Pea-2014-15

7.877 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
7.877
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
7.005
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
2
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Pea-2014-15

  1. 1. 1 Índice Introdução.................................................................................................................................... 2 Missão/ Visão/Conceito............................................................................................................. 3 Princípios orientadores.............................................................................................................. 4 Caracterização do Meio............................................................................................................. 4 Caracterização do agrupamento.............................................................................................. 6 Ofertas do Agrupamento........................................................................................................... 8 Parcerias/Protocolos.................................................................................................................. 9 Pressupostos para a elaboração do PEA ................................................................................. 9 Diagnóstico ................................................................................................................................ 10 Quadros com resultados 2012/2013...................................................................................... 11 Áreas de intervenção............................................................................................................... 15 Operacionalização do PEA ...................................................................................................... 16 Segurança.….…………………………….…………………………………………………………………………………………. 23 Metas……………………………………………………………………………………………………………………………………. 23 Avaliação do PEA ...................................................................................................................... 24 Vigência do Projeto Educativo............................................................................................... 24 Divulgação do PEA.................................................................................................................... 24 Aprovação .................................................................................................................................. 24 Conclusão................................................................................................................................... 24
  2. 2. 2 Introdução “As escolas são estabelecimentos aos quais está confiada uma missão de serviço público, que consiste em dotar todos e cada um dos cidadãos das competências e conhecimentos que lhes permitam explorar plenamente as suas capacidades, integrar -se ativamente na sociedade e dar um contributo para a vida económica, social e cultural do País. É para responder a essa missão em condições de qualidade e equidade da forma mais eficaz e eficiente possível, que deve organizar-se a governação das escolas.” Decreto-lei nº75/2008 de 22 de Abril, alterado pelo Decreto-Lei nº137/2012 de 2 julho No seguimento da legislação em vigor, emerge este projeto como instrumento geral que procura integrar as diversas escolas deste Agrupamento, numa organização coerente de autonomia, administração e gestão de estabelecimentos públicos de educação. No universo destes estabelecimentos de educação e ensino, importa, por um lado, tomar em consideração a dimensão muito variável destas escolas e, por outro, salvaguardar a sua identidade própria, o que permite que sejam encontradas soluções organizativas adequadas às escolas de maior dimensão e às escolas mais pequenas e/ou isoladas. Prevê-se, igualmente, o desenvolvimento de estratégias de Agrupamento de Escolas resultantes das dinâmicas locais e do levantamento rigoroso das necessidades educativas. A Qualidade e a Excelência, nos dias de hoje, são, não só um desafio, como uma exigência constante. Pretende-se, com este projeto, desenvolver uma orgânica que leve à sistematização de processos que ajudem à qualidade de ensino e a uma resposta de excelência aos desafios da educação. Tentar-se-á encontrar uma resposta que simplifique através da priorização, que seja objetiva e eficaz.
  3. 3. 3 Missão/ Visão/Conceito Missão O Agrupamento Vertical de Escolas de Palmela tem como missão o ensino, numa perspetiva de qualidade, rigor e eficácia, contribuindo para formar cidadãos participativos e despertos para a vida económica, social e cultural do país. Visão O Agrupamento deve mobilizar todos na melhoria do desempenho individual, no reforço da formação e da procura constante da integração de todos os seus elementos, projetando-se como referência em matéria de escolas inclusivas e afirmando-se, quer pela defesa dos valores do meio em que está inserido, quer pela capacidade de inovação, eficiência e dinamismo. Conceito Este projeto apresenta-se como um documento fundamental da política interna do Agrupamento, cuja finalidade é otimizar a formação individual de todos os envolvidos no processo ensino aprendizagem, os recursos e o espaço, de forma a melhorar o sucesso/resultados e contribuindo para a satisfação de todos os envolvidos
  4. 4. 4 Princípios orientadores Procuramos valores de qualidade, de inovação, de eficácia, de respeito, de tolerância, de responsabilidade e de responsabilização. 1.Valorização do saber, fomentando a aquisição de conhecimentos essenciais a uma formação ao longo da vida. 2.Promoção do sucesso educativo, no sentido de alcançar um elevado desempenho académico e/ou também, uma saída profissionalizante. 3.Promoção dos valores de disciplina, do respeito mútuo, da tolerância, da autonomia e do esforço como elementos essenciais na construção do conhecimento. 4.Promoção das várias literacias, designadamente da literacia da informação. 5.Fomento do trabalho colaborativo e articulado, incentivando a partilha de informação, experiências e saberes e valorizando o erro como fonte de aprendizagem por parte de todos os agentes educativos. 6.Promoção da educação para a saúde, através da adoção de comportamentos saudáveis promotores de bem-estar físico, emocional e social. 7.Promoção de uma cidadania esclarecida e participativa nas escolas do agrupamento e no meio envolvente. 8.Promoção da inclusão e do respeito pela diferença, de acordo com os princípios orientadores. 9.Excelência em todos os serviços educativos, implementando melhores e mais eficazes práticas de atuação. 10.Atuação de cada elemento da comunidade educativa com responsabilidade, empenho, rigor, profissionalismo, colaboração partilhada e total respeito pelas diretrizes. 11.Promoção de uma visão integrada e articulada da escolaridade obrigatória, que favoreça a aproximação dos seus vários ciclos, bem como da educação pré-escolar. 12.Otimização dos recursos educativos disponíveis para a qualidade do ambiente educativo. Caracterização do Meio O concelho de Palmela tem uma coesão e uma dinâmica globais que se fundamentam e justificam na heterogeneidade de situações, na interação das suas partes e na organização político-administrativa. Apresenta semelhanças geomorfológicas, apesar das suas duas áreas com
  5. 5. 5 caraterísticas e potencialidades distintas: a serra da Arrábida e a bacia do Tejo e do Sado. Contudo, do ponto de vista humano, é muito diferenciado. É parte integrante de três dinâmicas histórico-geográficas diferentes: - Crescente integração na área metropolitana de Lisboa; - Dinâmica conjuntural e estrutural da Península de Setúbal; - Persistência de traços da sua tradição rural. Simultaneamente, Palmela apresenta uma grande heterogeneidade interna. Fazendo parte da área metropolitana de Lisboa, sofre, como resultado, a influência da capital do país, inserindo-se numa estrutura urbana e social que adquire lógica nos contextos da Península Ibérica e da frente Atlântica do país. As alterações nas vias de comunicação processadas nos últimos anos, a integração dos mercados de trabalho e a redefinição dos espaços, emergentes da globalização que atualmente se vive, reforçam, de forma muito significativa, essa relação de Palmela com o mundo, enquanto parte integrante da metrópole lisboeta. Esta integração torna imperativa a adequação municipal às exigências estratégicas da região de Lisboa: qualificação técnico- científica muito elevada, relacionamento em rede com o mundo, formação profissional elevada e flexível. A influência de Setúbal também se faz sentir com dinâmicas próprias. A crise industrial, de emprego e social que marcou profundamente a Península de Setúbal afetou pouco a vila, já de si com fraca industrialização. Mas a posterior melhoria acabou por ter consequências diretas nessa industrialização. Contudo, a fragilidade do ponto de partida faz com que o desenvolvimento económico, recentemente verificado neste concelho, apresente elevadas taxas de variação. Hoje, o setor secundário é dominante, com um grande destaque da “fabricação de material de transporte”. A Auto Europa é uma empresa decisiva nas dinâmicas económicas do concelho e da região. Após a crise económica de algumas atividades instaladas em Setúbal - como a construção naval e a indústria automóvel (Renault), que gerou um fluxo de desemprego assinalável -, a localização da Auto Europa e dos fornecedores associados alterou significativamente a estrutura do trabalho. Palmela está mais próxima geograficamente do que socialmente dos “polos de desenvolvimento” nacionais, carecendo de uma melhoria acentuada da acessibilidade da população à educação e cultura, colocando o Município nos patamares de desenvolvimento que a ciência e a tecnologia exigem. Durante os últimos 35 anos, o concelho de Palmela tem sido objeto de fortes pressões de urbanização, aumentado recentemente, após a construção da Ponte Vasco da Gama e a instalação do caminho-de-ferro, na ponte 25 de Abril. Região Densidade Populacional
  6. 6. 6 Concelho de Palmela 115,84 Freguesia de Palmela 214,32 Freguesia de Quinta do Anjo 162,51 Fig.1 – Densidade populacional da região. As freguesias apresentadas têm densidades populacionais situadas entre o valor do concelho e o dobro. Do ponto de vista urbano, a freguesia de Palmela constitui um primeiro núcleo a carecer de atenção: são muitas as exigências educativas, formativas, culturais, desportivas e outras que se colocam. Por sua vez, Quinta do Anjo, por exemplo, podendo apresentar abruptas dinâmicas populacionais e urbanas, constitui um segundo núcleo de preocupação. Em ambos os núcleos, há que considerar a crescente integração no espaço de Lisboa, os movimentos pendulares que isso gera e a reestruturação das relações familiares e da família com a escola, que tal implica. Caracterização o Agrupamento O Agrupamento Vertical de Escolas de Palmela (AVEP), constituído no ano letivo 2003-2004, insere-se no concelho de Palmela e tem uma oferta educativa da educação pré-escolar ao ensino básico (1º, 2º e 3º Ciclos). No presente ano letivo, a população escolar é constituída por 2266 alunos distribuídos pelos vários níveis de ensino e por 132 docentes e 42 funcionários. O Agrupamento Vertical de Escolas de Palmela é constituído por onze estabelecimentos de educação e ensino, a seguir designados: a) Estabelecimentos do 1ºCiclo e da Educação Pré-escolar: Escola Básica de Aires; Escola Básica de Algeruz-Lau, com CAIC; Escola Básica do Bairro Alentejano; Escola Básica de Brejos do Assa; Escola Básica de Cabanas; Escola Básica de Olhos de Água nº1; Escola Básica de Olhos de Água nº2; Escola Básica Joaquim José de Carvalho; Escola Básica de Palmela nº2; Escola Básica António Matos Fortuna. b) Estabelecimentos do 2º e 3º ciclo do Ensino Básico: Escola Básica Hermenegildo Capelo, instituída como Escola sede do Agrupamento. NÍVEL DE ENSINO ESTABELECIMENTO LOCALIZAÇÃO PD PND ALUNOS PRÉ- ESCOLAR E 1º CICLO Escola Básica de Aires Jardim-de-Infância e 1ºciclo Freguesia de Palmela –Aires, cerca 4 km da escola sede 19 5 314 Escola Básica de Algeruz-Lau CAIC e 1º ciclo Freguesia de Palmela – Algeruz e Lau, cerca de 9 Km da escola sede 3 1 54
  7. 7. 7 Escola Básica do Bairro Alentejano Jardim de Infância e 1º ciclo Freguesia da Quinta do Anjo – Bairro Alentejano, cerca de 17 Km da escola sede 5 98 Escola Básica de Brejos do Assa 1ºciclo Freguesia de Palmela, cerca de 6 Km da escola sede 2 1 46 Escola Básica de Cabanas Jardim de Infância e 1º ciclo Freguesia da Quinta do Anjo, cerca de 5 Km da escola sede 5 1 98 Jardim de Infância de Olhos de Água nº1 Freguesia da Quinta do Anjo, entre Palmela e Moita cerca 6 km da escola sede 1 20 Escola Básica de Olhos de Água nº2 1ºciclo Freguesia de Palmela na Lagoinha, cerca de 4 km da escola sede 2 1 41 Escola Básica Joaquim José de Carvalho Jardim de Infância e 1º ciclo Freguesia de Palmela Vila 8 2 226 Escola Básica de Palmela nº2 1ºciclo Freguesia de Palmela, Centro Histórico 5 2 98 Escola Básica António Matos Fortuna Jardim de Infância e 1º ciclo Freguesia da Quinta do Anjo, cerca de 3 Km da escola sede 19 2 395 2º / 3º CICLOS Escola Básica Hermenegildo Capelo 2º e 3ºciclos Ensino da Música e PCA Freguesia de Palmela, Vila 77 26 920 Fig.2 - Localização das EB1/JI do Agrupamento de Escolas de Palmela Ofertas do Agrupamento SERVIÇOS TÉCNICO-PEDAGÓGICOS SERVIÇOS DE PSICOLOGIA E ORIENTAÇÃO
  8. 8. 8 O Serviço de Psicologia e Orientação – SPO – é uma unidade especializada de apoio educativo, que assegura o acompanhamento do aluno, individualmente ou em grupo, ao longo do processo educativo. Desenvolve a sua atuação em três áreas: cos – as atividades são dirigidas a alunos que apresentam problemáticas relacionadas com o desenvolvimento pessoal, dificuldades de aprendizagem e de realização escolar, dificuldades de relacionamento interpessoal e problemas de comportamento. – tem como objetivo apoiar alunos no processo de desenvolvimento da sua identidade pessoal e do seu projeto de vida, promovendo o autoconhecimento ao nível de caraterísticas pessoais, valores, interesses e capacidades e a informação sobre os diferentes percursos formativos, bem como os vários referenciais de emprego e profissões. , num contexto interativo por excelência, como é a escola. Daí que uma parte da intervenção dos psicólogos passe, necessariamente, pelo trabalho em equipa, através de estratégias articuladas com vários intervenientes da Comunidade Educativa. EDUCAÇÃO ESPECIAL O grupo da Educação Especial é constituído pelos professores e pelo psicólogo (contratado a tempo parcial/Concurso de Oferta de Escola) para funções de orientação vocacional e de avaliação e acompanhamento psicológico. Estes professores especializados colaboram na deteção de necessidades educativas específicas, na organização e incremento de apoios educativos adequados, na avaliação e eventual encaminhamento para instituições/serviços no exterior, na adequação de currículos às capacidades e interesses dos alunos e no desenvolvimento das medidas previstas no Decreto-Lei nº3/2008, de 7 de janeiro, relativas a alunos com necessidades educativas especiais. BIBLIOTECA ESCOLAR O Agrupamento tem quatro Bibliotecas Escolares, distribuídas da seguinte forma: EB Hermenegildo Capelo; EB António Matos Fortuna; EB de Aires e a EB Joaquim José de Carvalho As restantes escolas do Agrupamento não possuem BE, no sentido formal, mas apenas pequenos espaços físicos com função de biblioteca. As Bibliotecas do Agrupamento constituem um espaço privilegiado de aprendizagens curriculares e de complemento a essas aprendizagens, pelo desenvolvimento de trabalhos de pesquisa e de aquisição de literacias de informação, bem como aquisição de conhecimentos. OUTROS SERVIÇOS DISPONIVEIS NA ESCOLA SEDE E NAS EB1/JI . Serviços de Ação Social Escolar
  9. 9. 9 . Serviços Administrativos . Bufete . Refeitório . Reprografia . Papelaria Parcerias/Protocolos As Escolas do Agrupamento estabelecem protocolos e parcerias, com diversas instituições e empresas, no âmbito das suas atividades letivas e não letivas. Assim, podem referir-se um leque variado de protocolos e/ou de parcerias: Câmara Municipal de Palmela, Sociedades Filarmónicas do concelho, Biblioteca Municipal de Palmela, Edugep, Conservatório Regional de Palmela, Associações de Pais, IEFP/Centro de Formação Profissional, APPACDM de Setúbal, GERTAL, Câmara Municipal de Palmela, IPSS «O Rouxinol», Jogos Desportivos Escolares, Dentista «Touril», Ginásio, Centro de Yoga de Quinta do Anjo, Centro de Saúde, BENFICA e Clube Juventude de Palmela, Centro de Formação de Professores «Ordem de Santiago», Centros sociais de Quinta do Anjo e de Palmela, Autoridade Nacional da Proteção Civil (CDOS), Escola Superior de Educação de Setúbal, Escola Superior de Educação de Almada Jean Piaget, PSICOSET, Bombeiros Voluntários de Palmela, entre outros. É nestes locais que os nossos alunos dos Cursos de Educação e Formação, dos Cursos Vocacionais e dos Currículos Específicos Individuais têm acesso à sua formação em contexto de trabalho - os estágios. Neste sentido, os protocolos estabelecidos regulamentam a frequência dessas experiências em contexto de trabalho. Da mesma forma, são estabelecidos protocolos com empresas da comunidade para a realização de outros estágios, em particular dos alunos do 3º Ciclo com Necessidades Educativas Especiais de caráter permanente e que beneficiam de Currículos Específicos Individuais. Pressupostos para a elaboração do PEA Para além dos princípios orientadores supracitados, foram também considerados, na elaboração do Projeto Educativo, os seguintes elementos: 1. Resultados da autoavaliação do Agrupamento 2012/2013 3. Resultados escolares 4. Relatórios de atividades 5. Linhas orientadoras do orçamento
  10. 10. 10 6. Avaliações externas realizadas ao Agrupamento 7. Enquadramento legal vigente 8. Dados estatísticos (base de dados da MISI) 9. Recomendações e deliberações do Conselho Geral 10.Carta de Missão Diagnóstico Análise do Público-alvo. Diagnóstico socioeconómico: Os nossos alunos distribuem-se por diferentes zonas de residência, vivendo a maioria na vila de Palmela, que inclui as zonas de Aires, Volta da Pedra e Lagoinha). Os outros dois focos residenciais mais importantes são os de Quinta do Anjo e Cabanas, havendo um número significativo de alunos de Setúbal e uma minoria que provém de diversas zonas rurais. Temos, ainda, 6,2% de alunos estrangeiros, sendo os do leste europeu e de África os mais expressivos). Relativamente à condição económica dos encarregados de educação, podemos referir que, quanto às profissões, cerca de 32,8% trabalha na área dos serviços; 29,2% são quadros médios e superiores em diferentes áreas; 9,4% trabalha na indústria e cerca de 28,3% são de profissão desconhecida e/ou desempregados. No que diz respeito às habilitações literárias dos encarregados de educação (EE), 3,3% apresenta habilitações superiores; com o ensino secundário, 24,4% e, com o ensino básico, 39,7%. De salientar que 7 % dos (EE) apenas frequentou o 1º ciclo do ensino básico e 32,4% apresenta uma formação desconhecida. No que concerne à Ação Social Escolar (ASE), 29,9% dos alunos beneficiaram, no último ano letivo, deste serviço. Podemos ainda referir que 18,6% dos alunos do Agrupamento não possui nem computador nem internet e que, dos que possuem computador, 9,9% não possui internet, ou seja, 28,5% não tem internet em casa. Diagnóstico da situação dos resultados escolares: Em termos gerais, e fazendo uma análise dos resultados do ano 2012/2013, podemos concluir que, nos últimos três anos, no 1º ciclo, a área em que os alunos apresentaram maior sucesso foi na disciplina do estudo do meio, verificando-se mais insucesso na disciplina de matemática, à exceção do 1º ano, em que o maior insucesso se registou na disciplina de português.
  11. 11. 11 No 2º ciclo, no 5ºano, o maior sucesso verifica-se nas áreas das expressões; no 6º ano, educação musical e a área das ciências sociais; no 7º ano, as expressões e TIC; no 8º ano, novamente nas áreas das expressões e, por fim, no 9ºano, nas áreas das expressões e TIC. As disciplinas que apresentam mais insucesso são, no 5ºano, a matemática e o português; 6º ano, matemática e inglês; 7º ano, físico-química, matemática e português; 8º ano, matemática, geografia e português e, no 9º ano, matemática, francês e geografia. Destaca-se a matemática como a disciplina em que, do 2º ao 9º ano, ocorre maior insucesso. Verificamos ainda que, nos anos de início de ciclo (5º e 7ºanos), a disciplina de português apresenta sempre uma maior taxa de insucesso. Enunciamos igualmente que a disciplina de inglês, considerada uma língua relevante como meio de comunicação global, surge, também e pontualmente, como um caso de insucesso. Fazendo uma análise do sucesso e do insucesso por turma e por ano, podemos afirmar que, em algumas disciplinas, se observam variações quando ocorre mudança de professor. No tocante às retenções no 3º ciclo, estas são superiores às do 2º ciclo, sendo o 9º ano aquele que apresenta maior percentagem de retenção, logo seguido do 7º. A avaliação da IGEC da posição do Agrupamento, em relação ao cluster em que se situa, é também realizada através da comparação dos resultados internos e externos. Por isso, importa referir que os critérios de avaliação aprovados pelo Conselho Pedagógico abrangem entre 15 a 20 % para o domínio das Atitudes e Valores, o qual não é medido em situação de provas nacionais e, por isso, em avaliação externa. Nesta ordem de ideias, e no que diz respeito à disciplina de Português, a avaliação interna contempla os domínios da compreensão do oral e da produção oral, que, no entanto, não são avaliados externamente. Perante o exposto, um ponto marcante da análise dos resultados é, então, a avaliação externa e a sua comparação com a interna. Assim, verificamos que, no 6º ano, na disciplina de Matemática, temos um insucesso a nível interno de 26% e a nível externo de 52%. Na disciplina de Português, o insucesso interno é de 6,6% e o externo é de 40%. No 9º ano, o insucesso interno na disciplina de Matemática é de 49% e, a nível externo, é de 79%. No que diz respeito à disciplina de Português, o insucesso a nível interno foi de 16,2% e o externo de 64,9%. Constata-se que emerge uma grande disparidade entre os resultados internos e externos, independentemente dos ciclos e das disciplinas. Quadros com resultados 2012/2013 Quadros com taxas de sucesso nos diferentes ciclos e média nacional (estudo comparativo) interna e externa.
  12. 12. 12 Quadro Comparativo O agrupamento encontra-se na Cassiopeia1 - o quadro seguinte mostra os resultados que nos colocam neste Cluster 4º Ano 6º Ano 9º Ano % de alunos que concluíram % Positivas a LP (Prova de Aferição) % Positivas a MAT (Prova de Aferição) % de alunos que concluíram % Positivas a LP (Prova de Aferição) % Positivas a MAT (Prova de Aferição) % de alunos que concluíram % Positivas a LP (Exame Nacional) % Positivas a MAT (Exame Nacional) Média a LP (Exame Nacional) Média a Mat (Exame Nacional) Observado 96,9 88,8 78,6 94,3 87,2 52,5 85 41,8 22,4 2,49 1,88 Esperado 96,4 87,3 79,4 90,1 81,6 61,3 82,1 54,9 37,3 2,69 2,35 Diferencial 0,5 1,5 -0,8 4,2 5,6 -8,8 2,9 -13,1 -14,9 -0,2 -0,5 L. Crit. Sup. 96,7 88,1 80,5 90,5 82,5 62,4 83,3 56,7 39,3 2,72 2,39 L. Crit. Inf. 93,3 87,0 78,9 90,0 81,2 60,8 81,7 54,0 36,3 2,67 2,32 A inclusão do Agrupamento no cluster Cassiopeia deve-se, segundo a IGEC, ao facto de apresentar uma ou mais das seguintes características: - Elevada percentagem de alunos no Ensino Básico; - Valores relativamente elevados na média do número de anos da habilitação escolar dos Mães/Pais; - Valores relativamente baixos na percentagem de alunos que beneficiam de ASE. - Menor diversidade de oferta formativa, permitindo assim controlar o efeito, nos resultados escolares, do facto do corpo docente se encontrar especialmente focado em determinada tipologia de oferta.” DIREÇÃO-GERAL DE ESTATÍSTICAS DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA 1 Nos estudos comparativos dos resultados escolares, as Unidades Orgânicas (escola não agrupada ou agrupamento de escolas), que revelaram valores comparáveis numa multiplicidade de variáveis de contexto, foram agregadas em 3 grandes grupos ou clusters, os quais receberam nomes de constelações - Orion, Cassiopeia e Pegasus. Ensino / Modalidade / Ano ou Tipo Taxa de Sucesso da Unidade Orgânica Nacional Resultado interno Resultado externo Básico 91,1 % 88,5 % Regular 91,0 % 88,6 % 1º Ano 100,0 % 100,0 % 2º Ano 87,6 % 89,3 % 3º Ano 94,1 % 94,1 % 4º Ano 97,9 % 95,2 % 5º Ano 86,5 % 89,2 % 6º Ano 90,6 % 83,6 % 7º Ano 84,2 % 82,7 % 8º Ano 81,4 % 85,5 % 9º Ano 75,6 % 81,0 % CEF 96,9% 86,2 % Tipo 2 96,9 % 85,8 %
  13. 13. 13 Com base nos pressupostos acima referidos, foram encontrados os seguintes pontos fortes: - Bons resultados alcançados ao nível do abandono escolar; - Adequada resposta educativa prestada aos alunos com necessidades educativas especiais; - Grande diversidade de projetos e atividades que promovem a formação integral dos alunos; - Dinamismo das atividades do desporto escolar, proporcionando uma ocupação saudável dos tempos livres dos alunos; - Abertura à inovação, através do envolvimento em vários projetos e da receptividade a novas iniciativas, algumas com repercussões nas aprendizagens dos alunos; - Parcerias desenvolvidas com o objetivo de responder a necessidades/expetativas dos elementos da comunidade (pessoal docente); - Relações com outras entidades para cooperarem com a escola (pessoal não docente); - Os projetos e atividades do PAA, do 1º Ciclo, os quais contemplam as diferentes áreas curriculares (pessoal docente); - Educadores empenhados em promover a qualidade do pré-escolar e o bom relacionamento com as famílias; - Cooperação com outras entidades; - A facilidade de comunicação com a direção; - O incentivo dado à colaboração da comunidade nas atividades realizadas nos jardins-de- infância; - O envolvimento da comunidade nas atividades escolares. As seguintes oportunidades: - Alargamento das parcerias existentes; - Consolidação do serviço prestado nas Unidades de Multideficiência; - Criação de um conjunto de infraestruturas que permitam o desenvolvimento de diversos desportos; - Investimento no ‘caminho’ da inovação; - Alargamento das parcerias existentes para concretizar a formação desejada; - Consolidação do serviço prestado à comunidade;
  14. 14. 14 - Partilha de boas práticas. Os seguintes constrangimentos: - Insuficiência de salas no pré-escolar; - A dispersão das escolas do agrupamento; - Turmas com elevado número de alunos; - Financiamento insuficiente; - Dispersão dos docentes; - Insuficiência de incentivos económicos para o pessoal docente e não docente; - No que diz respeito aos resultados de desempenho/alunos, as limitações sócio/económicas das famílias, o aumento de percursos alternativos, a diminuição do número de alunos e as baixas espectativas. As seguintes áreas a melhorar: - A melhoria dos recursos e equipamentos; - A melhoria da comunicação; - Melhoria das condições físicas nas salas de aula (arranjo de estores, existência de cadeiras e mesas adequadas ao 3º ciclo); - A criação, nos alunos, de hábitos de conservação, higiene e segurança das instalações da escola; - A melhoria da gestão dos processos ensino/aprendizagem; - A melhoria dos resultados; - A melhoria de procedimentos e sistema de controlo internos na ação social escolar; - A melhoria de alguns aspetos das respostas educativas na educação especial. - A melhoria de recursos e equipamentos; - A reavaliação das estratégias de ensino, com o objetivo de as tornar mais eficazes; - Reuniões de ano vocacionadas para o ensino dos alunos; - O Conselho de ano, como espaço primordial de partilha de saberes, dificuldades sentidas e construção de materiais em conjunto;
  15. 15. 15 - A criação de horários com horas para os professores poderem reunir dentro do horário de trabalho e definir/traçar estratégias mais assertivas; - Verificação das medidas aplicadas aos alunos indisciplinados, no sentido de se tornarem mais produtivas; - A melhoria do acesso a uma plataforma na web/página web para os alunos; - A melhoria da posição da escola nos “rankings” dos exames nacionais; - A contribuição da escola para o aumento da média das classificações dos alunos nos exames nacionais; - Melhoria da informação aos não docentes sobre os projetos da escola; - Reavaliação/revisão das sugestões do pessoal não docente; - Encorajamento do pessoal não docente para trabalhar em equipa. Áreas de intervenção As áreas de intervenção definidas neste projeto e provenientes do processo de autoavaliação do agrupamento (CAF) desdobram-se em meios e em resultados e, dentro dessas áreas, estão as seguintes subáreas: 1- Meios 1.1- Liderança 1.1.1- Aumento da eficácia na delegação de funções e orientações 1.2- Planeamento e estratégia 1.2.1- Comunicação 1.2.2- Ação social escolar (Procedimentos e sistema de controlo interno) 1.2.3 - Segurança 1.3- Pessoas 1.3.1- Formação 1.4- Parcerias e recursos 1.4.1- Instalações e equipamentos 1.4.2- Continuação do investimento na área dos recursos e parcerias 1.5- Processos 1.5.1- Respostas educativas/Educação especial
  16. 16. 16 2- RESULTADOS 2.1- Resultados de desempenho/alunos 2.1.1- Internos 2.1.2- Externos 2.2- Ensino/Aprendizagem 2.2.1- Renovação/atualização de estratégias pedagógicas 2.2.2- Desenvolvimento da interação dentro e entre departamentos e ciclos Operacionalização do PEA Área de intervenção- Meios / Liderança/ Aumento da eficácia na delegação de funções e orientações OBJETIVOS ESTRATÉGIAS DE OPERACIONALIZAÇÃO INDICADORES DE MEDIDA Motivar, apoiar as pessoas e servir de modelo. Promoção de um atendimento organizado. Concepção de um cronograma com as diretrizes para o pessoal docente e não docente. Uma vez por mês Uma vez por trimestre Expressar de forma clara e precisa as orientações, de forma a delegar funções e responsabilidades. Indicações precisas às chefias por escrito, através de cronograma. Uma vez por mês Área de intervenção- Meios / Planeamento e Estratégia / Comunicação OBJETIVOS ESTRATÉGIAS DE OPERACIONALIZAÇÃO INDICADORES DE MEDIDA Planear, implementar e rever a modernização e a inovação. Implementação de novas formas de comunicação (utilizando plataformas online). Garantir que as decisões do conselho geral chegam a toda comunidade educativa. Melhorar a comunicação do CG com a Comunidade e vice-versa. Difusão da súmula das atas pelo e-mail institucional. Criação e um e-mail institucional do CG. Dar continuidade à publicação da súmula das atas na página electrónica do agrupamento, bem como do seu PAA, do documento de organização interna, da convocatória e das respetivas Nº de e-mails enviados E-mail Nº de publicações
  17. 17. 17 ordens de trabalhos das reuniões. Divulgação das deliberações e recomendações do conselho geral, por escrito, por parte da diretora, junto dos orgãos e das pessoas que dirige. Manutenção do «ponto antes da ordem do dia» nas sessões do CG. Nº de documentos escritos Nº de utilizações Dar a conhecer os aspetos fundamentais do Projeto Educativo e do Plano Anual de Atividades, pela direção. Divulgação pelos meios tradicionais (reuniões, documentos afixados como conceito) e pelos meios informáticos (email, página do Agrupamento), Aplicação de questionários para verificação dos aspetos fundamentais. Divulgar as prioridades do orçamento do agrupamento, com vista ao cumprimento do projeto educativo. Publicitação das linhas orientadoras do orçamento. Análise anual da concretização do orçamento. Promover a constituição de associações de pais, alunos, antigos alunos e oferecer condições para o seu funcionamento (melhorar a divulgação da informação). Designação de uma equipa para o arranque desta Associação. Constituição da Associação de antigos alunos e pais. Área de intervenção- Meios / Planeamento e Estratégia / ação social escola OBJETIVOS ESTRATÉGIAS DE OPERACIONALIZAÇÃO INDICADORES DE MEDIDA Realizar o registo sistemático das entradas e saídas de armazém, através da escrituração de um livro de armazém ou da utilização de uma aplicação informática, de modo a permitir o controlo das existências. Implementação do programa da GIAE. Implementação do programa no final dos três anos. Fixar procedimentos relativos ao envolvimento dos encarregados de educação no controlo do material escolar entregue aos alunos subsidiados. Implementação de termo de responsabilidade. Verificar o nº de material danificado anualmente. Assinado anualmente Área de intervenção- Meios / Pessoas / Formação OBJETIVOS ESTRATÉGIAS DE OPERACIONALIZAÇÃO INDICADORES DE MEDIDA
  18. 18. 18 Formar os recursos humanos, tendo em conta as necessidades do agrupamento. Promoção de Ações de Formação, nas seguintes áreas: - Curriculares; - Tecnologias; - Educação especial (PD, PDN, EE). Realização de formação interna. Formação na língua inglesa para todo o pessoal docente. Formação na área das Bibliotecas Escolares de todos os elementos da equipa. Nº de ações realizadas/concluidas por ano letivo Nº de inscrições em cada ação Todos os professores Bibliotecários terão que ter pelo menos duas formações na área. Ampliar as competências científicas, pedagógicas, tecnológicas e comunicacionais. Continuar a investir na formação na área das BE de todos os elementos da equipa. Área de intervenção- Meios / Parcerias e Recursos/ Instalações e equipamentos OBJETIVOS ESTRATÉGIAS DE OPERACIONALIZAÇÃO INDICADORES DE MEDIDA Melhorar e adequar os equipamentos e os espaços às atividades letivas. Remodelação de um espaço. Aquisição de equipamento. Remodelação de equipamento danificado. Nº de espaços melhorados e adequados. Nº de equipamentos melhorados. Identificação dos equipamentos. Melhorar os recursos tecnológicos, de modo a que sejam adequados às necessidades. Atualização dos recursos. Pelo menos uma vez por ano, fazer o levantamento do nº de recursos utilizados. Área de intervenção- Meios /Parcerias e recursos/ Continuação do investimento na área dos recursos e parcerias OBJETIVOS ESTRATÉGIAS DE OPERACIONALIZAÇÃO INDICADORES DE MEDIDA Motivar a participação dos pais/encarregados de educação nas atividades do agrupamento. Convite à participação, através da divulgação das atividades. Envolvimento na logística de algumas atividades. Sempre que seja desenvolvida uma atividade Nº de atividades que envolvam os EE Promover protocolos com entidades empregadoras do concelho, no sentido de desenvolver experiências pedagógicas e formação em contexto de trabalho. Levantamento de possíveis protocolos. Convites a entidades Anualmente: - número de protocolos; - número de experiências pedagógicas; - número de estágios. Criar mais instrumentos de divulgação e promoção da coleção da BE. Entrega de lista com as novas aquisições às coordenadoras de departamento. Divulgação no Blogue da BE. Sempre que se justifique Nº de divulgações ao longo
  19. 19. 19 Envio destas informações para todos. do ano Reforçar a ação da BE no apoio às atividades de ensino/aprendizagem. Sensibilização dos professores para uma maior utilização dos recursos da BE (através de mais informação sobre os recursos disponíveis). Apoio aos alunos na utilização dos recursos informáticos e literários. Em horário a indicar no início do ano letivo Apoio aos alunos no desenvolvimento do trabalho de projeto e de grupo. Num horário indicado no início do ano letivo. Nº de vezes que a informação é disponibilizada Nº de alunos que solicitam esse apoio Nº de atividades realizadas Nº de alunos que solicitam esse apoio Fomentar a articulação entre docentes e professor bibliotecário na planificação de atividades de complemento ao currículo nacional. Reunião do professor bibliotecário com os professores bibliotecários do 1º ciclo e conversa com coordenadores dos departamentos/ciclos antes da elaboração do PAA. Nº de atividades conjuntas Programar com os docentes a utilização da BE, no âmbito das atividades de leitura e literacia. Entrega da lista de livros do PNL selecionados pelo agrupamento, nos diferentes ciclos, ao professor bibliotecário. Elaboração de planificação de atividades conjuntas. Nº de atividades conjuntas Área de intervenção- Meios /Processos - Respostas educativas/Educação especial OBJETIVOS ESTRATÉGIAS DE OPERACIONALIZAÇÃO INDICADORES DE MEDIDA Explicitar, no processo de referenciação, as respostas educativas já desencadeadas junto das crianças/alunos para ultrapassarem as dificuldades detetadas. Completar as indicações dadas aos professores. Nº de referenciações Elaborar programas educativos individuais no prazo máximo de 60 dias após a referenciação das crianças/alunos. Solicitar a colaboração dos parceiros neste processo. Análise dos processos. Nº de parceiros Nº de processos que cumpriram o prazo Disponibilizar as terapias às crianças e alunos em horário que não se sobreponha ao das atividades curriculares previstas nos respetivos programas educativos individuais. Solicitar a colaboração dos parceiros neste processo. Estudo e análise casuística da situação da doença do aluno/criança. Nº de horários sem sobreposição
  20. 20. 20 Verificação dos horários e dos alunos. Sensibilizar os docentes para a legislação que rege a Educação Especial. Divulgar a legislação que rege a Educação Especial. Participação nas reuniões de Diretores de Turma/Conselhos de docentes. Registo em relatório de avaliação de atividades. Promoção de momentos de (in) formação de Professores, no âmbito da divulgação/exploração da legislação que rege a educação especial, dando a conhecer os documentos em uso para referenciar os alunos que apresentem dificuldades significativas ao nível das aprendizagens, que situações devem ser referenciadas, o que deve ser feito antes de referenciar um aluno, Nº de vezes por ano letivo Nº de momentos de formação Aperfeiçoar os mecanismos de monitorização, de autorregulação da educação especial e satisfação das famílias dos alunos com NEE e da comunidade em geral. Autoavaliação, com vista ao aumento da eficácia das medidas. Aplicação de questionários ou entrevistas para a autorregulação nos mesmos momentos da autoavaliação do agrupamento. Área de intervenção- Resultados / resultados de desempenho dos alunos / internos e externos OBJETIVOS ESTRATÉGIAS DE OPERACIONALIZAÇÃO INDICADORES DE MEDIDA Aumentar a média das classificações dos alunos nos exames nacionais, por parte da escola. Procura e aplicação de estratégias inovadoras. Aulas de apoio no final do ano letivo, nas disciplinas de exame. Desenvolvimento de trabalho relacionado com os exercícios de exame durante todo o ano letivo. Inovação nos materiais pedagógicos das disciplinas na biblioteca. Orientação, por parte dos professores, para que os alunos autonomamente possam utilizar programas informáticos e fichas de trabalho no espaço da biblioteca escolar. Nº de estratégias Média das classificações Nº de aulas de apoio dadas Verificação da respetiva planificação Nº de materiais pedagógicos atualizados/criados Nº de solicitações por parte dos alunos
  21. 21. 21 Minimizar as diferenças entre os resultados escolares internos e externos. Realização de testes intermédios nas disciplinas de exame. Estrutura das fichas de avaliação deverá ser sempre idêntica à dos exames nas disciplinas com avaliação externa. Consciencialização dos encarregados de educação para a importância dos resultados, através de reuniões. Resultados dos Testes Nº de reuniões com encarregados de educação Manter a taxa de sucesso da Unidade Orgânica acima da média nacional. Continuar a utilizar as estratégias adequadas. Encorajar os encarregados de educação a acompanhar o processo ensino- aprendizagem. Utilizar os meios de comunicação disponíveis. Análise dos resultados escolares Área de intervenção- Resultados / ensino/ aprendizagem / Renovação/atualização de estratégias pedagógicas OBJETIVOS ESTRATÉGIAS DE OPERACIONALIZAÇÃO INDICADORES DE MEDIDA Melhorar a estratégia de renovação das práticas pedagógicas. Reflexão sobre práticas e metodologias, visando a convergência de abordagens, a rentabilização de recursos e a resolução de problemas. Criação de um espaço para a investigação de novas práticas pedagógicas e partilha das mesmas. Encontros programados para partilha de práticas. Criação de uma plataforma na web que facilite o trabalho com os alunos extra aula e um fórum na página web para partilha de práticas. Nº de novas estratégias adotadas Nº de momentos de partilha e reflexão de práticas pedagógicas por período Grau/percentagem em utilização Melhorar o comportamento dos alunos quer dentro da sala de aula quer nos recreios. Promover equipas multidisciplinares de apoio Comunicação das regras de forma intensiva, clara e objetiva, a toda a comunidade. Aplicação das regras dentro e fora da sala de aula por todo o pessoal docente e não Nº de participações disciplinares Nº processos disciplinares
  22. 22. 22 parental. Conceber estratégias que diminuam os casos de indisciplina no agrupamento. docente, de forma sistemática e coerente. Aplicação das sanções disciplinares em tempo útil e de forma exemplar, tendo em conta a personalidade do aluno e a legislação em vigor. Promover equipas multidisciplinares de apoio parental. Tornar as reuniões mais produtivas. Definição de tempo máximo nas reuniões para questões burocráticas, de modo a privilegiar as questões pedagógicas. Verificar o nº de vezes/percentagem do nº de vezes que o tempo máximo foi respeitado Melhorar as estruturas de apoio aos problemas de indisciplina. Aumentar a mancha horária da ocupação do Gabinete de Integração Escolar. Relatório trimestral Nº de tempos atribuídos ao GPIE Perceber a eficácia das atividades extra curriculares. Aplicação de Testes Diagnósticos. Resultados dos testes de acompanhamento Melhorar os complementos educativos e apoios oferecidos pelo agrupamento. Dirigir os apoios às necessidades identificadas. Resultados escolares Área de intervenção- Resultados / ensino/ aprendizagem / Desenvolvimento da interação dentro e entre departamentos e ciclos OBJETIVOS ESTRATÉGIAS DE OPERACIONALIZAÇÃO INDICADORES DE MEDIDA Melhorar a estratégia de renovação das práticas pedagógicas, estimulando a interação dentro e entre departamentos e ciclos. Promoção do diálogo e interação entre as diferentes estruturas educativas, consolidando processos de implementação de estratégias. Acompanhamento interciclos do percurso do aluno. Consolidação de metodologias de trabalho alargadas ao agrupamento. Encontros programados para partilha de práticas. Troca de experiências entre pares em sala de aula. Identificação das aprendizagens com sequencialidade entre Nº de reuniões com os coordenadores dos diferentes ciclos para assuntos pedagógicos Nº de atividades que podem desenvolver capacidades e ou competências num ciclo para melhorar resultados Nº de encontros
  23. 23. 23 anos/ciclos e planificação vertical. Informação ao diretor de turma sobre o percurso académico do aluno e sobre os conteúdos lecionados. Segurança Considerando a legislação aplicável em matéria de segurança de pessoas e bens, a prevenção e a segurança em ambiente escolar são matéria transversal a qualquer área de intervenção e um objetivo a alcançar no âmbito de qualquer Projeto Educativo. Assim, este tema assume-se como inovador, ao incluir esta premissa como uma prática conducente a uma cultura de segurança. Ou seja, o presente documento assume um conjunto de obrigações que remete para boas práticas em matéria de prevenção e segurança extensíveis a todas as escolas do agrupamento, designadamente: - a realização de um exercício anual de treino de evacuação da totalidade das instalações escolares; - a realização de uma sessão (in)formativa sobre prevenção e segurança ao corpo docente e não docente, no início do ano letivo (com eventual apoio externo); - a realização de uma sessão sobre riscos e comportamentos de autoproteção, dirigida aos alunos dos anos de transição de ciclos letivos; - a realização de ações formativas sobre primeiros socorros e manuseamento de extintores (com eventual apoio externo) dirigidas aos professores e funcionários afetos à estrutura interna de segurança; - o desenvolvimento de uma atividade que seja comum a toda a comunidade escolar, marcando a passagem do dia internacional da proteção civil ou o dia internacional para a redução de catástrofes. Com este programa base, pretende-se garantir que toda a população escolar seja envolvida e interventiva, de uma forma mais ativa, no desempenho do seu papel enquanto cidadãos de direito, solidários com a atividade de proteção civil com a “finalidade de difundir conhecimentos práticos e regras de comportamento a adotar no caso de acidente grave ou catástrofe” (in Lei de Bases da Proteção Civil – Lei 27/2006 de 03 de Julho). Metas METAS Aumentar o sucesso em, pelo menos, 2%, aproximando-se da média nacional. Diminuir a diferença entre o sucesso interno e externo, em 2% por ano de escolaridade. Manter o abandono escolar abaixo de 0,5%, ao longo dos 3 anos.
  24. 24. 24 Renovação de pelo menos uma sala de aula, por ano. Reposição do equipamento estragado. Diminuição do número de processos disciplinares, ao longo dos 3 anos. Aumento e/ou renovação de um projeto, por ano. Avaliação do PEA O Projeto Educativo do Agrupamento deve ser sujeito a avaliação no final de cada ano letivo, de modo a diagnosticar desvios ao proposto nas metas e a permitir reajustamentos, aperfeiçoamento e adequação de práticas. A implementação do Projeto Educativo de Agrupamento deverá ser acompanhada pela equipa de autoavaliação e pelo Conselho Geral. No final de cada momento de avaliação, os resultados devem ser partilhados com toda a comunidade educativa. Vigência do Projeto Educativo Este Projeto consagra a orientação educativa do Agrupamento Vertical de Escolas de Palmela, para os anos letivos de 2014/2015 até 2016/2017. Divulgação do PEA Formas de divulgação do Projeto Educativo: - Afixação em locais visíveis e acessíveis a toda a comunidade escolar do esquema conceptual. - Publicação na página web do agrupamento. - Promoção de reuniões de departamento e com todos os membros da comunidade educativa. Aprovação Este documento entra em vigor imediatamente após aprovação do Conselho Geral. Conclusão Dado o grande número de áreas a serem intervencionadas na estrutura de um agrupamento, pensar em conceber um projeto que abarque todas em simultâneo seria irreal e contraproducente, pelo que, seguindo o conceito baseado nos pressupostos para a elaboração do
  25. 25. 25 PEA, se priorizaram as áreas de intervenção atrás referidas (cf. Cap.....). No entanto, e porque o PEA tem, por ambição, a de proporcionar, a cada aluno, uma formação não só de qualidade como também integral, não se exclui a importância do contributo das demais áreas na formação dos jovens como um todo. Nesta perspetiva, a concretização da ambição primeira do PEA passa, necessariamente, por uma intervenção integrada de desenvolvimento pedagógico, caraterizado por um modelo de cooperação estratégica alunos-professores-comunidade educativa, envolvendo a Administração Central e a Administração Local, num âmbito supraconcelhio e numa lógica de dinamização de parcerias.

×