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Novembro de 2019 - Edição 215 - Curitiba
REGULARIZAÇÃO
DA VILA JUSTIÇA
NO BAIRRO BOA
VISTA
Página 5
REGIONAL BOA VISTA FAZ
APRESENTAÇÃO NATALINA
NATAL DA RUA DA CIDADANIA
2
Diretor: Adilson da Costa Moreira			 Fone: 992118943
CNPJ: 12.698.306/0001-42			 	Empresa: Adilson da Costa Moreira
Dep. comercial: Johana Choinski	 		Endereço: Rua Guilherme Ihlenfelt, 765 - Tingui - Curitiba
E-mail: gazetasantacandida@gmail.com	 	Tiragem: 10.000 exemplares
Diagramação: Jociel T. Barbosa		 	Colaborador: José Cândido
Site: www.gazetasantacandida.blogspot.com
As matérias assinadas não refletem necessariamente a opinião do jornal.
EXPEDIENTE
Contador: Sandro da Silva
Constituição e Encerramento de Empre-
sas - Imposto de Renda
Assessoria Contábil, Empresarial, Finan-
ceira, RH
Tel: 3357-3601 | 8462-3354 | 99105354
Rua Ilda C. Manasczuk, 444
Jardim Aliança - Santa Cândida - Curitiba
Uma nova ciclovia foi implantada
em setembro de 2019, no Conjunto
Abaeté, entre as ruas Vicente Geron-
asso e Cel. Ary Pinho acompanhando
a margem do Rio Bacacheri, no Boa
Vista. São 380 metros de ciclovia, com
1, 5 metro de largura, à disposição dos
moradores, que poderão fazer camin-
hadas e passeios de bicicleta.
A implantação da ciclovia atendeu à
solicitação feita por representantes da
Associação de Moradores Mãos Ami-
gas do Abaeté durante o encontro Pre-
feitura nos Bairros, no dia 24 de julho,
no salão paroquial da Igreja do Santa
Cândida. Na ocasião, moradores do
Santa Cândida, Tingui, Bacacheri e Boa
MORADORES COMEMORAM CICLOVIA E NOVA
ILUMINAÇÃO NA PRAÇA
Início da construção da ciclovia na rua Vicente Geronasso até a Praça do Abaeté
foto: GzT StC
Vista apresentaram demandas à equi-
pe da Prefeitura.
“Estamos muito contentes vendo
acontecer, depois de muitos anos de
espera, uma reivindicação importante
da comunidade”, disse a manicure
Conceição Godói Saporetti.
“É uma obra importante que vai
garantir área de lazer, segurança, mas
também a preservação das margens
do rio”, afirmou Conceição.
Ponto de descarte
Morando há 37 anos no bairro, Con-
ceição e o grupo autor da solicitação
temiam que a margem do rio fosse
ocupada de forma irregular ou seguisse
sendo ponto de descarte de entulhos.
A ciclovia ampliará o espaço para
o esporte e lazer no bairro, passando
pela Praça Anna Maurer Rutz, ponto de
encontro dos moradores para o con-
vívio social e práticas de lazer.
A dona de casa Luciane Schuank,
que acabou de se mudar para o bairro,
comemora a intervenção que acontece
a pouco metros de sua casa. Mãe de
três crianças, ela acredita que a ciclovia
aumentará a segurança na região.
“Ascriançasterãoumlocalseguro,não
precisarão disputar espaço com os carros.
E a construção da pista acabará com o
mato alto da região”, disse Luciane.
Iluminação
No início do mês a Secretaria Mu-
nicipal do Meio Ambiente fez a roçada
em toda a extensão onde a ciclovia está
sendo construída. Agora, a Secretaria
Municipal de Obras Públicas trabalha
na primeira base para implantação da
pista. Também será feito serviço de ilu-
minação na área. A previsão é de que a
obra seja concluída na primeira quinze-
na de setembro.
A administradora da Regional Boa
Vista, Janaína Lopes Gehr, destacou a
importância da participação ativa de
moradores e integrantes da Associação
de Moradores Mãos Amigas do Abaeté
por melhorias do bairro. “São os mora-
dores que melhor podem indicar as
necessidades locais. A participação nas
audiências públicas e por meio do ca-
nal 156 nos ajuda a atender e regular
a qualidade dos nossos serviços”, disse
Janaína.
Integrante da Associação de Moradores Mãos Amigas do Abaeté, Conceição, o marido e
uma dezena de moradores do bairro participaram do evento.
Novembro 2019
Neste ano de 2019, tivemos um au-
mento muito significativo do mosquito
aedes aegypti no Distrito Sanitário Boa
Vista. Fazemos o nosso alerta as comu-
nidades!!
Com a chegada do verão os riscos
aumentam e as possibilidades da Den-
gue e outras doenças podem ser muito
graves!!!
O Distrito Sanitário Boa Vista tem
12 bairros, mas a região com o maior
número de focos do mosquito é o
Grande Bairro Alto, e a maioria foi en-
contrado em residências.
Então vamos cuidar da nossa casa e
do nosso bairro, a responsabilidade é
de todos nós.
Esses mosquitos se desenvolvem
em qualquer local que tenha água
parada como: pneus, baldes, tampas,
caixa de água, regador de plantas, pra-
ALERTA PARA DENGUE NOS BAIRROS DO DISTRITO
SANITÁRIO BOA VISTA
Com a chegada do fim do ano é co-
mum as pessoas quererem renovar o
guarda-roupa, comprar um presente,
preparar uma mesa bonita para cel-
ebrar as festas. A Feira Regional Boa
Vista é uma boa opção para encontrar
todos os itens necessários e com bons
preços.
Neste período, a feira está funcio-
nando de segunda à sexta, das 10h às
18h, na Rua da Cidadania Boa Vista.
Fora do Natal, abre somente às quartas
e sextas-feiras.
São diversas opções em artesanato,
roupas, acessórios, utensílios domésti-
cos, itens de decoração, brinquedos e
produtos de alimentação.
A professora aposentada Maria
Odete Armstrong, 53 anos, mora no
Santa Cândida e não conhecia a feira.
Foi atraída pela música do Auto de Na-
tal e acabou levando ornamentos para
a mesa da ceia.
 “Hoje comprei uma capa para sous-
plats e um enfeite para garrafas de
vinho, mas vou voltar”, contou Maria
Odete Armstrong.
Bolachas enfeitadas
As tradicionais bolachas pintadas
com motivos natalinos são o destaque
FEIRA DA RUA DA CIDADANIA FUNCIONA DE SEGUNDA A
SEXTA NESTE FIM DE ANO.
to de vasos, garrafas, potes de água
para animais, ralos ou qualquer recip-
iente, mesmo que pequeninho, desde
que possa ter água dentro. Resíduos
devem ser ensacados e colocados para
a coleta pública nos dias previstos.
Retire os objetos sem utilização dos
quintais. Garrafas e potes devem ficar
virados para baixo, os potes de água de
animais domésticos devem ser lavados
diariamente, os ralos de calçadas de-
vem ser tampados ou terem tampas
com sistema abre / fecha ou terem as
tampas revestidas por telas milimétri-
cas, devendo-se jogar uma colher de
água sanitária uma vez por semana e
nos pratinhos de vaso de plantas deve-
se colocar areia.
A prevenção está nas mãos de todos
nós. Vamos cuidar, vamos acabar com
o mosquito. Faça vc a diferença!!!
na produção de Neusa Francisco, 74
anos, que expõe as cocadas e varie-
dade de bolachas doces e salgadas na
feira.
Neusa, a filha Ana Paula e a neta
Ana Julia não tinham um espaço físico
para as vendas e encontraram na feira
a oportunidade de comercializar a pro-
dução. “É um negócio de família, esta-
mos gostando bastante”, disse.
Criada pela Prefeitura neste ano,
para atender à solicitação dos artesão
da região feita na audiência Prefeitura
nos Bairros, a Feira Regional Boa Vista
é uma oportunidade para novos em-
preendedores que querem formalizar
a atividade ou complementar a renda.
Costura criativa
Artesãos como Maria Virtália, 51
anos, gostaram da ideia. Ela trabalha
com costura criativa, produz toalhas,
pesos de porta, jogos americanos,
sousplats e guirlandas, a partir de R$
15.
“Moro no Bairro Alto e antes ex-
punha minhas peças na Feira do Ba-
cacheri e em redes sociais. Aqui o
público é diferente, está sendo muito
bacana”, destacou.
3 Novembro 2019
4 Novembro 2019
5
Cerca de 60 moradores estiveram
na sede da Companhia de Habitação
Popular de Curitiba (Cohab) no dia
06 de novembro para se informar so-
bre as condições para a regularização
fundiária da área e consequente titu-
lação dos lotes unifamiliares.
A ocupação surgiu na década de 90
em uma área particular. A associação
de moradores adquiriu o terreno em
1997, mas ele ainda precisa ser subdi-
vidido para possibilitar escrituras para
as 81 famílias proprietárias.
Acompanhados do presidente
da Associação de Moradores da Vila
Justiça, Antônio Guaíta Neto, os mora-
dores foram recebidos pela adminis-
tradora regional do Boa Vista, Janaína
Lopes Gehr, e pela assessora de Regu-
larização Fundiária da Cohab Melissa
Cunha Kesikowski.
REGULARIZAÇÃO DA VILA JUSTIÇA NO BAIRRO BOA VISTA
“Antes de iniciar o processo de reg-
ularização é preciso refazer a planta
do levantamento topográfico que está
bastante desatualizada em relação à
situação real”, explicou Melissa. Tam-
bém será necessário entregar docu-
mentação ao cartório de Registro de
Imóveis para a retificação da área e ob-
tenção de uma nova matrícula.
Topografia
Para que a Cohab possa redesenhar
a planta da proposta de regularização
fundiária será necessária a contratação
de um serviço de topografia, que vai
mostrar arruamentos existentes, largu-
ra de ruas e calçadas, demarcação das
quadras, cercas e muros, construções
existentes no terreno, vegetação (ma-
tas nativas, bosques), rios, córregos,
fundos de vale, áreas inundáveis, faixa
de domínio de rodovia e ferrovia, bem
como a faixa não edificável.
“Os moradores vão dividir os cus-
tos dos serviços contratados para que
a regularização da área seja iniciada.
É o interesse de todos”, disse Neto.
A proposta foi votada e aprovada por
unanimidade pelos moradores pre-
sentes.
“É um procedimento completo,
que busca inserir as famílias na ci-
dade formal. O produto final será a
escritura individualizada, infraestru-
tura implantada e lotes regulariza-
dos”, conta Melissa. “O processo
segue muitos parâmetros e etapas
a serem cumpridos e envolve diver-
sas secretarias municipais. Conforme
as etapas sejam concluídas vamos
marcar reuniões para manter a co-
munidade sempre informada”, com-
pletou a assessora de regularização
fundiária da Cohab.
Após a atualização do memorial
descritivo do levantamento topográfi-
co, da atualização da planta e da final-
ização da entrega de documentos ao
cartório, o processo de aprovação do
loteamento será de fato iniciado.
O calendário vacinal brasileiro é o
mais completo de todo mundo. Con-
templa os mais variados agravos. Atual-
mente são 19 vacinas disponíveis gra-
tuitamente no serviço público desde o
nascimento, adolescência, o adulto e
para o idoso.
O que a vacina faz é gerar IMUNI-
DADE contra a doença.
Muitas doenças infecciosas estão
ficando raras. Isso porque as constan-
tes ações de vacinação foram capazes
de controlar e até eliminar algumas
doenças do Brasil. Poliomielite, saram-
po, rubéola, tétano e coqueluche são
O MELHOR REMÉDIO PARA PROTEÇÃO DO CIDADÃO, É VACINAS EM DIA!!
só alguns exemplos de doenças co-
muns no passado, mas que temos que
continuar atingindo a meta de vaci-
nação (95%) para evitar a entrada des-
sas doenças, como exemplo dos casos
de sarampo atualmente. Pessoas não
vacinadas, portanto, podem ser a porta
de entrada de doenças eliminadas no
Brasil.
Ao se  vacinar, você está ajudando
toda a comunidade a diminuir os casos
de determinada doença. Procure uma
Unidade de Saúde e atualize sua cartei-
ra de vacinas.
Prevenir é o melhor remédio.
Foto: Eduardo Amatuzzi
Novembro 2019
A magia e o encanto do natal con-
tagia as famílias que participaram na
apresentação do auto de Natal da
Rua da Cidadania Boa Vista. No dia
29 de novembro mais de 500 cri-
anças das escolas municipais Duílio
Calderari, Eny Caldeira, Theodoro de
Bona, Julia Amaral Di Lena, Augusto
César Sandino e Doutel de Andrade
demonstraram muita alegria assisti-
ram à apresentação do auto de Natal
da Fundação Cultural de Curitiba, na
Rua da Cidadania do Boa Vista. Esti-
veram presentes o Vice-Prefeito, Edu-
ardo Pimentel; Janaína, diretora da
Regional, vereador Edmar Compani
representando a Câmara Municipal de
Curitiba.
O auto O Sentido do Natal integra a
programação do Natal de Curitiba - Luz
dos Pinhais e está percorrendo as re-
gionais da cidade, levando a história do
nascimento de Jesus para estudantes e
à comunidade.
A apresentação foi acompanhada
de músicas natalinas executadas pela
Banda Lyra Curitibana. Os curitibinhas
também deram um show, cantaram a
música É Natal, logo após a apresen-
tação do auto. A estudante Nathieny
Caroline de Oliveira Fernandes, 10
anos, viu o auto de Natal pela segunda
vez. “Muito bonita a história do Natal,
gostei muito”, disse.
A coleguinha Kauanny Stefani, 10
anos, também aprovou. “O que eu
mais gosto é da parte que mostra como
Jesus nasceu”, comentou.
Presenças
“Foi um momento para valori-
zarmos o espirito de confraternização
do Natal com a alegria das crianças”,
disse a administradora da Regional Boa
Vista, Janaína Gher.
Apresentações nas regionais
As apresentações nas adminis-
trações dos bairros também irão ocor-
rer em oito Ruas da Cidadania (Santa
Felicidade, Tatuquara, Portão, Boque-
irão, Cajuru, Matriz e Pinheirinho). As
encenações vão até 11 de dezembro,
sempre às 15h.
Todos os espetáculos contarão com
intérpretes da Língua Brasileira de
REGIONAL BOA VISTA FAZ APRESENTAÇÃO NATALINA
Sinais (Libras).
Já a Rua da Cidadania do Bairro
Novo irá receber, no dia 13 de dezem-
bro, a partir das 20h, a Cantata de Na-
tal, um coro que neste ano deverá che-
gar a 1.000 vozes.
A Prefeitura promove o Natal de Cu-
ritiba – Luz dos Pinhais 2019 com o pa-
trocínio dos Supermercados Condor,
Caixa Econômica Federal/Governo Fed-
eral, Electrolux, Volvo, Samar Iluminação,
Servopa, Associação Comercial e Industri-
al de Santa Felicidade (Acisf) e ParkShop-
pingBarigüi. A programação de espetácu-
los vai até 23 de dezembro e a decoração
poderá ser vista até 6 de janeiro.
 APrefeituradeCuritiba recebeu,dia
27 de novembro, em Brasília, o Prêmio
Nacional CFO de Saúde Bucal na cate-
goria municípios com mais de 500 mil
habitantes. É a terceira conquista em
11 edições  da premiação criada  pelo
Conselho Federal de Odontologia.
O prêmio reconhece e valoriza mu-
nicípios brasileiros que se destacaram
na implantação e efetivação das políti-
cas públicas de saúde bucal no último
ano. Curitiba venceu em sua categoria
nos anos de 2012, 2018 e agora, em
2019.
“O prefeito Rafael Greca fez da
saúde sua prioridade e nos dá todas
as condições para alcançar os bons
resultados e essa premiação”, disse a
secretária municipal da Saúde, Már-
cia Huçulak, que também agradeceu à
equipe.
“São 336 cirurgiões dentistas, 45
cirurgiões dentistas especialistas, 165
técnicos de saúde bucal e 497 auxilia-
res de saúde bucal sob a coordenação
da nossa competente Viviane Gubert”,
lembrou. Citada pela secretária, a coor-
denadora de saúde bucal também par-
CURITIBA CONQUISTA PRÊMIO NACIONAL DE SAÚDE
ticipou da premiação.
Rede
Os 1.013 profissionais enumerados
pela secretária estão distribuídos em
111 Unidades de Saúde, três Centros
de Especialidades Odontológicas e em
três Unidades de Pronto Atendimen-
to (UPAs) que atendem urgências e
emergências.
Em outubro, a cidade já havia re-
cebido uma cadeira odontológica
por ter vencido o Prêmio Nacional de
Saúde Bucal do CFO, na categoria Mu-
nicípios Acima de 300 Mil Habitantes,
em 2018. O equipamento foi entregue
na Unidade de Saúde Palmeiras, no
Tatuquara. Com a nova premiação, out-
ra cadeira está a caminho.
Para ser tricampeã nacional em
saúde bucal, Curitiba promoveu uma
reestruturação no setor e investiu na
prevenção e no tratamento. O trabalho
é feito com crianças, gestantes, diabéti-
Foto: Wesley Amaral
6
No ano passado, as equi-
pes de saúde bucal da
atenção básica de Curitiba
realizaram 1.540.278 pro-
cedimentos. Além de restau-
rações, a cidade oferta o
serviço de laboratório de
próteses.
Serviços
Novembro 2019
Ditando estas palavras ele se emo-
ciona muito.
Para Douglas assistir às aulas, Maria
pedala três quilômetros todos os dias
por uma estrada de terra até a MG-
259, onde pegam um ônibus até Cur-
velo (MG). Ao chegar na cidade, a mãe
carrega o estudante nos braços e o leva
para onde as aulas são ministradas.
Os 6 mil km pedalados desde a Ed-
ucação Infantil seriam suficientes para
ir e voltar quatro vezes de Felixlândia
a São Paulo ou Rio de Janeiro, por ex-
emplo. Daria também para fazer o per-
curso de ida e volta a Salvador (BA) por
duas vezes.
“Quando eu coloquei no pré, todo
mundo foi contra. Disseram que ele
sofreria e que não poderia ir sozinho.
Mas isso não era um problema, porque
eu o levaria.
Continuo fazendo assim até hoje.
Vou, ajudo a ir ao banheiro dou lanche”,
afirma Maria da Conceição, que estu-
dou até a quarta série do ensino fun-
damental.
“Limite é a gente que coloca”. Essa é
a certeza que vem impulsionando cada
“QUERO SER JUIZ E LUTAR POR UMA SOCIEDADE
MAIS HUMANA’’
pedalada dos 6 mil km percorridos por
uma mãe rumo ao sonho do filho se
tornar juiz.
Com 80 centímetros, Douglas Hen-
rique da Silva, de 18 anos, tem um
tipo de nanismo raro que afeta a loco-
moção, por isso, são as mãos e os pés
de Maria da Conceição que os guiam
pelas estradas rurais de Felixlândia,
em Minas Gerais, desde a pré-escola
à faculdade. O jovem cursa o segundo
período de Direito, mas, ainda antes de
entrar na faculdade, já tinha bem defin-
ida a grande causa a ser defendida.
Nesta sexta-feira, 25 de outubro, é
comemorado o Dia Nacional do Com-
bate ao Preconceito às Pessoas com
Nanismo. A data foi criada em 2017
para conscientizar sobre o direito que
elas têm de ocupar qualquer espaço
que desejam na sociedade. Douglas é
uma prova disso e conta com o apoio
da família.
“Vamos [de bicicleta] eu, minha
mãe e um primo pela estrada de
terra. Enquanto ele volta com a bici-
cleta, nós dois seguimos de ônibus.
Quando chegamos em Curvelo, ela
me carrega, costumo dizer que os
braços e pés dela são os meus. Na
volta, um ônibus da Prefeitura traz
a gente até em casa”, fala Douglas,
que foi diagnosticado com displasia
diastrófica ainda na barriga da mãe,
com cinco meses.
A faculdade de Direito que Douglas
frequenta é particular e custa R$1.200
mensais, como ele e a mãe vivem com
dois salários mínimo, do benefício do
INSS e da pensão paga pelo pai, par-
entes contribuem para que o rapaz
consiga estudar.
Há 60 anos, Curitiba viveu uma guerra
por causa de um pente
Se fosse hoje seria a “Nota Paraná”,
mas há 60 anos o nome da campanha
que incentivava os consumidores a pe-
direm nota fiscal era “Seu talão vale 1
milhão”. Moysés Lupion era o governa-
dor do Estado e Iberê de Matos, o pre-
feito de Curitiba. Disposto a concorrer 
ao prêmio de um milhão de cruzeiros
( o dinheiro da época), o subtenente
da Polícia Militar do Paraná Antônio
Haroldo Tavares pediu uma nota fiscal
ao comprar um pente por 15 cruzeiros
no Bazar Centenário, do comerciante
sírio-libanês Ahmad Najar, na Praça Ti-
radentes, no Centro de Curitiba. Era 8
de dezembro de 1959, uma terça-feira.
Fim de tarde.
Nem o militar, que oficialmente in-
vocou o seu direito de contribuinte,
nem o comerciante. que se recusou
a emitir a nota, poderiam imaginar
o que aconteceria em seguida. Os
dois discutiram. Antonio argumen-
tou que pedir a nota não era apenas
uma questão de dinheiro, mas sim de
princípios. O comerciante alegou que
a legislação dispensava a emissão de
nota fiscal de valor irrisório. Estava cri-
ada a encrenca.
Seguiu-se uma briga no interior da
loja, com socos e pontapés para todos
os lados. Foi quando o comerciante de-
cidiu botar o comprador para fora do
bazar.  Para isso, contou com a ajuda de
quatro empregados. Jogado na calça-
da, o subtenente teve uma perna fra-
turada. Diz a lenda que, na confusão, o
pente quebrou.
Três dezenas de pessoas viram a
cena e tomaram o partido do militar.
Não deu outra: em poucos minutos o
Bazar Centenário foi praticamente de-
struído e  o estoque jogado na calçada.
A revolta se espalhou para a praça e
ruas próximas. As 30 pessoas rapida-
mente viraram 200. A Praça Tiradentes
tinha virado um palco de guerra – a fa-
mosa Guerra do Pente.
Enquanto lojas eram saqueadas,
queimadas e destruídas, o comerciante
foi conduzido a uma delegacia de polí-
cia; o militar, levado a um hospital.
O número de revoltosos aumentou
com a chegada das pessoas que saiam
do trabalho. A polícia cercou a praça,
mas confusão continuou noite a den-
tro. Um balanço no início da madruga-
da do dia 9 contabilizou 30 presos e dez
feridos, oito dos quais eram policiais.
Ou guarda civis, como se dizia naquele
tempo. Não houve trégua.
A guerra continuou no dia 9. O que-
bra-quebra generalizou-se, contan-
do agora com as pessoas que vinham
dos bairros para o centro. O povo não
se intimidou. Nem mesmo os tiros
disparados para o alto pelo comerci-
ante Salim Mattar, dono da Casa Três
Irmãos, foram capazes de assustar os
revoltosos. Embora tanques do Exérci-
to tivesse ocupado a Praça Tiradentes,
os distúrbios continuaram. Os ânimos
estavam exaltados. O comércio e os
comerciantes, principalmente os de
origem estrangeira, eram alvo dos
chamados “desordeiros”, segundo a
polícia.
Apesar do reforço policial, do Corpo
de Bombeiros e das tropas do Exérci-
to, no dia 10 de dezembro ainda foram
registrados ataques a lojas e bancas de
jornais e revistas. O centro de Curitiba
foi isolado pelas autoridades e antes
mesmo de um possível toque de recol-
her, marcado para as 20 horas, a revol-
ta parou. Até porque, no fim daquele
dia, uma garoinha, típica de Curitiba,
encobriu a cidade.
No total, mais de 120 lojas foram
depredadas – algumas inteiramente
destruídas – em vários pontos do cen-
tro. Prédios públicos também foram
atacados. Cerca de 30 mil pessoas
foram às ruas participar da “guerra”.
Por alguns dias, pelotões de solda-
dos tomaram conta do centro. Os bares
foram obrigados a fechar às 20 horas.
A Rádio-Patrulha aumentou as rondas
pelas ruas e praças centrais.
A revista semanal O Cruzeiro, dona
da maior circulação no Brasil naqueles
tempos, publicou ampla reportagem
sobre a guerra. E o título não poderia
ter sido mais sugestivo: “Pente faz Cu-
ritiba perder a cabeça”
Contra Ponto
7
Foto: Douglas da Silva
Novembro 2019
Foto: Contra ponto
VEREADOR ALEX RATO HOMENAGEIA E RECEBE
VISITAS ILUSTRES
Fui com a voluntária Ironi Budziak, conhecer o belo trabalho feito na Escola
Estadual Protásio de Carvalho, localizada na Cidade Industrial de Curitiba. Ao lado
do diretor da escola, Alexandre Bezerra, e das professoras Maria Luiza Budziak,
Odete Sehmem Soares e Cássia Pereira dos Santos Ratier vi a ação pedagógica
na horta escolar, que complementa a merenda com hortaliças frescas. Recebi
sugestões de como ajudar a comunidade escolar a melhorar suas instalações e
serviços, representarei os interesses desta comunidade.
Tivemos a oportunidade de homenagear Marilda C. de Lima ( Pará), atleta de
futebol profissional da equipe AFA OLAINE, time feminino da primeira divisão da
Letônia nos países bálticos. Marilda conquistou o torneio internacional - Zengales
Women’s Cup 2019, e foi eleita melhor atleta do torneio - Best Player 2019. Também
disputou o Campeonato Letão - eleita uma das melhores atletas do campeonato.
Após a homenagem no plenário da Câmara Municipal, ela foi ao meu gabinete com
professor Anderson, diretor presidente da empresa Perfect World Sports.
Visita do ilustre, Diego Molina, 32 anos, professor da Escola RB Soccer, que fica
no Clube Rio Branco. Para quem não o conhece, ele é ex-atleta profissional jogan-
do no Rio Branco, de Paranaguá; dos gaúchos Juventude Brasil e Santo Ângelo, o
Votuporanguense (SP) e o mineiro Ituana. 
E no amador ele também foi destaque, passando pelo Combate, Urano, Novo
Mundo, Trieste, Internacional de Campo Largo, Colombo e Bangu.
Serzedelo José dos Santos, recebe homenagem no dia do servidor público
Em sessão solene de entrega do Prêmio Servidor Público Padrão 2019, tive
a honra de homenagear o meu grande amigo Sezerdelo José dos Santos servi-
dor que desempenhou suas atribuições com excelência e profissionalismo desde
1992, nesses anos de carreira, faz jus à honraria que foi indicada, a qual servirá
de reconhecimento público aos seus esforços e também de inspiração a outros
8 Novembro 2019

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  • 1. Novembro de 2019 - Edição 215 - Curitiba REGULARIZAÇÃO DA VILA JUSTIÇA NO BAIRRO BOA VISTA Página 5 REGIONAL BOA VISTA FAZ APRESENTAÇÃO NATALINA NATAL DA RUA DA CIDADANIA
  • 2. 2 Diretor: Adilson da Costa Moreira Fone: 992118943 CNPJ: 12.698.306/0001-42 Empresa: Adilson da Costa Moreira Dep. comercial: Johana Choinski Endereço: Rua Guilherme Ihlenfelt, 765 - Tingui - Curitiba E-mail: gazetasantacandida@gmail.com Tiragem: 10.000 exemplares Diagramação: Jociel T. Barbosa Colaborador: José Cândido Site: www.gazetasantacandida.blogspot.com As matérias assinadas não refletem necessariamente a opinião do jornal. EXPEDIENTE Contador: Sandro da Silva Constituição e Encerramento de Empre- sas - Imposto de Renda Assessoria Contábil, Empresarial, Finan- ceira, RH Tel: 3357-3601 | 8462-3354 | 99105354 Rua Ilda C. Manasczuk, 444 Jardim Aliança - Santa Cândida - Curitiba Uma nova ciclovia foi implantada em setembro de 2019, no Conjunto Abaeté, entre as ruas Vicente Geron- asso e Cel. Ary Pinho acompanhando a margem do Rio Bacacheri, no Boa Vista. São 380 metros de ciclovia, com 1, 5 metro de largura, à disposição dos moradores, que poderão fazer camin- hadas e passeios de bicicleta. A implantação da ciclovia atendeu à solicitação feita por representantes da Associação de Moradores Mãos Ami- gas do Abaeté durante o encontro Pre- feitura nos Bairros, no dia 24 de julho, no salão paroquial da Igreja do Santa Cândida. Na ocasião, moradores do Santa Cândida, Tingui, Bacacheri e Boa MORADORES COMEMORAM CICLOVIA E NOVA ILUMINAÇÃO NA PRAÇA Início da construção da ciclovia na rua Vicente Geronasso até a Praça do Abaeté foto: GzT StC Vista apresentaram demandas à equi- pe da Prefeitura. “Estamos muito contentes vendo acontecer, depois de muitos anos de espera, uma reivindicação importante da comunidade”, disse a manicure Conceição Godói Saporetti. “É uma obra importante que vai garantir área de lazer, segurança, mas também a preservação das margens do rio”, afirmou Conceição. Ponto de descarte Morando há 37 anos no bairro, Con- ceição e o grupo autor da solicitação temiam que a margem do rio fosse ocupada de forma irregular ou seguisse sendo ponto de descarte de entulhos. A ciclovia ampliará o espaço para o esporte e lazer no bairro, passando pela Praça Anna Maurer Rutz, ponto de encontro dos moradores para o con- vívio social e práticas de lazer. A dona de casa Luciane Schuank, que acabou de se mudar para o bairro, comemora a intervenção que acontece a pouco metros de sua casa. Mãe de três crianças, ela acredita que a ciclovia aumentará a segurança na região. “Ascriançasterãoumlocalseguro,não precisarão disputar espaço com os carros. E a construção da pista acabará com o mato alto da região”, disse Luciane. Iluminação No início do mês a Secretaria Mu- nicipal do Meio Ambiente fez a roçada em toda a extensão onde a ciclovia está sendo construída. Agora, a Secretaria Municipal de Obras Públicas trabalha na primeira base para implantação da pista. Também será feito serviço de ilu- minação na área. A previsão é de que a obra seja concluída na primeira quinze- na de setembro. A administradora da Regional Boa Vista, Janaína Lopes Gehr, destacou a importância da participação ativa de moradores e integrantes da Associação de Moradores Mãos Amigas do Abaeté por melhorias do bairro. “São os mora- dores que melhor podem indicar as necessidades locais. A participação nas audiências públicas e por meio do ca- nal 156 nos ajuda a atender e regular a qualidade dos nossos serviços”, disse Janaína. Integrante da Associação de Moradores Mãos Amigas do Abaeté, Conceição, o marido e uma dezena de moradores do bairro participaram do evento. Novembro 2019
  • 3. Neste ano de 2019, tivemos um au- mento muito significativo do mosquito aedes aegypti no Distrito Sanitário Boa Vista. Fazemos o nosso alerta as comu- nidades!! Com a chegada do verão os riscos aumentam e as possibilidades da Den- gue e outras doenças podem ser muito graves!!! O Distrito Sanitário Boa Vista tem 12 bairros, mas a região com o maior número de focos do mosquito é o Grande Bairro Alto, e a maioria foi en- contrado em residências. Então vamos cuidar da nossa casa e do nosso bairro, a responsabilidade é de todos nós. Esses mosquitos se desenvolvem em qualquer local que tenha água parada como: pneus, baldes, tampas, caixa de água, regador de plantas, pra- ALERTA PARA DENGUE NOS BAIRROS DO DISTRITO SANITÁRIO BOA VISTA Com a chegada do fim do ano é co- mum as pessoas quererem renovar o guarda-roupa, comprar um presente, preparar uma mesa bonita para cel- ebrar as festas. A Feira Regional Boa Vista é uma boa opção para encontrar todos os itens necessários e com bons preços. Neste período, a feira está funcio- nando de segunda à sexta, das 10h às 18h, na Rua da Cidadania Boa Vista. Fora do Natal, abre somente às quartas e sextas-feiras. São diversas opções em artesanato, roupas, acessórios, utensílios domésti- cos, itens de decoração, brinquedos e produtos de alimentação. A professora aposentada Maria Odete Armstrong, 53 anos, mora no Santa Cândida e não conhecia a feira. Foi atraída pela música do Auto de Na- tal e acabou levando ornamentos para a mesa da ceia.  “Hoje comprei uma capa para sous- plats e um enfeite para garrafas de vinho, mas vou voltar”, contou Maria Odete Armstrong. Bolachas enfeitadas As tradicionais bolachas pintadas com motivos natalinos são o destaque FEIRA DA RUA DA CIDADANIA FUNCIONA DE SEGUNDA A SEXTA NESTE FIM DE ANO. to de vasos, garrafas, potes de água para animais, ralos ou qualquer recip- iente, mesmo que pequeninho, desde que possa ter água dentro. Resíduos devem ser ensacados e colocados para a coleta pública nos dias previstos. Retire os objetos sem utilização dos quintais. Garrafas e potes devem ficar virados para baixo, os potes de água de animais domésticos devem ser lavados diariamente, os ralos de calçadas de- vem ser tampados ou terem tampas com sistema abre / fecha ou terem as tampas revestidas por telas milimétri- cas, devendo-se jogar uma colher de água sanitária uma vez por semana e nos pratinhos de vaso de plantas deve- se colocar areia. A prevenção está nas mãos de todos nós. Vamos cuidar, vamos acabar com o mosquito. Faça vc a diferença!!! na produção de Neusa Francisco, 74 anos, que expõe as cocadas e varie- dade de bolachas doces e salgadas na feira. Neusa, a filha Ana Paula e a neta Ana Julia não tinham um espaço físico para as vendas e encontraram na feira a oportunidade de comercializar a pro- dução. “É um negócio de família, esta- mos gostando bastante”, disse. Criada pela Prefeitura neste ano, para atender à solicitação dos artesão da região feita na audiência Prefeitura nos Bairros, a Feira Regional Boa Vista é uma oportunidade para novos em- preendedores que querem formalizar a atividade ou complementar a renda. Costura criativa Artesãos como Maria Virtália, 51 anos, gostaram da ideia. Ela trabalha com costura criativa, produz toalhas, pesos de porta, jogos americanos, sousplats e guirlandas, a partir de R$ 15. “Moro no Bairro Alto e antes ex- punha minhas peças na Feira do Ba- cacheri e em redes sociais. Aqui o público é diferente, está sendo muito bacana”, destacou. 3 Novembro 2019
  • 5. 5 Cerca de 60 moradores estiveram na sede da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) no dia 06 de novembro para se informar so- bre as condições para a regularização fundiária da área e consequente titu- lação dos lotes unifamiliares. A ocupação surgiu na década de 90 em uma área particular. A associação de moradores adquiriu o terreno em 1997, mas ele ainda precisa ser subdi- vidido para possibilitar escrituras para as 81 famílias proprietárias. Acompanhados do presidente da Associação de Moradores da Vila Justiça, Antônio Guaíta Neto, os mora- dores foram recebidos pela adminis- tradora regional do Boa Vista, Janaína Lopes Gehr, e pela assessora de Regu- larização Fundiária da Cohab Melissa Cunha Kesikowski. REGULARIZAÇÃO DA VILA JUSTIÇA NO BAIRRO BOA VISTA “Antes de iniciar o processo de reg- ularização é preciso refazer a planta do levantamento topográfico que está bastante desatualizada em relação à situação real”, explicou Melissa. Tam- bém será necessário entregar docu- mentação ao cartório de Registro de Imóveis para a retificação da área e ob- tenção de uma nova matrícula. Topografia Para que a Cohab possa redesenhar a planta da proposta de regularização fundiária será necessária a contratação de um serviço de topografia, que vai mostrar arruamentos existentes, largu- ra de ruas e calçadas, demarcação das quadras, cercas e muros, construções existentes no terreno, vegetação (ma- tas nativas, bosques), rios, córregos, fundos de vale, áreas inundáveis, faixa de domínio de rodovia e ferrovia, bem como a faixa não edificável. “Os moradores vão dividir os cus- tos dos serviços contratados para que a regularização da área seja iniciada. É o interesse de todos”, disse Neto. A proposta foi votada e aprovada por unanimidade pelos moradores pre- sentes. “É um procedimento completo, que busca inserir as famílias na ci- dade formal. O produto final será a escritura individualizada, infraestru- tura implantada e lotes regulariza- dos”, conta Melissa. “O processo segue muitos parâmetros e etapas a serem cumpridos e envolve diver- sas secretarias municipais. Conforme as etapas sejam concluídas vamos marcar reuniões para manter a co- munidade sempre informada”, com- pletou a assessora de regularização fundiária da Cohab. Após a atualização do memorial descritivo do levantamento topográfi- co, da atualização da planta e da final- ização da entrega de documentos ao cartório, o processo de aprovação do loteamento será de fato iniciado. O calendário vacinal brasileiro é o mais completo de todo mundo. Con- templa os mais variados agravos. Atual- mente são 19 vacinas disponíveis gra- tuitamente no serviço público desde o nascimento, adolescência, o adulto e para o idoso. O que a vacina faz é gerar IMUNI- DADE contra a doença. Muitas doenças infecciosas estão ficando raras. Isso porque as constan- tes ações de vacinação foram capazes de controlar e até eliminar algumas doenças do Brasil. Poliomielite, saram- po, rubéola, tétano e coqueluche são O MELHOR REMÉDIO PARA PROTEÇÃO DO CIDADÃO, É VACINAS EM DIA!! só alguns exemplos de doenças co- muns no passado, mas que temos que continuar atingindo a meta de vaci- nação (95%) para evitar a entrada des- sas doenças, como exemplo dos casos de sarampo atualmente. Pessoas não vacinadas, portanto, podem ser a porta de entrada de doenças eliminadas no Brasil. Ao se  vacinar, você está ajudando toda a comunidade a diminuir os casos de determinada doença. Procure uma Unidade de Saúde e atualize sua cartei- ra de vacinas. Prevenir é o melhor remédio. Foto: Eduardo Amatuzzi Novembro 2019
  • 6. A magia e o encanto do natal con- tagia as famílias que participaram na apresentação do auto de Natal da Rua da Cidadania Boa Vista. No dia 29 de novembro mais de 500 cri- anças das escolas municipais Duílio Calderari, Eny Caldeira, Theodoro de Bona, Julia Amaral Di Lena, Augusto César Sandino e Doutel de Andrade demonstraram muita alegria assisti- ram à apresentação do auto de Natal da Fundação Cultural de Curitiba, na Rua da Cidadania do Boa Vista. Esti- veram presentes o Vice-Prefeito, Edu- ardo Pimentel; Janaína, diretora da Regional, vereador Edmar Compani representando a Câmara Municipal de Curitiba. O auto O Sentido do Natal integra a programação do Natal de Curitiba - Luz dos Pinhais e está percorrendo as re- gionais da cidade, levando a história do nascimento de Jesus para estudantes e à comunidade. A apresentação foi acompanhada de músicas natalinas executadas pela Banda Lyra Curitibana. Os curitibinhas também deram um show, cantaram a música É Natal, logo após a apresen- tação do auto. A estudante Nathieny Caroline de Oliveira Fernandes, 10 anos, viu o auto de Natal pela segunda vez. “Muito bonita a história do Natal, gostei muito”, disse. A coleguinha Kauanny Stefani, 10 anos, também aprovou. “O que eu mais gosto é da parte que mostra como Jesus nasceu”, comentou. Presenças “Foi um momento para valori- zarmos o espirito de confraternização do Natal com a alegria das crianças”, disse a administradora da Regional Boa Vista, Janaína Gher. Apresentações nas regionais As apresentações nas adminis- trações dos bairros também irão ocor- rer em oito Ruas da Cidadania (Santa Felicidade, Tatuquara, Portão, Boque- irão, Cajuru, Matriz e Pinheirinho). As encenações vão até 11 de dezembro, sempre às 15h. Todos os espetáculos contarão com intérpretes da Língua Brasileira de REGIONAL BOA VISTA FAZ APRESENTAÇÃO NATALINA Sinais (Libras). Já a Rua da Cidadania do Bairro Novo irá receber, no dia 13 de dezem- bro, a partir das 20h, a Cantata de Na- tal, um coro que neste ano deverá che- gar a 1.000 vozes. A Prefeitura promove o Natal de Cu- ritiba – Luz dos Pinhais 2019 com o pa- trocínio dos Supermercados Condor, Caixa Econômica Federal/Governo Fed- eral, Electrolux, Volvo, Samar Iluminação, Servopa, Associação Comercial e Industri- al de Santa Felicidade (Acisf) e ParkShop- pingBarigüi. A programação de espetácu- los vai até 23 de dezembro e a decoração poderá ser vista até 6 de janeiro.  APrefeituradeCuritiba recebeu,dia 27 de novembro, em Brasília, o Prêmio Nacional CFO de Saúde Bucal na cate- goria municípios com mais de 500 mil habitantes. É a terceira conquista em 11 edições  da premiação criada  pelo Conselho Federal de Odontologia. O prêmio reconhece e valoriza mu- nicípios brasileiros que se destacaram na implantação e efetivação das políti- cas públicas de saúde bucal no último ano. Curitiba venceu em sua categoria nos anos de 2012, 2018 e agora, em 2019. “O prefeito Rafael Greca fez da saúde sua prioridade e nos dá todas as condições para alcançar os bons resultados e essa premiação”, disse a secretária municipal da Saúde, Már- cia Huçulak, que também agradeceu à equipe. “São 336 cirurgiões dentistas, 45 cirurgiões dentistas especialistas, 165 técnicos de saúde bucal e 497 auxilia- res de saúde bucal sob a coordenação da nossa competente Viviane Gubert”, lembrou. Citada pela secretária, a coor- denadora de saúde bucal também par- CURITIBA CONQUISTA PRÊMIO NACIONAL DE SAÚDE ticipou da premiação. Rede Os 1.013 profissionais enumerados pela secretária estão distribuídos em 111 Unidades de Saúde, três Centros de Especialidades Odontológicas e em três Unidades de Pronto Atendimen- to (UPAs) que atendem urgências e emergências. Em outubro, a cidade já havia re- cebido uma cadeira odontológica por ter vencido o Prêmio Nacional de Saúde Bucal do CFO, na categoria Mu- nicípios Acima de 300 Mil Habitantes, em 2018. O equipamento foi entregue na Unidade de Saúde Palmeiras, no Tatuquara. Com a nova premiação, out- ra cadeira está a caminho. Para ser tricampeã nacional em saúde bucal, Curitiba promoveu uma reestruturação no setor e investiu na prevenção e no tratamento. O trabalho é feito com crianças, gestantes, diabéti- Foto: Wesley Amaral 6 No ano passado, as equi- pes de saúde bucal da atenção básica de Curitiba realizaram 1.540.278 pro- cedimentos. Além de restau- rações, a cidade oferta o serviço de laboratório de próteses. Serviços Novembro 2019
  • 7. Ditando estas palavras ele se emo- ciona muito. Para Douglas assistir às aulas, Maria pedala três quilômetros todos os dias por uma estrada de terra até a MG- 259, onde pegam um ônibus até Cur- velo (MG). Ao chegar na cidade, a mãe carrega o estudante nos braços e o leva para onde as aulas são ministradas. Os 6 mil km pedalados desde a Ed- ucação Infantil seriam suficientes para ir e voltar quatro vezes de Felixlândia a São Paulo ou Rio de Janeiro, por ex- emplo. Daria também para fazer o per- curso de ida e volta a Salvador (BA) por duas vezes. “Quando eu coloquei no pré, todo mundo foi contra. Disseram que ele sofreria e que não poderia ir sozinho. Mas isso não era um problema, porque eu o levaria. Continuo fazendo assim até hoje. Vou, ajudo a ir ao banheiro dou lanche”, afirma Maria da Conceição, que estu- dou até a quarta série do ensino fun- damental. “Limite é a gente que coloca”. Essa é a certeza que vem impulsionando cada “QUERO SER JUIZ E LUTAR POR UMA SOCIEDADE MAIS HUMANA’’ pedalada dos 6 mil km percorridos por uma mãe rumo ao sonho do filho se tornar juiz. Com 80 centímetros, Douglas Hen- rique da Silva, de 18 anos, tem um tipo de nanismo raro que afeta a loco- moção, por isso, são as mãos e os pés de Maria da Conceição que os guiam pelas estradas rurais de Felixlândia, em Minas Gerais, desde a pré-escola à faculdade. O jovem cursa o segundo período de Direito, mas, ainda antes de entrar na faculdade, já tinha bem defin- ida a grande causa a ser defendida. Nesta sexta-feira, 25 de outubro, é comemorado o Dia Nacional do Com- bate ao Preconceito às Pessoas com Nanismo. A data foi criada em 2017 para conscientizar sobre o direito que elas têm de ocupar qualquer espaço que desejam na sociedade. Douglas é uma prova disso e conta com o apoio da família. “Vamos [de bicicleta] eu, minha mãe e um primo pela estrada de terra. Enquanto ele volta com a bici- cleta, nós dois seguimos de ônibus. Quando chegamos em Curvelo, ela me carrega, costumo dizer que os braços e pés dela são os meus. Na volta, um ônibus da Prefeitura traz a gente até em casa”, fala Douglas, que foi diagnosticado com displasia diastrófica ainda na barriga da mãe, com cinco meses. A faculdade de Direito que Douglas frequenta é particular e custa R$1.200 mensais, como ele e a mãe vivem com dois salários mínimo, do benefício do INSS e da pensão paga pelo pai, par- entes contribuem para que o rapaz consiga estudar. Há 60 anos, Curitiba viveu uma guerra por causa de um pente Se fosse hoje seria a “Nota Paraná”, mas há 60 anos o nome da campanha que incentivava os consumidores a pe- direm nota fiscal era “Seu talão vale 1 milhão”. Moysés Lupion era o governa- dor do Estado e Iberê de Matos, o pre- feito de Curitiba. Disposto a concorrer  ao prêmio de um milhão de cruzeiros ( o dinheiro da época), o subtenente da Polícia Militar do Paraná Antônio Haroldo Tavares pediu uma nota fiscal ao comprar um pente por 15 cruzeiros no Bazar Centenário, do comerciante sírio-libanês Ahmad Najar, na Praça Ti- radentes, no Centro de Curitiba. Era 8 de dezembro de 1959, uma terça-feira. Fim de tarde. Nem o militar, que oficialmente in- vocou o seu direito de contribuinte, nem o comerciante. que se recusou a emitir a nota, poderiam imaginar o que aconteceria em seguida. Os dois discutiram. Antonio argumen- tou que pedir a nota não era apenas uma questão de dinheiro, mas sim de princípios. O comerciante alegou que a legislação dispensava a emissão de nota fiscal de valor irrisório. Estava cri- ada a encrenca. Seguiu-se uma briga no interior da loja, com socos e pontapés para todos os lados. Foi quando o comerciante de- cidiu botar o comprador para fora do bazar.  Para isso, contou com a ajuda de quatro empregados. Jogado na calça- da, o subtenente teve uma perna fra- turada. Diz a lenda que, na confusão, o pente quebrou. Três dezenas de pessoas viram a cena e tomaram o partido do militar. Não deu outra: em poucos minutos o Bazar Centenário foi praticamente de- struído e  o estoque jogado na calçada. A revolta se espalhou para a praça e ruas próximas. As 30 pessoas rapida- mente viraram 200. A Praça Tiradentes tinha virado um palco de guerra – a fa- mosa Guerra do Pente. Enquanto lojas eram saqueadas, queimadas e destruídas, o comerciante foi conduzido a uma delegacia de polí- cia; o militar, levado a um hospital. O número de revoltosos aumentou com a chegada das pessoas que saiam do trabalho. A polícia cercou a praça, mas confusão continuou noite a den- tro. Um balanço no início da madruga- da do dia 9 contabilizou 30 presos e dez feridos, oito dos quais eram policiais. Ou guarda civis, como se dizia naquele tempo. Não houve trégua. A guerra continuou no dia 9. O que- bra-quebra generalizou-se, contan- do agora com as pessoas que vinham dos bairros para o centro. O povo não se intimidou. Nem mesmo os tiros disparados para o alto pelo comerci- ante Salim Mattar, dono da Casa Três Irmãos, foram capazes de assustar os revoltosos. Embora tanques do Exérci- to tivesse ocupado a Praça Tiradentes, os distúrbios continuaram. Os ânimos estavam exaltados. O comércio e os comerciantes, principalmente os de origem estrangeira, eram alvo dos chamados “desordeiros”, segundo a polícia. Apesar do reforço policial, do Corpo de Bombeiros e das tropas do Exérci- to, no dia 10 de dezembro ainda foram registrados ataques a lojas e bancas de jornais e revistas. O centro de Curitiba foi isolado pelas autoridades e antes mesmo de um possível toque de recol- her, marcado para as 20 horas, a revol- ta parou. Até porque, no fim daquele dia, uma garoinha, típica de Curitiba, encobriu a cidade. No total, mais de 120 lojas foram depredadas – algumas inteiramente destruídas – em vários pontos do cen- tro. Prédios públicos também foram atacados. Cerca de 30 mil pessoas foram às ruas participar da “guerra”. Por alguns dias, pelotões de solda- dos tomaram conta do centro. Os bares foram obrigados a fechar às 20 horas. A Rádio-Patrulha aumentou as rondas pelas ruas e praças centrais. A revista semanal O Cruzeiro, dona da maior circulação no Brasil naqueles tempos, publicou ampla reportagem sobre a guerra. E o título não poderia ter sido mais sugestivo: “Pente faz Cu- ritiba perder a cabeça” Contra Ponto 7 Foto: Douglas da Silva Novembro 2019 Foto: Contra ponto
  • 8. VEREADOR ALEX RATO HOMENAGEIA E RECEBE VISITAS ILUSTRES Fui com a voluntária Ironi Budziak, conhecer o belo trabalho feito na Escola Estadual Protásio de Carvalho, localizada na Cidade Industrial de Curitiba. Ao lado do diretor da escola, Alexandre Bezerra, e das professoras Maria Luiza Budziak, Odete Sehmem Soares e Cássia Pereira dos Santos Ratier vi a ação pedagógica na horta escolar, que complementa a merenda com hortaliças frescas. Recebi sugestões de como ajudar a comunidade escolar a melhorar suas instalações e serviços, representarei os interesses desta comunidade. Tivemos a oportunidade de homenagear Marilda C. de Lima ( Pará), atleta de futebol profissional da equipe AFA OLAINE, time feminino da primeira divisão da Letônia nos países bálticos. Marilda conquistou o torneio internacional - Zengales Women’s Cup 2019, e foi eleita melhor atleta do torneio - Best Player 2019. Também disputou o Campeonato Letão - eleita uma das melhores atletas do campeonato. Após a homenagem no plenário da Câmara Municipal, ela foi ao meu gabinete com professor Anderson, diretor presidente da empresa Perfect World Sports. Visita do ilustre, Diego Molina, 32 anos, professor da Escola RB Soccer, que fica no Clube Rio Branco. Para quem não o conhece, ele é ex-atleta profissional jogan- do no Rio Branco, de Paranaguá; dos gaúchos Juventude Brasil e Santo Ângelo, o Votuporanguense (SP) e o mineiro Ituana.  E no amador ele também foi destaque, passando pelo Combate, Urano, Novo Mundo, Trieste, Internacional de Campo Largo, Colombo e Bangu. Serzedelo José dos Santos, recebe homenagem no dia do servidor público Em sessão solene de entrega do Prêmio Servidor Público Padrão 2019, tive a honra de homenagear o meu grande amigo Sezerdelo José dos Santos servi- dor que desempenhou suas atribuições com excelência e profissionalismo desde 1992, nesses anos de carreira, faz jus à honraria que foi indicada, a qual servirá de reconhecimento público aos seus esforços e também de inspiração a outros 8 Novembro 2019