial das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992, na qual foi aprovado o documento da Agenda 21, propondo diretrizes de sustentabilidade para a gestão do território. 3. Aspectos da visão ecológica das cidades podem ser encontrados, antes da Carta de Atenas (1933), obras de Patrick Geddes, Lewis Mumford (1920), Radhakamal Mukerje (Índia) e Eenezer Howard com a proposta de “cidades-jardim” no início de 1900. 2. PROBLEMÁTICA
  • 9.
    1. Davis (2006)afirma que as cidades são a solução para a crise ambiental global, uma vez que a densidade urbana pode se traduzir em maior eficiência do uso da terra, da energia e dos recursos naturais, enquanto os espaços públicos democráticos e as instituições culturais também oferecem padrões de diversão de qualidade superior ao consumo individualizado. (Democratização dos Espaços) 2. O Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008 lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD – faz importante relação entre os efeitos da mudança climática e suas consequências para os países e populações mais pobres que não contribuem significativamente para a emissão dos gases do efeito estufa, mas são vulneráveis aos seus efeitos. 3. Oxfam, 2023 – Crise climática afeta mais as minorias, mulheres e negros. 2. PROBLEMÁTICA
  • 10.
    1. PNUD (pág29) – Recomendações para a mitigação das emissões que visam “reduzir as emissões de CO2 dos transportes através de padrões de eficiência de combustíveis mais exigentes na União Européia, com uma ´meta de 120g de CO2/Km em 2012 e 80 g de CO2/Km em 2020 e padrões mais rigorosos de acordo com a Economia de Combustível Média Empresarial (CAFÉ) nos EUA com a introdução da tributação na aviação” 2. Por ser o local onde há maior circulação da frota de veículos e consequente maior emissão de CO2 proveniente dos transportes, as cidades tem recebido especial atenção quanto aos seus impactos ambientais, principalmente sobre as emissões que contribuem para as mudanças globais do clima. 2. PROBLEMÁTICA
  • 11.
    •Banister, D. (2008)‘The sustainable mobility paradigm’, Transport Policy, 15(2), pp. 73–80. •Banister, D. (2011) ‘Cities, mobility and climate change’, Journal of Transport Geography, 19(6), pp. 1538–1546. •Holden, E. et al. (2020) ‘Grand Narratives for sustainable mobility: A conceptual review’, Energy Research and Social Science. Elsevier Ltd. •Pereira, Rafael H.M.; Banister, David; Schwanen, Tim; Wessel, Nate. Distributional effects of transport policies on inequalities in access to opportunities in Rio de Janeiro, 2019. •ODS, ONU. 2015. Paradigm a da Mobilidad e Sustentáve l 2. PROBLEMÁTICA
  • 12.
    Os princípios doparadigma da mobilidade sustentável proposto por David Banister (2008) incluem: 1. Informação 2. Envolvimento e comunicação 3. Packaging 4. Vender os benefícios 5. Políticas controversas adotadas por etapas 6. Consistência entre diferentes medidas e setores políticos 7. Adaptabilidade 2. PROBLEMÁTICA
  • 13.
    As narrativas Holdenet al (2020): 1. O governo verde 2. A compra verde 3. O veículo limpo 4. Prover transporte público 5. O viajante responsável 6. Os esquemas da mobilidade compartilhada 7. A cidade compacta 8. A vida essencial (ODS) 9. Os elétrons viajantes (informação e comunicação, os elétrons viajando, não as pessoas) 2. PROBLEMÁTICA
  • 14.
    As três grandesnarrativas Holden et al (2020): 1. Eletromobilidade 2. Transporte Coletivo 2.0 3. Sociedade da Baixa Mobilidade 2. PROBLEMÁTICA
  • 15.
    2. PROBLEMÁTICA • NTU.Anuário 2023. Brasília: [s.n.]. Disponível em: <www.ntu.org.br>. • RABAY, L. et al. A portrait of the crisis in the Brazilian urban bus system: An analysis of factors influencing the reduction in usage. Case Studies on Transport Policy, v. 9, n. 4, p. 1879– 1887, 1 dez. 2021. • Stefan Gössling, 2016. Urban transport justice. Journal of Transport Geography. • IPEA, 2019 – Desigualdades socioespaciais de acesso a oportunidades nas cidades brasileiras. • Alessia Calafiore, Richard Dunning, Alex Nurse, Alex Singleton . The 20-minute city: An equity analysis of Liverpool City Region . Transportation Research Part D: Transport and Environment, Volume 102, January 2022, 103111 A Crise do Transport e Público
  • 16.
  • 17.
  • 18.
  • 19.
  • 20.
  • 21.
  • 22.
  • 23.
  • 24.
    • Estatuto daCidade – Lei n° 10.257/2001 • Política Nacional de Mobilidade Urbana - Lei nº 12.587 de 03/01/2012 - (até 12 de abril de 2025) • Emenda Constitucional nº 90 de 15/09/2015 Transporte Público no Brasil • Queda da demanda – Sistema financiado pela tarifa • Sustentabilidade do Sistema – Saídas das empresas Panorama da Situação do Transporte Público no Brasil • Agravamento da queda da demanda (ANPET2023) • Sustentabilidade do Sistema – Diminuição da qualidade do serviço (Superlotação, Idade da Frota) Transporte Público na pandemia • Rio de Janeiro • São José dos Campos • Recife • SUM Tendências pós pandemia 2. PROBLEMÁTICA • Fornecimento de Frota • Gestão da Bilhetagem • Operação das Linhas • “Um novo modelo de regulamentação”
  • 25.
  • 26.
  • 27.
    2. PROBLEMÁTICA Fonte: Manualdo BRT (2008) – Ministério das Cidades
  • 28.
    2. PROBLEMÁTICA Fonte: Manualdo BRT (2008) – Ministério das Cidades
  • 29.
    2. PROBLEMÁTICA Fonte: GRCT(https://www.granderecife.pe.gov.br/transporte/brt-via-livre/) • 4 Integrações: TI Igarassu, TI Abreu e Lima, TI Pelópidas Silveira e TI PE-15. • 5 Cidades: Igarassu, Abreu e Lima, Paulista, Olinda e Recife • 28 Estações
  • 30.
    2. PROBLEMÁTICA Fonte: GRCT(https://www.granderecife.pe.gov.br/transporte/brt-via-livre/) • 4 Integrações: TI Camaragibe, TI Caxangá, TI CDU e TI Getúlio Vargas. • 2 Cidades: Camaragibe e Recife • 23 Estações
  • 31.
    2. PROBLEMÁTICA Um NovoModelo de Regulamentação dos Serviços de Transporte Coletivo por Ônibus Aplicação na Região Metropolitana do Recife: 1. Licitações 3-5 anos 2. Aumento da quantidade de lotes 3. Contestabilidade do mercado
  • 32.
  • 33.
  • 34.
  • 35.
    3. CONSTRUÇÃO DAHIPÓTESE Temos uma rápida expansão das cidades e a dependência cada vez mais do transporte público coletivo. Nos países desenvolvidos já se discute o paradigma da mobilidade sustentável, porém nos países em desenvolvimento, como o Brasil, o problema é a “sustentabilidade” do sistema. Durante a pandemia a crise se agravou acentuando o binômio CRISE-TRANSIÇÃO, então não só enfrenta-se a transição para a mobilidade sustentável mas também a crise. Assim a hipótese desse estudo é: A solução do binômio Crise-Transição passa pelo fortalecimento do transporte público. SEI (Rede, Contratos, Financiamento) e tendências
  • 36.
    4. DEFINIÇÃO DOSOBJETIVOS • Compreender de que maneira essas novas tendências podem melhorar a “sustentabilidade” do serviço. (Financiamento) Objetivo Geral • Verificar se as experiências do BRT no Rio de Janeiro e em São José dos Campos são exitosas em aumento da demanda pós pandemia • Verificar se essas experiências auxiliam na “sustentabilidade” do sistema • “Um novo modelo de regulamentação...” • Verificar essas experiências a partir do Paradigma da Mobilidade Sustentável (Banister) • Aplicabilidade na RMR (Painel de Especialistas) Objetivos Secundários
  • 37.
    5. DESENVOLVIMENTO DOPROJETO Visando facilitar o entendimento do fio condutor do projeto ao mostrar a estrutura prevista para a dissertação a cada item será apresentada a maneira que se pretende desenvolvê-lo: Metodologia Estrutura do Projeto de Dissertação
  • 38.
    5. DESENVOLVIMENTO DOPROJETO Metodologia Análise das Operações do BRT do Rio de Janeiro e São José dos Campos Características do SUM e do “Novo modelo de Regulamentação” Painel de Especialistas (?) Entender se esses modelos são viáveis a se aplicar em uma cidade como a RMR
  • 39.
    6. CRONOGRAMA 06/24 07/2408/24 09/24 10/24 11/24 12/24 Introdução X X X X X X X A crise X X X X Quadro conceitual (Mobilidade Sustentável) X X X X Tendências X X X Painel de Especialistas X X X Interpretação dos Resultados X X Conclusão X X