COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO CULTURAL       Prof. Marco Escobar               2011
“De repente quero te ver/A saudade me pegou/Tanto tempo sem te ver/A tristeza jáchegou/Pego um cavalete e uma tela/Tua ima...
“Para saber muito bem uma língua, não basta uma vida.”                           Prof. José Duarte Vanucchi               ...
Regras de acentuaçãoNão podemos falar delas antes de entender algumas coisas...                            4
Agora sim, regras de acentuação. Proparoxítonas: todas são acentuadas Paroxítonas terminadas em: r, n, l, x um, uns ps, ã ...
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ConstruçãoChico BuarqueAmou daquela vez como se fosse a últimaBeijou sua mulher como se fosse a últimaE cada filho seu com...
Ergueu no patamar quatro paredes mágicasTijolo com tijolo num desenho lógicoSeus olhos embotados de cimento e tráfegoSento...
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,Deus lhe paguePela mulher carpideira pra nos louvar e cuspirE pelas mosc...
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Processos de formação de palavras                   Derivação     Prefixal         Sufixal     Prefixal e sufixal  Parassi...
Composição       Por justaposição                  Por aglutinação              Processos secundáriosHibridismo   Onomatop...
“Português não é uma língua, é um código secreto.”                                     Fausto Silva     13
Sob o Mesmo Céu           Lenine                      Composição: Lenine e Lula QueirogaParte 1                           ...
Cantiga da Ribeirinha ou Cantiga de Guarvaia é o primeiro texto literário em língua galaico-portuguesa de que se tem regis...
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TERRA, Ernani. Curso Prático de Gramática. São Paulo, Scipione, 1988.                                 17
Quanto ao gênero, o substantivo pode ser:Biforme:    Mesmo radical: cachorro/cachorra    Radicais diferentes: boi/vaca; ...
Segunda feiraEste novo ser de cabelo longo é um valente empecilho. Anda sempre à minha volta e segue-me para todo olado. N...
ArtigoArtigos são palavras que precedem os substantivos para determiná-los ou indeterminá-los.                            ...
singular                      masculino                                   plural         definido                         ...
ARTIGO UM e NUMERAL UMComo distinguir:UM e UMA só são numerais quando designamos a unidade.Exemplo:Com uma só mão, Pedro l...
Técnicas de Redação      Narração, Descrição e DissertaçãoI- NARRAÇÃO      Narrar é contar um fato, um episódio; todo disc...
da sua espécie. Descrever, portanto, é também particularizar um ser. É"fotografar" com palavras.      No texto descritivo,...
O desenvolvimento contém as idéias que reforçam o argumento principal, ouseja, os ARGUMENTOS AUXILIARES e os FATOS-EXEMPLO...
AdjetivosMarina Cabral - Especialista em Língua Portuguesa e Literatura - Equipe Brasil EscolaAdjetivo é a palavra variáve...
Grau do adjetivoO adjetivo possui dois graus: comparativo e superlativo:Grau comparativo: transmite a idéia de igualdade, ...
Superlativos absolutos sintéticos eruditosEis os principais superlativos absolutos, quase todos exclusivos da língua culta...
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TERRA, Ernani. Curso Prático de Gramática. São Paulo, Scipione, 1988.                                                30
Os pronomes           Pronomes acompanham ou substituem um nome.   Quando acompanham, são chamados de ____________________...
Pronomes de tratamento              Pronome                                Usado para            Vossa Alteza             ...
Pronomes interrogativos   Evidentemente, só são utilizados em__________________________.           Que, quem, qual, quanto...
O meu guri    Chico BuarqueQuando, seu moçoNasceu meu rebento               Chega no morroNão era o momento               ...
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“A esperança é um urubu pintado de verde.”                             Mário Quintana                 36
VerboPode indicar:Modos:Tempos:Formas nominais:Pessoas:                     37
Vozes:Conjugações:Classificações:Uso do particípio:Regular + ter/haver                      38
Irregular + ser/estarFormação do imperativoVerbo:Verbo:                         39
Pense, fale, compre, beba     Cala a boca e me beijaLeia, vote, não se esqueça    Cala a boca e me beijaUse, seja, ouça, d...
Sintaxe   41
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TEXTO                   Você sabe qual o conceito?Alfredina Nery*Especial para a Página Pedagogia e ComunicaçãoVocê provav...
Circuito FechadoChinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água,espuma, creme de barbear, pincel...
“Chinelos, vaso, descarga. Pia. Sabonete. Água. Escova, creme dental, água,espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilet...
Enfim, "Circuito fechado" é uma crônica - um texto narrativo curto, cujo tema é ocotidiano e que leva o leitor a refletir ...
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ReferênciasCEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. Cia Editora Nacional, 46edição, 1 reimpre...
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Comunicacao e expressao_cultural_-_apostila_versao_final_-_julho_de_2011

  1. 1. COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO CULTURAL Prof. Marco Escobar 2011
  2. 2. “De repente quero te ver/A saudade me pegou/Tanto tempo sem te ver/A tristeza jáchegou/Pego um cavalete e uma tela/Tua imagem começo a pintar/O quadro é brancocomo a brisa/Como um sorriso de Mona Lisa/O mundo inteiro vai te ver/E eu sigopintando/Hello, Hello Mona Lisa...” Roupa Nova (Hello Mona Lisa) 2
  3. 3. “Para saber muito bem uma língua, não basta uma vida.” Prof. José Duarte Vanucchi 14/9/2000 3
  4. 4. Regras de acentuaçãoNão podemos falar delas antes de entender algumas coisas... 4
  5. 5. Agora sim, regras de acentuação. Proparoxítonas: todas são acentuadas Paroxítonas terminadas em: r, n, l, x um, uns ps, ã i, u ditongo Oxítonas terminadas em: a, e ,o em, ens ditongo aberto (éu, ói, éi) Acento diferencial Segunda vogal tônica do hiato (i, u)Perceba que as regras também servem para não acentuar palavras. Cidade, por exemplo, não tem acento. Sefosse uma proparoxítona, teria que ter porque a regra diz que todas são acentuadas. Se fosse uma oxítona,teria que ter porque oxítonas terminadas em “e” precisam de acento. Logo, cidade só pode ser uma paroxítona.Paroxítonas terminadas em “e” não precisam de acento. 5
  6. 6. 6
  7. 7. ConstruçãoChico BuarqueAmou daquela vez como se fosse a últimaBeijou sua mulher como se fosse a últimaE cada filho seu como se fosse o únicoE atravessou a rua com seu passo tímidoSubiu a construção como se fosse máquinaErgueu no patamar quatro paredes sólidasTijolo com tijolo num desenho mágicoSeus olhos embotados de cimento e lágrimaSentou pra descansar como se fosse sábadoComeu feijão com arroz como se fosse um príncipeBebeu e soluçou como se fosse um náufragoDançou e gargalhou como se ouvisse músicaE tropeçou no céu como se fosse um bêbadoE flutuou no ar como se fosse um pássaroE se acabou no chão feito um pacote flácidoAgonizou no meio do passeio públicoMorreu na contramão atrapalhando o tráfegoAmou daquela vez como se fosse o últimoBeijou sua mulher como se fosse a únicaE cada filho seu como se fosse o pródigoE atravessou a rua com seu passo bêbadoSubiu a construção como se fosse sólido 7
  8. 8. Ergueu no patamar quatro paredes mágicasTijolo com tijolo num desenho lógicoSeus olhos embotados de cimento e tráfegoSentou pra descansar como se fosse um príncipeComeu feijão com arroz como se fosse o máximoBebeu e soluçou como se fosse máquinaDançou e gargalhou como se fosse o próximoE tropeçou no céu como se ouvisse músicaE flutuou no ar como se fosse sábadoE se acabou no chão feito um pacote tímidoAgonizou no meio do passeio náufragoMorreu na contramão atrapalhando o públicoAmou daquela vez como se fosse máquinaBeijou sua mulher como se fosse lógicoErgueu no patamar quatro paredes flácidasSentou pra descansar como se fosse um pássaroE flutuou no ar como se fosse um príncipeE se acabou no chão feito um pacote bêbadoMorreu na contra-mão atrapalhando o sábadoPor esse pão pra comer, por esse chão prá dormirA certidão pra nascer e a concessão pra sorrirPor me deixar respirar, por me deixar existir,Deus lhe paguePela cachaça de graça que a gente tem que engolirPela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir 8
  9. 9. Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,Deus lhe paguePela mulher carpideira pra nos louvar e cuspirE pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrirE pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,Deus lhe pague 9
  10. 10. 10
  11. 11. Processos de formação de palavras Derivação Prefixal Sufixal Prefixal e sufixal Parassintética Regressiva Imprópria 11
  12. 12. Composição Por justaposição Por aglutinação Processos secundáriosHibridismo Onomatopeia Arcaísmo Neologismo Gíria Estrangeirismo Sigla Abreviação Internetês 12
  13. 13. “Português não é uma língua, é um código secreto.” Fausto Silva 13
  14. 14. Sob o Mesmo Céu Lenine Composição: Lenine e Lula QueirogaParte 1 A gente vemSob o mesmo céu Do rap, da favelaCada cidade é uma aldeia A gente vemUma pessoa! Do centro do subúrbioUm sonho, uma nação Da periferia, eh!Sob o mesmo céu A gente vemMeu coração Da maré, das palafitasNão tem fronteiras Vem dos Orixás da BahiaNem relógio, nem bandeira A gente traz um desejoSó o ritmo De alegria e de pazDe uma canção maior... E digo mais:A gente vem A gente tem a honraDo tambor do Índio De estar ao seu ladoA gente vem de Portugal A gente veio do futuroVem do batuque negro Conhecer nosso passado...A gente vem Brasil!Do interior e da capital Com quantos BrasisA gente vem Se faz um Brasil?Do fundo da floresta Com quantos BrasisDa selva urbana Se faz um país?Dos arranha-céus Chamado Brasil!...(2x)A gente vem do pampaVem do cerrado Repete parte 1Vem da megalópoleVem do Pantanal A gente veio do futuroA gente vem de trem Conhecer nosso passado!Vem de galope Brasil!De navio, de avião Com quantos BrasisMotocicleta Se faz um Brasil?A gente vem a nado Com quantos BrasisA gente vem do samba Se faz um país?Do forró Chamado Brasil!A gente veio do futuro A gente veio do futuroConhecer nosso passado... Conhecer nosso passado!Brasil! Brasil!Com quantos Brasis Com quantos BrasisSe faz um Brasil? Se faz um Brasil?Com quantos Brasis Com quantos BrasisSe faz um país? Se faz um país?Chamado Brasil! Chamado Brasil!...(2x) A gente veio do futuro! 14
  15. 15. Cantiga da Ribeirinha ou Cantiga de Guarvaia é o primeiro texto literário em língua galaico-portuguesa de que se tem registro. A cantiga foi composta provavelmente em 1198, por Paio Soares deTaveirós, e recebeu esse nome por ter sito dedicada à Dona Maria Pais Ribeiro, amante de Dom SanchoI, apelidada de Ribeirinha. Segue o modelo das cantigas de amor do Trovadorismo galego-português(possui o eu-lírico masculino), pois fala de um amor platônico por uma mulher nobre e inacessível.Os versos Cantiga da RibeirinhaNo mundo non me sei parelha,Mentre me for como me vai,Cá já moiro por vós, e - ai!Mia senhor branca e vermelha.Queredes que vos retraiaQuando vos eu vi em saia!Mau dia me levantei,Que vos enton non vi fea!E, mia senhor, desdaqueldi, ai!Me foi a mi mui mal,E vós, filha de don PaaiMoniz, e bem vos semelhaDhaver eu por vós guarvaia,Pois eu, mia senhor, dalfaiaNunca de vós houve nem heiValia dua correa.Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Cantiga_da_Ribeirinha" 15
  16. 16. 16
  17. 17. TERRA, Ernani. Curso Prático de Gramática. São Paulo, Scipione, 1988. 17
  18. 18. Quanto ao gênero, o substantivo pode ser:Biforme:  Mesmo radical: cachorro/cachorra  Radicais diferentes: boi/vaca; bode/cabra; homem/mulher; frei/sórorUniforme:  Epiceno: cobra macho/cobra fêmea  Comum de dois gêneros: o dentista/a dentista; aquele trapezista/aquela trapezista; artista famoso/artista famosa  Sobrecomum: criança, pessoa, testemunha SEXA Luís Fernando Veríssimo Comédias para se Ler na Escola - Pai...- Hummmmm?- Como é o feminino de sexo?- O quê?- O feminino de sexo.- Não tem.- Sexo não tem feminino?- Não.- Só tem sexo masculino?- É. Quer dizer, não. Existem dois sexos. Masculino e Feminino.- E como é o feminino de sexo?- Não tem feminino. Sexo é sempre masculino.- Mas tu mesmo disse que tem sexo masculino e feminino.- O sexo pode ser masculino ou feminino. A palavra "SEXO" é masculina. O SEXO masculino, o SEXO feminino.- Não devia ser "A SEXA"?- Não.- Por que não?- Porque não! Desculpe. Porque não. "SEXO" é sempre masculino.- O sexo da mulher é masculino?- É. Não! O sexo da mulher é feminino.- E como é o feminino?- Sexo mesmo. Igual ao do homem.- O sexo da mulher é igual ao do homem?- É. Quer dizer... olha aqui. Tem o SEXO masculino e o SEXO feminino, certo?- Certo.- São duas coisas diferentes.- Então como é o feminino de sexo?- É igual ao masculino.- Mas não são diferentes?- Não. Ou, são! Mas a palavra é a mesma. Muda o sexo, mas não muda a palavra.- Mas então não muda o sexo. É sempre masculino.- A palavra é masculina.- Não. "A palavra" é feminino. Se fosse masculino seria "o pal..."- Chega! Vai brincar, vai.O garoto sai e a mãe entra. O pai comenta:-Temos que ficar de olho nesse guri...- Por quê?- Ele só pensa em gramática. 18
  19. 19. Segunda feiraEste novo ser de cabelo longo é um valente empecilho. Anda sempre à minha volta e segue-me para todo olado. Não gosto disto: não estou habituado a ter companhia. Preferia que ficasse com os outros animais. (...)Está enevoado hoje, vento de Este; acho que nós ainda vamos ter chuva. [...] NÓS? Onde apanhei esta palavra? -o novo ser usa-a amiúde.Terça-FeiraEstive a examinar a cascata. É o melhor do parque, penso. O novo ser chama-lhe "catarata de Niagara" -porquê?, não compreendo. Diz que parece a Catarata do Niagara. Isso não é razão. É um mero devaneio deimbecilidade. Não posso nunca dar nome a nada. O novo ser dá nome a tudo o que aparece antes de eu poderesboçar um protesto. E o pretexto é sempre o mesmo: parece ser aquilo. Por exemplo um dodo, diz que, logoque se avista um, percebe-se que "parece um dodo". Vai ter de passar a chamar-se assim, sem dúvida.Desgasta-me tentar discutir sobre isso e nem vale a pena, de qualquer maneira. Dodo! parece-se tanto com umdodo como eu!Quarta- feiraConstruí um abrigo contra a chuva para mim, mas não pude sequer gozá-lo em paz. O novo ser intrometeu-se.Quando tentei empurrá-lo para fora deitou água pelos buracos por onde vê e limpou-se com as costas da pata,e fez um barulho como o que fazem alguns dos outros animais quando estão aflitos. Eu preferia que não falasse.Está sempre a falar! Isto pode parecer um golpe baixo contra o pobre coitado, uma injúria; mas não é nadadisso. Eu nunca ouvi a voz humana antes e qualquer som estranho e novo irrompendo aqui, na solene pacatezdestas solidões de sonho, ofende os meus ouvidos e soa como uma nota artificial. E este novo som irrompesempre tão perto de mim, vem sempre detrás do meu ombro, direito ao meu ouvido. primeiro de um lado,depois do outro... e eu estou habituado a sons que estão sempre mais ou menos distantes de mim. Mark Twain, "Excertos dos diários de Adão e Eva" http://dragoscopio.blogspot.com/2006/03/o-dirio-de-ado.html 19
  20. 20. ArtigoArtigos são palavras que precedem os substantivos para determiná-los ou indeterminá-los. Cidadezinha qualquer Casas entre bananeiras mulheres entre laranjeiras pomar amor cantar. Um homem vai devagar. Um cachorro vai devagar. Um burro vai devagar. Devagar... as janelas olham. Eta vida besta, meu Deus. Carlos Drummond de Andrade De Alguma poesia (1930)Os artigos definidos (o, a, os, as), de modo geral, indicam seres determinados, conhecidos da pessoaque fala ou escreve.  Falei com o médico.  Já encontramos os livros perdidos.Os artigos indefinidos (um, uma , uns, umas) indicam os seres de modo vago, impreciso.  Uma pessoa lhe telefonou.  Uns garotos faziam barulho na rua. http://pt.wikipedia.org/wiki/Artigo_(gram%C3%A1tica) 20
  21. 21. singular masculino plural definido singular feminino pluralArtigo singular masculino plural indefinido singular feminino plural 21
  22. 22. ARTIGO UM e NUMERAL UMComo distinguir:UM e UMA só são numerais quando designamos a unidade.Exemplo:Com uma só mão, Pedro levantou a saca de café.Neste caso ele se opõe a dois, três, quatro, etc.As formas de plural uns, umas pertencem exclusivamente ao artigo indefinido.Podemos, portanto dizer que em dada frase, sempre que pudermos passar para o plural as palavras um, uma eexigir o emprego de uns ou umas, trata-se de artigo indefinido e não de numeral. E se o plural de um, uma fordois, duas, ou melhor, se opõe a dois, três, quatro, é um numeral. 22
  23. 23. Técnicas de Redação Narração, Descrição e DissertaçãoI- NARRAÇÃO Narrar é contar um fato, um episódio; todo discurso em que algo éCONTADO possui os seguintes elementos, que fatalmente surgem conforme umfato vai sendo narrado: onde ? | quando? --- FATO --- com quem? | como? A representação acima quer dizer que, todas as vezes que uma história écontada (é NARRADA), o narrador acaba sempre contando onde, quando, como ecom quem ocorreu o episódio. É por isso que numa narração predomina a AÇÃO: o texto narrativo é umconjunto de ações; assim sendo, maioria dos VERBOS que compõem esse tipo detexto são os VERBOS DE AÇÃO. O conjunto de ações que compõem o textonarrativo, ou seja, a história que é contada nesse tipo de texto, recebe o nome deENREDO. As ações contidas no texto narrativo são praticadas pelas PERSONAGENS,que são justamente as pessoas envolvidas no episódio que está sendo contado("com quem?" do quadro acima). As personagens são identificadas (=nomeadas)no texto narrativo pelos SUBSTANTIVOS PRÓPRIOS. Quando o narrador conta um episódio, às vezes (mesmo sem querer) eleacaba contando "onde" (=em que lugar) as ações do enredo foram realizadaspelas personagens. O lugar onde ocorre uma ação ou ações é chamado deESPAÇO, representado no texto pelos ADVÉRBIOS DE LUGAR. Além de contar onde, o narrador também pode esclarecer "quando"ocorreram as ações da história. Esse elemento da narrativa é o TEMPO,representado no texto narrativo através dos tempos verbais, mas principalmentepelos ADVÉRBIOS DE TEMPO. É o tempo que ordena as ações no texto narrativo: é ele que indica ao leitor"como" o fato narrado aconteceu. A história contada, por isso, passa por umaINTRODUÇÃO (parte inicial da história, também chamada de prólogo), peloDESENVOLVIMENTO do enredo (é a história propriamente dita, o meio, o "miolo"da narrativa, também chamada de trama) e termina com a CONCLUSÃO dahistória (é o final ou epílogo). Aquele que conta a história é o NARRADOR, quepode ser PESSOAL (narra em 1a pessoa : EU...) ou IMPESSOAL (narra em 3a.pessoa: ELE...). Assim, o texto narrativo é sempre estruturado por verbos de ação, poradvérbios de tempo, por advérbios de lugar e pelos substantivos que nomeiam aspersonagens, que são os agentes do texto, ou seja, aquelas pessoas que fazem asações expressas pelos verbos, formando uma rede: a própria história contada.II - DESCRIÇÃO Descrever é CARACTERIZAR alguém, alguma coisa ou algum lugar atravésde características que particularizem o caracterizado em relação aos outros seres 23
  24. 24. da sua espécie. Descrever, portanto, é também particularizar um ser. É"fotografar" com palavras. No texto descritivo, por isso, os tipos de verbos mais adequados (maiscomuns) são os VERBOS DE LIGAÇÃO (SER, ESTAR, PERMANECER, FICAR,CONTINUAR, TER, PARECER, etc.), pois esses tipos de verbos ligam ascaracterísticas - representadas linguisticamente pelos ADJETIVOS - aos serescaracterizados - representados pelos SUBSTANTIVOS. Ex. O pássaro é azul . 1-Caractarizado: pássaro / 2-Caracterizador oucaracterística: azul / O verbo que liga 1 com 2: é Num texto descritivo podem ocorrer tanto caracterizações objetivas (físicas,concretas), quanto subjetivas (aquelas que dependem do ponto de vista de quemdescreve e que se referem às características não-físicas do caracterizado). Ex.:Paulo está pálido (caracterização objetiva), mas lindo! (carcterização subjetiva).III- DISSERTAÇÃO Além da narração e da descrição há um terceiro tipo de redação ou dediscurso: a DISSERTAÇÃO. Dissertar é refletir, debater, discutir, questionar a respeito de umdeterminado tema, expressando o ponto de vista de quem escreve em relação aesse tema. Dissertar, assim, é emitir opiniões de maneira convincente, ou seja, demaneira que elas sejam compreendidas e aceitas pelo leitor ; e isso só acontecequando tais opiniões estão bem fundamentadas, comprovadas, explicadas,exemplificadas, em suma: bem ARGUMENTADAS (argumentar= convencer,influenciar, persuadir). A argumentação é o elemento mais importante de umadissertação. Embora dissertar seja emitir opiniões, o ideal é que o seu autor coloque notexto seus pontos de vista como se não fossem dele e sim, de outra pessoa ( deprestígio, famosa, especialista no assunto, alguém...), ou seja, de maneiraIMPESSOAL, OBJETIVA e sem prolixidade ("encher lingüiça"): que a dissertaçãoseja elaborada com VERBOS E PRONOMES EM TERCEIRA PESSOA. O textoimpessoal soa como verdade e, como já citado, fazer crer é um dos objetivos dequem disserta. Na dissertação, as idéias devem ser colocadas de maneira CLARA ECOERENTE e organizadas de maneira LÓGICA:a) o elo de ligação entre pontos de vista e argumento se faz de maneira coerentee lógica através das CONJUNÇÕES (=conectivos) - coordenativas ousubordinativas, dependendo da idéia que se queira introduzir e defender; é porisso que as conjunções são chamadas de MARCADORES ARGUMENTATIVOS.b) todo texto dissertativo é composto por três partes coesas e coerentes:INTRODUÇÃO, DESENVOLVIMENTO e CONCLUSÃO. A introdução é a parte em que se dá a apresentação do tema, através de umCONCEITO ( e conceituar é GENERALIZAR, ou seja, é dizer o que um referentetem em comum em relação aos outros seres da sua espécie) ou através deQUESTIONAMENTO(s) que ele sugere, que deve ser seguido de um PONTO DEVISTA e de seu ARGUMENTO PRINCIPAL. Para que a introdução fique perfeita, éinteressante seguir esses passos: 1. Transforme o tema numa pergunta; 2. Responda a pergunta ( e obtém-se o PONTO DE VISTA); 3. Coloque o porquê da resposta ( e obtém-se o ARGUMENTO). 24
  25. 25. O desenvolvimento contém as idéias que reforçam o argumento principal, ouseja, os ARGUMENTOS AUXILIARES e os FATOS-EXEMPLOS ( verdadeiros,reconhecidos publicamente). A conclusão é a parte final da redação dissertativa, onde o seu autor deve"amarrar" resumidamente ( se possível, numa frase) todas as idéias do texto paraque o PONTO DE VISTA inicial se mostre irrefutável, ou seja, seja imposto e aceitocomo verdadeiro. Antes de iniciar a dissertação, no entanto, é preciso que seu autor: 1.Entenda bem o tema; 2. Reflita a respeito dele;3. Passe para o papel as idéias queo tema lhe sugere; 4. Faça a organização textual ( o "esqueleto do texto"), pois aquantidade de idéias sugeridas pelo tema é igual a quantidade de parágrafos quea dissertação terá no DESENVOLVIMENTO do texto. http://recantodasletras.uol.com.br/teorialiteraria/1610892 (mais de 12 sites citam trechos deste texto ou a sua íntegra) 25
  26. 26. AdjetivosMarina Cabral - Especialista em Língua Portuguesa e Literatura - Equipe Brasil EscolaAdjetivo é a palavra variável em gênero, número e grau que caracteriza o substantivo, indicando-lhequalidade, estado, modo de ser ou aspecto. Ex.: neve branca; cidade moderna.Classifica-se em:- Simples: quando apresentam um único radical.Ex.: comida saborosa.- Composto: quando apresentam mais de um radical.Ex.: programa sociocultural.- Primitivo: quando não provém de outra palavra da língua portuguesa.Ex.: inimigo leal.- Derivados: quando provém de outra palavra da língua portuguesa.Ex.: calça esverdeada.Locuções AdjetivasLocução adjetiva é a expressão formada de preposição + substantivo (ou advérbio), com valor deadjetivo.Noite de chuva (chuvosa)Atitudes de anjo (angelical)Pneu de trás (traseiro) Não seja deselegante tentando darMenina do Brasil (brasileira) flagrante no meu coração. Você é absoluta e na minha conduta quem manda é a paixão.Locuções adjetivas e adjetivos correspondentes: Um homem comprometido com o amorLocução adjetiva Adjetivo correspondente não tem tempo nem pra vadiar. Pode ficarDe abdômen abdominal descansada que o anel do meu dedo ninguém vaiDe abelha Apícola tirar.De abutre vulturino Pra que fazer alvoroço revistando o meuDe alma Anímico corpo só pra ver se tem marcas de amor noDe aluno Discente pescoço, escondido no bolso um bilhete deDe anjo angelical alguém.De asno Asinino Se toda vez que eu te vejo meu corpo seDe boca Bucal, oral agita, logo dá sinal. Se toda vez que eu te beijoDe boi Bovino desperta o desejo animal. Não faz assim, que o ciúme é traiçoeiro eDe cabelo Capilar faz o amor maneiro se acabar. Não faz assim queDe campo Rural o teu chamego tem o cheiro eo tempero pro meuDe cavalo Eqüino paladar.De chuva PluvialDe cidade Urbano É tão ruim ver o ciúme dormir no seuDe estômago estomacal travesseiro pra te perturbar. Eu estou de corpoDe leão Leonino inteiro pra te amar.De ovelha Ovino AbsolutaDe paixão passional Netinho de PaulaDe rim Renalhttp://www.brasilescola.com/gramatica/adjetivo-locucoes-adjetivas.htm 26
  27. 27. Grau do adjetivoO adjetivo possui dois graus: comparativo e superlativo:Grau comparativo: transmite a idéia de igualdade, superioridade ou inferioridadede um ser em relação a outro.Igualdade - tão+adjetivo+que (do que): Ela é tão alegre quanto (ou como) ele. Lídia é tão bonita quanto Raquel.Superioridade – mais+adjetivo+quanto (como): Ele é mais alegre que (ou do que) ela. Lídia é mais bonita que Raquel.Inferioridade – menos+adjetivo+que (do que): Ele é menos alegre que (ou do que) ela. Lídia é menos bonita que Raquel.Grau superlativo: o grau superlativo pode ser:Relativo – quando se faz sobressair, com vantagem desvantagem, a qualidade de um ser em relação aoutros (a um conjunto de seres). Pode ser de superioridade ou de inferioridade: Mateus é o mais inteligente da turma. (superioridade) Mateus é o menos inteligente da turma. (inferioridade)Absoluto – quando a qualidade de um ser é intensificada sem a relação com outros seres. Pode seranalítico ou sintético:  Analítico: quando o adjetivo é modificado pelo advérbio muito, extremamente, etc. Paula é extremamente bela.  Sintético: quando se acrescenta o sufixo –íssimo, -imo ou -rimo ao radical do adjetivo: Conversa agradabilíssima.http://www.juliobattisti.com.br/tutoriais/jaquelinesilva/gramatica004.asp 27
  28. 28. Superlativos absolutos sintéticos eruditosEis os principais superlativos absolutos, quase todos exclusivos da língua culta: 1. Acre, acérrimo 31. Incrível, incredibilíssimo 2. Alto, supremo, sumo 32. Inimigo, inimicíssimo 3. Ágil, agílimo 33. Íntegro, integérrimo 4. Amargo, amaríssimo 34. Livre, libérrimo 5. Amável, amabilíssimo 35. Magnífico, magnificentíssimo 6. Amigo, amicíssimo 36. Magro, macérrimo 7. Antigo, antiquíssimo 37. Mau, péssimo 8. Áspero, aspérrimo 38. Mísero, misérrimo 9. Atroz, atrocíssimo 39. Negro, nigérrimo 10. Baixo, ínfimo 40. Notável, notabilíssimo 11. Benéfico, beneficentíssimo 41. Nobre, nobilíssimo 12. Benévolo, benevolentíssimo 42. Parco, parcíssimo 13. Bom, ótimo 43. Pequeno, mínimo 14. Célebre, celebérrimo 44. Pessoal, personalíssimo 15. Comum, comuníssimo 45. Pio, piíssimo 16. Cristão, cristianíssimo 46. Pobre, paupérrimo 17. Cruel, crudelíssimo 47. Pródigo, prodigalíssimo 18. Difícil, dificílimo 48. Provável, probabilíssimo 19. Doce, dulcíssimo 49. Pudico, pudicíssimo 20. Dócil, docílimo 50. Respeitável, respeitabilíssimo 21. Fácil, facílimo 51. Sábio, sapientíssimo 22. Feliz, felicíssimo 52. Sagrado, sacratíssimo 23. Feroz, ferocíssimo 53. Salubre, salubérrimo 24. Fiel, fidelíssimo 54. São, sanérrimo 25. Frágil, fragílimo 55. Simpático, simpaticíssimo 26. Frio, frigidíssimo 56. Simples, simplicíssimo 27. Geral, generalíssimo 57. Soberbo, superbíssimo 28. Grácil, gracílimo 58. Terrível, terribilíssimo 29. Grande, máximo 59. Veloz, velocíssimo 30. Humilde, humílimo 60. Voraz, voracíssimoCEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. Cia Editora Nacional, 46edição, 1 reimpressão, São Paulo, 2005. P. 170 e 171 28
  29. 29. 29
  30. 30. TERRA, Ernani. Curso Prático de Gramática. São Paulo, Scipione, 1988. 30
  31. 31. Os pronomes Pronomes acompanham ou substituem um nome. Quando acompanham, são chamados de __________________________. Quando substituem são chamados de __________________________. Pessoais oblíquos Pessoais retos Átono Tônicos Possessivos (sem preposição) (com preposição) 1ª pessoa Meu, minha, Eu Me Mim meus, minhas 2ª pessoa Teu, tua, teus,Singular Tu Te Ti tuas 3ª pessoa Seu, sua, seus, Ele/ela Se, o, a, lhe Si, ele, ela suas 1ª pessoa Nosso, nossa, Nós Nos Nós nossos, nossas 2ª pessoa Vosso, vossa, Plural Vós Vos Vós vossos, vossas 3ª pessoa Seu, sua, seus, Eles/elas Se, os, as, lhes Si, eles, elas suas 31
  32. 32. Pronomes de tratamento Pronome Usado para Vossa Alteza Príncipes, duques Vossa Majestade Reis Vossa Santidade Papas Vossa Eminência Cardeais Vossa Excelência Autoridades em geral Pronomes demonstrativos São os que indicam a posição ou o lugar dos seres. Variáveis Invariáveis Este, esta, estes, estas Esse, essa, esses, essas Aquele, aquela, aqueles, aquelas Pronomes indefinidos Referem-se à terceira pessoa e podem ser variáveis ou invariáveis. variáveis InvariáveisAlgum, alguns, alguma, algumas Alguémnenhum, nenhuns, nenhuma, nenhumas NinguémTodo, todos, toda, todas TudoOutro, outra, outros, outras OutremMuito, muitos, muita, muitas NadaPouco, poucos, pouca, poucas CadaCerto, certos, certa, certas algoTanto, tantos, tanta, tantasQuanto, quantos, quanta, quantasQualquer, quaisquer 32
  33. 33. Pronomes interrogativos Evidentemente, só são utilizados em__________________________. Que, quem, qual, quanto, quantos, quanta, quantas Pronomes relativos Variáveis Invariáveis Masculinos FemininosO qual, os quais A qual, as quais Que Cujo, cujos Cuja, cujas QuemQuanto, quantos Quanta, quantas Onde 33
  34. 34. O meu guri Chico BuarqueQuando, seu moçoNasceu meu rebento Chega no morroNão era o momento Com carregamentoDele rebentar Pulseira, cimentoJá foi nascendo Relógio, pneu, gravadorCom cara de fome Rezo até ele chegarE eu não tinha nem nome Cá no altoPrá lhe dar Essa onda de assaltosComo fui levando Tá um horrorNão sei lhe explicar Eu consolo eleFui assim levando Ele me consolaEle a me levar Boto ele no coloE na sua meninice Prá ele me ninarEle um dia me disse De repente acordoQue chegava lá Olho pro ladoOlha aí! Olha aí! E o danado já foi trabalharOlha aí! Olha aí!Ai o meu guri, olha aí! Olha aí!Olha aí! Ai o meu guri, olha aí!É o meu guri e ele chega! Olha aí!Chega suado É o meu guri e ele chega!E veloz do batente Chega estampadoTraz sempre um presente Manchete, retratoPrá me encabular Com venda nos olhosTanta corrente de ouro Legenda e as iniciaisSeu moço! Eu não entendo essa genteQue haja pescoço Seu moço!Prá enfiar Fazendo alvoroço demaisMe trouxe uma bolsa O guri no matoJá com tudo dentro Acho que tá rindoChave, caderneta Acho que tá lindoTerço e patuá De papo pro arUm lenço e uma penca Desde o começo eu não disseDe documentos Seu moço!Prá finalmente Ele disse que chegava láEu me identificar Olha aí! Olha aí!Olha aí! Olha aí!Olha aí! Ai o meu guri, olha aíAi o meu guri, olha aí! Olha aí!Olha aí! E o meu guri!...(3x)É o meu guri e ele chega! http://letras.terra.com.br/chico-buarque/66513/ 34
  35. 35. 35
  36. 36. “A esperança é um urubu pintado de verde.” Mário Quintana 36
  37. 37. VerboPode indicar:Modos:Tempos:Formas nominais:Pessoas: 37
  38. 38. Vozes:Conjugações:Classificações:Uso do particípio:Regular + ter/haver 38
  39. 39. Irregular + ser/estarFormação do imperativoVerbo:Verbo: 39
  40. 40. Pense, fale, compre, beba Cala a boca e me beijaLeia, vote, não se esqueça Cala a boca e me beijaUse, seja, ouça, diga Eu só quero pedirTenha, more, gaste e viva Faça o que você quiserPense, fale, compre, beba Mas cala a boca e meLeia, vote, não se esqueça beijaUse, seja, ouça, diga... Cala a boca e me beijaAdmirável Chip Novo Carlos e JaderPittyFeche a porta da Venha me beijar Deixa eu te amardireita com muito Meu doce vampiroooo Faz de conta que sou ocuidado que eu não Ou ouuuuu primeiroestou disposto a ficarexposto ao sol, vá Na luz do luar Na beleza desse teu olharperguntar ao seu Ãh ahãããããh Eu quero estar o tempofreguês do lado qual Venha sugar o calor inteirofoi o resultado do De dentro do meufute..bol Deixa eu te amar sangue...vermelhoooo! Conversa de Botequim Doce Vampiro Agepê Noel Rosa Rita LeeChega pra ca meu bem que Refrão: Libera geral, libera Chora, me liga,eu vou te ensinar a nova geral, libera geral (então implora meu beijo dedança do Estado do Pará, libera). Libera geral, libera novo.é o calypso que chegou para geral, libera geral (então Me pede socorro,ficar. Nesse swing você libera) quem sabe eu vou tetambém vai entrar . Libera a tua boca pra sorrir salvar.Mexa o pezinho e vá O melhor remédio pro tédio é Chora, me liga,soltando todo o corpo de se divertir. Livre-se do implora pelo meuvez , depois me abraça com passado que viveu pra ficarcarinho e a gente pode amor. também de bem com a vida Pede por favor.fazer tudo outra vez como eu (libera).fique à vontade pra rodar e Quem sabe um dia eu Dane-se tudo que te sufocarpra girar no salão e essa volto a te procurar Tudo aquilo que te impede dedança é pra mexer com vc e poder voarcom o seu coração. Chora, me liga RefrãoNão para não vem cá me João Bosco e Vinícius Libera sobre tudo o coraçãodá a tua mão, quero que Não despreze nunca a forçasinta toda essa emoção da intuição, libera o corpocavalo manco agora eu pra poder sentir os desejos,vou te ensinar . as vontades, o que pedirIsse e muito mais você só (libera)vai encontrar no Pará Canta mais alto, mostra tua voz. O que importa o que os Dançando Calypso outros vão pensar de nós Banda Calypso Refrão Libera Geral Xuxa 40
  41. 41. Sintaxe 41
  42. 42. 42
  43. 43. TEXTO Você sabe qual o conceito?Alfredina Nery*Especial para a Página Pedagogia e ComunicaçãoVocê provavelmente está acostumado a ver a palavra texto. Mas sabe qual o seuconceito? Para entendê-lo, pense nas duas seguintes situações:1 - Você foi visitar um amigo que está hospitalizado e, pelos corredores, você vêplacas com a palavra "Silêncio".2 - Você está andando por uma rua, a pé, e vê um pedaço de papel, jogado nochão, onde está escrito "Ouro".Em qual das situações uma única palavra pode constituir um texto?Na situação 1, a palavra "Silêncio" está dentro de um contexto significativo pormeio do qual as pessoas interagem: você, como leitor das placas, e osadministradores do hospital, que têm a intenção de comunicar a necessidade dehaver silêncio naquele ambiente. Assim, a palavra "Silêncio" é um texto.Na situação 2, a palavra "Ouro" não é um texto. É apenas um pedaço de papelencontrado na rua por alguém. A palavra "Ouro", na circunstância em que está,quer dizer o quê? Não há como saber.Mas e se a palavra "Ouro" estiver escrita em um cartaz pendurado nas costas deum daqueles homens que ficam nas esquinas do centro das cidades grandes queanunciam a compra de ouro? Aí sim, nessa situação, a palavra "Ouro" constitui umtexto, porque se encontra num contexto significativo em que alguém quer dizeralgo para outra pessoa (no caso, vender/comprar ouro) e, então anuncia isso.Texto é, então, uma sequência verbal (palavras), oral ou escrita, que forma umtodo que tem sentido para um determinado grupo de pessoas em umadeterminada situação.O texto pode ter uma extensão variável: uma palavra, uma frase ou um conjuntomaior de enunciados, mas ele obrigatoriamente necessita de um contextosignificativo para existir.Constituindo sentidosAgora, leia o texto a seguir de modo a aprofundar ainda mais o conceito de"texto". 43
  44. 44. Circuito FechadoChinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água,espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, águafria, água quente, toalha. Creme para cabelo; pente. Cueca, camisa, abotoaduras,calça, meias, sapatos, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta,chaves, lenço, relógio, maços de cigarros, caixa de fósforos. Jornal. Mesa,cadeiras, xícara e pires, prato, bule, talheres, guardanapos. Quadros. Pasta,carro. Cigarro, fósforo. Mesa e poltrona, cadeira, cinzeiro, papéis, telefone,agenda, copo com lápis, canetas, blocos de notas, espátula, pastas, caixas deentrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis, cigarro, fósforo. Bandeja,xícara pequena. Cigarro e fósforo. Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas,vales, cheques, memorandos, bilhetes, telefone, papéis. Relógio. Mesa, cavalete,cinzeiros, cadeiras, esboços de anúncios, fotos, cigarro, fósforo, bloco de papel,caneta, projetos de filmes, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo, quadro-negro,giz, papel. Mictório, pia, água. Táxi. Mesa, toalha, cadeiras, copos, pratos,talheres, garrafa, guardanapo, xícara. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Escovade dentes, pasta, água. Mesa e poltrona, papéis, telefone, revista, copo de papel,cigarro, fósforo, telefone interno, externo, papéis, prova de anúncio, caneta epapel, relógio, papel, pasta, cigarro, fósforo, papel e caneta, telefone, caneta epapel, telefone, papéis, folheto, xícara, jornal, cigarro, fósforo, papel e caneta.Carro. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Paletó, gravata. Poltrona, copo,revista. Quadros. Mesa, cadeiras, pratos, talheres, copos, guardanapos. Xícaras,cigarro e fósforo. Poltrona, livro. Cigarro e fósforo. Televisor, poltrona. Cigarro efósforo. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, espuma,água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro. (Ricardo Ramos)Você considera que em "Circuito fechado" há apenas uma série de palavras soltas?Ou se trata de um texto? Por quê?Na verdade, trata-se de um texto. Apesar de haver palavras, aparentemente, semrelação, numa primeira leitura, é possível dizer, depois de outra leitura maisatenta, que há uma articulação entre elas.Vamos pensar mais sobre isso... Em "Circuito fechado" há, quase queexclusivamente, substantivos (nomes de entidades cognitivas e/ou culturais, como"homem", "livro", "inteligência" ou palavras que designam ou nomeiam os seres eas coisas).Verifique que pela escolha dos substantivos e pela sequência em que são usados,o leitor pode ir descobrindo um significado implícito, um elemento que as une erelaciona, formando o texto.Podemos dizer que este texto se refere a um dia na vida de um homem comum.Quais palavras e que sequência nos indicam isso?Note que no início do texto, há substantivos relacionados a hábitos rotineiros,como levantar, ir ao banheiro, lavar o rosto, escovar dentes, fazer barba (para oshomens), tomar banho, vestir-se e tomar café da manhã. 44
  45. 45. “Chinelos, vaso, descarga. Pia. Sabonete. Água. Escova, creme dental, água,espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete,água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa,abotoaduras, calça, meias, sapatos, gravata, paletó. Carteira, níqueis,documentos, caneta, chaves, lenço, relógio, maço de cigarros, caixa defósforos.”Já no final do texto, há o voltar para casa, comer, ler livro, ver televisão, fumar,tirar a roupa, tomar banho/escovar dentes, colocar pijama e dormir.“Carro. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Paletó, gravata. Poltrona, copo,revista. Quadros. Mesa, cadeiras, pratos, talheres, copos, guardanapos.Xícaras, cigarro e fósforos. Poltrona, livro. Cigarro e fósforo. Televisor, poltrona.Cigarro e fósforo. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama,espuma, água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.”Descobrimos que a personagem é um homem também pela escolha dossubstantivos. Parece que sua profissão pode estar relacionada à publicidade.“Creme de barbear, pincel, espuma, gilete [...] cueca, camisa, abotoadura,calça, meia, sapatos, gravata, paletó [...] Mesa e poltrona, cadeira, cinzeiro,papéis, telefone, agenda, copo com lápis, canetas, blocos de notas, espátula,pastas, caixas de entrada, de saída [...] Papéis, telefone, relatórios, cartas,notas, vales, cheques, memorandos, bilhetes [...] Mesa, cavalete, cinzeiros,cadeiras, esboços de anúncios, fotos, cigarro, fósforo, bloco de papel, caneta,projetos de filmes, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo, quadro-negro, giz,papel.”Também ficamos sabendo que na casa da personagem há quadros, pois onarrador usa a palavra duas vezes: no momento do café e na volta para casa. Noescritório há "Relógio". Escolha intencional do autor, talvez para relacionar relógioe trabalho, trabalho e rotina.Depreendemos que o homem é um grande fumante, basicamente, pelo número devezes em que o narrador fala desse hábito, em vários momentos do dia dapersonagem: 14 vezes. Além disso, é interessante notar como há sempre areferência à dupla "cigarro e fósforo".A palavra que explicita o início da ação do homem, ou da atuação da personagem,num dia de sua rotina é "chinelos", usada no início do texto para mostrar omomento do acordar/levantar e depois a hora de dormir.Há também uma marcação de mudança de espaço, por meio dos termos "carro",usado como que mostrando o horário de sair de manhã e a volta para casa, ànoite. No meio do texto há também o uso de um "táxi", provavelmente uma saídado trabalho: um almoço? Um jantar? Uma visita a um cliente? 45
  46. 46. Enfim, "Circuito fechado" é uma crônica - um texto narrativo curto, cujo tema é ocotidiano e que leva o leitor a refletir sobre a vida. Usando somente substantivos,o autor produziu um texto que termina onde começou. Essa estrutura circular temrelação com o título ("Circuito fechado") e com os dias atuais? Sem dúvidanenhuma, podemos compreender suas relações, não é mesmo? O cotidianorepete-se, fecha-se em si mesmo a cada dia. Rotinas...http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1693u10.jhtm Acesso em 16/7/2010 46
  47. 47. Intertextualidade A intertextualidade é uma forma de diálogo entre textos, que pode se dar de forma maisimplícita ou mais explícita e em diversos gêneros textuais. O intertexto serve para ilustrar a importância do conhecimento de mundo e como esteinterfere no nível de compreensão do texto. Ao relacionar um texto com outro, o leitor entenderá quea intertextualidade é uma das estratégias utilizadas para a construção dos mesmos. No caso específico do anúncio publicitário, por exemplo, o intertexto, quando usado, é umaforma diferente de persuasão, com o objetivo de levar o leitor a consumir um produto e tambémdifundir a cultura.http://drikamil-adriana.blogspot.com/2009/03/o-que-e-intertextualidade_4117.htmlIntertextualidadeOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Grosso modo, pode-se definir a intertextualidade como sendo um "diálogo" entre textos. Essediálogo pressupõe um universo cultural muito amplo e complexo, pois implica a identificação e oreconhecimento de remissões a obras ou a trechos mais ou menos conhecidos. Dependendo dasituação, a intertextualidade tem funções diferentes que dependem dos textos/contextos em que elaé inserida. Evidentemente, o fenômeno da intertextualidade está ligado ao "conhecimento do mundo",que deve ser compartilhado, ou seja, comum ao produtor e ao receptor de textos. O diálogo pode ocorrer em diversas áreas do conhecimento,não se restringindo única eexclusivamente a textos literários.http://pt.wikipedia.org/wiki/Intertextualidade 47
  48. 48. Soneto de Luís de CamõesAmor é fogo que arde sem se ver,é ferida que dói, e não se sente;é um contentamento descontente,é dor que desatina sem doer.É um não querer mais que bem querer;é um andar solitário entre a gente;é nunca contentar-se de contente;é um cuidar que ganha em se perder.É querer estar preso por vontade;é servir a quem vence, o vencedor;é ter com quem nos mata, lealdade.Mas como causar pode seu favornos corações humanos amizade,se tão contrário a si é o mesmo Amor? Monte Castelo Legião UrbanaAinda que eu falasse É um não contentar-seA língua dos homens De contenteE falasse a língua dos anjos É cuidar que se ganhaSem amor, eu nada seria... Em se perder...É só o amor, é só o amor É um estar-se presoQue conhece o que é verdade Por vontadeO amor é bom, não quer o mal É servir a quem venceNão sente inveja O vencedorOu se envaidece... É um ter com quem nos mataO amor é o fogo A lealdadeQue arde sem se ver Tão contrário a siÉ ferida que dói É o mesmo amor...E não se sente Estou acordadoÉ um contentamento E todos dormem, todos dormemDescontente Todos dormemÉ dor que desatina sem doer... Agora vejo em parteAinda que eu falasse Mas então veremos face a faceA língua dos homens É só o amor, é só o amorE falasse a língua dos anjos Que conhece o que é verdade...Sem amor, eu nada seria... Ainda que eu falasseÉ um não querer A língua dos homensMais que bem querer E falasse a língua dos anjosÉ solitário andar Sem amor, eu nada seria...Por entre a gente 48
  49. 49. 1 Coríntios 13, 1-13 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o1 metal que soa ou como o sino que retine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e2 ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que3 entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade,4 não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita5 mal;6 Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas,8 cessarão; havendo ciência, desaparecerá;9 Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;10 Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como11 menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora12 conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o13 amor. 49
  50. 50. 50
  51. 51. 51
  52. 52. 52
  53. 53. 53
  54. 54. ReferênciasCEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. Cia Editora Nacional, 46edição, 1 reimpressão, São Paulo, 2005. P. 170 e 171TERRA, Ernani. Curso Prático de Gramática. São Paulo, Scipione, 1988.Revista Nova Escola – março/2010, p.20http://dragoscopio.blogspot.com/2006/03/o-dirio-de-ado.htmlhttp://drikamil-adriana.blogspot.com/2009/03/o-que-e-intertextualidade_4117.htmlhttp://educacao.uol.com.br/portugues/ult1693u10.jhtm Acesso em 16/7/2010http://letras.terra.com.br/chico-buarque/66513/http://pt.wikipedia.org/wiki/Artigo_(gram%C3%A1tica)http://pt.wikipedia.org/wiki/Cantiga_da_Ribeirinhahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Intertextualidadehttp://recantodasletras.uol.com.br/teorialiteraria/1610892(mais de 12 sites citam trechos deste texto ou a sua íntegra)http://www.brasilescola.com/gramatica/adjetivo-locucoes-adjetivas.htmhttp://www.juliobattisti.com.br/tutoriais/jaquelinesilva/gramatica004.asp 54

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