UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO
FACULDADE DE ARQUITETURA ENGENHARIA E TECNOLOGIA
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO
POLÍTICA URBANA NO BRASIL:
UMA BREVE CONCEITUAÇÃO
Prof. Cristiano Nardes Pause
Política Urbana: Contextualização histórica
• Antes de 1964 – Sem caráter nacional, episódica e de iniciativas
municipais, planos higienistas, de caráter estético e utilitaristas;
• 1962 – Governo João Goulart: Plano trienal: objetivos
macroeconômicos, de caráter social e põe em debate a reforma
urbana;
• 1963 – Arquitetos indicam a necessidade da reforma urbana;
• 1964 – Militares tomam o poder e colocam em ação políticas em que
associam o planejamento regional a programas habitacionais (BNH);
• Década de 1970 e 1980 - Movimento Nacional pela Reforma
Urbana, MNRU, influencia diretamente capitulo sobre a reforma
urbana na Constituição Federal de 1988
O que é Política Urbana?
• "...consiste no conjunto de políticas, executadas pela União,
pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios, que
compreende o planejamento e a gestãosobre o uso do território
em áreas urbanas e que tem por objetivo ordenar o pleno
desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade
urbana." (Lei Federal nº 10.257, de 2001 — Estatuto da Cidade).
• Art. 182: Funções sociais da cidade e garantia do bem-estar
de seus habitantes.​
• Art. 183: Institui usucapião urbano.
O que é Política Urbana?
POLÍTICA URBANA SE DIVIDE NAS SEGUINTES POLITICAIS SETORIAIS:
• Moradia;
• Saneamento Básico;
• Transporte Urbano;
• Tributos urbanos.
Diretrizes de
Intervenção
Urbana
Garantia do direito a cidades sustentáveis;
Gestão democrática;
Cooperação entre os governos, a iniciativa privada e os
demais setores da sociedade;
Planejamento do desenvolvimento das cidades;
Oferta adequada de equipamentos urbanos e
comunitários, transporte e serviços públicos;
Ordenação e controle do uso do solo;
Integração e complementaridade entre as atividades
urbanas e rurais;
Diretrizes de
Intervenção
Urbana
Produção de bens e serviços nos limites da sustentabilidade
ambiental;
Justa distribuição dos benefícios e ônus da urbanização;
Privilégio para investimentos geradores de bem-estar geral;
Recuperação, pelo poder público, de investimentos que
tenham resultado na valorização de imóveis urbanos;
Proteção do meio ambiente natural e do patrimônio cultural;
Audiência do poder público local e da população interessada
para a implantação de empreendimentos impactantes;
Diretrizes de
Intervenção
Urbana
Regularização fundiária e urbanização de áreas
ocupadas por populações de baixa renda;
Simplificação da legislação;
Isonomia de condições para os agentes públicos e
privados.
Estimulo á utilização nos parcelamentos do solo.
Tratamento prioritário ás obras de edificações de
infraestrutura de energia, abastecimento de agua.
Garantia de condições condignas de acessibilidade.
A Forma Urbana
• Estrutura física da cidade;
• Espaço construído - Espaço livre (vias e áreas verdes);
• Cidades compactas x cidades espraiadas.
• Rondonópolis: Plano Diretor de 2006 - vazios urbanos deixados pela
especulação imobiliária permitiram criação de ZEIS e ZEIA
Revisão do Plano Diretor de 2016 (ainda em andamento...):
mercado imobiliário cooptou agentes públicos de executivo e do
legislativo e retomou a maioria dessas ao caráter especulatório.
Estrutura Institucional
• Ministério das Cidades;
• Conselho das Cidades;
• Conferencia das Cidades.
• Rondonópolis: Decisões aprovadas democraticamente nas
conferencias das Cidades raramente são implantadas.
Na sexta Conferência das Cidades (2013), eixo de mobilidade urbana,
se constatou que a Secretaria de Transito (SETRAT) não tinha
capacidade institucional de lidar com a complexidade existente na
realidade urbana da cidade, sendo decido que deveria ser criada a
Secretaria de Mobilidade Urbana, porém nenhum gestão acatou tal
decisão
POLÍTICA
URBANA:
Desafios e
projeções
" A cidade é uma arena de disputa de interesses difusos"
• Garantir a participação popular;
• Garantir a aplicabilidade dos planos desenvolvidos;
• Convencer o mercado imobiliário a aderir aos planos
sem subverte-los em função do acumulo de capital;
• Urbanismo mais pragmático, onde se buscar priorizar
mais a articulação entre os atores envolvidos na
produção do espaço urbano para fazer os planos
acontecerem do que o desenvolvimento de novos
planos.
• Neourbanismo. “urbanismo de dispositivos, no qual se
trata menos de fazer planos do que de aplicar
dispositivos que os elaborem, discutam, negociem, que
os façam evoluir”
• Cidades Sustentáveis: Soluções Baseadas na Natureza
• Regulação da Politica Urbana: Garantia da Aplicação

Apresentação UFMT aula seletivo prof.pptx

  • 1.
    UNIVERSIDADE FEDERAL DEMATO GROSSO FACULDADE DE ARQUITETURA ENGENHARIA E TECNOLOGIA FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO POLÍTICA URBANA NO BRASIL: UMA BREVE CONCEITUAÇÃO Prof. Cristiano Nardes Pause
  • 2.
    Política Urbana: Contextualizaçãohistórica • Antes de 1964 – Sem caráter nacional, episódica e de iniciativas municipais, planos higienistas, de caráter estético e utilitaristas; • 1962 – Governo João Goulart: Plano trienal: objetivos macroeconômicos, de caráter social e põe em debate a reforma urbana; • 1963 – Arquitetos indicam a necessidade da reforma urbana; • 1964 – Militares tomam o poder e colocam em ação políticas em que associam o planejamento regional a programas habitacionais (BNH); • Década de 1970 e 1980 - Movimento Nacional pela Reforma Urbana, MNRU, influencia diretamente capitulo sobre a reforma urbana na Constituição Federal de 1988
  • 3.
    O que éPolítica Urbana? • "...consiste no conjunto de políticas, executadas pela União, pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios, que compreende o planejamento e a gestãosobre o uso do território em áreas urbanas e que tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana." (Lei Federal nº 10.257, de 2001 — Estatuto da Cidade). • Art. 182: Funções sociais da cidade e garantia do bem-estar de seus habitantes.​ • Art. 183: Institui usucapião urbano.
  • 4.
    O que éPolítica Urbana? POLÍTICA URBANA SE DIVIDE NAS SEGUINTES POLITICAIS SETORIAIS: • Moradia; • Saneamento Básico; • Transporte Urbano; • Tributos urbanos.
  • 5.
    Diretrizes de Intervenção Urbana Garantia dodireito a cidades sustentáveis; Gestão democrática; Cooperação entre os governos, a iniciativa privada e os demais setores da sociedade; Planejamento do desenvolvimento das cidades; Oferta adequada de equipamentos urbanos e comunitários, transporte e serviços públicos; Ordenação e controle do uso do solo; Integração e complementaridade entre as atividades urbanas e rurais;
  • 6.
    Diretrizes de Intervenção Urbana Produção debens e serviços nos limites da sustentabilidade ambiental; Justa distribuição dos benefícios e ônus da urbanização; Privilégio para investimentos geradores de bem-estar geral; Recuperação, pelo poder público, de investimentos que tenham resultado na valorização de imóveis urbanos; Proteção do meio ambiente natural e do patrimônio cultural; Audiência do poder público local e da população interessada para a implantação de empreendimentos impactantes;
  • 7.
    Diretrizes de Intervenção Urbana Regularização fundiáriae urbanização de áreas ocupadas por populações de baixa renda; Simplificação da legislação; Isonomia de condições para os agentes públicos e privados. Estimulo á utilização nos parcelamentos do solo. Tratamento prioritário ás obras de edificações de infraestrutura de energia, abastecimento de agua. Garantia de condições condignas de acessibilidade.
  • 8.
    A Forma Urbana •Estrutura física da cidade; • Espaço construído - Espaço livre (vias e áreas verdes); • Cidades compactas x cidades espraiadas. • Rondonópolis: Plano Diretor de 2006 - vazios urbanos deixados pela especulação imobiliária permitiram criação de ZEIS e ZEIA Revisão do Plano Diretor de 2016 (ainda em andamento...): mercado imobiliário cooptou agentes públicos de executivo e do legislativo e retomou a maioria dessas ao caráter especulatório.
  • 9.
    Estrutura Institucional • Ministériodas Cidades; • Conselho das Cidades; • Conferencia das Cidades. • Rondonópolis: Decisões aprovadas democraticamente nas conferencias das Cidades raramente são implantadas. Na sexta Conferência das Cidades (2013), eixo de mobilidade urbana, se constatou que a Secretaria de Transito (SETRAT) não tinha capacidade institucional de lidar com a complexidade existente na realidade urbana da cidade, sendo decido que deveria ser criada a Secretaria de Mobilidade Urbana, porém nenhum gestão acatou tal decisão
  • 10.
    POLÍTICA URBANA: Desafios e projeções " Acidade é uma arena de disputa de interesses difusos" • Garantir a participação popular; • Garantir a aplicabilidade dos planos desenvolvidos; • Convencer o mercado imobiliário a aderir aos planos sem subverte-los em função do acumulo de capital; • Urbanismo mais pragmático, onde se buscar priorizar mais a articulação entre os atores envolvidos na produção do espaço urbano para fazer os planos acontecerem do que o desenvolvimento de novos planos. • Neourbanismo. “urbanismo de dispositivos, no qual se trata menos de fazer planos do que de aplicar dispositivos que os elaborem, discutam, negociem, que os façam evoluir” • Cidades Sustentáveis: Soluções Baseadas na Natureza • Regulação da Politica Urbana: Garantia da Aplicação