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Mallku Chanez Willka Kallawaya
1. ATI-MULLP’U ~ MALLK’U
TIAWANAK’U
CONOCER E DOMINAR A CIÊNCIA
ÉTNICA, TECNOLOGIA TIAWANAKOTA
É POLÍTICA DO ESTADO OU SEREMOS
SEMPRE ENGOLIDOS E ESMAGADOS
ARUNA
Concepção Energética, o Ajayo
do VI Milênio
www.mallkuchanez.com
Facebook: Mallku Chanez
IKA: Instituto Kallawaya de
Pesquisa Andino
WhatsApp: 55 11 9 6329 3080
Era Luqiqaman Tink’u
o valor energético para uso próprio
Originário da transcendência energética do
Tiowayaku no Kollasuyo, Bolívia.
150322
PACAS MILI, a Mãe - Terra eletromagnética é preciosa e feri-la é desprezar a sua
criadora e o seu sustento.
Tiowayaku Tiawanaku~Wak’a
nosso ancestral de origem eletromagnética e lugar de raios e de trovões.
ILLAHUI ~ ILLAHUI
ALIPTAÑA PAHAKUTIJ
Transcendência e Transformação Energética
Tudo flui envolto pelo eletroímã. Ele é a fonte de raios e de trovões, um
acumulador de energia fascinante e acolhedor que se complementa com a atmosfera
terrestre. Nele ainda permanecem ocultos inúmeros segredos da transcendência e
transformação dos ajayos, energética (Nuk’e).
Em nossa maior ancestralidade cósmica, Wak’a, encontramos amostras de
várias outras formas de transcendências energéticas realizadas pelos honis fantásticos,
como a ATI-MULLP’U e a MALLK’U. Sua expansão cósmica foi e é imemorial. Essa
Wak’a gigantesca, tiawanakota, influenciou todo nosso desenvolvimento.
ILAHUI ~ ILLAHUI
Transcendência e Transformação Energética
Alí, Wariwirakocha, Pessoa Paisagem
Tiawanaku  Wari
O simbolismo cosmológico
do Tiawanaku no Abya Yala
(Aywa-Yala), Terra sem Males,
da Ati-Mullp’u e da Mallk’u.
O papel extraordinário destes
honis ajayos (parentes
energéticos) da ciência étnica,
são um fenômeno de 10 mil
anos a.C. Mas é limitado a
determinados grupos étnicos
do Tiawanaku.
MALLK’U faz-se impregnada no rosto do ATI-MULLP’U
a 10 Mil anos a.C.
ATI-MULLP’U ~ MALLK’U
Transformação e a
Transcendência Energética
(dos Ajayos) na
Concepção do Arcaico
Mallku Chanez Willka Kallawaya
*TIOWAYAKU  WARI  SIWAYRU  ELETROÍMÃ
É a origem de todos os fenômenos eletromagnéticos,
eletroímã, andinos e amazônicos?
Tio significa força energética da Pacas Mili; Wa é a terra; Yaku é o fluido da
água. Portanto, Tiowayaku quer dizer: a energia que forma a terra e faz fluir a água.
Existem outros significados como o Tiawanaku, os “Llajtamasis do *TitiJawar”,
“Tutujanawin”, energia grandiosa que sustenta o Universo da CEPA ANDINA. Era e é tão
grandiosa quanto a medicina milenar dos Kallawaya Itinerante.
* Mãe d’Umbigo Energético do mudo Andino e Amazônico”, localizado a 4000 m de altitude, ao norte do Lago Titikaka .
Há milênios, já existia uma fonte de Luz: PACHAKANA, eletroímã, uma Wak’a gigante,
sobre a qual foi construído o TIOWAYAKU ou TIAWANAKU
Não existem restrições energéticas. A energia é vislumbrada através de nossa sensibilidade para
alcançar o entendimento e a compreensão do infinito.
LAYKKA YATIRI
Mankharu Ukumam
O ar é precioso para os povos originários, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro: os ‘Honis’
(nossos mascotes-parentes), as árvores, as pessoas, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem e a
mulher branca não sentem o ar que respiram. Como homens e mulheres agonizantes há vários dias, são
insensíveis ao mau cheiro.
2. Portanto, vamos refletir sobre a essência de sua oferta, o limite temporal. Se decidirmos aceitar, imporemos
condições: os homens devem tratar os honis destas terras- território como seus irmãos e suas irmãs.
3. O que é o homem e a mulher sem os seus parentes, os honis (mascotes) Se os honis se fossem, os homens e as
mulheres morreriam de uma grande solidão.
4. O que ocorre com as mascotes, nossos parentes, em breve acontecerá com o homem e com a mulher branca. Há
uma ligação em tudo.
5. Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés são a cinza de nossos antepassados. Para que
respeitem a terra, digam a suas filhas e seus filhos que ela foi enriquecida com a vida dos povos originários.
6. Ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas, que a terra é nossa Mãe. Tudo que acontecer à terra-Mãe
acontecerá aos filhos e às filhas da terra.
7. Se os homens brancos cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos. A terra não pertence ao homem branco;
o homem branco é que pertence à terra. Devem devolver tudo aquilo que dela receberam. Assim, será reintegrada à
natureza aquilo que se desmembrou dos povos originários.
8. Todas as coisas estão ligadas, como o sangue que une a família. Há uma ligação em tudo. Entre o prazer e a dor,
entre a verdade e o erro, entre a memória e o esquecimento, entre o amor e o ódio, entre a virtude e o vício, entre a
beleza e a indignidade, entre o robô e a pobreza.
9. O que ocorrerá com a terra-Mãe recairá sobre os filhos e as filhas da terra. O homem branco não teceu o tear da
vida energética, ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido fará a si mesmo. Distanciou-se de
sua dimensão original, da grandeza de sua virtude, da maravilhosa grandiosidade do seu temperamento.
10. Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar livre do
destino comum. É possível que sejamos irmãos e irmãs, apesar de tudo. Veremos a sua responsabilidade perante o
incêndio temporal criado pelas suas leis.
11. De uma coisa estamos certos e o homem branco poderá vir a descobrir um dia. Nossa Mãe terra não é o mesmo
Deus do homem branco.
12. Vocês podem pensar e desejar possuir nossa terra, mas não é possível. Ela é a Mãe e é igual para o homem
branco e para os povos originários. A Mãe terra é preciosa e feri-la é desprezar a sua criadora e o seu sustento.
Ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas, que a terra é nossa Mãe.
13. Os homens e as mulheres brancas também passarão, talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminem
suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos e por outros vírus letais feitos nos laboratórios ou
reproduzidos pela natureza. Não sejamos ignorantes até o cúmulo de fazer cair fleuma, mucosidade, de nossa boca.
14. Mas quando desaparecerem, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força de seu Deus que os trouxe a
esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio material sobre a terra e sobre os povos originários.
15. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos sejam ignorados, discriminados,
dominados, usurpados, assassinados, que os recantos secretos da floresta densa estejam impregnados pelo cheiro
fétido de muitos homens, mulheres e crianças mortas, e que os morros estejam obstruídos por fios que falam.
16. Quantos outros se enriqueceram através do sangue dos povos originários? Foram carregando ouro e prata à
‘santa sede do sádico inferno católico’, o Vaticano. Onde está a justiça branca? Por que não foram julgar os
bispos, as coroas sacerdotais e outros, por crimes perante os povos originários? Eles hipocritamente clamam pelos
direitos humanos para sua própria conveniência. Onde está a justiça de seu deus perante os povos originários?
Nunca existiu. Desapareceu.
17. Onde está a água? Desapareceu! É o fim da vida para eles e o início da sobrevivência. Como se pode comprar e
vender o céu dos sádicos católicos, o inferno na terra? O demônio sádico católico é como o espírito obscuro do
inferno. Quando um mau instinto os cega (pedofilia), quando uma posição vulgar os ofusca, dizem que os tenta o
diabo, pode-se dizer que a simbiose com o demônio os alucina.
18. Essa ideia e prática nos parece um pouco estranha. Se não possuímos o céu, o frescor do ar e o brilho da água,
como é possível vendê-los e comprá-los?
19. Cada pedaço desta terra é sagrada para meu povo. Cada ramo e folha brilhante de uma árvore, cada punhado de
areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira, cada inseto a zumbir é sagrado na memória e
experiência do meu povo.
20. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças dos povos originários. Essa água
brilhante que corre nos rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados.
21. Se confiscarem nossa terra-território, devem se lembrar de que ela é sagrada, devem ensinar as crianças que ela
é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala dos acontecimentos e das lembranças da vida de
meu povo. O murmúrio das águas é a voz e o sentimento de meus ancestrais.
22. Os rios são nossos parentes, irmãos e irmãs que saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e
alimentam nossas crianças. Os rios são a primeira e a última grandeza cósmica. Preservá-los é a oferenda de nossa
existência, de nosso carinho, de nossa consciência, de nossa vida.
23. Se embargarem nossa terra-território devem se lembrar e ensinar a suas filhas e seus filhos que os rios são
nossos parentes. E que, portanto, vocês devem dar aos rios a importância que dedicariam a qualquer parente de
seu sangue.
Devem tratar os honis, mascotes, destas terras- território como seus irmãos e suas irmãs
24. Sabemos que o homem e a mulher branca não compreendem a essência de nossos costumes. Mesmo assim
abaixamos nossa cabeça para sondar as profundezas do nosso ‘divino’. Mas levantamos nossos olhos para nos
deleitar com os cantos dos pássaros criados no grandioso universo, que parece ser a vestimenta com que a
supremacia se oculta da nossa vista.
25. Uma porção de terra-território, para eles, tem o mesmo significado que qualquer coisa, pois são forasteiros que
vem à noite e extraem o “sangue” da Mãe terra. Não pensam, não compreendem e não respeitam o compreendido.
Eles e elas não comtemplam, não vêem, não admiram e não adoram o admirado. Em seus ânimos abstratos só
cabem a “soberba”. Por essa abstração penetra a sua miséria podendo expor a sua ruindade. Ao contrário deles, a
nossa contemplação sente a grandeza da Mãe terra.
26. A terra não é sua mãe nem sua irmã, mas é sua inimiga; quando eles a conquista, arrasam-na, e prosseguem
seu caminho maligno. Os povos originários comtemplam o arco do céu semeado pelas flechas e as estrelas, para
levantar um sublime pensamento à Mãe terra.
27. Deixam para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomodam. Extraem da Mãe terra aquilo que seria
de suas filhas e de seus filhos e não se importam com a escassez, carência provocada por seus atos malignos.
Abandonam ao mesmo tempo o sentimento, a crença e a sua fé. Os colonizadores fazem com que não sobre um
mísero diamante na natureza em toda a terra. Seu apetite devorará a Mãe terra, deixando-a como um deserto.
28. A visão de suas cidades fere os olhos do povo originário. Talvez porque sejamos diferentes e não compreendamos
sua solidão, sua ansiedade, sua depressão, seu estresse. No entanto nos sentimos solidários
29. Não há um lugar silencioso nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir e ver o
desabrochar das flores na primavera ou o bater das asas dos insetos.
Talvez seja porque eu seja uma pessoa diferente e não compreenda. O ruído parece apenas insultar os
meus ouvidos.
30. O que restará na vida das pessoas originárias se não podem ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos
sapos ao redor de uma lagoa à noite?
31. As Pessoas Paisagens preferem o suave murmúrio dos ventos encrespando as faces dos lagos, e o próprio
vento, limpo por uma chuva diurna e perfumado pelas folhas e flores das árvores.
Assim, refletimos sobre a essência da nossa vida e dizemos não a seus incêndios e terrorismos
midiáticos temporais.
Haylli, Jallallay, haylli, Jallallay
Pela nossa vida, pela nossa identidade …
MallKu Chanez Willka Kallawaya
Nascemos Phawary, livres, para
alçar voo, e Phawantaj, livres
queremos continuar ...
MARA WATA
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1. ATI MULLP'U MALLK'U PORT.pptx

  • 1. Mallku Chanez Willka Kallawaya 1. ATI-MULLP’U ~ MALLK’U TIAWANAK’U CONOCER E DOMINAR A CIÊNCIA ÉTNICA, TECNOLOGIA TIAWANAKOTA É POLÍTICA DO ESTADO OU SEREMOS SEMPRE ENGOLIDOS E ESMAGADOS ARUNA Concepção Energética, o Ajayo do VI Milênio
  • 2. www.mallkuchanez.com Facebook: Mallku Chanez IKA: Instituto Kallawaya de Pesquisa Andino WhatsApp: 55 11 9 6329 3080
  • 3. Era Luqiqaman Tink’u o valor energético para uso próprio Originário da transcendência energética do Tiowayaku no Kollasuyo, Bolívia. 150322
  • 4. PACAS MILI, a Mãe - Terra eletromagnética é preciosa e feri-la é desprezar a sua criadora e o seu sustento.
  • 5. Tiowayaku Tiawanaku~Wak’a nosso ancestral de origem eletromagnética e lugar de raios e de trovões.
  • 6. ILLAHUI ~ ILLAHUI ALIPTAÑA PAHAKUTIJ Transcendência e Transformação Energética Tudo flui envolto pelo eletroímã. Ele é a fonte de raios e de trovões, um acumulador de energia fascinante e acolhedor que se complementa com a atmosfera terrestre. Nele ainda permanecem ocultos inúmeros segredos da transcendência e transformação dos ajayos, energética (Nuk’e). Em nossa maior ancestralidade cósmica, Wak’a, encontramos amostras de várias outras formas de transcendências energéticas realizadas pelos honis fantásticos, como a ATI-MULLP’U e a MALLK’U. Sua expansão cósmica foi e é imemorial. Essa Wak’a gigantesca, tiawanakota, influenciou todo nosso desenvolvimento.
  • 7. ILAHUI ~ ILLAHUI Transcendência e Transformação Energética
  • 8. Alí, Wariwirakocha, Pessoa Paisagem Tiawanaku Wari
  • 9. O simbolismo cosmológico do Tiawanaku no Abya Yala (Aywa-Yala), Terra sem Males, da Ati-Mullp’u e da Mallk’u. O papel extraordinário destes honis ajayos (parentes energéticos) da ciência étnica, são um fenômeno de 10 mil anos a.C. Mas é limitado a determinados grupos étnicos do Tiawanaku. MALLK’U faz-se impregnada no rosto do ATI-MULLP’U a 10 Mil anos a.C.
  • 10. ATI-MULLP’U ~ MALLK’U Transformação e a Transcendência Energética (dos Ajayos) na Concepção do Arcaico Mallku Chanez Willka Kallawaya
  • 11. *TIOWAYAKU WARI SIWAYRU ELETROÍMÃ É a origem de todos os fenômenos eletromagnéticos, eletroímã, andinos e amazônicos? Tio significa força energética da Pacas Mili; Wa é a terra; Yaku é o fluido da água. Portanto, Tiowayaku quer dizer: a energia que forma a terra e faz fluir a água. Existem outros significados como o Tiawanaku, os “Llajtamasis do *TitiJawar”, “Tutujanawin”, energia grandiosa que sustenta o Universo da CEPA ANDINA. Era e é tão grandiosa quanto a medicina milenar dos Kallawaya Itinerante. * Mãe d’Umbigo Energético do mudo Andino e Amazônico”, localizado a 4000 m de altitude, ao norte do Lago Titikaka .
  • 12. Há milênios, já existia uma fonte de Luz: PACHAKANA, eletroímã, uma Wak’a gigante, sobre a qual foi construído o TIOWAYAKU ou TIAWANAKU
  • 13.
  • 14. Não existem restrições energéticas. A energia é vislumbrada através de nossa sensibilidade para alcançar o entendimento e a compreensão do infinito. LAYKKA YATIRI Mankharu Ukumam
  • 15. O ar é precioso para os povos originários, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro: os ‘Honis’ (nossos mascotes-parentes), as árvores, as pessoas, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem e a mulher branca não sentem o ar que respiram. Como homens e mulheres agonizantes há vários dias, são insensíveis ao mau cheiro. 2. Portanto, vamos refletir sobre a essência de sua oferta, o limite temporal. Se decidirmos aceitar, imporemos condições: os homens devem tratar os honis destas terras- território como seus irmãos e suas irmãs. 3. O que é o homem e a mulher sem os seus parentes, os honis (mascotes) Se os honis se fossem, os homens e as mulheres morreriam de uma grande solidão. 4. O que ocorre com as mascotes, nossos parentes, em breve acontecerá com o homem e com a mulher branca. Há uma ligação em tudo. 5. Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés são a cinza de nossos antepassados. Para que respeitem a terra, digam a suas filhas e seus filhos que ela foi enriquecida com a vida dos povos originários. 6. Ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas, que a terra é nossa Mãe. Tudo que acontecer à terra-Mãe acontecerá aos filhos e às filhas da terra.
  • 16. 7. Se os homens brancos cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos. A terra não pertence ao homem branco; o homem branco é que pertence à terra. Devem devolver tudo aquilo que dela receberam. Assim, será reintegrada à natureza aquilo que se desmembrou dos povos originários. 8. Todas as coisas estão ligadas, como o sangue que une a família. Há uma ligação em tudo. Entre o prazer e a dor, entre a verdade e o erro, entre a memória e o esquecimento, entre o amor e o ódio, entre a virtude e o vício, entre a beleza e a indignidade, entre o robô e a pobreza. 9. O que ocorrerá com a terra-Mãe recairá sobre os filhos e as filhas da terra. O homem branco não teceu o tear da vida energética, ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido fará a si mesmo. Distanciou-se de sua dimensão original, da grandeza de sua virtude, da maravilhosa grandiosidade do seu temperamento. 10. Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar livre do destino comum. É possível que sejamos irmãos e irmãs, apesar de tudo. Veremos a sua responsabilidade perante o incêndio temporal criado pelas suas leis. 11. De uma coisa estamos certos e o homem branco poderá vir a descobrir um dia. Nossa Mãe terra não é o mesmo Deus do homem branco. 12. Vocês podem pensar e desejar possuir nossa terra, mas não é possível. Ela é a Mãe e é igual para o homem branco e para os povos originários. A Mãe terra é preciosa e feri-la é desprezar a sua criadora e o seu sustento.
  • 17. Ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas, que a terra é nossa Mãe.
  • 18. 13. Os homens e as mulheres brancas também passarão, talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos e por outros vírus letais feitos nos laboratórios ou reproduzidos pela natureza. Não sejamos ignorantes até o cúmulo de fazer cair fleuma, mucosidade, de nossa boca. 14. Mas quando desaparecerem, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força de seu Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio material sobre a terra e sobre os povos originários. 15. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos sejam ignorados, discriminados, dominados, usurpados, assassinados, que os recantos secretos da floresta densa estejam impregnados pelo cheiro fétido de muitos homens, mulheres e crianças mortas, e que os morros estejam obstruídos por fios que falam. 16. Quantos outros se enriqueceram através do sangue dos povos originários? Foram carregando ouro e prata à ‘santa sede do sádico inferno católico’, o Vaticano. Onde está a justiça branca? Por que não foram julgar os bispos, as coroas sacerdotais e outros, por crimes perante os povos originários? Eles hipocritamente clamam pelos direitos humanos para sua própria conveniência. Onde está a justiça de seu deus perante os povos originários? Nunca existiu. Desapareceu. 17. Onde está a água? Desapareceu! É o fim da vida para eles e o início da sobrevivência. Como se pode comprar e vender o céu dos sádicos católicos, o inferno na terra? O demônio sádico católico é como o espírito obscuro do inferno. Quando um mau instinto os cega (pedofilia), quando uma posição vulgar os ofusca, dizem que os tenta o diabo, pode-se dizer que a simbiose com o demônio os alucina.
  • 19. 18. Essa ideia e prática nos parece um pouco estranha. Se não possuímos o céu, o frescor do ar e o brilho da água, como é possível vendê-los e comprá-los? 19. Cada pedaço desta terra é sagrada para meu povo. Cada ramo e folha brilhante de uma árvore, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira, cada inseto a zumbir é sagrado na memória e experiência do meu povo. 20. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças dos povos originários. Essa água brilhante que corre nos rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. 21. Se confiscarem nossa terra-território, devem se lembrar de que ela é sagrada, devem ensinar as crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala dos acontecimentos e das lembranças da vida de meu povo. O murmúrio das águas é a voz e o sentimento de meus ancestrais. 22. Os rios são nossos parentes, irmãos e irmãs que saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Os rios são a primeira e a última grandeza cósmica. Preservá-los é a oferenda de nossa existência, de nosso carinho, de nossa consciência, de nossa vida. 23. Se embargarem nossa terra-território devem se lembrar e ensinar a suas filhas e seus filhos que os rios são nossos parentes. E que, portanto, vocês devem dar aos rios a importância que dedicariam a qualquer parente de seu sangue.
  • 20. Devem tratar os honis, mascotes, destas terras- território como seus irmãos e suas irmãs
  • 21. 24. Sabemos que o homem e a mulher branca não compreendem a essência de nossos costumes. Mesmo assim abaixamos nossa cabeça para sondar as profundezas do nosso ‘divino’. Mas levantamos nossos olhos para nos deleitar com os cantos dos pássaros criados no grandioso universo, que parece ser a vestimenta com que a supremacia se oculta da nossa vista. 25. Uma porção de terra-território, para eles, tem o mesmo significado que qualquer coisa, pois são forasteiros que vem à noite e extraem o “sangue” da Mãe terra. Não pensam, não compreendem e não respeitam o compreendido. Eles e elas não comtemplam, não vêem, não admiram e não adoram o admirado. Em seus ânimos abstratos só cabem a “soberba”. Por essa abstração penetra a sua miséria podendo expor a sua ruindade. Ao contrário deles, a nossa contemplação sente a grandeza da Mãe terra. 26. A terra não é sua mãe nem sua irmã, mas é sua inimiga; quando eles a conquista, arrasam-na, e prosseguem seu caminho maligno. Os povos originários comtemplam o arco do céu semeado pelas flechas e as estrelas, para levantar um sublime pensamento à Mãe terra. 27. Deixam para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomodam. Extraem da Mãe terra aquilo que seria de suas filhas e de seus filhos e não se importam com a escassez, carência provocada por seus atos malignos. Abandonam ao mesmo tempo o sentimento, a crença e a sua fé. Os colonizadores fazem com que não sobre um mísero diamante na natureza em toda a terra. Seu apetite devorará a Mãe terra, deixando-a como um deserto. 28. A visão de suas cidades fere os olhos do povo originário. Talvez porque sejamos diferentes e não compreendamos sua solidão, sua ansiedade, sua depressão, seu estresse. No entanto nos sentimos solidários
  • 22. 29. Não há um lugar silencioso nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir e ver o desabrochar das flores na primavera ou o bater das asas dos insetos. Talvez seja porque eu seja uma pessoa diferente e não compreenda. O ruído parece apenas insultar os meus ouvidos. 30. O que restará na vida das pessoas originárias se não podem ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa à noite? 31. As Pessoas Paisagens preferem o suave murmúrio dos ventos encrespando as faces dos lagos, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna e perfumado pelas folhas e flores das árvores. Assim, refletimos sobre a essência da nossa vida e dizemos não a seus incêndios e terrorismos midiáticos temporais. Haylli, Jallallay, haylli, Jallallay Pela nossa vida, pela nossa identidade … MallKu Chanez Willka Kallawaya
  • 23. Nascemos Phawary, livres, para alçar voo, e Phawantaj, livres queremos continuar ... MARA WATA A Ciência Étnica e a Astronomia Solar do Kollasuyo O solstício de inverno 2021 associado ao útero, piraguaçu 21 de Junio Ano Novo Andino e Amazônico