PORTUGUÊS: Ortografia oficial. Acentuação gráfica. Flexão nominal e verbal.
  Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação. Emprego de tempos e
  modos verbais. Vozes do verbo. Concordância nominal e verbal. Regência nominal e
  verbal. Ocorrência de crase. Pontuação. Redação (confronto e reconhecimento de
  frases corretas e incorretas). Intelecção de texto.

   1. ORTOGRAFIA OFICIAL

EMPREGO DE LETRAS
As letras S, J e Z mantêm-se nas palavras derivadas de outras em   camisa – camiseta
que elas aparecem                                                  laranja – laranjeira
                                                                   cruz – cruzar
O sufixo EZA (ou EZ) é usado em substantivos abstratos derivados   nobre – nobreza
de adjetivos.                                                      pálido – palidez
O sufixo ESA (ou ISA) é usado na formação de feminino.             barão – baronesa
                                                                   poeta – poetisa
Depois de EN usa-se X, e não CH.                                   enxoval, enxergar,
São exceções:                                                      enxuto
a) O verbo encher e derivados.
b) A palavra enchova (variante de anchova)
c) As palavras derivadas de outras grafadas com ch (enchumbar,
encharcar etc.)
Depois de ditongo usa-se S, X e Ç, e não Z, CH e SS.               coisa, lousa, pausa
São exceções:                                                      eixo, faixa, queixo
a) A palavra caucho e derivadas.                                   eleição, afeição,
b) Diminutivos com a consoante de ligação Z (papeizinhos,          rejeição
aneizinhos etc.)
Depois de ME usa-se X, e não CH.                                   mexer, mexerico,
São exceções mecha (de cabelo), mechar (derivado de mecha) e       mexilhão
mechoação.
O sufixo IZAR é usado em verbos derivados de nomes.                canalizar – de canal
Observações:                                                       concretizar – de
    a) Se já houver S no radical, essa letra se conserva. Ex.:     concreto
       pesquisar – de pesquisa ; analisar – de análise             suavizar – de suave
    b) Catequese dá origem a catequizar, com a redução do
       radical. Se a palavra fosse catequesar, seria,
       evidentemente, com s.
Escrevem-se com S os sufixos OSE e OSO.                            psicose, hematose,
                                                                   formoso, carinhoso
Os derivados do verbo TER formam palavras com Ç.                   deter – detenção
                                                                   reter – retenção
Grafam-se com SS as palavras derivadas de verbos terminados em     emitir – emissão
TIR, quando essa terminação desaparece.                            omitir – omissão
                                                                   Permitir – permissão
Palavras derivadas de verbos, quando mantêm a vogal temática       salvar – salvação
deles, grafam-se                                                   partir – partição
com Ç.
Palavra que se deriva de outra com T no radical grafa-se com Ç.    cantar – canção
                                                                   optar – opção
Quando o radical do verbo termina por ND, RG ou RT, suas           compreender –
derivadas se grafam com S.                                         compreensão
                                                                   aspergir – aspersão
                                                                   converter – conversão
                                                                   Ascender – ascensão
Quando o radical do verbo termina em CED, GRED, PRIM ou MET,       conceder – concessão
suas derivadas se grafam com SS.                                   regredir – regressão
                                                                   comprimir –
Cuidado! EXCEÇÃO é derivado de EXCETUAR – e não de EXCEDER         compressão
                                                                   remeter – remessa
Observações
a) Cuidado especial com as palavras derivadas que seguem.
tórax – torácico (e não toráxico)
fêmur – femoral (e não femural)
estender – extensão (e não estensão)
discreto – discrição (e não discreção)
b) Em português há muitas formas variantes legítimas, às vezes quase desconhecidas.
Veja algumas importantes.
aluguel ou aluguer - assobiar ou assoviar - bêbado ou bêbedo - cãibra ou câimbra -
champanha ou champanhe - chimpanzé ou chipanzé - quociente ou cociente - coisa ou cousa
- flauta ou frauta - flecha ou frecha - floco ou froco - germe ou gérmen - louro ou loiro -
marimbondo ou maribondo - neblina ou nebrina - percentagem ou porcentagem - quatorze ou
catorze - quota ou cota - quotidiano ou cotidiano - rastro ou rasto - registrar ou registar -
taberna ou taverna
c) Veja a grafia correta de determinadas palavras. Não se trata de formas variantes.
caramanchão e não carramanchão
disenteria e não desinteria
empecilho e não impecilho
estrambótico e não estrambólico
meteorologia e não metereologia
muçulmano e não mulçumano
privilégio e não previlégio

SEPARAÇÃO SILÁBICA – Curiosidades
Separam-se as letras r e s dos prefixos quando a palavra a que eles se ligam começa por
vogal.
Ex.: su-pe-ra-bun-dan-te, bi-sa-vô
Mas: su-per-mer-ca-do, bis-ne-to
Separa-se a letra b do prefixo sub quando a palavra a que ele se liga começa por vogal.
Ex.: su-ba-é-reo, su-bo-fi-ci-al
Mas: sub-se-ção, sub-te-nen-te
Na palavra sublinhar, sub está seguido da consoante l. Há uma tendência a pronunciar bl,
tendência essa que leva a pessoa a não separar o grupo, o que é errado, pois l é consoante.
Veja a separação: sub-li-nhar.
A palavra abrupto (e derivados) deveria ter hífen, pela regra ortográfica: ab-rupto. Se assim
fosse, o hífen se manteria na divisão silábica. Em virtude dessa anomalia, o falante passou a
pronunciar bru, o que leva a erro de divisão silábica. Veja a separação da palavra: ab-rup-to.
Sendo essa, na realidade, a pronúncia adequada.
Nos grupos do tipo ia, io, ua, uo etc. (primeiro o i ou o u), se um dos elementos vocálicos for
tônico, separa-se, pois se trata de hiato; caso contrário, temos ditongo, que é inseparável. É o
caso de secretária e secretaria.

PALAVRAS PRIMITIVAS
A palavra derivada costuma conservar a grafia da palavra primitiva
Quando a primitiva já apresenta a letra s ela é mantida na derivada
Ex.: pai – paizinho; país – paisinho
Descendente – verbo descender (ligação com verbo descer) – Ex.: Trajetório descendente
(que desce, decresce)
Exceções: estender – extensão, catequese – catequizar; dispêndio - despender
Normalmente se usa x após en                  Exceção: encher – primitiva: cheio
Ex.: enxuto, enxovalhar.                      encharcado – primitiva: charco
Discricionário                                Discricionariedade ou Discricionaridade
Sério                                         Seriedade
Solidário                                     Solidariedade
Sócio                                         Sociedade
Sóbrio                                        Sobriedade
Homogêneo                                     Homogeneidade
Corpóreo                                      Corporeidade
Idôneo                                        Idoneidade
Contemporâneo                                 Contemporaneidade
Instantâneo                                   Instantaneidade
Espontâneo                                    Espontaneidade
PARÔNIMOS
são palavras parecidas na grafia ou na pronúncia, mas com significados diferentes.
absolver (perdoar, inocentar)                  absorver (sorver, aspirar)
Aferir (medir)                                 Auferir (ganhar, obter)
arrear (pôr arreios)                           amar (descer, cair)
cavaleiro (que cavalga)                        cavalheiro (saudação)
comprimento (extensão)                         cumprimento (saudação)
descrição (ato de descrever)                   discrição (reserva, prudência)
descriminar (tirar a culpa, inocentar, retirar discriminar (segregar, separar, distinguir,
a criminalidade)                               discernir, distinguir)
despensa (onde se guardam mantimentos) dispensa (ato de dispensar)
emigrar (deixar um país)                       imigrar (entrar num país)
eminente (elevado)                             iminente (prestes a ocorrer)
esbaforido (ofegante, apressado)               espavorido (apavorado)
estada (permanência de pessoal)                estadia (permanência de veículos)
espectador (é o que vê ou testemunha           expectador (é o que está na expectativa)
certos atos (ou programas de televisão))
flagrante (evidente)                           fragrante (perfumado)
fusível (o que funde)                          fuzil (arma)
imergir (afundar)                              emergir (vir a tona)
inflação (alta de preços)                      infração (violação)
infligir (aplicar pena)                        infringir (violar, desrespeitar)
mandado (ordem judicial)                       mandato (procuração)
Ratificar (confirmar)                          Retificar (corrigir)
recrear (divertir, alegrar)                    recriar (criar novamente)
sortir (abastecer)                             surtir (produzir efeito)
tráfego (trânsito)                             tráfico (comércio ilegal)
vadear (atravessar a vau)                      vadiar (andar ociosamente)
vultoso (volumoso)                             vultuoso (atacado de congestão na face)

HOMÔNIMOS
são palavras que têm a mesma pronúncia, mas significados diferentes.
acender (pôr fogo)                          ascender (subir
acento (símbolo gráfico)                    assento (lugar onde se senta)
apreçar (ajustar o preço)                   apressar (tornar rápido)
bucho (estômago)                            buxo (arbusto)
caçar (capturar animal)                     cassar (tornar sem efeito)
cela (pequeno quarto)                       sela (arreio)
censo (recenseamento)                       senso (entendimento, juízo)
cerrar (fechar)                             serrar (cortar)
chá (bebida)                                xá (antigo soberano do irã)
cheque (ordem de pagamento)                 xeque (lance de jogo de xadrez)
concertar (ajustar, combinar)               consertar (corrigir, reparar)
Contenção (Ato de Contender (lutar, brigar, Contensão (esforço ou tensão consideráveis)
...) ou ato ou efeito de conter (com mais
esforço para conter despesas
improdutivas)
coser (costurar)                            cozer (preparar alimentos)
esperto (inteligente, perspicaz)            experto (experiente, perito)
estrato (camada)                            extrato (o que se extrai de )
incerto (impreciso)                         inserto (introduzido, inserido)
incipiente (principiante)                   insipiente (ignorante)
ruço (pardacento, grisalho)                 russo (natural da rússia)
são (sadio, adjetivo)                       são (verbo, ser)
tachar (atribuir defeito a)                 taxar (fixar taxa)
EMPREGO DE CERTAS PALAVRAS
PORQUE   Usado em motivos, causas e explicações.       Pafúncia não foi à aula porque
         (= pois)                                      estava doente.
         Obs.: Trata-se da conjunção subordinativa     Acertou todas as questões porque é
         causal (primeiro exemplo) ou da               muito inteligente. (Acertou todas as
         conjunção coordenativa explicativa            questões pois é muito inteligente)
         (segundo exemplo).
         = PARA QUE                                    Procurou ajuda porque o vizinho fosse
         Obs.: Trata-se da conjunção subordinativa     salvo. (Procurou ajuda para que o
         final, pouco usada hoje em dia.               vizinho fosse salvo)
PORQUÊ   Geralmente precedido de artigo,               Não sei o porquê de ela não ter ido à
         pronome, etc...                               aula.
         Obs.: Trata-se de um substantivo.
POR QUÊ = POR QUE RAZÃO (final de frase ou             Ela não foi à aula por quê?
         oração).
POR QUE Equivalente a pelo(s) qual(is), pela(s)        Esta é a estrada por que passam
         qual(is), por qual.                           cinco mil carros todos os dias.
         Obs.: Trata-se do pronome relativo que        A causa por que lutávamos era justa.
         antecedido pela preposição por, que o         (A causa pela qual lutávamos era
         verbo exige.                                  justa)
         Equivalente a por que motivo, por que         Quero saber por que Pafúncia não foi
         razão. No início ou meio da frase             à aula.
         Obs.: Trata-se de um advérbio                 Não sei por que a casa está suja.
         interrogativo de causa.                       (Não sei por que motivo a casa está
                                                       suja)
           Quando a oração começada pelo que           Ansiava por que todos se
           pode ser substituída por isto.              entendessem. (Ansiava por isto)
           Obs.: Trata-se da conjunção integrante
           que antecedida pela preposição por,
           exigida pelo verbo da primeira oração.
A fim de   Com vontade
Afim       Afinidade, grau de parentesco
Cerca de   aproximadamente
Há cerca   indicação de tempo decorrido  “há          Não o vejo há cerca de (há
de         aproximadamente”, sendo esse há o           aproximadamente) dois meses.
           verbo haver indicando tempo ou              Aqui há cerca de (há/existem
           significando existir.                       aproximadamente) cem pessoas.
A cerca    a preposição “a” precede a expressão        O homem ficou a cerca de (a
de         por indicar distância, ou tempo futuro      aproximadamente) duzentos metros.
           aproximado  “a aproximadamente”
acerca     “Sobre”, “a respeito de”, “relativamente”    Não conversavam acerca (a respeito)
de                                                      de religião.
“Eles saíram de casa há cerca de (tempo) uma hora em direção à fazenda que fica a cerca
de (distância) 30 km de São Paulo. Tenho minhas dúvidas acerca do (sobre) tempo que
levarão para chegar lá, já que a estrada está em péssimas condições.”
Tampouc Equivale a “também não”.                        Não canta, tampouco (também não)
o                                                       faz poesia.
tão          Trata-se do advérbio tão mais o            Estudou tão pouco que nada
pouco        advérbio ou pronome pouco.                 aprendeu.
                                                        Ganhou tão pouco dinheiro que
                                                        acabou desistindo.
Mau          O contrário de bom.                        Era um mau negócio. (Era um bom
                                                        negócio)
Mal          Em todos os outros casos:                - Ele canta mal. (Ele canta bem)
                 - Antônimo de bem.                   - Mal (Assim que) começou a chuva,
                 - Sinônimo de assim que                eles entraram.
                 - Sinônimo de quase não.             - Está tão fraco que mal (quase não)
                                                        dá para ficar em pé.
Mais            -   Antônimo de menos.            -        Tem mais (menos) recursos que
                -   Sentido aproximado de jamais.          você.
                                                  -        Não quero mais (jamais) falar sobre
                                                           isso.
Mas             -   Sinônimo de porém.                 -   Foi à cidade, mas (porém) não
                -   Na correlação não       só...mas       resolveu o problema.
                    também = e.                        -   Não só trabalha, mas também se
                                                           diverte. (Trabalha e se diverte).
Más             -   Antônimo de boas.                  -   Não     andava     em     más   (boas)
                                                           companhias.
Sob             -   Embaixo de                         -   O cachorro ficou sob a mesa.
                -   Na dependência de autoridade       -   Estávamos       sob    uma     terrível
                -   De acordo com                          ditadura.
                -   A partir de                        -   Só usa roupas sob medida.
                -   Envolvido, influenciado            -   Analisei o caso sob novo ângulo.
                -   Durante                            -   Vivia sob grande tensão.
                                                       -   Tudo se passou sob o governo de D.
                                                           Pedro II.
Sobre           -   Acima de                           -   A escova estava sobre uma cadeira.
                -   A respeito de                      -   Naquela época, não se conversava
                -   De encontro a                          sobre política.
                -   Além de                            -   A luz incidiu sobre a parede.
                -   Por causa de                       -   Já estava sobre os cinqüenta anos.
                -   Em relação de dominância           -   Orgulhava-se sobre sua vida de
                -   Após                                   conquistas.
                                                           Exerce influência benigna sobre os
                                                           jovens.
                                                           Subiu a escadaria degrau sobre
                                                           degrau.
Há              -   É o verbo haver.                   -   Há pessoas na sala. (existem)
                -   Idéia de existir                   -   Ele saiu há pouco. (faz; idéia de
                -   Idéia de tempo decorrido – faz         tempo decorrido)
A               -   Como       preposição,   costuma   -   Daqui a pouco, sairei. (não equivale
                    confundir-se com o verbo haver         a faz; é idéia de futuro)
                    (há)
À               -   Fusão da preposição a com outro    - Irei à feira. (Irei a a feira)
                    a (artigo ou pronome).

ARTIGO “a” X PREPOSIÇÃO ”a”
O artigo sempre acompanha o substantivo. O artigo feminino “A” só pode existir, portanto,
antes de um substantivo feminino singular (expresso ou elíptico). Em todos os demais casos,
o A será preposição:
Entreguei A carta A ela, que se pôs A chorar.

CONSOANTES MUDAS
CUIDADO! com algumas palavras especiais:
   - AFICIONADO (tem apenas um “c” – formalmente, não existe “aficcionado”)
   - ABRUPTO , OPTAR (cuidado na conjugação do verbo, em que a letra “p” é muda – eu
      opto, tu optas...)
   - Outras (e suas derivadas) facultam a colocação da letra muda – CONTA(C)TO,
      INFE(C)ÇÃO, CORRU(P)ÇÃO,
   - A(C)CESSÍVEL (com o “c” dobrado, pronuncia-se <cs>), como o “x” de táxi).
   - Outra palavra perigosa é “CARÁTER”. O plural correspondente busca em sua origem
      latina a grafia CARACTERES (“Aquele rapaz é um mau caráter. Aqueles rapazes são
      uns maus caracteres”).

TREMA – NOVA ORTOGRAFIA
Não se usa mais trema quando o u for pronunciado, exceto em palavras estrageiras, por
exemplo, Müller

HIFEN – NOVA ORTOGRAFIA
COM HIFEN – palavras que iniciam       Anti-higiênico, anti-horário, mini-hotel, sobre-humano,
com h                                  super-homem, ultra-humano
COM HIFEN – terminado por vogal        Contra-ataque, re-escrever, anti-inflamatório, semi-
+ vogal igual                          integral, micro-ondas, auto-observação, extra-abdominal
SEM HIFEN – terminado por vogal        Autoestrada, agroindustrial, anteontem, extraoficial,
+ vogal diferente                      coautor, infraestrutura, semianalfabeto
SEM HIFEN –terminado em vogal          Antessala, contrassenso, minissaia, ultrassom,
+ S ou R, duplica-se a consoante       antissocial, antirracista, antirrugas, sobressaia,
                                       contrarregras
COM HIFEN – terminado com              Inter-racial, hiper-resistente, super-romântico, sub-
consoante + mesma consoante            bibliotecário
SEM HIFEN – nos demais casos           Hipermercado, intermunicipal, superinteressante
COM HIFEN – prefixo, CIRCUM ou         Circum-adjacente, circum-navegação, pan-americano,
PAN + vogal M, N                       pan-europeu
SEM HIFEN – terminado por              Hiperativo, interescolar, hipereconômico,
consoante + vogal                      supereconômico, superaquecimento, interação
COM HIFEN – palavras com               Sem-terra, recém,nascido, sem-vergonha, pré-datado,
pseudo prefixos  RECÉM, ALÉM,         pós-graduado, ex-presidente, recém-casados, pré-
AQUÉM, SEM, PÓS, PRÉ, EX, VICE         vestibular
SEM HIFEN – quando não se tem a        Madressilva, girassol, mandachuva, paraquedas,
noção de que a palavra é               paravento
composta
COM HIFEN – para ligar                 Ponte Rio-Niterói, Eixo Rio-São Paulo, Relação Professor-
encadeamentos vocabulares              aluno, Distância Porto Alegre-Brasília
COM HIFEN – advérbio NÃO +             Não-comparecimento, não-presença, não-pagamento
substantivo, (quando for igual a
IN)
COM HIFEN – BEM ou MAL + Vogal Bem-estar, bem-aventurado, bem-humorado, mal-estar,
ou h                                   mal-aventurado, mal-humorado
Para clareza, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras
coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte.

   2. ACENTUAÇÃO GRÁFICA

Monossílabas    Terminadas em a(s), e(s), o(s)         Cá, pé, pó, rés, pás
Oxítonas        Terminadas em a(s), e(s), o(s) em      Café, refém, reféns, sabiá
                (ens)
Paroxítonas     Não terminadas em a(s), e(s), o(s)     Hífen, hifens, biquíni, fácil, fênix
                em (ens)
                Terminadas em Ditongo                  Glória, indivíduos, sábia, concordância
                Crescente
Proparoxíton    Todas são acentuadas                   Fósforo, matemática
as
Hiato             “i” e “u” sozinhos ou com s, não    Piauí, raízes, juízes, fluído (verbo fluir),
                  seguido de nh. (VER EXCEÇÃO NA fluido
                  NOVA ORT)
OBS.: Segundo o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (V.O.L.P.), que tem força de
lei no Brasil, a acentuação dos ditongos é classificada na regra dos proparoxítonos (sé-ri-e /
vi-tó-ri-a) e os monossílabos são classificados na mesma regra dos oxítonos.

NOVA ORTOGRAFIA – ACENTUAÇÃO
Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói       Estreio, geleia, heroico, ideia,
das palavras paroxítonas (palavras que têm acento           jiboia, joia, odisseia
tônico na penúltima sílaba).
Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser
acentuadas as palavras oxítonas e os monossílabos tônicos terminados em éis e ói(s).
Exemplos: papéis, herói, heróis, dói (verbo doer), sóis etc.
Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no Baiuca, bocaiuva, cauila, feiura
i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo
decrescente.
Atenção:
1) se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o
acento permanece. Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí;
2) se o i ou o u forem precedidos de ditongo crescente, o acento permanece. Exemplos:
guaíba, Guaíra.
Não se usa mais o acento das        Abençoo, (verbo crer) creem, (verbo dar) deem, (verbo
palavras terminadas em êem e doar) dôo, enjoo, (verbo ler) leem
ôo(s).
Não se usa mais o acento            pára/para, péla(s)/ pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e
diferencial nas seguintes           pêra/pera.
palavras:
Atenção!
• Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder
(pretérito perfeito do indicativo), na 3.ª pessoa do singular. Pode é a forma do presente do
indicativo, na 3.ª pessoa do singular.
Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.
• Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição.
Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.
• Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos
ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir
etc.).
Exemplos: Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros.
Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba.
Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra.
Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes.
Ele detém o poder. / Eles detêm o poder.
Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas.
• É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/ fôrma. Em
alguns casos, o uso do
acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?
5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles)
arguem, do presente do indicativo do verbo arguir. O mesmo vale para o seu composto
redarguir.
6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar,
averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem
duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e
também do imperativo.
Veja:
a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas. Exemplos
• verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.
• verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.
b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas.
Exemplos (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as
outras):
• verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem.
• verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam.
Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e i tônicos.

CLASSES DE PALAVRAS E SEU EMPREGO
CLASSES DE PALAVRAS
Palavras variáveis (tem flexão)                 Palavras invariáveis (não têm flexão)
substantivos                                    Advérbios
adjetivos                                       Preposições
artigos                                         Conjunções
verbos                                          interjeições
pronomes
numerais
1) Classes básicas: substantivo e verbo.
2) Classes dependentes:
    - do substantivo: artigo, pronome adjetivo, numeral e adjetivo.
    - do verbo: advérbio.
3) Palavras de ligação: preposição (ligam palavras) e conjunção (ligam orações)
4) Interjeição
SUBSTANTIVOS
Definição tradicional (e suas falhas):
Tradicionalmente, o substantivo é definido como vocábulo que designa os seres (pessoas,
animais ou coisas): TIJOLO, FLORESTA, PINGÜIM, etc. Contudo, também pode designar
QUALIDADE (honradez, lealdade) ou AÇÕES (subtração, viagem, assessoramento). Ora, isso
leva muitos alunos a confundirem esses substantivos de qualidades com o ADJETIVO
(“palavra que exprime qualidade”) e os de ação com os VERBOS (“palavra que designa
ação”). Nesse caso, você deverá ficar atento para as características que vamos examinar no
quadro a seguir.
Características Flexionais:
    a) flexionam-se em gênero e número: PROFESSOR/ PROFESSORA ; PROFESSORES/
       PROFESSORAS
    b) flexionam-se apenas em número: CASA/ CASAS ; ANIMAL/ ANIMAIS
    c) apresentam uma única forma (muito raros): PIRES – LÁPIS – ALFERES – ÓCULOS

ADJETIVO
FUNÇÃO: Todo adjetivo exprime uma qualidade ATRIBUÍVEL a um SUBSTANTIVO: pacote
PESADO, besouro VERDE, gado GORDO, voz TERRÍVEL, etc.
POSIÇÃO: Por isso mesmo, sua posição habitual (mas não obrigatória) é À DIREITA DE UM
SUBSTANTIVO.
Características Flexionais
O adjetivo é obrigado a concordar em gênero (masc. ou fem.) e número (sing. ou plural) com
o substantivo a que se refere.
(a) adjetivos quadriformes (marcam o gênero e o número)
livro MODERNO - livros MODERNOS ; obra MODERNA - obras MODERNAS
(b) adjetivos biformes (só marcam o número)
olhar / voz } DOCE - olhares / vozes } DOCES
(c) adjetivos uniformes
problema / problemas } SIMPLES ; questão / questões } SIMPLES
Características Morfológicas
Se examinarmos os advérbios em – MENTE, veremos que todos eles são formados com a
seguinte fórmula:
ADJETIVOS + MENTE
Estranha
Solene          + MENTE
Fraternal
Bela
Esse fato pode ser útil como uma forma de testagem, nos casos em que houver dúvida se um
vocábulo é adjetivo ou substantivo. Experimente.
LOCUÇÃO ADJETIVA
Grupo de palavras com valor de um adjetivo.
Ex.: dia de festa = festivo - amor de mãe = materno - água da chuva = pluvial -
formato de círculo = circular
PALAVRA DE VALOR ADJETIVO
Não é adjetivo, classe gramatical. Ter valor adjetivo é, simplesmente, acompanhar
substantivo.
Ex.: O animal. Meu livro. Segunda prestação. Bom menino.
As quatro palavras destacadas têm valor adjetivo, porque acompanham substantivos. Porém
só bom é adjetivo. As outras são, respectivamente, artigo, pronome, numeral.

Vocábulos substantivados
Um importante mecanismo em nossa língua é a possibilidade de transformar em substantivo
qualquer vocábulo das outras nove classes:

Adjetivo: Um estudioso em assuntos estratégicos.
Numeral: Neste baralho faltam os noves.
Verbo: No romper da aurora.
Pronome: O que queres dizer com este nós?
Advérbio: O que nos reserva o amanhã?

E assim por diante. Essa substantivação é assinalada por vocábulos especiais, que
             costumam ficar à esquerda de um substantivo:
Vocábulos Substantivadores
1 – os artigos: o, um.
2 – os numerais: dois, três,...
3 – os pronomes possessivos: meu, teu, seu,...
4 – alguns pronomes demonstrativos: este, esse, aquele.
5 – alguns pronomes indefinidos: todo, outro, cada, muito.


PRONOMES
Pronomes   são os que, sozinhos, podem representar funções sintáticas desempenhadas
           pelos substantivos (sujeito, objeto, etc.). Ele tem as mesmas funções
           sintáticas do substantivo.
                - Alguém chamou. Nada aconteceu. Já descobri tudo.
Pronomes   São os que não podem ser empregados sozinhos; sempre deverão
           acompanhar um substantivo, com o qual, muitas vezes, concordam em gênero
           e número.
           Ele é sempre um adjunto adnominal, como se vê na análise sintática.
                - Esta casa. Outros alunos. Muita gente. Quaisquer pessoas
Pronomes   I) Retos: os que atuam como sujeito ou, mais raramente, predicativo (eu, tu,
           ele, ela, nós, vós, eles, elas). Ex.: Ele fez a prova.
São sempre Obs.: Somente eu e tu são sempre retos. Os outros podem ser retos ou
           oblíquos.
           II) Oblíquos: os que atuam como objetos ou adjuntos. Podem ser:
                 átonos: os que não são precedidos de preposição (me, te, o, a, lhe, nos
                    e vos);
                 tônicos: os precedidos de preposição (mim, comigo, ti, contigo, ele, ela,
                    nós, conosco, vós, convosco).
                 reflexivos: os que indicam que o sujeito pratica e sofre a ação verbal
                    (me, te, se, si, consigo, nos e vos). Se, si e consigo são sempre
                    reflexivos; os outros podem ser simples pronomes átonos.
                - Ela conversou com a colega. (pronome pessoal reto)
                - Falei com ela sobre isso. (pronome pessoal oblíquo tônico)
                - Disseram-me a verdade. (pronome pessoal oblíquo átono)
                - Eu me machuquei. (pronome pessoal oblíquo reflexivo)

Pronomes       III) De tratamento: são pronomes especiais usados no relacionamento social,
               de acordo com as circunstâncias e necessidades. Eis os mais importantes:
São sempre     Vossa Alteza (V.A) − para príncipes, duques e arquiduques.
pronomes       Vossa Eminência (V.Emª) − para cardeais.
substantivos   Vossa Excelência (V.Exª) − para autoridades do governo; altas patentes
               militares; bispos e arcebispos.
               Vossa Magnificência (V.Magª) − para reitores de universidades.
               Vossa Majestade (V.M.) − para reis.
               Vossa Santidade (V.S.) − para os papas
               Vossa Senhoria (V.Sª) − para oficiais até coronel; funcionários graduados; na
               linguagem comercial.

Observações
a) Às vezes, aparece Sua, no lugar de Vossa. Com Sua, a referência é a alguém de quem se
está falando; com Vossa, à própria pessoa com quem se fala.
Ex.: Sua Excelência, o prefeito, estará presente.
Vossa Excelência tem uma reunião marcada para amanhã.
b) O pronome oblíquo o (e flexões) pode sofrer alterações gráficas e fonéticas. Isso ocorre em
duas situações:
I) Quando o verbo termina em r, s ou z: o pronome passa a lo, com a queda dessas letras.
Ex.: vender + o = vendê-lo - amemos + o = amemo-lo - fiz + o = fi-lo
II) Quando o verbo termina em m ou ditongo nasal: o pronome passa a no. Ex.: alugaram +
o = alugaram-no - dão + o = dão-no
Pronomes      meu, teu, seu, nosso, vosso, minha, tua, sua, nossa, vossa (mais a flexão de
possessivos   plural: meus, minhas etc.). São sempre pronomes possessivos, com exceção
              de nossa, que pode aparecer como interjeição: nossa! Vossa e sua podem
              também fazer parte de pronomes de tratamento: Vossa Senhoria, Sua
              Excelência.
                   - Meu amigo está confiante.
                   - Encontrei nossa mãe no supermercado.
Pronomes      este, esse, aquele, esta, essa, aquela (e as formas do plural). Além desses,
demonstrati que são os tradicionais, podem ser demonstrativos o, a, tal, semelhante,
vos           mesmo e próprio.
                   - O que falei estava correto. (aquilo)
                   - Tal idéia me desagrada. (essa)
                   - Não entendi semelhante proposta (esta)
              Obs.: Podem ser considerados demonstrativos os pronomes mesmo e
              próprio que aparecem em frases do tipo “Ela mesma fez a comida” e “Ela fez
              a mesma comida”.
Pronomes      I) Variáveis: algum, nenhum, muito, pouco, todo, certo, bastante etc.
indefinidos        - Algum dia lhe contarei.
                   - Tive muitas oportunidades.
              Obs.: Na parte dos advérbios, veremos que várias palavras, como muito e
              bastante, podem ser advérbios de intensidade ou pronomes indefinidos,
              dependendo da frase.
              II) Invariáveis: alguém, ninguém, tudo, nada, outrem, cada etc.
                   - Encontrei alguém naquela casa.
              Tudo já foi esquecido.
Pronomes      Fundamentais para quem faz concursos públicos. São pronomes que têm um
Relativos     antecedente (normalmente substantivo ou pronome substantivo), que eles
              substituem em sua oração.
              I) São sempre relativos: o qual (e flexões) e cujo (e flexões).
                   - Meu pai, o qual me ensinou muito, é meu grande amigo.
                   - O livro cujo autor conheci ontem está esgotado.
              II) Podem ser relativos (quando equivalem a o qual e flexões): que, quem,
              onde, como,
              quando e quanto.
                   - Perdi o caderno que me deste. (o qual me deste)
                   - A rua onde nos conhecemos é arborizada. (na qual nos conhecemos)
                   - A pessoa a quem pedi ajuda seguiu adiante.(à qual pedi ajuda)
              Obs.: No terceiro exemplo, aparece, antes do quem, a preposição a, exigida
              pelo verbo pedi. É um problema de regência, o qual estudaremos na lição
              correspondente.
Pronomes      quem?, que? (ou o que?), qual?, quanto?
                   - Qual foi o resultado?
                   - Não sei qual foi o resultado.
              Na primeira frase, temos uma interrogação direta (com o ponto de
              interrogação presente); na segunda, uma interrogação indireta. Note que o
              qual é o mesmo, apenas, na segunda, apareceu antes dele um verbo, o que
              tornou a frase uma afirmação. Nas duas situações, qual é considerado
              pronome interrogativo.
Locução pronominal
Duas ou mais palavras com valor de pronome.
   - Cada um fará sua parte.
   - Pedirei a cada qual uma opinião.
Nos dois exemplos, temos locuções pronominais indefinidas.

ADVÉRBIO
O advérbio é um modificador do verbo, exprimindo circunstâncias em que a ação ocorre
(tempo, lugar, modo, etc.). Ex.: Ele escreveu ONTEM. - Deixei o livro AQUI.
Os advérbios de intensidade podem, também, reforçar o sentido de um adjetivo ou mesmo de
um outro advérbio.
O vento era MUITO forte. - Ele nada MUITO bem.
De tempo      ontem, hoje, amanhã, antes, logo, depois, agora, cedo, tarde, outrora, etc.
De lugar      aqui, ali, lá, longe, perto, distante, além, atrás, fora, etc.
De            muito, pouco, bastante, mais, menos, demais, etc
        int
        ens
        ida
        de
De            sim, certamente, realmente, deveras, etc.
afirmação
De            não, nunca, jamais.
negação
De dúvida     talvez, quiçá, provavelmente, acaso, etc.
De modo       bem, mal, devagar, depressa e muitos outros com o sufixo – mente:
              educadamente, raramente, brevemente, etc.

ADVÉRBIOS INTERROGATIVOS
De lugar: onde?          Onde está o material? Ignoro onde está o material.
De tempo: quando?        Quando virá o cientista? Não sei quando virá o cientista.
De modo: como?           Como aconteceu o acidente? Desconhecemos como aconteceu o
                         acidente.
De preço ou valor:       Quanto custa o aparelho? Não me disseram quanto custa o
quanto?                  aparelho.
De causa: por que?       Por que ele faltou? Explique-me por que ele faltou.
Observações
a) Nos quatro exemplos, aparecem interrogações diretas e indiretas. Veja o que foi dito no
item “pronomes interrogativos”.
b) Por que, na realidade, é uma locução adverbial de causa.

LOCUÇÃO ADVERBIAL
Duas ou mais palavras com valor de um advérbio. Os sete advérbios estudados podem vir em
forma de locução.
    - Estudaram à noite. (locução adverbial de tempo)
    - Ficaram atrás da porta. (locução adverbial de lugar)
Mas existem locuções que nunca se expressam por um único advérbio. Vejamos as mais
importantes.
De causa                                                Tremia de frio
De meio                                                 Iremos de navio.
De instrumento                                          Cortou-se com a lâmina.
De condição                                             As feras não vivem sem carne.
De concessão                                            Foi à praia apesar do temporal.
Obs.: Ocorre quando há uma oposição em relação ao
verbo. Não se vai, normalmente, à praia em dia de
temporal.
De conformidade                                         Agiu conforme a situação.
Ex.: Ocorre quando há uma idéia de acordo.
De assunto                                              Conversaram sobre a situação.
De fim ou finalidade                                    Sempre viveu para o estudo.
De companhia                                            Saiu com o pai.
Observações
a) Muito, pouco, bastante, tanto, mais, menos e outros podem ser advérbios de
intensidade ou pronomes indefinidos.
I) São advérbios quando modificam um verbo, um adjetivo ou outro advérbio.
     - Eles falavam bastante.
II) São pronome indefinidos quando acompanham substantivos.
     - Tenho bastantes livros.
     - Recebi muito apoio.
     - Ganhei mais revistas do que ele.
As palavras bastantes, muito e mais são pronomes adjetivos indefinidos, porque
acompanham os substantivos livros, apoio e revistas.
b) A palavra bem pode ser advérbio de intensidade ou de modo.
     - Ele fala bem. (advérbio de modo)
     - Ele está bem cansado. (advérbio de intensidade)
c) As palavras derivadas terminadas em mente são sempre advérbios.
     - Antigamente se lia menos. (advérbio de tempo)
     - Andavam tranqüilamente pela praia. (advérbio de modo)
     - Irei certamente à noite. (advérbio de afirmação)
d) Nunca e jamais são advérbios de tempo.
Ex.: Jamais farei isso. (Em momento algum farei isso.)

ADJETIVOS X ADVÉRBIOS
É comum usarmos o adjetivo MASCULINO como um advérbio. Ex.: Ele fala ALTO. - Ele chuta
FORTE.
É fácil distingui-lo do verdadeiro adjetivo, se você recordar sempre este princípio:
- ADJETIVOS SÃO PALAVRAS VARIÁVEIS
- ADVÉRBIOS SÃO PALAVRAS INVARIÁVEIS
Flexionando as demais palavras da frase, você vai poder verificar se o termo é ou não
adjetivo:
- Ele fala ALTO. Eles falam ALTO. } ADVÉRBIO
- Ele é ALTO. Eles são ALTOS. } ADJETIVO

VERBO - Palavra que exprime ação, estado ou fenômeno e admite flexão de tempo, modo,
pessoa, número e voz.
Ex.: andar: ando, andei, andassem; ser: sou, era, fomos; chover: chovia, chovera, choverá
Classific Regular: o que não sofre alteração no         cantar − radical: cant
ação                    radical e nas terminações.      canto, cantas, canta; cantei, cantaste,
                                                        cantou
            Irregular o que sofre alterações.           dizer − radical: diz
                                                        digo, dizes, diz; disse, disseste, disse
            Principal o mais importante da locução Estou trabalhando
                        verbal; é sempre o último do    Quero trabalhar.
                        grupo
            Auxiliar o que ajuda o principal a ser      Temos estudado.
                        conjugado; é sempre o           Quero sair.
                        primeiro
            Defectiv o que não se conjuga em todas as pessoas, tempos ou modos.
            o           Veja, a seguir, alguns verbos defectivos importantes para concursos.
            abolir, colorir, banir, extorquir, demolir: Pres. ind.: aboles, abole, abolimos,
            não possuem a 1ª p.s. do presente do        abolis, abolem
            indicativo; não se conjugam no presente Pres. subj.: não há
            do subjuntivo.                              Obs.: São completos em todas as
                                                        formas do passado e do futuro.
            reaver, precaver-se, falir, remir,          Pres. ind.: reavemos, reaveis
            adequar: só possuem a 1ª e a 2ª             Pres. subj.: não há
            pessoas do plural do presente do            Obs.: São completos em todas as
            indicativo; não se conjugam no presente formas do passado e do futuro.
            do subjuntivo.
            acontecer, ocorrer, doer, prazer: só        dói, doem; doía, doíam; doesse,
            possuem a 3ª pessoa, tanto do singular doessem; doa, doam
            como do
            plural, em todos os tempos, inclusive no
            presente do subjuntivo.
Abundan o que possui duas ou mais formas equivalente, quase sempre no
           te           particípio.
                        São abundantes:
           a) No particípio                           b) No presente do indicativo
           acender − acendido e aceso                 haver − havemos (ou hemos), haveis
           fritar − fritado e frito                   (ou heis)
           expulsar − expulsado e expulso             construir (e destruir) − construis (ou
           matar − matado e morto                     constróis), construi (ou constrói),
           pagar – pagado e pago                      construem (ou constroem)
           aceitar − aceitado, aceito e aceite        entupir (e desentupir) − entupes (ou
           ganhar − ganhado e ganho                   entopes), entupe (ou entope), entupem
                                                      (ou entopem)
           Anômalo verbo formado por mais de          ser: sou, és, fui
                        um radical; só há dois verbos ir: vou, fui
                        anômalos: ser e
                        ir.

Formas nominais
São o infinitivo, o gerúndio e o particípio. Recebem esse nome porque equivalem, em certas
circunstâncias, respectivamente, ao substantivo, ao advérbio e ao adjetivo.
Ex.: Formas nominais de cantar:
infinitivo − cantar
gerúndio − cantando
particípio − cantado
Formas rizotônica e arrizotônica
1) Rizotônica: quando a vogal tônica está no radical.
Ex.: choro, precisas, gritam
2) Arrizotônica: quando a vogal tônica está fora do radical.
Ex.: lutamos, chegassem, corrermos

Conjugações
São três as conjugações, dependendo da vogal do infinitivo, chamada temática.
1) Primeira conjugação: quando a vogal temática é a. -- Ex.: louvar
2) Segunda conjugação: quando a vogal temática é e. -- Ex.: chover
3) Terceira conjugação: quando a vogal temática é i. -- Ex.: sorrir
Obs.: O verbo pôr (e derivados) pertence á segunda conjugação, mas sua vogal temática não
aparece no infinitivo; apresenta-se, como ocorre com todos os verbos, durante sua
conjugação. Ex.: pões, pusesse, puser

PREPOSIÇÃO
É a palavra que liga duas outras na frase.
Ex.: Preciso de ajuda.
Preposições simples ou essenciais
a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre e
trás.
    - Ele foi até a fonte. Ficamos em Petrópolis. Estava sob o balcão.
Observações
a) A palavra a pode ser várias coisas.
    - A camisa está limpa. (artigo definido)
    - Deixei-a ali. (pronome pessoal oblíquo átono)
    - A que ele fez é bem melhor. (pronome demonstrativo)
    - Referiu-se a ela. (preposição)
b) Trás parece em raras expressões.
    - Ano trás ano, continuava confiante.
c) Algumas preposições podem se unir a outras palavras, constituindo combinações ou
contrações.
    - Morava na casa da frente. ( na − preposição em + artigo definido a.) (da −
        preposição de + artigo definido a.)
    - Esqueceu-se do que fora fazer ali. ( do − preposição de mais pronome demonstrativo
        o.)
    - Donde vens? (donde − preposição de mais advérbio onde.)
- Naquela tarde, tudo estava calmo. (naquela − preposição em mais pronome demonstrativo
aquela.)
d) Algumas preposições podem introduzir orações reduzidas, que são aquelas que não
apresentam conjunção e têm o verbo numa forma nominal.
    - Apresentou-se para trabalhar.
    - Estava certo de ser aprovado.

Preposições acidentais
Palavras de outras classes que, em situações especiais, funcionam como preposições.
    - Tenho que sair.
Outras preposições acidentais: durante, conforme, segundo, como, salvo, fora etc.
Locuções prepositivas
Grupos de palavras que funcionam como preposições. Terminam por uma preposição simples.
    - Estava à beira de um precipício.
Outras locuções prepositivas: à frente de, à procura de, a respeito de, à mercê de, à sombra
de, a par de, apesar de, graças a, de acordo com etc.

CONJUNÇÃO
Palavra que liga duas orações. As conjunções podem ser:
1) coordenativas: quando ligam duas orações coordenadas.
    - Saí cedo e visitei meus avós.
2) subordinativas: quando ligam uma subordinada à sua principal.
    - Espero que não haja problemas.
Locução conjuntiva
Duas ou mais palavras com valor de conjunção.
    - Seremos felizes à proporção que nos tornarmos melhores.
Observações
a) As conjunções e, ou e nem podem, em certos casos, ligar duas palavras.
    - Comprarei uma casa ou um apartamento.
b) Estudaremos com detalhes as conjunções na lição sobre classificação das orações.

INTERJEIÇÃO
Palavra com que transmitimos, geralmente de maneira espontânea, as nossas emoções.
    - Ai! Queimei o dedo!
Outras interjeições: puxa!, bis!, oh!, caramba!, nossa!
Locuções interjectivas
Duas ou mais palavras com valor de interjeição.
    - Ora bolas! Você não deu o recado?!

PALAVRA DENOTATIVA
Há palavras semelhantes aos advérbios, mas que não constituem circunstâncias verbais. São
as chamadas palavras denotativas. Veja algumas importantes.
1) De designação: eis.
2) De exclusão: exceto, salvo, menos, só, somente, apenas, exclusive etc.
3) De explicação: a saber, por exemplo etc.
4) De inclusão: além disso, até, também, inclusive, ainda etc.
5) De retificação: aliás, ou melhor, isto é etc.

Observações finais
a) São considerados invariáveis os advérbios, as conjunções, as preposições e as interjeições.
No entanto, como veremos em concordância nominal, alguns advérbios admitem flexão.
b) As preposições, as conjunções e as interjeições, bem como as palavras denotativas, não
desempenham função sintática.
c) Existem classificações gramaticais especiais como partícula apassivadora, parte
integrante do verbo etc., que veremos em outras lições.

   3. FLEXÃO NOMINAL
Flexão de número
Os nomes (substantivo, adjetivo etc.), de modo geral, admitem a flexão de número: singular e
plural.
Ex.: animal − animais
Palavras simples
1) Na maioria das vezes, acrescenta-se S.                 Ex.: ponte − pontes
                                                          bonito − bonitos
2) Palavras terminadas em R ou Z: acrescenta-se ES.       Ex.: éter − éteres
Obs.: O pronome qualquer faz o plural no meio:            avestruz − avestruzes
quaisquer.
3) Palavras oxítonas terminadas em S: acrescenta-se ES. Ex.: ananás − ananases,
Obs.: As paroxítonas e as proparoxítonas são invariáveis.
Ex.: o pires − os pires, o ônibus − os ônibus
4) Palavras terminadas em IL:
    a) átono: trocam IL por EIS.                          Ex.: fóssil − fósseis
    b) tônico: trocam L por S.                            Ex.: funil − funis
5) Palavras terminadas em EL:
    a) átono: plural em EIS.                              Ex.: nível − níveis
    b) tônico: plural em ÉIS.                             Ex.: carretel − carretéis
6) Palavras terminadas em X são invariáveis.              Ex.: o clímax − os clímax
7) Há palavras cuja sílaba tônica avança.                 Ex.: júnior − juniores; caráter −
Obs.: A palavra caracteres é plural tanto de caractere caracteres
quanto de caráter.
8) Palavras terminadas em ÃO                              - ões: balões, corações, grilhões,
Fazem o plural em ÃOS, ÃES e ÕES.                         melões, gaviões.
                                                          - ãs: pagãos, cristãos, cidadãos,
                                                          bênçãos, órgãos.
                                                          Obs.: Os paroxítonos, como os dois
                                                          últimos, sempre fazem o plural em
                                                          ÃOS.
                                                          - ães: escrivães, tabeliães,
                                                          capelães, capitães, alemães
                                                          - õs ou ãos: corrimões/corrimãos,
                                                          verões/verãos, anões/anãos
                                                          - ões ou ães: charlatões/charlatães,
                                                          guardiões/guardiães,
                                                          cirugiões/cirurgiães
                                                          - ões, ãos ou ães:
                                                          anciões/anciãos/anciães,
                                                          ermitões/ermitãos/ermitães
9) Plural dos diminutivos com a letra z                   Ex.: coraçãozinho
Coloca-se a palavra no plural, corta-se o s e acrescenta- corações → coraçõe →
se zinhos (ou zinhas).                                    coraçõezinhos
                                                          azulzinha
                                                          azuis → azui → azuizinhas
10) Plural com metafonia (ô → ó)                          Com metafonia  singular (ô)
Algumas palavras, quando vão ao plural, abrem o timbre plural (ó):
da vogal o; outras, não.                                  coro coros ; corvo corvos ; destroço
                                                          destroços ; forno fornos ; fosso
                                                          fossos ; poço poços ; rogo rogos ;
                                                          tremoço tremoços ; troco trocos
                                                          Sem metafonia  singular (ô)
                                                          plural (ô):
                                                          adorno adornos ; bolso bolsos ;
                                                          endosso endossos ; esgoto
                                                          esgotos ; estojo estojos ; gosto
                                                          gostos ; gozo gozos ; toldo toldos ;
                                                          transtorno transtornos
11) Casos especiais:                                      aval − avales e avais
                                                          cal − cales e cais
                                                          cós − coses e cós
                                                          fel − feles e féis
                                                          mal e cônsul − males e cônsules
Palavras compostas
1) Os dois elementos          Quando os compostos são formados por substantivo mais
variam.                       palavra variável (adjetivo, substantivo, numeral, pronome).Ex.:
                              amor-perfeito − amores-perfeitos
                              couve-flor − couves-flores
                              segunda-feira − segundas-feiras
2) Só o primeiro elemento Quando há preposição no composto, mesmo que oculta.
                          a)
varia.                        Ex.: pé-de-moleque − pés-de-moleque ; cavalo-vapor − cavalos-
                              vapor (de ou a vapor)
                              b) Quando o segundo substantivo determina o primeiro (fim ou
                              semelhança).
                              Ex.: banana-maçã −bananas-maçã (semelhante a maçã) ; navio-
                              escola −navios-escola (a finalidade é a escola)
Observações
    a) Alguns autores admitem a flexão dos dois elementos. É uma situação polêmica. Ex.:
        mangas-espada (preferível) ou mangas-espadas
    b) Quando dizemos (e isso vai ocorrer outras vezes) que é uma situação polêmica,
        discutível, convém ter em mente que a questão do concurso deve ser resolvida por
        eliminação, ou seja, analisando bem as outras opções.
3) Apenas o último                a) Quando os elementos são adjetivos. Obs.: A exceção é
elemento varia.                       surdo-mudo, em que os dois adjetivos se flexionam:
                                      surdos-mudos.
                              Ex.: hispano-americano − hispano-americanos
                                  b) Nos compostos em que aparecem os adjetivos GRÃO, GRÃ
                                      e BEL.
                              Ex.: grão-duque − grão-duques ; grã-cruz − grã-cruzes ; bel-
                              prazer − bel-prazeres
                                  c) Quando o composto é formado por verbo ou qualquer
                                      elemento invariável (advérbio, interjeição, prefixo etc.)
                                      mais substantivo ou adjetivo.
                              Ex.: arranha-céu − arranha-céus ; sempre-viva − sempre-vivas ;
                              super-homem − super-homens
                                  d) Quando os elementos são repetidos ou onomatopaicos
                                      (representam sons).
                              Ex.: reco-reco − reco-recos ; pingue-pongue − pingue-pongues ;
                              bem-te-vi − bem-te-vis
Observações
    a) Como se vê pelo segundo exemplo, pode haver alguma alteração nos elementos, ou
        seja, não serem iguais.
    b) Se forem verbos repetidos, admite-se também pôr os dois no plural.
Ex.: pisca-pisca − pisca-piscas ou piscas-piscas
4) Nenhum elemento varia. a) Quando há verbo mais palavra invariável.
                              Ex.: O cola-tudo − os cola-tudo
                              b) Quando há dois verbos de sentido oposto.
                              Ex.: o perde-ganha − os perde-ganha
                              c) Nas frases substantivas (frases que se transformam em
                              substantivos).
                              Ex.: O maria-vai-com-as-outras − os maria-vai-com-as-outras
Observações
    a) São invariáveis arco-íris, louva-a-deus, sem-vergonha, sem-teto e sem-terra.
    - Os sem-terra apreciavam os arco-íris.
    b) Admitem mais de um plural:
- pai-nosso − pais-nossos ou pai-nossos ; padre-nosso − padres-nossos ou padre-nossos ;
terra-nova − terras-novas ou terra-novas ; salvo-conduto − salvos-condutos ou salvo-
condutos ; xeque-mate − xeques-mates ou xeques-mate ; fruta-pão − frutas-pães ou frutas-
pão ; guarda-marinha − guardas-marinhas ou guardas-marinha
    c) Casos especiais: palavras que não se encaixam nas regras.
- o bem-me-quer − os bem-me-queres ; o joão-ninguém − os joões-ninguém ; o lugar-tenente
− os lugar-tenentes ; o mapa-múndi − os mapas-múndi

Flexão de gênero
Os substantivos e as palavras que o acompanham na frase admitem a flexão de gênero:
masculino e feminino.
    - Meu amigo diretor recebeu o primeiro salário.
    - Minha amiga diretora recebeu a primeira prestação.
A flexão de feminino pode ocorrer de duas maneiras.
1) Com a troca de o ou e por a.                  lobo − loba ; mestre − mestra
2) Por meio de diferentes sufixos nominais de ateu − atéia ; bispo − episcopisa ; conde −
gênero, muitas vezes com alterações do           condessa ; duque − duquesa ; frade − freira ;
radical.                                         ilhéu − ilhoa ; judeu − judia ; marajá −
Veja alguns femininos importantes.               marani ; monje − monja ; pigmeu − pigméia ;
                                                 píton − pitonisa ; sandeu − sandia
                                                 sultão − sultana
Alguns substantivos são uniformes quanto ao gênero, ou seja, possuem uma única forma para
masculino e feminino. Podem ser:
1) Sobrecomuns: admitem apenas um artigo, Ex.: a pessoa, o cônjuge, a testemunha
podendo designar os dois sexos.
2) Comuns de dois gêneros: admitem os dois Ex.: o estudante − a estudante, o cientista −
artigos, podendo então ser masculinos ou         a cientista, o patriota − a patriota
femininos.
3) Epicenos: admitem apenas um artigo,           Ex.: O jacaré, a cobra, o polvo
designando os animais.
Observações
a) O feminino de elefante é elefanta, e não elefoa. Aliá é correto, mas designa apenas
uma espécie de elefanta.
b) Mamão, para alguns gramáticos, deve ser considerado epiceno. É algo discutível.
c) Há substantivos de gênero duvidoso, que as pessoas costumam trocar. Veja alguns que
convém gravar.
Masculinos: champanha ; dó ; eclipse ; formicida ; grama (peso) ; milhar ; plasma ; soprano ;
suéter ; telefonema
Femininos: aguardente ; alface ; cal ; cataplasma ; grafite ; libido ; omoplata ; musse ; preá
d) Existem substantivos que admitem os dois gêneros.
Ex.: diabetes (ou diabete), laringe, usucapião etc.

Flexão de grau
Por razões meramente didáticas, incluo, aqui, o grau entre os processos de flexão.
Alguns autores também o fazem, talvez pelo mesmo motivo.
Grau do         1) Normal ou          Ex.: chapéu
substantivo     positivo: sem
                nenhuma alteração.
                2) Aumentativo        a) sintético: chapelão
                                      b) analítico: chapéu grande, chapéu enorme etc.
                3) Diminutivo         a) sintético: chapeuzinho
                                      b) analítico: chapéu pequeno, chapéu reduzido etc.
                                      Obs.: Um grau é sintético quando formado por sufixo;
                                      analítico, por meio de outras palavras.
Grau do         1) Normal ou          João
adjetivo        positivo:             é forte.
2) Comparativo          a) de superioridade: João é mais forte que André. (ou
                                        do que)
                                        b) de inferioridade: João é menos forte que André.
                                        (ou do que)
                                        c) de igualdade: João é tão forte quanto André. (ou
                                        como)
                3) Superlativo          a) absoluto
                                            - sintético: João é fortíssimo.
                                            - analítico: João é muito forte. (bastante forte,
                                                forte demais etc.)
                                        b) relativo
                                            - de superioridade: João é o mais forte da
                                                turma.
                                            - de inferioridade: João é o menos forte da
                                                turma.
Observações
    a) O grau superlativo absoluto corresponde a um aumento do adjetivo. Pode ser expresso
       por um sufixo (íssimo, érrimo ou imo) ou uma palavra de apoio, como muito,
       bastante, demasiadamente, enorme etc.
    b) As palavras maior, menor, melhor e pior constituem sempre graus de
       superioridade.
    - O carro é menor que o ônibus.  menor (mais pequeno): comparativo de
       superioridade.
    - Ele é o pior do grupo.  pior (mais mau): superlativo relativo de superioridade.
    c) Alguns superlativos absolutos sintéticos que podem apresentar dúvidas.
- acre − acérrimo ; amargo − amaríssimo ; amigo − amicíssimo ; antigo − antiqüíssimo ; cruel
− crudelíssimo ; doce − dulcíssimo ; fácil − facílimo ; feroz − ferocíssimo ; fiel − fidelíssimo ;
geral − generalíssimo ; humilde − humílimo ; magro − macérrimo ; negro − nigérrimo ; pobre
− paupérrimo ; sagrado − sacratíssimo ; sério − seriíssimo ; soberbo − superbíssimo

ANÁLISE SINTÁTICA

CONCEITOS:
Frase: Todo enunciado com sentido completo. Inicia-se com maiúscula e só termina com
       algum tipo de ponto.
       a) Fogo!
       b) Silêncio!
       c) Ontem à noite, Virgulino atirou-se de uma ponte.
Oraçã Todo enunciado com verbo.
o:     a) Fredolino matou sua mulher com um rolo de massa.
       b) Quero a aprovação no Concurso do INSS.
Perío Todo enunciado com sentido completo e com oração. Inicia-se com maiúscula e só
do:    termina com algum tipo de ponto.
       a) Virgulino quer que Maria Bonita se case com ele.
       b) Quero que Pafúncia venha almoçar comigo.

ESTRUTURA DA ORAÇÃO
A oração é uma estrutura que pode ser analisada através de cinco diferentes padrões frasais.
São esses padrões que orientam a análise dos termos de qualquer frase declarativa.
PF     Casa 1     Casa 2                        Casa 3               Casa 4
I      Sujeito    Verbo Intransitivo            -                    (Adjunto Adverbial)
II     Sujeito    Verbo Transitivo Direto       Objeto Direto        (Adjunto Adverbial)
III    Sujeito    Verbo Transitivo Indireto     Objeto Indireto      (Adjunto Adverbial)
IV     Sujeito    Verbo Transitivo Direto E     Objetos Direto E     (Adjunto Adverbial)
                  Indireto                      Indireto
V      Sujeito    Verbo De Ligação              Predicativo          (Adjunto Adverbial)

PADRÕES FRASAIS
Padrão O VERBO É INTRANSITIVO, ou seja, NÃO NECESSITA DE COMPLEMENTO.
frasal I Ex.: A gaivota voa lindamente
                          VI
Padrão     o VERBO É TRANSITIVO, ou seja, necessita de complemento, e DIRETO, ou seja, não
frasal II  requer o uso de preposição.
           Ex. Eu sem você não tenho porquê.
                                  VTD     OD
Padrão o VERBO É TRANSITIVO e INDIRETO, ou seja, necessita de um complemento COM
frasal III PREPOSIÇÃO
           Ex.: Necessitamos de auxiliar de escritório com experiência.
                   VTI                       OI
Padrão Esse padrão é formado por verbos que possuem duas transitividades: uma, com
frasal IV preposição; outra, sem
           Ex.: Maria deu a rosquinha a seu namorado.
                       VTDI     OD             OI
Padrão é constituído de VERBO DE LIGAÇÃO. Nesse caso, não há complemento verbal, mas
frasal V sim predicativo do sujeito.
           Ex.: Essa mulher é mesmo uma lambisgóia.
                             VL         Predicativo do Sujeito

  LEMBRANDO...          As preposições essenciais são:
  A      CONTRA         POR        SOBRE
  ANTE   DE             PARA       TRÁS
  APÓS   DESDE          PERANTE
  ATÉ    EM             SEM
  COM    ENTRE          SOB

ADJUNTO ADVERBIAL
O adjunto adverbial ocupa a casa 4 nos padrões frasais. Não é um elemento não de primeira
necessidade para a estrutura e para o significado da frase e, geralmente, indica TEMPO,
MODO ou LUGAR.

PREDICADO VERBO-NOMINAL
Apresenta dois núcleos: o verbo com significado (podendo ser transitivo ou intransitivo) e o
predicativo (do sujeito ou do objeto).
- A aluna chegou cansada à aula.
        Predicado verbo-nominal

SUJEITO
Apesar do que muitas gramáticas preceituam, o sujeito nem sempre é o que pratica a ação ou
o ser sobre o qual se declara algo. Portanto, a melhor definição sintática para o sujeito é:
SUJEITO É O TERMO DA ORAÇÃO QUE CONCORDA EM NÚMERO E PESSOA COM O
          VERBO
Sujeito      é aquele que possui um único núcleo.
          s Ex.: Existe, no Brasil, muita miséria.
          i                          núcleo
          m
          p
          l
          e
          s
Sujeito      é o que possui dois ou mais núcleos.
          c Ex.: Restaram, após tantos anos, a amargura e a indiferença.
          o                                            núcleo 1   núcleo 2
          m
          p
          o
          s
          t
          o
Sujeito      elipse significa, para a gramática, apagamento. O sujeito elíptico é aquele que
          e ocupa a casa 1 sem, no entanto, estar explícito.
          lí Ex.: Após (nós) nos amarmos, (nós) fomos comer uma buchada de bode.
          p             elíptico              elíptico
          t Em se tratando de um texto, o sujeito elíptico é aquele que, além de ser
          i designado pela desinência verbal, também pode ser retomado pelo contexto.
          c Ex.: Os deputados (Suj. simples) foram em massa a Brasília na semana
          o passada. Em uma negociata com o governo, eles (Suj. simples) votaram
             vários projetos. Ø (Suj. elíptico) Aprovaram a Reforma Administrativa.
Sujeito      nesse caso, a oração possui um sujeito, mas ignora-se qual o elemento que
          i ocupará a casa 1, concordando com o verbo. Note a diferença entre a
          n seguinte oração, descontextualizada, e a anterior
          d Ex.: ? Aprovaram a reforma administrativa.
          e      Suj. indeterminado
          t ATENÇÃO!!!
          e Alguém aprovou a reforma administrativa.
          r Suj. simples
          m Nesse caso, o sujeito não é indeterminado, mas sim o termo ALGUÉM, o qual
          i concorda com o verbo APROVOU.
          n
          a
          d
          o
Oração sem é aquela cuja casa do sujeito permanece vazia, pois não há elemento que
          s concorde com o verbo. Existem alguns casos em que isso ocorre:
          u HAVER = Havia (Existiam) sinais de revolta na fila do Banco.
          j FAZER ou Or. sem sujeito            objeto direto
          e EXISTIR        Havia (Fazia) muito tempo que não encontrava Ermengarda.
          i                Or. sem sujeito        objeto direto
          t                Note que, em ambos os casos, o verbo HAVER permanece no
          o                singular, já que não há sujeito.
          ( FAZER =        Ex.: Faz oito meses que estou desempregado.
          S TEMPO          Or. sem sujeito         objeto direto
          u                Também nesse caso o verbo permanece no singular.
          j SER/ESTA Ex.: São três horas.
          e R=             Ex.: É primavera.
          i TEMPO          Ex.: Está frio.
          t                Esse é o único caso em que o verbo vai para o plural,
          o                concordando com o predicado.
i   FENÔMEN    Ex.: Choveu a noite toda.
            n   OS DA      Ex.: Nevará esta noite na Inglaterra.
            e   NATUREZ    Os verbos das orações sem sujeito são chamados também de
            x   A          impessoais.
            i
            s
            t
            e
            n
            t
            e
            )
            :

COMPLEMENTO NOMINAL
É o termo que se liga a um substantivo, adjetivo ou advérbio, através de uma preposição,
com a função de completar algum destes termos. O complemento nominal tem sempre
sentido passivo.
Ex.: Naziazeno sentia, naquele momento, necessidade de um café bem forte.
                                                         Complemento nominal

TERMOS ACESSÓRIOS
Além dos termos integrantes, podem ocorrer nas orações também outros, chamados de
acessórios.
Vocativ é utilizado para realizar invocações, chamados. Deve ser colocado sempre entre
o:         vírgulas, no caso de aparecer no meio da oração, e seguido ou antecedido de
           vírgula, caso ocorra no início ou no fim de uma oração.
           Ex.:
           Acelera, Brasil.
           Não quero, meus amigos, causar-lhes estranheza.
Aposto: termo que restringe, explica, especifica ou determina outro da oração. Deve ser
           sempre colocado entre vírgulas.
           Ex.:
           A CIA, Central de Inteligência dos EUA, não conseguiu prever os atentados de
           11 de setembro.
Adjunto tem como função determinar e/ou caracterizar um substantivo. Tem sentido ativo
adnomi quando introduzido por uma preposição
nal:       Ex.:
           A atitude do Congresso surpreendeu o Governo..

   4. FLEXÃO VERBAL
O verbo pode indicar ação, estado, fenômeno, existência e mesmo qualidades.
Pessoa O verbo possui três pessoas diretamente relacionadas com a pessoa gramatical que
        lhe serve de sujeito: 1ª, 2ª e 3ª.
                           Pronomes
          Pessoa
                           Singular        Plural
          1ª               Eu              Nós
          2ª               Tu              Vós
          3ª               Ele/Ela         Eles/Elas
Númer Como as outras palavras variáveis, o verbo tem dois números: singular, quando se
o       refere a uma só pessoa gramatical (eu, tu, ele, ela, você) e plural, quando se refere
        a mais de uma pessoa (nós, vós, eles, elas, vocês).
Modo    Traduz a maneira particular de apresentar a ação ou o estado expressos pelo verbo.
        INDICATIVO: idéia de certeza.                Ele sabe fazer muitas coisas.
                                                     Ontem choveu muito
                                                     Na próxima semana, iremos a São Paulo.
        SUBJUNTIVO: idéia de dúvida,                 Desejo que meu filho seja o que eu não
        possibilidade.                               pude ser.
                                                     Temia que ele não viesse ao encontro.
                                                     Quando ele perceber o erro, mudará de
                                                     atitude.
IMPERATIVO: ordens, pedidos, conselhos.    Sai daí imediatamente!
                                                    Não saias sob esta chuva!
         FORMAS NOMINAIS:                           particípio, infinitivo, gerúndio.

CLASSIFICAÇÃO
Regulares seguem o modelo de conjugação verbal, o radical se mantém em todas as
            formas e as terminações são as mesmas do paradigma (modelo de conjugação).
            Ex.: comprar, vender, dormir.
Irregulares apresentam alterações no radical e/ou nas desinências.
Defectivos são de conjugação incompleta, ou seja, não apresentam algumas formas. Ex.:
            falir, abolir.

VERBOS COM DOIS PARTICÍPIOS (ABUNDANTES)
Nesses verbos, o particípio regular, invariável e arrizotônico (acentuado na terminação),
emprega-se com os verbos auxiliares ter e haver para formar os tempos compostos. Ex.:
A assembléia tinha aceitado as novas leis.
Enquanto que o particípio irregular, variável e rizotônico (acentuado no radical), é utilizado
com o auxiliar ser ou estar. Ex.:
As novas leis foram aceitas pela Assembléia.
PRINCIPAIS PARTICÍPIOS ABUNDANTES
        INFINITIVO                 PARTICÍPIO REGULAR             PARTICÍPIO IRREGULAR
            aceitar                         aceitado                        aceito
           entregar                       entregado                       entregue
           enxugar                         enxugado                        enxuto
          expressar                      expressado                       expresso
           expulsar                       expulsado                        expulso
            ganhar                         ganhado*                         ganho
             gastar                        gastado*                          gasto
            isentar                         isentado                        isento
            libertar                       libertado                        liberto
             limpar                          limpado                         limpo
             matar                           matado                         morto
              pagar                         pagado*                           pago
             salvar                          salvado                         salvo
              soltar                          soltado                         solto
           acender                         acendido                          aceso
             eleger                           elegido                        eleito
            morrer                           morrido                        morto
            prender                        prendido                          preso
          suspender                      suspendido                      suspenso
            emergir                        emergido                        emerso
            expelir                         expelido                       expulso
           exprimir                        exprimido                      expresso
           extinguir                      extinguido                       extinto
            imergir                        imergido                        imerso
           imprimir                       imprimido                       impresso
             incluir                         incluído                      incluso
             inserir                         inserido                      inserto
*em desuso

VERBOS DE UM ÚNICO       PARTICÍPIO IRREGULAR
Infinitiv Particípi       Infinitiv Particípi
o         o               o         o
dizer     dito            pôr       posto
escrever escrito          abrir     aberto
fazer     feito           cobrir    coberto
ver       visto           vir       vindo
DICA!!!
O tempo verbal FUTURO DO PRETÉRITO (desinência – RIA) é quase sempre utilizado
            junto com o PRETÉRITO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO (desinência – SSE).
RIA + SSE = RIASSE

DIFICULDADES NA CONJUGAÇÃO VERBAL
1 – A Formação do Imperativo
O Imperativo é a forma pela qual damos uma ordem, um conselho ou fazemos um
convite. Atualmente está quase em extinção na língua falada. Para o vestibular, contudo,
você deve demonstrar que domina o seu emprego apenas em duas pessoas: a 2ª do sing.
(TU) e a 3ª do sing. (VOCÊ, O SENHOR, VOSSA SENHORIA, etc.).

AFIRMATIVO
TU: Sai da 2ª pessoa do singular do Presente do Indicativo, menos o S final. Ex.:Come logo
teu mondongo.
VOCÊ: Sai da 3ª pessoa do singular do Presente do Subjuntivo. Ex.: Coma logo seu
mondongo.

NEGATIVO (não, nunca, jamais)
TU: Sai da 2ª pessoa do singular do Presente do Subjuntivo. Ex.:Não aceites a ajuda de
estranhos.
VOCÊ: Sai da 3ª pessoa do singular do Presente do Subjuntivo. Ex.: Não aceite a ajuda de
estranhos.
2 – Verbos Derivados
Os verbos derivados de outros verbos pelo acréscimo de prefixos seguem exatamente a
conjugação de seu primitivo. Suprima o prefixo e conjugue apenas o verbo primitivo. Esse
princípio, embora pareça elementar, é, contudo, esquecido na prática. Os falantes tendem a
encarar os verbos derivados como regulares, criando formas inaceitáveis na língua culta
formal:

ERRADO           Ele interviu na discussão.                   CERTO        Ele interveio na
discussão.
ERRADO           Quando ele rever a obra, encontrará erros.  CERTO         Quando ele revir
a obra, encontrará erros.

OS DERIVADOS DE PÔR – TER – VER – VIR
Devemos ter especial atenção com os verbos derivados de pôr, ter, ver e vir, que são
verbos irregulares.
PÔR – propor, supor, antepor, impor, etc. (todos os verbos que apresentam a vogal o no
infinitivo são derivados de pôr).
TER – entreter, conter, deter, manter, suster, etc.
VER – antever, prever, rever, etc.
VIR – avir, advir, intervir, provir, sobrevir, etc.
3 – Problemas Ortográficos ligados à Conjugação Verbal
3.1. O duplo “E” na 3ª pessoa do plural.
A 3ª pessoa do plural do PRESENTE só tem E duplo quando a 3ª pessoa do singular termina
em E.
Ex.: Ele vê – Eles vêm ; ele crê – eles crêem ; ele lê – eles lêem ; ele dê – eles dêem
Ele vem – eles vêm ; ele tem – eles têm
3.2. O acento nos derivados de TER e VIR.
A 2ª e 3ª pessoas do singular dos verbos derivados de TER e VIR são acentuadas pela regra
das oxítonas terminadas em EM, ENS; a 3ª pessoa do plural recebe o circunflexo diferencial.
Tu conténs, ele contém, eles contêm - tu intervéns, ele intervém, eles intervêm

   5. PRONOMES: EMPREGO, FORMAS DE TRATAMENTO E COLOCAÇÃO.
EMPREGO DE PRONOMES
CONOSCO/ Usa-se conosco e convosco com verbos que peçam a preposição com.
         CO Ex.: Ele saiu conosco. Passearemos convosco por aquelas praias.
         M     Usa-se com nós e com vós com verbos que peçam a preposição com, porém
         NÓ apenas quando estiverem reforçados por palavras como dois, mesmos,
         S     próprios etc.
               Ex.: Falarão com nós dois amanhã.
CONVOSCO Estarei com vós mesmos ao entardecer.
         /     Obs.: É errado dizer “Falarão com nós amanhã” e “Estarei com vós ao
         CO entardecer”.
         M
         VÓ
         S
CONTIGO/C Contigo é usado quando o tratamento é de segunda pessoa do singular (tu).
         OM Ex.: Sairei contigo, se isso não te trouxer algum contratempo.
         VO Com você é empregado quando o tratamento é de terceira pessoa do singular
         CÊ (você).
               Ex.: Sairei com você, se isso não lhe trouxer algum contratempo.
               Obs.: Compare as duas frases. Na primeira emprega-se contigo, por causa do
               tratamento tu, evidenciado pelo pronome te. Na segunda, usa-se com você,
               porque o tratamento é
               de terceira pessoa, o que se verifica no emprego de lhe.
CONSIGO        Significa com você mesmo, com ele mesmo; é, portanto, reflexivo, sempre
               se
               referindo ao sujeito da oração.
               Ex.: Você trouxe consigo o material?
               Carlos trará consigo os discos.
               Obs.: Está errada uma frase do tipo “Preciso conversar consigo”, tão ao gosto
               do povo.
               O certo é “Preciso conversar contigo” ou “Preciso conversar com você”.
LHE            Com verbos ou nomes que peçam a preposição a (ou para).
               Ex.: Disse a verdade ao amigo.
               Disse-lhe a verdade.
Observações
a) Não se usa lhe com verbos que peçam outras preposições.
Ex.: Eu lhe gosto muito. (errado)
Gosto muito de você. (certo)
Gosto muito dele. (certo)
Eu sempre lhe confiei. (errado)
Eu sempre confiei em você. (certo)
Eu sempre confiei nele. (certo)
b) Como vimos em outra lição, o pronome lhe é empregado como objeto indireto (ou
complemento nominal); o pronome o, como objeto direto.
Ex.: Ofereci-lhe ajuda. (Oferecer alguma coisa a alguém)
Estudei-o ainda de manhã. (Estudar alguma coisa)
PRONOME Pronomes com a palavra Vossa (Vossa Senhoria, Vossa Excelência etc.).
         DE São empregados quando se conversa com a pessoa.
         TR Ex.: Vossa Excelência será entrevistado à noite.
         AT
         AM
         EN
         TO
               Pronomes com a palavra Sua (Sua Senhoria, Sua Excelência etc.).
               São empregados quando se fala a respeito da pessoa.
               Ex.: Sua Excelência, o governador, vai inaugurar aquela usina.
Observações
a) Ao pronome de tratamento Vossa Excelência corresponde o adjetivo excelentíssimo.
Ao pronome Vossa Senhoria, o adjetivo ilustríssimo.
Ex.: Excelentíssimo senhor prefeito, solicito a V.Exª que reexamine a minha situação.
Ilustríssimo senhor diretor, solicito a V.Sª que reexamine a minha situação.
b) Não se abrevia o pronome de tratamento Vossa Excelência (ou Sua Excelência) quando
usado em relação ao presidente da República.
Ex.: Vossa Excelência, senhor presidente, naturalmente será convidado. (E não V.Exª)

EU/ MIM         os pronomes eu e tu são empregados na função de
TU / TI         sujeito; ti e mim, na de complementos.
                Ex.: Deixou a revista para mim.
                Deixei a revista para ti.
                Deixou a revista para eu ler. (eu é sujeito de ler)
                Deixei a revista para tu leres. (tu é sujeito de leres)
                Tudo está calmo entre mim e ti.
                Tudo está calmo entre ti e mim.
                Obs.: Com preposição acidental, usa-se eu e tu.
                Ex..: Exceto eu, todos deram gargalhadas.
Transforma Lo (e flexões)
         çõe Empregado quando o verbo termina em r, s ou z, com a queda dessas letras.
         s      Ex.: Vamos pedir um lápis.
         do     Vamos pedi-lo.
         pro Estudemos a proposta.
         no     Estudemo-la.
         me Fiz os relatórios.
         o (e Fi-los.
         flex No (e flexões)
         ões Empregado quando o verbo termina em m ou ditongo nasal.
         )      Ex.: Ouviram o programa.
                Ouviram-no.
                Dão a revista.
                Dão-na.
Observações
a) Emprega-se o (e flexões) em todos os outros casos.
Ex.: Espero seu amigo lá fora.
Espero-o.
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Mostrei-a.
b) Lo e no são alterações de o. Portanto, empregam-se com verbos transitivos diretos.
8) Pleonasmo
Os pronomes pessoais oblíquos muitas vezes são reforçados por outro pronome, de mesma
pessoa.
Ex.: A mim, disseram-me que haveria aula.
A ti, não te explicaram tudo.
Este          / Este (esta, estes, estas)
         ess Indica proximidade máxima, no espaço e no tempo
         e / Ex.: Veja esta flor. (a flor está na mão do falante)
         aqu Este ano é especial. (o ano atual)
         ele Esse (essa, esses, essas)
         (e     Indica proximidade relativa, no espaço e no tempo.
         flex Ex.: Veja essa flor. (a flor está com quem o falante conversa, ou perto dos dois)
         ões Esse ano foi especial. (um ano já passado, mas próximo)
         )      Aquele (aquela, aqueles, aquelas)
                Indica afastamento maior.
                Ex.: Veja aquela flor. (a flor está afastada do falante e da pessoa com quem ele
                conversa)
                Aquele ano foi especial. (um ano bem afastado)
Observações
a) Tudo o que se disse vale para os pronomes invariáveis isto, isso, aquilo.
b) Os pronomes demonstrativos podem, num processo de coesão, ligar-se a palavras ou
expressões no texto.
- Esse, essa, isso
Referem-se ao que passou no texto. Diz-se que têm função anafórica.
Ex.: Ele fez declarações importantes. Isso acalmou a sociedade.
- Este, esta, isto
Referem-se a algo que ainda vai aparecer no texto. Diz-se que têm função catafórica.
Ex.: Este conselho lhes dou: não se preocupem excessivamente com os obstáculos.
Obs.: Há uma tendência, hoje em dia, a relaxar um pouco o emprego de tais pronomes.
Em termos de prova, convém ficar atento a eles.
c) Quando se quer evitar a repetição de dois termos passados, usam-se os pronomes isto e
este (e flexões) para designar o substantivo mais próximo; aquilo e aquele (e flexões), para
o mais afastado.
Ex.: O homem e a mulher conversaram na empresa. Aquele é um conhecido professor; esta,
uma dedicada enfermeira.
Vimos, no zoológico, uma raposa e um lobo. Este uivava sem parar; aquela andava de um
lado para o outro.
Cujo         (e Equivale a um possessivo e não admite artigo, nem antes, nem depois.
          flex Ex.: Encontramos o técnico em cujo trabalho realmente confiamos.
          ões Entenda-se: “Encontramos o técnico. Confiamos em seu trabalho”.
          )      Obs.: Não aceite construções como cujo o, cuja a, cujos os e cujas as;
                 também estão
                 sempre errados ao cujo e à cuja.

COLOCAÇÃO PRONOMINAL
antes do verbo (próclise)           Ex.: Nada o preocupava.
                                    Diz-se que o pronome o está proclítico ou em próclise.

no meio do verbo (mesóclise,        Mandar-te-ei os documentos.
que só ocorre com verbos no         Diz-se que o pronome te está mesoclítico ou em
futuro do presente e no futuro do   mesóclise.
pretérito do indicativo)
após o verbo (ênclise).             Pediram-me ajuda.
                                    Diz-se que o pronome me está enclítico ou em ênclise.
Observações
a) Existem situações de próclise obrigatória que estudaremos a seguir. A ênclise e a
mesóclise só são empregadas quando não há obrigatoriedade de próclise. Digamos, então,
que “quem manda” é a próclise.
b) A mesóclise, diferentemente da próclise e da ênclise, exige que o verbo esteja num
determinado tempo, no caso o futuro do indicativo (do presente ou do pretérito).
A fim de facilitar, resumimos todas as regras de colocação pronominal a três:
1) REGRA GERAL:
Segundo a norma culta, a regra é a ênclise, usando próclise em situações excepcionais,
que são:
    - Palavras invariáveis (advérbios, alguns pronomes, conjunção) atraem o pronome. Por
        “palavras invariáveis”, entendemos os advérbios, as conjunções, alguns pronomes
        que não se flexionam, como o pronome relativo que, os pronomes indefinidos
        quanto/como, os pronomes demonstrativos isso, aquilo, isto.
    - Exemplos: “Ele não se encontrou com a namorada.” – próclise obrigatória por força do
        advérbio de negação. “Quando se encontra com a namorada, ele fica muito feliz.” –
        próclise obrigatória por força da conjunção;
    - Orações exclamativas (“Vou te matar!”) ou que expressam desejo, chamadas de
        optativas (“Que Deus o abençoe!”) – próclise obrigatória.
    - Orações subordinadas – (“... e é por isso que nele se acentua o pensador político” –
        uma oração subordinada causal, como a da questão, exige a próclise.).
2) EMPREGO PROIBIDO:
    - Iniciar período com pronome (a forma correta é: Dá-me um copo d’água. / Permita-me
        fazer uma observação);
    - Após verbo no particípio, no futuro do presente e no futuro do pretérito. Com essas
        formas verbais, usa-se a próclise (desde que não caia na proibição acima), modifica-se
a estrutura (troca o “me” por “a mim”) ou, no caso dos futuros, emprega-se o
       pronome em mesóclise.
   -   Exemplos: “Concedida a mim a licença, pude começar a trabalhar.” (Não poderia ser
       “concedida-me” – após particípio é proibido - nem “me concedida” – iniciar período
       com pronome é proibido). “Recolher-me-ei à minha insignificância” (Não poderia ser
       “recolherei-me” nem “Me recolherei”).

3) EMPREGO FACULTATIVO:
    - Com o verbo no infinitivo, mesmo que haja uma palavra “atrativa”, a colocação do
         verbo pode ser enclítica (após o verbo) ou proclítica (antes do verbo). Exemplo: “Para
         não me colocar em situação ruim, encerrei a conversa.” “Para não colocar-me em
         situação ruim, encerrei a conversa.” Assim, com infinitivo está sempre certa a
         colocação, desde que não caia em um caso de proibição (começar período).
NÃO CONFUNDA INFINITIVO COM FUTURO DO SUBJUNTIVO – Na maior parte dos
verbos, essas formas são iguais (para comprar/quando comprar). Contudo, a regra da
colocação pronominal só se aplica ao infinitivo. Se o verbo estiver no futuro do subjuntivo,
aplica-se a regra geral. Para ter certeza de que é o infinitivo mesmo e não o futuro do
subjuntivo, troque o verbo por um que apresente formas diferentes, como o verbo trazer
(para trazer / quando trouxer), fazer (para fazer/ quando fizer), pôr (para pôr/ quando
puser), e tire a prova dos noves. Se for infinitivo, pode colocar o pronome antes ou depois,
tanto faz. De qualquer jeito, estará certo, mesmo que haja uma palavra atrativa (invariável).
Observação importante: quando houver DUAS palavras invariáveis, o pronome poderá ser
colocado entre elas. A esse fenômeno dá-se o nome de APOSSÍNCLESE.
Exemplo: “Para não levar-me a mal, irei apresentar minhas desculpas.” – como vimos, com
infinitivo está sempre certa a colocação (caso facultativo), mesmo que haja uma palavra
invariável (no caso, são duas – para e não).
COLOCAÇÕES IGUALMENTE POSSÍVEIS:
(1) “Para não me levar a mal, ...”- O pronome foi atraído pelo advérbio.
(2) “Para me não levar a mal, ...” – O pronome foi atraído pelo pronome.

COM AS FORMAS VERBAIS SIMPLES
1) Próclise
Com advérbios que não peçam             - Ali se trabalha bastante.
pausa.
Obs.: Se for usada a vírgula, que o advérbio permite, não caberá mais a próclise. Ex.: Ali,
trabalha-se bastante.
Com pronomes indefinidos,               - Ninguém se machucou. (ninguém é pronome
relativos e interrogativos.                indefinido)
                                        - Não entendi o recado que me deram. (que é
                                           pronome relativo)
                                        - Quem nos explicará o caso? (quem é pronome
                                           interrogativo)
Com as conjunções                       - - Ele disse que me avisaria. (que é conjunção
subordinativas.                            subordinativa integrante)
                                        - Correram quando nos aproximamos. (quando é
                                           conjunção subordinativa temporal)
Com o gerúndio precedido de             - Em se colocando as coisas dessa forma, não há
em.                                        dúvidas.
Com as frases optativas.                - Deus te proteja!
Obs.: Frase optativa é aquela que exprime um desejo do falante. Normalmente, tem
ponto de exclamação.
Com qualquer palavra negativa           - Não me explicaram o problema
geralmente advérbios e
pronomes indefinidos, que já
vimos que exigem próclise).
2) Ênclise
No início do período.                   - Disseram-lhe tudo.
Obs.: Quando se inicia a frase com o verbo, não há palavra atrativa para que se empregue a
próclise. Por isso se diz que não se começa frase com pronome átono.
Com verbo no imperativo                 - Pedro, levante-se!
afirmativo.                             - Levante-se!
Observações
a) Quando o verbo está no imperativo afirmativo, ou se usa o vocativo (Pedro), ou se inicia a
frase com o verbo. No primeiro caso, haverá a vírgula, que vai impedir a próclise; no segundo,
o verbo estará iniciando a frase, o que também pedirá ênclise.
b) O imperativo negativo pede próclise, já que apresenta a palavra não.
Ex.: Paulo, não se levante!
Com determinadas orações                - O professor adiou a prova, deixando-nos menos
reduzidas de gerúndio, que                 preocupados.
pedem pausa.
3) Mesóclise
Ocorre quando o verbo está no           - Mandar-lhe-ei a intimação.
futuro do presente ou no futuro         - Escrever-te-ia uma nova carta.
do pretérito.

Observações
  a) Não se esqueça de que, havendo palavra atrativa, a preferência é da próclise.
  - Nunca lhe mandarei a intimação. (correto)
  - Nunca mandar-lhe-ei a intimação. (errado)
  b) Futuro do subjuntivo exige próclise, por causa da conjunção subordinativa ou do
     pronome relativo.
  - Quando te pedirem algo, procura atender.
  - Analisarei o projeto que me mandarem.

Próclise facultativa
Há casos em que se pode usar indiferentemente próclise ou ênclise, próclise ou mesóclise. É o
que se entende por próclise facultativa ou optativa.
Com os substantivos.                                - O garoto se machucou.
                                                    - O garoto machucou-se.
                                                    - O garoto se machucará.
                                                    - O garoto machucar-se-á.
Com os pronomes pessoais e os pronomes              - Ele me agradou.
demonstrativos.                                     - Ele agradou-me.
                                                    - Ele me agradará.
                                                    - Ele agradar-me-á.
                                                    - Isto me agrada.
                                                    - Isto agrada-me.
                                                    - Isto me agradará.
                                                    - Isto agradar-me-á
Com as conjunções coordenativas.                    - Falou pouco, mas se cansou.
                                                    - Falou pouco, mas cansou-se.
                                                    - Falará pouco, mas se cansará.
                                                    - Falará pouco, mas cansar-se-á.
Com o infinitivo pessoal precedido de palavra       - Esforcei-me para não o magoar.
negativa.                                           - Esforcei-me para não magoá-lo.
Observações
   a) Como se viu nos três primeiros casos de próclise facultativa, se o verbo estiver no
       presente ou no passado, pode-se usar a próclise ou a ênclise; no futuro do indicativo, a
       próclise ou a mesóclise.
   b) O último caso é perigosíssimo, pois existe a palavra não, que normalmente exige
       próclise. Mas isso não ocorre quando ela antecede o infinitivo pessoal.

COLOCAÇÃO NAS LOCUÇÕES VERBAIS
Como vimos ao estudar os verbos, a locução verbal é a união de um verbo auxiliar e um
verbo principal. O principal, que é sempre o último, encontra-se numa forma nominal:
infinitivo, gerúndio ou particípio. Vejamos, então.
1) Com o infinitivo ou o gerúndio.               Veja, abaixo, as frases consideradas perfeitas.
                                                    - Quero mostrar-lhe o resultado.
                                                    - Estou mostrando-lhe o resultado.
                                                    - Quero-lhe mostrar o resultado.
                                                    - Estou-lhe mostrando o resultado.
Observações
    a) Com palavra atrativa, não será possível a ênclise ao verbo auxiliar.
    - Não quero mostrar-lhe o resultado. (certo)
    - Não lhe quero mostrar o resultado. (certo)
    - Não estou mostrando-lhe o resultado. (certo)
    - Não lhe estou mostrando o resultado. (certo)
    - Não quero-lhe mostrar o resultado. (errado)
    - Não estou-lhe mostrando o resultado. (errado)
    b) Se o pronome estiver solto entre os dois verbos (sem hífen), teremos uma situação
       polêmica. Para alguns gramáticos, é correto, para outros não. Convém fazer a questão
       por eliminação.
    - Quero lhe mandar o resultado. (certo ou errado)
    - Estou lhe mandando o resultado. (certo ou errado)
Pode parecer estranho o que estou dizendo, mas é a realidade da língua portuguesa. Numa
redação, peço-lhe que não use o pronome solto entre os dois verbos.
2) Com o particípio                                  - Tenho-lhe mostrado o resultado.
Quando o verbo principal é o particípio, há          - Nunca lhe tenho mostrado o resultado.
uma limitação maior. Só duas colocações são
rigorosamente corretas, uma delas com
palavra atrativa.
Observações finais
    a) O particípio, diferentemente do infinitivo e do gerúndio, não admite ênclise.
    - Tenho mostrado-lhe o resultado. (errado)
    - Nunca tenho mostrado-lhe o resultado. (errado)
    b) Com o pronome solto entre os dois verbos, como vimos anteriormente, a situação é
       polêmica. Resolva por eliminação.
- Tenho lhe mostrado o resultado. (certo ou errado).
    c) Veja, a seguir, como se deve agir quando há uma frase com pronome solto entre os
       dois verbos.
Assinale o erro de colocação pronominal.
a) Alguém me falou sobre o jogo.
b) Vou lhe contar algo.
c) Mostrá-lo-ei.
d) Me deixaram feliz.
A alternativa b pode ser considerada correta ou errada pela banca do concurso. Assim,
observe as outras opções. A última traz uma frase começada por pronome átono. Isso é, já o
dissemos, inaceitável. Assim, deduz-se que a banca considerou correta a opção b. O gabarito
só pode ser a letra d.
    d) Às vezes o pronome átono fica entre duas palavras atrativas. É uma situação especial
       de próclise conhecida como apossínclise.
    - Talvez me não peçam nada.
    - É claro que fica mais agradável dizer “Talvez não me peçam nada. Contudo, ambas as
       construções são corretas.
    e) A palavra atrativa pode estar antes de uma expressão entre vírgulas.
    - Ele garantiu que, se não chovesse, se apresentaria logo.
A conjunção que atrai o pronome átono me.

   6. EMPREGO DE TEMPOS E MODOS VERBAIS

MODO VERBAL
Indicativo                    Subjuntivo                      Imperativo
Um fato                       Uma hipótese                    Um pedido
um fato real, que pode        um fato hipotético, duvidoso,   expressa idéias de ordem,
pertencer ao presente, ao     provável ou possível.           pedido, desejo, convite.
passado ou ao futuro          Situar o fato no campo da
                              probabilidade
situa o fato no plano da      coloca o fato no plano do que
realidade, da certeza         é provável, hipotético,
                              possível, sem a mesma
                              certeza do Indicativo
                              é bastante usado com
                              determinadas conjunções
                              (embora, caso, que etc.)

IMPERATIVO
A REGRA: Em se tratando de imperativo, emprega-se o presente do subjuntivo.
São conjugados pelo presente do subjuntivo os verbos em todas as pessoas (2ª do singular e
do plural, 3ª do singular e do plural e 1ª do plural) no imperativo negativo, e nas 3ª pessoas
(singular e plural) e 1ª pessoa do plural no imperativo afirmativo. Essa é a regra.
Exemplo: “Venha para a Caixa você também” – 3ª pessoa do singular (O comercial estava
errado!!!).
“Não nos deixeis cair em tentação” – 2ª pessoa do plural (Ao se dirigir ao Pai, usa-se vós.)
A EXCEÇÃO fica por conta das segundas pessoas (tu e vós) no imperativo afirmativo. Nessa
conjugação, usa-se o presente do indicativo, sem o “s” final.
RESUMO: No imperativo afirmativo, as 2ªs pessoas (singular e plural) buscam a conjugação
do presente do indicativo e tiram a letra ‘s’. Todo o restante tem origem no presente do
subjuntivo.
Exemplo:
1 - “Dize-me com quem andas, que eu te direi quem és.” – A forma “dize” é a redução do
presente do indicativo da 2ª pessoa do singular (dizes – [s] = dize). Detalhe: o verbo “dizer”,
assim como todos que têm essa terminação -zer, é um verbo abundante, que admite tanto
“dize” como “diz”, no imperativo.
2 – “Fazei de mim um instrumento de vossa paz.” – A forma “fazei” é a conjugação no
presente do indicativo da 2ª pessoa do plural (vós fazeis), sem o “s”. Aliás, esse segundo
exemplo foi retirado de uma oração – a Oração de São Francisco de Assis, que não é tão
conhecida quanto o “Pai Nosso”. No “Pai Nosso”, temos vários exemplos do uso do
imperativo, tanto afirmativo quanto negativo.
Dá-se a Deus a respeitosa forma de tratamento "vós", que, como já vimos, é da segunda
pessoa do plural. Em "Perdoai as nossas ofensas", as pessoas que rezam dirigem-se ao
Criador e pedem a Ele que lhes perdoe as ofensas praticadas.
É para isso que também serve o imperativo. Além de ordem, essa forma verbal pode
expressar também súplica, desejo ardente, que é como são feitos esses pedidos.
Na prece, “perdoai" e "livrai" ("perdoai as nossas ofensas"/"livrai-nos do mal") estão no
imperativo afirmativo, enquanto que "deixeis" ("não nos deixeis cair em tentação") está no
imperativo negativo.
"Perdoai" e "livrai" obedecem a um esquema que já vimos.
Como são conjugações de 2ª pessoa do plural, essas formas vêm do presente do indicativo,
sem o "s" final. Fazem parte da EXCEÇÃO.
E "Não nos deixeis cair em tentação"? É da conjugação do imperativo negativo e recai na
REGRA GERAL, ou seja, se forma a partir do presente do subjuntivo (que eu deixe, que tu
deixes, que ele deixe, que nós deixemos, que vós deixeis, que eles deixem).
Na hora da dúvida, mesmo que você não seja católico, comece a rezar o Pai Nosso e veja
como se conjugam as formas verbais no Imperativo. Mas, para dar certo, você deve aprender
a rezar direito!!!!
Observações
a) No imperativo não existe a primeira pessoa do singular, eu; a terceira pessoa é você.
b) O verbo ser não segue a regra nas pessoas que saem do presente do indicativo. Eis o seu
imperativo:
afirmativo: sê, seja, sejamos, sede, sejam
negativo: não sejas, não seja, não sejamos, não sejais, não sejam
c) O tratamento dispensado a alguém numa frase não pode mudar. Se começamos a tratar a
pessoa por você, não podemos passar para tu, e vice-versa.
Ex.: Pede agora a tua comida. (tratamento: tu)
Peça agora a sua comida. (tratamento: você)
d) Os verbos que têm z no radical podem, no imperativo afirmativo, perder também a letra e
que aparece antes da desinência s.
Ex.: faze (tu) ou faz (tu)
dize (tu) ou diz (tu)
e) Procure ter “na ponta da língua” a formação e o emprego do imperativo. É assunto muito
cobrado em concursos públicos.

TEMPOS VERBAIS
Presente                     fato ocorre no momento em que se fala (Ouço ruídos na
                             cozinha.);
                             ou fato que é comum de ocorrer (Eu morro de inveja dele. /
                             Chove todos os dias em Belém.);
                             ou apresenta um princípio, um conceito ou um dado
                             (Todos os anos, muitas crianças morrem de desnutrição no
                             Brasil.)
Pretérito Perfeito           fato ocorrido e perfeitamente concluído antes do
                             momento em que se fala (Todos souberam do assassinato
                             de Celso Daniel.)
Pretérito Perfeito           Denota continuidade do ato, com início no passado (Eu
Composto                     tenho cometido muitos erros na escolha dos meus
                             namorados.)
Pretérito Imperfeito         fato realizado e não concluído (Ele buscava a perfeição
                             antes de morrer.)
                             ou que apresenta uma certa duração (Ele andava pela rua
                             quando foi abordado pelos ladrões.)
Pretérito Mais que           fato realizado antes de outro fato também no passado
Perfeito                     (Antes de sua morte,
                             ele pedira o perdão aos filhos.)
Pretérito Mais que           Forma mais comum de expressar o fato realizado antes
Perfeito Composto            de outro fato também no passado (Antes de sua morte, ele
                             tinha pedido perdão aos filhos.)
Futuro do Presente           fato posterior certo de ocorrer no futuro (Doarei todo o
                             material de estudo após a minha aprovação.)
Futuro do Presente           denota futura ocorrência de um fato que se iniciou no
Composto                     presente (Até o próximo ano, terei acumulado quase um
                             milhão de reais em dívidas.)
Futuro do Pretérito        1)         fato posterior a um fato passado (Você me garantiu
                             [FATO PASSADO] que o nosso amor não morreria [FATO
                             FUTURO EM RELAÇÃO AO FATO PASSADO].);
                           2)         fato não chegou a se realizar (Eu iria à sua casa,
                             mas tive um problema.);
                           3)         também pode denotar incerteza (“Acharam um
                             corpo que seria do chefe do tráfico.”),
                           hipótese relacionada a uma condição (“Se você tivesse
                             comprado o carro [CONDIÇÃO], não teria perdido o dinheiro no
                             jogo [HIPÓTESE].”)
                           ou polidez (“Você poderia me passar o sal?”).
Futuro do Pretérito          o mesmo que o Futuro do Pretérito com relação aos dois
Composto                     primeiros aspectos.

VERBOS IRREGULARES COMUNS EM CONCURSOS
É importante saber a conjugação dos verbos que seguem. Eles estão conjugados apenas nas
pessoas, tempos e modos mais problemáticos.
1) Compor, repor, impor, expor, depor etc.: Ex.: ponho → componho, imponho, deponho etc.
seguem integralmente o verbo pôr.               pus → compus, repus, expus etc.
2) Deter, conter, reter, manter etc.: seguem Ex.: tivermos → contivermos, mantivermos etc.
integralmente o verbo ter.                      tiveste → retiveste, mantiveste etc.
3) Intervir, advir, provir, convir etc.: seguem Ex.: vierem → intervierem, provierem etc.
integralmente o verbo vir.                      vim → intervim, convim etc
4) Rever, prever, antever etc.: seguem          Ex.: vi → revi, previ etc.
integralmente o verbo ver.                      víssemos → prevíssemos, antevíssemos etc.
Observações
a) Como se vê nesses quatro itens iniciais, o verbo derivado segue a conjugação do seu
primitivo. Basta conjugar o verbo primitivo e recolocar o prefixo. Há outros verbos que dão
origem a verbos derivados. Por exemplo, dizer, haver e fazer. Para eles, vale a mesma
regra explicada acima.
Ex.: eu houve → eu reouve (e não reavi, como normalmente se fala por aí)
b) Requerer e prover não seguem integralmente os verbos querer e ver. Eles serão
mostrados mais adiante.
5) Crer, no pretérito perfeito do indicativo:      cri, creste, creu, cremos, crestes, creram.
6) Estourar, roubar, aleijar, inteirar etc.:       Ex.: A bomba estoura. (e não estóra, como
mantém o ditongo fechado em todos os               normalmente se diz)
tempos, inclusive o presente do indicativo.        Eu inteiro (e não intéro)
7) Aderir, competir, preterir, discernir,          a) presente do indicativo: adiro, aderes, adere,
concernir, impelir, expelir, repelir:              aderimos, aderimos, aderem.
                                                   b) presente do subjuntivo: adira, adiras, adira,
                                                   adiramos, adirais, adiram.
                                                   Obs.: Esses verbos mudam o e do infinitivo para
                                                   i na primeira pessoa do singular do
                                                   presente do indicativo e em todas do presente
                                                   do subjuntivo.
8) Aguar, desaguar, enxaguar, minguar:             a) presente do indicativo: águo, águas, água;
                                                   enxáguo, enxáguas, enxágua
                                                   b) presente do subjuntivo: ágüe, ágües, ágüe;
                                                   enxágüe, enxágües, enxágüe
9) Argüir, no presente do indicativo:              arguo, argúis, argúi, argüimos, argüis, argúem
10) Apaziguar, averiguar, obliquar, no             apazigúe, apazigúes, apazigúe, apazigüemos,
presente do subjuntivo:                            apazigüeis, apazigúem
11) Mobiliar:                                      a) presente do indicativo: mobílio, mobílias,
                                                   mobília, mobiliamos, mobiliais, mobíliam
                                                   b) presente do subjuntivo: mobílie, mobílies,
                                                   mobílie, mobiliemos, mobilieis, mobíliem
12) Polir, no presente do indicativo:              pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem
13) Passear, recear, pentear, ladear (e            a) presente do indicativo: passeio, passeias,
todos os outros terminados em ear)                 passeia, passeamos, passeais, passeiam
                                                   b) presente do subjuntivo: passeie, passeies,
                                                   passeie, passeemos, passeeis, passeiem
Observações
a) Os verbos desse grupo (importantíssimo) apresentam o ditongo ei nas formas
risotônicas, mas apenas nos dois presentes.
b) Os verbos estrear e idear apresentam ditongo aberto.
Ex.: estréio, estréias, estréia; idéio, idéias, idéia
14) Confiar, renunciar, afiar, arriar etc.:        Ex.: confio, confias, confia, confiamos, confiais,
verbos regulares.                                  confiam
Observações
a) Esses verbos não têm o ditongo ei nas formas risotônicas.
b) Mediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar e intermediar, apesar de terminarem em iar,
apresentam o ditongo ei.
Ex.: medeio, medeias, medeia, mediamos, mediais, medeiam
medeie, medeies, medeie, mediemos, medieis, medeiem
15) Requerer: só é irregular na 1ª pessoa do Ex.: requeiro, requeres, requer
singular do presente do indicativo e,              requeira, requeiras, requeira
conseqüentemente, em todo o presente do requeri, requereste, requereu
subjuntivo.
16) Prover: conjuga-se como verbo regular          Ex.: Provi, proveste, proveu; provera, proveras,
no pretérito perfeito, no mais-que-perfeito, provera; provesse, provesses, provesse etc.
no imperfeito do subjuntivo, no futuro do          provejo, provês, provê; provia, provias, provia;
subjuntivo e no particípio; nos demais             proverei, proverás, proverá etc.
tempos, acompanha o verbo ver.
17) Reaver, precaver-se, falir, adequar,          Ex.: Reaver, no presente do indicativo:
remir, abolir, colorir, ressarcir, demolir,       reavemos, reaveis
acontecer, doer são verbos defectivos.
Estude o que falamos sobre eles na lição
anterior, no item sobre a classificação dos
verbos.

VOZES DO VERBO. São três:

ATIVA: o sujeito pratica a ação verbal.
Ex.: O carro derrubou o poste.


PASSIVA: o sujeito sofre a ação verbal.
- analítica ou verbal: com o particípio e um verbo auxiliar. Ex.: O poste foi derrubado pelo
carro.
- sintética ou pronominal: com o pronome apassivador se. Ex.: Derrubou-se o poste.
Enquanto todos os verbos têm voz ativa, apenas alguns deles podem passar para a VOZ
PASSIVA: os que possuírem OBJETO DIRETO.
– Sem objeto direto, a frase não vai para a passiva.
– Se a frase já estiver na passiva, isso indica que o seu verbo deve ser transitivo direto.
Essas duas afirmações ficam evidenciadas ao examinarmos detalhadamente a
TRANFORMAÇÃO PASSIVA:
ATIVA: Os candidatos poderão realizar a prova.
PASSIVA: A prova poderá ser realizada pelos candidatos.
PASSOS DA TRANSFORMAÇÃO PASSIVA
Voz Ativa → Voz Passiva Analítica
       OD + “SER” NO MESMO TEMPO + PARTICÍPIO + POR/PELO + SUJEITO + OUTROS

     1)   Fazer a análise sintática.
     2)   Contar o número de verbos.
     3)   Verificar o tempo do verbo principal.
     4)   Aplicar a fórmula.

VOCÊ DEVE ESTAR ESPECIALMENTE ATENTO PARA OS SEGUINTES PONTOS:
(1) A manutenção do tempo verbal.
(2) A manutenção do(s) verbo(s) auxiliar(es).

REFLEXIVA: o sujeito pratica e sofre a ação verbal; aparece um pronome reflexivo.
Ex.: O garoto se machucou.

   7. CONCORDÂNCIA NOMINAL

REGRA BÁSICA
O adjetivo, o artigo, o numeral e o pronome adjetivo concordam em gênero e número com o
substantivo ao qual se referem.
Exemplos:
O menino bondoso. → Um menino bondoso.
A menina bondosa.          → Esta menina bondosa.
Os meninos bondosos.         → Dois meninos bondosos.
As meninas bondosas.         → Estas meninas bondosas.
CASOS ESPECIAIS
1       – Quando o adjetivo vem depois de dois ou mais substantivos, devemos
          considerar:
          a) Os substantivos são do mesmo gênero: nesse caso, o adjetivo conserva o
          gênero e vai para o plural ou concorda com o mais próximo (permanecendo,
          então, no singular).
              - Ela tem marido e filho dedicados.
              - Ela tem marido e filho dedicado.
          b) Os substantivos são de gênero diferente: nesse caso, o adjetivo vai para o
          masculino plural ou concorda com o substantivo mais próximo.
              - Enviamos jornais e revistas ilustrados.
              - Enviamos jornais e revistas ilustradas.

CASOS ESPECIAIS
2 – Adjetivo Quando o adjetivo vem anteposto a dois ou mais substantivos, é mais
anteposto a freqüente a concordância com o mais próximo.
dois ou           - Mostrou notável sensibilidade e carinho.
mais              - Queira V. Sa. aceitar meus protestos de alta estima e apreço.
substantivo       - Minha mulher e filhos.
s                 - Muitas mulheres e homens.
             Observações:
             I – Quando os substantivos são nomes próprios (ou nomes de parentesco), o
             adjetivo vai sempre para o plural.
                  - Os conhecidos Barcelos e Sousa foram os primeiros moradores daquela
                     zona.
                  - Os espertos tio e sobrinho quiseram apossar-se da herança.
             II – O adjetivo, mesmo se vier após os substantivos, concordará
             obrigatoriamente com o último, quando se referir, de modo nítido, apenas a
             este.
                  - Ela ganhou um livro e um disco orquestrado.
                  - Um gato e um cachorrinho vira-lata estavam no quintal.
             III – Se houver artigo entre o adjetivo e o substantivo, ambas as concordâncias
             podem ser feitas
                  - Chegaram animados a moça e o rapaz
                  - Chegou animada a moça e o rapaz.
3–           O particípio, empregado nas orações reduzidas, sempre concordará com o
Particípio   sujeito.
                  - Realizado o trabalho, saímos juntos.
                  - Cumpridas as exigências, procedeu-se à chamada dos candidatos.
                  - Entendia a mensagem, começamos a trabalhar.
4–           O predicativo do sujeito sempre concordará com o mesmo.
Predicativo       - O ônibus chegou atrasado.
                  - Os ônibus chegaram atrasados.
                  - Os documentos seguem anexos ao requerimento.
                  - Maria saiu cansada.
             Observação:
             O predicativo do objeto concordará com este.
                  - Pediu alguns níqueis emprestados.
                  - Ela considerava suas irmãs imaturas.
                  - Julgo espertos o tipo e a sobrinha.
5 – Nomes       -    blusas brancas. (brancas é adjetivo)
de cor          -    blusas laranja. (laranja é substantivo: invariável ao indicar cor)
                -    blusas verde-amarelas. (dois adjetivos: só o segundo se flexiona)
                -    blusas verde-abacate. (adjetivo mais substantivo: composto invariável)
                -    blusas cinza-claro. (substantivo mais adjetivo: composto invariável)
                 a) Nomes de cor quando originados de um substantivo.  não varia
                 - Automóveis vinho - Cortinas areia - Colchas rosa - Blusas azul-turquesa -
                     Camisas amarelo-âmbar - Lenços amarelo-canário.
                 - Exceção: lilás  Tecido lilás - Tecidos lilases.
                 b) Nomes de cor quando adjetivos  varia o segundo elemento.
                 - Sapatos verde-escuros - Olhos azul-claros - Colcha amarelo-esverdeada
                     - Camisas rubro-negras.
                 - Exceções: As palavras bege, azul-marinho e azul-celeste são
                     invariáveis.  bolsas bege. sapatos azul-marinho e comprou lenços
                     azul-celeste.
             Observações
                 a) Na palavra composta, o primeiro nome que indica cor não vai ao plural.
                 b) Se o composto for usado como substantivo, os dois elementos se
                     flexionarão.
                 - O azul-claro. Os azuis-claros.
6 – Anexo,   variam normalmente.
Extra,           - Anexos ao processo estavam os documentos solicitados.
Junto,           - Tinha bastantes amigos e nenhuns inimigos.
Quite,           - Foram gastos recursos extras na construção do prédio.
Leso,        Obs.:
Obrigado,    Bastante (variável ou não)
Anexo,           - Recebeu bastantes prêmios. (bastantes: pronome adjetivo indefinido)
Incluso,         - Recebeu prêmios bastantes. (bastantes: adjetivo)
Bastante         - Estavam bastante cansados. (bastante: advérbio, pois modifica um
                     adjetivo)
             Em anexo é invariável.
                 - Mandei em anexo dois recibos.
Mesmo,       concordam com a palavra a que se referem na frase.
Próprio          - Ela mesma fez a limpeza. Ela própria fez a limpeza.
                 - Ele mesmo fez a limpeza. Ele próprio fez a limpeza.
             Obs.:
             Mesmo e próprio em frases desse tipo são pronomes demonstrativos usados
             para reforçar um termo na frase. Mesmo pode ser advérbio (realmente),
             ficando então invariável.
             Ex.: Ela fez mesmo a limpeza.
Só           Só = sozinho → variável
             Só = somente → invariável
                 - Os parentes ficaram sós.
                 - Só eles reclamaram.
             Obs.:
             A sós é invariável.
                 - Ele está a sós.
                 - Eles estão a sós.
Nenhum       é pronome adjetivo; portanto, concorda com o substantivo.
                 - Nenhum livro. Nenhuns livros. Nenhuma caneta. Nenhumas canetas.
7 – Cassete, Não variam em hipótese alguma
Bomba,            - fitas cassete, gravadores cassete;
Padrão,           - revelações bomba, testemunhas bomba;
Fantasma,         - escolas padrão;
Relâmpago,        - firmas fantasma,
Pirata,           - vitória relâmpago, ataques relâmpago;
Monstro,          -    fitas pirata, edições pirata;
Surpresa,         - passeatas monstro, pesquisas monstro;
Menos,            - festas surpresa, comícios surpresa;
Alerta,           - menos ruas; estão alerta;
Salvo,            - salvo (ou tirante ou exceto) as crianças, todos fumam
Tirante, A        - a dívida cresce a olhos vistos;
olhos             - pseudo-irregulares;
vistos,           - está bem de saúde, de modo que (ou de maneira que ou de sorte que)
Pseudo, De            pode viajar.
modo que,
De maneira
que, De
forma que,
De Sorte.
8–                - Elas falam alto, mas dançam gostoso.
Adjetivos         - Eles gostavam de falar difícil: nós, fácil.
adverbializ       - Transcrevi errado as notícias.
ados, isto   geralmente equivalem, como se vê, a um advérbio em mente.
é, os             - Elas responderam áspero.
adjetivos         - Rezem baixo.
que se
                  - Chuchus custam barato.
usam em
lugar de          - Vocês falaram bonito.
advérbios.        - A gasolina custa caro.
                  - Ela somou certo a conta.
9–           ficam invariáveis se acompanhadas de substantivos que exprimem idéia
Substantivo  genérica, indeterminada.
sem artigo,       - É preciso muita paciência para lidar com crianças.
em frases         - É necessário folga semanal remunerada.
com o verbo       - Água é bom para matar a sede.
ser               - Maçã é ótimo para os dentes.
É Preciso.        - É proibido entrada de pessoas estranhas.
É
                  - Não é permitido presença de estranhos aqui.
Necessário.
É Bom, etc.:      - É proibido conversa entre os assistentes.
             Havendo determinação do substantivo, o adjetivo com ele concorda:
                  - Esta água é boa para matar a sede.
                  - A maçã Argentina é ótima para a vista.
                  - É proibida a entrada de pessoas estranhas.
                  - Não é permitida a presença de estanhos aqui.
                  - É precisa sua presença aqui.
                  - É necessária nossa participação ativa nessa reivindicação.
                  - São precisos milhões de anos-luz para uma visita a outras galáxias.
                  - Não serão necessários estes exercícios para aprender a lição.
                  - É proibida a conversa entre os assistentes.
10 nomes     I – Flexionam-se os dois elementos quando ambos forem variáveis:
compostos         - carro-forte/ carros-fortes
             II – Flexiona-se o 1º elemento quando o segundo o estiver determinando.
                  - cidade-estado/ cidades-estado
             III – Flexiona-se o último elemento quando só ele for variável, em palavras
             onomatopaicas ou quando o primeiro for um verbo.
                  - sem-terra/ sem-terrasguarda-chuva/ guarda-chuvasbem-te-vi/ bem-te-
                      vis
             IV – Elementos invariáveis.
                  - sempre-viva
Possível        É adjetivo, portanto variável.
                    - Mudança possível
                    - Mudanças Possíveis
                Obs.:
                Às vezes, é empregado como reforço em frases especiais, em que concorda
                com o artigo.
                    - Histórias o mais tristes possível.
                    - Histórias as mais tristes possíveis.
                    - Histórias quanto possível tristes.
                Como se vê, se houver o advérbio quanto, possível fica invariável.
Um e outro      substantivo no singular e adjetivo no plural.
Um ou               - Um e outro animal ferozes fugiu.
outro           Obs.: Com certeza você achou a frase estranha, não é mesmo? Principalmente
Nem um          porque o
nem outro       verbo está no singular. Verifique o emprego dessa expressão na concordância
                verbal.
Tal qual        Tal concorda com o primeiro termo; qual, com o segundo.
                    - Ele era tal qual o colega.
                    - Eles eram tais qual o colega.
                    - Ele era tal quais os colegas.
                    - Eles eram tais quais os colegas.
                Esquisito, não é mesmo? Não se desespere, meu amigo. Há muita coisa
                estranha em português; estranha, mas correta. Com o tempo, você se
                acostuma.
Haja vista      invariável
                    - Haja vista os resultados.
                Obs.:
                Admitem-se também duas outras construções.
                    - Haja vista aos resultados.
                    - Hajam vista os resultados
Meio            variável ou invariável.
                    - Ele trouxe meia melancia. (numeral, acompanha substantivo)
                    - Ela estava meio chateada. (advérbio, liga-se ao adjetivo).
                Cuidado! Para alguns gramáticos importantes, o advérbio meio pode flexionar-
                se. É uma situação polêmica. Não se precipite. Se a banca do concurso colocar
                a frase "Ela estava meia chateada", verifique as outras opções; ela pode ter
                considerado correta a frase. Ou seja: faça por eliminação.
Todo            variável ou invariável.
                    - Ela chegou todo machucada.
                    - Ela chegou toda machucada.
                Observações
                a) A palavra todo, nas duas frases, é advérbio de intensidade, pois modifica
                adjetivo, equivalendo a totalmente. Na segunda, há uma flexão por influência
                do adjetivo machucada. É, pois, um advérbio que pode flexionar-se.
                b) Em todo-poderoso, todo é invariável.
                    - O todo-poderoso. Os todo-poderosos
                    - A todo-poderosa. As todo-poderosas.

   8. CONCORDÂNCIA VERBAL É a concordância do verbo com o sujeito em número e
      pessoa.
1. REGRA          O sujeito concorda com o verbo e vice-versa.
GERAL:               - Tu tinhas razão quando dizias que eu era cínica.
2. SUJEITO        ANTEPOSTO AO VERBO  Verbo no plural
COMPOSTO             - Pedro e Joana estudam para concurso.
                  SUJEITO FORMADO POR SINÔNIMOS  verbo no singular
                     - A ira e a raiva fará dele um infeliz
                  POSPOSTO AO VERBO  verbo no plural ou concorda com o mais próximo.
                     - Chegaram o Governo e a Oposição a um impasse.
                     - Chegou a correspondência e o pacote.
3. VERBOS       HAVER = EXISTIR ; FAZER, HAVER = TEMPO
HAVER E         São verbos impessoais, não tem sujeito, ficam na 3ª pessoa do singular.
FAZER               - Havia (Deve haver) fortes indícios de compra de votos pelo
                       Ministro.
                    - Faz (Vai Fazer) três anos que eles vivem juntos e nunca tiveram
                       uma briga séria.
                    - Devem (Deve) ser três horas.
                    - Há (Deve haver) muitos dias que não saio
4. SUJEITO      O verbo vai para o plural, concordando com o pronome de “menor” pessoa.
COMPOSTO            - EU e TU somos bons amigos. (1ª pessoa do plural)
COM                 - TU e ELE sois bons amigos. (2ª pessoa do plural)
PRONOMES        EU + TU + ELE ou EU + TU = NÓS ; TU + ELE = VÓS ou ELES, neste último
PESSOAIS DE     caso admiti-se a terceira pessoa do plural, pois a segunda do plural está
PESSOAS         caindo em desuso.
DIFERENTES
5. VERBO SER EM INDICAÇÕES DE HORA, DATA OU DISTÂNCIA  O verbo concorda com o
             predicado.
                  - São cinco horas da madrugada.
                  - Hoje são quinze de abril.
                  - É meio-dia.
             Obs.: com a palavra dia expressa, verbo no singular. Ex.: Hoje é dia quinze
             de abril.
             EM LOCUÇÕES, ESPECIFICANDO PREÇO, PESO, QUANTIDADE, DISTÂNCIA  é
             muito ; é pouco ; é mais de ; é menos de ; é tanto  O verbo não varia
             - singular.
                  - Duas semanas é muito para fechar o negócio.
             SUJEITO: TUDO, NADA, ISTO, AQUILO  concordância opcional
                  - Tudo era/eram alegrias.
             SEMPRE CONCORDA COM A PESSOA OU PRONOME PESSOAL, não importa a
             ordem da frase
                  - Carlos era as alegrias da família.  As alegrias da família era Carlos.
                  - Nós éramos as alegrias da família.  As alegrias da família éramos
                     nós.
6. SUJEITO   O verbo concorda em número e pessoa com o antecedente do pronome QUE.
REPRESENTA        - És tu que deves assumir a responsabilidade.
DO POR            - Somos nós que iremos a presença do juiz.
“QUE” ou     Quando o pronome for QUEM, o verbo deve ir para a 3ª pessoa do singular
“QUEM”       ou concorda com o antecedente.
                  - Sou eu quem deve ir ao Cartório.
                  - Sou eu quem devo ir ao Cartório.
- PRONOMES Verbo concorda com o predicativo
INTERROGATI       - Quem são vocês?
VOS QUE e         - Que eram, afinal, os problemas?
QUEM
7. PRONOME   O verbo permanece na 3ª pessoa.
DE                - V. Senhoria trouxe o mandado de prisão?
TRATAMENTO
8.           O verbo concorda com o artigo. Na falta deste, o verbo permanece no
TOPÔNIMOS    singular.
                  - Os Estados Unidos são imperialistas.
                  - Os Sertões foram escritos por Euclides da Cunha.
                  - Campinas localiza-se no Estado de São Paulo.
             Obs.:
             Com o sujeito livro (exemplo) verbo no singular.
                  - O livro Os Sertões foi escrito por Euclides da Cunha.
             Com o verbo ser e a palavra livro (modelo) como predicativo a
             concordância é opcional
                  - Os Sertões é (são) um grande livro.
9. QUAL,        Com pronome no singular o verbo concorda com o pronome
ALGUM,             - Qual de nós vencerá a corrida.
NENHUM,         Com o pronome no plural a concordância é opcional
QUALQUER +         - Alguns de nós chegaremos lá.
DE NÓS,            - Alguns de nós chegarão lá.
DENTRE NÓS
10. MAIS DE   O verbo deve ficar no singular, exceto se ele exprimir reciprocidade.
UM                - Mais de um chegou atrasado à reunião.
                  - Mais de um dos brigões acertaram-se socos.
11. UM DOS Concordância opcional
QUE               - Era um dos que mais falava / falavam.
UM E OUTRO        - Um e outro atleta completou / completaram a prova.
              UM OU OUTRO – Verbo no singular (Idéia de exclusão)
UM OU             - Um ou outro atleta completou a prova.
OUTRO
12. NOME      Nome coletivo no singular deixa o verbo no singular.
COLETIVO          - Um bando de alunos invadiu o auditório.
                  - O grupo de professores rejeitou a proposta.
13. VERBO         - Viva a noiva! Vivam os noivos!
VIVER NAS
ORAÇÕES
OPTATIVAS
14. COLETIVOS permanecem no singular ou vão para o plural.
PARTITIVOS: A     - A maioria dos convidados ainda não chegou/chegaram.
MAIORIA, A
GRANDE
PARTE, A
MAIOR PARTE
15. NÚMEROS   singular ou plural.
PERCENTUAIS       - Trinta por cento da cidade está/estão inundados.
OU                - Dois terços da cidade estão sob as águas.
FRACIONÁRIOS
:
16.          Partícula apassivadora ( ou pronome apassivador)  A palavra significa
           P alguém e o verbo é sempre transitivo direto  verbo concorda com o sujeito
           A     - Espera-se um bom resultado (Sujeito) – (Alguém espera um bom
           R        resultado)
           T     - Esperam-se bons resultados. (Sujeito)
           Í
             Símbolo ou índice de indeterminação do sujeito  A palavra significa
           C
             alguém e o verbo não é transitivo direto  verbo no singular
           U
                 - Precisa-se de computadores (Verbo transitivo indireto)
           L
                 - Estuda-se muito (verbo intransitivo)
           A
                 - Ficou-se feliz (Verbo de Ligação)
             Às vezes um VTD apresenta um OD preposicionado. O se, no caso, é um
           S
           E símbolo de indeterminação do sujeito e o verbo fica na terceira pessoa do
             singular
                 - Comeu-se do bolo.
17.   VERBOS VERBO concorda com o sujeito
           D     - Já deram quatro horas.
           A     - O relógio já deu quatro horas.
           R     - No relógio já deram quatro horas. (No relógio: adjunto averbial)
           ,
           B
           A
           T
           E
           R
           ,
           S
           O
           A
           R

             e

             T
             O
             C
             A
             R

             i
             n
             d
             i
             c
             a
             n
             d
             o

            h
            o
            r
            a
            s
18.     Verbo Locução Verbal – Verbo Auxiliar Parecer – Concorda com o sujeito
            P    - Parecem brincar as crianças
            a DUAS ORAÇÕES – Oração do infinitivo é sujeito da primeira
            r    - Parecem brincarem as crianças. Parecem que brincam as crianças.
            e Obs.: Cuidado com as inversões, pois a frase continua correta
            c    - As crianças parece brincarem.
            e    - As crianças parece que brincam.
            r
DICAS
O sujeito NUNCA pode ser preposicionado
- Precisa-se de computadores. (Sujeito Indeterminado)

    9. REGÊNCIA NOMINAL
Existem substantivos, adjetivos e advérbios que pedem complementos. É o que se conhece
como complemento nominal, termo introduzido por preposição.
    - Ele é útil à comunidade.  Termo regente: útil.  Termo regido: à comunidade
       (complemento nominal)
Às vezes, o termo regido é adjunto adnominal, igualmente introduzido por preposição.
    - Tem uma casa de madeira.  Termo regente: casa  Termo regido: de madeira
       (adjunto adnominal)
A regência nominal não é um assunto tão cobrado em provas, como a regência verbal. Mas
pode aparecer e, por isso, você terá abaixo uma relação importante de nomes que pedem
complementos ou adjuntos, com a preposição ou preposições adequadas de acordo com a
norma culta.
Acostumado / habituado                  - Estou acostumado ao trabalho.
(preposições: a, com)                   - Fiquei acostumado com o barulho.
Alheio (preposição: a)                  - Vivia alheio a tudo.
Amigo (preposição: de)                  - Sempre foi amigo de todos.
Apaixonado (preposições: por e          - Era um apaixonado da natureza.
de)                                     - Estava apaixonada pelo colega de trabalho.
Ansioso (preposições: por, para ou      - Está ansioso por nova oportunidade.
de)                                     - Permanece ansioso para falar.
                                        - Estava ansiosa de ver o cometa.
Aptidão (preposição: para)              - Sempre teve aptidão para as artes.
Apto (preposições: a ou para)           - Sentia-se apto ao trabalho externo.
                                        - Considero-o apto para exercer a profissão.
Assíduo (preposição: em)                - Paulo é assíduo no escritório.
Assédio (preposição: de)                - Recebeu o assédio de toda a turma.
Atribuído (preposição: a)               - O prêmio foi atribuído ao funcionário mais antigo.
Busca (preposição: de)                  - Estamos em busca de um mundo mais justo.
Certeza (preposição: de)                - O atleta tinha certeza da vitória.
Confiante (preposição: em)              - Continuava confiante em um futuro melhor.
Conforme (preposições: a, com ou        - Assumiu uma postura conforme às suas raízes.
em)                                         (semelhante)
                                        - Essa atitude é mais conforme com seus ideais.
                                            (coerente)
                                        - Não estavam conformes naquela discussão. (de
                                            acordo)

Compatível (preposição: com)          A orientação dada não é compatível com a filosofia da
                                      empresa.
Contemporâneo (preposição: de)        Ele foi contemporâneo de Castro Alves.
Cuidadoso (preposição: com)           Sejamos cuidadosos com nossas crianças.
Entendido (preposição: em)            Era entendido em construção naval.
Escasso (preposição: de)              A jovem era escassa de vaidades.
Estranho (preposição: a)              É algo estranho ao regulamento.
Estudioso (preposição: de)            O jornalista é estudioso de ufologia.
Exame (preposição: de)                Procedeu ao exame do material coletado.
Favorável (preposição: a)             Ele é favorável a que se tomem novas medidas.
Favoravelmente (preposição: a)        Agirei favoravelmente a seu caso.
Felizmente (preposição: para)         Felizmente para todos, o fogo foi logo apagado.
Graduação (preposição: em)            Festejou sua graduação em Matemática.
Grato (preposições a, para ou por)    Sou grato a todos neste dia especial. Sua ajuda é
                                      sempre grada para mim. Mostrou-se grato pelo que
                                      lhe apresentaram.
Humilde (preposições: com ou de)      Sejamos humildes com nossos filhos. Sinto-me
                                      humilde de ser brasileiro.
Idêntico (preposição: a )             Ex.: Uma coisa é idêntica à outra.
Incluído (preposições: em ou entre)   Foi incluído no grupo. Estava incluído entre os mais
capacitados.
Junto (preposições: a ou de)           Ficaram junto à garagem. Fiquei junto de todos.
Leigo (preposição: em)                 Nunca fui leigo em pintura.
Limite (preposições: a ou de)          Não há limites ao artista. Reconheçamos os limites da
                                       nossa inteligência.
Medo (preposições: de ou a)            O menino tem medo do escuro. Tive medo ao inspetor.
Morador / residente (preposições: em   Nessa época, era morador na Rua do Lavradio. Foi
ou de)                                 morador da Rua Santa Clara.
Obediente / obediência (preposição:    Sempre fui obediente às leis.
a)
Parecido (preposições: com ou a)       Era parecido com o avô. Sendo parecido ao pai, foi
                                       aceito logo.
Perito (preposição: em)                Era perito em construções.
Permanência (preposições: em ou        Já é longa a sua permanência na firma. A permanência
junto de)                              junto do amigo foi sua salvação.
Permissão (preposições: de ou para)    Não tive permissão de pesquisar o assunto. Pediu ao
                                       chefe permissão para sair cedo.
Próximo (preposições: a ou de)         Fiquei próximo ao muro. Deixamos o carro próximo da
                                       árvore.
Receoso (preposição: de)               Parecia receoso do resultado.
Referência / referente /               Não há referência alguma ao seu trabalho.
referentemente (preposição: a)
Situado / sito (preposição: em)        Tem um escritório sito na Av. das Américas.

    10.REGÊNCIA VERBAL
A regência verbal trata das relações entre o verbo e seus elementos. Atente para as seguintes
frases:
a)      Estudar pouco implica em não passar.
b)      A candidata ao concurso visava o cargo de Auxiliar Judiciário.
c)      Obedeça sua sede.
d)      Paguei o vendedor com o dinheiro de meu salário.
e)      Não me simpatizei com aquela moça.
f)      Assisti um filme interessante na TV a cabo.

Todas as frases acima, apesar de possivelmente não causarem estranhamento ao falante
comum, estão incorretas quanto à regência verbal culta. A regência culta destes verbos e de
outros se dá por convenção, simples tomada de modelo a partir de autores renomados da
literatura brasileira.

IMPORTANTE!

PRONOME                  SUBSTITUI
O, A, OS, AS             ELE, ELA, ELES, ELAS
LHE, LHES (pessoas)      A ELE(S), A ELA(S)
                         DELE(S), DELA(S)

PRINCIPAIS VERBOS
1. Amar, Ver,   VTD
Adorar,         Amo aquela mulher desesperadamente. = Amo-a desesperadamente.
Estimar,        Observações:
Admirar,            a) O verbo NAMORAR não admite a preposição COM.
Cumprimenta         b) O verbo ESPERAR pode aparecer com a preposição POR.
r, Visitar,         c) Todos esses verbos (e muitos outros) indicam algum tipo de
Namorar,                sentimento. Tais verbos são transitivos diretos, não pedindo a
Esperar,                preposição a.
Convidar,       - Ela visitou ao noivo. (errado)  Ela visitou o noivo. (certo)
abençoar,           d) Com algumas palavras, notadamente as de cunho religioso, pode
louvar,                 aparecer a preposição a. O complemento é objeto direto
parabenizar,            preposicionado.
detestar,
                - Amo Deus (OD).  Amo a Deus. ( Objeto direto preposicionado)
odiar
                    e) Por serem transitivos diretos, não admitem o lhe como complemento,
                        mesmo que este esteja preposicionado. Não se pode trocar a Deus,
                        no exemplo anterior, por lhe: amo-lhe. Diga-se sempre: Amo-o,
                        estimo-o, adoro-o etc.
2. Obedecer,    VTI  preposição A
Suceder,            - Obedeça a seus pais. = Obedeça-lhes
Obstar,             - Obedeço ao comando
desobedecer
3. Assistir     VTD ou VTI = dar assistência, auxiliar:
                    - O governo não assistiu os (aos) flagelados. = O governo não os
                       assistiu.
                VTI = presenciar (preposição A obrigatória):
                    - Assistimos Ao filme Titanic trinta e quatro vezes. = Assistimos A ele
                       trinta e quatro vezes.
                VTI = favorecer
                    - Este direito não lhe assiste.
                VTI = caber, competir (PREPOSIÇÃO A)
                    - O direito não assiste a você. Não lhe assiste o direito.
                VI = residir, moro (preposição EM obrigatória):
                    - O professor assiste EM São Leopoldo.
4. Aspirar      VTD = cheirar, sorver, inspirar, levar o ar aos pulmões
                    - Aspirei durante muito tempo fumaça de óleo diesel.
                VTI = ambicionar, desejar, almejar (preposição A obrigatória):
                    - Luís aspira Ao cargo. = Luis aspira A ele. Ele aspira à felicidade.
5. Visar        VTD = pôr o visto, rubricar:
                    - Esqueci-me de visar o cheque. Ele visou as folhas.
                VTD = apontar, mirar:
                    - Visou o olho esquerdo do mosquito.
                VTI = ambicionar, pretender, almejar: (Preposição A)
                    - Luís visa Ao cargo. = Luís visa A ele.
6. Preferir     VTD – Prefiro biscoitos.
                VTDI - exige a preposição A
                    - Prefiro o tchan da Scheila Carvalho Ao da Carla Perez.
                Observações
                a) O verbo preferir não aceita palavras ou expressões de intensidade, nem
                do que ou que.
                    - Prefiro mais o leite do que o vinho. (errado)
                    - Prefiro o leite ao vinho. (certo)
                b) Se não houver artigo no primeiro complemento, não pode haver no
                segundo.
                    - Prefiro leite a vinho. (e não ao vinho)
7. Pagar,        VTD – Complemento (OD) é coisa:
perdoar e             - Pagou a dívida. Perdoei o equívoco.
agradecer        VTI – Complemento (OI) é alguém: (Preposição A)
                      - Pagou Ao cobrador. Perdoei ao amigo.
                      a) Podem aparecer com os dois complementos.
                 - Perdoei o erro ao amigo.
                      b) Com a preposição de, eles são apenas transitivos diretos.
                 - Perdoei o erro do colega (OD).
                      c) Veja o emprego especial do verbo pagar.
                      - Paguei ao curso. OI: ao curso (pessoa jurídica; fiz pagamento ao
                         curso, na condição de aluno)
                      - Paguei o curso. OD: o curso. (trata-se da coisa paga,quitada; ou seja,
                         comprei o curso e o quitei.
8. Avisar,       quando VTDI           →       OD (coisa ou pessoa)
informar,                        →     OI (coisa ou pessoa)
comunicar,            - Avisei o aluno Da mudança.  Avisei Ao aluno a mudança.
advertir,             - Avisei-o De que era proibido.  Avisei-lhe que era proibido.
prevenir,             - Avisei o gerente do problema.  Avisei ao gerente o problema.
certificar,      a) A pessoa pode ser objeto direto ou indireto, com a preposição a; a coisa,
cientificar      igualmente, pode ser objeto direto ou indireto, com a preposição de ou, mais
                 raramente, sobre.
                 b) É comum o emprego dos pronomes oblíquos.
                 - Informei-o do perigo.  Informei-lhe o perigo.
                 c) Às vezes, um dos complementos é oracional (oração subordinada
                 substantiva).
                 - Ele o avisou de que faltaria comida.
                       OD          OI (oração subordinada substantiva objetiva indireta)
                 - Ele lhe avisou que faltaria comida.
                       OD          OI (oração subordinada substantiva objetiva direta)
                 d) Importantíssimo! Não podem aparecer dois objetos indiretos.
                      - Certifiquei-lhe do ocorrido. (errado)
                      - Certifiquei-lhe de que haveria problemas. (errado)
                 Corrigindo, teremos:
                      - Certifiquei-o do ocorrido.
                      - Certifiquei-lhe o ocorrido.
                      - Certifiquei-o de que haveria problemas.
                      - Certifiquei-lhe que haveria problemas.
9. Chegar e Ir   A – expressão de lugar.
                      - Cheguei A casa.
                      - Fui Ao cinema.
10. Simpatizar   COM
e Antipatizar         - Simpatizei COM a nova funcionária.
11. Agradar      VTD = fazer carinho:
                      - O carteiro agradou o cachorrinho.
                 VTI = “contentar” “ ser agradável”  Preposição A
                      - O orador agradou Ao público.
12. Querer       VTD = “desejar”:
                      - Eu quero a liberdade plena para todos os seres humanos.
                 VTI = “estimar”, “querer bem”, “gostar”  Preposição A
                      - Quero muito A meus pais.
13. Casar ou     – preposição COM:
casar-se              - Ela casou COM o médico.
                      - Ela se casou COM o médico.
14. Esquecer, VTD
lembrar,          - Ele esqueceu o encontro
recordar      a) Como pronominais (esquecer-se, lembrar-se, recordar-se), são transitivos
              indiretos, com a preposição de.
                  - Ele se esqueceu do encontro.
              b) Não sendo pronominais, deduz-se, não podem vir com preposição.
              - Recordaram do passeio. (errado)  Recordaram o passeio. (certo) 
              Recordaram-se do passeio. (certo)
              c) Lembrar e recordar podem ter dois objetos.
                  - Lembrei ao colega (OI) o dia do jogo (OD).
              d) Esses verbo admitem uma construção, considerada clássica, em que a
              coisa esquecida, lembrada ou recordada aparece como sujeito da oração,
              enquanto a pessoa atua como objeto indireto. É estranho, eu sei, mas é isso
              mesmo que você leu.
              - Esqueceu-me aquela época. (Entenda-se: Esqueci aquela época)
              (Sujeito: aquela época - Objeto indireto: me)
15. Morar,    Pedem adjuntos adverbiais com a Preposição EM (Não admitem a
Residir,      preposição A)
Situar-se,        - Moro EM um País tropical.
estabelecer-      - Sito Na Rua Palmeira das Missões.
se
16. Chamar    VTD = “fazer vir”, “convocar”.
                  - Chamei o professor.
                  - Chamei por você.
              VTD ou VTI = “xingar”, “apelidar”, “qualificar”  nesse caso, terá um
              predicativo do objeto (direto ou indireto), introduzido ou não pela preposição
              de.
                  - Chamei-o bobo. (Predicativo do objeto direto)
                  - Chamei-o de bobo. (Predicativo do objeto direto)
                  - Chamei-lhe bobo. (Predicativo do objeto indireto)
                  - Chamei-lhe de bobo. (Predicativo do objeto indireto)
17.           VTD: em relação à própria resposta dada.
Responder         - Responderam que estavam bem. (a resposta dada)
              VTI: em relação à coisa ou pessoa que recebe a resposta.
                  - Respondi ao telegrama. (dei uma resposta ao telegrama)
              Obs.: Às vezes, aparece com o dois objetos.
                  - Respondemos aos parentes (OI) que iríamos (OD).
18. Precisar  VTD = “indicar com exatidão”
              Ele precisou o local do crime.
19. Presidir, VTD ou VTI  Preposição A
Ajudar,       Ele presidiu o congresso.
Abdicar,      Ele presidiu Ao congresso.
Atender,
Preceder,
Satisfazer, .
20. Proceder VI: “agir”
                  - Ele procedeu bem.
              VI: “justificar-se”
                  - Isso não procede.
              VI: “vir”, “originar-se”  Preposição DE
                  - A balsa procedia de Belém.
              VTI: “realizar”, “dar início”, “dar andamento”  Preposição A
                  - O juiz procedeu AO inquérito
21.Custar       VI: “preço”, “valor”
                    - Os óculos custaram oitocentos reais.
                VTI:, “ser custoso”, “ser difícil” Preposição A
                esse sentido, estará seguido de um infinitivo, sendo a oração deste o sujeito
                do verbo custar.
                    - Custou ao menino (OI) entender a explicação (sujeito).
                a) No exemplo dado, existem duas orações. A segunda (entender a
                explicação) é o sujeito da primeira (Custou ao menino); portanto, trata-se de
                uma oração subordinada substantiva subjetiva.
                b) Popularmente, constrói-se a frase da seguinte maneira: O menino custou a
                entender a explicação. Ela está errada, pois a pessoa não pode ser o sujeito
                do verbo custar.

               Deve ser usado na 3ª pessoa do SINGULAR:
               Errado: Eu custei a reconhecê-lo.     Certo: Custou-me reconhecê-lo.
               Errado: Ela custou a chegar à aula.  Certo: Custou a ela chegar à aula
22. Implicar   VTD:“pressupor”, “acarretar”.
                   - Sua atitude implicará modificações.
                   - Amor implica respeito.
               Obs.: Deve ser evitada a preposição em, embora a banca da Esaf já a tenha
               considerado correta.
               VTDI: “envolver”--: Preposição em
                   - Implicaram o servidor no processo.
               VTI: “demonstrar antipatia” “perturbar”  Preposição com
                   - Sempre implicava com o vizinho.
23. Pedir,     VTDI  Preposição A (raramente com a preposição PARA)
Implorar,      Pediu ao dirigente uma solução.
suplicar       a) Às vezes são apenas transitivos diretos.
                   - Pedimos uma resposta imediata(OD).
               b) Só admitem a preposição para quando existe a palavra licença (ou
               sinônimos), clara ou oculta.
                   - Ele pediu para que o vendedor saísse. (errado)
                   - Ele pediu para sair. (certo: pediu licença para)
24.            VTD
Favorecer          - Ele favoreceu o vizinho.
25. Referir-se VTI  Preposição A
                   - O tenente referiu-se ao soldado.
               Obs.: Não confunda com referir (narrar, contar), que é transitivo direto.
                   - Ele referiu o ocorrido.

Emprego de pronomes relativos
O pronome relativo, palavra que inicia as orações subordinadas adjetivas, pode estar
antecedido de preposição. Isso depende do verbo da oração adjetiva e da função sintática do
pronome relativo.
    - O homem a que me referi vai ajudar.
    - O homem a quem me referi vai ajudar.
    - O homem ao qual me referi vai ajudar.
    - O homem em cuja palavra confiamos vai ajudar.
Observações
a) Como o verbo referir-se pede a preposição a, ela fica antes do pronome relativo, que é o
seu complemento.
b) Os pronome relativos que, quem e o qual geralmente podem ser usados uns pelos
outros, mas quem só pode ter antecedente pessoa.
c) O pronome relativo cujo corresponde a um possessivo. Na frase do exemplo, diz-se em
cuja porque o verbo confiar pede a preposição em. Note que se pode dizer “confiamos em
sua palavra”. Veja abaixo outro exemplo.
Carlos, de cujo caráter não duvidamos, irá conosco. Ou seja: Não duvidamos de seu caráter.

Quando houver um pronome relativo (QUE, QUEM, CUJO, O QUAL, ONDE), é necessário
observar alguma palavra que venha logo após. Caso haja uma palavra que exija preposição,
essa preposição deverá ser colocada antes do pronome relativo.
   - A questão A que me REFIRO é a 12.
-   O hotel EM cujo quarto DORMI é de alto luxo.
   -   A pessoa EM quem mais CONFIO é minha mãe.

Observações finais
a) ONDE (com verbos que pedem a preposição em) ; AONDE (com os verbos que pedem a
preposição a)
    - Onde está o material? (O material está em algum lugar)
    - Aonde iremos amanhã? (Iremos a algum lugar amanhã)
Assim, ficam erradas frases do tipo “Veja aonde ficou o caderno”, “Não sei onde ele foi”,
“Aonde estamos?”, “Onde você quer chegar?”
b) EU e TU (na função de sujeito) ; MIM e TI (na de complemento ou adjunto)
    - Isso é para mim.
    - Isso é para eu levar. (eu é o sujeito de levar)
    - Demos o livro a ti.
    - Deixamos o caderno para tu assinares. (tu é o sujeito de assinares)
    - Não há nada entre mim e ti.
Com preposições acidentais (exceto, menos, salvo etc.), usa-se eu e tu.
    - Exceto eu, todos saíram.
    - Estavam todos em casa, menos tu.
c) VTD não vai para a voz passiva, com exceção de obedecer, desobedecer e responder.
    - O filme foi assistido pela família. (errado)  A família assistiu ao filme. (certo)
d) Deve-se evitar a contração da preposição com o artigo que integra o sujeito, bem como
com o pronome que constitui o próprio sujeito.
    - Chegou a hora do menino brincar. (errado)  Chegou a hora de o menino brincar.
        (certo)
    - É a chance dele progredir. (errado)  É a chance de ele progredir. (certo)
Há discordâncias quanto a esse assunto. O ideal é fazer a questão por eliminação. Em uma
redação, no entanto, jamais faça a contração, está bem?
e) Não se atribui a mesma preposição a verbos de regência diferente.
    - Encontrei e obedeci ao avô. (errado)  Encontrei o avô e obedeci-lhe.
f) Alguns verbos transitivos indiretos, mesmo pedindo a preposição a, não admitem o
pronome lhe como objeto. Veja alguns importantes.
    - Assistiu ao espetáculo.  Assistiu-lhe. (errado)  Assistiu a ele. (certo)
    - Aspiro à paz.  Aspiro-lhe. (errado)  Aspiro a ela. (certo)
    - Visava ao bem.  Visava-lhe. (errado)  Visava a ele. (certo)
    - Aludi à diferença.  Aludi-lhe. (errado)  Aludi a ela. (certo)
    - Anuiu ao pedido.  Anuiu-lhe. (errado)  Anuiu a ele. (certo)
    - Procedeu ao interrogatório.  Procedeu-lhe. (errado)  Procedeu a ele. (certo)
    - Presidimos à reunião.  Presidimos-lhe. (errado)  Presidimos a ela. (certo)

ATENÇÃO!
Verbos de regências diferentes não admitem o mesmo complemento:
Errado: Entrei e saí da sala.
Correto: Entrei na sala e dela saí.

QUADRO RESUMO DE REGÊNCIA
VERBO                                              COMPLEMENTO             PREP.
 Agradar (satisfazer)
 Agradecer                                         ALGUÉM
 Aspirar (desejar)
 Assistir (olhar, presenciar)
 Atender (prestar atenção, realizar)
 Chegar                                            LUGAR
 Desobedecer
 Ir                                                LUGAR                   A
 Obedecer
 Pagar                                             ALGUÉM
 Perdoar                                           ALGUÉM
 Preferir
 Proceder
 Querer (bem, estimar)
Responder
 Vir (destino)                                     LUGAR
 Visar (objetivar)
 Antipatizar
 Implicar (provocar)                                                       COM
 Simpatizar
 Esquecer
 Lembrar                                           -SE                     DE
 Ter
 Aspirar (respirar)
 Assistir (prestar assistência)
 Esquecer                                                                  ∅
 Implicar (acarretar)
 Lembrar
 Visar (mirar, dar visto)

   11.CRASE

NÃO ocorre crase:
Antes de PALAVRA MASCULINA                     -   Chegaram a cavalo
Antes de VERBO                                 -   Ficamos a admirar a paisagem
Antes de ARTIGO INDEFINIDO (claro ou           -   Levamos a mercadoria a uma firma
oculto)                                        -   Jamais assisti a peça tão fraca. (a
                                                   uma peça tão fraca / a um filme tão
                                                   fraco)
Antes dos Pronomes demonstrativos ESTA e       -   Não me refiro a esta carta.
ESSA
Antes de PRONOME PESSOAL (inclusive o de        - Nada revelei a ela.
TRATAMENTO)                                     - Já tinha pedido isso a Vossa Senhoria.
                                            Obs.: Os pronomes de tratamento senhora,
                                            senhorita, madame e dona (este último
                                            quando acompanhado de adjetivo) admitem
                                            o acento de crase.
                                                - Dirigiu-se à senhorita Denise.
Antes de PRONOMES INDEFINIDO, com               - Direi isto a qualquer pessoa.
exceção de OUTRA.                               - Chegaram a alguma ilha do interior.
                                                   (Chegaram a algum município do
                                                   interior)
Com A no singular antes de palavra PLURAL       - Refiro-me a questões internas.
                                            Obs.: Usando-se o artigo, haverá o acento.
                                                - Não se prendia às coisas materiais.
                                                   (Não se prendia aos bens materiais)
Quando antes do A houver uma preposição,    Ela compareceu perante a corte.
com exceção de ATÉ.
Em locuções com PALAVRAS REPETITIVAS.       Eles se olhavam cara a cara.
Antes dos pronomes relativos QUE e QUEM,    Ex.: A rua a que me refiro é a República.
exceto quando há elipse.                    da exceção: A rua em que moro é paralela à
                                            (rua) que vai dar na praça.
Com a palavra CASA sem determinação,            - Ele foi a casa pela manhã.
quando, então, se refere ao próprio lar.    Obs.: Com determinação, aparece o acento.
                                                - Ele foi à casa da esquina.
Com a palavra DISTÂNCIA, sem                    - O guarda ficou a distância.
especificação, ou seja, sem precisar a          - O guarda ficou a grande distância.
distância.                                  Obs.: Com especificação, usa-se o acento.
                                                - O guarda ficou à distância de dez
                                                    metros.
Com a palavra TERRA, quando é o contrário       - Os marujos foram a terra.
de bordo.
Antes de nomes de VULTOS HISTÓRICOS            - Referiu-se a Joana d’Arc.
                                            Obs.: Com determinação, aparece o acento.
                                               - Referiu-se à valente Joana d’Arc.
Antes de NOSSA SENHORA E MARIA                   -   Farei uma prece a Nossa Senhora.
    SANTÍSSIMA.

    SEMPRE haverá crase:
    Em locuções com palavras femininas:
                                                     -   Trabalharam às escondidas.
    Adverbiais: duas ou mais palavras com            -   Fui levado à força.
    valor de advérbio                                -   Quero deixar tudo às claras.
-   Fiz tudo às pressas.  às pressas: locução       -   Às vezes, íamos ao teatro.
    adverbial de modo com palavra feminina:          -   Isso foi feito à parte.
    com acento.                                      -   Paramos à beira-mar.
-   Ele irá a pé.  a pé: locução adverbial de       -   O homem permaneceu à esquerda.
    modo com palavra masculina: sem acento.          -   Fiquem à vontade.
    Observações                                      -   Sempre falavam à meia-voz.
    a) Geralmente, as locuções adverbiais com        -   Saiu à noitinha.
    acento de crase são as de modo, mas              -   Seguiu o conselho à risca.
    existem outras.                                  -   Corriam às tontas.
         - à força. (modo) ; Às vezes. (tempo) ;     -   Estávamos à janela.
            à    direita.  (lugar)  ;   à    beça.   -   Escreveu à margem.
            (intensidade)                            -   O objeto veio à tona.
    b) As locuções adverbiais de instrumento         -   O material estava à mão.
    dividem as opiniões dos gramáticos. Para
    alguns, sem acento; para outros, com. É
    polêmico.
         - Escreveu à caneta.  Escreveu a
            caneta.
    c ) Igualmente polêmica é a expressão à
    vista, contrário de a prazo.
    Comprou os móveis à vista.  Comprou os
    móveis a vista.
    d) a pé: locução adverbial de modo com
    palavra masculina: sem acento.
    Não se trata de crase facultativa, da mesma
    forma que as da letra b. Convém, nesses
    casos, resolver a questão por eliminação. É
    preferível, hoje em dia, não usar o acento de
    crase, principalmente numa redação.
    Prepositivas: grupos de palavras que             -   Vivia à custa do irmão.
    funcionam como preposição; as que nos            -   Estamos à mercê do patrão.
    interessam neste ponto começam por à e           -   Fez o trabalho à vista de todos.
    terminam por de.                                 -   Agiu à maneira de um troglodita.
-   Ficarei à disposição de vocês.  à               -   É vidro à prova de choques.
    disposição de: locução prepositiva com           -   Permaneciam à frente do colégio.
    palavra feminina: com acento.                    -   Ficou à beira do precipício.
-   Falavam a respeito de futebol.  a respeito      -   Bateram à porta do amigo.
    de: locução prepositiva com palavra              -   Ficamos à distância de vinte metros.
    masculina: sem acento.                           -   Aprendeu à força de tanto estudar.
                                                     -   Usava um pano branco à guisa de
                                                         toalha.
                                                     -   Vivia à margem da sociedade.
                                                     -   Estava à espera de uma solução.

    Conjuntivas: grupos de palavras que              -   À medida que corria, ia ficando
    funcionam como conjunção; só existem duas            vermelho.
    com acento de crase: à medida que e à            -   Aprenderá à proporção que estudar.
    proporção que.
Observações
 a) Pelo que se vê nos exemplos, as locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas levam
 acento de crase quando os substantivos que as constituem são femininos.
 b) Às vezes, o grupo parece uma locução, mas não é.
     - À frente da casa havia uma árvore. (locução prepositiva)
     - A frente da casa é muito bonita.
     - À tarde ele chegou. (locução adverbial)
     - A tarde estava chuvosa.
 Não será locução quando se puder substituir a por o: a frente / o lado, a tarde / o dia.
 4 Com o pronome demonstrativo a.                - Dirigi-me à que estava no balcão.
                                                 - Minha camisa é semelhante à que ele
 Obs.: Haverá acento de crase antes de que            comprou.
 e de (à que, à de), sempre que se puder         - Minha camisa é semelhante a aquela
 trocar por a aquela que ou a aquela de;              que ele comprou.
 outro macete é a troca pelo masculino;          - Meu paletó é semelhante ao que ele
 aparecendo ao, há crase.                             comprou.
 Em expressões que exprimem hora                 - Ele saiu às treze horas e trinta
 determinada (troque a palavra HORAS por              minutos.
 MINUTOS; se ocorrer AOS MINUTOS, há             - Chegamos à uma hora.
 crase).                                         - Estamos aqui desde as treze horas.
 Quando a expressão “à moda de” ou “à            - Comprei móveis à Luís XV.
 maneira de” estiver subentendida.
 Quando está implícita uma palavra feminina.     - Essa religião é semelhante à dos
                                                      hindus.

PALAV     TROCA         OCORRÊN CRA     EXEMPLO
RA        POR           CIA     SE
Feminin   Masculina     AO(S)   SIM
                                        Fui à escola.  Fui ao colégio.
a
Feminin   Masculina     A        NÃO    Comprei a cartela do Toto-Bola.  Comprei o
a                       O(S)            cartão do Toto-Bola.
Masculi   -----------   -----    NÃO    Andamos a cavalo.
na
                                        Chegamos a concordar com os termos do
Verbo     -----------   -----    NÃO
                                        acordo, mas desistimos dele.
Àquele(
s)        A este(s)
                                        Voltaram àquela casa.
Àquela(   A esta(s)     -----    SIM
                                        Voltaram a esta casa.
s)        A isto
Àquilo
Aquele(
s)        Este(s)
                                        Compraram aquela casa.
Aquela(   Esta(s)       -----    NÃO
                                        Compraram esta casa.
s)        Isto
Aquilo

 Casos facultativos
 Antes     dos    pronomes       possessivos Obedeça à/a sua sede.
          femininos no singular (minha, tua,
          sua, nossa e vossa).
 Obs.:
 a) Se o possessivo estiver no plural, teremos:
     - Explicarei isso às suas irmãs. (crase obrigatória: a + as)
     - Explicarei isso a suas irmãs. (crase proibida: apenas a preposição)
 b) Se for pronome substantivo, a crase é obrigatória.
     - Explicarei isso à sua.
 Antes de nome próprio feminino.                Mandarei um presente à/a Magali
 Obs.: Com determinação, a crase é obrigatória.  Mandei uma carta à culta Patrícia.
 Depois da preposição até.                          - Ele foi até à praia. (Ele foi até ao
                                                        campo)
                                                Ele foi até a praia. (Ele foi até o campo)
Observações
  a) Não confunda com a palavra denotativa de inclusão até, que significa inclusive.
      - Comprou até a revista.
  b) Até é a única preposição que admite um a craseado depois dela.
      - Fazia o trabalho após as quatro horas. (e não às)
  Com as palavras Europa, Ásia, África,            - Viajaremos à França. (Viremos da
  França, Espanha, Inglaterra, Escócia e               França)
  Holanda.                                         - Viajaremos a França. (Viremos de
  Obs.: Poucas gramáticas citam este caso de           França)
  crase facultativa, porque a tendência, no
  português atual, é usar o artigo e,
  conseqüentemente, o acento de crase. Mas
  não é errado omiti-lo.

  Tipos de crase
1) Entre a preposição a e o artigo definido a. Vamos à cidade.
  Obs.: O a é artigo definido quando
  acompanha um substantivo.
  2) Entre a preposição a e o pronome           Ele se referiu à que deixei no armário.
  demonstrativo a. Obs.: O a é pronome
  demonstrativo quando antecede que ou de,
  equivalendo a outro pronome
  demonstrativo: aquela.
  3) Entre a preposição a e o a inicial dos     Dirija-se àquele vendedor.
  pronomes aquele, aquela, aquilo.
  Entre a preposição a e o a do pronome         Chegou a aluna à qual entreguei o resultado.
  relativo a qual.
  Observações
  a) Como se vê, é necessária a presença da preposição a para que ocorra o fenômeno da
  crase.
  b) Costuma-se dizer por aí que só há crase antes de palavra feminina. Cuidado! Essa
  afirmação diz respeito apenas ao caso de preposição mais artigo a, quando, então, o
  substantivo tem de ser feminino.

  Para saber se há crase
  1) Com nomes      Troca-se a palavra feminina por uma masculina; aparecendo ao, usa-
  comuns            se o acento de crase.
                        - Dirija-se à tesouraria. (Dirija-se ao escritório)
                        - Dei o livro à professora. (Dei o livro ao professor)
                    Obs.: Coisa se troca por coisa (tesouraria / escritório); pessoa, por
                    pessoa (professora / professor). Respeite isso, ou você pode errar a
                    questão.
  2) Com nomes      Troca-se o verbo que pede a preposição a por outro, que peça outra
  próprios de lugar preposição.
                    Vamos adotar o verbo vir; aparecendo da, usa-se o acento de crase.
                        - Ela foi à Bahia. (Ela veio da Bahia)
                        - Ela foi a Cuiabá. (Ela veio de Cuiabá, e não da)
                    Observações
                    a) Nomes de cidade (segundo exemplo) não se usam com artigo a.
                    Mas, se
                    determinarmos o substantivo, aparecerá o artigo e,
                    conseqüentemente, a crase.
                        - Iremos à simpática Cuiabá. (Viremos da simpática Cuiabá)
                    b) Não se devem misturar os dois macetes (nomes comuns ; nomes
                    próprios de lugar).
                        - Ele foi a Cuiabá.
                    Se trocarmos (indevidamente) Cuiabá por um substantivo masculino,
                    aparecerá ao, o que nos levará a pôr, erradamente, o acento de
                    crase: Ele foi ao Rio de Janeiro, Ele foi à Cuiabá.

  Observações finais
a) Há duas expressões parecidas com a Das oito às dez horas (as horas do relógio)
  palavra hora.                         De oito a dez horas (idéia de duração)
                                        É errado dizer “de oito às dez horas”, como
                                        normalmente se encontra por aí.
  b) Veja as expressões abaixo,         Meu colega vivia à toa. (à toa − locução
  igualmente parecidas.                 adverbial de modo)
                                        Ele é um homem à-toa. (à-toa − adjetivo)
  c) Cuidado no exemplo, uma é numeral, Voltei à uma hora
  e não artigo indefinido; veja o caso
  obrigatório com a palavra hora.
  c) Em expressões do tipo aquela hora, Àquela hora, todos estavam cansados.
  aquele minuto etc., pode haver o      Naquela hora, todos estavam cansados.
  acento por se tratar de indicação de
  tempo. O macete é trocar por naquela
  ou naquele.
  d) Veja algumas frases em que a       Bateu a porta. (Empurrou a porta para fechá-la)
  presença do acento altera o sentido.  Bateu à porta. (Chamou)
                                        Chegou a tarde. (entardeceu)
                                        Chegou à tarde. (Ele chegou de tarde)
                                        Saiu a francesa. (A mulher francesa saiu)
                                        Saiu à francesa. (Saiu sem ninguém notar)
                                        Trabalhavam      as   cegas.   (Mulheres    cegas
                                        trabalhavam)
                                        Trabalhavam às cegas. (Trabalhavam sem saber
                                        direito o que faziam)
                                        Escreveu a mulher uma carta. (Ela escreveu uma
                                        carta)
                                        Escreveu à mulher uma carta. (Ele mandou uma
                                        carta para a mulher)

     12.PONTUAÇÃO

  VÍRGULA
  Embora muitos ainda acreditem em pontuar “de ouvido”, não pode haver dúvida de que o
  emprego dos sinais de pontuação obedece exclusivamente à estrutura gramatical da frase.
  Para pontuar com segurança, é indispensável, portanto, ter a capacidade de reconhecer,
  na frase, seus elementos constituintes: sujeito, objetos, adjunto adverbial, etc. É
  indispensável, também, reconhecer os padrões frasais.
  A vírgula é empregada para assinalar, na frase, (1) enumerações, (2) intercalações, (3)
  deslocamentos e (4) supressões.
  UMA FRASE NA ORDEM DIRETA NÃO NECESSITA DE VÍRGULA.

  NÃO SE USA VÍRGULA
  1) Entre o sujeito e o verbo.                   -   O carro apareceu.
                                                  -   Apareceu o carro.
2)Entre o verbo e o objeto direto.                -   Ele escreveu uma carta.
  Obs.: Na inversão, só se usa a vírgula quando   -   Uma carta ele escreveu.
  existe objeto direto pleonástico.
      - Uma carta, ele a escreveu.
  3) Entre o verbo e o objeto indireto.           -   Nós obedecemos ao diretor.
  Obs.: Com objeto indireto pleonástico, a        -   Ao diretor nós obedecemos.
  vírgula deve ser usada.
  Ex.: Ao diretor, nós lhe obedecemos.
  4) Entre o verbo e o predicativo.               -   Eu já fui professor.
  Obs.: Na inversão, aparecerá a vírgula se       -   Professor eu já fui.
  houver predicativo pleonástico.
  Ex.: Professor, eu já o fui.
  5) Entre a palavra e seu complemento            -   Tenho certeza da vitória.
  nominal.                                        -   Da vitória tenho certeza.
  Obs.: Com complemento pleonástico, usa-
  se a vírgula.
  Ex.: Da vitória, dela tenho certeza.
6) Entre a palavra e seu adjunto adnominal.         - Achei o livro do professor.
Observações
    a) O adjunto adverbial, em final de frase, normalmente, não pede vírgula.
    - Fiz o trabalho aqui.
Na inversão, a vírgula é facultativa.
    - Aqui, fiz o trabalho.  Aqui fiz o trabalho.
    - Fiz, aqui, o trabalho.  Fiz aqui o trabalho.
Isso ocorre mesmo com expressões adverbiais.
    - Depois de dois anos, já estávamos acostumados.  Depois de dois anos já estávamos
       acostumados.
    b) Se, mesmo na ordem direta, usarmos algo intercalado, poderão aparecer as vírgulas.
    - Os rapazes fizeram as compras.  Os rapazes, apesar das dúvidas, fizeram as
       compras.
O termo apesar das dúvidas está intercalado entre o sujeito e o verbo. Ele pode ser retirado
da frase, sem prejuízo da compreensão ou da correção gramatical. Como se trata de um
adjunto adverbial, as vírgulas são facultativas.

USE VÍRGULA          -    A Terra, Marte, Vênus e Saturno pertencem ao mesmo sistema
NAS                       solar.
ENUMERAÇÕE            - Perdi meus óculos, minha carteira e meus documentos.
S.                Observe:
                  A Terra Marte, Vênus e Saturno (1) pertencem (2) ao mesmo sistema
                  solar (3).
                                    Sujeito                     Verbo               Objeto
                  Indireto
                  A primeira frase é do Padrão 3; a segunda, do Padrão 2. Na posição 2, a
                  vírgula estaria separando o verbo de seu objeto direto. Em ambos os
                  casos, a vírgula estaria errada, PORQUE estaria isolando os elementos
                  que compõem os padrões frasais básicos.
                  Veja, também, que o “E” jamais aparece, nas ENUMERAÇÕES,
                  acompanhado de vírgula. Um e outro se excluem:
                          Paulo, João e Pedro assistiram a tudo.
                          Lá encontrei Paulo, João, Pedro.
Separam-se os termos de mesma classe gramatical em coordenação.
   - Pedi ovos, alface, farinha, vinagre.
Observações
   a) A última vírgula pode ser trocada por e.
   - Pedi ovos, alface, farinha e vinagre.
   b) Pode-se usar e em todos os termos; é o que se conhece como polissíndeto.
   - Pedi ovos e alface e farinha e vinagre  Pedi ovos, e alface, e farinha, e vinagre.
Como se vê, no polissíndeto as vírgulas são facultativas.
USE VÍRGULA           - Chegamos há duas horas, E ele ainda não nos recebeu.
ANTES DAS             - Volta já para casa, POIS a tempestade não demora.
ORAÇÕES               - Vais assinar, OU preferes decidir tudo na Justiça?
INTRODUZIDA           - Ela ainda não veio, MAS não deve demorar.
S POR “E”,            - Não sei, NEM quero saber.
‘MAS”, “OU’,      IMPORTANTE: haverá vírgula antes do “E” somente quando os sujeitos
“NEM” E           das duas orações forem diferentes.
“POIS”.           Chegamos cedo E conseguimos um bom lugar.
                  Chegamos cedo, E todos ficaram surpresos.
2) Orações coordenadas, com exceção das iniciadas por e, pedem vírgulas.
    - Estudei bem o livro, portanto sei a matéria.
Observações
    a) Admitem-se, também, o ponto-e-vírgula e o ponto.
    - Estudei bem o livro; portanto sei a matéria.
    - Estudei bem o livro; portanto, sei a matéria.
    - Estudei bem o livro. Portanto sei a matéria.
    - Estudei bem o livro. Portanto, sei a matéria.
Como se vê, usando-se ponto-e-vírgula ou ponto, depois da conjunção pode-se usar ou não
uma vírgula.
    b) Se a conjunção coordenativa estiver depois do verbo, ficará entre vírgulas.
    - Estudei bem o livro; sei, portanto, a matéria.
    - Estudei bem o livro. Sei, portanto, a matéria.
Como se vê, com o deslocamento da conjunção coordenativa devm-se usar, no início da
oração, ponto-e-vírgula ou ponto, nunca a vírgula.
3) A oração coordenada iniciada por e não pede vírgula, a menos que tenha sujeito
diferente da primeira.
    - O homem leu o jornal e assistiu à novela.
    - O homem leu o jornal, e a mulher assistiu à novela.
Obs.: Essa vírgula, hoje em dia, já vem sendo considerada facultativa. Convém observar
bem as outras alternativas para, na comparação, resolver a questão.
USE VÍRGULA            - No final da festa, o mordomo recontou os talheres.
PARA                   - A poluição ambiental vem ameaçando, na última década, o futuro
ASSINALAR O               da humanidade.
DESLOCAMENT            - Quando ele nos viu, já era tarde.
O DE ADJUNTO           - Espero que vocês, depois de tudo terminar, não se voltem contra
E ORAÇÕES                 mim.
ADVERBIAIS.
USE VÍRGULA            - “Teresinha”, música de Chico Buarque, fez muito sucesso na
PARA                      década de 80.
SEPARAR O              - Martinho, o goleiro, está muito fora de forma.
APOSTO.                - Há muito não vou a Taquara, terra de meus avós.
Com o aposto explicativo.
    - Marcos, teu amigo, chegou cedo.
Obs.: Veja como muda o sentido e a análise dos termos, quando se muda a pontuação.
    - - Marcos, teu amigo chegou cedo.
    - Agora, teu amigo é o sujeito da oração; Marcos, o vocativo.
USE VÍRGULA            - Édipo, vai falar com a tua mãe.
PARA                   - Espero, meus amigos, tê-los convencido.
SEPARAR O              - Não sei do que está falando, minha senhora.
VOCATIVO.
USE VÍRGULA            - Os sapos vivem na lagoa.  Os sapos, todos sabem, vivem na
PARA                      lagoa.
SEPARAR                - O professor aceitou a brincadeira. Isto é: tolerou-a.  O professor
QUAISQUER                 aceitou, isto é, tolerou a brincadeira.
OUTROS                 - Ela é excelente datilógrafa.  Ela é, além disso, excelente
ELEMENTOS                 datilógrafa.
INTERCALADO            - Robin é o verdadeiro cérebro da Dupla Dinâmica.  Robin, não
S.                        Batman, é o verdadeiro cérebro da Dupla Dinâmica.
USE VÍRGULA            - O Fiat, que foi considerado o carro do ano, tem várias soluções
PARA                      mecânicas econômicas.
SEPARAR                - Quero apresentar-te minha única irmã, que mora no Rio de
ORAÇÕES                   Janeiro.
ADJETIVAS.             - No estádio do tricolor, o gramado, que está muito maltratado,
                          dificulta a prática do bom futebol.
USE VÍRGULA            - Eu cuido das crianças; tu cuidas das malas.  Eu cuido das
PARA INDICAR              crianças; tu, das malas.
A SUPRESSÃO            - Jamais nos entenderemos. Tu preferes a serra, e eu prefiro o mar.
DO VERBO.                  Jamais nos entenderemos. Tu preferes a serra; eu, o mar.
Nas datações, Rio de Janeiro, 22 de agosto de 2005.
para separar o
nome do lugar
Para isolar       Ele é inglês, ou melhor, canadense.
termos de
natureza
retificativa ou
explicativa.
Com certas        Chegou tarde naquela noite, deixando a mãe bastante preocupada.
orações
reduzidas de
gerúndio que
se lêem com
pausa.

O PERÍODO COMPOSTO E A VÍRGULA
ORAÇÕES          Para pontuarmos os períodos compostos em que surjam orações subordinadas
SUBORDINA substantivas, devemos prestar atenção às funções sintáticas por elas
DAS              exercidas. As orações subordinadas substantivas atuam como sujeito, objeto
SUBSTANTI direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo e aposto. Dessas
VAS E A          funções, apenas a de aposto implica separação por vírgula. Assim, apenas as
VÍRGULA          orações subordinadas substantivas apositivas devem ser separadas por vírgula
                 da principal. Também se podem usar dois-pontos:
                 Só te peço uma coisa, que me deixes ir à casa de meus pais sozinha.
                 Oração Principal               Oração Subordinada
                 Só te peço uma coisa: que me deixes ir à casa de meus pais sozinha.
                 Oração Principal               Oração Subordinada
1) As orações subordinadas substantivas não se separam da principal por meio de vírgula.
    - Sei que tudo se ajeitará.
 oração principal: sei
 oração subordinada substantiva objetiva direta: que tudo se ajeitará.
Obs.: As orações subordinadas substantivas representam o sujeito, o objeto direto, o objeto
indireto etc. da oração principal, ou seja, termos que não admitem vírgula por não
corresponderem a uma pausa.
ORAÇÕES          Há duas espécies de oração subordinada adjetiva: as restritivas e as
SUBORDINA explicativas. As primeiras contêm uma informação capaz de especificar,
DAS              individualizar o tempo a que se ligam; as explicativas contêm informação que
ADJETIVAS E já consideramos parte do termo a que se ligam, constituindo simples
A VÍRGULA        explicitação. As restritivas não se separam por vírgulas; as explicativas são
                 isoladas por vírgulas:
                 O homem que vi estava vestido de azul.
                 O homem, que é um ser social, tem sido isolado pela ambição.

               Muitas vezes, o papel restritivo ou explicativo da oração depende da visão que
               queremos transmitir:
               O homem, que é um ser corruptível, dá pouco valor à dignidade.
               (= Todos os homens são corruptíveis.)

               O homem que é um ser corruptível dá pouco valor à dignidade.
               (= Apenas aquele homem que se corrompe é que dá pouco valor à dignidade.)
As orações subordinadas adjetivas explicativas exigem vírgula; as restritivas não a admitem.
   - O leão, que é feroz, vive nas matas.
 oração subordinada adjetiva explicativa: que é feroz
   - O livro que consultei é excelente.
 oração subordinada adjetiva restritiva: que consultei.
Obs.: No primeiro exemplo, há uma pausa sensível; a oração lembra o aposto explicativo. Tal
não sucede com a segunda frase.
ORAÇÕES       Para pontuarmos os períodos em que surgem orações subordinadas
SUBORDINA     adverbiais, devemos considerar que essas orações têm valor de adjuntos
DAS           adverbiais. Assim, sua pontuação, como a dos adjuntos, depende de sua
ADVERBIAIS    posição no período:
EA                a) As orações subordinadas adverbiais pospostas à principal podem ser
VÍRGULA               separadas desta por vírgula. Tal vírgula não é, entretanto, obrigatória,
                      dependendo da opção de quem escreve:
                  - Virei aqui quando for necessário.
                  - Agiu rapidamente, a fim de que problemas maiores não
                      surgissem.
                  b) Quando intercaladas à principal ou a ela antepostas, as orações
                      subordinadas adverbiais devem ser separadas por vírgula:
                  - Percebi, quando ainda havia tempo de escapar, a aproximação de
                      um vulto estranho.
                  - Como não soubéssemos o endereço exato, procuramos aquela
                      casa a manhã toda.
As orações subordinadas adverbais no final do período se separam da principal por
meio de uma vírgula (facultativa); no início do período, exigem vírgula.
   - Ele fez o desenho, conforme lhe solicitei.
   - Ele fez o desenho conforme lhe solicitei.
   - Conforme lhe solicitei, ele fez o desenho. (obrigatória).

DOIS PONTOS
ANTES DE UMA CITAÇÃO:           -   Indignada, a jovem ruiva respondeu-lhe: “Não
                                    aceitaria isso nem que fosses o último homem da face
                                    da Terra”.
                                 - Disse Einstein: “A imaginação é mais importante que o
                                    conhecimento”
ANTES DE UMA                 Ela teve trinta namorados, entre eles: o Ofélio, o Normélio e o
ENUMERAÇÃO:                  Cornélio.
ANTES DOS APOSTOS:                  Só impus uma condição: que me dessem liberdade.
                                    Peço-lhe algo, meu amigo: um pouco de paciência.
                             (aposto da palavra algo: um pouco de paciência.)
                                    Esperava o seguinte: que pelo menos não
                             atrapalhassem. (aposto (oração apositiva) da palavra
                             seguinte: que pelo menos não atrapalhassem.)
ANTES DE UMA                 “És como o rio, coração tristonho:
EXPLICAÇÃO:                  Se ele vive a chorar de queda em queda,
                             Vives tu a gemer de sonho em sonho.”
ANTES DE UM                  Estou feliz neste momento: você está aqui.
ESCLARECIMENTO

PONTO-E-VÍRGULA
PARA SEPARAR ORAÇÕES                   -     Ontem foi um dia muito cansativo; amanhã,
COORDENADAS ADVERSATIVAS E                   porém, teremos um dia melhor.
CONCLUSIVAS CUJO CONECTIVO             -     Nosso tempo é muito escasso; evitaremos,
ESTEJA DESLOCADO.                            portanto, assumir novos compromissos.
quando a conjunção está depois         -     Trabalhou o dia inteiro; não estava, porém,
do verbo                                     cansado.
                                    Obs.:   Admite-se o ponto, nunca a vírgula.
                                       -     Trabalhou o dia inteiro. Não estava, porém,
                                             cansado.
PARA SEPARAR ORAÇÕES DE                -     Para uns, a liberdade é um direito; para outros,
SENTIDO OPOSTO QUE SE LIGAM                  ela é apenas um sonho.
SEM CONJUNÇÃO.
PARA SEPARAR GRUPOS DE                     -     Chorarão as mulheres, vendo que não se
ORAÇÕES.                                         guarda decoro à sua modéstia; chorarão os
Sujeitos diferentes                              velhos, vendo que não se guarda respeito às
                                                 suas cãs; chorarão os nobres, vendo que não
                                                 se guarda cortesia à sua qualidade.
                                           -     Ela arrumou a casa, fez a comida, lavou a
                                                 roupa; ele aparou a grama e lavou a varanda.
                                     Obs.:      Admite-se o ponto, nunca a vírgula.
                                           -     Ela arrumou a casa, fez a comida, lavou a
                                                 roupa. Ele aparou a grama e lavou a varanda.
PARA FAZER UMA PAUSA MAIOR,                -     Os alunos, que moravam no alojamento,
PRINCIPALMENTE EM FRASES                         resolveram escrever às suas famílias; fizeram
LONGAS, SEM NECESSIDADE DO                       isso à noite, um pouco antes do jantar.
EMPREGO DO PONTO.
PARA SEPARAR OS ITENS DE UMA               -     Mandaram para a fábrica os seguintes itens:
ENUMERAÇÃO.                                -     a) papel branco;
                                           -     b) cola especial;
                                           -     c) cartuchos para impressora.

ASPAS
PARA DESTACAR UMA                A palavra “chuva” em Português é originária do Latim.
EXPRESSÃO.
PARA DESTACAR                          -        Irei ao “shopping” comprar uma televisão.
ESTRANGEIRISMO, NEOLOGISMO             -        Ele compõe mal; é um autêntico “musicida”.
OU GÍRIA.                              -        A mulher usava um belo “peignoir”.
                                       -        Não seja “careta”, rapaz.
PARA MARCAR UMA IRONIA.                -        Minha “querida” sogra é uma jararaca.
                                       -        Ele é um “sábio”. (Quando se quer dizer o
                                                contrário.)
Para marcar uma citação ou             -        Quando vamos entender que somos mais que
transcrição.                                    simples corpos?” (John Lennon)
                                       -        Disse Sófocles: “A coisa mais bela consiste em
                                                ser útil ao próximo”.
Em nomes de publicações em          -           Já li “Os Sertões”.
geral.                              -           A “Época” publicou essas denúncias.
                                 Obs.:         As aspas, aqui, não são obrigatórias.

TRAVESSÃO
PARA SUBSTITUIR AS               -    Gostaria de ser um Engenheiro; minha mãe – contra
VÍRGULAS. principalmente              o meu desejo – matriculou-me no Colégio Militar.
com os termos explicativos.      -    Um trabalho − tua tese − foi bastante elogiado.
                                      (aposto explicativo: tua tese)
                                 -    Os operários da fábrica − os quais ninguém conhecia
                                      − fizeram uma manifestação. (oração subordinada
                                      adjetiva explicativa: os quais ninguém conhecia)
PARA INSERIR UM                  -    A miséria no Brasil – isso é vergonhoso! – atinge 50%
COMENTÁRIO DO AUTOR.                  da população.
Para pôr em destaque             -    iremos todos − e isso é indiscutível − a seu
palavras, orações, períodos.          casamento.
Para introduzir, nos diálogos,   -    Preciso de ajuda.
a fala dos interlocutores.       -    Para quê?
                                 -    Para encontrar meus óculos.

PARÊNTESES
Servem para intercalar, no texto, qualquer informação acessória. Eis algumas:
1) Qualquer indicação, de ordem explicativa      - Havia muitas pessoas na sala (eu sei
ou não, que o autor julgar importante.              porque estava lá), mas o pedido não
                                                    foi votado.
2) Para apresentar indicações bibliográficas.    -   “Em 1139 ou 1140, intitulando-se
                                                     claramente Rei, D. Afonso Henriques
                                                     sela em definitivo a independência de
                                                     Portugal.” ( Serafim da Silva Neto,
                                                     História da Língua Portuguesa, pág.
                                                     362, Rio de Janeiro, 1979.)
3) Para indicar a sigla de um estado, quando     -   Morava em Mariana (MG), quando
é citada a cidade.                                   seus avós faleceram.
Para explicar a correspondência entre            -   Na época, paguei pelo quadro
moedas diferentes.                                   US$400,00 (R$1.200,00)

PONTO
1) Para encerrar um período sem        -   Solicitaram a todos que se apresentassem às
exclamação ou interrogação.                quatro horas.
2) Em determinadas situações           -   Saiu cedo. Perdeu, contudo, a novela.
em que também se pode usar o           -   Saiu cedo; perdeu, contudo, a novela.
ponto-e-vírgula.
3) Na maioria das abreviaturas.        -  p. ou pág. (página), sr. (senhor), ap. ou apart.
                                          (apartamento), cia. (companhia), adj. (adjetivo)
                                   Obs.: Não se usa ponto nos símbolos técnicos; eles são
                                   grafados com letras minúsculas e sem s de plural.
                                      - h (hora ou horas), m (metro ou metros), m ou
                                          min (minuto ou minutos), dm (decímetro ou
                                          decímetros).

PONTO DE EXCLAMAÇÃO
Não há regras. Ele é empregado quando se quer ou se precisa dar um caráter exclamativo.
   - Fogo!
   - Cuidado com a cabeça!
   - Não faça isso, garoto!
Obs.: O vocativo, em princípio, não exige a exclamação. Depende da frase ou da
entonação que se queira conferir a ela.

PONTO DE INTERROGAÇÃO
Também aqui não há regras. Sendo uma pergunta, usa-se o ponto de interrogação.
Depende da leitura e do sentido da frase.
   - Quem gritou?
   - Ainda há pessoas esperando?
   - Você não irá?
Observações
   a) Nas interrogações indiretas, desaparece o ponto de interrogação.
   - Não sabemos quem gritou.
   b) Veja a diferença.
   - Você ainda não entendeu. (frase declarativa)
   - Você ainda não entendeu? (frase interrogativa)
   - Você ainda não entendeu! (frase exclamativa)
   - Você ainda não entendeu?! (frase exclamativa e interrogativa.
Na última frase, a pessoa faz um pergunta, mas, como está admirada, também exclama.
Nesse caso, usam-se os dois sinais de pontuação.

RETICÊNCIAS
1) Geralmente são empregadas para indicar        -   Ele estava saindo e...
a interrupção de algo que se está dizendo.       -   Prometeu ajuda a todos, mas...bem,
                                                     não importa o que ocorreu.
2) Para valorizar uma palavra ou expressão.      -   Ele falou muitas...bobagens.

   13.REDAÇÃO

    14.INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
Interpretar textos não é tarefa simples ou mecânica. Não há regras explícitas: a cada
concurso, os textos são diferentes e, por conseqüência, as questões são também diversas.
A interpretação de textos será melhor quanto mais o concursando tiver acesso a diferentes
tipos de textos (livros, revistas, jornais, etc.). De qualquer modo, há algumas dicas que,
seguidas, podem facilitar a tarefa de interpretação de um texto no concurso.

   -    Leia atentamente o texto e o enunciado da questão. Muitos erros são cometidos
        pelo fato de o concursando não ler com atenção o enunciado. Quem elabora a
        prova já prevê essa possibilidade, incluindo alternativas coerentes com uma leitura
        desatenta ou errada do enunciado da questão.
    - Sublinhe e circule a lápis ou caneta marca-texto (se permitida) aspectos que se
        mostrarem importantes no texto. Essas partes sublinhadas serão mais facilmente
        identificadas em uma segunda leitura.
    - Leia o enunciado da questão destacando as palavras-chave.
Além disso, procure observar os seguintes aspectos:
1) Objetividade
É necessário, a fim de se realizar uma boa interpretação de textos de concursos, ter, acima
de tudo, uma postura de objetividade na análise do texto. A objetividade pode ser posta
em prática a partir do momento em que o concursando evitar utilizar suas opiniões acerca
do assunto tratado notexto. Para isso, devem-se seguir as três leis básicas da
interpretação:
a) Abrir mão de TODOS os pressupostos, ou seja, não considerar informações prévias
acerca do assunto, conceitos pré-concebidos e opiniões, mesmo que sejam válidos fora do
texto.
b) Sempre justificar a resposta com base no contexto, isto é, não utilizar justificativas
externas ao texto, mesmo que corretas e comprovadas pelo mundo “lá fora”.
c) A verdade está no texto. Mesmo que se discorde de algum ponto de vista ou informação
expressa no texto, o que vale na prova é o que estiver escrito nele.
2) Tipos de questão
Há alguns tipos de questão comuns em concursos:

a) Inferência, pressuposição ou suposição.
É um tipo de questão muito especial, pois é o único cuja conclusão não necessita estar
explícita: pode-se chegar a ela por meio de informações explicitadas no texto.

b) Polissemia.
É a possibilidade de uma mesma palavra ter diferentes significados em diferentes
contextos. Exemplos:
            membro superior de uma ave
            parte de um avião
ASA          mau cheiro nas axilas
            alça da xícara
           (na linguagem popular)
c) Denotação e conotação.
Denotação é linguagem literal, mais próxima ao concreto, que não necessita de
interpretação a fim de ser compreendida. Ex.: O garoto teve seu braço quebrado durante
a partida de futebol.
Conotação é linguagem figurada, em que o leitor precisa contextualizar a informação a fim
de compreendê-la. Ex.: Não vou dar meu braço a torcer na reunião da diretoria.

d) Campo semântico.
É um conjunto de palavras cujo significado gira em torno do mesmo eixo temático. Ex.:
CASAMENTO => noivos, igreja, festa, alianças, filhos, amor, compromisso.

e) Sinonímia.
Palavras cujo significado é muito próximo. Ex.: morte, falecimento, óbito.

f) Tema.
Para se chegar ao tema de um texto, é necessário notar as seguintes diferenças (vamos
tomar como exemplo o filme Titanic):
f.1) Exemplo: é muito específico diante do tema. É um elemento descartável e substituível
no texto. Ex.: o iceberg contra o qual o navio colidiu.
f.2) Periferia: é ampla e abrangente em excesso diante do tema. É o que se chama de
pano de fundo: está presente o tempo todo, mas não é o foco. Ex.: o próprio navio.
f.3) Tema: deve estar presente no início, no meio e no final do texto, ou seja, deve possuir
duração. É o foco sem o qual o texto perde sentido, ou seja, não pode ser substituído ou
descartado. Ex.: o romance entre Rose e Jack.

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    PORTUGUÊS: Ortografia oficial.Acentuação gráfica. Flexão nominal e verbal. Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação. Emprego de tempos e modos verbais. Vozes do verbo. Concordância nominal e verbal. Regência nominal e verbal. Ocorrência de crase. Pontuação. Redação (confronto e reconhecimento de frases corretas e incorretas). Intelecção de texto. 1. ORTOGRAFIA OFICIAL EMPREGO DE LETRAS As letras S, J e Z mantêm-se nas palavras derivadas de outras em camisa – camiseta que elas aparecem laranja – laranjeira cruz – cruzar O sufixo EZA (ou EZ) é usado em substantivos abstratos derivados nobre – nobreza de adjetivos. pálido – palidez O sufixo ESA (ou ISA) é usado na formação de feminino. barão – baronesa poeta – poetisa Depois de EN usa-se X, e não CH. enxoval, enxergar, São exceções: enxuto a) O verbo encher e derivados. b) A palavra enchova (variante de anchova) c) As palavras derivadas de outras grafadas com ch (enchumbar, encharcar etc.) Depois de ditongo usa-se S, X e Ç, e não Z, CH e SS. coisa, lousa, pausa São exceções: eixo, faixa, queixo a) A palavra caucho e derivadas. eleição, afeição, b) Diminutivos com a consoante de ligação Z (papeizinhos, rejeição aneizinhos etc.) Depois de ME usa-se X, e não CH. mexer, mexerico, São exceções mecha (de cabelo), mechar (derivado de mecha) e mexilhão mechoação. O sufixo IZAR é usado em verbos derivados de nomes. canalizar – de canal Observações: concretizar – de a) Se já houver S no radical, essa letra se conserva. Ex.: concreto pesquisar – de pesquisa ; analisar – de análise suavizar – de suave b) Catequese dá origem a catequizar, com a redução do radical. Se a palavra fosse catequesar, seria, evidentemente, com s. Escrevem-se com S os sufixos OSE e OSO. psicose, hematose, formoso, carinhoso Os derivados do verbo TER formam palavras com Ç. deter – detenção reter – retenção Grafam-se com SS as palavras derivadas de verbos terminados em emitir – emissão TIR, quando essa terminação desaparece. omitir – omissão Permitir – permissão Palavras derivadas de verbos, quando mantêm a vogal temática salvar – salvação deles, grafam-se partir – partição com Ç. Palavra que se deriva de outra com T no radical grafa-se com Ç. cantar – canção optar – opção Quando o radical do verbo termina por ND, RG ou RT, suas compreender – derivadas se grafam com S. compreensão aspergir – aspersão converter – conversão Ascender – ascensão Quando o radical do verbo termina em CED, GRED, PRIM ou MET, conceder – concessão suas derivadas se grafam com SS. regredir – regressão comprimir – Cuidado! EXCEÇÃO é derivado de EXCETUAR – e não de EXCEDER compressão remeter – remessa
  • 2.
    Observações a) Cuidado especialcom as palavras derivadas que seguem. tórax – torácico (e não toráxico) fêmur – femoral (e não femural) estender – extensão (e não estensão) discreto – discrição (e não discreção) b) Em português há muitas formas variantes legítimas, às vezes quase desconhecidas. Veja algumas importantes. aluguel ou aluguer - assobiar ou assoviar - bêbado ou bêbedo - cãibra ou câimbra - champanha ou champanhe - chimpanzé ou chipanzé - quociente ou cociente - coisa ou cousa - flauta ou frauta - flecha ou frecha - floco ou froco - germe ou gérmen - louro ou loiro - marimbondo ou maribondo - neblina ou nebrina - percentagem ou porcentagem - quatorze ou catorze - quota ou cota - quotidiano ou cotidiano - rastro ou rasto - registrar ou registar - taberna ou taverna c) Veja a grafia correta de determinadas palavras. Não se trata de formas variantes. caramanchão e não carramanchão disenteria e não desinteria empecilho e não impecilho estrambótico e não estrambólico meteorologia e não metereologia muçulmano e não mulçumano privilégio e não previlégio SEPARAÇÃO SILÁBICA – Curiosidades Separam-se as letras r e s dos prefixos quando a palavra a que eles se ligam começa por vogal. Ex.: su-pe-ra-bun-dan-te, bi-sa-vô Mas: su-per-mer-ca-do, bis-ne-to Separa-se a letra b do prefixo sub quando a palavra a que ele se liga começa por vogal. Ex.: su-ba-é-reo, su-bo-fi-ci-al Mas: sub-se-ção, sub-te-nen-te Na palavra sublinhar, sub está seguido da consoante l. Há uma tendência a pronunciar bl, tendência essa que leva a pessoa a não separar o grupo, o que é errado, pois l é consoante. Veja a separação: sub-li-nhar. A palavra abrupto (e derivados) deveria ter hífen, pela regra ortográfica: ab-rupto. Se assim fosse, o hífen se manteria na divisão silábica. Em virtude dessa anomalia, o falante passou a pronunciar bru, o que leva a erro de divisão silábica. Veja a separação da palavra: ab-rup-to. Sendo essa, na realidade, a pronúncia adequada. Nos grupos do tipo ia, io, ua, uo etc. (primeiro o i ou o u), se um dos elementos vocálicos for tônico, separa-se, pois se trata de hiato; caso contrário, temos ditongo, que é inseparável. É o caso de secretária e secretaria. PALAVRAS PRIMITIVAS A palavra derivada costuma conservar a grafia da palavra primitiva Quando a primitiva já apresenta a letra s ela é mantida na derivada Ex.: pai – paizinho; país – paisinho Descendente – verbo descender (ligação com verbo descer) – Ex.: Trajetório descendente (que desce, decresce) Exceções: estender – extensão, catequese – catequizar; dispêndio - despender Normalmente se usa x após en Exceção: encher – primitiva: cheio Ex.: enxuto, enxovalhar. encharcado – primitiva: charco Discricionário Discricionariedade ou Discricionaridade Sério Seriedade Solidário Solidariedade Sócio Sociedade Sóbrio Sobriedade Homogêneo Homogeneidade Corpóreo Corporeidade Idôneo Idoneidade Contemporâneo Contemporaneidade Instantâneo Instantaneidade Espontâneo Espontaneidade
  • 3.
    PARÔNIMOS são palavras parecidasna grafia ou na pronúncia, mas com significados diferentes. absolver (perdoar, inocentar) absorver (sorver, aspirar) Aferir (medir) Auferir (ganhar, obter) arrear (pôr arreios) amar (descer, cair) cavaleiro (que cavalga) cavalheiro (saudação) comprimento (extensão) cumprimento (saudação) descrição (ato de descrever) discrição (reserva, prudência) descriminar (tirar a culpa, inocentar, retirar discriminar (segregar, separar, distinguir, a criminalidade) discernir, distinguir) despensa (onde se guardam mantimentos) dispensa (ato de dispensar) emigrar (deixar um país) imigrar (entrar num país) eminente (elevado) iminente (prestes a ocorrer) esbaforido (ofegante, apressado) espavorido (apavorado) estada (permanência de pessoal) estadia (permanência de veículos) espectador (é o que vê ou testemunha expectador (é o que está na expectativa) certos atos (ou programas de televisão)) flagrante (evidente) fragrante (perfumado) fusível (o que funde) fuzil (arma) imergir (afundar) emergir (vir a tona) inflação (alta de preços) infração (violação) infligir (aplicar pena) infringir (violar, desrespeitar) mandado (ordem judicial) mandato (procuração) Ratificar (confirmar) Retificar (corrigir) recrear (divertir, alegrar) recriar (criar novamente) sortir (abastecer) surtir (produzir efeito) tráfego (trânsito) tráfico (comércio ilegal) vadear (atravessar a vau) vadiar (andar ociosamente) vultoso (volumoso) vultuoso (atacado de congestão na face) HOMÔNIMOS são palavras que têm a mesma pronúncia, mas significados diferentes. acender (pôr fogo) ascender (subir acento (símbolo gráfico) assento (lugar onde se senta) apreçar (ajustar o preço) apressar (tornar rápido) bucho (estômago) buxo (arbusto) caçar (capturar animal) cassar (tornar sem efeito) cela (pequeno quarto) sela (arreio) censo (recenseamento) senso (entendimento, juízo) cerrar (fechar) serrar (cortar) chá (bebida) xá (antigo soberano do irã) cheque (ordem de pagamento) xeque (lance de jogo de xadrez) concertar (ajustar, combinar) consertar (corrigir, reparar) Contenção (Ato de Contender (lutar, brigar, Contensão (esforço ou tensão consideráveis) ...) ou ato ou efeito de conter (com mais esforço para conter despesas improdutivas) coser (costurar) cozer (preparar alimentos) esperto (inteligente, perspicaz) experto (experiente, perito) estrato (camada) extrato (o que se extrai de ) incerto (impreciso) inserto (introduzido, inserido) incipiente (principiante) insipiente (ignorante) ruço (pardacento, grisalho) russo (natural da rússia) são (sadio, adjetivo) são (verbo, ser) tachar (atribuir defeito a) taxar (fixar taxa)
  • 4.
    EMPREGO DE CERTASPALAVRAS PORQUE Usado em motivos, causas e explicações. Pafúncia não foi à aula porque (= pois) estava doente. Obs.: Trata-se da conjunção subordinativa Acertou todas as questões porque é causal (primeiro exemplo) ou da muito inteligente. (Acertou todas as conjunção coordenativa explicativa questões pois é muito inteligente) (segundo exemplo). = PARA QUE Procurou ajuda porque o vizinho fosse Obs.: Trata-se da conjunção subordinativa salvo. (Procurou ajuda para que o final, pouco usada hoje em dia. vizinho fosse salvo) PORQUÊ Geralmente precedido de artigo, Não sei o porquê de ela não ter ido à pronome, etc... aula. Obs.: Trata-se de um substantivo. POR QUÊ = POR QUE RAZÃO (final de frase ou Ela não foi à aula por quê? oração). POR QUE Equivalente a pelo(s) qual(is), pela(s) Esta é a estrada por que passam qual(is), por qual. cinco mil carros todos os dias. Obs.: Trata-se do pronome relativo que A causa por que lutávamos era justa. antecedido pela preposição por, que o (A causa pela qual lutávamos era verbo exige. justa) Equivalente a por que motivo, por que Quero saber por que Pafúncia não foi razão. No início ou meio da frase à aula. Obs.: Trata-se de um advérbio Não sei por que a casa está suja. interrogativo de causa. (Não sei por que motivo a casa está suja) Quando a oração começada pelo que Ansiava por que todos se pode ser substituída por isto. entendessem. (Ansiava por isto) Obs.: Trata-se da conjunção integrante que antecedida pela preposição por, exigida pelo verbo da primeira oração. A fim de Com vontade Afim Afinidade, grau de parentesco Cerca de aproximadamente Há cerca indicação de tempo decorrido  “há Não o vejo há cerca de (há de aproximadamente”, sendo esse há o aproximadamente) dois meses. verbo haver indicando tempo ou Aqui há cerca de (há/existem significando existir. aproximadamente) cem pessoas. A cerca a preposição “a” precede a expressão O homem ficou a cerca de (a de por indicar distância, ou tempo futuro aproximadamente) duzentos metros. aproximado  “a aproximadamente” acerca “Sobre”, “a respeito de”, “relativamente” Não conversavam acerca (a respeito) de de religião. “Eles saíram de casa há cerca de (tempo) uma hora em direção à fazenda que fica a cerca de (distância) 30 km de São Paulo. Tenho minhas dúvidas acerca do (sobre) tempo que levarão para chegar lá, já que a estrada está em péssimas condições.” Tampouc Equivale a “também não”. Não canta, tampouco (também não) o faz poesia. tão Trata-se do advérbio tão mais o Estudou tão pouco que nada pouco advérbio ou pronome pouco. aprendeu. Ganhou tão pouco dinheiro que acabou desistindo. Mau O contrário de bom. Era um mau negócio. (Era um bom negócio) Mal Em todos os outros casos: - Ele canta mal. (Ele canta bem) - Antônimo de bem. - Mal (Assim que) começou a chuva, - Sinônimo de assim que eles entraram. - Sinônimo de quase não. - Está tão fraco que mal (quase não) dá para ficar em pé.
  • 5.
    Mais - Antônimo de menos. - Tem mais (menos) recursos que - Sentido aproximado de jamais. você. - Não quero mais (jamais) falar sobre isso. Mas - Sinônimo de porém. - Foi à cidade, mas (porém) não - Na correlação não só...mas resolveu o problema. também = e. - Não só trabalha, mas também se diverte. (Trabalha e se diverte). Más - Antônimo de boas. - Não andava em más (boas) companhias. Sob - Embaixo de - O cachorro ficou sob a mesa. - Na dependência de autoridade - Estávamos sob uma terrível - De acordo com ditadura. - A partir de - Só usa roupas sob medida. - Envolvido, influenciado - Analisei o caso sob novo ângulo. - Durante - Vivia sob grande tensão. - Tudo se passou sob o governo de D. Pedro II. Sobre - Acima de - A escova estava sobre uma cadeira. - A respeito de - Naquela época, não se conversava - De encontro a sobre política. - Além de - A luz incidiu sobre a parede. - Por causa de - Já estava sobre os cinqüenta anos. - Em relação de dominância - Orgulhava-se sobre sua vida de - Após conquistas. Exerce influência benigna sobre os jovens. Subiu a escadaria degrau sobre degrau. Há - É o verbo haver. - Há pessoas na sala. (existem) - Idéia de existir - Ele saiu há pouco. (faz; idéia de - Idéia de tempo decorrido – faz tempo decorrido) A - Como preposição, costuma - Daqui a pouco, sairei. (não equivale confundir-se com o verbo haver a faz; é idéia de futuro) (há) À - Fusão da preposição a com outro - Irei à feira. (Irei a a feira) a (artigo ou pronome). ARTIGO “a” X PREPOSIÇÃO ”a” O artigo sempre acompanha o substantivo. O artigo feminino “A” só pode existir, portanto, antes de um substantivo feminino singular (expresso ou elíptico). Em todos os demais casos, o A será preposição: Entreguei A carta A ela, que se pôs A chorar. CONSOANTES MUDAS CUIDADO! com algumas palavras especiais: - AFICIONADO (tem apenas um “c” – formalmente, não existe “aficcionado”) - ABRUPTO , OPTAR (cuidado na conjugação do verbo, em que a letra “p” é muda – eu opto, tu optas...) - Outras (e suas derivadas) facultam a colocação da letra muda – CONTA(C)TO, INFE(C)ÇÃO, CORRU(P)ÇÃO, - A(C)CESSÍVEL (com o “c” dobrado, pronuncia-se <cs>), como o “x” de táxi). - Outra palavra perigosa é “CARÁTER”. O plural correspondente busca em sua origem latina a grafia CARACTERES (“Aquele rapaz é um mau caráter. Aqueles rapazes são uns maus caracteres”). TREMA – NOVA ORTOGRAFIA Não se usa mais trema quando o u for pronunciado, exceto em palavras estrageiras, por exemplo, Müller HIFEN – NOVA ORTOGRAFIA
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    COM HIFEN –palavras que iniciam Anti-higiênico, anti-horário, mini-hotel, sobre-humano, com h super-homem, ultra-humano COM HIFEN – terminado por vogal Contra-ataque, re-escrever, anti-inflamatório, semi- + vogal igual integral, micro-ondas, auto-observação, extra-abdominal SEM HIFEN – terminado por vogal Autoestrada, agroindustrial, anteontem, extraoficial, + vogal diferente coautor, infraestrutura, semianalfabeto SEM HIFEN –terminado em vogal Antessala, contrassenso, minissaia, ultrassom, + S ou R, duplica-se a consoante antissocial, antirracista, antirrugas, sobressaia, contrarregras COM HIFEN – terminado com Inter-racial, hiper-resistente, super-romântico, sub- consoante + mesma consoante bibliotecário SEM HIFEN – nos demais casos Hipermercado, intermunicipal, superinteressante COM HIFEN – prefixo, CIRCUM ou Circum-adjacente, circum-navegação, pan-americano, PAN + vogal M, N pan-europeu SEM HIFEN – terminado por Hiperativo, interescolar, hipereconômico, consoante + vogal supereconômico, superaquecimento, interação COM HIFEN – palavras com Sem-terra, recém,nascido, sem-vergonha, pré-datado, pseudo prefixos  RECÉM, ALÉM, pós-graduado, ex-presidente, recém-casados, pré- AQUÉM, SEM, PÓS, PRÉ, EX, VICE vestibular SEM HIFEN – quando não se tem a Madressilva, girassol, mandachuva, paraquedas, noção de que a palavra é paravento composta COM HIFEN – para ligar Ponte Rio-Niterói, Eixo Rio-São Paulo, Relação Professor- encadeamentos vocabulares aluno, Distância Porto Alegre-Brasília COM HIFEN – advérbio NÃO + Não-comparecimento, não-presença, não-pagamento substantivo, (quando for igual a IN) COM HIFEN – BEM ou MAL + Vogal Bem-estar, bem-aventurado, bem-humorado, mal-estar, ou h mal-aventurado, mal-humorado Para clareza, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte. 2. ACENTUAÇÃO GRÁFICA Monossílabas Terminadas em a(s), e(s), o(s) Cá, pé, pó, rés, pás Oxítonas Terminadas em a(s), e(s), o(s) em Café, refém, reféns, sabiá (ens) Paroxítonas Não terminadas em a(s), e(s), o(s) Hífen, hifens, biquíni, fácil, fênix em (ens) Terminadas em Ditongo Glória, indivíduos, sábia, concordância Crescente Proparoxíton Todas são acentuadas Fósforo, matemática as Hiato “i” e “u” sozinhos ou com s, não Piauí, raízes, juízes, fluído (verbo fluir), seguido de nh. (VER EXCEÇÃO NA fluido NOVA ORT) OBS.: Segundo o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (V.O.L.P.), que tem força de lei no Brasil, a acentuação dos ditongos é classificada na regra dos proparoxítonos (sé-ri-e / vi-tó-ri-a) e os monossílabos são classificados na mesma regra dos oxítonos. NOVA ORTOGRAFIA – ACENTUAÇÃO Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói Estreio, geleia, heroico, ideia, das palavras paroxítonas (palavras que têm acento jiboia, joia, odisseia tônico na penúltima sílaba). Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas e os monossílabos tônicos terminados em éis e ói(s). Exemplos: papéis, herói, heróis, dói (verbo doer), sóis etc. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no Baiuca, bocaiuva, cauila, feiura i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo decrescente. Atenção: 1) se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o
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    acento permanece. Exemplos:tuiuiú, tuiuiús, Piauí; 2) se o i ou o u forem precedidos de ditongo crescente, o acento permanece. Exemplos: guaíba, Guaíra. Não se usa mais o acento das Abençoo, (verbo crer) creem, (verbo dar) deem, (verbo palavras terminadas em êem e doar) dôo, enjoo, (verbo ler) leem ôo(s). Não se usa mais o acento pára/para, péla(s)/ pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e diferencial nas seguintes pêra/pera. palavras: Atenção! • Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3.ª pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3.ª pessoa do singular. Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode. • Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição. Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim. • Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.). Exemplos: Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros. Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba. Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra. Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes. Ele detém o poder. / Eles detêm o poder. Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas. • É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/ fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo? 5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo do verbo arguir. O mesmo vale para o seu composto redarguir. 6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo. Veja: a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas. Exemplos • verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem. • verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam. b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas. Exemplos (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras): • verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem. • verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam. Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e i tônicos. CLASSES DE PALAVRAS E SEU EMPREGO CLASSES DE PALAVRAS Palavras variáveis (tem flexão) Palavras invariáveis (não têm flexão) substantivos Advérbios adjetivos Preposições artigos Conjunções verbos interjeições pronomes numerais 1) Classes básicas: substantivo e verbo. 2) Classes dependentes: - do substantivo: artigo, pronome adjetivo, numeral e adjetivo. - do verbo: advérbio. 3) Palavras de ligação: preposição (ligam palavras) e conjunção (ligam orações) 4) Interjeição
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    SUBSTANTIVOS Definição tradicional (esuas falhas): Tradicionalmente, o substantivo é definido como vocábulo que designa os seres (pessoas, animais ou coisas): TIJOLO, FLORESTA, PINGÜIM, etc. Contudo, também pode designar QUALIDADE (honradez, lealdade) ou AÇÕES (subtração, viagem, assessoramento). Ora, isso leva muitos alunos a confundirem esses substantivos de qualidades com o ADJETIVO (“palavra que exprime qualidade”) e os de ação com os VERBOS (“palavra que designa ação”). Nesse caso, você deverá ficar atento para as características que vamos examinar no quadro a seguir. Características Flexionais: a) flexionam-se em gênero e número: PROFESSOR/ PROFESSORA ; PROFESSORES/ PROFESSORAS b) flexionam-se apenas em número: CASA/ CASAS ; ANIMAL/ ANIMAIS c) apresentam uma única forma (muito raros): PIRES – LÁPIS – ALFERES – ÓCULOS ADJETIVO FUNÇÃO: Todo adjetivo exprime uma qualidade ATRIBUÍVEL a um SUBSTANTIVO: pacote PESADO, besouro VERDE, gado GORDO, voz TERRÍVEL, etc. POSIÇÃO: Por isso mesmo, sua posição habitual (mas não obrigatória) é À DIREITA DE UM SUBSTANTIVO. Características Flexionais O adjetivo é obrigado a concordar em gênero (masc. ou fem.) e número (sing. ou plural) com o substantivo a que se refere. (a) adjetivos quadriformes (marcam o gênero e o número) livro MODERNO - livros MODERNOS ; obra MODERNA - obras MODERNAS (b) adjetivos biformes (só marcam o número) olhar / voz } DOCE - olhares / vozes } DOCES (c) adjetivos uniformes problema / problemas } SIMPLES ; questão / questões } SIMPLES Características Morfológicas Se examinarmos os advérbios em – MENTE, veremos que todos eles são formados com a seguinte fórmula: ADJETIVOS + MENTE Estranha Solene + MENTE Fraternal Bela Esse fato pode ser útil como uma forma de testagem, nos casos em que houver dúvida se um vocábulo é adjetivo ou substantivo. Experimente. LOCUÇÃO ADJETIVA Grupo de palavras com valor de um adjetivo. Ex.: dia de festa = festivo - amor de mãe = materno - água da chuva = pluvial - formato de círculo = circular PALAVRA DE VALOR ADJETIVO Não é adjetivo, classe gramatical. Ter valor adjetivo é, simplesmente, acompanhar substantivo. Ex.: O animal. Meu livro. Segunda prestação. Bom menino. As quatro palavras destacadas têm valor adjetivo, porque acompanham substantivos. Porém só bom é adjetivo. As outras são, respectivamente, artigo, pronome, numeral. Vocábulos substantivados Um importante mecanismo em nossa língua é a possibilidade de transformar em substantivo qualquer vocábulo das outras nove classes: Adjetivo: Um estudioso em assuntos estratégicos. Numeral: Neste baralho faltam os noves. Verbo: No romper da aurora. Pronome: O que queres dizer com este nós? Advérbio: O que nos reserva o amanhã? E assim por diante. Essa substantivação é assinalada por vocábulos especiais, que costumam ficar à esquerda de um substantivo:
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    Vocábulos Substantivadores 1 –os artigos: o, um. 2 – os numerais: dois, três,... 3 – os pronomes possessivos: meu, teu, seu,... 4 – alguns pronomes demonstrativos: este, esse, aquele. 5 – alguns pronomes indefinidos: todo, outro, cada, muito. PRONOMES Pronomes são os que, sozinhos, podem representar funções sintáticas desempenhadas pelos substantivos (sujeito, objeto, etc.). Ele tem as mesmas funções sintáticas do substantivo. - Alguém chamou. Nada aconteceu. Já descobri tudo. Pronomes São os que não podem ser empregados sozinhos; sempre deverão acompanhar um substantivo, com o qual, muitas vezes, concordam em gênero e número. Ele é sempre um adjunto adnominal, como se vê na análise sintática. - Esta casa. Outros alunos. Muita gente. Quaisquer pessoas Pronomes I) Retos: os que atuam como sujeito ou, mais raramente, predicativo (eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas). Ex.: Ele fez a prova. São sempre Obs.: Somente eu e tu são sempre retos. Os outros podem ser retos ou oblíquos. II) Oblíquos: os que atuam como objetos ou adjuntos. Podem ser:  átonos: os que não são precedidos de preposição (me, te, o, a, lhe, nos e vos);  tônicos: os precedidos de preposição (mim, comigo, ti, contigo, ele, ela, nós, conosco, vós, convosco).  reflexivos: os que indicam que o sujeito pratica e sofre a ação verbal (me, te, se, si, consigo, nos e vos). Se, si e consigo são sempre reflexivos; os outros podem ser simples pronomes átonos. - Ela conversou com a colega. (pronome pessoal reto) - Falei com ela sobre isso. (pronome pessoal oblíquo tônico) - Disseram-me a verdade. (pronome pessoal oblíquo átono) - Eu me machuquei. (pronome pessoal oblíquo reflexivo) Pronomes III) De tratamento: são pronomes especiais usados no relacionamento social, de acordo com as circunstâncias e necessidades. Eis os mais importantes: São sempre Vossa Alteza (V.A) − para príncipes, duques e arquiduques. pronomes Vossa Eminência (V.Emª) − para cardeais. substantivos Vossa Excelência (V.Exª) − para autoridades do governo; altas patentes militares; bispos e arcebispos. Vossa Magnificência (V.Magª) − para reitores de universidades. Vossa Majestade (V.M.) − para reis. Vossa Santidade (V.S.) − para os papas Vossa Senhoria (V.Sª) − para oficiais até coronel; funcionários graduados; na linguagem comercial. Observações a) Às vezes, aparece Sua, no lugar de Vossa. Com Sua, a referência é a alguém de quem se está falando; com Vossa, à própria pessoa com quem se fala. Ex.: Sua Excelência, o prefeito, estará presente. Vossa Excelência tem uma reunião marcada para amanhã. b) O pronome oblíquo o (e flexões) pode sofrer alterações gráficas e fonéticas. Isso ocorre em duas situações: I) Quando o verbo termina em r, s ou z: o pronome passa a lo, com a queda dessas letras. Ex.: vender + o = vendê-lo - amemos + o = amemo-lo - fiz + o = fi-lo II) Quando o verbo termina em m ou ditongo nasal: o pronome passa a no. Ex.: alugaram + o = alugaram-no - dão + o = dão-no
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    Pronomes meu, teu, seu, nosso, vosso, minha, tua, sua, nossa, vossa (mais a flexão de possessivos plural: meus, minhas etc.). São sempre pronomes possessivos, com exceção de nossa, que pode aparecer como interjeição: nossa! Vossa e sua podem também fazer parte de pronomes de tratamento: Vossa Senhoria, Sua Excelência. - Meu amigo está confiante. - Encontrei nossa mãe no supermercado. Pronomes este, esse, aquele, esta, essa, aquela (e as formas do plural). Além desses, demonstrati que são os tradicionais, podem ser demonstrativos o, a, tal, semelhante, vos mesmo e próprio. - O que falei estava correto. (aquilo) - Tal idéia me desagrada. (essa) - Não entendi semelhante proposta (esta) Obs.: Podem ser considerados demonstrativos os pronomes mesmo e próprio que aparecem em frases do tipo “Ela mesma fez a comida” e “Ela fez a mesma comida”. Pronomes I) Variáveis: algum, nenhum, muito, pouco, todo, certo, bastante etc. indefinidos - Algum dia lhe contarei. - Tive muitas oportunidades. Obs.: Na parte dos advérbios, veremos que várias palavras, como muito e bastante, podem ser advérbios de intensidade ou pronomes indefinidos, dependendo da frase. II) Invariáveis: alguém, ninguém, tudo, nada, outrem, cada etc. - Encontrei alguém naquela casa. Tudo já foi esquecido. Pronomes Fundamentais para quem faz concursos públicos. São pronomes que têm um Relativos antecedente (normalmente substantivo ou pronome substantivo), que eles substituem em sua oração. I) São sempre relativos: o qual (e flexões) e cujo (e flexões). - Meu pai, o qual me ensinou muito, é meu grande amigo. - O livro cujo autor conheci ontem está esgotado. II) Podem ser relativos (quando equivalem a o qual e flexões): que, quem, onde, como, quando e quanto. - Perdi o caderno que me deste. (o qual me deste) - A rua onde nos conhecemos é arborizada. (na qual nos conhecemos) - A pessoa a quem pedi ajuda seguiu adiante.(à qual pedi ajuda) Obs.: No terceiro exemplo, aparece, antes do quem, a preposição a, exigida pelo verbo pedi. É um problema de regência, o qual estudaremos na lição correspondente. Pronomes quem?, que? (ou o que?), qual?, quanto? - Qual foi o resultado? - Não sei qual foi o resultado. Na primeira frase, temos uma interrogação direta (com o ponto de interrogação presente); na segunda, uma interrogação indireta. Note que o qual é o mesmo, apenas, na segunda, apareceu antes dele um verbo, o que tornou a frase uma afirmação. Nas duas situações, qual é considerado pronome interrogativo. Locução pronominal Duas ou mais palavras com valor de pronome. - Cada um fará sua parte. - Pedirei a cada qual uma opinião. Nos dois exemplos, temos locuções pronominais indefinidas. ADVÉRBIO O advérbio é um modificador do verbo, exprimindo circunstâncias em que a ação ocorre (tempo, lugar, modo, etc.). Ex.: Ele escreveu ONTEM. - Deixei o livro AQUI. Os advérbios de intensidade podem, também, reforçar o sentido de um adjetivo ou mesmo de um outro advérbio. O vento era MUITO forte. - Ele nada MUITO bem. De tempo ontem, hoje, amanhã, antes, logo, depois, agora, cedo, tarde, outrora, etc. De lugar aqui, ali, lá, longe, perto, distante, além, atrás, fora, etc.
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    De muito, pouco, bastante, mais, menos, demais, etc int ens ida de De sim, certamente, realmente, deveras, etc. afirmação De não, nunca, jamais. negação De dúvida talvez, quiçá, provavelmente, acaso, etc. De modo bem, mal, devagar, depressa e muitos outros com o sufixo – mente: educadamente, raramente, brevemente, etc. ADVÉRBIOS INTERROGATIVOS De lugar: onde? Onde está o material? Ignoro onde está o material. De tempo: quando? Quando virá o cientista? Não sei quando virá o cientista. De modo: como? Como aconteceu o acidente? Desconhecemos como aconteceu o acidente. De preço ou valor: Quanto custa o aparelho? Não me disseram quanto custa o quanto? aparelho. De causa: por que? Por que ele faltou? Explique-me por que ele faltou. Observações a) Nos quatro exemplos, aparecem interrogações diretas e indiretas. Veja o que foi dito no item “pronomes interrogativos”. b) Por que, na realidade, é uma locução adverbial de causa. LOCUÇÃO ADVERBIAL Duas ou mais palavras com valor de um advérbio. Os sete advérbios estudados podem vir em forma de locução. - Estudaram à noite. (locução adverbial de tempo) - Ficaram atrás da porta. (locução adverbial de lugar) Mas existem locuções que nunca se expressam por um único advérbio. Vejamos as mais importantes. De causa Tremia de frio De meio Iremos de navio. De instrumento Cortou-se com a lâmina. De condição As feras não vivem sem carne. De concessão Foi à praia apesar do temporal. Obs.: Ocorre quando há uma oposição em relação ao verbo. Não se vai, normalmente, à praia em dia de temporal. De conformidade Agiu conforme a situação. Ex.: Ocorre quando há uma idéia de acordo. De assunto Conversaram sobre a situação. De fim ou finalidade Sempre viveu para o estudo. De companhia Saiu com o pai. Observações
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    a) Muito, pouco,bastante, tanto, mais, menos e outros podem ser advérbios de intensidade ou pronomes indefinidos. I) São advérbios quando modificam um verbo, um adjetivo ou outro advérbio. - Eles falavam bastante. II) São pronome indefinidos quando acompanham substantivos. - Tenho bastantes livros. - Recebi muito apoio. - Ganhei mais revistas do que ele. As palavras bastantes, muito e mais são pronomes adjetivos indefinidos, porque acompanham os substantivos livros, apoio e revistas. b) A palavra bem pode ser advérbio de intensidade ou de modo. - Ele fala bem. (advérbio de modo) - Ele está bem cansado. (advérbio de intensidade) c) As palavras derivadas terminadas em mente são sempre advérbios. - Antigamente se lia menos. (advérbio de tempo) - Andavam tranqüilamente pela praia. (advérbio de modo) - Irei certamente à noite. (advérbio de afirmação) d) Nunca e jamais são advérbios de tempo. Ex.: Jamais farei isso. (Em momento algum farei isso.) ADJETIVOS X ADVÉRBIOS É comum usarmos o adjetivo MASCULINO como um advérbio. Ex.: Ele fala ALTO. - Ele chuta FORTE. É fácil distingui-lo do verdadeiro adjetivo, se você recordar sempre este princípio: - ADJETIVOS SÃO PALAVRAS VARIÁVEIS - ADVÉRBIOS SÃO PALAVRAS INVARIÁVEIS Flexionando as demais palavras da frase, você vai poder verificar se o termo é ou não adjetivo: - Ele fala ALTO. Eles falam ALTO. } ADVÉRBIO - Ele é ALTO. Eles são ALTOS. } ADJETIVO VERBO - Palavra que exprime ação, estado ou fenômeno e admite flexão de tempo, modo, pessoa, número e voz. Ex.: andar: ando, andei, andassem; ser: sou, era, fomos; chover: chovia, chovera, choverá Classific Regular: o que não sofre alteração no cantar − radical: cant ação radical e nas terminações. canto, cantas, canta; cantei, cantaste, cantou Irregular o que sofre alterações. dizer − radical: diz digo, dizes, diz; disse, disseste, disse Principal o mais importante da locução Estou trabalhando verbal; é sempre o último do Quero trabalhar. grupo Auxiliar o que ajuda o principal a ser Temos estudado. conjugado; é sempre o Quero sair. primeiro Defectiv o que não se conjuga em todas as pessoas, tempos ou modos. o Veja, a seguir, alguns verbos defectivos importantes para concursos. abolir, colorir, banir, extorquir, demolir: Pres. ind.: aboles, abole, abolimos, não possuem a 1ª p.s. do presente do abolis, abolem indicativo; não se conjugam no presente Pres. subj.: não há do subjuntivo. Obs.: São completos em todas as formas do passado e do futuro. reaver, precaver-se, falir, remir, Pres. ind.: reavemos, reaveis adequar: só possuem a 1ª e a 2ª Pres. subj.: não há pessoas do plural do presente do Obs.: São completos em todas as indicativo; não se conjugam no presente formas do passado e do futuro. do subjuntivo. acontecer, ocorrer, doer, prazer: só dói, doem; doía, doíam; doesse, possuem a 3ª pessoa, tanto do singular doessem; doa, doam como do plural, em todos os tempos, inclusive no presente do subjuntivo.
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    Abundan o quepossui duas ou mais formas equivalente, quase sempre no te particípio. São abundantes: a) No particípio b) No presente do indicativo acender − acendido e aceso haver − havemos (ou hemos), haveis fritar − fritado e frito (ou heis) expulsar − expulsado e expulso construir (e destruir) − construis (ou matar − matado e morto constróis), construi (ou constrói), pagar – pagado e pago construem (ou constroem) aceitar − aceitado, aceito e aceite entupir (e desentupir) − entupes (ou ganhar − ganhado e ganho entopes), entupe (ou entope), entupem (ou entopem) Anômalo verbo formado por mais de ser: sou, és, fui um radical; só há dois verbos ir: vou, fui anômalos: ser e ir. Formas nominais São o infinitivo, o gerúndio e o particípio. Recebem esse nome porque equivalem, em certas circunstâncias, respectivamente, ao substantivo, ao advérbio e ao adjetivo. Ex.: Formas nominais de cantar: infinitivo − cantar gerúndio − cantando particípio − cantado Formas rizotônica e arrizotônica 1) Rizotônica: quando a vogal tônica está no radical. Ex.: choro, precisas, gritam 2) Arrizotônica: quando a vogal tônica está fora do radical. Ex.: lutamos, chegassem, corrermos Conjugações São três as conjugações, dependendo da vogal do infinitivo, chamada temática. 1) Primeira conjugação: quando a vogal temática é a. -- Ex.: louvar 2) Segunda conjugação: quando a vogal temática é e. -- Ex.: chover 3) Terceira conjugação: quando a vogal temática é i. -- Ex.: sorrir Obs.: O verbo pôr (e derivados) pertence á segunda conjugação, mas sua vogal temática não aparece no infinitivo; apresenta-se, como ocorre com todos os verbos, durante sua conjugação. Ex.: pões, pusesse, puser PREPOSIÇÃO É a palavra que liga duas outras na frase. Ex.: Preciso de ajuda. Preposições simples ou essenciais a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre e trás. - Ele foi até a fonte. Ficamos em Petrópolis. Estava sob o balcão. Observações a) A palavra a pode ser várias coisas. - A camisa está limpa. (artigo definido) - Deixei-a ali. (pronome pessoal oblíquo átono) - A que ele fez é bem melhor. (pronome demonstrativo) - Referiu-se a ela. (preposição) b) Trás parece em raras expressões. - Ano trás ano, continuava confiante. c) Algumas preposições podem se unir a outras palavras, constituindo combinações ou contrações. - Morava na casa da frente. ( na − preposição em + artigo definido a.) (da − preposição de + artigo definido a.) - Esqueceu-se do que fora fazer ali. ( do − preposição de mais pronome demonstrativo o.) - Donde vens? (donde − preposição de mais advérbio onde.) - Naquela tarde, tudo estava calmo. (naquela − preposição em mais pronome demonstrativo
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    aquela.) d) Algumas preposiçõespodem introduzir orações reduzidas, que são aquelas que não apresentam conjunção e têm o verbo numa forma nominal. - Apresentou-se para trabalhar. - Estava certo de ser aprovado. Preposições acidentais Palavras de outras classes que, em situações especiais, funcionam como preposições. - Tenho que sair. Outras preposições acidentais: durante, conforme, segundo, como, salvo, fora etc. Locuções prepositivas Grupos de palavras que funcionam como preposições. Terminam por uma preposição simples. - Estava à beira de um precipício. Outras locuções prepositivas: à frente de, à procura de, a respeito de, à mercê de, à sombra de, a par de, apesar de, graças a, de acordo com etc. CONJUNÇÃO Palavra que liga duas orações. As conjunções podem ser: 1) coordenativas: quando ligam duas orações coordenadas. - Saí cedo e visitei meus avós. 2) subordinativas: quando ligam uma subordinada à sua principal. - Espero que não haja problemas. Locução conjuntiva Duas ou mais palavras com valor de conjunção. - Seremos felizes à proporção que nos tornarmos melhores. Observações a) As conjunções e, ou e nem podem, em certos casos, ligar duas palavras. - Comprarei uma casa ou um apartamento. b) Estudaremos com detalhes as conjunções na lição sobre classificação das orações. INTERJEIÇÃO Palavra com que transmitimos, geralmente de maneira espontânea, as nossas emoções. - Ai! Queimei o dedo! Outras interjeições: puxa!, bis!, oh!, caramba!, nossa! Locuções interjectivas Duas ou mais palavras com valor de interjeição. - Ora bolas! Você não deu o recado?! PALAVRA DENOTATIVA Há palavras semelhantes aos advérbios, mas que não constituem circunstâncias verbais. São as chamadas palavras denotativas. Veja algumas importantes. 1) De designação: eis. 2) De exclusão: exceto, salvo, menos, só, somente, apenas, exclusive etc. 3) De explicação: a saber, por exemplo etc. 4) De inclusão: além disso, até, também, inclusive, ainda etc. 5) De retificação: aliás, ou melhor, isto é etc. Observações finais a) São considerados invariáveis os advérbios, as conjunções, as preposições e as interjeições. No entanto, como veremos em concordância nominal, alguns advérbios admitem flexão. b) As preposições, as conjunções e as interjeições, bem como as palavras denotativas, não desempenham função sintática. c) Existem classificações gramaticais especiais como partícula apassivadora, parte integrante do verbo etc., que veremos em outras lições. 3. FLEXÃO NOMINAL
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    Flexão de número Osnomes (substantivo, adjetivo etc.), de modo geral, admitem a flexão de número: singular e plural. Ex.: animal − animais Palavras simples 1) Na maioria das vezes, acrescenta-se S. Ex.: ponte − pontes bonito − bonitos 2) Palavras terminadas em R ou Z: acrescenta-se ES. Ex.: éter − éteres Obs.: O pronome qualquer faz o plural no meio: avestruz − avestruzes quaisquer. 3) Palavras oxítonas terminadas em S: acrescenta-se ES. Ex.: ananás − ananases, Obs.: As paroxítonas e as proparoxítonas são invariáveis. Ex.: o pires − os pires, o ônibus − os ônibus 4) Palavras terminadas em IL: a) átono: trocam IL por EIS. Ex.: fóssil − fósseis b) tônico: trocam L por S. Ex.: funil − funis 5) Palavras terminadas em EL: a) átono: plural em EIS. Ex.: nível − níveis b) tônico: plural em ÉIS. Ex.: carretel − carretéis 6) Palavras terminadas em X são invariáveis. Ex.: o clímax − os clímax 7) Há palavras cuja sílaba tônica avança. Ex.: júnior − juniores; caráter − Obs.: A palavra caracteres é plural tanto de caractere caracteres quanto de caráter. 8) Palavras terminadas em ÃO - ões: balões, corações, grilhões, Fazem o plural em ÃOS, ÃES e ÕES. melões, gaviões. - ãs: pagãos, cristãos, cidadãos, bênçãos, órgãos. Obs.: Os paroxítonos, como os dois últimos, sempre fazem o plural em ÃOS. - ães: escrivães, tabeliães, capelães, capitães, alemães - õs ou ãos: corrimões/corrimãos, verões/verãos, anões/anãos - ões ou ães: charlatões/charlatães, guardiões/guardiães, cirugiões/cirurgiães - ões, ãos ou ães: anciões/anciãos/anciães, ermitões/ermitãos/ermitães 9) Plural dos diminutivos com a letra z Ex.: coraçãozinho Coloca-se a palavra no plural, corta-se o s e acrescenta- corações → coraçõe → se zinhos (ou zinhas). coraçõezinhos azulzinha azuis → azui → azuizinhas 10) Plural com metafonia (ô → ó) Com metafonia  singular (ô) Algumas palavras, quando vão ao plural, abrem o timbre plural (ó): da vogal o; outras, não. coro coros ; corvo corvos ; destroço destroços ; forno fornos ; fosso fossos ; poço poços ; rogo rogos ; tremoço tremoços ; troco trocos Sem metafonia  singular (ô) plural (ô): adorno adornos ; bolso bolsos ; endosso endossos ; esgoto esgotos ; estojo estojos ; gosto gostos ; gozo gozos ; toldo toldos ; transtorno transtornos
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    11) Casos especiais: aval − avales e avais cal − cales e cais cós − coses e cós fel − feles e féis mal e cônsul − males e cônsules Palavras compostas 1) Os dois elementos Quando os compostos são formados por substantivo mais variam. palavra variável (adjetivo, substantivo, numeral, pronome).Ex.: amor-perfeito − amores-perfeitos couve-flor − couves-flores segunda-feira − segundas-feiras 2) Só o primeiro elemento Quando há preposição no composto, mesmo que oculta. a) varia. Ex.: pé-de-moleque − pés-de-moleque ; cavalo-vapor − cavalos- vapor (de ou a vapor) b) Quando o segundo substantivo determina o primeiro (fim ou semelhança). Ex.: banana-maçã −bananas-maçã (semelhante a maçã) ; navio- escola −navios-escola (a finalidade é a escola) Observações a) Alguns autores admitem a flexão dos dois elementos. É uma situação polêmica. Ex.: mangas-espada (preferível) ou mangas-espadas b) Quando dizemos (e isso vai ocorrer outras vezes) que é uma situação polêmica, discutível, convém ter em mente que a questão do concurso deve ser resolvida por eliminação, ou seja, analisando bem as outras opções. 3) Apenas o último a) Quando os elementos são adjetivos. Obs.: A exceção é elemento varia. surdo-mudo, em que os dois adjetivos se flexionam: surdos-mudos. Ex.: hispano-americano − hispano-americanos b) Nos compostos em que aparecem os adjetivos GRÃO, GRÃ e BEL. Ex.: grão-duque − grão-duques ; grã-cruz − grã-cruzes ; bel- prazer − bel-prazeres c) Quando o composto é formado por verbo ou qualquer elemento invariável (advérbio, interjeição, prefixo etc.) mais substantivo ou adjetivo. Ex.: arranha-céu − arranha-céus ; sempre-viva − sempre-vivas ; super-homem − super-homens d) Quando os elementos são repetidos ou onomatopaicos (representam sons). Ex.: reco-reco − reco-recos ; pingue-pongue − pingue-pongues ; bem-te-vi − bem-te-vis Observações a) Como se vê pelo segundo exemplo, pode haver alguma alteração nos elementos, ou seja, não serem iguais. b) Se forem verbos repetidos, admite-se também pôr os dois no plural. Ex.: pisca-pisca − pisca-piscas ou piscas-piscas 4) Nenhum elemento varia. a) Quando há verbo mais palavra invariável. Ex.: O cola-tudo − os cola-tudo b) Quando há dois verbos de sentido oposto. Ex.: o perde-ganha − os perde-ganha c) Nas frases substantivas (frases que se transformam em substantivos). Ex.: O maria-vai-com-as-outras − os maria-vai-com-as-outras
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    Observações a) São invariáveis arco-íris, louva-a-deus, sem-vergonha, sem-teto e sem-terra. - Os sem-terra apreciavam os arco-íris. b) Admitem mais de um plural: - pai-nosso − pais-nossos ou pai-nossos ; padre-nosso − padres-nossos ou padre-nossos ; terra-nova − terras-novas ou terra-novas ; salvo-conduto − salvos-condutos ou salvo- condutos ; xeque-mate − xeques-mates ou xeques-mate ; fruta-pão − frutas-pães ou frutas- pão ; guarda-marinha − guardas-marinhas ou guardas-marinha c) Casos especiais: palavras que não se encaixam nas regras. - o bem-me-quer − os bem-me-queres ; o joão-ninguém − os joões-ninguém ; o lugar-tenente − os lugar-tenentes ; o mapa-múndi − os mapas-múndi Flexão de gênero Os substantivos e as palavras que o acompanham na frase admitem a flexão de gênero: masculino e feminino. - Meu amigo diretor recebeu o primeiro salário. - Minha amiga diretora recebeu a primeira prestação. A flexão de feminino pode ocorrer de duas maneiras. 1) Com a troca de o ou e por a. lobo − loba ; mestre − mestra 2) Por meio de diferentes sufixos nominais de ateu − atéia ; bispo − episcopisa ; conde − gênero, muitas vezes com alterações do condessa ; duque − duquesa ; frade − freira ; radical. ilhéu − ilhoa ; judeu − judia ; marajá − Veja alguns femininos importantes. marani ; monje − monja ; pigmeu − pigméia ; píton − pitonisa ; sandeu − sandia sultão − sultana Alguns substantivos são uniformes quanto ao gênero, ou seja, possuem uma única forma para masculino e feminino. Podem ser: 1) Sobrecomuns: admitem apenas um artigo, Ex.: a pessoa, o cônjuge, a testemunha podendo designar os dois sexos. 2) Comuns de dois gêneros: admitem os dois Ex.: o estudante − a estudante, o cientista − artigos, podendo então ser masculinos ou a cientista, o patriota − a patriota femininos. 3) Epicenos: admitem apenas um artigo, Ex.: O jacaré, a cobra, o polvo designando os animais. Observações a) O feminino de elefante é elefanta, e não elefoa. Aliá é correto, mas designa apenas uma espécie de elefanta. b) Mamão, para alguns gramáticos, deve ser considerado epiceno. É algo discutível. c) Há substantivos de gênero duvidoso, que as pessoas costumam trocar. Veja alguns que convém gravar. Masculinos: champanha ; dó ; eclipse ; formicida ; grama (peso) ; milhar ; plasma ; soprano ; suéter ; telefonema Femininos: aguardente ; alface ; cal ; cataplasma ; grafite ; libido ; omoplata ; musse ; preá d) Existem substantivos que admitem os dois gêneros. Ex.: diabetes (ou diabete), laringe, usucapião etc. Flexão de grau Por razões meramente didáticas, incluo, aqui, o grau entre os processos de flexão. Alguns autores também o fazem, talvez pelo mesmo motivo. Grau do 1) Normal ou Ex.: chapéu substantivo positivo: sem nenhuma alteração. 2) Aumentativo a) sintético: chapelão b) analítico: chapéu grande, chapéu enorme etc. 3) Diminutivo a) sintético: chapeuzinho b) analítico: chapéu pequeno, chapéu reduzido etc. Obs.: Um grau é sintético quando formado por sufixo; analítico, por meio de outras palavras. Grau do 1) Normal ou João adjetivo positivo: é forte.
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    2) Comparativo a) de superioridade: João é mais forte que André. (ou do que) b) de inferioridade: João é menos forte que André. (ou do que) c) de igualdade: João é tão forte quanto André. (ou como) 3) Superlativo a) absoluto - sintético: João é fortíssimo. - analítico: João é muito forte. (bastante forte, forte demais etc.) b) relativo - de superioridade: João é o mais forte da turma. - de inferioridade: João é o menos forte da turma. Observações a) O grau superlativo absoluto corresponde a um aumento do adjetivo. Pode ser expresso por um sufixo (íssimo, érrimo ou imo) ou uma palavra de apoio, como muito, bastante, demasiadamente, enorme etc. b) As palavras maior, menor, melhor e pior constituem sempre graus de superioridade. - O carro é menor que o ônibus.  menor (mais pequeno): comparativo de superioridade. - Ele é o pior do grupo.  pior (mais mau): superlativo relativo de superioridade. c) Alguns superlativos absolutos sintéticos que podem apresentar dúvidas. - acre − acérrimo ; amargo − amaríssimo ; amigo − amicíssimo ; antigo − antiqüíssimo ; cruel − crudelíssimo ; doce − dulcíssimo ; fácil − facílimo ; feroz − ferocíssimo ; fiel − fidelíssimo ; geral − generalíssimo ; humilde − humílimo ; magro − macérrimo ; negro − nigérrimo ; pobre − paupérrimo ; sagrado − sacratíssimo ; sério − seriíssimo ; soberbo − superbíssimo ANÁLISE SINTÁTICA CONCEITOS: Frase: Todo enunciado com sentido completo. Inicia-se com maiúscula e só termina com algum tipo de ponto. a) Fogo! b) Silêncio! c) Ontem à noite, Virgulino atirou-se de uma ponte. Oraçã Todo enunciado com verbo. o: a) Fredolino matou sua mulher com um rolo de massa. b) Quero a aprovação no Concurso do INSS. Perío Todo enunciado com sentido completo e com oração. Inicia-se com maiúscula e só do: termina com algum tipo de ponto. a) Virgulino quer que Maria Bonita se case com ele. b) Quero que Pafúncia venha almoçar comigo. ESTRUTURA DA ORAÇÃO A oração é uma estrutura que pode ser analisada através de cinco diferentes padrões frasais. São esses padrões que orientam a análise dos termos de qualquer frase declarativa. PF Casa 1 Casa 2 Casa 3 Casa 4 I Sujeito Verbo Intransitivo - (Adjunto Adverbial) II Sujeito Verbo Transitivo Direto Objeto Direto (Adjunto Adverbial) III Sujeito Verbo Transitivo Indireto Objeto Indireto (Adjunto Adverbial) IV Sujeito Verbo Transitivo Direto E Objetos Direto E (Adjunto Adverbial) Indireto Indireto V Sujeito Verbo De Ligação Predicativo (Adjunto Adverbial) PADRÕES FRASAIS Padrão O VERBO É INTRANSITIVO, ou seja, NÃO NECESSITA DE COMPLEMENTO. frasal I Ex.: A gaivota voa lindamente VI
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    Padrão o VERBO É TRANSITIVO, ou seja, necessita de complemento, e DIRETO, ou seja, não frasal II requer o uso de preposição. Ex. Eu sem você não tenho porquê. VTD OD Padrão o VERBO É TRANSITIVO e INDIRETO, ou seja, necessita de um complemento COM frasal III PREPOSIÇÃO Ex.: Necessitamos de auxiliar de escritório com experiência. VTI OI Padrão Esse padrão é formado por verbos que possuem duas transitividades: uma, com frasal IV preposição; outra, sem Ex.: Maria deu a rosquinha a seu namorado. VTDI OD OI Padrão é constituído de VERBO DE LIGAÇÃO. Nesse caso, não há complemento verbal, mas frasal V sim predicativo do sujeito. Ex.: Essa mulher é mesmo uma lambisgóia. VL Predicativo do Sujeito LEMBRANDO... As preposições essenciais são: A CONTRA POR SOBRE ANTE DE PARA TRÁS APÓS DESDE PERANTE ATÉ EM SEM COM ENTRE SOB ADJUNTO ADVERBIAL O adjunto adverbial ocupa a casa 4 nos padrões frasais. Não é um elemento não de primeira necessidade para a estrutura e para o significado da frase e, geralmente, indica TEMPO, MODO ou LUGAR. PREDICADO VERBO-NOMINAL Apresenta dois núcleos: o verbo com significado (podendo ser transitivo ou intransitivo) e o predicativo (do sujeito ou do objeto). - A aluna chegou cansada à aula. Predicado verbo-nominal SUJEITO Apesar do que muitas gramáticas preceituam, o sujeito nem sempre é o que pratica a ação ou o ser sobre o qual se declara algo. Portanto, a melhor definição sintática para o sujeito é:
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    SUJEITO É OTERMO DA ORAÇÃO QUE CONCORDA EM NÚMERO E PESSOA COM O VERBO Sujeito é aquele que possui um único núcleo. s Ex.: Existe, no Brasil, muita miséria. i núcleo m p l e s Sujeito é o que possui dois ou mais núcleos. c Ex.: Restaram, após tantos anos, a amargura e a indiferença. o núcleo 1 núcleo 2 m p o s t o Sujeito elipse significa, para a gramática, apagamento. O sujeito elíptico é aquele que e ocupa a casa 1 sem, no entanto, estar explícito. lí Ex.: Após (nós) nos amarmos, (nós) fomos comer uma buchada de bode. p elíptico elíptico t Em se tratando de um texto, o sujeito elíptico é aquele que, além de ser i designado pela desinência verbal, também pode ser retomado pelo contexto. c Ex.: Os deputados (Suj. simples) foram em massa a Brasília na semana o passada. Em uma negociata com o governo, eles (Suj. simples) votaram vários projetos. Ø (Suj. elíptico) Aprovaram a Reforma Administrativa. Sujeito nesse caso, a oração possui um sujeito, mas ignora-se qual o elemento que i ocupará a casa 1, concordando com o verbo. Note a diferença entre a n seguinte oração, descontextualizada, e a anterior d Ex.: ? Aprovaram a reforma administrativa. e Suj. indeterminado t ATENÇÃO!!! e Alguém aprovou a reforma administrativa. r Suj. simples m Nesse caso, o sujeito não é indeterminado, mas sim o termo ALGUÉM, o qual i concorda com o verbo APROVOU. n a d o Oração sem é aquela cuja casa do sujeito permanece vazia, pois não há elemento que s concorde com o verbo. Existem alguns casos em que isso ocorre: u HAVER = Havia (Existiam) sinais de revolta na fila do Banco. j FAZER ou Or. sem sujeito objeto direto e EXISTIR Havia (Fazia) muito tempo que não encontrava Ermengarda. i Or. sem sujeito objeto direto t Note que, em ambos os casos, o verbo HAVER permanece no o singular, já que não há sujeito. ( FAZER = Ex.: Faz oito meses que estou desempregado. S TEMPO Or. sem sujeito objeto direto u Também nesse caso o verbo permanece no singular. j SER/ESTA Ex.: São três horas. e R= Ex.: É primavera. i TEMPO Ex.: Está frio. t Esse é o único caso em que o verbo vai para o plural, o concordando com o predicado.
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    i FENÔMEN Ex.: Choveu a noite toda. n OS DA Ex.: Nevará esta noite na Inglaterra. e NATUREZ Os verbos das orações sem sujeito são chamados também de x A impessoais. i s t e n t e ) : COMPLEMENTO NOMINAL É o termo que se liga a um substantivo, adjetivo ou advérbio, através de uma preposição, com a função de completar algum destes termos. O complemento nominal tem sempre sentido passivo. Ex.: Naziazeno sentia, naquele momento, necessidade de um café bem forte. Complemento nominal TERMOS ACESSÓRIOS Além dos termos integrantes, podem ocorrer nas orações também outros, chamados de acessórios. Vocativ é utilizado para realizar invocações, chamados. Deve ser colocado sempre entre o: vírgulas, no caso de aparecer no meio da oração, e seguido ou antecedido de vírgula, caso ocorra no início ou no fim de uma oração. Ex.: Acelera, Brasil. Não quero, meus amigos, causar-lhes estranheza. Aposto: termo que restringe, explica, especifica ou determina outro da oração. Deve ser sempre colocado entre vírgulas. Ex.: A CIA, Central de Inteligência dos EUA, não conseguiu prever os atentados de 11 de setembro. Adjunto tem como função determinar e/ou caracterizar um substantivo. Tem sentido ativo adnomi quando introduzido por uma preposição nal: Ex.: A atitude do Congresso surpreendeu o Governo.. 4. FLEXÃO VERBAL O verbo pode indicar ação, estado, fenômeno, existência e mesmo qualidades. Pessoa O verbo possui três pessoas diretamente relacionadas com a pessoa gramatical que lhe serve de sujeito: 1ª, 2ª e 3ª. Pronomes Pessoa Singular Plural 1ª Eu Nós 2ª Tu Vós 3ª Ele/Ela Eles/Elas Númer Como as outras palavras variáveis, o verbo tem dois números: singular, quando se o refere a uma só pessoa gramatical (eu, tu, ele, ela, você) e plural, quando se refere a mais de uma pessoa (nós, vós, eles, elas, vocês). Modo Traduz a maneira particular de apresentar a ação ou o estado expressos pelo verbo. INDICATIVO: idéia de certeza. Ele sabe fazer muitas coisas. Ontem choveu muito Na próxima semana, iremos a São Paulo. SUBJUNTIVO: idéia de dúvida, Desejo que meu filho seja o que eu não possibilidade. pude ser. Temia que ele não viesse ao encontro. Quando ele perceber o erro, mudará de atitude.
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    IMPERATIVO: ordens, pedidos,conselhos. Sai daí imediatamente! Não saias sob esta chuva! FORMAS NOMINAIS: particípio, infinitivo, gerúndio. CLASSIFICAÇÃO Regulares seguem o modelo de conjugação verbal, o radical se mantém em todas as formas e as terminações são as mesmas do paradigma (modelo de conjugação). Ex.: comprar, vender, dormir. Irregulares apresentam alterações no radical e/ou nas desinências. Defectivos são de conjugação incompleta, ou seja, não apresentam algumas formas. Ex.: falir, abolir. VERBOS COM DOIS PARTICÍPIOS (ABUNDANTES) Nesses verbos, o particípio regular, invariável e arrizotônico (acentuado na terminação), emprega-se com os verbos auxiliares ter e haver para formar os tempos compostos. Ex.: A assembléia tinha aceitado as novas leis. Enquanto que o particípio irregular, variável e rizotônico (acentuado no radical), é utilizado com o auxiliar ser ou estar. Ex.: As novas leis foram aceitas pela Assembléia. PRINCIPAIS PARTICÍPIOS ABUNDANTES INFINITIVO PARTICÍPIO REGULAR PARTICÍPIO IRREGULAR aceitar aceitado aceito entregar entregado entregue enxugar enxugado enxuto expressar expressado expresso expulsar expulsado expulso ganhar ganhado* ganho gastar gastado* gasto isentar isentado isento libertar libertado liberto limpar limpado limpo matar matado morto pagar pagado* pago salvar salvado salvo soltar soltado solto acender acendido aceso eleger elegido eleito morrer morrido morto prender prendido preso suspender suspendido suspenso emergir emergido emerso expelir expelido expulso exprimir exprimido expresso extinguir extinguido extinto imergir imergido imerso imprimir imprimido impresso incluir incluído incluso inserir inserido inserto *em desuso VERBOS DE UM ÚNICO PARTICÍPIO IRREGULAR Infinitiv Particípi Infinitiv Particípi o o o o dizer dito pôr posto escrever escrito abrir aberto fazer feito cobrir coberto ver visto vir vindo
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    DICA!!! O tempo verbalFUTURO DO PRETÉRITO (desinência – RIA) é quase sempre utilizado junto com o PRETÉRITO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO (desinência – SSE). RIA + SSE = RIASSE DIFICULDADES NA CONJUGAÇÃO VERBAL 1 – A Formação do Imperativo O Imperativo é a forma pela qual damos uma ordem, um conselho ou fazemos um convite. Atualmente está quase em extinção na língua falada. Para o vestibular, contudo, você deve demonstrar que domina o seu emprego apenas em duas pessoas: a 2ª do sing. (TU) e a 3ª do sing. (VOCÊ, O SENHOR, VOSSA SENHORIA, etc.). AFIRMATIVO TU: Sai da 2ª pessoa do singular do Presente do Indicativo, menos o S final. Ex.:Come logo teu mondongo. VOCÊ: Sai da 3ª pessoa do singular do Presente do Subjuntivo. Ex.: Coma logo seu mondongo. NEGATIVO (não, nunca, jamais) TU: Sai da 2ª pessoa do singular do Presente do Subjuntivo. Ex.:Não aceites a ajuda de estranhos. VOCÊ: Sai da 3ª pessoa do singular do Presente do Subjuntivo. Ex.: Não aceite a ajuda de estranhos. 2 – Verbos Derivados Os verbos derivados de outros verbos pelo acréscimo de prefixos seguem exatamente a conjugação de seu primitivo. Suprima o prefixo e conjugue apenas o verbo primitivo. Esse princípio, embora pareça elementar, é, contudo, esquecido na prática. Os falantes tendem a encarar os verbos derivados como regulares, criando formas inaceitáveis na língua culta formal: ERRADO Ele interviu na discussão.  CERTO Ele interveio na discussão. ERRADO Quando ele rever a obra, encontrará erros.  CERTO Quando ele revir a obra, encontrará erros. OS DERIVADOS DE PÔR – TER – VER – VIR Devemos ter especial atenção com os verbos derivados de pôr, ter, ver e vir, que são verbos irregulares. PÔR – propor, supor, antepor, impor, etc. (todos os verbos que apresentam a vogal o no infinitivo são derivados de pôr). TER – entreter, conter, deter, manter, suster, etc. VER – antever, prever, rever, etc. VIR – avir, advir, intervir, provir, sobrevir, etc. 3 – Problemas Ortográficos ligados à Conjugação Verbal 3.1. O duplo “E” na 3ª pessoa do plural. A 3ª pessoa do plural do PRESENTE só tem E duplo quando a 3ª pessoa do singular termina em E. Ex.: Ele vê – Eles vêm ; ele crê – eles crêem ; ele lê – eles lêem ; ele dê – eles dêem Ele vem – eles vêm ; ele tem – eles têm 3.2. O acento nos derivados de TER e VIR. A 2ª e 3ª pessoas do singular dos verbos derivados de TER e VIR são acentuadas pela regra das oxítonas terminadas em EM, ENS; a 3ª pessoa do plural recebe o circunflexo diferencial. Tu conténs, ele contém, eles contêm - tu intervéns, ele intervém, eles intervêm 5. PRONOMES: EMPREGO, FORMAS DE TRATAMENTO E COLOCAÇÃO.
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    EMPREGO DE PRONOMES CONOSCO/Usa-se conosco e convosco com verbos que peçam a preposição com. CO Ex.: Ele saiu conosco. Passearemos convosco por aquelas praias. M Usa-se com nós e com vós com verbos que peçam a preposição com, porém NÓ apenas quando estiverem reforçados por palavras como dois, mesmos, S próprios etc. Ex.: Falarão com nós dois amanhã. CONVOSCO Estarei com vós mesmos ao entardecer. / Obs.: É errado dizer “Falarão com nós amanhã” e “Estarei com vós ao CO entardecer”. M VÓ S CONTIGO/C Contigo é usado quando o tratamento é de segunda pessoa do singular (tu). OM Ex.: Sairei contigo, se isso não te trouxer algum contratempo. VO Com você é empregado quando o tratamento é de terceira pessoa do singular CÊ (você). Ex.: Sairei com você, se isso não lhe trouxer algum contratempo. Obs.: Compare as duas frases. Na primeira emprega-se contigo, por causa do tratamento tu, evidenciado pelo pronome te. Na segunda, usa-se com você, porque o tratamento é de terceira pessoa, o que se verifica no emprego de lhe. CONSIGO Significa com você mesmo, com ele mesmo; é, portanto, reflexivo, sempre se referindo ao sujeito da oração. Ex.: Você trouxe consigo o material? Carlos trará consigo os discos. Obs.: Está errada uma frase do tipo “Preciso conversar consigo”, tão ao gosto do povo. O certo é “Preciso conversar contigo” ou “Preciso conversar com você”. LHE Com verbos ou nomes que peçam a preposição a (ou para). Ex.: Disse a verdade ao amigo. Disse-lhe a verdade. Observações a) Não se usa lhe com verbos que peçam outras preposições. Ex.: Eu lhe gosto muito. (errado) Gosto muito de você. (certo) Gosto muito dele. (certo) Eu sempre lhe confiei. (errado) Eu sempre confiei em você. (certo) Eu sempre confiei nele. (certo) b) Como vimos em outra lição, o pronome lhe é empregado como objeto indireto (ou complemento nominal); o pronome o, como objeto direto. Ex.: Ofereci-lhe ajuda. (Oferecer alguma coisa a alguém) Estudei-o ainda de manhã. (Estudar alguma coisa) PRONOME Pronomes com a palavra Vossa (Vossa Senhoria, Vossa Excelência etc.). DE São empregados quando se conversa com a pessoa. TR Ex.: Vossa Excelência será entrevistado à noite. AT AM EN TO Pronomes com a palavra Sua (Sua Senhoria, Sua Excelência etc.). São empregados quando se fala a respeito da pessoa. Ex.: Sua Excelência, o governador, vai inaugurar aquela usina.
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    Observações a) Ao pronomede tratamento Vossa Excelência corresponde o adjetivo excelentíssimo. Ao pronome Vossa Senhoria, o adjetivo ilustríssimo. Ex.: Excelentíssimo senhor prefeito, solicito a V.Exª que reexamine a minha situação. Ilustríssimo senhor diretor, solicito a V.Sª que reexamine a minha situação. b) Não se abrevia o pronome de tratamento Vossa Excelência (ou Sua Excelência) quando usado em relação ao presidente da República. Ex.: Vossa Excelência, senhor presidente, naturalmente será convidado. (E não V.Exª) EU/ MIM os pronomes eu e tu são empregados na função de TU / TI sujeito; ti e mim, na de complementos. Ex.: Deixou a revista para mim. Deixei a revista para ti. Deixou a revista para eu ler. (eu é sujeito de ler) Deixei a revista para tu leres. (tu é sujeito de leres) Tudo está calmo entre mim e ti. Tudo está calmo entre ti e mim. Obs.: Com preposição acidental, usa-se eu e tu. Ex..: Exceto eu, todos deram gargalhadas. Transforma Lo (e flexões) çõe Empregado quando o verbo termina em r, s ou z, com a queda dessas letras. s Ex.: Vamos pedir um lápis. do Vamos pedi-lo. pro Estudemos a proposta. no Estudemo-la. me Fiz os relatórios. o (e Fi-los. flex No (e flexões) ões Empregado quando o verbo termina em m ou ditongo nasal. ) Ex.: Ouviram o programa. Ouviram-no. Dão a revista. Dão-na. Observações a) Emprega-se o (e flexões) em todos os outros casos. Ex.: Espero seu amigo lá fora. Espero-o. Mostrei a publicidade. Mostrei-a. b) Lo e no são alterações de o. Portanto, empregam-se com verbos transitivos diretos. 8) Pleonasmo Os pronomes pessoais oblíquos muitas vezes são reforçados por outro pronome, de mesma pessoa. Ex.: A mim, disseram-me que haveria aula. A ti, não te explicaram tudo. Este / Este (esta, estes, estas) ess Indica proximidade máxima, no espaço e no tempo e / Ex.: Veja esta flor. (a flor está na mão do falante) aqu Este ano é especial. (o ano atual) ele Esse (essa, esses, essas) (e Indica proximidade relativa, no espaço e no tempo. flex Ex.: Veja essa flor. (a flor está com quem o falante conversa, ou perto dos dois) ões Esse ano foi especial. (um ano já passado, mas próximo) ) Aquele (aquela, aqueles, aquelas) Indica afastamento maior. Ex.: Veja aquela flor. (a flor está afastada do falante e da pessoa com quem ele conversa) Aquele ano foi especial. (um ano bem afastado)
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    Observações a) Tudo oque se disse vale para os pronomes invariáveis isto, isso, aquilo. b) Os pronomes demonstrativos podem, num processo de coesão, ligar-se a palavras ou expressões no texto. - Esse, essa, isso Referem-se ao que passou no texto. Diz-se que têm função anafórica. Ex.: Ele fez declarações importantes. Isso acalmou a sociedade. - Este, esta, isto Referem-se a algo que ainda vai aparecer no texto. Diz-se que têm função catafórica. Ex.: Este conselho lhes dou: não se preocupem excessivamente com os obstáculos. Obs.: Há uma tendência, hoje em dia, a relaxar um pouco o emprego de tais pronomes. Em termos de prova, convém ficar atento a eles. c) Quando se quer evitar a repetição de dois termos passados, usam-se os pronomes isto e este (e flexões) para designar o substantivo mais próximo; aquilo e aquele (e flexões), para o mais afastado. Ex.: O homem e a mulher conversaram na empresa. Aquele é um conhecido professor; esta, uma dedicada enfermeira. Vimos, no zoológico, uma raposa e um lobo. Este uivava sem parar; aquela andava de um lado para o outro. Cujo (e Equivale a um possessivo e não admite artigo, nem antes, nem depois. flex Ex.: Encontramos o técnico em cujo trabalho realmente confiamos. ões Entenda-se: “Encontramos o técnico. Confiamos em seu trabalho”. ) Obs.: Não aceite construções como cujo o, cuja a, cujos os e cujas as; também estão sempre errados ao cujo e à cuja. COLOCAÇÃO PRONOMINAL antes do verbo (próclise) Ex.: Nada o preocupava. Diz-se que o pronome o está proclítico ou em próclise. no meio do verbo (mesóclise, Mandar-te-ei os documentos. que só ocorre com verbos no Diz-se que o pronome te está mesoclítico ou em futuro do presente e no futuro do mesóclise. pretérito do indicativo) após o verbo (ênclise). Pediram-me ajuda. Diz-se que o pronome me está enclítico ou em ênclise. Observações a) Existem situações de próclise obrigatória que estudaremos a seguir. A ênclise e a mesóclise só são empregadas quando não há obrigatoriedade de próclise. Digamos, então, que “quem manda” é a próclise. b) A mesóclise, diferentemente da próclise e da ênclise, exige que o verbo esteja num determinado tempo, no caso o futuro do indicativo (do presente ou do pretérito). A fim de facilitar, resumimos todas as regras de colocação pronominal a três: 1) REGRA GERAL: Segundo a norma culta, a regra é a ênclise, usando próclise em situações excepcionais, que são: - Palavras invariáveis (advérbios, alguns pronomes, conjunção) atraem o pronome. Por “palavras invariáveis”, entendemos os advérbios, as conjunções, alguns pronomes que não se flexionam, como o pronome relativo que, os pronomes indefinidos quanto/como, os pronomes demonstrativos isso, aquilo, isto. - Exemplos: “Ele não se encontrou com a namorada.” – próclise obrigatória por força do advérbio de negação. “Quando se encontra com a namorada, ele fica muito feliz.” – próclise obrigatória por força da conjunção; - Orações exclamativas (“Vou te matar!”) ou que expressam desejo, chamadas de optativas (“Que Deus o abençoe!”) – próclise obrigatória. - Orações subordinadas – (“... e é por isso que nele se acentua o pensador político” – uma oração subordinada causal, como a da questão, exige a próclise.). 2) EMPREGO PROIBIDO: - Iniciar período com pronome (a forma correta é: Dá-me um copo d’água. / Permita-me fazer uma observação); - Após verbo no particípio, no futuro do presente e no futuro do pretérito. Com essas formas verbais, usa-se a próclise (desde que não caia na proibição acima), modifica-se
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    a estrutura (trocao “me” por “a mim”) ou, no caso dos futuros, emprega-se o pronome em mesóclise. - Exemplos: “Concedida a mim a licença, pude começar a trabalhar.” (Não poderia ser “concedida-me” – após particípio é proibido - nem “me concedida” – iniciar período com pronome é proibido). “Recolher-me-ei à minha insignificância” (Não poderia ser “recolherei-me” nem “Me recolherei”). 3) EMPREGO FACULTATIVO: - Com o verbo no infinitivo, mesmo que haja uma palavra “atrativa”, a colocação do verbo pode ser enclítica (após o verbo) ou proclítica (antes do verbo). Exemplo: “Para não me colocar em situação ruim, encerrei a conversa.” “Para não colocar-me em situação ruim, encerrei a conversa.” Assim, com infinitivo está sempre certa a colocação, desde que não caia em um caso de proibição (começar período). NÃO CONFUNDA INFINITIVO COM FUTURO DO SUBJUNTIVO – Na maior parte dos verbos, essas formas são iguais (para comprar/quando comprar). Contudo, a regra da colocação pronominal só se aplica ao infinitivo. Se o verbo estiver no futuro do subjuntivo, aplica-se a regra geral. Para ter certeza de que é o infinitivo mesmo e não o futuro do subjuntivo, troque o verbo por um que apresente formas diferentes, como o verbo trazer (para trazer / quando trouxer), fazer (para fazer/ quando fizer), pôr (para pôr/ quando puser), e tire a prova dos noves. Se for infinitivo, pode colocar o pronome antes ou depois, tanto faz. De qualquer jeito, estará certo, mesmo que haja uma palavra atrativa (invariável). Observação importante: quando houver DUAS palavras invariáveis, o pronome poderá ser colocado entre elas. A esse fenômeno dá-se o nome de APOSSÍNCLESE. Exemplo: “Para não levar-me a mal, irei apresentar minhas desculpas.” – como vimos, com infinitivo está sempre certa a colocação (caso facultativo), mesmo que haja uma palavra invariável (no caso, são duas – para e não). COLOCAÇÕES IGUALMENTE POSSÍVEIS: (1) “Para não me levar a mal, ...”- O pronome foi atraído pelo advérbio. (2) “Para me não levar a mal, ...” – O pronome foi atraído pelo pronome. COM AS FORMAS VERBAIS SIMPLES 1) Próclise Com advérbios que não peçam - Ali se trabalha bastante. pausa. Obs.: Se for usada a vírgula, que o advérbio permite, não caberá mais a próclise. Ex.: Ali, trabalha-se bastante. Com pronomes indefinidos, - Ninguém se machucou. (ninguém é pronome relativos e interrogativos. indefinido) - Não entendi o recado que me deram. (que é pronome relativo) - Quem nos explicará o caso? (quem é pronome interrogativo) Com as conjunções - - Ele disse que me avisaria. (que é conjunção subordinativas. subordinativa integrante) - Correram quando nos aproximamos. (quando é conjunção subordinativa temporal) Com o gerúndio precedido de - Em se colocando as coisas dessa forma, não há em. dúvidas. Com as frases optativas. - Deus te proteja! Obs.: Frase optativa é aquela que exprime um desejo do falante. Normalmente, tem ponto de exclamação. Com qualquer palavra negativa - Não me explicaram o problema geralmente advérbios e pronomes indefinidos, que já vimos que exigem próclise). 2) Ênclise No início do período. - Disseram-lhe tudo. Obs.: Quando se inicia a frase com o verbo, não há palavra atrativa para que se empregue a próclise. Por isso se diz que não se começa frase com pronome átono. Com verbo no imperativo - Pedro, levante-se! afirmativo. - Levante-se!
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    Observações a) Quando overbo está no imperativo afirmativo, ou se usa o vocativo (Pedro), ou se inicia a frase com o verbo. No primeiro caso, haverá a vírgula, que vai impedir a próclise; no segundo, o verbo estará iniciando a frase, o que também pedirá ênclise. b) O imperativo negativo pede próclise, já que apresenta a palavra não. Ex.: Paulo, não se levante! Com determinadas orações - O professor adiou a prova, deixando-nos menos reduzidas de gerúndio, que preocupados. pedem pausa. 3) Mesóclise Ocorre quando o verbo está no - Mandar-lhe-ei a intimação. futuro do presente ou no futuro - Escrever-te-ia uma nova carta. do pretérito. Observações a) Não se esqueça de que, havendo palavra atrativa, a preferência é da próclise. - Nunca lhe mandarei a intimação. (correto) - Nunca mandar-lhe-ei a intimação. (errado) b) Futuro do subjuntivo exige próclise, por causa da conjunção subordinativa ou do pronome relativo. - Quando te pedirem algo, procura atender. - Analisarei o projeto que me mandarem. Próclise facultativa Há casos em que se pode usar indiferentemente próclise ou ênclise, próclise ou mesóclise. É o que se entende por próclise facultativa ou optativa. Com os substantivos. - O garoto se machucou. - O garoto machucou-se. - O garoto se machucará. - O garoto machucar-se-á. Com os pronomes pessoais e os pronomes - Ele me agradou. demonstrativos. - Ele agradou-me. - Ele me agradará. - Ele agradar-me-á. - Isto me agrada. - Isto agrada-me. - Isto me agradará. - Isto agradar-me-á Com as conjunções coordenativas. - Falou pouco, mas se cansou. - Falou pouco, mas cansou-se. - Falará pouco, mas se cansará. - Falará pouco, mas cansar-se-á. Com o infinitivo pessoal precedido de palavra - Esforcei-me para não o magoar. negativa. - Esforcei-me para não magoá-lo. Observações a) Como se viu nos três primeiros casos de próclise facultativa, se o verbo estiver no presente ou no passado, pode-se usar a próclise ou a ênclise; no futuro do indicativo, a próclise ou a mesóclise. b) O último caso é perigosíssimo, pois existe a palavra não, que normalmente exige próclise. Mas isso não ocorre quando ela antecede o infinitivo pessoal. COLOCAÇÃO NAS LOCUÇÕES VERBAIS Como vimos ao estudar os verbos, a locução verbal é a união de um verbo auxiliar e um verbo principal. O principal, que é sempre o último, encontra-se numa forma nominal: infinitivo, gerúndio ou particípio. Vejamos, então. 1) Com o infinitivo ou o gerúndio. Veja, abaixo, as frases consideradas perfeitas. - Quero mostrar-lhe o resultado. - Estou mostrando-lhe o resultado. - Quero-lhe mostrar o resultado. - Estou-lhe mostrando o resultado.
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    Observações a) Com palavra atrativa, não será possível a ênclise ao verbo auxiliar. - Não quero mostrar-lhe o resultado. (certo) - Não lhe quero mostrar o resultado. (certo) - Não estou mostrando-lhe o resultado. (certo) - Não lhe estou mostrando o resultado. (certo) - Não quero-lhe mostrar o resultado. (errado) - Não estou-lhe mostrando o resultado. (errado) b) Se o pronome estiver solto entre os dois verbos (sem hífen), teremos uma situação polêmica. Para alguns gramáticos, é correto, para outros não. Convém fazer a questão por eliminação. - Quero lhe mandar o resultado. (certo ou errado) - Estou lhe mandando o resultado. (certo ou errado) Pode parecer estranho o que estou dizendo, mas é a realidade da língua portuguesa. Numa redação, peço-lhe que não use o pronome solto entre os dois verbos. 2) Com o particípio - Tenho-lhe mostrado o resultado. Quando o verbo principal é o particípio, há - Nunca lhe tenho mostrado o resultado. uma limitação maior. Só duas colocações são rigorosamente corretas, uma delas com palavra atrativa. Observações finais a) O particípio, diferentemente do infinitivo e do gerúndio, não admite ênclise. - Tenho mostrado-lhe o resultado. (errado) - Nunca tenho mostrado-lhe o resultado. (errado) b) Com o pronome solto entre os dois verbos, como vimos anteriormente, a situação é polêmica. Resolva por eliminação. - Tenho lhe mostrado o resultado. (certo ou errado). c) Veja, a seguir, como se deve agir quando há uma frase com pronome solto entre os dois verbos. Assinale o erro de colocação pronominal. a) Alguém me falou sobre o jogo. b) Vou lhe contar algo. c) Mostrá-lo-ei. d) Me deixaram feliz. A alternativa b pode ser considerada correta ou errada pela banca do concurso. Assim, observe as outras opções. A última traz uma frase começada por pronome átono. Isso é, já o dissemos, inaceitável. Assim, deduz-se que a banca considerou correta a opção b. O gabarito só pode ser a letra d. d) Às vezes o pronome átono fica entre duas palavras atrativas. É uma situação especial de próclise conhecida como apossínclise. - Talvez me não peçam nada. - É claro que fica mais agradável dizer “Talvez não me peçam nada. Contudo, ambas as construções são corretas. e) A palavra atrativa pode estar antes de uma expressão entre vírgulas. - Ele garantiu que, se não chovesse, se apresentaria logo. A conjunção que atrai o pronome átono me. 6. EMPREGO DE TEMPOS E MODOS VERBAIS MODO VERBAL Indicativo Subjuntivo Imperativo Um fato Uma hipótese Um pedido um fato real, que pode um fato hipotético, duvidoso, expressa idéias de ordem, pertencer ao presente, ao provável ou possível. pedido, desejo, convite. passado ou ao futuro Situar o fato no campo da probabilidade
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    situa o fatono plano da coloca o fato no plano do que realidade, da certeza é provável, hipotético, possível, sem a mesma certeza do Indicativo é bastante usado com determinadas conjunções (embora, caso, que etc.) IMPERATIVO A REGRA: Em se tratando de imperativo, emprega-se o presente do subjuntivo. São conjugados pelo presente do subjuntivo os verbos em todas as pessoas (2ª do singular e do plural, 3ª do singular e do plural e 1ª do plural) no imperativo negativo, e nas 3ª pessoas (singular e plural) e 1ª pessoa do plural no imperativo afirmativo. Essa é a regra. Exemplo: “Venha para a Caixa você também” – 3ª pessoa do singular (O comercial estava errado!!!). “Não nos deixeis cair em tentação” – 2ª pessoa do plural (Ao se dirigir ao Pai, usa-se vós.) A EXCEÇÃO fica por conta das segundas pessoas (tu e vós) no imperativo afirmativo. Nessa conjugação, usa-se o presente do indicativo, sem o “s” final. RESUMO: No imperativo afirmativo, as 2ªs pessoas (singular e plural) buscam a conjugação do presente do indicativo e tiram a letra ‘s’. Todo o restante tem origem no presente do subjuntivo. Exemplo: 1 - “Dize-me com quem andas, que eu te direi quem és.” – A forma “dize” é a redução do presente do indicativo da 2ª pessoa do singular (dizes – [s] = dize). Detalhe: o verbo “dizer”, assim como todos que têm essa terminação -zer, é um verbo abundante, que admite tanto “dize” como “diz”, no imperativo. 2 – “Fazei de mim um instrumento de vossa paz.” – A forma “fazei” é a conjugação no presente do indicativo da 2ª pessoa do plural (vós fazeis), sem o “s”. Aliás, esse segundo exemplo foi retirado de uma oração – a Oração de São Francisco de Assis, que não é tão conhecida quanto o “Pai Nosso”. No “Pai Nosso”, temos vários exemplos do uso do imperativo, tanto afirmativo quanto negativo. Dá-se a Deus a respeitosa forma de tratamento "vós", que, como já vimos, é da segunda pessoa do plural. Em "Perdoai as nossas ofensas", as pessoas que rezam dirigem-se ao Criador e pedem a Ele que lhes perdoe as ofensas praticadas. É para isso que também serve o imperativo. Além de ordem, essa forma verbal pode expressar também súplica, desejo ardente, que é como são feitos esses pedidos. Na prece, “perdoai" e "livrai" ("perdoai as nossas ofensas"/"livrai-nos do mal") estão no imperativo afirmativo, enquanto que "deixeis" ("não nos deixeis cair em tentação") está no imperativo negativo. "Perdoai" e "livrai" obedecem a um esquema que já vimos. Como são conjugações de 2ª pessoa do plural, essas formas vêm do presente do indicativo, sem o "s" final. Fazem parte da EXCEÇÃO. E "Não nos deixeis cair em tentação"? É da conjugação do imperativo negativo e recai na REGRA GERAL, ou seja, se forma a partir do presente do subjuntivo (que eu deixe, que tu deixes, que ele deixe, que nós deixemos, que vós deixeis, que eles deixem). Na hora da dúvida, mesmo que você não seja católico, comece a rezar o Pai Nosso e veja como se conjugam as formas verbais no Imperativo. Mas, para dar certo, você deve aprender a rezar direito!!!! Observações a) No imperativo não existe a primeira pessoa do singular, eu; a terceira pessoa é você. b) O verbo ser não segue a regra nas pessoas que saem do presente do indicativo. Eis o seu imperativo: afirmativo: sê, seja, sejamos, sede, sejam negativo: não sejas, não seja, não sejamos, não sejais, não sejam c) O tratamento dispensado a alguém numa frase não pode mudar. Se começamos a tratar a pessoa por você, não podemos passar para tu, e vice-versa. Ex.: Pede agora a tua comida. (tratamento: tu) Peça agora a sua comida. (tratamento: você) d) Os verbos que têm z no radical podem, no imperativo afirmativo, perder também a letra e que aparece antes da desinência s. Ex.: faze (tu) ou faz (tu) dize (tu) ou diz (tu) e) Procure ter “na ponta da língua” a formação e o emprego do imperativo. É assunto muito
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    cobrado em concursospúblicos. TEMPOS VERBAIS Presente fato ocorre no momento em que se fala (Ouço ruídos na cozinha.); ou fato que é comum de ocorrer (Eu morro de inveja dele. / Chove todos os dias em Belém.); ou apresenta um princípio, um conceito ou um dado (Todos os anos, muitas crianças morrem de desnutrição no Brasil.) Pretérito Perfeito fato ocorrido e perfeitamente concluído antes do momento em que se fala (Todos souberam do assassinato de Celso Daniel.) Pretérito Perfeito Denota continuidade do ato, com início no passado (Eu Composto tenho cometido muitos erros na escolha dos meus namorados.) Pretérito Imperfeito fato realizado e não concluído (Ele buscava a perfeição antes de morrer.) ou que apresenta uma certa duração (Ele andava pela rua quando foi abordado pelos ladrões.) Pretérito Mais que fato realizado antes de outro fato também no passado Perfeito (Antes de sua morte, ele pedira o perdão aos filhos.) Pretérito Mais que Forma mais comum de expressar o fato realizado antes Perfeito Composto de outro fato também no passado (Antes de sua morte, ele tinha pedido perdão aos filhos.) Futuro do Presente fato posterior certo de ocorrer no futuro (Doarei todo o material de estudo após a minha aprovação.) Futuro do Presente denota futura ocorrência de um fato que se iniciou no Composto presente (Até o próximo ano, terei acumulado quase um milhão de reais em dívidas.) Futuro do Pretérito 1) fato posterior a um fato passado (Você me garantiu [FATO PASSADO] que o nosso amor não morreria [FATO FUTURO EM RELAÇÃO AO FATO PASSADO].); 2) fato não chegou a se realizar (Eu iria à sua casa, mas tive um problema.); 3) também pode denotar incerteza (“Acharam um corpo que seria do chefe do tráfico.”), hipótese relacionada a uma condição (“Se você tivesse comprado o carro [CONDIÇÃO], não teria perdido o dinheiro no jogo [HIPÓTESE].”) ou polidez (“Você poderia me passar o sal?”). Futuro do Pretérito o mesmo que o Futuro do Pretérito com relação aos dois Composto primeiros aspectos. VERBOS IRREGULARES COMUNS EM CONCURSOS É importante saber a conjugação dos verbos que seguem. Eles estão conjugados apenas nas pessoas, tempos e modos mais problemáticos. 1) Compor, repor, impor, expor, depor etc.: Ex.: ponho → componho, imponho, deponho etc. seguem integralmente o verbo pôr. pus → compus, repus, expus etc. 2) Deter, conter, reter, manter etc.: seguem Ex.: tivermos → contivermos, mantivermos etc. integralmente o verbo ter. tiveste → retiveste, mantiveste etc. 3) Intervir, advir, provir, convir etc.: seguem Ex.: vierem → intervierem, provierem etc. integralmente o verbo vir. vim → intervim, convim etc 4) Rever, prever, antever etc.: seguem Ex.: vi → revi, previ etc. integralmente o verbo ver. víssemos → prevíssemos, antevíssemos etc.
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    Observações a) Como sevê nesses quatro itens iniciais, o verbo derivado segue a conjugação do seu primitivo. Basta conjugar o verbo primitivo e recolocar o prefixo. Há outros verbos que dão origem a verbos derivados. Por exemplo, dizer, haver e fazer. Para eles, vale a mesma regra explicada acima. Ex.: eu houve → eu reouve (e não reavi, como normalmente se fala por aí) b) Requerer e prover não seguem integralmente os verbos querer e ver. Eles serão mostrados mais adiante. 5) Crer, no pretérito perfeito do indicativo: cri, creste, creu, cremos, crestes, creram. 6) Estourar, roubar, aleijar, inteirar etc.: Ex.: A bomba estoura. (e não estóra, como mantém o ditongo fechado em todos os normalmente se diz) tempos, inclusive o presente do indicativo. Eu inteiro (e não intéro) 7) Aderir, competir, preterir, discernir, a) presente do indicativo: adiro, aderes, adere, concernir, impelir, expelir, repelir: aderimos, aderimos, aderem. b) presente do subjuntivo: adira, adiras, adira, adiramos, adirais, adiram. Obs.: Esses verbos mudam o e do infinitivo para i na primeira pessoa do singular do presente do indicativo e em todas do presente do subjuntivo. 8) Aguar, desaguar, enxaguar, minguar: a) presente do indicativo: águo, águas, água; enxáguo, enxáguas, enxágua b) presente do subjuntivo: ágüe, ágües, ágüe; enxágüe, enxágües, enxágüe 9) Argüir, no presente do indicativo: arguo, argúis, argúi, argüimos, argüis, argúem 10) Apaziguar, averiguar, obliquar, no apazigúe, apazigúes, apazigúe, apazigüemos, presente do subjuntivo: apazigüeis, apazigúem 11) Mobiliar: a) presente do indicativo: mobílio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobíliam b) presente do subjuntivo: mobílie, mobílies, mobílie, mobiliemos, mobilieis, mobíliem 12) Polir, no presente do indicativo: pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem 13) Passear, recear, pentear, ladear (e a) presente do indicativo: passeio, passeias, todos os outros terminados em ear) passeia, passeamos, passeais, passeiam b) presente do subjuntivo: passeie, passeies, passeie, passeemos, passeeis, passeiem Observações a) Os verbos desse grupo (importantíssimo) apresentam o ditongo ei nas formas risotônicas, mas apenas nos dois presentes. b) Os verbos estrear e idear apresentam ditongo aberto. Ex.: estréio, estréias, estréia; idéio, idéias, idéia 14) Confiar, renunciar, afiar, arriar etc.: Ex.: confio, confias, confia, confiamos, confiais, verbos regulares. confiam Observações a) Esses verbos não têm o ditongo ei nas formas risotônicas. b) Mediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar e intermediar, apesar de terminarem em iar, apresentam o ditongo ei. Ex.: medeio, medeias, medeia, mediamos, mediais, medeiam medeie, medeies, medeie, mediemos, medieis, medeiem 15) Requerer: só é irregular na 1ª pessoa do Ex.: requeiro, requeres, requer singular do presente do indicativo e, requeira, requeiras, requeira conseqüentemente, em todo o presente do requeri, requereste, requereu subjuntivo. 16) Prover: conjuga-se como verbo regular Ex.: Provi, proveste, proveu; provera, proveras, no pretérito perfeito, no mais-que-perfeito, provera; provesse, provesses, provesse etc. no imperfeito do subjuntivo, no futuro do provejo, provês, provê; provia, provias, provia; subjuntivo e no particípio; nos demais proverei, proverás, proverá etc. tempos, acompanha o verbo ver.
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    17) Reaver, precaver-se,falir, adequar, Ex.: Reaver, no presente do indicativo: remir, abolir, colorir, ressarcir, demolir, reavemos, reaveis acontecer, doer são verbos defectivos. Estude o que falamos sobre eles na lição anterior, no item sobre a classificação dos verbos. VOZES DO VERBO. São três: ATIVA: o sujeito pratica a ação verbal. Ex.: O carro derrubou o poste. PASSIVA: o sujeito sofre a ação verbal. - analítica ou verbal: com o particípio e um verbo auxiliar. Ex.: O poste foi derrubado pelo carro. - sintética ou pronominal: com o pronome apassivador se. Ex.: Derrubou-se o poste. Enquanto todos os verbos têm voz ativa, apenas alguns deles podem passar para a VOZ PASSIVA: os que possuírem OBJETO DIRETO. – Sem objeto direto, a frase não vai para a passiva. – Se a frase já estiver na passiva, isso indica que o seu verbo deve ser transitivo direto. Essas duas afirmações ficam evidenciadas ao examinarmos detalhadamente a TRANFORMAÇÃO PASSIVA: ATIVA: Os candidatos poderão realizar a prova. PASSIVA: A prova poderá ser realizada pelos candidatos. PASSOS DA TRANSFORMAÇÃO PASSIVA Voz Ativa → Voz Passiva Analítica OD + “SER” NO MESMO TEMPO + PARTICÍPIO + POR/PELO + SUJEITO + OUTROS 1) Fazer a análise sintática. 2) Contar o número de verbos. 3) Verificar o tempo do verbo principal. 4) Aplicar a fórmula. VOCÊ DEVE ESTAR ESPECIALMENTE ATENTO PARA OS SEGUINTES PONTOS: (1) A manutenção do tempo verbal. (2) A manutenção do(s) verbo(s) auxiliar(es). REFLEXIVA: o sujeito pratica e sofre a ação verbal; aparece um pronome reflexivo. Ex.: O garoto se machucou. 7. CONCORDÂNCIA NOMINAL REGRA BÁSICA O adjetivo, o artigo, o numeral e o pronome adjetivo concordam em gênero e número com o substantivo ao qual se referem. Exemplos: O menino bondoso. → Um menino bondoso. A menina bondosa. → Esta menina bondosa. Os meninos bondosos. → Dois meninos bondosos. As meninas bondosas. → Estas meninas bondosas.
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    CASOS ESPECIAIS 1 – Quando o adjetivo vem depois de dois ou mais substantivos, devemos considerar: a) Os substantivos são do mesmo gênero: nesse caso, o adjetivo conserva o gênero e vai para o plural ou concorda com o mais próximo (permanecendo, então, no singular). - Ela tem marido e filho dedicados. - Ela tem marido e filho dedicado. b) Os substantivos são de gênero diferente: nesse caso, o adjetivo vai para o masculino plural ou concorda com o substantivo mais próximo. - Enviamos jornais e revistas ilustrados. - Enviamos jornais e revistas ilustradas. CASOS ESPECIAIS 2 – Adjetivo Quando o adjetivo vem anteposto a dois ou mais substantivos, é mais anteposto a freqüente a concordância com o mais próximo. dois ou - Mostrou notável sensibilidade e carinho. mais - Queira V. Sa. aceitar meus protestos de alta estima e apreço. substantivo - Minha mulher e filhos. s - Muitas mulheres e homens. Observações: I – Quando os substantivos são nomes próprios (ou nomes de parentesco), o adjetivo vai sempre para o plural. - Os conhecidos Barcelos e Sousa foram os primeiros moradores daquela zona. - Os espertos tio e sobrinho quiseram apossar-se da herança. II – O adjetivo, mesmo se vier após os substantivos, concordará obrigatoriamente com o último, quando se referir, de modo nítido, apenas a este. - Ela ganhou um livro e um disco orquestrado. - Um gato e um cachorrinho vira-lata estavam no quintal. III – Se houver artigo entre o adjetivo e o substantivo, ambas as concordâncias podem ser feitas - Chegaram animados a moça e o rapaz - Chegou animada a moça e o rapaz. 3– O particípio, empregado nas orações reduzidas, sempre concordará com o Particípio sujeito. - Realizado o trabalho, saímos juntos. - Cumpridas as exigências, procedeu-se à chamada dos candidatos. - Entendia a mensagem, começamos a trabalhar. 4– O predicativo do sujeito sempre concordará com o mesmo. Predicativo - O ônibus chegou atrasado. - Os ônibus chegaram atrasados. - Os documentos seguem anexos ao requerimento. - Maria saiu cansada. Observação: O predicativo do objeto concordará com este. - Pediu alguns níqueis emprestados. - Ela considerava suas irmãs imaturas. - Julgo espertos o tipo e a sobrinha.
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    5 – Nomes - blusas brancas. (brancas é adjetivo) de cor - blusas laranja. (laranja é substantivo: invariável ao indicar cor) - blusas verde-amarelas. (dois adjetivos: só o segundo se flexiona) - blusas verde-abacate. (adjetivo mais substantivo: composto invariável) - blusas cinza-claro. (substantivo mais adjetivo: composto invariável) a) Nomes de cor quando originados de um substantivo.  não varia - Automóveis vinho - Cortinas areia - Colchas rosa - Blusas azul-turquesa - Camisas amarelo-âmbar - Lenços amarelo-canário. - Exceção: lilás  Tecido lilás - Tecidos lilases. b) Nomes de cor quando adjetivos  varia o segundo elemento. - Sapatos verde-escuros - Olhos azul-claros - Colcha amarelo-esverdeada - Camisas rubro-negras. - Exceções: As palavras bege, azul-marinho e azul-celeste são invariáveis.  bolsas bege. sapatos azul-marinho e comprou lenços azul-celeste. Observações a) Na palavra composta, o primeiro nome que indica cor não vai ao plural. b) Se o composto for usado como substantivo, os dois elementos se flexionarão. - O azul-claro. Os azuis-claros. 6 – Anexo, variam normalmente. Extra, - Anexos ao processo estavam os documentos solicitados. Junto, - Tinha bastantes amigos e nenhuns inimigos. Quite, - Foram gastos recursos extras na construção do prédio. Leso, Obs.: Obrigado, Bastante (variável ou não) Anexo, - Recebeu bastantes prêmios. (bastantes: pronome adjetivo indefinido) Incluso, - Recebeu prêmios bastantes. (bastantes: adjetivo) Bastante - Estavam bastante cansados. (bastante: advérbio, pois modifica um adjetivo) Em anexo é invariável. - Mandei em anexo dois recibos. Mesmo, concordam com a palavra a que se referem na frase. Próprio - Ela mesma fez a limpeza. Ela própria fez a limpeza. - Ele mesmo fez a limpeza. Ele próprio fez a limpeza. Obs.: Mesmo e próprio em frases desse tipo são pronomes demonstrativos usados para reforçar um termo na frase. Mesmo pode ser advérbio (realmente), ficando então invariável. Ex.: Ela fez mesmo a limpeza. Só Só = sozinho → variável Só = somente → invariável - Os parentes ficaram sós. - Só eles reclamaram. Obs.: A sós é invariável. - Ele está a sós. - Eles estão a sós. Nenhum é pronome adjetivo; portanto, concorda com o substantivo. - Nenhum livro. Nenhuns livros. Nenhuma caneta. Nenhumas canetas.
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    7 – Cassete,Não variam em hipótese alguma Bomba, - fitas cassete, gravadores cassete; Padrão, - revelações bomba, testemunhas bomba; Fantasma, - escolas padrão; Relâmpago, - firmas fantasma, Pirata, - vitória relâmpago, ataques relâmpago; Monstro, - fitas pirata, edições pirata; Surpresa, - passeatas monstro, pesquisas monstro; Menos, - festas surpresa, comícios surpresa; Alerta, - menos ruas; estão alerta; Salvo, - salvo (ou tirante ou exceto) as crianças, todos fumam Tirante, A - a dívida cresce a olhos vistos; olhos - pseudo-irregulares; vistos, - está bem de saúde, de modo que (ou de maneira que ou de sorte que) Pseudo, De pode viajar. modo que, De maneira que, De forma que, De Sorte. 8– - Elas falam alto, mas dançam gostoso. Adjetivos - Eles gostavam de falar difícil: nós, fácil. adverbializ - Transcrevi errado as notícias. ados, isto geralmente equivalem, como se vê, a um advérbio em mente. é, os - Elas responderam áspero. adjetivos - Rezem baixo. que se - Chuchus custam barato. usam em lugar de - Vocês falaram bonito. advérbios. - A gasolina custa caro. - Ela somou certo a conta. 9– ficam invariáveis se acompanhadas de substantivos que exprimem idéia Substantivo genérica, indeterminada. sem artigo, - É preciso muita paciência para lidar com crianças. em frases - É necessário folga semanal remunerada. com o verbo - Água é bom para matar a sede. ser - Maçã é ótimo para os dentes. É Preciso. - É proibido entrada de pessoas estranhas. É - Não é permitido presença de estranhos aqui. Necessário. É Bom, etc.: - É proibido conversa entre os assistentes. Havendo determinação do substantivo, o adjetivo com ele concorda: - Esta água é boa para matar a sede. - A maçã Argentina é ótima para a vista. - É proibida a entrada de pessoas estranhas. - Não é permitida a presença de estanhos aqui. - É precisa sua presença aqui. - É necessária nossa participação ativa nessa reivindicação. - São precisos milhões de anos-luz para uma visita a outras galáxias. - Não serão necessários estes exercícios para aprender a lição. - É proibida a conversa entre os assistentes. 10 nomes I – Flexionam-se os dois elementos quando ambos forem variáveis: compostos - carro-forte/ carros-fortes II – Flexiona-se o 1º elemento quando o segundo o estiver determinando. - cidade-estado/ cidades-estado III – Flexiona-se o último elemento quando só ele for variável, em palavras onomatopaicas ou quando o primeiro for um verbo. - sem-terra/ sem-terrasguarda-chuva/ guarda-chuvasbem-te-vi/ bem-te- vis IV – Elementos invariáveis. - sempre-viva
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    Possível É adjetivo, portanto variável. - Mudança possível - Mudanças Possíveis Obs.: Às vezes, é empregado como reforço em frases especiais, em que concorda com o artigo. - Histórias o mais tristes possível. - Histórias as mais tristes possíveis. - Histórias quanto possível tristes. Como se vê, se houver o advérbio quanto, possível fica invariável. Um e outro substantivo no singular e adjetivo no plural. Um ou - Um e outro animal ferozes fugiu. outro Obs.: Com certeza você achou a frase estranha, não é mesmo? Principalmente Nem um porque o nem outro verbo está no singular. Verifique o emprego dessa expressão na concordância verbal. Tal qual Tal concorda com o primeiro termo; qual, com o segundo. - Ele era tal qual o colega. - Eles eram tais qual o colega. - Ele era tal quais os colegas. - Eles eram tais quais os colegas. Esquisito, não é mesmo? Não se desespere, meu amigo. Há muita coisa estranha em português; estranha, mas correta. Com o tempo, você se acostuma. Haja vista invariável - Haja vista os resultados. Obs.: Admitem-se também duas outras construções. - Haja vista aos resultados. - Hajam vista os resultados Meio variável ou invariável. - Ele trouxe meia melancia. (numeral, acompanha substantivo) - Ela estava meio chateada. (advérbio, liga-se ao adjetivo). Cuidado! Para alguns gramáticos importantes, o advérbio meio pode flexionar- se. É uma situação polêmica. Não se precipite. Se a banca do concurso colocar a frase "Ela estava meia chateada", verifique as outras opções; ela pode ter considerado correta a frase. Ou seja: faça por eliminação. Todo variável ou invariável. - Ela chegou todo machucada. - Ela chegou toda machucada. Observações a) A palavra todo, nas duas frases, é advérbio de intensidade, pois modifica adjetivo, equivalendo a totalmente. Na segunda, há uma flexão por influência do adjetivo machucada. É, pois, um advérbio que pode flexionar-se. b) Em todo-poderoso, todo é invariável. - O todo-poderoso. Os todo-poderosos - A todo-poderosa. As todo-poderosas. 8. CONCORDÂNCIA VERBAL É a concordância do verbo com o sujeito em número e pessoa. 1. REGRA O sujeito concorda com o verbo e vice-versa. GERAL: - Tu tinhas razão quando dizias que eu era cínica. 2. SUJEITO ANTEPOSTO AO VERBO  Verbo no plural COMPOSTO - Pedro e Joana estudam para concurso. SUJEITO FORMADO POR SINÔNIMOS  verbo no singular - A ira e a raiva fará dele um infeliz POSPOSTO AO VERBO  verbo no plural ou concorda com o mais próximo. - Chegaram o Governo e a Oposição a um impasse. - Chegou a correspondência e o pacote.
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    3. VERBOS HAVER = EXISTIR ; FAZER, HAVER = TEMPO HAVER E São verbos impessoais, não tem sujeito, ficam na 3ª pessoa do singular. FAZER - Havia (Deve haver) fortes indícios de compra de votos pelo Ministro. - Faz (Vai Fazer) três anos que eles vivem juntos e nunca tiveram uma briga séria. - Devem (Deve) ser três horas. - Há (Deve haver) muitos dias que não saio 4. SUJEITO O verbo vai para o plural, concordando com o pronome de “menor” pessoa. COMPOSTO - EU e TU somos bons amigos. (1ª pessoa do plural) COM - TU e ELE sois bons amigos. (2ª pessoa do plural) PRONOMES EU + TU + ELE ou EU + TU = NÓS ; TU + ELE = VÓS ou ELES, neste último PESSOAIS DE caso admiti-se a terceira pessoa do plural, pois a segunda do plural está PESSOAS caindo em desuso. DIFERENTES 5. VERBO SER EM INDICAÇÕES DE HORA, DATA OU DISTÂNCIA  O verbo concorda com o predicado. - São cinco horas da madrugada. - Hoje são quinze de abril. - É meio-dia. Obs.: com a palavra dia expressa, verbo no singular. Ex.: Hoje é dia quinze de abril. EM LOCUÇÕES, ESPECIFICANDO PREÇO, PESO, QUANTIDADE, DISTÂNCIA  é muito ; é pouco ; é mais de ; é menos de ; é tanto  O verbo não varia - singular. - Duas semanas é muito para fechar o negócio. SUJEITO: TUDO, NADA, ISTO, AQUILO  concordância opcional - Tudo era/eram alegrias. SEMPRE CONCORDA COM A PESSOA OU PRONOME PESSOAL, não importa a ordem da frase - Carlos era as alegrias da família.  As alegrias da família era Carlos. - Nós éramos as alegrias da família.  As alegrias da família éramos nós. 6. SUJEITO O verbo concorda em número e pessoa com o antecedente do pronome QUE. REPRESENTA - És tu que deves assumir a responsabilidade. DO POR - Somos nós que iremos a presença do juiz. “QUE” ou Quando o pronome for QUEM, o verbo deve ir para a 3ª pessoa do singular “QUEM” ou concorda com o antecedente. - Sou eu quem deve ir ao Cartório. - Sou eu quem devo ir ao Cartório. - PRONOMES Verbo concorda com o predicativo INTERROGATI - Quem são vocês? VOS QUE e - Que eram, afinal, os problemas? QUEM 7. PRONOME O verbo permanece na 3ª pessoa. DE - V. Senhoria trouxe o mandado de prisão? TRATAMENTO 8. O verbo concorda com o artigo. Na falta deste, o verbo permanece no TOPÔNIMOS singular. - Os Estados Unidos são imperialistas. - Os Sertões foram escritos por Euclides da Cunha. - Campinas localiza-se no Estado de São Paulo. Obs.: Com o sujeito livro (exemplo) verbo no singular. - O livro Os Sertões foi escrito por Euclides da Cunha. Com o verbo ser e a palavra livro (modelo) como predicativo a concordância é opcional - Os Sertões é (são) um grande livro.
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    9. QUAL, Com pronome no singular o verbo concorda com o pronome ALGUM, - Qual de nós vencerá a corrida. NENHUM, Com o pronome no plural a concordância é opcional QUALQUER + - Alguns de nós chegaremos lá. DE NÓS, - Alguns de nós chegarão lá. DENTRE NÓS 10. MAIS DE O verbo deve ficar no singular, exceto se ele exprimir reciprocidade. UM - Mais de um chegou atrasado à reunião. - Mais de um dos brigões acertaram-se socos. 11. UM DOS Concordância opcional QUE - Era um dos que mais falava / falavam. UM E OUTRO - Um e outro atleta completou / completaram a prova. UM OU OUTRO – Verbo no singular (Idéia de exclusão) UM OU - Um ou outro atleta completou a prova. OUTRO 12. NOME Nome coletivo no singular deixa o verbo no singular. COLETIVO - Um bando de alunos invadiu o auditório. - O grupo de professores rejeitou a proposta. 13. VERBO - Viva a noiva! Vivam os noivos! VIVER NAS ORAÇÕES OPTATIVAS 14. COLETIVOS permanecem no singular ou vão para o plural. PARTITIVOS: A - A maioria dos convidados ainda não chegou/chegaram. MAIORIA, A GRANDE PARTE, A MAIOR PARTE 15. NÚMEROS singular ou plural. PERCENTUAIS - Trinta por cento da cidade está/estão inundados. OU - Dois terços da cidade estão sob as águas. FRACIONÁRIOS :
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    16. Partícula apassivadora ( ou pronome apassivador)  A palavra significa P alguém e o verbo é sempre transitivo direto  verbo concorda com o sujeito A - Espera-se um bom resultado (Sujeito) – (Alguém espera um bom R resultado) T - Esperam-se bons resultados. (Sujeito) Í Símbolo ou índice de indeterminação do sujeito  A palavra significa C alguém e o verbo não é transitivo direto  verbo no singular U - Precisa-se de computadores (Verbo transitivo indireto) L - Estuda-se muito (verbo intransitivo) A - Ficou-se feliz (Verbo de Ligação) Às vezes um VTD apresenta um OD preposicionado. O se, no caso, é um S E símbolo de indeterminação do sujeito e o verbo fica na terceira pessoa do singular - Comeu-se do bolo. 17. VERBOS VERBO concorda com o sujeito D - Já deram quatro horas. A - O relógio já deu quatro horas. R - No relógio já deram quatro horas. (No relógio: adjunto averbial) , B A T E R , S O A R e T O C A R i n d i c a n d o h o r a s 18. Verbo Locução Verbal – Verbo Auxiliar Parecer – Concorda com o sujeito P - Parecem brincar as crianças a DUAS ORAÇÕES – Oração do infinitivo é sujeito da primeira r - Parecem brincarem as crianças. Parecem que brincam as crianças. e Obs.: Cuidado com as inversões, pois a frase continua correta c - As crianças parece brincarem. e - As crianças parece que brincam. r
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    DICAS O sujeito NUNCApode ser preposicionado - Precisa-se de computadores. (Sujeito Indeterminado) 9. REGÊNCIA NOMINAL Existem substantivos, adjetivos e advérbios que pedem complementos. É o que se conhece como complemento nominal, termo introduzido por preposição. - Ele é útil à comunidade.  Termo regente: útil.  Termo regido: à comunidade (complemento nominal) Às vezes, o termo regido é adjunto adnominal, igualmente introduzido por preposição. - Tem uma casa de madeira.  Termo regente: casa  Termo regido: de madeira (adjunto adnominal) A regência nominal não é um assunto tão cobrado em provas, como a regência verbal. Mas pode aparecer e, por isso, você terá abaixo uma relação importante de nomes que pedem complementos ou adjuntos, com a preposição ou preposições adequadas de acordo com a norma culta. Acostumado / habituado - Estou acostumado ao trabalho. (preposições: a, com) - Fiquei acostumado com o barulho. Alheio (preposição: a) - Vivia alheio a tudo. Amigo (preposição: de) - Sempre foi amigo de todos. Apaixonado (preposições: por e - Era um apaixonado da natureza. de) - Estava apaixonada pelo colega de trabalho. Ansioso (preposições: por, para ou - Está ansioso por nova oportunidade. de) - Permanece ansioso para falar. - Estava ansiosa de ver o cometa. Aptidão (preposição: para) - Sempre teve aptidão para as artes. Apto (preposições: a ou para) - Sentia-se apto ao trabalho externo. - Considero-o apto para exercer a profissão. Assíduo (preposição: em) - Paulo é assíduo no escritório. Assédio (preposição: de) - Recebeu o assédio de toda a turma. Atribuído (preposição: a) - O prêmio foi atribuído ao funcionário mais antigo. Busca (preposição: de) - Estamos em busca de um mundo mais justo. Certeza (preposição: de) - O atleta tinha certeza da vitória. Confiante (preposição: em) - Continuava confiante em um futuro melhor. Conforme (preposições: a, com ou - Assumiu uma postura conforme às suas raízes. em) (semelhante) - Essa atitude é mais conforme com seus ideais. (coerente) - Não estavam conformes naquela discussão. (de acordo) Compatível (preposição: com) A orientação dada não é compatível com a filosofia da empresa. Contemporâneo (preposição: de) Ele foi contemporâneo de Castro Alves. Cuidadoso (preposição: com) Sejamos cuidadosos com nossas crianças. Entendido (preposição: em) Era entendido em construção naval. Escasso (preposição: de) A jovem era escassa de vaidades. Estranho (preposição: a) É algo estranho ao regulamento. Estudioso (preposição: de) O jornalista é estudioso de ufologia. Exame (preposição: de) Procedeu ao exame do material coletado. Favorável (preposição: a) Ele é favorável a que se tomem novas medidas. Favoravelmente (preposição: a) Agirei favoravelmente a seu caso. Felizmente (preposição: para) Felizmente para todos, o fogo foi logo apagado. Graduação (preposição: em) Festejou sua graduação em Matemática. Grato (preposições a, para ou por) Sou grato a todos neste dia especial. Sua ajuda é sempre grada para mim. Mostrou-se grato pelo que lhe apresentaram. Humilde (preposições: com ou de) Sejamos humildes com nossos filhos. Sinto-me humilde de ser brasileiro. Idêntico (preposição: a ) Ex.: Uma coisa é idêntica à outra. Incluído (preposições: em ou entre) Foi incluído no grupo. Estava incluído entre os mais
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    capacitados. Junto (preposições: aou de) Ficaram junto à garagem. Fiquei junto de todos. Leigo (preposição: em) Nunca fui leigo em pintura. Limite (preposições: a ou de) Não há limites ao artista. Reconheçamos os limites da nossa inteligência. Medo (preposições: de ou a) O menino tem medo do escuro. Tive medo ao inspetor. Morador / residente (preposições: em Nessa época, era morador na Rua do Lavradio. Foi ou de) morador da Rua Santa Clara. Obediente / obediência (preposição: Sempre fui obediente às leis. a) Parecido (preposições: com ou a) Era parecido com o avô. Sendo parecido ao pai, foi aceito logo. Perito (preposição: em) Era perito em construções. Permanência (preposições: em ou Já é longa a sua permanência na firma. A permanência junto de) junto do amigo foi sua salvação. Permissão (preposições: de ou para) Não tive permissão de pesquisar o assunto. Pediu ao chefe permissão para sair cedo. Próximo (preposições: a ou de) Fiquei próximo ao muro. Deixamos o carro próximo da árvore. Receoso (preposição: de) Parecia receoso do resultado. Referência / referente / Não há referência alguma ao seu trabalho. referentemente (preposição: a) Situado / sito (preposição: em) Tem um escritório sito na Av. das Américas. 10.REGÊNCIA VERBAL A regência verbal trata das relações entre o verbo e seus elementos. Atente para as seguintes frases: a) Estudar pouco implica em não passar. b) A candidata ao concurso visava o cargo de Auxiliar Judiciário. c) Obedeça sua sede. d) Paguei o vendedor com o dinheiro de meu salário. e) Não me simpatizei com aquela moça. f) Assisti um filme interessante na TV a cabo. Todas as frases acima, apesar de possivelmente não causarem estranhamento ao falante comum, estão incorretas quanto à regência verbal culta. A regência culta destes verbos e de outros se dá por convenção, simples tomada de modelo a partir de autores renomados da literatura brasileira. IMPORTANTE! PRONOME SUBSTITUI O, A, OS, AS ELE, ELA, ELES, ELAS LHE, LHES (pessoas) A ELE(S), A ELA(S) DELE(S), DELA(S) PRINCIPAIS VERBOS
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    1. Amar, Ver, VTD Adorar, Amo aquela mulher desesperadamente. = Amo-a desesperadamente. Estimar, Observações: Admirar, a) O verbo NAMORAR não admite a preposição COM. Cumprimenta b) O verbo ESPERAR pode aparecer com a preposição POR. r, Visitar, c) Todos esses verbos (e muitos outros) indicam algum tipo de Namorar, sentimento. Tais verbos são transitivos diretos, não pedindo a Esperar, preposição a. Convidar, - Ela visitou ao noivo. (errado)  Ela visitou o noivo. (certo) abençoar, d) Com algumas palavras, notadamente as de cunho religioso, pode louvar, aparecer a preposição a. O complemento é objeto direto parabenizar, preposicionado. detestar, - Amo Deus (OD).  Amo a Deus. ( Objeto direto preposicionado) odiar e) Por serem transitivos diretos, não admitem o lhe como complemento, mesmo que este esteja preposicionado. Não se pode trocar a Deus, no exemplo anterior, por lhe: amo-lhe. Diga-se sempre: Amo-o, estimo-o, adoro-o etc. 2. Obedecer, VTI  preposição A Suceder, - Obedeça a seus pais. = Obedeça-lhes Obstar, - Obedeço ao comando desobedecer 3. Assistir VTD ou VTI = dar assistência, auxiliar: - O governo não assistiu os (aos) flagelados. = O governo não os assistiu. VTI = presenciar (preposição A obrigatória): - Assistimos Ao filme Titanic trinta e quatro vezes. = Assistimos A ele trinta e quatro vezes. VTI = favorecer - Este direito não lhe assiste. VTI = caber, competir (PREPOSIÇÃO A) - O direito não assiste a você. Não lhe assiste o direito. VI = residir, moro (preposição EM obrigatória): - O professor assiste EM São Leopoldo. 4. Aspirar VTD = cheirar, sorver, inspirar, levar o ar aos pulmões - Aspirei durante muito tempo fumaça de óleo diesel. VTI = ambicionar, desejar, almejar (preposição A obrigatória): - Luís aspira Ao cargo. = Luis aspira A ele. Ele aspira à felicidade. 5. Visar VTD = pôr o visto, rubricar: - Esqueci-me de visar o cheque. Ele visou as folhas. VTD = apontar, mirar: - Visou o olho esquerdo do mosquito. VTI = ambicionar, pretender, almejar: (Preposição A) - Luís visa Ao cargo. = Luís visa A ele. 6. Preferir VTD – Prefiro biscoitos. VTDI - exige a preposição A - Prefiro o tchan da Scheila Carvalho Ao da Carla Perez. Observações a) O verbo preferir não aceita palavras ou expressões de intensidade, nem do que ou que. - Prefiro mais o leite do que o vinho. (errado) - Prefiro o leite ao vinho. (certo) b) Se não houver artigo no primeiro complemento, não pode haver no segundo. - Prefiro leite a vinho. (e não ao vinho)
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    7. Pagar, VTD – Complemento (OD) é coisa: perdoar e - Pagou a dívida. Perdoei o equívoco. agradecer VTI – Complemento (OI) é alguém: (Preposição A) - Pagou Ao cobrador. Perdoei ao amigo. a) Podem aparecer com os dois complementos. - Perdoei o erro ao amigo. b) Com a preposição de, eles são apenas transitivos diretos. - Perdoei o erro do colega (OD). c) Veja o emprego especial do verbo pagar. - Paguei ao curso. OI: ao curso (pessoa jurídica; fiz pagamento ao curso, na condição de aluno) - Paguei o curso. OD: o curso. (trata-se da coisa paga,quitada; ou seja, comprei o curso e o quitei. 8. Avisar, quando VTDI → OD (coisa ou pessoa) informar, → OI (coisa ou pessoa) comunicar, - Avisei o aluno Da mudança.  Avisei Ao aluno a mudança. advertir, - Avisei-o De que era proibido.  Avisei-lhe que era proibido. prevenir, - Avisei o gerente do problema.  Avisei ao gerente o problema. certificar, a) A pessoa pode ser objeto direto ou indireto, com a preposição a; a coisa, cientificar igualmente, pode ser objeto direto ou indireto, com a preposição de ou, mais raramente, sobre. b) É comum o emprego dos pronomes oblíquos. - Informei-o do perigo.  Informei-lhe o perigo. c) Às vezes, um dos complementos é oracional (oração subordinada substantiva). - Ele o avisou de que faltaria comida. OD OI (oração subordinada substantiva objetiva indireta) - Ele lhe avisou que faltaria comida. OD OI (oração subordinada substantiva objetiva direta) d) Importantíssimo! Não podem aparecer dois objetos indiretos. - Certifiquei-lhe do ocorrido. (errado) - Certifiquei-lhe de que haveria problemas. (errado) Corrigindo, teremos: - Certifiquei-o do ocorrido. - Certifiquei-lhe o ocorrido. - Certifiquei-o de que haveria problemas. - Certifiquei-lhe que haveria problemas. 9. Chegar e Ir A – expressão de lugar. - Cheguei A casa. - Fui Ao cinema. 10. Simpatizar COM e Antipatizar - Simpatizei COM a nova funcionária. 11. Agradar VTD = fazer carinho: - O carteiro agradou o cachorrinho. VTI = “contentar” “ ser agradável”  Preposição A - O orador agradou Ao público. 12. Querer VTD = “desejar”: - Eu quero a liberdade plena para todos os seres humanos. VTI = “estimar”, “querer bem”, “gostar”  Preposição A - Quero muito A meus pais. 13. Casar ou – preposição COM: casar-se - Ela casou COM o médico. - Ela se casou COM o médico.
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    14. Esquecer, VTD lembrar, - Ele esqueceu o encontro recordar a) Como pronominais (esquecer-se, lembrar-se, recordar-se), são transitivos indiretos, com a preposição de. - Ele se esqueceu do encontro. b) Não sendo pronominais, deduz-se, não podem vir com preposição. - Recordaram do passeio. (errado)  Recordaram o passeio. (certo)  Recordaram-se do passeio. (certo) c) Lembrar e recordar podem ter dois objetos. - Lembrei ao colega (OI) o dia do jogo (OD). d) Esses verbo admitem uma construção, considerada clássica, em que a coisa esquecida, lembrada ou recordada aparece como sujeito da oração, enquanto a pessoa atua como objeto indireto. É estranho, eu sei, mas é isso mesmo que você leu. - Esqueceu-me aquela época. (Entenda-se: Esqueci aquela época) (Sujeito: aquela época - Objeto indireto: me) 15. Morar, Pedem adjuntos adverbiais com a Preposição EM (Não admitem a Residir, preposição A) Situar-se, - Moro EM um País tropical. estabelecer- - Sito Na Rua Palmeira das Missões. se 16. Chamar VTD = “fazer vir”, “convocar”. - Chamei o professor. - Chamei por você. VTD ou VTI = “xingar”, “apelidar”, “qualificar”  nesse caso, terá um predicativo do objeto (direto ou indireto), introduzido ou não pela preposição de. - Chamei-o bobo. (Predicativo do objeto direto) - Chamei-o de bobo. (Predicativo do objeto direto) - Chamei-lhe bobo. (Predicativo do objeto indireto) - Chamei-lhe de bobo. (Predicativo do objeto indireto) 17. VTD: em relação à própria resposta dada. Responder - Responderam que estavam bem. (a resposta dada) VTI: em relação à coisa ou pessoa que recebe a resposta. - Respondi ao telegrama. (dei uma resposta ao telegrama) Obs.: Às vezes, aparece com o dois objetos. - Respondemos aos parentes (OI) que iríamos (OD). 18. Precisar VTD = “indicar com exatidão” Ele precisou o local do crime. 19. Presidir, VTD ou VTI  Preposição A Ajudar, Ele presidiu o congresso. Abdicar, Ele presidiu Ao congresso. Atender, Preceder, Satisfazer, . 20. Proceder VI: “agir” - Ele procedeu bem. VI: “justificar-se” - Isso não procede. VI: “vir”, “originar-se”  Preposição DE - A balsa procedia de Belém. VTI: “realizar”, “dar início”, “dar andamento”  Preposição A - O juiz procedeu AO inquérito
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    21.Custar VI: “preço”, “valor” - Os óculos custaram oitocentos reais. VTI:, “ser custoso”, “ser difícil” Preposição A esse sentido, estará seguido de um infinitivo, sendo a oração deste o sujeito do verbo custar. - Custou ao menino (OI) entender a explicação (sujeito). a) No exemplo dado, existem duas orações. A segunda (entender a explicação) é o sujeito da primeira (Custou ao menino); portanto, trata-se de uma oração subordinada substantiva subjetiva. b) Popularmente, constrói-se a frase da seguinte maneira: O menino custou a entender a explicação. Ela está errada, pois a pessoa não pode ser o sujeito do verbo custar. Deve ser usado na 3ª pessoa do SINGULAR: Errado: Eu custei a reconhecê-lo.  Certo: Custou-me reconhecê-lo. Errado: Ela custou a chegar à aula.  Certo: Custou a ela chegar à aula 22. Implicar VTD:“pressupor”, “acarretar”. - Sua atitude implicará modificações. - Amor implica respeito. Obs.: Deve ser evitada a preposição em, embora a banca da Esaf já a tenha considerado correta. VTDI: “envolver”--: Preposição em - Implicaram o servidor no processo. VTI: “demonstrar antipatia” “perturbar”  Preposição com - Sempre implicava com o vizinho. 23. Pedir, VTDI  Preposição A (raramente com a preposição PARA) Implorar, Pediu ao dirigente uma solução. suplicar a) Às vezes são apenas transitivos diretos. - Pedimos uma resposta imediata(OD). b) Só admitem a preposição para quando existe a palavra licença (ou sinônimos), clara ou oculta. - Ele pediu para que o vendedor saísse. (errado) - Ele pediu para sair. (certo: pediu licença para) 24. VTD Favorecer - Ele favoreceu o vizinho. 25. Referir-se VTI  Preposição A - O tenente referiu-se ao soldado. Obs.: Não confunda com referir (narrar, contar), que é transitivo direto. - Ele referiu o ocorrido. Emprego de pronomes relativos O pronome relativo, palavra que inicia as orações subordinadas adjetivas, pode estar antecedido de preposição. Isso depende do verbo da oração adjetiva e da função sintática do pronome relativo. - O homem a que me referi vai ajudar. - O homem a quem me referi vai ajudar. - O homem ao qual me referi vai ajudar. - O homem em cuja palavra confiamos vai ajudar. Observações a) Como o verbo referir-se pede a preposição a, ela fica antes do pronome relativo, que é o seu complemento. b) Os pronome relativos que, quem e o qual geralmente podem ser usados uns pelos outros, mas quem só pode ter antecedente pessoa. c) O pronome relativo cujo corresponde a um possessivo. Na frase do exemplo, diz-se em cuja porque o verbo confiar pede a preposição em. Note que se pode dizer “confiamos em sua palavra”. Veja abaixo outro exemplo. Carlos, de cujo caráter não duvidamos, irá conosco. Ou seja: Não duvidamos de seu caráter. Quando houver um pronome relativo (QUE, QUEM, CUJO, O QUAL, ONDE), é necessário observar alguma palavra que venha logo após. Caso haja uma palavra que exija preposição, essa preposição deverá ser colocada antes do pronome relativo. - A questão A que me REFIRO é a 12.
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    - O hotel EM cujo quarto DORMI é de alto luxo. - A pessoa EM quem mais CONFIO é minha mãe. Observações finais a) ONDE (com verbos que pedem a preposição em) ; AONDE (com os verbos que pedem a preposição a) - Onde está o material? (O material está em algum lugar) - Aonde iremos amanhã? (Iremos a algum lugar amanhã) Assim, ficam erradas frases do tipo “Veja aonde ficou o caderno”, “Não sei onde ele foi”, “Aonde estamos?”, “Onde você quer chegar?” b) EU e TU (na função de sujeito) ; MIM e TI (na de complemento ou adjunto) - Isso é para mim. - Isso é para eu levar. (eu é o sujeito de levar) - Demos o livro a ti. - Deixamos o caderno para tu assinares. (tu é o sujeito de assinares) - Não há nada entre mim e ti. Com preposições acidentais (exceto, menos, salvo etc.), usa-se eu e tu. - Exceto eu, todos saíram. - Estavam todos em casa, menos tu. c) VTD não vai para a voz passiva, com exceção de obedecer, desobedecer e responder. - O filme foi assistido pela família. (errado)  A família assistiu ao filme. (certo) d) Deve-se evitar a contração da preposição com o artigo que integra o sujeito, bem como com o pronome que constitui o próprio sujeito. - Chegou a hora do menino brincar. (errado)  Chegou a hora de o menino brincar. (certo) - É a chance dele progredir. (errado)  É a chance de ele progredir. (certo) Há discordâncias quanto a esse assunto. O ideal é fazer a questão por eliminação. Em uma redação, no entanto, jamais faça a contração, está bem? e) Não se atribui a mesma preposição a verbos de regência diferente. - Encontrei e obedeci ao avô. (errado)  Encontrei o avô e obedeci-lhe. f) Alguns verbos transitivos indiretos, mesmo pedindo a preposição a, não admitem o pronome lhe como objeto. Veja alguns importantes. - Assistiu ao espetáculo.  Assistiu-lhe. (errado)  Assistiu a ele. (certo) - Aspiro à paz.  Aspiro-lhe. (errado)  Aspiro a ela. (certo) - Visava ao bem.  Visava-lhe. (errado)  Visava a ele. (certo) - Aludi à diferença.  Aludi-lhe. (errado)  Aludi a ela. (certo) - Anuiu ao pedido.  Anuiu-lhe. (errado)  Anuiu a ele. (certo) - Procedeu ao interrogatório.  Procedeu-lhe. (errado)  Procedeu a ele. (certo) - Presidimos à reunião.  Presidimos-lhe. (errado)  Presidimos a ela. (certo) ATENÇÃO! Verbos de regências diferentes não admitem o mesmo complemento: Errado: Entrei e saí da sala. Correto: Entrei na sala e dela saí. QUADRO RESUMO DE REGÊNCIA VERBO COMPLEMENTO PREP. Agradar (satisfazer) Agradecer ALGUÉM Aspirar (desejar) Assistir (olhar, presenciar) Atender (prestar atenção, realizar) Chegar LUGAR Desobedecer Ir LUGAR A Obedecer Pagar ALGUÉM Perdoar ALGUÉM Preferir Proceder Querer (bem, estimar)
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    Responder Vir (destino) LUGAR Visar (objetivar) Antipatizar Implicar (provocar) COM Simpatizar Esquecer Lembrar -SE DE Ter Aspirar (respirar) Assistir (prestar assistência) Esquecer ∅ Implicar (acarretar) Lembrar Visar (mirar, dar visto) 11.CRASE NÃO ocorre crase: Antes de PALAVRA MASCULINA - Chegaram a cavalo Antes de VERBO - Ficamos a admirar a paisagem Antes de ARTIGO INDEFINIDO (claro ou - Levamos a mercadoria a uma firma oculto) - Jamais assisti a peça tão fraca. (a uma peça tão fraca / a um filme tão fraco) Antes dos Pronomes demonstrativos ESTA e - Não me refiro a esta carta. ESSA Antes de PRONOME PESSOAL (inclusive o de - Nada revelei a ela. TRATAMENTO) - Já tinha pedido isso a Vossa Senhoria. Obs.: Os pronomes de tratamento senhora, senhorita, madame e dona (este último quando acompanhado de adjetivo) admitem o acento de crase. - Dirigiu-se à senhorita Denise. Antes de PRONOMES INDEFINIDO, com - Direi isto a qualquer pessoa. exceção de OUTRA. - Chegaram a alguma ilha do interior. (Chegaram a algum município do interior) Com A no singular antes de palavra PLURAL - Refiro-me a questões internas. Obs.: Usando-se o artigo, haverá o acento. - Não se prendia às coisas materiais. (Não se prendia aos bens materiais) Quando antes do A houver uma preposição, Ela compareceu perante a corte. com exceção de ATÉ. Em locuções com PALAVRAS REPETITIVAS. Eles se olhavam cara a cara. Antes dos pronomes relativos QUE e QUEM, Ex.: A rua a que me refiro é a República. exceto quando há elipse. da exceção: A rua em que moro é paralela à (rua) que vai dar na praça. Com a palavra CASA sem determinação, - Ele foi a casa pela manhã. quando, então, se refere ao próprio lar. Obs.: Com determinação, aparece o acento. - Ele foi à casa da esquina. Com a palavra DISTÂNCIA, sem - O guarda ficou a distância. especificação, ou seja, sem precisar a - O guarda ficou a grande distância. distância. Obs.: Com especificação, usa-se o acento. - O guarda ficou à distância de dez metros. Com a palavra TERRA, quando é o contrário - Os marujos foram a terra. de bordo. Antes de nomes de VULTOS HISTÓRICOS - Referiu-se a Joana d’Arc. Obs.: Com determinação, aparece o acento. - Referiu-se à valente Joana d’Arc.
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    Antes de NOSSASENHORA E MARIA - Farei uma prece a Nossa Senhora. SANTÍSSIMA. SEMPRE haverá crase: Em locuções com palavras femininas: - Trabalharam às escondidas. Adverbiais: duas ou mais palavras com - Fui levado à força. valor de advérbio - Quero deixar tudo às claras. - Fiz tudo às pressas.  às pressas: locução - Às vezes, íamos ao teatro. adverbial de modo com palavra feminina: - Isso foi feito à parte. com acento. - Paramos à beira-mar. - Ele irá a pé.  a pé: locução adverbial de - O homem permaneceu à esquerda. modo com palavra masculina: sem acento. - Fiquem à vontade. Observações - Sempre falavam à meia-voz. a) Geralmente, as locuções adverbiais com - Saiu à noitinha. acento de crase são as de modo, mas - Seguiu o conselho à risca. existem outras. - Corriam às tontas. - à força. (modo) ; Às vezes. (tempo) ; - Estávamos à janela. à direita. (lugar) ; à beça. - Escreveu à margem. (intensidade) - O objeto veio à tona. b) As locuções adverbiais de instrumento - O material estava à mão. dividem as opiniões dos gramáticos. Para alguns, sem acento; para outros, com. É polêmico. - Escreveu à caneta.  Escreveu a caneta. c ) Igualmente polêmica é a expressão à vista, contrário de a prazo. Comprou os móveis à vista.  Comprou os móveis a vista. d) a pé: locução adverbial de modo com palavra masculina: sem acento. Não se trata de crase facultativa, da mesma forma que as da letra b. Convém, nesses casos, resolver a questão por eliminação. É preferível, hoje em dia, não usar o acento de crase, principalmente numa redação. Prepositivas: grupos de palavras que - Vivia à custa do irmão. funcionam como preposição; as que nos - Estamos à mercê do patrão. interessam neste ponto começam por à e - Fez o trabalho à vista de todos. terminam por de. - Agiu à maneira de um troglodita. - Ficarei à disposição de vocês.  à - É vidro à prova de choques. disposição de: locução prepositiva com - Permaneciam à frente do colégio. palavra feminina: com acento. - Ficou à beira do precipício. - Falavam a respeito de futebol.  a respeito - Bateram à porta do amigo. de: locução prepositiva com palavra - Ficamos à distância de vinte metros. masculina: sem acento. - Aprendeu à força de tanto estudar. - Usava um pano branco à guisa de toalha. - Vivia à margem da sociedade. - Estava à espera de uma solução. Conjuntivas: grupos de palavras que - À medida que corria, ia ficando funcionam como conjunção; só existem duas vermelho. com acento de crase: à medida que e à - Aprenderá à proporção que estudar. proporção que.
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    Observações a) Peloque se vê nos exemplos, as locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas levam acento de crase quando os substantivos que as constituem são femininos. b) Às vezes, o grupo parece uma locução, mas não é. - À frente da casa havia uma árvore. (locução prepositiva) - A frente da casa é muito bonita. - À tarde ele chegou. (locução adverbial) - A tarde estava chuvosa. Não será locução quando se puder substituir a por o: a frente / o lado, a tarde / o dia. 4 Com o pronome demonstrativo a. - Dirigi-me à que estava no balcão. - Minha camisa é semelhante à que ele Obs.: Haverá acento de crase antes de que comprou. e de (à que, à de), sempre que se puder - Minha camisa é semelhante a aquela trocar por a aquela que ou a aquela de; que ele comprou. outro macete é a troca pelo masculino; - Meu paletó é semelhante ao que ele aparecendo ao, há crase. comprou. Em expressões que exprimem hora - Ele saiu às treze horas e trinta determinada (troque a palavra HORAS por minutos. MINUTOS; se ocorrer AOS MINUTOS, há - Chegamos à uma hora. crase). - Estamos aqui desde as treze horas. Quando a expressão “à moda de” ou “à - Comprei móveis à Luís XV. maneira de” estiver subentendida. Quando está implícita uma palavra feminina. - Essa religião é semelhante à dos hindus. PALAV TROCA OCORRÊN CRA EXEMPLO RA POR CIA SE Feminin Masculina AO(S) SIM Fui à escola.  Fui ao colégio. a Feminin Masculina A NÃO Comprei a cartela do Toto-Bola.  Comprei o a O(S) cartão do Toto-Bola. Masculi ----------- ----- NÃO Andamos a cavalo. na Chegamos a concordar com os termos do Verbo ----------- ----- NÃO acordo, mas desistimos dele. Àquele( s) A este(s) Voltaram àquela casa. Àquela( A esta(s) ----- SIM Voltaram a esta casa. s) A isto Àquilo Aquele( s) Este(s) Compraram aquela casa. Aquela( Esta(s) ----- NÃO Compraram esta casa. s) Isto Aquilo Casos facultativos Antes dos pronomes possessivos Obedeça à/a sua sede. femininos no singular (minha, tua, sua, nossa e vossa). Obs.: a) Se o possessivo estiver no plural, teremos: - Explicarei isso às suas irmãs. (crase obrigatória: a + as) - Explicarei isso a suas irmãs. (crase proibida: apenas a preposição) b) Se for pronome substantivo, a crase é obrigatória. - Explicarei isso à sua. Antes de nome próprio feminino. Mandarei um presente à/a Magali Obs.: Com determinação, a crase é obrigatória.  Mandei uma carta à culta Patrícia. Depois da preposição até. - Ele foi até à praia. (Ele foi até ao campo) Ele foi até a praia. (Ele foi até o campo)
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    Observações a)Não confunda com a palavra denotativa de inclusão até, que significa inclusive. - Comprou até a revista. b) Até é a única preposição que admite um a craseado depois dela. - Fazia o trabalho após as quatro horas. (e não às) Com as palavras Europa, Ásia, África, - Viajaremos à França. (Viremos da França, Espanha, Inglaterra, Escócia e França) Holanda. - Viajaremos a França. (Viremos de Obs.: Poucas gramáticas citam este caso de França) crase facultativa, porque a tendência, no português atual, é usar o artigo e, conseqüentemente, o acento de crase. Mas não é errado omiti-lo. Tipos de crase 1) Entre a preposição a e o artigo definido a. Vamos à cidade. Obs.: O a é artigo definido quando acompanha um substantivo. 2) Entre a preposição a e o pronome Ele se referiu à que deixei no armário. demonstrativo a. Obs.: O a é pronome demonstrativo quando antecede que ou de, equivalendo a outro pronome demonstrativo: aquela. 3) Entre a preposição a e o a inicial dos Dirija-se àquele vendedor. pronomes aquele, aquela, aquilo. Entre a preposição a e o a do pronome Chegou a aluna à qual entreguei o resultado. relativo a qual. Observações a) Como se vê, é necessária a presença da preposição a para que ocorra o fenômeno da crase. b) Costuma-se dizer por aí que só há crase antes de palavra feminina. Cuidado! Essa afirmação diz respeito apenas ao caso de preposição mais artigo a, quando, então, o substantivo tem de ser feminino. Para saber se há crase 1) Com nomes Troca-se a palavra feminina por uma masculina; aparecendo ao, usa- comuns se o acento de crase. - Dirija-se à tesouraria. (Dirija-se ao escritório) - Dei o livro à professora. (Dei o livro ao professor) Obs.: Coisa se troca por coisa (tesouraria / escritório); pessoa, por pessoa (professora / professor). Respeite isso, ou você pode errar a questão. 2) Com nomes Troca-se o verbo que pede a preposição a por outro, que peça outra próprios de lugar preposição. Vamos adotar o verbo vir; aparecendo da, usa-se o acento de crase. - Ela foi à Bahia. (Ela veio da Bahia) - Ela foi a Cuiabá. (Ela veio de Cuiabá, e não da) Observações a) Nomes de cidade (segundo exemplo) não se usam com artigo a. Mas, se determinarmos o substantivo, aparecerá o artigo e, conseqüentemente, a crase. - Iremos à simpática Cuiabá. (Viremos da simpática Cuiabá) b) Não se devem misturar os dois macetes (nomes comuns ; nomes próprios de lugar). - Ele foi a Cuiabá. Se trocarmos (indevidamente) Cuiabá por um substantivo masculino, aparecerá ao, o que nos levará a pôr, erradamente, o acento de crase: Ele foi ao Rio de Janeiro, Ele foi à Cuiabá. Observações finais
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    a) Há duasexpressões parecidas com a Das oito às dez horas (as horas do relógio) palavra hora. De oito a dez horas (idéia de duração) É errado dizer “de oito às dez horas”, como normalmente se encontra por aí. b) Veja as expressões abaixo, Meu colega vivia à toa. (à toa − locução igualmente parecidas. adverbial de modo) Ele é um homem à-toa. (à-toa − adjetivo) c) Cuidado no exemplo, uma é numeral, Voltei à uma hora e não artigo indefinido; veja o caso obrigatório com a palavra hora. c) Em expressões do tipo aquela hora, Àquela hora, todos estavam cansados. aquele minuto etc., pode haver o Naquela hora, todos estavam cansados. acento por se tratar de indicação de tempo. O macete é trocar por naquela ou naquele. d) Veja algumas frases em que a Bateu a porta. (Empurrou a porta para fechá-la) presença do acento altera o sentido. Bateu à porta. (Chamou) Chegou a tarde. (entardeceu) Chegou à tarde. (Ele chegou de tarde) Saiu a francesa. (A mulher francesa saiu) Saiu à francesa. (Saiu sem ninguém notar) Trabalhavam as cegas. (Mulheres cegas trabalhavam) Trabalhavam às cegas. (Trabalhavam sem saber direito o que faziam) Escreveu a mulher uma carta. (Ela escreveu uma carta) Escreveu à mulher uma carta. (Ele mandou uma carta para a mulher) 12.PONTUAÇÃO VÍRGULA Embora muitos ainda acreditem em pontuar “de ouvido”, não pode haver dúvida de que o emprego dos sinais de pontuação obedece exclusivamente à estrutura gramatical da frase. Para pontuar com segurança, é indispensável, portanto, ter a capacidade de reconhecer, na frase, seus elementos constituintes: sujeito, objetos, adjunto adverbial, etc. É indispensável, também, reconhecer os padrões frasais. A vírgula é empregada para assinalar, na frase, (1) enumerações, (2) intercalações, (3) deslocamentos e (4) supressões. UMA FRASE NA ORDEM DIRETA NÃO NECESSITA DE VÍRGULA. NÃO SE USA VÍRGULA 1) Entre o sujeito e o verbo. - O carro apareceu. - Apareceu o carro. 2)Entre o verbo e o objeto direto. - Ele escreveu uma carta. Obs.: Na inversão, só se usa a vírgula quando - Uma carta ele escreveu. existe objeto direto pleonástico. - Uma carta, ele a escreveu. 3) Entre o verbo e o objeto indireto. - Nós obedecemos ao diretor. Obs.: Com objeto indireto pleonástico, a - Ao diretor nós obedecemos. vírgula deve ser usada. Ex.: Ao diretor, nós lhe obedecemos. 4) Entre o verbo e o predicativo. - Eu já fui professor. Obs.: Na inversão, aparecerá a vírgula se - Professor eu já fui. houver predicativo pleonástico. Ex.: Professor, eu já o fui. 5) Entre a palavra e seu complemento - Tenho certeza da vitória. nominal. - Da vitória tenho certeza. Obs.: Com complemento pleonástico, usa- se a vírgula. Ex.: Da vitória, dela tenho certeza.
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    6) Entre apalavra e seu adjunto adnominal. - Achei o livro do professor. Observações a) O adjunto adverbial, em final de frase, normalmente, não pede vírgula. - Fiz o trabalho aqui. Na inversão, a vírgula é facultativa. - Aqui, fiz o trabalho.  Aqui fiz o trabalho. - Fiz, aqui, o trabalho.  Fiz aqui o trabalho. Isso ocorre mesmo com expressões adverbiais. - Depois de dois anos, já estávamos acostumados.  Depois de dois anos já estávamos acostumados. b) Se, mesmo na ordem direta, usarmos algo intercalado, poderão aparecer as vírgulas. - Os rapazes fizeram as compras.  Os rapazes, apesar das dúvidas, fizeram as compras. O termo apesar das dúvidas está intercalado entre o sujeito e o verbo. Ele pode ser retirado da frase, sem prejuízo da compreensão ou da correção gramatical. Como se trata de um adjunto adverbial, as vírgulas são facultativas. USE VÍRGULA - A Terra, Marte, Vênus e Saturno pertencem ao mesmo sistema NAS solar. ENUMERAÇÕE - Perdi meus óculos, minha carteira e meus documentos. S. Observe: A Terra Marte, Vênus e Saturno (1) pertencem (2) ao mesmo sistema solar (3). Sujeito Verbo Objeto Indireto A primeira frase é do Padrão 3; a segunda, do Padrão 2. Na posição 2, a vírgula estaria separando o verbo de seu objeto direto. Em ambos os casos, a vírgula estaria errada, PORQUE estaria isolando os elementos que compõem os padrões frasais básicos. Veja, também, que o “E” jamais aparece, nas ENUMERAÇÕES, acompanhado de vírgula. Um e outro se excluem: Paulo, João e Pedro assistiram a tudo. Lá encontrei Paulo, João, Pedro. Separam-se os termos de mesma classe gramatical em coordenação. - Pedi ovos, alface, farinha, vinagre. Observações a) A última vírgula pode ser trocada por e. - Pedi ovos, alface, farinha e vinagre. b) Pode-se usar e em todos os termos; é o que se conhece como polissíndeto. - Pedi ovos e alface e farinha e vinagre  Pedi ovos, e alface, e farinha, e vinagre. Como se vê, no polissíndeto as vírgulas são facultativas. USE VÍRGULA - Chegamos há duas horas, E ele ainda não nos recebeu. ANTES DAS - Volta já para casa, POIS a tempestade não demora. ORAÇÕES - Vais assinar, OU preferes decidir tudo na Justiça? INTRODUZIDA - Ela ainda não veio, MAS não deve demorar. S POR “E”, - Não sei, NEM quero saber. ‘MAS”, “OU’, IMPORTANTE: haverá vírgula antes do “E” somente quando os sujeitos “NEM” E das duas orações forem diferentes. “POIS”. Chegamos cedo E conseguimos um bom lugar. Chegamos cedo, E todos ficaram surpresos.
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    2) Orações coordenadas,com exceção das iniciadas por e, pedem vírgulas. - Estudei bem o livro, portanto sei a matéria. Observações a) Admitem-se, também, o ponto-e-vírgula e o ponto. - Estudei bem o livro; portanto sei a matéria. - Estudei bem o livro; portanto, sei a matéria. - Estudei bem o livro. Portanto sei a matéria. - Estudei bem o livro. Portanto, sei a matéria. Como se vê, usando-se ponto-e-vírgula ou ponto, depois da conjunção pode-se usar ou não uma vírgula. b) Se a conjunção coordenativa estiver depois do verbo, ficará entre vírgulas. - Estudei bem o livro; sei, portanto, a matéria. - Estudei bem o livro. Sei, portanto, a matéria. Como se vê, com o deslocamento da conjunção coordenativa devm-se usar, no início da oração, ponto-e-vírgula ou ponto, nunca a vírgula. 3) A oração coordenada iniciada por e não pede vírgula, a menos que tenha sujeito diferente da primeira. - O homem leu o jornal e assistiu à novela. - O homem leu o jornal, e a mulher assistiu à novela. Obs.: Essa vírgula, hoje em dia, já vem sendo considerada facultativa. Convém observar bem as outras alternativas para, na comparação, resolver a questão. USE VÍRGULA - No final da festa, o mordomo recontou os talheres. PARA - A poluição ambiental vem ameaçando, na última década, o futuro ASSINALAR O da humanidade. DESLOCAMENT - Quando ele nos viu, já era tarde. O DE ADJUNTO - Espero que vocês, depois de tudo terminar, não se voltem contra E ORAÇÕES mim. ADVERBIAIS. USE VÍRGULA - “Teresinha”, música de Chico Buarque, fez muito sucesso na PARA década de 80. SEPARAR O - Martinho, o goleiro, está muito fora de forma. APOSTO. - Há muito não vou a Taquara, terra de meus avós. Com o aposto explicativo. - Marcos, teu amigo, chegou cedo. Obs.: Veja como muda o sentido e a análise dos termos, quando se muda a pontuação. - - Marcos, teu amigo chegou cedo. - Agora, teu amigo é o sujeito da oração; Marcos, o vocativo. USE VÍRGULA - Édipo, vai falar com a tua mãe. PARA - Espero, meus amigos, tê-los convencido. SEPARAR O - Não sei do que está falando, minha senhora. VOCATIVO. USE VÍRGULA - Os sapos vivem na lagoa.  Os sapos, todos sabem, vivem na PARA lagoa. SEPARAR - O professor aceitou a brincadeira. Isto é: tolerou-a.  O professor QUAISQUER aceitou, isto é, tolerou a brincadeira. OUTROS - Ela é excelente datilógrafa.  Ela é, além disso, excelente ELEMENTOS datilógrafa. INTERCALADO - Robin é o verdadeiro cérebro da Dupla Dinâmica.  Robin, não S. Batman, é o verdadeiro cérebro da Dupla Dinâmica. USE VÍRGULA - O Fiat, que foi considerado o carro do ano, tem várias soluções PARA mecânicas econômicas. SEPARAR - Quero apresentar-te minha única irmã, que mora no Rio de ORAÇÕES Janeiro. ADJETIVAS. - No estádio do tricolor, o gramado, que está muito maltratado, dificulta a prática do bom futebol. USE VÍRGULA - Eu cuido das crianças; tu cuidas das malas.  Eu cuido das PARA INDICAR crianças; tu, das malas. A SUPRESSÃO - Jamais nos entenderemos. Tu preferes a serra, e eu prefiro o mar. DO VERBO.  Jamais nos entenderemos. Tu preferes a serra; eu, o mar. Nas datações, Rio de Janeiro, 22 de agosto de 2005. para separar o nome do lugar
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    Para isolar Ele é inglês, ou melhor, canadense. termos de natureza retificativa ou explicativa. Com certas Chegou tarde naquela noite, deixando a mãe bastante preocupada. orações reduzidas de gerúndio que se lêem com pausa. O PERÍODO COMPOSTO E A VÍRGULA ORAÇÕES Para pontuarmos os períodos compostos em que surjam orações subordinadas SUBORDINA substantivas, devemos prestar atenção às funções sintáticas por elas DAS exercidas. As orações subordinadas substantivas atuam como sujeito, objeto SUBSTANTI direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo e aposto. Dessas VAS E A funções, apenas a de aposto implica separação por vírgula. Assim, apenas as VÍRGULA orações subordinadas substantivas apositivas devem ser separadas por vírgula da principal. Também se podem usar dois-pontos: Só te peço uma coisa, que me deixes ir à casa de meus pais sozinha. Oração Principal Oração Subordinada Só te peço uma coisa: que me deixes ir à casa de meus pais sozinha. Oração Principal Oração Subordinada 1) As orações subordinadas substantivas não se separam da principal por meio de vírgula. - Sei que tudo se ajeitará.  oração principal: sei  oração subordinada substantiva objetiva direta: que tudo se ajeitará. Obs.: As orações subordinadas substantivas representam o sujeito, o objeto direto, o objeto indireto etc. da oração principal, ou seja, termos que não admitem vírgula por não corresponderem a uma pausa. ORAÇÕES Há duas espécies de oração subordinada adjetiva: as restritivas e as SUBORDINA explicativas. As primeiras contêm uma informação capaz de especificar, DAS individualizar o tempo a que se ligam; as explicativas contêm informação que ADJETIVAS E já consideramos parte do termo a que se ligam, constituindo simples A VÍRGULA explicitação. As restritivas não se separam por vírgulas; as explicativas são isoladas por vírgulas: O homem que vi estava vestido de azul. O homem, que é um ser social, tem sido isolado pela ambição. Muitas vezes, o papel restritivo ou explicativo da oração depende da visão que queremos transmitir: O homem, que é um ser corruptível, dá pouco valor à dignidade. (= Todos os homens são corruptíveis.) O homem que é um ser corruptível dá pouco valor à dignidade. (= Apenas aquele homem que se corrompe é que dá pouco valor à dignidade.) As orações subordinadas adjetivas explicativas exigem vírgula; as restritivas não a admitem. - O leão, que é feroz, vive nas matas.  oração subordinada adjetiva explicativa: que é feroz - O livro que consultei é excelente.  oração subordinada adjetiva restritiva: que consultei. Obs.: No primeiro exemplo, há uma pausa sensível; a oração lembra o aposto explicativo. Tal não sucede com a segunda frase.
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    ORAÇÕES Para pontuarmos os períodos em que surgem orações subordinadas SUBORDINA adverbiais, devemos considerar que essas orações têm valor de adjuntos DAS adverbiais. Assim, sua pontuação, como a dos adjuntos, depende de sua ADVERBIAIS posição no período: EA a) As orações subordinadas adverbiais pospostas à principal podem ser VÍRGULA separadas desta por vírgula. Tal vírgula não é, entretanto, obrigatória, dependendo da opção de quem escreve: - Virei aqui quando for necessário. - Agiu rapidamente, a fim de que problemas maiores não surgissem. b) Quando intercaladas à principal ou a ela antepostas, as orações subordinadas adverbiais devem ser separadas por vírgula: - Percebi, quando ainda havia tempo de escapar, a aproximação de um vulto estranho. - Como não soubéssemos o endereço exato, procuramos aquela casa a manhã toda. As orações subordinadas adverbais no final do período se separam da principal por meio de uma vírgula (facultativa); no início do período, exigem vírgula. - Ele fez o desenho, conforme lhe solicitei. - Ele fez o desenho conforme lhe solicitei. - Conforme lhe solicitei, ele fez o desenho. (obrigatória). DOIS PONTOS ANTES DE UMA CITAÇÃO: - Indignada, a jovem ruiva respondeu-lhe: “Não aceitaria isso nem que fosses o último homem da face da Terra”. - Disse Einstein: “A imaginação é mais importante que o conhecimento” ANTES DE UMA Ela teve trinta namorados, entre eles: o Ofélio, o Normélio e o ENUMERAÇÃO: Cornélio. ANTES DOS APOSTOS: Só impus uma condição: que me dessem liberdade. Peço-lhe algo, meu amigo: um pouco de paciência. (aposto da palavra algo: um pouco de paciência.) Esperava o seguinte: que pelo menos não atrapalhassem. (aposto (oração apositiva) da palavra seguinte: que pelo menos não atrapalhassem.) ANTES DE UMA “És como o rio, coração tristonho: EXPLICAÇÃO: Se ele vive a chorar de queda em queda, Vives tu a gemer de sonho em sonho.” ANTES DE UM Estou feliz neste momento: você está aqui. ESCLARECIMENTO PONTO-E-VÍRGULA PARA SEPARAR ORAÇÕES - Ontem foi um dia muito cansativo; amanhã, COORDENADAS ADVERSATIVAS E porém, teremos um dia melhor. CONCLUSIVAS CUJO CONECTIVO - Nosso tempo é muito escasso; evitaremos, ESTEJA DESLOCADO. portanto, assumir novos compromissos. quando a conjunção está depois - Trabalhou o dia inteiro; não estava, porém, do verbo cansado. Obs.: Admite-se o ponto, nunca a vírgula. - Trabalhou o dia inteiro. Não estava, porém, cansado. PARA SEPARAR ORAÇÕES DE - Para uns, a liberdade é um direito; para outros, SENTIDO OPOSTO QUE SE LIGAM ela é apenas um sonho. SEM CONJUNÇÃO.
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    PARA SEPARAR GRUPOSDE - Chorarão as mulheres, vendo que não se ORAÇÕES. guarda decoro à sua modéstia; chorarão os Sujeitos diferentes velhos, vendo que não se guarda respeito às suas cãs; chorarão os nobres, vendo que não se guarda cortesia à sua qualidade. - Ela arrumou a casa, fez a comida, lavou a roupa; ele aparou a grama e lavou a varanda. Obs.: Admite-se o ponto, nunca a vírgula. - Ela arrumou a casa, fez a comida, lavou a roupa. Ele aparou a grama e lavou a varanda. PARA FAZER UMA PAUSA MAIOR, - Os alunos, que moravam no alojamento, PRINCIPALMENTE EM FRASES resolveram escrever às suas famílias; fizeram LONGAS, SEM NECESSIDADE DO isso à noite, um pouco antes do jantar. EMPREGO DO PONTO. PARA SEPARAR OS ITENS DE UMA - Mandaram para a fábrica os seguintes itens: ENUMERAÇÃO. - a) papel branco; - b) cola especial; - c) cartuchos para impressora. ASPAS PARA DESTACAR UMA A palavra “chuva” em Português é originária do Latim. EXPRESSÃO. PARA DESTACAR - Irei ao “shopping” comprar uma televisão. ESTRANGEIRISMO, NEOLOGISMO - Ele compõe mal; é um autêntico “musicida”. OU GÍRIA. - A mulher usava um belo “peignoir”. - Não seja “careta”, rapaz. PARA MARCAR UMA IRONIA. - Minha “querida” sogra é uma jararaca. - Ele é um “sábio”. (Quando se quer dizer o contrário.) Para marcar uma citação ou - Quando vamos entender que somos mais que transcrição. simples corpos?” (John Lennon) - Disse Sófocles: “A coisa mais bela consiste em ser útil ao próximo”. Em nomes de publicações em - Já li “Os Sertões”. geral. - A “Época” publicou essas denúncias. Obs.: As aspas, aqui, não são obrigatórias. TRAVESSÃO PARA SUBSTITUIR AS - Gostaria de ser um Engenheiro; minha mãe – contra VÍRGULAS. principalmente o meu desejo – matriculou-me no Colégio Militar. com os termos explicativos. - Um trabalho − tua tese − foi bastante elogiado. (aposto explicativo: tua tese) - Os operários da fábrica − os quais ninguém conhecia − fizeram uma manifestação. (oração subordinada adjetiva explicativa: os quais ninguém conhecia) PARA INSERIR UM - A miséria no Brasil – isso é vergonhoso! – atinge 50% COMENTÁRIO DO AUTOR. da população. Para pôr em destaque - iremos todos − e isso é indiscutível − a seu palavras, orações, períodos. casamento. Para introduzir, nos diálogos, - Preciso de ajuda. a fala dos interlocutores. - Para quê? - Para encontrar meus óculos. PARÊNTESES Servem para intercalar, no texto, qualquer informação acessória. Eis algumas: 1) Qualquer indicação, de ordem explicativa - Havia muitas pessoas na sala (eu sei ou não, que o autor julgar importante. porque estava lá), mas o pedido não foi votado.
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    2) Para apresentarindicações bibliográficas. - “Em 1139 ou 1140, intitulando-se claramente Rei, D. Afonso Henriques sela em definitivo a independência de Portugal.” ( Serafim da Silva Neto, História da Língua Portuguesa, pág. 362, Rio de Janeiro, 1979.) 3) Para indicar a sigla de um estado, quando - Morava em Mariana (MG), quando é citada a cidade. seus avós faleceram. Para explicar a correspondência entre - Na época, paguei pelo quadro moedas diferentes. US$400,00 (R$1.200,00) PONTO 1) Para encerrar um período sem - Solicitaram a todos que se apresentassem às exclamação ou interrogação. quatro horas. 2) Em determinadas situações - Saiu cedo. Perdeu, contudo, a novela. em que também se pode usar o - Saiu cedo; perdeu, contudo, a novela. ponto-e-vírgula. 3) Na maioria das abreviaturas. - p. ou pág. (página), sr. (senhor), ap. ou apart. (apartamento), cia. (companhia), adj. (adjetivo) Obs.: Não se usa ponto nos símbolos técnicos; eles são grafados com letras minúsculas e sem s de plural. - h (hora ou horas), m (metro ou metros), m ou min (minuto ou minutos), dm (decímetro ou decímetros). PONTO DE EXCLAMAÇÃO Não há regras. Ele é empregado quando se quer ou se precisa dar um caráter exclamativo. - Fogo! - Cuidado com a cabeça! - Não faça isso, garoto! Obs.: O vocativo, em princípio, não exige a exclamação. Depende da frase ou da entonação que se queira conferir a ela. PONTO DE INTERROGAÇÃO Também aqui não há regras. Sendo uma pergunta, usa-se o ponto de interrogação. Depende da leitura e do sentido da frase. - Quem gritou? - Ainda há pessoas esperando? - Você não irá? Observações a) Nas interrogações indiretas, desaparece o ponto de interrogação. - Não sabemos quem gritou. b) Veja a diferença. - Você ainda não entendeu. (frase declarativa) - Você ainda não entendeu? (frase interrogativa) - Você ainda não entendeu! (frase exclamativa) - Você ainda não entendeu?! (frase exclamativa e interrogativa. Na última frase, a pessoa faz um pergunta, mas, como está admirada, também exclama. Nesse caso, usam-se os dois sinais de pontuação. RETICÊNCIAS 1) Geralmente são empregadas para indicar - Ele estava saindo e... a interrupção de algo que se está dizendo. - Prometeu ajuda a todos, mas...bem, não importa o que ocorreu. 2) Para valorizar uma palavra ou expressão. - Ele falou muitas...bobagens. 13.REDAÇÃO 14.INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS Interpretar textos não é tarefa simples ou mecânica. Não há regras explícitas: a cada concurso, os textos são diferentes e, por conseqüência, as questões são também diversas. A interpretação de textos será melhor quanto mais o concursando tiver acesso a diferentes
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    tipos de textos(livros, revistas, jornais, etc.). De qualquer modo, há algumas dicas que, seguidas, podem facilitar a tarefa de interpretação de um texto no concurso. - Leia atentamente o texto e o enunciado da questão. Muitos erros são cometidos pelo fato de o concursando não ler com atenção o enunciado. Quem elabora a prova já prevê essa possibilidade, incluindo alternativas coerentes com uma leitura desatenta ou errada do enunciado da questão. - Sublinhe e circule a lápis ou caneta marca-texto (se permitida) aspectos que se mostrarem importantes no texto. Essas partes sublinhadas serão mais facilmente identificadas em uma segunda leitura. - Leia o enunciado da questão destacando as palavras-chave. Além disso, procure observar os seguintes aspectos: 1) Objetividade É necessário, a fim de se realizar uma boa interpretação de textos de concursos, ter, acima de tudo, uma postura de objetividade na análise do texto. A objetividade pode ser posta em prática a partir do momento em que o concursando evitar utilizar suas opiniões acerca do assunto tratado notexto. Para isso, devem-se seguir as três leis básicas da interpretação: a) Abrir mão de TODOS os pressupostos, ou seja, não considerar informações prévias acerca do assunto, conceitos pré-concebidos e opiniões, mesmo que sejam válidos fora do texto. b) Sempre justificar a resposta com base no contexto, isto é, não utilizar justificativas externas ao texto, mesmo que corretas e comprovadas pelo mundo “lá fora”. c) A verdade está no texto. Mesmo que se discorde de algum ponto de vista ou informação expressa no texto, o que vale na prova é o que estiver escrito nele. 2) Tipos de questão Há alguns tipos de questão comuns em concursos: a) Inferência, pressuposição ou suposição. É um tipo de questão muito especial, pois é o único cuja conclusão não necessita estar explícita: pode-se chegar a ela por meio de informações explicitadas no texto. b) Polissemia. É a possibilidade de uma mesma palavra ter diferentes significados em diferentes contextos. Exemplos: membro superior de uma ave parte de um avião ASA mau cheiro nas axilas alça da xícara (na linguagem popular) c) Denotação e conotação. Denotação é linguagem literal, mais próxima ao concreto, que não necessita de interpretação a fim de ser compreendida. Ex.: O garoto teve seu braço quebrado durante a partida de futebol. Conotação é linguagem figurada, em que o leitor precisa contextualizar a informação a fim de compreendê-la. Ex.: Não vou dar meu braço a torcer na reunião da diretoria. d) Campo semântico. É um conjunto de palavras cujo significado gira em torno do mesmo eixo temático. Ex.: CASAMENTO => noivos, igreja, festa, alianças, filhos, amor, compromisso. e) Sinonímia. Palavras cujo significado é muito próximo. Ex.: morte, falecimento, óbito. f) Tema. Para se chegar ao tema de um texto, é necessário notar as seguintes diferenças (vamos tomar como exemplo o filme Titanic): f.1) Exemplo: é muito específico diante do tema. É um elemento descartável e substituível no texto. Ex.: o iceberg contra o qual o navio colidiu. f.2) Periferia: é ampla e abrangente em excesso diante do tema. É o que se chama de pano de fundo: está presente o tempo todo, mas não é o foco. Ex.: o próprio navio. f.3) Tema: deve estar presente no início, no meio e no final do texto, ou seja, deve possuir duração. É o foco sem o qual o texto perde sentido, ou seja, não pode ser substituído ou
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    descartado. Ex.: oromance entre Rose e Jack.