Inform.Ação                      w w w. a c a o m a g i s t r a l . o r g . b rMAGISTRAL                Revista de Informa...
Proteção Solar o ano todo!    Os fotoprotetores                          A loção NORED são produtos                       ...
Índice                                                   EditorialPotenciais benefícios do uso off-label                  ...
Potenciais benefícios do uso                                    off-label de baixas doses de                              ...
4,5mg/dia para pacientes adultos.             benefícios clínicos, embora resultados                                      ...
pode atenuar hiperatividade, agitação,                    O relato de um caso clínico publicado                           ...
Extrato de Cranberry          Benefícios na redução          de bactérias patogênicas          no trato geniturinário     ...
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Colágeno hidrolisado        nutracêutico rico em aminoácidos com        benefícios sobre articulações e vantagens        p...
A porcentagem destes eventos foi       por goma xantana. A administração           Através deste estudo, foi possível     ...
Lactobacillus acidophilus                                        em pediatria                benefícios em pacientes com d...
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(P=0,011) e foi relacionada à idadeda cicatriz (P=0,007);                                             O objetivo do tratam...
Para avaliar a influência da aplicação tópica                                  PROLIFERAÇÃO DOS FIBROBLASTOS EM           ...
FitoterápicosFoto: ©Anton Maltsev | Dreamstime.com                                                            em psiquiatr...
InformAção Magistral Edição XX - 2012
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Uso de Cranberry para tratamento Urogenital, Lactobacilus no tratamento da Dermatite Atópica, Fitoterápicos na Psiquiatria, e mais.

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  1. 1. Inform.Ação w w w. a c a o m a g i s t r a l . o r g . b rMAGISTRAL Revista de Informação Científica Médica Distribuição Gratuita • Edição XX • 2012Cura pelaNaturezanovas opções detratamento a partir deextratos de plantas Cranberry redução de bactérias patogênicas noFitoterápicos trato geniturinárioem Psiquiatrianovas opções para Arnicacontrole da ansiedade eficácia na osteoartritee melhora da com atividade comparávelqualidade do sono ao ibuprofeno
  2. 2. Proteção Solar o ano todo! Os fotoprotetores A loção NORED são produtos autobronzeadora de vanguarda, NORED proporciona resultantes de um bronzeado pesquisas, testes, natural e a cor comprovações e aparece após desenvolvimento. 3-5 horas da Foram elaborados aplicação. Testado com matérias primas dermatologicamente. de última geração que garantem proteção efetiva, conferem sensorial diferenciado e permitem distribuição uniforme. Testado dermatologicamente. Contém TINOSORB ®Somente nas farmácias associadas
  3. 3. Índice EditorialPotenciais benefícios do uso off-label Caro Doutor(a)de baixas doses de naltrexona - Neste ano, a Ação Magistral completa 10Parte II, por Anderson Oliveira 4 anos. Ao longo destes anos fortalecemos oExtrato de Cranberry 7 segmento magistral com a qualificação con­ tínua dos associados. Estreitamos nosso re­a­ lColágeno hidrolisado 9 11 cionamento com a classe médica através da revista Inform.Ação e do lançamentos de produtos das marcas NOLactobacillus acidophillus em RED, PURIS e MAG. Em comemoração ao aniversário da Ação Ma­pediatria 11 gistral serão lançados novos fotoprotetores NO RED ainda em 2012.Fatores de Crescimento em Cirurgia Mais uma vez trazemos aos senhores artigos variados, todosPlástica 13 indexados e com importante impacto na atividade de algumas especialidades.Fitoterápicos em psiquiatria 17 Apresentamos a sequência do artigo do Dr Anderson de OliveiraGel de Arnica 20 sobre Naltrexona off-label, que será finalizado na próxima edição da revista. EXPEDIENTE Trouxemos dados do extrato de Cranberry na diminuição de bactérias patógenas no trato geniturinário, artigos sobre o uso de Diretoria Ação Magistral colágeno no tratamento da osteoartrite, de lactobacillus acidophilus Maria de Fátima Jacobus Alves (Presidente) em pediatria, como auxiliar no tratamento de dermatite atópica, Gilberto Biegelmeyer (Vice-Presidente) Maria Cecília O. M. Noronha (Diretor de Projetos) Fatores de crescimento como estimulante da cicatrização e, por fim, Vera Lúcia Bertol Scussel (Diretora de Negociações) fitoterápicos na psiquiatria. Vera Lúcia Garcia Sartori (Tesoureira) Roberta Pires Bastos Oliveira (Secretária) Esperamos deste modo contribuir na sua atividade e na saúde de seus pacientes. Coordenação Editorial Paulo Vasques Boa Leitura, Farm. Maria de Fátima Alves Conselho Editorial Adriana Herwig • Eduardo de Abreu Presidente Maria de Fátima Alves • Gilberto Biegelmeyer Rejane Heyse Ribas Atendimento Contato: Rua General Andrade Neves, 100 Visão da Ação Magistral Sala 401 • Centro • Porto Alegre • RS Seriedade e credibilidade 51 3227.7724 • www.acaomagistral.org.br Produção Editorial Coomunica Editora Missão da InformAção Magistral Porto Alegre • RS • 51 3029.1227 Atender às expectativas dos prescritores com informações Jornalista Responsável: atuais e tradicionais sobre produtos manipulados de Andréa Pelc Prestes (MTB 8914) ação comprovada. Foto da Capa: © Nilsz | Dreamstime.com Redação Pharmaceutical Assessoria e Treinamento Ltda. Textos elaborados por Pharmaceutical Assessoria e Treinamento LTDA. © Direitos autorais protegidos pela Lei www.pharmaceutical.com.br • 48 3234.7247 9.610/98. A Pharmaceutical não autoriza a veiculação deste material em quaisquer meios eletrônicos, sendo destinado exclusivamente aos profissionais da saúde devidamente habilitados e inscritos em seus conselhos Opiniões e ideias transmitidas por artigos assinados regionais, sendo proibida a veiculação deste material ou de parte de seu conteúdo ao público leigo. As informações contidas devem ser analisadas pelo profissional prescritor antes de adotadas na clínica. Em caso de dúvidas, não refletem necessariamente nossa opinião. solicitações ou sugestões procure o farmacêutico ou a farmácia responsável pela disponibilização do mesmo. Edição XX 3
  4. 4. Potenciais benefícios do uso off-label de baixas doses de naltrexona - Parte II Por Anderson Oliveira Ortofarma Laboratório de Controle da Qualidade Foto: © Helder Almeida | Dreamstime.com Baixa dose de células cancerosas. A ad­ inistração m para neuroblastoma, (ZAGON & naltrexona no câncer de Baixas Doses de Nal­­ trexona tem McLAUGHIN, 1983). Relatos de Em estudos conduzidos por Zagon efeito similar à admi­ is­ração do OGF n t . pro­issionais de casos isolados têm f e colaboradores foi descoberto que Quando uma bai­ a dose de naltrexona x reportado o sucesso do uso de baixas os opioides podem atuar como fa­o­ t ou OGF é ad­ i­ istrada, o OGF mn doses de naltrexona no tratamento do res de crescimento em células e te­ idos c reage com o re­ eptor OGFr no núcleo c câncer pancreático (no câncer pan­ neurais e não neurais. Foi obser­ ado v da célula e forma um complexo. O creático foi empregada terapia com­ que um opioide endógeno, metio­ complexo OGF-OGFr influencia os binada com baixa dose de naltrexona nina-5-encefalina, exerceu em baixas mecanismos de crescimento celular oral e ácido alfa-lipoico intravenoso) do­ es uma influência negativa no cres­ s e interrompe o crescimento celular. (BERKSON et al., 2006; BERKSON et cimento tumoral e um efeito esti­ u­ m Os receptores OGFr são encontrados al., 2009), linfoma (BERKSON et al., latório quando usado em altas doses. em diversas cé­u­as cancerosas. Em l l 2007), tumores metastáticos sólidos Este opioide foi denominado fator de humanos, o re­ eptor OGFr é altamente c intratáveis (terapia combinada de baixa crescimento opioide (OGF – Opioid expressado no coração e no fígado, dose de naltrexona com IL-2 subcutânea Growth Factor) (ZAGON et al., 2000.; moderadamente no músculo esquelético e melatonina oral) (LISSONI et al., ZAGON et al., 2007; CHENG et al., e no tecido re­ al e menos extensamente n 2002), câncer de pulmão e em diversos 2007; CHENG et al. 2008 ). Di­e­ f no cérebro e pâncreas (MOORE & outros tipos de como câncer de mama, rentemente da quimioterapia, o OGF WILKINSON, 2009). câncer de próstata, câncer hepático, não destrói a célula cancerosa ou ou­ O uso de baixas doses de nal­re­ t vários tipos de leucemias, cânceres tras células sadias. Portanto, ele não xona tem sido considerado em diversos renais, câncer hepático, câncer é citotóxico. Entretanto, o OGF inter­ tipos de câncer na forma de terapia ovariano, mieloma múltiplo (MOORE rom­ e o crescimento celular atra­ és de p v única ou combinada. Estudos com & WILKINSON, 2009). mecanismos imunológicos, por exem­­ plo, célu­as cancerosas e estudos pré- l A dose naltrexona relacionada nos levando macrófagos e linfó­ itos Natural c clíni­ os também têm demonstrado c estudos foi variável entre eles, sendo Killer a cumprir a tarefa de destruir as resultados potencialmente promissores a dose média empregada próxima a4 InformAÇÃO MAGISTRAL
  5. 5. 4,5mg/dia para pacientes adultos. benefícios clínicos, embora resultados ligeiramente melhores foram obser­ ados v O uso de baixas Baixa dose de naltrexona no grupo que recebeu a nal­rexona t doses de naltrexona no autismo pediátrico (BOUVARD et al., 1995). tem sido considerado Devido observação de altos níveis Um estudo clínico controlado por em diversos tiposendógenos de opioides em al­ umas g placebo conduzido por Campbell ecrianças com autismo, alguns pes­ colaboradores avaliou a eficácia e de câncer na formaquisadores têm estudado a terapia com segurança da naltrexona em curto prazo de terapia únicanaltrexona para este distúrbio. no tratamento de 41 crianças autistas, ou combinada. Um estudo aberto inicial conduzido bem como seu efeito no aprendizado em Estudos com célulaspor pesquisadores franceses utilizou laboratório. Nesse estudo a naltrexona cancerosas e estudosa naltrexona administrada na dose reduziu significativamente somente ade 1mg/kg e observou uma ime­ hiperatividade, sem a ocorrência de pré-clínicos tambémdiata redução da hiperatividade, efeitos adversos sérios (CAMPBELL et al., têm demonstradocom­ ortamento de automutilação e p 1993). resultadosna agressividade com concomitante O relato de um caso clínico potencialmentemelhora da atenção em duas garotas publicado recentemente na revista promissores paraautistas. Além disso, houve melhora Encephale concluiu que o tratamentono comportamento social como na de crianças com um distúrbio autístico neuroblastomaexpressão de sorriso, observação dos sério, utilizando uma suspensão oral (...). Relatos decomportamentos sociais e da interação extemporânea de Naltrexona re­ resenta p profissionais deem brincadeiras e jogos. Os efeitos uma alternativa terapêutica poten­ casos isolados têmadversos observados foram sedação cialmente interessante para tratamento reportado o sucessotransitória no início do tratamento e de sintomas compor­a­ entais t m resis­constipação moderada (LEBOYER et tentes à terapia clássica. Nesse caso, do uso de baixasal., 1993). o paciente iniciou o tratamento com doses de naltrexona Posteriormente, estes mesmos uma dose de 1mg/kg/dia, promo­ no tratamento dopesquisadores conduziram um estudo vendo um aumento transitório no com­ câncer pancreáticoduplo-cego, usando uma dose efetiva portamento negativo. Entretanto, com a (...), linfoma, tumoresmenor de naltrexona, 0,5mg/kg/dia, administração de uma dose subsequentee compararam com um placebo. Esse de 0,75mg/kg/dia houve a ocorrência de metastáticos sólidosestudo incluiu avaliações clínicas e significativa melhora. O comportamento intratáveis, câncer debioquímicas. Foi observado que todas as de automutilação desapareceu com­ le­ p pulmão e em diversoscrianças com autismo tinham elevações tamente e os efeitos adversos observados outros tipos de comomarcantes de beta-endorfinas no início foram sedação transitória no início do câncer de mama,do estudo. Adicionalmente, 70% das tratamento e a ocorrência de constipaçãocrianças exibiam níveis anormais baixos moderada (DESJARDINS et al., 2009). câncer de próstata,do hormônio adrenocorticotrófico Diversos outros pequenos estudos câncer hepático, vários(ACTH); 60% mostravam elevações utilizando a naltrexona no tratamento do tipos de leucemias,de norepinefrina; 50% apresentavam autismo têm sido realizados com resultados cânceres renais,elevações da arginina-vasopressina variáveis. Um artigo de revisão redigido câncer hepático,e 20% mostravam elevações na por Elchaar e colaboradores avaliouserotonina. As crianças de ambos os a eficácia e segurança da naltrexona câncer ovariano,grupos (placebo e grupo da baixa dose em pacientes com autismo através da mieloma múltiplo.de naltrexona) obtiveram modestos análise de vários estudos publicados Edição XX 5
  6. 6. pode atenuar hiperatividade, agitação, O relato de um caso clínico publicado ataques de raiva, irritabilidade, exclu­ recentemente na revista Encephale concluiu são social e comportamentos estereo­ que o tratamento de crianças com um distúrbio tipados. Os pacientes podem também autístico sério, utilizando uma suspensão exibir melhora da atenção e do contato oral extemporânea de Naltrexona re­ resenta p no olhar. O efeito adverso mais co­ mumente relatado foi a sedação tran­ uma alternativa terapêutica poten­ ialmente c sitória. Efeitos adversos sérios não fo­ interessante para tratamento de sintomas ram relatados nos estudos de curto compor­ a­ entais resistentes à terapia clássica. t m prazo. Os revisores concluíram que uma criança afetada pelo autismo po­ obtidos via MEDLINE (no período de séries de casos e 14 estudos clínicos de se beneficiar com a terapia com a 1966 a 18 de maio de 2006) e do foram identificados como pertinentes. nal­rexona, particularmente se a criança t International Pharmaceutical Abstracts A análise da síntese de dados obtidos exibir comportamento de automutilação (no período de 1971 a 18 de maio de para esta revisão constatou que a nal­ e em situações onde outras terapias em­ 2006). Todos artigos que descreviam trexona tem sido usada no autismo em pregadas tenham falhado (ELCHAAR et ou avaliavam a eficácia e/ou segurança doses variáveis de 0,5 a 2mg/kg/dia e al., 2006). da naltrexona em pacientes pediátricos encontrou ser predominantemente efe­ com Autismo foram incluídos nessa re­ ti­ a na redução do comportamento de v Este artigo continua visão. Três relatos de casos clínicos, 8 automutilação. A Naltrexona também na próxima edição. Referências: Dose Naltrexone) Protocol for People With study. Psychiatry Res. 1995 Oct 16;58(3):191- 1. ZAGON, I.S. et al. “Opioid Growth Metastatic and Nonmetastatic Pancreatic 201. Factor Regulates the Cell Cycle of Human Cancer: A Report of 3 New Cases. Integr 13.CAMPBELL, M. et al. Naltrexone in Neoplasias”. International Journal of Cancer Ther 2009 8: 416-422. Autistic Children: Behavioral Symptoms and Oncology 17, no.5 (November 2000), 1053- 8. Berkson, BM, Rubin D, Berkson AJ. The Attentional Learning. Am. Acad. Child Adolesc. 1061. long-term survival of a patient with pancreatic Psychiatry, 1993, 32, 6:1283–1291. 2. ZAGON, I.S.; RAHN, K.A. & McLAUGHIN, cancer with metastases to the liver after 14.DESJARDINS, S. et al. Treatment of a P “Opioids and Migration, Chemotaxis, .J. treatment with the intravenous alpha-lipoic serious autistic disorder in al child with Invasion, and Adhesion of human cancer cells. acid/low-dose naltrexone protocol. Integr Naltrexone in an oral suspension form. Neuropeptides 41, no.6 (December 2007). Cancer Ther. 2006;5:83-89. Encephale, 2009, 35, 2:168-172. 442-452. 9. Berkson, BM, Rubin D, Berkson AJ. Reversal 15.GEKKER, G.; LOKENSPARD, P PETERSO, .; 3.CHENG, F. et al. “The Opioid Growth Factor of signs and symptoms of a B-cell lymphoma P Naltrexone Potentiates Anti-HIV-2 Activity . (OGF)-OGF Receptor Axis Uses the p16 in a patient using only lowdose naltrexone. of Antiretroviral Drugs in CD4+ Lymphocyte Pathway to Inhibit Head and Neck Cancer”. Integr Cancer Ther. 2007;6:293-296. Cultures. Drug and Alcohol Dependence 64, Cancer Research 67 (November 1, 2007), 10.LISSONI, P et al. Neuroimmunotherapy . no.3 (November 2001). 257-263. 10511-10518. of untreatable metastatic solid tumors 4.CHENG, F. et al. “The OGF-OGFr with subcutaneous low-dose interleukin-2, 16.BIHARI, B. et al. Low Dose Naltrexone Axis Utilizes the p21 Pathway no Restrict melatonin and naltrexone: Modulation in the Treatment of Acquired Immune Progression of Human Pancreatic Cancer”. of interleukin-2-induced antitumor Deficiency Syndrome. Oral Presentation at Molecular Cancer, January 11, 2008. immunity by blocking the opioid system. the IV Internationational AIDS Conference in Neuroendocrinology Letters 2002; 23:341- Stockholm, June 1988. 5. MOORE, E.A. & WILKINSON, S. The Promise of Low Dose Naltrexone Therapy. 344. 17. BIGLIARDI, P et al. Treatment of Pruritis .L. Jefferson, North Carolina: McFarland & 11. LEBOYER, M. et al. Opiate hypothesis with Topically Applied Opiate Receptor Company, 2009.213p. in infantile autism? Therapeutic trials Antagonist. Journal of American Academy of 6.ZAGON, L.S. & McLAUGHIN, P.J. with naltrexone. Encephale. 1993 Mar- Dermatology 56, no.6 (June 2007), 979-88. “Naltrexone Modulates Tumor Response in Apr;19(2):95-102. 18.GREENWAY, F. et al. Effect of naltrexone Mice with Neuroblastoma. Science 221, no. plus bupropion on weight loss in overweight 12. BOUVARD, M.P LEBOYER, M.; LAUNAY, .; 4611 (August 12, 1983), 671-673. and obese adults (COR-I): a multicentre, JM. et al. Low-dose naltrexone effects on 7. BERKSON, B.M; RUBIN D. M. & BERKSON, plasma chemistries and clinical symptons in randomised, double-blind, placebo-controlled, A.J. Revisiting the ALA/N (a-Lipoic Acid/Low- autism: a double-blind, placebo controlled phase 3 trial. Lancet 2010; 376: 595–605.6 InformAÇÃO MAGISTRAL
  7. 7. Extrato de Cranberry Benefícios na redução de bactérias patogênicas no trato geniturinário Foto: © Margo555 | Dreamstime.com Nos últimos anos, tem aumen­ado tmuito o interesse em alguns com­ o­ pnentes presentes nos alimentos quepos­ uem benefícios à saúde humana. sNos alimentos que são derivadosde plantas, estes componentes, deocor­­­ rência natural, formam par­ a Helicobacter pylori1,5, por exem­ lo. p de E. coli às células do epitélio va­te do metabolismo secundário de Tem sido particularmente em­ re­ ada p g gi­ al e da bexiga. Neste estudo, os nmui­­ tipos de frutas e outros vege­ tos no tratamento e prevenção de in­ pesquisadores pré-incubaram colôniastais, os quais são conhecidos co­ o m fecções do trato urinário em mulheres de E. coli uropatogênica com extratofito­ uímicos. A capacidade antioxi­ q e doenças do trato digestivo . 1 de cranberry (proantocianidinas:dante dos fitoquímicos, assim como a Acredita-se que os efeitos benéficos 9mg/g). As colônias pré-incubadas fo­capacidade destes em auxiliar na pro­ ­ do cranberry sejam atribuídos aos seus ram testadas quanto à aderência nasmoção da saúde e/ou possuir pro­ rie­ p compostos fenólicos, uma vez que é cé­ulas do epitélio vaginal e da bexiga, ldades preventivas de doenças, tem sido co­ hecido pela elevada concentração n comparando os resultados com os da­atualmente objeto de intensos estudos de antocianinas, assim como apresenta dos prévios à incubação. Foi ainda tes­pela comunidade científica . As amoras 1 conteúdo significativo de flavonoides, tado um extrato de proantocianidinas(berries), incluindo a framboesa (rasp­ flavan-3-ois, taninos (elagitaninos e isoladas do cranberry. Como resultadosberry), mirtilo (blueberry), groselha proantocianidinas) e derivados fe­ os pesquisadores observaram que o(red currant) e oxicoco (cranberry) são nólico-ácidos1,6. extrato de cranberry diminuiu signi­fontes ricas destes antioxidantes . 1,2 Segundo o Cochrane Reviews, o fi­ ativamente a aderência média de c O cranberry é particularmente rico consumo do extrato de cranberry re­ E. coli (p<0,001) ao epitélio vaginalem alguns compostos bioativos como duz a incidência de infecções do trato (de 18,6 para 1,8 bactérias/célula);propriedades antiproliferativas, anti­ urinário, sendo bastante efetivo em As proantocianidinas do extrato deoxidantes, antiinflamatórias e anti­ i­ m casos recorrentes da infecção, prin­ i­ c cranberry reduziram a adesão de E. colicrobianas , os quais são capazes de 1,3 palmente em mulheres . 7 à células do epitélio da bexiga de 6,9inibir o crescimento de bactérias pa­ Estudo in vitro demonstra que o 8 para 1,6 bactérias/células (p<0,001);togênicas, como a Escherichia coli1,4 e extrato de cranberry inibe a aderência A inibição da aderência ocorreu de Edição XX 7
  8. 8. forma linear e dose-dependente, em concentração de proantocianidinas de ADERÊNCIA DE E.COLI ÀS CÉLULAS EPITELIAIS DA VAGINA E BEXIGA, PRÉ E PÓS-TRATAMENTO COM EXTRATO DE CRANBERRY8 75 a 5 µg/ml8. Através de um estudo9 clínico ran­ do­ izado foi avaliada a efetividade de m produtos a base de cranberry na pro­ filaxia de infecções urinárias em mu­ lheres. A pesquisa comparou o suco e tabletes de cranberry com placebo, em 115 mulheres sexualmente ati­ as, v quanto à redução de quadros sin­ to­ áticos de infecção e redução de m consumo de antibióticos em um ano. Ambos os produtos compostos por cranberry reduziram os quadros de infecção (em aproximadamente 20%) e o consumo total de antibióticos, quando comparados com o placebo Pesquisadores alemães relacionaram a eficácia do cranberry em infecções (p<0,05). Com estes dados, os pes­ recorrentes de trato urinário com a afinidade das proantocianidinas da fruta pelas quisadores concluem que o consumo fimbrias do tipo P (responsáveis pela adesão da bactéria às células) presentes na de cranberry – na forma de suco ou E. coli. O cranberry impede a adesão das fimbrias, prevenindo a infecção10. tabletes – apresenta eficácia na pro­ A dose usual diária de utilização do extrato de cranberry é de 600-800mg, que filaxia de infecções urinárias recor­ pode ser dividido em duas tomadas. Quando administrado sob a forma de suco rentes em mulheres9. puro da fruta, recomenda-se a administração por três vezes diárias11. Referências structure of cranberry proanthocyanidins 9. Stothers L. A randomized trial to evaluate 1. Iswaldi I, Gómez-Caravaca AM, Arráez- which inhibit adherence of uropathogenic effectiveness and cost effectiveness Román D, Uberos J, Lardón M, Segura- P-fimbriated Escherichia coli in vitro. of naturopathic cranberry products as Carretero A, Fernández-Gutiérrez A. Phytochemistry. 2000 May;54(2):173-81. prophylaxis against urinary tract infection Characterization by high-performance liquid 5. Lin YT, Kwon YI, Labbe RG, Shetty in women. Can J Urol. 2002 chromatography with diode-array detection K. Inhibition of Helicobacter pylori and Jun;9(3):1558-62. coupled to time-of-flight mass spectrometry of associated urease by oregano and cranberry 10. Mathers MJ, von Rundstedt F, the phenolic fraction in a cranberry syrup used phytochemical synergies. Appl Environ Brandt AS, König M, Lazica DA, Roth to prevent urinary tract diseases, together with Microbiol. 2005 Dec;71(12):8558-64. S. [Myth or truth. Cranberry juice for a study of its antibacterial activity. J Pharm 6. Côté J, Caillet S, Doyon G, Sylvain JF, prophylaxis and treatment of recurrent Biomed Anal. 2012 Jan 25;58:34-41. Lacroix M. Analyzing cranberry bioactive urinary tract infection]. Urologe A. 2009 2. Haleem MA, Barton KL, Borges G, Crozier compounds. Crit Rev Food Sci Nutr. 2010 Oct;48(10):1203-5,1207-9. A, Anderson AS. Increasing antioxidant intake Oct;50(9):872-88. 11. Lynch DM. Cranberry for prevention of from fruits and vegetables: practical strategies 7. Jepson RG, Craig JC. Cranberries for urinary tract infections. Am Fam Physician. for the Scottish population. J Hum Nutr Diet. preventing urinary tract infections. Cochrane 2004 Dec 1;70(11):2175-7.Pesquisadores 2008 Dec;21(6):539-46. Database Syst Rev 2008;1:CD001321. alemães relacionaram a eficácia do 3. He X, Liu RH. Cranberry phytochemicals: cranberry em infecções recorrentes 8. Gupta K, Chou MY, Howell A, Wobbe C, Isolation, structure elucidation, and their de trato urinário com a afinidade das Grady R, Stapleton AE. Cranberry products antiproliferative and antioxidant activities. J proantocianidinas da fruta pelas fimbrias inhibit adherence of p-fimbriated Escherichia Agric Food Chem. 2006 Sep 20;54(19):7069- do tipo P (responsáveis pela adesão da coli to primary cultured bladder and 74. bactéria às células) presentes na E. coli. O vaginal epithelial cells. J Urol. 2007 cranberry impede a adesão das fimbrias, 4. Foo LY, Lu Y, Howell AB, Vorsa N. The Jun;177(6):2357-60. prevenindo a infecção10.8 InformAÇÃO MAGISTRAL
  9. 9. Colágeno hidrolisado nutracêutico rico em aminoácidos com benefícios sobre articulações e vantagens para pacientes com osteoartrite Com o passar de várias dé­ adas, o interesse pelo c articulações a possibilidadeuso dos suple­ entos nutricionais expandiu-se considera­ m de resistência à tração evelmente, tanto através da utilização destes agentes para o rigidez. Este com­ onente é palivio de sintomas, como também pelos efeitos específicos importante para o metabolismosobre a fisiopatologia de doenças. Certos agentes, como a local, uma vez que fornece osglucosamina e a condroitina têm se tornado extremamente aminoácidos res­­ ponsáveis pelapopulares como suplementos alimentares com o propósito ma­­ tenção e me­a­ olismo des­ nu­ t bde apresentar benefícios na osteoartrite, sugerindo que ta estrutura, como tam­ ém auxilia bestes compostos apresentam eficácia similar aos anti- na pro­eção contra lesões das tinflamatórios não-esteroidais no manejo sintomático da articulações e reduz a dor em qua­osteoartrite e, mais recentemente, o colágeno hidrolisado dros clínicos como a osteoartrite2.também tem sido estudado1. Um estudo4 ran­­ miza­ o com­ do­ d O colágeno hidrolisado é obtido através de hidrólise parou o efeito da ad­ i­ istração de mnenzimática de te­ idos colagenosos, principalmente dos c 10g diários de co­ágeno hidrolisado lossos de mamíferos. A sua característica principal é sua à administração diária de 1,5g decomposição de amino­ cidos, que é idêntica ao colágeno á glucosamina no tratamento da osteoartritetipo II, fornecendo altos níveis de glicina e prolina, dois em cem (100) voluntários com idade igual ouaminoácidos essenciais para a estabilidade e regeneração maior que 40 anos foram submetidos a umda cartilagem . Para sintetizar um pico­ rama de colágeno 2 g destes tratamentos durante 90 dias. As análisestipo II, são neces­ ários mais de 1 bilhão de moléculas de s foram realizadas após 15, 30, 60 e 90 dias deglicina e 620 milhões de moléculas de prolina2,3. tratamento. Este agente nutracêutico é geral­ ente relacionado m Foto: ©Tallik | Dreamstime.comcomo um produto de baixo valor biológico, uma vez quenão apresenta todos os aminoácidos essenciais: o triptofano ANÁLISE DA DOR IMEDIATA RELATADA PELOSnão está pre­ ente, a cisteína é encontrada em bai­ as doses; s x PACIENTES DURANTE AS VISITAS4entretanto, o valor bio­ógico deste componente não está lso­ ente relacionado à sua composição de aminoácidos, mmas ao seu efeito com­ inado com as outras proteínas bnutricionais1. Estudos recentes demons­ram que este valor tbiológico é po­en­ ialmente elevado quando se admi­­ t c nistra ocolágeno hidrolisado conco­ itantemente à outra fonte rica mem proteínas e aminoácidos, como o leite, rico em proteínase peptídeos bioativos2. O colágeno tipo II corresponde a aproximadamente70% do conteúdo da cartilagem articular e fornece às Edição XX 9
  10. 10. A porcentagem destes eventos foi por goma xantana. A administração Através deste estudo, foi possível de 4,3% para o grupo suplementado do colágeno hi­ ro­isado e placebo d l concluir que a suplementação com co­ com colágeno e 10% para o grupo foi realizada através de 25ml de uma lágeno hidrolisado é eficaz em re­ uzir d da suplementado com glucosamina4. formulação líquida. dores articulares e possibilita redução Os pesquisadores concluem neste da deterioração articular em atletas, estudo que a suplementação com Resultados: melhorando o desempenho desses 10g de colágeno hidrolisado, durante indivíduos5. • Após a suplementação com 90 dias, apresentou maior eficácia O colágeno hidrolisado atua sobre co­ágeno hidrolisado, o parâ­ etro l m que a glucosamina no tratamento a reposição no organismo, aumentando dor em repouso, melhorou sig­ ifi­ n da osteoartrite. A redução do índice a formação fibrilar de sustentação ca­ivamente quando compa­ado ao t r WOMAC referente à limitação do mo­ deixando pele e músculos mais firmes. grupo placebo; vimento do joelho foi maior no grupo O colágeno é de vital importância pa­ • Os parâmetros: dores arti­ tratado com colágeno, assim como os ra a pele, cabelo, ossos, tendões, mús­ cu­a­es ao caminhar, ao ficar em l r pacientes deste grupo apresentaram culos e cartilagens. Fornece 19 ami­ pé, em repouso, carregando obje­ menos efeitos adversos4. noácidos e açúcares especializados tos e ao levantar-se, avaliados pe­ Além da osteoartrite, a admi­ ne­ essários para a manutenção do te­ c los participantes do estudo, após nis­ração do colágeno hidrolisado t cido conectivo, auxilia na recuperação su­ lementação p com o colá­ eno g foi in­ estigada v em um estudo 5 muscular, apresentando efeito sobre hi­ rolisado, melhoraram significa­ d prospectivo, randomizado, duplo- o tecido conjuntivo1,6. A dose diária tiva­ ente, quando comparados ao m cego, placebo con­rolado, o qual t recomendada é de 10g4,5. Os efeitos grupo placebo; avaliou o efeito desta suplementação colaterais relatados foram diarreia, em atletas com dores nos joelhos • No subgrupo que apresentava flatulência e distúrbios gastrointestinais4. associada à atividade física. Neste dores constantes nos joelhos, a me­ estudo 147 atletas (72 ho­ ens e m lhora observada foi mais evidente Referências 75 mulheres) foram ran­ o­ izados d m nos parâmetros analisados (dor em 1. Moskowitz RW. Role of collagen hydrolysate em dois grupos: um dos grupos repouso avaliado pelo médico, e os in bone and joint disease. Semin Arthritis foi suplementado com 10g/dia de parâmetros analisados pelos par­ Rheum. 2000 Oct;30(2):87-99. colágeno hidrolisado e ou outro ticipantes, dor ao caminhar, ao ficar 2. Walrand S, Chiotelli E, Noirt F Mwewa , S, Lassel T. Consumption of a functional grupo recebeu diariamente placebo. em pé, em repouso, correndo em fermented milk containing collagen hydrolysate O tratamento teve duração de vinte e linha reta e mudança de direção) improves the concentration of collagen-specific quatro semanas. No grupo placebo, após suplementação com colágeno amino acids in plasma. J Agric Food Chem. 2008 Sep 10;56(17):7790-5. o colágeno hidrolisado foi substituído hidrolisado. 3. Clark KL. Nutritional considerations in joint health. Clin Sports Med. 2007 Jan;26(1):101- 18. Review. AVALIAÇÃO DOS PARÂMETROS DE DORES ARTICULARES NOS 4. Trč T, Bohmová J. Efficacy and tolerance PARTICIPANTES QUE APRESENTAVAM DORES NOS JOELHOS of enzymatic hydrolysed collagen (EHC) vs. glucosamine sulphate (GS) in the treatment of knee osteoarthritis (KOA). Int Orthop. 2011 Mar;35(3):341-8. 5. Clark KL, Sebastianelli W, Flechsenhar KR, Aukermann DF Meza F Millard RL, Deitch , , JR, Sherbondy PS, Albert A. 24-Week study on the use of collagen hydrolysate as a dietary supplement in athletes with activity- related joint pain.Curr Med Res Opin. 2008 May;24(5):1485-96. 6. Dahmer S, Schiller RM. Glucosamine. Am Fam Physician. 2008 Aug 15;78(4):471-6.10 InformAÇÃO MAGISTRAL
  11. 11. Lactobacillus acidophilus em pediatria benefícios em pacientes com dermatite atópica Os lactobacilos são os pro­ ió­ bticos mais frequentemente estu­ ados d A etiologia da DA não está totalmenteno tratamento de doenças alérgicas,que inclui a utili­ ação em pacientes z esclarecida. Sabe-se que devido àalérgicos ao pólen ou pacientes predisposição genética ocorre umcom rini­e alérgica perene1,2. Pou­ os t c desequilíbrio na produção das citocinasestu­ os têm investigado os efeitos d Th1 e Th2, com elevação significativa decom­ le­ entares da ad­ i­ istração p m mn Th2. Esta citocina invade as células daem longo prazo dos Lactobacillusacido­ hilus em re­ação à tera­ êutica p l p epiderme na fase inicial da DA e promovetradicional em pa­ ientes pediátricos c migração de macrófagos e eosinófilos,com dermatite atópica . 3 ativando células alergênicas específicas Estudo3 duplo-cego, randomi­ a­ z e não específicas como os interferons. A γ determinado, analisou o efeito da admi­ is­ração n t predominância de Interferonoral de Lactobacillus acido­ hilus no puso concomitante de corti­ oides em c a severidade da doença.pacientes pediátricos com dermatiteatópica (DA), apre­ entou os seguintes sresultados: • A administração oral deLactobacillus melhora os sintomas daDA em crianças; • Os Lactobacillus afetam aconcentração sérica das citocinasTh1 e Th2, reduzindo Th2 (que seencontra elevada na DA); • Através deste estudo os pesqui­sadores concluem que o uso de pro­bióticos reduz os sintomas da dermatiteatópica em pacientes pediátricos. Suautilização é complementar à terapiatradicional com corticóides3.Foto: ©Rumos | Dreamstime.com Edição XX 11
  12. 12. Segundo um artigo publicado na edição Referências de Fevereiro deste ano, no periódico 1. Ishida Y, Nakamura F, Kanzato H, Sawada D, Yamamoto N, Kagata H, internacional Clinical Nutrition, Oh-Ida M, Takeuchi H, Fujiwara S. Effect of milk fermented with Lactobacillus pacientes com dermatite atópica acidophilus strain L-92 on symptoms apresentam desequilíbrio da composição of Japanese cedar pollen allergy: a randomized placebo-controlled trial. da microbiota intestinal podendo a Biosci Biotechnol Biochem. 2005 utilização de bactérias probióticas ser Sep;69(9):1652-60. 2. Ishida Y, Nakamura F, Kanzato H, benéfica para o balanço deste ambiente, Sawada D, Hirata H, Nishimura A, modificando a microbiota e a sua Kajimoto O, Fujiwara S. Clinical effects of Lactobacillus acidophilus strain L-92 on capacidade metabólica. perennial allergic rhinitis: a double-blind, placebo-controlled study. J Dairy Sci. 2005 Feb;88(2):527-33. Em outro estudo , 75 crian­ 4 guíneos anormais, sugerindo a 3. Torii S, Torii A, Itoh K, Urisu A, Terada A, Fujisawa T, Yamada K, Suzuki H, Ishida ças com idade de 2 a 10 anos e utilização deste agente como um Y, Nakamura F, Kanzato H, Sawada portadoras de DA foram rando­ promissor candidato para apli­ D, Nonaka A, Hatanaka M, Fujiwara mizadas e receberam o tratamento cações probióticas ou biotec­ S. Effects of Oral Administration of Lactobacillus acidophilus L-92 on the com Lactobacillus ou placebo por nológicas . Além disso, a micro­ iota 5 b Symptoms and Serum Markers of Atopic doze semanas. Após o período intestinal é a fonte mais importante Dermatitis in Children. Int Arch Allergy de tratamento observou-se que a para estimulação do sistema imune, Immunol. 2010 Sep 21;154(3):236-245. suplementação com Lactobacillus sendo responsável pela maturação 4. Woo SI, Kim JY, Lee YJ, Kim NS, Hahn YS. Effect of Lactobacillus sakei incrementou significativamente os deste e manter a função de barreira supplementation in children with atopic escores de melhora da doença. que previne uma invasão por eczema-dermatitis syndrome. Ann Allergy O grupo suplementado com patógenos6. Asthma Immunol. 2010 Apr;104(4):343-8. Lactobacillus apresentou redução 5. Hütt P Kõll P Stsepetova J, Alvarez B, , , Mändar R, Krogh-Andersen K, Marcotte H, signi­icativa de quimiocinas quan­ f Segundo um artigo publicado Hammarström L, Mikelsaar M. Safety and do comparado ao placebo. Con­ na edição de Fevereiro deste ano, persistence of orally administered human cluiu-se que a suplementação com no periódico internacional Clinical Lactobacillus sp. strains in healthy adults. Benef Microbes. 2011 Mar;2(1):79-90. Lactobacillus em crianças com Nutrition, pacientes com dermatite dermatite atópica melhorou signi­ atópica apresentam dese­ uilíbrio da q 6. Roessler A, Forssten SD, Glei M, Ouwehand AC, Jahreis G. The effect ficativamente o quadro clínico, composição da mi­ robiota intestinal c of probiotics on faecal microbiota comprovando que os probióticos podendo a utilização de bactérias and genotoxic activity of faecal water in patients with atopic dermatitis: A reduzem os níveis séricos de qui­ probióticas ser benéfica para o randomized, placebo-controlled study. Clin miocinas, atuando como com me­ balanço deste ambiente, modificando Nutr. 2012 Feb;31(1):22-9. diadores inflamatórios4. a mi­ robiota e a sua capacidade c 7. Gerasimov SV, Vasjuta VV, Myhovych me­abólica. Estudos anteriores de­ t OO, Bondarchuk LI. Probiotic supplement É importante ressaltar que a mons­raram que a administração t reduces atopic dermatitis in preschool children: a randomized, double-blind, utilização de cepas de Lactobacillus de uma mistura probiótica tende a placebo-controlled, clinical trial. Am J Clin sp. na casa de 8.3 e 3.9 x 1010 aliviar os sintomas de pacientes com Dermatol. 2010;11(5):351-61. UFC, por cinco dias consecutivos, dermatite atópica reduzindo o efeito 8. Shah NP Ding WK, Fallourd MJ, Leyer , demonstrou segurança e não re­ ­ de fatores genotóxicos pos­ i­ elmente sv G. Improving the stability of probiotic bacteria in model fruit juices using sultou em efeitos adversos gastro­ desencadeadores do qua­ ro clínico d vitamins and antioxidants. J Food Sci. intestinais severos ou valores san­ nestes pacientes6. 2010 Jun;75(5):M278-82.12 InformAÇÃO MAGISTRAL
  13. 13. A resposta normal dos mamíferos a uma lesão, defeito ou falha na integridade cutânea ocorre em três fases sobrepostas e biologicamente distintas. Após a lesão inicial, há uma fase inflamatória inicial, cujo objetivo é remover os tecidos desvitalizados e prevenir a infecção invasiva. Em seguida, há uma fase proliferativa durante a qual se busca o equilíbrio entre a formação da ci­ atriz c e a regeneração do tecido. Nor­ almente, a m formação de cicatrizes Foto: ©Mikhail Malyugin | Dreamstime.com predomina, embora seja possível que aFatores de regeneração ocorra totalmente. A fase de remodelamentoCrescimento em é a maior e menos compreendida fase do processo deCirurgia Plástica cicatrização, cujo objetivo é maximizar a força e integridadeUso benéfico nas três fases do estrutural da ferida. Esta fase podeprocesso de cicatrização de feridas, durar de 21 diasideal no pós-cirúrgico. até 1 ano1,2. Edição XIX 13
  14. 14. (VEGF), Fator de Cres­ i­ ento Derivado cm O processo de cicatrização é regulado por de Plaquetas (PDGF) e o Fator de numerosos fatores de crescimento, como Crescimento Fibroblástico Básico o Fator de Cres­ imento Epidermal (EGF), c (bFGF). O bFGF é um membro de Fator de Cres­ imento Transformador Beta c uma grande família de proteínas re­­ la­ (TGF-β), Fator de Crescimento Vas­ ular c cionadas estruturalmente que se ligam à heparina ou ao heparan sul­a­o e f t Endotelial (VEGF), Fator de Cres­ i­ ento cm modulam o crescimento, diferen­ iação, c Derivado de Plaquetas (PDGF) e o Fator de migração e sobrevi­ ência de uma v Crescimento Fibroblástico Básico (bFGF). ampla variedade de tipos de células3. O objetivo do tratamento pós- cirúrgico é fornecer ferramentas para acelerar o processo de cicatrização das feridas, reduzindo o tempo de afastamento do paciente, acelerando o processo de recuperação da lesão causada pelo procedimento cirúrgico e minimizando a ocorrência de cicatrizes2,3. A angiogênese tem papel essencial no reparo dos tecidos. O VEGF é um mediador da angiogênese através do receptor VEGF-R1 e -R2 Quinase e os co-receptores, neuropilinas Np1 e Np2. Em estudo1 publicado no British Journal of Surgery avaliou-se o papel do VEGF e seus receptores em feridas cirúrgicas humanas e papel na angiogênese. Biópsias de cicatrizes O processo de cicatrização envolve destas células causam uma resposta foram obtidas de pacientes entre 3 o trabalho coordenado de vários tipos in­lamatória, a qual é essencial à f dias e 2 anos após o procedimento celulares, incluindo os queratinócitos, formação de novo tecido e leva ao cirúrgico. As biópsias utilizadas fibroblastos, células endoteliais, ma­ fechamento da ferida. Neste processo, como controle (pele normal) foram cró­agos e plaquetas. A migração, infil­ f especialmente, a proliferação dos obtidas durante o processo cirúrgico. tração, proliferação e diferenciação fibroblastos e a migração exerce papel Os pesquisadores realizaram a de­ importante na formação do tecido terminação por imunohistoquímica dos de granulação e no fechamento da seguintes parâmetros: VEGF; VEGF-R1; ferida1,2. VEGF-R2; Np1; Np2. A densidade O processo de cicatrização é re­ microvascular (DMV) foi medida pelo gu­ado por numerosos fatores de cres­ l contagem Chalkley. cimento, como o Fator de Cres­ i­ ento cm Epidermal (EGF), Fator de Cres­­ cimento Resultados: Transformador Beta (TGF-β), Fator • A DMV foi significativamente de Crescimento Vas­ u­ar Endotelial c l maior nas cicatrizes que nos controles14 InformAÇÃO MAGISTRAL
  15. 15. (P=0,011) e foi relacionada à idadeda cicatriz (P=0,007); O objetivo do tratamento pós-cirúrgico é • A expressão de EGF, VEGF-R2, fornecer ferramentas para acelerar o processoNp1 e Np2 foram aumentadas signi­ de cicatrização das feridas, reduzindoficativamente em todas as cicatrizes e o tempo de afastamento do paciente,correlacionadas com DMV; acelerando o processo de recuperação da • Em contraste, a expressão deVEGF-R1 foi reduzida e está rela­ lesão causada pelo procedimento cirúrgico ecionada com o aumento de VEGF e minimizando a ocorrência de cicatrizes2,3.VEGF-R21. FATOR DE CRESCIMENTO VASCULAR ENDOTELIAL - RECEPTORES 1 E 21 Níveis de VEGF, VEGF-R2, Np1 tecidos lesionados, baseando-se na mais de redução na área da úlcera,e NP2 são aumentados, enquanto Terapia de Sinalização Molecular . 4 sem diferenças estatísticas entre oexpressão de VEGF-R1 é diminuída Em outro estudo 5 foi avaliada grupo placebo e o grupo tratadona angiogênese, sugerindo um a eficácia clínica do bFGF em com bFGF 0,001%. O estudo sugerepapel para os complexos de úlceras diabéticas. O bFGF tem que o tratamento de úlceras deve serreceptor de VEGF na cicatrização demonstrado promover cicatrização prolongado por pelo menos 8 semanasprecoce. Esta expressão de proteínas de feridas. O objetivo deste estudo consecutivas, aumentando a taxa dealteradas e o aumento da presença foi avaliar a eficácia clínica deste resposta à cicatrização de úlceras emde vasos sanguíneos sugere que a fator de crescimento em úlceras pacientes diabéticos. Os resultadosremodelação estrutural continua por diabéticas e a relação de dose- demonstram os benefícios de bFGFpelo menos 2 anos após a cirurgia . 1 resposta, conforme avaliação 0,01% em acelerar o processo de O aumento da expressão do VEGF realizada em 150 pacientes com cicatrização de feridas5.e ciclina D1 aumenta a proliferação úlceras diabéticas não-isquêmicas Quando estudado em célulascelular, consequentemente melhora o foram randomizados neste estudo epiteliais da córnea de cães, o bFGFmetabolismo de tecidos lesionados. duplo-cego, placebo controlado, mostrou acelerar o processo deAssociados à SOD, os fatores de com relação de dose-resposta. O proliferação, atuando beneficamentecrescimento podem ser sugeridos pri­ eiro desfecho observado foi que m no processo de cicatrização de feridascomo novos modelos de terapia para os pacientes apresentaram 75% ou do tecido epitelial6. Edição XX 15
  16. 16. Para avaliar a influência da aplicação tópica PROLIFERAÇÃO DOS FIBROBLASTOS EM do EGF sobre o crescimento de fibroblastos in CULTURA7 APÓS A INCUBAÇÃO COM vitro. Fibroblastos humanos foram cultivados e DIFERENTES FATORES DE CRESCIMENTO divididos em vários grupos. Quatro grupos foram incubados com quatro antibióticos distintos em diversas do­ agens e mais três grupos foram s sub­ etidos à incubação com diferentes fatores m de crescimento, entre eles: bFGF 2400U/ml; EGF 2000U/ml; rHGH 0,016, 0,16 e 1,6g/L. Como resultados os pesquisadores obser­ aram v que o EGF promove au­ ento significativo da m proliferação de fibroblastos em +/- 42%, apre­ sentando-se como um promissor agente tópico para a cicatrização de feridas7. FATORES DE CRESCIMENTO, CITOCINAS E OUTRAS MOLÉCULAS BIOLOGICAMENTE ATIVAS NO PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS2: NOME Nome FONTE Fonte DESCRIÇÃO Descrição Fator de Crescimento Células endoteliais Promove a angiogênese Vascular Endotelial - VEGF Promove a angiogênese; estimula a migração e crescimento das células Fator de Crescimento Macrófagos, mastócitos, células endoteliais. Promove a epitelização através da migração e proliferação de Fibroblástico básico - bFGF endoteliais, linfócitos T queratinócitos e fibroblastos. Fator de Crescimento Estimula a secreção de colagenase pelos fibroblastos para promover o Plaquetas, macrófagos. Epidermal - EGF remodelamento da matriz. Promove angiogênese. Induz à expressão de moléculas de adesão e Plaquetas, macrófagos, Células Fator de Crescimento promove moléculas pró-inflamatórias, que estimulam a migração de T e B, hepatócitos, timócitos e Transformador Beta - TGF-β leucócitos e fibroblastos. Induz à síntese da MEC por inibir a atividade de placenta. proteases e potencializa a síntese de colágeno e proteoglicanos. Referências Oct;16(5):635-41. 6. Hu C, Ding Y, Chen J, Liu D, Zhang Y, 1. Kumar I, Staton CA, Cross SS, Reed 4. P Martikainen S, Santoro M, Laukkanen , Ding M, Wang G. Basic fibroblast growth MW, Brown NJ. Angiogenesis, vascular MO. Extracellular Superoxide Dismutase factor stimulates epithelial cell growth endothelial growth factor and its receptors Is a Growth Regulatory Mediator of Tissue and epithelial wound healing in canine in human surgical wounds. Br J Surg. 2009 Injury Recovery. Mol Ther. 2008 Dec 23. corneas. Vet Ophthalmol. 2009 May- Dec;96(12):1484-91. Jun;12(3):170-5.] 5. Uchi H, Igarashi A, Urabe K, Koga T, 2. Grabb & Smith’s. Plastic Surgery. Lippicott Nakayama J, Kawamori R, Tamaki K, 7. Li JX, Liu XS, Tang H, Zhou X, Huang YS. Williams & Wilkins. 6th edition. USA: 2007. Hirakata H, Ohura T, Furue M. Clinical Influence of some topical antibiotics and 3. Akita S, Akino K, Imaizumi T, Hirano A. efficacy of basic fibroblast growth factor FGF2, EGF and rhGH on the biological Basic fibroblast growth factor accelerates (bFGF) for diabetic ulcer. Eur J Dermatol. characteristics of fibroblasts in vitro. and improves second-degree burn wound 2009 Sep-Oct;19(5):461-8. Epub 2009 Zhonghua Shao Shang Za Zhi. 2006 healing. Wound Repair Regen. 2008 Sep- Jul 29. Feb;22(1):33-7.16 InformAÇÃO MAGISTRAL
  17. 17. FitoterápicosFoto: ©Anton Maltsev | Dreamstime.com em psiquiatria estudos apresentam opções disponíveis na farmácia magistral para o controle da ansiedade e melhora da qualidade do sono. Em uma meta-análise1 realizada através da avaliação de 30 estudos EFICÁCIA DO EXTRATO DEque cumpriram os critérios de inclusão, os pesquisadores compararam a H. PERFORATUM E DOS ANTIDEPRESSIVOSuti­i­­ l zação do extrato de Hypericum per­oratum (conhecido popularmente f SINTÉTICOS NO TRATAMENTOco­ o Erva de São João) 100-300mg/três vezes ao dia à utilização de m DA DEPRESSÃO EM GERAL Eanti­ epressivos sintéticos e placebo em pacientes com depressão. d DEPRESSÃO LEVE A MODERADA1 Resultados: • Foi observada vantagem signifi­ ativa do tratamento com H. cperforatum em relação ao placebo no tratamento da depressão emgeral (53,3% versus 32,7%, respectivamente); • Em comparação, o extrato de H. perforatum apresentou eficáciasi­ ilar aos antidepressivos sintéticos no tratamento da de­ ressão m p(eficácia de 53,2% versus 51,3%); • Para o tratamento da depres­ ão leve a moderada a eficácia do sex­rato de H. perforatum foi superior quando comparada à eficácia do ttra­amento com antidepressivos sin­é­icos convencionais (59,5% versus t t t A partir dos trinta estudos in­ luí­ os nesta meta- c d52,9%); análise ficou eviden­ iada a eficácia do extrato c • Além disso, a taxa de efeitos adversos relacionadas ao tratamento de H. perforatum no tratamento da de­ ressão pmenor com extrato de H. perforatum foram significativamente menores leve a moderada, sendo superior ao tratamentoem comparação ao tratamento com antidepressivos sintéticos. convencional com antidepressivos sintéticos. Edição XX 17

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