#3, Programa Click – A cidade e a mobilidade
Plataforma Nacional para a Mobilidade Ciclável

José Carlos Mota (jcmota@ua.pt)
SACSJP, Universidade de Aveiro, 9 Fevereiro 2008



1. A temática da mobilidade ciclável tem vindo a ganhar uma importância crescente na
   agenda política e mediática, ainda que muitas vezes sem os resultados desejados.
2. No contexto europeu, a Comissão tem vindo a produzir documentos direccionados para
   estimular os agentes públicos para a qualificação das cidades para o uso ciclável1 ou para a
   promoção do uso da bicicleta em segurança, em particular junto da população mais
   jovem2.
3. No plano nacional, no início do mês de Fevereiro, foi aprovado na Assembleia da República
   uma recomendação para que o Governo elabore um Plano nacional de promoção da
   bicicleta e outros modos de transporte suaves, na linha do que outros países europeus
   têm vindo a desenvolver já há alguns anos.
4. Trata-se de uma oportunidade de desenhar um conjunto de estratégias e propostas tendo
   em vista a promoção dos modos de mobilidade suave - em particular o modo pedonal e
   ciclável, sugerindo-se o desenvolvimento de “campanhas de sensibilização e educação
   para a utilização destes meios de transporte em segurança”, em particular dirigidas ao
   meio escolar, visando a aprendizagem da circulação em meio urbano, e em particular das
   regras de trânsito.
5. Para além disso, é sugerida a necessidade de se estabelecer um diálogo entre as diferentes
   entidades com responsabilidade na remoção de barreiras a estes modos de mobilidade e o
   apoio a projectos de investigação e a implementação de projectos-piloto em espaço
   urbano.
6. As Universidades portuguesas, e em particular a Universidade de Aveiro, têm vindo a
   dedicar uma particular atenção a este tema, estando envolvidas, há cerca de um ano, na
   criação de uma Plataforma Nacional para a Promoção da Mobilidade Ciclável.
7. Pretende-se que esta Plataforma venha a funcionar como espaço de articulação dos
   representantes dos poderes públicos, dos industriais do sector, dos utilizadores de
   bicicletas, dos investigadores e se venha a constituir como “um espaço de encontro e
   reflexão, de produção de orientações de política pública e, sobretudo, de articulação dos
   vários projectos e iniciativas”.
8. Em síntese, deseja-se que a Plataforma se afirme como um parceiro fundamental para a
   promoção de uma cultura de utilização da bicicleta em Portugal e para o desenvolvimento
   de práticas de planeamento territorial que conduzam à promoção de “cidades amigas do
   peão e da bicicleta”, indo ao encontro das recomendações recentemente produzidas pela
   Assembleia da República.




1
  Cidades para Bicicletas, Cidades de Futuro, 2000, UE
Livro Verde – Por uma nova cultura de mobilidade urbana, 2007, UE
2
  Kids on the move, 2002, UE

#3 Click Plataforma V1

  • 1.
    #3, Programa Click– A cidade e a mobilidade Plataforma Nacional para a Mobilidade Ciclável José Carlos Mota (jcmota@ua.pt) SACSJP, Universidade de Aveiro, 9 Fevereiro 2008 1. A temática da mobilidade ciclável tem vindo a ganhar uma importância crescente na agenda política e mediática, ainda que muitas vezes sem os resultados desejados. 2. No contexto europeu, a Comissão tem vindo a produzir documentos direccionados para estimular os agentes públicos para a qualificação das cidades para o uso ciclável1 ou para a promoção do uso da bicicleta em segurança, em particular junto da população mais jovem2. 3. No plano nacional, no início do mês de Fevereiro, foi aprovado na Assembleia da República uma recomendação para que o Governo elabore um Plano nacional de promoção da bicicleta e outros modos de transporte suaves, na linha do que outros países europeus têm vindo a desenvolver já há alguns anos. 4. Trata-se de uma oportunidade de desenhar um conjunto de estratégias e propostas tendo em vista a promoção dos modos de mobilidade suave - em particular o modo pedonal e ciclável, sugerindo-se o desenvolvimento de “campanhas de sensibilização e educação para a utilização destes meios de transporte em segurança”, em particular dirigidas ao meio escolar, visando a aprendizagem da circulação em meio urbano, e em particular das regras de trânsito. 5. Para além disso, é sugerida a necessidade de se estabelecer um diálogo entre as diferentes entidades com responsabilidade na remoção de barreiras a estes modos de mobilidade e o apoio a projectos de investigação e a implementação de projectos-piloto em espaço urbano. 6. As Universidades portuguesas, e em particular a Universidade de Aveiro, têm vindo a dedicar uma particular atenção a este tema, estando envolvidas, há cerca de um ano, na criação de uma Plataforma Nacional para a Promoção da Mobilidade Ciclável. 7. Pretende-se que esta Plataforma venha a funcionar como espaço de articulação dos representantes dos poderes públicos, dos industriais do sector, dos utilizadores de bicicletas, dos investigadores e se venha a constituir como “um espaço de encontro e reflexão, de produção de orientações de política pública e, sobretudo, de articulação dos vários projectos e iniciativas”. 8. Em síntese, deseja-se que a Plataforma se afirme como um parceiro fundamental para a promoção de uma cultura de utilização da bicicleta em Portugal e para o desenvolvimento de práticas de planeamento territorial que conduzam à promoção de “cidades amigas do peão e da bicicleta”, indo ao encontro das recomendações recentemente produzidas pela Assembleia da República. 1 Cidades para Bicicletas, Cidades de Futuro, 2000, UE Livro Verde – Por uma nova cultura de mobilidade urbana, 2007, UE 2 Kids on the move, 2002, UE