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A NAU DOS INSENSATOS CHAMADA BRASIL
Fernando Alcoforado*
A nau dos insensatos é uma antiga alegoria muito usada na cultura ocidental em
literatura e pinturas. Imbuída de um senso de autocrítica, ela descreve o mundo e seus
habitantes como se estivessem em uma nau cujos passageiros perturbados nem sabem
nem se importam para onde estão indo. O Brasil é como se fosse um barco indo a pique.
E nós, habitantes do Brasil somos passageiros deste barco que ruma a lugar algum e
estamos afundando com ele.
Imaginem uma situação de um navio, isto é, o Brasil, indo a pique sem que seus
ocupantes, isto é, a população brasileira, perceba a catastrófica situação que lentamente
se impõe. Esta imagem faz parte de uma alegoria medieval que foi representada das
mais distintas formas ao longo dos últimos quinhentos anos: A Nau dos insensatos. Não
foram poucos os que trouxeram à luz todo o esplendor desta idéia destacando-se, entre
eles, Erasmo de Roterdã em Elogio da Loucura, Michel Foucault em História da
Loucura e Federico Fellini no cinema.
No filme E la nave va — batizado como O Navio vai, em português — de Fellini,
afloram as facetas mais obscuras e egoístas dos seres humanos. Ao reproduzir com
magistral destreza os aspectos mais perturbadores do comportamento individual sobre o
ambiente social, Fellini expõe a face mais pobre da existência humana que poderia nos
levar a crer que estamos tratando da representação de uma sociedade completamente
distante. A má notícia é que grande parte dos elementos que compõem a Nau ainda se
notam em nossa própria realidade brasileira com o lamentável comportamento de
muitos dos integrantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e da população
brasileira.
A população brasileira está na Nau chamada Brasil comandada pelo governo federal
como os personagens de Fellini e em meio a esta viagem rumo a lugar algum, porque o
governo Bolsonaro não tem um plano ou rumo para a Nau chamada Brasil que enfrenta
as mais terríveis tempestades, ventos fortes, intempéries naturais e acidentes de
percurso. E assim, preocupados com o futuro, o governo e a população brasileira olham
para frente sem se aperceberem que a água já está tocando a cintura e que já não há mais
como voltar atrás. Este é o cenário vivido com a Nau dos Insensatos chamada Brasil
indo a pique na era contemporânea.
A nau chamada Brasil está indo a pique porque está sendo comandada por um
Presidente da República, Jair Bolsonaro, que não busca unir a nação em torno de
objetivos comuns. Muito pelo contrário, ele prega o confronto contra quem a ele se
opõe contribuindo para dividir ainda mais os habitantes do País ao colocar em prática
seu projeto neofascista de governo na economia e nas áreas de educação, meio
ambiente, combate ao crime, entre outras, além de incitar a população com o ato
programado para o dia 26 de maio passado visando o fechamento do Congresso
Nacional e do Supremo Tribunal Federal.
A proposta do governo Bolsonaro é tipicamente fascista porque seu discurso é baseado
no culto explícito da ordem, na violência de Estado, em práticas autoritárias de
governo, no desprezo social por grupos vulneráveis e fragilizados e no anticomunismo.
Apesar da afirmativa de Bolsonaro de que respeitará a Constituição e as Leis do País, a
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ameaça à ordem democrática atual no Brasil está explícita em suas manifestações ao
longo de sua vida e em seu discurso de campanha de caráter antidemocrático.
A escalada do fascismo já é um fato concreto no Brasil, disseminado, enraizado e
poderá se tornar irreversível no momento atual se não houver resistência. Para evitar o
fim do sistema democrático atual no Brasil, não basta, portanto, confiar nas instituições
republicanas que podem sofrer mudanças contrárias aos interesses da grande maioria da
população através de projetos de Lei e Emendas à Constituição por parte do governo
Bolsonaro. Para evitar a escalada do fascismo e a implantação de uma ditadura de
extrema direita no Brasil, muito provavelmente haverá a formação de uma frente
democrática antifascista no Parlamento e na Sociedade Civil para defender a
Constituição de 1988 e lutar contra os atos do governo que sejam contrários aos
interesses da grande maioria da população e do Brasil contribuindo para dividir ainda
mais a sociedade brasileira.
Enquanto o governo Bolsonaro está contribuindo para a ascensão do fascismo ao poder
no Brasil, a economia brasileira se encaminha rumo à depressão e ocorre a piora da
situação social da classe trabalhadora no Brasil. A nau chamada Brasil tem uma
população economicamente ativa de 90,6 milhões de trabalhadores. O desemprego é de
13,1 milhões de trabalhadores e a população economicamente ativa subutilizada é de
27,9 milhões de trabalhadores. Para o sistema econômico brasileiro gerar os empregos
necessários à população economicamente ativa é preciso que, como primeira medida, o
governo Bolsonaro execute de imediato um amplo programa de obras públicas de
infraestrutura (energia, transporte, habitação, saneamento básico, etc) com parceria
público-privada para elevar os níveis de emprego e renda da população e, em
consequência, promover a expansão do consumo das famílias resultante do aumento da
massa salarial e a renda das empresas com os investimentos em infraestrutura.
Além do programa de obras públicas, o governo Bolsonaro deveria elaborar um plano
econômico que contribuísse para a retomada do desenvolvimento do Brasil que
apresentasse para a população e para os setores produtivos uma perspectiva de
superação da crise atual e de retomada do crescimento econômico. Levando em conta o
discurso do ministro da Economia do governo Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, que é um
fundamentalista do neoliberalismo dificilmente o governo federal assumirá um papel
ativo como indutor do crescimento econômico elaborando um plano de
desenvolvimento para promover a reativação da economia e a elevação dos níveis de
emprego no Brasil contribuindo, desta forma, para levar a pique economicamente a nau
chamada Brasil.
O governo Bolsonaro contribui para levar a Nau de Insensatos chamada Brasil a pique
ao não adotar nenhuma estratégia que contribua para a consecução de 3 objetivos
econômicos que são fundamentais para: 1) promover a retomada do crescimento
econômico do País; 2) enfrentar a guerra comercial em curso na economia mundial
entre os Estados Unidos e a China que pode comprometer as exportações do Brasil; e,
3) impedir que o País sofra as consequências da provável ocorrência de explosão da
bomba da dívida mundial.
A Nau dos Insensatos, alegoria medieval, retrata a realidade vivida pelo Brasil no
momento. O agravamento dos ambientes político, econômico e social tende a
conflagrar o País com o acirramento da luta política entre os partidários do governo
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Bolsonaro e as forças políticas opositoras cujas conseqüências são imprevisíveis. Toda
esta situação faz com que os habitantes do Brasil atuem como se estivessem em uma
nau cujos passageiros perturbados nem sabem nem se importam para onde estão indo
como na alegoria medieval.
O governo Bolsonaro age levando a pique o barco chamado Brasil. O lamentável é que
os passageiros deste barco, os habitantes do Brasil não percebem a catastrófica situação
que lentamente se impõe. Urge evitar que a nau chamada Brasil vá a pique. Para evitar
que isto aconteça e assegurar a paz social no Brasil, apesar das imensas contradições
existentes, o governo Bolsonaro deveria convocar as principais lideranças políticas e o
povo brasileiro para convergirem em torno de um projeto comum de desenvolvimento
político, econômico e social. Sem a adoção desta medida, a nau chamada Brasil irá a
pique e a conflagração política, econômica e social será inevitável no futuro.
*Fernando Alcoforado, 79, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema
CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento
Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e
consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e
planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997),
De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto
para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da
Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944,
2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do
Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The
Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM
Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e
Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia
Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica,
Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico
e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática
Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas,
Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo
Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017) e Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Bahiana de
Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria).

A nau dos insensatos chamada brasil

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    1 A NAU DOSINSENSATOS CHAMADA BRASIL Fernando Alcoforado* A nau dos insensatos é uma antiga alegoria muito usada na cultura ocidental em literatura e pinturas. Imbuída de um senso de autocrítica, ela descreve o mundo e seus habitantes como se estivessem em uma nau cujos passageiros perturbados nem sabem nem se importam para onde estão indo. O Brasil é como se fosse um barco indo a pique. E nós, habitantes do Brasil somos passageiros deste barco que ruma a lugar algum e estamos afundando com ele. Imaginem uma situação de um navio, isto é, o Brasil, indo a pique sem que seus ocupantes, isto é, a população brasileira, perceba a catastrófica situação que lentamente se impõe. Esta imagem faz parte de uma alegoria medieval que foi representada das mais distintas formas ao longo dos últimos quinhentos anos: A Nau dos insensatos. Não foram poucos os que trouxeram à luz todo o esplendor desta idéia destacando-se, entre eles, Erasmo de Roterdã em Elogio da Loucura, Michel Foucault em História da Loucura e Federico Fellini no cinema. No filme E la nave va — batizado como O Navio vai, em português — de Fellini, afloram as facetas mais obscuras e egoístas dos seres humanos. Ao reproduzir com magistral destreza os aspectos mais perturbadores do comportamento individual sobre o ambiente social, Fellini expõe a face mais pobre da existência humana que poderia nos levar a crer que estamos tratando da representação de uma sociedade completamente distante. A má notícia é que grande parte dos elementos que compõem a Nau ainda se notam em nossa própria realidade brasileira com o lamentável comportamento de muitos dos integrantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e da população brasileira. A população brasileira está na Nau chamada Brasil comandada pelo governo federal como os personagens de Fellini e em meio a esta viagem rumo a lugar algum, porque o governo Bolsonaro não tem um plano ou rumo para a Nau chamada Brasil que enfrenta as mais terríveis tempestades, ventos fortes, intempéries naturais e acidentes de percurso. E assim, preocupados com o futuro, o governo e a população brasileira olham para frente sem se aperceberem que a água já está tocando a cintura e que já não há mais como voltar atrás. Este é o cenário vivido com a Nau dos Insensatos chamada Brasil indo a pique na era contemporânea. A nau chamada Brasil está indo a pique porque está sendo comandada por um Presidente da República, Jair Bolsonaro, que não busca unir a nação em torno de objetivos comuns. Muito pelo contrário, ele prega o confronto contra quem a ele se opõe contribuindo para dividir ainda mais os habitantes do País ao colocar em prática seu projeto neofascista de governo na economia e nas áreas de educação, meio ambiente, combate ao crime, entre outras, além de incitar a população com o ato programado para o dia 26 de maio passado visando o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal. A proposta do governo Bolsonaro é tipicamente fascista porque seu discurso é baseado no culto explícito da ordem, na violência de Estado, em práticas autoritárias de governo, no desprezo social por grupos vulneráveis e fragilizados e no anticomunismo. Apesar da afirmativa de Bolsonaro de que respeitará a Constituição e as Leis do País, a
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    2 ameaça à ordemdemocrática atual no Brasil está explícita em suas manifestações ao longo de sua vida e em seu discurso de campanha de caráter antidemocrático. A escalada do fascismo já é um fato concreto no Brasil, disseminado, enraizado e poderá se tornar irreversível no momento atual se não houver resistência. Para evitar o fim do sistema democrático atual no Brasil, não basta, portanto, confiar nas instituições republicanas que podem sofrer mudanças contrárias aos interesses da grande maioria da população através de projetos de Lei e Emendas à Constituição por parte do governo Bolsonaro. Para evitar a escalada do fascismo e a implantação de uma ditadura de extrema direita no Brasil, muito provavelmente haverá a formação de uma frente democrática antifascista no Parlamento e na Sociedade Civil para defender a Constituição de 1988 e lutar contra os atos do governo que sejam contrários aos interesses da grande maioria da população e do Brasil contribuindo para dividir ainda mais a sociedade brasileira. Enquanto o governo Bolsonaro está contribuindo para a ascensão do fascismo ao poder no Brasil, a economia brasileira se encaminha rumo à depressão e ocorre a piora da situação social da classe trabalhadora no Brasil. A nau chamada Brasil tem uma população economicamente ativa de 90,6 milhões de trabalhadores. O desemprego é de 13,1 milhões de trabalhadores e a população economicamente ativa subutilizada é de 27,9 milhões de trabalhadores. Para o sistema econômico brasileiro gerar os empregos necessários à população economicamente ativa é preciso que, como primeira medida, o governo Bolsonaro execute de imediato um amplo programa de obras públicas de infraestrutura (energia, transporte, habitação, saneamento básico, etc) com parceria público-privada para elevar os níveis de emprego e renda da população e, em consequência, promover a expansão do consumo das famílias resultante do aumento da massa salarial e a renda das empresas com os investimentos em infraestrutura. Além do programa de obras públicas, o governo Bolsonaro deveria elaborar um plano econômico que contribuísse para a retomada do desenvolvimento do Brasil que apresentasse para a população e para os setores produtivos uma perspectiva de superação da crise atual e de retomada do crescimento econômico. Levando em conta o discurso do ministro da Economia do governo Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, que é um fundamentalista do neoliberalismo dificilmente o governo federal assumirá um papel ativo como indutor do crescimento econômico elaborando um plano de desenvolvimento para promover a reativação da economia e a elevação dos níveis de emprego no Brasil contribuindo, desta forma, para levar a pique economicamente a nau chamada Brasil. O governo Bolsonaro contribui para levar a Nau de Insensatos chamada Brasil a pique ao não adotar nenhuma estratégia que contribua para a consecução de 3 objetivos econômicos que são fundamentais para: 1) promover a retomada do crescimento econômico do País; 2) enfrentar a guerra comercial em curso na economia mundial entre os Estados Unidos e a China que pode comprometer as exportações do Brasil; e, 3) impedir que o País sofra as consequências da provável ocorrência de explosão da bomba da dívida mundial. A Nau dos Insensatos, alegoria medieval, retrata a realidade vivida pelo Brasil no momento. O agravamento dos ambientes político, econômico e social tende a conflagrar o País com o acirramento da luta política entre os partidários do governo
  • 3.
    3 Bolsonaro e asforças políticas opositoras cujas conseqüências são imprevisíveis. Toda esta situação faz com que os habitantes do Brasil atuem como se estivessem em uma nau cujos passageiros perturbados nem sabem nem se importam para onde estão indo como na alegoria medieval. O governo Bolsonaro age levando a pique o barco chamado Brasil. O lamentável é que os passageiros deste barco, os habitantes do Brasil não percebem a catastrófica situação que lentamente se impõe. Urge evitar que a nau chamada Brasil vá a pique. Para evitar que isto aconteça e assegurar a paz social no Brasil, apesar das imensas contradições existentes, o governo Bolsonaro deveria convocar as principais lideranças políticas e o povo brasileiro para convergirem em torno de um projeto comum de desenvolvimento político, econômico e social. Sem a adoção desta medida, a nau chamada Brasil irá a pique e a conflagração política, econômica e social será inevitável no futuro. *Fernando Alcoforado, 79, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017) e Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Bahiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-autoria).