POEMA DEDICADO A MEU FILHO ISRAEL



A VOZ

        I                                      II

Ouço uma voz                          Prostei-me de joelhos.
Ao longe murmurar                     A face sobre a mão,
As palavras a mim chegam              Não detiam tanta lágrima.
Com suave tilintar.                   Suspirava o coração.

- Vês agora, observa                  - Porque está assim?
Como a vida se alegrou,               Já ia tão distante
Pois a este mundo veio                O seu pranto me afligiu
A união de um grande amor.            Me ouça um instante.

- Preste atenção, veja com cuidado,   - Porque se culpa deste jeito?
A você ELE enviou,                    Não estava em suas mãos
Atendendo ao teu pedido,              Dar-me ou tirar-me a vida
Outro anjo afortunado.                É DELE a decisão.

- Minha vida foi tão curta,           - Não te posso acompanhar
Mas em meu lugar ficou,               Em sua vida terreal
Alguém para suplantar                 Mas estou junto de ti
O vazio que ai entrou.                E estarei até o final

- Alegre-se estou ao lado DELE        - Sua ausência, por momentos
Há muita paz aqui,                    Nada vai mudar agora
Expulsa do teu peito                  Mas, senti a sua falta
Essa dor que guarda em ti.            Seu abraço me consola.

- Não se engane, não é minha          - Quando te perguntei
Essa nova vida, que aí está.          Porque isso acontecia
Não te culpo por querer               Não me pôde responder
Minha vida perpetuar.                 Te deixar eu não queria.

- ELE aqui está dizendo,              - E também, a tanta gente...
O que já compreendi,                  O meu pai, o meu irmão...
Eles foram escolhidos                 Meu herói, meu companheiro
Para estar perto de ti.               De saudade e solidão.

- Agora, desfruta da alegria,         - Segue a vida, mostre ao mundo
De ser assim amada,                   Por seu amor me revelei
Aí de baixo, cante a vida.            O que importa a morte agora
Aqui de cima, a vida é cantada.       Em você eu viverei.

Um silêncio...                        Um silêncio...
Uma paz...                            Uma paz...
Onde está?...                         Onde está?...
Para onde foi?...                     Para onde foi?...

Aquela voz deu lugar                  Meu olhar prucura ao longe.
Ao vento que soprava.                 O som da brisa foge veloz.
Olhei o céu e compreendi,             Que paz traquila em meu peito paira
Que dali, Alguém me olhava.           Ao escutar aquela Voz.




                                      Jaqueline Murta – Porto, 27 /02/2010

A voz

  • 1.
    POEMA DEDICADO AMEU FILHO ISRAEL A VOZ I II Ouço uma voz Prostei-me de joelhos. Ao longe murmurar A face sobre a mão, As palavras a mim chegam Não detiam tanta lágrima. Com suave tilintar. Suspirava o coração. - Vês agora, observa - Porque está assim? Como a vida se alegrou, Já ia tão distante Pois a este mundo veio O seu pranto me afligiu A união de um grande amor. Me ouça um instante. - Preste atenção, veja com cuidado, - Porque se culpa deste jeito? A você ELE enviou, Não estava em suas mãos Atendendo ao teu pedido, Dar-me ou tirar-me a vida Outro anjo afortunado. É DELE a decisão. - Minha vida foi tão curta, - Não te posso acompanhar Mas em meu lugar ficou, Em sua vida terreal Alguém para suplantar Mas estou junto de ti O vazio que ai entrou. E estarei até o final - Alegre-se estou ao lado DELE - Sua ausência, por momentos Há muita paz aqui, Nada vai mudar agora Expulsa do teu peito Mas, senti a sua falta Essa dor que guarda em ti. Seu abraço me consola. - Não se engane, não é minha - Quando te perguntei Essa nova vida, que aí está. Porque isso acontecia Não te culpo por querer Não me pôde responder Minha vida perpetuar. Te deixar eu não queria. - ELE aqui está dizendo, - E também, a tanta gente... O que já compreendi, O meu pai, o meu irmão... Eles foram escolhidos Meu herói, meu companheiro Para estar perto de ti. De saudade e solidão. - Agora, desfruta da alegria, - Segue a vida, mostre ao mundo De ser assim amada, Por seu amor me revelei Aí de baixo, cante a vida. O que importa a morte agora Aqui de cima, a vida é cantada. Em você eu viverei. Um silêncio... Um silêncio... Uma paz... Uma paz... Onde está?... Onde está?... Para onde foi?... Para onde foi?... Aquela voz deu lugar Meu olhar prucura ao longe. Ao vento que soprava. O som da brisa foge veloz. Olhei o céu e compreendi, Que paz traquila em meu peito paira Que dali, Alguém me olhava. Ao escutar aquela Voz. Jaqueline Murta – Porto, 27 /02/2010