educacionalMaterial do professor
Caderno
Material de apoio 4º bimestre
LÍNGUA
PORTUGUESA
LÍNGUA
PORTUGUESA
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educacionalMaterial do professor
CadernoCaderno
Material de apoio 4º bimestre
LÍNGUA
PORTUGUESA
LÍNGUA
PORTUGUESA
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Marconi Ferreira Perillo Júnior
Governador do Estado de Goiás
Thiago Mello Peixoto da Silveira
Secretário de Estado da Educação
Raph Gomes Alves
Superintendente de Inteligência Pedagógica e Formação
Márcia rejane Martins da Silva Brito
Chefe do Núcleo da Escola de Formação
Valéria Marques de Oliveira
Gerente de Formação Central
Expediente
Gerência de Formação Central
Elaboradores
Ana Christina de Pina Brandão
Arminda Maria de Freitas Santos
Débora Cunha Freire
Edinalva de Carvalho
Joanede Aparecida Xavier de Souza Fé
Lívia Aparecida da Silva
Marilda de Oliveira Rodovalho
Rosely Aparecida Wanderley Araújo
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O Governo do Estado de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da
Educação(SEDUC),criouo“PactopelaEducação”comoobjetivodeavançar
naofertadeumensinoqualitativoàscrianças,jovenseadultosdonossoEstado.
Assim, busca-se adotar práticas pedagógicas de alta aprendizagem.
Dessa forma, estamos desenvolvendo, conjuntamente, várias ações, dentre
elas,aproduçãodestematerialdeapoioesuporte.Elefoiconcebidotendopor
finalidadecontribuircomvocê,professor,nassuasatividadesdiáriase,também,
buscando melhorar o desempenho de nossos alunos. Com isso, espera-se
amenizar o impacto causado pela mudança do Ensino Fundamental para o
Médio, reduzindo assim a evasão, sobretudo na 1ª série do Ensino Médio.
Lembramos que a proposta de criação de um material de apoio e suporte
sempre foi uma reivindicação coletiva de professores da rede. Proposta esta
quenãopodeserviabilizadaantesemfunçãodadiversidadedeCurrículosque
eram utilizados. A decisão da Secretaria pela unificação do Currículo para
todo o Estado de Goiás abriu caminho para a realização de tal proposta.
Trata-se do primeiro material, deste tipo, produzido por esta Secretaria,
sendo,dessaforma,necessáriosalgunsajustesposteriores.Porisso,contamos
comasuacolaboraçãoparaampliá-lo,reforçá-loemelhorá-lonaquiloquefor
preciso. Estamos abertos às suas contribuições.
Sugerimos que este caderno seja utilizado para realização de atividades
dentroeforadasaladeaula.Esperamos,comsuaajuda,fazerdesteumobjeto
de estudo do aluno, levando-o ao interesse de participar ativamente das aulas.
Somando esforços, este material será o primeiro de muitos e, com certeza,
poderá ser uma importante ferramenta para fortalecer sua prática em sala de
aula.Assim,nósoconvidamospara,juntos,buscarrmosoaperfeiçoamentode
ações educacionais, com vistas à melhoria dos nossos indicadores,
proporcionando uma educação mais justa e de qualidade.
A proposta de elaboração de outros materiais de apoio continua e a sua
participação é muito importante. Caso haja interesse para participar dessas
elaborações, entre em contato com o Núcleo da Escola de Formação pelo e-
mail cadernoeducacional@seduc.go.gov.br
Bom trabalho!
Apresentação
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Romance
Levantamentodosconhecimentosprévios/Introduçãoaosestudosdogênero ......09
Aula 1...........................................................................................................................09
Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero...................................................12
Aula 2...........................................................................................................................12
Aula 3...........................................................................................................................19
Aula 4...........................................................................................................................20
Aula 5...........................................................................................................................23
Aula 6...........................................................................................................................25
Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero...........................................30
Aula 7...........................................................................................................................30
Aula 8...........................................................................................................................30
Aula 9...........................................................................................................................31
Aula 10 ........................................................................................................................34
Teatro
Levantamentodosconhecimentosprévios/Introduçãoaosestudodosgênero ......39
Aula 11.........................................................................................................................39
Ampliaçãodosconhecimentossobreogênero...................................................................41
Aula 12.........................................................................................................................41
Aula 13.........................................................................................................................45
Aula 14..................................................................................................................................51
Aula 15.........................................................................................................................53
Aula 16.........................................................................................................................55
Aula 17.........................................................................................................................61
Aula 18.........................................................................................................................62
Aula 19.... ...................................................................................................................63
Aula 20.........................................................................................................................65
Sistematizaçãodosconhecimentossobreogênero...........................................................68
Aula 21.........................................................................................................................68
Aula 22.... ...................................................................................................................69
Aula 23.........................................................................................................................69
Aula 24.... ...................................................................................................................70
Aula 25.........................................................................................................................72
Referências..................................................................................................................74
Sumário
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língua portuguesa
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Romance
Professor(a), vamos trabalhar com o gênero Romance: gênero literário, geralmente longo, que pode
acontecer em lugares/espaços variados e organizado com mais de um conflito.
Lembre-se, professor (a), de que o seu entusiasmo e o gosto pela leitura de romances poderão motivar
seus (suas) alunos (as) a lerem esse gênero literário.
Vale ressaltar, também, que, antes de iniciar os estudos de qualquer gênero, é fundamental que você estude
e pesquise sobre suas características.
Então, vamos lá! Pesquise, estude e desenvolva um rico trabalho sobre romance com as suas turmas de 9º ano!
Levantamento dos conhecimentos prévios/
Introdução ao estudo do gênero.
Objetivo geral
• Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Romance, explorando as práticas
de oralidade, leitura e escrita.
aula 01
O que devo aprender nesta aula
u Ler com fluência e boa entonação.
u Ler com fluência e autonomia o romance em estudo, observando forma, estilo,conteúdo função social.
u Reconhecer elementos de literariedade no texto.
u Compreender a importância do contexto histórico no gênero.
u Valorizar a leitura do romance como fonte de entretenimento e prazer.
• Pode-se dizer que estas canções são românticas? Por quê?
• Analise as semelhanças e as diferenças entre as canções ouvidas.
• Assim como as músicas ouvidas, você acha que todo romance é romântico? Justifique.
• Você já leu algum romance? Qual? Quem o escreveu? Pode ser caracterizado como romântico? Por quê?
Práticas de oralidade e leitura
Professor (a), prepare o ambiente para receber os seus alunos. Construa um clima romântico. No centro da
sala, coloque um tapete com algumas almofadas e, para sensibilizar os estudantes, apresente-lhes letras de
músicas românticas modernas e antigas. Se achar necessário, além da leitura, apresente os vídeos das músicas
aos alunos. Os endereços seguem abaixo das letras.
Determine um momento para que os alunos leiam e comentem as diferenças de época nas letras das músicas. Mostre
aosestudantesque,comoasépocas,oscostumes,alinguagemeamaneiradedeclararossentimentostambémmudam.
Aproveite a discussão para fazer os seguintes questionamentos aos estudantes:
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língua portuguesa
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Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai, que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar
Meu amor juro por Deus
Me sinto incendiar
Meu amor juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais la ra ra ra...
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar
( La ra ri ra ra ra...)
( La ra ri ra ra ra...)
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai, que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar
Meu amor juro por Deus
Me sinto incendiar
Meu amor juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais la ra ra ra...
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor e só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar
Precisa se casar, precisa se casar (repete até o fim)
Pela Luz dos Olhos Teus
Tom Jobim e Miucha
Tu és, divina e graciosa
Estátua majestosa do amor
Por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor
Se Deus me fora tão clemente
Aqui nesse ambiente de luz
Formada numa tela deslumbrante e bela
Teu coração junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rósea cruz
Do arfante peito seu
Tu és a forma ideal
Estátua magistral oh alma perenal
Do meu primeiro amor, sublime amor
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração sepultas um amor
O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza
Perdão, se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh flor meu peito não resiste
Oh meu Deus o quanto é triste
Rosa
Pixinguinha
http://letras.mus.br/tom-jobim/73343/#selecoes/49022/
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língua portuguesa
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A incerteza de um amor
Que mais me faz penar em esperar
Em conduzir-te um dia
Ao pé do altar
Jurar, aos pés do onipotente
Em preces comoventes de dor
E receber a unção da tua gratidão
Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te até meu padecer
De todo fenecer
http://letras.mus.br/pixinguinha/30843/
http://letras.mus.br/claudinho-e-buchecha/47176/
Avião sem asa,
Fogueira sem brasa,
Sou eu assim, sem você
Futebol sem bola,
Piu-piu sem Frajola,
Sou eu assim, sem você...
Porque é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim...
Amor sem beijinho,
Buchecha sem Claudinho,
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço,
Namoro sem abraço,
Sou eu assim sem você...
Tô louco prá te ver chegar
Tô louco prá te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração...
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver,
Mas o relógio tá de mal comigo.
Por quê? Por quê?
Neném sem chupeta,
Romeu sem Julieta,
Sou eu assim, sem você
Carro sem estrada,
Queijo sem goiabada,
Sou eu assim, sem você...
Você...
Porque é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim...
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas prá poder te ver,
Mas o relógio tá de mal comigo...
Fico Assim Sem Você
Claudinho e Buchecha
Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?
Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram
EduardoeMônicaumdiaseencontraramsemquerer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse
Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir
Festa estranha, com gente esquisita
Eu não tô legal, não aguento mais birita
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
É quase duas, eu vou me ferrar
Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de camelo
O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Eduardo e Mônica
Legião Urbana
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PRÁTICA DE ESCRITA - DESAFIO
Caro(a)aluno(a),pesquiseadiferençaentre“romance”e“romantismo”e tragaoresultadodasuapesquisa
na próxima aula.
Mas a menina tinha tinta no cabelo
Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
VanGoghedosMutantes,deCaetanoedeRimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema
Escola, cinema, clube, televisão
Emesmocomtudodiferente,veiomesmo,derepente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser
Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar (não!)
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz
Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram
Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação
E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?
http://letras.mus.br/legiao-urbana/22497/
Ampliaçãodosconhecimentossobreogênero
Objetivo geral
•AmpliarosconhecimentossobreogêneroRomance,explorandoaspráticasdeoralidade,leitura,escritaeanáliselinguística.
aula 02
O que devo aprender nesta aula
u Ler capítulos de romances, utilizando as estratégias da leitura como mecanismos de interpretação dos textos:
•Formulação de hipóteses (antecipação e inferência).
•Verificação de hipóteses (seleção e checagem).
u Ler capítulos de romances, observando forma, conteúdo, estilo e função social.
u Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
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língua portuguesa
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Disponívelem http://obelletrista.wordpress.com/2012/10/10/conceito-e-caracteristicas-do-romance/
Professor (a), inicie esta aula socializando as pesquisas realizadas pelos alunos. Neste momento, é fundamental
a sua mediação para a sistematização dos conceitos pesquisados. Esclareça-lhes que no século XVIII, o romance
tornou-se o porta-voz das ambições e desejos das pessoas da época, constituindo uma forma de passatempo
e de fuga do cotidiano. O escritor era pago para oferecer uma imagem otimista e leve da vida. Era o romance
romântico, que trazia história de encontros, casamentos, realização de sonhos e desilusões.
Assim, a palavra romance passou a designar um estilo literário dotado de profundo sentimentalismo,
inicialmente narrado em verso e, posteriormente, em prosa. Entretanto, isso muda no período contemporâneo,
quando várias temáticas são abordadas de diversas formas e diferentes estilos.
Apresentamos,abaixo,também,pequenosconceitosdostermossolicitadosacima,quepoderãosomar-seàssuas
pesquisas em relação ao estudo deste gênero literário e auxiliá-lo(a) no momento de sistematizar esta atividade
ROMANCE é uma forma literária do gênero narrativo literário que transpõe para a ficção a experiência humana.
Suas características são a narrativa longa, geralmente dividida em capítulos, os personagens variados em torno das
quais acontece a história principal e também histórias paralelas a essa, pode apresentar espaço e tempo variados.
No romance, a metrificação, muito utilizada no verso, é abandonada e a prosa de tom relativamente coloquial
torna-se uma característica da linguagem narrativa.
Os personagens do romance são fictícios, vivendo acontecimentos imaginários. Os personagens centrais (heróis)
passam a ser homens comuns vivendo dramas corriqueiros como complicações sentimentais, sociais ou financeiras.
Eles são abordados por inteiro, ficando a alma fraturada entre os desejos íntimos e a realidade quase sempre hostil,
apresentando uma complexidade maior.
Com o romance nasce a análise psicológica e o conflito interior dos personagens são temas recorrentes, além
dos conflitos dos indivíduos com o mundo, sobretudo na luta contra as normas sociais e os preconceitos.
Sede de amor, de justiça e de dignidade humana que impelem ao desejo de mudança de um mundo, geralmente
insensível e injusto são comumente abordados no romance. No entanto, o resultado desse esforço é, na maioria das
vezes, o fracasso. Desamparado, o personagem ou adere à ordem opressiva ou sucumbe à desilusão, à loucura e até
à morte. Porém algumas obras do gênero o herói triunfa.
Disponívelem http://pt.wikipedia.org/wiki/Romantismo
Acessadoem 13/06/2013.
ROMANTISMO foi um movimento artístico, político e filosófico surgido nas últimas décadas do século XVIII
na Europa que perdurou por grande parte do século XIX.Caracterizou-se como uma visão de mundo contrária ao
racionalismo e ao iluminismo e buscou um nacionalismo que viria a consolidar os estados nacionais na Europa.
Inicialmente apenas uma atitude, um estado de espírito, o Romantismo toma mais tarde a forma de um
movimento, e o espírito romântico passa a designar toda uma visão de mundo centrada no indivíduo. Os autores
românticos voltaram-se cada vez mais para si mesmos, retratando o drama humano, amores trágicos, ideais utópicos
e desejos de escapismo.
O termo romântico refere-se ao movimento estético ou, em um sentido mais lato, à tendência idealista ou poética
de alguém que carece de sentido objetivo.
O Romantismo é a arte do sonho e fantasia. Valoriza as forças criativas do indivíduo e da imaginação popular.
Opõe-se à arte equilibrada dos clássicos e baseia-se na inspiração fugaz dos momentos fortes da vida subjetiva: na
fé, no sonho, na paixão, na intuição, na saudade, no sentimento da natureza e na força das lendas nacionais.
Prática de oralidade
Conceito
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• Seus avós já contaram a vocês como era o namoro, antigamente? Comente.
• Atualmente, como o amor é retratado nas músicas, novelas e nos filmes?
• Qual a sua opinião sobre as diferentes formas de viver o amor?
• Você já leu uma história romântica? Qual?
• Como o amor é abordado nesta história?
Agora você terá oportunidade de apresentar ao (à) seu (sua) professor (a) e colegas a pesquisa que realizou.
Vamos lá: leia ou fale, espontaneamente, o que conseguiu apreender sobre romance e romantismo!
Caro(a) estudante, faça a leitura do capítulo 21 do romance “A Moreninha” – de Joaquim Manuel de Macedo.
Procure fazer uma leitura interpretativa dessa história romântica, registrando no seu caderno as palavras
desconhecidas, que comprometam o entendimento do texto.
Professor(a),apósestasocialização,antecipe-lhesaleituraaserrealizada,aseguir,comalgumasquestõesnorteadoras:
Professor(a),agoraproponhaaosestudantesaleiturasilenciosadocapítulo21doromanceromântico“AMoreninha”,
de Joaquim Manuel de Macedo. Mas, lembre-se de que é necessário contextualizá-la. Como o capítulo escolhido é
um dos últimos do livro, é imprescindível que você os situe em relação ao enredo, o espaço e as personagens desta
narrativa.Para tanto,faça um estudo antecipado desta obra e seu autor e apresente-os a seus alunos.
Por ser um romance escrito no século XIX, certamente seus alunos encontrarão dificuldade na compreensão
do vocabulário utilizado. Nesse caso, solicite-lhes que, durante a leitura, registrem no caderno as palavras e
expressões que comprometerem o entendimento da história, para uma discussão posterior. Vale ressaltar,
aqui, a importância da inferência, como estratégia de leitura: mesmo não conhecendo a palavra, o(a) leitor(a)
poderá inferir-lhe um significado pelo contexto.
Prática de leitura
Raiou o belo dia, que seguiu a sete outros, passados entre sonhos, saudades e esperanças. Augusto está viajando, e
já não é mais aquele mancebo cheio de dúvidas e temores da semana passada; é um amante que acredita ser amado e
que vai, radiante de esperanças, levar à sua bela mestra a lição de marca que lhe foi passada.
O prognóstico de d. Carolina, na gruta encantada, vai-se verificando: Augusto está completamente esquecido da
aposta que fez e do camafeu que outrora deu à sua mulher. Um bonito rosto moreninho fez olvidar todos esses episódios
da vida do estudante. D. Carolina triunfa, e seu orgulho de despotazinha de quantos corações conhece deveria estar
altaneiro, se ela não amasse também.
Como da primeira vez, Augusto vê o dia amanhecer-lhe no mar; e, como na passada viagem, avista sobre o rochedo
o objeto branco, que vai crescendo mais e mais, à medida que seu batelão se aproxima, até que distintamente conhece
nele a elegante figura de uma mulher, bela por força; mas desta vez, não como da outra, essa figura se demora sobre o
rochedo, não desaparece como um sonho, é uma bonita realidade: é d. Carolina que só desce dele para ir receber o
feliz estudante que acaba de desembarcar.
— Minha bela mestra!
— Meu aprendiz!... Já sei que traz o nome bem marcado.
Oh! Sempre precisarei que me queira puxar as orelhas.
— Não, eu não farei tal na lição de hoje.
— E se eu merecer?
— Talvez.
— Então errarei toda a lição.
Eles se sorriam, mas Filipe acaba de chegar e todos três vão pela avenida se dirigindo à casa.
A Moreninha
Capítulo XXI – 2º Domingo: Brincando com bonecas
Joaquim Manuel de Macedo
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língua portuguesa
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Ter a ventura de receber o braço de uma moça bonita e a quem se ama, apreciar sobre si o doce contato de uma
bem torneada mão que tantas noites se tem sonhado beijar; roçar às vezes com o cotovelo um lugar sagrado; voluptuoso
e palpitante; sentir sob sua face o perfumado bafo que se esvaiu dentre os lábios virginais e nacarados, cujo sorrir se
considera um favor do céu; o apanhar o leque que escapa da mão que estremeceu, tudo isso... mas para que divagações?
Que mancebo há aí, de dezesseis anos por diante, que não tenha experimentado esses doces enleios, tão leves para a
reflexão e tão graves e apreciáveis para a imaginação de quem ama? Pois bem, Augusto os está gozando neste momento;
mas, porque só a ele é isto de grande intimidade e convém dizer apenas o que absolutamente se faz preciso, pode-se,
sem inconveniente, abreviar toda a história de duas boas horas, dizendo-se: almoçaram e chegou a hora da lição.
— Vamos, disse d. Carolina a Augusto, que estava já assentado a seus pés e em sua banquinha; vamos, meu aprendiz,
o senhor comprometeu-se a trazer-me um nome marcado pela sua mão; que nome marcou?
— Entendi que devia ser o nome da minha bela mestra.
Ela não esperava outra resposta.
— Vamos, pois, ver a sua obra, continuou, e creia que estou disposta a perdoar-lhe, como fiz na lição passada.
Venha a marca.
Augusto apresentou então um finíssimo lenço aos olhos da sua bela mestra, que teve de ler em cada ângulo dele o
nome Carolina e no centro o dístico Minha bela mestra. Tudo estava primorosamente trabalhado, e preciso é confessar:
o aprendiz havia marcado melhor do que nunca o tivera feito d. Carolina.
Augusto esperava com ansiedade ver brilhar nos olhos de sua bonita querida o prazer da gratidão, e fruía já de
antemão o terno agradecimento com que contava, quando viu, com espanto, que sua bela mestra ia gradualmente
corando e por fim se fez vermelha de cólera e de despeito.
Nunca a mão grosseira de um homem poderia marcar assim!... disse ela a custo.
— Mas minha bela mestra...
— Eu quero saber quem foi! exclamou com força.
— Eu não entendo...
— Foi uma mulher! Isso não carece que me diga. Uma moça lhe marcou este lenço para o senhor vir zombar e rir-
se de mim, de minha credulidade, de tudo!...
— Minha senhora...
— Vejam!... Já nem quer chamar-me sua mestra!... Agora só sabe dizer minha senhora!...
A interessante jovem acabava de ser inesperadamente assaltada de um acesso de ciúme. Augusto estava espantado
e a sra. d. Ana, levantando os olhos ao escutar a última exclamação de sua neta, viu-a correndo para ela.
Que é isto, menina? perguntou.
— Veja, minha querida avó: aqui está a marca que ele me traz! Eu queria um nome muito mal feito, uma barafunda
que se não entendesse, o pano suado e feio, tudo mau, tudo péssimo, e eu me riria com ele. Sabe, porém, o que fez?
Foi para a Corte tomar outra mestra, que não há de ter a minha paciência nem o meu prazer, mas que marca melhor
que eu, que é mais bonita!... Veja, minha querida avó; ele tem outra mestra, outra bela mestra!...
E dizendo isto, ocultou o rosto no seio da extremosa senhora e começou a soluçar.
— Que loucura é essa, menina? Que tem que ele tomasse outra mestra? Pois por isso choras assim?
— Mas nem me quer dizer o nome dela!... Que me importa que seja moça ou bonita? Nada tenho com isso, porém
quero saber-lhe o nome, só o nome!...
Então ela ergueu-se e, com os olhos ainda molhados, com a voz entrecortada, mas com toda a beleza da dor e
delírio do ciúme, voltou-se para Augusto e perguntou:
— Como se chama ela?
— Juro que não sei.
— Não sabe?...
— Quis trazer um lenço bem marcado para ostentar meus progressos e motivar alguns gracejos e mandei-o
encomendar a uma senhora muito idosa, que vive destes trabalhos.
— Muito idosa?
—É a verdade.
— Não lhe deram este lenço?
— Paguei-o.
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língua portuguesa
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— Pois eu rasgo...
— Pode-o fazer.
— Ei-lo em tiras.
— Que fazes, Carolina? exclamou a sra. d. Ana, querendo, já tarde, impedir que sua neta rasgasse o lenço.
— Fez o que cumpria, minha senhora, acudiu Augusto: exterminou o mau gênio que acaba de fazê-la chorar.
— E que importa que eu rasgasse um lenço, minha querida avó? Peço-lhe licença para dar um dos meus ao sr.
Augusto.
A sra. d. Ana, que começava a desconfiar da natureza dos sentimentos da mestra e do aprendiz, julgou a propósito
não dar resposta alguma, mas nem com isso desnorteou a viva mocinha que, tirando da sua cesta de costura um lenço
recentemente por ela marcado, o ofereceu a Augusto, dizendo:
— Eu não admito uma só desculpa, não desejo ver a menor hesitação; quero que aceite este lenço.
Augusto olhou para a sra. d. Ana, como para ler-lhe n’alma o que ela pensava daquilo.
— Pois rejeita um presente da minha neta? perguntou a amante avó.
A resposta de Augusto foi um beijo na prenda de amor.
— Agora, que já estamos bem, disse ele, vamos à minha lição.
— Não, não, respondeu a bela mestra, basta de marcar; não me saí bem do magistério, chorei diante do meu
aprendiz, não falemos mais nisto.
— Então fui julgado incapaz de adiantamento?
— Ao contrário, pelo trabalho que trouxe, vi que o senhor estava adiantado demais; porém, sou eu quem tem
outros cuidados.
— Já tem cuidados?...
— Quem é que deles não carece?... O pai de família tem os filhos, o senhor, os seus livros e eu, que sou criança,
tenho as minhas bonecas. Quer vê-las?
— Com o maior prazer.
Um momento depois a sala estava invadida por uma enorme quantidade de bonecas, cada uma das quais tinha
seus parentes, seus vestidos, jóias e um número extraordinário de bugiarias, como qualquer moça da moda as tem no
seu toucador.
Ora, o tal bichinho chamado amor é capaz de amoldar seus escolhidos a todas as circunstâncias e de obrigá-los a
fazer quanta parvoíce há neste mundo. O amor faz o velho criança, o sábio doido, o rei humilde cativo; faz mesmo às
vezes, com que o feio pareça bonito e o grão de areia um gigante. O amor seria capaz de obrigar a um coxo a brincar
o tempo-será, a um surdo o companheiro companhão e a um cego o procura quem te deu. O amor foi O inventor das
cabeleiras, dos dentes postiços que... mas, alto lá! Que isto é bulir com muita gente; enfim, o amor está fazendo um
estudante do quinto ano de medicina passar um dia inteiro brincando com bonecas.
Com efeito, Augusto já sabe de cor e salteados todos os nomes dos membros daquela família, conhece os diversos
graus de parentesco que existem entre eles, acalenta as bonecas pequenas, despe umas e veste outras, conversa com
todas, examina o guarda-roupa, batiza, casa; em uma palavra, dobra-se aos prazeres de sua bela mestra, como uma
varinha ao vento.
No entanto a sra. d. Ana os observa cuidadosa; tem simpatizado muito com Augusto, mas nem por isso quer
entregar todo o futuro do objeto que mais ama no mundo, ao só abrigo do nobre caráter e sérias qualidades que tem
reconhecido no mancebo.
Como de costume, a tarde teve de ser empregada em passeios à borda do mar e pelo jardim. O maior inimigo do
amor é a civilidade; Augusto o sentiu, tendo de oferecer o braço à sra. d. Ana, mas esta lhe fez cair a sopa no mel,
rogando-lhe que o reservasse para sua neta.
Filipe acompanhava sua avó e na viva conversação que entretinham, o nome de Augusto foi mil vezes pronunciado.
Uma vez Augusto e Carolina, que iam adiante, ficaram distantes do par que os seguia.
A mão da bela Moreninha tremia convulsamente no braço de Augusto e este apertava às vezes contra seu peito,
como involuntariamente, essa delicada mão; alguns suspiros vinham também perturbá-los mais e havia dez minutos
eles se não tinham dito uma palavra.
Em uma das ruas do jardim duas rolinhas mariscavam; mas ao sentirem passos, voaram e pousando não longe, em
um arbusto, começaram a beijar-se com ternura; e esta cena se passava aos olhos de Augusto e Carolina!...
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língua portuguesa
17
Igual pensamento, talvez, brilhou em ambas aquelas almas, porque os olhares da menina e do moço se encontraram
ao mesmo tempo e os olhos da virgem modestamente se abaixaram e em suas faces se acendeu um fogo, que era o do
pejo. E o mancebo, apontando para as pombas, disse:
— Elas se amam!
E a menina murmurou apenas:
— São felizes!
— Pois acredita que em amor possa haver felicidade?
— Às vezes.
— Acaso já tem a senhora amado?
— Eu?!... E o senhor?
— Comecei a amar há poucos dias.
A virgem guardou silêncio e o mancebo, depois de alguns instantes, perguntou tremendo:
— E a senhora já ama também?
Novo silêncio; ela pareceu não ouvir, mas suspirou. Ele falou menos baixo:
— Já ama também?...
Ela baixou ainda mais os olhos e com voz quase extinta disse:
— Não sei... talvez.
— E a quem?...
— Eu não perguntei a quem o senhor amava.
—Quer que lho diga?...
—Eu não pergunto.
— Posso eu fazê-lo?
— Não... não lho impeço.
—É a senhora.
D.Carolina fez-se cor-de-rosa e só depois de alguns instantes pôde perguntar, forcejando um sorriso:
— Por quantos dias?
— Oh! Para sempre! Respondeu Augusto, apertando-lhe vivamente o braço. Depois ainda continuou:
— E a senhora não me revela o nome feliz?...
— Eu não... não posso...
— Mas por que não pode?
— Por que não devo.
— E nunca o dirá?!
— Talvez um dia.
— E quando?...
— Quando estiver certa que ele não me ilude.
— Então... ele é volúvel?...
— Ostenta sê-lo...
— Oh!... Pelo céu! ... Acabe de matar-me! ... Basta o nome pronunciado bem em segredo, bem no meu ouvido,
para que ninguém o possa ouvir, nem a brisa o leve... Pelo céu!...
— Senhor!...
— Um só nome lhe peço!...
— É impossível! ... Eu não posso!...
— Se eu perguntasse?...
— Oh!... Não!...
— Serei eu?...
A virgem tremeu toda e não pôde responder. Augusto lhe perguntou ainda, com fogo e ternura:
— Serei eu?...
A interessante Moreninha quis falar... não pôde mas, sem o pensar, levou o braço do mancebo até o peito e lhe
fez sentir como o seu coração palpitava.
— Serei eu?... perguntou uma terceira vez Augusto com requintada ternura.
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língua portuguesa
18
PRÁTICA DE ESCRITA - DESAFIO
Retomeotexto,destavezparadarumsinônimoàspalavrassublinhadasque,possivelmente,coincidem
comasquevocêregistrounocaderno,durantealeitura.Procureinferir-lheumsignificadopelocontexto
e, só em último caso, recorra ao dicionário.
A jovenzinha murmurou uma palavra que pareceu mais um gemido do que uma resposta, porém que fez
transbordar a glória e o entusiasmo da alma do seu amante; ela tinha dito somente:
— Talvez.
Caro(a), estudante, antes de trabalharmos o significado das palavras desconhecidas, responda às questões abaixo,
de acordo com a sua compreensão em relação ao texto:
MACEDO,Joaquim Manuelde,1820-1882.AMoreninha.SãoPaulo,Saraiva,1972.
Conforme o (a) seu (sua) professor (a) já lhes deve ter informado, este é um dos últimos capítulos do livro A Moreninha.
De que se trata esse capítulo?
Trata-se de um diálogo entre Augusto e Carolina (A Moreninha), que estão enamorados, ou seja, estão apaixonados, mas ainda
não estão namorando. O presente de Augusto a Carolina (o lenço com o seu nome, muito bem bordado por uma senhora) e a crise
de ciúme de Carolina são os elementos que contribuem para que os dois declarem este amor, ao final do capítulo.
1
Quem são as personagens que participam deste capítulo?
Augusto, Carolina, Filipe e Dona Ana, irmão e avó de Carolina, respectivamente.
2
O amor entre Augusto e Carolina é revelado por meio das atitudes e diálogos entre os dois, no decorrer do capítulo.
Releia o texto, procurando localizá-los.
No início do Capítulo, Carolina desce do rochedo para ir receber Augusto, que acaba de desembarcar na Ilha, muito feliz por poder
reencontrá-la. Lá pela metade do capítulo, Carolina tem uma crise de ciúmes, a ponto de rasgar o lenço que Augusto lhe levara, por
desconfiar que ele tivesse sido bordado por uma mulher. Logo em seguida, presenteia-o com um lenço seu e o convida a brincar de
boneca com ela. Ao final do capítulo, num passeio pelo jardim, à beira do mar, os dois, encorajados pelo cenário romântico que a
natureza lhes proporciona, experimentam a intimidade de um diálogo inocente para se declararem apaixonados.
3
Estas atitudes ainda são comuns entre os casais de namorados atuais? Como agem, atualmente, os jovens de 15 a 20
anos para se declararem apaixonados ou iniciarem um namoro?
Resposta pessoal.
4
Qual(is) das canções estudadas na aula 1 canta(m) o amor semelhante ao de Carolina e Augusto, de A Moreninha?
“Pela luz dos olhos teus” e “Rosa”.
5
Considerando as canções ouvidas, este capítulo de A Moreninha e o seu conhecimento de mundo, como você avalia
o comportamento dos namorados do século XIX e os do século XXI ?
Resposta pessoal.
6
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língua portuguesa
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aula 03
O que devo aprender nesta aula
u Ouvir atenta e criticamente, respeitando o interlocutor.
u Ler capítulos de romances, utilizando as estratégias da leitura como mecanismos de interpretação dos textos:
•Formulação de hipóteses (antecipação e inferência).
•Verificação de hipóteses (seleção e checagem).
u Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
Professor(a), socialize o desafio proposto na aula anterior, fazendo as intervenções necessárias.
Prática de oralidade
Apresente ao (à) professor (a) e aos colegas o resultado da pesquisa proposta no desafio da aula anterior. Participe
da atividade, verbalizando as suas respostas, mas também escutando o que os (as) seus colegas responderam.
Professor(a), solicite aos alunos que releiam o texto em estudo, procurando ampliar a exploração de estratégias
de leitura como: inferência, seleção e checagem.
Prática de leitura
Releia o texto em estudo para responder às questões abaixo:
O encontro narrado neste capítulo é o primeiro entre Carolina e Augusto? Justifique.
Não. A frase que inicia este capítulo: “Raiou o belo dia, que seguiu a sete outros, passados entre sonhos, saudades e esperanças;”
confirma que há uma semana haviam estado juntos.Além disso, o lenço bordado que ele lhe entrega,e que lhe causa tanto ciúme,
também é um elemento que comprova um encontro anterior.
1
Que informações há neste capítulo que comprovam que Augusto é mais velho que Carolina?
Pode-se perceber a diferença de idade entre os dois, quando Carolina diz: “O pai de família tem os filhos, o senhor, os seus livros
e eu, que sou criança, tenho as minhas bonecas. Quer vê-las?”
E, ainda, neste trecho, quando o narrador fala do que o amor é capaz: “O amor está fazendo um estudante do quinto ano de
medicina passar um dia inteiro brincando com bonecas.”
2
O que significa a expressão“cair a sopa no mel”, que aparece no trecho:“O maior inimigo do amor é a civilidade; Au-
gusto o sentiu, tendo de oferecer o braço à sra. d. Ana, mas esta lhe fez cair a sopa no mel, rogando-lhe que o
reservasse para sua neta.”
Significa que alguma coisa cai ou calha bem, isto é, vem muito a propósito, no momento preciso. No texto em questão, a expressão se
refere à atitude de Dona Ana, que pede a Augusto para acompanhar sua neta.
3
Qual o significado da palavra“virgem” no texto em estudo? Atualmente, esta palavra assume este mesmo significado?
Antigamente, e no texto em estudo, a palavra “virgem” era sinônimo de moça, de uma mulher jovem que ainda não se casara e, que
portanto, conservava sua virgindade. Atualmente, a palavra “virgem” é sinônimo de qualquer mulher que preserva sua virgindade,
independente da faixa etária.
4
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Observe os termos destacados, no diálogo entre Carolina e Augusto, transcrito abaixo, e responda
ao que se pede:
—Eu não perguntei a quem o senhor amava.
— Quer que lho diga?...
— Eu não pergunto.
—Posso eu fazê-lo?”
— Não... não lho impeço.
(...)
— Então ele é volúvel?
— Ostenta sê-lo...
• Por que se justifica essa variação linguística no diálogo entre dois jovens apaixonados?
PRÁTICA DE ESCRITA - DESAFIO
Esta linguagem erudita era a variação linguística utilizada por todas as faixas etárias das altas classes sociais
e intelectuais do século XIX, quando este romance foi escrito.
• Por quais palavras poderíamos substituir os termos destacados, sem comprometermos a
linguagem e a compreensão do texto?
• Como seria este diálogo entre os jovens casais de namorados da atualidade?
Quer que eu te diga?/ Eu posso fazer isto./ Não... Não te impeço./ Parece ser.
Quer que eu o diga (ou diga isso) ao Senhor?/ Posso eu fazer isso./ Não... Não impeço o Senhor de fazer
isso./ Ostenta ser isso.
aula 04
O que devo aprender nesta aula
u Localizar informações explícitas.
u Estabelecer relações entre partes de um texto, Identificando repetições ou substituições que contribuem para
a continuidade de um texto.
u Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.
u Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.
u Identificar a tese de um texto.
u Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la.
Professor(a),nestecaderno,estamospropondoumaretomadadosconteúdos/gênerosestudadosaolongodoano.
Para isso, sugerimos, aqui, alguns itens que exploram os gêneros trabalhados até o momento..
Assim, as aulas 04 e 05; 09 e 10; 14 e 15; 19 e 20, 24 e 25 devem ser dedicadas à resolução dos itens propostos
e para uma reflexão acerca dos gabaritos e dos distratores de cada um deles.
Para tanto, reserve um tempo para que os estudantes os resolvam e, em seguida, faça um comentário
aprofundado de cada item deste, justificando seu gabarito e seus distratores.
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Leia o texto abaixo e, em seguida, responda aos item 1 e 2:
Era uma vez, no país de Alefbey, uma triste cidade, a mais triste das cidades, uma cidade tão arrasadoramente triste que
tinha esquecido até seu próprio nome. Ficava à margem de um mar sombrio, cheio de peixosos – peixes queixosos e
pesarosos, tão horríveis de se comer que faziam as pessoas arrotarem de pura melancolia, mesmo quando o céu estava azul.
Ao norte dessa cidade triste havia poderosas fábricas nas quais a tristeza (assim me disseram) era literalmente
fabricada, e depois embalada e enviada para o mundo inteiro, que parecia sempre querer mais. Das chaminés das fábricas
de tristeza saía aos borbotões uma fumaça negra, que pairava sobre a cidade como uma má notícia.
O Xá do Blá-blá-blá
RUSHDIE, Salman. Haroun e o Mar de Histórias. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
A tristeza fabricada nas poderosas fábricas de Alefbey era comercializada
(A) ao norte da cidade.
(B) à margem de um mar sombrio.
(C) no mundo inteiro.
(D) no país de Alefbey
Alternativa C
D1- Localizar informações explícitas.
1
A palavra QUE no trecho“que pairava sobre a cidade como uma má notícia” refere-se
(A) à fumaça negra.
(B) a uma má notícia.
(C) às chaminés das fábricas.
(D) aos borbotões.
Alternativa A
D2-Estabelecerrelaçõesentrepartesdeumtexto,Identificandorepetiçõesousubstituiçõesquecontribuemparaacontinuidadedeumtexto.
Alternativa B
D16-Identificarefeitosdeironiaouhumoremtextosvariados.
2
Leia o texto abaixo e responda ao item 3:
A ironia do texto está
(A) na sugestão da ONU.
(B) na divisão do inseto.
(C) no combate à fome.
(D) na ingestão de insetos.
3
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Alternativa B
D13- Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.
Alternativa B
D7 - Identificar a tese de um texto.
Leia o texto e responda ao item 4.
No texto predomina uma variação da linguagem
(A) padrão.
(B) coloquial.
(C) formal.
(D) regional.
Querida Mônica,
Eu acho trilegais as histórias que acontecem no Parque. Eu sempre leio as histórias duas vezes. Uma para mim
e outra par o meu irmão caçula Jonas. Eu adoro as confusões que vocês aprontam, acho engraçadas as coisas que
vocês falam. Depois que leio as histórias, o Jonas pega o gibi e fica olhando os brinquedos com cara de sonhador.
Foi ele que pediu para eu escrever esta carta. O sonho dele era poder ir nos brinquedos que ele mais gosta, mas
como isso não é possível, ele se diverte com as historinhas do gibi e usa a imaginação para brincar no Parque.
O Jonas é cadeirante e nossos pais não têm como nos levar até aí.
Continuem sempre nos divertindo.
Abraços, João
Leia o fragmento do texto abaixo e responda aos itens 5 e 6:
“A leitura auxilia o desenvolvimento da escrita, pois lendo o indivíduo tem contato com modelos de textos bem
redigidos que ao longo do tempo farão parte de sua bagagem linguística; e também porque entrará em contato com
vários pontos de vista de intelectuais diversos, ampliando, dessa forma, o seu ponto de vista em relação aos assuntos.
Como a produção escrita se baseia praticamente na exposição de ideias por meio de palavras, certamente aquele que
lê desenvolverá sua habilidade devido ao enriquecimento linguístico adquirido através da leitura de bons autores.”
4
A tese defendida no texto é:
(A) A leitura auxilia os indivíduos a redigirem textos.
(B) A leitura auxilia o desenvolvimento da escrita.
(C) A leitura auxilia no desenvolvimento de bons autores.
(D) A leitura auxilia o indivíduo no contato com os textos.
5
Disponível em http://www.tudosobreredacao.com.br/o-texto-dissertativo.php
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Alternativa C
D8-Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la.
O principal argumento que sustenta essa tese é:
(A)“A leitura auxilia no desenvolvimento da escrita.”
(B)“...a produção escrita se baseia praticamente na exposição de ideias por meio de palavras...”
(C) “lendo o indivíduo tem contato com modelos de textos bem redigidos que ao longo do tempo farão parte de
sua bagagem linguística.”
(D)“porque entrará em contato com vários pontos de vista de intelectuais diversos...”
6
aula 05
O que devo aprender nesta aula
u Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
u Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la.
u Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações.
u Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto.
u Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
O Sapo
Alternativa A
D3- Inferir o sentido de uma palavra ou expressão
Leia o texto abaixo e responda aos itens 1, 2 e 3:
Era uma vez um lindo príncipe por quem todas as moças se apaixonavam. Por ele também se apaixonou
a bruxa horrenda que o pediu em casamento. O príncipe nem ligou e a bruxa ficou muito brava. “Se não
vai casar comigo não vai se casar com ninguém mais!” Olhou fundo nos olhos dele e disse: “Você vai virar
um sapo!” Ao ouvir esta palavra o príncipe sentiu estremeção. Teve medo. Acreditou. E ele virou aquilo
o que a palavra feitiço tinha dito. Sapo. Virou um sapo.
No trecho“ao ouvir esta palavra o príncipe sentiu estremeção”, a expressão destacada significa que o príncipe
(A) tremeu.
(B) desmaiou.
(C) assustou-se.
(D) confundiu-se.
1
ALVES, Rubem. A Alegria de Ensinar. Ars Poética, 1994.
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Alternativa C
D15 - Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunção, advérbios etc.
No trecho“Se não vai casar comigo não vai se casar com ninguém mais.” O termo destacado estabelece uma ideia de:
(A) contradição
(B) conclusão
(C ) condição
(D) explicação.
2
Alternativa A
D11- Estabelecer a relação causa/conseqüência entre partes e elementos do texto.
A bruxa ficou brava porque
(A) o príncipe recusou seu pedido.
(B) o príncipe sentiu estremeção.
(C) seu feitiço não funcionou.
(D) o príncipe virou um sapo.
3
Alternativa D
D9- Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto.
Alternativa C
D14- Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
Leia o fragmento de um artigo de opinião e responda aos itens 4 e 5:
“O consumo de drogas está cada vez mais presente em nosso dia a dia, isso porque a circulação e o tráfico desse
entorpecente se intensificaram enormemente nas últimas décadas por mais que as autoridades tenham investido
bastante no combate a entrada deste “vírus” que afeta toda e qualquer pessoa independentemente de classe social.
Os usuários são indivíduos que, na maioria das vezes, não possuem boas condições financeiras o que
os levam a viverem em um verdadeiro inferno de desolações que é o mundo de fantasias dos dependentes
químicos. Infelizmente, as sociedades em geral julgam superficialmente os drogados sem saberem das suas
intimidades e história de vida, as quais estão diretamente ligadas ao convívio familiar” (...)
A ideia principal do texto é:
(A) O combate ao“vírus” da droga que afeta toda e qualquer pessoa independentemente de classe social.
(B) A vida infernal dos usuários que, na maioria das vezes, não possuem boas condições financeiras.
(C) O julgamento superficial das sociedades por não saberem das intimidades e histórias de vida dos usuários.
(D)Oaumentodoconsumodedrogasemdecorrênciadaintensificaçãodotráficoedacirculaçãodedrogasnasúltimasdécadas.
4
A opinião do autor em relação do fato comentado está em
(A)“O consumo de drogas está cada vez mais presente em nosso dia a dia”
(B)“a circulação e o tráfico desse entorpecente se intensificaram enormemente nas últimas décadas”
(C)“Infelizmente,associedadesemgeraljulgamsuperficialmenteosdrogadossemsaberemdassuasintimidadesehistóriadevida”
(D) Os usuários de drogas pertencem às várias classe sociais.
5
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aula 06
O que devo aprender nesta aula
u Ler romances literários em estudo, observando forma, conteúdo, estilo e função social.
u Fazer comparações entre obras do mesmo gênero, porém de épocas diferentes.
Professor(a),dando continuidade ao estudo do Romance,sugerimos para esta aula os capítulo 11 e 13 do livro
“Crepúsculo”,deStephenieMeyerque, provavelmente,algunsestudantesjáconhecem porquejáleram olivro,
ou porque assistiram ao filme.
Assim como fez com “A Moreninha”, contextualize a obra, de forma que os alunos compreendam os capítulos
em estudoinseridosnahistóriacomoum todo.Informe-lhesqueesteéum romancecontemporâneo,publicado
em 2008, mas que, como “A Moreninha”, aborda a temática do amor.
Apresentamos, abaixo, uma pequena síntese do enredo dessa história, que poderá somar-se às suas leituras e
também à resenha do filme, publicada no Caderno 7 de Língua Portuguesa da Reorientação Curricular: com
base nas suas leituras.
Prática de oralidade
Crepúsculo é a história: de uma jovem, chamada Bella, que se muda para uma pequena cidade nos EUA e na
nova escola em que vai estudar conhece um rapaz muito excêntrico, Edward. Bella se sente irresistivelmente
atraída por ele. E a atração é perfeitamente correspondida. Tudo seria normal, não fosse o rapaz um vampiro,
contudo, quando ela descobre isto, já não consegue mais viver longe dele.
Depois dessa conversa, solicite aos alunos que façam a leitura silenciosa do texto abaixo, procurando relacioná-
lo ao capítulo de “A Moreninha”, estudado anteriormente. Motive--os a localizar diferenças e semelhanças em
relação à temática abordada e à linguagem utilizada nos dois textos.
Prática de leitura
Caro estudante, leia o texto abaixo, que é parte dos capítulos 11 e 13 do livro Crepúsculo, de Stephenie Meyer,
procurando relacioná-lo ao capítulo 21 do livro “A Moreninha”. Em seguida, responda às questões que se seguem:
Todo mundo nos viu andando juntos para nosso lugar do laboratório. Percebi que ele não virou mais a cadeira
para se sentar o mais distante possível de mim. Em vez disso, sentou-se bem ao meu lado, nossos braços quase se
tocando. O Sr. Banner entrou na sala naquele momento — que senso de oportunidade soberbo tinha aquele homem
— empurrando um rack alto de metal, sobre rodas, que sustentava uma TV pesadona e obsoleta e um videocassete.
Dia de filme — a melhora do astral da sala era quase tangível. O Sr. Banner enfiou a fita no relutante videocassete
e foi até a parede para apagar a luz. E então, assim que a sala escureceu, de repente fiquei hiperconsciente de que
Edward estava sentado a menos de três centímetros de mim. Fiquei pasma com a eletricidade inesperada que fluía
por meu corpo, maravilhada que fosse possível ter mais consciência dele do que eu já tinha. Quase fui dominada
por um impulso louco de estender a mão e tocá-lo, afagar seu rosto perfeito pelo menos uma vez no escuro. Cruzei
os braços bem firmes no peito, os punhos bem apertados. Eu estava perdendo o juízo. Começaram os créditos de
abertura, iluminando a sala um pouquinho. Meus olhos, por vontade própria, vagaram para ele. Sorri timidamente
Crepúsculo
Capítulo 11
Complicações
Stephenie Meyer
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ao notar que sua postura era idêntica à minha, os punhos cerrados sob os braços, olhando-me de lado. Ele também
sorriu, os olhos de certo modo conseguindo arder, mesmo no escuro. Virei o rosto antes que começasse a ofegar.
Era absolutamente ridículo que eu ficasse tonta. A hora pareceu muito comprida. Eu não conseguia me concentrar
no filme — nem sabia qual era o tema. Tentei sem sucesso relaxar, mas a corrente elétrica que parecia se originar
de algum lugar no corpo dele não se atenuou. De vez em quando eu me permitia uma olhada rápida na direção
dele, que também não parecia relaxar. O intenso desejo de tocá-lo também se recusava a diminuir, e eu apertei os
punhos nas costelas até que meus dedos doeram do esforço. Soltei um suspiro de alívio quando o Sr. Banner
acendeu a luz no fundo da sala e estiquei os braços diante de mim flexionando os dedos enrijecidos. Edward riu ao
meu lado.
— Bom, isso foi interessante — murmurou ele. Sua voz era sombria e os olhos, cautelosos.
— Hmmm — foi só o que consegui responder.
— Vamos? — perguntou ele, levantando-se facilmente. Eu quase gemi. Hora da educação física. Levantei-me
com cuidado, preocupada que meu equilíbrio pudesse ter sido afetado pela nova e estranha intensidade entre nós.
Ele me acompanhou em silêncio até minha aula seguinte e parou na porta. Virei-me para me despedir. Seu rosto
me assustou — a expressão era dilacerada, quase de dor, e tão terrivelmente linda que o desejo de tocá-lo voltou a
cintilar com a mesma força. Minha despedida ficou presa na garganta. Ele ergueu a mão, hesitante, o conflito
assolando seu olhar, e afagou rapidamente meu rosto com a ponta dos dedos. Sua pele estava gelada, como sempre,
mas o rastro de seus dedos em minha pele era alarmantemente quente — como se eu tivesse queimado, mas sem
sentir a dor. Ele se virou sem dizer nada e se afastou depressa de mim.
(...) (PP. 94 -95)
(...)
— Isabella. — Ele pronunciou meu nome inteiro cuidadosamente, depois brincou com meu cabelo com a mão
livre. Um choque percorreu meu corpo com seu toque despreocupado. — Bella, eu não poderia conviver comigo
mesmo se a ferisse. Você não sabe como isso me torturou. — Ele baixou os olhos, novamente envergonhado. —
Pensar em você, imóvel, lívida, fria... Nunca mais vê-la corar de novo, nunca mais ver esse lampejo de intuição em
seus olhos quando você vê através de meus pretextos... Seria insuportável. — Ele ergueu os gloriosos olhos
angustiados para os meus. — Você é, agora, a coisa mais importante do mundo para mim. A mais importante de
toda a minha vida. Minha cabeça girava com a mudança rápida de direção em nossa conversa. A partir do tema
alegre de meu falecimento iminente, de repente estávamos nos declarando. Ele esperou, e embora eu olhasse para
baixo para examinar nossas mãos entre nós, eu sabia que seus olhos dourados estavam nos meus.
— Já sabe como me sinto, é claro — eu disse por fim. — Eu estou aqui... O que, numa tradução grosseira,
significa que eu preferiria estar morta a ficar longe de você. — Franzi o cenho. — Sou uma idiota.
— Você é mesmo uma idiota — concordou ele com uma risada. Nossos olhos se encontraram e eu ri também.
Rimos juntos da idiotice e da mera impossibilidade de um momento desses.
— E então o leão se apaixonou pelo cordeiro... — murmurou ele.
Virei a cara, escondendo os olhos enquanto me arrepiava com a palavra.
— Que cordeiro imbecil — suspirei.
— Que leão masoquista e doentio. — Ele olhou a floresta sombreada por um longo momento e eu me perguntei
aonde seus pensamentos o levavam.
— Por quê...? — comecei e depois parei, sem ter certeza de como continuar.
Ele olhou para mim e sorriu; o sol reluzia em seu rosto, em seus dentes.
— Sim?
— Diga por que fugiu de mim antes.
O sorriso dele desapareceu.
Capítulo 13
Confissões
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— Você não sabe por quê?
— Não, quer dizer, exatamente o que eu fiz de errado? Não vou poder abaixar a guarda, está vendo, então é
melhor eu começar a aprender o que não devo fazer. Isto, por exemplo — eu afaguei as costas da mão dele —,
parece não fazer mal nenhum.
Ele sorriu de novo.
— Você não fez nada de errado, Bella. A culpa foi minha.
— Mas eu quero ajudar, se puder, a não dificultar ainda mais as coisas para você.
— Bom... — ele pensou por um momento. — Foi o modo como você se aproximou. A maioria dos humanos
se intimida conosco por instinto, são repelidos por nossa estranheza... Eu não esperava que você chegasse tão perto.
E o cheiro de seu pescoço. — Ele parou de repente, olhando para verificar se tinha me perturbado.
— Tudo bem, então — eu disse de um jeito impertinente, tentando aliviar o clima subitamente tenso. Segurei
meu queixo. — Nenhum pescoço exposto.
Deu certo; ele riu.
— Não, é sério, foi mais a surpresa do que qualquer outra coisa.
Ele ergueu a mão livre e a colocou delicadamente em meu pescoço. Fiquei imóvel, o arrepio de seu toque um
alerta natural — um alerta me dizendo para ficar apavorada. Mas não havia nenhuma sensação de medo em mim.
Havia, porém, outras sensações...
— Está vendo — disse ele. — Perfeitamente bem.
Meu sangue disparava e eu queria poder reduzir sua velocidade, sentindo que isto devia tornar tudo muito
mais difícil — o martelar de minha pulsação em minhas veias. Certamente ele podia ouvi-lo.
— O rubor em seu rosto é lindo — murmurou Edward. Ele soltou gentilmente a outra mão. Minhas mãos
caíram flácidas no colo. Suavemente, ele afagou minha bochecha, depois segurou meu rosto entre as mãos de
mármore. — Fique completamente parada — sussurrou ele, como se eu já não estivesse congelada ali. Devagar,
sem tirar os olhos dos meus, ele se inclinou para mim. Depois, de repente, mas com muita delicadeza, pousou seu
rosto frio no espaço da base de meu pescoço. Fui completamente incapaz de me mexer, mesmo que eu quisesse.
Ouvi o som de sua respiração tranquila, observando o sol e o vento brincarem em seu cabelo de bronze, mais
humano do que qualquer outra parte dele. Com uma lentidão deliberada, suas mãos deslizaram pela lateral de meu
pescoço. Eu tremi, e o ouvi prender a respiração. Mas suas mãos não pararam enquanto moviam-se suavemente
por meus ombros, e depois se detiveram. Ele virou o rosto para o lado, o nariz roçando minha clavícula. E recostou
a cabeça ternamente em meu peito. Ouvindo meu coração.
— Ah — ele suspirou. Não sei quanto tempo ficamos sentados sem nos mexer. Podem ter sido horas. Por fim
o batimento de minha pulsação se aquietou, mas ele não se mexeu nem falou enquanto me segurava. Eu sabia que
a qualquer momento isso podia ser demais, e minha vida chegaria ao fim — tão rapidamente que eu talvez sequer
percebesse. E eu não conseguia sentir medo. Não conseguia pensar em nada, a não ser que ele estava me tocando.
(...) (PP. 119 e 120)
Sim. Porque é uma narrativa longa que retrata o irresistível amor entre dois adolescentes, Bella e Edward.
Analisando estes trechos dos capítulos 11 e 13 de“Crepúsculo”, pode-se afirmar que esta obra, mesmo sendo escrita
no século XXI, é um romance romântico? Justifique.1
Ao caminhar de braços dados com Augusto, Carolina treme convulsivamente, em suas faces se acende um fogo, o
seu coração palpita, a ponto de não conseguir falar. Isabella fica com a despedida presa na garganta, fica imóvel,
sente tremores, arrepios, palpitações e choques percorrendo o seu corpo, quando Edward a toca.
Descreva as sensações dos dois casais apaixonados, quando se encontram sozinhos e bem próximos um do outro.
2
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Sim. Os dois casais são jovens experimentando uma grande paixão e, nesse caso, sentem-se atraídos, cheios de
desejos, sensações que experimenta todo jovem casal apaixonado, em qualquer época.
Na sua opinião, as sensações vividas pelas personagens dos dois romances são semelhantes? Em caso positivo, a que
você atribui tal semelhança, mesmo se tratando de amores vividos em épocas tão distintas?3
a)Trecho de “A Moreninha”
A virgem guardou silêncio e o mancebo, depois de alguns instantes, perguntou tremendo:
— E a senhora já ama também?
a)Trecho de “Crepúsculo”
Ele sorriu de novo.
— Você não fez nada de errado, Bella. A culpa foi minha.
b)Trecho de “A Moreninha”
—Eu não pergunto.
—Posso eu fazê-lo?”
b)Trecho de “Crepúsculo”
— Diga por que fugiu de mim antes.
— Você não sabe por quê?
Mesmo utilizando a linguagem padrão, os dois textos apresentam diferenças quanto ao emprego dessa variedade lin-
guística. Identifique-as!4
Professor(a),orienteosalunosaprocurarem,nosdoistextos, trechos domesmocamposemânticooulinguístico.Ex.:
Professor(a), antes de apresentar este desafio aos estudantes, retome os conceitos trabalhados na
aula2,reafirmandoqueogêneroemestudoédenominadoRomanceporquesetornouconhecidoa
partir do Romantismo. Assim, nem todos os romances são românticos; além dessa abordagem na
qualseinserem“AMoreninha”e“Crepúsculo”,existemoutrostiposderomance.
Nissoconsisteodesafiodaturma:fazerumapesqusasobreostiposderomancesmaisconhecidosna
literaturabrasileira.
Abaixo,apresentamosumabreveinformaçãoquantoaotipodeabordagem dosromancesquepoderá
somar-se a uma pesquisa mais aprofundada de sua parte, imprescindível para a socialização e
sistematizaçãodestedesafio.
Romance urbano: nele a vida social das grandes cidades era retratada, e o motivo das tramas
eram, principalmente, as comuns intrigas amorosas, as traições, os ambientes urbanos e
outras situações comuns da vida das pessoas que vivem neles.
Romance Regionalista: Aborda questões sociais a respeito de determinadas regiões do
Brasil, destacando características de cada região, linguajar típico da região muitas vezes é
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Conforme você viu, na aula 2, o romance romântico é apenas uma das abordagens dos vários tipos de
romances da literatura brasileira. O seu desafio, desta vez, é pesquisar sobre os outros tipos de romances
existentes. Bom trabalho!
utilizado no Romance e as personagens são pessoas que vivem longe das cidades.
Romance Indianista: Ocorrido principalmente no Romantismo, traz à tona a vida e os cos-
tumes indígenas. Algumas vezes, no Romantismo, trazem uma idealização do índio que vira
um herói convivendo com o homem branco.
Romance Histórico: como o próprio o nome diz, é um Romance que destaca vida e costumes
de certa época e lugar da história. Faz uma mesclagem entre fatos realmente ocorridos e
fatos fictícios.
Quanto à época ou escola literária:
Romance Romântico: Nesse tipo de Romance se destacavam os ideais cavalheirescos, a idea-
lização da mulher e o heroísmo, dignidade e amor à pátria nas personagens masculinas. As
narrativas traziam uma constante luta entre o bem e o mal, sempre com a vitória do bem.
Narravam sempre histórias de amor, onde era certo o conhecido“Final Feliz”.
Romance Realista: Tem características temáticas influenciadas pelo cientificismo da época.
É carregado de críticas sociais e traz à tona defeitos dos homens que até então não eram re-
velados, como o materialismo, a traição, além de defeitos de caráter e personalidade expli-
cados pelo determinismo. Personagens tipo são muito cultivadas nessas obras, ainda com o
objetivo de criticar a sociedade. A linguagem é correta e a narrativa é lenta, com pausas para
minuciosas descrições.
Romance Naturalista: em muitos casos não se separa das narrativas realistas. Tem basica-
mente as mesmas características e foram produzidos no mesmo período. A diferença básica
entre as duas tendências é que enquanto os Romances Realistas trazem personagens com
características comuns à natureza humana, o Romance Naturalista tende aos aspectos pato-
lógicos, dando margem a características animalescas. A análise social é feita a partir de per-
sonagens marginalizadas.
Romance Modernista: Caracteriza-se pelo seu caráter revolucionário e pelo protesto a qual-
quer tipo de convenção social. Como o movimento modernista teve várias tendências, às
vezes até individuais, não podemos destacar muitas características em comum entre as obras.
Traziam consigo forte crítica social e novas abordagens e visões do mundo.
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PRÁTICA DE ESCRITA - DESAFIO
Imaginemos a seguinte situação: uma editora que está indicando no mercado irá realizar uma
seleção para contratação de escritores iniciantes.
A primeira etapa desta seleção é a escrita de um capítulo de um romance de qualquer tipo de
abordagem, ou seja, que retrate e critique os problemas sociais vividos hoje na maioria das médias e
grandescidadesbrasileiras;ou,então,queabordequestõessociaisarespeitodedeterminadasregiões
do Brasil; ou que destaque a vida e costumes de certa época e lugar da história; ou uma história de
amor, com um Final Feliz”; ou, ainda, um capítulo de um romance moderno que caracteriza-se pelo
seu caráter revolucionário e pelo protesto a qualquer tipo de convenção social
Escolhaotipoquemaislheagradaeinicieum projeto detextocom basenasseguintesquestões:
Quemserãoaspersonagensprincipais?Quaisascaracterísticasfísicasepsicológicasdessaspersonagens?
Quando a história acontece? Em qual lugar a história será narrada? O foco narrativo será em 1ª ou 3ª
pessoa? Como o (a) protagonista resolverá o conflito? (Caso este seja o último capítulo).
Construa diálogos entre os personagens, descreva o local em que estão, descreva, principalmente,
os sentimentos e sensações que envolvem a cena. Seja detalhista e criativo(a)! Solte sua imaginação!
Quem sabe você possa, de fato, colocar esse projeto adiante e se transformar em um (uma) grande
escritor (a) de sua geração. Então, mãos à obra e sucesso!
Professor(a),incentiveaturmaaescreverbonscapítulosderomances,dignosdeumapublicação:
quemsabedeumacoletâneaparacomporoacervodabibliotecaescolar?Organizeumafestade
lançamento, com autógrafos dos(as) autores(as) e participação dos pais e da comunidade local.
aula 08
Oquedevo aprendernestaaula
u Retomaraproduçãoparaasreformulaçõesquegarantam apresença deelementosprópriosdogênero.
u Revisarereescrever,melhorandoosaspectosdiscursivosegramaticaiseassegurandoclareza,coesãoecoerênciaaotexto.
u Publicaroscapítulosdosromancesproduzidos.
aula 07
O que devo aprender nesta aula
u Produzir um capítulo de um romance, utilizando os elementos constitutivos do gênero - conteúdo, estilo,
forma -, em função das condições de produção.
u Produzir um capítulo de um romance, refletindo sobre os elementos linguísticos próprios deste gênero textual.
Práticas de leitura e escrita
Professor(a),peçaaosestudantesqueleiam, releiam,olhemnovamenteparaaproduçãodaaulaanterior,agora
com olhar crítico. Oriente-os nessa revisão apresentado-lhes o roteiro abaixo que os ajudará nesse trabalho.
Sistematizaçãodosconhecimentossobreogênero
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Retome o seu texto e reescreva-o com base nas questões abaixo. Capriche neste aprimoramento, deixando-
o no ponto de ser publicado. Parabéns e até a próxima!
• O romance cumpre o objetivo a que se propõe: emocionar, divertir, provocar reflexão, enredar o leitor?
• Organiza a narrativa em primeira ou terceira pessoa?
• As marcas de tempo e lugar estão presentes?
• As personagens estão bem caracterizadas?
• O enredo está bem desenvolvido, coerente? Há uma unidade de ação?
• Os diálogos das personagens são pontuados corretamente?
• Faz uso de verbos de dizer?
• Há alguma palavra que não está escrita corretamente, frases incompletas, erros gramaticais, ortográficos?
E a pontuação está correta?
• Criou um título para o romance e/ou para o capítulo produzido?
• O título mobiliza o leitor para a leitura?
Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro/Caderno do Professor - Orientações para produção de textos , Cenpec: 2010
Solicite-lhes que usem um marcador de texto ou lápis de outra cor para assinalar o que pretendem modificar,
com base nas questões abaixo.
Fique atento(a), pois alguns estudantes vão precisar de uma atenção especial. Nesse caso, é importante que
você dedique-lhes um acompanhamento individual: sente-se com eles(as), faça-lhes algumas perguntas e leia
o texto em voz alta para que percebam o que não ficou claro, onde estão os problemas.
aula 09
Oquedevo aprendernestaaula
u Identificarafinalidadedetextosdediferentesgêneros.
u Reconheceroefeitodesentidodecorrentedaexploraçãoderecursosortográficose/oumorfossintáticos.
u Reconheceroefeitodesentidodecorrentedaescolhadeumadeterminadapalavraouexpressão.
u Reconhecerdiferentesformasdetratarumainformaçãonacomparaçãodetextosquetratamdomesmotema,emfunçãodascondiçõesemqueelefoi
produzidoedaquelasemqueserárecebido.
u Identificarotemadeumtexto.
Leia o texto abaixo e, em seguida, responda ao item 1
Preço: R$800
Aparelhozerado,semarranhões,comcapaepelícula...OBS...aceitotrocaporcelulardemenorvalor
Disponível em http://www.bomnegocio.com/goias/grande_goiania_e_anapolis/razr_i_18017624.htm?
Acesso em 24/06/2013
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Alternativa C
D12- Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
A finalidade deste texto é
(A) informar um fato.
(B) argumentar uma opinião.
(C) anunciar uma venda.
(D) relatar um acontecimento.
1
Alternativa B
D19- Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou morfossintáticos.
As palavras Prrrriii! Pan!!” , no contexto, sugerem que
(A) o coração de Miquelina disparou.
(B) o juiz apitou e o jogador chutou.
(C) os torcedores gritaram.
(D) o jogador chutou e quebrou a janela.
Miquelina pôs a mão no coração. Depois fechou os olhos. Depois perguntou:
- Quem é que vai bater, Iolanda?
- O Biagio mesmo.
[...]
O medo fez silêncio.
Prrrrriii!
Pan!
- Go-o-o-o-ol! Corinthians!
Leia o trecho a seguir e responda aos itens 2 e 3:
Leia os textos abaixo e responda ao item 4:
2
Alternativa A
D18- Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão.
A expressão“O medo fez silêncio” sugere que a personagem, no contexto,
(A) estava tensa.
(B) ficou com raiva.
(C) ficou triste.
(D) estava irritada
3
(Alcântara Machado. Novelas Paulistanas. 7 ed. Rio de Janeiro: José Olimpio,1981. P.33.)
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http://www.culturamix.com/meio-ambiente/poluicao/problemas-com-poluicao-ambiental
http://www.soq.com.br/conteudos/ef/meioambiente/
Texto 1
Texto 2
Preservando o ambiente aquático
A preservação do meio ambiente é importante tanto para os animais (espécies) quanto para o homem.
Os mangues no Brasil, por exemplo, são ecossistemas de transição entre a terra e o mar. Suas águas são ricas em
sais minerais e matéria orgânica. Porém a poluição vem destruindo nossos manguezais.
Esta poluição é causada por esgotos jogados nos mangues, navios e
indústrias petroquímicas etc. Devemos ter consciência que a relação entre os seres vivos entre si e com o
ambiente permite a sobrevivência das espécies e que os ecossistemas precisam estar em equilíbrio dinâmico para
que possam oferecer boas condições ao desenvolvimento da vida.
Uma das causas da depredação do meio ambiente é o derramamento de petróleo no mar. O petróleo
flutua na água porque é menos denso que a água, formando uma camada que impede a penetração de gás
oxigênio e de luz do Sol. Sem oxigênio, os peixes morrem e, sem luz solar, as plantas não realizam a fotossíntese.
E animais também não conseguem se alimentar de algas flutuantes (maiores fornecedoras de oxigênio para o
nosso planeta).
O petróleo também gruda nas brânquias dos peixes, matando-os por asfixia (falta de oxigênio) e ainda gruda
nas penas das aves que se alimentam de peixes, impedindo que possam voar. Então o petróleo derramado no
mar compromete a cadeia alimentar da vida aquática e a oxigenação da água.
O óleo também é jogado ao mar por barcos, assim como o petróleo.
Outro agente causador da poluição são os detergentes, que formam uma espuma branca sobre as águas.
È comum ouvirmos chamar essa espuma de “cisne de espumas”.
[...]
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Alternativa D
D20 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema,
em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido
Considerando os dois textos, percebe-se que eles são
(A) contrários.
(B) divergentes.
(C) semelhantes.
(D) complementares
4
Alternativa B
D6 – Identificar o tema de um texto.
Qual o assunto do texto 2 ?
(A) Poluição causada pela emissão de gases.
(B) Poluição do ambiente aquático.
(C) Derramamento de petróleo no mar.
(D) Depredação da terra e do mar.
5
aula 10
O que devo aprender nesta aula
u Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
u Inferir uma informação implícita em um texto.
u Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas,quadrinhos, fotos, etc.).
u Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema.
u Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações.
O tempo parece parar por aqui. Natal é lugar de ares paradisíacos. Entre o mar e dunas o nosso céu amplo de
celebrar. Há um mar festivo, límpido em azuis dos mais variados. E nuvens azuladas. Natal abriga esse almejado
encontro: alunos e seus professores vindos das mais diversas cidades com suas crônicas vencedoras. É lugar de
estarmos juntos, de convívio intenso, de criar laços amigos, de rever o aprendido, de aprumar pequenas esperanças,
nossa primordial lição: apurar o olhar cronista.
Quem diria que através de palavras nascidas de ideias e sonhos viríamos a nos adentrar em viveres, ficaríamos
íntimos de tantos lugares, muitos desconhecidos.
Tantos olhares de sentir o mundo com o enfoque sutil, minucioso e particular de cada aluno-cronista presente
Em Natal: um solo breve. E um olhar amoroso para a crônica!
Antonio Gil Neto
Leia o texto abaixo e, a seguir, responda aos itens de 1 e 2:
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de corpo e palavra! As palavras dos jovens, ranhuras dos olhares desenhadas na tela, no papel, encompridam a
esperança. Atravessam o tempo. Foi um encontro maravilhoso, para não deixar por menos.
Agora que a festa se acaba nos relógios e calendários, continua a vibrar em nossas lembranças, bem na
armazenagem das alegrias. Revivo flashes do que foi esse viver com educadores lutadores e alunos inesquecíveis.
Revejo a chegança. Os olhares em esperto cansaço, a emoção vibrando nas perguntas, nos gestos. Todos brilharam
mais uma vez com a medalha de bronze ao peito de puro merecimento. Repenso: quanto vale um sinal de
reconhecimento!
Depois cada grupo em ofício de estudar ainda um pouco mais sobre as artimanhas da nossa língua mãe
bordariam os dias de outras aprendizagens.
De começar Paulo Riscal, o fotógrafo convidado, abre boa conversa sobre o olhar. O que é objeto especial na
arte de escrever uma crônica, gênero tão particular nessas minúcias. O olhar para a fotografia que resgata a vida.
O olhar fino, meticuloso e certeiro que faz o cotidiano aflorar em palavras de encantar, inquietar e surpreender
inesperadamente cada leitor que passa. E como podemos pegá-lo pela palavra! E nessa intimidade tantas revelações
se desvelam em cada um de nós. Sobreviventes de pó e sonhos. E o que brota das palavras germinadas da emoção
de fisgar o sutil de cada lugar com lente de morador cronista! Assim nos irmanamos: habitantes transitórios de
tantas cidades! Conjugamos verbos essenciais, o subir e o descer, do sudeste montanhoso; manejamos covos em
pescarias imaginadas de uma região do nordeste; partilhamos de uma prosa rasteira com Dona Perpétua, real
cidadã e personagem inspiradora do ato criador; brincamos de imitar os zurros dos jumentos que despertam os
moradores ao invés dos galos numa cidadezinha que emoldurou uma das crônicas admiradas.
O que é fotografar? O que será cronicar? O que um tem um a ver com o outro? Tanta coisa a se revelar pelo
prazer de descobrir, descobrir-se! Dito foi certeiro que uma imagem revela infinitas palavras. Na fotografia o
escrever com a luz. Na crônica o fotografar com palavras. Isso vale? Valeu e valerá. Eis a precisão do escrever com
a luz. A composição, o enquadramento, a atenção, a composição criativa. O quanto isso vale para um cronista que
observa atento a vida que se entrega a clics reveladores. Inaugurava-se na conversa algo como misgalhadinhos de
borboletas: será que os cegos fotografam? E os analfabetos escrevem?
Dali e daqui alguns dias de solidário cenário: de conhecer o sotaque musical do outro, de viver conjugado em
hotel à beira mar, de molhar os pés na espera das ondas do mar, de desvelar o olhar a dois em fotografias, de ficar
debaixo de um cajueiro floresta, de brincar nos primórdios do Descobrimento e ser abençoado, abraçado pelo
vento, pelas batidas das ondas nas pedras escuras, pelo por do sol enfeitando nossa visita ao forte dos Reis Magos,
quase na esquina do mundo.
Quem aplicou a regra dos três terços? Pudemos verificar isso como dança coletiva num painel da mostra das
imagens clicadas pelo fôlego de experimentar e preservar o olhar reconhecido. E doamos todos os sentidos para
os escritos e os sentimentos. Viajamos pelo emaranhado das composições fisgadas em mistérios escondidos em
cada recanto potiguar. Gestos paisagem. De particular brasilidade. Vislumbramos palavras capazes de conceber
alguma verdade em rascunho.
Ainda sobrou tempo para todos se lançarem de novo olhar para se adentrar nas fotografias e delas retirar o
fruto secreto: a palavra a se revelar em crônica. E de experimentar a vida do outro pelas palavras corporificadas.
Como um abrir da pedra em musgo fresco.
Fomos nos adentrando em ler por encanto os textos inaugurados. Deliciamo-nos nos entremeios salpicados
pelo imaginar a miúdas e genuínas cotidianices entre olhares companheiros. Ah, o leitor e seu privilégio de ser
cúmplice de cada olhar cronista!
E veio uma bonita festa! Mais que bonita posso dizer. Uma festa de reencontrar. De recontar o vivido, o
estudado. Experimentar novo diálogo com o professor, parceiro do ofício do saber. Ver o avesso da reescrita e
saber de algumas possibilidades de aprimorar palavras antes de lançá-las ao mundo. Cada um pode ver de mais
perto, em minúscula fotografia, o sabor do seu estilo. O toque humorístico particular, o viés crítico incomodador,
uma pitada de ares filosóficos ou irônicos, o efeito lírico imperando nas armadilhas de envolver o leitor, de fazê-
lo viver a vida de outros cenários.
A ansiedade e uma tristezinha passarinha deu seus ares. Mas, bem maior, gigantesca e desfrutada, uma alegria
bailarina, de comemorar, de se estar plenamente, de abraçar e abraçar-se no reconhecimento sem fim. Uns seguirão
para Brasília levando a aventura do vivido, essas emoções dadivosas como cajus amarelados que se oferecem à sede.
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Leia o texto abaixo e responda ao item 3:
Todos seguiram com seus dizeres em direção ao futuro. O que nos fará possíveis de letras e amor maior. Somos
renascidos de tanto esperançar. Somos uma eterna crônica de aprender um com os outros pelo madrugar das
palavras que nos fazem um só. Quantas crônicas o futuro guardará?
http://www.escrevendo.cenpec.org.br/index.php?option=com_content
Disponívelemhttp://chargesbruno.blogspot.com.br/
Acessoem24/06/2013
Alternativa A
D10- Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
O que deu origem aos fatos narrados neste texto?
(A) O encontro de professores e alunos em Natal.
(B) Uma viagem turística à cidade de Natal.
(C) O encontro com o fotógrafo Paulo Riscal.
(D) A realização de uma bonita festa.
1
Alternativa B
D4- Inferir uma informação implícita em um texto.
Infere-se do texto que
(A) professores e alunos reúnem-se para planejar uma viagem a Natal.
(B) alunos finalistas de um concurso de textos reúnem-se em Natal.
(C) alunos realizam uma festa para homenagear seus professores.
(D) o fotógrafo Paulo Riscal realiza palestras nas escolas de Natal.
2
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Texto 1
Depois de tudo o que tenho visto, ouvido e, principalmente lido, acerca dos últimos acontecimentos na vida dos
brasileiros sou obrigado a concluir que esse movimento/bagunça nada tem de popular. [...]
Essa bagunça é um reflexo da fracassada classe média inconformada com a perda de mão de obra barata para suas
áreas de serviço doméstico. Com o inevitável convívio com gente simples nos espaços onde antes só eles podiam estar
(shoppings, universidades, aeroportos...). Há um outro importantíssimo motivo para massa cheirosa que usa griffes
quase sempre falsificadas protestar: como admitir que o governo reserve grande número de vagas nas universidades
públicas para negros, índios e outras minorias? Essas vagas historicamente sempre foram para seu benefício uma vez
que sempre estudaram nos melhores colégios particulares, desde o maternal. [...]
Texto 2
[...] é gratificante verificar que as pessoas voltaram a sentir indignação, a sentir vontade de expressar a sua
discordância com as escolhas políticas atuais e, enfim, decidiram botar a cara à tapa, dispostas a suportar as
consequências de seu posicionamento. [...] para mim, o mais importante é a sinalização de uma nova era para o Brasil...
uma era em que o respeito aos direitos do povo - qualquer direito - será exigido nas ruas e todos os inescrupulosos
repugnantes que hoje tripudiam sobre o cidadão comum pensarão duas vezes antes de seguirem adiante com sua
podridão. Uma era em que o jeitinho brasileiro não mais será nosso lema, uma era em que o pão e circo não mais
será a solução ideal para nossos problemas... uma era em que a educação básica será pública e gratuita de novo, uma
era em que todos terão transporte público decente, uma era em que os hospitais funcionarão, os professores darão
aulas satisfeitos, uma era em que todos lutarão em pé de igualdade por seus empregos, uma era em que ninguém
mais viverá de esmola (e se contentará com isso), uma era em que cisternas, irrigação por gotejamento, captação de
água da chuva e tantas outras soluções simples acabarão com o estigma da seca que destrói o sertão, uma era em que
Natureza será reverenciada, em que os recursos naturais serão usados com sabedoria, uma era em que os drogados
serão poucos porque as famílias serão unidas.... uma era em que, mais adiante, todos se respeitarão sem necessitar da
Polícia e do Poder Judiciário.
Chegou a hora, é agora. Nós estamos vivendo a história.... esses são os primeiros passos para a formação moral e
social de um novo povo brasileiro.
Alternativa A
D5- Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas,quadrinhos, fotos, etc.).
A fila dos que não precisam esperar mais é formada por quem
(A) já morreu.
(B) está doente.
(C) recebeu alta.
(D) recuperou a saúde.
3
Uma declaração do segundo texto que CONTRADIZ o primeiro é
(A)“...é gratificante verificar que as pessoas voltaram a sentir indignação,a sentir vontade de expressar a sua discordância
com as escolhas políticas..”
(B)“...uma era em que o pão e circo não mais será a solução ideal para nossos problemas...”
(C) para mim, o mais importante é a sinalização de uma nova era para o Brasil...”
(D)“Nósestamosvivendoahistória...essessãoosprimeirospassosparaaformaçãomoralesocialdeumnovopovobrasileiro.”
4
Leia os textos abaixo e responda ao item 4:
Disponívelemhttp://www.ozildoalves.com.br/internas/read/?id=16673
Acessoem24/06/2013
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Alternativa A
D21- Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema.
Leia os textos abaixo e responda ao item 5:
Ontem como hoje, continua tudo igual...
disponívelemhttp://www.propagandasantigas.blogger.com.br/
Acessoem24/06/2013
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As reticências utilizadas na frase“ Ontem como hoje, continua tudo igual...”
Expressam:
(A) dúvida.
(B) pausa.
(C) interrupção.
(D) continuidade.
5
Alternativa A
D17 - Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações.
Teatro
Professor (a),seja bem vindo (a) ao estudo do texto dramático ou texto para representação teatral, um
gênero de grande relevância social e cultural.
Do ponto de vista do estudo dos gêneros textuais, o texto dramático nos remete a aspectos da narrativa,
sobretudo à questão do diálogo, sob um novo olhar, tendo como perspectiva a encenação. Assim, nosso trabalho
tem como foco a exploração das características e elementos desse gênero, por meio das práticas linguísticas,
em especial, a leitura dramática.
Caso a unidade escolar em que leciona tenha professores (as) com formação em artes cênicas, dialogue
com eles(as), peça-lhes ajuda, tire dúvidas, pois esta parceria, certamente, contribuirá para o alcance de bons
resultados no trabalho com este gênero. Porém, a ausência desse profissional não deverá ser um empecilho
para o desenvolvimento do trabalho, pois essa poderá ser compensada por sua vivência e experiência como
leitor(a) ou espectador(a) de peças teatrais.
No mais desejamos um excelente trabalho e muito sucesso!
aula 11
Objetivo geral
• Identificar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o Teatro, explorando as práticas de
oralidade, leitura e escrita.
O que devo aprender nesta aula
u Discutir sobre o teatro como linguagem artística.
u Apreciar trechos de encenação de peças teatrais.
u Conhecer a origem do teatro.
Levantamento dos conhecimentos prévios/
Introdução aos estudos do gênero
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língua portuguesa
40
Prática de oralidade
Professor (a), é importante que os estudantes entendam que o teatro é uma linguagem artística, assim como a
dança, as artes visuais e a música. Uma peça teatral nasce primeiramente de um texto (o texto dramático) e é
concretizado com os atores em cena. No entanto, a peça, para ser apresentada ao público, necessita de produção
emuitoensaio.Odiretordeteatroéapessoaresponsávelporestaconcepção(cenografia,sonoplastia,iluminação,
preparação dos atores etc.) e pela produção do espetáculo.
Professor(a),parailustrarapossibilidadedediferentesespaçoscênicosparaumaapresentaçãoteatral,sugerimos
que exiba um trecho da peça “Romeo e Julieta” do grupo Galpão, de Belo Horizonte, disponível no endereço:
http://www.youtube.com/watch?v=b3N_QcBSQ8Q
Caso não seja possívelexibiressevídeo,sugerimosquevocêprovidencieimagensdeatoresem cena em diferentes
espaços cênicos para exibi-las aos estudantes.
Comente que a praça centralde qualquer cidade,o porão de uma casa antiga,o pátio de uma escola etc podem se
transformar num grande palco para uma apresentação teatral. Comente também que o teatro é dinâmico, o que
significa que um espetáculo pode envolver a dança, o circo, a música, as artes plásticas e até mesmo o cinema.
Em seguida, peça para que os estudantes observem a imagem a seguir.
Caro estudante, iremos iniciar nossos estudos sobre o teatro: um texto dramático ou texto destinado à
representação teatral. Para tanto, discuta com seus colegas e seu (sua) professor (a) as questões a seguir.
A imagem do duo de máscaras, a seguir, compõe o símbolo do teatro. Observe-a para discutir as questões abaixo.
• O que é teatro?
• Você já teve a oportunidade de assistir a uma peça de teatro? Sobre o que era a peça?
Resposta pessoal
• Você acha que o palco é o único espaço cênico possível para a apresentação de uma peça?
Não.Opalco,possivelmente,éoespaçocênicomaisexploradopelosdramaturgos,atoresediretores.Noentanto,diferentesespaçospodem
serusadosparaaapresentaçãodeumapeçacomoéocasodegruposdeteatroquetrabalhamnasruascomoochamado“teatroderua”.
http://www.sindinoticias.com/files/conteudo/noticias/015256.jpg
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língua portuguesa
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Professor(a),apesardeessaserumarespostapessoal,espera-sequeo(a)aluno(a)associeasmáscarasàencenação,à
alegoriadoteatro.Deacordocompesquisadores,ogregoÉsquilo,nascidonoano524a.C,foioresponsávelpelaadesão
aousodasmáscarascomoobjetivodeesconderafiguradoatoreressaltaropersonageminterpretado.Pormuitotempo,
amáscarafoiutilizadanoteatroe,comoatragédiaeacomédiasãoduascategoriasmarcanteseimportantesnahistória
doteatro,nadamaisadequadodoquesimbolizarestalinguagemartísticacomoduodemáscaras.
• As duas máscaras são iguais? O que há de diferente nelas?
Não. Uma das máscaras tem uma expressão de dor enquanto a outra tem uma expressão de alegria.
• O que você acha que cada uma das máscaras simboliza?
Amáscaracom aexpressãodealegriarepresentaacomédia,eaoutraatragédia
• Em sua opinião, por que o duo de máscaras é o símbolo do teatro?
Respostapessoal.
Caro estudante, realize uma pesquisa para saber sobre a origem do teatro: quando e como surgiu o teatro?
PesquisetambémsobreopapeldaGréciaantiganodesenvolvimentodoteatrocomoexpressãoerealização.
PRÁTICA DE ESCRITA - DESAFIO
aula 12
Objetivo geral
• Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero, explorando as práticas de oralidade,
leitura e escrita e análise linguística..
Ampliaçãodosconhecimentossobreogênero
O que devo aprender nesta aula
u Socializar a pesquisa realizada.
u Ler texto dramático, utilizando as estratégias de leitura como mecanismos de interpretação dos textos:
• Formulação de hipóteses (antecipação e inferência).
• Verificação de hipóteses (seleção e checagem).
u Discutir sobre as funções cultural e social do gênero dramático.
u Refletir sobre os elementos do texto dramático (rubrica, cenário, fala, diálogo e ação dos personagens).
u Refletir sobre as variações linguísticas no gênero em estudo.
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língua portuguesa
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Prática de oralidade
Práticas de leitura e análise da língua
Professor (a), para sua informação, disponibilizamos no quadro a seguir um texto retirado do Ensinar e Aprender
3 de língua portuguesa, uma publicação do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação e Cultura- CENPEC-, sobre
a origem do teatro.
Entretanto,faz-senecessárioquevocêtambémrealizesuapesquisaparaintervençõese/ouampliaçõesnecessárias
na pesquisa realizada pelos estudantes.
A origem do teatro
A origem do teatro perde-se em tempos remotos, quando o ser humano começou a esboçar os primeiros
movimentos tentando expressar e comunicar sentimentos e sensações. Não havia então rígidas fronteiras
entre arte e religião: a arte ainda era magia. A partir do momento em que foi capaz de se expressar através
da linguagem oral e gestual, o homem tornou-se apto a dramatizar os fatos e fenômenos do cotidiano,
apresentando-os a seu grupo de forma mais vibrante, envolvendo assim, emocionalmente, seus espectadores.
Para nós ocidentais, é na Grécia Antiga que o teatro consegue atingir pela primeira vez sua plenitude
enquanto expressão e realização. Originária dos rituais dionisíacos, a tragédia grega nasceu da combinação de
cantoscoraisedançasrituais.GrandesautorescomoÉsquilo,SófocleseEurípedes,gêniocriadordecomédias,
escreveram obras primas ainda hoje encenadas e que continuam a fundamentar a criação de novos textos.
É também a partir da Grécia que se estabelece um vínculo entre o teatro e a educação. Ao longo dos
séculos,nosjogosdeexpressãooujogosdramáticos,filósofos,pedagogose,posteriormente,psicólogosviram
uma nova forma de auxiliar o crescimento da criança e do jovem nos planos cognitivo, afetivo e psicomotor.
Caro estudante, compartilhe com seus colegas e seu (sua) professor (a) a pesquisa realizada.
Você, provavelmente, já deve ter assistido ao filme “O auto da compadecida”, com os atores Selton Melo, Matheus
Nachtergaele, Marco Nanini, entre outros. Mas você sabia que “ Auto da compadecida”, de Ariano Suassuna é um
texto escrito, originalmente, para o teatro?
Leia, abaixo, um trecho dessa peça teatral para responder as questões propostas:
TEATRO. Ensinar e Aprender 3 – Língua Portuguesa, p 16. Programa de Aceleração da Aprendizagem. Secretaria de Estado da Educação de Goiás, 2001.
Personagens
Palhaço
João grilo
Chicó
Padre João
Antônio Morais
Sacristão
Padeiro
Mulher do padeiro
Bispo
Frade
Severino do Aracaju
Cangaceiro
Demônio
O encourado (o diabo)
Manuel (nosso senhor Jesus Cristo)
A compadecida (Nossa Senhora)
Auto da compadecida
Ariano Suassuna
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língua portuguesa
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Cenário
O cenário pode apresentar uma entrada de igreja à direita, com uma pequena balaustrada ao fundo, uma vez
que o centro do palco representa um desses pátios comuns nas igrejas das vilas do interior. A saída para a cidade
é à esquerda e pode ser feita através de um arco. Nesse caso, seria conveniente que a igreja, na cena do
julgamento, passasse a ser entrada do céu e do purgatório. O trono de Manuel, ou seja, Nosso Senhor Jesus
Cristo, poderia ser colocado na balaustrada, erguida sobre um praticável servido por escadarias. Mas tudo isso
fica a critério do ensaiador e do cenógrafo, que podem montar a peça com dois cenários, sendo um para o
começo e outro para a cena do julgamento, ou somente com cortinas, caso em que se imaginará a igreja fora do
palco, à direita, e a saída para a cidade à esquerda, organizando-se a cena para o julgamento através de simples
cadeiras de espaldar alto, com saída para o inferno à esquerda e saída para o purgatório e para o céu à direita.
[...]
Palhaço: (entrando). Peço desculpas ao distinto público que teve de assistir a essa pequena carnificina, mas
ela era necessária ao desenrolar da história. Agora a cena vai mudar um pouco. João, levante-se e ajude a mudar
o cenário. Chicó! Chame os outros.
Chicó: Os defuntos também?
Palhaço: Também.
Chicó: Senhor Bispo, Senhor Padre, Senhor Padeiro!
(Aparecem todos.)
Palhaço: É preciso mudar o cenário, para a cena do julgamento de vocês. Tragam o trono de Nosso Senhor!
Agora a igreja vai servir de entrada para o céu e para o purgatório. O distinto público não se espante ao ver, nas
cenas seguintes, dois demônios vestidos de vaqueiro, pois isso decorre de uma crença comum no sertão do Nordeste.
(É claro que essas falas serão cortadas ou adaptadas pelo encenador, de acordo com a montagem que se fizer.)
Palhaço: Agora os mortos. Quem estava morto?
Bispo: Eu.
Palhaço: Deite-se ali.
Padre: Eu também.
Palhaço: Deite-se junto dele. Quem mais?
João Grilo: Eu, o padeiro, a mulher, o sacristão, Severino e o cabra.
Palhaço: Deitem-se todos e morram.
João Grilo: Um momento.
Palhaço: Homem, morra que o espetáculo precisa continuar!
João Grilo: Espere, quer mandar no meu morredor?
Palhaço: O que é que você quer?
João Grilo: Já que tenho de ficar aqui morto, quero pelo menos ficar longe do sacristão.
Palhaço: Pois fique. Deite-se ali. E você, Chicó?
Chicó: Eu escapei. Estava na igreja, rezando pela alma de João Grilo.
Palhaço: Que bem precisada anda disso. Saia e vá rezar lá fora. Muito bem, com toda essa gente morta, o
espetáculo continua e terão oportunidade de assistir seu julgamento. Espero que todos os presentes aproveitem
os ensinamentos desta peça e reformem suas vidas, se bem que eu tenha certeza de que todos os que estão aqui
são uns verdadeiros santos, praticantes da virtude, do amor a Deus e ao próximo, sem maldade, sem mesquinhez,
incapazes de julgar e de falar mal dos outros, generosos, sem avareza, ótimos patrões, excelentes empregados,
sóbrios, castos e pacientes. E basta, se bem que seja pouco. Música.
(Música de circo. O Palhaço sai dançando. Se montar a peça em três atos ou houver mudança de cenário,
começará aqui a cena do julgamento, com o pano abrindo e os mortos despertando.)
João Grilo: (para o Cangaceiro). Mas me diga uma coisa, havia necessidade de você me matar?
Cangaceiro: E você me matou?
João Grilo: Pois é por isso mesmo que eu reclamei. Você já estava desgraçado, podia ter-me deixado em paz.
Severino: Eu, por mim, agora que já morri, estou achando até bom. Pelo menos estou descansando daquelas
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correrias. Quem deve estar achando ruim é o bispo.
Bispo: Eu? Por quê? Estou até me dando bem!
João Grilo: É, estão todos muito calmos porque ainda não repararam naquele freguês que está ali, na sombra,
esperando que nós acordemos.
Padre: Quem é?
João Grilo: Você ainda pergunta? Desde que cheguei que comecei a sentir um cheiro ruim danado. Essa
peste deve ser um diabo.
Demônio: (saindo da sombra). (Severo) Calem-se todos. Chegou a hora da verdade.
Severino: Da verdade?
Bispo: Da verdade?
Padre: Da verdade?
Demônio: Da verdade, sim.
João Grilo: Então já sei que estou desgraçado, porque comigo era na mentira.
Demônio: Vocês agora vão pagar tudo o que fizeram.
Padre: Mas o que foi que eu...
Demônio:Silêncio! Chegou a hora do silêncio para vocês e do comando para mim. E calem-se todos. Vem chegando
agora quem pode mais do que eu e do que vocês. Deitem-se! Deitem-se! Ouçam o que estou dizendo, senão será pior!
[...]
Disponível em: http://oficinadeteatro.com/component/jdownloads/viewdownload/5-pecas-diversas/110-auto-da-compadecida/Acesso em 21/05/2013
As rubricas indicam a ação, a fala, sentimentos das personagens etc.
No texto dramático, os textos em parênteses, são chamados de rubricas. Em sua opinião, para que servem esses textos?
1
No texto dramático o espaço recebe o nome de cenário. No texto em questão, a ação acontece em uma pequena vila no interior.
Como é denominado o espaço no texto dramático? Indique o espaço do texto em estudo.
2
Há muitas semelhanças entre esse gênero e os gêneros como o conto e a crônica. Tanto o texto dramático quanto o conto, o
romance e a crônica possuem ação, espaço, época/tempo e personagens.
Em que o texto lido se assemelha aos contos e às crônicas estudadas por você nos bimestres anteriores?
3
Algumas palavras e expressões como morredor, Chicó, Severino do Aracaju, encourado são típicas do sertão nordestino.
4Algumas palavras e expressões utilizadas pelo autor são típicas de uma região brasileira. Você sabe que região é
essa? Destaque algumas dessas palavras e expressões.4
Não. Diretor é o nome atribuído a esse profissional. Suassuna deve ter utilizado a palavra ensaiador por ser essa a palavra utilizada
na região em que vive para se referir ao diretor de teatro. Suassuna é um dos maiores escritores contemporâneos que retrata com
singularidade a cultura popular nordestina. Em seus textos estão presentes o linguajar, as crendices, as tristezas, as riquezas e as
misérias do povo nordestino.
O autor do texto utilizou-se da palavra ensaiador para se referir à pessoa responsável por montar o espetáculo e ensaiar
os atores.Você acha que esse é, de fato, o nome atribuído a esse profissional? Por que você acha que Suassuna preferiu
utilizar o termo ensaiador?
5
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http://www.e-biografias.net/ariano_suassuna/
Ariano Suassuna (1927) nasceu em João Pessoa, Paraíba, em 16
dejunhode1927.FilhodeJoãoSuassunaeRitadeCássiaVilar,ficou
órfão de pai, com três anos de idade. Durante a Revolução de 1930,
por motivos políticos, seu pai foi assassinado. A família foi obrigada a
mudardecidade,foramparaTaperoá,interiordoEstado.Morouem
Taperoá entre 1933 e 1937, onde iniciou seus estudos. Teve os
primeiros contatos com a cultura regional assistindo uma
apresentação de mamulengos e um desafio de viola.
Em1942,afamíliamuda-separaacidadedoRecife,Pernambuco,
onde Ariano entra para o Colégio Americano Batista. Em seguida
estuda no Ginásio Pernambucano, importante colégio do Recife.
IngressounaFaculdadedeDireito,ondefundaoTeatrodoEstudante
de Pernambuco. Em 1947, escreve sua primeira peça Uma Mulher
VestidadeSol.NoanoseguinteescreveCantamasHarpasdeSião.
Em 1950, conclui o curso de Direito. Dedica-se a advocacia e ao
teatro.Em1955,escreveuacomédia“AutodaCompadecida.Apartirde1956,passaadaraulasdeEstéticanaUniversidade
FederaldePernambuco.Em1970,surgeoMovimentoArmorial,inspiradoedirigidoporAriano,comoobjetivodevalorizar
os vários aspectos da cultura do Nordeste brasileiro, como a literatura de cordel, a música, a dança, teatro, entre outros.
Ariano Suassuna inicia, em 1971, sua trilogia com o Romance da Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue que vai-
e-volta,queteriasequênciaem1976,comaHistóriadoReiDegoladonasCaatingasdoSertão:aoSoldaOnçaCaetana.
Em 1994, se aposenta pela Universidade Federal de Pernambuco. É Secretário de Assuntos ao Governador de
Pernambuco, Eduardo Campos.
DESAFIO
Pesquise quem são alguns dos mais famosos autores de textos dramáticos no Brasil e no mundo.
Destaque pelo menos dois autores: um nacional e um estrangeiro.
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
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aula 13
O que devo aprender nesta aula
u Ler textos dramáticos, utilizando as estratégias de leitura como mecanismos de interpretação dos textos:
• Formulação de hipóteses (antecipação e inferência).
• Verificação de hipóteses (seleção e checagem).
u Socializar a pesquisa sobre alguns dos principais autores de teatro do Brasil e do mundo.
u Refletir sobre os elementos do texto dramático (rubrica, cenário, fala, diálogo e ação dos personagens).
u Refletir sobre os personagens observando suas falas e ações.
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língua portuguesa
46
Práticas de oralidade
Caro estudante, compartilhe com seus colegas e seu(sua) professor (a) a pesquisa feita sobre alguns dos
principais autores de texto dramático no Brasil e no mundo
Professor (a),retome o desafio da aula anterior e instigue os alunos a falarem sobre a pesquisa que fizeram.
Professor(a),noquadroaseguir,selecionamosalgunsdosmaisfamososautoresestrangeirosebrasileirosdetextos
dramáticos, no entanto, sugerimos que você também faça sua própria pesquisa para fazer as intervenções e/ou
ampliações necessárias das informações trazidas pelos estudantes.
Molière
Jean-BaptistePoquelin,conhecidoartisticamentecomoMolière,foiumimportanteescritor,atoredramaturgo
francêsdoséculoXVII.Nasceuem15dejaneirode1622nacidadedeParisefaleceunamesmacidadeem17de
fevereiro de 1673. Ganhou grande destaque no mundo teatral com suas excelentes comédias de tom satírico.
Molière é considerado o pai da Comédia Francesa. Em suas peças de teatro, Molière retratou temas
do cotidiano com um olhar crítico e satírico. Mostrou o pedantismo dos falsos sábios, a pretensão dos
burgueses enriquecidos, a corrupção em diversos setores sociais e as mentiras dos médicos ignorantes.
Molière também retratou de forma extraordinária os grandes defeitos e virtudes da alma humana.
Comportamentos e sentimentos como inveja, cobiça, orgulho, avareza e arrogância são objetos
importantes para a composição de suas obras.
Em função do realismo e do tom cômico de suas obras, Molière recebeu, durante grande parte de sua vida
artística, protestos, perseguições e até ameaças. Esta oposição vinha, principalmente, dos setores mais
conservadoresdasociedade(altasociedade,Igreja,políticos)incomodadoscomastemáticasdasobrasdeMolière.
Shakespeare
William Shakespeare, Shakespeare é considerado um dos mais importantes dramaturgos e
escritores de todos os tempos. Seus textos literários são verdadeiras obras de arte e permaneceram
vivas até os dias de hoje, onde são retratadas frequentemente pelo teatro, televisão, cinema e literatura.
Os textos de Shakespeare fizeram e ainda fazem sucesso, pois tratam de temas próprios dos seres
humanos, independente do tempo histórico. Amor, relacionamentos afetivos, sentimentos, questões sociais,
temas políticos e outros assuntos, relacionados a condição humana, são constantes nas obras deste escritor.
Nasceu em 23 de abril de 1564 na pequena cidade inglesa de Stratford-Avon e faleceu em 23 de
abril de 1616 de causas desconhecidas.
Principais obras:
Comédias: O Mercador de Veneza, Sonho de uma noite de verão, A Comédia dos Erros, Os dois
fidalgos de Verona, Muito barulho por coisa nenhuma, Noite de reis, Medida por medida, Conto do
Inverno, Cimbelino, Megera Domada e A Tempestade.
Tragédias: Tito Andrônico, Romeu e Julieta, Julio César, Macbeth, Antônio e Cleópatra,
Coriolano, Timon de Atenas, O Rei Lear, Otelo e Hamlet.
Dramas Históricos: Henrique IV, Ricardo III, Henrique V, Henrique VIII.
Principais obras
As preciosas ridículas (1659)
A Escola de Mulheres (1662)
Tartufo (1664)
O Misantropo (1665)
Médico a força (1666)
O Avarento (1668)
Anfitrião (1668)
O burguês fidalgo (1670)
As sabichonas (1672)
Disponível em http://www.suapesquisa.com/Acesso em 23/05/2013
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língua portuguesa
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Nelson Rodrigues
Nelson Rodrigues é sem dúvida um dos grandes nomes do teatro brasileiro. Autor de 17 peças,
suas obras despertaram e despertam as mais variadas reações. Classificado por ele mesmo como
desagradável, seu teatro chocou plateias, provocando não apenas admiração, mas também repugnância
e ódio. Nelson Rodrigues nasceu no Recife em 1912 e faleceu no Rio de Janeiro em 1980.
Principais obras:
Vestido de noiva (1943); A falecida (1953); Os sete gatinhos (1958); Boca de ouro (1959); Beijo
no asfalto (1960); Toda nudez será castigada (1965).
Ariano Suassuna
Vida: Ver aula 01
Principais obras:
Uma mulher vestida de Sol, (1947); Cantam as harpas de Sião ou O desertor de Princesa, (1948);
Os homens de barro, (1949); Auto de João da Cruz, (1950); Torturas de um coração, (1951); O arco
desolado, (1952);O castigo da soberba, (1953); O Rico Avarento, (1954); Auto da Compadecida,
(1955); O casamento suspeitoso, (1957); O santo e a porca, (1957); O homem da vaca e o poder da
fortuna, (1958); A pena e a lei, (1959); Farsa da boa preguiça, (1960); A Caseira e a Catarina, (1962);As
conchambranças de Quaderna, (1987); Fernando e Isaura, (1956)inédito até 1994.
Disponível em: http://www.funarte.gov.br/brasilmemoriadasartes/acervo/nelson-rodrigues/biografia-de-nelson-rodrigues/Acesso em 23/05/2013
Professor (a), pesquise também por: Samuel Beckett, Anton Tchekhov, Frederico García Lorca,
Oscar Wilde, Marcos Caruso, entre outros.
1 Atividade adaptada do Ensinar e Aprender 3 - Língua Portuguesa. Programa de Aceleração da Aprendizagem.
Secretaria do Estado de Goiás, 2011
Práticas de leitura e análise linguística 1
Casinha pequenina
Ivo Bender
Personagens (três): Marido, mulher e filho.
Cenário
Sofás ou cadeiras, sugerindo uma sala de estar.
Quando começa a cena, marido e mulher estão sentados. A mulher, em roupa caseira, pinta as unhas dos
pés; o marido, de pijama, lê um jornal. Depois de certo tempo começam a conversar.
O marido: (baixa o jornal) Os jornais de hoje não são como os de ontem.
A mulher: (sem interromper a pintura das unhas) Claro que não. As edições são diárias. Portanto, a cada dia
os jornais são diferentes.
O marido: (olhando para ela) Quando digo ontem, quero dizer “antigamente”.
A mulher: (olhando para ele) Então você tem que dizer assim: “Os jornais de hoje não são como os de antigamente”.
Omarido:Osjornaisdehojenãosãocomoos...Oraessa,nãovejoporquerepetiroquevocêdisse.(voltaalerojornal)
A mulher: O esmalte de hoje não é como os de antigamente.
O marido: (silêncio)
A mulher: O esmalte moderno mudou muito. Hoje as cores são tantas que fico tonta cada vez que entro na farmácia.
Leia o texto dramático abaixo e responda às questões seguintes:
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língua portuguesa
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O marido: (silêncio)
A mulher: E logo, logo, o esmalte fica ressequido e as unhas descascam.
O marido: (sem desviar os olhos do jornal) Esses jornais de hoje publicam de tudo. Há uma liberdade que
chega às raias da licenciosidade.
A mulher: A enceradeira que comprei no mês passado já pifou.
O marido: (olha para o chão, depois para a mulher) Então é por isso que o parque está fosco, sem brilho nenhum?
Amulher:Não. É que a empregada fugiu. Era ela quem lustrava o chão com dois trapos de flanela enrolados nos pés.
Marido: Pois compra uma nova enceradeira. De outra marca.
A mulher: Prefiro uma empregada.
O marido: Mas uma empregada custa mais.
A mulher: Em compensação, trabalha o dobro.
O marido: (volta a ler o jornal; depois de um tempo baixa-o) As notícias de hoje são feitas do mais baixo
escândalo. Veja: um homem tirou a roupa na rodoviária, ficou nu em pelo, pegou um ônibus para Torres e se
jogou no mar. Deixou uma carta acusando o governador.
A mulher: Pobre governador.
Marido: Pobre. (volta à leitura)
A mulher: O meu fusca está com um problema na mudança. Um problema gravíssimo.
O marido: Manda pra oficina
A mulher: Vou mudar de oficina, isso sim.
O marido: Os escândalos se acumulam: um ministro de governo fugiu para a Suíça. Por amor ao chocolate.
O governo, minimizando o problema, ofereceu-lhe a embaixada naquele país europeu.
A mulher: Minha lavadora automática se engasgou com aquele teu colete de astracã.
O marido: (deixa a leitura; apreensivo) Isto é grave. Como é que vai ser no inverno?
A mulher: Faço um colete de lã pra você.
O marido: Ah. (retoma a leitura) Aqui diz que o juiz absolveu aquele senhor que matou uma vizinha
entrevada e aquele seu cachorro dinamarquês.
A mulher: Um cachorro dinamarquês?
O marido: Um cachorro dinamarquês. O homem foi absolvido porque ficou provada a legítima defesa.
A mulher: A justiça tem razões que nós mesmos ignoramos.
O marido: (após um silêncio e tendo folheado o jornal) Aqui tem uma página em branco.
A mulher: Interessante. Deve ter sido um problema com a impressão.
O marido: Ou então, é a prova de outro sabão em pó. Aquela história que lava mais branco etcétera e tal.
A mulher: Não é de duvidar
O marido: (após outro silêncio) Que coisa! Imagine que na Baixada Fluminense apareceram trinta
corpos crivados de bala.
A mulher: Que limpa, hein?
O marido: (tendo folheado o jornal) outra página em branco.
A mulher: Não falei? É problema do jornal. Alguma coisa deu errado.
O marido: Nada disso. É a propaganda de detergente.
A mulher: Enfim, problema do jornal ou de sabão em pó, dá tudo na mesma. Uma página em branco.
O marido: Duas, faz favor?
A mulher: Ah, é. Duas. (pausa) já está na hora da novela?
O marido: (consultando o relógio) Quase.
A mulher: (fecha o vidro de esmalte) Então vamos pro quarto.
O marido: O televisor do quarto está sem som.
A mulher: E o aparelho do quarto do Betinho está sem imagem.
O marido: Então só resta o do banheiro.
A mulher: E dai? Não quero perder minha novela.
O marido: Nem eu. Só que no banheiro a imagem não é lá essas coisas.
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A mulher: Pois vamos duma vez, mas quem senta no vaso sou eu. O bidê fica pra ti.
O marido: Não senhora, o vaso é meu.
A mulher: Eu escolhi primeiro.
O marido: Pra você, tem o bidê.
A mulher: Que vergonha! Me mandando pro bidê!
O marido: E tu, me negando o vaso!
A mulher: O vaso é meu!
O marido: Fui eu quem comprou o televisor.
A mulher: Mas a ideia de botar ele no banheiro foi minha.
O marido: Não me interessa.
A mulher: Prepotente!
O marido: Quem canta aqui sou eu!
A mulher: Chamando esta de galinheiro! (chama) Betinho, vem cá.
O marido: Não chamei nada de coisa nenhuma, meu Deus!
A mulher: (chama mais alto) Betinho, meu filho!
O marido: Não se tem mais sossego nem no recesso do lar!
A mulher: Que lar, que lar? Só me diz: que lar? Isto aqui é lar? (chama) Betinho.
O filho: (entra lento) Qual é?
A mulher: Dá um jeito no teu pai.
Ofilho: Seguinte, ó: eu tava numa boa, na minha baia, curtindo um som legal. Pô, que corta barato que são vocês.
O marido: Corta o quê?
O filho: Barato.
O marido: (para a mulher) Se ele continuar com essa linguagem, juro que bato nele.
A mulher: Duvido você bater num homem, duvido.
O filho: (avançando para o pai) Quer me bater quer?Tudo bem. Tou mesmo a fim de ser batido.
O marido: Mas ele desafia o próprio pai!
O filho: Desafio, mas numa boa.
O marido: (indo para a mulher) Me segura que eu avanço nele.
A mulher: Te seguro, te seguro. (abraçando-o por trás)
O filho: Quer se avançar em mim é velho? Tou mesmo a fim de ser avançado.
O marido: Me larga, que eu vou dar nele!
A mulher: Não largo, não largo! Vamos duma vez que a novela já começou. (vão para a saída: o filho vai em
direção oposta; ele pára e volta-se)
O filho: Ei, esperem aí. Pra onde vão vocês?
A mulher: Pro banheiro.
O filho: Os dois?
A mulher: Pra ver a novela.
O filho: Mas não tem aparelho nenhum no banheiro.
A mulher: Como não?
O marido: como é que é?
O filho: Passei o televisor nos cobres. Tava precisando duma grana.
A mulher: (para o marido) Mas como é que ele teve a coragem!
O marido: (para o filho) Mas como é que você teve a coragem!
O filho: A mesada andava curta. Só isso. (sai)
A mulher: (sentando) Não consegue acreditar.
O marido: Aí está à maravilha que você botou no mundo, roubado feito ladrão de galinha. Um fedelho
perebento manchando o sagrado nome da família!
A mulher: E agora, querido?
O marido: Eu é que te pergunto.
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Professor (a), após a discussão das questões, proponha uma leitura dialogada. Três estudantes lerão em voz alta,
respectivamente,asfalasdostrêspersonagensdotexto;umoutroestudanteleráasindicaçõessobreospersonagens,
o cenário ea primeira rubrica queantecede o texto.Asdemaisrubricasnão precisarão serlidasem vozalta,nem os
nomes dos personagens anunciados antes das falas.
Pode-se afirmar que os personagens são de classe média alta, já que podem manter uma empegada doméstica, possuem mais de
um aparelho de TV e o filho ganha mesada. Pode-se afirmar também que vivem discutindo frivolidades. Apesar de comentarem
sobre as notícias, dão pouco ou nenhuma atenção aos problemas sociais noticiados.
Observando as falas dos personagens, o que se pode afirmar sobre eles?
2
Revelam que a família possui um relacionamento que, de certa forma, é conflituoso e superficial. Os pais não conseguem entender
o filho que parece fazer o quiser. A mulher e o marido demonstram certo desespero quando percebem que não irão assistir à
novela, a única distração em casa, segundo a mulher. Ou seja, o convívio entre os personagens não basta, não há harmonia ou
distração. O melhor momento é quando assistem televisão.
O que essas falas revelam sobre o relacionamento dessa família?
3
O objetivo comum é assistir à novela e o conflito é que o banheiro seria o lugar possível de assisti-la e os dois passam a brigar para
se sentar no vaso. O conflito se resolve quando o filho diz que vendeu o aparelho de TV do banheiro: nesse momento o marido
decide voltar a ler o jornal e a mulher a fazer as unhas
Noúnicomomentoemqueomaridoeamulhertêmumobjetivocomum,ocorreumconflito.Qualéesseobjetivocomum?
E o conflito? Como ele se resolve?4
Resposta pessoal.
Você conseguiu imaginar o cenário de Casinha Pequenina? E os personagens? De que forma você os imagina?
5
Indicam as ações, as reações e os movimentos dos personagens.
O que as rubricas no texto“Casinha pequenina” indicam?
1
A mulher: Como é que vai ser?
O marido: Eu é que vou saber?
A mulher: Sem distração em casa!
O marido: Pode haver coisa pior?
A mulher: Sem novela.
O marido: Sem o comentário esportivo. (senta na sua cadeira e retorna ao jornal)
A mulher: Com toda esta vasta noite pela frente.
O marido: Vou ter que dormir mais cedo.
A mulher: Quem sabe eu pinto as unhas?
O marido: É uma ideia. E eu retorno a leitura. (ambos começaram a agir; ela pinta as unhas das mãos e ele
lê; silêncio longo) Os jornais de hoje não são como os de ontem.
A mulher: (suspendendo a pintura, volta-se para ele e dá por encerrado o assunto) Claro que não.
Os dois se olham. As luzes se apagam uma a uma.
Transcrito de Nove textos breves para teatro. Porto Alegre: Ed. Da Universidade, 1983. P. 60.)
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aula 14
Texto 1
Violência atinge 15% de alunos
Professor(a), neste caderno, estamos propondo uma retomada dos conteúdos/gêneros estudados ao longo do ano.
Para isso, sugerimos, aqui, alguns itens que exploram os gêneros trabalhados nesse período.
Dessa forma, as aulas 14 e 15; 19 e 20; 24 e 25 devem ser dedicadas à resolução dos itens propostos e para uma
reflexão acerca dos gabaritos e dos distratores de cada um deles.
Portanto, reserve parte dessas aulas para que os estudantes os resolvam e, em seguida, faça um comentário
aprofundado de cada item deste, justificando seu gabarito e seus distratores.
O que devo aprender nesta aula
u Identificar o tema de um texto.
u Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
u Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em
que eles foram produzidos e daqueles em que serão recebidos.
u Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
u Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios etc.
DESAFIO
Em Hamlet,Shakespearenosdizoquedeveseroteatroparaasociedade:
“O teatrodeveserum espelhocolocadodiantedanatureza,quemostrasuaverdadeiraimagem;nosquer
fazertomarconsciênciadascoisasquesevivem nomundo,comoacorrupção,contraoabusodopoder,a
libertinagem.Nosmostraanaturezahumana,omundoem quevivemos;nosdizquefaçamostudo,atéo
impossívelparaqueseacabem ascosasruinsdomundo,quetentemosdetodasasformasfazercom que
aspessoassejam iluminadasenãocontinuem nastrevasdomal.
Entrevistepelomenostrêspessoasparasaberoqueelaspensam sobreoteatro.Apresentamos,abaixo,
duasquestõesquepoderãoserutilizadasnasuaentrevista,massepreferir,elaboreoutras.Anoteas
respostasem seucadernoparaumapequenadiscussãonapróximaaula.
•Paravocê,oqueéteatro?
•O teatrorefleteavida?
Hamlet – Ato III Cena II
Leia os textos abaixo para responder aos itens que se seguem:
A violência está a rondar as escolas. Uma parcela significativa dos estudantes de 9º ano (89% têm entre 13 e 15 anos)
já estiveram envolvidos em brigas que resultaram em agressões a alguém. Pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) no ano passado mostra que 12,9% dos alunos brasileiros dessa série tinham brigado nos
30 dias que antecederam o levantamento. Em Goiânia o índice foi ainda mais elevado: 15,2%; o segundo maior do País.
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(disponível em http://www.mp.go.gov.br/portalweb/1/noticia/7b5b5a5101642c283519e8f0c4e2c931.html,
acessado em 14/05/2013)
Autora: Isabella Pardim (Aluna da 6ª série do Colégio Anjos Custódios, 2009) Disponível em
http://6seriecac2009.blogspot.com.br/search?q=Viol%C3%AAncia+na+escola, acesso: 14/05/2013
A capital goiana, aliás, quando o assunto é violência na escola (brigas, confusões com armas brancas e armas de fogo
presentes e relatos de humilhações), sempre aparece entre as dez primeiras capitais no ranking nacional. Ainda que não
exista uma explicação clara, pura e simples para isso, o fato preocupa pessoas ligadas ao setor educacional.
[...]
Hoje o assunto que mais se discute é a violência nas escolas. Vemos este tema ser retratado em filmes, novelas, e o
que é pior, na vida real. Temos alunos violentos e alunos violentados, professores sem controles ou sendo controlados,
um caos só. E de onde vem tanta violência? Será da educação liberal que os pais dão aos seus filhos? Ou a falta de
tempo que eles já não têm?
Não sabemos, o que sabemos é que já não temos mais a segurança que tínhamos em ir para a escola, pois voltamos
para casa machucados exteriormente ou interiormente, sofremos violências físicas ou psicológicas, um lugar que antes
era somente para a educação, hoje se tornou um lugar cheio de histórias, agressões e preconceitos.
Sabemos que os professores sofrem, carregando o sentimento de incapacidade de transformar estes jovens alunos
em cidadãos do nosso País.
Texto 2
Violência nas escolas
Alternativa B
D12 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
A finalidade do texto 1 é
(A) Expressar sentimentos e emoções.
(B) Dar uma informação.
(C) Fazer uma denúncia.
(D) Narrar um fato.
2
Alternativa C
D 20-Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função
das condições em que eles foram produzidos e daqueles em que serão recebidos.
Nos dois textos, a violência nas escolas é
(A) um problema pontual.
(B) uma responsabilidade escolar.
(C) uma realidade social.
(D) uma questão banal.
3
Alternativa A
D6- Identificar o tema de um texto.
O assunto tratado nos dois textos é
(A) a violência nas escolas.
(B) a violência nas escolas goianas.
(C) as brigas e confusões nas escolas brasileiras.
(D) a estatística do IBGE em Goiânia
1
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53
Alternativa A
D 14- Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
Qual o trecho que expressa uma opinião?
(A)“ ... já não temos mais a segurança que tínhamos em ir para a escola.”
(B)“Uma parcela significativa dos estudantes de 9º ano já estiveram envolvidos em brigas.”
(C)“A violência está a rondar as escolas.”
(D)“Quandooassuntoéviolêncianaescola,acapitalgoianasempreapareceentreasdezprimeirascapitaisnorankingnacional.”
4
Alternativa C
D15– Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios etc.
Na frase“Hoje o assunto que mais se discute é a violência nas escolas.”, a palavra sublinhada dá ideia de
(A) causa.
(B) Intensidade.
(C) tempo.
(D) lugar.
5
aula 15
A disciplina do amor
Lygia Fagundes Telles
O que devo aprender nesta aula
u IInferir o sentido de uma palavra ou expressão.
u IIdentificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
u IReconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão.
u IReconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou morfossintáticos.
u IEstabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios etc.
Leia o texto abaixo e responda aos itens de 1 a 3.
Foi na França, durante a Segunda Grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias,
pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim
que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de
volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia,
chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado
até o momento em que seu dono apontava lá longe. Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi
convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar
naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado.
Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro, até chegar o dia seguinte. Então,
disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto de espera. O jovem morreu num
bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo
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em vão. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias.
Todos os dias, com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem
soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os
amigos para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-
lo na sua esquina. As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?…Uma tarde (era inverno)
ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.
TELLES, Lygia Fagundes. 'A Disciplina do Amor'. 4ª edição. Editora Nova Fronteira. 1980
Alternativa A
D10- Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
Afrase“Ojovemmorreunumbombardeio,masnopequenocoraçãodocachorronãomorreuaesperança.”revelaumnarradorque
(A) conhece totalmente os fatos narrados.
(B) é uma personagem da história.
(C) é um mero observador dos fatos narrados.
(D) mantém-se indiferente aos fatos narrados.
2
Alternativa correta B
D18- Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão.
Em“Todos os dias, com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado
que não voltou.” O trecho entre parênteses indica:
(A) Que as pessoas têm ótima memória.
(B) Que a memória dos homens é curta.
(C) Que o jovem ficou na memória dos homens.
(D) Que nunca se esqueceram do jovem e seu cachorro.
3
Alternativa correta D
D3 - Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
A palavra“disciplina” no título do conto significa
(A) ordem e respeito a normas.
(B) um componente curricular.
(C) boa conduta.
(D) submissão e constância.
1
Leia o texto e responda aos itens 4 e 5:
Companheiro fiel
Ferreira Gullar
Se estou trabalhando
– seja a que hora for –
Gatinho se deita ao lado
do meu computador.
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55
Se vou para a sala
E deito no sofá,
Ele logo vai pra lá.
Se à mesa me sento a escrever poesia
e da sala me ausento
pela fantasia, volto à realidade
quando, sem querer,
toco de revés
numa coisa macia.
Já sei, não pago dez:
é o Gatinho que sem eu saber
veio de mansinho
deitar-se a meus pés.
(GULLAR, Ferreira. Companheiro fiel. In: Palavras de encantamento. São Paulo: Moderna, 2001.)
Alternativa A
D15 - Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios etc.
Nosversos“Seestoutrabalhando/sejaaquehorafor/Gatinhosedeitaaolado”,otermosublinhadodáideiade
(A)condição.
(B)concessão.
(C)causa.
(D)explicação.
5
Alternativa A
D19- Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou morfossintáticos.
No verso“Gatinho se deita ao lado”, a palavra sublinhada expressa
(A) carinho.
(B) tamanho.
(C) ironia.
(D) descaso
4
aula 16
O que devo aprender nesta aula
u Socializar a entrevista realizada;
u Discutir sobre a função cultural e social do texto dramático;
u Discutir sobre a importância dos gêneros em estudo no cotidiano;
u Ler romance e teatro, utilizando as estratégias de leitura como mecanismos de interpretação dos textos:
• Formulação de hipóteses (antecipação e inferência).
• Verificação de hipóteses (seleção e checagem).
u Ler, associar e comparar os gêneros em estudo, observando forma, conteúdo, estilo e função social.
u Refletir sobre os elementos do texto dramático (rubrica, cenário, fala, diálogo e ação dos personagens).
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Professor (a), solicite aos estudantes a socialização da entrevista. É importante que todos tenham oportunidade de
leroqueaspessoasresponderam.Questione-osseelesconcordamcomasrespostaeoquetêmadizersobreoteatro.
Para discutir a segunda questão, se o teatro reflete a vida, peça para que os estudantes retomem o texto “Casinha
pequenina”paraperceberseIvoBender,autordotexto,fazumacríticaquandoretrataumafamíliadeclassemédia
alta cuja maior distração é uma novela.
Assim,oteatro,alémdeentreteredivertirtemtambémagrandefunçãosocialdequestionar,derefletir,deincomodar,
de refletir as melhores e as piores qualidades da humanidade.
Antes de propora leitura do texto,explore o seu título verificando com os estudantes se eles sabem o significado da
palavra moratória. Motive-os a levantar hipóteses e, se possível, leve dicionários para a sala de aula para que eles
confiram o significado.
Caro estudante, socialize com seus colegas e seu (sua) professor (a) a entrevista proposta no desafio da última aula.
Práticas de oralidade
Práticas de leitura e análise da língua
Leia, atentamente, o texto, a seguir.
A moratória
Jorge Andrade
Personagens: Joaquim, Helena, Lucília, Marcelo , Olímpio, Elvira, Primeiro ato
Cenário – Dois planos dividem o palco mais ou menos em diagonal.
Primeiro plano ou plano da direita: sala modestamente mobiliada. Na parede lateral direita, duas portas: a do
fundo, quarto de Marcelo; a do primeiro plano, cozinha. Ao fundo da sala, corredor que liga às outras dependências da
casa. À esquerda, mesa comprida de refeições e de costura; junto a ela, em primeiro plano, máquina de costura. Encostado
à parede lateral direita, entre as duas portas, banco comprido, sem pintura. Na mesma parede, bem em cima do banco,
dois quadros: Coração de Jesus e Coração de Maria. Acima dos quadros, relógio grande de parede. No corte da parede
imaginária que divide os dois planos, preso à parede como se fosse um enfeite, um galho seco de jabuticabeira.
Segundo plano ou plano da esquerda: elevado mais ou menos uns trinta ou quarenta centímetros acima do piso do
palco. Sala espaçosa de uma antiga e tradicional fazenda de café. À esquerda-baixa, porta do quarto do Joaquim; à esquerda-
alta, porta em arco que liga a sala com a entrada principal da casa e as outras dependências. Na parede do fundo, à direita,
porta do quarto de Marcelo; à esquerda, porta do quarto de Lucília. Bem no centro da parede do fundo, o mesmo relógio
doprimeiroplano.Naparede,entreaportadoquartodeJoaquimeaportaemarco,osmesmosquadrosdoprimeiroplano.
Observação: as salas são iluminadas, normalmente, como se fossem uma única, não podendo haver jogo de luz,
além daquele previsto no texto. A diminuição da luz no plano da direita ou primeiro plano, na cena final da peça, em-
bora determinada pelo texto, não precisa ser rigorosamente seguida.
Ação – No segundo plano ou plano da esquerda, a ação se passa em uma fazenda de café em 1929; no primeiro
plano ou plano da direita, mais ou menos três anos depois, numa pequena cidade nas proximidades da mesma fazenda.
Cena – Ao abrir-se o pano, somente o primeiro plano está iluminado. Lucília acaba de cortar um vestido, senta-
se à máquina e começa a costurar; suas pernas movimentam-se com incrível rapidez. Joaquim, ligeiramente curvado,
aparece à porta da cozinha com uma cafeteira na mão.
Primeiro plano
Joaquim: Lucília! (sai)
(Pausa. Lucília continua costurando. Joaquim aparece novamente)
Joaquim: Lucília!
Lucília: (Sem parar de costurar) Senhor.
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Joaquim: Venha tomar o café.
Lucília: Agora não posso.
Joaquim: O café esfria.
Lucília: Meu serviço está atrasado.
Joaquim: Ora, minha filha, cada coisa em sua hora.
Lucília: para quem tem muito tempo.
Joaquim: Não é preciso se matar assim. Tudo tem seu limite
Lucília: Sou obrigada a trabalhar como uma... (Contém-se)
Joaquim: Você já amanhece irritada!
Lucília: Desculpe, papai.
Joaquim: Venha.
Lucília: (Acalmando-se) O senhor pode trazer para mim?
(Joaquim entra na cozinha e logo aparece com uma xícara de leite)
Joaquim: Olhe aqui, beba.
Lucília: Não suporto este leite.
Joaquim: Não comece, Lucília.
Lucília: (Pausa) Foi ao médico?
Joaquim: Fui. Só para fazer a sua vontade.
Lucília: Que disse ele?
Joaquim: Nada. Que poderia dizer?
Lucília: O senhor anda se queixando do braço.
Joaquim: Deve ser de rachar lenha.
Lucília: Não deu nenhum remédio?
Joaquim: Tenho saúde de ferro. Pensa que sou igual a esses mocinhos de hoje?
Lucília: Estou perguntando, papai, se não receitou algum remédio.
Joaquim: Se tivesse receitado, eu teria dito.
Lucília: O senhor acha que comprar remédio é jogar dinheiro fora.
Joaquim: e é mesmo.
Lucília: Tenho dinheiro. Se o senhor precisar, é só falar.
Joaquim: (Impaciente) Já disse que não receitou.
Lucília: Melhor, não.
Joaquim: O médico disse que ainda tenho cem anos de vida.
Lucília: Não gosto de gente exagerada.
Joaquim: Está muito certo. Nunca senti nada.
Lucília: (Voltando à costura) Hoje, tudo está atrasado.
Joaquim: Não se afobe, minha filha.
Lucília: E o que eu faço do meu serviço?
Joaquim: Que importância tem? Você não é obrigada a costurar. Até prefiro que...
Lucília: (corta) Ora, papai! (Pausa. Lucília olha para Joaquim e disfarça) Tia Elvira vem experimentar o vestido
e ainda tenho que acabar o de Mafalda.
Joaquim: Por que é que sua tia precisa de tantos vestidos?
Lucília: Ela vai a uma festa amanhã.
Joaquim: (Joaquim sai levando a xícara) É um despropósito fazer um vestido para cada festa.
Lucília: Assim gasta um pouco do dinheiro que tem.
Joaquim: (Voz) Não é a festa do Coronel Bernadino?
Lucília: É.
Joaquim: (Voz) Você não vai?
Lucília: Não.
Joaquim: (Voz) Por que não? Recebemos convite.
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Lucília: Não quero.
Joaquim: (Pausa.Reaparecendo)Nãoseiporque,depoisqueviemosparaacidade,vocêseafastoudetudoedetodos.
Lucília: Convidaram por amabilidade, apenas.
Joaquim: Convidaram porque você é minha filha. É uma obrigação.
Lucília: Conheço essa gente.
Joaquim: Você precisa se divertir também.
Lucília: Preciso, mas não posso.
Joaquim: (Violento) Pode! Pode!
Lucília: Não se exalte, papai.
Joaquim: Eu digo que pode!
Lucília: Está certo, sou eu que não quero.
Joaquim: (Pausa) Sei o que você sente. Eu também me sinto assim.
Lucília: É apenas por causa do meu trabalho, nada mais.
Joaquim: Há de chegar o dia em que vai poder ir a todas as festas novamente. E de cabeça erguida.
Lucília: Ainda estou de cabeça erguida. Posso perfeitamente recusar um convite. (Pausa. Os dois se entreolham
ligeiramente) Não vou porque fico cansada.
Joaquim: Eu sei. Eu sinto o que é. (Pausa) De cabeça erguida! Prometo isso a você.
Lucília: Não faço questão nenhuma.
Joaquim: Eu faço.
Lucília: Está bem. Não se toca mais neste assunto.
(Pausa)
Joaquim: Com a nulidade do processo, vou recuperar a fazenda. Darei a você tudo que desejar.
Lucília: Não vamos falar nisto.
Joaquim: Por que não? Eu quero falar.
Lucília: É bom esperar primeiro a decisão do tribunal.
Joaquim: (Impaciente) O mal de vocês é não ter esperança. Essa é que a verdade.
Lucília: E o mal do senhor é ter demais.
Joaquim: Esperança nunca é demais.
Lucília: Não gosto de me iludir. E depois, se recuperarmos a fazenda, vamos ter que trabalhar muito para pagá-la.
Joaquim: Pois, trabalha-se.
Lucília: Só depois disto, poderemos pensar em recompensa... e outras coisas. Até lá preciso costurar e com calma.
Joaquim: É exatamente o que não suporto.
Lucília: O quê?
Joaquim: Ver você costurando para esta gente. Gente que não merecia nem limpar sapatos!
Lucília: Não reparo neles. Não sei quem são, nem me interessa. Trabalho, apenas. (Por um momento fica retesada)
Por enquanto não há outro caminho.
Joaquim: Gentinha! Só tem dinheiro...
Lucília: (Seca) É o que não temos mais.
Joaquim: (Pausa) Quando meus antepassados vieram para aqui, ainda não existia nada. Nem gente desta espécie.
(Pausa) Era um sertão virgem! (Sorri) A única maneira de se ganhar dinheiro era fazer queijos. Imagine, Lucília, en-
chiam de queijos um carro-de-bois e iam vender na cidade mais próxima, a quase duzentos quilômetros! Na volta
traziam sal, roupas, ferramentas, tudo que era preciso na fazenda. Foram eles que, mais tarde, cederam as terras para
se fundar esta cidade. (Pausa) Quando eu penso que agora...
Lucília: (Corta, áspera) Papai! Já pedi ao senhor para não falar mais nisto. O que não tem remédio, remediado está.
(Pausa. Joaquim fica sem saber o que fazer. Atrapalha-se quando tenta arrumar os figurinos que estão em cima da mesa)
Lucília: (Impaciente) Papai! Não misture meus figurinos.
Joaquim: Queria arrumar.
Lucilia: Não é preciso.
Joaquim: (Pausa) Onde está a sua mãe?
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Lucília: O senhor sabe que ela foi à igreja!
( Na palavra “igreja” o segundo plano se ilumina)
Joaquim: É verdade.
(Pausa. Joaquim olha para os quadros, no Primeiro Plano. Helena aparece no segundo plano; encaminha-se para
os quadros, ajoelha-se e começa a rezar)
Joaquim: Era diante desses quadros que sua mãe costumava rezar lá na fazenda. (Pausa) Foram sua igreja durante
trinta e cinco anos! (Lucília olha para Joaquim e sorri com carinho. Depois de um instante, como se procurasse
alguma coisa para dizer ao pai...)
[...]
Segundo ato
Cenário – O mesmo do primeiro ato. Cobrindo a máquina de costura, uma toalha mais ou menos vistosa; sobre a má-
quina, um vaso com flores. A ação no segundo plano se passa algum tempo depois e a do primeiro plano na mesma semana.
Cena – Ao abrir-se o pano, as duas salas estão vazias. Joaquim entra pelo corredor, primeiro plano, carregando
um latãozinho de leite e um pacote; quando vai entrar na cozinha, encontra-se com Lucília.
ANDRADE, Jorge. A moratória. Livraria Agir Editora, 1989.
Em que tempo/época se passa a história? Como esse tempo/época é representada?
1
Ahistóriasepassaemdoisanosdiferentes:1929e,maisoumenos,trêsanosadiante.Essesdoisanossãorepresentadosemdoisplanos:oplano
daesquerdarepresentaasituaçãodafamílianoanode1929,épocaemquevivianumafazendadecafé;jáoplanodadireitarepresentaostrês
anosposterioresa1929,épocaemqueafamíliavivianumapequenacasadeumacidadezinhapróximaàfazenda.
Pelas falas da personagem e o título do texto, o que se pode concluir sobre a situação financeira dos personagens?
2
Conclui-se que os personagens em 1929 possuiam uma boa situação financeira, no entanto perderam a fazenda de café,
provavelmente por dívidas, e três anos depois eram praticamente sustentados por Lucília que costurava para ganhar dinheiro.
Você pode notar nos três textos lidos que há uma predominância de diálogos nos textos dramáticos. Com base nas
leituras e nas discussões feitas até o momento, por que você acha que há essa predominância?3
A predominância de diálogos ocorre pelo fato de esses serem fundamentais para que o leitor e o expectador (quando o texto é levado à
encenação) compreendamahistória,façaminferênciassobrecaracterísticasdapersonalidadedospersonagensquenãosãoreveladosapenas
comsuasações.Obviamentequemuitosdramaturgosjápropuseramevêmpropondonovasformasdefazerteatro,noentanto,apredominância
dediálogosnostextosdramáticosaindaéumarealidade.
De que forma o narrador é evidenciado no texto em estudo, bem como nos outros textos dramáticos lidos?
Discuta oralmente as duas questões a seguir com seu (sua) professor(a) e seus colegas.
4
Via de regra, o narrador é evidenciado nos textos dramáticos por meio das rubricas. O narrador não se mantém no texto dramático,
aocontráriodosdemaisgênerosdotiponarrativo.Opontochavedostextosdramáticossãoosdiálogoseasaçõesdospersonagens.
Resposta pessoal.
• Você conseguiu imaginar o cenário descrito pelo autor no primeiro ato? Se você fosse o cenógrafo da peça
de que forma o montaria?
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• O texto dramático “A moratória” foi encenado pela primeira vez, no dia 06 de maio de 1955, no Teatro
Maria Della Costa, São Paulo, com direção e cenografia de Gianni Ratto. A imagem a seguir é uma foto tirada
do cenário da peça. Retome o texto, verifique a descrição do cenário do primeiro ato e avalie se Gianni foi
totalmente fiel à descrição feita pelo autor ou se ele fez alterações e implementações.
Jorge Andrade (1922 - 1984)
Aluísio Jorge Andrade Franco (Barretos SP 1922 - São Paulo SP 1984). Autor. Um dos mais
expressivos dramaturgos paulistas e brasileiros retrata com fundo de verdade e grande poesia cênica
diversos panoramas da vida ligada à herança cafeeira; dedicando-se, posteriormente, a temas
contemporâneos a sua época e ligados à vida metropolitana.
[...]
Considerado um clássico da dramaturgia moderna, Jorge Andrade é objeto de diversas teses
acadêmicas e ensaios que investigam aspectos inovadores de sua grande e diversificada obra. [...]
Disponível em: http://www.scielo.br/img/revistas/ts/v22n1/a02fig01.jpg/Acesso em 29/05/2013.
Disponível em: http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografiacd_verbete=393/
Acesso em 03/06/2013
Gianni Ratto (27 de agosto de 1916 - 30 de dezembro de 2005)
Giovanni Ratto – nascido na cidade de Milão, Itália, em 27 de agosto de 1916 – demonstrou interesse
por atividades artísticas desde cedo. [...]
[...]
Cansado pelo excesso de trabalho e pela concorrência enfrentada em sua terra natal, ele veio para o
Brasil, em 1954, a convite da atriz Maria Della Costa e do produtor Sandro Polônio, fundadores do Teatro
Popular de Arte (TPA). Em São Paulo, realizou a sua primeira experiência como diretor, ao encenar a
peça O Canto da Cotovia, de Jean Anouilh, espetáculo de inauguração do Teatro Maria Della Costa, sede
da companhia da atriz. A montagem arrebatou público e crítica e conquistou o Prêmio Saci de melhor es-
Ao ler a descrição do cenário e observar a imagem, percebe-se que Gianni Ratto foi fiel à proposta do autor. Perceba, no entanto, que
o autor não oferece detalhes da decoração do plano da esquerda, apenas sugere que ele deve se assemelhar a uma sala de uma
antigaeespaçosafazendadecafé.Portanto,osdetalhesdadecoraçãodoplanodaesquerdaficaramacritériodocenógrafoediretor.
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petáculo, direção, cenografia e atriz. Em 1955, trabalhou como diretor e cenógrafo das seguintes monta-
gens do TPA: Com a Pulga Atrás da Orelha, de Georges Feydeau; A Moratória, de Jorge Andrade; e A
Ilha dos Papagaios, de Sergio Tofano.
[...]
Premiadíssimo e dono de um extenso currículo, recebeu o Prêmio Shell, em 2003, por sua contribuição
ao Teatro Brasileiro. [...]
Disponível em: http://www.funarte.gov.br/brasilmemoriadasartes/acervo/cenario-e-figurino/biografia-de-gianni-ratto/
Acesso em: 03/06/2013
PRÁTICA DE ESCRITA - DESAFIO
Com base nos estudos e nas discussões feitas até o momento, escreva um conceito de texto dra-
mático. Em seu conceito aborde as principais características desse gênero e os elementos da narrativa
presentes nesse gênero de texto.
O texto dramático é um gênero de texto designado para a representação teatral e tem como principais
características os diálogos, as ações que deles decorrem e as rubricas (indicações de sentimentos, rea-
ções, ações e movimentos dos personagens). O espaço (que no texto dramático é designado cenário),
o tempo e os personagens são elementos presentes no texto dramático.
aula 17
O que devo aprender nesta aula
u Realizar a leitura dramática de textos para interpretação teatral.
Professor (a), nesta aula iremos trabalhar com a leitura dramática de “A moratória”, texto dramático estudado na
aula anterior. A referida leitura deve ser feita em voz alta para um público e exige interpretação por meio da
entonação,expressãofacialepoucosgestos.Essainterpretaçãoapoia-seessencialmentenoentendimentodotexto.
Aleituradramáticaprecisadedireçãoepode,ounão,fazerusodeiluminação,trilhasonora,cenário,figurinoeaté
mesmo,objetos de cena.
O objetivo é que os estudantes aprendam a fazer uma leitura dramática. Assim, primeiramente, faça você a leitura
do texto “A moratória”, para que lhes sirva de referência, pois na próxima aula eles irão apresentar a leitura
dramática de um texto escolhido por eles.
Apóslerotextoparaosestudantes,dividaasalaemdoisgrandesgrupos.Umgrupoparalerasfalasdapersonagem
Lucília, e outro para ler as falas do personagem Joaquim. As rubricas não devem ser lidas, mas os leitores devem
seguir a indicação das mesmas,por exemplo:falar mais alto,de forma violenta,calmamente etc.
Práticas de leitura e oralidade
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Em seguida, solicite aos estudantes que formem duplas para realizar a leitura mais uma vez. Circule pela sala para
ouvi-los. Auxilie os estudantes que demonstrarem maior dificuldade e escolha aqueles que demonstrarem maior
desenvoltura e fluência na leitura para auxiliar os demais estudantes a realizar a leitura dramática de outro texto
na próxima aula.
Caros(as) estudantes, nesta aula vocês deverão se dedicar à leitura dramática do fragmento de “A moratória”
estudado na aula anterior. O objetivo é que você possa ler o texto de forma mais interpretativa, seguindo as
orientações das rubricas. Dessa forma, você terá a oportunidade de trabalhar a entonação e a dicção, além de
começar a se preparar para o desafio de fazer uma leitura dramática de um texto escolhido por você e seus colegas.
Preste atenção às orientações de seu (sua) professor (a) e boa leitura.
PRÁTICA DE ESCRITA - DESAFIO
Agora é o momento de você e seus colegas escolherem um texto para uma leitura dramática que
você deverá realizar na aula seguinte. Vocês poderão escolher qualquer um dos textos trabalhados
nas aulas anteriores, ou qualquer outro texto que você conheça.
Desejamos sucesso nessa atividade. Bom trabalho!
Professor (a), caso os estudantes optem por fazer a leitura dramática de “O Auto da compade-
cida” será necessário que eles escolham apenas um trecho, pois esse é um texto consideravel-
mente longo para ser lido e ensaiado em apenas um dia. O texto pode ser lido na íntegra no
endereço http://oficinadeteatro.com/component/jdownloads/viewdownload/5-pecas diver-
sas/110-auto-da-compadecida.
Cada grupo deverá ter um diretor para ensaiar a leitura dramática do texto escolhido. O(a)
aluno (a) designado para tal função deve ser um(a) aluno (a) que consiga ler com a entonação
adequada e com expressividade de modo que ele/ela auxilie os colegas na difícil tarefa de
realizar a leitura dramática.
Não esperamos que os estudantes realizem uma leitura brilhante, até mesmo porque o tempo
designado para a prática é curto. Caso seja possível, você poderá utilizar uma aula para que os
estudantes se reúnam e ensaiem a leitura na própria unidade escolar, no período da aula. Lem-
bre-se de que você possui autonomia para fazer as adaptações necessárias de acordo com a rea-
lidade em que esteja inserido(a).
aula 18
O que devo aprender nesta aula
u Realizar a leitura dramática de textos para interpretação teatral.
Professor(a),nestaaula,osestudantesdeverãorealizaraleituradramáticadotextoqueescolheram.Peçaparaqueauxiliemna
organizaçãodoespaçodemodoqueos(as)alunos(as)queforemrealizaraleiturasentem-sedefrenteparaoscolegas. Apóscada
leitura,motiveosestudantesaaplaudirogrupo,teçaelogioseanoteemumcadernooquevocêconsiderarquedeverásermelhorado.
Práticas de leitura e oralidade
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Após todos os grupos terem realizado a leitura,peça aos alunos que façam uma avaliação da atividade e apontem
suas percepções sobre as apresentações realizadas. Faça você, também, comentários gerais sobre o desempenho
dosestudantesdandoênfaseaoquefoiavanço,mastambémpontuandoasdificuldadeseoquepodeserfeitopara
vencê-las,como realizar leituras em voz alta com mais frequência.
Parafinalizar,fale-lhessobreaimportânciadaleituradramáticaparaodesenvolvimentodaoralidade,daatenção
edaexpressãocorporal.Comentequenaspróximasatividades,osestudantessededicarãoàcriaçãodeumpequeno
texto dramático para ser encenado,posteriormente.
Caro estudante, nesta aula você deverá realizar a leitura dramática do texto que escolheu. Sabemos que
apesar do pouco tempo para se preparar adequadamente para tal leitura, acreditamos que se empenhará para
realizar um bom trabalho.
Sucesso!
aula 19
O que devo aprender nesta aula
u Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, fotos etc).
u Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.
u Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto.
u Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.
u Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos de uma determinada palavra ou expressão.
Leia o texto abaixo para responder aos itens 1 e 2.
Disponível em: http://clubedamafalda.blogspot.com.br/search?updated-max=2012-09-07T19%3A00%3A00-03%3A00max-
results=6start=42by-date=false#at_pco=cfd-1.0
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língua portuguesa
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Avião sem asa,
Fogueira sem brasa,
Sou eu assim, sem você
Futebol sem bola,
Piu-piu sem Frajola,
Sou eu assim, sem você...
Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim...
Amor sem beijinho,
Buchecha sem Claudinho,
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço,
Namoro sem abraço,
Sou eu assim sem você...
Tô louco pra te ver chegar
Tô louco pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração...
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver,
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê? Por quê?
Neném sem chupeta,
Romeu sem Julieta,
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada,
Queijo sem goiabada,
Sou eu assim sem você...
Você...
Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim...
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver,
Mas o relógio tá de mal comigo...
Fico assim sem você
Adriana Calcanhotto
Música de Cacá Moraes, Abdullah; Álbum: Adriana Partimpim; SONY; Ano, 2004.
Alternativa B
D16 - Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.
Podemosperceberhumornofatode
(A)aspersonagensficaremchocadascomtantaviolência.
(B)opersonagemdizerqueonegócioéterumafunerária.
(C)opersonagemdarumgritodemedo.
(D)existirmuitoBangBangnaTV.
2
Alternativa B
D5- Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, fotos etc).
O texto mostra que
(A) o pai da personagem é um bom comerciante.
(B) há muita violência e morte naTV.
(C) as personagens gostam de filmes violentos.
(D) é melhor ter uma funerária do que armazém.
1
Leia o texto abaixo e responda aos itens 3, 4 e 5:
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Alternativa C
D13– Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto
Notrecho“Tôloucoprateverchegar”,apalavrasublinhadaémarcadeumalinguagem
(A) regional
(B) formal.
(C)coloquial.
(D) padrão.
4
Alternativa D
D15– Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios etc.
Noverso“Eutequeroatodoinstante”,aexpressãosublinhadadáaideiade:
(A)Modo
(B)Afirmação
(C)Causa
(D)Tempo
5
AlternativaC
D2-Estabelecerrelaçõesentrepartesdeumtexto,identificandorepetiçõesousubstituiçõesquecontribuemparaacontinuidadedeumtexto.
A repetição do verso“Sou eu assim sem você” serve para:
(A) Rimar com o verso anterior.
(B) Mostrar a saudade da pessoa amada.
(C) Reforçar o sentimento de vazio na falta da pessoa amada.
(D) Demonstrar alegria diante da pessoa amada.
3
aula 20
O que devo aprender nesta aula
u Inferir o significado de uma palavra ou expressão.
u Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para sua continuidade.
u Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema.
u Identificar o tema de um texto.
u Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios etc.
Leia o texto abaixo e responda aos itens 1,2 e 3.
Dizem que a primeira e maior invenção foi o fogo. Seria? E a fala? Não é mais importante? Outros
querem que a primeira invenção seja a roda. Até pode ser. Mas aqui, nas Américas, os incas e astecas não
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Quem envelhece melhor?
usavam roda e se davam muito bem.
Para mim, invenção importante mesmo foi o alfabeto. Antes, alguns povos escreviam com ideogramas,
que não representam os sons da fala, mas sim, as ideias. Era um bom sistema, porque permitia aos chineses,
aos coreanos e aos japoneses lerem, cada qual na sua língua, as mesmas escrituras. Era ruim, porque se
precisava decorar de mil a dois mil ideogramas para ler ou escrever.
A escrita alfabética, mais recente, é melhor. Seu defeito é ficar presa à língua. Sua vantagem é a facilidade
com que se alfabetiza.
Ribeiro, Darci. Noções de coisas. São Paulo: FTD, 1995, p. 53.
Alternativa B
D2- Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para sua continuidade.
Nafrase“Suavantageméafacilidadecomquesealfabetiza”,apalavrasublinhadarefere-se
(A)aodefeito.
(B)aoescrita.
(C)àlíngua.
(D)àleitura.
2
Alternativa A
D21-Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema.
No trecho:“Dizem que a primeira e maior invenção foi o fogo... Outros querem que a primeira invenção seja a roda. (...) Para mim,
invençãoimportantemesmofoioalfabeto.”Asopiniõesrelativasàprimeirainvençãosão
(A)diferentes.
(B)semelhantes.
(C)complementares.
(D)confusas.
3
AlternativaC
D3-Inferirosignificadodeumapalavraouexpressão.
Na frase“Antes, alguns povos escreviam com ideogramas ...”, a palavra sublinhada significa:
(A) Ideologias
(B) Ideias
(C) Símbolos
(D) Escrituras
1
Leia o texto abaixo e responda às questões 4 e 5.
Na minha pesquisa sobre corpo, envelhecimento e felicidade, 38% das mulheres e 25% dos homens
entrevistados disseram ter medo de envelhecer.
Ambos os sexos temem as mesmas coisas em relação ao envelhecimento: doenças, limitações físicas, dependência,
necessidade de dar trabalho aos outros, perda de memória, solidão, abandono, desrespeito, falta de dinheiro e morte.
Só os homens, no entanto, mencionaram o medo de ficar sem emprego na velhice, de ter arrependimentos,
de frustrações, ficar inútil, chato ou deprimido.
Quando perguntei: Quem envelhece melhor: o homem ou a mulher?, os pesquisados de todas as faixas
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67
(http://www1.folha.uol.com.br/colunas/miriangoldenberg/2013/05/1277828-quem-envelhece-melhor.shtml, Acesso em 14/05/2013.)
etárias afirmaram que os homens envelhecem melhor do que as mulheres.
Um único grupo afirmou que as mulheres envelhecem melhor do que os homens. Esse grupo específico
acredita que os homens ficam mais dependentes de outras pessoas do que as mulheres na velhice, têm mais
problemas de saúde, morrem mais cedo, bebem mais, comem mal, são sedentários, ficam deprimidos depois da
aposentadoria, têm menos amigos, não sabem aproveitar o tempo livre etc.
Que grupo seria esse, afinal, que se diferencia de todos os demais?
Curiosamente, apenas as mulheres de mais de 60 anos acreditam que os homens envelhecem pior.
Justamenteaquelasquejáenvelheceramnegamacrençaquesemprealimentaram:adequeoenvelhecimentomasculino
é melhor do que o feminino. A experiência concreta da velhice prova que elas estavam completamente enganadas.
Uma fonoaudióloga de 65 anos declarou: Sempre acreditei que os homens envelheciam muito melhor, que suas
rugas e seus cabelos brancos eram um charme. Quando envelheci de verdade percebi que isso é uma grande mentira.
Essa entrevistada considera que está muito melhor do que o seu marido em todos os sentidos: mais bonita,
mais feliz e com mais saúde.
Além de careca e barrigudo, ele passa o dia inteiro vendo televisão.
Mais velhas, elas constatam que, na prática, as mulheres estão mais bonitas, mais cuidadas e mais saudáveis
do que os homens. Além disso, elas afirmam que estão mais felizes, mais independentes e que estão aproveitando
muito mais as vantagens da maturidade do que os homens.
Por que, então, as mulheres mais jovens têm tanto medo de envelhecer e continuam reforçando a crença de
que os homens envelhecem melhor?
Alternativa correta D
D6 - Identificar o tema de um texto.
Oassuntoprincipaldestetextoé:
(A)Omedodoenvelhecimento.
(B)Odesempregonavelhice.
(C)Asdoençascausadaspelavelhice.
(D)Oenvelhecimentodehomensemulheres.
4
Alternativa A
D9-Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto.
Umadasprincipaisinformaçõesdotextoé
(A)“...ospesquisadosdetodasasfaixasetáriasafirmaramqueoshomensenvelhecemmelhordoqueasmulheres.“
(B)“Umúnicogrupoafirmouqueasmulheresenvelhecemmelhordoqueoshomens.”
(C) “Sóoshomens...mencionaramomedodeficarsemempregonavelhice,...”
(D)“ospesquisadosdetodasasfaixasetáriasafirmaramqueoshomensenvelhecemmelhordoqueasmulheres.”
5
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aula 21
O que devo aprender nesta aula
u Produzir textos para teatro, observando os elementos constitutivos dos gêneros em estudo (forma, estilo e conteúdo) em função das
condições de produção
Professor (a), antes de propor a escrita de um pequeno texto dramático, faça um pequeno exercício oral com
os estudantes com o intuito de auxiliá-los a pensarem no próprio texto.
Primeiramente peça para que pensem em um tema interessante para uma peça de teatro. Dê sugestões como:
uma filha que quer namorar, mas o pai não permite; um aluno que sofre bullying por ser gordo; uma mulher
que sofre violência doméstica. Instigue-os a pensarem em outros temas e anote, na lousa, o que sugerirem.
Em seguida, para cada tema, solicite que deem sugestões de personagens, atribuindo a eles algumas
características. Se o tema for a filha que quer namorar, mas o pai não permite, pergunte-lhes, como seria este
pai: Autoritário? Nervoso? E a filha, como seria: Tímida? Mal criada?
Continue o exercício, com os outros temas propostos e a caracterização dos demais elementos do texto
dramático: cenário, a época em que se passa a história, como se inicia a ação, como o conflito será resolvido,
de acordo com o quadro, a seguir:
Após esta atividade, oriente os estudantes a se reunirem em grupos de 05 (cinco) pessoas para a produção
do texto dramático.
Caro (a) aluno (a), junte-se a mais quatro colegas para produzir um texto dramático. Mas, antes disso, realize
a atividade abaixo, mediada pelo/pela seu/sua professor (a). Ela será essencial para a produção e encenação do
seu texto dramático.
Prática de oralidade
Tema Cenário Personagens Época
Umafilhaquer
namorar,maso
painãopermite.
SaladeTV.Sofá
simples,rack
vermelhocom
umaparelho
detelevisão
Como se inicia a ação Comooconflitoseresolve
Paiemãesentadosna
salaassistindonovela.A
filhaentraedizque
precisaconversar.
Paidizqueafilhapode
namorar,masénecessárioque
elaofaçaemcasa
Filha: tímida
Pai:
autoritário
Mãe:
compreensiva
Atual
Sistematizaçãodosconhecimentossobreogênero
Objetivo geral
• Sistematizarosconhecimentossobreogênero,explorandoaspráticasdeoralidade,leitura,escritaeanáliselinguística.
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língua portuguesa
69
Professor (a), os alunos deverão fazer a revisão e a reescrita dos textos produzidos, na próxima
aula. Assim, faz-se necessário que você os recolha para avaliá-los, propondo melhorias,
correções e/ou ampliações. As suas observações os ajudarão na reescrita dos textos.
Caso considere necessário que os textos passem por mais uma reescrita, você poderá propô-la.
Uma vez mais enfatizamos que você possuiautonomia para fazer as adaptações, os acréscimos
necessários para atender a realidade de seus alunos.
Após o processo de reescrita dos textos, organize o trabalho de memorização e encenação do
texto produzido.
Reúna-secomseuscolegasemgruposde05(cinco)estudanteseescrevaumpequenotextodramático.Você
poderáusarumdostemassugeridospelaturmaou,sepreferir,escolheroutrotemaquesejadeinteressedo
grupo.Leveem consideraçãotodososelementoscolocadosnoquadro:tema,cenário,personagens,época,
comoseiniciaaação,comooconflitoseresolveequaisrubricassãofundamentaisparaorientarosatores.
Lembre-sedeconsiderarqueoutrosleitoresirãoleroseutexto,oquesignificatercuidadocomalinguagem
utilizadaecapricharnaortografia,napontuaçãoenoselementosdecoesão.
Ao finalizar, entregue o texto ao (a) seu (sua) professor (a) para que ele (a) o avalie e proponha
possíveis ampliações ou correções.
aula 22
O que devo aprender nesta aula
u Reescrever os textos produzidos observando os elementos constitutivos do gênero (forma, estilo e conteúdo) e a situação de produção,
a clareza, a ampliação de ideias e as correções gramaticais.
aula 23
O que devo aprender nesta aula
u Ensaiar, encenar e apreciar textos dramáticos.
PRÁTICA DE ESCRITA - DESAFIO
Agoraéomomentodevocêreescreverostextosproduzidosapartirdasobservaçõesfeitaspeloseu(sua)professor
(a).Dessaforma,vocêteráaoportunidadedeampliaralgumasideias,reverpossíveiserrosgramaticaiseproblemas
decoesão,bemcomoobservarseosprincipaiselementosdotextodramáticoestãopresentesemseutexto.
Umbomtextopassaporváriasversõesparaseraperfeiçoadoatéchegaraoprodutofinal.Assim,énecessário
quevocêtenhaumaatitudecríticaemrelaçãoasuaprópriaprodução.
PRÁTICA DE ESCRITA - DESAFIO
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Professor (a), as aulas destinadas à produção, reescrita e encenação dos textos poderão exceder as aulas
previstas neste caderno. Portanto, para que os estudantes façam uma boa apresentação, eles deverão ensaiá-
lo pelo menos por uma semana ou mais. Assim, esta e, possivelmente, outra aulas, devem ser dedicadas à
preparação dos alunos para a encenação do texto produzido.
É importante que você acompanhe os ensaios que poderão acontecer no período das aulas, caso seja possível.
Caro(a) aluno(a), nesta aula e, possivelmente, em outras, você e seus colegas deverão ensaiar o texto a ser
encenado: capriche na memorização e encenação do texto produzido!
Depois dos ensaios, desempenhe bem o seu papel, seja atuando, ou assistindo à peça. Nesse caso, quando
seus colegas estiverem apresentando, escute-os atentamente. Lembre-se de que não é fácil falar em público,
muito menos encenar um texto. Assim, você poderá ajudar os(as) seus(suas) colegas, demonstrando que aprendeu
bem como se comportar em uma apresentação teatral.
No mais desejamos que você tenha sucesso nesta atividade e em seus estudos.
Prática de oralidade
aula 24
O que devo aprender nesta aula
u Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto.
u Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
u Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
u Estabelecer a relação causa/conseqüência entre partes e elementos do texto.
u Localizar informações explícitas em um texto.
Leia o texto abaixo e responda aos itens de 1 a 5.
[...]
Há umas plantas que nascem e crescem depressa; outras são tardias e pecas. O nosso amor era daquelas; brotou
com tal ímpeto e tanta seiva que, dentro em pouco, era a mais vasta, folhuda e exuberante criatura dos bosques.
Não lhes poderei dizer, ao certo, os dias que durou esse crescimento. Lembra-me, sim, que, em certa noite,
abotoou-se a flor, ou o beijo, se assim lhe quiserem chamar, um beijo que ela me deu, trêmula, - coitadinha, -
trêmula de medo, porque era ao portão da chácara. Uniu-nos esse beijo único, - breve como a ocasião, ardente
como o amor, prólogo de uma vida de delícias, de terrores, de remorsos, de prazeres que rematavam em dor, de
aflições que desabrochavam em alegria, - uma hipocrisia paciente e sistemática, único freio de uma paixão sem
freio, - vida de agitações, de cóleras, de desesperos e de ciúmes, que uma hora pagava à farta e de sobra; mas
outra hora vinha e engolia aquela, como tudo mais, para deixar à tona as agitações e o resto, e o resto do resto,
que é o fastio e a saciedade: tal foi o livro daquele prólogo.
MACHADO DE ASSIS, Joaquim M. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ática, 2004. P.84.
Notrecho“Háumasplantasquenascemecrescemdepressa;outrassãotardiasepecas.Onossoamoreradaquelas;”Apalavra
sublinhadarefere-seàs1
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Alternativa C
D2- Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade
de um texto.
Alternativa A
D12- Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
Otextotemafinalidadede
(A)narrarumahistória.
(B)informarumfato.
(C)criticarumasituação.
(D)darumanotícia.
(A)plantastardiasepecas.
(B)seivas vastasefolhudas.
(C)plantasquenascemecrescemdepressa.
(D)criaturasexuberantesdobosques.
2
Alternativa B
D10- Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
Onarradordessetexto
(A)conheceplenamenteaspersonagens.
(B)éumapersonagemdahistória.
(C)éummeroobservadordosfatosnarrados.
(D)mantém-seindiferenteaosfatosnarrados.
3
Alternativa C
D11- Estabelecer a relação causa/conseqüência entre partes e elementos do texto.
Elatremeuaobeijá-loporque
(A)estavacomfrio.
(B)tevemedo.
(C)Eranoite.
(D)erainverno.
4
Alternativa B
D1- Localizar informações explícitas em um texto.
Nestetexto,oamordaspersonagensécomparado
(A)àsflores.
(B)àsplantas.
(C)àseiva.
(D)ànoite.
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aula 25
O que devo aprender nesta aula
u Inferir uma informação implícita no texto.
u Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações.
u Identificar a tese de um texto.
u Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la.
u Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
Leia o trecho a seguir e responda aos itens 1 e 2:
Alternativa B
D4- Inferir uma informação implícita no texto.
Deacordocomotexto,Malfadagostariaque
(A)todosospolíticosfossemformados.
(B)todosospolíticosfossememboradopaís.
(C)osadvogados,engenheiros,médicoearquitetosfossemparaoestrangeiro.
(D)todomundoqueseformassefosseparaoestrangeiro.
1
: Alternativa A
D17 - Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações.
Opontodeexclamaçãonoúltimoquadrinhoexpressa
(A)desapontamento.
(B)tristeza.
(C)pena.
(D)indignação.
2
Leia o texto abaixo e responda aos itens 3, 4 e 5:
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O ouro da biotecnologia
Até os bebês sabem que o patrimônio natural do Brasil é imenso. Regiões como a Amazônia, o Pantanal e
a Mata Atlântica – ou o que restou dela – são invejadas no mundo todo por sua biodiversidade. Até mesmo
ecossistemas como o do cerrado e o da caatinga têm mais riqueza de fauna e flora do que se costuma pensar.
A quantidade de água doce, madeira, minérios e outros bens naturais é amplamente citada nas escolas, nos
jornais e nas conversas. O problema é que tal exaltação ufanista (Abençoado por Deus e bonito por natureza”)
é diretamente proporcional à desatenção e ao desconhecimento que ainda vigoram sobre essas riquezas.
Estamos entrando numa era em que, muito mais do que nos tempos coloniais (quando pau-brasil, ouro,
borracha etc. eram levados em estado bruto para a Europa), a exploração comercial da natureza deu um salto
de intensidade e refinamento. Essa revolução tem um nome: biotecnologia. Com ela, a Amazônia, por exemplo,
deixará em breve de ser uma enorme fonte “potencial de alimentos, cosméticos, remédios e outros
subprodutos: ela o será de fato – e de forma sustentável. Outro exemplo: os créditos de carbono, que terão de
ser comprados do Brasil por países que poluem mais do que podem, poderão significar forte entrada de divisas.
Com sua pesquisa científica carente, indefinição quanto à legislação e dificuldades nas questões de
patenteamento, o Brasil não consegue transformar essa riqueza natural em riqueza financeira. Diversos
produtos autóctones, como o cupuaçu, já foram registrados por estrangeiros – que nos obrigarão a pagar pelo
uso de um bem original daqui, caso queiramos (e saibamos) produzir algo em escala com ele. Além disso, a
biopirataria segue crescente. Até mesmo os índios deixam que plantas e animais sejam levados ilegalmente
para o exterior, onde provavelmente serão vendidos a peso de ouro. Resumo da questão: ou o Brasil acorda
onde provavelmente serão vendidos a peso de ouro. Resumo da questão: ou o Brasil acorda para a nova
realidade econômica global, ou continuará perdendo dinheiro como fruta no chão.
Daniel Piza. O Estado de S. Paulo.
Alternativa C
D7 – Identificar a tese de um texto.
Otextodefendeatesedeque
(A)aAmazôniaéfonte“potencial”deriquezas.
(B)asplantaseosanimaissãolevadosilegalmente.
(C)oBrasildesconheceovalordeseusbensnaturais.
(D)osbensnaturaissãocitadosnaescola.
3
Alternativa A
D8 – Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la
Oargumentoquedefendeessateseé
(A) “Comsuapesquisacientíficacarente,indefiniçãoquantoàlegislaçãoedificuldadesnasquestõesdepatenteamento,oBrasilnão
conseguetransformaressariquezanaturalemriquezafinanceira.
(B)“RegiõescomoaAmazônia,oPantanaleaMataAtlântica–ouoquerestoudela– sãoinvejadasnomundotodoporsuabiodiversidade.”
(C)“Atémesmoecossistemascomoodocerradoeodacaatingatêmmaisriquezadefaunaefloradoquesecostumapensar.”
(D)“Aquantidadedeáguadoce,madeira,minérioseoutrosbensnaturaiséamplamentecitadanasescolas,nosjornaisenasconversas.”
4
Notrecho“poderãosignificarforteentradadedivisas.”,qualosignificadodapalavra“divisas”?
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(A)Fronteiras.
(B)Dinheiro.
(C)Matériaprima.
(D)Pesquisas.
Alternativa B
D3- Inferir o sentido de uma palavra ou expressão
Referências
GOIÁS. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Ensino Fundamental. Ensinar e Aprender:
Volume 3 - língua portuguesa. Acelera Goiás. Programa de Aceleração da Aprendizagem. Goiás, 2001.
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4bim 9ano lingua-portuguesa_professor

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    educacionalMaterial do professor Caderno Materialde apoio 4º bimestre LÍNGUA PORTUGUESA LÍNGUA PORTUGUESA 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 1
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    educacionalMaterial do professor CadernoCaderno Materialde apoio 4º bimestre LÍNGUA PORTUGUESA LÍNGUA PORTUGUESA 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 1
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    Marconi Ferreira PerilloJúnior Governador do Estado de Goiás Thiago Mello Peixoto da Silveira Secretário de Estado da Educação Raph Gomes Alves Superintendente de Inteligência Pedagógica e Formação Márcia rejane Martins da Silva Brito Chefe do Núcleo da Escola de Formação Valéria Marques de Oliveira Gerente de Formação Central Expediente Gerência de Formação Central Elaboradores Ana Christina de Pina Brandão Arminda Maria de Freitas Santos Débora Cunha Freire Edinalva de Carvalho Joanede Aparecida Xavier de Souza Fé Lívia Aparecida da Silva Marilda de Oliveira Rodovalho Rosely Aparecida Wanderley Araújo 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 3
  • 6.
  • 7.
    O Governo doEstado de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Educação(SEDUC),criouo“PactopelaEducação”comoobjetivodeavançar naofertadeumensinoqualitativoàscrianças,jovenseadultosdonossoEstado. Assim, busca-se adotar práticas pedagógicas de alta aprendizagem. Dessa forma, estamos desenvolvendo, conjuntamente, várias ações, dentre elas,aproduçãodestematerialdeapoioesuporte.Elefoiconcebidotendopor finalidadecontribuircomvocê,professor,nassuasatividadesdiáriase,também, buscando melhorar o desempenho de nossos alunos. Com isso, espera-se amenizar o impacto causado pela mudança do Ensino Fundamental para o Médio, reduzindo assim a evasão, sobretudo na 1ª série do Ensino Médio. Lembramos que a proposta de criação de um material de apoio e suporte sempre foi uma reivindicação coletiva de professores da rede. Proposta esta quenãopodeserviabilizadaantesemfunçãodadiversidadedeCurrículosque eram utilizados. A decisão da Secretaria pela unificação do Currículo para todo o Estado de Goiás abriu caminho para a realização de tal proposta. Trata-se do primeiro material, deste tipo, produzido por esta Secretaria, sendo,dessaforma,necessáriosalgunsajustesposteriores.Porisso,contamos comasuacolaboraçãoparaampliá-lo,reforçá-loemelhorá-lonaquiloquefor preciso. Estamos abertos às suas contribuições. Sugerimos que este caderno seja utilizado para realização de atividades dentroeforadasaladeaula.Esperamos,comsuaajuda,fazerdesteumobjeto de estudo do aluno, levando-o ao interesse de participar ativamente das aulas. Somando esforços, este material será o primeiro de muitos e, com certeza, poderá ser uma importante ferramenta para fortalecer sua prática em sala de aula.Assim,nósoconvidamospara,juntos,buscarrmosoaperfeiçoamentode ações educacionais, com vistas à melhoria dos nossos indicadores, proporcionando uma educação mais justa e de qualidade. A proposta de elaboração de outros materiais de apoio continua e a sua participação é muito importante. Caso haja interesse para participar dessas elaborações, entre em contato com o Núcleo da Escola de Formação pelo e- mail cadernoeducacional@seduc.go.gov.br Bom trabalho! Apresentação 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 5
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    Romance Levantamentodosconhecimentosprévios/Introduçãoaosestudosdogênero ......09 Aula 1...........................................................................................................................09 Ampliaçãodos conhecimentos sobre o gênero...................................................12 Aula 2...........................................................................................................................12 Aula 3...........................................................................................................................19 Aula 4...........................................................................................................................20 Aula 5...........................................................................................................................23 Aula 6...........................................................................................................................25 Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero...........................................30 Aula 7...........................................................................................................................30 Aula 8...........................................................................................................................30 Aula 9...........................................................................................................................31 Aula 10 ........................................................................................................................34 Teatro Levantamentodosconhecimentosprévios/Introduçãoaosestudodosgênero ......39 Aula 11.........................................................................................................................39 Ampliaçãodosconhecimentossobreogênero...................................................................41 Aula 12.........................................................................................................................41 Aula 13.........................................................................................................................45 Aula 14..................................................................................................................................51 Aula 15.........................................................................................................................53 Aula 16.........................................................................................................................55 Aula 17.........................................................................................................................61 Aula 18.........................................................................................................................62 Aula 19.... ...................................................................................................................63 Aula 20.........................................................................................................................65 Sistematizaçãodosconhecimentossobreogênero...........................................................68 Aula 21.........................................................................................................................68 Aula 22.... ...................................................................................................................69 Aula 23.........................................................................................................................69 Aula 24.... ...................................................................................................................70 Aula 25.........................................................................................................................72 Referências..................................................................................................................74 Sumário 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 7
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    língua portuguesa 9 Romance Professor(a), vamostrabalhar com o gênero Romance: gênero literário, geralmente longo, que pode acontecer em lugares/espaços variados e organizado com mais de um conflito. Lembre-se, professor (a), de que o seu entusiasmo e o gosto pela leitura de romances poderão motivar seus (suas) alunos (as) a lerem esse gênero literário. Vale ressaltar, também, que, antes de iniciar os estudos de qualquer gênero, é fundamental que você estude e pesquise sobre suas características. Então, vamos lá! Pesquise, estude e desenvolva um rico trabalho sobre romance com as suas turmas de 9º ano! Levantamento dos conhecimentos prévios/ Introdução ao estudo do gênero. Objetivo geral • Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Romance, explorando as práticas de oralidade, leitura e escrita. aula 01 O que devo aprender nesta aula u Ler com fluência e boa entonação. u Ler com fluência e autonomia o romance em estudo, observando forma, estilo,conteúdo função social. u Reconhecer elementos de literariedade no texto. u Compreender a importância do contexto histórico no gênero. u Valorizar a leitura do romance como fonte de entretenimento e prazer. • Pode-se dizer que estas canções são românticas? Por quê? • Analise as semelhanças e as diferenças entre as canções ouvidas. • Assim como as músicas ouvidas, você acha que todo romance é romântico? Justifique. • Você já leu algum romance? Qual? Quem o escreveu? Pode ser caracterizado como romântico? Por quê? Práticas de oralidade e leitura Professor (a), prepare o ambiente para receber os seus alunos. Construa um clima romântico. No centro da sala, coloque um tapete com algumas almofadas e, para sensibilizar os estudantes, apresente-lhes letras de músicas românticas modernas e antigas. Se achar necessário, além da leitura, apresente os vídeos das músicas aos alunos. Os endereços seguem abaixo das letras. Determine um momento para que os alunos leiam e comentem as diferenças de época nas letras das músicas. Mostre aosestudantesque,comoasépocas,oscostumes,alinguagemeamaneiradedeclararossentimentostambémmudam. Aproveite a discussão para fazer os seguintes questionamentos aos estudantes: 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 9
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    língua portuguesa 10 Quando aluz dos olhos meus E a luz dos olhos teus Resolvem se encontrar Ai, que bom que isso é meu Deus Que frio que me dá o encontro desse olhar Mas se a luz dos olhos teus Resiste aos olhos meus Só pra me provocar Meu amor juro por Deus Me sinto incendiar Meu amor juro por Deus Que a luz dos olhos meus Já não pode esperar Quero a luz dos olhos meus Na luz dos olhos teus Sem mais la ra ra ra... Pela luz dos olhos teus Eu acho meu amor que só se pode achar Que a luz dos olhos meus precisa se casar ( La ra ri ra ra ra...) ( La ra ri ra ra ra...) Quando a luz dos olhos meus E a luz dos olhos teus Resolvem se encontrar Ai, que bom que isso é meu Deus Que frio que me dá o encontro desse olhar Mas se a luz dos olhos teus Resiste aos olhos meus Só pra me provocar Meu amor juro por Deus Me sinto incendiar Meu amor juro por Deus Que a luz dos olhos meus Já não pode esperar Quero a luz dos olhos meus Na luz dos olhos teus Sem mais la ra ra ra... Pela luz dos olhos teus Eu acho meu amor e só se pode achar Que a luz dos olhos meus precisa se casar Que a luz dos olhos meus precisa se casar Que a luz dos olhos meus precisa se casar Precisa se casar, precisa se casar (repete até o fim) Pela Luz dos Olhos Teus Tom Jobim e Miucha Tu és, divina e graciosa Estátua majestosa do amor Por Deus esculturada E formada com ardor Da alma da mais linda flor De mais ativo olor Que na vida é preferida pelo beija-flor Se Deus me fora tão clemente Aqui nesse ambiente de luz Formada numa tela deslumbrante e bela Teu coração junto ao meu lanceado Pregado e crucificado sobre a rósea cruz Do arfante peito seu Tu és a forma ideal Estátua magistral oh alma perenal Do meu primeiro amor, sublime amor Tu és de Deus a soberana flor Tu és de Deus a criação Que em todo coração sepultas um amor O riso, a fé, a dor Em sândalos olentes cheios de sabor Em vozes tão dolentes como um sonho em flor És láctea estrela És mãe da realeza És tudo enfim que tem de belo Em todo resplendor da santa natureza Perdão, se ouso confessar-te Eu hei de sempre amar-te Oh flor meu peito não resiste Oh meu Deus o quanto é triste Rosa Pixinguinha http://letras.mus.br/tom-jobim/73343/#selecoes/49022/ 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 10
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    língua portuguesa 11 A incertezade um amor Que mais me faz penar em esperar Em conduzir-te um dia Ao pé do altar Jurar, aos pés do onipotente Em preces comoventes de dor E receber a unção da tua gratidão Depois de remir meus desejos Em nuvens de beijos Hei de envolver-te até meu padecer De todo fenecer http://letras.mus.br/pixinguinha/30843/ http://letras.mus.br/claudinho-e-buchecha/47176/ Avião sem asa, Fogueira sem brasa, Sou eu assim, sem você Futebol sem bola, Piu-piu sem Frajola, Sou eu assim, sem você... Porque é que tem que ser assim? Se o meu desejo não tem fim Eu te quero a todo instante Nem mil auto-falantes Vão poder falar por mim... Amor sem beijinho, Buchecha sem Claudinho, Sou eu assim sem você Circo sem palhaço, Namoro sem abraço, Sou eu assim sem você... Tô louco prá te ver chegar Tô louco prá te ter nas mãos Deitar no teu abraço Retomar o pedaço Que falta no meu coração... Eu não existo longe de você E a solidão é o meu pior castigo Eu conto as horas pra poder te ver, Mas o relógio tá de mal comigo. Por quê? Por quê? Neném sem chupeta, Romeu sem Julieta, Sou eu assim, sem você Carro sem estrada, Queijo sem goiabada, Sou eu assim, sem você... Você... Porque é que tem que ser assim? Se o meu desejo não tem fim Eu te quero a todo instante Nem mil auto-falantes Vão poder falar por mim... Eu não existo longe de você E a solidão é o meu pior castigo Eu conto as horas prá poder te ver, Mas o relógio tá de mal comigo... Fico Assim Sem Você Claudinho e Buchecha Quem um dia irá dizer Que existe razão Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer Que não existe razão? Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar Ficou deitado e viu que horas eram Enquanto Mônica tomava um conhaque No outro canto da cidade, como eles disseram EduardoeMônicaumdiaseencontraramsemquerer E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer Um carinha do cursinho do Eduardo que disse Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir Festa estranha, com gente esquisita Eu não tô legal, não aguento mais birita E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais Sobre o boyzinho que tentava impressionar E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa É quase duas, eu vou me ferrar Eduardo e Mônica trocaram telefone Depois telefonaram e decidiram se encontrar O Eduardo sugeriu uma lanchonete Mas a Mônica queria ver o filme do Godard Se encontraram então no parque da cidade A Mônica de moto e o Eduardo de camelo O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar Eduardo e Mônica Legião Urbana 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 11
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    língua portuguesa 12 PRÁTICA DEESCRITA - DESAFIO Caro(a)aluno(a),pesquiseadiferençaentre“romance”e“romantismo”e tragaoresultadodasuapesquisa na próxima aula. Mas a menina tinha tinta no cabelo Eduardo e Mônica eram nada parecidos Ela era de Leão e ele tinha dezesseis Ela fazia Medicina e falava alemão E ele ainda nas aulinhas de inglês Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus VanGoghedosMutantes,deCaetanoedeRimbaud E o Eduardo gostava de novela E jogava futebol-de-botão com seu avô Ela falava coisas sobre o Planalto Central Também magia e meditação E o Eduardo ainda tava no esquema Escola, cinema, clube, televisão Emesmocomtudodiferente,veiomesmo,derepente Uma vontade de se ver E os dois se encontravam todo dia E a vontade crescia, como tinha de ser Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia Teatro, artesanato, e foram viajar A Mônica explicava pro Eduardo Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer E decidiu trabalhar (não!) E ela se formou no mesmo mês Que ele passou no vestibular E os dois comemoraram juntos E também brigaram juntos, muitas vezes depois E todo mundo diz que ele completa ela E vice-versa, que nem feijão com arroz Construíram uma casa há uns dois anos atrás Mais ou menos quando os gêmeos vieram Batalharam grana, seguraram legal A barra mais pesada que tiveram Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília E a nossa amizade dá saudade no verão Só que nessas férias, não vão viajar Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação E quem um dia irá dizer Que existe razão Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer Que não existe razão? http://letras.mus.br/legiao-urbana/22497/ Ampliaçãodosconhecimentossobreogênero Objetivo geral •AmpliarosconhecimentossobreogêneroRomance,explorandoaspráticasdeoralidade,leitura,escritaeanáliselinguística. aula 02 O que devo aprender nesta aula u Ler capítulos de romances, utilizando as estratégias da leitura como mecanismos de interpretação dos textos: •Formulação de hipóteses (antecipação e inferência). •Verificação de hipóteses (seleção e checagem). u Ler capítulos de romances, observando forma, conteúdo, estilo e função social. u Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 12
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    língua portuguesa 13 Disponívelem http://obelletrista.wordpress.com/2012/10/10/conceito-e-caracteristicas-do-romance/ Professor(a), inicie esta aula socializando as pesquisas realizadas pelos alunos. Neste momento, é fundamental a sua mediação para a sistematização dos conceitos pesquisados. Esclareça-lhes que no século XVIII, o romance tornou-se o porta-voz das ambições e desejos das pessoas da época, constituindo uma forma de passatempo e de fuga do cotidiano. O escritor era pago para oferecer uma imagem otimista e leve da vida. Era o romance romântico, que trazia história de encontros, casamentos, realização de sonhos e desilusões. Assim, a palavra romance passou a designar um estilo literário dotado de profundo sentimentalismo, inicialmente narrado em verso e, posteriormente, em prosa. Entretanto, isso muda no período contemporâneo, quando várias temáticas são abordadas de diversas formas e diferentes estilos. Apresentamos,abaixo,também,pequenosconceitosdostermossolicitadosacima,quepoderãosomar-seàssuas pesquisas em relação ao estudo deste gênero literário e auxiliá-lo(a) no momento de sistematizar esta atividade ROMANCE é uma forma literária do gênero narrativo literário que transpõe para a ficção a experiência humana. Suas características são a narrativa longa, geralmente dividida em capítulos, os personagens variados em torno das quais acontece a história principal e também histórias paralelas a essa, pode apresentar espaço e tempo variados. No romance, a metrificação, muito utilizada no verso, é abandonada e a prosa de tom relativamente coloquial torna-se uma característica da linguagem narrativa. Os personagens do romance são fictícios, vivendo acontecimentos imaginários. Os personagens centrais (heróis) passam a ser homens comuns vivendo dramas corriqueiros como complicações sentimentais, sociais ou financeiras. Eles são abordados por inteiro, ficando a alma fraturada entre os desejos íntimos e a realidade quase sempre hostil, apresentando uma complexidade maior. Com o romance nasce a análise psicológica e o conflito interior dos personagens são temas recorrentes, além dos conflitos dos indivíduos com o mundo, sobretudo na luta contra as normas sociais e os preconceitos. Sede de amor, de justiça e de dignidade humana que impelem ao desejo de mudança de um mundo, geralmente insensível e injusto são comumente abordados no romance. No entanto, o resultado desse esforço é, na maioria das vezes, o fracasso. Desamparado, o personagem ou adere à ordem opressiva ou sucumbe à desilusão, à loucura e até à morte. Porém algumas obras do gênero o herói triunfa. Disponívelem http://pt.wikipedia.org/wiki/Romantismo Acessadoem 13/06/2013. ROMANTISMO foi um movimento artístico, político e filosófico surgido nas últimas décadas do século XVIII na Europa que perdurou por grande parte do século XIX.Caracterizou-se como uma visão de mundo contrária ao racionalismo e ao iluminismo e buscou um nacionalismo que viria a consolidar os estados nacionais na Europa. Inicialmente apenas uma atitude, um estado de espírito, o Romantismo toma mais tarde a forma de um movimento, e o espírito romântico passa a designar toda uma visão de mundo centrada no indivíduo. Os autores românticos voltaram-se cada vez mais para si mesmos, retratando o drama humano, amores trágicos, ideais utópicos e desejos de escapismo. O termo romântico refere-se ao movimento estético ou, em um sentido mais lato, à tendência idealista ou poética de alguém que carece de sentido objetivo. O Romantismo é a arte do sonho e fantasia. Valoriza as forças criativas do indivíduo e da imaginação popular. Opõe-se à arte equilibrada dos clássicos e baseia-se na inspiração fugaz dos momentos fortes da vida subjetiva: na fé, no sonho, na paixão, na intuição, na saudade, no sentimento da natureza e na força das lendas nacionais. Prática de oralidade Conceito 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 13
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    língua portuguesa 14 • Seusavós já contaram a vocês como era o namoro, antigamente? Comente. • Atualmente, como o amor é retratado nas músicas, novelas e nos filmes? • Qual a sua opinião sobre as diferentes formas de viver o amor? • Você já leu uma história romântica? Qual? • Como o amor é abordado nesta história? Agora você terá oportunidade de apresentar ao (à) seu (sua) professor (a) e colegas a pesquisa que realizou. Vamos lá: leia ou fale, espontaneamente, o que conseguiu apreender sobre romance e romantismo! Caro(a) estudante, faça a leitura do capítulo 21 do romance “A Moreninha” – de Joaquim Manuel de Macedo. Procure fazer uma leitura interpretativa dessa história romântica, registrando no seu caderno as palavras desconhecidas, que comprometam o entendimento do texto. Professor(a),apósestasocialização,antecipe-lhesaleituraaserrealizada,aseguir,comalgumasquestõesnorteadoras: Professor(a),agoraproponhaaosestudantesaleiturasilenciosadocapítulo21doromanceromântico“AMoreninha”, de Joaquim Manuel de Macedo. Mas, lembre-se de que é necessário contextualizá-la. Como o capítulo escolhido é um dos últimos do livro, é imprescindível que você os situe em relação ao enredo, o espaço e as personagens desta narrativa.Para tanto,faça um estudo antecipado desta obra e seu autor e apresente-os a seus alunos. Por ser um romance escrito no século XIX, certamente seus alunos encontrarão dificuldade na compreensão do vocabulário utilizado. Nesse caso, solicite-lhes que, durante a leitura, registrem no caderno as palavras e expressões que comprometerem o entendimento da história, para uma discussão posterior. Vale ressaltar, aqui, a importância da inferência, como estratégia de leitura: mesmo não conhecendo a palavra, o(a) leitor(a) poderá inferir-lhe um significado pelo contexto. Prática de leitura Raiou o belo dia, que seguiu a sete outros, passados entre sonhos, saudades e esperanças. Augusto está viajando, e já não é mais aquele mancebo cheio de dúvidas e temores da semana passada; é um amante que acredita ser amado e que vai, radiante de esperanças, levar à sua bela mestra a lição de marca que lhe foi passada. O prognóstico de d. Carolina, na gruta encantada, vai-se verificando: Augusto está completamente esquecido da aposta que fez e do camafeu que outrora deu à sua mulher. Um bonito rosto moreninho fez olvidar todos esses episódios da vida do estudante. D. Carolina triunfa, e seu orgulho de despotazinha de quantos corações conhece deveria estar altaneiro, se ela não amasse também. Como da primeira vez, Augusto vê o dia amanhecer-lhe no mar; e, como na passada viagem, avista sobre o rochedo o objeto branco, que vai crescendo mais e mais, à medida que seu batelão se aproxima, até que distintamente conhece nele a elegante figura de uma mulher, bela por força; mas desta vez, não como da outra, essa figura se demora sobre o rochedo, não desaparece como um sonho, é uma bonita realidade: é d. Carolina que só desce dele para ir receber o feliz estudante que acaba de desembarcar. — Minha bela mestra! — Meu aprendiz!... Já sei que traz o nome bem marcado. Oh! Sempre precisarei que me queira puxar as orelhas. — Não, eu não farei tal na lição de hoje. — E se eu merecer? — Talvez. — Então errarei toda a lição. Eles se sorriam, mas Filipe acaba de chegar e todos três vão pela avenida se dirigindo à casa. A Moreninha Capítulo XXI – 2º Domingo: Brincando com bonecas Joaquim Manuel de Macedo 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 14
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    língua portuguesa 15 Ter aventura de receber o braço de uma moça bonita e a quem se ama, apreciar sobre si o doce contato de uma bem torneada mão que tantas noites se tem sonhado beijar; roçar às vezes com o cotovelo um lugar sagrado; voluptuoso e palpitante; sentir sob sua face o perfumado bafo que se esvaiu dentre os lábios virginais e nacarados, cujo sorrir se considera um favor do céu; o apanhar o leque que escapa da mão que estremeceu, tudo isso... mas para que divagações? Que mancebo há aí, de dezesseis anos por diante, que não tenha experimentado esses doces enleios, tão leves para a reflexão e tão graves e apreciáveis para a imaginação de quem ama? Pois bem, Augusto os está gozando neste momento; mas, porque só a ele é isto de grande intimidade e convém dizer apenas o que absolutamente se faz preciso, pode-se, sem inconveniente, abreviar toda a história de duas boas horas, dizendo-se: almoçaram e chegou a hora da lição. — Vamos, disse d. Carolina a Augusto, que estava já assentado a seus pés e em sua banquinha; vamos, meu aprendiz, o senhor comprometeu-se a trazer-me um nome marcado pela sua mão; que nome marcou? — Entendi que devia ser o nome da minha bela mestra. Ela não esperava outra resposta. — Vamos, pois, ver a sua obra, continuou, e creia que estou disposta a perdoar-lhe, como fiz na lição passada. Venha a marca. Augusto apresentou então um finíssimo lenço aos olhos da sua bela mestra, que teve de ler em cada ângulo dele o nome Carolina e no centro o dístico Minha bela mestra. Tudo estava primorosamente trabalhado, e preciso é confessar: o aprendiz havia marcado melhor do que nunca o tivera feito d. Carolina. Augusto esperava com ansiedade ver brilhar nos olhos de sua bonita querida o prazer da gratidão, e fruía já de antemão o terno agradecimento com que contava, quando viu, com espanto, que sua bela mestra ia gradualmente corando e por fim se fez vermelha de cólera e de despeito. Nunca a mão grosseira de um homem poderia marcar assim!... disse ela a custo. — Mas minha bela mestra... — Eu quero saber quem foi! exclamou com força. — Eu não entendo... — Foi uma mulher! Isso não carece que me diga. Uma moça lhe marcou este lenço para o senhor vir zombar e rir- se de mim, de minha credulidade, de tudo!... — Minha senhora... — Vejam!... Já nem quer chamar-me sua mestra!... Agora só sabe dizer minha senhora!... A interessante jovem acabava de ser inesperadamente assaltada de um acesso de ciúme. Augusto estava espantado e a sra. d. Ana, levantando os olhos ao escutar a última exclamação de sua neta, viu-a correndo para ela. Que é isto, menina? perguntou. — Veja, minha querida avó: aqui está a marca que ele me traz! Eu queria um nome muito mal feito, uma barafunda que se não entendesse, o pano suado e feio, tudo mau, tudo péssimo, e eu me riria com ele. Sabe, porém, o que fez? Foi para a Corte tomar outra mestra, que não há de ter a minha paciência nem o meu prazer, mas que marca melhor que eu, que é mais bonita!... Veja, minha querida avó; ele tem outra mestra, outra bela mestra!... E dizendo isto, ocultou o rosto no seio da extremosa senhora e começou a soluçar. — Que loucura é essa, menina? Que tem que ele tomasse outra mestra? Pois por isso choras assim? — Mas nem me quer dizer o nome dela!... Que me importa que seja moça ou bonita? Nada tenho com isso, porém quero saber-lhe o nome, só o nome!... Então ela ergueu-se e, com os olhos ainda molhados, com a voz entrecortada, mas com toda a beleza da dor e delírio do ciúme, voltou-se para Augusto e perguntou: — Como se chama ela? — Juro que não sei. — Não sabe?... — Quis trazer um lenço bem marcado para ostentar meus progressos e motivar alguns gracejos e mandei-o encomendar a uma senhora muito idosa, que vive destes trabalhos. — Muito idosa? —É a verdade. — Não lhe deram este lenço? — Paguei-o. 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 15
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    língua portuguesa 16 — Poiseu rasgo... — Pode-o fazer. — Ei-lo em tiras. — Que fazes, Carolina? exclamou a sra. d. Ana, querendo, já tarde, impedir que sua neta rasgasse o lenço. — Fez o que cumpria, minha senhora, acudiu Augusto: exterminou o mau gênio que acaba de fazê-la chorar. — E que importa que eu rasgasse um lenço, minha querida avó? Peço-lhe licença para dar um dos meus ao sr. Augusto. A sra. d. Ana, que começava a desconfiar da natureza dos sentimentos da mestra e do aprendiz, julgou a propósito não dar resposta alguma, mas nem com isso desnorteou a viva mocinha que, tirando da sua cesta de costura um lenço recentemente por ela marcado, o ofereceu a Augusto, dizendo: — Eu não admito uma só desculpa, não desejo ver a menor hesitação; quero que aceite este lenço. Augusto olhou para a sra. d. Ana, como para ler-lhe n’alma o que ela pensava daquilo. — Pois rejeita um presente da minha neta? perguntou a amante avó. A resposta de Augusto foi um beijo na prenda de amor. — Agora, que já estamos bem, disse ele, vamos à minha lição. — Não, não, respondeu a bela mestra, basta de marcar; não me saí bem do magistério, chorei diante do meu aprendiz, não falemos mais nisto. — Então fui julgado incapaz de adiantamento? — Ao contrário, pelo trabalho que trouxe, vi que o senhor estava adiantado demais; porém, sou eu quem tem outros cuidados. — Já tem cuidados?... — Quem é que deles não carece?... O pai de família tem os filhos, o senhor, os seus livros e eu, que sou criança, tenho as minhas bonecas. Quer vê-las? — Com o maior prazer. Um momento depois a sala estava invadida por uma enorme quantidade de bonecas, cada uma das quais tinha seus parentes, seus vestidos, jóias e um número extraordinário de bugiarias, como qualquer moça da moda as tem no seu toucador. Ora, o tal bichinho chamado amor é capaz de amoldar seus escolhidos a todas as circunstâncias e de obrigá-los a fazer quanta parvoíce há neste mundo. O amor faz o velho criança, o sábio doido, o rei humilde cativo; faz mesmo às vezes, com que o feio pareça bonito e o grão de areia um gigante. O amor seria capaz de obrigar a um coxo a brincar o tempo-será, a um surdo o companheiro companhão e a um cego o procura quem te deu. O amor foi O inventor das cabeleiras, dos dentes postiços que... mas, alto lá! Que isto é bulir com muita gente; enfim, o amor está fazendo um estudante do quinto ano de medicina passar um dia inteiro brincando com bonecas. Com efeito, Augusto já sabe de cor e salteados todos os nomes dos membros daquela família, conhece os diversos graus de parentesco que existem entre eles, acalenta as bonecas pequenas, despe umas e veste outras, conversa com todas, examina o guarda-roupa, batiza, casa; em uma palavra, dobra-se aos prazeres de sua bela mestra, como uma varinha ao vento. No entanto a sra. d. Ana os observa cuidadosa; tem simpatizado muito com Augusto, mas nem por isso quer entregar todo o futuro do objeto que mais ama no mundo, ao só abrigo do nobre caráter e sérias qualidades que tem reconhecido no mancebo. Como de costume, a tarde teve de ser empregada em passeios à borda do mar e pelo jardim. O maior inimigo do amor é a civilidade; Augusto o sentiu, tendo de oferecer o braço à sra. d. Ana, mas esta lhe fez cair a sopa no mel, rogando-lhe que o reservasse para sua neta. Filipe acompanhava sua avó e na viva conversação que entretinham, o nome de Augusto foi mil vezes pronunciado. Uma vez Augusto e Carolina, que iam adiante, ficaram distantes do par que os seguia. A mão da bela Moreninha tremia convulsamente no braço de Augusto e este apertava às vezes contra seu peito, como involuntariamente, essa delicada mão; alguns suspiros vinham também perturbá-los mais e havia dez minutos eles se não tinham dito uma palavra. Em uma das ruas do jardim duas rolinhas mariscavam; mas ao sentirem passos, voaram e pousando não longe, em um arbusto, começaram a beijar-se com ternura; e esta cena se passava aos olhos de Augusto e Carolina!... 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 16
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    língua portuguesa 17 Igual pensamento,talvez, brilhou em ambas aquelas almas, porque os olhares da menina e do moço se encontraram ao mesmo tempo e os olhos da virgem modestamente se abaixaram e em suas faces se acendeu um fogo, que era o do pejo. E o mancebo, apontando para as pombas, disse: — Elas se amam! E a menina murmurou apenas: — São felizes! — Pois acredita que em amor possa haver felicidade? — Às vezes. — Acaso já tem a senhora amado? — Eu?!... E o senhor? — Comecei a amar há poucos dias. A virgem guardou silêncio e o mancebo, depois de alguns instantes, perguntou tremendo: — E a senhora já ama também? Novo silêncio; ela pareceu não ouvir, mas suspirou. Ele falou menos baixo: — Já ama também?... Ela baixou ainda mais os olhos e com voz quase extinta disse: — Não sei... talvez. — E a quem?... — Eu não perguntei a quem o senhor amava. —Quer que lho diga?... —Eu não pergunto. — Posso eu fazê-lo? — Não... não lho impeço. —É a senhora. D.Carolina fez-se cor-de-rosa e só depois de alguns instantes pôde perguntar, forcejando um sorriso: — Por quantos dias? — Oh! Para sempre! Respondeu Augusto, apertando-lhe vivamente o braço. Depois ainda continuou: — E a senhora não me revela o nome feliz?... — Eu não... não posso... — Mas por que não pode? — Por que não devo. — E nunca o dirá?! — Talvez um dia. — E quando?... — Quando estiver certa que ele não me ilude. — Então... ele é volúvel?... — Ostenta sê-lo... — Oh!... Pelo céu! ... Acabe de matar-me! ... Basta o nome pronunciado bem em segredo, bem no meu ouvido, para que ninguém o possa ouvir, nem a brisa o leve... Pelo céu!... — Senhor!... — Um só nome lhe peço!... — É impossível! ... Eu não posso!... — Se eu perguntasse?... — Oh!... Não!... — Serei eu?... A virgem tremeu toda e não pôde responder. Augusto lhe perguntou ainda, com fogo e ternura: — Serei eu?... A interessante Moreninha quis falar... não pôde mas, sem o pensar, levou o braço do mancebo até o peito e lhe fez sentir como o seu coração palpitava. — Serei eu?... perguntou uma terceira vez Augusto com requintada ternura. 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 17
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    língua portuguesa 18 PRÁTICA DEESCRITA - DESAFIO Retomeotexto,destavezparadarumsinônimoàspalavrassublinhadasque,possivelmente,coincidem comasquevocêregistrounocaderno,durantealeitura.Procureinferir-lheumsignificadopelocontexto e, só em último caso, recorra ao dicionário. A jovenzinha murmurou uma palavra que pareceu mais um gemido do que uma resposta, porém que fez transbordar a glória e o entusiasmo da alma do seu amante; ela tinha dito somente: — Talvez. Caro(a), estudante, antes de trabalharmos o significado das palavras desconhecidas, responda às questões abaixo, de acordo com a sua compreensão em relação ao texto: MACEDO,Joaquim Manuelde,1820-1882.AMoreninha.SãoPaulo,Saraiva,1972. Conforme o (a) seu (sua) professor (a) já lhes deve ter informado, este é um dos últimos capítulos do livro A Moreninha. De que se trata esse capítulo? Trata-se de um diálogo entre Augusto e Carolina (A Moreninha), que estão enamorados, ou seja, estão apaixonados, mas ainda não estão namorando. O presente de Augusto a Carolina (o lenço com o seu nome, muito bem bordado por uma senhora) e a crise de ciúme de Carolina são os elementos que contribuem para que os dois declarem este amor, ao final do capítulo. 1 Quem são as personagens que participam deste capítulo? Augusto, Carolina, Filipe e Dona Ana, irmão e avó de Carolina, respectivamente. 2 O amor entre Augusto e Carolina é revelado por meio das atitudes e diálogos entre os dois, no decorrer do capítulo. Releia o texto, procurando localizá-los. No início do Capítulo, Carolina desce do rochedo para ir receber Augusto, que acaba de desembarcar na Ilha, muito feliz por poder reencontrá-la. Lá pela metade do capítulo, Carolina tem uma crise de ciúmes, a ponto de rasgar o lenço que Augusto lhe levara, por desconfiar que ele tivesse sido bordado por uma mulher. Logo em seguida, presenteia-o com um lenço seu e o convida a brincar de boneca com ela. Ao final do capítulo, num passeio pelo jardim, à beira do mar, os dois, encorajados pelo cenário romântico que a natureza lhes proporciona, experimentam a intimidade de um diálogo inocente para se declararem apaixonados. 3 Estas atitudes ainda são comuns entre os casais de namorados atuais? Como agem, atualmente, os jovens de 15 a 20 anos para se declararem apaixonados ou iniciarem um namoro? Resposta pessoal. 4 Qual(is) das canções estudadas na aula 1 canta(m) o amor semelhante ao de Carolina e Augusto, de A Moreninha? “Pela luz dos olhos teus” e “Rosa”. 5 Considerando as canções ouvidas, este capítulo de A Moreninha e o seu conhecimento de mundo, como você avalia o comportamento dos namorados do século XIX e os do século XXI ? Resposta pessoal. 6 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 18
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    língua portuguesa 19 aula 03 Oque devo aprender nesta aula u Ouvir atenta e criticamente, respeitando o interlocutor. u Ler capítulos de romances, utilizando as estratégias da leitura como mecanismos de interpretação dos textos: •Formulação de hipóteses (antecipação e inferência). •Verificação de hipóteses (seleção e checagem). u Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. Professor(a), socialize o desafio proposto na aula anterior, fazendo as intervenções necessárias. Prática de oralidade Apresente ao (à) professor (a) e aos colegas o resultado da pesquisa proposta no desafio da aula anterior. Participe da atividade, verbalizando as suas respostas, mas também escutando o que os (as) seus colegas responderam. Professor(a), solicite aos alunos que releiam o texto em estudo, procurando ampliar a exploração de estratégias de leitura como: inferência, seleção e checagem. Prática de leitura Releia o texto em estudo para responder às questões abaixo: O encontro narrado neste capítulo é o primeiro entre Carolina e Augusto? Justifique. Não. A frase que inicia este capítulo: “Raiou o belo dia, que seguiu a sete outros, passados entre sonhos, saudades e esperanças;” confirma que há uma semana haviam estado juntos.Além disso, o lenço bordado que ele lhe entrega,e que lhe causa tanto ciúme, também é um elemento que comprova um encontro anterior. 1 Que informações há neste capítulo que comprovam que Augusto é mais velho que Carolina? Pode-se perceber a diferença de idade entre os dois, quando Carolina diz: “O pai de família tem os filhos, o senhor, os seus livros e eu, que sou criança, tenho as minhas bonecas. Quer vê-las?” E, ainda, neste trecho, quando o narrador fala do que o amor é capaz: “O amor está fazendo um estudante do quinto ano de medicina passar um dia inteiro brincando com bonecas.” 2 O que significa a expressão“cair a sopa no mel”, que aparece no trecho:“O maior inimigo do amor é a civilidade; Au- gusto o sentiu, tendo de oferecer o braço à sra. d. Ana, mas esta lhe fez cair a sopa no mel, rogando-lhe que o reservasse para sua neta.” Significa que alguma coisa cai ou calha bem, isto é, vem muito a propósito, no momento preciso. No texto em questão, a expressão se refere à atitude de Dona Ana, que pede a Augusto para acompanhar sua neta. 3 Qual o significado da palavra“virgem” no texto em estudo? Atualmente, esta palavra assume este mesmo significado? Antigamente, e no texto em estudo, a palavra “virgem” era sinônimo de moça, de uma mulher jovem que ainda não se casara e, que portanto, conservava sua virgindade. Atualmente, a palavra “virgem” é sinônimo de qualquer mulher que preserva sua virgindade, independente da faixa etária. 4 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 19
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    língua portuguesa 20 Observe ostermos destacados, no diálogo entre Carolina e Augusto, transcrito abaixo, e responda ao que se pede: —Eu não perguntei a quem o senhor amava. — Quer que lho diga?... — Eu não pergunto. —Posso eu fazê-lo?” — Não... não lho impeço. (...) — Então ele é volúvel? — Ostenta sê-lo... • Por que se justifica essa variação linguística no diálogo entre dois jovens apaixonados? PRÁTICA DE ESCRITA - DESAFIO Esta linguagem erudita era a variação linguística utilizada por todas as faixas etárias das altas classes sociais e intelectuais do século XIX, quando este romance foi escrito. • Por quais palavras poderíamos substituir os termos destacados, sem comprometermos a linguagem e a compreensão do texto? • Como seria este diálogo entre os jovens casais de namorados da atualidade? Quer que eu te diga?/ Eu posso fazer isto./ Não... Não te impeço./ Parece ser. Quer que eu o diga (ou diga isso) ao Senhor?/ Posso eu fazer isso./ Não... Não impeço o Senhor de fazer isso./ Ostenta ser isso. aula 04 O que devo aprender nesta aula u Localizar informações explícitas. u Estabelecer relações entre partes de um texto, Identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto. u Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados. u Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto. u Identificar a tese de um texto. u Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la. Professor(a),nestecaderno,estamospropondoumaretomadadosconteúdos/gênerosestudadosaolongodoano. Para isso, sugerimos, aqui, alguns itens que exploram os gêneros trabalhados até o momento.. Assim, as aulas 04 e 05; 09 e 10; 14 e 15; 19 e 20, 24 e 25 devem ser dedicadas à resolução dos itens propostos e para uma reflexão acerca dos gabaritos e dos distratores de cada um deles. Para tanto, reserve um tempo para que os estudantes os resolvam e, em seguida, faça um comentário aprofundado de cada item deste, justificando seu gabarito e seus distratores. 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 20
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    língua portuguesa 21 Leia otexto abaixo e, em seguida, responda aos item 1 e 2: Era uma vez, no país de Alefbey, uma triste cidade, a mais triste das cidades, uma cidade tão arrasadoramente triste que tinha esquecido até seu próprio nome. Ficava à margem de um mar sombrio, cheio de peixosos – peixes queixosos e pesarosos, tão horríveis de se comer que faziam as pessoas arrotarem de pura melancolia, mesmo quando o céu estava azul. Ao norte dessa cidade triste havia poderosas fábricas nas quais a tristeza (assim me disseram) era literalmente fabricada, e depois embalada e enviada para o mundo inteiro, que parecia sempre querer mais. Das chaminés das fábricas de tristeza saía aos borbotões uma fumaça negra, que pairava sobre a cidade como uma má notícia. O Xá do Blá-blá-blá RUSHDIE, Salman. Haroun e o Mar de Histórias. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. A tristeza fabricada nas poderosas fábricas de Alefbey era comercializada (A) ao norte da cidade. (B) à margem de um mar sombrio. (C) no mundo inteiro. (D) no país de Alefbey Alternativa C D1- Localizar informações explícitas. 1 A palavra QUE no trecho“que pairava sobre a cidade como uma má notícia” refere-se (A) à fumaça negra. (B) a uma má notícia. (C) às chaminés das fábricas. (D) aos borbotões. Alternativa A D2-Estabelecerrelaçõesentrepartesdeumtexto,Identificandorepetiçõesousubstituiçõesquecontribuemparaacontinuidadedeumtexto. Alternativa B D16-Identificarefeitosdeironiaouhumoremtextosvariados. 2 Leia o texto abaixo e responda ao item 3: A ironia do texto está (A) na sugestão da ONU. (B) na divisão do inseto. (C) no combate à fome. (D) na ingestão de insetos. 3 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 21
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    língua portuguesa 22 Alternativa B D13-Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto. Alternativa B D7 - Identificar a tese de um texto. Leia o texto e responda ao item 4. No texto predomina uma variação da linguagem (A) padrão. (B) coloquial. (C) formal. (D) regional. Querida Mônica, Eu acho trilegais as histórias que acontecem no Parque. Eu sempre leio as histórias duas vezes. Uma para mim e outra par o meu irmão caçula Jonas. Eu adoro as confusões que vocês aprontam, acho engraçadas as coisas que vocês falam. Depois que leio as histórias, o Jonas pega o gibi e fica olhando os brinquedos com cara de sonhador. Foi ele que pediu para eu escrever esta carta. O sonho dele era poder ir nos brinquedos que ele mais gosta, mas como isso não é possível, ele se diverte com as historinhas do gibi e usa a imaginação para brincar no Parque. O Jonas é cadeirante e nossos pais não têm como nos levar até aí. Continuem sempre nos divertindo. Abraços, João Leia o fragmento do texto abaixo e responda aos itens 5 e 6: “A leitura auxilia o desenvolvimento da escrita, pois lendo o indivíduo tem contato com modelos de textos bem redigidos que ao longo do tempo farão parte de sua bagagem linguística; e também porque entrará em contato com vários pontos de vista de intelectuais diversos, ampliando, dessa forma, o seu ponto de vista em relação aos assuntos. Como a produção escrita se baseia praticamente na exposição de ideias por meio de palavras, certamente aquele que lê desenvolverá sua habilidade devido ao enriquecimento linguístico adquirido através da leitura de bons autores.” 4 A tese defendida no texto é: (A) A leitura auxilia os indivíduos a redigirem textos. (B) A leitura auxilia o desenvolvimento da escrita. (C) A leitura auxilia no desenvolvimento de bons autores. (D) A leitura auxilia o indivíduo no contato com os textos. 5 Disponível em http://www.tudosobreredacao.com.br/o-texto-dissertativo.php 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 22
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    língua portuguesa 23 Alternativa C D8-Estabelecerrelação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la. O principal argumento que sustenta essa tese é: (A)“A leitura auxilia no desenvolvimento da escrita.” (B)“...a produção escrita se baseia praticamente na exposição de ideias por meio de palavras...” (C) “lendo o indivíduo tem contato com modelos de textos bem redigidos que ao longo do tempo farão parte de sua bagagem linguística.” (D)“porque entrará em contato com vários pontos de vista de intelectuais diversos...” 6 aula 05 O que devo aprender nesta aula u Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. u Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la. u Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações. u Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto. u Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato. O Sapo Alternativa A D3- Inferir o sentido de uma palavra ou expressão Leia o texto abaixo e responda aos itens 1, 2 e 3: Era uma vez um lindo príncipe por quem todas as moças se apaixonavam. Por ele também se apaixonou a bruxa horrenda que o pediu em casamento. O príncipe nem ligou e a bruxa ficou muito brava. “Se não vai casar comigo não vai se casar com ninguém mais!” Olhou fundo nos olhos dele e disse: “Você vai virar um sapo!” Ao ouvir esta palavra o príncipe sentiu estremeção. Teve medo. Acreditou. E ele virou aquilo o que a palavra feitiço tinha dito. Sapo. Virou um sapo. No trecho“ao ouvir esta palavra o príncipe sentiu estremeção”, a expressão destacada significa que o príncipe (A) tremeu. (B) desmaiou. (C) assustou-se. (D) confundiu-se. 1 ALVES, Rubem. A Alegria de Ensinar. Ars Poética, 1994. 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 23
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    língua portuguesa 24 Alternativa C D15- Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunção, advérbios etc. No trecho“Se não vai casar comigo não vai se casar com ninguém mais.” O termo destacado estabelece uma ideia de: (A) contradição (B) conclusão (C ) condição (D) explicação. 2 Alternativa A D11- Estabelecer a relação causa/conseqüência entre partes e elementos do texto. A bruxa ficou brava porque (A) o príncipe recusou seu pedido. (B) o príncipe sentiu estremeção. (C) seu feitiço não funcionou. (D) o príncipe virou um sapo. 3 Alternativa D D9- Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto. Alternativa C D14- Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato. Leia o fragmento de um artigo de opinião e responda aos itens 4 e 5: “O consumo de drogas está cada vez mais presente em nosso dia a dia, isso porque a circulação e o tráfico desse entorpecente se intensificaram enormemente nas últimas décadas por mais que as autoridades tenham investido bastante no combate a entrada deste “vírus” que afeta toda e qualquer pessoa independentemente de classe social. Os usuários são indivíduos que, na maioria das vezes, não possuem boas condições financeiras o que os levam a viverem em um verdadeiro inferno de desolações que é o mundo de fantasias dos dependentes químicos. Infelizmente, as sociedades em geral julgam superficialmente os drogados sem saberem das suas intimidades e história de vida, as quais estão diretamente ligadas ao convívio familiar” (...) A ideia principal do texto é: (A) O combate ao“vírus” da droga que afeta toda e qualquer pessoa independentemente de classe social. (B) A vida infernal dos usuários que, na maioria das vezes, não possuem boas condições financeiras. (C) O julgamento superficial das sociedades por não saberem das intimidades e histórias de vida dos usuários. (D)Oaumentodoconsumodedrogasemdecorrênciadaintensificaçãodotráficoedacirculaçãodedrogasnasúltimasdécadas. 4 A opinião do autor em relação do fato comentado está em (A)“O consumo de drogas está cada vez mais presente em nosso dia a dia” (B)“a circulação e o tráfico desse entorpecente se intensificaram enormemente nas últimas décadas” (C)“Infelizmente,associedadesemgeraljulgamsuperficialmenteosdrogadossemsaberemdassuasintimidadesehistóriadevida” (D) Os usuários de drogas pertencem às várias classe sociais. 5 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 24
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    língua portuguesa 25 aula 06 Oque devo aprender nesta aula u Ler romances literários em estudo, observando forma, conteúdo, estilo e função social. u Fazer comparações entre obras do mesmo gênero, porém de épocas diferentes. Professor(a),dando continuidade ao estudo do Romance,sugerimos para esta aula os capítulo 11 e 13 do livro “Crepúsculo”,deStephenieMeyerque, provavelmente,algunsestudantesjáconhecem porquejáleram olivro, ou porque assistiram ao filme. Assim como fez com “A Moreninha”, contextualize a obra, de forma que os alunos compreendam os capítulos em estudoinseridosnahistóriacomoum todo.Informe-lhesqueesteéum romancecontemporâneo,publicado em 2008, mas que, como “A Moreninha”, aborda a temática do amor. Apresentamos, abaixo, uma pequena síntese do enredo dessa história, que poderá somar-se às suas leituras e também à resenha do filme, publicada no Caderno 7 de Língua Portuguesa da Reorientação Curricular: com base nas suas leituras. Prática de oralidade Crepúsculo é a história: de uma jovem, chamada Bella, que se muda para uma pequena cidade nos EUA e na nova escola em que vai estudar conhece um rapaz muito excêntrico, Edward. Bella se sente irresistivelmente atraída por ele. E a atração é perfeitamente correspondida. Tudo seria normal, não fosse o rapaz um vampiro, contudo, quando ela descobre isto, já não consegue mais viver longe dele. Depois dessa conversa, solicite aos alunos que façam a leitura silenciosa do texto abaixo, procurando relacioná- lo ao capítulo de “A Moreninha”, estudado anteriormente. Motive--os a localizar diferenças e semelhanças em relação à temática abordada e à linguagem utilizada nos dois textos. Prática de leitura Caro estudante, leia o texto abaixo, que é parte dos capítulos 11 e 13 do livro Crepúsculo, de Stephenie Meyer, procurando relacioná-lo ao capítulo 21 do livro “A Moreninha”. Em seguida, responda às questões que se seguem: Todo mundo nos viu andando juntos para nosso lugar do laboratório. Percebi que ele não virou mais a cadeira para se sentar o mais distante possível de mim. Em vez disso, sentou-se bem ao meu lado, nossos braços quase se tocando. O Sr. Banner entrou na sala naquele momento — que senso de oportunidade soberbo tinha aquele homem — empurrando um rack alto de metal, sobre rodas, que sustentava uma TV pesadona e obsoleta e um videocassete. Dia de filme — a melhora do astral da sala era quase tangível. O Sr. Banner enfiou a fita no relutante videocassete e foi até a parede para apagar a luz. E então, assim que a sala escureceu, de repente fiquei hiperconsciente de que Edward estava sentado a menos de três centímetros de mim. Fiquei pasma com a eletricidade inesperada que fluía por meu corpo, maravilhada que fosse possível ter mais consciência dele do que eu já tinha. Quase fui dominada por um impulso louco de estender a mão e tocá-lo, afagar seu rosto perfeito pelo menos uma vez no escuro. Cruzei os braços bem firmes no peito, os punhos bem apertados. Eu estava perdendo o juízo. Começaram os créditos de abertura, iluminando a sala um pouquinho. Meus olhos, por vontade própria, vagaram para ele. Sorri timidamente Crepúsculo Capítulo 11 Complicações Stephenie Meyer 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 25
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    língua portuguesa 26 ao notarque sua postura era idêntica à minha, os punhos cerrados sob os braços, olhando-me de lado. Ele também sorriu, os olhos de certo modo conseguindo arder, mesmo no escuro. Virei o rosto antes que começasse a ofegar. Era absolutamente ridículo que eu ficasse tonta. A hora pareceu muito comprida. Eu não conseguia me concentrar no filme — nem sabia qual era o tema. Tentei sem sucesso relaxar, mas a corrente elétrica que parecia se originar de algum lugar no corpo dele não se atenuou. De vez em quando eu me permitia uma olhada rápida na direção dele, que também não parecia relaxar. O intenso desejo de tocá-lo também se recusava a diminuir, e eu apertei os punhos nas costelas até que meus dedos doeram do esforço. Soltei um suspiro de alívio quando o Sr. Banner acendeu a luz no fundo da sala e estiquei os braços diante de mim flexionando os dedos enrijecidos. Edward riu ao meu lado. — Bom, isso foi interessante — murmurou ele. Sua voz era sombria e os olhos, cautelosos. — Hmmm — foi só o que consegui responder. — Vamos? — perguntou ele, levantando-se facilmente. Eu quase gemi. Hora da educação física. Levantei-me com cuidado, preocupada que meu equilíbrio pudesse ter sido afetado pela nova e estranha intensidade entre nós. Ele me acompanhou em silêncio até minha aula seguinte e parou na porta. Virei-me para me despedir. Seu rosto me assustou — a expressão era dilacerada, quase de dor, e tão terrivelmente linda que o desejo de tocá-lo voltou a cintilar com a mesma força. Minha despedida ficou presa na garganta. Ele ergueu a mão, hesitante, o conflito assolando seu olhar, e afagou rapidamente meu rosto com a ponta dos dedos. Sua pele estava gelada, como sempre, mas o rastro de seus dedos em minha pele era alarmantemente quente — como se eu tivesse queimado, mas sem sentir a dor. Ele se virou sem dizer nada e se afastou depressa de mim. (...) (PP. 94 -95) (...) — Isabella. — Ele pronunciou meu nome inteiro cuidadosamente, depois brincou com meu cabelo com a mão livre. Um choque percorreu meu corpo com seu toque despreocupado. — Bella, eu não poderia conviver comigo mesmo se a ferisse. Você não sabe como isso me torturou. — Ele baixou os olhos, novamente envergonhado. — Pensar em você, imóvel, lívida, fria... Nunca mais vê-la corar de novo, nunca mais ver esse lampejo de intuição em seus olhos quando você vê através de meus pretextos... Seria insuportável. — Ele ergueu os gloriosos olhos angustiados para os meus. — Você é, agora, a coisa mais importante do mundo para mim. A mais importante de toda a minha vida. Minha cabeça girava com a mudança rápida de direção em nossa conversa. A partir do tema alegre de meu falecimento iminente, de repente estávamos nos declarando. Ele esperou, e embora eu olhasse para baixo para examinar nossas mãos entre nós, eu sabia que seus olhos dourados estavam nos meus. — Já sabe como me sinto, é claro — eu disse por fim. — Eu estou aqui... O que, numa tradução grosseira, significa que eu preferiria estar morta a ficar longe de você. — Franzi o cenho. — Sou uma idiota. — Você é mesmo uma idiota — concordou ele com uma risada. Nossos olhos se encontraram e eu ri também. Rimos juntos da idiotice e da mera impossibilidade de um momento desses. — E então o leão se apaixonou pelo cordeiro... — murmurou ele. Virei a cara, escondendo os olhos enquanto me arrepiava com a palavra. — Que cordeiro imbecil — suspirei. — Que leão masoquista e doentio. — Ele olhou a floresta sombreada por um longo momento e eu me perguntei aonde seus pensamentos o levavam. — Por quê...? — comecei e depois parei, sem ter certeza de como continuar. Ele olhou para mim e sorriu; o sol reluzia em seu rosto, em seus dentes. — Sim? — Diga por que fugiu de mim antes. O sorriso dele desapareceu. Capítulo 13 Confissões 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 26
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    língua portuguesa 27 — Vocênão sabe por quê? — Não, quer dizer, exatamente o que eu fiz de errado? Não vou poder abaixar a guarda, está vendo, então é melhor eu começar a aprender o que não devo fazer. Isto, por exemplo — eu afaguei as costas da mão dele —, parece não fazer mal nenhum. Ele sorriu de novo. — Você não fez nada de errado, Bella. A culpa foi minha. — Mas eu quero ajudar, se puder, a não dificultar ainda mais as coisas para você. — Bom... — ele pensou por um momento. — Foi o modo como você se aproximou. A maioria dos humanos se intimida conosco por instinto, são repelidos por nossa estranheza... Eu não esperava que você chegasse tão perto. E o cheiro de seu pescoço. — Ele parou de repente, olhando para verificar se tinha me perturbado. — Tudo bem, então — eu disse de um jeito impertinente, tentando aliviar o clima subitamente tenso. Segurei meu queixo. — Nenhum pescoço exposto. Deu certo; ele riu. — Não, é sério, foi mais a surpresa do que qualquer outra coisa. Ele ergueu a mão livre e a colocou delicadamente em meu pescoço. Fiquei imóvel, o arrepio de seu toque um alerta natural — um alerta me dizendo para ficar apavorada. Mas não havia nenhuma sensação de medo em mim. Havia, porém, outras sensações... — Está vendo — disse ele. — Perfeitamente bem. Meu sangue disparava e eu queria poder reduzir sua velocidade, sentindo que isto devia tornar tudo muito mais difícil — o martelar de minha pulsação em minhas veias. Certamente ele podia ouvi-lo. — O rubor em seu rosto é lindo — murmurou Edward. Ele soltou gentilmente a outra mão. Minhas mãos caíram flácidas no colo. Suavemente, ele afagou minha bochecha, depois segurou meu rosto entre as mãos de mármore. — Fique completamente parada — sussurrou ele, como se eu já não estivesse congelada ali. Devagar, sem tirar os olhos dos meus, ele se inclinou para mim. Depois, de repente, mas com muita delicadeza, pousou seu rosto frio no espaço da base de meu pescoço. Fui completamente incapaz de me mexer, mesmo que eu quisesse. Ouvi o som de sua respiração tranquila, observando o sol e o vento brincarem em seu cabelo de bronze, mais humano do que qualquer outra parte dele. Com uma lentidão deliberada, suas mãos deslizaram pela lateral de meu pescoço. Eu tremi, e o ouvi prender a respiração. Mas suas mãos não pararam enquanto moviam-se suavemente por meus ombros, e depois se detiveram. Ele virou o rosto para o lado, o nariz roçando minha clavícula. E recostou a cabeça ternamente em meu peito. Ouvindo meu coração. — Ah — ele suspirou. Não sei quanto tempo ficamos sentados sem nos mexer. Podem ter sido horas. Por fim o batimento de minha pulsação se aquietou, mas ele não se mexeu nem falou enquanto me segurava. Eu sabia que a qualquer momento isso podia ser demais, e minha vida chegaria ao fim — tão rapidamente que eu talvez sequer percebesse. E eu não conseguia sentir medo. Não conseguia pensar em nada, a não ser que ele estava me tocando. (...) (PP. 119 e 120) Sim. Porque é uma narrativa longa que retrata o irresistível amor entre dois adolescentes, Bella e Edward. Analisando estes trechos dos capítulos 11 e 13 de“Crepúsculo”, pode-se afirmar que esta obra, mesmo sendo escrita no século XXI, é um romance romântico? Justifique.1 Ao caminhar de braços dados com Augusto, Carolina treme convulsivamente, em suas faces se acende um fogo, o seu coração palpita, a ponto de não conseguir falar. Isabella fica com a despedida presa na garganta, fica imóvel, sente tremores, arrepios, palpitações e choques percorrendo o seu corpo, quando Edward a toca. Descreva as sensações dos dois casais apaixonados, quando se encontram sozinhos e bem próximos um do outro. 2 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 27
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    língua portuguesa 28 Sim. Osdois casais são jovens experimentando uma grande paixão e, nesse caso, sentem-se atraídos, cheios de desejos, sensações que experimenta todo jovem casal apaixonado, em qualquer época. Na sua opinião, as sensações vividas pelas personagens dos dois romances são semelhantes? Em caso positivo, a que você atribui tal semelhança, mesmo se tratando de amores vividos em épocas tão distintas?3 a)Trecho de “A Moreninha” A virgem guardou silêncio e o mancebo, depois de alguns instantes, perguntou tremendo: — E a senhora já ama também? a)Trecho de “Crepúsculo” Ele sorriu de novo. — Você não fez nada de errado, Bella. A culpa foi minha. b)Trecho de “A Moreninha” —Eu não pergunto. —Posso eu fazê-lo?” b)Trecho de “Crepúsculo” — Diga por que fugiu de mim antes. — Você não sabe por quê? Mesmo utilizando a linguagem padrão, os dois textos apresentam diferenças quanto ao emprego dessa variedade lin- guística. Identifique-as!4 Professor(a),orienteosalunosaprocurarem,nosdoistextos, trechos domesmocamposemânticooulinguístico.Ex.: Professor(a), antes de apresentar este desafio aos estudantes, retome os conceitos trabalhados na aula2,reafirmandoqueogêneroemestudoédenominadoRomanceporquesetornouconhecidoa partir do Romantismo. Assim, nem todos os romances são românticos; além dessa abordagem na qualseinserem“AMoreninha”e“Crepúsculo”,existemoutrostiposderomance. Nissoconsisteodesafiodaturma:fazerumapesqusasobreostiposderomancesmaisconhecidosna literaturabrasileira. Abaixo,apresentamosumabreveinformaçãoquantoaotipodeabordagem dosromancesquepoderá somar-se a uma pesquisa mais aprofundada de sua parte, imprescindível para a socialização e sistematizaçãodestedesafio. Romance urbano: nele a vida social das grandes cidades era retratada, e o motivo das tramas eram, principalmente, as comuns intrigas amorosas, as traições, os ambientes urbanos e outras situações comuns da vida das pessoas que vivem neles. Romance Regionalista: Aborda questões sociais a respeito de determinadas regiões do Brasil, destacando características de cada região, linguajar típico da região muitas vezes é PRÁTICA DE ESCRITA - DESAFIO 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 28
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    língua portuguesa 29 Conforme vocêviu, na aula 2, o romance romântico é apenas uma das abordagens dos vários tipos de romances da literatura brasileira. O seu desafio, desta vez, é pesquisar sobre os outros tipos de romances existentes. Bom trabalho! utilizado no Romance e as personagens são pessoas que vivem longe das cidades. Romance Indianista: Ocorrido principalmente no Romantismo, traz à tona a vida e os cos- tumes indígenas. Algumas vezes, no Romantismo, trazem uma idealização do índio que vira um herói convivendo com o homem branco. Romance Histórico: como o próprio o nome diz, é um Romance que destaca vida e costumes de certa época e lugar da história. Faz uma mesclagem entre fatos realmente ocorridos e fatos fictícios. Quanto à época ou escola literária: Romance Romântico: Nesse tipo de Romance se destacavam os ideais cavalheirescos, a idea- lização da mulher e o heroísmo, dignidade e amor à pátria nas personagens masculinas. As narrativas traziam uma constante luta entre o bem e o mal, sempre com a vitória do bem. Narravam sempre histórias de amor, onde era certo o conhecido“Final Feliz”. Romance Realista: Tem características temáticas influenciadas pelo cientificismo da época. É carregado de críticas sociais e traz à tona defeitos dos homens que até então não eram re- velados, como o materialismo, a traição, além de defeitos de caráter e personalidade expli- cados pelo determinismo. Personagens tipo são muito cultivadas nessas obras, ainda com o objetivo de criticar a sociedade. A linguagem é correta e a narrativa é lenta, com pausas para minuciosas descrições. Romance Naturalista: em muitos casos não se separa das narrativas realistas. Tem basica- mente as mesmas características e foram produzidos no mesmo período. A diferença básica entre as duas tendências é que enquanto os Romances Realistas trazem personagens com características comuns à natureza humana, o Romance Naturalista tende aos aspectos pato- lógicos, dando margem a características animalescas. A análise social é feita a partir de per- sonagens marginalizadas. Romance Modernista: Caracteriza-se pelo seu caráter revolucionário e pelo protesto a qual- quer tipo de convenção social. Como o movimento modernista teve várias tendências, às vezes até individuais, não podemos destacar muitas características em comum entre as obras. Traziam consigo forte crítica social e novas abordagens e visões do mundo. 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 29
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    língua portuguesa 30 PRÁTICA DEESCRITA - DESAFIO Imaginemos a seguinte situação: uma editora que está indicando no mercado irá realizar uma seleção para contratação de escritores iniciantes. A primeira etapa desta seleção é a escrita de um capítulo de um romance de qualquer tipo de abordagem, ou seja, que retrate e critique os problemas sociais vividos hoje na maioria das médias e grandescidadesbrasileiras;ou,então,queabordequestõessociaisarespeitodedeterminadasregiões do Brasil; ou que destaque a vida e costumes de certa época e lugar da história; ou uma história de amor, com um Final Feliz”; ou, ainda, um capítulo de um romance moderno que caracteriza-se pelo seu caráter revolucionário e pelo protesto a qualquer tipo de convenção social Escolhaotipoquemaislheagradaeinicieum projeto detextocom basenasseguintesquestões: Quemserãoaspersonagensprincipais?Quaisascaracterísticasfísicasepsicológicasdessaspersonagens? Quando a história acontece? Em qual lugar a história será narrada? O foco narrativo será em 1ª ou 3ª pessoa? Como o (a) protagonista resolverá o conflito? (Caso este seja o último capítulo). Construa diálogos entre os personagens, descreva o local em que estão, descreva, principalmente, os sentimentos e sensações que envolvem a cena. Seja detalhista e criativo(a)! Solte sua imaginação! Quem sabe você possa, de fato, colocar esse projeto adiante e se transformar em um (uma) grande escritor (a) de sua geração. Então, mãos à obra e sucesso! Professor(a),incentiveaturmaaescreverbonscapítulosderomances,dignosdeumapublicação: quemsabedeumacoletâneaparacomporoacervodabibliotecaescolar?Organizeumafestade lançamento, com autógrafos dos(as) autores(as) e participação dos pais e da comunidade local. aula 08 Oquedevo aprendernestaaula u Retomaraproduçãoparaasreformulaçõesquegarantam apresença deelementosprópriosdogênero. u Revisarereescrever,melhorandoosaspectosdiscursivosegramaticaiseassegurandoclareza,coesãoecoerênciaaotexto. u Publicaroscapítulosdosromancesproduzidos. aula 07 O que devo aprender nesta aula u Produzir um capítulo de um romance, utilizando os elementos constitutivos do gênero - conteúdo, estilo, forma -, em função das condições de produção. u Produzir um capítulo de um romance, refletindo sobre os elementos linguísticos próprios deste gênero textual. Práticas de leitura e escrita Professor(a),peçaaosestudantesqueleiam, releiam,olhemnovamenteparaaproduçãodaaulaanterior,agora com olhar crítico. Oriente-os nessa revisão apresentado-lhes o roteiro abaixo que os ajudará nesse trabalho. Sistematizaçãodosconhecimentossobreogênero 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 30
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    língua portuguesa 31 Retome oseu texto e reescreva-o com base nas questões abaixo. Capriche neste aprimoramento, deixando- o no ponto de ser publicado. Parabéns e até a próxima! • O romance cumpre o objetivo a que se propõe: emocionar, divertir, provocar reflexão, enredar o leitor? • Organiza a narrativa em primeira ou terceira pessoa? • As marcas de tempo e lugar estão presentes? • As personagens estão bem caracterizadas? • O enredo está bem desenvolvido, coerente? Há uma unidade de ação? • Os diálogos das personagens são pontuados corretamente? • Faz uso de verbos de dizer? • Há alguma palavra que não está escrita corretamente, frases incompletas, erros gramaticais, ortográficos? E a pontuação está correta? • Criou um título para o romance e/ou para o capítulo produzido? • O título mobiliza o leitor para a leitura? Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro/Caderno do Professor - Orientações para produção de textos , Cenpec: 2010 Solicite-lhes que usem um marcador de texto ou lápis de outra cor para assinalar o que pretendem modificar, com base nas questões abaixo. Fique atento(a), pois alguns estudantes vão precisar de uma atenção especial. Nesse caso, é importante que você dedique-lhes um acompanhamento individual: sente-se com eles(as), faça-lhes algumas perguntas e leia o texto em voz alta para que percebam o que não ficou claro, onde estão os problemas. aula 09 Oquedevo aprendernestaaula u Identificarafinalidadedetextosdediferentesgêneros. u Reconheceroefeitodesentidodecorrentedaexploraçãoderecursosortográficose/oumorfossintáticos. u Reconheceroefeitodesentidodecorrentedaescolhadeumadeterminadapalavraouexpressão. u Reconhecerdiferentesformasdetratarumainformaçãonacomparaçãodetextosquetratamdomesmotema,emfunçãodascondiçõesemqueelefoi produzidoedaquelasemqueserárecebido. u Identificarotemadeumtexto. Leia o texto abaixo e, em seguida, responda ao item 1 Preço: R$800 Aparelhozerado,semarranhões,comcapaepelícula...OBS...aceitotrocaporcelulardemenorvalor Disponível em http://www.bomnegocio.com/goias/grande_goiania_e_anapolis/razr_i_18017624.htm? Acesso em 24/06/2013 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 31
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    língua portuguesa 32 Alternativa C D12-Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros. A finalidade deste texto é (A) informar um fato. (B) argumentar uma opinião. (C) anunciar uma venda. (D) relatar um acontecimento. 1 Alternativa B D19- Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou morfossintáticos. As palavras Prrrriii! Pan!!” , no contexto, sugerem que (A) o coração de Miquelina disparou. (B) o juiz apitou e o jogador chutou. (C) os torcedores gritaram. (D) o jogador chutou e quebrou a janela. Miquelina pôs a mão no coração. Depois fechou os olhos. Depois perguntou: - Quem é que vai bater, Iolanda? - O Biagio mesmo. [...] O medo fez silêncio. Prrrrriii! Pan! - Go-o-o-o-ol! Corinthians! Leia o trecho a seguir e responda aos itens 2 e 3: Leia os textos abaixo e responda ao item 4: 2 Alternativa A D18- Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão. A expressão“O medo fez silêncio” sugere que a personagem, no contexto, (A) estava tensa. (B) ficou com raiva. (C) ficou triste. (D) estava irritada 3 (Alcântara Machado. Novelas Paulistanas. 7 ed. Rio de Janeiro: José Olimpio,1981. P.33.) 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 32
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    língua portuguesa 33 http://www.culturamix.com/meio-ambiente/poluicao/problemas-com-poluicao-ambiental http://www.soq.com.br/conteudos/ef/meioambiente/ Texto 1 Texto2 Preservando o ambiente aquático A preservação do meio ambiente é importante tanto para os animais (espécies) quanto para o homem. Os mangues no Brasil, por exemplo, são ecossistemas de transição entre a terra e o mar. Suas águas são ricas em sais minerais e matéria orgânica. Porém a poluição vem destruindo nossos manguezais. Esta poluição é causada por esgotos jogados nos mangues, navios e indústrias petroquímicas etc. Devemos ter consciência que a relação entre os seres vivos entre si e com o ambiente permite a sobrevivência das espécies e que os ecossistemas precisam estar em equilíbrio dinâmico para que possam oferecer boas condições ao desenvolvimento da vida. Uma das causas da depredação do meio ambiente é o derramamento de petróleo no mar. O petróleo flutua na água porque é menos denso que a água, formando uma camada que impede a penetração de gás oxigênio e de luz do Sol. Sem oxigênio, os peixes morrem e, sem luz solar, as plantas não realizam a fotossíntese. E animais também não conseguem se alimentar de algas flutuantes (maiores fornecedoras de oxigênio para o nosso planeta). O petróleo também gruda nas brânquias dos peixes, matando-os por asfixia (falta de oxigênio) e ainda gruda nas penas das aves que se alimentam de peixes, impedindo que possam voar. Então o petróleo derramado no mar compromete a cadeia alimentar da vida aquática e a oxigenação da água. O óleo também é jogado ao mar por barcos, assim como o petróleo. Outro agente causador da poluição são os detergentes, que formam uma espuma branca sobre as águas. È comum ouvirmos chamar essa espuma de “cisne de espumas”. [...] 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 33
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    língua portuguesa 34 Alternativa D D20– Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido Considerando os dois textos, percebe-se que eles são (A) contrários. (B) divergentes. (C) semelhantes. (D) complementares 4 Alternativa B D6 – Identificar o tema de um texto. Qual o assunto do texto 2 ? (A) Poluição causada pela emissão de gases. (B) Poluição do ambiente aquático. (C) Derramamento de petróleo no mar. (D) Depredação da terra e do mar. 5 aula 10 O que devo aprender nesta aula u Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa. u Inferir uma informação implícita em um texto. u Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas,quadrinhos, fotos, etc.). u Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema. u Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações. O tempo parece parar por aqui. Natal é lugar de ares paradisíacos. Entre o mar e dunas o nosso céu amplo de celebrar. Há um mar festivo, límpido em azuis dos mais variados. E nuvens azuladas. Natal abriga esse almejado encontro: alunos e seus professores vindos das mais diversas cidades com suas crônicas vencedoras. É lugar de estarmos juntos, de convívio intenso, de criar laços amigos, de rever o aprendido, de aprumar pequenas esperanças, nossa primordial lição: apurar o olhar cronista. Quem diria que através de palavras nascidas de ideias e sonhos viríamos a nos adentrar em viveres, ficaríamos íntimos de tantos lugares, muitos desconhecidos. Tantos olhares de sentir o mundo com o enfoque sutil, minucioso e particular de cada aluno-cronista presente Em Natal: um solo breve. E um olhar amoroso para a crônica! Antonio Gil Neto Leia o texto abaixo e, a seguir, responda aos itens de 1 e 2: 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 34
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    língua portuguesa 35 de corpoe palavra! As palavras dos jovens, ranhuras dos olhares desenhadas na tela, no papel, encompridam a esperança. Atravessam o tempo. Foi um encontro maravilhoso, para não deixar por menos. Agora que a festa se acaba nos relógios e calendários, continua a vibrar em nossas lembranças, bem na armazenagem das alegrias. Revivo flashes do que foi esse viver com educadores lutadores e alunos inesquecíveis. Revejo a chegança. Os olhares em esperto cansaço, a emoção vibrando nas perguntas, nos gestos. Todos brilharam mais uma vez com a medalha de bronze ao peito de puro merecimento. Repenso: quanto vale um sinal de reconhecimento! Depois cada grupo em ofício de estudar ainda um pouco mais sobre as artimanhas da nossa língua mãe bordariam os dias de outras aprendizagens. De começar Paulo Riscal, o fotógrafo convidado, abre boa conversa sobre o olhar. O que é objeto especial na arte de escrever uma crônica, gênero tão particular nessas minúcias. O olhar para a fotografia que resgata a vida. O olhar fino, meticuloso e certeiro que faz o cotidiano aflorar em palavras de encantar, inquietar e surpreender inesperadamente cada leitor que passa. E como podemos pegá-lo pela palavra! E nessa intimidade tantas revelações se desvelam em cada um de nós. Sobreviventes de pó e sonhos. E o que brota das palavras germinadas da emoção de fisgar o sutil de cada lugar com lente de morador cronista! Assim nos irmanamos: habitantes transitórios de tantas cidades! Conjugamos verbos essenciais, o subir e o descer, do sudeste montanhoso; manejamos covos em pescarias imaginadas de uma região do nordeste; partilhamos de uma prosa rasteira com Dona Perpétua, real cidadã e personagem inspiradora do ato criador; brincamos de imitar os zurros dos jumentos que despertam os moradores ao invés dos galos numa cidadezinha que emoldurou uma das crônicas admiradas. O que é fotografar? O que será cronicar? O que um tem um a ver com o outro? Tanta coisa a se revelar pelo prazer de descobrir, descobrir-se! Dito foi certeiro que uma imagem revela infinitas palavras. Na fotografia o escrever com a luz. Na crônica o fotografar com palavras. Isso vale? Valeu e valerá. Eis a precisão do escrever com a luz. A composição, o enquadramento, a atenção, a composição criativa. O quanto isso vale para um cronista que observa atento a vida que se entrega a clics reveladores. Inaugurava-se na conversa algo como misgalhadinhos de borboletas: será que os cegos fotografam? E os analfabetos escrevem? Dali e daqui alguns dias de solidário cenário: de conhecer o sotaque musical do outro, de viver conjugado em hotel à beira mar, de molhar os pés na espera das ondas do mar, de desvelar o olhar a dois em fotografias, de ficar debaixo de um cajueiro floresta, de brincar nos primórdios do Descobrimento e ser abençoado, abraçado pelo vento, pelas batidas das ondas nas pedras escuras, pelo por do sol enfeitando nossa visita ao forte dos Reis Magos, quase na esquina do mundo. Quem aplicou a regra dos três terços? Pudemos verificar isso como dança coletiva num painel da mostra das imagens clicadas pelo fôlego de experimentar e preservar o olhar reconhecido. E doamos todos os sentidos para os escritos e os sentimentos. Viajamos pelo emaranhado das composições fisgadas em mistérios escondidos em cada recanto potiguar. Gestos paisagem. De particular brasilidade. Vislumbramos palavras capazes de conceber alguma verdade em rascunho. Ainda sobrou tempo para todos se lançarem de novo olhar para se adentrar nas fotografias e delas retirar o fruto secreto: a palavra a se revelar em crônica. E de experimentar a vida do outro pelas palavras corporificadas. Como um abrir da pedra em musgo fresco. Fomos nos adentrando em ler por encanto os textos inaugurados. Deliciamo-nos nos entremeios salpicados pelo imaginar a miúdas e genuínas cotidianices entre olhares companheiros. Ah, o leitor e seu privilégio de ser cúmplice de cada olhar cronista! E veio uma bonita festa! Mais que bonita posso dizer. Uma festa de reencontrar. De recontar o vivido, o estudado. Experimentar novo diálogo com o professor, parceiro do ofício do saber. Ver o avesso da reescrita e saber de algumas possibilidades de aprimorar palavras antes de lançá-las ao mundo. Cada um pode ver de mais perto, em minúscula fotografia, o sabor do seu estilo. O toque humorístico particular, o viés crítico incomodador, uma pitada de ares filosóficos ou irônicos, o efeito lírico imperando nas armadilhas de envolver o leitor, de fazê- lo viver a vida de outros cenários. A ansiedade e uma tristezinha passarinha deu seus ares. Mas, bem maior, gigantesca e desfrutada, uma alegria bailarina, de comemorar, de se estar plenamente, de abraçar e abraçar-se no reconhecimento sem fim. Uns seguirão para Brasília levando a aventura do vivido, essas emoções dadivosas como cajus amarelados que se oferecem à sede. 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 35
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    língua portuguesa 36 Leia otexto abaixo e responda ao item 3: Todos seguiram com seus dizeres em direção ao futuro. O que nos fará possíveis de letras e amor maior. Somos renascidos de tanto esperançar. Somos uma eterna crônica de aprender um com os outros pelo madrugar das palavras que nos fazem um só. Quantas crônicas o futuro guardará? http://www.escrevendo.cenpec.org.br/index.php?option=com_content Disponívelemhttp://chargesbruno.blogspot.com.br/ Acessoem24/06/2013 Alternativa A D10- Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa. O que deu origem aos fatos narrados neste texto? (A) O encontro de professores e alunos em Natal. (B) Uma viagem turística à cidade de Natal. (C) O encontro com o fotógrafo Paulo Riscal. (D) A realização de uma bonita festa. 1 Alternativa B D4- Inferir uma informação implícita em um texto. Infere-se do texto que (A) professores e alunos reúnem-se para planejar uma viagem a Natal. (B) alunos finalistas de um concurso de textos reúnem-se em Natal. (C) alunos realizam uma festa para homenagear seus professores. (D) o fotógrafo Paulo Riscal realiza palestras nas escolas de Natal. 2 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 36
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    língua portuguesa 37 Texto 1 Depoisde tudo o que tenho visto, ouvido e, principalmente lido, acerca dos últimos acontecimentos na vida dos brasileiros sou obrigado a concluir que esse movimento/bagunça nada tem de popular. [...] Essa bagunça é um reflexo da fracassada classe média inconformada com a perda de mão de obra barata para suas áreas de serviço doméstico. Com o inevitável convívio com gente simples nos espaços onde antes só eles podiam estar (shoppings, universidades, aeroportos...). Há um outro importantíssimo motivo para massa cheirosa que usa griffes quase sempre falsificadas protestar: como admitir que o governo reserve grande número de vagas nas universidades públicas para negros, índios e outras minorias? Essas vagas historicamente sempre foram para seu benefício uma vez que sempre estudaram nos melhores colégios particulares, desde o maternal. [...] Texto 2 [...] é gratificante verificar que as pessoas voltaram a sentir indignação, a sentir vontade de expressar a sua discordância com as escolhas políticas atuais e, enfim, decidiram botar a cara à tapa, dispostas a suportar as consequências de seu posicionamento. [...] para mim, o mais importante é a sinalização de uma nova era para o Brasil... uma era em que o respeito aos direitos do povo - qualquer direito - será exigido nas ruas e todos os inescrupulosos repugnantes que hoje tripudiam sobre o cidadão comum pensarão duas vezes antes de seguirem adiante com sua podridão. Uma era em que o jeitinho brasileiro não mais será nosso lema, uma era em que o pão e circo não mais será a solução ideal para nossos problemas... uma era em que a educação básica será pública e gratuita de novo, uma era em que todos terão transporte público decente, uma era em que os hospitais funcionarão, os professores darão aulas satisfeitos, uma era em que todos lutarão em pé de igualdade por seus empregos, uma era em que ninguém mais viverá de esmola (e se contentará com isso), uma era em que cisternas, irrigação por gotejamento, captação de água da chuva e tantas outras soluções simples acabarão com o estigma da seca que destrói o sertão, uma era em que Natureza será reverenciada, em que os recursos naturais serão usados com sabedoria, uma era em que os drogados serão poucos porque as famílias serão unidas.... uma era em que, mais adiante, todos se respeitarão sem necessitar da Polícia e do Poder Judiciário. Chegou a hora, é agora. Nós estamos vivendo a história.... esses são os primeiros passos para a formação moral e social de um novo povo brasileiro. Alternativa A D5- Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas,quadrinhos, fotos, etc.). A fila dos que não precisam esperar mais é formada por quem (A) já morreu. (B) está doente. (C) recebeu alta. (D) recuperou a saúde. 3 Uma declaração do segundo texto que CONTRADIZ o primeiro é (A)“...é gratificante verificar que as pessoas voltaram a sentir indignação,a sentir vontade de expressar a sua discordância com as escolhas políticas..” (B)“...uma era em que o pão e circo não mais será a solução ideal para nossos problemas...” (C) para mim, o mais importante é a sinalização de uma nova era para o Brasil...” (D)“Nósestamosvivendoahistória...essessãoosprimeirospassosparaaformaçãomoralesocialdeumnovopovobrasileiro.” 4 Leia os textos abaixo e responda ao item 4: Disponívelemhttp://www.ozildoalves.com.br/internas/read/?id=16673 Acessoem24/06/2013 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 37
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    língua portuguesa 38 Alternativa A D21-Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema. Leia os textos abaixo e responda ao item 5: Ontem como hoje, continua tudo igual... disponívelemhttp://www.propagandasantigas.blogger.com.br/ Acessoem24/06/2013 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 38
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    língua portuguesa 39 As reticênciasutilizadas na frase“ Ontem como hoje, continua tudo igual...” Expressam: (A) dúvida. (B) pausa. (C) interrupção. (D) continuidade. 5 Alternativa A D17 - Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações. Teatro Professor (a),seja bem vindo (a) ao estudo do texto dramático ou texto para representação teatral, um gênero de grande relevância social e cultural. Do ponto de vista do estudo dos gêneros textuais, o texto dramático nos remete a aspectos da narrativa, sobretudo à questão do diálogo, sob um novo olhar, tendo como perspectiva a encenação. Assim, nosso trabalho tem como foco a exploração das características e elementos desse gênero, por meio das práticas linguísticas, em especial, a leitura dramática. Caso a unidade escolar em que leciona tenha professores (as) com formação em artes cênicas, dialogue com eles(as), peça-lhes ajuda, tire dúvidas, pois esta parceria, certamente, contribuirá para o alcance de bons resultados no trabalho com este gênero. Porém, a ausência desse profissional não deverá ser um empecilho para o desenvolvimento do trabalho, pois essa poderá ser compensada por sua vivência e experiência como leitor(a) ou espectador(a) de peças teatrais. No mais desejamos um excelente trabalho e muito sucesso! aula 11 Objetivo geral • Identificar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o Teatro, explorando as práticas de oralidade, leitura e escrita. O que devo aprender nesta aula u Discutir sobre o teatro como linguagem artística. u Apreciar trechos de encenação de peças teatrais. u Conhecer a origem do teatro. Levantamento dos conhecimentos prévios/ Introdução aos estudos do gênero 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 39
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    língua portuguesa 40 Prática deoralidade Professor (a), é importante que os estudantes entendam que o teatro é uma linguagem artística, assim como a dança, as artes visuais e a música. Uma peça teatral nasce primeiramente de um texto (o texto dramático) e é concretizado com os atores em cena. No entanto, a peça, para ser apresentada ao público, necessita de produção emuitoensaio.Odiretordeteatroéapessoaresponsávelporestaconcepção(cenografia,sonoplastia,iluminação, preparação dos atores etc.) e pela produção do espetáculo. Professor(a),parailustrarapossibilidadedediferentesespaçoscênicosparaumaapresentaçãoteatral,sugerimos que exiba um trecho da peça “Romeo e Julieta” do grupo Galpão, de Belo Horizonte, disponível no endereço: http://www.youtube.com/watch?v=b3N_QcBSQ8Q Caso não seja possívelexibiressevídeo,sugerimosquevocêprovidencieimagensdeatoresem cena em diferentes espaços cênicos para exibi-las aos estudantes. Comente que a praça centralde qualquer cidade,o porão de uma casa antiga,o pátio de uma escola etc podem se transformar num grande palco para uma apresentação teatral. Comente também que o teatro é dinâmico, o que significa que um espetáculo pode envolver a dança, o circo, a música, as artes plásticas e até mesmo o cinema. Em seguida, peça para que os estudantes observem a imagem a seguir. Caro estudante, iremos iniciar nossos estudos sobre o teatro: um texto dramático ou texto destinado à representação teatral. Para tanto, discuta com seus colegas e seu (sua) professor (a) as questões a seguir. A imagem do duo de máscaras, a seguir, compõe o símbolo do teatro. Observe-a para discutir as questões abaixo. • O que é teatro? • Você já teve a oportunidade de assistir a uma peça de teatro? Sobre o que era a peça? Resposta pessoal • Você acha que o palco é o único espaço cênico possível para a apresentação de uma peça? Não.Opalco,possivelmente,éoespaçocênicomaisexploradopelosdramaturgos,atoresediretores.Noentanto,diferentesespaçospodem serusadosparaaapresentaçãodeumapeçacomoéocasodegruposdeteatroquetrabalhamnasruascomoochamado“teatroderua”. http://www.sindinoticias.com/files/conteudo/noticias/015256.jpg 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 40
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    língua portuguesa 41 Professor(a),apesardeessaserumarespostapessoal,espera-sequeo(a)aluno(a)associeasmáscarasàencenação,à alegoriadoteatro.Deacordocompesquisadores,ogregoÉsquilo,nascidonoano524a.C,foioresponsávelpelaadesão aousodasmáscarascomoobjetivodeesconderafiguradoatoreressaltaropersonageminterpretado.Pormuitotempo, amáscarafoiutilizadanoteatroe,comoatragédiaeacomédiasãoduascategoriasmarcanteseimportantesnahistória doteatro,nadamaisadequadodoquesimbolizarestalinguagemartísticacomoduodemáscaras. • Asduas máscaras são iguais? O que há de diferente nelas? Não. Uma das máscaras tem uma expressão de dor enquanto a outra tem uma expressão de alegria. • O que você acha que cada uma das máscaras simboliza? Amáscaracom aexpressãodealegriarepresentaacomédia,eaoutraatragédia • Em sua opinião, por que o duo de máscaras é o símbolo do teatro? Respostapessoal. Caro estudante, realize uma pesquisa para saber sobre a origem do teatro: quando e como surgiu o teatro? PesquisetambémsobreopapeldaGréciaantiganodesenvolvimentodoteatrocomoexpressãoerealização. PRÁTICA DE ESCRITA - DESAFIO aula 12 Objetivo geral • Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero, explorando as práticas de oralidade, leitura e escrita e análise linguística.. Ampliaçãodosconhecimentossobreogênero O que devo aprender nesta aula u Socializar a pesquisa realizada. u Ler texto dramático, utilizando as estratégias de leitura como mecanismos de interpretação dos textos: • Formulação de hipóteses (antecipação e inferência). • Verificação de hipóteses (seleção e checagem). u Discutir sobre as funções cultural e social do gênero dramático. u Refletir sobre os elementos do texto dramático (rubrica, cenário, fala, diálogo e ação dos personagens). u Refletir sobre as variações linguísticas no gênero em estudo. 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 41
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    língua portuguesa 42 Prática deoralidade Práticas de leitura e análise da língua Professor (a), para sua informação, disponibilizamos no quadro a seguir um texto retirado do Ensinar e Aprender 3 de língua portuguesa, uma publicação do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação e Cultura- CENPEC-, sobre a origem do teatro. Entretanto,faz-senecessárioquevocêtambémrealizesuapesquisaparaintervençõese/ouampliaçõesnecessárias na pesquisa realizada pelos estudantes. A origem do teatro A origem do teatro perde-se em tempos remotos, quando o ser humano começou a esboçar os primeiros movimentos tentando expressar e comunicar sentimentos e sensações. Não havia então rígidas fronteiras entre arte e religião: a arte ainda era magia. A partir do momento em que foi capaz de se expressar através da linguagem oral e gestual, o homem tornou-se apto a dramatizar os fatos e fenômenos do cotidiano, apresentando-os a seu grupo de forma mais vibrante, envolvendo assim, emocionalmente, seus espectadores. Para nós ocidentais, é na Grécia Antiga que o teatro consegue atingir pela primeira vez sua plenitude enquanto expressão e realização. Originária dos rituais dionisíacos, a tragédia grega nasceu da combinação de cantoscoraisedançasrituais.GrandesautorescomoÉsquilo,SófocleseEurípedes,gêniocriadordecomédias, escreveram obras primas ainda hoje encenadas e que continuam a fundamentar a criação de novos textos. É também a partir da Grécia que se estabelece um vínculo entre o teatro e a educação. Ao longo dos séculos,nosjogosdeexpressãooujogosdramáticos,filósofos,pedagogose,posteriormente,psicólogosviram uma nova forma de auxiliar o crescimento da criança e do jovem nos planos cognitivo, afetivo e psicomotor. Caro estudante, compartilhe com seus colegas e seu (sua) professor (a) a pesquisa realizada. Você, provavelmente, já deve ter assistido ao filme “O auto da compadecida”, com os atores Selton Melo, Matheus Nachtergaele, Marco Nanini, entre outros. Mas você sabia que “ Auto da compadecida”, de Ariano Suassuna é um texto escrito, originalmente, para o teatro? Leia, abaixo, um trecho dessa peça teatral para responder as questões propostas: TEATRO. Ensinar e Aprender 3 – Língua Portuguesa, p 16. Programa de Aceleração da Aprendizagem. Secretaria de Estado da Educação de Goiás, 2001. Personagens Palhaço João grilo Chicó Padre João Antônio Morais Sacristão Padeiro Mulher do padeiro Bispo Frade Severino do Aracaju Cangaceiro Demônio O encourado (o diabo) Manuel (nosso senhor Jesus Cristo) A compadecida (Nossa Senhora) Auto da compadecida Ariano Suassuna 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 42
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    língua portuguesa 43 Cenário O cenáriopode apresentar uma entrada de igreja à direita, com uma pequena balaustrada ao fundo, uma vez que o centro do palco representa um desses pátios comuns nas igrejas das vilas do interior. A saída para a cidade é à esquerda e pode ser feita através de um arco. Nesse caso, seria conveniente que a igreja, na cena do julgamento, passasse a ser entrada do céu e do purgatório. O trono de Manuel, ou seja, Nosso Senhor Jesus Cristo, poderia ser colocado na balaustrada, erguida sobre um praticável servido por escadarias. Mas tudo isso fica a critério do ensaiador e do cenógrafo, que podem montar a peça com dois cenários, sendo um para o começo e outro para a cena do julgamento, ou somente com cortinas, caso em que se imaginará a igreja fora do palco, à direita, e a saída para a cidade à esquerda, organizando-se a cena para o julgamento através de simples cadeiras de espaldar alto, com saída para o inferno à esquerda e saída para o purgatório e para o céu à direita. [...] Palhaço: (entrando). Peço desculpas ao distinto público que teve de assistir a essa pequena carnificina, mas ela era necessária ao desenrolar da história. Agora a cena vai mudar um pouco. João, levante-se e ajude a mudar o cenário. Chicó! Chame os outros. Chicó: Os defuntos também? Palhaço: Também. Chicó: Senhor Bispo, Senhor Padre, Senhor Padeiro! (Aparecem todos.) Palhaço: É preciso mudar o cenário, para a cena do julgamento de vocês. Tragam o trono de Nosso Senhor! Agora a igreja vai servir de entrada para o céu e para o purgatório. O distinto público não se espante ao ver, nas cenas seguintes, dois demônios vestidos de vaqueiro, pois isso decorre de uma crença comum no sertão do Nordeste. (É claro que essas falas serão cortadas ou adaptadas pelo encenador, de acordo com a montagem que se fizer.) Palhaço: Agora os mortos. Quem estava morto? Bispo: Eu. Palhaço: Deite-se ali. Padre: Eu também. Palhaço: Deite-se junto dele. Quem mais? João Grilo: Eu, o padeiro, a mulher, o sacristão, Severino e o cabra. Palhaço: Deitem-se todos e morram. João Grilo: Um momento. Palhaço: Homem, morra que o espetáculo precisa continuar! João Grilo: Espere, quer mandar no meu morredor? Palhaço: O que é que você quer? João Grilo: Já que tenho de ficar aqui morto, quero pelo menos ficar longe do sacristão. Palhaço: Pois fique. Deite-se ali. E você, Chicó? Chicó: Eu escapei. Estava na igreja, rezando pela alma de João Grilo. Palhaço: Que bem precisada anda disso. Saia e vá rezar lá fora. Muito bem, com toda essa gente morta, o espetáculo continua e terão oportunidade de assistir seu julgamento. Espero que todos os presentes aproveitem os ensinamentos desta peça e reformem suas vidas, se bem que eu tenha certeza de que todos os que estão aqui são uns verdadeiros santos, praticantes da virtude, do amor a Deus e ao próximo, sem maldade, sem mesquinhez, incapazes de julgar e de falar mal dos outros, generosos, sem avareza, ótimos patrões, excelentes empregados, sóbrios, castos e pacientes. E basta, se bem que seja pouco. Música. (Música de circo. O Palhaço sai dançando. Se montar a peça em três atos ou houver mudança de cenário, começará aqui a cena do julgamento, com o pano abrindo e os mortos despertando.) João Grilo: (para o Cangaceiro). Mas me diga uma coisa, havia necessidade de você me matar? Cangaceiro: E você me matou? João Grilo: Pois é por isso mesmo que eu reclamei. Você já estava desgraçado, podia ter-me deixado em paz. Severino: Eu, por mim, agora que já morri, estou achando até bom. Pelo menos estou descansando daquelas 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 43
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    língua portuguesa 44 correrias. Quemdeve estar achando ruim é o bispo. Bispo: Eu? Por quê? Estou até me dando bem! João Grilo: É, estão todos muito calmos porque ainda não repararam naquele freguês que está ali, na sombra, esperando que nós acordemos. Padre: Quem é? João Grilo: Você ainda pergunta? Desde que cheguei que comecei a sentir um cheiro ruim danado. Essa peste deve ser um diabo. Demônio: (saindo da sombra). (Severo) Calem-se todos. Chegou a hora da verdade. Severino: Da verdade? Bispo: Da verdade? Padre: Da verdade? Demônio: Da verdade, sim. João Grilo: Então já sei que estou desgraçado, porque comigo era na mentira. Demônio: Vocês agora vão pagar tudo o que fizeram. Padre: Mas o que foi que eu... Demônio:Silêncio! Chegou a hora do silêncio para vocês e do comando para mim. E calem-se todos. Vem chegando agora quem pode mais do que eu e do que vocês. Deitem-se! Deitem-se! Ouçam o que estou dizendo, senão será pior! [...] Disponível em: http://oficinadeteatro.com/component/jdownloads/viewdownload/5-pecas-diversas/110-auto-da-compadecida/Acesso em 21/05/2013 As rubricas indicam a ação, a fala, sentimentos das personagens etc. No texto dramático, os textos em parênteses, são chamados de rubricas. Em sua opinião, para que servem esses textos? 1 No texto dramático o espaço recebe o nome de cenário. No texto em questão, a ação acontece em uma pequena vila no interior. Como é denominado o espaço no texto dramático? Indique o espaço do texto em estudo. 2 Há muitas semelhanças entre esse gênero e os gêneros como o conto e a crônica. Tanto o texto dramático quanto o conto, o romance e a crônica possuem ação, espaço, época/tempo e personagens. Em que o texto lido se assemelha aos contos e às crônicas estudadas por você nos bimestres anteriores? 3 Algumas palavras e expressões como morredor, Chicó, Severino do Aracaju, encourado são típicas do sertão nordestino. 4Algumas palavras e expressões utilizadas pelo autor são típicas de uma região brasileira. Você sabe que região é essa? Destaque algumas dessas palavras e expressões.4 Não. Diretor é o nome atribuído a esse profissional. Suassuna deve ter utilizado a palavra ensaiador por ser essa a palavra utilizada na região em que vive para se referir ao diretor de teatro. Suassuna é um dos maiores escritores contemporâneos que retrata com singularidade a cultura popular nordestina. Em seus textos estão presentes o linguajar, as crendices, as tristezas, as riquezas e as misérias do povo nordestino. O autor do texto utilizou-se da palavra ensaiador para se referir à pessoa responsável por montar o espetáculo e ensaiar os atores.Você acha que esse é, de fato, o nome atribuído a esse profissional? Por que você acha que Suassuna preferiu utilizar o termo ensaiador? 5 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 44
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    língua portuguesa 45 http://www.e-biografias.net/ariano_suassuna/ Ariano Suassuna(1927) nasceu em João Pessoa, Paraíba, em 16 dejunhode1927.FilhodeJoãoSuassunaeRitadeCássiaVilar,ficou órfão de pai, com três anos de idade. Durante a Revolução de 1930, por motivos políticos, seu pai foi assassinado. A família foi obrigada a mudardecidade,foramparaTaperoá,interiordoEstado.Morouem Taperoá entre 1933 e 1937, onde iniciou seus estudos. Teve os primeiros contatos com a cultura regional assistindo uma apresentação de mamulengos e um desafio de viola. Em1942,afamíliamuda-separaacidadedoRecife,Pernambuco, onde Ariano entra para o Colégio Americano Batista. Em seguida estuda no Ginásio Pernambucano, importante colégio do Recife. IngressounaFaculdadedeDireito,ondefundaoTeatrodoEstudante de Pernambuco. Em 1947, escreve sua primeira peça Uma Mulher VestidadeSol.NoanoseguinteescreveCantamasHarpasdeSião. Em 1950, conclui o curso de Direito. Dedica-se a advocacia e ao teatro.Em1955,escreveuacomédia“AutodaCompadecida.Apartirde1956,passaadaraulasdeEstéticanaUniversidade FederaldePernambuco.Em1970,surgeoMovimentoArmorial,inspiradoedirigidoporAriano,comoobjetivodevalorizar os vários aspectos da cultura do Nordeste brasileiro, como a literatura de cordel, a música, a dança, teatro, entre outros. Ariano Suassuna inicia, em 1971, sua trilogia com o Romance da Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue que vai- e-volta,queteriasequênciaem1976,comaHistóriadoReiDegoladonasCaatingasdoSertão:aoSoldaOnçaCaetana. Em 1994, se aposenta pela Universidade Federal de Pernambuco. É Secretário de Assuntos ao Governador de Pernambuco, Eduardo Campos. DESAFIO Pesquise quem são alguns dos mais famosos autores de textos dramáticos no Brasil e no mundo. Destaque pelo menos dois autores: um nacional e um estrangeiro. _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________ aula 13 O que devo aprender nesta aula u Ler textos dramáticos, utilizando as estratégias de leitura como mecanismos de interpretação dos textos: • Formulação de hipóteses (antecipação e inferência). • Verificação de hipóteses (seleção e checagem). u Socializar a pesquisa sobre alguns dos principais autores de teatro do Brasil e do mundo. u Refletir sobre os elementos do texto dramático (rubrica, cenário, fala, diálogo e ação dos personagens). u Refletir sobre os personagens observando suas falas e ações. 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 45
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    língua portuguesa 46 Práticas deoralidade Caro estudante, compartilhe com seus colegas e seu(sua) professor (a) a pesquisa feita sobre alguns dos principais autores de texto dramático no Brasil e no mundo Professor (a),retome o desafio da aula anterior e instigue os alunos a falarem sobre a pesquisa que fizeram. Professor(a),noquadroaseguir,selecionamosalgunsdosmaisfamososautoresestrangeirosebrasileirosdetextos dramáticos, no entanto, sugerimos que você também faça sua própria pesquisa para fazer as intervenções e/ou ampliações necessárias das informações trazidas pelos estudantes. Molière Jean-BaptistePoquelin,conhecidoartisticamentecomoMolière,foiumimportanteescritor,atoredramaturgo francêsdoséculoXVII.Nasceuem15dejaneirode1622nacidadedeParisefaleceunamesmacidadeem17de fevereiro de 1673. Ganhou grande destaque no mundo teatral com suas excelentes comédias de tom satírico. Molière é considerado o pai da Comédia Francesa. Em suas peças de teatro, Molière retratou temas do cotidiano com um olhar crítico e satírico. Mostrou o pedantismo dos falsos sábios, a pretensão dos burgueses enriquecidos, a corrupção em diversos setores sociais e as mentiras dos médicos ignorantes. Molière também retratou de forma extraordinária os grandes defeitos e virtudes da alma humana. Comportamentos e sentimentos como inveja, cobiça, orgulho, avareza e arrogância são objetos importantes para a composição de suas obras. Em função do realismo e do tom cômico de suas obras, Molière recebeu, durante grande parte de sua vida artística, protestos, perseguições e até ameaças. Esta oposição vinha, principalmente, dos setores mais conservadoresdasociedade(altasociedade,Igreja,políticos)incomodadoscomastemáticasdasobrasdeMolière. Shakespeare William Shakespeare, Shakespeare é considerado um dos mais importantes dramaturgos e escritores de todos os tempos. Seus textos literários são verdadeiras obras de arte e permaneceram vivas até os dias de hoje, onde são retratadas frequentemente pelo teatro, televisão, cinema e literatura. Os textos de Shakespeare fizeram e ainda fazem sucesso, pois tratam de temas próprios dos seres humanos, independente do tempo histórico. Amor, relacionamentos afetivos, sentimentos, questões sociais, temas políticos e outros assuntos, relacionados a condição humana, são constantes nas obras deste escritor. Nasceu em 23 de abril de 1564 na pequena cidade inglesa de Stratford-Avon e faleceu em 23 de abril de 1616 de causas desconhecidas. Principais obras: Comédias: O Mercador de Veneza, Sonho de uma noite de verão, A Comédia dos Erros, Os dois fidalgos de Verona, Muito barulho por coisa nenhuma, Noite de reis, Medida por medida, Conto do Inverno, Cimbelino, Megera Domada e A Tempestade. Tragédias: Tito Andrônico, Romeu e Julieta, Julio César, Macbeth, Antônio e Cleópatra, Coriolano, Timon de Atenas, O Rei Lear, Otelo e Hamlet. Dramas Históricos: Henrique IV, Ricardo III, Henrique V, Henrique VIII. Principais obras As preciosas ridículas (1659) A Escola de Mulheres (1662) Tartufo (1664) O Misantropo (1665) Médico a força (1666) O Avarento (1668) Anfitrião (1668) O burguês fidalgo (1670) As sabichonas (1672) Disponível em http://www.suapesquisa.com/Acesso em 23/05/2013 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 46
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    língua portuguesa 47 Nelson Rodrigues NelsonRodrigues é sem dúvida um dos grandes nomes do teatro brasileiro. Autor de 17 peças, suas obras despertaram e despertam as mais variadas reações. Classificado por ele mesmo como desagradável, seu teatro chocou plateias, provocando não apenas admiração, mas também repugnância e ódio. Nelson Rodrigues nasceu no Recife em 1912 e faleceu no Rio de Janeiro em 1980. Principais obras: Vestido de noiva (1943); A falecida (1953); Os sete gatinhos (1958); Boca de ouro (1959); Beijo no asfalto (1960); Toda nudez será castigada (1965). Ariano Suassuna Vida: Ver aula 01 Principais obras: Uma mulher vestida de Sol, (1947); Cantam as harpas de Sião ou O desertor de Princesa, (1948); Os homens de barro, (1949); Auto de João da Cruz, (1950); Torturas de um coração, (1951); O arco desolado, (1952);O castigo da soberba, (1953); O Rico Avarento, (1954); Auto da Compadecida, (1955); O casamento suspeitoso, (1957); O santo e a porca, (1957); O homem da vaca e o poder da fortuna, (1958); A pena e a lei, (1959); Farsa da boa preguiça, (1960); A Caseira e a Catarina, (1962);As conchambranças de Quaderna, (1987); Fernando e Isaura, (1956)inédito até 1994. Disponível em: http://www.funarte.gov.br/brasilmemoriadasartes/acervo/nelson-rodrigues/biografia-de-nelson-rodrigues/Acesso em 23/05/2013 Professor (a), pesquise também por: Samuel Beckett, Anton Tchekhov, Frederico García Lorca, Oscar Wilde, Marcos Caruso, entre outros. 1 Atividade adaptada do Ensinar e Aprender 3 - Língua Portuguesa. Programa de Aceleração da Aprendizagem. Secretaria do Estado de Goiás, 2011 Práticas de leitura e análise linguística 1 Casinha pequenina Ivo Bender Personagens (três): Marido, mulher e filho. Cenário Sofás ou cadeiras, sugerindo uma sala de estar. Quando começa a cena, marido e mulher estão sentados. A mulher, em roupa caseira, pinta as unhas dos pés; o marido, de pijama, lê um jornal. Depois de certo tempo começam a conversar. O marido: (baixa o jornal) Os jornais de hoje não são como os de ontem. A mulher: (sem interromper a pintura das unhas) Claro que não. As edições são diárias. Portanto, a cada dia os jornais são diferentes. O marido: (olhando para ela) Quando digo ontem, quero dizer “antigamente”. A mulher: (olhando para ele) Então você tem que dizer assim: “Os jornais de hoje não são como os de antigamente”. Omarido:Osjornaisdehojenãosãocomoos...Oraessa,nãovejoporquerepetiroquevocêdisse.(voltaalerojornal) A mulher: O esmalte de hoje não é como os de antigamente. O marido: (silêncio) A mulher: O esmalte moderno mudou muito. Hoje as cores são tantas que fico tonta cada vez que entro na farmácia. Leia o texto dramático abaixo e responda às questões seguintes: 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 47
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    língua portuguesa 48 O marido:(silêncio) A mulher: E logo, logo, o esmalte fica ressequido e as unhas descascam. O marido: (sem desviar os olhos do jornal) Esses jornais de hoje publicam de tudo. Há uma liberdade que chega às raias da licenciosidade. A mulher: A enceradeira que comprei no mês passado já pifou. O marido: (olha para o chão, depois para a mulher) Então é por isso que o parque está fosco, sem brilho nenhum? Amulher:Não. É que a empregada fugiu. Era ela quem lustrava o chão com dois trapos de flanela enrolados nos pés. Marido: Pois compra uma nova enceradeira. De outra marca. A mulher: Prefiro uma empregada. O marido: Mas uma empregada custa mais. A mulher: Em compensação, trabalha o dobro. O marido: (volta a ler o jornal; depois de um tempo baixa-o) As notícias de hoje são feitas do mais baixo escândalo. Veja: um homem tirou a roupa na rodoviária, ficou nu em pelo, pegou um ônibus para Torres e se jogou no mar. Deixou uma carta acusando o governador. A mulher: Pobre governador. Marido: Pobre. (volta à leitura) A mulher: O meu fusca está com um problema na mudança. Um problema gravíssimo. O marido: Manda pra oficina A mulher: Vou mudar de oficina, isso sim. O marido: Os escândalos se acumulam: um ministro de governo fugiu para a Suíça. Por amor ao chocolate. O governo, minimizando o problema, ofereceu-lhe a embaixada naquele país europeu. A mulher: Minha lavadora automática se engasgou com aquele teu colete de astracã. O marido: (deixa a leitura; apreensivo) Isto é grave. Como é que vai ser no inverno? A mulher: Faço um colete de lã pra você. O marido: Ah. (retoma a leitura) Aqui diz que o juiz absolveu aquele senhor que matou uma vizinha entrevada e aquele seu cachorro dinamarquês. A mulher: Um cachorro dinamarquês? O marido: Um cachorro dinamarquês. O homem foi absolvido porque ficou provada a legítima defesa. A mulher: A justiça tem razões que nós mesmos ignoramos. O marido: (após um silêncio e tendo folheado o jornal) Aqui tem uma página em branco. A mulher: Interessante. Deve ter sido um problema com a impressão. O marido: Ou então, é a prova de outro sabão em pó. Aquela história que lava mais branco etcétera e tal. A mulher: Não é de duvidar O marido: (após outro silêncio) Que coisa! Imagine que na Baixada Fluminense apareceram trinta corpos crivados de bala. A mulher: Que limpa, hein? O marido: (tendo folheado o jornal) outra página em branco. A mulher: Não falei? É problema do jornal. Alguma coisa deu errado. O marido: Nada disso. É a propaganda de detergente. A mulher: Enfim, problema do jornal ou de sabão em pó, dá tudo na mesma. Uma página em branco. O marido: Duas, faz favor? A mulher: Ah, é. Duas. (pausa) já está na hora da novela? O marido: (consultando o relógio) Quase. A mulher: (fecha o vidro de esmalte) Então vamos pro quarto. O marido: O televisor do quarto está sem som. A mulher: E o aparelho do quarto do Betinho está sem imagem. O marido: Então só resta o do banheiro. A mulher: E dai? Não quero perder minha novela. O marido: Nem eu. Só que no banheiro a imagem não é lá essas coisas. 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 48
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    língua portuguesa 49 A mulher:Pois vamos duma vez, mas quem senta no vaso sou eu. O bidê fica pra ti. O marido: Não senhora, o vaso é meu. A mulher: Eu escolhi primeiro. O marido: Pra você, tem o bidê. A mulher: Que vergonha! Me mandando pro bidê! O marido: E tu, me negando o vaso! A mulher: O vaso é meu! O marido: Fui eu quem comprou o televisor. A mulher: Mas a ideia de botar ele no banheiro foi minha. O marido: Não me interessa. A mulher: Prepotente! O marido: Quem canta aqui sou eu! A mulher: Chamando esta de galinheiro! (chama) Betinho, vem cá. O marido: Não chamei nada de coisa nenhuma, meu Deus! A mulher: (chama mais alto) Betinho, meu filho! O marido: Não se tem mais sossego nem no recesso do lar! A mulher: Que lar, que lar? Só me diz: que lar? Isto aqui é lar? (chama) Betinho. O filho: (entra lento) Qual é? A mulher: Dá um jeito no teu pai. Ofilho: Seguinte, ó: eu tava numa boa, na minha baia, curtindo um som legal. Pô, que corta barato que são vocês. O marido: Corta o quê? O filho: Barato. O marido: (para a mulher) Se ele continuar com essa linguagem, juro que bato nele. A mulher: Duvido você bater num homem, duvido. O filho: (avançando para o pai) Quer me bater quer?Tudo bem. Tou mesmo a fim de ser batido. O marido: Mas ele desafia o próprio pai! O filho: Desafio, mas numa boa. O marido: (indo para a mulher) Me segura que eu avanço nele. A mulher: Te seguro, te seguro. (abraçando-o por trás) O filho: Quer se avançar em mim é velho? Tou mesmo a fim de ser avançado. O marido: Me larga, que eu vou dar nele! A mulher: Não largo, não largo! Vamos duma vez que a novela já começou. (vão para a saída: o filho vai em direção oposta; ele pára e volta-se) O filho: Ei, esperem aí. Pra onde vão vocês? A mulher: Pro banheiro. O filho: Os dois? A mulher: Pra ver a novela. O filho: Mas não tem aparelho nenhum no banheiro. A mulher: Como não? O marido: como é que é? O filho: Passei o televisor nos cobres. Tava precisando duma grana. A mulher: (para o marido) Mas como é que ele teve a coragem! O marido: (para o filho) Mas como é que você teve a coragem! O filho: A mesada andava curta. Só isso. (sai) A mulher: (sentando) Não consegue acreditar. O marido: Aí está à maravilha que você botou no mundo, roubado feito ladrão de galinha. Um fedelho perebento manchando o sagrado nome da família! A mulher: E agora, querido? O marido: Eu é que te pergunto. 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 49
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    língua portuguesa 50 Professor (a),após a discussão das questões, proponha uma leitura dialogada. Três estudantes lerão em voz alta, respectivamente,asfalasdostrêspersonagensdotexto;umoutroestudanteleráasindicaçõessobreospersonagens, o cenário ea primeira rubrica queantecede o texto.Asdemaisrubricasnão precisarão serlidasem vozalta,nem os nomes dos personagens anunciados antes das falas. Pode-se afirmar que os personagens são de classe média alta, já que podem manter uma empegada doméstica, possuem mais de um aparelho de TV e o filho ganha mesada. Pode-se afirmar também que vivem discutindo frivolidades. Apesar de comentarem sobre as notícias, dão pouco ou nenhuma atenção aos problemas sociais noticiados. Observando as falas dos personagens, o que se pode afirmar sobre eles? 2 Revelam que a família possui um relacionamento que, de certa forma, é conflituoso e superficial. Os pais não conseguem entender o filho que parece fazer o quiser. A mulher e o marido demonstram certo desespero quando percebem que não irão assistir à novela, a única distração em casa, segundo a mulher. Ou seja, o convívio entre os personagens não basta, não há harmonia ou distração. O melhor momento é quando assistem televisão. O que essas falas revelam sobre o relacionamento dessa família? 3 O objetivo comum é assistir à novela e o conflito é que o banheiro seria o lugar possível de assisti-la e os dois passam a brigar para se sentar no vaso. O conflito se resolve quando o filho diz que vendeu o aparelho de TV do banheiro: nesse momento o marido decide voltar a ler o jornal e a mulher a fazer as unhas Noúnicomomentoemqueomaridoeamulhertêmumobjetivocomum,ocorreumconflito.Qualéesseobjetivocomum? E o conflito? Como ele se resolve?4 Resposta pessoal. Você conseguiu imaginar o cenário de Casinha Pequenina? E os personagens? De que forma você os imagina? 5 Indicam as ações, as reações e os movimentos dos personagens. O que as rubricas no texto“Casinha pequenina” indicam? 1 A mulher: Como é que vai ser? O marido: Eu é que vou saber? A mulher: Sem distração em casa! O marido: Pode haver coisa pior? A mulher: Sem novela. O marido: Sem o comentário esportivo. (senta na sua cadeira e retorna ao jornal) A mulher: Com toda esta vasta noite pela frente. O marido: Vou ter que dormir mais cedo. A mulher: Quem sabe eu pinto as unhas? O marido: É uma ideia. E eu retorno a leitura. (ambos começaram a agir; ela pinta as unhas das mãos e ele lê; silêncio longo) Os jornais de hoje não são como os de ontem. A mulher: (suspendendo a pintura, volta-se para ele e dá por encerrado o assunto) Claro que não. Os dois se olham. As luzes se apagam uma a uma. Transcrito de Nove textos breves para teatro. Porto Alegre: Ed. Da Universidade, 1983. P. 60.) 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 50
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    língua portuguesa 51 aula 14 Texto1 Violência atinge 15% de alunos Professor(a), neste caderno, estamos propondo uma retomada dos conteúdos/gêneros estudados ao longo do ano. Para isso, sugerimos, aqui, alguns itens que exploram os gêneros trabalhados nesse período. Dessa forma, as aulas 14 e 15; 19 e 20; 24 e 25 devem ser dedicadas à resolução dos itens propostos e para uma reflexão acerca dos gabaritos e dos distratores de cada um deles. Portanto, reserve parte dessas aulas para que os estudantes os resolvam e, em seguida, faça um comentário aprofundado de cada item deste, justificando seu gabarito e seus distratores. O que devo aprender nesta aula u Identificar o tema de um texto. u Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros. u Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que eles foram produzidos e daqueles em que serão recebidos. u Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato. u Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios etc. DESAFIO Em Hamlet,Shakespearenosdizoquedeveseroteatroparaasociedade: “O teatrodeveserum espelhocolocadodiantedanatureza,quemostrasuaverdadeiraimagem;nosquer fazertomarconsciênciadascoisasquesevivem nomundo,comoacorrupção,contraoabusodopoder,a libertinagem.Nosmostraanaturezahumana,omundoem quevivemos;nosdizquefaçamostudo,atéo impossívelparaqueseacabem ascosasruinsdomundo,quetentemosdetodasasformasfazercom que aspessoassejam iluminadasenãocontinuem nastrevasdomal. Entrevistepelomenostrêspessoasparasaberoqueelaspensam sobreoteatro.Apresentamos,abaixo, duasquestõesquepoderãoserutilizadasnasuaentrevista,massepreferir,elaboreoutras.Anoteas respostasem seucadernoparaumapequenadiscussãonapróximaaula. •Paravocê,oqueéteatro? •O teatrorefleteavida? Hamlet – Ato III Cena II Leia os textos abaixo para responder aos itens que se seguem: A violência está a rondar as escolas. Uma parcela significativa dos estudantes de 9º ano (89% têm entre 13 e 15 anos) já estiveram envolvidos em brigas que resultaram em agressões a alguém. Pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano passado mostra que 12,9% dos alunos brasileiros dessa série tinham brigado nos 30 dias que antecederam o levantamento. Em Goiânia o índice foi ainda mais elevado: 15,2%; o segundo maior do País. 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 51
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    língua portuguesa 52 (disponível emhttp://www.mp.go.gov.br/portalweb/1/noticia/7b5b5a5101642c283519e8f0c4e2c931.html, acessado em 14/05/2013) Autora: Isabella Pardim (Aluna da 6ª série do Colégio Anjos Custódios, 2009) Disponível em http://6seriecac2009.blogspot.com.br/search?q=Viol%C3%AAncia+na+escola, acesso: 14/05/2013 A capital goiana, aliás, quando o assunto é violência na escola (brigas, confusões com armas brancas e armas de fogo presentes e relatos de humilhações), sempre aparece entre as dez primeiras capitais no ranking nacional. Ainda que não exista uma explicação clara, pura e simples para isso, o fato preocupa pessoas ligadas ao setor educacional. [...] Hoje o assunto que mais se discute é a violência nas escolas. Vemos este tema ser retratado em filmes, novelas, e o que é pior, na vida real. Temos alunos violentos e alunos violentados, professores sem controles ou sendo controlados, um caos só. E de onde vem tanta violência? Será da educação liberal que os pais dão aos seus filhos? Ou a falta de tempo que eles já não têm? Não sabemos, o que sabemos é que já não temos mais a segurança que tínhamos em ir para a escola, pois voltamos para casa machucados exteriormente ou interiormente, sofremos violências físicas ou psicológicas, um lugar que antes era somente para a educação, hoje se tornou um lugar cheio de histórias, agressões e preconceitos. Sabemos que os professores sofrem, carregando o sentimento de incapacidade de transformar estes jovens alunos em cidadãos do nosso País. Texto 2 Violência nas escolas Alternativa B D12 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros. A finalidade do texto 1 é (A) Expressar sentimentos e emoções. (B) Dar uma informação. (C) Fazer uma denúncia. (D) Narrar um fato. 2 Alternativa C D 20-Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que eles foram produzidos e daqueles em que serão recebidos. Nos dois textos, a violência nas escolas é (A) um problema pontual. (B) uma responsabilidade escolar. (C) uma realidade social. (D) uma questão banal. 3 Alternativa A D6- Identificar o tema de um texto. O assunto tratado nos dois textos é (A) a violência nas escolas. (B) a violência nas escolas goianas. (C) as brigas e confusões nas escolas brasileiras. (D) a estatística do IBGE em Goiânia 1 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 52
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    língua portuguesa 53 Alternativa A D14- Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato. Qual o trecho que expressa uma opinião? (A)“ ... já não temos mais a segurança que tínhamos em ir para a escola.” (B)“Uma parcela significativa dos estudantes de 9º ano já estiveram envolvidos em brigas.” (C)“A violência está a rondar as escolas.” (D)“Quandooassuntoéviolêncianaescola,acapitalgoianasempreapareceentreasdezprimeirascapitaisnorankingnacional.” 4 Alternativa C D15– Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios etc. Na frase“Hoje o assunto que mais se discute é a violência nas escolas.”, a palavra sublinhada dá ideia de (A) causa. (B) Intensidade. (C) tempo. (D) lugar. 5 aula 15 A disciplina do amor Lygia Fagundes Telles O que devo aprender nesta aula u IInferir o sentido de uma palavra ou expressão. u IIdentificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa. u IReconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão. u IReconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou morfossintáticos. u IEstabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios etc. Leia o texto abaixo e responda aos itens de 1 a 3. Foi na França, durante a Segunda Grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro, até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 53
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    língua portuguesa 54 em vão.Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias. Todos os dias, com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá- lo na sua esquina. As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?…Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção. TELLES, Lygia Fagundes. 'A Disciplina do Amor'. 4ª edição. Editora Nova Fronteira. 1980 Alternativa A D10- Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa. Afrase“Ojovemmorreunumbombardeio,masnopequenocoraçãodocachorronãomorreuaesperança.”revelaumnarradorque (A) conhece totalmente os fatos narrados. (B) é uma personagem da história. (C) é um mero observador dos fatos narrados. (D) mantém-se indiferente aos fatos narrados. 2 Alternativa correta B D18- Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão. Em“Todos os dias, com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou.” O trecho entre parênteses indica: (A) Que as pessoas têm ótima memória. (B) Que a memória dos homens é curta. (C) Que o jovem ficou na memória dos homens. (D) Que nunca se esqueceram do jovem e seu cachorro. 3 Alternativa correta D D3 - Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. A palavra“disciplina” no título do conto significa (A) ordem e respeito a normas. (B) um componente curricular. (C) boa conduta. (D) submissão e constância. 1 Leia o texto e responda aos itens 4 e 5: Companheiro fiel Ferreira Gullar Se estou trabalhando – seja a que hora for – Gatinho se deita ao lado do meu computador. 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 54
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    língua portuguesa 55 Se voupara a sala E deito no sofá, Ele logo vai pra lá. Se à mesa me sento a escrever poesia e da sala me ausento pela fantasia, volto à realidade quando, sem querer, toco de revés numa coisa macia. Já sei, não pago dez: é o Gatinho que sem eu saber veio de mansinho deitar-se a meus pés. (GULLAR, Ferreira. Companheiro fiel. In: Palavras de encantamento. São Paulo: Moderna, 2001.) Alternativa A D15 - Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios etc. Nosversos“Seestoutrabalhando/sejaaquehorafor/Gatinhosedeitaaolado”,otermosublinhadodáideiade (A)condição. (B)concessão. (C)causa. (D)explicação. 5 Alternativa A D19- Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou morfossintáticos. No verso“Gatinho se deita ao lado”, a palavra sublinhada expressa (A) carinho. (B) tamanho. (C) ironia. (D) descaso 4 aula 16 O que devo aprender nesta aula u Socializar a entrevista realizada; u Discutir sobre a função cultural e social do texto dramático; u Discutir sobre a importância dos gêneros em estudo no cotidiano; u Ler romance e teatro, utilizando as estratégias de leitura como mecanismos de interpretação dos textos: • Formulação de hipóteses (antecipação e inferência). • Verificação de hipóteses (seleção e checagem). u Ler, associar e comparar os gêneros em estudo, observando forma, conteúdo, estilo e função social. u Refletir sobre os elementos do texto dramático (rubrica, cenário, fala, diálogo e ação dos personagens). 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 55
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    língua portuguesa 56 Professor (a),solicite aos estudantes a socialização da entrevista. É importante que todos tenham oportunidade de leroqueaspessoasresponderam.Questione-osseelesconcordamcomasrespostaeoquetêmadizersobreoteatro. Para discutir a segunda questão, se o teatro reflete a vida, peça para que os estudantes retomem o texto “Casinha pequenina”paraperceberseIvoBender,autordotexto,fazumacríticaquandoretrataumafamíliadeclassemédia alta cuja maior distração é uma novela. Assim,oteatro,alémdeentreteredivertirtemtambémagrandefunçãosocialdequestionar,derefletir,deincomodar, de refletir as melhores e as piores qualidades da humanidade. Antes de propora leitura do texto,explore o seu título verificando com os estudantes se eles sabem o significado da palavra moratória. Motive-os a levantar hipóteses e, se possível, leve dicionários para a sala de aula para que eles confiram o significado. Caro estudante, socialize com seus colegas e seu (sua) professor (a) a entrevista proposta no desafio da última aula. Práticas de oralidade Práticas de leitura e análise da língua Leia, atentamente, o texto, a seguir. A moratória Jorge Andrade Personagens: Joaquim, Helena, Lucília, Marcelo , Olímpio, Elvira, Primeiro ato Cenário – Dois planos dividem o palco mais ou menos em diagonal. Primeiro plano ou plano da direita: sala modestamente mobiliada. Na parede lateral direita, duas portas: a do fundo, quarto de Marcelo; a do primeiro plano, cozinha. Ao fundo da sala, corredor que liga às outras dependências da casa. À esquerda, mesa comprida de refeições e de costura; junto a ela, em primeiro plano, máquina de costura. Encostado à parede lateral direita, entre as duas portas, banco comprido, sem pintura. Na mesma parede, bem em cima do banco, dois quadros: Coração de Jesus e Coração de Maria. Acima dos quadros, relógio grande de parede. No corte da parede imaginária que divide os dois planos, preso à parede como se fosse um enfeite, um galho seco de jabuticabeira. Segundo plano ou plano da esquerda: elevado mais ou menos uns trinta ou quarenta centímetros acima do piso do palco. Sala espaçosa de uma antiga e tradicional fazenda de café. À esquerda-baixa, porta do quarto do Joaquim; à esquerda- alta, porta em arco que liga a sala com a entrada principal da casa e as outras dependências. Na parede do fundo, à direita, porta do quarto de Marcelo; à esquerda, porta do quarto de Lucília. Bem no centro da parede do fundo, o mesmo relógio doprimeiroplano.Naparede,entreaportadoquartodeJoaquimeaportaemarco,osmesmosquadrosdoprimeiroplano. Observação: as salas são iluminadas, normalmente, como se fossem uma única, não podendo haver jogo de luz, além daquele previsto no texto. A diminuição da luz no plano da direita ou primeiro plano, na cena final da peça, em- bora determinada pelo texto, não precisa ser rigorosamente seguida. Ação – No segundo plano ou plano da esquerda, a ação se passa em uma fazenda de café em 1929; no primeiro plano ou plano da direita, mais ou menos três anos depois, numa pequena cidade nas proximidades da mesma fazenda. Cena – Ao abrir-se o pano, somente o primeiro plano está iluminado. Lucília acaba de cortar um vestido, senta- se à máquina e começa a costurar; suas pernas movimentam-se com incrível rapidez. Joaquim, ligeiramente curvado, aparece à porta da cozinha com uma cafeteira na mão. Primeiro plano Joaquim: Lucília! (sai) (Pausa. Lucília continua costurando. Joaquim aparece novamente) Joaquim: Lucília! Lucília: (Sem parar de costurar) Senhor. 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 56
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    língua portuguesa 57 Joaquim: Venhatomar o café. Lucília: Agora não posso. Joaquim: O café esfria. Lucília: Meu serviço está atrasado. Joaquim: Ora, minha filha, cada coisa em sua hora. Lucília: para quem tem muito tempo. Joaquim: Não é preciso se matar assim. Tudo tem seu limite Lucília: Sou obrigada a trabalhar como uma... (Contém-se) Joaquim: Você já amanhece irritada! Lucília: Desculpe, papai. Joaquim: Venha. Lucília: (Acalmando-se) O senhor pode trazer para mim? (Joaquim entra na cozinha e logo aparece com uma xícara de leite) Joaquim: Olhe aqui, beba. Lucília: Não suporto este leite. Joaquim: Não comece, Lucília. Lucília: (Pausa) Foi ao médico? Joaquim: Fui. Só para fazer a sua vontade. Lucília: Que disse ele? Joaquim: Nada. Que poderia dizer? Lucília: O senhor anda se queixando do braço. Joaquim: Deve ser de rachar lenha. Lucília: Não deu nenhum remédio? Joaquim: Tenho saúde de ferro. Pensa que sou igual a esses mocinhos de hoje? Lucília: Estou perguntando, papai, se não receitou algum remédio. Joaquim: Se tivesse receitado, eu teria dito. Lucília: O senhor acha que comprar remédio é jogar dinheiro fora. Joaquim: e é mesmo. Lucília: Tenho dinheiro. Se o senhor precisar, é só falar. Joaquim: (Impaciente) Já disse que não receitou. Lucília: Melhor, não. Joaquim: O médico disse que ainda tenho cem anos de vida. Lucília: Não gosto de gente exagerada. Joaquim: Está muito certo. Nunca senti nada. Lucília: (Voltando à costura) Hoje, tudo está atrasado. Joaquim: Não se afobe, minha filha. Lucília: E o que eu faço do meu serviço? Joaquim: Que importância tem? Você não é obrigada a costurar. Até prefiro que... Lucília: (corta) Ora, papai! (Pausa. Lucília olha para Joaquim e disfarça) Tia Elvira vem experimentar o vestido e ainda tenho que acabar o de Mafalda. Joaquim: Por que é que sua tia precisa de tantos vestidos? Lucília: Ela vai a uma festa amanhã. Joaquim: (Joaquim sai levando a xícara) É um despropósito fazer um vestido para cada festa. Lucília: Assim gasta um pouco do dinheiro que tem. Joaquim: (Voz) Não é a festa do Coronel Bernadino? Lucília: É. Joaquim: (Voz) Você não vai? Lucília: Não. Joaquim: (Voz) Por que não? Recebemos convite. 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 57
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    língua portuguesa 58 Lucília: Nãoquero. Joaquim: (Pausa.Reaparecendo)Nãoseiporque,depoisqueviemosparaacidade,vocêseafastoudetudoedetodos. Lucília: Convidaram por amabilidade, apenas. Joaquim: Convidaram porque você é minha filha. É uma obrigação. Lucília: Conheço essa gente. Joaquim: Você precisa se divertir também. Lucília: Preciso, mas não posso. Joaquim: (Violento) Pode! Pode! Lucília: Não se exalte, papai. Joaquim: Eu digo que pode! Lucília: Está certo, sou eu que não quero. Joaquim: (Pausa) Sei o que você sente. Eu também me sinto assim. Lucília: É apenas por causa do meu trabalho, nada mais. Joaquim: Há de chegar o dia em que vai poder ir a todas as festas novamente. E de cabeça erguida. Lucília: Ainda estou de cabeça erguida. Posso perfeitamente recusar um convite. (Pausa. Os dois se entreolham ligeiramente) Não vou porque fico cansada. Joaquim: Eu sei. Eu sinto o que é. (Pausa) De cabeça erguida! Prometo isso a você. Lucília: Não faço questão nenhuma. Joaquim: Eu faço. Lucília: Está bem. Não se toca mais neste assunto. (Pausa) Joaquim: Com a nulidade do processo, vou recuperar a fazenda. Darei a você tudo que desejar. Lucília: Não vamos falar nisto. Joaquim: Por que não? Eu quero falar. Lucília: É bom esperar primeiro a decisão do tribunal. Joaquim: (Impaciente) O mal de vocês é não ter esperança. Essa é que a verdade. Lucília: E o mal do senhor é ter demais. Joaquim: Esperança nunca é demais. Lucília: Não gosto de me iludir. E depois, se recuperarmos a fazenda, vamos ter que trabalhar muito para pagá-la. Joaquim: Pois, trabalha-se. Lucília: Só depois disto, poderemos pensar em recompensa... e outras coisas. Até lá preciso costurar e com calma. Joaquim: É exatamente o que não suporto. Lucília: O quê? Joaquim: Ver você costurando para esta gente. Gente que não merecia nem limpar sapatos! Lucília: Não reparo neles. Não sei quem são, nem me interessa. Trabalho, apenas. (Por um momento fica retesada) Por enquanto não há outro caminho. Joaquim: Gentinha! Só tem dinheiro... Lucília: (Seca) É o que não temos mais. Joaquim: (Pausa) Quando meus antepassados vieram para aqui, ainda não existia nada. Nem gente desta espécie. (Pausa) Era um sertão virgem! (Sorri) A única maneira de se ganhar dinheiro era fazer queijos. Imagine, Lucília, en- chiam de queijos um carro-de-bois e iam vender na cidade mais próxima, a quase duzentos quilômetros! Na volta traziam sal, roupas, ferramentas, tudo que era preciso na fazenda. Foram eles que, mais tarde, cederam as terras para se fundar esta cidade. (Pausa) Quando eu penso que agora... Lucília: (Corta, áspera) Papai! Já pedi ao senhor para não falar mais nisto. O que não tem remédio, remediado está. (Pausa. Joaquim fica sem saber o que fazer. Atrapalha-se quando tenta arrumar os figurinos que estão em cima da mesa) Lucília: (Impaciente) Papai! Não misture meus figurinos. Joaquim: Queria arrumar. Lucilia: Não é preciso. Joaquim: (Pausa) Onde está a sua mãe? 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 58
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    língua portuguesa 59 Lucília: Osenhor sabe que ela foi à igreja! ( Na palavra “igreja” o segundo plano se ilumina) Joaquim: É verdade. (Pausa. Joaquim olha para os quadros, no Primeiro Plano. Helena aparece no segundo plano; encaminha-se para os quadros, ajoelha-se e começa a rezar) Joaquim: Era diante desses quadros que sua mãe costumava rezar lá na fazenda. (Pausa) Foram sua igreja durante trinta e cinco anos! (Lucília olha para Joaquim e sorri com carinho. Depois de um instante, como se procurasse alguma coisa para dizer ao pai...) [...] Segundo ato Cenário – O mesmo do primeiro ato. Cobrindo a máquina de costura, uma toalha mais ou menos vistosa; sobre a má- quina, um vaso com flores. A ação no segundo plano se passa algum tempo depois e a do primeiro plano na mesma semana. Cena – Ao abrir-se o pano, as duas salas estão vazias. Joaquim entra pelo corredor, primeiro plano, carregando um latãozinho de leite e um pacote; quando vai entrar na cozinha, encontra-se com Lucília. ANDRADE, Jorge. A moratória. Livraria Agir Editora, 1989. Em que tempo/época se passa a história? Como esse tempo/época é representada? 1 Ahistóriasepassaemdoisanosdiferentes:1929e,maisoumenos,trêsanosadiante.Essesdoisanossãorepresentadosemdoisplanos:oplano daesquerdarepresentaasituaçãodafamílianoanode1929,épocaemquevivianumafazendadecafé;jáoplanodadireitarepresentaostrês anosposterioresa1929,épocaemqueafamíliavivianumapequenacasadeumacidadezinhapróximaàfazenda. Pelas falas da personagem e o título do texto, o que se pode concluir sobre a situação financeira dos personagens? 2 Conclui-se que os personagens em 1929 possuiam uma boa situação financeira, no entanto perderam a fazenda de café, provavelmente por dívidas, e três anos depois eram praticamente sustentados por Lucília que costurava para ganhar dinheiro. Você pode notar nos três textos lidos que há uma predominância de diálogos nos textos dramáticos. Com base nas leituras e nas discussões feitas até o momento, por que você acha que há essa predominância?3 A predominância de diálogos ocorre pelo fato de esses serem fundamentais para que o leitor e o expectador (quando o texto é levado à encenação) compreendamahistória,façaminferênciassobrecaracterísticasdapersonalidadedospersonagensquenãosãoreveladosapenas comsuasações.Obviamentequemuitosdramaturgosjápropuseramevêmpropondonovasformasdefazerteatro,noentanto,apredominância dediálogosnostextosdramáticosaindaéumarealidade. De que forma o narrador é evidenciado no texto em estudo, bem como nos outros textos dramáticos lidos? Discuta oralmente as duas questões a seguir com seu (sua) professor(a) e seus colegas. 4 Via de regra, o narrador é evidenciado nos textos dramáticos por meio das rubricas. O narrador não se mantém no texto dramático, aocontráriodosdemaisgênerosdotiponarrativo.Opontochavedostextosdramáticossãoosdiálogoseasaçõesdospersonagens. Resposta pessoal. • Você conseguiu imaginar o cenário descrito pelo autor no primeiro ato? Se você fosse o cenógrafo da peça de que forma o montaria? 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 59
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    língua portuguesa 60 • Otexto dramático “A moratória” foi encenado pela primeira vez, no dia 06 de maio de 1955, no Teatro Maria Della Costa, São Paulo, com direção e cenografia de Gianni Ratto. A imagem a seguir é uma foto tirada do cenário da peça. Retome o texto, verifique a descrição do cenário do primeiro ato e avalie se Gianni foi totalmente fiel à descrição feita pelo autor ou se ele fez alterações e implementações. Jorge Andrade (1922 - 1984) Aluísio Jorge Andrade Franco (Barretos SP 1922 - São Paulo SP 1984). Autor. Um dos mais expressivos dramaturgos paulistas e brasileiros retrata com fundo de verdade e grande poesia cênica diversos panoramas da vida ligada à herança cafeeira; dedicando-se, posteriormente, a temas contemporâneos a sua época e ligados à vida metropolitana. [...] Considerado um clássico da dramaturgia moderna, Jorge Andrade é objeto de diversas teses acadêmicas e ensaios que investigam aspectos inovadores de sua grande e diversificada obra. [...] Disponível em: http://www.scielo.br/img/revistas/ts/v22n1/a02fig01.jpg/Acesso em 29/05/2013. Disponível em: http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografiacd_verbete=393/ Acesso em 03/06/2013 Gianni Ratto (27 de agosto de 1916 - 30 de dezembro de 2005) Giovanni Ratto – nascido na cidade de Milão, Itália, em 27 de agosto de 1916 – demonstrou interesse por atividades artísticas desde cedo. [...] [...] Cansado pelo excesso de trabalho e pela concorrência enfrentada em sua terra natal, ele veio para o Brasil, em 1954, a convite da atriz Maria Della Costa e do produtor Sandro Polônio, fundadores do Teatro Popular de Arte (TPA). Em São Paulo, realizou a sua primeira experiência como diretor, ao encenar a peça O Canto da Cotovia, de Jean Anouilh, espetáculo de inauguração do Teatro Maria Della Costa, sede da companhia da atriz. A montagem arrebatou público e crítica e conquistou o Prêmio Saci de melhor es- Ao ler a descrição do cenário e observar a imagem, percebe-se que Gianni Ratto foi fiel à proposta do autor. Perceba, no entanto, que o autor não oferece detalhes da decoração do plano da esquerda, apenas sugere que ele deve se assemelhar a uma sala de uma antigaeespaçosafazendadecafé.Portanto,osdetalhesdadecoraçãodoplanodaesquerdaficaramacritériodocenógrafoediretor. 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 60
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    língua portuguesa 61 petáculo, direção,cenografia e atriz. Em 1955, trabalhou como diretor e cenógrafo das seguintes monta- gens do TPA: Com a Pulga Atrás da Orelha, de Georges Feydeau; A Moratória, de Jorge Andrade; e A Ilha dos Papagaios, de Sergio Tofano. [...] Premiadíssimo e dono de um extenso currículo, recebeu o Prêmio Shell, em 2003, por sua contribuição ao Teatro Brasileiro. [...] Disponível em: http://www.funarte.gov.br/brasilmemoriadasartes/acervo/cenario-e-figurino/biografia-de-gianni-ratto/ Acesso em: 03/06/2013 PRÁTICA DE ESCRITA - DESAFIO Com base nos estudos e nas discussões feitas até o momento, escreva um conceito de texto dra- mático. Em seu conceito aborde as principais características desse gênero e os elementos da narrativa presentes nesse gênero de texto. O texto dramático é um gênero de texto designado para a representação teatral e tem como principais características os diálogos, as ações que deles decorrem e as rubricas (indicações de sentimentos, rea- ções, ações e movimentos dos personagens). O espaço (que no texto dramático é designado cenário), o tempo e os personagens são elementos presentes no texto dramático. aula 17 O que devo aprender nesta aula u Realizar a leitura dramática de textos para interpretação teatral. Professor (a), nesta aula iremos trabalhar com a leitura dramática de “A moratória”, texto dramático estudado na aula anterior. A referida leitura deve ser feita em voz alta para um público e exige interpretação por meio da entonação,expressãofacialepoucosgestos.Essainterpretaçãoapoia-seessencialmentenoentendimentodotexto. Aleituradramáticaprecisadedireçãoepode,ounão,fazerusodeiluminação,trilhasonora,cenário,figurinoeaté mesmo,objetos de cena. O objetivo é que os estudantes aprendam a fazer uma leitura dramática. Assim, primeiramente, faça você a leitura do texto “A moratória”, para que lhes sirva de referência, pois na próxima aula eles irão apresentar a leitura dramática de um texto escolhido por eles. Apóslerotextoparaosestudantes,dividaasalaemdoisgrandesgrupos.Umgrupoparalerasfalasdapersonagem Lucília, e outro para ler as falas do personagem Joaquim. As rubricas não devem ser lidas, mas os leitores devem seguir a indicação das mesmas,por exemplo:falar mais alto,de forma violenta,calmamente etc. Práticas de leitura e oralidade 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 61
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    língua portuguesa 62 Em seguida,solicite aos estudantes que formem duplas para realizar a leitura mais uma vez. Circule pela sala para ouvi-los. Auxilie os estudantes que demonstrarem maior dificuldade e escolha aqueles que demonstrarem maior desenvoltura e fluência na leitura para auxiliar os demais estudantes a realizar a leitura dramática de outro texto na próxima aula. Caros(as) estudantes, nesta aula vocês deverão se dedicar à leitura dramática do fragmento de “A moratória” estudado na aula anterior. O objetivo é que você possa ler o texto de forma mais interpretativa, seguindo as orientações das rubricas. Dessa forma, você terá a oportunidade de trabalhar a entonação e a dicção, além de começar a se preparar para o desafio de fazer uma leitura dramática de um texto escolhido por você e seus colegas. Preste atenção às orientações de seu (sua) professor (a) e boa leitura. PRÁTICA DE ESCRITA - DESAFIO Agora é o momento de você e seus colegas escolherem um texto para uma leitura dramática que você deverá realizar na aula seguinte. Vocês poderão escolher qualquer um dos textos trabalhados nas aulas anteriores, ou qualquer outro texto que você conheça. Desejamos sucesso nessa atividade. Bom trabalho! Professor (a), caso os estudantes optem por fazer a leitura dramática de “O Auto da compade- cida” será necessário que eles escolham apenas um trecho, pois esse é um texto consideravel- mente longo para ser lido e ensaiado em apenas um dia. O texto pode ser lido na íntegra no endereço http://oficinadeteatro.com/component/jdownloads/viewdownload/5-pecas diver- sas/110-auto-da-compadecida. Cada grupo deverá ter um diretor para ensaiar a leitura dramática do texto escolhido. O(a) aluno (a) designado para tal função deve ser um(a) aluno (a) que consiga ler com a entonação adequada e com expressividade de modo que ele/ela auxilie os colegas na difícil tarefa de realizar a leitura dramática. Não esperamos que os estudantes realizem uma leitura brilhante, até mesmo porque o tempo designado para a prática é curto. Caso seja possível, você poderá utilizar uma aula para que os estudantes se reúnam e ensaiem a leitura na própria unidade escolar, no período da aula. Lem- bre-se de que você possui autonomia para fazer as adaptações necessárias de acordo com a rea- lidade em que esteja inserido(a). aula 18 O que devo aprender nesta aula u Realizar a leitura dramática de textos para interpretação teatral. Professor(a),nestaaula,osestudantesdeverãorealizaraleituradramáticadotextoqueescolheram.Peçaparaqueauxiliemna organizaçãodoespaçodemodoqueos(as)alunos(as)queforemrealizaraleiturasentem-sedefrenteparaoscolegas. Apóscada leitura,motiveosestudantesaaplaudirogrupo,teçaelogioseanoteemumcadernooquevocêconsiderarquedeverásermelhorado. Práticas de leitura e oralidade 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 62
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    língua portuguesa 63 Após todosos grupos terem realizado a leitura,peça aos alunos que façam uma avaliação da atividade e apontem suas percepções sobre as apresentações realizadas. Faça você, também, comentários gerais sobre o desempenho dosestudantesdandoênfaseaoquefoiavanço,mastambémpontuandoasdificuldadeseoquepodeserfeitopara vencê-las,como realizar leituras em voz alta com mais frequência. Parafinalizar,fale-lhessobreaimportânciadaleituradramáticaparaodesenvolvimentodaoralidade,daatenção edaexpressãocorporal.Comentequenaspróximasatividades,osestudantessededicarãoàcriaçãodeumpequeno texto dramático para ser encenado,posteriormente. Caro estudante, nesta aula você deverá realizar a leitura dramática do texto que escolheu. Sabemos que apesar do pouco tempo para se preparar adequadamente para tal leitura, acreditamos que se empenhará para realizar um bom trabalho. Sucesso! aula 19 O que devo aprender nesta aula u Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, fotos etc). u Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados. u Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto. u Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto. u Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos de uma determinada palavra ou expressão. Leia o texto abaixo para responder aos itens 1 e 2. Disponível em: http://clubedamafalda.blogspot.com.br/search?updated-max=2012-09-07T19%3A00%3A00-03%3A00max- results=6start=42by-date=false#at_pco=cfd-1.0 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 63
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    língua portuguesa 64 Avião semasa, Fogueira sem brasa, Sou eu assim, sem você Futebol sem bola, Piu-piu sem Frajola, Sou eu assim, sem você... Por que é que tem que ser assim? Se o meu desejo não tem fim Eu te quero a todo instante Nem mil auto-falantes Vão poder falar por mim... Amor sem beijinho, Buchecha sem Claudinho, Sou eu assim sem você Circo sem palhaço, Namoro sem abraço, Sou eu assim sem você... Tô louco pra te ver chegar Tô louco pra te ter nas mãos Deitar no teu abraço Retomar o pedaço Que falta no meu coração... Eu não existo longe de você E a solidão é o meu pior castigo Eu conto as horas pra poder te ver, Mas o relógio tá de mal comigo Por quê? Por quê? Neném sem chupeta, Romeu sem Julieta, Sou eu assim sem você Carro sem estrada, Queijo sem goiabada, Sou eu assim sem você... Você... Por que é que tem que ser assim? Se o meu desejo não tem fim Eu te quero a todo instante Nem mil auto-falantes Vão poder falar por mim... Eu não existo longe de você E a solidão é o meu pior castigo Eu conto as horas pra poder te ver, Mas o relógio tá de mal comigo... Fico assim sem você Adriana Calcanhotto Música de Cacá Moraes, Abdullah; Álbum: Adriana Partimpim; SONY; Ano, 2004. Alternativa B D16 - Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados. Podemosperceberhumornofatode (A)aspersonagensficaremchocadascomtantaviolência. (B)opersonagemdizerqueonegócioéterumafunerária. (C)opersonagemdarumgritodemedo. (D)existirmuitoBangBangnaTV. 2 Alternativa B D5- Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, fotos etc). O texto mostra que (A) o pai da personagem é um bom comerciante. (B) há muita violência e morte naTV. (C) as personagens gostam de filmes violentos. (D) é melhor ter uma funerária do que armazém. 1 Leia o texto abaixo e responda aos itens 3, 4 e 5: 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 64
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    língua portuguesa 65 Alternativa C D13–Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto Notrecho“Tôloucoprateverchegar”,apalavrasublinhadaémarcadeumalinguagem (A) regional (B) formal. (C)coloquial. (D) padrão. 4 Alternativa D D15– Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios etc. Noverso“Eutequeroatodoinstante”,aexpressãosublinhadadáaideiade: (A)Modo (B)Afirmação (C)Causa (D)Tempo 5 AlternativaC D2-Estabelecerrelaçõesentrepartesdeumtexto,identificandorepetiçõesousubstituiçõesquecontribuemparaacontinuidadedeumtexto. A repetição do verso“Sou eu assim sem você” serve para: (A) Rimar com o verso anterior. (B) Mostrar a saudade da pessoa amada. (C) Reforçar o sentimento de vazio na falta da pessoa amada. (D) Demonstrar alegria diante da pessoa amada. 3 aula 20 O que devo aprender nesta aula u Inferir o significado de uma palavra ou expressão. u Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para sua continuidade. u Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema. u Identificar o tema de um texto. u Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios etc. Leia o texto abaixo e responda aos itens 1,2 e 3. Dizem que a primeira e maior invenção foi o fogo. Seria? E a fala? Não é mais importante? Outros querem que a primeira invenção seja a roda. Até pode ser. Mas aqui, nas Américas, os incas e astecas não 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 65
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    língua portuguesa 66 Quem envelhecemelhor? usavam roda e se davam muito bem. Para mim, invenção importante mesmo foi o alfabeto. Antes, alguns povos escreviam com ideogramas, que não representam os sons da fala, mas sim, as ideias. Era um bom sistema, porque permitia aos chineses, aos coreanos e aos japoneses lerem, cada qual na sua língua, as mesmas escrituras. Era ruim, porque se precisava decorar de mil a dois mil ideogramas para ler ou escrever. A escrita alfabética, mais recente, é melhor. Seu defeito é ficar presa à língua. Sua vantagem é a facilidade com que se alfabetiza. Ribeiro, Darci. Noções de coisas. São Paulo: FTD, 1995, p. 53. Alternativa B D2- Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para sua continuidade. Nafrase“Suavantageméafacilidadecomquesealfabetiza”,apalavrasublinhadarefere-se (A)aodefeito. (B)aoescrita. (C)àlíngua. (D)àleitura. 2 Alternativa A D21-Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema. No trecho:“Dizem que a primeira e maior invenção foi o fogo... Outros querem que a primeira invenção seja a roda. (...) Para mim, invençãoimportantemesmofoioalfabeto.”Asopiniõesrelativasàprimeirainvençãosão (A)diferentes. (B)semelhantes. (C)complementares. (D)confusas. 3 AlternativaC D3-Inferirosignificadodeumapalavraouexpressão. Na frase“Antes, alguns povos escreviam com ideogramas ...”, a palavra sublinhada significa: (A) Ideologias (B) Ideias (C) Símbolos (D) Escrituras 1 Leia o texto abaixo e responda às questões 4 e 5. Na minha pesquisa sobre corpo, envelhecimento e felicidade, 38% das mulheres e 25% dos homens entrevistados disseram ter medo de envelhecer. Ambos os sexos temem as mesmas coisas em relação ao envelhecimento: doenças, limitações físicas, dependência, necessidade de dar trabalho aos outros, perda de memória, solidão, abandono, desrespeito, falta de dinheiro e morte. Só os homens, no entanto, mencionaram o medo de ficar sem emprego na velhice, de ter arrependimentos, de frustrações, ficar inútil, chato ou deprimido. Quando perguntei: Quem envelhece melhor: o homem ou a mulher?, os pesquisados de todas as faixas 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 66
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    língua portuguesa 67 (http://www1.folha.uol.com.br/colunas/miriangoldenberg/2013/05/1277828-quem-envelhece-melhor.shtml, Acessoem 14/05/2013.) etárias afirmaram que os homens envelhecem melhor do que as mulheres. Um único grupo afirmou que as mulheres envelhecem melhor do que os homens. Esse grupo específico acredita que os homens ficam mais dependentes de outras pessoas do que as mulheres na velhice, têm mais problemas de saúde, morrem mais cedo, bebem mais, comem mal, são sedentários, ficam deprimidos depois da aposentadoria, têm menos amigos, não sabem aproveitar o tempo livre etc. Que grupo seria esse, afinal, que se diferencia de todos os demais? Curiosamente, apenas as mulheres de mais de 60 anos acreditam que os homens envelhecem pior. Justamenteaquelasquejáenvelheceramnegamacrençaquesemprealimentaram:adequeoenvelhecimentomasculino é melhor do que o feminino. A experiência concreta da velhice prova que elas estavam completamente enganadas. Uma fonoaudióloga de 65 anos declarou: Sempre acreditei que os homens envelheciam muito melhor, que suas rugas e seus cabelos brancos eram um charme. Quando envelheci de verdade percebi que isso é uma grande mentira. Essa entrevistada considera que está muito melhor do que o seu marido em todos os sentidos: mais bonita, mais feliz e com mais saúde. Além de careca e barrigudo, ele passa o dia inteiro vendo televisão. Mais velhas, elas constatam que, na prática, as mulheres estão mais bonitas, mais cuidadas e mais saudáveis do que os homens. Além disso, elas afirmam que estão mais felizes, mais independentes e que estão aproveitando muito mais as vantagens da maturidade do que os homens. Por que, então, as mulheres mais jovens têm tanto medo de envelhecer e continuam reforçando a crença de que os homens envelhecem melhor? Alternativa correta D D6 - Identificar o tema de um texto. Oassuntoprincipaldestetextoé: (A)Omedodoenvelhecimento. (B)Odesempregonavelhice. (C)Asdoençascausadaspelavelhice. (D)Oenvelhecimentodehomensemulheres. 4 Alternativa A D9-Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto. Umadasprincipaisinformaçõesdotextoé (A)“...ospesquisadosdetodasasfaixasetáriasafirmaramqueoshomensenvelhecemmelhordoqueasmulheres.“ (B)“Umúnicogrupoafirmouqueasmulheresenvelhecemmelhordoqueoshomens.” (C) “Sóoshomens...mencionaramomedodeficarsemempregonavelhice,...” (D)“ospesquisadosdetodasasfaixasetáriasafirmaramqueoshomensenvelhecemmelhordoqueasmulheres.” 5 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 67
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    língua portuguesa 68 aula 21 Oque devo aprender nesta aula u Produzir textos para teatro, observando os elementos constitutivos dos gêneros em estudo (forma, estilo e conteúdo) em função das condições de produção Professor (a), antes de propor a escrita de um pequeno texto dramático, faça um pequeno exercício oral com os estudantes com o intuito de auxiliá-los a pensarem no próprio texto. Primeiramente peça para que pensem em um tema interessante para uma peça de teatro. Dê sugestões como: uma filha que quer namorar, mas o pai não permite; um aluno que sofre bullying por ser gordo; uma mulher que sofre violência doméstica. Instigue-os a pensarem em outros temas e anote, na lousa, o que sugerirem. Em seguida, para cada tema, solicite que deem sugestões de personagens, atribuindo a eles algumas características. Se o tema for a filha que quer namorar, mas o pai não permite, pergunte-lhes, como seria este pai: Autoritário? Nervoso? E a filha, como seria: Tímida? Mal criada? Continue o exercício, com os outros temas propostos e a caracterização dos demais elementos do texto dramático: cenário, a época em que se passa a história, como se inicia a ação, como o conflito será resolvido, de acordo com o quadro, a seguir: Após esta atividade, oriente os estudantes a se reunirem em grupos de 05 (cinco) pessoas para a produção do texto dramático. Caro (a) aluno (a), junte-se a mais quatro colegas para produzir um texto dramático. Mas, antes disso, realize a atividade abaixo, mediada pelo/pela seu/sua professor (a). Ela será essencial para a produção e encenação do seu texto dramático. Prática de oralidade Tema Cenário Personagens Época Umafilhaquer namorar,maso painãopermite. SaladeTV.Sofá simples,rack vermelhocom umaparelho detelevisão Como se inicia a ação Comooconflitoseresolve Paiemãesentadosna salaassistindonovela.A filhaentraedizque precisaconversar. Paidizqueafilhapode namorar,masénecessárioque elaofaçaemcasa Filha: tímida Pai: autoritário Mãe: compreensiva Atual Sistematizaçãodosconhecimentossobreogênero Objetivo geral • Sistematizarosconhecimentossobreogênero,explorandoaspráticasdeoralidade,leitura,escritaeanáliselinguística. 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 68
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    língua portuguesa 69 Professor (a),os alunos deverão fazer a revisão e a reescrita dos textos produzidos, na próxima aula. Assim, faz-se necessário que você os recolha para avaliá-los, propondo melhorias, correções e/ou ampliações. As suas observações os ajudarão na reescrita dos textos. Caso considere necessário que os textos passem por mais uma reescrita, você poderá propô-la. Uma vez mais enfatizamos que você possuiautonomia para fazer as adaptações, os acréscimos necessários para atender a realidade de seus alunos. Após o processo de reescrita dos textos, organize o trabalho de memorização e encenação do texto produzido. Reúna-secomseuscolegasemgruposde05(cinco)estudanteseescrevaumpequenotextodramático.Você poderáusarumdostemassugeridospelaturmaou,sepreferir,escolheroutrotemaquesejadeinteressedo grupo.Leveem consideraçãotodososelementoscolocadosnoquadro:tema,cenário,personagens,época, comoseiniciaaação,comooconflitoseresolveequaisrubricassãofundamentaisparaorientarosatores. Lembre-sedeconsiderarqueoutrosleitoresirãoleroseutexto,oquesignificatercuidadocomalinguagem utilizadaecapricharnaortografia,napontuaçãoenoselementosdecoesão. Ao finalizar, entregue o texto ao (a) seu (sua) professor (a) para que ele (a) o avalie e proponha possíveis ampliações ou correções. aula 22 O que devo aprender nesta aula u Reescrever os textos produzidos observando os elementos constitutivos do gênero (forma, estilo e conteúdo) e a situação de produção, a clareza, a ampliação de ideias e as correções gramaticais. aula 23 O que devo aprender nesta aula u Ensaiar, encenar e apreciar textos dramáticos. PRÁTICA DE ESCRITA - DESAFIO Agoraéomomentodevocêreescreverostextosproduzidosapartirdasobservaçõesfeitaspeloseu(sua)professor (a).Dessaforma,vocêteráaoportunidadedeampliaralgumasideias,reverpossíveiserrosgramaticaiseproblemas decoesão,bemcomoobservarseosprincipaiselementosdotextodramáticoestãopresentesemseutexto. Umbomtextopassaporváriasversõesparaseraperfeiçoadoatéchegaraoprodutofinal.Assim,énecessário quevocêtenhaumaatitudecríticaemrelaçãoasuaprópriaprodução. PRÁTICA DE ESCRITA - DESAFIO 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 69
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    língua portuguesa 70 Professor (a),as aulas destinadas à produção, reescrita e encenação dos textos poderão exceder as aulas previstas neste caderno. Portanto, para que os estudantes façam uma boa apresentação, eles deverão ensaiá- lo pelo menos por uma semana ou mais. Assim, esta e, possivelmente, outra aulas, devem ser dedicadas à preparação dos alunos para a encenação do texto produzido. É importante que você acompanhe os ensaios que poderão acontecer no período das aulas, caso seja possível. Caro(a) aluno(a), nesta aula e, possivelmente, em outras, você e seus colegas deverão ensaiar o texto a ser encenado: capriche na memorização e encenação do texto produzido! Depois dos ensaios, desempenhe bem o seu papel, seja atuando, ou assistindo à peça. Nesse caso, quando seus colegas estiverem apresentando, escute-os atentamente. Lembre-se de que não é fácil falar em público, muito menos encenar um texto. Assim, você poderá ajudar os(as) seus(suas) colegas, demonstrando que aprendeu bem como se comportar em uma apresentação teatral. No mais desejamos que você tenha sucesso nesta atividade e em seus estudos. Prática de oralidade aula 24 O que devo aprender nesta aula u Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto. u Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros. u Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa. u Estabelecer a relação causa/conseqüência entre partes e elementos do texto. u Localizar informações explícitas em um texto. Leia o texto abaixo e responda aos itens de 1 a 5. [...] Há umas plantas que nascem e crescem depressa; outras são tardias e pecas. O nosso amor era daquelas; brotou com tal ímpeto e tanta seiva que, dentro em pouco, era a mais vasta, folhuda e exuberante criatura dos bosques. Não lhes poderei dizer, ao certo, os dias que durou esse crescimento. Lembra-me, sim, que, em certa noite, abotoou-se a flor, ou o beijo, se assim lhe quiserem chamar, um beijo que ela me deu, trêmula, - coitadinha, - trêmula de medo, porque era ao portão da chácara. Uniu-nos esse beijo único, - breve como a ocasião, ardente como o amor, prólogo de uma vida de delícias, de terrores, de remorsos, de prazeres que rematavam em dor, de aflições que desabrochavam em alegria, - uma hipocrisia paciente e sistemática, único freio de uma paixão sem freio, - vida de agitações, de cóleras, de desesperos e de ciúmes, que uma hora pagava à farta e de sobra; mas outra hora vinha e engolia aquela, como tudo mais, para deixar à tona as agitações e o resto, e o resto do resto, que é o fastio e a saciedade: tal foi o livro daquele prólogo. MACHADO DE ASSIS, Joaquim M. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ática, 2004. P.84. Notrecho“Háumasplantasquenascemecrescemdepressa;outrassãotardiasepecas.Onossoamoreradaquelas;”Apalavra sublinhadarefere-seàs1 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 70
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    língua portuguesa 71 Alternativa C D2-Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto. Alternativa A D12- Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros. Otextotemafinalidadede (A)narrarumahistória. (B)informarumfato. (C)criticarumasituação. (D)darumanotícia. (A)plantastardiasepecas. (B)seivas vastasefolhudas. (C)plantasquenascemecrescemdepressa. (D)criaturasexuberantesdobosques. 2 Alternativa B D10- Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa. Onarradordessetexto (A)conheceplenamenteaspersonagens. (B)éumapersonagemdahistória. (C)éummeroobservadordosfatosnarrados. (D)mantém-seindiferenteaosfatosnarrados. 3 Alternativa C D11- Estabelecer a relação causa/conseqüência entre partes e elementos do texto. Elatremeuaobeijá-loporque (A)estavacomfrio. (B)tevemedo. (C)Eranoite. (D)erainverno. 4 Alternativa B D1- Localizar informações explícitas em um texto. Nestetexto,oamordaspersonagensécomparado (A)àsflores. (B)àsplantas. (C)àseiva. (D)ànoite. 5 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 71
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    língua portuguesa 72 aula 25 Oque devo aprender nesta aula u Inferir uma informação implícita no texto. u Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações. u Identificar a tese de um texto. u Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la. u Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. Leia o trecho a seguir e responda aos itens 1 e 2: Alternativa B D4- Inferir uma informação implícita no texto. Deacordocomotexto,Malfadagostariaque (A)todosospolíticosfossemformados. (B)todosospolíticosfossememboradopaís. (C)osadvogados,engenheiros,médicoearquitetosfossemparaoestrangeiro. (D)todomundoqueseformassefosseparaoestrangeiro. 1 : Alternativa A D17 - Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações. Opontodeexclamaçãonoúltimoquadrinhoexpressa (A)desapontamento. (B)tristeza. (C)pena. (D)indignação. 2 Leia o texto abaixo e responda aos itens 3, 4 e 5: 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 72
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    língua portuguesa 73 O ouroda biotecnologia Até os bebês sabem que o patrimônio natural do Brasil é imenso. Regiões como a Amazônia, o Pantanal e a Mata Atlântica – ou o que restou dela – são invejadas no mundo todo por sua biodiversidade. Até mesmo ecossistemas como o do cerrado e o da caatinga têm mais riqueza de fauna e flora do que se costuma pensar. A quantidade de água doce, madeira, minérios e outros bens naturais é amplamente citada nas escolas, nos jornais e nas conversas. O problema é que tal exaltação ufanista (Abençoado por Deus e bonito por natureza”) é diretamente proporcional à desatenção e ao desconhecimento que ainda vigoram sobre essas riquezas. Estamos entrando numa era em que, muito mais do que nos tempos coloniais (quando pau-brasil, ouro, borracha etc. eram levados em estado bruto para a Europa), a exploração comercial da natureza deu um salto de intensidade e refinamento. Essa revolução tem um nome: biotecnologia. Com ela, a Amazônia, por exemplo, deixará em breve de ser uma enorme fonte “potencial de alimentos, cosméticos, remédios e outros subprodutos: ela o será de fato – e de forma sustentável. Outro exemplo: os créditos de carbono, que terão de ser comprados do Brasil por países que poluem mais do que podem, poderão significar forte entrada de divisas. Com sua pesquisa científica carente, indefinição quanto à legislação e dificuldades nas questões de patenteamento, o Brasil não consegue transformar essa riqueza natural em riqueza financeira. Diversos produtos autóctones, como o cupuaçu, já foram registrados por estrangeiros – que nos obrigarão a pagar pelo uso de um bem original daqui, caso queiramos (e saibamos) produzir algo em escala com ele. Além disso, a biopirataria segue crescente. Até mesmo os índios deixam que plantas e animais sejam levados ilegalmente para o exterior, onde provavelmente serão vendidos a peso de ouro. Resumo da questão: ou o Brasil acorda onde provavelmente serão vendidos a peso de ouro. Resumo da questão: ou o Brasil acorda para a nova realidade econômica global, ou continuará perdendo dinheiro como fruta no chão. Daniel Piza. O Estado de S. Paulo. Alternativa C D7 – Identificar a tese de um texto. Otextodefendeatesedeque (A)aAmazôniaéfonte“potencial”deriquezas. (B)asplantaseosanimaissãolevadosilegalmente. (C)oBrasildesconheceovalordeseusbensnaturais. (D)osbensnaturaissãocitadosnaescola. 3 Alternativa A D8 – Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la Oargumentoquedefendeessateseé (A) “Comsuapesquisacientíficacarente,indefiniçãoquantoàlegislaçãoedificuldadesnasquestõesdepatenteamento,oBrasilnão conseguetransformaressariquezanaturalemriquezafinanceira. (B)“RegiõescomoaAmazônia,oPantanaleaMataAtlântica–ouoquerestoudela– sãoinvejadasnomundotodoporsuabiodiversidade.” (C)“Atémesmoecossistemascomoodocerradoeodacaatingatêmmaisriquezadefaunaefloradoquesecostumapensar.” (D)“Aquantidadedeáguadoce,madeira,minérioseoutrosbensnaturaiséamplamentecitadanasescolas,nosjornaisenasconversas.” 4 Notrecho“poderãosignificarforteentradadedivisas.”,qualosignificadodapalavra“divisas”? 5 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 73
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    língua portuguesa 74 (A)Fronteiras. (B)Dinheiro. (C)Matériaprima. (D)Pesquisas. Alternativa B D3-Inferir o sentido de uma palavra ou expressão Referências GOIÁS. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Ensino Fundamental. Ensinar e Aprender: Volume 3 - língua portuguesa. Acelera Goiás. Programa de Aceleração da Aprendizagem. Goiás, 2001. 9ano_LinguaPortuguesa_Professor_4bim - 23agosto2013_Layout 1 23/08/2013 10:08 Page 74