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Objetivo Geral
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Coleta dos Dados
Cada trecho dos 22 igarapés será amostrado uma única vez entre julho e outubro
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Análises dos Dados
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Cronograma de desembolso das atividades mostrado Trimestralmente.
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Referências Bibliográficas
ANJOS, M.B. 2005. Estrutura de comunidades de peixes de igarapés de terra firme
na Amazônia Cen...
MENDONÇA, F.P.; MAGNUSSON, W.E.; ZUANON, J. Relationships between
habitat characteristics and fish assemblages in small st...
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na Amazônia Central: composição, distribui...
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Projeto i. rachovii (met. cientifica)

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Projeto i. rachovii (met. cientifica)

  1. 1. CARACTERIZAÇÃO DA DIETA DE Iguanodectes rachovii EM IGARAPÉS, COM DIFERENTES ESTÁGIOS DE CONSERVAÇÃO NA REGIÃO DO NORDESTE PARAENSE. COUTINHO, J. C. S.1 ; SANTOS, J. A.1 ; MOREIRA, N. G. G.1 & FERREIRA, A.2 1 Acadêmicos da Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais (FCBA). Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), 79804-070 Dourados, MS, Brasil. e-mail: <jean-coutinho11@hotmail.com>; 2 Prof. Dr., FCBA-UFGD <e-mail: andersonferreira@ufgd.edu.br > Resumo O presente projeto tem como objetivo analisar as características do Caracídeo Iguanodectes rachovii em igarapés impactados e conservados na região amazônica, além de verificar mudanças espaciais na dieta (ambientes conservados e impactados), descrever as variações descrever as variações na dieta nas diferentes classes de tamanho e determinar a origem dos alimentos. O estudo será realizado no nordeste do Estado do Pará (Amazônia Oriental) e serão amostrados 22 igarapés. Os peixes serão coletados com redes de arrasto e peneiras e os espécimes serão fixados imediatamente no formol 4% e posteriormente conservados em álcool 70%. A biometria será feita em laboratório, onde será determinado o tamanho e o peso dos indivíduos de I. rachovii. Os espécimes serão dissecados para a retirada dos estômagos para a análise estomacal. Os itens alimentares serão analisados de acordo com os métodos de frequência de ocorrência e volumétrico (dados quantitativos) e para a caracterização da dieta será calculado o Índice Alimentar (IAi%). Os dados sobre a dieta de I. rachovii serão tabulados, explorados e analisados em tabelas e gráficos, e serão utilizadas análises estatísticas apropriadas para se obter os resultados. Palavras-chave: alimentação, Characidae, ambientes lônticos,
  2. 2. Introdução A região Amazônica é formada por uma grande diversidade de corpos d´água que juntos formam a maior bacia de drenagem do mundo (Santos e Ferreira, 1999). As riquezas da biodiversidade da Amazônia são inúmeras e uma delas é a ictiofauna de água doce, a mais variada do mundo com mais de 2.000 espécies de peixes já identificadas. No entanto, a maioria dos estudos ictiológicos desenvolvidos da Amazônia enfocou apenas grandes rios e estudaram principalmente espécies de peixes comerciais (Ferreira et al., 1998; Sabino e Zuanon, 1998). Até o presente momento, poucos foram os estudos realizados sobre a ictiofauna de igarapés (Sabino e Zuanon, 1998; Mendonça et al., 2005; Pazin et al., 2006; Espírito- Santo et al., 2009), e poucos também foram os estudos realizados sobre a dieta dos peixes desse ecossistema (Silva, 1993; Anjos, 2005) revelando a falta de conhecimento sobre a estrutura trófica em igarapés. A maioria dos trabalhos sobre a ictiofauna amazônica foi realizada na região da Amazônia Central, havendo uma lacuna de informações na região da Amazônia Oriental. Characiformes, ordem que representa a maior parte dos peixes de água doce neotropicais, apresentam enorme variedade de formas e comportamentos adaptativos que resultam em especializações tróficas e/ou de ocupação espacial (Vazzoler e Menezes, 1992). A família Characidae apresenta uma ampla distribuição geográfica, desde o sul da América do Norte, América Central e do Sul, sendo na bacia Amazônica onde se encontra a maioria das espécies deste grupo (Britski, 1972; Weitzman e Fink, 1983). Atualmente, as seguintes subfamílias são incluídas em Characidae: Agoniatinae, Clupeacharacinae, Iguanodectinae, Bryconinae, Serrasalminae, Aphyocharacinae, Characinae, Stethaprioninae, Tetragonopterinae, Triportheinae, Rhoadsiinae, Cheirodontinae, Glandulocaudinae e Stevardiinae (Reis et al., 2003; Weitzman, et al.,2005; Buckup, 2007), e 88 gêneros são considerados incertae sedis (Lima et al., 2003). A subfamília Iguanodectinae é constituída pelos gêneros Iguanodectes (oito espécies) e Piabucus (duas espécies) (Buckup et al., 2007). As espécies de Iguanodectes (Cope, 1872) são: I. adujai (Géry, 1970), I. geisleri (Géry, 1970), I. gracilis (Géry, 1993), I. polylepis (Géry, 1993), I. purusii (Steindachner, 1908), I rachovii (Regan, 1912), I. spirulus (Günther, 1864) e I. variatus (Géry, 1993) e ocorrem apenas nas
  3. 3. bacias Amazônica e Orinoco (Buckup et al., 2007). Assim, este trabalho possui a finalidade de estudar a biologia alimentar de I. rachovii e suas variações ontogenéticas em uma região de elevada alterações antrópicas no nordeste do Estado do Pará. Revisão de Literatura A Bacia Amazônica é a maior rede hidrográfica do planeta com aproximadamente 7 × 106 km2 , inserida dentro da região tropical o que representa maior porção de florestas tropicais da Terra (Santos e Ferreira, 1999). A rede hidrográfica formada nesta região compõe-se de grandes rios que recebem diversos riachos, conhecidos popularmente de igarapés (Santos e Ferreira, 1999). Segundo esses autores, igarapés são corpos d´água de pequeno porte, caracterizados pelo leito bem delimitado, correnteza relativamente acentuada, água com temperatura pouco variável ao longo do ano (≈26°C) e as cabeceiras encobertas por dossel da floresta e o leito com muita matéria orgânica. Estes possuem fauna diversa cuja base trófica é de material orgânico proveniente das florestas adjacentes (Santos e Ferreira, 1999). Sabe-se que o processo de ocupação humana na região amazônica e a consequente remoção da cobertura florestal tem resultado na degradação dos rios locais em função do aumento no aporte de nutrientes proveniente dos ambientes terrestres, remoção do material presente nos substratos dos leitos, modificação das margens e drenagem resultantes das atividades desenvolvidas na região como agricultura, pecuária, atividades mineradoras e a liberação de efluentes in natura (Mello et al., 2005). A porção nordeste do Pará é um exemplo desta situação: sofreu ao longo de seu processo de ocupação a substituição das áreas de Floresta Ombrófila por áreas de cultivo agrícola e pastagens, que resultou em uma paisagem alterada composta por fragmentos florestais e uma vegetação secundária em variados estágios de desenvolvimento. Trabalhos como os de Watrin et al. (2009) constataram que a remoção da floresta ripária para a introdução de atividades agropecuárias acarretou em uma redução da qualidade da água. Tais alterações afetam diretamente a composição da biota aquática induzindo a mudanças na sua composição e causando perda da diversidade neste sistema (Nessimian et al., 2008). Os de peixes de riachos da região Neotropical apresentam uma fauna de pequeno porte e grande parte dessa fauna é dependente da vegetação ripária para alimentação,
  4. 4. reprodução e reprodução (Agostinho e Julio Jr, 1999). A alimentação natural dos peixes representa uma integração entre preferências alimentares, disponibilidade e acessibilidade do alimento, e pode variar de acordo com a localidade, época do ano, o crescimento ou idade do peixe, além da abundância dos itens alimentares, a atividade do peixe, a presença de outras espécies e mudanças no habitat (Lowe-McConnell, 1999). A composição da ictiofauna nos corpos d´água da região Neotropical possui o predomínio da ordem Characifomes, seguido por Siluriformes, Gymnotiformes e Perciformes (Lowe-McConnell, 1999). O mesmo padrão foi encontrado para igarapés na Amazônia Central (Lowe-McConnell, 1999) e igarapés na Amazônia Oriental (Brejão, 2011). No trabalho de Brejão (2011) foi estudada a composição da ictiofauna em igarapés localizados no nordeste paraense. Este autor encontrou 68 espécies de peixes nos igarapés, sendo a família Characidae responsável 75% dos indivíduos amostrados. De acordo com o autor, as espécies mais abundantes encontradas foram Hyphessobrycon heterorhabdus, Iguanodectes rachovii, Moenkausia collettii, Hyphessobrycon sp e Bryconops sp. Côrrea et al. (2012) estudaram a ictiofauna de igarapés de pequenas bacias de drenagem em área agrícola do nordeste paraense, Amazônia Oriental. Segundo estes autores a ordem Characiformes foi a responsável pela maior parte dos exemplares capturados e levando em consideração todas as amostras realizadas, a espécie Iguanodectes rachovii ocorreu em 50% das amostras, seguido da espécie Hyphessobrycon sp com 45,8%, Pyrrhulina laeta, em 40,3%, Hyphessobrycon heterorhabdus e Bryconops melanurus, com 33,3% das ocorrências. O único registro na literatura sobre a ecologia da espécie I. rachovii é encontrada no trabalho de Brejão (2011), no qual o autor realizou métodos de observação através de mergulho nos igarapés e determinou que a espécie possui o hábito diurno, nectônica e pratica a coleta de itens alimentares arrastados pela corrente à meia água e na superfície, além de preferir a região central do canal (adultos). Trabalhos sobre a dieta da espécie ainda são escassos e necessários. Outras espécies de Iguanodectes possuem algumas informações sobre sua dieta (Silva, 1993; Anjos, 2005). Silva (1993) estudou a alimentação e distribuição de algumas espécies de peixes de um igarapé na Amazônia Central. Dentre as espécies estudadas pela autora estava I. geislari e sua dieta apresentou um grande espectro de
  5. 5. itens alimentares, tanto autóctones quanto alóctones, mas o itens com maior ocorrência foi algas filamentosas. Anjos (2005) analisou a composição, distribuição e características tróficas das comunidades de peixes de igarapés de terra firme na Amazônia Central. A autora utilizou um banco de dados no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e realizou uma classificação trófica dos peixes. Para I. variatus, Anjos (2005) classificou a espécie como insetívora alóctone, pelo consumo de 77% de insetos alóctones e 23% de insetos autóctones. Justificativa A região Nordeste do Estado do Pará é uma das áreas de ocupação mais antiga da Amazônia. Como consequência, a vegetação original foi praticamente toda removida, restando poucos e degradados fragmentos de diversas feições de Floresta Ombrófila, e extensas áreas de vegetação secundária em estágios variados de regeneração. Nesta região observam-se o predomínio de propriedades agrícolas de pequeno porte, que empregam tecnologias rudimentares de cultivo, muitas vezes com impactos negativos sobre os remanescentes florestais nativos e, consequentemente, os recursos hídricos (Ferreira, A., comunicação pessoal). A manutenção da biodiversidade aquática depende, em parte, das funções ecológicas desempenhadas pelas florestas. Estas promovem a proteção estrutural do hábitat, regulam a estabilidade do sistema (fluxo de água, abrigos e sombra) e o fornecimento de uma variedade de alimentos de origem vegetal e de animais terrestres que caem na água (Barrela e Petrere Jr, 2001). As alterações antropogênicas sobre os ecossistemas aquáticos podem influenciar a sobrevivência de muitas espécies de peixes através da diminuição dos recursos diretamente disponíveis ou, indiretamente, afetando outros elos da cadeia trófica (Esteves e Aranha, 1999). Levando-se em consideração a abundância de riachos inexplorados na Região Amazônica e que esta região no Nordeste do Pará encontra-se altamente alterada, é de suma importância a compreensão da ecologia da ictiofauna de seus riachos. Os resultados que serão gerados neste estudo, levarão à compreensão sobre a ecologia alimentar de peixes de igarapés amazônicos. A degradação dessas áreas pode comprometer a cadeia alimentar dos organismos aquáticos, ocasionando até mesmo a extinção de espécies e a perda de patrimônios genéticos ainda desconhecidos.
  6. 6. Objetivo Geral Determinar a dieta de Iguanodectes rachovii em igarapés conservados e impactados da Amazônia Oriental. Objetivos Específicos Verificar mudanças espaciais na dieta (conservados x impactados), descrever as variações ontogenéticas na dieta (classes de tamanho) e determinar a origem dos alimentos (alóctones e autóctones). Hipótese 1: Não há diferença na dieta da espécie I. rachovii entre igarapés conservados e alterados da região nordeste do Pará (Amazônia Oriental) Hipótese 2: Não há diferenças ontogenéticas na dieta da espécie I. rachovii em igarapés da região nordeste do Pará (Amazônia Oriental) Material e Métodos Área de Estudo Os estudos serão realizados na região nordeste do Estado do Pará, em uma das áreas de ocupação mais antigas da Amazônia, com predomínio de propriedades agrícolas de pequeno porte, com bases produtivas de caráter familiar. Como consequência dessa antiga ocupação, a vegetação original será praticamente toda removida, restando poucos fragmentos de floresta degradada e secundária (Watrin et al., 2009). Os igarapés serão escolhidos de acordo com os graus de conservação do uso e cobertura do solo próximo aos corpos d’água. Para isso serão utilizados imagens de satélite e visitas a campo para escolha dos locais a serem amostrados. Serão selecionados 22 igarapés (11 igarapés conservados e 11 igarapés alterados). Cada local amostrado será anotado as coordenadas geográficas e plotados em um mapa para a caracterização da área de estudo.
  7. 7. Coleta dos Dados Cada trecho dos 22 igarapés será amostrado uma única vez entre julho e outubro de 2015, por ser a época do ano com menor precipitação o que favorece o acesso aos locais de coleta. Em cada um dos 22 igarapés amostrados será demarcado um trecho de 200 m. Ao longo desse trecho demarcado será realizada a avaliação das características físicas dos igarapés (largura, profundidade e tipo de substrato) e a amostragem dos peixes. Em cada trecho de igarapé de 200m, irão ser fechados trechos de aproximadamente 25m com redes (5mm entre nós) para as coletas dos peixes. Nesses trechos de 25m será utilizados redes arrasto (5mm), peneiras e puçás durante 20 minutos. Portanto, totalizando oito trechos por igarapé e tempo de coleta de 160 minutos. Os espécimes capturados serão fixados imediatamente no formol 4% e posteriormente conservados em álcool 70%. Análise da Dieta Em laboratório, será realizada a biometria dos indivíduos de I. rachovii, onde irá ser determinadas medidas dos comprimentos total e padrão (mm) e o peso total (g). Os indivíduos serão dissecados para a retirada do estômago. As análises dos conteúdos estomacais serão realizadas sob microscópio estereoscópico (lupa) e os itens alimentares serão identificados até menor nível taxonômico possível com o auxílio de bibliografia especializada. Os itens serão analisados de acordo com os métodos de frequência de ocorrência e volumétrico (dados quantitativos) (Hyslop, 1980). O volume dos itens será obtido através da compressão do material com lâmina de vidro sobre placa milimetrada, até uma altura conhecida (1 mm), sendo o resultado convertido em mililitros (1 mm3 = 0,001 ml) (Hellawell e Abel, 1971). Posteriormente, os itens alimentares serão agrupados em grandes grupos: insetos terrestres, insetos aquáticos, invertebrados terrestres, invertebrados aquáticos, vegetais, algas e detrito/sedimento. Os itens também serão agrupados em categorias alimentares amplas de acordo com sua origem: alóctone, autóctone e indeterminada (itens indeterminados quanto sua origem). A fim de se avaliar possíveis variações ontogenéticas da dieta da espécie, serão determinadas quatro classes de tamanho através do comprimento padrão. Para caracterizar a dieta terá que ser calculado o Índice Alimentar (IAi%) (Kawakami e Vazzoler, 1980).
  8. 8. Análises dos Dados Os dados sobre a dieta de I. rachovii serão tabulados, explorados e analisados em tabelas e gráficos. Para determinar se há diferença entre as classes de tamanho serão utilizada análises multivariadas. Esta análise será realizada com os valores dos volumes dos recursos alimentares consumidos pela espécie nos igarapés amostrados, através de pacotes estatísticos apropriados. Resultados Esperados Espera-se com este trabalho alcançar os objetivos propostos, gerando conhecimentos de suma importância sobre ecologia alimentar desta espécie de peixes de igarapés e como as alterações antrópicas estão influenciando esses ecossistemas. Esse trabalho irá gerar um artigo científico de cunho internacional, além de publicações regionais (congressos científicos). Estas informações, somadas a outros projetos que serão desenvolvidos na região, poderão gerar bases para políticas públicas voltadas para a conservação e programas de educação ambiental, além de fornecer bases para estudos posteriores de avaliação de impactos ambientais sobre a ictiofauna. Perspectivas de utilização Este trabalho será de enorme validade para a comunidade científica, principalmente se tratando do estudo de uma espécie na qual ainda não se possui nenhuma informação sobre sua biologia e ecologia. Informações sobre a ecologia trófica de peixes de igarapés, principalmente numa área da Amazônia que sofre e sofreu tantas ações antrópicas, é fundamental para estudos da conservação e práticas para políticas públicas. Estratégia de divulgação Este trabalho será divulgado em congressos científicos específicos, como o Congresso Brasileiro de Zoologia, Congresso Brasileiro de Ecologia, Congresso Brasileiro de Limnologia e Encontro Brasileiro de Ictiologia. O trabalho será publicado na revista científica “Ecology of Freshwater Fish”, que possui Qualis A1 da Capes, na área de avaliação de Ciências Naturais.
  9. 9. CRONOGRAMAS Recursos Humanos Equipe Executora do Projeto Nome Lotação Titulação Tipo de participação Atividades no projeto Carga horária/s Jamile Alvares dos Santos UFGD Graduanda Pesquisadora Pesquisa 12h Jean Carlos dos Santos Coutinho UFGD Graduando Coordenador Pesquisa 12h Nubio Geraldo Gonçalves Moreira UFGD Graduando Pesquisador Pesquisa 12h Anderson Ferreira UFGD Doutor Orientador Orientação 8h Cronograma de Execução das atividades mostrado trimestralmente. 2015 2016 Jan/Fev/ Mar Abr/Mai/ Jun Jul/Ago/ Set Out/Nov/ Dez Jan/Fev/ Mar Abr/Mai/ Jun Jul/Ago/ Set Out/Nov/ Dez Revisão Bibliográfica X X X X X X X Coleta das amostras de peixes X X Biometria X X Análises da dieta X X X Análise dos dados X X X X Confecção do relatório final X
  10. 10. Orçamento Financeiro Item Quantidade Valor unitário Total Material Permanente Microscópio estereoscópico (Estereomicroscópio Leica MZ 80 com sistema de iluminação, zoom 8.1) 1 19.500,00 19.500,00 Computador (PC Mix L3100 com Intel" Core i3 - 4GB 1TB LED 18,5) 1 1.500,00 1.500,00 Impressora multifuncional 1 1.200,00 1.200,00 Material de consumo Tonner para impressora 4 296,00 1.184,00 Formaldeído 50 2,70 135,00 Álcool etílico 90% 250 3,70 925,00 Combustível (óleo diesel) 450 2,10 945,00 Frascos de Plástico 1500 0,22 330,00 Frascos vidro 100 3,35 335,00 Peneiras metálicas 9 50,00 450,00 Redes de arrasto 4 100,00 400,00 Pinça de Dissecção Anatômica 10 25,00 250,00 Diárias Diárias em hotel 75 320,00 24.000,00 Serviço de terceiros Aluguel de carro 25 100,00 2.500,00 Total 53.654,00
  11. 11. Cronograma de desembolso das atividades mostrado Trimestralmente. 2015 2016 Jan/Fev/ Mar Abr/Mai/ Jun Jul/Ago/ Set Out/Nov/ Dez Jan/Fev/ Mar Abr/Mai/ Jun Jul/Ago/ Set Out/Nov/ Dez Microscópio estereoscópico 19.500 Computador 1.500,00 Impressora multifuncional 1.200,00 Tonner para impressora 592,00 592,00 Formaldeído 67,50 67,50 Álcool etílico 90% 462,50 462,50 Combustível (óleo diesel) 472,50 472,50 Frascos 110,00 110,00 110,00 Frascos vidro 335,00 Peneiras metálicas 450,00 Redes de arrasto 400,00 Pinças 250,00 Diárias 12.000,00 12.000,00 Aluguel de carro 1.250,00 1.250,00 Total 4.209,50 33.935,00 14.167,50 177,50 1.164,50
  12. 12. Referências Bibliográficas ANJOS, M.B. 2005. Estrutura de comunidades de peixes de igarapés de terra firme na Amazônia Central: composição, distribuição e características tróficas. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Amazonas – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA. Manaus, Amazonas. 68p. BRITSKI, H.A. 1972. Peixes de água doce do Estado de São Paulo: Sistemática. In: Poluição e Piscicultura. Faculdade de Saúde Pública da USP, Instituto de Pesca da C.P.R.N. da Secretaria da Agricultura, São Paulo, p.79-108. BUCKUP, P.A., MENEZES, N.A. & GHAZZI, M.S. 2007. Catálogo das espécies de peixes de água doce do Brasil. Museu Nacional: Rio de Janeiro.195p. Espírito-Santo, H. M. V., W. E. Magnusson, J. Zuanon, F. P. Mendonça, V. L. Landeiro. 2009. Seasonal variation in the composition of fish assemblages in small Amazonian forest streams: evidence for predictable changes. Freshwater Biology 54(3): 536-548. FERREIRA, E. J. G., ZUANON, J. A. S., SANTOS, G. M. 1998. Peixes comerciais do Médio Amazonas, região de Santarém – PA. IBAMA: Brasília. 214 p. HELLAWELL, J. & ABEL, R. 1071. A rapid volumetric method for the analysis of the food of fishes. Journal of Fish Biology. v. 3, p. 29-37. HYSLOP, E.J. Stomach contents analysis – a review of methods and their applications. Journal of Fish Biology. v. 17, p. 411-429, 1980. KAWAKAMI, E. & VAZZOLER, G. Método gráfico e estimativa de índice alimentar aplicado no estudo de alimentação de peixes. Boletim do Instituto Oceanográfico. v. 29, n. 2, p. 205-207, 1980.
  13. 13. MENDONÇA, F.P.; MAGNUSSON, W.E.; ZUANON, J. Relationships between habitat characteristics and fish assemblages in small streams of Central Amazônia. Copeia. v. 4, p. 751–764, 2005. REIS, R.E.; KULLANDER, S.O.; FERRARIS JUNIOR., CJ. 2003. Check list of the freshwater fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, 729p. Sabino, J. & J. Zuanon. 1998. A stream fish assemblage in Central Amazonia: distribution, activity patterns and feeding behavior. Icthyological Exploration of Freshwaters, 8(3): 201-210. SANTOS, G. M. , FERREIRA, E. J. G. 1999. Peixes da Bacia Amazônica. In: LOWE- MCCONNELL, R. H.. Estudos Ecológicos de Comunidades de Peixes Tropicais. Edusp, São Paulo. 584p. SILVA, C.P.D. 1993. Alimenração e distribuição espacial de algumas espécies de peixes do igarapé do Candirú, Amazonas, Brasil. Acta Amazônica. 23: 27 1-285. Vazzoler, A.E.A. de M.; Menezes, N.A. 1992. Síntese de conhecimentos sobre o comportamento reprodutivo dos Characiformes da América do Sul (Teleostei, Ostariophysi). Revista Brasileira Biologia. 52 (4): 627-640. WATRIN, O.S.; GERHARD, P; MACIEL, M.N.M. 2009. Dinâmica do uso da terra e configuração da paisagem em antigas áreas de colonização de base econômica familiar, no nordeste do estado do Pará. Geografia, v.34, p. 455-479. WEITZMAN, S.H.; FINK, W.L. Relationships of the Neon Tetras, a group of South American freshwater fishes (Teleostei, Characidae), with comments on the phylogeny of new world characiforms. Bulletin of the Museum of Comparative Zoology, v. 150, n. 6,p. 339-395, 1983. AGOSTINHO, A.A. & JULIO JR. 1999. Peixes da bacia do alto rio Paraná. LOWE- MCCONNELL, R. H.1999. Estudos Ecológicos de Comunidades de Peixes Tropicais. Edusp: São Paulo. 584p.
  14. 14. ANJOS, M.B. 2005. Estrutura de comunidades de peixes de igarapés de terra firme na Amazônia Central: composição, distribuição e características tróficas. Dissertação de mestrado. Programa de Pós-graduação em Biologia Tropical e Recursos Naturais, INPA e UFAM. 68p. BREJÃO, G.L. 2011. Estradas, alagados antrópicos, peixes e fragmentação de redes fluviais em uma paisagem agrícola do nordeste do Pará. Dissertação de mestrado. Programa de Pós-graduação em Ciências Ambientais, UFPA, MPEG e Embrapa Amazônia Oriental. 97 p. CORRÊA, J.M.; GERHARD, P. & FIGUEIREDO, R.O. 2012. Ictiofauna de igarapés de pequenas bacias de drenagem em área agrícola do Nordeste Paraense, Amazônia Oriental. Revista Ambiente e Água, v. 7, n. 2, p. 214-230. LOWE-MCCONNELL, R. H.1999. Estudos Ecológicos de Comunidades de Peixes Tropicais. Edusp: São Paulo. 584p. MELLO, E.G.F.; SILVA, M.S.R. & MIRANDA, S.A.F. 2005. Influência antrópica sobre águas de igarapés na cidade de Manaus – Amazonas. Caminhos de Geografia, v.5, p.40-47. NESSIMIAN, J.L.; DORVILLE, L.F.M.; SANSEVERINO, A.M; BAPTISTA & D.F. 1998. Relation between flood pulse and functional composition of the macroinvertebrate benthic fauna in the lower Rio Negro, Amazonas, Brazil. Amazôniana, v.15, n.1, p. 35–50. SILVA, C.P.D. Alimentação e distribuição espacial de algumas espécies de peixes do igarapé do Candiru, Amazonas, Brasil. Acta Amazônica, v. 23, n.2-3, 271-285.

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