Fundamentos de Economia
ECONOMIA
A Economia é usualmente definida como a ciência que estuda a
alocação de fatores de produção escassos entre diferentes
alternativas de produção de bens e serviços.
O sistema econômico que tende a prevalecer no mundo atual
é o capitalismo, que se caracteriza pelo inviolável direito à
propriedade privada e pelo sistema de mercado organizado, com
ativa compra e venda de produtos e insumos e com ampla
liberdade nos mercados de mão-de-obra e moeda.
Fatores de Produção
A terra, o trabalho e o capital empregados nas
atividades de mercado são chamados fatores de
produção e são característicos do sistema
capitalista.
Somente no capitalismo esses fatores de
produção se transformaram em mercadorias à
venda.
A Economia como uma ciência
específica nasce com os economistas
denominados clássicos.
O primeiro e o mais importante dos
economistas clássicos, e por isso
considerado o pai da Economia, foi
Adam Smith.
Os Economistas
Clássicos
Adam Smith (Escócia, 1723-1790) é
considerado o fundador da Ciência
Econômica, pois, até então, a Economia era
parte da Filosofia ou da Política, e não
uma disciplina autônoma. Começou sua
carreira acadêmica como filósofo moral
e seu primeiro livro, de 1759, se intitulava
Teoria dos sentimentos morais. Seu
segundo livro é o clássico Riqueza das
Nações, de 1776.
Materiais usados como dinheiro
De início, antes da disseminação do dinherio, havia grandes problemas
para efetivar as trocas, pois, só há troca se houver coincidência de
necessidades e de interesses.
Buscou-se então possuir uma mercadoria amplamente aceita, além da
mercadoria produzida pelo próprio indivíduo em questão, historicamente
temos o gado, sal, açúcar, peles, couros e até pregos (como de uma
observação no interior da Escócia) como sendo a mercadoria dinheiro.
Origem da moeda metálica
Aos poucos, a função de instrumento de troca acabou se fixando nos
metais, que são imperecíveis e subdivisíveis. Ferro, cobre, ouro e prata,
descreve Smith, serviram cronologicamente como dinheiro.
De início o metal era ofertado em barras brutas. Dado o incoveniente da
pesagem e da verificação da autenticidade, optou-se pelo dinheiro
cunhado ou moeda com gravação cobrindo os dois lados da peça e as
laterais, de modo a garantir o peso e o teor metálico da moeda.
O nome da moeda
O próprio nome da moeda, de início, expressava peso ou quantidade de
metal, como a libra inglês: libra é medida de peso também.
Smith conta que alguns reis diminuiam propocitalmente a quantidade de
metal na moeda, em prejuízo dos credores e ganhos dos devedores.
Em suma, é esta pequena história do dinheiro que nos conta Smith.
Segundo Smith, somos todos egoístas e procuramos, no
mundo econômico, sempre o que é melhor para nós. Mas
fazendo isso, mesmo que de forma intencional, como que
guiados por uma “mão invisível”, estamos realizando o que é
o melhor para a sociedade.
MÃO INVISÍVEL
EXEMPLO
Se o padeiro procura produzir o melhor pão pelo melhor preço, o açougueiro, a
melhor carne pelo melhor preço, e assim por diante, a sociedade ganha, pois o
que todos nós queremos são produtos bons e baratos. O padeiro e o açougueiro
agem dessa forma devido à pressão da concorrência e porque querem ser bem
sucedidos ter lucro. Esses agentes econômicos estão se relacionando e
cooperando entre si no mercado de produtos e fatores, sem nenhum plano
prévio ou orientação externa
O que vimos no exemplo é o que Smith chamou, metaforicamente, de mão
invisível. Portanto, cada um procurando o melhor para si, chega-se a uma
situação que é a melhor para a sociedade. Segundo Smith, se todos agissem por
motivos altruístas, visando o bem comum, o resultado seria muito pior. Isso só é
possível, segundo Smith, quando há livre concorrência, sem interferência do
governo.
Os mercados livres tem a
importância fundamental de
uma sociedade moderna e
complexa.
Nada mais é do que uma forma simples
de explicar a lei da oferta
e da demanda.
Quando Thomas criou a lâmpada
mais eficiente,
duradoura e luminosa,
primeiramente, atendia a um
interesse pessoal.
Esse interesse beneficiou a sociedade,
criando empregos para os que produziam
a lâmpada e melhorando a vida dos que
compravam.
Sem a demanda para a lâmpada
elétrica, de certo, a mão invisível
teria lhe dado um tapa.
Smith, no entanto, não era a favor de que a atuação do
governo na Economia fosse a menor possível.
O governo tinha um papel importante, por exemplo, nas
áreas de infraestrutura e educação. Portanto,
implicitamente, aceitava que a mão invisível não
solucionava todos os problemas da sociedade e, para o
bem comum, era necessária a intervenção do Estado
em algumas áreas.
Complexidade do método de Smith pode ser compreendida no contexto da
filosofia do common sense, que pressupõe o senso comum deve ser a
base para a operacionalização dos conceitos teóricos;
Ressalte-se ainda a relação entre as dimensões micro
(ponto de partida: indivíduos movidos por interesse
pessoais egoístas) e a macro (equilíbrio e bem comum)
na obra de Smith
ESCOLA CLÁSSICA
ADAM SMITH
Egoísmo resulta positivo, desde que: “ninguém na
busca de seu próprio interesse, impeça aos
demais a obtenção dos seus”
Liberdade de mercado:
Restrições às importações favorecem a indústria nacional (monopólio do
mercado interno) = estímulo a indústrias específicas atraindo recursos,
porém “a atividade geral da sociedade nunca pode ultrapassar aquilo que
o capital da sociedade tem condições de empregar”!
A importância do capital
• A riqueza é definida como o produto anual per capita da nação e a ampliação deste produto
depende do número de pessoas empregadas produtivamente.
• Nem todo trabalho humano é produtivo, só os que resultam na transformação de objetos,
tornando-os próprios para consumo.
• O número de trabalhadores que podem ser empregados produtivamente é função do estoque
de capital disponível na sociedade.
• O montante de capital aumenta a produtividade do trabalho, ao se combinar com ele na
produção, e também o número de trabalhadores produtivos. Portanto, o processo de formação
de capital é chave no entendimento do crescimento econômico.
O PROCESSO DE ACUMULAÇÃO
DE CAPITAL
A vida econômica nas sociedades evoluídas é posta
em movimento pelo emprego do capital.
O processo produtivo deve reconstituir esse capital
em escala crescentemente ampliada de modo a
propiciar crescimento econômico.
A espiral do crescimento
A Riqueza das Nações trata dessas questões no livro I, a obra está dividida
em mais quatro livros. Smith descreve uma espiral de Crescimento e o
desenvolvimento da teoria do valor confere embasamento analítico a essa
espiral.
Começa com a discussão da divisão do trabalho, mostrando que ela
aumenta a produtividade do mesmo.
No segundo elo, temos a geração ampliada do excedente
associado a cada trabalhador.
Empregado produtivamente, ao menos em parte, tal excedente
possibilita o crescimento no estoque de capital e o aumento
subsequente do emprego produtivo. Mais adiante na obra,
percebe-se os outros elos da espiral.
Proprietário de uma fábrica de alfinetes, lançou a idéia da
divisão do trabalho em unidades simplificadas, cabendo cada
uma dessas tarefas a um operário.
Iniciava-se aí a separação clara das atividades projetuais
(do grupo pensante) e as de manufatura, sendo que, nas
últimas, não havia necessidade de criação, tornando essas
tarefas enfadonhas e desqualificadas.
Produção em Massa
• Adam Smith e a Fábrica de Alfinetes: a divisão do
trabalho permitiu que 4.800 alfinetes fossem
produzidos por 18 pessoas especializadas, que se
encarregavam de diferentes etapas do processo de
fabricação. Se apenas uma pessoa fizesse todo o
processo, no máximo 20 alfinetes seriam
produzidos por dia.
• Com a divisão do trabalho, a organização dos
processos produtivos torna-se mais importante do
que a habilidade individual.
• Esta inovação trazia grandes ganhos, tanto de
quantidade quanto de qualidade.

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    ECONOMIA A Economia éusualmente definida como a ciência que estuda a alocação de fatores de produção escassos entre diferentes alternativas de produção de bens e serviços. O sistema econômico que tende a prevalecer no mundo atual é o capitalismo, que se caracteriza pelo inviolável direito à propriedade privada e pelo sistema de mercado organizado, com ativa compra e venda de produtos e insumos e com ampla liberdade nos mercados de mão-de-obra e moeda.
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    Fatores de Produção Aterra, o trabalho e o capital empregados nas atividades de mercado são chamados fatores de produção e são característicos do sistema capitalista. Somente no capitalismo esses fatores de produção se transformaram em mercadorias à venda.
  • 5.
    A Economia comouma ciência específica nasce com os economistas denominados clássicos. O primeiro e o mais importante dos economistas clássicos, e por isso considerado o pai da Economia, foi Adam Smith. Os Economistas Clássicos
  • 6.
    Adam Smith (Escócia,1723-1790) é considerado o fundador da Ciência Econômica, pois, até então, a Economia era parte da Filosofia ou da Política, e não uma disciplina autônoma. Começou sua carreira acadêmica como filósofo moral e seu primeiro livro, de 1759, se intitulava Teoria dos sentimentos morais. Seu segundo livro é o clássico Riqueza das Nações, de 1776.
  • 8.
    Materiais usados comodinheiro De início, antes da disseminação do dinherio, havia grandes problemas para efetivar as trocas, pois, só há troca se houver coincidência de necessidades e de interesses. Buscou-se então possuir uma mercadoria amplamente aceita, além da mercadoria produzida pelo próprio indivíduo em questão, historicamente temos o gado, sal, açúcar, peles, couros e até pregos (como de uma observação no interior da Escócia) como sendo a mercadoria dinheiro.
  • 9.
    Origem da moedametálica Aos poucos, a função de instrumento de troca acabou se fixando nos metais, que são imperecíveis e subdivisíveis. Ferro, cobre, ouro e prata, descreve Smith, serviram cronologicamente como dinheiro. De início o metal era ofertado em barras brutas. Dado o incoveniente da pesagem e da verificação da autenticidade, optou-se pelo dinheiro cunhado ou moeda com gravação cobrindo os dois lados da peça e as laterais, de modo a garantir o peso e o teor metálico da moeda.
  • 10.
    O nome damoeda O próprio nome da moeda, de início, expressava peso ou quantidade de metal, como a libra inglês: libra é medida de peso também. Smith conta que alguns reis diminuiam propocitalmente a quantidade de metal na moeda, em prejuízo dos credores e ganhos dos devedores. Em suma, é esta pequena história do dinheiro que nos conta Smith.
  • 11.
    Segundo Smith, somostodos egoístas e procuramos, no mundo econômico, sempre o que é melhor para nós. Mas fazendo isso, mesmo que de forma intencional, como que guiados por uma “mão invisível”, estamos realizando o que é o melhor para a sociedade. MÃO INVISÍVEL
  • 12.
    EXEMPLO Se o padeiroprocura produzir o melhor pão pelo melhor preço, o açougueiro, a melhor carne pelo melhor preço, e assim por diante, a sociedade ganha, pois o que todos nós queremos são produtos bons e baratos. O padeiro e o açougueiro agem dessa forma devido à pressão da concorrência e porque querem ser bem sucedidos ter lucro. Esses agentes econômicos estão se relacionando e cooperando entre si no mercado de produtos e fatores, sem nenhum plano prévio ou orientação externa O que vimos no exemplo é o que Smith chamou, metaforicamente, de mão invisível. Portanto, cada um procurando o melhor para si, chega-se a uma situação que é a melhor para a sociedade. Segundo Smith, se todos agissem por motivos altruístas, visando o bem comum, o resultado seria muito pior. Isso só é possível, segundo Smith, quando há livre concorrência, sem interferência do governo.
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    Os mercados livrestem a importância fundamental de uma sociedade moderna e complexa.
  • 14.
    Nada mais édo que uma forma simples de explicar a lei da oferta e da demanda.
  • 15.
    Quando Thomas crioua lâmpada mais eficiente, duradoura e luminosa, primeiramente, atendia a um interesse pessoal. Esse interesse beneficiou a sociedade, criando empregos para os que produziam a lâmpada e melhorando a vida dos que compravam. Sem a demanda para a lâmpada elétrica, de certo, a mão invisível teria lhe dado um tapa.
  • 16.
    Smith, no entanto,não era a favor de que a atuação do governo na Economia fosse a menor possível. O governo tinha um papel importante, por exemplo, nas áreas de infraestrutura e educação. Portanto, implicitamente, aceitava que a mão invisível não solucionava todos os problemas da sociedade e, para o bem comum, era necessária a intervenção do Estado em algumas áreas.
  • 17.
    Complexidade do métodode Smith pode ser compreendida no contexto da filosofia do common sense, que pressupõe o senso comum deve ser a base para a operacionalização dos conceitos teóricos; Ressalte-se ainda a relação entre as dimensões micro (ponto de partida: indivíduos movidos por interesse pessoais egoístas) e a macro (equilíbrio e bem comum) na obra de Smith
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    ESCOLA CLÁSSICA ADAM SMITH Egoísmoresulta positivo, desde que: “ninguém na busca de seu próprio interesse, impeça aos demais a obtenção dos seus”
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    Liberdade de mercado: Restriçõesàs importações favorecem a indústria nacional (monopólio do mercado interno) = estímulo a indústrias específicas atraindo recursos, porém “a atividade geral da sociedade nunca pode ultrapassar aquilo que o capital da sociedade tem condições de empregar”!
  • 20.
    A importância docapital • A riqueza é definida como o produto anual per capita da nação e a ampliação deste produto depende do número de pessoas empregadas produtivamente. • Nem todo trabalho humano é produtivo, só os que resultam na transformação de objetos, tornando-os próprios para consumo. • O número de trabalhadores que podem ser empregados produtivamente é função do estoque de capital disponível na sociedade. • O montante de capital aumenta a produtividade do trabalho, ao se combinar com ele na produção, e também o número de trabalhadores produtivos. Portanto, o processo de formação de capital é chave no entendimento do crescimento econômico.
  • 21.
    O PROCESSO DEACUMULAÇÃO DE CAPITAL A vida econômica nas sociedades evoluídas é posta em movimento pelo emprego do capital. O processo produtivo deve reconstituir esse capital em escala crescentemente ampliada de modo a propiciar crescimento econômico.
  • 22.
    A espiral docrescimento A Riqueza das Nações trata dessas questões no livro I, a obra está dividida em mais quatro livros. Smith descreve uma espiral de Crescimento e o desenvolvimento da teoria do valor confere embasamento analítico a essa espiral. Começa com a discussão da divisão do trabalho, mostrando que ela aumenta a produtividade do mesmo.
  • 23.
    No segundo elo,temos a geração ampliada do excedente associado a cada trabalhador. Empregado produtivamente, ao menos em parte, tal excedente possibilita o crescimento no estoque de capital e o aumento subsequente do emprego produtivo. Mais adiante na obra, percebe-se os outros elos da espiral.
  • 26.
    Proprietário de umafábrica de alfinetes, lançou a idéia da divisão do trabalho em unidades simplificadas, cabendo cada uma dessas tarefas a um operário. Iniciava-se aí a separação clara das atividades projetuais (do grupo pensante) e as de manufatura, sendo que, nas últimas, não havia necessidade de criação, tornando essas tarefas enfadonhas e desqualificadas.
  • 27.
    Produção em Massa •Adam Smith e a Fábrica de Alfinetes: a divisão do trabalho permitiu que 4.800 alfinetes fossem produzidos por 18 pessoas especializadas, que se encarregavam de diferentes etapas do processo de fabricação. Se apenas uma pessoa fizesse todo o processo, no máximo 20 alfinetes seriam produzidos por dia.
  • 28.
    • Com adivisão do trabalho, a organização dos processos produtivos torna-se mais importante do que a habilidade individual. • Esta inovação trazia grandes ganhos, tanto de quantidade quanto de qualidade.