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E-books Gospel
Bispo Alfredo Paulo
OS
ÚLTIMOS
DIAS
DA
HUMANIDAD
E
Rio de Janeiro
Editora Gráfica Universal Ltda.
2002
P331u
Paulo, Bispo Alfredo
Os últimos dias da humanidade / Bispo Alfredo
Paulo . -
Rio de Janeiro: Ed. Gráfica Universal, 2002.
144p.; 20 cm.
ISBN 85-7140-225-6
1. Escatologia - Doutrina bíblica. I. Título.
CDD: 236
Copyright© 2002
COORDENAÇÃO GERAL: Natal Furucho
DiAGRAMAÇÃO: Wilma Bessa Santos
CAPA: Nei Carvalho
PREPARAÇÃO DE ORIGINAIS E REVISÃO: Mônica Luz
Supervisão Geral: Shirley Rodrigues
IMPRESSÃO E ACABAMENTO: Editora Gráfica Universal Ltda.
___________________________________
1ª edição /1ª tiragem
Ano 2002
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CEP: 20001-970
ÍNDICE
INTRODUÇÃO
PRIMEIRA PARTE
1. Falsos profetas
2. Violência
3. Guerras
4. Fome
5. Doenças
6. Terremotos
7. Perseguição
8. Pregação do Evangelho
9. Arrebatamento
SEGUNDA PARTE
1. A tribulação
2. A Grande Tribulação
3. O anticristo
3.1. Características do anticristo durante a tribulação
4. As duas testemunhas
4.1. Características das duas testemunhas
5. Cristo volta para julgar e guerrear
5.1. Aspectos sobre a segunda etapa da vinda de Cristo
6. Armagedom
7. O Milênio
8. O Juízo Final
9. Novos céus e nova Terra
Introdução
Na segunda metade do século XIX, quando o Novo
Testamento começou a ser estudado de forma crítica, alguns
teólogos, desapontados com a demora da volta de Jesus, embora
sejam claras as Suas promessas, afirmaram que as predições
bíblicas quanto ao futuro da humanidade eram apenas "invenções
da Igreja Primitiva".
Os cristãos sinceros, entretanto, mantiveram acesa a chama
da esperança de uma intervenção divina no final dos tempos,
quando Deus, soberano sobre tudo e todos, mudará a situação do
mundo e nele estabelecerá para sempre o Seu Reino.
No final do século XX, o interesse pelo estudo dos
acontecimentos futuros preditos na Bíblia cresceu de modo
surpreendente, inclusive fora do cristianismo e em regiões do
planeta onde a Palavra de Deus sequer era lida.
O Tass, por exemplo, jornal oficial da União Soviética,
publicou na segunda metade dos anos 80, antes do
desmantelamento do império soviético, uma série de estudos das
profecias bíblicas, ressaltando o papel da Rússia, que, segundo
pesquisadores, invadiria a Palestina, dando início à Terceira
Guerra Mundial.
Tal fato já é um sinal de que o fim está próximo, conforme
Daniel 12.4:
"Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo
do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará."
O que acontecerá à humanidade nos seus últimos dias é o
que nos esclarece este livro, sempre à luz da Bíblia, e, embora
eventos terríveis estejam a cada dia mais próximos, aqueles que
aceitaram o Senhor Jesus como seu Salvador terão grande alegria,
pois verão confirmado que a eles está reservado desfrutar da glória
de Deus por toda a eternidade.
"Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra,
angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do
mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela
expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes
dos céus serão abalados. Então, se verá o Filho do Homem vindo
numa nuvem, com poder e grande glória. Ora, ao começarem estas
coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa
redenção se aproxima."
(Lucas 21.25-28)
Primeira parte
1. Falsos profetas
2. Violência
3. Guerras
4. Fome
5. Doenças
6. Terremotos
7. Perseguição
8. Pregação do Evangelho
9. Arrebatamento
1. Falsos profetas
Nos últimos dias, o que mais se tem visto é o aumento dos
falsos profetas, o surgimento de falsos cultos e a tolerância com as
falsas doutrinas:
"Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos
tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos
enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que
falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, que
proíbem o casamento, exigem abstinência de alimentos, que Deus
criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por
quantos conhecem plenamente a verdade."
(I Timóteo 4.1-3)
Na passagem acima, o apóstolo Paulo alerta sobre o fato de
que, nos últimos tempos, muitos se desviariam da simplicidade da
fé, para darem ouvidos a espíritos enganadores.
Os acontecimentos têm provado, sem deixar qualquer
dúvida, a verdade desta profecia. Há muito vêm surgindo diversos
cultos, cada qual pretendendo ser a verdadeira Igreja e
vilipendiando os demais movimentos. Citaremos alguns deles:
1) Teoria da Evolução — Criada por Charles Darwin, afirma
que o homem descenderia dos primatas, ou seja, macacos,
orangotangos, chipanzés, etc, em flagrante contradição à revelação
bíblica, que mostra ter sido o homem criado à imagem de Deus:
"Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe
soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma
vivente."
(Gênesis 2.7)
Também disse Deus:
"Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa
semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as
aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e
sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o
homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher
os criou."
(Gênesis 1.26,27)
O homem é, portanto, sem sombra de dúvidas, a obra prima
da criação de Deus, dotado de uma capacidade de raciocínio
inexistente nos outros seres vivos, tendo o domínio sobre todas as
demais criações divinas.
2) Mormonismo — Com sua doutrina de poligamia, ensina
que se um homem casar com uma jovem, e, com o consentimento
desta, casar com outra, e ambas forem dele, não haverá adultério.
Se vier ainda a casar com outras dez, não estará cometendo
adultério, pois todas lhe pertencem, sendo justificado o seu ato.
3) Espiritismo — Com sua satânica doutrina de
reencarnação, ensina que na morte a pessoa recebe uma nova
identidade, e nasce em outra vida, como animal, ser humano ou
até mesmo um deus.
A morte, segundo suas doutrinas, não significa o fim de uma
pessoa, mas sim que sua alma, sabendo que o corpo material, o
qual neste mundo lhe servia como veículo ou instrumento, já
chegou ao limite de tempo de uso, abandona-o a fim de mudar de
corpo.
A Palavra de Deus nos mostra que o dia da Salvação é agora:
"Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da
salvação; eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia
da salvação."
(2 Coríntios 6.2)
Não precisamos de outra vida ou de quaisquer supostas
vidas anteriores, até porque "aos homens está ordenado morrerem
uma só vez, vindo, depois disto, o juízo" (Hebreus 9.27).
Também está claro que quando Moisés e Elias apareceram
no monte da transfiguração, ainda eram Moisés e Elias: "E eis que
lhes apareceram Moisés e Elias, falando com eles" (Mateus 17.3).
O Senhor Jesus também manteve a Sua identidade depois
da Sua morte e ressurreição, e Ele mesmo, não alguma
reencarnação, voltará à Terra: "Esse Jesus que dentre vós foi
assunto ao céu virá do modo como o vistes subir" (Atos 1.11).
O Senhor Jesus não ensinou a reencarnação a Nicodemos,
quando disse: "Em verdade, em verdade te digo que, se alguém
não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" (João 3.3).
Ele estava Se referindo ao fato de que Nicodemos precisava
abandonar sua velha natureza e se regenerar espiritualmente,
tendo uma nova vida. Os apóstolos entenderam isso e ensinaram
essa verdade: "E, assim, se alguém está em Cristo, é nova
criatura" (2 Coríntios 5.17).
João Batista não era a reencarnação de Elias, conforme ele
mesmo disse:
"Este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe
enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para lhe perguntarem:
Quem és tu? Ele confessou e não negou; confessou: Eu não sou o
Cristo. Então, lhe perguntaram: Quem és, pois? És tu Elias? Ele
disse: Não sou."
(João 1.19-21)
4) Testemunhas de Jeová — Grupo sectário e intransigente
ao extremo, ensina que Jesus é a primeira criação de Deus, que
era o arcanjo Miguel antes de Se tornar homem, e que só Se
tornou Cristo (o Messias) no batismo; que Ele não ressuscitou
corporalmente e não pode ser adorado.
Diz também ser o Espírito Santo apenas uma força ativa e
nega a existência do inferno em seu sentido literal. Os santos do
Antigo Testamento, segundo suas doutrinas, não irão para o Céu,
para onde só irão 144 mil eleitos. Proíbe a transfusão de sangue e
condena todos os outros seguidores de Jesus.
O pastor Russel, seu fundador, predisse a segunda vinda de
Jesus para o ano de 1914, predição esta que, como se sabe,
falhou totalmente, porém marcar datas para a volta do Senhor
Jesus não é uma exclusividade das Testemunhas de Jeová.
De acordo com muitos comentaristas bíblicos, os
"marcadores de data" para a segunda vinda de Cristo
contribuíram para que as profecias bíblicas fossem desacreditadas
por muitos.
A mania de marcar datas começou por volta do ano 500 d.C.
A Igreja primitiva não marcava datas específicas, pois acreditava
que Cristo poderia voltar a qualquer momento. Apesar das
Escrituras Sagradas proibirem a marcação de datas, sempre havia
aqueles que lançavam mão de cálculos para fazê-lo.
Os cristãos fiéis sabem que está próximo o fim dos tempos, e
que a volta de Jesus é iminente, mas a marcação de datas está
fora da Palavra de Deus: "Não vos compete conhecer tempos ou
épocas que o Pai reservou para sua exclusiva autoridade" (Atos
1.7).
5) Ciência Cristã — Não é nem Ciência e nem cristã. Sua
fundadora, Mary Baker, casada três vezes, estabeleceu uma
religião firmada em um sistema de negações.
Declarou não existir enfermidade, pecado, doença ou morte.
Tudo seria produto da imaginação. Satanás também se utiliza de
argumentos semelhantes para pregar que não existe pecado,
morte, dor, inferno e tantos outros fatores pertinentes à
humanidade, os quais o homem gostaria que não existissem, para
viver sem nenhuma culpa ou obrigação para com Deus.
6) Catolicismo — Citaremos algumas de tantas doutrinas
falsas da Igreja Católica, que ensina, por exemplo, que existe
salvação somente através da igreja, contrariando totalmente a
Palavra de Deus, que diz:
"Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual
se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro;
porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os
homens, pelo qual importa que sejamos salvos."
(Atos 4. I 1, 12)
Ensina também a salvação através de boas obras, quando a
Bíblia nos ensina o contrário:
"Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem
de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie."
(Efésios 2.8,9)
Afirma ter capacidade para perdoar pecados, porém só Deus,
através do Senhor Jesus, pode fazer isso: "Vendo-lhes a fé, Jesus
disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados"
(Marcos 2.5).
Diz ser a única Igreja verdadeira, rotulando todas as outras
de seitas, quando a única Igreja verdadeira é a do Senhor Jesus
Cristo, independente de denominação, porém uma Igreja
comprometida com a verdade e que tem as suas doutrinas
fundamentadas na Palavra de Deus.
O papa, segundo o catolicismo romano, é o vigário de Cristo,
ou seja, Seu substituto. A Bíblia, entretanto, diz que o Seu único
substituto é o Espírito Santo:
"Mas eu vos digo a verdade: Convém-vos que eu vá, porque se
eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for,
eu vô-lo enviarei."
(João 16.7)
O papa seria ainda infalível, mais uma vez contrariando a
Palavra de Deus: "Pois todos pecaram e carecem da glória de
Deus" (Romanos 3.23).
O batismo de crianças não passa de uma tradição católica,
pois só pode haver batismo quando a pessoa crê no Senhor Jesus
e se arrepende dos seus pecados.
Um bebê não pode crer nem se arrepender:
"Seguindo eles caminho fora, chegando a certo lugar onde
havia água, disse o eunuco: Eis aqui água que impede que seja eu
batizado? [Filipe respondeu: É lícito, se crês de todo o coração. E,
respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus]."
(Atos 8.36,37)
E ainda: "Eu vos batizo com água para arrependimento"
(Mateus 3.11).
Dentre tantas doutrinas falsas, a Igreja Católica também
ensina que Maria seria mediadora; auxiliadora; intercessora;
advogada e protetora. Que ela daria ordens e estas seriam
atendidas por um bebê no colo; que ela seria capaz de salvar e que
teria permanecido virgem perpetuamente.
A verdade é que o único Intercessor é o Senhor Jesus: "...o
qual está a direita de Deus, e também intercede por nós"
(Romanos 8.34). Ele é o nosso Advogado: "...temos advogado junto
ao Pai, Jesus Cristo, o justo" (1 João 2.1).
Maria não permaneceu virgem eternamente, pois a Bíblia faz
referências sobre os irmãos do Senhor Jesus: "Falava ainda Jesus
ao povo, e eis que sua mãe e seus irmãos estavam do lado de fora,
procurando falar-lhe" (Mateus 12.46); "Não é este o filho do
carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago,
José, Simão e Judas?" (Mateus 13.55); "... e também o de fazer-
nos acompanhar de uma mulher irmã, como fazem os demais
apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?" (1 Coríntios 9.5); "E
não vi outro dos apóstolos, senão a Tiago, o irmão do Senhor"
(Gálatas 1.19).
O purgatório, por sua vez, é uma das falsas doutrinas que
mais dão lucro à Igreja Católica, pois a família da pessoa que teria
morrido sem salvação tem que pagar dezenas de missas, para
supostamente retirar sua alma daquele lendário lugar, sem jamais
ter a certeza de que seu familiar foi salvo.
O purgatório não é mencionado uma vez sequer na Bíblia. A
salvação é decidida enquanto se está vivo; depois de morto, só
resta o juízo: "E, assim como aos homens está ordenado morrerem
uma só vez, vindo, depois disto, o juízo" (Hebreus 9.27).
Quanto à idolatria, tão condenada na Bíblia em muitos
versículos, assim nos diz o Senhor mais precisamente no segundo
Mandamento:
"Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança
alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem
nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto;
porque eu sou o Senhor teu Deus..."
(Êxodo 20.4,5)
Existe, portanto, uma proibição explícita por parte do
próprio Deus. Não se deve fazer imagens nem figura alguma do
que há nos céus, na Terra, nas águas, debaixo da Terra, para se
curvar diante delas, ou lhes prestar qualquer culto ou veneração.
E aqueles que as fazem, ou lhes prestam culto e as veneram, estão
desobedecendo ao próprio Altíssimo.
A Bíblia afirma que as imagens atraem maldição:
"Maldito o homem que fizer imagem de escultura, ou de
fundição, abominável ao Senhor, obra de artífice, e a puser em lugar
oculto."
(Deuteronômio 27.15)
Todos os cultos e doutrinas falsas citados até agora são
conhecidos, porém o que mais nos tem chamado a atenção é o fato
das falsas doutrinas invadirem as igrejas que se dizem
evangélicas, confirmando as palavras do Senhor Jesus:
"E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane.
Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e
enganarão a muitos. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar,
trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas
e enganarão a muitos."
(Mateus 24.4,5,10,1 I)
Dentre estas, as mais comuns são:
1) "Cair pelo poder de Deus" — conhecida como "fanerose",
diz que quando alguém se sente cheio do Espírito Santo, cai no
chão, como se estivesse desacordado, sendo uma suposta
manifestação visível da presença do Espírito Santo.
Isso não faz parte da história da Igreja, tampouco o Senhor
Jesus e os apóstolos ensinaram tal coisa. Aqueles que crêem
nessa doutrina afirmam ter base bíblica, citando casos como o de
Adão, a quem Deus fez dormir; Abrão, a quem Deus falou quando
estava em profundo sono; Daniel, que ao ter uma visão caiu sem
sentidos; Saulo, que caiu por terra diante da luz de Deus, e João,
que diante da visão do Cordeiro caiu como morto.
Se, porém, analisarmos essas passagens bíblicas,
constataremos que não há qualquer base para, a partir delas,
estabelecer essa doutrina, pois todos esses casos foram isolados, e
cada um com a sua razão de ser.
O sono de Adão deu origem a Eva:
"Então, o Senhor Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e
este adormeceu; tomou uma das costelas e fechou o lugar com
carne. E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem,
transformou-a numa mulher."
(Gênesis 2.21,22)
O de Abrão foi seguido de grande pavor e cerradas trevas:
"Ao pôr-do-sol, caiu profundo sono sobre Abrão, e grande pavor e
cerradas trevas o acometeram" (Gênesis 15.12).
A queda de Daniel aconteceu depois de 21 dias de jejum e
oração:
"Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram
na minha boca, nem me ungi com óleo algum, até que passaram as
três semanas inteiras. Só eu, Daniel, tive aquela visão; os homens
que estavam comigo nada viram; não obstante, caiu sobre eles
grande temor, e fugiram e se esconderam. Fiquei, pois, eu só e
contemplei esta grande visão, e não restou força em mim; o meu
rosto mudou de cor e se desfigurou, e não retive força alguma.
Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo-a, caí sem
sentidos, rosto em terra."
(Daniel 10.3,7-9)
Saulo, quando caiu, estava cheio de ódio:
"Saulo, respirando ainda ameaças e morte contra os
discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote e lhe pediu
cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de que, caso achasse
alguns que eram do Caminho, assim homens como mulheres, os
levasse presos para Jerusalém. Seguindo ele estrada fora, ao
aproximar-se de Damasco subitamente uma luz do céu brilhou ao
seu redor, e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo,
Saulo, por que me persegues?"
(Atos 9.1-4)
E não apenas Saulo caiu; seus companheiros, assassinos,
também caíram: "E, caindo todos nós por terra..." (Atos 26.14).
E o apóstolo João estava preso na Ilha de Patmos, por causa
da Palavra de Deus, e se encontrava em espírito, e caiu após ouvir
a voz do Senhor, como som de trombeta: "Quando o vi, caí a seus
pés como morto" (Apocalipse 1.17).
Nada há nestas passagens que reforce a doutrina do "cair
pelo poder de Deus", pois o grande fundamento da fé cristã está
em levantar o homem, e não em fazê-lo cair: "Então, o Espírito me
levantou e me levou à porta oriental da Casa do Senhor, a quai
olha para o oriente" (Ezequiel 11.1).
Este é o propósito de Deus: levantar os que se encontram
caídos, no chão, na miséria, nas doenças, para fazê-los enxergar
que, assim como um pai que deseja e se alegra em ver o seu filho
de pé, Ele também deseja que aqueles que O invocam, de todo o
coração, levantem-se e enxerguem a plenitude de vida que o
Senhor Jesus nos veio trazer.
Exemplo disso aconteceu com o cego de Jericó:
"Parou Jesus e disse: Chamai-o. Chamaram, então, o cego,
dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, ele te chama. Perguntou
Jesus: Que queres que eu te faça? Respondeu o cego: Mestre, que
eu torne a ver. Então, Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou."
(Marcos 10.49,51,52)
Aliás, quem gosta de ver as pessoas na miséria, doentes,
perdidas, é o diabo! E a Bíblia nos ensina que ele é quem joga as
pessoas no chão:
"E um, dentre a multidão, respondeu: Mestre, trouxe-te o meu
filho, possesso de um espírito mudo; e este, onde quer que o
apanha, lança-o por terra."
(Marcos 9.17,18)
A manifestação visível da presença de Deus na vida do
cristão não é cair no chão, rolar pelo piso sujo e empoeirado de
um salão de culto, tampouco dormir na hora em que uma pessoa
está orando ou pregando a Palavra de Deus.
Cada cristão tem a responsabilidade de testemunhar, na sua
própria vida, a ressurreição do nosso Senhor Jesus, e também de
manter uma conduta irrepreensível. Aí está a manifestação visível,
o poder de sermos testemunhas vivas do Senhor Jesus.
A Palavra de Deus nos mostra que: "Não havendo sábia
direção, cai o povo" (Provérbios 11.14). E o que tem acontecido
com aqueles que caem nessa falsa doutrina.
2) Predestinação — falsa doutrina que tem sido divulgada
abertamente em muitas igrejas evangélicas, através de
interpretações distorcidas da Palavra de Deus.
Os predestinistas dizem que Deus escolhe algumas pessoas
para que sejam salvas, enquanto outras estariam destinadas à
perdição. Esta doutrina foi criada por Agostinho, bispo de Hipona,
no quarto século, a partir de uma reação contra o livre-arbítrio.
Filósofo e teólogo, Aurélio Agostinho nasceu no dia 13 de
novembro de 354, na cidade de Tagaste, hoje chamada Souk
Ahrás, província romana da Numídia, hoje Algéria, África, filho de
um funcionário municipal, Patrício, e de Mônica, venerada como
santa pelo catolicismo romano.
Viveu durante 15 anos com a mãe de seu filho, Adeodato,
sendo que os últimos oito anos foram passados em Cartago,
também no continente africano, onde era professor de Eloqüência,
função que posteriormente exerceu em Milão, na Itália.
A família se desfez em 384, por motivos religiosos, quando
Agostinho se converteu ao cristianismo, numa separação muito
triste e dolorida para o casal. Adeodato ficou com o pai e a mãe
voltou sozinha para Cartago.
Em companhia da mãe, do irmão, Navígio, do filho e de
alguns discípulos, Agostinho viveu numa espécie de retiro
espiritual de setembro de 386 a março de 387, ano em que sua
mãe foi vítima de uma enfermidade, que em nove dias provocou a
sua morte, aos 56 anos de idade.
No ano seguinte morreu Adeodato, seu filho, com 16 anos,
também vítima de uma doença que em pouco tempo o matou.
Em 395 foi sagrado bispo na cidade de Hipona, pequeno
porto no Norte da África. Escreveu 232 livros, além de inúmeras
cartas e sermões. Morreu com 76 anos, no dia 28 de agosto do
ano 430.
Algumas Ordens e Congregações Religiosas do catolicismo
romano levam o seu nome, dentre elas Agostinianos
Assuncionistas; Ordem dos Agostinianos Recoletos; Ordem de
Santo Agostinho; Ordem dos Agostinianos Descalços.
Confrontação bíblica
Todas as vezes que a Bíblia fala que Deus nos predestinou,
diz respeito a que Ele, na Sua onisciência, antecipou a
possibilidade de que o ser humano escolhesse o caminho do mal,
e, por isso, criou antecipadamente um plano para salvá-lo: "Nos
predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus
Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade" (Efésios 1.5).
E em todas as vezes que a Palavra de Deus fala de
predestinação, refere-se a um povo ou um conjunto de pessoas,
sempre num sentido coletivo, e nunca em particular.
A predestinação não tem respaldo bíblico; é, portanto, uma
doutrina falsa, e os que a apóiam ofendem diretamente a Deus,
que não faz acepção de pessoas: "Porque para com Deus não há
acepção de pessoas" (Romanos 2.11).
A predestinação anularia o sacrifício do Senhor Jesus, pois
se somos predestinados para a salvação ou perdição, Deus teria
sacrificado Seu Filho inutilmente, e também Se revelaria um Deus
cruel, que permitiria o nascimento dos seres humanos para depois
destinar milhões para o inferno, pela Sua livre vontade.
Eliminaria também a necessidade do ser humano ser
julgado, pois como poderia ser condenado ou absolvido por algo
que teria sido determinado por Deus, e não pela sua vontade
própria?
De nada adiantaria perseverar na fé cristã, pois aqueles que
tivessem sido predestinados para serem salvos seriam salvos, e os
perdidos já estariam perdidos. A Palavra de Deus, porém, diz que
temos de perseverar na fé, combater o bom combate, viver uma
vida santa e ser fiéis até a morte: 'Aquele, porém, que perseverar
até o fim, esse será salvo" (Mateus 24-13); "Combate o bom
combate da fé..." (1 Timóteo 6.12); "Sede santos, porque eu sou
santo" (1 Pedro 1.16); "Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da
vida" (Apocalipse 2.10).
2. Violência
O livro de Mateus nos relata que durante um de Seus
sermões, Jesus Cristo anunciou o que é chamado "princípio das
dores", dizendo: "E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se
esfriará de quase todos" (Mateus 24.12).
E pelo fato do amor se esfriar de quase todos, temos visto
que a cada dia aumenta a violência. E comum, nos dias de hoje, a
divulgação nos noticiários de crimes cada vez mais violentos:
filhos matando os próprios pais, crimes passionais e chacinas,
dentre outros. Ate parece que as pessoas se alimentam da
violência: "Do fruto da boca o homem comerá o bem, mas o desejo
dos pérfidos é a violência" (Provérbios 13.2).
A violência urbana tem ultrapassado em muito o limite do
que se vê nas guerras, e foi exatamente isso que aconteceu antes
do dilúvio: "A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de
violência" (Gênesis 6.11).
A Terra estava tão violenta, que Deus disse: "Resolvi dar
cabo de toda carne, porque a terra está cheia da violência dos
homens; eis que os farei perecer juntamente com a terra" (Gênesis
6.13).
O que tem havido é a banalização do mal. O homem está se
tomando cada vez mais violento; gastam-se milhões com
segurança, e parece que quanto mais se fala no assunto, pior fica.
O tráfico de drogas alimenta a violência e o contrabando de
armas nas grandes cidades brasileiras. E no contexto
internacional, a questão assume proporções ainda mais
alarmantes.
Em alguns países, o tráfico financia guerrilhas para a
derrubada de governos, e em outros financia organizações
terroristas, as quais usam até mesmo o nome de Deus para
apregoar uma "Guerra Santa" e justificar atentados em outras
nações, provocando a morte de milhares de pessoas.
A realidade é que os moradores das metrópoles no mundo
inteiro vivem amedrontados: "...porque vejo violência e contenda
na cidade" (Salmos 55.9).
Os veículos de comunicação divulgam sem nenhum pudor a
violência. Até mesmo os filmes que são produzidos, na sua grande
maioria, focalizam como tema principal a violência, confirmando o
que diz a Palavra de Deus: "Faze cadeia, porque a terra está cheia
de crimes de sangue, e a cidade, cheia de violência" (Ezequiel
7.23).
Por mais que as pessoas tenham condições financeiras, não
estão livres da violência, pois esta atinge todas as classes sociais,
mantendo-as atormentadas: "...ora, o medo produz tormento..." (1
João 4.18).
Isso tudo, no entanto, nada mais é que um sinal da volta de
Jesus.
3. Guerras
Já em 1905, o cientista Albert Einstein acenava com a
fórmula matemática do átomo e, algumas décadas depois, após a
II Guerra Mundial, o mundo conhecia, estarrecido, o alcance da
descoberta da energia atômica, com a destruição das cidades de
Hiroshima e Nagasaki, no Japão.
Era o poder atômico, previsto pela Bíblia em Apocalipse
13.13: "Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo
dos céus faz descer à terra, diante dos homens."
De acordo com estudiosos das Escrituras Sagradas, a
palavra "céus" é traduzida do vocábulo grego "ouranos", que é
exatamente o elemento do qual é produzida a bomba atômica.
Confirmando a profecia, o Senhor Jesus, em Lucas 21.26,
fala dos sinais do fim dos tempos:
"Haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa
das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus
serão abalados."
No livro de Mateus, Ele também fala de um tempo de
acontecimentos terríveis, que ocorreriam um pouco antes da Sua
volta à Terra.
Até a descoberta da bomba atômica, entretanto, mesmo nas
guerras pelas quais passava a humanidade, em várias partes do
planeta, não havia destruição em frações de segundos, como a
causada por uma guerra nuclear, conforme predisse a Palavra de
Deus:
"Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o
princípio do mundo até agora não tem havido, e nem haverá jamais.
Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo;
mas, por causa dos escolhidos tais dias serão abreviados."
(Mateus 24.21,22)
O ápice desse leque de descobertas científicas dentro desse
período foi exatamente a terrível tecnologia para a fabricação da
bomba atômica, a qual, além de ter propiciado a tragédia da
destruição de Hiroshima e Nagasaki, avança em seu
aperfeiçoamento pelos países que ainda pretendem utilizá-la para
a destruição de nações inteiras.
Atualmente, grupos militares de todo o mundo se encontram
em estado de alerta máximo. A guerra, que tanta gente temia,
infelizmente já começou, e a ONU, Organização das Nações
Unidas, classificou o acontecimento como a pior crise humanitária
mundial.
As tropas norte-americanas, apoiadas pelas tropas inglesas,
e o exército da Aliança do Norte, milícia local armada que se opõe
ao Talibã, regime fundamentalista do Afeganistão, no Oriente
Médio, após terem atingido bases estratégicas em sete cidades
daquele país, conseguiram chegar à capital, depondo o Governo e
estabelecendo uma aliança provisória.
Até que isso acontecesse, o mundo assistiu à fuga
desesperada de milhares de afegãos em direção às fronteiras,
enquanto caíam sobre o território, já quase totalmente arrasado
pela guerra civil, bombas e mísseis, junto com os contêineres de
"ajuda humanitária", alguns com até 900 Kg, que também
provocaram mortes e destruição, quando atingiam áreas ainda
habitadas.
As lideranças das minorias políticas, étnicas e religiosas
estão agora se reunindo, sob a coordenação da ONU, Organização
das Nações Unidas, na tentativa de formar um governo de
coalisão, para que todas as camadas da sociedade afegã tenham
participação nas decisões quanto ao futuro da nação.
As tropas russas, que durante muito tempo foram
consideradas inimigas e combatidas, por estarem no país
tentando manter o domínio da União Soviética, estão novamente
presentes, desta vez para ajudarem a reconstruir a nação.
Isso é parte de um acordo político, pois a Rússia sempre
apoiou a Aliança do Norte na sua resistência contra a Milícia
Talibã.
Muito mais complicado, porém, do que deter as ofensivas
terroristas, que podem incluir armas químicas e biológicas, é
conter a perigosa onda de ódio que assola vários países do Oriente
e do Ocidente.
Chefes políticos, completamente cegos pelo rancor, e
homens-bomba, suicidas enlouquecidos pelo fanatismo religioso,
expõem bilhões de inocentes, de todas as nações, ao perigoso
resultado de algo que pode ser classificado, no mínimo, como
insanidade mental generalizada.
Os norte-americanos, por sua vez, também já não se sentem
tranqüilos em seu próprio país. Resta perguntar: Para onde correr,
quando todo o planeta parece uma bomba prestes a explodir?
"Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta
vida, somos os mais infelizes do todos os homens , afirmou o
apóstolo Paulo, em sua primeira carta aos Coríntios, capítulo 15,
versículo 19.
Reconhecidas historicamente como importantes marcos do
cristianismo, as cartas de Paulo apontam para o único caminho
de escape à frágil condição humana: o Senhor Jesus Cristo.
Entretanto, esquecidos de olhar para o alto, de onde vem a
salvação, os governantes elaboram estratégicas das mais
complicadas e escusas, no intuito de demonstrar superioridade
uns sobre os outros.
Naturalmente a comunidade mundial lamenta o
desaparecimento de tantas vidas no atentado terrorista ao World
Trade Center, em Nova Iorque, Estados Unidos, ocorrido no dia 11
de setembro de 2001. Nada justifica tamanha tragédia. Mas não
há, também, como explicar que a sede de vingança tenha chegado,
com seus passos demoníacos, ao desesperado Afeganistão.
"Ah! Meu coração! Meu coração! Eu me contorço em dores. Oh!
As paredes do meu coração! Meu coração se agita! Não posso calar-
me, porque ouves, ó minha alma, o som da trombeta, o alarido de
guerra."
(Jeremias 4.19)
4. Fome
Em relatório oficial da Organização das Nações Unidas
(ONU), constam os dados de que cresce a cada dia a distância que
separa ricos e pobres em todo o mundo. Só nos últimos 30 anos,
20% das pessoas mais pobres do mundo diminuíram sua
participação na renda mundial, enquanto a parte dos 20% mais
ricos aumentou consideravelmente.
As conclusões do relatório também são estarrecedoras: 358
multimilionários do mundo possuem, juntos, mais dinheiro do
que 45% da população mundial.
"Se continuarmos nesse ritmo, as diferenças deixarão de ser
iníquas para se tornarem desumanas", advertiu o até então
coordenador do Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento, Richard Jolly.
Ainda segundo o relatório, aproximadamente 400 milhões de
pessoas vivem na pobreza nas grandes cidades, o que corresponde
a um terço da população urbana do mundo.
Embora a produção de alimentos seja suficiente para acabar
com a fome em todo o planeta, a injusta distribuição de renda
impede que os mais pobres consigam recursos suficientes para
comprar o alimento.
Inúmeras análises sociais, econômicas e financeiras já
derrubaram os mitos de que catástrofes naturais, como
terremotos, secas e furacões, ou a superpopulação, sejam
responsáveis pela fome que dizima povos inteiros. A omissão
humana é, na verdade, a causa maior das desigualdades sociais.
No Brasil, por exemplo, a seca na região Nordeste do país
deixa para trás uma multidão de vítimas, entre homens,
mulheres, crianças e animais, que morrem devido à falta de
alimentos essenciais à vida.
A desigualdade e má distribuição de renda têm sido alguns
dos maiores vilões nesse abismo social existente entre a população
brasileira. Essas pessoas acabam vivendo em condições
subumanas, sem estruturas básicas, como saúde e educação,
sendo as crianças, por motivos de sobrevivência, levadas aos
trabalhos nas lavouras, ainda em idade pré-escolar, gerando,
dessa forma, um dos maiores fatores de evasão das salas de aula,
contribuindo para o aumento do número de analfabetos na região.
Sem contar a taxa de mortalidade infantil, que continua
atingindo escalas assustadoras. Em determinadas regiões
nordestinas, de cada sete bebês que nascem, um morre antes de
completar o primeiro ano de existência, em conseqüência de
diarréia e desnutrição, e aqueles que sobrevivem têm uma
expectativa de vida muito baixa.
Famílias que normalmente vivem em casas construídas com
palha, taipa, pau-a-pique ou bambus, usando o barro como
enchimento, passam até semanas sem ter alimento em seus lares,
sendo forçadas a consumirem calangos e vegetação local,
principalmente espécies de plantas usadas para alimentação do
gado, ou papa feita de farinha com água. Em algumas delas, a
renda mensal é inferior a trinta reais.
Visando à busca de soluções para os principais problemas
do sertão nordestino, o Projeto Nordeste, idealizado pelo bispo
Edir Macedo e dirigido pelo bispo Marcelo Crivella, vem sendo
desenvolvido na Fazenda Nova Canaã, no município de Irecê, no
interior do Estado da Bahia. Lá foi implantado o sistema de
irrigação por gotejamento, nos moldes utilizados em Israel,
São mais de 550 quilômetros de mangueiras providas de
inúmeros furos, por onde goteja a água sobre o pe de cada planta,
o que evita o desperdício. Essa água é extraída do subsolo, através
de potentes bombas.
No local existem mais de quinze poços artesianos, que
abastecem dois reservatórios com capacidade para mais de três
milhões de litros de água. Um dos trabalhos desenvolvidos na
fazenda, por exemplo, é o cultivo de solos em clima semi-árido,
utilizando modernas técnicas de produção de sementes e
condições adequadas para industrializar e comercializar as safras
obtidas.
Quanto ao lado social, o projeto tem atendido às
comunidades carentes, oferecendo emprego às famílias e tirando
as crianças, na fase pré-escolar, dos trabalhos pesados na
lavoura, evitando que elas, devido às precárias condições
financeiras da família, tenham danos irreversíveis no
desenvolvimento físico, intelectual e emocional. Confirmando que
quando há vontade humana e fé, tudo é possível!
5. DOENÇAS
Peste Negra — por volta do ano de 1357, pessoas de
diversas partes do mundo começaram a ser atingidas por uma
doença de causas desconhecidas até aquele momento,
caracterizada pelo surgimento de manchas pretas provocadas por
hemorragia subcutânea. Às vezes formavam-se dolorosos caroços
em diversas partes do corpo, e quase sempre a morte era
inevitável.
Em algumas cidades da Europa, a epidemia chegou a
dizimar quatro quintos de seus habitantes, sendo comum a
abertura de grandes valas para sepultar os mortos. Calcula-se que
tenham perecido quase 500 mil pessoas.
Gripe Espanhola — no final da I Guerra Mundial, a Ciência
já havia tido um grande avanço, e se esperava que grandes
epidemias, de proporções como a da Peste Negra, não mais
ocorressem.
No entanto, em pouco tempo, uma gripe de forma virulenta
assolou o mundo, e se contabilizaram mais mortos que durante os
quatro anos de guerra. Dessa vez foi a Gripe Espanhola, que em
uma estatística superficial vitimou 12 milhões de pessoas em todo
o planeta.
Tuberculose — hoje a quarta causa de mortes no mundo,
atingiu 7,3 milhões de pessoas e provocou 2,9 milhões de mortes
em 1997, porque as novas variedades da bactéria estão muito
resistentes aos antibióticos atuais.
Febre Amarela — vem ressurgindo com rapidez, matando
em 1997 um total de 30 mil pessoas, com um saldo acumulado de
200 mil doentes, em sua maioria na África.
Dengue — descoberta nos anos 70, é um vírus do grupo
"arbovírus". A forma mais grave é a dengue hemorrágica.
Hepatite C — silenciosa, calma e devagar; sem causar
alarde e sem sintomas, a hepatite C, uma espécie de inflamação
no fígado provocada pelo vírus HCV, é uma doença que pode levar
até 30 anos para atingir seu objetivo: no mínimo, uma
insuficiência hepática com cirrose. No máximo, um câncer fatal.
Transmitido através do sangue contaminado, com
transfusão, seringas e drogas injetáveis, o vírus, que tem como
característica principal a evolução para a forma crônica e se
subdivide em seis tipos, se instala e permanece no organismo, não
escolhendo aparência nem classe social para atacar.
Em seu silêncio, já fez mais de 170 milhões de portadores
que, exatamente pela falta de sintomas, não conseguem
diagnosticar a tempo de evitar o avanço e o estágio crônico. Dados
da OMS, Organização Mundial de Saúde, prevêem que a doença
deverá ter 500 milhões de vítimas em todo o mundo nos próximos
anos.
Ebola — é apenas mais um dos vírus descobertos
recentemente, e que recebem a denominação de "emergentes".
Ganhou notoriedade mundial com o surto da doença ocorrido no
Zaire, no continente africano, em 1995.
Mata 90% das suas vítimas, ocorrendo a morte em poucos
dias. O quadro clínico é tão horrível que parece efeito especial de
filme norte-americano, do gênero "terror-ficção". O vírus ataca
todos os órgãos e tecidos do corpo humano, com exceção dos
ossos e alguns músculos.
O colágeno, substância responsável pela unidade da pele, e
que mantém os órgãos juntos, transforma-se em uma pasta
disforme. A pessoa infectada expele sangue por todos os orifícios
do corpo, inclusive pelos olhos e rachaduras espontâneas que
surgem na pele.
O globo ocular fica cheio de sangue, o que causa cegueira. A
hemorragia interna não pára, porque o sangue não coagula. O
revestimento da traquéia e da garganta se desmancha, e pode
descer para os pulmões. Surgem hemorragias no coração e o
músculo fica flácido.
O fígado incha, apodrece e se torna líquido; a medula se
desfaz em pedaços; os rins, repletos de células mortas, deixam de
funcionar e a urina se mistura com sangue. O baço incha e
endurece, e a pessoa vomita pedaços de intestino com sangue. O
vírus destrói o cérebro e a vítima geralmente tem convulsões
epilépticas no estágio final da doença.
Em janeiro de 1985, a Organização Mundial da Saúde
publicou um relatório intitulado "Controle e prevenção de doenças
transmissíveis, doenças infecciosas novas, emergentes e
reemergentes", revelando o grau de preocupação com o
surgimento de novas doenças.
Médicos, biólogos e cientistas estão absolutamente perplexos
com os acontecimentos. Doenças causadas por bactérias, como
cólera, salmonelíase, difteria e meningite, além da dengue e da
febre amarela, também voltaram a assustar o mundo.
O medo de um ataque terrorista, utilizando armas
biológicas, com bactérias e diversos tipos de vírus, se espalhou
pelos Estados Unidos desde os ataques do dia 11 de setembro de
2001.
A bactéria Antraz (Anthrax, conforme seu nome original), por
exemplo, deixou o país mais rico do mundo em alerta depois de
uma onda de contaminações.
Ela é capaz de sobreviver por mais de cem anos, mesmo
soterrada, segundo Brian Moffat, diretor de Arqueologia de uma
escavação em Soutra, cidade nos arredores de Edimburgo, na
Escócia, cuja equipe encontrou esporos soterrados, os quais
sobreviveram por mais de um século.
"Se a bactéria ainda está ativa aqui, há razão para acreditar
que ela pode sobreviver em muitos outros locais", disse o
pesquisador à agência de notícias France Presse.
Um desses locais é a Ilha Guinard, a Oeste das terras
escocesas. Em 1941, agentes dos serviços secretos inglês e norte-
americano começaram a suspeitar que Hitler, o genocida que
levou o mundo à II Guerra
Mundial, estivesse fazendo testes com armas biológicas,
utilizando exatamente essa bactéria.
O Governo britânico decidiu então transferir seus
pesquisadores para essa ilha, por ser pequena, desabitada e
próxima à base militar de Loch Ewe, levando ainda 60 ovelhas,
que serviram como cobaias nas experiências.
Colocados em cercados e expostos à bactéria, os animais
morreram em poucos dias, sendo enterrados em uma caverna na
ilha, com algumas toneladas de pedra por cima. Isso, entretanto,
não evitou que um dos corpos tosse levado para o mar durante
uma tempestade.
Foram necessários cinqüenta anos para descontaminar o
local, e, mesmo assim, de acordo com o jornal árabe Khallej
Times, só após onze anos da retirada das placas de "Afaste-se"
poucas pessoas se aventuraram a visitar a ilha, que ficou
conhecida como "a Ilha Antraz".
Aids — o H.I.V. (Vírus da Imunodeficiência Humana),
causador da Aids, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, foi
isolado em 1983 e é 100% letal.
Desde o surgimento da doença, ela é sem dúvida a mais
conhecida. O vírus ataca os glóbulos brancos do sangue,
responsáveis pela defesa do organismo, que, assim, fica debilitado
e suscetível ao ataque de germes oportunistas, que provocam
vários tipos de infecções. Não há perspectiva de vacina eficaz,
porque o vírus se modifica constantemente.
A Peste Negra, que assolou a Europa até o século XVII,
parece uma simples gripe, se comparada à Aids, que é na verdade
um caso de saúde pública mundial.
Segundo pesquisas recentes publicadas em vários idiomas
pelo Worldwatch Institute, organização não governamental
sediada em Washington, capital norte-americana, desde o seu
aparecimento, há 20 anos, a Aids já matou 20 milhões de pessoas
em todo o mundo, deixando atualmente um contingente de 50
milhões de infectados.
Ásia — A China, país com mais de um bilhão de habitantes,
de acordo com os dados do Worldwatch, tem um milhão de
infectados, um percentual considerado baixo em relação ao total
da população.
A transmissão do vírus está ligada à venda de sangue, que
no interior da China continua sendo um recurso para aumentar a
renda familiar, embora oficialmente esse comércio tenha sido
extinto em 1998.
Na índia, onde a prostituição é uma atividade que chega a
pesar na economia, o número de soropositivos chega a quatro
milhões. Em 1997, em Bombaim, a maior cidade da Costa Oeste,
70% das prostitutas já estavam infectadas pelo vírus da Aids.
De acordo com relatório divulgado em dezembro de 2001
pela ONU, entretanto, os países do antigo bloco soviético são os
que apresentam a maior taxa de crescimento de infectados pelo
vírus HIV do planeta. Fontes extra-oíiciais afirmam que os
números reais são até cinco vezes maiores do que os apresentados
pelos governos locais.
Países como Camboja e Tailândia não divulgaram dados
oficiais quanto ao número de pessoas infectadas em seus
territórios, nem qualquer outra estatística.
Europa — Nos países do chamado Primeiro Mundo, os
avanços nas pesquisas médicas têm levado à descoberta de
terapias que prolongam a vida, o que, paradoxalmente, tem
aumentado o número de infectados com o vírus HIV. A razão disso
é que as pessoas estão encarando essas terapias como curas
definitivas, deixando de lado o chamado "sexo seguro".
América Latina — A transmissão do vírus da Aids na
América Latina tem se dado principalmente entre casais
heterossexuais, contrastando com os países do Primeiro Mundo,
onde as relações sexuais entre homens têm sido a maior causa do
aumento dos índices de infecção.
Quase dois milhões de pessoas são portadoras do HIV,
tornando essa região, somada ao Caribe, a segunda mais afetada
do mundo, perdendo só para a África.
África — A situação no continente africano é dramática. No
ano 2000 o total de contaminados pelo vírus HIV chegou a 25
milhões. Pesquisas recentes divulgadas pela agência internacional
de notícias Reuters mostram que mais de 12 milhões de crianças e
adolescentes com menos de 15 anos ficaram órfãos no ano 2001,
em conseqüência da Aids, na chamada África subsaariana, ou
seja, nos países localizados abaixo do Deserto do Saara. Há que se
levar em conta que essas crianças e adolescentes não têm outros
parentes vivos com quem morar, indo para as ruas.
A África do Sul, o país com maior desenvolvimento do
continente africano, é também a nação com o maior número de
infectados pelo vírus HIV em todo o mundo. Estatísticas oficiais
apontam que uma em nove pessoas está contaminada, e que a
cada ano nascem entre 70 mil e cem mil bebês com o vírus.
Instituições religiosas em atividade junto às populações mais
pobres do país, entretanto, afirmam que 60% dos sul-afncanos
estariam contaminados pelo vírus HÍV.
Aproximadamente 8% da população adulta de Camarões,
país localizado na costa Oeste da África, estão infectados com o
vírus da Aids. Em entrevista coletiva à imprensa internacional, o
ministro Jacques Fame Ndongo declarou: "O Ocidente deveria
mobilizar uma campanha mundial contra a Aids igual à coalizão
internacional contra Bin Laden".
Em Botswana, país ao Sul do continente africano, o índice
de contaminação com o vírus da Aids atinge a marca de um terço
dos adultos. O país solicitou ao Governo brasileiro cooperação
para formação de profissionais e transferência de tecnologia para
a produção de medicamentos, para enfrentar a epidemia.
Convênios de cooperação já foram assinados pelo Brasil com
Angola; Moçambique; Guiné-Bissau; Cabo Verde; São Tome e
Príncipe; todos de língua portuguesa. Namíbia; Zimbabwe; África
do Sul; Quênia e Nigéria, países de língua inglesa, já
manifestaram interesse em um intercâmbio com o Governo
brasileiro.
Estados Unidos — De acordo com a Escola de Saúde pública
de Harvard, em Boston, Estado de Massachusetts, a maioria dos
universitários norte-americanos não usam regularmente
preservativos, embora conscientes do risco das doenças
sexualmente transmissíveis, o que inclui a Aids,
Medicamentos — A Medicina ainda não acena com uma
vacina ou um antibiótico realmente eficaz contra o HIV Uma
medicação paliativa, entretanto, que reúne vários remédios e
recebe a denominação de "coquetel anti-Aids", tem sido a causa de
desentendimentos internacionais, por causa das patentes que os
grandes laboratórios detêm.
Quebra de patentes — O Brasil está propondo a quebra de
patentes para dois de nove medicamentos que integram um
coquetel anti-Aids, com base na Lei de Patentes, de 1996. Em
novembro de 2000, entretanto, os Estados Unidos recorreram à
Organização Mundial do Comércio (OMC) contra esse tipo de
iniciativa.
A alegação dos laboratórios norte-americanos é que a quebra
das patentes viola regras internacionais de proteção da
propriedade intelectual. Organizações não governamentais de
defesa dos direitos dos aidéticos acusam o Governo norte-
americano de defender mais o acúmulo de lucros nos cofres
desses laboratórios que a vida humana.
O Governo sul-africano, o primeiro a se manifestar na ONU
em favor da quebra de patentes, venceu no ano de 2001, nas
cortes internacionais, uma disputa contra 39 das maiores
empresas farmacêuticas do mundo, obtendo a permissão para
importar versões mais baratas de drogas anti-Aids, o que no Brasil
é chamado de medicamento genérico. O Quênia, também no
continente africano, já anunciou sua intenção de seguir o mesmo
caminho.
Cruz Vermelha — Em reunião recente na Tailândia, Ásia,
representantes da Cruz Vermelha, organismo internacional de
ajuda, e das Sociedades do Crescente Vermelho, organizações não
governamentais locais, elaboraram um manifesto pedindo
mudanças nas leis internacionais de importação de genéricos,
para que os fabricantes desses medicamentos possam exportá-los
para os países com alta incidência de Aids.
Conclusão
A cada dia no mundo mais pessoas ficam doentes, o que
somado ao encarecimento das modernas técnicas médicas faz
aumentar em muito os gastos com saúde, principalmente nos
países subdesenvolvidos. A humanidade, entretanto, está cada vez
mais enferma. Moléstias antigas ressurgem com uma ferocidade
jamais vista, enquanto novas doenças surgem a cada ano.
Ainda que isso seja um sinal dos últimos dias da
humanidade, saiba que se você se encontra doente, já buscou
socorro na Medicina, através de tratamentos e remédios, e não
obteve a cura, o Senhor Jesus na cruz do Calvário levou as nossas
dores e as nossas enfermidades:
"Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as
nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido
de Deus, e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas
iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas
suas pisaduras fomos sarados."
(Isaías 53.4,5)
6. Terremotos
Considerados uns dos fenômenos mais notáveis dos últimos
séculos, os terremotos têm sido notícia em muitos pontos da
Terra. O acompanhamento dos registros dos abalos sísmicos dos
últimos 500 anos mostra com fidelidade a profecia contida em
Lucas 21.11: "Haverá grandes terremotos em vários lugares."
São considerados grandes terremotos aqueles de magnitude
igual ou superior a 6 na escala Richter. Essa escala, porém, é
logarítmica, e, sendo assim, um terremoto de magnitude 7, por
exemplo, é dez vezes mais forte que um de magnitude 6.
Estima-se que ocorram atualmente em torno de 500 mil
tremores por ano em todo o planeta, dos quais cem mil podem ser
percebidos sem o uso de qualquer equipamento, e pelo menos mil
causam danos.
A tabela que se segue mostra o aumento da incidência de
terremotos nos séculos passados:
SÉCULO Nº DE TERREMOTO CONSEQUÊNCIAS
XVI 258 860 mil mortos
XVII 378 140 mil mortos
XVIII 640 500 mil mortos
XIX 2.119 179.153 mortos
No século XX, o número e a intensidade dos terremotos
aumentaram assustadoramente, sem contar os tremores menores,
que também causam extensos danos, mas não são sequer
noticiados.
Em todo o século XIX ocorreram 41 grandes terremotos; no
século XX, até maio de 1997 já haviam ocorrido 96, provocando a
morte de mais de dois milhões de pessoas.
De acordo com o vulcanologista Steve Mattox. da
Universidade de North Dakora, nos Estados Unidos, na primeira
metade do último século houve 15 terremotos considerados "de
intensidade extrema", e na segunda metade foram 20 desses
terremotos. No século XIX foram registrados apenas sete deles.
A tabela a seguir mostra o aumento da incidência de
terremotos até a década de 70, na região do Oriente Médio:
DÉCADAS DO SÉCULO XX Nº DE TERREMOTOS POR DÉCADA
1900 a 1909 141
1910 a 1919 154
1920 a 1929 321
1930 a 1939 358
1940 a 1949 347
1950 a 1959 467
1960 a 1969 1.205
1970 a 1979 1.553
O depoimento a seguir é da iraniana Fatemeh Rafie, dona de
casa, sobrevivente do mais recente terremoto que atingiu seu país:
"Duzentas aldeias foram destruídas, sendo que sete foram
literalmente engolidas pela terra. Mais de quatro mil pessoas
morreram. O tremor foi tão forte que várias vezes tentei sair de
casa, mas fui empurrada para as paredes. O solo formava ondas
de quase meio metro; parecia que eu estava no mar".
No Afeganistão, no último ano do século passado. 4.400
pessoas ficaram soterradas debaixo dos escombros deixados após
um terremoto. O porta-voz da aliança militar que controlava a
área declarou: "As colinas caíram umas sobre as outras, formando
uma cratera gigante. Mais de 20 povoados foram destruídos".
América Latina — Na América Latina houve três grandes
terremotos nos 20 anos compreendidos entre 1926 e 1945. Entre
1946 e 1965 aconteceram quatro, e entre 1966 e 1985 houve um
total de 12 grandes terremotos.
Em 31 de maio de 1970, um sismo violentíssimo numa
região costeira do Peru, que segundo estimativas atingiu 9 graus
na escala Richter, aliado à ação de um fenômeno pouco conhecido
na época, o chamado "efeito estufa", fez desabar um dos picos do
Nevado de Huascaran, na Cordilheira dos Andes, situado a 14,5
Km da cidade de Yungay.
Em menos de três minutos, Yungay foi soterrada por uma
massa de gelo e entulho, que se deslocava a
330 Km/h. Mais de 30 mil pessoas morreram, soterradas
por uma camada de 27 milhões de metros cúbicos de entulho,
com espessura variando de quatro a dez metros.
A repercussão internacional da tragédia, entretanto, foi
muito pequena, devido a dois fatores: aconteceu em um país do
Terceiro Mundo e naquele exato dia estava sendo aberta a Copa do
Mundo de Futebol, a Taça Jules Rimet, da qual o Brasil saiu
tricampeão.
Ainda na costa deste mesmo país ocorreu recentemente um
fenômeno ainda mais aterrador: terremoto seguido de maremoto.
O centro da atividade sísmica foi localizado no Oceano Pacífico e
atingiu 6,7 graus na escala Richter.
Algum tempo depois houve um grande tremor no Equador,
sendo seguido por mais de 300 abalos sísmicos de menor
intensidade, e o terremoto que atingiu o litoral Nordeste da
Venezuela foi tão forte que a terra tremeu em Manaus, capital do
Amazonas, região Norte do Brasil, a 1.500 quilômetros de
distância. Segundo as autoridades venezuelanas, foi o pior tremor
dos últimos 30 anos.
Quase na virada para o terceiro milênio um tremor de terra
assustou a população de Mato Grosso, na região Centro-Oeste
brasileira. O sismo, de 5 graus na escala Richter, foi o segundo
maior já registrado no Brasil. O primeiro aconteceu na mesma
região, em janeiro de 1995, e chegou a 5,6 graus.
Tiveram repercussão internacional o terremoto que destruiu
Manágua, capital da Nicarágua, na década de 70, e o que atingiu
a Guatemala, pouco tempo depois, deixando além do elevado
número de mortos o total de um milhão de desabrigados.
Ocorreram ainda abalos sísmicos no Chile e na Argentina, no final
do século passado.
América do Norte — Nos Estados Unidos e no Canadá
ocorreram 15 grandes tremores no período de 1911 a 1940; nos
30 anos seguintes, de 1941 a 1970, houve 18 grandes terremotos.
Apenas na década de 70 ocorreram dez. Na Califórnia ocorreram,
em todo o século XIX, 29 grandes terremotos; no século XX, até
1984 já haviam ocorrido 39. Washington, capital norte-americana,
experimentou no século XIX seis grandes tremores; no século XX,
só até 1983 foram 19.
O Governo norte-americano dedica cem milhões de dólares
por ano à pesquisa da previsão de terremotos, porém muitos
sismólogos admitem que as tentativas de se encontrar uma
maneira de avisar as pessoas com algumas horas de antecedência,
ou ainda que sejam minutos, da ocorrência de um terremoto,
resultaram inúteis.
Thomas Heanton, pesquisador da Califórnia, é mais enfático
e recentemente afirmou em uma entrevista na TV: "Nós nunca
seremos capazes de prever em detalhes quando um terremoto se
tornará grande".
Ásia — No Japão, no século passado, foi registrada, em um
único fim de semana, uma cadeia de mais de 200 terremotos de
intensidades leve e moderada. O de Kobe, em 17 de janeiro de
1995, considerado o pior dos últimos 70 anos, apresentou uma
magnitude de 7,2 graus na escala Richter.
Na China, na primeira década do século XX houve 18
tremores com magnitude igual ou superior a 6 5. Nas três décadas
seguintes houve, respectivamente, 35, 33 e 34 desses terremotos
no país.
Em 1976 o país foi atingido por um tremor de terra que
causou 750 mil mortes. Li Xuanhu, um dos diretores do Centro de
Sismologia da China, confirmou há pouco tempo a ocorrência, em
um período de apenas seis meses, de três terremotos sérios em
uma determinada área do país.
"O tremor de sábado foi o pior na região de Lijiang desde
1474. Ao que tudo indica, a movimentação sísmica foi sentida
também na Armênia, Paquistão e Japão", afirmou ele à imprensa
local.
Eis a declaração de um jornalista que se encontrava nas
Filipinas, quando ocorreu o último grande terremoto noticiado
naquele país: "Acordamos com um barulho ensurdecedor, e
quando tentamos sair, ondas enormes, de dez a 15 metros de
altura, se precipitaram sobre nós. Uma senhora que estava perto
de mim perdeu quatro filhos. Mais de 600 tremores secundários
foram registrados".
Europa — A Itália foi a nação européia que já neste início do
século XXI experimentou um terremoto. Prédios históricos foram
atingidos, provocando lamentos por parte da comunidade
acadêmica internacional. No final do século passado um sismo de
4,9 graus havia atingido a região central do país.
Também foram registrados tremores perto das ilhas Fiji e na
Grécia.
Conclusão
Entre maio e dezembro de 1995, aconteceram 33 fortes
terremotos. A devastação provocada foi elevada o bastante para
ganhar espaço na mídia impressa e eletrônica internacional. Os
países atingidos foram: Estados Unidos; Grécia; Rússia; Itália;
Japão; China; Birmânia; Indonésia; Peru; Chile; México; Turquia;
Argélia; Equador; Egito; Israel; Jordânia; Nicarágua; Colômbia.
Conforme estudiosos afirmam, esses dados mostram de
forma inequívoca que a humanidade "não tem mais o solo firme
sob os pés". Segundo eles, os terremotos continuarão aumentando
em todo o mundo, tanto em quantidade quanto em intensidade.
Na realidade, os habitantes do planeta estão totalmente
vulneráveis diante dos tremores de terra. A perplexidade de
sobreviventes e repórteres deixa claro o reconhecimento da
incapacidade humana em dominar, mesmo com todo o avanço
tecnológico, as forças da natureza.
7. Perseguição
Haverá uma perseguição mais severa contra o povo de Deus.
Aqueles que se mantiverem fiéis serão salvos:
"Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele,
porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo. Quando, porém,
vos perseguirem numa cidade, fugi para outra; porque em verdade
vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel, até
que venha o Filho do Homem."
(Mateus 10.22,23)
"Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de
todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão
de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros."
(Mateus 24.9,10)
"Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele,
porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo."
(Marcos 13.13)
"Se vós fósseis do mundo, o mundo amaria o que era seu;
como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi,
por isso, o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que eu vos
disse; não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a
mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha
palavra, também guardarão a vossa."
(João 15.19,20)
"Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No
mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o
mundo."
(João 16.33)
"Fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a
permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas
tribulações, nos importa entrar no reino de Deus."
(Atos 14.22)
"E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias
tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança."
(Romanos 5.3)
“Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo."
(Mateus 24.13)
Ser perseguida é uma das características da Igreja cristã. O
Senhor Jesus começou Sua vida neste mundo sob tremenda
perseguição, que começou logo após a aparição da estrela e o
anúncio dos três reis magos. Herodes, temendo que o Messias
prometido fosse um rei secular, que tomaria o domínio de Roma,
ordenou aos seus soldados que procurassem a criança anunciada
pelos profetas de Israel e a matassem.
A perseguição voltou sobre Ele imediatamente após o Seu
primeiro sermão, proferido no templo.
Fariseus, saduceus, zelotes, publicanos e outros grupos
religiosos judaicos começaram a persegui-lO, com a aquiescência
dos romanos.
A Sua morte foi o ápice dessa perseguição. Aprisionado e
crucificado como se fosse um criminoso, o Senhor Jesus teve a
Sua sentença de morte registrada em um documento oficial do
Império Romano, sob a acusação principal de querer incitar o
povo contra o Governo.
A perseguição à Igreja — Enquanto a Igreja permaneceu em
Jerusalém, com os irmãos se reunindo para orar, estudar as
Escrituras, cantar e louvar, não cresceu. Também não cumpriu o
mandamento de que fosse pregado o Evangelho por todo o mundo,
a toda criatura.
Quando, porém, no ano 70 da nossa Era, o general romano
Tito Vespaciano tomou Jerusalém e a destruiu, os cristãos foram
espalhados por toda parte. Depois disso, quando a Igreja começou
a ser perseguida, principalmente em Roma, teve início o seu
crescimento.
A perseguição aos evangélicos no Brasil —
Preconceito, discriminação e intolerância religiosa fazem, há
quase 500 anos, o pano de fundo da história da perseguição aos
evangélicos, iniciada com a Reforma Protestante. O saldo de
perseguições, aliás, só é comparado aos tempos da Igreja
primitiva.
No Brasil, a presença evangélica é repleta de perseguições,
incentivadas pela Igreja Romana. Em 1922, o padre carioca
Soares de Azevedo declarou publicamente, em relação ao
protestantismo: "Esta seita não causa lesões externas como a
varíola, nem corrói os pulmões como a tísica, mas envenena a
alma, deforma o caráter, deprime o espírito e desnacionaliza o
indivíduo".
Nas duas décadas seguintes, as igrejas evangélicas,
chamadas pejorativamente de "tendas das seitas", foram
sistematicamente invadidas. O clero romano proibia os fiéis até
mesmo de cumprimentarem os evangélicos quando passavam
pelas ruas, e incentivava as hostilidades aos templos.
A perseguição à IURD — Na Igreja Universal, além da
experiência de fé as pessoas são incentivadas a reconstruírem
suas vidas, recuperando sua dignidade e se tornando
participantes da sociedade, lutando também pelos seus direitos.
Também são esclarecidas quanto às tramas e armações do
catolicismo romano para se manter no poder.
Inconformadas com o crescimento da IURD, autoridades
civis, militares e religiosas têm feito de tudo para impedir a
abertura de novos templos e a continuidade do trabalho espiritual
no Brasil e em outros países, tentando até impingir o conceito de
"seita".
No dia 17 de abril de 1987, quando foi realizada a primeira
concentração no Maracanã, no Rio de Janeiro, o maior estádio de
futebol do mundo, estiveram presentes quase 200 mil pessoas, um
público que nem o futebol naquela época conseguia reunir. O
volume das criticas, a partir desse dia, aumentou.
Por ocasião de nova concentração, em abril de 1992, os
ataques por parte da imprensa se repetiram. Um jornal secular,
por exemplo, chamou os membros da Igreja Universal de
"fanáticos e cegos", c acusou os pastores e bispos de "aliviarem os
bolsos dos fiéis, enchendo dezenas de sacos de dinheiro".
As matérias jornalísticas, entretanto, jamais analisaram o
motivo pelo qual tantas pessoas se reúnem para um culto em um
estádio. Ignoram completamente a transformação de inúmeras
vidas convertidas ao Senhor Jesus, e os testemunhos de pessoas
que ficaram curadas de graves doenças, alcançando ainda o
conforto espiritual, a solidariedade e a prosperidade material, após
terem entrado para a Igreja Universal.
Investigação pela Receita Federal — Em 1989, a Igreja
Universal foi alvo da maior investigação já realizada pela Receita
Federal e pelo Banco Central, com o intuito de enquadrar o bispo
Edir Macedo no crime de sonegação de Imposto de Renda.
O bispo também foi alvejado por mais quatro inquéritos:
charlatanismo, evasão de divisas, estelionato e até narcotráfico.
Foi inocentado de todos.
Prisão do bispo Macedo — No dia 24 de maio de 1992, um
domingo, na capital paulista, 15 policiais fortemente armados,
dentre eles cinco delegados da Divisão de Captura da Polícia de
São Paulo, interceptaram o carro do bispo Macedo, que acabara de
sair da igreja.
Com sua família ameaçada pela mira de metralhadoras,
escopetas e revólveres, ele foi empurrado para dentro de uma das
quatro viaturas que pararam o trânsito, cumprindo um mandado
de prisão indevido -surpreendentemente expedido no prazo
recorde de 24 horas, um "milagre" para os "padrões de eficiência"
da Justiça brasileira, e totalmente falho quanto à sua
legitimidade, fato reconhecido na época pelo próprio Tribunal de
Alçada.
Este episódio foi apenas o começo de uma sucessão de atos
de perseguição contra a Igreja Universal, envolvendo os meios de
comunicação, o poder político e a Igreja Romana.
"Guerra santa" — No dia 12 de outubro de 1995, quando
abordava na televisão a questão da idolatria, um dos bispos da
Igreja Universal, no ímpeto de mostrar que uma imagem nada
mais é que um objeto feito por mãos humanas, sem poder algum
para abençoar a vida de quem quer que seja, tocou com os pés
uma imagem da chamada "padroeira do Brasil", no intuito de
mostrar que era oca.
Imediatamente a mídia secular entrou em ação, divulgando
repetidamente a cena, inclusive alterando o som, de forma a
parecer que o bispo havia praticado atos de vandalismo contra um
símbolo católico.
Apesar do pedido público de desculpas do bispo Macedo aos
católicos, em reprovação àquela atitude precipitada, foi deflagrada
uma suposta "guerra santa", alimentada por interesses excusos.
Vários templos foram apedrejados e bombas de fabricação caseira
foram encontradas.
Algum tempo depois, nova campanha difamatória foi
reaberta, com a exibição de uma minissérie em uma rede de
televisão, reproduzindo alguns diálogos de uma entrevista
concedida pelo bispo Macedo a uma revista secular.
No Natal daquele mesmo ano, a mesma rede de televisão
exibiu uma fita de vídeo, retratando momentos de folga,
descontração e intimidade de um grupo de pastores, não
mostrando nada demais, tanto do ponto de vista teológico quanto
moral ou legal.
Com essa exibição, entretanto, várias autoridades foram a
público atacar a Igreja Universal, e fizeram diversas acusações
contra o bispo Macedo, das quais já foi absolvido.
A fita pertencia a um ex-pastor, que anteriormente já havia
acusado a IURD de ter recebido um milhão de dólares de um
"traficante colombiano", e de aceitar a "lavagem de dinheiro de
drogas" de cartéis colombianos.
Tudo pura fantasia, engendrada com o propósito de
desmoralizar, denegrir e até chantagear. Como parte de seu plano,
esse ex-pastor, naquele mesmo mês, convidou um grupo de
jornalistas para assistirem, na casa da sua advogada, na periferia
de Recife, capital pernambucana, algumas fitas que, segundo ele,
mostrariam pastores e bispos da IURD assistindo a uma sessão de
filme pornográfico.
Na frente de todos, após receber um telefonema, ele afirmou
que sua esposa, que levaria as supostas fitas, teria sido assaltada
por quatro homens encapuzados, que teriam levado exatamente as
tais fitas, das quais ele não teria cópias.
O silêncio quanto ao trabalho social — Naquele ano, 1995,
a ABC, Associação Beneficente Cristã, braço social da IURD, havia
distribuído sete mil toneladas de alimentos não perecíveis no
Brasil, sendo três mil toneladas no Rio de Janeiro, alcançando
mais de 400 comunidades carentes. Nada foi dito quanto a isso
nos meios de comunicação seculares.
Esse silêncio proposital acontece também em relação aos
trabalhos de assistência a drogados, ressocialização de detentos e
distribuição de cestas básicas aos seus familiares, alfabetização,
através do Supletivo Universal Ler e Escrever, e cursos profissio-
nalizantes gratuitos, sem falar nas consultas médicas,
odontológicas e jurídicas, com profissionais voluntários, que
atendem a pessoas que vivem nas ruas, levando ainda serviços
estéticos, de enfermagem e higiene.
Chile — Desde que a Igreja Universal do Reino de Deus
chegou ao Chile, vem sendo perseguida. Quando, no entanto, foi
publicado no Diário Oficial o seu reconhecimento jurídico -
Decreto Supremo nº
1.126, de 10 de novembro de 1995, outorgado
pelo Ministério da Justiça - a situação se agravou.
No final do ano de 1997, o delegado Mateus Casado Martins,
da Polícia Federal brasileira, enviou um ofício ao cônsul do Chile
no Rio de Janeiro, Eraldo Munoz, ex-padre católico romano,
informando que, no Brasil, a IURD respondia por processos de
estelionato, charlatanismo e curandeirismo, mas tais processos já
haviam sido arquivados por falta de provas. Sugeria ainda um
envolvimento com o narcotráfico, crimes fiscais e evasão de
divisas.
O Ministério do Interior do Chile, através do Departamento
de Estrangeiros e em conjunto com o Ministério do Exterior, negou
então o visto de permanência a nove pastores, com as esposas e
filhos, sendo um deles casado com uma cidadã chilena e,
portanto, com direito legal de permanecer no país.
As famílias brasileiras foram levadas a depor na Polícia
Internacional (Polinter), tiveram os documentos retidos e
passaram a viver em regime de prisão condicional. Duas vezes na
semana, todos eram obrigados a se apresentar ao quartel da
polícia de investigação. A Corte de Apelações de Santiago, capital
chilena, rejeitou o recurso de proteção aos pastores e suas
famílias, que não contaram sequer com o apoio da Embaixada
Brasileira.
Em ofício enviado ao ministro da Justiça na época, íris
Rezende, o diretor da Polícia Federal, afirmou não existir
nenhuma investigação contra a Igreja Universal. A partir desse
documento, o ministro enviou um novo ofício ao Chile, solicitando
atenção especial ao caso dos religiosos.
Zâmbia — A Igreja Universal chegou à Zâmbia, no Sudeste
do continente africano, país predominantemente católico, em
1995, e logo iniciou uma programação evangelística na emissora
de rádio ZNBC, a Rádio Nacional da Zâmbia, cujas transmissões
abrangiam inclusive a vizinha República do Congo.
Os programas iam ao ar de segunda a sexta-feira, das 19 às
20h, ao vivo, com testemunhos e pregação da Palavra de Deus,
além das músicas gospel. Com isso, começaram a chegar pedidos
de que templos fossem abertos em outras regiões do país.
Em agosto de 1997, a IURD adquiriu então, diretamente do
Governo, um terreno no Centro de Lusaka, a capital, no ponto de
maior circulação de pessoas e veículos. Quando, entretanto, foi
dada entrada na licença para a construção do que viria a ser a
catedral, surgiram no Times of Zâmbia, jornal estatal, acusações
de que os pastores "bebiam o sangue das pessoas".
As fundações da catedral, que já estavam sendo preparadas,
foram então destruídas por indivíduos armados, que invadiram a
propriedade com tratores. Alguns dias depois, apareceram outras
pessoas portanto um documento que lhes garantia a posse
daquele terreno havia mais de quatro anos.
Ciente de ter havido corrupção naquela venda, o Governo
cedeu à Igreja Universal um terreno ao lado, com o dobro da área.
Três semanas depois, um funcionário do Departamento de
Home Assair, que controla a entrada de estrangeiros no país,
entregou ao pastor Carlos
Alberto Marques Corrêa, responsável pelo trabalho no país à
época, um documento dando conta do cancelamento do registro
da IURD, "por não contribuir para o bem-estar, a paz e o
progresso do país, e por envolvimento em atividades ilegais",
devendo encerrar imediatamente suas atividades.
Apesar do prazo legal de 21 dias para apelação, no domingo
seguinte indivíduos com fardas do Exército, fortemente armados,
invadiram o templo, expulsaram os membros, que participavam
do culto, e levaram preso o pastor Carlos da Silva de Lima,
soltando-o no dia seguinte, com a determinação de que todos os
pastores e suas famílias abandonassem a Zâmbia, levando apenas
seus objetos de uso pessoal, deixando para trás todos os bens
adquiridos pela IURD.
O pastor Carlos Alberto Corrêa, através de advogados, obteve
permissão para permanecer por mais oito dias, mas ficou proibido
de orar em hospitais, presídios e outros locais públicos, bem como
se reunir com os obreiros.
Enquanto isso, à semelhança da Igreja primitiva, os
membros e obreiros se reuniam numa floresta próxima à capital e
em suas próprias casas, e isso durante três meses. Algumas
autoridades, no entanto, procuravam acabar com o trabalho da
IURD no vizinho Zimbabwe, enviando ao Governo local as
publicações difamatórias da mídia.
No dia do julgamento da apelação na Suprema Corte, no dia
2 de dezembro, porém, em questão de minutos o tribunal
determinou que nada havia sido provado contra a Igreja Universal,
que deveria ser reaberta imediatamente.
No dia 5 foi realizado em um auditório, com a presença de
quatro mil pessoas, um culto simbólico de reabertura das
atividades. Na manhã seguinte foram iniciadas as obras para a
construção da catedral. Todos os bens seqüestrados foram
recuperados e nenhum obreiro ou membro se afastou.
Cronologia das perseguições à IURD
1989 — Um processo foi iniciado por carta anônima. O bispo
Macedo, entretanto, já morava no exterior desde 1986, estando,
portanto, há três anos distante do palco dos acontecimentos
narrados pela acusação.
1992 — O bispo Macedo foi preso, arbitrariamente, por 15
policiais paulistas fortemente armados, e levado à Divisão de
Captura da Polícia de São Paulo. Acusado de charlatanismo,
permaneceu 11 dias na prisão. Foi posteriormente absolvido tanto
pelo Tribunal de Alçada quanto pelo Superior Tribunal de Justiça.
1994 — No mês de julho, uma rede de TV veiculou em um
de seus programas de domingo uma reportagem sobre a Igreja
Universal, distorcendo os fatos sobre dízimos e ofertas.
1995 — Apesar do pedido público de desculpas do bispo
Macedo aos católicos, em reprovação à atitude precipitada de um
dos bispos em relação a uma imagem da "padroeira do Brasil", foi
deflagrada uma suposta "guerra santa", alimentada por um
conglomerado de empresas de comunicação. Vários templos foram
apedrejados e bombas de fabricação caseira foram encontradas.
Algum tempo depois, nova campanha difamatória foi
reaberta, com a exibição na TV de uma minissérie, reproduzindo
alguns diálogos de uma entrevista concedida pelo bispo Macedo a
uma revista.
No Natal desse mesmo ano, surgiu nova onda de acusações
contra o bispo Macedo, das quais foi absolvido.
1996 — O Governo mexicano proibiu a Igreja Universal do
Reino de Deus de realizar cultos sem prévia autorização.
Na cidade do Porto, em Portugal, a compra do Coliseu,
tradicional casa de espetáculos, originou distúrbios populares,
insuflados pela mídia, inclusive a brasileira. A prefeitura, então,
desfez o negócio.
1997 — Foi elaborado um Projeto de Lei que afetaria
sobremaneira os cultos nas igrejas evangélicas. A Lei Ambiental
1164-D, mais conhecida como "Lei do Silêncio", previa pena de
prisão para os pastores responsáveis pelos templos que
produzissem som acima do limite estabelecido.
Os parlamentares evangélicos, agindo rapidamente,
pressionaram o Governo para a revisão da lei, respaldados na
mobilização da população evangélica brasileira.
No final do ano, nove pastores da IURD e suas famílias
foram expulsos do Chile, sob o argumento de estarem exercendo
atividades religiosas sem autorização do governo local.
1998 — Em abril, na Zâmbia, a IURD teve seus templos
fechados e seus pastores expulsos do país, sob acusação de
praticarem atos de bruxaria e feitiçaria,
No dia 5 de setembro, uma tragédia sem precedentes atingiu
a Igreja Universal: o desabamento de parte do teto do templo
situado em Osasco provocou a morte de 27 pessoas e deixou mais
de 500 feridas.
Desrespeitando a intensa dor do povo evangélico, setores da
mídia reiniciaram os ataques à IURD.
1999 — No mês de outubro, o Governo mexicano negou o
pedido de registro da Igreja Universal do Reino de Deus como
associação religiosa.
O argumento utilizado foi que "a doutrina da Universal não
tem tradição no país, onde 90% dos 95 milhões de habitantes
afirmam ser católicos".
8. Pregação do Evangelho
Entre todos os evidentes sinais proféticos sobre a segunda
vinda de Jesus à Terra, um, particularmente, tem o efeito
impulsionador e de esperança para todo cristão sincero e fiel às
Escrituras:
"E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo,
para testemunho a todas as nações, Então, virá o fim."
(Mateus 24.14)
As Escrituras Sagradas demonstram que Ele virá a qualquer
momento, e que escasso é o tempo que resta ao mundo para um
arrependimento. Aos crentes em Jesus, resta-lhes guardar a sua
coroa e esperar pelo Noivo. Há, porém, ainda uma obra a ser
realizada, pois menos da metade do mundo está evangelizada.
No cinturão que se estende pelo Norte da África, Oriente
Médio, índia e Ásia, vivem milhões de pessoas que ainda não
tiveram oportunidade de conhecer o Evangelho. Neste trecho,
conhecido dos missionários evangélicos como "Janela 10/40",
reúnem-se mais de 80% dos povos mais pobres do mundo, a
maioria muçulmanos, hindus e budistas, espalhados por 62
países.
De acordo com as agências missionárias, o investimento
para a evangelização nessa parte do globo terrestre representa
apenas 1% dos recursos destinados ao envio de cristãos, apesar
de ali se concentrarem 97% dos povos sem evangelização.
Obstáculos econômicos, espirituais e políticos estão entre os
motivos da pouca evangelização nessas áreas, mas as diversas
denominações evangélicas não têm medido esforços para
cumprirem o "Ide" de Jesus: "E disse-lhes: Ide por todo o mundo e
pregai o evangelho a toda criatura" (Marcos 16.15).
No Tibete, por exemplo, a crença enraizada no budismo faz
seus seguidores acreditarem que se não fizerem um grande
esforço para o cumprimento de boas ações, nascerão de novo num
estado inferior, na pele de um mendigo ou animal.
No Noroeste da China, os habitantes das montanhas e
desertos, em sua maioria, são produtores de algodão, uvas e
melões, representando a terceira minoria étnica do país. Segundo
as agências, mais de 25 milhões de chineses se converteram ao
Evangelho nos últimos cinco anos.
Embora parcialmente impedidos por restrições
governamentais e pelo crescimento do islamismo, os evangélicos
de todo o mundo não têm medido esforços para a evangelização
desses povos. No Cazaquistão, nos últimos anos, através da
pregação da Palavra de Deus e pelo poder do Espírito Santo,
famílias inteiras têm sido batizadas.
A mídia na evangelização — Há pouco mais de duas
décadas, as igrejas evangélicas não se davam conta do imenso
poder dos meios de comunicação de massa.
A Igreja Universal do Reino de Deus foi pioneira no uso
intensivo da mídia como veículo de evangelização, com o objetivo
de divulgar ainda mais a Palavra de Deus.
Assim, tem desenvolvido em todo o mundo um expressivo
sistema de mídia impressa e eletrônica. No Brasil, por exemplo, a
Universal Produções foi fundada no ano de 1980, no galpão de
uma antiga funerária, no bairro da Abolição, subúrbio do Rio de
Janeiro, quando as reuniões passaram a ser realizadas no número
7.702 da mesma avenida.
No galpão vazio, seis funcionários começaram a produzir
folhetos para serem usados na evangelização. O primeiro livro
publicado foi "Orixás, Caboclos & Guias: Deuses ou Demônios?", o
campeão de vendas de todos os livros evangélicos no país, com
exceção, é claro, da Bíblia Sagrada, o maior best seller de todos os
tempos.
Escrito pelo bispo Macedo, o livro, que teve sua primeira
edição com uma tiragem de 20 mil unidades, já vendeu mais de
dois milhões de exemplares e se encontra atualmente na sua 13-
edição.
O vertiginoso crescimento da Igreja Universal do Reino de
Deus, entretanto, e a conseqüente necessidade do aumento da
tiragem das obras já publicadas e da publicação de novas levaram
à construção do atual parque gráfico, com uma área de 12 mil
metros quadrados e mais de 280 funcionários, onde teve início a
publicação do seu periódico de maior tiragem, o jornal Folha
Universal, com sua tiragem média de mais de um milhão e 500
mil exemplares semanais.
Sendo um dos principais meios de evangelização para
aqueles que pregam a Palavra de Deus de porta em porta, nas
comunidades carentes, nos hospitais ou nas unidades prisionais,
sua missão é também preencher a lacuna deixada pelos grandes
jornais seculares no meio evangélico.
O primeiro periódico foi a revista Plenitude, lançada em
agosto de 1980, que continua sendo um veículo formador de
opinião junto a uma ampla gama de leitores, em todo o território
brasileiro.
A revista Obreiro Aprovado, hoje chamada Obreiro de Fé, foi
lançada em abril de 2000 e é dirigida ao corpo de obreiros da
IURD, candidatos e membros dos grupos de evangelização e do
Nova Geração. Suas matérias são de conteúdo exclusivamente
espiritual, visando à orientação para o trabalho na obra de Deus.
Um ano depois foi criada a revista Ester, dirigida ao público
feminino, já um sucesso editorial.
A mídia eletrônica — Desde o seu início, a IURD tem
levado, de forma rápida e objetiva, a mensagem salvadora e
restauradora do Evangelho, através dos programas em emissoras
de rádio.
Atualmente, através da Rede Aleluia, com mais de 30
emissoras, tem sido possível transmitir simultaneamente, via
satélite, para todos os estados brasileiros, a programação da IURD
e o melhor da música gospel.
A Rede Record de Televisão, a única rede de TV que fica 24
horas por dia no ar, com 67 emissoras, entre próprias e afiliadas,
e centenas de retransmissoras, tem transmitido os programas
evangelísticos da Igreja Universal durante toda a madrugada.
No segundo semestre de 1998, a Record inovou em termos
de evangelização. A minissérie "O Desafio de Elias", da qual
participaram conhecidos nomes da teledramaturgia brasileira,
tanto na produção quanto no elenco, foi vendida para o México;
Chile; Panamá; Equador; Venezuela; Colômbia e Porto Rico.
Internet — A Informática também não pode ser ignorada
como veículo para a pregação do Evangelho. A IURD, através do
portal www.arcauniversal.com, mantém diversos sites, com
informações a respeito da obra de Deus no Brasil e nos demais
países, nos seus respectivos idiomas, e ainda notícias e
informações de interesse geral.
9. Arrebatamento
A palavra "arrebatamento" vem da palavra "raptus", que em
Latim quer dizer "arrebatado rapidamente e com força". Quando a
Bíblia fala do arrebatamento, está falando da ocasião em que a
Igreja do Senhor Jesus será retirada da Terra, para se encontrar
com Ele nos ares.
Os cristãos devem estar prontos e esperar constantemente
por esse evento iminente. Jesus virá, de modo inesperado,
arrebatar os que viverem na Terra nessa ocasião. E bom salientar
que só os salvos serão arrebatados.
Instantes antes do arrebatamento acontecerá a ressurreição
daqueles que morreram em Cristo:
"Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem,
ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá
dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro."
(I Tessalonicenses 4.1 6)
Os cristãos que estiverem vivos nessa época receberão
corpos transformados, e os que já tiverem morrido em Cristo,
antes do arrebatamento ressuscitarão.
Tantos os ressurretos quanto os salvos serão arrebatados
juntos, para se encontrarem com o Senhor nos ares. Os vivos
terão os seus corpos mortais revestidos de imortalidade:
"Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas
transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de
olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos
ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é
necessário que este corpo corruptível se revista da
incorruptibilidade, e que o corpo morta! se revista da imortalidade.
E, quando este corpo corruptível se revestir de Incorruptibilidade, e o
que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a
palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória."
(I Coríntios ! 5.5 ! -54)
Tudo isso acontecerá num abrir e fechar de olhos. Os
arrebatados estarão livres de todas as aflições, perseguições e
opressões:
"Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também
eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo
inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra."
(Apocalipse 3.10)
O arrebatamento livra os salvos da chamada Grande
Tribulação. Aqueles que estão na igreja, mas não abandonaram o
pecado, serão deixados aqui e estarão sujeitos aos flagelos:
"Mas, se aquele servo disser consigo mesmo: Meu senhor
tarda em vir, e passar a espancar os criados e as criadas, a comer,
a beber e a embriagar-se, virá o senhor daquele servo, em dia em
que não o espera e em hora que não sabe, e castigá-lo-á, lançando-
lhe a sorte com os infiéis."
(Lucas 12.45)
Segunda parte
1. A tribulação
2. A Grande Tribulação
3. O anticristo
4. As duas testemunhas
5. Cristo volta para julgar e guerrear
6. Armagedom
7. O Milênio
8. O Juízo Final
9. Novos céus e nova Terra
1. A TRIBULAÇÃO
Os fiéis serão preservados da tribulação que começará logo
após o arrebatamento. Haverá um tempo de aflição de escala
mundial, que durará sete anos. Falsos profetas aparecerão e
realizarão grandes sinais e maravilhas.
O anticristo aparecerá e fará unia aliança com Israel nos
primeiros três anos e meio, e sobre o mesmo falaremos mais
adiante.
Aqueles que tiveram a oportunidade de entregar a vida ao
Senhor Jesus e não o fizeram, não encontrarão mais
arrependimento, pois o Espírito Santo, que convence do pecado,
não estará mais agindo na Terra, até porque o anticristo só se
revelará após a retirada do Espírito Santo: "Quando ele vier
convencerá o mundo do pecado..." (João 16.8); "Com efeito o
mistério da iniqüidade já opera e aguarda somente que seja
afastado aquele que agora o detém; então será de fato revelado o
iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca, e
o destruirá pela manifestação de sua vinda" (2 Tessalonicenses
2.7,8).
Será um tempo de perseguição para todos os que não foram
arrebatados, quando ocorrerá uma grande rebelião contra a fé.
Começará com a abertura dos sete selos:
Primeiro selo:
"Vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos, e ouvi um dos
quatro seres viventes, dizendo, como se fosse voz de trovão: Vem!
Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e
foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer."
(Apocalipse 6.1,2)
Este cavaleiro é o anticristo.
Segundo selo:
"Quando abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente
dizendo: Vem! E saiu outro cavalo, vermelho; e ao seu cavaleiro, foi-
lhe dado tirar a paz da terra para que os homens se matassem uns
aos outros, também lhe foi dada uma grande espada."
(Apocalipse 6.3,4)
Estas são as manifestações do cavaleiro do cavalo vermelho:
guerras.
Terceiro selo:
"Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro servivente
dizendo: Vem! Então, vi, e eis um cavalo preto e o seu cavaleiro com
uma balança na mão. E ouvi uma como que voz no meio dos quatro
seres viventes dizendo: Uma medida de trigo por um denáno; três
medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o
vinho."
(Apocalipse 6.5,6)
O terceiro selo apresenta um cavaleiro sobre um cavalo
preto, trazendo a fome.
Quarto selo:
"Quando o Cordeiro abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto
ser vivente dizendo: Vem! E olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu
cavaleiro, sendo este chamado Morte: e o Inferno o estava seguindo,
e foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra para matar
à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da
terra."
(Apocalipse 67,8)
A abertura deste quarto selo explica por si mesma o que vai
acontecer. Uma quarta parte de todos os habitantes da terra
morrerá. Este é o único cavaleiro identificado por um nome:
Morte. Ele é seguido pelo inferno, o que significa que aqueles que
morrerem sob a ação deste cavaleiro serão tragados pelo inferno.
Quinto selo:
"Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas
daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e
por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande
voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro,
não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a
terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e
lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que
também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos
que iam ser mortos como igualmente eles foram."
(Apocalipse 6.9-11)
As almas debaixo do altar são resultado do domínio de terror
do anticristo. Aqueles que, durante o período da tribulação,
converteram-se ao Senhor Jesus, serão perseguidos e mortos
implacavelmente pelo anticristo.
Sexto selo:
"Vi quando o Cordeiro abriu o sexto seio, e sobreveio grande
terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda,
como sangue, as estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira,
quando abalada por vento forte, deixa cair os seus figos verdes, e o
céu recolheu-se como um pergaminho quando se enrola. Então,
todos os montes e ilhas foram movidos do seu lugar. Os reis da
terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos, e todo
escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos
dos montes e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e
escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do
Cordeiro, porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que
pode suster-se?"
(Apocalipse 6.12-17)
Na abertura deste selo, a Terra passa a ser o palco das
maiores catástrofes de toda a história da humanidade. Os juízos
deste selo são uma espécie de introdução para a segunda etapa da
volta do Senhor Jesus.
Primeira etapa — Arrebatamento.
Segunda etapa — Ele virá juntamente com a Sua Igreja,
como juiz para o mundo.
Sétimo selo:
"Quando o Cordeiro abriu o sétimo seio, houve silêncio no céu
cerca de meia hora. Então, vi os sete anjos que se acham em pé
diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas. Veio outro anjo
e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe
dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os
santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono; e da mão
do anjo subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as
orações dos santos. E o anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo
do altar e o atirou à terra. E houve trovões, vozes, relâmpagos e
terremoto. Então os sete anjos que tinham as sete trombetas
prepararam-se parar tocar."
(Apocalipse 8.1-6)
A abertura desse selo dá origem às sete trombetas e às sete
taças da ira de Deus, que falaremos no próximo capítulo.
Pessoas serão salvas durante esses dias - muitos judeus se
voltarão para o Senhor Jesus, porém aqueles que quiserem ser
salvos e se voltarem para Jesus nessa ocasião terão que pagar o
preço da salvação com a própria vida:
"Quando estiveres em angústia, e todas estas coisas te
sobrevierem nos últimos dias, e te voltares para o Senhor, teu Deus,
e lhe atenderes a voz, então, o Senhor, teu Deus, não te
desamparará, porquanto é Deus misericordioso, nem te destruirá,
nem se esquecerá da aliança que jurou a teus pais."
(Deuteronômio 4.30,31)
2. A Grande Tribulação
Os últimos três anos e meio da tribulação são conhecidos
como "a Grande Tribulação", pois será o período que começará
com a abominação desoladora no templo:
"Depois do tempo em que o sacrifício diário for tirado, e posta
a abominação desoladora, haverá ainda mil duzentos e noventa
dias."
(Daniel 12.11)
O anticristo romperá a aliança com Israel, mostrando-se no
templo e exigindo veneração divina. E justamente a respeito disso
que o Senhor Jesus disse:
"Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou
o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê, entenda)."
(Mateus 24.15)
Será o período de aflição mundial mais terrível, mais intenso
de toda a história da humanidade: "...e haverá tempo de angústia,
qual nunca houve, desde que houve nação até aquele tempo"
(Daniel 12.1).
Será o tempo dos terríveis juízos causados pelas sete
trombetas:
Primeira trombeta:
"O primeiro anjo tocou a trombeta, e houve saraiva e fogo de
mistura com sangue, e foram atirados à terra. Foi, então, queimada
a terça parte da terra, e das árvores, e também toda erva verde."
(Apocalipse 8.7)
O soar dessa primeira trombeta ressalta um fato
interessante: a destruição é sobre a terça parte da Terra. Imagine
a terça parte da Terra, das árvores e de toda a vegetação ser
queimada! Se já havia fome antes, a fome agora será triplicada.
Segunda trombeta:
"O segundo anjo tocou a trombeta, e uma como que grande
montanha ardendo em chamas foi atirada ao mar, cuja terça parte
se tornou em sangue, e morreu a terça parte da criação que tinha
vida, existente no mar, e foi destruída a terça parte das
embarcações."
(Apocalipse 8.8,9)
Não podemos precisar o que significa "uma como que grande
montanha ardendo em chamas foi atirada ao mar", mas podemos
imaginar que um meteoro possa estar em questão.
Não podemos garantir nada a esse respeito, porém há um
estudo que prevê a queda de um meteoro neste planeta por volta
do ano 2016. A terça parte da Terra já foi queimada; agora é a vez
do mar, que perde a terça parte da vida que nele há.
Terceira trombeta:
"O terceiro anjo tocou a trombeta, e caiu do céu sobre a terça
parte dos rios, e sobre as fontes das águas uma grande estrela,
ardendo como tocha. O nome da estrela é Absinto; e a terça parte
das águas se tornou em absinto, e muitos dos homens morreram por
causa dessas águas, porque se tomaram amargosas."
(Apocalipse 8.10,11)
O elemento central do juízo dessa trombeta é a grande
estrela chamada Absinto, que cai sobre as fontes de águas,
tornando-as amargas. Absinto, planta aromática e amarga,
aparece na Bíblia assim como o fel, para expressar algo amargo. É
como lemos em Provérbios 5.4: "Mas o fim dela é amargoso como o
absinto".
Quarta trombeta:
"O quarto anjo tocou a trombeta, e foi ferida a terça parte do
sol, da lua e das estrelas, para que a terça parte deles escurecesse
e, na sua terça parte, não brilhasse, tanto o dia como também a
noite. Então, vi e ouvi uma águia que, voando pelo meio do céu,
dizia em grande voz: Ai! Ai! Ai dos que moram na terra, por causa
das restantes vozes da trombeta dos três anjos que ainda têm de
tocar!"
(Apocalipse 8.12,13)
Até aqui, as primeiras três trombetas trouxeram destruição e
caos sobre o planeta Terra, mas a partir desta quarta trombeta, os
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  • 1. E-book digitalizado por: Levita Digital Com exclusividade para: www.ebooksgospel.com.br
  • 2. ANTES DE LER Estes e-books são disponibilizados gratuitamente, com a única finalidade de oferecer leitura edificante à aqueles que não tem condições econômicas para comprar. Se você é financeiramente privilegiado, então utilize nosso acervo apenas para avaliação, e, se gostar, abençoe autores, editoras e livrarias, adquirindo os livros. * * * * “Se você encontrar erros de ortografia durante a leitura deste e-book, você pode nos ajudar fazendo a revisão do mesmo e nos enviando.” Precisamos de seu auxílio para esta obra. Boa leitura! E-books Gospel
  • 4. Rio de Janeiro Editora Gráfica Universal Ltda. 2002 P331u Paulo, Bispo Alfredo Os últimos dias da humanidade / Bispo Alfredo Paulo . - Rio de Janeiro: Ed. Gráfica Universal, 2002. 144p.; 20 cm. ISBN 85-7140-225-6 1. Escatologia - Doutrina bíblica. I. Título. CDD: 236 Copyright© 2002 COORDENAÇÃO GERAL: Natal Furucho DiAGRAMAÇÃO: Wilma Bessa Santos CAPA: Nei Carvalho PREPARAÇÃO DE ORIGINAIS E REVISÃO: Mônica Luz Supervisão Geral: Shirley Rodrigues IMPRESSÃO E ACABAMENTO: Editora Gráfica Universal Ltda. ___________________________________ 1ª edição /1ª tiragem Ano 2002 UNIVERSAL PRODUÇÕES Estrada Adhemar Bebiano, 3.610 Inhaúma - CEP: 20766-720 Rio de Janeiro - RJ Tel.: (21) 2592-5911 www.arcauniversal.com
  • 5. Código para pedidos: 209 Caixa Postal: 264 Rio de Janeiro - RJ CEP: 20001-970 ÍNDICE INTRODUÇÃO PRIMEIRA PARTE 1. Falsos profetas 2. Violência 3. Guerras 4. Fome 5. Doenças 6. Terremotos 7. Perseguição 8. Pregação do Evangelho 9. Arrebatamento SEGUNDA PARTE 1. A tribulação 2. A Grande Tribulação 3. O anticristo 3.1. Características do anticristo durante a tribulação 4. As duas testemunhas 4.1. Características das duas testemunhas 5. Cristo volta para julgar e guerrear 5.1. Aspectos sobre a segunda etapa da vinda de Cristo 6. Armagedom 7. O Milênio 8. O Juízo Final 9. Novos céus e nova Terra
  • 6. Introdução Na segunda metade do século XIX, quando o Novo Testamento começou a ser estudado de forma crítica, alguns teólogos, desapontados com a demora da volta de Jesus, embora sejam claras as Suas promessas, afirmaram que as predições bíblicas quanto ao futuro da humanidade eram apenas "invenções da Igreja Primitiva". Os cristãos sinceros, entretanto, mantiveram acesa a chama da esperança de uma intervenção divina no final dos tempos, quando Deus, soberano sobre tudo e todos, mudará a situação do mundo e nele estabelecerá para sempre o Seu Reino. No final do século XX, o interesse pelo estudo dos acontecimentos futuros preditos na Bíblia cresceu de modo surpreendente, inclusive fora do cristianismo e em regiões do planeta onde a Palavra de Deus sequer era lida. O Tass, por exemplo, jornal oficial da União Soviética, publicou na segunda metade dos anos 80, antes do desmantelamento do império soviético, uma série de estudos das profecias bíblicas, ressaltando o papel da Rússia, que, segundo pesquisadores, invadiria a Palestina, dando início à Terceira Guerra Mundial. Tal fato já é um sinal de que o fim está próximo, conforme Daniel 12.4: "Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará." O que acontecerá à humanidade nos seus últimos dias é o que nos esclarece este livro, sempre à luz da Bíblia, e, embora eventos terríveis estejam a cada dia mais próximos, aqueles que aceitaram o Senhor Jesus como seu Salvador terão grande alegria, pois verão confirmado que a eles está reservado desfrutar da glória de Deus por toda a eternidade.
  • 7. "Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados. Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória. Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima." (Lucas 21.25-28) Primeira parte 1. Falsos profetas 2. Violência 3. Guerras 4. Fome 5. Doenças 6. Terremotos 7. Perseguição 8. Pregação do Evangelho 9. Arrebatamento
  • 8. 1. Falsos profetas Nos últimos dias, o que mais se tem visto é o aumento dos falsos profetas, o surgimento de falsos cultos e a tolerância com as falsas doutrinas: "Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento, exigem abstinência de alimentos, que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade." (I Timóteo 4.1-3) Na passagem acima, o apóstolo Paulo alerta sobre o fato de que, nos últimos tempos, muitos se desviariam da simplicidade da fé, para darem ouvidos a espíritos enganadores. Os acontecimentos têm provado, sem deixar qualquer dúvida, a verdade desta profecia. Há muito vêm surgindo diversos cultos, cada qual pretendendo ser a verdadeira Igreja e vilipendiando os demais movimentos. Citaremos alguns deles: 1) Teoria da Evolução — Criada por Charles Darwin, afirma que o homem descenderia dos primatas, ou seja, macacos, orangotangos, chipanzés, etc, em flagrante contradição à revelação bíblica, que mostra ter sido o homem criado à imagem de Deus: "Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente." (Gênesis 2.7) Também disse Deus:
  • 9. "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou." (Gênesis 1.26,27) O homem é, portanto, sem sombra de dúvidas, a obra prima da criação de Deus, dotado de uma capacidade de raciocínio inexistente nos outros seres vivos, tendo o domínio sobre todas as demais criações divinas. 2) Mormonismo — Com sua doutrina de poligamia, ensina que se um homem casar com uma jovem, e, com o consentimento desta, casar com outra, e ambas forem dele, não haverá adultério. Se vier ainda a casar com outras dez, não estará cometendo adultério, pois todas lhe pertencem, sendo justificado o seu ato. 3) Espiritismo — Com sua satânica doutrina de reencarnação, ensina que na morte a pessoa recebe uma nova identidade, e nasce em outra vida, como animal, ser humano ou até mesmo um deus. A morte, segundo suas doutrinas, não significa o fim de uma pessoa, mas sim que sua alma, sabendo que o corpo material, o qual neste mundo lhe servia como veículo ou instrumento, já chegou ao limite de tempo de uso, abandona-o a fim de mudar de corpo. A Palavra de Deus nos mostra que o dia da Salvação é agora: "Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação; eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação." (2 Coríntios 6.2) Não precisamos de outra vida ou de quaisquer supostas vidas anteriores, até porque "aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo" (Hebreus 9.27). Também está claro que quando Moisés e Elias apareceram no monte da transfiguração, ainda eram Moisés e Elias: "E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com eles" (Mateus 17.3). O Senhor Jesus também manteve a Sua identidade depois da Sua morte e ressurreição, e Ele mesmo, não alguma reencarnação, voltará à Terra: "Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir" (Atos 1.11).
  • 10. O Senhor Jesus não ensinou a reencarnação a Nicodemos, quando disse: "Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" (João 3.3). Ele estava Se referindo ao fato de que Nicodemos precisava abandonar sua velha natureza e se regenerar espiritualmente, tendo uma nova vida. Os apóstolos entenderam isso e ensinaram essa verdade: "E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura" (2 Coríntios 5.17). João Batista não era a reencarnação de Elias, conforme ele mesmo disse: "Este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para lhe perguntarem: Quem és tu? Ele confessou e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo. Então, lhe perguntaram: Quem és, pois? És tu Elias? Ele disse: Não sou." (João 1.19-21) 4) Testemunhas de Jeová — Grupo sectário e intransigente ao extremo, ensina que Jesus é a primeira criação de Deus, que era o arcanjo Miguel antes de Se tornar homem, e que só Se tornou Cristo (o Messias) no batismo; que Ele não ressuscitou corporalmente e não pode ser adorado. Diz também ser o Espírito Santo apenas uma força ativa e nega a existência do inferno em seu sentido literal. Os santos do Antigo Testamento, segundo suas doutrinas, não irão para o Céu, para onde só irão 144 mil eleitos. Proíbe a transfusão de sangue e condena todos os outros seguidores de Jesus. O pastor Russel, seu fundador, predisse a segunda vinda de Jesus para o ano de 1914, predição esta que, como se sabe, falhou totalmente, porém marcar datas para a volta do Senhor Jesus não é uma exclusividade das Testemunhas de Jeová. De acordo com muitos comentaristas bíblicos, os "marcadores de data" para a segunda vinda de Cristo contribuíram para que as profecias bíblicas fossem desacreditadas por muitos. A mania de marcar datas começou por volta do ano 500 d.C. A Igreja primitiva não marcava datas específicas, pois acreditava que Cristo poderia voltar a qualquer momento. Apesar das Escrituras Sagradas proibirem a marcação de datas, sempre havia aqueles que lançavam mão de cálculos para fazê-lo. Os cristãos fiéis sabem que está próximo o fim dos tempos, e que a volta de Jesus é iminente, mas a marcação de datas está fora da Palavra de Deus: "Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou para sua exclusiva autoridade" (Atos
  • 11. 1.7). 5) Ciência Cristã — Não é nem Ciência e nem cristã. Sua fundadora, Mary Baker, casada três vezes, estabeleceu uma religião firmada em um sistema de negações. Declarou não existir enfermidade, pecado, doença ou morte. Tudo seria produto da imaginação. Satanás também se utiliza de argumentos semelhantes para pregar que não existe pecado, morte, dor, inferno e tantos outros fatores pertinentes à humanidade, os quais o homem gostaria que não existissem, para viver sem nenhuma culpa ou obrigação para com Deus. 6) Catolicismo — Citaremos algumas de tantas doutrinas falsas da Igreja Católica, que ensina, por exemplo, que existe salvação somente através da igreja, contrariando totalmente a Palavra de Deus, que diz: "Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos." (Atos 4. I 1, 12) Ensina também a salvação através de boas obras, quando a Bíblia nos ensina o contrário: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie." (Efésios 2.8,9) Afirma ter capacidade para perdoar pecados, porém só Deus, através do Senhor Jesus, pode fazer isso: "Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados" (Marcos 2.5). Diz ser a única Igreja verdadeira, rotulando todas as outras de seitas, quando a única Igreja verdadeira é a do Senhor Jesus Cristo, independente de denominação, porém uma Igreja comprometida com a verdade e que tem as suas doutrinas fundamentadas na Palavra de Deus. O papa, segundo o catolicismo romano, é o vigário de Cristo, ou seja, Seu substituto. A Bíblia, entretanto, diz que o Seu único substituto é o Espírito Santo: "Mas eu vos digo a verdade: Convém-vos que eu vá, porque se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for,
  • 12. eu vô-lo enviarei." (João 16.7) O papa seria ainda infalível, mais uma vez contrariando a Palavra de Deus: "Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Romanos 3.23). O batismo de crianças não passa de uma tradição católica, pois só pode haver batismo quando a pessoa crê no Senhor Jesus e se arrepende dos seus pecados. Um bebê não pode crer nem se arrepender: "Seguindo eles caminho fora, chegando a certo lugar onde havia água, disse o eunuco: Eis aqui água que impede que seja eu batizado? [Filipe respondeu: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus]." (Atos 8.36,37) E ainda: "Eu vos batizo com água para arrependimento" (Mateus 3.11). Dentre tantas doutrinas falsas, a Igreja Católica também ensina que Maria seria mediadora; auxiliadora; intercessora; advogada e protetora. Que ela daria ordens e estas seriam atendidas por um bebê no colo; que ela seria capaz de salvar e que teria permanecido virgem perpetuamente. A verdade é que o único Intercessor é o Senhor Jesus: "...o qual está a direita de Deus, e também intercede por nós" (Romanos 8.34). Ele é o nosso Advogado: "...temos advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo" (1 João 2.1). Maria não permaneceu virgem eternamente, pois a Bíblia faz referências sobre os irmãos do Senhor Jesus: "Falava ainda Jesus ao povo, e eis que sua mãe e seus irmãos estavam do lado de fora, procurando falar-lhe" (Mateus 12.46); "Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?" (Mateus 13.55); "... e também o de fazer- nos acompanhar de uma mulher irmã, como fazem os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?" (1 Coríntios 9.5); "E não vi outro dos apóstolos, senão a Tiago, o irmão do Senhor" (Gálatas 1.19). O purgatório, por sua vez, é uma das falsas doutrinas que mais dão lucro à Igreja Católica, pois a família da pessoa que teria morrido sem salvação tem que pagar dezenas de missas, para supostamente retirar sua alma daquele lendário lugar, sem jamais ter a certeza de que seu familiar foi salvo.
  • 13. O purgatório não é mencionado uma vez sequer na Bíblia. A salvação é decidida enquanto se está vivo; depois de morto, só resta o juízo: "E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo" (Hebreus 9.27). Quanto à idolatria, tão condenada na Bíblia em muitos versículos, assim nos diz o Senhor mais precisamente no segundo Mandamento: "Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor teu Deus..." (Êxodo 20.4,5) Existe, portanto, uma proibição explícita por parte do próprio Deus. Não se deve fazer imagens nem figura alguma do que há nos céus, na Terra, nas águas, debaixo da Terra, para se curvar diante delas, ou lhes prestar qualquer culto ou veneração. E aqueles que as fazem, ou lhes prestam culto e as veneram, estão desobedecendo ao próprio Altíssimo. A Bíblia afirma que as imagens atraem maldição: "Maldito o homem que fizer imagem de escultura, ou de fundição, abominável ao Senhor, obra de artífice, e a puser em lugar oculto." (Deuteronômio 27.15) Todos os cultos e doutrinas falsas citados até agora são conhecidos, porém o que mais nos tem chamado a atenção é o fato das falsas doutrinas invadirem as igrejas que se dizem evangélicas, confirmando as palavras do Senhor Jesus: "E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos." (Mateus 24.4,5,10,1 I) Dentre estas, as mais comuns são: 1) "Cair pelo poder de Deus" — conhecida como "fanerose", diz que quando alguém se sente cheio do Espírito Santo, cai no chão, como se estivesse desacordado, sendo uma suposta manifestação visível da presença do Espírito Santo. Isso não faz parte da história da Igreja, tampouco o Senhor
  • 14. Jesus e os apóstolos ensinaram tal coisa. Aqueles que crêem nessa doutrina afirmam ter base bíblica, citando casos como o de Adão, a quem Deus fez dormir; Abrão, a quem Deus falou quando estava em profundo sono; Daniel, que ao ter uma visão caiu sem sentidos; Saulo, que caiu por terra diante da luz de Deus, e João, que diante da visão do Cordeiro caiu como morto. Se, porém, analisarmos essas passagens bíblicas, constataremos que não há qualquer base para, a partir delas, estabelecer essa doutrina, pois todos esses casos foram isolados, e cada um com a sua razão de ser. O sono de Adão deu origem a Eva: "Então, o Senhor Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher." (Gênesis 2.21,22) O de Abrão foi seguido de grande pavor e cerradas trevas: "Ao pôr-do-sol, caiu profundo sono sobre Abrão, e grande pavor e cerradas trevas o acometeram" (Gênesis 15.12). A queda de Daniel aconteceu depois de 21 dias de jejum e oração: "Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com óleo algum, até que passaram as três semanas inteiras. Só eu, Daniel, tive aquela visão; os homens que estavam comigo nada viram; não obstante, caiu sobre eles grande temor, e fugiram e se esconderam. Fiquei, pois, eu só e contemplei esta grande visão, e não restou força em mim; o meu rosto mudou de cor e se desfigurou, e não retive força alguma. Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo-a, caí sem sentidos, rosto em terra." (Daniel 10.3,7-9) Saulo, quando caiu, estava cheio de ódio: "Saulo, respirando ainda ameaças e morte contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote e lhe pediu cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de que, caso achasse alguns que eram do Caminho, assim homens como mulheres, os levasse presos para Jerusalém. Seguindo ele estrada fora, ao aproximar-se de Damasco subitamente uma luz do céu brilhou ao
  • 15. seu redor, e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?" (Atos 9.1-4) E não apenas Saulo caiu; seus companheiros, assassinos, também caíram: "E, caindo todos nós por terra..." (Atos 26.14). E o apóstolo João estava preso na Ilha de Patmos, por causa da Palavra de Deus, e se encontrava em espírito, e caiu após ouvir a voz do Senhor, como som de trombeta: "Quando o vi, caí a seus pés como morto" (Apocalipse 1.17). Nada há nestas passagens que reforce a doutrina do "cair pelo poder de Deus", pois o grande fundamento da fé cristã está em levantar o homem, e não em fazê-lo cair: "Então, o Espírito me levantou e me levou à porta oriental da Casa do Senhor, a quai olha para o oriente" (Ezequiel 11.1). Este é o propósito de Deus: levantar os que se encontram caídos, no chão, na miséria, nas doenças, para fazê-los enxergar que, assim como um pai que deseja e se alegra em ver o seu filho de pé, Ele também deseja que aqueles que O invocam, de todo o coração, levantem-se e enxerguem a plenitude de vida que o Senhor Jesus nos veio trazer. Exemplo disso aconteceu com o cego de Jericó: "Parou Jesus e disse: Chamai-o. Chamaram, então, o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, ele te chama. Perguntou Jesus: Que queres que eu te faça? Respondeu o cego: Mestre, que eu torne a ver. Então, Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou." (Marcos 10.49,51,52) Aliás, quem gosta de ver as pessoas na miséria, doentes, perdidas, é o diabo! E a Bíblia nos ensina que ele é quem joga as pessoas no chão: "E um, dentre a multidão, respondeu: Mestre, trouxe-te o meu filho, possesso de um espírito mudo; e este, onde quer que o apanha, lança-o por terra." (Marcos 9.17,18) A manifestação visível da presença de Deus na vida do cristão não é cair no chão, rolar pelo piso sujo e empoeirado de um salão de culto, tampouco dormir na hora em que uma pessoa está orando ou pregando a Palavra de Deus. Cada cristão tem a responsabilidade de testemunhar, na sua própria vida, a ressurreição do nosso Senhor Jesus, e também de manter uma conduta irrepreensível. Aí está a manifestação visível,
  • 16. o poder de sermos testemunhas vivas do Senhor Jesus. A Palavra de Deus nos mostra que: "Não havendo sábia direção, cai o povo" (Provérbios 11.14). E o que tem acontecido com aqueles que caem nessa falsa doutrina. 2) Predestinação — falsa doutrina que tem sido divulgada abertamente em muitas igrejas evangélicas, através de interpretações distorcidas da Palavra de Deus. Os predestinistas dizem que Deus escolhe algumas pessoas para que sejam salvas, enquanto outras estariam destinadas à perdição. Esta doutrina foi criada por Agostinho, bispo de Hipona, no quarto século, a partir de uma reação contra o livre-arbítrio. Filósofo e teólogo, Aurélio Agostinho nasceu no dia 13 de novembro de 354, na cidade de Tagaste, hoje chamada Souk Ahrás, província romana da Numídia, hoje Algéria, África, filho de um funcionário municipal, Patrício, e de Mônica, venerada como santa pelo catolicismo romano. Viveu durante 15 anos com a mãe de seu filho, Adeodato, sendo que os últimos oito anos foram passados em Cartago, também no continente africano, onde era professor de Eloqüência, função que posteriormente exerceu em Milão, na Itália. A família se desfez em 384, por motivos religiosos, quando Agostinho se converteu ao cristianismo, numa separação muito triste e dolorida para o casal. Adeodato ficou com o pai e a mãe voltou sozinha para Cartago. Em companhia da mãe, do irmão, Navígio, do filho e de alguns discípulos, Agostinho viveu numa espécie de retiro espiritual de setembro de 386 a março de 387, ano em que sua mãe foi vítima de uma enfermidade, que em nove dias provocou a sua morte, aos 56 anos de idade. No ano seguinte morreu Adeodato, seu filho, com 16 anos, também vítima de uma doença que em pouco tempo o matou. Em 395 foi sagrado bispo na cidade de Hipona, pequeno porto no Norte da África. Escreveu 232 livros, além de inúmeras cartas e sermões. Morreu com 76 anos, no dia 28 de agosto do ano 430. Algumas Ordens e Congregações Religiosas do catolicismo romano levam o seu nome, dentre elas Agostinianos Assuncionistas; Ordem dos Agostinianos Recoletos; Ordem de Santo Agostinho; Ordem dos Agostinianos Descalços. Confrontação bíblica Todas as vezes que a Bíblia fala que Deus nos predestinou, diz respeito a que Ele, na Sua onisciência, antecipou a possibilidade de que o ser humano escolhesse o caminho do mal,
  • 17. e, por isso, criou antecipadamente um plano para salvá-lo: "Nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade" (Efésios 1.5). E em todas as vezes que a Palavra de Deus fala de predestinação, refere-se a um povo ou um conjunto de pessoas, sempre num sentido coletivo, e nunca em particular. A predestinação não tem respaldo bíblico; é, portanto, uma doutrina falsa, e os que a apóiam ofendem diretamente a Deus, que não faz acepção de pessoas: "Porque para com Deus não há acepção de pessoas" (Romanos 2.11). A predestinação anularia o sacrifício do Senhor Jesus, pois se somos predestinados para a salvação ou perdição, Deus teria sacrificado Seu Filho inutilmente, e também Se revelaria um Deus cruel, que permitiria o nascimento dos seres humanos para depois destinar milhões para o inferno, pela Sua livre vontade. Eliminaria também a necessidade do ser humano ser julgado, pois como poderia ser condenado ou absolvido por algo que teria sido determinado por Deus, e não pela sua vontade própria? De nada adiantaria perseverar na fé cristã, pois aqueles que tivessem sido predestinados para serem salvos seriam salvos, e os perdidos já estariam perdidos. A Palavra de Deus, porém, diz que temos de perseverar na fé, combater o bom combate, viver uma vida santa e ser fiéis até a morte: 'Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo" (Mateus 24-13); "Combate o bom combate da fé..." (1 Timóteo 6.12); "Sede santos, porque eu sou santo" (1 Pedro 1.16); "Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida" (Apocalipse 2.10).
  • 18. 2. Violência O livro de Mateus nos relata que durante um de Seus sermões, Jesus Cristo anunciou o que é chamado "princípio das dores", dizendo: "E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos" (Mateus 24.12). E pelo fato do amor se esfriar de quase todos, temos visto que a cada dia aumenta a violência. E comum, nos dias de hoje, a divulgação nos noticiários de crimes cada vez mais violentos: filhos matando os próprios pais, crimes passionais e chacinas, dentre outros. Ate parece que as pessoas se alimentam da violência: "Do fruto da boca o homem comerá o bem, mas o desejo dos pérfidos é a violência" (Provérbios 13.2). A violência urbana tem ultrapassado em muito o limite do que se vê nas guerras, e foi exatamente isso que aconteceu antes do dilúvio: "A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência" (Gênesis 6.11). A Terra estava tão violenta, que Deus disse: "Resolvi dar cabo de toda carne, porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os farei perecer juntamente com a terra" (Gênesis 6.13). O que tem havido é a banalização do mal. O homem está se tomando cada vez mais violento; gastam-se milhões com segurança, e parece que quanto mais se fala no assunto, pior fica. O tráfico de drogas alimenta a violência e o contrabando de armas nas grandes cidades brasileiras. E no contexto internacional, a questão assume proporções ainda mais alarmantes. Em alguns países, o tráfico financia guerrilhas para a derrubada de governos, e em outros financia organizações terroristas, as quais usam até mesmo o nome de Deus para apregoar uma "Guerra Santa" e justificar atentados em outras nações, provocando a morte de milhares de pessoas. A realidade é que os moradores das metrópoles no mundo
  • 19. inteiro vivem amedrontados: "...porque vejo violência e contenda na cidade" (Salmos 55.9). Os veículos de comunicação divulgam sem nenhum pudor a violência. Até mesmo os filmes que são produzidos, na sua grande maioria, focalizam como tema principal a violência, confirmando o que diz a Palavra de Deus: "Faze cadeia, porque a terra está cheia de crimes de sangue, e a cidade, cheia de violência" (Ezequiel 7.23). Por mais que as pessoas tenham condições financeiras, não estão livres da violência, pois esta atinge todas as classes sociais, mantendo-as atormentadas: "...ora, o medo produz tormento..." (1 João 4.18). Isso tudo, no entanto, nada mais é que um sinal da volta de Jesus.
  • 20. 3. Guerras Já em 1905, o cientista Albert Einstein acenava com a fórmula matemática do átomo e, algumas décadas depois, após a II Guerra Mundial, o mundo conhecia, estarrecido, o alcance da descoberta da energia atômica, com a destruição das cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão. Era o poder atômico, previsto pela Bíblia em Apocalipse 13.13: "Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo dos céus faz descer à terra, diante dos homens." De acordo com estudiosos das Escrituras Sagradas, a palavra "céus" é traduzida do vocábulo grego "ouranos", que é exatamente o elemento do qual é produzida a bomba atômica. Confirmando a profecia, o Senhor Jesus, em Lucas 21.26, fala dos sinais do fim dos tempos: "Haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados." No livro de Mateus, Ele também fala de um tempo de acontecimentos terríveis, que ocorreriam um pouco antes da Sua volta à Terra. Até a descoberta da bomba atômica, entretanto, mesmo nas guerras pelas quais passava a humanidade, em várias partes do planeta, não havia destruição em frações de segundos, como a causada por uma guerra nuclear, conforme predisse a Palavra de Deus: "Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido, e nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos tais dias serão abreviados." (Mateus 24.21,22)
  • 21. O ápice desse leque de descobertas científicas dentro desse período foi exatamente a terrível tecnologia para a fabricação da bomba atômica, a qual, além de ter propiciado a tragédia da destruição de Hiroshima e Nagasaki, avança em seu aperfeiçoamento pelos países que ainda pretendem utilizá-la para a destruição de nações inteiras. Atualmente, grupos militares de todo o mundo se encontram em estado de alerta máximo. A guerra, que tanta gente temia, infelizmente já começou, e a ONU, Organização das Nações Unidas, classificou o acontecimento como a pior crise humanitária mundial. As tropas norte-americanas, apoiadas pelas tropas inglesas, e o exército da Aliança do Norte, milícia local armada que se opõe ao Talibã, regime fundamentalista do Afeganistão, no Oriente Médio, após terem atingido bases estratégicas em sete cidades daquele país, conseguiram chegar à capital, depondo o Governo e estabelecendo uma aliança provisória. Até que isso acontecesse, o mundo assistiu à fuga desesperada de milhares de afegãos em direção às fronteiras, enquanto caíam sobre o território, já quase totalmente arrasado pela guerra civil, bombas e mísseis, junto com os contêineres de "ajuda humanitária", alguns com até 900 Kg, que também provocaram mortes e destruição, quando atingiam áreas ainda habitadas. As lideranças das minorias políticas, étnicas e religiosas estão agora se reunindo, sob a coordenação da ONU, Organização das Nações Unidas, na tentativa de formar um governo de coalisão, para que todas as camadas da sociedade afegã tenham participação nas decisões quanto ao futuro da nação. As tropas russas, que durante muito tempo foram consideradas inimigas e combatidas, por estarem no país tentando manter o domínio da União Soviética, estão novamente presentes, desta vez para ajudarem a reconstruir a nação. Isso é parte de um acordo político, pois a Rússia sempre apoiou a Aliança do Norte na sua resistência contra a Milícia Talibã. Muito mais complicado, porém, do que deter as ofensivas terroristas, que podem incluir armas químicas e biológicas, é conter a perigosa onda de ódio que assola vários países do Oriente e do Ocidente. Chefes políticos, completamente cegos pelo rancor, e homens-bomba, suicidas enlouquecidos pelo fanatismo religioso, expõem bilhões de inocentes, de todas as nações, ao perigoso resultado de algo que pode ser classificado, no mínimo, como
  • 22. insanidade mental generalizada. Os norte-americanos, por sua vez, também já não se sentem tranqüilos em seu próprio país. Resta perguntar: Para onde correr, quando todo o planeta parece uma bomba prestes a explodir? "Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes do todos os homens , afirmou o apóstolo Paulo, em sua primeira carta aos Coríntios, capítulo 15, versículo 19. Reconhecidas historicamente como importantes marcos do cristianismo, as cartas de Paulo apontam para o único caminho de escape à frágil condição humana: o Senhor Jesus Cristo. Entretanto, esquecidos de olhar para o alto, de onde vem a salvação, os governantes elaboram estratégicas das mais complicadas e escusas, no intuito de demonstrar superioridade uns sobre os outros. Naturalmente a comunidade mundial lamenta o desaparecimento de tantas vidas no atentado terrorista ao World Trade Center, em Nova Iorque, Estados Unidos, ocorrido no dia 11 de setembro de 2001. Nada justifica tamanha tragédia. Mas não há, também, como explicar que a sede de vingança tenha chegado, com seus passos demoníacos, ao desesperado Afeganistão. "Ah! Meu coração! Meu coração! Eu me contorço em dores. Oh! As paredes do meu coração! Meu coração se agita! Não posso calar- me, porque ouves, ó minha alma, o som da trombeta, o alarido de guerra." (Jeremias 4.19)
  • 23. 4. Fome Em relatório oficial da Organização das Nações Unidas (ONU), constam os dados de que cresce a cada dia a distância que separa ricos e pobres em todo o mundo. Só nos últimos 30 anos, 20% das pessoas mais pobres do mundo diminuíram sua participação na renda mundial, enquanto a parte dos 20% mais ricos aumentou consideravelmente. As conclusões do relatório também são estarrecedoras: 358 multimilionários do mundo possuem, juntos, mais dinheiro do que 45% da população mundial. "Se continuarmos nesse ritmo, as diferenças deixarão de ser iníquas para se tornarem desumanas", advertiu o até então coordenador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Richard Jolly. Ainda segundo o relatório, aproximadamente 400 milhões de pessoas vivem na pobreza nas grandes cidades, o que corresponde a um terço da população urbana do mundo. Embora a produção de alimentos seja suficiente para acabar com a fome em todo o planeta, a injusta distribuição de renda impede que os mais pobres consigam recursos suficientes para comprar o alimento. Inúmeras análises sociais, econômicas e financeiras já derrubaram os mitos de que catástrofes naturais, como terremotos, secas e furacões, ou a superpopulação, sejam responsáveis pela fome que dizima povos inteiros. A omissão humana é, na verdade, a causa maior das desigualdades sociais. No Brasil, por exemplo, a seca na região Nordeste do país deixa para trás uma multidão de vítimas, entre homens, mulheres, crianças e animais, que morrem devido à falta de alimentos essenciais à vida. A desigualdade e má distribuição de renda têm sido alguns dos maiores vilões nesse abismo social existente entre a população brasileira. Essas pessoas acabam vivendo em condições subumanas, sem estruturas básicas, como saúde e educação,
  • 24. sendo as crianças, por motivos de sobrevivência, levadas aos trabalhos nas lavouras, ainda em idade pré-escolar, gerando, dessa forma, um dos maiores fatores de evasão das salas de aula, contribuindo para o aumento do número de analfabetos na região. Sem contar a taxa de mortalidade infantil, que continua atingindo escalas assustadoras. Em determinadas regiões nordestinas, de cada sete bebês que nascem, um morre antes de completar o primeiro ano de existência, em conseqüência de diarréia e desnutrição, e aqueles que sobrevivem têm uma expectativa de vida muito baixa. Famílias que normalmente vivem em casas construídas com palha, taipa, pau-a-pique ou bambus, usando o barro como enchimento, passam até semanas sem ter alimento em seus lares, sendo forçadas a consumirem calangos e vegetação local, principalmente espécies de plantas usadas para alimentação do gado, ou papa feita de farinha com água. Em algumas delas, a renda mensal é inferior a trinta reais. Visando à busca de soluções para os principais problemas do sertão nordestino, o Projeto Nordeste, idealizado pelo bispo Edir Macedo e dirigido pelo bispo Marcelo Crivella, vem sendo desenvolvido na Fazenda Nova Canaã, no município de Irecê, no interior do Estado da Bahia. Lá foi implantado o sistema de irrigação por gotejamento, nos moldes utilizados em Israel, São mais de 550 quilômetros de mangueiras providas de inúmeros furos, por onde goteja a água sobre o pe de cada planta, o que evita o desperdício. Essa água é extraída do subsolo, através de potentes bombas. No local existem mais de quinze poços artesianos, que abastecem dois reservatórios com capacidade para mais de três milhões de litros de água. Um dos trabalhos desenvolvidos na fazenda, por exemplo, é o cultivo de solos em clima semi-árido, utilizando modernas técnicas de produção de sementes e condições adequadas para industrializar e comercializar as safras obtidas. Quanto ao lado social, o projeto tem atendido às comunidades carentes, oferecendo emprego às famílias e tirando as crianças, na fase pré-escolar, dos trabalhos pesados na lavoura, evitando que elas, devido às precárias condições financeiras da família, tenham danos irreversíveis no desenvolvimento físico, intelectual e emocional. Confirmando que quando há vontade humana e fé, tudo é possível!
  • 25. 5. DOENÇAS Peste Negra — por volta do ano de 1357, pessoas de diversas partes do mundo começaram a ser atingidas por uma doença de causas desconhecidas até aquele momento, caracterizada pelo surgimento de manchas pretas provocadas por hemorragia subcutânea. Às vezes formavam-se dolorosos caroços em diversas partes do corpo, e quase sempre a morte era inevitável. Em algumas cidades da Europa, a epidemia chegou a dizimar quatro quintos de seus habitantes, sendo comum a abertura de grandes valas para sepultar os mortos. Calcula-se que tenham perecido quase 500 mil pessoas. Gripe Espanhola — no final da I Guerra Mundial, a Ciência já havia tido um grande avanço, e se esperava que grandes epidemias, de proporções como a da Peste Negra, não mais ocorressem. No entanto, em pouco tempo, uma gripe de forma virulenta assolou o mundo, e se contabilizaram mais mortos que durante os quatro anos de guerra. Dessa vez foi a Gripe Espanhola, que em uma estatística superficial vitimou 12 milhões de pessoas em todo o planeta. Tuberculose — hoje a quarta causa de mortes no mundo, atingiu 7,3 milhões de pessoas e provocou 2,9 milhões de mortes em 1997, porque as novas variedades da bactéria estão muito resistentes aos antibióticos atuais. Febre Amarela — vem ressurgindo com rapidez, matando em 1997 um total de 30 mil pessoas, com um saldo acumulado de 200 mil doentes, em sua maioria na África.
  • 26. Dengue — descoberta nos anos 70, é um vírus do grupo "arbovírus". A forma mais grave é a dengue hemorrágica. Hepatite C — silenciosa, calma e devagar; sem causar alarde e sem sintomas, a hepatite C, uma espécie de inflamação no fígado provocada pelo vírus HCV, é uma doença que pode levar até 30 anos para atingir seu objetivo: no mínimo, uma insuficiência hepática com cirrose. No máximo, um câncer fatal. Transmitido através do sangue contaminado, com transfusão, seringas e drogas injetáveis, o vírus, que tem como característica principal a evolução para a forma crônica e se subdivide em seis tipos, se instala e permanece no organismo, não escolhendo aparência nem classe social para atacar. Em seu silêncio, já fez mais de 170 milhões de portadores que, exatamente pela falta de sintomas, não conseguem diagnosticar a tempo de evitar o avanço e o estágio crônico. Dados da OMS, Organização Mundial de Saúde, prevêem que a doença deverá ter 500 milhões de vítimas em todo o mundo nos próximos anos. Ebola — é apenas mais um dos vírus descobertos recentemente, e que recebem a denominação de "emergentes". Ganhou notoriedade mundial com o surto da doença ocorrido no Zaire, no continente africano, em 1995. Mata 90% das suas vítimas, ocorrendo a morte em poucos dias. O quadro clínico é tão horrível que parece efeito especial de filme norte-americano, do gênero "terror-ficção". O vírus ataca todos os órgãos e tecidos do corpo humano, com exceção dos ossos e alguns músculos. O colágeno, substância responsável pela unidade da pele, e que mantém os órgãos juntos, transforma-se em uma pasta disforme. A pessoa infectada expele sangue por todos os orifícios do corpo, inclusive pelos olhos e rachaduras espontâneas que surgem na pele. O globo ocular fica cheio de sangue, o que causa cegueira. A hemorragia interna não pára, porque o sangue não coagula. O revestimento da traquéia e da garganta se desmancha, e pode descer para os pulmões. Surgem hemorragias no coração e o músculo fica flácido. O fígado incha, apodrece e se torna líquido; a medula se desfaz em pedaços; os rins, repletos de células mortas, deixam de funcionar e a urina se mistura com sangue. O baço incha e endurece, e a pessoa vomita pedaços de intestino com sangue. O vírus destrói o cérebro e a vítima geralmente tem convulsões epilépticas no estágio final da doença.
  • 27. Em janeiro de 1985, a Organização Mundial da Saúde publicou um relatório intitulado "Controle e prevenção de doenças transmissíveis, doenças infecciosas novas, emergentes e reemergentes", revelando o grau de preocupação com o surgimento de novas doenças. Médicos, biólogos e cientistas estão absolutamente perplexos com os acontecimentos. Doenças causadas por bactérias, como cólera, salmonelíase, difteria e meningite, além da dengue e da febre amarela, também voltaram a assustar o mundo. O medo de um ataque terrorista, utilizando armas biológicas, com bactérias e diversos tipos de vírus, se espalhou pelos Estados Unidos desde os ataques do dia 11 de setembro de 2001. A bactéria Antraz (Anthrax, conforme seu nome original), por exemplo, deixou o país mais rico do mundo em alerta depois de uma onda de contaminações. Ela é capaz de sobreviver por mais de cem anos, mesmo soterrada, segundo Brian Moffat, diretor de Arqueologia de uma escavação em Soutra, cidade nos arredores de Edimburgo, na Escócia, cuja equipe encontrou esporos soterrados, os quais sobreviveram por mais de um século. "Se a bactéria ainda está ativa aqui, há razão para acreditar que ela pode sobreviver em muitos outros locais", disse o pesquisador à agência de notícias France Presse. Um desses locais é a Ilha Guinard, a Oeste das terras escocesas. Em 1941, agentes dos serviços secretos inglês e norte- americano começaram a suspeitar que Hitler, o genocida que levou o mundo à II Guerra Mundial, estivesse fazendo testes com armas biológicas, utilizando exatamente essa bactéria. O Governo britânico decidiu então transferir seus pesquisadores para essa ilha, por ser pequena, desabitada e próxima à base militar de Loch Ewe, levando ainda 60 ovelhas, que serviram como cobaias nas experiências. Colocados em cercados e expostos à bactéria, os animais morreram em poucos dias, sendo enterrados em uma caverna na ilha, com algumas toneladas de pedra por cima. Isso, entretanto, não evitou que um dos corpos tosse levado para o mar durante uma tempestade. Foram necessários cinqüenta anos para descontaminar o local, e, mesmo assim, de acordo com o jornal árabe Khallej Times, só após onze anos da retirada das placas de "Afaste-se" poucas pessoas se aventuraram a visitar a ilha, que ficou conhecida como "a Ilha Antraz". Aids — o H.I.V. (Vírus da Imunodeficiência Humana),
  • 28. causador da Aids, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, foi isolado em 1983 e é 100% letal. Desde o surgimento da doença, ela é sem dúvida a mais conhecida. O vírus ataca os glóbulos brancos do sangue, responsáveis pela defesa do organismo, que, assim, fica debilitado e suscetível ao ataque de germes oportunistas, que provocam vários tipos de infecções. Não há perspectiva de vacina eficaz, porque o vírus se modifica constantemente. A Peste Negra, que assolou a Europa até o século XVII, parece uma simples gripe, se comparada à Aids, que é na verdade um caso de saúde pública mundial. Segundo pesquisas recentes publicadas em vários idiomas pelo Worldwatch Institute, organização não governamental sediada em Washington, capital norte-americana, desde o seu aparecimento, há 20 anos, a Aids já matou 20 milhões de pessoas em todo o mundo, deixando atualmente um contingente de 50 milhões de infectados. Ásia — A China, país com mais de um bilhão de habitantes, de acordo com os dados do Worldwatch, tem um milhão de infectados, um percentual considerado baixo em relação ao total da população. A transmissão do vírus está ligada à venda de sangue, que no interior da China continua sendo um recurso para aumentar a renda familiar, embora oficialmente esse comércio tenha sido extinto em 1998. Na índia, onde a prostituição é uma atividade que chega a pesar na economia, o número de soropositivos chega a quatro milhões. Em 1997, em Bombaim, a maior cidade da Costa Oeste, 70% das prostitutas já estavam infectadas pelo vírus da Aids. De acordo com relatório divulgado em dezembro de 2001 pela ONU, entretanto, os países do antigo bloco soviético são os que apresentam a maior taxa de crescimento de infectados pelo vírus HIV do planeta. Fontes extra-oíiciais afirmam que os números reais são até cinco vezes maiores do que os apresentados pelos governos locais. Países como Camboja e Tailândia não divulgaram dados oficiais quanto ao número de pessoas infectadas em seus territórios, nem qualquer outra estatística. Europa — Nos países do chamado Primeiro Mundo, os avanços nas pesquisas médicas têm levado à descoberta de terapias que prolongam a vida, o que, paradoxalmente, tem aumentado o número de infectados com o vírus HIV. A razão disso é que as pessoas estão encarando essas terapias como curas definitivas, deixando de lado o chamado "sexo seguro". América Latina — A transmissão do vírus da Aids na
  • 29. América Latina tem se dado principalmente entre casais heterossexuais, contrastando com os países do Primeiro Mundo, onde as relações sexuais entre homens têm sido a maior causa do aumento dos índices de infecção. Quase dois milhões de pessoas são portadoras do HIV, tornando essa região, somada ao Caribe, a segunda mais afetada do mundo, perdendo só para a África. África — A situação no continente africano é dramática. No ano 2000 o total de contaminados pelo vírus HIV chegou a 25 milhões. Pesquisas recentes divulgadas pela agência internacional de notícias Reuters mostram que mais de 12 milhões de crianças e adolescentes com menos de 15 anos ficaram órfãos no ano 2001, em conseqüência da Aids, na chamada África subsaariana, ou seja, nos países localizados abaixo do Deserto do Saara. Há que se levar em conta que essas crianças e adolescentes não têm outros parentes vivos com quem morar, indo para as ruas. A África do Sul, o país com maior desenvolvimento do continente africano, é também a nação com o maior número de infectados pelo vírus HIV em todo o mundo. Estatísticas oficiais apontam que uma em nove pessoas está contaminada, e que a cada ano nascem entre 70 mil e cem mil bebês com o vírus. Instituições religiosas em atividade junto às populações mais pobres do país, entretanto, afirmam que 60% dos sul-afncanos estariam contaminados pelo vírus HÍV. Aproximadamente 8% da população adulta de Camarões, país localizado na costa Oeste da África, estão infectados com o vírus da Aids. Em entrevista coletiva à imprensa internacional, o ministro Jacques Fame Ndongo declarou: "O Ocidente deveria mobilizar uma campanha mundial contra a Aids igual à coalizão internacional contra Bin Laden". Em Botswana, país ao Sul do continente africano, o índice de contaminação com o vírus da Aids atinge a marca de um terço dos adultos. O país solicitou ao Governo brasileiro cooperação para formação de profissionais e transferência de tecnologia para a produção de medicamentos, para enfrentar a epidemia. Convênios de cooperação já foram assinados pelo Brasil com Angola; Moçambique; Guiné-Bissau; Cabo Verde; São Tome e Príncipe; todos de língua portuguesa. Namíbia; Zimbabwe; África do Sul; Quênia e Nigéria, países de língua inglesa, já manifestaram interesse em um intercâmbio com o Governo brasileiro. Estados Unidos — De acordo com a Escola de Saúde pública de Harvard, em Boston, Estado de Massachusetts, a maioria dos universitários norte-americanos não usam regularmente preservativos, embora conscientes do risco das doenças
  • 30. sexualmente transmissíveis, o que inclui a Aids, Medicamentos — A Medicina ainda não acena com uma vacina ou um antibiótico realmente eficaz contra o HIV Uma medicação paliativa, entretanto, que reúne vários remédios e recebe a denominação de "coquetel anti-Aids", tem sido a causa de desentendimentos internacionais, por causa das patentes que os grandes laboratórios detêm. Quebra de patentes — O Brasil está propondo a quebra de patentes para dois de nove medicamentos que integram um coquetel anti-Aids, com base na Lei de Patentes, de 1996. Em novembro de 2000, entretanto, os Estados Unidos recorreram à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra esse tipo de iniciativa. A alegação dos laboratórios norte-americanos é que a quebra das patentes viola regras internacionais de proteção da propriedade intelectual. Organizações não governamentais de defesa dos direitos dos aidéticos acusam o Governo norte- americano de defender mais o acúmulo de lucros nos cofres desses laboratórios que a vida humana. O Governo sul-africano, o primeiro a se manifestar na ONU em favor da quebra de patentes, venceu no ano de 2001, nas cortes internacionais, uma disputa contra 39 das maiores empresas farmacêuticas do mundo, obtendo a permissão para importar versões mais baratas de drogas anti-Aids, o que no Brasil é chamado de medicamento genérico. O Quênia, também no continente africano, já anunciou sua intenção de seguir o mesmo caminho. Cruz Vermelha — Em reunião recente na Tailândia, Ásia, representantes da Cruz Vermelha, organismo internacional de ajuda, e das Sociedades do Crescente Vermelho, organizações não governamentais locais, elaboraram um manifesto pedindo mudanças nas leis internacionais de importação de genéricos, para que os fabricantes desses medicamentos possam exportá-los para os países com alta incidência de Aids. Conclusão A cada dia no mundo mais pessoas ficam doentes, o que somado ao encarecimento das modernas técnicas médicas faz aumentar em muito os gastos com saúde, principalmente nos países subdesenvolvidos. A humanidade, entretanto, está cada vez mais enferma. Moléstias antigas ressurgem com uma ferocidade jamais vista, enquanto novas doenças surgem a cada ano. Ainda que isso seja um sinal dos últimos dias da humanidade, saiba que se você se encontra doente, já buscou
  • 31. socorro na Medicina, através de tratamentos e remédios, e não obteve a cura, o Senhor Jesus na cruz do Calvário levou as nossas dores e as nossas enfermidades: "Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados." (Isaías 53.4,5) 6. Terremotos Considerados uns dos fenômenos mais notáveis dos últimos séculos, os terremotos têm sido notícia em muitos pontos da Terra. O acompanhamento dos registros dos abalos sísmicos dos últimos 500 anos mostra com fidelidade a profecia contida em Lucas 21.11: "Haverá grandes terremotos em vários lugares." São considerados grandes terremotos aqueles de magnitude igual ou superior a 6 na escala Richter. Essa escala, porém, é logarítmica, e, sendo assim, um terremoto de magnitude 7, por exemplo, é dez vezes mais forte que um de magnitude 6. Estima-se que ocorram atualmente em torno de 500 mil tremores por ano em todo o planeta, dos quais cem mil podem ser percebidos sem o uso de qualquer equipamento, e pelo menos mil causam danos. A tabela que se segue mostra o aumento da incidência de terremotos nos séculos passados: SÉCULO Nº DE TERREMOTO CONSEQUÊNCIAS XVI 258 860 mil mortos XVII 378 140 mil mortos XVIII 640 500 mil mortos XIX 2.119 179.153 mortos No século XX, o número e a intensidade dos terremotos aumentaram assustadoramente, sem contar os tremores menores, que também causam extensos danos, mas não são sequer noticiados. Em todo o século XIX ocorreram 41 grandes terremotos; no século XX, até maio de 1997 já haviam ocorrido 96, provocando a morte de mais de dois milhões de pessoas. De acordo com o vulcanologista Steve Mattox. da Universidade de North Dakora, nos Estados Unidos, na primeira
  • 32. metade do último século houve 15 terremotos considerados "de intensidade extrema", e na segunda metade foram 20 desses terremotos. No século XIX foram registrados apenas sete deles. A tabela a seguir mostra o aumento da incidência de terremotos até a década de 70, na região do Oriente Médio: DÉCADAS DO SÉCULO XX Nº DE TERREMOTOS POR DÉCADA 1900 a 1909 141 1910 a 1919 154 1920 a 1929 321 1930 a 1939 358 1940 a 1949 347 1950 a 1959 467 1960 a 1969 1.205 1970 a 1979 1.553 O depoimento a seguir é da iraniana Fatemeh Rafie, dona de casa, sobrevivente do mais recente terremoto que atingiu seu país: "Duzentas aldeias foram destruídas, sendo que sete foram literalmente engolidas pela terra. Mais de quatro mil pessoas morreram. O tremor foi tão forte que várias vezes tentei sair de casa, mas fui empurrada para as paredes. O solo formava ondas de quase meio metro; parecia que eu estava no mar". No Afeganistão, no último ano do século passado. 4.400 pessoas ficaram soterradas debaixo dos escombros deixados após um terremoto. O porta-voz da aliança militar que controlava a área declarou: "As colinas caíram umas sobre as outras, formando uma cratera gigante. Mais de 20 povoados foram destruídos". América Latina — Na América Latina houve três grandes terremotos nos 20 anos compreendidos entre 1926 e 1945. Entre 1946 e 1965 aconteceram quatro, e entre 1966 e 1985 houve um total de 12 grandes terremotos. Em 31 de maio de 1970, um sismo violentíssimo numa região costeira do Peru, que segundo estimativas atingiu 9 graus na escala Richter, aliado à ação de um fenômeno pouco conhecido na época, o chamado "efeito estufa", fez desabar um dos picos do Nevado de Huascaran, na Cordilheira dos Andes, situado a 14,5 Km da cidade de Yungay. Em menos de três minutos, Yungay foi soterrada por uma massa de gelo e entulho, que se deslocava a 330 Km/h. Mais de 30 mil pessoas morreram, soterradas por uma camada de 27 milhões de metros cúbicos de entulho, com espessura variando de quatro a dez metros. A repercussão internacional da tragédia, entretanto, foi muito pequena, devido a dois fatores: aconteceu em um país do
  • 33. Terceiro Mundo e naquele exato dia estava sendo aberta a Copa do Mundo de Futebol, a Taça Jules Rimet, da qual o Brasil saiu tricampeão. Ainda na costa deste mesmo país ocorreu recentemente um fenômeno ainda mais aterrador: terremoto seguido de maremoto. O centro da atividade sísmica foi localizado no Oceano Pacífico e atingiu 6,7 graus na escala Richter. Algum tempo depois houve um grande tremor no Equador, sendo seguido por mais de 300 abalos sísmicos de menor intensidade, e o terremoto que atingiu o litoral Nordeste da Venezuela foi tão forte que a terra tremeu em Manaus, capital do Amazonas, região Norte do Brasil, a 1.500 quilômetros de distância. Segundo as autoridades venezuelanas, foi o pior tremor dos últimos 30 anos. Quase na virada para o terceiro milênio um tremor de terra assustou a população de Mato Grosso, na região Centro-Oeste brasileira. O sismo, de 5 graus na escala Richter, foi o segundo maior já registrado no Brasil. O primeiro aconteceu na mesma região, em janeiro de 1995, e chegou a 5,6 graus. Tiveram repercussão internacional o terremoto que destruiu Manágua, capital da Nicarágua, na década de 70, e o que atingiu a Guatemala, pouco tempo depois, deixando além do elevado número de mortos o total de um milhão de desabrigados. Ocorreram ainda abalos sísmicos no Chile e na Argentina, no final do século passado. América do Norte — Nos Estados Unidos e no Canadá ocorreram 15 grandes tremores no período de 1911 a 1940; nos 30 anos seguintes, de 1941 a 1970, houve 18 grandes terremotos. Apenas na década de 70 ocorreram dez. Na Califórnia ocorreram, em todo o século XIX, 29 grandes terremotos; no século XX, até 1984 já haviam ocorrido 39. Washington, capital norte-americana, experimentou no século XIX seis grandes tremores; no século XX, só até 1983 foram 19. O Governo norte-americano dedica cem milhões de dólares por ano à pesquisa da previsão de terremotos, porém muitos sismólogos admitem que as tentativas de se encontrar uma maneira de avisar as pessoas com algumas horas de antecedência, ou ainda que sejam minutos, da ocorrência de um terremoto, resultaram inúteis. Thomas Heanton, pesquisador da Califórnia, é mais enfático e recentemente afirmou em uma entrevista na TV: "Nós nunca seremos capazes de prever em detalhes quando um terremoto se tornará grande". Ásia — No Japão, no século passado, foi registrada, em um único fim de semana, uma cadeia de mais de 200 terremotos de
  • 34. intensidades leve e moderada. O de Kobe, em 17 de janeiro de 1995, considerado o pior dos últimos 70 anos, apresentou uma magnitude de 7,2 graus na escala Richter. Na China, na primeira década do século XX houve 18 tremores com magnitude igual ou superior a 6 5. Nas três décadas seguintes houve, respectivamente, 35, 33 e 34 desses terremotos no país. Em 1976 o país foi atingido por um tremor de terra que causou 750 mil mortes. Li Xuanhu, um dos diretores do Centro de Sismologia da China, confirmou há pouco tempo a ocorrência, em um período de apenas seis meses, de três terremotos sérios em uma determinada área do país. "O tremor de sábado foi o pior na região de Lijiang desde 1474. Ao que tudo indica, a movimentação sísmica foi sentida também na Armênia, Paquistão e Japão", afirmou ele à imprensa local. Eis a declaração de um jornalista que se encontrava nas Filipinas, quando ocorreu o último grande terremoto noticiado naquele país: "Acordamos com um barulho ensurdecedor, e quando tentamos sair, ondas enormes, de dez a 15 metros de altura, se precipitaram sobre nós. Uma senhora que estava perto de mim perdeu quatro filhos. Mais de 600 tremores secundários foram registrados". Europa — A Itália foi a nação européia que já neste início do século XXI experimentou um terremoto. Prédios históricos foram atingidos, provocando lamentos por parte da comunidade acadêmica internacional. No final do século passado um sismo de 4,9 graus havia atingido a região central do país. Também foram registrados tremores perto das ilhas Fiji e na Grécia. Conclusão Entre maio e dezembro de 1995, aconteceram 33 fortes terremotos. A devastação provocada foi elevada o bastante para ganhar espaço na mídia impressa e eletrônica internacional. Os países atingidos foram: Estados Unidos; Grécia; Rússia; Itália; Japão; China; Birmânia; Indonésia; Peru; Chile; México; Turquia; Argélia; Equador; Egito; Israel; Jordânia; Nicarágua; Colômbia. Conforme estudiosos afirmam, esses dados mostram de forma inequívoca que a humanidade "não tem mais o solo firme sob os pés". Segundo eles, os terremotos continuarão aumentando em todo o mundo, tanto em quantidade quanto em intensidade. Na realidade, os habitantes do planeta estão totalmente vulneráveis diante dos tremores de terra. A perplexidade de
  • 35. sobreviventes e repórteres deixa claro o reconhecimento da incapacidade humana em dominar, mesmo com todo o avanço tecnológico, as forças da natureza. 7. Perseguição Haverá uma perseguição mais severa contra o povo de Deus. Aqueles que se mantiverem fiéis serão salvos: "Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo. Quando, porém, vos perseguirem numa cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel, até que venha o Filho do Homem." (Mateus 10.22,23) "Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros." (Mateus 24.9,10) "Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo." (Marcos 13.13) "Se vós fósseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que eu vos disse; não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa." (João 15.19,20) "Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo." (João 16.33)
  • 36. "Fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus." (Atos 14.22) "E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança." (Romanos 5.3) “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo." (Mateus 24.13) Ser perseguida é uma das características da Igreja cristã. O Senhor Jesus começou Sua vida neste mundo sob tremenda perseguição, que começou logo após a aparição da estrela e o anúncio dos três reis magos. Herodes, temendo que o Messias prometido fosse um rei secular, que tomaria o domínio de Roma, ordenou aos seus soldados que procurassem a criança anunciada pelos profetas de Israel e a matassem. A perseguição voltou sobre Ele imediatamente após o Seu primeiro sermão, proferido no templo. Fariseus, saduceus, zelotes, publicanos e outros grupos religiosos judaicos começaram a persegui-lO, com a aquiescência dos romanos. A Sua morte foi o ápice dessa perseguição. Aprisionado e crucificado como se fosse um criminoso, o Senhor Jesus teve a Sua sentença de morte registrada em um documento oficial do Império Romano, sob a acusação principal de querer incitar o povo contra o Governo. A perseguição à Igreja — Enquanto a Igreja permaneceu em Jerusalém, com os irmãos se reunindo para orar, estudar as Escrituras, cantar e louvar, não cresceu. Também não cumpriu o mandamento de que fosse pregado o Evangelho por todo o mundo, a toda criatura. Quando, porém, no ano 70 da nossa Era, o general romano Tito Vespaciano tomou Jerusalém e a destruiu, os cristãos foram espalhados por toda parte. Depois disso, quando a Igreja começou a ser perseguida, principalmente em Roma, teve início o seu crescimento. A perseguição aos evangélicos no Brasil — Preconceito, discriminação e intolerância religiosa fazem, há quase 500 anos, o pano de fundo da história da perseguição aos evangélicos, iniciada com a Reforma Protestante. O saldo de
  • 37. perseguições, aliás, só é comparado aos tempos da Igreja primitiva. No Brasil, a presença evangélica é repleta de perseguições, incentivadas pela Igreja Romana. Em 1922, o padre carioca Soares de Azevedo declarou publicamente, em relação ao protestantismo: "Esta seita não causa lesões externas como a varíola, nem corrói os pulmões como a tísica, mas envenena a alma, deforma o caráter, deprime o espírito e desnacionaliza o indivíduo". Nas duas décadas seguintes, as igrejas evangélicas, chamadas pejorativamente de "tendas das seitas", foram sistematicamente invadidas. O clero romano proibia os fiéis até mesmo de cumprimentarem os evangélicos quando passavam pelas ruas, e incentivava as hostilidades aos templos. A perseguição à IURD — Na Igreja Universal, além da experiência de fé as pessoas são incentivadas a reconstruírem suas vidas, recuperando sua dignidade e se tornando participantes da sociedade, lutando também pelos seus direitos. Também são esclarecidas quanto às tramas e armações do catolicismo romano para se manter no poder. Inconformadas com o crescimento da IURD, autoridades civis, militares e religiosas têm feito de tudo para impedir a abertura de novos templos e a continuidade do trabalho espiritual no Brasil e em outros países, tentando até impingir o conceito de "seita". No dia 17 de abril de 1987, quando foi realizada a primeira concentração no Maracanã, no Rio de Janeiro, o maior estádio de futebol do mundo, estiveram presentes quase 200 mil pessoas, um público que nem o futebol naquela época conseguia reunir. O volume das criticas, a partir desse dia, aumentou. Por ocasião de nova concentração, em abril de 1992, os ataques por parte da imprensa se repetiram. Um jornal secular, por exemplo, chamou os membros da Igreja Universal de "fanáticos e cegos", c acusou os pastores e bispos de "aliviarem os bolsos dos fiéis, enchendo dezenas de sacos de dinheiro". As matérias jornalísticas, entretanto, jamais analisaram o motivo pelo qual tantas pessoas se reúnem para um culto em um estádio. Ignoram completamente a transformação de inúmeras vidas convertidas ao Senhor Jesus, e os testemunhos de pessoas que ficaram curadas de graves doenças, alcançando ainda o conforto espiritual, a solidariedade e a prosperidade material, após terem entrado para a Igreja Universal. Investigação pela Receita Federal — Em 1989, a Igreja Universal foi alvo da maior investigação já realizada pela Receita Federal e pelo Banco Central, com o intuito de enquadrar o bispo
  • 38. Edir Macedo no crime de sonegação de Imposto de Renda. O bispo também foi alvejado por mais quatro inquéritos: charlatanismo, evasão de divisas, estelionato e até narcotráfico. Foi inocentado de todos. Prisão do bispo Macedo — No dia 24 de maio de 1992, um domingo, na capital paulista, 15 policiais fortemente armados, dentre eles cinco delegados da Divisão de Captura da Polícia de São Paulo, interceptaram o carro do bispo Macedo, que acabara de sair da igreja. Com sua família ameaçada pela mira de metralhadoras, escopetas e revólveres, ele foi empurrado para dentro de uma das quatro viaturas que pararam o trânsito, cumprindo um mandado de prisão indevido -surpreendentemente expedido no prazo recorde de 24 horas, um "milagre" para os "padrões de eficiência" da Justiça brasileira, e totalmente falho quanto à sua legitimidade, fato reconhecido na época pelo próprio Tribunal de Alçada. Este episódio foi apenas o começo de uma sucessão de atos de perseguição contra a Igreja Universal, envolvendo os meios de comunicação, o poder político e a Igreja Romana. "Guerra santa" — No dia 12 de outubro de 1995, quando abordava na televisão a questão da idolatria, um dos bispos da Igreja Universal, no ímpeto de mostrar que uma imagem nada mais é que um objeto feito por mãos humanas, sem poder algum para abençoar a vida de quem quer que seja, tocou com os pés uma imagem da chamada "padroeira do Brasil", no intuito de mostrar que era oca. Imediatamente a mídia secular entrou em ação, divulgando repetidamente a cena, inclusive alterando o som, de forma a parecer que o bispo havia praticado atos de vandalismo contra um símbolo católico. Apesar do pedido público de desculpas do bispo Macedo aos católicos, em reprovação àquela atitude precipitada, foi deflagrada uma suposta "guerra santa", alimentada por interesses excusos. Vários templos foram apedrejados e bombas de fabricação caseira foram encontradas. Algum tempo depois, nova campanha difamatória foi reaberta, com a exibição de uma minissérie em uma rede de televisão, reproduzindo alguns diálogos de uma entrevista concedida pelo bispo Macedo a uma revista secular. No Natal daquele mesmo ano, a mesma rede de televisão exibiu uma fita de vídeo, retratando momentos de folga, descontração e intimidade de um grupo de pastores, não mostrando nada demais, tanto do ponto de vista teológico quanto moral ou legal.
  • 39. Com essa exibição, entretanto, várias autoridades foram a público atacar a Igreja Universal, e fizeram diversas acusações contra o bispo Macedo, das quais já foi absolvido. A fita pertencia a um ex-pastor, que anteriormente já havia acusado a IURD de ter recebido um milhão de dólares de um "traficante colombiano", e de aceitar a "lavagem de dinheiro de drogas" de cartéis colombianos. Tudo pura fantasia, engendrada com o propósito de desmoralizar, denegrir e até chantagear. Como parte de seu plano, esse ex-pastor, naquele mesmo mês, convidou um grupo de jornalistas para assistirem, na casa da sua advogada, na periferia de Recife, capital pernambucana, algumas fitas que, segundo ele, mostrariam pastores e bispos da IURD assistindo a uma sessão de filme pornográfico. Na frente de todos, após receber um telefonema, ele afirmou que sua esposa, que levaria as supostas fitas, teria sido assaltada por quatro homens encapuzados, que teriam levado exatamente as tais fitas, das quais ele não teria cópias. O silêncio quanto ao trabalho social — Naquele ano, 1995, a ABC, Associação Beneficente Cristã, braço social da IURD, havia distribuído sete mil toneladas de alimentos não perecíveis no Brasil, sendo três mil toneladas no Rio de Janeiro, alcançando mais de 400 comunidades carentes. Nada foi dito quanto a isso nos meios de comunicação seculares. Esse silêncio proposital acontece também em relação aos trabalhos de assistência a drogados, ressocialização de detentos e distribuição de cestas básicas aos seus familiares, alfabetização, através do Supletivo Universal Ler e Escrever, e cursos profissio- nalizantes gratuitos, sem falar nas consultas médicas, odontológicas e jurídicas, com profissionais voluntários, que atendem a pessoas que vivem nas ruas, levando ainda serviços estéticos, de enfermagem e higiene. Chile — Desde que a Igreja Universal do Reino de Deus chegou ao Chile, vem sendo perseguida. Quando, no entanto, foi publicado no Diário Oficial o seu reconhecimento jurídico - Decreto Supremo nº 1.126, de 10 de novembro de 1995, outorgado pelo Ministério da Justiça - a situação se agravou. No final do ano de 1997, o delegado Mateus Casado Martins, da Polícia Federal brasileira, enviou um ofício ao cônsul do Chile no Rio de Janeiro, Eraldo Munoz, ex-padre católico romano, informando que, no Brasil, a IURD respondia por processos de estelionato, charlatanismo e curandeirismo, mas tais processos já haviam sido arquivados por falta de provas. Sugeria ainda um envolvimento com o narcotráfico, crimes fiscais e evasão de divisas.
  • 40. O Ministério do Interior do Chile, através do Departamento de Estrangeiros e em conjunto com o Ministério do Exterior, negou então o visto de permanência a nove pastores, com as esposas e filhos, sendo um deles casado com uma cidadã chilena e, portanto, com direito legal de permanecer no país. As famílias brasileiras foram levadas a depor na Polícia Internacional (Polinter), tiveram os documentos retidos e passaram a viver em regime de prisão condicional. Duas vezes na semana, todos eram obrigados a se apresentar ao quartel da polícia de investigação. A Corte de Apelações de Santiago, capital chilena, rejeitou o recurso de proteção aos pastores e suas famílias, que não contaram sequer com o apoio da Embaixada Brasileira. Em ofício enviado ao ministro da Justiça na época, íris Rezende, o diretor da Polícia Federal, afirmou não existir nenhuma investigação contra a Igreja Universal. A partir desse documento, o ministro enviou um novo ofício ao Chile, solicitando atenção especial ao caso dos religiosos. Zâmbia — A Igreja Universal chegou à Zâmbia, no Sudeste do continente africano, país predominantemente católico, em 1995, e logo iniciou uma programação evangelística na emissora de rádio ZNBC, a Rádio Nacional da Zâmbia, cujas transmissões abrangiam inclusive a vizinha República do Congo. Os programas iam ao ar de segunda a sexta-feira, das 19 às 20h, ao vivo, com testemunhos e pregação da Palavra de Deus, além das músicas gospel. Com isso, começaram a chegar pedidos de que templos fossem abertos em outras regiões do país. Em agosto de 1997, a IURD adquiriu então, diretamente do Governo, um terreno no Centro de Lusaka, a capital, no ponto de maior circulação de pessoas e veículos. Quando, entretanto, foi dada entrada na licença para a construção do que viria a ser a catedral, surgiram no Times of Zâmbia, jornal estatal, acusações de que os pastores "bebiam o sangue das pessoas". As fundações da catedral, que já estavam sendo preparadas, foram então destruídas por indivíduos armados, que invadiram a propriedade com tratores. Alguns dias depois, apareceram outras pessoas portanto um documento que lhes garantia a posse daquele terreno havia mais de quatro anos. Ciente de ter havido corrupção naquela venda, o Governo cedeu à Igreja Universal um terreno ao lado, com o dobro da área. Três semanas depois, um funcionário do Departamento de Home Assair, que controla a entrada de estrangeiros no país, entregou ao pastor Carlos Alberto Marques Corrêa, responsável pelo trabalho no país à época, um documento dando conta do cancelamento do registro
  • 41. da IURD, "por não contribuir para o bem-estar, a paz e o progresso do país, e por envolvimento em atividades ilegais", devendo encerrar imediatamente suas atividades. Apesar do prazo legal de 21 dias para apelação, no domingo seguinte indivíduos com fardas do Exército, fortemente armados, invadiram o templo, expulsaram os membros, que participavam do culto, e levaram preso o pastor Carlos da Silva de Lima, soltando-o no dia seguinte, com a determinação de que todos os pastores e suas famílias abandonassem a Zâmbia, levando apenas seus objetos de uso pessoal, deixando para trás todos os bens adquiridos pela IURD. O pastor Carlos Alberto Corrêa, através de advogados, obteve permissão para permanecer por mais oito dias, mas ficou proibido de orar em hospitais, presídios e outros locais públicos, bem como se reunir com os obreiros. Enquanto isso, à semelhança da Igreja primitiva, os membros e obreiros se reuniam numa floresta próxima à capital e em suas próprias casas, e isso durante três meses. Algumas autoridades, no entanto, procuravam acabar com o trabalho da IURD no vizinho Zimbabwe, enviando ao Governo local as publicações difamatórias da mídia. No dia do julgamento da apelação na Suprema Corte, no dia 2 de dezembro, porém, em questão de minutos o tribunal determinou que nada havia sido provado contra a Igreja Universal, que deveria ser reaberta imediatamente. No dia 5 foi realizado em um auditório, com a presença de quatro mil pessoas, um culto simbólico de reabertura das atividades. Na manhã seguinte foram iniciadas as obras para a construção da catedral. Todos os bens seqüestrados foram recuperados e nenhum obreiro ou membro se afastou. Cronologia das perseguições à IURD 1989 — Um processo foi iniciado por carta anônima. O bispo Macedo, entretanto, já morava no exterior desde 1986, estando, portanto, há três anos distante do palco dos acontecimentos narrados pela acusação. 1992 — O bispo Macedo foi preso, arbitrariamente, por 15 policiais paulistas fortemente armados, e levado à Divisão de Captura da Polícia de São Paulo. Acusado de charlatanismo, permaneceu 11 dias na prisão. Foi posteriormente absolvido tanto pelo Tribunal de Alçada quanto pelo Superior Tribunal de Justiça. 1994 — No mês de julho, uma rede de TV veiculou em um de seus programas de domingo uma reportagem sobre a Igreja Universal, distorcendo os fatos sobre dízimos e ofertas. 1995 — Apesar do pedido público de desculpas do bispo
  • 42. Macedo aos católicos, em reprovação à atitude precipitada de um dos bispos em relação a uma imagem da "padroeira do Brasil", foi deflagrada uma suposta "guerra santa", alimentada por um conglomerado de empresas de comunicação. Vários templos foram apedrejados e bombas de fabricação caseira foram encontradas. Algum tempo depois, nova campanha difamatória foi reaberta, com a exibição na TV de uma minissérie, reproduzindo alguns diálogos de uma entrevista concedida pelo bispo Macedo a uma revista. No Natal desse mesmo ano, surgiu nova onda de acusações contra o bispo Macedo, das quais foi absolvido. 1996 — O Governo mexicano proibiu a Igreja Universal do Reino de Deus de realizar cultos sem prévia autorização. Na cidade do Porto, em Portugal, a compra do Coliseu, tradicional casa de espetáculos, originou distúrbios populares, insuflados pela mídia, inclusive a brasileira. A prefeitura, então, desfez o negócio. 1997 — Foi elaborado um Projeto de Lei que afetaria sobremaneira os cultos nas igrejas evangélicas. A Lei Ambiental 1164-D, mais conhecida como "Lei do Silêncio", previa pena de prisão para os pastores responsáveis pelos templos que produzissem som acima do limite estabelecido. Os parlamentares evangélicos, agindo rapidamente, pressionaram o Governo para a revisão da lei, respaldados na mobilização da população evangélica brasileira. No final do ano, nove pastores da IURD e suas famílias foram expulsos do Chile, sob o argumento de estarem exercendo atividades religiosas sem autorização do governo local. 1998 — Em abril, na Zâmbia, a IURD teve seus templos fechados e seus pastores expulsos do país, sob acusação de praticarem atos de bruxaria e feitiçaria, No dia 5 de setembro, uma tragédia sem precedentes atingiu a Igreja Universal: o desabamento de parte do teto do templo situado em Osasco provocou a morte de 27 pessoas e deixou mais de 500 feridas. Desrespeitando a intensa dor do povo evangélico, setores da mídia reiniciaram os ataques à IURD. 1999 — No mês de outubro, o Governo mexicano negou o pedido de registro da Igreja Universal do Reino de Deus como associação religiosa. O argumento utilizado foi que "a doutrina da Universal não tem tradição no país, onde 90% dos 95 milhões de habitantes afirmam ser católicos".
  • 43. 8. Pregação do Evangelho Entre todos os evidentes sinais proféticos sobre a segunda vinda de Jesus à Terra, um, particularmente, tem o efeito impulsionador e de esperança para todo cristão sincero e fiel às Escrituras: "E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações, Então, virá o fim." (Mateus 24.14) As Escrituras Sagradas demonstram que Ele virá a qualquer momento, e que escasso é o tempo que resta ao mundo para um arrependimento. Aos crentes em Jesus, resta-lhes guardar a sua coroa e esperar pelo Noivo. Há, porém, ainda uma obra a ser realizada, pois menos da metade do mundo está evangelizada. No cinturão que se estende pelo Norte da África, Oriente Médio, índia e Ásia, vivem milhões de pessoas que ainda não tiveram oportunidade de conhecer o Evangelho. Neste trecho, conhecido dos missionários evangélicos como "Janela 10/40", reúnem-se mais de 80% dos povos mais pobres do mundo, a maioria muçulmanos, hindus e budistas, espalhados por 62 países. De acordo com as agências missionárias, o investimento para a evangelização nessa parte do globo terrestre representa apenas 1% dos recursos destinados ao envio de cristãos, apesar de ali se concentrarem 97% dos povos sem evangelização. Obstáculos econômicos, espirituais e políticos estão entre os motivos da pouca evangelização nessas áreas, mas as diversas denominações evangélicas não têm medido esforços para cumprirem o "Ide" de Jesus: "E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" (Marcos 16.15). No Tibete, por exemplo, a crença enraizada no budismo faz seus seguidores acreditarem que se não fizerem um grande
  • 44. esforço para o cumprimento de boas ações, nascerão de novo num estado inferior, na pele de um mendigo ou animal. No Noroeste da China, os habitantes das montanhas e desertos, em sua maioria, são produtores de algodão, uvas e melões, representando a terceira minoria étnica do país. Segundo as agências, mais de 25 milhões de chineses se converteram ao Evangelho nos últimos cinco anos. Embora parcialmente impedidos por restrições governamentais e pelo crescimento do islamismo, os evangélicos de todo o mundo não têm medido esforços para a evangelização desses povos. No Cazaquistão, nos últimos anos, através da pregação da Palavra de Deus e pelo poder do Espírito Santo, famílias inteiras têm sido batizadas. A mídia na evangelização — Há pouco mais de duas décadas, as igrejas evangélicas não se davam conta do imenso poder dos meios de comunicação de massa. A Igreja Universal do Reino de Deus foi pioneira no uso intensivo da mídia como veículo de evangelização, com o objetivo de divulgar ainda mais a Palavra de Deus. Assim, tem desenvolvido em todo o mundo um expressivo sistema de mídia impressa e eletrônica. No Brasil, por exemplo, a Universal Produções foi fundada no ano de 1980, no galpão de uma antiga funerária, no bairro da Abolição, subúrbio do Rio de Janeiro, quando as reuniões passaram a ser realizadas no número 7.702 da mesma avenida. No galpão vazio, seis funcionários começaram a produzir folhetos para serem usados na evangelização. O primeiro livro publicado foi "Orixás, Caboclos & Guias: Deuses ou Demônios?", o campeão de vendas de todos os livros evangélicos no país, com exceção, é claro, da Bíblia Sagrada, o maior best seller de todos os tempos. Escrito pelo bispo Macedo, o livro, que teve sua primeira edição com uma tiragem de 20 mil unidades, já vendeu mais de dois milhões de exemplares e se encontra atualmente na sua 13- edição. O vertiginoso crescimento da Igreja Universal do Reino de Deus, entretanto, e a conseqüente necessidade do aumento da tiragem das obras já publicadas e da publicação de novas levaram à construção do atual parque gráfico, com uma área de 12 mil metros quadrados e mais de 280 funcionários, onde teve início a publicação do seu periódico de maior tiragem, o jornal Folha Universal, com sua tiragem média de mais de um milhão e 500 mil exemplares semanais. Sendo um dos principais meios de evangelização para aqueles que pregam a Palavra de Deus de porta em porta, nas
  • 45. comunidades carentes, nos hospitais ou nas unidades prisionais, sua missão é também preencher a lacuna deixada pelos grandes jornais seculares no meio evangélico. O primeiro periódico foi a revista Plenitude, lançada em agosto de 1980, que continua sendo um veículo formador de opinião junto a uma ampla gama de leitores, em todo o território brasileiro. A revista Obreiro Aprovado, hoje chamada Obreiro de Fé, foi lançada em abril de 2000 e é dirigida ao corpo de obreiros da IURD, candidatos e membros dos grupos de evangelização e do Nova Geração. Suas matérias são de conteúdo exclusivamente espiritual, visando à orientação para o trabalho na obra de Deus. Um ano depois foi criada a revista Ester, dirigida ao público feminino, já um sucesso editorial. A mídia eletrônica — Desde o seu início, a IURD tem levado, de forma rápida e objetiva, a mensagem salvadora e restauradora do Evangelho, através dos programas em emissoras de rádio. Atualmente, através da Rede Aleluia, com mais de 30 emissoras, tem sido possível transmitir simultaneamente, via satélite, para todos os estados brasileiros, a programação da IURD e o melhor da música gospel. A Rede Record de Televisão, a única rede de TV que fica 24 horas por dia no ar, com 67 emissoras, entre próprias e afiliadas, e centenas de retransmissoras, tem transmitido os programas evangelísticos da Igreja Universal durante toda a madrugada. No segundo semestre de 1998, a Record inovou em termos de evangelização. A minissérie "O Desafio de Elias", da qual participaram conhecidos nomes da teledramaturgia brasileira, tanto na produção quanto no elenco, foi vendida para o México; Chile; Panamá; Equador; Venezuela; Colômbia e Porto Rico. Internet — A Informática também não pode ser ignorada como veículo para a pregação do Evangelho. A IURD, através do portal www.arcauniversal.com, mantém diversos sites, com informações a respeito da obra de Deus no Brasil e nos demais países, nos seus respectivos idiomas, e ainda notícias e informações de interesse geral.
  • 46. 9. Arrebatamento A palavra "arrebatamento" vem da palavra "raptus", que em Latim quer dizer "arrebatado rapidamente e com força". Quando a Bíblia fala do arrebatamento, está falando da ocasião em que a Igreja do Senhor Jesus será retirada da Terra, para se encontrar com Ele nos ares. Os cristãos devem estar prontos e esperar constantemente por esse evento iminente. Jesus virá, de modo inesperado, arrebatar os que viverem na Terra nessa ocasião. E bom salientar que só os salvos serão arrebatados. Instantes antes do arrebatamento acontecerá a ressurreição daqueles que morreram em Cristo: "Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro." (I Tessalonicenses 4.1 6) Os cristãos que estiverem vivos nessa época receberão corpos transformados, e os que já tiverem morrido em Cristo, antes do arrebatamento ressuscitarão. Tantos os ressurretos quanto os salvos serão arrebatados juntos, para se encontrarem com o Senhor nos ares. Os vivos terão os seus corpos mortais revestidos de imortalidade: "Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo morta! se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de Incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória."
  • 47. (I Coríntios ! 5.5 ! -54) Tudo isso acontecerá num abrir e fechar de olhos. Os arrebatados estarão livres de todas as aflições, perseguições e opressões: "Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra." (Apocalipse 3.10) O arrebatamento livra os salvos da chamada Grande Tribulação. Aqueles que estão na igreja, mas não abandonaram o pecado, serão deixados aqui e estarão sujeitos aos flagelos: "Mas, se aquele servo disser consigo mesmo: Meu senhor tarda em vir, e passar a espancar os criados e as criadas, a comer, a beber e a embriagar-se, virá o senhor daquele servo, em dia em que não o espera e em hora que não sabe, e castigá-lo-á, lançando- lhe a sorte com os infiéis." (Lucas 12.45)
  • 48. Segunda parte 1. A tribulação 2. A Grande Tribulação 3. O anticristo 4. As duas testemunhas 5. Cristo volta para julgar e guerrear 6. Armagedom 7. O Milênio 8. O Juízo Final 9. Novos céus e nova Terra
  • 49. 1. A TRIBULAÇÃO Os fiéis serão preservados da tribulação que começará logo após o arrebatamento. Haverá um tempo de aflição de escala mundial, que durará sete anos. Falsos profetas aparecerão e realizarão grandes sinais e maravilhas. O anticristo aparecerá e fará unia aliança com Israel nos primeiros três anos e meio, e sobre o mesmo falaremos mais adiante. Aqueles que tiveram a oportunidade de entregar a vida ao Senhor Jesus e não o fizeram, não encontrarão mais arrependimento, pois o Espírito Santo, que convence do pecado, não estará mais agindo na Terra, até porque o anticristo só se revelará após a retirada do Espírito Santo: "Quando ele vier convencerá o mundo do pecado..." (João 16.8); "Com efeito o mistério da iniqüidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém; então será de fato revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca, e o destruirá pela manifestação de sua vinda" (2 Tessalonicenses 2.7,8). Será um tempo de perseguição para todos os que não foram arrebatados, quando ocorrerá uma grande rebelião contra a fé. Começará com a abertura dos sete selos: Primeiro selo: "Vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos, e ouvi um dos quatro seres viventes, dizendo, como se fosse voz de trovão: Vem! Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer." (Apocalipse 6.1,2) Este cavaleiro é o anticristo. Segundo selo:
  • 50. "Quando abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizendo: Vem! E saiu outro cavalo, vermelho; e ao seu cavaleiro, foi- lhe dado tirar a paz da terra para que os homens se matassem uns aos outros, também lhe foi dada uma grande espada." (Apocalipse 6.3,4) Estas são as manifestações do cavaleiro do cavalo vermelho: guerras. Terceiro selo: "Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro servivente dizendo: Vem! Então, vi, e eis um cavalo preto e o seu cavaleiro com uma balança na mão. E ouvi uma como que voz no meio dos quatro seres viventes dizendo: Uma medida de trigo por um denáno; três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho." (Apocalipse 6.5,6) O terceiro selo apresenta um cavaleiro sobre um cavalo preto, trazendo a fome. Quarto selo: "Quando o Cordeiro abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizendo: Vem! E olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado Morte: e o Inferno o estava seguindo, e foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra para matar à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da terra." (Apocalipse 67,8) A abertura deste quarto selo explica por si mesma o que vai acontecer. Uma quarta parte de todos os habitantes da terra morrerá. Este é o único cavaleiro identificado por um nome: Morte. Ele é seguido pelo inferno, o que significa que aqueles que morrerem sob a ação deste cavaleiro serão tragados pelo inferno. Quinto selo: "Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que
  • 51. também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram." (Apocalipse 6.9-11) As almas debaixo do altar são resultado do domínio de terror do anticristo. Aqueles que, durante o período da tribulação, converteram-se ao Senhor Jesus, serão perseguidos e mortos implacavelmente pelo anticristo. Sexto selo: "Vi quando o Cordeiro abriu o sexto seio, e sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue, as estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte, deixa cair os seus figos verdes, e o céu recolheu-se como um pergaminho quando se enrola. Então, todos os montes e ilhas foram movidos do seu lugar. Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos, e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?" (Apocalipse 6.12-17) Na abertura deste selo, a Terra passa a ser o palco das maiores catástrofes de toda a história da humanidade. Os juízos deste selo são uma espécie de introdução para a segunda etapa da volta do Senhor Jesus. Primeira etapa — Arrebatamento. Segunda etapa — Ele virá juntamente com a Sua Igreja, como juiz para o mundo. Sétimo selo: "Quando o Cordeiro abriu o sétimo seio, houve silêncio no céu cerca de meia hora. Então, vi os sete anjos que se acham em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas. Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono; e da mão do anjo subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos. E o anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o atirou à terra. E houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto. Então os sete anjos que tinham as sete trombetas prepararam-se parar tocar."
  • 52. (Apocalipse 8.1-6) A abertura desse selo dá origem às sete trombetas e às sete taças da ira de Deus, que falaremos no próximo capítulo. Pessoas serão salvas durante esses dias - muitos judeus se voltarão para o Senhor Jesus, porém aqueles que quiserem ser salvos e se voltarem para Jesus nessa ocasião terão que pagar o preço da salvação com a própria vida: "Quando estiveres em angústia, e todas estas coisas te sobrevierem nos últimos dias, e te voltares para o Senhor, teu Deus, e lhe atenderes a voz, então, o Senhor, teu Deus, não te desamparará, porquanto é Deus misericordioso, nem te destruirá, nem se esquecerá da aliança que jurou a teus pais." (Deuteronômio 4.30,31)
  • 53. 2. A Grande Tribulação Os últimos três anos e meio da tribulação são conhecidos como "a Grande Tribulação", pois será o período que começará com a abominação desoladora no templo: "Depois do tempo em que o sacrifício diário for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá ainda mil duzentos e noventa dias." (Daniel 12.11) O anticristo romperá a aliança com Israel, mostrando-se no templo e exigindo veneração divina. E justamente a respeito disso que o Senhor Jesus disse: "Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê, entenda)." (Mateus 24.15) Será o período de aflição mundial mais terrível, mais intenso de toda a história da humanidade: "...e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até aquele tempo" (Daniel 12.1). Será o tempo dos terríveis juízos causados pelas sete trombetas: Primeira trombeta: "O primeiro anjo tocou a trombeta, e houve saraiva e fogo de mistura com sangue, e foram atirados à terra. Foi, então, queimada a terça parte da terra, e das árvores, e também toda erva verde." (Apocalipse 8.7) O soar dessa primeira trombeta ressalta um fato interessante: a destruição é sobre a terça parte da Terra. Imagine a terça parte da Terra, das árvores e de toda a vegetação ser
  • 54. queimada! Se já havia fome antes, a fome agora será triplicada. Segunda trombeta: "O segundo anjo tocou a trombeta, e uma como que grande montanha ardendo em chamas foi atirada ao mar, cuja terça parte se tornou em sangue, e morreu a terça parte da criação que tinha vida, existente no mar, e foi destruída a terça parte das embarcações." (Apocalipse 8.8,9) Não podemos precisar o que significa "uma como que grande montanha ardendo em chamas foi atirada ao mar", mas podemos imaginar que um meteoro possa estar em questão. Não podemos garantir nada a esse respeito, porém há um estudo que prevê a queda de um meteoro neste planeta por volta do ano 2016. A terça parte da Terra já foi queimada; agora é a vez do mar, que perde a terça parte da vida que nele há. Terceira trombeta: "O terceiro anjo tocou a trombeta, e caiu do céu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas uma grande estrela, ardendo como tocha. O nome da estrela é Absinto; e a terça parte das águas se tornou em absinto, e muitos dos homens morreram por causa dessas águas, porque se tomaram amargosas." (Apocalipse 8.10,11) O elemento central do juízo dessa trombeta é a grande estrela chamada Absinto, que cai sobre as fontes de águas, tornando-as amargas. Absinto, planta aromática e amarga, aparece na Bíblia assim como o fel, para expressar algo amargo. É como lemos em Provérbios 5.4: "Mas o fim dela é amargoso como o absinto". Quarta trombeta: "O quarto anjo tocou a trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, da lua e das estrelas, para que a terça parte deles escurecesse e, na sua terça parte, não brilhasse, tanto o dia como também a noite. Então, vi e ouvi uma águia que, voando pelo meio do céu, dizia em grande voz: Ai! Ai! Ai dos que moram na terra, por causa das restantes vozes da trombeta dos três anjos que ainda têm de tocar!" (Apocalipse 8.12,13) Até aqui, as primeiras três trombetas trouxeram destruição e caos sobre o planeta Terra, mas a partir desta quarta trombeta, os