Foto: Lucilia Guimarães/SMCS
Julho de 2019 - Edição 211 - Curitiba
Curitiba
ganha
prêmio
com
Faróis do
Saber e
Inovação
Página 5
RRRRRUUUUUAS DE TRANSAS DE TRANSAS DE TRANSAS DE TRANSAS DE TRANSTTTTTORNOS RECEBEM PORNOS RECEBEM PORNOS RECEBEM PORNOS RECEBEM PORNOS RECEBEM PAAAAAVIMENTVIMENTVIMENTVIMENTVIMENTAÇÃOAÇÃOAÇÃOAÇÃOAÇÃO
DE ASFDE ASFDE ASFDE ASFDE ASFALALALALALTTTTTO NO BAIRRO NO BAIRRO NO BAIRRO NO BAIRRO NO BAIRRO SANTO SANTO SANTO SANTO SANTA CÂNDIDA CÂNDIDA CÂNDIDA CÂNDIDA CÂNDIDAAAAA
Página 2
GeGeGeGeGetúlio Vtúlio Vtúlio Vtúlio Vtúlio Vargas,argas,argas,argas,argas,
a Petrobrása Petrobrása Petrobrása Petrobrása Petrobrás
e o silêncioe o silêncioe o silêncioe o silêncioe o silêncio
dos militaresdos militaresdos militaresdos militaresdos militares
Página 4
2
Diretor: Adilson da Costa Moreira - Fones 99894.1462 e 3328-0176
CNPJ 12.698.306/0001-42 - Empresa: Adilson da Costa Moreira
Dep. comercial: Sharon Simão Zunino - Rua Guilherme Ihlenfelt, 765 - Tingui - Curitiba
E-mail: gazetasantacandida@gmail.com Tiragem: 10.000 exemplares
www.gazetasantacandida.blogspot.com Colaborador: José Cândido
As matérias assinadas não refletem necessariamente a opinião do jornal.
EXPEDIENTE
Tel: 3357-3601,
Celular 8462-3354 - 99105354
Rua Ilda C. Manasczuk, 444
Jardim Aliança - Santa Cândida -Curitiba
Contador: Sandro da Silva
Constituição e Encerramento de
Empresas - Imposto de Renda
Assessoria Contábil, Empresarial,
Financeira, RH
Maistranquilidadeaosmoradoresda
Rua Vera Lúcia Vieira Bartenick, no
SantaCândida.Aruademacadameque
causava aborrecimentos em obras para
o pavimento de asfalto nos 97 metros
do trecho entre as ruas Hildo da Paz e
DoutorÁlvaroTeixeiraPinto.
Na manhã desta terça-feira, o pre-
feitoRafaelGrecavistoriouasobrasde
pavimentação e drenagem da rua do
bairro da Regional BoaVista. “Dá tra-
balhofazerasfaltonaruadesaibro.Tem
que fazer os bueiros, a base bem firme,
colocar o meio-fio e daí então lançar o
pavimento. É o trabalho que vamos re-
petiremmaisruasdesaibrodeCuritiba”,
disse Greca.
Há 30 anos morando na Rua Vera
Lúcia Vieira Bartenick, o autônomo
Edson Fernandes Gomes estava con-
tente com o resultado de sua luta de
anos.“Valeuapenainsistirnareivindi-
cação e agora chegou a hora de mudar
de vida. Será o fim da poeira que pre-
judica nossa saúde e suja as nossas ca-
sas”,apontouGomes,aocitarquemui-
tos motoristas usam a rua de sua casa
para desviar do trânsito na Rua
Theodoro Makiolka.
O microempresárioAnderson Luiz
Mirandacontaque,emtodosos25anos
em que mora na RuaVera LúciaVieira
Bartenick, sempre sofreu com as con-
RUAS DE TRANSTORNOS RECEBEM PAVIMENTAÇÃO
DE ASFALTO NO BAIRRO SANTA CÂNDIDA
Prefeito Rafael Greca, vistoria as obras de pavimentação na rua Vera Lúcia Vieira Bartenick,
no Santa Cândida. Foto: Pedro Ribas/SMCS
dições da via em qualquer tempo.
“Quando chove, é a lama. Quando
tem sol, é a poeira.Aobra de coloca-
ção do asfalto representa melhoria to-
tal. Vida nova, com mais qualidade”,
disseMiranda.
Outras duas ruas de saibro da Re-
gional BoaVista ganharão novo pavi-
mentoasfáltico.ARuaCoronelDomin-
gosSoares(BairroAlto),apartirdocru-
zamento com a Rua Marquês de
Abrantes até se transformar na Rua
Arno Feliciano de Castilho; e a Rua
Paulino Franco de Carvalho (Santa
Cândida), da esquina com a Rua Jair
doNascimentoCésaratéofinaldavia.
No total, 535 metros das três ruas
terão obras.
Avistoriafoiacompanhadapelove-
reador Jairo Marcelino.
3
OS MELHORES JORNAIS
DE BAIRROS ESTÃOAQUI998999899989998999894.4.4.4.4.11111462462462462462
Telefones
3357-9272 e 99740-0669
MOACIR RADIADORES
A aposentada Rosa Grozecki
Lesiniakoski, de 99 anos, morado-
ra do bairro Boa Vista, prepara
comemoração de cem anos com
produtos doArmazém da Família.
Curitiba, 03/06/2019. Foto: Levy
Ferreira/SMCS
A aposentada Rosa Grozecki
Lesiniakoski, de 99 anos, morado-
ra do bairro Boa Vista, começou
a abastecer a despensa de casa
com gêneros alimentícios cuida-
dosamente selecionados no Ar-
mazém da Família Boa Vista. São
ingredientes para preparar pratos
e quitutes que agradam os filhos,
netos e bisnetos, pois a família vai
se reunir no início de agosto para
a comemoração dos 100 anos de
dona Rosa.
Os parentes virão de cidades
do interior de São Paulo, de
Brasília, dos Estados Unidos, do
Canadá e da Finlândia para fes-
tejar o centenário da matriarca.
Nascida em 5 de agosto de
1919, a neta de imigrantes polo-
neses e filha de agricultores é a
prova viva de que idade não é li-
mite para nada. Com organização
e planejamento é ela quem prepa-
ra com capricho as receitas que
encantam gerações da família e os
amigos.
Da elaboração dos cardápios
DONA ROSA DO BAIRRO BOA VISTA PREPARA FESTA DE
100 ANOS COM PRODUTOS DO ARMAZÉM DA FAMÍLIA
às compras, tudo é feito pela se-
nhora que esbanja disposição e
serenidade. Célia, a filha de 70
anos, vai junto às compras para
dirigir o carro e acompanhar a
mãe na tarefa, mas nem mesmo
uma lista é preciso levar. Dona
Rosa se orgulha por ter tudo regis-
trado na memória o que precisa
para cozinhar.
“Ceroula virada”
O cardápio para os dias de co-
memoração inclui pierogi, broas
integrais, bolos e a famosa
“ceroula virada” – uma das gulo-
seimas predileta dos netos. Os
produtos para as receitas já foram
comprados com custo em média
30% mais barato que no varejo, no
Armazém da Família Boa Vista.
Armazém da Família chega aos
30 anos beneficiando 260 mil fa-
mílias
Curitiba APP agora cadastra
consumidores para comprar no
Armazém da Família
É lá que dona Rosa faz mensal-
mente as suas compras, desde
1997, quando a unidade foi inau-
gurada.
“Eu já economizei muito com-
prando aqui e hoje em dia nem
pesquiso mais os preços, sei que
aqui é sempre mais barato”, con-
ta dona Rosa.
Carrinho cheio
Além do preço, qualidade e va-
riedade são outras vantagens des-
tacadas pela aposentada. “Dá
para encher o carrinho e sempre
com produtos de primeira”, afirma.
O que poupa com os alimentos, a
aposentada usa para comprar re-
médios e viajar para visitar a fa-
mília.
“Para viver bem é preciso ter
uma boa alimentação, dormir bem
e ter boa cabeça”, declara a futu-
ra aniversariante.
Sobre o futuro, o desejo de
dona Rosa é seguir com qualida-
de de vida, preparando refeições
que reúnam a família. “Quero viver
mais quanto for possível, seja cin-
co, dez ou 20 anos”, conclui.
4
O senador Jean Paul Prates (PT-RN), vice-
presidente da Frente Parlamentar em Defesa da
Petrobrás, escreve sobre os 65 anos do suicídio
deGetúlioVargas,completadosnestesábado(24)
sua importância para o país, e o ataque atual à
empresa petrolífera do coração do povo brasilei-
ro. "Nos 65 anos da morte de Getúlio, o Brasil
pareceretrocedernotempo.Nestedia24deagos-
to,omaisnotóriosucessoreherdeirodeGetúlio,
o metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva, hoje o
mais influente político brasileiro no mundo, está
presoinjustamente".
Brasil 247 - No próximo mês, no dia 24, o
Brasil relembra os 65 anos da morte de Getúlio
Vargas.OpresidentedaRepúblicamaisinfluente
e popular do Brasil no século 20 tirou a vida na
madrugada de 24 de agosto de 1954. O gesto
dramático–umtironopeito–foioúltimoesforço
para barrar a sanha golpista que varria o Brasil
naquele período. Sua morte mudou o curso da
históriadopaís,adiouogolpeporquase10anos
ealterouradicalmenteacenapolíticabrasileira.
Não há paralelo para a importância de Getú-
lio Vargas na história do país. Foi ele quem criou
o moderno Estado brasileiro, ao fundar a
Petrobrás e a Eletrobrás, criar a Companhia Si-
derúrgica Nacional e estabelecer um marco le-
galparaarelaçãoentrecapitaletrabalho.Foiele
quem criou as bases do Brasil democrático,
mesmo tendo sido um ditador na década de 30.
O ideário de Vargas, de tornar o Brasil uma
nação moderna, com justiça social e oportunida-
deparatodos,parecedistante.Asensaçãoéagra-
vada pelos retrocessos do presente. O presi-
denteJairBolsonaroéresponsávelporestepre-
sentefeio,disruptivo,intimidador,antidemocrático
e entreguista. O presente das queimadas, do
desmatamento,dafomenascidadesedaviolên-
cia nas ruas. O presente das privatizações e da
entrega do patrimônio público. O Brasil assiste,
atônito,aumgovernocujoúnicopropósitoédes-
truiradébilpolíticadebem-estarsocial,desenha-
da pela Carta de 1988 e golpeada em 2016 pelo
impeachmentfraudulentodeDilmaRousseff.
Bolsonaro quer entregar nossas riquezas e
se colocar na posição subalterna ante os Esta-
dos Unidos. Faz um governo para atacar a so-
berania, ignora o sofrimento do povo e arranca
do orçamento qualquer investimento em saúde,
educação e cultura. Em nome do mercado, pro-
mete entregar empresas como a Eletrobrás e a
Petrobrás.
ALVO É O PETRÓLEO
Precisamos ter clareza: o petróleo é o alvo.
O Brasil hoje acumula mais de US$ 1 trilhão em
reservasdepetróleoapenasnopré-sal.Emmaio,
bateu recorde de produção diária de petróleo e
gás de quase 3,5 milhões de barris de petróleo
equivalente. Mesmo com todos os problemas
recentes e sofrendo toda sorte de ataques, a
Petrobras está entre as 10 maiores petrolíferas
do mundo. É patrimônio do povo brasileiro. Não
pode ser usada como instrumento de destruição
da economia e da soberania nacional.Apolítica
dedesinvestimentodaPetrobras,comaentrega
de subsidiárias, é um erro. E não apenas estra-
tégico, mas porque os valores são ridículos. O
Congresso é ignorado e as vendas são anuncia-
das sem discussão no Parlamento.Assim, ven-
deram redes de gasodutos, no Nordeste e no
Sudeste, por US$ 15 bilhões. Entregaram o con-
trole da BR Distribuidora por R$ 8,6 bilhões. E
pretendem imolar oito refinarias por US$ 20 bi-
lhões. É pouco.
Getúlio Vargas, a Petrobrás e o silêncio dos militares
Pior. Paulo Guedes já fala abertamente na
privatizaçãodaempresaeRobertoCastelloBran-
co escancara o próximo ato antes da entrega do
botim:ofimdoregimedepartilhadopré-sal.Não
é possível que o agronegócio, a indústria e os
militaresnãovejamopotencialdestrutivododes-
manche promovido na Petrobras. Fala-se pou-
co, mas é preciso ter clareza. A disputa por pe-
tróleo é o que define a geopolítica no mundo. É
por causa do petróleo e do pré-sal que Dilma
Rousseff e a Petrobras foram alvos de espiona-
gem da NSA, a agência de segurança dos Esta-
dos Unidos.
É por causa do petróleo e do pré-sal que a
Lava Jato, sob a desculpa de travar uma guerra
contra a corrupção, atacou a própria Petrobras,
induzindo-a a forjar um acordo com o Departa-
mento de Justiça americano, obrigando-a a pa-
gar R$ 2,5 bilhões para um fundo privado, além
de multa de US$ 682,5 milhões a investidores
americanos. Um escândalo.
CONSUMO E RESERVAS
Oouronegroéoquemantémgirandoaroda
daeconomiamundial.Acadaano,omundobate
recorde no consumo de petróleo. Em 2019, o
consumo vai superar a marca diária de 100 mi-
lhões de barris. E poucas nações têm reservas
para enfrentar um futuro que assegure um cami-
nho de desenvolvimento econômico e social. A
Venezuela é hoje o país com as maiores reser-
vas do mundo: 300,9 bilhões de barris. O segun-
do é aArábia Saudita, com 266,5 bilhões de bar-
ris. O Canadá está em terceiro, com 169,7 bi-
lhões de barris. O Brasil aparece na 15ª posição,
com 12,7 bilhões de barris. E nem esgotamos
as pesquisas em campos a serem descobertos
nos mares brasileiros.
Opré-saléaúltimafronteiradepetróleoaser
exploradanomundonaspróximasdécadas.Este
é o tabuleiro da guerra assimétrica que o Brasil
enfrenta.Nadamalparaquemnosanos50tinha
poucos poços de petróleo em regiões do sertão
nordestino e em Cubatão. Hoje está entre as 10
maiores produtoras do mundo.
Tal resultado não é banal. Veio com esforço,
empenho de homens e mulheres, pesquisado-
res,engenheiros,trabalhadores,patriotaseche-
fes de Estado – como Getúlio, Lula e Dilma
Rousseff.Gentecomvisãodepaíseprojetopara
o povo. Isso tudo é fruto da ação do Estado bra-
sileiro. Este mesmo Estado que Paulo Guedes e
Bolsonaro sonham em destruir de maneira
afrontosa.
PAPEL DO EXÉRCITO
O futuro que se avizinha com este governo é
sombrio. E isso ocorre, ironicamente, com o go-
verno com o maior número de autoridades
egressas das Forças Armadas e o próprio pre-
sidente da República é um capitão do Exército.
Este mesmo Exército que foi vital para tirar a
Petrobras do papel ainda nos anos 40 e
transformá-lanamaiorempresadoBrasilenuma
das mais importantes do mundo.
Vale lembrar que o sonho da Petrobras nas-
ceu dentro do Exército. Em 1938, o Estado Mai-
or das ForçasArmadas foi quem primeiro apon-
tou a necessidade de uma política para o petró-
leo,propondoomonopólioestatal.Em29deabril
de1938,GetúlioVargascriouoConselhoNacio-
nal do Petróleo, restringindo o refino de óleo a
empresas formadas por brasileiros natos. O pri-
meiropresidentedoconse-
lho foi o General Horta Bar-
bosa.Foiquandoopetróleo
jorrou no país pela primeira
vez, em 1939, em Lobato,
na Bahia. Também foi sob
aliderançadestemilitarque
foram iniciados estudos
paraarefinariadeMataripe,
também na Bahia.
O que hoje é realidade
palpável em reservas robustas de petróleo pare-
cia uma miragem há 70 anos. Em novembro de
1942, o Brasil só se convenceu de que havia
fartopetróleonopaísquandoojornalistaSamuel
Wainer,narevistaDiretrizes,entrevistouogeólogo
Glen Ruby. E este americano, responsável pela
descoberta de petróleo naTerra do Fogo, abriu o
jogo:“ExistemuitopetróleonoBrasil”.Eadvertiu:
“Só as nações que controlam sua energia po-
dem controlar seu destino”.
HISTÓRIA DE LUTA
Entre 1945 e 1953, quando Getúlio criou a
Petrobrás, foi pela ação dos militares que o so-
nho de o Brasil desenvolver uma indústria de
petróleo deixou de ser miragem e passou a ser
possível.Em1947,oClubeMilitardeflagravaum
movimento contrário a abertura do mercado de
petróleoaocapitalestrangeiro.Nosdebates,foio
General Horta quem fez a defesa fervorosa do
monopólioestatal.
Em21deabrilde1948,umatonoAutomóvel
Clube do Rio marcava a ampla rejeição dos bra-
sileiros ao projeto do Estatuto do Petróleo, que
abria o mercado. Nascia ali o Centro de Estudos
e Defesa do Petróleo.Aentidade civil reuniu mili-
tares,civis,intelectuais,estudantesetrabalhado-
res em torno da campanha do “petróleo é nos-
so”. O centro era presidido pelo General
Felicíssimo Cardoso, chamado de “General do
Petróleo”. Era tio de Fernando Henrique Cardo-
so.
Quando Getúlio Vargas iniciou seu segundo
governo, em 1951, o movimento de opinião pú-
blica tinha preparado o terreno para o projeto de
lei que viria a dar vida à Petrobrás. Entre 1951 e
1953,opaísassistiuaumintensodebatesobrea
conveniência de se criar uma empresa para ex-
plorar e refinar o petróleo. Até que, em 21 de
setembro de 1953, a Câmara aprovou o projeto.
Nascia a Petrobras, empresa de capital misto,
comcontroledaUnião.ALei2004foisancionada
por Getúlio em 3 de outubro de 1953. Seis me-
ses depois, em 10 de maio de 1954, a Petrobras
entrava em atividade. Herdava do Conselho Na-
cionaldoPetróleo,criadonosanos30peloExér-
cito, poucos campos de petróleo, com capacida-
de de produção diária de 2.700 barris, além da
refinaria de Mataripe, que processava 2,5 mil
barris por dia.
Quando Getúlio se suicidou, dali a três me-
ses, pressentia que estava em jogo o destino da
nação, cujas reservas de petróleo já eram alvo
dacobiçadeinteressesestrangeiros.Nasuacarta
dedespedida,emquedizsairdavidaparaentrar
na história, aponta: “Quis criar a liberdade nacio-
nalnapotencializaçãodasnossasriquezasatra-
vésdaPetrobras,malcomeçaestaafuncionara
onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi
obstaculadaatéodesespero.Nãoqueremqueo
trabalhador seja livre, não querem que o povo
sejaindependente”.
Nosanos70,emplenaditaduramilitar,soba
liderançadoGeneralErnestoGeisel,aPetrobras
deuoutrosalto.Alémdeprospecção,produçãoe
refino, transformou a insuficiência em superávit.
Geiselimplementouapolíticadeconteúdonacio-
nal, por meio do fortalecimento das compras in-
ternas. Com isso, milhares de empresas nacio-
nais se desenvolveram. Na administração deste
general, construiu-se mais refinarias e começou
a exploração em “águas profundas”, que resul-
tounosanos2000nadescobertadopré-salpelo
governo Lula.
SILÊNCIO DA CASERNA
A amarga ironia dos nossos tempos é que
os militares, defensores da criação da Petrobras
e que lutaram – dentro e fora do governo e do
Brasil–emdefesadosinteressesnacionais,hoje
estão calados quanto ao destino do país e da
empresa. Não se sabe o que generais pensam
da venda de ativos da Petrobras – das refinarias
aos gasodutos, passando pela distribuidora – ou
do desmanche da empresa, cuja política de pre-
çoscomparidadenodólaréumaafrontaàsobe-
rania. Nem mesmo o que pensam da venda da
Eletrobrás.
Jair Bolsonaro, que nos anos 90 era crítico à
quebra do monopólio do petróleo aprovada por
Fernando Henrique Cardoso, hoje tem o
neoliberalismocomobandeira.OcapitãodoExér-
cito é quem mantém no seu ministério um grupo
deeconomistasqueapostanoneoliberalismotar-
dio,moldadopelaEscoladeChicago,incapazde
acenar com dias melhores para o povo. O mes-
mogovernoquemantéminalteradoostatusquo,
remunerandoosmaisricos,mantendoopaíscom
a maior concentração de renda do planeta e as
maiselevadastaxasdedesigualdadeentretodas
as democracias. É triste que seja assim. Difícil
encararofatodequeoExércitodoGeneralHorta,
do General Felicíssimo e do General Geisel, de
tanto nacionalismo, esteja silente ante os
desmandoseosataquesàsoberanianacional.
A SOLUÇÃO NA CELA
Nos 65 anos da morte de Getúlio, o Brasil
pareceretrocedernotempo.Nestedia24deagos-
to,omaisnotóriosucessoreherdeirodeGetúlio,
o metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva, hoje o
mais influente político brasileiro no mundo, está
preso injustamente, condenado sem provas e
em um processo que, sabe-se agora, por conta
do The Intercept Brasil, repleto de ilegalidades,
vícios e fraudes. Daí que é preciso denunciar os
ataquesàsoberaniaedizerqueasoluçãoparao
país está numa cela. Lula está preso, mas não
estámorto.
Em setembro, o país assistirá a um grande
ato em defesa da soberania nacional, como em
outros momentos da nossa história, quando os
democratas estarão mais uma vez reunidos. Lí-
derespolíticos,partidos,parlamentares,estudan-
tes, trabalhadores, militantes sociais e represen-
tantesdeentidadesdasociedadecivilvãolançar
a Frente em Defesa da Soberania Nacional.
Alutacontraosdesmandosnosobrigaanos
mantermos alertas e firmes. Não percamos a
esperança.
Viva Getúlio Vargas! Viva Lula! Viva o povo
brasileiro!
5
FARÓIS DO SABER E INOVAÇÃO, CURITIBA
GANHA O PRÊMIO INOVACIDADE 2019
Os Faróis do Saber e Inovação, es-
paços maker para criação de protóti-
pos, com impressora 3D, deram a
Curitiba o prêmio InovaCidade 2019,
queseráentreguenapróximasegunda-
feira (22/7), em São Paulo, durante o
Smart City Business Brazil Congress
&Expo.
O evento é promovido pelo Institu-
to Smart City Business America que
premia projetos e práticas inovadoras
comimpactospositivosnamelhoriade
vida das cidades.
De acordo com Cris Alessi, presi-
dente daAgência Curitiba, a proposta
dosFaróisestáalinhadaaoconceitodo
Vale do Pinhão, movimento do
ecossistema de inovação da cidade, e
tambématendênciasnacionaiseinter-
nacionais de tecnologia educacional,
comfoconaaprendizagemcriativa.
Em sua 7ª edição, o prêmio
InovaCidade recebeu 53 inscrições.
Desse total, recebem o prêmio 20 pro-
jetos que são reconhecidos por gerar
impactospositivosmensuráveisereco-
nhecidos pela sociedade.
Os Faróis do Saber e Inovação, es-
paços maker para criação de protóti-
pos, com impressora 3D, deram a
Curitiba o prêmio InovaCidade 2019.
Evento - O Smart City Business
Brazil Congress & Expo, que
ocorre entre 22 e 24 de julho, é um
evento que reúne todo ecossistema de
cidades inteli-
gentes,reunindo
líderes do setor
público,especi-
alistaseminici-
ativas inovado-
ras e
transformadoras,
empresários,
empreendedo-
res, represen-
tantesdegover-
nos e agências,
possibilitandoa
troca de experiências,
compartilhamentodeideias,soluçõese
casos de sucesso.
Faróis - Os Faróis do Saber, cria-
dos originalmente em 1994 com o ob-
jetivo de descentralizar o acesso às bi-
bliotecas públicas e lan houses, incor-
poraram a partir de 2017 o conceito
deinovaçãotecnológica.
Em sua nova versão, foram trans-
formados em espaços maker, onde é
aplicada a metodologia do Design
Thinking.
Os Faróis do Saber e Inovação, es-
paços maker para criação de protóti-
pos, com impressora 3D, deram a
Curitiba o prêmio InovaCidade 2019.
Foto: Daniel Castellano / SMCS
“Os Faróis do Saber e Inovação são
locais de descoberta, exploração e
empoderamentodosestudantesdarede
pública de Educação. É a inovação
tecnológicaaoalcancedosalunos”,diz
CrisAlessi.
Dezenove unidades já foram entre-
gues neste novo modelo. Até o final
deste ano, a cidade contará com 33
Faróis de Inovação.
“São verdadeiras oficinas de
criatividade que trazem reflexões e so-
luções para o dia a dia. São essas cri-
anças que vão fazer a Curitiba do futu-
ro”,comentouasecretáriamunicipalda
Educação,MariaSílviaBacila.
Foto:PedroRibas/SMCS
6
7
Prefeito Rafael Greca assina convênio
para manter tarifa a R$ 4,50 até 2020
O prefeito Rafael Greca e o gover-
nadoremexercícioDarciPianaassina-
ram nesta sexta-feira, no Palácio 29 de
Março, o convênio que formaliza o re-
passe de R$ 90 milhões para a Rede
Integrada de Transporte (RIT) de
Curitiba e Região Metropolitana. Do
total, R$ 50 milhões foram aportados
pelo Município e os outros R$ 40 mi-
lhões pelo Estado.
Oconvêniocelebradopermiteama-
nutenção do valor da tarifa em de R$
4,50, durante o período tarifário 2019-
2020.Atarifa permanecerá neste pre-
ço até no mínimo fevereiro de 2020.
Para garantir esse patamar tarifário, os
recursos serão injetados no Fundo de
UrbanizaçãodeCuritiba(FUC)atítulo
desubsídio.
Além disso, a parceria também re-
presenta a ampliação da integração do
transporte metropolitano, com a linha
Tupy (Jardim Tupy, em Araucária) -
Terminal Pinheirinho, a ligação por
canaleta entre oTerminal Boqueirão e
a cidade de São José dos Pinhais e a
integração entre Pinhais e o Terminal
Centenário.
Para o prefeito Rafael Greca, o
convênio traz mais qualidade de vida
para todo o povo trabalhador, que
vai e volta da capital para as cida-
des vizinhas.
“Todasaspessoasquevivememtor-
no de Curitiba, querem a integração
metropolitana e eu também quero. A
grande cidade de Curitiba é uma só”,
disse Greca.
Greca também fez questão de lem-
brar que o convênio celebrado com o
governoestadualpermitiráaimplanta-
ção de novas faixas exclusivas para
ônibus.“Cadacanaletaexclusivasignifi-
ca uma economia de tempo de até uma
hora. Isso permite que as pessoas che-
guemmaiscedoemcasadepoisdotra-
balhooucheguemmaisrápidonotraba-
lhotodasasmanhãs”,apontou.
O governador em exercício ava-
liou que o convênio é uma represen-
tação do relacionamento estreito en-
tre Prefeitura de Curitiba e
Governo do Paraná. “O
governo do Estado não
poderia ficar de fora de um
projeto dessa envergadu-
ra, que beneficia milhares
de pessoas por dia”, disse
Darci Piana.
“Aparceriaatendepesso-
asquetêmquetransitarpara
trabalhar,estudar,passear,ir
ao hospital para cuidar da
saúde, e não podem pagar
mais caro pelo transporte”,
completouogovernadorem
exercício.
De acordo com o presi-
dente da Urbanização de
Curitiba S.A. (Urbs), em-
presa responsável pela ges-
tão do sistema de transpor-
te coletivo da cidade,
Ogeny Pedro Maia Neto,
o aumento dos custos do
transporte – combustível, lubrifican-
tes, pneus, salários de motoristas, co-
bradores e colaboradores administra-
tivos – pressiona o preço da tarifa.
“Por este motivo, a Prefeitura de
Curitiba e o Governo do Estado ce-
lebraramoconvênio,paragarantirque
o preço da passagem não suba neste
momento”, avaliou.
O convênio celebrado permite a manutenção do valor da tarifa em de R$ 4,50, durante o período tarifário 2019-2020
Prefeito Rafael Greca, com o governador em exercício Darci Piana, o presidente da Urbs,
Ogeny Pedro Maia Neto, o secretário de Desenvolvimento Urbano, João Carlos
Ortega e o presidente da Comec, Gilson de Jesus dos Santos, assina convênio
para subsídio da tarifa do sistema de transporte. Foto: Pedro Ribas/SMCS
A 8ª Câmara Cível do Tribunal
de Justiça do Paraná (TJPR)
condenou na semana passada o
Supermercado Condor a
indenizar um cliente que, por duas
vezes, escorregou e caiu no chão
do estabelecimento durante as
compras. O caso ocorreu em
agosto de 2017, na cidade de
Londrina, no interior do Estado.
O autor da ação – pessoa com
uma deficiência que limita os
movimentos da perna esquerda –
sofreu as quedas em um local
molhado que passava por limpeza.
Segundo o cliente, as placas
capazes de indicar o perigo aos
consumidores que circulavam
pelo lugar não foram utilizadas
Supermercado Condor condenado a indenizar cliente
pelos funcionários do mercado. Em
decorrência dos acidentes, o homem
foi diagnosticado com uma luxação
no joelho direito e precisou ficar
em repouso absoluto por quatro
dias. Devido ao constrangimento,
ele procurou a Justiça e pediu mais
de R$ 70 mil de compensação a
título de danos morais.
Em 1º grau, o pedido de
indenização foi negado, pois o
magistrado considerou que o
cliente não provou a ausência de
sinalização de “piso molhado” ou
“piso escorregadio”. O autor
recorreu ao TJPR e pediu a reforma
da sentença.
Negligência
Ao apreciar o caso, a 8ª Câmara
Cível do TJPR, por unanimidade,
condenou o supermercado a pagar
R$ 7 mil de indenização ao cliente
– o valor inicialmente pleiteado foi
considerado excessivo diante das
circunstâncias. “Uma queda em
local público, por si só, já é uma
situação vexatória, ainda mais
quando ocorre por negligência do
estabelecimento na limpeza do
local, o que configura o dever de
indenizar o dano moral suportado
pelo consumidor, pelo que o valor
referido respeitará as condições
econômicas das partes envolvidas,
as condições pessoais do ofendido,
a gravidade da lesão, a repercussão
do dano e a culpa do agente”,
destacou a decisão.
Além disso, o Desembargador
Relator observou que o
estabelecimento (não o cliente)
deveria ter comprovado a correta
sinalização do local de limpeza.
O acórdão salientou que o
supermercado “não logrou êxito
satisfatório em comprovar a
colocação das placas de
advertência quanto ao piso
molhado, sendo que facilmente
teria confirmado tal tese com
vídeos das câmeras de segurança,
por exemplo, ou o depoimento de
outros clientes do
estabelecimento, o que não o fez,
deixando de cumprir com o ônus
que lhe fora atribuído em razão da
inversão do ônus probatório”.
8
O Programa Leite das Cri-
anças, em Curitiba, foi lança-
do oficialmente no dia 15 de
julho de 2004, na Ceasa, com
aproximadamente 1.200 famí-
lias, num grande mutirão.
Inicialmente,o programa con-
tava com 27 escolas/colégios.
Hoje, Curitiba conta com 84
pontos de distribuição e 8 pon-
tos de redistribuição ( entida-
des parceiras ) mais a Ceasa.
Recebem o benefício, hoje, em
Curitiba, 5.241 famílias. No to-
tal, desde a implantação, mais
PROGRAMA LEITE DAS CRIANÇAS
DO GOVERNO DO ESTADO
COMPLETOU 15 ANOS EM CURITIBA
de 70.000 famílias já recebe-
ram o benefício, que é entre-
gue três vezes por semana nas
escolas/colégios estaduais.
As Secretarias parceiras,
Seed, Sejuf, Seab e Sesa,
são responsáveis pelo suces-
so do programa em todo o
estado. Graças ao empenho
das Comissões Municipais,
formadas por um Represen-
tante do Estado, da Prefeitu-
ra e da Sociedade Civil, o pro-
grama é um sucesso, com óti-
ma parceria entre as direções
das escolas/colégios e entida-
des que se associam às Se-
cretarias para levar saúde e
dignidade a centenas de fa-
mílias carentes da periferia da
capital.
Segundo o Coordenador do
PLC pelo NRE de Curitiba,
prof.Paulo José Leonart, que
completou 15 anos de traba-
lho junto com o programa, o
PLC veio para ficar, devido
ao sucesso, seriedade e com-
prometimento dos órgãos
competentes e da Sociedade
Civil Organizada e está rece-
bendo todo apoio do atual go-
verno, que não está medindo
esforços para implementar
mudanças e melhorias no pro-
grama, facilitando o atendi-
mento às mães e diminuindo
a burocracia no sistema.
Destaque-se, também, o
comprometimento das dire-
ções das escolas/colégios
que assumiram o programa
como uma forma de contribuir
com o estado na diminuição
da pobreza.

GAZETA DO SANTA CÂNDIDA, JULHO 2019

  • 1.
    Foto: Lucilia Guimarães/SMCS Julhode 2019 - Edição 211 - Curitiba Curitiba ganha prêmio com Faróis do Saber e Inovação Página 5 RRRRRUUUUUAS DE TRANSAS DE TRANSAS DE TRANSAS DE TRANSAS DE TRANSTTTTTORNOS RECEBEM PORNOS RECEBEM PORNOS RECEBEM PORNOS RECEBEM PORNOS RECEBEM PAAAAAVIMENTVIMENTVIMENTVIMENTVIMENTAÇÃOAÇÃOAÇÃOAÇÃOAÇÃO DE ASFDE ASFDE ASFDE ASFDE ASFALALALALALTTTTTO NO BAIRRO NO BAIRRO NO BAIRRO NO BAIRRO NO BAIRRO SANTO SANTO SANTO SANTO SANTA CÂNDIDA CÂNDIDA CÂNDIDA CÂNDIDA CÂNDIDAAAAA Página 2 GeGeGeGeGetúlio Vtúlio Vtúlio Vtúlio Vtúlio Vargas,argas,argas,argas,argas, a Petrobrása Petrobrása Petrobrása Petrobrása Petrobrás e o silêncioe o silêncioe o silêncioe o silêncioe o silêncio dos militaresdos militaresdos militaresdos militaresdos militares Página 4
  • 2.
    2 Diretor: Adilson daCosta Moreira - Fones 99894.1462 e 3328-0176 CNPJ 12.698.306/0001-42 - Empresa: Adilson da Costa Moreira Dep. comercial: Sharon Simão Zunino - Rua Guilherme Ihlenfelt, 765 - Tingui - Curitiba E-mail: gazetasantacandida@gmail.com Tiragem: 10.000 exemplares www.gazetasantacandida.blogspot.com Colaborador: José Cândido As matérias assinadas não refletem necessariamente a opinião do jornal. EXPEDIENTE Tel: 3357-3601, Celular 8462-3354 - 99105354 Rua Ilda C. Manasczuk, 444 Jardim Aliança - Santa Cândida -Curitiba Contador: Sandro da Silva Constituição e Encerramento de Empresas - Imposto de Renda Assessoria Contábil, Empresarial, Financeira, RH Maistranquilidadeaosmoradoresda Rua Vera Lúcia Vieira Bartenick, no SantaCândida.Aruademacadameque causava aborrecimentos em obras para o pavimento de asfalto nos 97 metros do trecho entre as ruas Hildo da Paz e DoutorÁlvaroTeixeiraPinto. Na manhã desta terça-feira, o pre- feitoRafaelGrecavistoriouasobrasde pavimentação e drenagem da rua do bairro da Regional BoaVista. “Dá tra- balhofazerasfaltonaruadesaibro.Tem que fazer os bueiros, a base bem firme, colocar o meio-fio e daí então lançar o pavimento. É o trabalho que vamos re- petiremmaisruasdesaibrodeCuritiba”, disse Greca. Há 30 anos morando na Rua Vera Lúcia Vieira Bartenick, o autônomo Edson Fernandes Gomes estava con- tente com o resultado de sua luta de anos.“Valeuapenainsistirnareivindi- cação e agora chegou a hora de mudar de vida. Será o fim da poeira que pre- judica nossa saúde e suja as nossas ca- sas”,apontouGomes,aocitarquemui- tos motoristas usam a rua de sua casa para desviar do trânsito na Rua Theodoro Makiolka. O microempresárioAnderson Luiz Mirandacontaque,emtodosos25anos em que mora na RuaVera LúciaVieira Bartenick, sempre sofreu com as con- RUAS DE TRANSTORNOS RECEBEM PAVIMENTAÇÃO DE ASFALTO NO BAIRRO SANTA CÂNDIDA Prefeito Rafael Greca, vistoria as obras de pavimentação na rua Vera Lúcia Vieira Bartenick, no Santa Cândida. Foto: Pedro Ribas/SMCS dições da via em qualquer tempo. “Quando chove, é a lama. Quando tem sol, é a poeira.Aobra de coloca- ção do asfalto representa melhoria to- tal. Vida nova, com mais qualidade”, disseMiranda. Outras duas ruas de saibro da Re- gional BoaVista ganharão novo pavi- mentoasfáltico.ARuaCoronelDomin- gosSoares(BairroAlto),apartirdocru- zamento com a Rua Marquês de Abrantes até se transformar na Rua Arno Feliciano de Castilho; e a Rua Paulino Franco de Carvalho (Santa Cândida), da esquina com a Rua Jair doNascimentoCésaratéofinaldavia. No total, 535 metros das três ruas terão obras. Avistoriafoiacompanhadapelove- reador Jairo Marcelino.
  • 3.
    3 OS MELHORES JORNAIS DEBAIRROS ESTÃOAQUI998999899989998999894.4.4.4.4.11111462462462462462 Telefones 3357-9272 e 99740-0669 MOACIR RADIADORES A aposentada Rosa Grozecki Lesiniakoski, de 99 anos, morado- ra do bairro Boa Vista, prepara comemoração de cem anos com produtos doArmazém da Família. Curitiba, 03/06/2019. Foto: Levy Ferreira/SMCS A aposentada Rosa Grozecki Lesiniakoski, de 99 anos, morado- ra do bairro Boa Vista, começou a abastecer a despensa de casa com gêneros alimentícios cuida- dosamente selecionados no Ar- mazém da Família Boa Vista. São ingredientes para preparar pratos e quitutes que agradam os filhos, netos e bisnetos, pois a família vai se reunir no início de agosto para a comemoração dos 100 anos de dona Rosa. Os parentes virão de cidades do interior de São Paulo, de Brasília, dos Estados Unidos, do Canadá e da Finlândia para fes- tejar o centenário da matriarca. Nascida em 5 de agosto de 1919, a neta de imigrantes polo- neses e filha de agricultores é a prova viva de que idade não é li- mite para nada. Com organização e planejamento é ela quem prepa- ra com capricho as receitas que encantam gerações da família e os amigos. Da elaboração dos cardápios DONA ROSA DO BAIRRO BOA VISTA PREPARA FESTA DE 100 ANOS COM PRODUTOS DO ARMAZÉM DA FAMÍLIA às compras, tudo é feito pela se- nhora que esbanja disposição e serenidade. Célia, a filha de 70 anos, vai junto às compras para dirigir o carro e acompanhar a mãe na tarefa, mas nem mesmo uma lista é preciso levar. Dona Rosa se orgulha por ter tudo regis- trado na memória o que precisa para cozinhar. “Ceroula virada” O cardápio para os dias de co- memoração inclui pierogi, broas integrais, bolos e a famosa “ceroula virada” – uma das gulo- seimas predileta dos netos. Os produtos para as receitas já foram comprados com custo em média 30% mais barato que no varejo, no Armazém da Família Boa Vista. Armazém da Família chega aos 30 anos beneficiando 260 mil fa- mílias Curitiba APP agora cadastra consumidores para comprar no Armazém da Família É lá que dona Rosa faz mensal- mente as suas compras, desde 1997, quando a unidade foi inau- gurada. “Eu já economizei muito com- prando aqui e hoje em dia nem pesquiso mais os preços, sei que aqui é sempre mais barato”, con- ta dona Rosa. Carrinho cheio Além do preço, qualidade e va- riedade são outras vantagens des- tacadas pela aposentada. “Dá para encher o carrinho e sempre com produtos de primeira”, afirma. O que poupa com os alimentos, a aposentada usa para comprar re- médios e viajar para visitar a fa- mília. “Para viver bem é preciso ter uma boa alimentação, dormir bem e ter boa cabeça”, declara a futu- ra aniversariante. Sobre o futuro, o desejo de dona Rosa é seguir com qualida- de de vida, preparando refeições que reúnam a família. “Quero viver mais quanto for possível, seja cin- co, dez ou 20 anos”, conclui.
  • 4.
    4 O senador JeanPaul Prates (PT-RN), vice- presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás, escreve sobre os 65 anos do suicídio deGetúlioVargas,completadosnestesábado(24) sua importância para o país, e o ataque atual à empresa petrolífera do coração do povo brasilei- ro. "Nos 65 anos da morte de Getúlio, o Brasil pareceretrocedernotempo.Nestedia24deagos- to,omaisnotóriosucessoreherdeirodeGetúlio, o metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva, hoje o mais influente político brasileiro no mundo, está presoinjustamente". Brasil 247 - No próximo mês, no dia 24, o Brasil relembra os 65 anos da morte de Getúlio Vargas.OpresidentedaRepúblicamaisinfluente e popular do Brasil no século 20 tirou a vida na madrugada de 24 de agosto de 1954. O gesto dramático–umtironopeito–foioúltimoesforço para barrar a sanha golpista que varria o Brasil naquele período. Sua morte mudou o curso da históriadopaís,adiouogolpeporquase10anos ealterouradicalmenteacenapolíticabrasileira. Não há paralelo para a importância de Getú- lio Vargas na história do país. Foi ele quem criou o moderno Estado brasileiro, ao fundar a Petrobrás e a Eletrobrás, criar a Companhia Si- derúrgica Nacional e estabelecer um marco le- galparaarelaçãoentrecapitaletrabalho.Foiele quem criou as bases do Brasil democrático, mesmo tendo sido um ditador na década de 30. O ideário de Vargas, de tornar o Brasil uma nação moderna, com justiça social e oportunida- deparatodos,parecedistante.Asensaçãoéagra- vada pelos retrocessos do presente. O presi- denteJairBolsonaroéresponsávelporestepre- sentefeio,disruptivo,intimidador,antidemocrático e entreguista. O presente das queimadas, do desmatamento,dafomenascidadesedaviolên- cia nas ruas. O presente das privatizações e da entrega do patrimônio público. O Brasil assiste, atônito,aumgovernocujoúnicopropósitoédes- truiradébilpolíticadebem-estarsocial,desenha- da pela Carta de 1988 e golpeada em 2016 pelo impeachmentfraudulentodeDilmaRousseff. Bolsonaro quer entregar nossas riquezas e se colocar na posição subalterna ante os Esta- dos Unidos. Faz um governo para atacar a so- berania, ignora o sofrimento do povo e arranca do orçamento qualquer investimento em saúde, educação e cultura. Em nome do mercado, pro- mete entregar empresas como a Eletrobrás e a Petrobrás. ALVO É O PETRÓLEO Precisamos ter clareza: o petróleo é o alvo. O Brasil hoje acumula mais de US$ 1 trilhão em reservasdepetróleoapenasnopré-sal.Emmaio, bateu recorde de produção diária de petróleo e gás de quase 3,5 milhões de barris de petróleo equivalente. Mesmo com todos os problemas recentes e sofrendo toda sorte de ataques, a Petrobras está entre as 10 maiores petrolíferas do mundo. É patrimônio do povo brasileiro. Não pode ser usada como instrumento de destruição da economia e da soberania nacional.Apolítica dedesinvestimentodaPetrobras,comaentrega de subsidiárias, é um erro. E não apenas estra- tégico, mas porque os valores são ridículos. O Congresso é ignorado e as vendas são anuncia- das sem discussão no Parlamento.Assim, ven- deram redes de gasodutos, no Nordeste e no Sudeste, por US$ 15 bilhões. Entregaram o con- trole da BR Distribuidora por R$ 8,6 bilhões. E pretendem imolar oito refinarias por US$ 20 bi- lhões. É pouco. Getúlio Vargas, a Petrobrás e o silêncio dos militares Pior. Paulo Guedes já fala abertamente na privatizaçãodaempresaeRobertoCastelloBran- co escancara o próximo ato antes da entrega do botim:ofimdoregimedepartilhadopré-sal.Não é possível que o agronegócio, a indústria e os militaresnãovejamopotencialdestrutivododes- manche promovido na Petrobras. Fala-se pou- co, mas é preciso ter clareza. A disputa por pe- tróleo é o que define a geopolítica no mundo. É por causa do petróleo e do pré-sal que Dilma Rousseff e a Petrobras foram alvos de espiona- gem da NSA, a agência de segurança dos Esta- dos Unidos. É por causa do petróleo e do pré-sal que a Lava Jato, sob a desculpa de travar uma guerra contra a corrupção, atacou a própria Petrobras, induzindo-a a forjar um acordo com o Departa- mento de Justiça americano, obrigando-a a pa- gar R$ 2,5 bilhões para um fundo privado, além de multa de US$ 682,5 milhões a investidores americanos. Um escândalo. CONSUMO E RESERVAS Oouronegroéoquemantémgirandoaroda daeconomiamundial.Acadaano,omundobate recorde no consumo de petróleo. Em 2019, o consumo vai superar a marca diária de 100 mi- lhões de barris. E poucas nações têm reservas para enfrentar um futuro que assegure um cami- nho de desenvolvimento econômico e social. A Venezuela é hoje o país com as maiores reser- vas do mundo: 300,9 bilhões de barris. O segun- do é aArábia Saudita, com 266,5 bilhões de bar- ris. O Canadá está em terceiro, com 169,7 bi- lhões de barris. O Brasil aparece na 15ª posição, com 12,7 bilhões de barris. E nem esgotamos as pesquisas em campos a serem descobertos nos mares brasileiros. Opré-saléaúltimafronteiradepetróleoaser exploradanomundonaspróximasdécadas.Este é o tabuleiro da guerra assimétrica que o Brasil enfrenta.Nadamalparaquemnosanos50tinha poucos poços de petróleo em regiões do sertão nordestino e em Cubatão. Hoje está entre as 10 maiores produtoras do mundo. Tal resultado não é banal. Veio com esforço, empenho de homens e mulheres, pesquisado- res,engenheiros,trabalhadores,patriotaseche- fes de Estado – como Getúlio, Lula e Dilma Rousseff.Gentecomvisãodepaíseprojetopara o povo. Isso tudo é fruto da ação do Estado bra- sileiro. Este mesmo Estado que Paulo Guedes e Bolsonaro sonham em destruir de maneira afrontosa. PAPEL DO EXÉRCITO O futuro que se avizinha com este governo é sombrio. E isso ocorre, ironicamente, com o go- verno com o maior número de autoridades egressas das Forças Armadas e o próprio pre- sidente da República é um capitão do Exército. Este mesmo Exército que foi vital para tirar a Petrobras do papel ainda nos anos 40 e transformá-lanamaiorempresadoBrasilenuma das mais importantes do mundo. Vale lembrar que o sonho da Petrobras nas- ceu dentro do Exército. Em 1938, o Estado Mai- or das ForçasArmadas foi quem primeiro apon- tou a necessidade de uma política para o petró- leo,propondoomonopólioestatal.Em29deabril de1938,GetúlioVargascriouoConselhoNacio- nal do Petróleo, restringindo o refino de óleo a empresas formadas por brasileiros natos. O pri- meiropresidentedoconse- lho foi o General Horta Bar- bosa.Foiquandoopetróleo jorrou no país pela primeira vez, em 1939, em Lobato, na Bahia. Também foi sob aliderançadestemilitarque foram iniciados estudos paraarefinariadeMataripe, também na Bahia. O que hoje é realidade palpável em reservas robustas de petróleo pare- cia uma miragem há 70 anos. Em novembro de 1942, o Brasil só se convenceu de que havia fartopetróleonopaísquandoojornalistaSamuel Wainer,narevistaDiretrizes,entrevistouogeólogo Glen Ruby. E este americano, responsável pela descoberta de petróleo naTerra do Fogo, abriu o jogo:“ExistemuitopetróleonoBrasil”.Eadvertiu: “Só as nações que controlam sua energia po- dem controlar seu destino”. HISTÓRIA DE LUTA Entre 1945 e 1953, quando Getúlio criou a Petrobrás, foi pela ação dos militares que o so- nho de o Brasil desenvolver uma indústria de petróleo deixou de ser miragem e passou a ser possível.Em1947,oClubeMilitardeflagravaum movimento contrário a abertura do mercado de petróleoaocapitalestrangeiro.Nosdebates,foio General Horta quem fez a defesa fervorosa do monopólioestatal. Em21deabrilde1948,umatonoAutomóvel Clube do Rio marcava a ampla rejeição dos bra- sileiros ao projeto do Estatuto do Petróleo, que abria o mercado. Nascia ali o Centro de Estudos e Defesa do Petróleo.Aentidade civil reuniu mili- tares,civis,intelectuais,estudantesetrabalhado- res em torno da campanha do “petróleo é nos- so”. O centro era presidido pelo General Felicíssimo Cardoso, chamado de “General do Petróleo”. Era tio de Fernando Henrique Cardo- so. Quando Getúlio Vargas iniciou seu segundo governo, em 1951, o movimento de opinião pú- blica tinha preparado o terreno para o projeto de lei que viria a dar vida à Petrobrás. Entre 1951 e 1953,opaísassistiuaumintensodebatesobrea conveniência de se criar uma empresa para ex- plorar e refinar o petróleo. Até que, em 21 de setembro de 1953, a Câmara aprovou o projeto. Nascia a Petrobras, empresa de capital misto, comcontroledaUnião.ALei2004foisancionada por Getúlio em 3 de outubro de 1953. Seis me- ses depois, em 10 de maio de 1954, a Petrobras entrava em atividade. Herdava do Conselho Na- cionaldoPetróleo,criadonosanos30peloExér- cito, poucos campos de petróleo, com capacida- de de produção diária de 2.700 barris, além da refinaria de Mataripe, que processava 2,5 mil barris por dia. Quando Getúlio se suicidou, dali a três me- ses, pressentia que estava em jogo o destino da nação, cujas reservas de petróleo já eram alvo dacobiçadeinteressesestrangeiros.Nasuacarta dedespedida,emquedizsairdavidaparaentrar na história, aponta: “Quis criar a liberdade nacio- nalnapotencializaçãodasnossasriquezasatra- vésdaPetrobras,malcomeçaestaafuncionara onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculadaatéodesespero.Nãoqueremqueo trabalhador seja livre, não querem que o povo sejaindependente”. Nosanos70,emplenaditaduramilitar,soba liderançadoGeneralErnestoGeisel,aPetrobras deuoutrosalto.Alémdeprospecção,produçãoe refino, transformou a insuficiência em superávit. Geiselimplementouapolíticadeconteúdonacio- nal, por meio do fortalecimento das compras in- ternas. Com isso, milhares de empresas nacio- nais se desenvolveram. Na administração deste general, construiu-se mais refinarias e começou a exploração em “águas profundas”, que resul- tounosanos2000nadescobertadopré-salpelo governo Lula. SILÊNCIO DA CASERNA A amarga ironia dos nossos tempos é que os militares, defensores da criação da Petrobras e que lutaram – dentro e fora do governo e do Brasil–emdefesadosinteressesnacionais,hoje estão calados quanto ao destino do país e da empresa. Não se sabe o que generais pensam da venda de ativos da Petrobras – das refinarias aos gasodutos, passando pela distribuidora – ou do desmanche da empresa, cuja política de pre- çoscomparidadenodólaréumaafrontaàsobe- rania. Nem mesmo o que pensam da venda da Eletrobrás. Jair Bolsonaro, que nos anos 90 era crítico à quebra do monopólio do petróleo aprovada por Fernando Henrique Cardoso, hoje tem o neoliberalismocomobandeira.OcapitãodoExér- cito é quem mantém no seu ministério um grupo deeconomistasqueapostanoneoliberalismotar- dio,moldadopelaEscoladeChicago,incapazde acenar com dias melhores para o povo. O mes- mogovernoquemantéminalteradoostatusquo, remunerandoosmaisricos,mantendoopaíscom a maior concentração de renda do planeta e as maiselevadastaxasdedesigualdadeentretodas as democracias. É triste que seja assim. Difícil encararofatodequeoExércitodoGeneralHorta, do General Felicíssimo e do General Geisel, de tanto nacionalismo, esteja silente ante os desmandoseosataquesàsoberanianacional. A SOLUÇÃO NA CELA Nos 65 anos da morte de Getúlio, o Brasil pareceretrocedernotempo.Nestedia24deagos- to,omaisnotóriosucessoreherdeirodeGetúlio, o metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva, hoje o mais influente político brasileiro no mundo, está preso injustamente, condenado sem provas e em um processo que, sabe-se agora, por conta do The Intercept Brasil, repleto de ilegalidades, vícios e fraudes. Daí que é preciso denunciar os ataquesàsoberaniaedizerqueasoluçãoparao país está numa cela. Lula está preso, mas não estámorto. Em setembro, o país assistirá a um grande ato em defesa da soberania nacional, como em outros momentos da nossa história, quando os democratas estarão mais uma vez reunidos. Lí- derespolíticos,partidos,parlamentares,estudan- tes, trabalhadores, militantes sociais e represen- tantesdeentidadesdasociedadecivilvãolançar a Frente em Defesa da Soberania Nacional. Alutacontraosdesmandosnosobrigaanos mantermos alertas e firmes. Não percamos a esperança. Viva Getúlio Vargas! Viva Lula! Viva o povo brasileiro!
  • 5.
    5 FARÓIS DO SABERE INOVAÇÃO, CURITIBA GANHA O PRÊMIO INOVACIDADE 2019 Os Faróis do Saber e Inovação, es- paços maker para criação de protóti- pos, com impressora 3D, deram a Curitiba o prêmio InovaCidade 2019, queseráentreguenapróximasegunda- feira (22/7), em São Paulo, durante o Smart City Business Brazil Congress &Expo. O evento é promovido pelo Institu- to Smart City Business America que premia projetos e práticas inovadoras comimpactospositivosnamelhoriade vida das cidades. De acordo com Cris Alessi, presi- dente daAgência Curitiba, a proposta dosFaróisestáalinhadaaoconceitodo Vale do Pinhão, movimento do ecossistema de inovação da cidade, e tambématendênciasnacionaiseinter- nacionais de tecnologia educacional, comfoconaaprendizagemcriativa. Em sua 7ª edição, o prêmio InovaCidade recebeu 53 inscrições. Desse total, recebem o prêmio 20 pro- jetos que são reconhecidos por gerar impactospositivosmensuráveisereco- nhecidos pela sociedade. Os Faróis do Saber e Inovação, es- paços maker para criação de protóti- pos, com impressora 3D, deram a Curitiba o prêmio InovaCidade 2019. Evento - O Smart City Business Brazil Congress & Expo, que ocorre entre 22 e 24 de julho, é um evento que reúne todo ecossistema de cidades inteli- gentes,reunindo líderes do setor público,especi- alistaseminici- ativas inovado- ras e transformadoras, empresários, empreendedo- res, represen- tantesdegover- nos e agências, possibilitandoa troca de experiências, compartilhamentodeideias,soluçõese casos de sucesso. Faróis - Os Faróis do Saber, cria- dos originalmente em 1994 com o ob- jetivo de descentralizar o acesso às bi- bliotecas públicas e lan houses, incor- poraram a partir de 2017 o conceito deinovaçãotecnológica. Em sua nova versão, foram trans- formados em espaços maker, onde é aplicada a metodologia do Design Thinking. Os Faróis do Saber e Inovação, es- paços maker para criação de protóti- pos, com impressora 3D, deram a Curitiba o prêmio InovaCidade 2019. Foto: Daniel Castellano / SMCS “Os Faróis do Saber e Inovação são locais de descoberta, exploração e empoderamentodosestudantesdarede pública de Educação. É a inovação tecnológicaaoalcancedosalunos”,diz CrisAlessi. Dezenove unidades já foram entre- gues neste novo modelo. Até o final deste ano, a cidade contará com 33 Faróis de Inovação. “São verdadeiras oficinas de criatividade que trazem reflexões e so- luções para o dia a dia. São essas cri- anças que vão fazer a Curitiba do futu- ro”,comentouasecretáriamunicipalda Educação,MariaSílviaBacila. Foto:PedroRibas/SMCS
  • 6.
  • 7.
    7 Prefeito Rafael Grecaassina convênio para manter tarifa a R$ 4,50 até 2020 O prefeito Rafael Greca e o gover- nadoremexercícioDarciPianaassina- ram nesta sexta-feira, no Palácio 29 de Março, o convênio que formaliza o re- passe de R$ 90 milhões para a Rede Integrada de Transporte (RIT) de Curitiba e Região Metropolitana. Do total, R$ 50 milhões foram aportados pelo Município e os outros R$ 40 mi- lhões pelo Estado. Oconvêniocelebradopermiteama- nutenção do valor da tarifa em de R$ 4,50, durante o período tarifário 2019- 2020.Atarifa permanecerá neste pre- ço até no mínimo fevereiro de 2020. Para garantir esse patamar tarifário, os recursos serão injetados no Fundo de UrbanizaçãodeCuritiba(FUC)atítulo desubsídio. Além disso, a parceria também re- presenta a ampliação da integração do transporte metropolitano, com a linha Tupy (Jardim Tupy, em Araucária) - Terminal Pinheirinho, a ligação por canaleta entre oTerminal Boqueirão e a cidade de São José dos Pinhais e a integração entre Pinhais e o Terminal Centenário. Para o prefeito Rafael Greca, o convênio traz mais qualidade de vida para todo o povo trabalhador, que vai e volta da capital para as cida- des vizinhas. “Todasaspessoasquevivememtor- no de Curitiba, querem a integração metropolitana e eu também quero. A grande cidade de Curitiba é uma só”, disse Greca. Greca também fez questão de lem- brar que o convênio celebrado com o governoestadualpermitiráaimplanta- ção de novas faixas exclusivas para ônibus.“Cadacanaletaexclusivasignifi- ca uma economia de tempo de até uma hora. Isso permite que as pessoas che- guemmaiscedoemcasadepoisdotra- balhooucheguemmaisrápidonotraba- lhotodasasmanhãs”,apontou. O governador em exercício ava- liou que o convênio é uma represen- tação do relacionamento estreito en- tre Prefeitura de Curitiba e Governo do Paraná. “O governo do Estado não poderia ficar de fora de um projeto dessa envergadu- ra, que beneficia milhares de pessoas por dia”, disse Darci Piana. “Aparceriaatendepesso- asquetêmquetransitarpara trabalhar,estudar,passear,ir ao hospital para cuidar da saúde, e não podem pagar mais caro pelo transporte”, completouogovernadorem exercício. De acordo com o presi- dente da Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs), em- presa responsável pela ges- tão do sistema de transpor- te coletivo da cidade, Ogeny Pedro Maia Neto, o aumento dos custos do transporte – combustível, lubrifican- tes, pneus, salários de motoristas, co- bradores e colaboradores administra- tivos – pressiona o preço da tarifa. “Por este motivo, a Prefeitura de Curitiba e o Governo do Estado ce- lebraramoconvênio,paragarantirque o preço da passagem não suba neste momento”, avaliou. O convênio celebrado permite a manutenção do valor da tarifa em de R$ 4,50, durante o período tarifário 2019-2020 Prefeito Rafael Greca, com o governador em exercício Darci Piana, o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, o secretário de Desenvolvimento Urbano, João Carlos Ortega e o presidente da Comec, Gilson de Jesus dos Santos, assina convênio para subsídio da tarifa do sistema de transporte. Foto: Pedro Ribas/SMCS A 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) condenou na semana passada o Supermercado Condor a indenizar um cliente que, por duas vezes, escorregou e caiu no chão do estabelecimento durante as compras. O caso ocorreu em agosto de 2017, na cidade de Londrina, no interior do Estado. O autor da ação – pessoa com uma deficiência que limita os movimentos da perna esquerda – sofreu as quedas em um local molhado que passava por limpeza. Segundo o cliente, as placas capazes de indicar o perigo aos consumidores que circulavam pelo lugar não foram utilizadas Supermercado Condor condenado a indenizar cliente pelos funcionários do mercado. Em decorrência dos acidentes, o homem foi diagnosticado com uma luxação no joelho direito e precisou ficar em repouso absoluto por quatro dias. Devido ao constrangimento, ele procurou a Justiça e pediu mais de R$ 70 mil de compensação a título de danos morais. Em 1º grau, o pedido de indenização foi negado, pois o magistrado considerou que o cliente não provou a ausência de sinalização de “piso molhado” ou “piso escorregadio”. O autor recorreu ao TJPR e pediu a reforma da sentença. Negligência Ao apreciar o caso, a 8ª Câmara Cível do TJPR, por unanimidade, condenou o supermercado a pagar R$ 7 mil de indenização ao cliente – o valor inicialmente pleiteado foi considerado excessivo diante das circunstâncias. “Uma queda em local público, por si só, já é uma situação vexatória, ainda mais quando ocorre por negligência do estabelecimento na limpeza do local, o que configura o dever de indenizar o dano moral suportado pelo consumidor, pelo que o valor referido respeitará as condições econômicas das partes envolvidas, as condições pessoais do ofendido, a gravidade da lesão, a repercussão do dano e a culpa do agente”, destacou a decisão. Além disso, o Desembargador Relator observou que o estabelecimento (não o cliente) deveria ter comprovado a correta sinalização do local de limpeza. O acórdão salientou que o supermercado “não logrou êxito satisfatório em comprovar a colocação das placas de advertência quanto ao piso molhado, sendo que facilmente teria confirmado tal tese com vídeos das câmeras de segurança, por exemplo, ou o depoimento de outros clientes do estabelecimento, o que não o fez, deixando de cumprir com o ônus que lhe fora atribuído em razão da inversão do ônus probatório”.
  • 8.
    8 O Programa Leitedas Cri- anças, em Curitiba, foi lança- do oficialmente no dia 15 de julho de 2004, na Ceasa, com aproximadamente 1.200 famí- lias, num grande mutirão. Inicialmente,o programa con- tava com 27 escolas/colégios. Hoje, Curitiba conta com 84 pontos de distribuição e 8 pon- tos de redistribuição ( entida- des parceiras ) mais a Ceasa. Recebem o benefício, hoje, em Curitiba, 5.241 famílias. No to- tal, desde a implantação, mais PROGRAMA LEITE DAS CRIANÇAS DO GOVERNO DO ESTADO COMPLETOU 15 ANOS EM CURITIBA de 70.000 famílias já recebe- ram o benefício, que é entre- gue três vezes por semana nas escolas/colégios estaduais. As Secretarias parceiras, Seed, Sejuf, Seab e Sesa, são responsáveis pelo suces- so do programa em todo o estado. Graças ao empenho das Comissões Municipais, formadas por um Represen- tante do Estado, da Prefeitu- ra e da Sociedade Civil, o pro- grama é um sucesso, com óti- ma parceria entre as direções das escolas/colégios e entida- des que se associam às Se- cretarias para levar saúde e dignidade a centenas de fa- mílias carentes da periferia da capital. Segundo o Coordenador do PLC pelo NRE de Curitiba, prof.Paulo José Leonart, que completou 15 anos de traba- lho junto com o programa, o PLC veio para ficar, devido ao sucesso, seriedade e com- prometimento dos órgãos competentes e da Sociedade Civil Organizada e está rece- bendo todo apoio do atual go- verno, que não está medindo esforços para implementar mudanças e melhorias no pro- grama, facilitando o atendi- mento às mães e diminuindo a burocracia no sistema. Destaque-se, também, o comprometimento das dire- ções das escolas/colégios que assumiram o programa como uma forma de contribuir com o estado na diminuição da pobreza.