Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 111-112

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Apresentação para décimo primeiro ano de 2012 3, aula 111-112

  1. 1. Ia) A minha prima inspira-me!b) A musa da poesia inspira-me!c) Gosto da irreverência da priminha.d) A luz do campo inspira-me!«acho nele [campo] a musa que meanima: a claridade, a robustez, a ação»
  2. 2. IIa) Prefere a cidade, industrial, ao campo,envelhecido.b) Detestável prima!c) Não conseguirá dar notícia de tudo oque se passou.d) O poeta está doente.«Não pinto a velha ermida com seuadro; / Sei só desenho de compasso eesquadro»
  3. 3. IIIa) Que seca!b) É perigoso fumar junto às eiras.c) A observação do trabalho dos outros éjá por si cansativa.d) Está-se bem no campo!
  4. 4. IVa) Rudes mas delicados, os saloios.b) A agricultura está demasiadoindustrializada.c) No campo, todos são muito lavados.d) Os saloios são uns mentirosos.barretadas
  5. 5. Va) A prima é demasiado rápida; não aacompanho.b) A prima entra por um olival.c) Pôs-se frio.d) Decide-se o regresso. Estou pensativo.«Voltemos» / «E, silencioso, eu fico paratrás»
  6. 6. VIa) Tudo isto me enoja!b) O poeta (e a prima) são donos de umavinha.c) Vá lá, despacha-te!d) «Verdeja, vicejante, a nossa vinha»contém uma aliteração.
  7. 7. VIIa) O poeta entrevê o rabo da prima.b) A iguana comprada pela prima rasteja.c) Um instantâneo: a prima ergue umpouco a saia.d) Afinal, a prima é uma sereia.«arregaçar a chita [...] da tua cauda [...] arastos»
  8. 8. VIIIa) Vê-se a roupa interior da prima.b) Há fogo na seara.c) As mulheres, ao longe, usam saiascurtas, brancas, engomadas.d) Uma minissaia (que desconcentra opoeta).«alvejam-te [...] as saias curtas»
  9. 9. IXa) És muito séria, pois, mas dás as tuaspernadas, não é?!b) Uma pernada cósmica!c) Um momento ordinário. [ordinário = ‘grosseiro’]d) Uma polaroid: a prima a alongar a perna.«como quem saltasse [...] um rego deágua»
  10. 10. Xa) As espigas caíram.b) Salmões.c) Sem a prima notar, o poeta aproxima-se.d) Olhando o chão, um pormenor.
  11. 11. XIa) As pessoas da aldeia atulham ascasas de animais e sementes.b) Como são repelentes os bichos!c) Para uma sociologia das formigas.d) A sociedade na aldeia.
  12. 12. XIIa) O poeta ofereceu um jasmim à prima.b) O poeta estava deitado.c) O poeta usava óculos.d) O poeta usava uma flor.«eu de jasmim na casa do casaco»óculo / óculos
  13. 13. XIIIa) «As ladras da colheita» são asformigas.b) «As ladras da colheita» são as aldeãspobres.c) «As ladras da colheita» são asraparigas que sejam como a prima.d) «As ladras da colheita» são as aves.
  14. 14. XIVa) A prima tivera o cuidado de nãoesmagar as formigas.b) «Suas senhorias» são as espigas.c) A prima não teve compaixão com ospobres insectos.d) O poeta deu um pulo de ginasta.
  15. 15. XVa) Aspectos cromáticos.b) Amuei.c) Ao longe, o mar.d) O poeta avistou uma serra, onde haviatrigo.loiros / luziam / fusões de imensosoiros / verde / florescente«o mar um prado verde e florescente»
  16. 16. XVIa) Envergonhada por ter calcado asformigas.b) Genuinamente zangada.c) Futilidades.d) Cocó.
  17. 17. XVIIa) A prima acha que aquele senhor érealmente preguiçoso.b) A prima enfurece-se com a falta decompaixão pelos animais reveladapelo poeta.c) A prima detesta insectos.d) A prima replica à ironia do poetatambém na brincadeira.
  18. 18. Eu, que sou feio, sólido, leal,A ti, que és bela, frágil, assustada,Quero estimar-te sempre, recatadaNuma existência honesta, de cristal.Sentado à mesa dum café devasso,Ao avistar-te, há pouco, fraca e loura,Nesta Babel tão velha e corruptora,Tive tenções de oferecer-te o braço.
  19. 19. E, quando socorreste um miserável,Eu, que bebia cálices de absinto,Mandei ir a garrafa, porque sintoQue me tornas prestante, bom, saudável.«Ela aí vem!» disse eu para os demais;E pus-me a olhar, vexado e suspirando,O teu corpo que pulsa, alegre e brando,Na frescura dos linhos matinais.
  20. 20. Via-te pela porta envidraçada;E invejava, — talvez que não o suspeites! —Esse vestido simples, sem enfeites,Nessa cintura tenra, imaculada.Ia passando, a quatro, o patriarca.Triste eu saí. Doía-me a cabeça.Uma turba ruidosa, negra, espessa,Voltava das exéquias dum monarca.
  21. 21. Adorável! Tu, muito natural,Seguias a pensar no teu bordado;Avultava, num largo arborizado,Uma estátua de rei num pedestal.Sorriam, nos seus trens, os titulares;E ao claro sol, guardava-te, no entanto,A tua boa mãe, que te ama tanto,Que não te morrerá sem te casares!
  22. 22. Soberbo dia! Impunha-me respeitoA limpidez do teu semblante grego;E uma família, um ninho de sossego,Desejava beijar sobre o teu peito.Com elegância e sem ostentação,Atravessavas branca, esbelta e fina,Uma chusma de padres de batina,E de altos funcionários da nação.
  23. 23. «Mas se a atropela o povo turbulento!Se fosse, por acaso, ali pisada!»De repente, paraste embaraçadaAo pé dum numeroso ajuntamento.E eu, que urdia estes fáceis esbocetos,Julguei ver, com a vista de poeta,Uma pombinha tímida e quietaNum bando ameaçador de corvos pretos.
  24. 24. E foi, então, que eu, homem varonil,Quis dedicar-te a minha pobre vida,A ti, que és ténue, dócil, recolhida,Eu, que sou hábil, prático, viril.
  25. 25. Milady = forma de tratamento para mulhernobreassombrar = pasmar, ficar maravilhadoregalo = agasalho para proteger as mãos dofrioafoitar = atreverermo = deserto; solitário
  26. 26. A. A mulher desejada é altiva, arrogante,desdenhosa, um produto inacessível daartificialidade citadinae é, na graça distinta do seu porte, como aModa supérflua e feminina, e tão alta eserena como a Morte!... (14-16)Grande dama fatal, sempre sozinha, (19)O modo diplomático e orgulhoso que Ana deÁustria mostrava aos cortesãos (27)E enfim prossiga altiva como a Fama, semsorrisos, dramática, cortante (29-30)ó flor do Luxo (37)
  27. 27. B. Contudo, exerce um poder de atraçãomagnético sobre o «eu»Ah! Como me estonteia e me fascina (13)fazendo-me assombrar (18)
  28. 28. C. que a deseja e persegue, numa atitudeque roça o masoquismoO seu olhar possui, num jogo ardente,um arcanjo e um demónio a iluminá-lo;como um florete, fere agudamente, eafaga como o pelo dum regalo! (21-24)Que eu procuro fundir na minha chamaseu ermo coração, como um brilhante(31-32)
  29. 29. D. Estas ameaçadoras mulheres personificam acidade e o seu poder ameaçador. No caso de«Deslumbramentos», a ameaça estárepresentada, por exemplo, pela associação dafigura feminina ao florete, ao frio do metal e àMorteMilady, é perigoso contemplá-la (1)Em si tudo me atrai como um tesoiro (9)Grande dama fatal, sempre sozinha, (19)O seu olhar possui, num jogo ardente, umarcanjo e um demónio a iluminá-lo (21-22)E afaga como o pelo dum regalo (24)Sem sorrisos, dramática, cortante (30)
  30. 30. Tendo como referência sobretudo osdois poemas de que tratámos hoje(«Deslumbramentos», «A Débil»), mastambém, eventualmente, todos os outrosde Cesário «protagonizados» pormulheres, resolve, numa respostaconjunta, os pontos 1.2 da p. 317 e 1 da p.318.No fundo, vais discorrer sobre retratosde mulher em Cesário, aproveitando ocomentário de Inês Dias e, pelo menos, osdois textos que estivemos a ver hoje.
  31. 31. TPC — Prepara leitura em voz alta(com prévia compreensão do texto, éclaro) de «Cristalizações» (p. 319).

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