Alunos:
Edênio Ferreira Olegário
João Ferreira Neto
Patrício Rafael Halley Santos Ferreira
Vatteau Toscano
Disciplina: Metodologia do projeto
Professor (a): Manuela de Luna Freire Duarte
Período: 2015.2 Noite
Análise do projeto “Casas Itararé” segundo a teoria de “Baker”
A análise de Baker é um método de avaliação para elaboração de projetos construtivos
na arquitetura, levando em consideração seis parâmetros: Genius Loci (contexto),
Iconologia (símbolo), Identidade (cultura), Significado de uso (programa), O
movimento e a geometria (plástica / configuração formal), Estrutura e materiais
(construção). Veremos como se enquadrou em cada parâmetro citado acima, o projeto
“Casas Itararé”.
CASAS ITARARÉ
FICHA TÉCNICA:
Autores: Vila Nova | Fabiano Melo, Marcus Vinicius.
Área do terreno: 660m² / Área construída: 550m² / Taxa de ocupação: 48%
Projeto estrutural: Eng. Rômulo Polari Filho
Execução: Vila Nova
Maquete eletrônica: Cubo 3 Design
Colaboradores: Emanuel Sávio, Domício.
Esquadrias de madeira: Suelle Móveis
Serralharia: ALMEC
Fotografias: Adriano Franco
Endereço: Rua Severino Fernandes de Oliveira, nºs 391 e 397, Itararé, Campina
Grande-PB.
Alunos:
Edênio Ferreira Olegário
João Ferreira Neto
Patrício Rafael Halley Santos Ferreira
Vatteau Toscano
Disciplina: Metodologia do projeto
Professor (a): Manuela de Luna Freire Duarte
Período: 2015.2 Noite
 : Genius Loci:
O projeto fica localizado no bairro itararé, na cidade de Campina Grande, PB, em um
local de topografia razoavelmente plana com pouca arborização e clima semiárido,
predominante na cidade. Alguns elementos já construídos ao entorno seguiam uma
tendência construtiva predominante na área, denominado “chalé” (edificação com
telhado a vista e acentuado). O foco do projeto foi quebrar essa tendência, e propor uma
arquitetura de Estilo reto, estilo caixa, estilo americano, estilo moderno ou, o mais
usual, estilo com o telhado escondido. Propor uma arquitetura que tentasse alargar o
diálogo com os condicionantes locais
 : Iconologia
Uma das primeiras diretrizes estabelecidas foi a de dar às unidades o aspecto de
conjunto, de continuidade arquitetônica, em contraposição à fragmentária
individualização da maioria dos sobrados do entorno. O intuito era fazer com que o
observador tivesse a leitura de um só edifício, só rompida pela divisão dos acessos e das
garagens no térreo, tal como fez Vilanova Artigas em seu projeto para o Conjunto de 4
Casas Jaime Porchat Queiroz Mattoso (1944), na cidade de São Paulo. A repetição dos
elementos arquitetônicos (varandas, portas, janelas, marquises, pilares, muros, portões)
se encarregaria de denunciar a característica multifamiliar da proposta.
Alunos:
Edênio Ferreira Olegário
João Ferreira Neto
Patrício Rafael Halley Santos Ferreira
Vatteau Toscano
Disciplina: Metodologia do projeto
Professor (a): Manuela de Luna Freire Duarte
Período: 2015.2 Noite
 : Identidade:
Propor uma arquitetura que tentasse alargar o diálogo com os condicionantes locais não
foi tarefa das mais fáceis em uma cidade cujo mercado imobiliário não se cansa de
promover e celebrar o castelinho (ou o chalé) como o modelo de residência ideal. Aqui
e acolá, chaminés pululam na paisagem urbana campinense. Casas modernistas, signos
de prosperidade em épocas passadas, não raro ganham incoerentes telhados inclinados.
Em bairros periféricos, habitações modestas se esforçam para sustentar suas esperanças
de neve. A tarefa se torna ainda mais difícil quando os arquitetos são os próprios
construtores, e isso nos obriga a pensar em resultados comerciais. Como não abriríamos
mão de algumas congruências arquitetônicas, decidimos apostar nas suas características
de “exceção” até como uma saída de mercado. Em um cenário uniforme, seus elementos
destoantes poderiam abrir caminho para uma demanda estética e espacial pouco
explorada.
 : Significado de uso:
O programa consistia em projetar quatro residências duplex (casas geminadas com
térreo e primeiro pavimento, também conhecidas como sobrados em outros lugares) em
um terreno de 22m de frente por 30m de fundos, com testada para poente. Aproveitar o
terreno da melhor forma possível, tirar proveito dos condicionantes naturais do sítio.
(iluminação, ventilação, visuais), respeitar a contraditória legislação municipal,
trabalhar com um orçamento dentro dos índices de mercado e lidar com os componentes
construtivos da região e com uma mão de obra artesanal limitada determinaram muitos
dos contornos do nosso partido projetual. A predominância de ventilação sudeste e a
orientação oeste-leste (frente-fundo) do lote determinaram o arranjo espacial. A
localização frontal do abrigo para automóveis, além da óbvia ligação com a rua, difícil
Alunos:
Edênio Ferreira Olegário
João Ferreira Neto
Patrício Rafael Halley Santos Ferreira
Vatteau Toscano
Disciplina: Metodologia do projeto
Professor (a): Manuela de Luna Freire Duarte
Período: 2015.2 Noite
de ser diferente nesse tipo de organização gregária, também teve como objetivo criar
uma área de transição térmica entre exterior e interior no período da tarde, protegendo
as alas sociais da incidência solar direta. Já o pavimento superior exigiu solução
diferente. Como as possibilidades de abertura para o exterior geralmente são limitadas
em habitações geminadas, a face oeste não poderia ser desprezada na sua estrutura
organizacional. Marquises de concreto aparente, brises de madeira e árvores na calçada
foram alguns dos recursos utilizados para minimizar os efeitos do sol nos ambientes
para a poente. Outro caminho foi proporcionar ventilação cruzada permanente por toda
casa. O uso de pé-direito duplo nas zonas sociais, diferenças de nível entre lajes para
viabilizar aberturas zenitais e o desenho flexível das esquadrias agiram nesse sentido.
Tais recursos também permitiram a exploração da iluminação natural em todos os
compartimentos. A necessidade de luz artificial só se faz sentir ao final do dia.
 : O movimento e a geometria:
A repetição dos elementos arquitetônicos (varandas, portas, janelas, marquises, pilares,
muros, portões) se encarregaria de denunciar a característica multifamiliar da proposta.
Nesse mesmo sentido, outra diretriz tomada foi a de não embarcar e alimentar
patológicos excessos de privacidade e falsa segurança, com a separação completa das
unidades por meio de muros altos, largas empenas laterais e portões opacos.
Desejávamos conferir permeabilidade visual entre as casas, estimulando o contato entre
vizinhos e com a via pública.
Alunos:
Edênio Ferreira Olegário
João Ferreira Neto
Patrício Rafael Halley Santos Ferreira
Vatteau Toscano
Disciplina: Metodologia do projeto
Professor (a): Manuela de Luna Freire Duarte
Período: 2015.2 Noite
 : Estrutura e materiais:
A decisão por um sistema estrutural independente das alvenarias de vedação (vigas e
pilares de concreto armado) almejava maior flexibilidade dos espaços, não forçando a
comum subordinação entre as plantas do térreo e do primeiro pavimento, como é normal
acontecer nesse tipo de construção. As decisões de como deveriam ser os cortes das
pedras, o assentamento dos revestimentos, as angulações dos peitoris, o local exato da
fixação e dos parafusos da escada foram imprescindíveis para a definição técnica do
objeto arquitetônico, e para a sua percepção também. Porém, o confronto com um
processo produtivo artesanal, e limitado, típico de um país que usa a construção civil
como válvula de escape para uma legião de pessoas com poucas oportunidades de
qualificação profissional, fez do projeto um conjunto de idéias em constante
metamorfose, sempre disponível a negociar com um saber fazer de práticas viciadas. As
concessões foram na medida do possível.
Alunos:
Edênio Ferreira Olegário
João Ferreira Neto
Patrício Rafael Halley Santos Ferreira
Vatteau Toscano
Disciplina: Metodologia do projeto
Professor (a): Manuela de Luna Freire Duarte
Período: 2015.2 Noite
 : Estrutura e materiais:
A decisão por um sistema estrutural independente das alvenarias de vedação (vigas e
pilares de concreto armado) almejava maior flexibilidade dos espaços, não forçando a
comum subordinação entre as plantas do térreo e do primeiro pavimento, como é normal
acontecer nesse tipo de construção. As decisões de como deveriam ser os cortes das
pedras, o assentamento dos revestimentos, as angulações dos peitoris, o local exato da
fixação e dos parafusos da escada foram imprescindíveis para a definição técnica do
objeto arquitetônico, e para a sua percepção também. Porém, o confronto com um
processo produtivo artesanal, e limitado, típico de um país que usa a construção civil
como válvula de escape para uma legião de pessoas com poucas oportunidades de
qualificação profissional, fez do projeto um conjunto de idéias em constante
metamorfose, sempre disponível a negociar com um saber fazer de práticas viciadas. As
concessões foram na medida do possível.

Análise do projeto

  • 1.
    Alunos: Edênio Ferreira Olegário JoãoFerreira Neto Patrício Rafael Halley Santos Ferreira Vatteau Toscano Disciplina: Metodologia do projeto Professor (a): Manuela de Luna Freire Duarte Período: 2015.2 Noite Análise do projeto “Casas Itararé” segundo a teoria de “Baker” A análise de Baker é um método de avaliação para elaboração de projetos construtivos na arquitetura, levando em consideração seis parâmetros: Genius Loci (contexto), Iconologia (símbolo), Identidade (cultura), Significado de uso (programa), O movimento e a geometria (plástica / configuração formal), Estrutura e materiais (construção). Veremos como se enquadrou em cada parâmetro citado acima, o projeto “Casas Itararé”. CASAS ITARARÉ FICHA TÉCNICA: Autores: Vila Nova | Fabiano Melo, Marcus Vinicius. Área do terreno: 660m² / Área construída: 550m² / Taxa de ocupação: 48% Projeto estrutural: Eng. Rômulo Polari Filho Execução: Vila Nova Maquete eletrônica: Cubo 3 Design Colaboradores: Emanuel Sávio, Domício. Esquadrias de madeira: Suelle Móveis Serralharia: ALMEC Fotografias: Adriano Franco Endereço: Rua Severino Fernandes de Oliveira, nºs 391 e 397, Itararé, Campina Grande-PB.
  • 2.
    Alunos: Edênio Ferreira Olegário JoãoFerreira Neto Patrício Rafael Halley Santos Ferreira Vatteau Toscano Disciplina: Metodologia do projeto Professor (a): Manuela de Luna Freire Duarte Período: 2015.2 Noite  : Genius Loci: O projeto fica localizado no bairro itararé, na cidade de Campina Grande, PB, em um local de topografia razoavelmente plana com pouca arborização e clima semiárido, predominante na cidade. Alguns elementos já construídos ao entorno seguiam uma tendência construtiva predominante na área, denominado “chalé” (edificação com telhado a vista e acentuado). O foco do projeto foi quebrar essa tendência, e propor uma arquitetura de Estilo reto, estilo caixa, estilo americano, estilo moderno ou, o mais usual, estilo com o telhado escondido. Propor uma arquitetura que tentasse alargar o diálogo com os condicionantes locais  : Iconologia Uma das primeiras diretrizes estabelecidas foi a de dar às unidades o aspecto de conjunto, de continuidade arquitetônica, em contraposição à fragmentária individualização da maioria dos sobrados do entorno. O intuito era fazer com que o observador tivesse a leitura de um só edifício, só rompida pela divisão dos acessos e das garagens no térreo, tal como fez Vilanova Artigas em seu projeto para o Conjunto de 4 Casas Jaime Porchat Queiroz Mattoso (1944), na cidade de São Paulo. A repetição dos elementos arquitetônicos (varandas, portas, janelas, marquises, pilares, muros, portões) se encarregaria de denunciar a característica multifamiliar da proposta.
  • 3.
    Alunos: Edênio Ferreira Olegário JoãoFerreira Neto Patrício Rafael Halley Santos Ferreira Vatteau Toscano Disciplina: Metodologia do projeto Professor (a): Manuela de Luna Freire Duarte Período: 2015.2 Noite  : Identidade: Propor uma arquitetura que tentasse alargar o diálogo com os condicionantes locais não foi tarefa das mais fáceis em uma cidade cujo mercado imobiliário não se cansa de promover e celebrar o castelinho (ou o chalé) como o modelo de residência ideal. Aqui e acolá, chaminés pululam na paisagem urbana campinense. Casas modernistas, signos de prosperidade em épocas passadas, não raro ganham incoerentes telhados inclinados. Em bairros periféricos, habitações modestas se esforçam para sustentar suas esperanças de neve. A tarefa se torna ainda mais difícil quando os arquitetos são os próprios construtores, e isso nos obriga a pensar em resultados comerciais. Como não abriríamos mão de algumas congruências arquitetônicas, decidimos apostar nas suas características de “exceção” até como uma saída de mercado. Em um cenário uniforme, seus elementos destoantes poderiam abrir caminho para uma demanda estética e espacial pouco explorada.  : Significado de uso: O programa consistia em projetar quatro residências duplex (casas geminadas com térreo e primeiro pavimento, também conhecidas como sobrados em outros lugares) em um terreno de 22m de frente por 30m de fundos, com testada para poente. Aproveitar o terreno da melhor forma possível, tirar proveito dos condicionantes naturais do sítio. (iluminação, ventilação, visuais), respeitar a contraditória legislação municipal, trabalhar com um orçamento dentro dos índices de mercado e lidar com os componentes construtivos da região e com uma mão de obra artesanal limitada determinaram muitos dos contornos do nosso partido projetual. A predominância de ventilação sudeste e a orientação oeste-leste (frente-fundo) do lote determinaram o arranjo espacial. A localização frontal do abrigo para automóveis, além da óbvia ligação com a rua, difícil
  • 4.
    Alunos: Edênio Ferreira Olegário JoãoFerreira Neto Patrício Rafael Halley Santos Ferreira Vatteau Toscano Disciplina: Metodologia do projeto Professor (a): Manuela de Luna Freire Duarte Período: 2015.2 Noite de ser diferente nesse tipo de organização gregária, também teve como objetivo criar uma área de transição térmica entre exterior e interior no período da tarde, protegendo as alas sociais da incidência solar direta. Já o pavimento superior exigiu solução diferente. Como as possibilidades de abertura para o exterior geralmente são limitadas em habitações geminadas, a face oeste não poderia ser desprezada na sua estrutura organizacional. Marquises de concreto aparente, brises de madeira e árvores na calçada foram alguns dos recursos utilizados para minimizar os efeitos do sol nos ambientes para a poente. Outro caminho foi proporcionar ventilação cruzada permanente por toda casa. O uso de pé-direito duplo nas zonas sociais, diferenças de nível entre lajes para viabilizar aberturas zenitais e o desenho flexível das esquadrias agiram nesse sentido. Tais recursos também permitiram a exploração da iluminação natural em todos os compartimentos. A necessidade de luz artificial só se faz sentir ao final do dia.  : O movimento e a geometria: A repetição dos elementos arquitetônicos (varandas, portas, janelas, marquises, pilares, muros, portões) se encarregaria de denunciar a característica multifamiliar da proposta. Nesse mesmo sentido, outra diretriz tomada foi a de não embarcar e alimentar patológicos excessos de privacidade e falsa segurança, com a separação completa das unidades por meio de muros altos, largas empenas laterais e portões opacos. Desejávamos conferir permeabilidade visual entre as casas, estimulando o contato entre vizinhos e com a via pública.
  • 5.
    Alunos: Edênio Ferreira Olegário JoãoFerreira Neto Patrício Rafael Halley Santos Ferreira Vatteau Toscano Disciplina: Metodologia do projeto Professor (a): Manuela de Luna Freire Duarte Período: 2015.2 Noite  : Estrutura e materiais: A decisão por um sistema estrutural independente das alvenarias de vedação (vigas e pilares de concreto armado) almejava maior flexibilidade dos espaços, não forçando a comum subordinação entre as plantas do térreo e do primeiro pavimento, como é normal acontecer nesse tipo de construção. As decisões de como deveriam ser os cortes das pedras, o assentamento dos revestimentos, as angulações dos peitoris, o local exato da fixação e dos parafusos da escada foram imprescindíveis para a definição técnica do objeto arquitetônico, e para a sua percepção também. Porém, o confronto com um processo produtivo artesanal, e limitado, típico de um país que usa a construção civil como válvula de escape para uma legião de pessoas com poucas oportunidades de qualificação profissional, fez do projeto um conjunto de idéias em constante metamorfose, sempre disponível a negociar com um saber fazer de práticas viciadas. As concessões foram na medida do possível.
  • 6.
    Alunos: Edênio Ferreira Olegário JoãoFerreira Neto Patrício Rafael Halley Santos Ferreira Vatteau Toscano Disciplina: Metodologia do projeto Professor (a): Manuela de Luna Freire Duarte Período: 2015.2 Noite  : Estrutura e materiais: A decisão por um sistema estrutural independente das alvenarias de vedação (vigas e pilares de concreto armado) almejava maior flexibilidade dos espaços, não forçando a comum subordinação entre as plantas do térreo e do primeiro pavimento, como é normal acontecer nesse tipo de construção. As decisões de como deveriam ser os cortes das pedras, o assentamento dos revestimentos, as angulações dos peitoris, o local exato da fixação e dos parafusos da escada foram imprescindíveis para a definição técnica do objeto arquitetônico, e para a sua percepção também. Porém, o confronto com um processo produtivo artesanal, e limitado, típico de um país que usa a construção civil como válvula de escape para uma legião de pessoas com poucas oportunidades de qualificação profissional, fez do projeto um conjunto de idéias em constante metamorfose, sempre disponível a negociar com um saber fazer de práticas viciadas. As concessões foram na medida do possível.