EROSÃO




                                     Nelson R. Amanthea
Sad Story #2
Thailand
                                       amanthea@uel.br
                                                    Nov/2008
©Somyot Chamnanrith /UNEP
Ao longo da história geológica do planeta a
erosão constituiu-se no principal processo de
modelamento de sua superfície.

As grandes bacias sedimentares, a forma das
montanhas, dos planaltos e das planícies são
todas situações associadas de alguma forma
a processos erosivos.


                                Aerial view of erosion in Madagascar
                                by Rhett A. Butler
Fonte: Achei Tudo. Disponível em: http://www.achetudoeregiao.com.br/animais/erosao.htm. Acesso em: 19 nov. 2008.
Fonte: Achei Tudo. Disponível em: http://www.achetudoeregiao.com.br/animais/erosao.htm. Acesso em: 19 nov. 2008.
Erosão

Definições
Processo natural de desagregação,
decomposição, transporte e deposição
de materiais de rochas e solo.
Processo de desagregação e remoção
de partículas do solo ou fragmentos
de rocha, pela ação combinada da
gravidade com a água, vento, gelo ou
organismos.
Erosão

Considerações
O estabelecimento de qualquer processo
erosivo requer:
  Um agente (água ou vento)
  O material (solo)
Erosividade
  Habilidade    potencial   do   agente   em   causar
  erosão
Erodibilidade
  Facilidade com que as partículas do material
  são destacadas e transportadas
Escoamento
   Superficial                                      Solo sem
                                                    vegetação


                                               Salpicamento


                                                   Destruição de
                                                   agregados e
                                                    partículas

    Redução da                                         Selagem:
  permeabilidade                                      redução da
     superficial                                      porosidade
                                                          por
                                                    colmatação de
                                                     macroporos
                                                  Desagregação
Transporte
                   Crosta de silte e argila   Compactação
                    endurecida ao secar
Fonte: KRAVCIK,Michal.Voices of water:Water for the third millenium. People and Water. Slovakia,2000.
Fonte: Cianorte-PR - 1972. Disponível em: http://www.escola.agrarias.ufpr.br/importancia.html. Acesso em 19 nov. 2008
Fonte: Cianorte-PR - 1972. Disponível em: http://www.escola.agrarias.ufpr.br/importancia.html. Acesso em 19 nov. 2008
Fonte: Erosão. Santa Fé do Sul – SP. Disponível em: http://www.agr.feis.unesp.br/jregional25022005.php. Acesso em 19 nov. 2008
Fonte: Ecovillas do Lago. Disponível em: <http://www.cmbconsultoria.com.br/servicos/monitoramento/ecovillas/novembro-2007/>. Acesso em 19 nov. 2008
Fonte: ORSINI apud TUCCI C. E. M. Curso de Gestão de Águas Pluviais - Rio das Pedras São Carlos SP. 2007 [Apresentação em PowerPoint].
Fonte: ORSINI apud TUCCI C. E. M. Curso de Gestão de Águas Pluviais - Rio das Pedras São Carlos SP. 2007 [Apresentação em PowerPoint].
Fonte: ORSINI apud TUCCI C. E. M. Curso de Gestão de Águas Pluviais - São Carlos SP. 2007 [Apresentação em PowerPoint].
Fonte: ORSINI apud TUCCI C. E. M. Curso de Gestão de Águas Pluviais.-Rondonópolis –RO . 2007 [Apresentação em PowerPoint].
Fonte: ORSINI apud TUCCI C. E. M. Curso de Gestão de Águas Pluviais.- Erosão de Encostas. 2007 [Apresentação em PowerPoint].
Erosão

Principais Fatores Influentes

Chuva
  Volume e velocidade da enxurrada
  Intensidade, duração, freqüência
Infiltração
  Quanto maior a velocidade de infiltração,
  menor a intensidade da enxurrada
Topografia
  Declividade e comprimento do declive
Erosão

Principais Fatores Influentes
Cobertura Vegetal
  Proteção direta contra o impacto das gotas de
  chuva/ação do sol/clima
  Dispersão     da   água,     interceptando-a e
  evaporando-a antes que atinja o solo
  Decomposição das raízes, formando canalículos
  no solo    aumento da infiltração
  Melhor estruturação do solo pela adição de
  matéria orgânica         maior capacidade de
  retenção de água
  Diminuição da velocidade da enxurrada pelo
  atrito superficial
Erosão

Principais Fatores Influentes
Propriedades do Solo
  Estrutura
   • Determina a maior ou menor facilidade de trabalho
    dos solos, a sua permeabilidade, resistência à erosão e
    as condições ao desenvolvimento das raízes das
    plantas
  Textura
  Porosidade
   • Relação entre volume de vazios e volume total do solo
  Permeabilidade
   • Influenciada pelo tamanho e arranjo das partículas.
    Seu índice de vazios depende da viscosidade e
    temperatura da água.
Erosão

 Principais Fatores Influentes
Tipologia do Solo
  Latossolos
   • Apresentam relevo suave, grande profundidade,
    alta permeabilidade e baixa capacidade de troca
    catiônica.
  Podzólicos
   • Solos profundos e menor intemperizados do que
    os     latossolos,  podendo     apresentar   maior
    fertilidade natural e potencial
  Aluviais
   • Pouco desenvolvidos provenientes de sedimentos,
    geralmente de origem fluvial. Ocorrem em relevo
    plano, várzeas e áreas próximas aos rios.
Erosão

 Principais Fatores Influentes
Tipologia do Solo
  Hidromórficos
   • Desenvolvidos em condições de excesso de água,
    sob influência do lençol freático. Ocupam
    baixadas    inundadas ou    frequentemente
    inundáveis.
  Cambissolos
   • São razos e de elevada erodibilidade, podendo
    em curto espaço de tempo ocorrer exposição do
    solo.
Erosão

 Principais Fatores Influentes
Tipologia do Solo
  Salinos ou Halomórficos
   • Apresentam    elevada concentração de sais
    solúveis, por isso desprovido de vegetação.
    Comuns em partes baixas do relevo nas regiões
    áridas e semi-áridas e naquelas próximas ao mar.
  Litossolos
   • Solos pouco desenvolvidos, muito rasos, com
    horizonte A assentado diretamente sobre a rocha.
    Situam-se em áreas montanhosas.
Erosão

Classificação


 Agente Erosivo
   Água, vento, gelo, gravidade...
 Natureza
   Geológica
   Acelerada
Erosão

 Classificação
Origem
  Laminar ou em Lençol
   • Remoção progressiva dos horizontes superficiais do solo
  Linear
   • Escoamento     superficial (sulcos, ravinas, vossoroca):
     causada por concentração de linhas de fluxo.
     A vossoroca é a feição mais flagrante da ação antrópica,
     podendo ser formada através de uma passagem gradual da
     erosão laminar para erosão em sulcos e ravinas, cada vez
     mais profundas ou, diretamente, a partir de um ponto de
     elevada concentração de águas pluviais.
   • Escoamento subterrâneo (Piping): provova a remoção de
     partículas do interior do solo, formando “tubos” vazios que
     provocam colapso e escorregamentos laterais do terreno.
Erosão

Classificação

 Origem
   Laminar ou em Lençol
    • Remoção progressiva dos horizontes superficiais
     do solo
   Linear (sulcos, ravinas, voçoroca)
    • Escoamento      superficial:     causada   por
      concentração de linhas de fluxo
    • Escoamento subterrâneo (Piping): provova a
      remoção de partículas do interior do solo,
      formando “tubos” vazios que provocam colapso e
      escorregamentos laterais do terreno.
Erosão

Causas

Físicas
  Inexistência de Proteção
   • Raios solares
     •   Ultravioletas: poder biocida
     •   Infravermelhos: aquecimento da água
             Ciclos de ressecamento e umedecimento do solo
                fissuras
   • Impacto de gotas de chuva
     •   Participa de 95% do processo erosivo. Somente 5%
         são causados pela água corrente (NOLLA, 1982)
   • Queima de resto de culturas
Erosão

Causas

Mecânicas
  Ação de        máquinas        e   implementos
  agrícolas
  • Compactação
  • Mobilização excessiva
Erosão

Resumo

Eliminação progressiva das condições naturais:
quebra do equilíbrio, afetando condições químicas
e biológicas
Fenômeno complexo que necessita de abordagem
multidisciplinar
   Estudos de solos e uso da terra
   Geomorfologia
   Geologia
   Geotecnia
   Meteorologia
   Hidrologia
   Hidrogeologia
Diagrama da Erosão no PR
    Baixa       Uso e Manejo
                Inadequado      Poluição de
Produtividade                   Mananciais
                 de Insumos


Degradação       Erosão do
                                 Enchentes
  do Solo           Solo


Uso e Manejo
Inadequado                     Assoreamento
  do Solo                      de Mananciais

                               Adaptado de: Bragagnolo (1994)
Erosão

Perdas

A vida útil média dos reservatórios
existentes no mundo decresceu para 22
anos. Custo anual de 6 bilhões de dólares
para o desassoreamento (MAHMOOD,
1987).
Perda anual de volume de reservatórios
brasileiros chega a 0,5 % (250 ppm)
(CARVALHO, 1984)
Erosão

           Perdas
             Capacidade de todos os reservatórios
             brasileiros: superior a 400 x109 m3
               Perda de 0,5% a.a.       volume superior a
                    2 x 109 m3;
                    Cerca de um milhão de hectares em Alegrete
                    (RS), outro tanto em Paranavaí (PR) e mais um
                    milhão em Pontal do Paranapanema (SP) estão
                    virando deserto;
                    Presença e avanço do processo visíveis no
                    meio-norte de Mato Grosso, norte de Mato
                    Grosso do Sul, sudoeste de Goiás, Tocantins e
                    Minas Gerais.
Fonte: BLEY JR. Cícero. Disponível em: <http://www.miniweb.com.br/Geografia/Artigos/geologia/erosao.html>. Acesso em: 19 nov. 2008.
Erosão

           Perdas

             Rio Grande do Sul: 20,1 toneladas por
             hectare (t/ha) nas culturas de soja.O total
             estadual é de 250 milhões de toneladas por
             ano;
             São Paulo: 10kg de solo                                                                           fértil por
             quilograma de grão produzido                                                                        duzentos
             milhões de toneladas por ano;



Fonte: BLEY JR. Cícero. Disponível em: <http://www.miniweb.com.br/Geografia/Artigos/geologia/erosao.html>. Acesso em: 19 nov. 2008.
Erosão

           Perdas

             Para repor a fertilidade são usados em todo o país
             até 1,27kg de fertilizantes químicos por hectare,
             (custo de mais de dois bilhões de dólares por ano).
             No Paraná, entre 1970 e 1986, o consumo de NPK
             — adubos industriais à base de nitrogênio (N),
             fósforo (P) e potássio (K) — passou de cem mil
             para seiscentos mil toneladas por ano.
             A Embrapa estima, que cerca de metade do
             fertilizante usado no conjunto de todas as culturas
             não é assimilada pelas plantas.


Fonte: BLEY JR. Cícero. Disponível em: <http://www.miniweb.com.br/Geografia/Artigos/geologia/erosao.html>. Acesso em: 19 nov. 2008.
Erosão

           Perdas

             Região Metropolitana de São Paulo: produção
             anual de sedimentos, provenientes da erosão
             dobre solos expostos, da ordem de 15 toneladas
             por hectare   3.570.000 metros cúbicos/ano.




Fonte: BLEY JR. Cícero. Disponível em: <http://www.miniweb.com.br/Geografia/Artigos/geologia/erosao.html>. Acesso em: 19 nov. 2008.
Erosão

Perdas
Reservatório Capacidade          Curso          Potência
             (m3)                d’água
Estreito     1.400 x 106         Grande         1.050 MW
Jaguari          1.396 x 106     Jaguari        27,6 MW
Moxotó           1.200 x 106     São rancisco   -
Billings         1.229 x 106     Pinheiros      -
Salto Osório     1.250 x 106     Iguaçu         1.050 MW
Porto Colômbia   1.524 x 106     Grande         320 MW


Perda de 0,5% a.a.        volume superior a 2 x 109 m3
Erosão

Perdas
Reservatórios no Brasil parcial ou totalmente
assoreados


BACIA DO S. FRANCISCO


Rio de Pedras   Velhas      CEMIG     UHE, 10 MW
Paraúna         Paraúna     CEMIG     UHE, 30 MW
Pandeiros       Pandeiros   CEMIG     UHE, 4,2 MW
Pampulha        Pampulha    SUDECAP   Controle de
                                      cheias
Erosão

   Perdas
   Reservatórios no Brasil parcial ou totalmente
   assoreados
                   BACIA DO PARANÁ
Caconde             Pardo           CESP      UHE, 80,4 MW
Euclides da Cunha   Pardo           CESP      UHE, 108,8 MW
Americana           Atibaia         CPFL      UHE, 34 MW
Jurumirim           Paranapanema    CESP      UHE, 22 MW
Piraju              Paranapanema    CPFL      UHE, 120 MW
Pres. Vargas        Tibagi          Klabin    UHE, 22,5 MW
São Gabriel         Coxim           ENERSUL   UHE, 7,5 MW
Rib. Das Pedras     Descoberto      CAESB     Abastec. d’água
São João            São João        ENERSUL   UHE. 3,2 MW
Fonte: Destruição. Disponível em: <http://www.lixolixolixo.blogger.com.br/erosao02.jpg>. Acesso em 19 nov. 2008
Billings    Junho de 1993




  Velocidade de Assoreamento:
       7% por década

                                Fonte: Bocuhy (2005)
Fonte: Bocuhy (2005)
Fonte: Bocuhy (2005)
Fonte: Bocuhy (2005)
Fonte: Bocuhy (2005)
Fonte: Bocuhy (2005)
Fonte: Bocuhy (2005)
Fonte: Bocuhy (2005)
Fonte: Bocuhy (2005)
Fonte: Bocuhy (2005)




 68 l/dia para cada um dos 9 milhões de
habitantes atendidos pela Billings em São
                  Paulo




 Perda da Capacidade de Armazenagem
       22 a 25% (286 milhões m3)
Fonte: Bocuhy (2005)




120 l/dia para cada um dos 9 milhões de
habitantes atendidos pela Billings em São
                 Paulo




Perda de Capacidade de Produção de Água:
         50% (1 milhão de m3/dia)
Fonte: http://paginas.terra.com.br/educacao/br_recursosminerais/ge1_erosao.htm




                         Loteamento Típico na RMSP
Fonte: http://paginas.terra.com.br/educacao/br_recursosminerais/ge2_erosao.htm




              Rua de Conjunto Habitacional - RMSP
Fonte: http://paginas.terra.com.br/educacao/br_recursosminerais/ge3_erosao.htm




                          Córrego Assoreado - RMSP
Fonte: http://paginas.terra.com.br/educacao/br_recursosminerais




    Comprometimento dos Sistemas de Drenagem
Fonte: http://paginas.terra.com.br/educacao/br_recursosminerais/ge7_erosao.htm




  Retirada permanente de sedimentos do rio Tietê
Rios sem proteção de Matas Ciliares
 O represamento produz
 assoreamento do canal
   do rio e erosão das
margens não protegidas,
                                                                                              Erosão das margens dos
com alargamento da faixa
                                                                                              rios
      de inundação



                                                                    Formação de diques de
                                                                       retenção da água




                         Contaminação por esgoto,
                      produzindo água com coloração
                      escura, de elevada DBO e DQO..
                            água sem oxigênio.



       Fonte: http://pinho.floresta.ufpr.br/pos-graduacao/seminarios/apresentacao_1_parte_3.ppt 20nov05
Falta
                   conservação                                                                  Falta de
                   de pequenas                                                                conservação
                   declividades                                                                de estradas




         Falta de
       conservação
       de nascentes


                     Falta de conservação das
                    margens dos rios e corpos de
                                água

Falta de bebedouros




    Fonte: http://pinho.floresta.ufpr.br/pos-graduacao/seminarios/apresentacao_1_parte_3.ppt 20nov05
Falta Proteção de
                                                                          Pequenas Encostas
                  Falta Conservação
                    de Nascentes




                                                            Falta de conservação das
                                                                    margens

                           Brejos ou Afloramentos do Lençol Freático
                                   totalmente desprotegidos


                   Necessidade de recomposição da vegetação natural




Fonte: http://pinho.floresta.ufpr.br/pos-graduacao/seminarios/apresentacao_1_parte_3.ppt 20nov05
Falta de conservação das margens dos rios,
                                           com elevado processo de redução do leito do
                                             rio e conseqüentemente da capacidade de
                                                        escoamento de água.




Margem de Deposição                                              Margem de Erosão
  do solo erodido                                                pelo efeito de fluxo
                                                                   tangente do rio



                 Margem de em
              processo de erosão
              pela falta de matas
            ciliares. O solo erodido
              reduz a calha do rio
                com tendência de
              avançar no próprio
                processo erosivo.
Fonte: http://pinho.floresta.ufpr.br/pos-graduacao/seminarios/apresentacao_1_parte_3.ppt 20nov05
AS ÚNICAS SOLUÇÕES VIÁVEIS
   SÃO AS SUSTENTÁVEIS
“QUANTO MAIS COMPLEXOS SÃO OS
  DESAFIOS MAIS LOCALIZADAS
    DEVEM SER AS SOLUÇÕES”

                  John Naisbitt
Fonte: http://pinho.floresta.ufpr.br/pos-graduacao/seminarios/apresentacao_1_parte_3.ppt 20nov05
Fonte: http://pinho.floresta.ufpr.br/pos-graduacao/seminarios/apresentacao_1_parte_3.ppt 20nov05
EROSÃO




                                     Nelson R. Amanthea
Sad Story #2
Thailand
                                       amanthea@uel.br
                                                    Nov/2008
©Somyot Chamnanrith /UNEP
Um perfil completo de solo apresenta as seguintes
camadas:
• Horizonte O - nível superficial de acumulação de material
  orgânico de restos de plantas e animais (humus), expressivo
  em regiões florestadas;
• Horizonte A - camada superior, de mistura da rocha alterada,
  muitas vezes fortemente lixiviada de elementos solúveis, e de
  humus, onde se fixa a maior parte das raízes das plantas e
  vivem animais e vegetais do solo que ajudam a decompor
  restos orgânicos e deles se alimentam, como bactérias,
  minhocas..;
• Horizonte B - muitos dos nutrientes, lixiviados dos horizontes
  superiores ocorrem neste nível que ainda tem restos de humus
  e pode ser atingido por raizes maiores das plantas;
• Horizonte C - nível da rocha parcialmente alterada, podendo
  manter vestígios da estrutura e mesmo textura da rocha que
  deu origem ao solo, sem humus;
• Horizonte R - rocha não alterada que deu origem ao solo e
  que pode ser a rocha-mãe local (bedrock) ou camada de
  material fragmentário rochoso trazido por gelo, por gravidade
  (colúvio), etc.. cobrindo a rocha local.

2ª aula erosao

  • 1.
    EROSÃO Nelson R. Amanthea Sad Story #2 Thailand amanthea@uel.br Nov/2008 ©Somyot Chamnanrith /UNEP
  • 2.
    Ao longo dahistória geológica do planeta a erosão constituiu-se no principal processo de modelamento de sua superfície. As grandes bacias sedimentares, a forma das montanhas, dos planaltos e das planícies são todas situações associadas de alguma forma a processos erosivos. Aerial view of erosion in Madagascar by Rhett A. Butler
  • 3.
    Fonte: Achei Tudo.Disponível em: http://www.achetudoeregiao.com.br/animais/erosao.htm. Acesso em: 19 nov. 2008.
  • 4.
    Fonte: Achei Tudo.Disponível em: http://www.achetudoeregiao.com.br/animais/erosao.htm. Acesso em: 19 nov. 2008.
  • 5.
    Erosão Definições Processo natural dedesagregação, decomposição, transporte e deposição de materiais de rochas e solo. Processo de desagregação e remoção de partículas do solo ou fragmentos de rocha, pela ação combinada da gravidade com a água, vento, gelo ou organismos.
  • 6.
    Erosão Considerações O estabelecimento dequalquer processo erosivo requer: Um agente (água ou vento) O material (solo) Erosividade Habilidade potencial do agente em causar erosão Erodibilidade Facilidade com que as partículas do material são destacadas e transportadas
  • 7.
    Escoamento Superficial Solo sem vegetação Salpicamento Destruição de agregados e partículas Redução da Selagem: permeabilidade redução da superficial porosidade por colmatação de macroporos Desagregação Transporte Crosta de silte e argila Compactação endurecida ao secar
  • 8.
    Fonte: KRAVCIK,Michal.Voices ofwater:Water for the third millenium. People and Water. Slovakia,2000.
  • 9.
    Fonte: Cianorte-PR -1972. Disponível em: http://www.escola.agrarias.ufpr.br/importancia.html. Acesso em 19 nov. 2008
  • 10.
    Fonte: Cianorte-PR -1972. Disponível em: http://www.escola.agrarias.ufpr.br/importancia.html. Acesso em 19 nov. 2008
  • 11.
    Fonte: Erosão. SantaFé do Sul – SP. Disponível em: http://www.agr.feis.unesp.br/jregional25022005.php. Acesso em 19 nov. 2008
  • 12.
    Fonte: Ecovillas doLago. Disponível em: <http://www.cmbconsultoria.com.br/servicos/monitoramento/ecovillas/novembro-2007/>. Acesso em 19 nov. 2008
  • 13.
    Fonte: ORSINI apudTUCCI C. E. M. Curso de Gestão de Águas Pluviais - Rio das Pedras São Carlos SP. 2007 [Apresentação em PowerPoint].
  • 14.
    Fonte: ORSINI apudTUCCI C. E. M. Curso de Gestão de Águas Pluviais - Rio das Pedras São Carlos SP. 2007 [Apresentação em PowerPoint].
  • 15.
    Fonte: ORSINI apudTUCCI C. E. M. Curso de Gestão de Águas Pluviais - São Carlos SP. 2007 [Apresentação em PowerPoint].
  • 16.
    Fonte: ORSINI apudTUCCI C. E. M. Curso de Gestão de Águas Pluviais.-Rondonópolis –RO . 2007 [Apresentação em PowerPoint].
  • 17.
    Fonte: ORSINI apudTUCCI C. E. M. Curso de Gestão de Águas Pluviais.- Erosão de Encostas. 2007 [Apresentação em PowerPoint].
  • 18.
    Erosão Principais Fatores Influentes Chuva Volume e velocidade da enxurrada Intensidade, duração, freqüência Infiltração Quanto maior a velocidade de infiltração, menor a intensidade da enxurrada Topografia Declividade e comprimento do declive
  • 19.
    Erosão Principais Fatores Influentes CoberturaVegetal Proteção direta contra o impacto das gotas de chuva/ação do sol/clima Dispersão da água, interceptando-a e evaporando-a antes que atinja o solo Decomposição das raízes, formando canalículos no solo aumento da infiltração Melhor estruturação do solo pela adição de matéria orgânica maior capacidade de retenção de água Diminuição da velocidade da enxurrada pelo atrito superficial
  • 20.
    Erosão Principais Fatores Influentes Propriedadesdo Solo Estrutura • Determina a maior ou menor facilidade de trabalho dos solos, a sua permeabilidade, resistência à erosão e as condições ao desenvolvimento das raízes das plantas Textura Porosidade • Relação entre volume de vazios e volume total do solo Permeabilidade • Influenciada pelo tamanho e arranjo das partículas. Seu índice de vazios depende da viscosidade e temperatura da água.
  • 21.
    Erosão Principais FatoresInfluentes Tipologia do Solo Latossolos • Apresentam relevo suave, grande profundidade, alta permeabilidade e baixa capacidade de troca catiônica. Podzólicos • Solos profundos e menor intemperizados do que os latossolos, podendo apresentar maior fertilidade natural e potencial Aluviais • Pouco desenvolvidos provenientes de sedimentos, geralmente de origem fluvial. Ocorrem em relevo plano, várzeas e áreas próximas aos rios.
  • 22.
    Erosão Principais FatoresInfluentes Tipologia do Solo Hidromórficos • Desenvolvidos em condições de excesso de água, sob influência do lençol freático. Ocupam baixadas inundadas ou frequentemente inundáveis. Cambissolos • São razos e de elevada erodibilidade, podendo em curto espaço de tempo ocorrer exposição do solo.
  • 23.
    Erosão Principais FatoresInfluentes Tipologia do Solo Salinos ou Halomórficos • Apresentam elevada concentração de sais solúveis, por isso desprovido de vegetação. Comuns em partes baixas do relevo nas regiões áridas e semi-áridas e naquelas próximas ao mar. Litossolos • Solos pouco desenvolvidos, muito rasos, com horizonte A assentado diretamente sobre a rocha. Situam-se em áreas montanhosas.
  • 24.
    Erosão Classificação Agente Erosivo Água, vento, gelo, gravidade... Natureza Geológica Acelerada
  • 25.
    Erosão Classificação Origem Laminar ou em Lençol • Remoção progressiva dos horizontes superficiais do solo Linear • Escoamento superficial (sulcos, ravinas, vossoroca): causada por concentração de linhas de fluxo. A vossoroca é a feição mais flagrante da ação antrópica, podendo ser formada através de uma passagem gradual da erosão laminar para erosão em sulcos e ravinas, cada vez mais profundas ou, diretamente, a partir de um ponto de elevada concentração de águas pluviais. • Escoamento subterrâneo (Piping): provova a remoção de partículas do interior do solo, formando “tubos” vazios que provocam colapso e escorregamentos laterais do terreno.
  • 26.
    Erosão Classificação Origem Laminar ou em Lençol • Remoção progressiva dos horizontes superficiais do solo Linear (sulcos, ravinas, voçoroca) • Escoamento superficial: causada por concentração de linhas de fluxo • Escoamento subterrâneo (Piping): provova a remoção de partículas do interior do solo, formando “tubos” vazios que provocam colapso e escorregamentos laterais do terreno.
  • 27.
    Erosão Causas Físicas Inexistênciade Proteção • Raios solares • Ultravioletas: poder biocida • Infravermelhos: aquecimento da água Ciclos de ressecamento e umedecimento do solo fissuras • Impacto de gotas de chuva • Participa de 95% do processo erosivo. Somente 5% são causados pela água corrente (NOLLA, 1982) • Queima de resto de culturas
  • 28.
    Erosão Causas Mecânicas Açãode máquinas e implementos agrícolas • Compactação • Mobilização excessiva
  • 29.
    Erosão Resumo Eliminação progressiva dascondições naturais: quebra do equilíbrio, afetando condições químicas e biológicas Fenômeno complexo que necessita de abordagem multidisciplinar Estudos de solos e uso da terra Geomorfologia Geologia Geotecnia Meteorologia Hidrologia Hidrogeologia
  • 30.
    Diagrama da Erosãono PR Baixa Uso e Manejo Inadequado Poluição de Produtividade Mananciais de Insumos Degradação Erosão do Enchentes do Solo Solo Uso e Manejo Inadequado Assoreamento do Solo de Mananciais Adaptado de: Bragagnolo (1994)
  • 31.
    Erosão Perdas A vida útilmédia dos reservatórios existentes no mundo decresceu para 22 anos. Custo anual de 6 bilhões de dólares para o desassoreamento (MAHMOOD, 1987). Perda anual de volume de reservatórios brasileiros chega a 0,5 % (250 ppm) (CARVALHO, 1984)
  • 32.
    Erosão Perdas Capacidade de todos os reservatórios brasileiros: superior a 400 x109 m3 Perda de 0,5% a.a. volume superior a 2 x 109 m3; Cerca de um milhão de hectares em Alegrete (RS), outro tanto em Paranavaí (PR) e mais um milhão em Pontal do Paranapanema (SP) estão virando deserto; Presença e avanço do processo visíveis no meio-norte de Mato Grosso, norte de Mato Grosso do Sul, sudoeste de Goiás, Tocantins e Minas Gerais. Fonte: BLEY JR. Cícero. Disponível em: <http://www.miniweb.com.br/Geografia/Artigos/geologia/erosao.html>. Acesso em: 19 nov. 2008.
  • 33.
    Erosão Perdas Rio Grande do Sul: 20,1 toneladas por hectare (t/ha) nas culturas de soja.O total estadual é de 250 milhões de toneladas por ano; São Paulo: 10kg de solo fértil por quilograma de grão produzido duzentos milhões de toneladas por ano; Fonte: BLEY JR. Cícero. Disponível em: <http://www.miniweb.com.br/Geografia/Artigos/geologia/erosao.html>. Acesso em: 19 nov. 2008.
  • 34.
    Erosão Perdas Para repor a fertilidade são usados em todo o país até 1,27kg de fertilizantes químicos por hectare, (custo de mais de dois bilhões de dólares por ano). No Paraná, entre 1970 e 1986, o consumo de NPK — adubos industriais à base de nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K) — passou de cem mil para seiscentos mil toneladas por ano. A Embrapa estima, que cerca de metade do fertilizante usado no conjunto de todas as culturas não é assimilada pelas plantas. Fonte: BLEY JR. Cícero. Disponível em: <http://www.miniweb.com.br/Geografia/Artigos/geologia/erosao.html>. Acesso em: 19 nov. 2008.
  • 35.
    Erosão Perdas Região Metropolitana de São Paulo: produção anual de sedimentos, provenientes da erosão dobre solos expostos, da ordem de 15 toneladas por hectare 3.570.000 metros cúbicos/ano. Fonte: BLEY JR. Cícero. Disponível em: <http://www.miniweb.com.br/Geografia/Artigos/geologia/erosao.html>. Acesso em: 19 nov. 2008.
  • 36.
    Erosão Perdas Reservatório Capacidade Curso Potência (m3) d’água Estreito 1.400 x 106 Grande 1.050 MW Jaguari 1.396 x 106 Jaguari 27,6 MW Moxotó 1.200 x 106 São rancisco - Billings 1.229 x 106 Pinheiros - Salto Osório 1.250 x 106 Iguaçu 1.050 MW Porto Colômbia 1.524 x 106 Grande 320 MW Perda de 0,5% a.a. volume superior a 2 x 109 m3
  • 37.
    Erosão Perdas Reservatórios no Brasilparcial ou totalmente assoreados BACIA DO S. FRANCISCO Rio de Pedras Velhas CEMIG UHE, 10 MW Paraúna Paraúna CEMIG UHE, 30 MW Pandeiros Pandeiros CEMIG UHE, 4,2 MW Pampulha Pampulha SUDECAP Controle de cheias
  • 38.
    Erosão Perdas Reservatórios no Brasil parcial ou totalmente assoreados BACIA DO PARANÁ Caconde Pardo CESP UHE, 80,4 MW Euclides da Cunha Pardo CESP UHE, 108,8 MW Americana Atibaia CPFL UHE, 34 MW Jurumirim Paranapanema CESP UHE, 22 MW Piraju Paranapanema CPFL UHE, 120 MW Pres. Vargas Tibagi Klabin UHE, 22,5 MW São Gabriel Coxim ENERSUL UHE, 7,5 MW Rib. Das Pedras Descoberto CAESB Abastec. d’água São João São João ENERSUL UHE. 3,2 MW
  • 39.
    Fonte: Destruição. Disponívelem: <http://www.lixolixolixo.blogger.com.br/erosao02.jpg>. Acesso em 19 nov. 2008
  • 40.
    Billings Junho de 1993 Velocidade de Assoreamento: 7% por década Fonte: Bocuhy (2005)
  • 41.
  • 42.
  • 43.
  • 44.
  • 45.
  • 46.
  • 47.
  • 48.
  • 49.
    Fonte: Bocuhy (2005) 68 l/dia para cada um dos 9 milhões de habitantes atendidos pela Billings em São Paulo Perda da Capacidade de Armazenagem 22 a 25% (286 milhões m3)
  • 50.
    Fonte: Bocuhy (2005) 120l/dia para cada um dos 9 milhões de habitantes atendidos pela Billings em São Paulo Perda de Capacidade de Produção de Água: 50% (1 milhão de m3/dia)
  • 51.
  • 52.
  • 53.
  • 54.
  • 55.
  • 56.
    Rios sem proteçãode Matas Ciliares O represamento produz assoreamento do canal do rio e erosão das margens não protegidas, Erosão das margens dos com alargamento da faixa rios de inundação Formação de diques de retenção da água Contaminação por esgoto, produzindo água com coloração escura, de elevada DBO e DQO.. água sem oxigênio. Fonte: http://pinho.floresta.ufpr.br/pos-graduacao/seminarios/apresentacao_1_parte_3.ppt 20nov05
  • 57.
    Falta conservação Falta de de pequenas conservação declividades de estradas Falta de conservação de nascentes Falta de conservação das margens dos rios e corpos de água Falta de bebedouros Fonte: http://pinho.floresta.ufpr.br/pos-graduacao/seminarios/apresentacao_1_parte_3.ppt 20nov05
  • 58.
    Falta Proteção de Pequenas Encostas Falta Conservação de Nascentes Falta de conservação das margens Brejos ou Afloramentos do Lençol Freático totalmente desprotegidos Necessidade de recomposição da vegetação natural Fonte: http://pinho.floresta.ufpr.br/pos-graduacao/seminarios/apresentacao_1_parte_3.ppt 20nov05
  • 59.
    Falta de conservaçãodas margens dos rios, com elevado processo de redução do leito do rio e conseqüentemente da capacidade de escoamento de água. Margem de Deposição Margem de Erosão do solo erodido pelo efeito de fluxo tangente do rio Margem de em processo de erosão pela falta de matas ciliares. O solo erodido reduz a calha do rio com tendência de avançar no próprio processo erosivo. Fonte: http://pinho.floresta.ufpr.br/pos-graduacao/seminarios/apresentacao_1_parte_3.ppt 20nov05
  • 61.
    AS ÚNICAS SOLUÇÕESVIÁVEIS SÃO AS SUSTENTÁVEIS
  • 62.
    “QUANTO MAIS COMPLEXOSSÃO OS DESAFIOS MAIS LOCALIZADAS DEVEM SER AS SOLUÇÕES” John Naisbitt
  • 63.
  • 64.
  • 65.
    EROSÃO Nelson R. Amanthea Sad Story #2 Thailand amanthea@uel.br Nov/2008 ©Somyot Chamnanrith /UNEP
  • 66.
    Um perfil completode solo apresenta as seguintes camadas: • Horizonte O - nível superficial de acumulação de material orgânico de restos de plantas e animais (humus), expressivo em regiões florestadas; • Horizonte A - camada superior, de mistura da rocha alterada, muitas vezes fortemente lixiviada de elementos solúveis, e de humus, onde se fixa a maior parte das raízes das plantas e vivem animais e vegetais do solo que ajudam a decompor restos orgânicos e deles se alimentam, como bactérias, minhocas..; • Horizonte B - muitos dos nutrientes, lixiviados dos horizontes superiores ocorrem neste nível que ainda tem restos de humus e pode ser atingido por raizes maiores das plantas; • Horizonte C - nível da rocha parcialmente alterada, podendo manter vestígios da estrutura e mesmo textura da rocha que deu origem ao solo, sem humus; • Horizonte R - rocha não alterada que deu origem ao solo e que pode ser a rocha-mãe local (bedrock) ou camada de material fragmentário rochoso trazido por gelo, por gravidade (colúvio), etc.. cobrindo a rocha local.