LINGUAGEM HUMANA VERBAL
LINGUAGEM HUMANA VERBAL Linguagem Humana Verbal Língua natural como atributo humano
Língua e Gramática (sistema complexo de regras)
Conhecimento de uma língua.  Som e significado: produção e compreensão.  ORALIDADE:  essência da linguagem humana verbal
O conhecimento de uma língua inclui:  conhecer os sons da língua em questão e as suas combinações possíveis; conhecer palavras, as suas possíveis variações e processos da sua formação; saber que uma língua não é um mero conjunto de palavras, mas que estas se agrupam em sintagmas e frases de acordo com determinadas regras;  saber que o significado está em parte armazenado no léxico, mas que depende também das relações estabelecidas dentro de uma frase.
o conhecimento linguístico inclui regras que são finitas em extensão e em número, mas que devem permitir formar e compreender um número infinito de novas frases e também certo tipo de novas palavras.  o  conhecimento de uma língua inclui também saber que frases (ou textos) são  apropriadas em diversas situações.
Oralidade:  essência da linguagem humana verbal  (todas as línguas naturais são oralidade)  Sistemas naturais não prescritivos Escrita:  recente nas línguas naturais – mas existem ainda muitas línguas que não conhecem qualquer sistema de escrita Sistemas artificiais prescritivos
Oralidade: não prescritiva  (mas tem uma norma) Respeita a gramática  Expressão cuidada, elegante
Escrita: prescritiva ou normativa  (Não se escreve como se fala) Ortografia Citérios para um sistema ortográfico:  fonético/fonológico etimológico morfofonológico morfossintático/morfossemântico
Ortografia do português europeu e do português do Brasil 1904-  Ortografia nacional , do filólogo Gonçalves Viana (1840-1914), é publicada em Portugal.  Nela, o estudioso apresenta a proposta de simplificar a ortografia. 1907- a partir de uma proposta do jornalista, professor, político e escritor Medeiros e Albuquerque, a Academia Brasileira de Letras (ABL) elabora um projeto de reformulação ortográfica com base nas propostas de Gonçalves Viana. 1911- Portugal oficializa, com pequenas modificações, o sistema de Gonçalves Viana.
Ortografia do português europeu e do português do Brasil 1915- A ABL aprova a proposta do professor, filólogo e poeta Silva Ramos que ajusta a reforma ortográfica brasileira aos padrões da reforma portuguesa de 1911.  1919- A ABL volta atrás e revoga o projeto de 1907, ou seja, não há mais reforma. 1931- A Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras assinam acordo para unir as ortografias dos dois países. 1933- O governo brasileiro oficializa o acordo de 1931.
Ortografia do português europeu e do português do Brasil 1934- A Constituição Brasileira revoga o acordo de 1931 e estabelece a volta das regras ortográficas de 1891, ou seja,  ortografia  voltaria a ser grafada  orthographia . Protestos generalizados, porém, fazem com que essa ortografia seja considerada optativa.  1943- Convenção Luso-Brasileira retoma, com pequenas modificações, o acordo de 1931. 1945- Divergências na interpretação de regras resultam no Acordo Ortográfico Luso-Brasileiro. Em Portugal, as normas vigoram, mas o Brasil mantém a ortografia de 1943.
Ortografia do português europeu e do português do Brasil 1971- Decreto do governo altera algumas regras da ortografia de 1943: •  abolição do trema nos hiatos átonos: saüdade (= saudade), vaïdade (= vaidade); •  supressão do acento circunflexo diferencial nas letras  e  /  o  da sílaba tónica das palavras homógrafas, com exceção de  pôde  em oposição a  pode :  almôço   (=  almoço ) ,  êle  (= ele ) ,  enderêço  (=  endereço ) ,  gôsto  (=  gosto ) ; •  eliminação dos acentos circunflexos e graves que marcavam a sílaba subtónica nos vocábulos derivados com o sufixo  -mente  ou iniciados por “ z ” :  bebèzinho  (= bebezinho) ,  avòzinha   (= avozinha) ,  sòmente   (= somente) ,  sòzinho   (= sozinho) ,  ùltimamente   (=ultimamente) .
Reações à reforma ortográfica de 1911
A.O. – ALFABETO  Com a inclusão do K, do W e do Y, passa a ter 26 letras: A B C D E F G H I J  K  L M N O P Q R S T U V  W  X  Y  Z K - capa ou cá W - dáblio, dâblio ou duplo vê Y - ípsilon ou i grego
A.O. – ALFABETO  Usos  de  k ,  w  e  y :  em palavras adaptadas de línguas estrangeiras e em seus derivados. -  Nomes próprios e seus derivados Kant, kantiano; Wagner, wagneriano; Yang, yanguiano -  Topónimos e seus derivados Washington, washingtoniano, Kuwait, kuwaitiano -  Unidades monetárias kwanza, yuan -  Símbolos e siglas km (quilómetro), kg (quilograma), Y (ítrio) -  Desportos e desportistas windsurf, windsurfista, yoga
A.O. – MINÚSCULA E MAIÚSCULA  Passam a escrever-se  com minúscula : - Nomes dos  dias ,  meses  e  estações do ano domingo,  janeiro, primavera - Nomes dos  pontos cardeais, colaterais e subcolaterais norte, oeste, nordeste, sueste, és-sueste, nor-noroeste MAS:  mantém-se a maiúscula inicial nas abreviaturas e designação das regiões:  N, E.  Vive e trabalha no Norte  (= Norte de Portugal). - Usos de  fulano ,  beltrano   e  sicrano
A.O. – MINÚSCULA E MAIÚSCULA  Uso facultativo de  maiúscula  ou  minúscula : -  Títulos  de livros ou obras equiparadas Guerra e Paz / Guerra e paz  A Ilustre Casa de Ramires / A ilustre casa de Ramires  -  Formas de tratamento , mesmo as que exprimem cortesia Senhor Professor / senhor professor  Exmo. Sr. / exmo. sr. - Nomes que designam  domínios do saber ,  cursos  e  disciplinas Matemática / matemática  Língua e Cultura Portuguesa / língua e cultura portuguesa -  Logradouros públicos, monumentos e edifícios Avenida da Liberdade / avenida da liberdade  Torre dos Clérigos / torre dos clérigos
A.O. – ACENTOS GRÁFICOS Supressão do acento : - Formas verbais graves terminadas em  êem creem, deem, leem, veem, reveem - Palavras graves com ditongo  oi asteroide, heroico, joia, jiboia - Formas acentuadas do verbo  arguir   e  redarguir argúis, argúi, argúem >> arguis, argui, arguem - Palavras graves homógrafas de palavras com vogal tónica:   ACENTO DIFERENCIAL
A.O. – ACENTOS GRÁFICOS Supressão do acento : - Palavras graves homógrafas de palavras com vogal tónica   ACENTO DIFERENCIAL pára (parar) >>  para para  (preposição) pélo (pelar) e pêlo (subst.) >>  pelo pelo  (contração prep. com artigo) péla (pelar) e péla (subst.) >>  pela pela  (contração prep. com artigo) pólo (subst.) e pôlo (subst.) >>  polo polo  (antiga contração prep. com artigo) pêra (subst.) e pêro (subst.) >>  pera ,  pero pera  e  pero  (preposições arcaicas) MAS:  mantém-se o acento em  pôde   , para distinguir de  pode   pôr   , para distinguir de  por
A.O. – ACENTOS GRÁFICOS Supressão do acento : - Formas verbais graves terminadas em  êem creem, deem, leem, veem, reveem - Palavras graves com ditongo  oi asteroide, heroico, joia, jiboia - Formas acentuadas do verbo  arguir   e  redarguir argúis, argúi, argúem >> arguis, argui, arguem - Palavras graves homógrafas de palavras com vogal tónica:  ACENTO DIFERENCIAL Regularização das regras de acentuação das palavras graves Português do Brasil:  vôo >  voo enjôo >  enjoo PB:  idéia >  ideia assembléia >  assembleia PB: Supressão do trema lingüista >  linguista seqüência >  sequência
A.O. – ACENTOS GRÁFICOS Uso facultativo do acento : - Formas de verbos da 1.ª conjugação no pret. perf. do indicativo    na 1.ª pessoa do plural: estudámos  ou  estudamos - Forma do verbo  dar  no pres. do conjuntivo na 1.ª pessoa do plural: dêmos  ou  demos
A.O. – ACENTOS GRÁFICOS Dupla acentuação Conforme o timbre é “aberto ou fechado nas pronúncias cultas da língua” académico  e  acadêmico oxigénio  e  oxigênio António  e  Antônio cómico  e  cômico ténis  e  tênis pónei  e  pônei bebé  e  bebê judo  e  judô
A.O. – CONSOANTES MUDAS Sequências Consonânticas  (melhor dizendo) O  c , com valor de oclusiva velar, das sequências interiores  cc  (segundo  c  com valor de sibilante),  cç  e  ct , e o  p  das sequências interiores  pc  ( c  com valor de sibilante),  pç  e  pt ,  ora se conservam, ora se eliminam . Assim: a)  Conservam-se  nos casos em que são invariavelmente proferidos nas pronúncias cultas da língua :  compacto, convicção, convicto, ficção, friccionar, pacto, pictural; adepto, apto, díptico, erupção, eucalipto, inepto, núpcias, rapto ; b)  Eliminam-se  nos casos em que são invariavelmente mudos nas pronúncias cultas da língua :  ação, acionar, afetivo, aflição, aflito, ato, coleção, coletivo, direção, diretor, exato, objeção; adoção, adotar, batizar, Egito, ótimo ; c )  Conservam-se ou eliminam-se  facultativamente , quando se proferem numa pronúncia culta, quer geral, quer restritamente, ou então quando  oscilam entre a prolação e o emudecimento : a specto  e  aspeto ,  cacto  e  cato ,  caracteres  e  carateres ,  dicção  e  dição ;  facto  e  fato ,  sector  e  setor ,  ceptro  e  cetro ,  concepção  e  conceção ,  corrupto  e  corruto ,  recepção  e  receção ;
A.O. – CONSOANTES MUDAS O QUE NÃO SE PRONUNCIA NÃO SE ESCREVE Desaparecem as consoantes mudas integrantes de: cc pç cç pc ct pt Assim: cc  -  colecionador, direcional, lecionar Mas:  faccioso, ficcional, perfeccionismo cç   -  ação, coleção, correção, direção, extração, fração, proteção, reação, seleção Mas:  convicção, fricção, sucção ct  -  ato, ator, atual, afeto, arquitetura, coletivo, detetar, direto, diretor, elétrico, espetáculo, exatamente, letivo, objetivo, projeto Mas:  bactéria, compacto, convicto, intelectual, pacto, contactar
A.O. – CONSOANTES MUDAS O QUE NÃO SE PRONUNCIA NÃO SE ESCREVE Desaparecem as consoantes mudas integrantes de: cc pc cç pç ct pt Assim: pc  -  anticoncecional, dececionante, excecional, rececionista Mas:  capcioso, egípcio, núpcias pç  -  aceção, adoção, conceção, deceção, receção Mas:  corrupção, interrupção, opção pt  -  adotar, batismo, ótimo, Egito Mas:  adepto, apto, eucalipto, rapto, repto
A.O. – CONSOANTES MUDAS O QUE NÃO SE PRONUNCIA NÃO SE ESCREVE bd mn bt tm gd bd -  súbdito  e  súdito bt -  subtil  e  sutil gd -  amígdala  e  amídala mn -  amnistia  e  anistia ,  indemnizar  e  indenizar tm -  aritmética  e  arimética …  no português do Brasil
A.O. – CONSOANTES MUDAS Dupla grafia “ quando oscilam entre a prolação e o emudecimento ”: facto / fato apocalíptico / apocalítico carácter / caráter característica / caraterística, caracterizar / caraterizar conceptual / concetual conectar / conetar infecção / infeção, infeccioso / infecioso insurrecto / insurreto dáctilo / dátilo olfacto / olfato sector / setor, sectorial / setorial veredicto / veredito
A.O. – HÍFEN Supressão do hífen - Terminação em vogal e elemento seguinte começado por consoante ou   vogal diferente agr oi ndustrial, antiaéreo, autoestrada, coautor, extraescolar, hidroelétrico, plurianual - Terminação em vogal e elemento seguinte começado por r ou s anti rr eligioso, autorrádio, semirreta, contrarrelógio, fotorreportagem mini ss aia, microssistema, semisselvagem, ultrassónico, autosserviço - Formas monossilábicas do verbo  haver  ligadas à prep.  de hei de, hás de, há de, heis de, hão de Compostos em que se perdeu a noção de composição mandachuva, paraquedas Na maior parte das locuções fim de semana, barco à vela
A.O. – HÍFEN Uso do hífen -  Terminação em vogal e elemento seguinte começado pela mesma vogal anti-ibérico, contra-almirante, micro-ondas, semi-interno Exceto com os prefixos  co  e  re :   coo brigação,  coo corrente,  ree nviar Obs.: já tínhamos  cooperativa, reencaminhar… - Nas formações em que o segundo elemento começa por  h Geo-história, anti-higiénico, super-homem, sub-hepático Obs.: Não se usa o hífen em formações que contêm em geral os prefixos des- e in- e nas quais o segundo elemento perdeu o h inicial – por ex.,  desumano ,  desumidificar ,  inábil ,  inumano , etc.
A.O. – HÍFEN Uso do hífen -  Palavras que designam espécies das áreas botânica e zoológica abóbora-menina, couve-flor, feijão-verde, ervilha-de-cheiro, bem-me-quer, cobra-capelo, formiga-branca -  Com os prefixos  pós -,  pré - ,  pró -,  ex-  (no sentido de estado anterior ou cessamento) ,  sota -,  soto -,  vice - e  vizo - pós-graduação, pré-época, pró-europeu, ex-diretor, vice-reitor, vizo-rei -  Com  hiper -,  inter -  e  super - , quando o 2.º elemento começa por  r  ou  h hiper-realista, inter-humano, super-resistente -  Com  circum -  e   pan -,  quando o 2.º elemento começa por  vogal ,  h ,  m  ou  n circum-navegação, circum-hospitalar, pan-africano
A.O. –  Reações
 
Ferramentas para a aplicação do A.O. http://portaldalinguaportuguesa.org Conversor automático de texto  LINCE Vocabulário Ortográfico do Português Pesquisa na MorDebe Vocabulário de mudança http://www.ciberduvidas.com/ http://www.flip.pt   (online, gratuito) Conversor para o A.O. http://www.infopedia.pt   (online, gratuito) http://www.portoeditora.pt/acordo-ortografico/conversor-texto/ Conversor para o A.O. Suplemento da Microsoft para o  Office  (de fev. 2011, disponível em http://www.microsoft.com/portugal/acordoortografico/default.mspx).

Ao apresentacao.scc.mfm aveiro

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  • 2.
    LINGUAGEM HUMANA VERBALLinguagem Humana Verbal Língua natural como atributo humano
  • 3.
    Língua e Gramática(sistema complexo de regras)
  • 4.
    Conhecimento de umalíngua. Som e significado: produção e compreensão. ORALIDADE: essência da linguagem humana verbal
  • 5.
    O conhecimento deuma língua inclui: conhecer os sons da língua em questão e as suas combinações possíveis; conhecer palavras, as suas possíveis variações e processos da sua formação; saber que uma língua não é um mero conjunto de palavras, mas que estas se agrupam em sintagmas e frases de acordo com determinadas regras; saber que o significado está em parte armazenado no léxico, mas que depende também das relações estabelecidas dentro de uma frase.
  • 6.
    o conhecimento linguísticoinclui regras que são finitas em extensão e em número, mas que devem permitir formar e compreender um número infinito de novas frases e também certo tipo de novas palavras. o conhecimento de uma língua inclui também saber que frases (ou textos) são apropriadas em diversas situações.
  • 7.
    Oralidade: essênciada linguagem humana verbal (todas as línguas naturais são oralidade) Sistemas naturais não prescritivos Escrita: recente nas línguas naturais – mas existem ainda muitas línguas que não conhecem qualquer sistema de escrita Sistemas artificiais prescritivos
  • 8.
    Oralidade: não prescritiva (mas tem uma norma) Respeita a gramática Expressão cuidada, elegante
  • 9.
    Escrita: prescritiva ounormativa (Não se escreve como se fala) Ortografia Citérios para um sistema ortográfico: fonético/fonológico etimológico morfofonológico morfossintático/morfossemântico
  • 10.
    Ortografia do portuguêseuropeu e do português do Brasil 1904- Ortografia nacional , do filólogo Gonçalves Viana (1840-1914), é publicada em Portugal. Nela, o estudioso apresenta a proposta de simplificar a ortografia. 1907- a partir de uma proposta do jornalista, professor, político e escritor Medeiros e Albuquerque, a Academia Brasileira de Letras (ABL) elabora um projeto de reformulação ortográfica com base nas propostas de Gonçalves Viana. 1911- Portugal oficializa, com pequenas modificações, o sistema de Gonçalves Viana.
  • 11.
    Ortografia do portuguêseuropeu e do português do Brasil 1915- A ABL aprova a proposta do professor, filólogo e poeta Silva Ramos que ajusta a reforma ortográfica brasileira aos padrões da reforma portuguesa de 1911. 1919- A ABL volta atrás e revoga o projeto de 1907, ou seja, não há mais reforma. 1931- A Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras assinam acordo para unir as ortografias dos dois países. 1933- O governo brasileiro oficializa o acordo de 1931.
  • 12.
    Ortografia do portuguêseuropeu e do português do Brasil 1934- A Constituição Brasileira revoga o acordo de 1931 e estabelece a volta das regras ortográficas de 1891, ou seja, ortografia voltaria a ser grafada orthographia . Protestos generalizados, porém, fazem com que essa ortografia seja considerada optativa. 1943- Convenção Luso-Brasileira retoma, com pequenas modificações, o acordo de 1931. 1945- Divergências na interpretação de regras resultam no Acordo Ortográfico Luso-Brasileiro. Em Portugal, as normas vigoram, mas o Brasil mantém a ortografia de 1943.
  • 13.
    Ortografia do portuguêseuropeu e do português do Brasil 1971- Decreto do governo altera algumas regras da ortografia de 1943: • abolição do trema nos hiatos átonos: saüdade (= saudade), vaïdade (= vaidade); • supressão do acento circunflexo diferencial nas letras e / o da sílaba tónica das palavras homógrafas, com exceção de pôde em oposição a pode : almôço (= almoço ) , êle (= ele ) , enderêço (= endereço ) , gôsto (= gosto ) ; • eliminação dos acentos circunflexos e graves que marcavam a sílaba subtónica nos vocábulos derivados com o sufixo -mente ou iniciados por “ z ” : bebèzinho (= bebezinho) , avòzinha (= avozinha) , sòmente (= somente) , sòzinho (= sozinho) , ùltimamente (=ultimamente) .
  • 14.
    Reações à reformaortográfica de 1911
  • 15.
    A.O. – ALFABETO Com a inclusão do K, do W e do Y, passa a ter 26 letras: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z K - capa ou cá W - dáblio, dâblio ou duplo vê Y - ípsilon ou i grego
  • 16.
    A.O. – ALFABETO Usos de k , w e y : em palavras adaptadas de línguas estrangeiras e em seus derivados. - Nomes próprios e seus derivados Kant, kantiano; Wagner, wagneriano; Yang, yanguiano - Topónimos e seus derivados Washington, washingtoniano, Kuwait, kuwaitiano - Unidades monetárias kwanza, yuan - Símbolos e siglas km (quilómetro), kg (quilograma), Y (ítrio) - Desportos e desportistas windsurf, windsurfista, yoga
  • 17.
    A.O. – MINÚSCULAE MAIÚSCULA Passam a escrever-se com minúscula : - Nomes dos dias , meses e estações do ano domingo, janeiro, primavera - Nomes dos pontos cardeais, colaterais e subcolaterais norte, oeste, nordeste, sueste, és-sueste, nor-noroeste MAS: mantém-se a maiúscula inicial nas abreviaturas e designação das regiões: N, E. Vive e trabalha no Norte (= Norte de Portugal). - Usos de fulano , beltrano e sicrano
  • 18.
    A.O. – MINÚSCULAE MAIÚSCULA Uso facultativo de maiúscula ou minúscula : - Títulos de livros ou obras equiparadas Guerra e Paz / Guerra e paz A Ilustre Casa de Ramires / A ilustre casa de Ramires - Formas de tratamento , mesmo as que exprimem cortesia Senhor Professor / senhor professor Exmo. Sr. / exmo. sr. - Nomes que designam domínios do saber , cursos e disciplinas Matemática / matemática Língua e Cultura Portuguesa / língua e cultura portuguesa - Logradouros públicos, monumentos e edifícios Avenida da Liberdade / avenida da liberdade Torre dos Clérigos / torre dos clérigos
  • 19.
    A.O. – ACENTOSGRÁFICOS Supressão do acento : - Formas verbais graves terminadas em êem creem, deem, leem, veem, reveem - Palavras graves com ditongo oi asteroide, heroico, joia, jiboia - Formas acentuadas do verbo arguir e redarguir argúis, argúi, argúem >> arguis, argui, arguem - Palavras graves homógrafas de palavras com vogal tónica: ACENTO DIFERENCIAL
  • 20.
    A.O. – ACENTOSGRÁFICOS Supressão do acento : - Palavras graves homógrafas de palavras com vogal tónica ACENTO DIFERENCIAL pára (parar) >> para para (preposição) pélo (pelar) e pêlo (subst.) >> pelo pelo (contração prep. com artigo) péla (pelar) e péla (subst.) >> pela pela (contração prep. com artigo) pólo (subst.) e pôlo (subst.) >> polo polo (antiga contração prep. com artigo) pêra (subst.) e pêro (subst.) >> pera , pero pera e pero (preposições arcaicas) MAS: mantém-se o acento em pôde , para distinguir de pode pôr , para distinguir de por
  • 21.
    A.O. – ACENTOSGRÁFICOS Supressão do acento : - Formas verbais graves terminadas em êem creem, deem, leem, veem, reveem - Palavras graves com ditongo oi asteroide, heroico, joia, jiboia - Formas acentuadas do verbo arguir e redarguir argúis, argúi, argúem >> arguis, argui, arguem - Palavras graves homógrafas de palavras com vogal tónica: ACENTO DIFERENCIAL Regularização das regras de acentuação das palavras graves Português do Brasil: vôo > voo enjôo > enjoo PB: idéia > ideia assembléia > assembleia PB: Supressão do trema lingüista > linguista seqüência > sequência
  • 22.
    A.O. – ACENTOSGRÁFICOS Uso facultativo do acento : - Formas de verbos da 1.ª conjugação no pret. perf. do indicativo na 1.ª pessoa do plural: estudámos ou estudamos - Forma do verbo dar no pres. do conjuntivo na 1.ª pessoa do plural: dêmos ou demos
  • 23.
    A.O. – ACENTOSGRÁFICOS Dupla acentuação Conforme o timbre é “aberto ou fechado nas pronúncias cultas da língua” académico e acadêmico oxigénio e oxigênio António e Antônio cómico e cômico ténis e tênis pónei e pônei bebé e bebê judo e judô
  • 24.
    A.O. – CONSOANTESMUDAS Sequências Consonânticas (melhor dizendo) O  c , com valor de oclusiva velar, das sequências interiores  cc  (segundo  c  com valor de sibilante),  cç  e  ct , e o  p  das sequências interiores  pc  ( c  com valor de sibilante),  pç  e  pt , ora se conservam, ora se eliminam . Assim: a) Conservam-se nos casos em que são invariavelmente proferidos nas pronúncias cultas da língua :  compacto, convicção, convicto, ficção, friccionar, pacto, pictural; adepto, apto, díptico, erupção, eucalipto, inepto, núpcias, rapto ; b) Eliminam-se nos casos em que são invariavelmente mudos nas pronúncias cultas da língua :  ação, acionar, afetivo, aflição, aflito, ato, coleção, coletivo, direção, diretor, exato, objeção; adoção, adotar, batizar, Egito, ótimo ; c ) Conservam-se ou eliminam-se facultativamente , quando se proferem numa pronúncia culta, quer geral, quer restritamente, ou então quando oscilam entre a prolação e o emudecimento : a specto  e  aspeto ,  cacto  e  cato ,  caracteres  e  carateres ,  dicção  e  dição ;  facto  e  fato ,  sector  e  setor ,  ceptro  e  cetro ,  concepção  e  conceção ,  corrupto  e  corruto ,  recepção  e  receção ;
  • 25.
    A.O. – CONSOANTESMUDAS O QUE NÃO SE PRONUNCIA NÃO SE ESCREVE Desaparecem as consoantes mudas integrantes de: cc pç cç pc ct pt Assim: cc - colecionador, direcional, lecionar Mas: faccioso, ficcional, perfeccionismo cç - ação, coleção, correção, direção, extração, fração, proteção, reação, seleção Mas: convicção, fricção, sucção ct - ato, ator, atual, afeto, arquitetura, coletivo, detetar, direto, diretor, elétrico, espetáculo, exatamente, letivo, objetivo, projeto Mas: bactéria, compacto, convicto, intelectual, pacto, contactar
  • 26.
    A.O. – CONSOANTESMUDAS O QUE NÃO SE PRONUNCIA NÃO SE ESCREVE Desaparecem as consoantes mudas integrantes de: cc pc cç pç ct pt Assim: pc - anticoncecional, dececionante, excecional, rececionista Mas: capcioso, egípcio, núpcias pç - aceção, adoção, conceção, deceção, receção Mas: corrupção, interrupção, opção pt - adotar, batismo, ótimo, Egito Mas: adepto, apto, eucalipto, rapto, repto
  • 27.
    A.O. – CONSOANTESMUDAS O QUE NÃO SE PRONUNCIA NÃO SE ESCREVE bd mn bt tm gd bd - súbdito e súdito bt - subtil e sutil gd - amígdala e amídala mn - amnistia e anistia , indemnizar e indenizar tm - aritmética e arimética … no português do Brasil
  • 28.
    A.O. – CONSOANTESMUDAS Dupla grafia “ quando oscilam entre a prolação e o emudecimento ”: facto / fato apocalíptico / apocalítico carácter / caráter característica / caraterística, caracterizar / caraterizar conceptual / concetual conectar / conetar infecção / infeção, infeccioso / infecioso insurrecto / insurreto dáctilo / dátilo olfacto / olfato sector / setor, sectorial / setorial veredicto / veredito
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    A.O. – HÍFENSupressão do hífen - Terminação em vogal e elemento seguinte começado por consoante ou vogal diferente agr oi ndustrial, antiaéreo, autoestrada, coautor, extraescolar, hidroelétrico, plurianual - Terminação em vogal e elemento seguinte começado por r ou s anti rr eligioso, autorrádio, semirreta, contrarrelógio, fotorreportagem mini ss aia, microssistema, semisselvagem, ultrassónico, autosserviço - Formas monossilábicas do verbo haver ligadas à prep. de hei de, hás de, há de, heis de, hão de Compostos em que se perdeu a noção de composição mandachuva, paraquedas Na maior parte das locuções fim de semana, barco à vela
  • 30.
    A.O. – HÍFENUso do hífen - Terminação em vogal e elemento seguinte começado pela mesma vogal anti-ibérico, contra-almirante, micro-ondas, semi-interno Exceto com os prefixos co e re : coo brigação, coo corrente, ree nviar Obs.: já tínhamos cooperativa, reencaminhar… - Nas formações em que o segundo elemento começa por h Geo-história, anti-higiénico, super-homem, sub-hepático Obs.: Não se usa o hífen em formações que contêm em geral os prefixos des- e in- e nas quais o segundo elemento perdeu o h inicial – por ex., desumano , desumidificar , inábil , inumano , etc.
  • 31.
    A.O. – HÍFENUso do hífen - Palavras que designam espécies das áreas botânica e zoológica abóbora-menina, couve-flor, feijão-verde, ervilha-de-cheiro, bem-me-quer, cobra-capelo, formiga-branca - Com os prefixos pós -, pré - , pró -, ex- (no sentido de estado anterior ou cessamento) , sota -, soto -, vice - e vizo - pós-graduação, pré-época, pró-europeu, ex-diretor, vice-reitor, vizo-rei - Com hiper -, inter - e super - , quando o 2.º elemento começa por r ou h hiper-realista, inter-humano, super-resistente - Com circum - e pan -, quando o 2.º elemento começa por vogal , h , m ou n circum-navegação, circum-hospitalar, pan-africano
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    A.O. – Reações
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    Ferramentas para aaplicação do A.O. http://portaldalinguaportuguesa.org Conversor automático de texto LINCE Vocabulário Ortográfico do Português Pesquisa na MorDebe Vocabulário de mudança http://www.ciberduvidas.com/ http://www.flip.pt (online, gratuito) Conversor para o A.O. http://www.infopedia.pt (online, gratuito) http://www.portoeditora.pt/acordo-ortografico/conversor-texto/ Conversor para o A.O. Suplemento da Microsoft para o Office (de fev. 2011, disponível em http://www.microsoft.com/portugal/acordoortografico/default.mspx).