ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDEOrganização Mundial da Saúde – Representação BrasilMódulodePrincípiosdeEpidemiologiapara...
Organização Pan-Americana da SaúdeManual do facilitador de gruposBrasília – DF2010Módulo de Princípios deEpidemiologia par...
© 2010 Organização Pan-Americana da Saúde.Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total dessa ob...
Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 3Su...
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS4Módulo 6: Controle de doenças na população.  .  . ...
Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 5Ap...
Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 7Or...
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS8mentos e técnicas básicas, identificar analogias e...
Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 93....
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS10jam sistematicamente apresentadas em sessões plen...
Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 11F...
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS12Finalmente, recomenda-se que todos os Facilitador...
Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 13A...
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS14Glossário Básico de TermosAssociação: relação de ...
Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 15E...
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS16Patogenicidade: é a capacidade de um agente infec...
Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 17R...
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS18se distinguem pelo seu sentido prático, uniformid...
Exercícios Discutidos
Módulo 1: Apresentação e marco conceitual
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS22Exercício 1.1Pergunta 1	 De acordo com a informaç...
Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 23P...
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS24Pergunta 7	 Na sua opinião e considerando a infor...
Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 25S...
Módulo 2: Saúde e doença na população
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS28Exercício 2.1Pergunta 1	 Qual dos seguintes fator...
Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 29P...
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS30parte do processo fisiopatológico. O espectro de ...
Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 31E...
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS32Pergunta 4	 Qual dos seguintes não é um reservató...
Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 33E...
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS34Exercício 2.4Este exercício coletivo tem resposta...
Módulo 3: Medição das condiçõesde saúde e doença na população
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS36Exercício 3.1a)	 Qual é o número de casos inciden...
Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 37E...
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS38c)	 A taxa de mortalidade (por 100.000) para o gr...
Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 39P...
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS40c)	 Existe semelhança dessa morbidade por tubercu...
Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 41d...
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS42Pergunta 8	 O programa de atenção integrada de do...
Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 43f...
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS44Exercício 3.4Tabela 3.12a Rubéola em León; 1999: ...
Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 45T...
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS46Exercício 3.5Pergunta 1	 Analise os seguintes dad...
Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 47E...
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS48Exercício 3.7Complete a informação do quadro segu...
Módulo 4: Vigilância em saúde pública
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS50Exercício 4.1As observações citadas a seguir não ...
Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 51P...
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS52Exercício 4.2As observações citadas a seguir não ...
Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 53E...
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS54Pergunta 4	 Caso uma medida preventiva fosse apli...
Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 55I...
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS56a zona de epidemia e dirige-se progressivamente à...
Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 57q...
Módulo 5: Investigação epidemiológica decampo: aplicação ao estudo de surtos
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS60Exercício 5.1Pergunta 1	 De acordo com a informaç...
Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 61E...
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS62Exercício 5.3Observe que o método gráfico apresen...
Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 63P...
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS64Exercício integrador em grupo – Surto de doença i...
Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 65P...
Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS66censo comunitário, deveria ser estabelecido um si...
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Mopece manual todo completo para epidemiologia
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Mopece manual todo completo para epidemiologia

4.972 visualizações

Publicada em

todo los textos del mopece para epidemiologia muy buen libro de la OMS

Publicada em: Saúde e medicina
0 comentários
6 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
4.972
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
34
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
239
Comentários
0
Gostaram
6
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Mopece manual todo completo para epidemiologia

  1. 1. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDEOrganização Mundial da Saúde – Representação BrasilMódulodePrincípiosdeEpidemiologiaparaoControledeEnfermidades(MOPECE)Módulo de Princípios deEpidemiologia para o Controle deEnfermidades (MOPECE)Manual do facilitador de gruposISBN: 978-85-7967-018-39 788579 670183
  2. 2. Organização Pan-Americana da SaúdeManual do facilitador de gruposBrasília – DF2010Módulo de Princípios deEpidemiologia para o Controlede Enfermidades (MOPECE)
  3. 3. © 2010 Organização Pan-Americana da Saúde.Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total dessa obra, desde que citada a fonte e que nãoseja para venda ou qualquer fim comercial.Versão preliminar: traduzida para o português e adaptada, 2010Módulos de Principios de Epidemiología para el Control de Enfermedades foi elaborado pelo Programa Especial de Aná-lises de Saúde do Escritório Central da Organização Pan-Americana da Saúde (Washington, DC-EUA) em 2001. ISBN:92 75 32407 7.A versão em português, que corresponde aos Módulos de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermida-des, foi revisada pela Unidade Técnica de Informação em Saúde, Gestão do Conhecimento e Comunicação da OPAS/OMS no Brasil e pelo Ministério da Saúde por meio do Departamento de Análise de Saúde e pela Coordenação-Geralde Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços.Elaboração, distribuição e informações:ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE – REPRESENTAÇÃO BRASILSetor de Embaixadas Norte, Lote 19CEP: 70800-400 Brasília/DF – Brasilhttp://www.paho.org/braMINISTÉRIO DA SAÚDESecretaria de Vigilância em Saúde (SVS)Esplanada dos Ministérios, Bloco GCEP: 70058-900 Brasília/DF – Brasilhttp://www.saude.gov.brRevisão técnica:José Moya, Oscar J. Mujica e Giselle Moraes Hentzy (OPAS/OMS)Maria Regina Fernandes, Marta Helena Dantas e Adauto Martins Soares Filho (SVS/MS)Colaboração:Jarbas Barbosa, Fátima Marinho, Oscar J. Mujica, José Escamilla, João Baptista Risi Junior,Roberto Becker (OPAS/OMS)Capa, Projeto Gráfico e Diagramação:All Type Assessoria Editorial LtdaImpresso no Brasil / Printed in BrazilFicha CatalográficaOrganização Pan-Americana da Saúde Módulos de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades. Manual do facilitador de grupos /Organização Pan-Americana da Saúde. Brasília : Organização Pan-Americana da Saúde ; Ministério da Saúde, 2010. 94 p.: il. 7 volumes. ISBN 978-85-7967-018-3 Título original: Módulos de Principios de Epidemiología para el Control de Enfermedades. 1. Saúde Pública – Epidemiologia. 2. Educação Profissional em Saúde Pública. I. Organização Pan-Americana daSaúde. II. Ministério da Saúde. III. Título.NLM: WC 503.4Unidade Técnica de Informação em Saúde, Gestão do Conhecimentoe Comunicação da OPAS/OMS no Brasil
  4. 4. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 3SumárioApresentação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5Orientações ao Facilitador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7Facilitação de grupo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11Alternativas e opções complementares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13Glossário Básico de Termos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14Exercícios Discutidos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19Módulo 1: Apresentação e marco conceitual. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21Exercício 1.1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22Módulo 2: Saúde e doença na população. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27Exercício 2.1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28Exercício 2.2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31Exercício 2.3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33Exercício 2.4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34Módulo 3: Medição das condições de saúde e doençana população. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35Exercício 3.1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36Exercício 3.2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36Exercício 3.3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37Exercício 3.4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44Exercício 3.5. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46Exercício 3.6. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47Exercício 3.7. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48Módulo 4: Vigilância em saúde pública. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49Exercício 4.1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50Exercício 4.2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52Exercício 4.3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53Módulo 5: Investigação epidemiológica de campo: aplicaçãoao estudo de surtos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59Exercício 5.1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60Exercício 5.2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61Exercício 5.3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62Exercício integrador em grupo – Surto de doença ictérica numa área rural. . 64
  5. 5. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS4Módulo 6: Controle de doenças na população. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81Exercício 6.1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82Exercício 6.2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83Exercício 6.3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84Exercício 6.4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84Teste pós-oficina. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85Bibliografia Selecionada. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91
  6. 6. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 5ApresentaçãoA Organização Pan-Americana da Saúde no Brasil (OPAS) tem grande satisfação emapresentar os Módulos de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades(MOPECE) na versão traduzida para a língua portuguesa.O MOPECE é um instrumento de capacitação em epidemiologia básica, voltado paraprofissionais de saúde, especialmente aqueles que atuam nos serviços de saúde locais,que tem por finalidade promover o conhecimento e a aplicação prática dos conteúdosepidemiológicos no enfrentamento dos problemas de saúde local, assim como no apoioao planejamento e gestão em saúde.A primeira edição do MOPECE, lançada na década 80, foi escrita em espanhol e teveampla divulgação na região das Américas. Em 2001, mediante a incorporação de novosconceitos e avanços no campo da epidemiologia, foi proposta uma segunda edição.Para essa publicação, além da tradução da segunda edição para a língua portuguesa,foram incluídas informações de relevância para a saúde pública, tais como: Orientaçõessobre o novo Regulamento Sanitário Internacional (RSI-2005), descrição de uma inves-tigação de surto de toxoplasmose realizada por profissionais brasileiros, como parte doPrograma de Treinamento em Epidemiologia Aplicado aos Serviços do Sistema Únicode Saúde (EPISUS), entre outras.Este trabalho é resultado da cooperação técnica entre a OPAS/OMS e a Secretaria deVigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde do Brasil com o objetivo de favorecero aperfeiçoamento dos profissionais que compõe a força de trabalho do Sistema Únicode Saúde (SUS), especialmente aqueles que atuam no programa de saúde da família e emcentros de formação em saúde. Em adição, essa publicação contribui com a estratégia decooperação internacional (sul-sul); particularmente com os países de língua portuguesa.Dr. Jarbas BarbosaGerente da Área de Vigilância da Saúde ePrevenção e Controle de Doenças da OPASEng. Diego VictoriaRepresentante da OPAS/OMS no Brasil
  7. 7. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 7Orientações ao FacilitadorÉ fundamental que o Facilitador esteja familiarizado com a dinâmica interativa e com osconteúdos temáticos próprios do MOPECE. As orientações gerais sobre esses aspectosestão descritas no Módulo 1. Em especial, o Facilitador deve se identificar plenamentecom os objetivos e características do Módulo MOPECE e a Oficina Modular MOPECE,sintetizados a seguir:1. o Módulo MOPECE é um instrumento de capacitação em epidemiologia básica; diri-ge-se a profissionais integrantes de equipes multidisciplinares e redes locais de saúde;está orientado ao uso da epidemiologia na gestão dos níveis de saúde, especialmentepara facilitar a implementação das respostas práticas à atenção dos problemas desaúde cotidianos das comunidades;2. a Oficina Modular MOPECE é uma experiência capacitante coletiva em epidemiolo-gia aplicada, de natureza presencial e caráter participativo;3. a experiência coletiva (oficina) que aplica o instrumento de capacitação (módulo),tem o propósito de estimular e fortalecer a missão da equipe local de saúde atravésdos quatro objetivos seguintes:• capacitar os profissionais das equipes locais de saúde na aplicação sistemática deconceitos, métodos, técnicas e enfoques básicos da epidemiologia para o controlede doenças e problemas de saúde nas populações;• proporcionar a “linguagem comum” necessária para desenvolver redes de comu-nicação e informação epidemiológicas entre as equipes multidisciplinares locaisde saúde;• fortalecer os níveis locais de saúde em sua capacidade de organização e respostaoportuna e eficiente perante situações de alerta epidemiológico; e,• estimular o desenvolvimento e fortalecer as capacidades analíticas e resolutivas daprática epidemiológica na gestão local em saúde.O Facilitador tem responsabilidade transcendental na geração e sustentação de umadinâmica de grupo que permita conseguir os objetivos descritos. Em particular, o Fa-cilitador deve desempenhar um papel ativo instrumental (não protagonista) em três as-pectos:1. a administração do trabalho em grupo;2. a administração do conteúdo temático; e3. a administração do tempo.A administração do trabalho em grupo. A experiência capacitante desenvolve-se notrabalho de grupo. O grupo tem o papel protagonista. O Facilitador deve ajudar os mem-bros do grupo a encontrar coletivamente um ritmo de avanço sustentável, ajustar seustempos apropriadamente, balancear a participação individual, fixar conceitos, procedi­
  8. 8. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS8mentos e técnicas básicas, identificar analogias e aplicações práticas na realidade localdos serviços de saúde e negociar suas discrepâncias individuais de enfoque para alcançarconsenso técnico. Especialmente, o Facilitador deve se concentrar em três tarefas:1. administrar a leitura coletiva: que inclui o estabelecimento de turnos de leitura emvoz alta, com intervalos regulares e breves, e o monitoramento do ritmo de leitura ecompreensão entre todos os membros do grupo;2. estimular e moderar a discussão em grupo: que inclui o estímulo permanente àtroca de experiências, exemplos, problemas e situações locais vividas pelos membrosdo grupo e o monitoramento de sua relevância para os propósitos da capacitação,em especial, a fixação de conceitos e sua relação com o contexto prático próprio dosparticipantes; e,3. monitorar a resolução discutida dos exercícios: que inclui o acompanhamentosistemático, individualizado e coletivo, do procedimento metodológico apropriadopara a resolução de cada exercício apresentado, tanto os de tipo individual como osde resolução grupal, assim como da argumentação epidemiológica que sustenta cadaresposta. O Facilitador deve estimular o desenvolvimento de aspectos:• nos exercícios individuais, a sustentação objetiva das evidências;• nos exercícios grupais, a eficiência para se organizar, distribuir tarefas e resolvercoletivamente o problema colocado; e• nos exercícios mistos, a promoção do debate e geração de consenso técnico.A administração do conteúdo temático. A extensão e profundidade dos temas con-ceituais, metodológicos e operacionais da epidemiologia estão autocontidas nas seisunidades modulares do MOPECE. Como consequência, o papel docente do Facilitadordeve se restringir a promoção da fixação desses conceitos, métodos e aplicações, se adinâmica de grupo assim o demandar. Em particular, o Facilitador deve prestar atençãoa três aspectos:1. a sequência temática: que inclui a entrega separada e progressiva das unidadesmodulares na sequência prevista, conforme o ritmo de avanço do grupo. A primeiraatividade é a resolução do teste pré-oficina, com 25 minutos de duração. Há de seter presente que o exercício de integração em grupo, sobre a pesquisa de surtos, noMódulo 5, tem cinco partes que devem ser administradas de forma sequencial. Aúltima atividade é a resolução do teste pós-oficina, com 25 minutos de duração, de-pois do qual é executada a pesquisa de opinião.2. a compreensão de idéias: que inclui o esclarecimento e complementação de concei-tos e métodos básicos que se identifiquem necessários durante a dinâmica de grupo.Nesse Manual do Facilitador de Grupos inclui-se um glossário básico de termos usa-dos no MOPECE que pode ser útil para harmonizar definições. Dentro do possível, oesclarecimento de conceitos e métodos deve surgir do debate coletivo do grupo e nãode enunciados prescritivos do Facilitador.
  9. 9. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 93. a identificação de usos: que inclui a ênfase na utilidade prática de conceitos, mé-todos e aplicações da epidemiologia para o controle de doenças no nível local desaúde. O Facilitador deve estimular o raciocínio dedutivo e a identificação de analo-gias apropriadas durante a discussão em grupo, com o fim de facilitar a definição depossibilidades concretas de aplicação dos princípios da epidemiologia no controle dedoenças não transmissíveis, outros danos a saúde que não as doenças propriamenteditas e eventos positivos de saúde.A administração do tempo. O Facilitador deve estar em contato permanente com o Co-ordenador Local da Oficina MOPECE para sincronizar o ritmo de avanço intergrupal ezelar pelo cumprimento satisfatório dos objetivos de capacitação. A Oficina é intensiva eseu cumprimento requer 5 jornadas de 8 horas efetivas de trabalho cada uma. Uma jor-nada diária tem, em geral, 4 blocos de duas horas cada um: os blocos matinais e vesper-tinos são separados por um recesso para almoço e dois breves recessos para um café. Éimportante dedicar especial atenção ao cumprimento do cronograma ideal de execuçãodo MOPECE, apresentado logo abaixo:Blocos Diários DIA 1 DIA 2 DIA 3 DIA 4 DIA 5Manhã1° (2 horas) test + U1 U 2 U 3 U 4 U 52° (2 horas) U 1 U 3 U 3 U 5 U 6Tarde1° (2 horas) U 2 U 3 U 4 U 5 U 62° (2 horas) U 2 U 3 U 4 U 5 U6 + testEsse cronograma serve de referência e é flexível, podendo ser ajustado às necessidadespróprias de cada grupo de trabalho e ao ritmo de avanço intergrupal. Contudo, o tempodeve ser administrado de forma eficiente, de tal modo que a mesma dedicação fique ga-rantida no desenvolvimento de cada uma das unidades modulares. Por isso, a presençaem período integral de todos os participantes dos grupos de trabalho é fundamentalpara garantir a sustentação do ritmo de avanço do grupo.A primeira atividade da Oficina é realizar o teste pré-oficina, cuja duração é de 25 minu-tos. Dependendo das circunstâncias, o Coordenador Local da Oficina decidirá pelaconveniência ou não em solicitar uma apresentação informal dos participantes comodinâmica para “quebrar o gelo”. É importante garantir a construção de um ambientedescontraído, de camaradagem e interação coletiva entre os participantes da Oficina.Depois, formam-se os grupos de trabalho, balanceados, e são designados os respectivosFacilitadores de Grupo.O desenvolvimento de cada Módulo em grupos de trabalho pode ser precedido de umabreve exposição introdutória de 15 minutos em sessão-plenária, que motive o interessegeral nos aspectos temáticos mais destacados que deverão ser debatidos nos grupos detrabalho. Ao optar por esta alternativa, é importante garantir que todas as Unidades se-
  10. 10. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS10jam sistematicamente apresentadas em sessões plenárias e não somente algumas delas.Nesse caso, recomenda-se que cada um dos Facilitadores de Grupo seja quem apresente,pelo menos, um Módulo.No último dia da oficina, ao terminar a discussão do Módulo 6, será aplicado individual-mente, o teste Pós-Oficina, de 25 minutos de duração. Depois, uma pesquisa de opiniãodeverá ser preenchida e, logo após, ocorrerá a plenária final da Oficina MOPECE.
  11. 11. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 11Facilitação de grupoCada grupo de trabalho deve contar com um Facilitador. A função básica do Facilitadoré, exatamente, facilitar a dinâmica de grupo necessária para alcançar os objetivos da ca-pacitação. Geralmente, isso implica administrar a leitura coletiva, estimular e moderaras discussões do grupo e monitorar a solução discutida dos exercícios.Na Oficina MOPECE os Facilitadores de Grupo, assim como as unidades modulares,tem um papel instrumental no alcance dos objetivos de capacitação. Por outro lado,é o grupo de trabalho quem tem o único papel protagonista da Oficina MOPECE. Éesse grupo quem deve encontrar um ritmo de avanço sustentável, ajustar seus tempos­apropriadamente, balancear a participação individual de seus membros, fixar conceitos,procedimentos e técnicas básicas, identificar analogias e aplicações práticas na realidadelocal dos serviços de saúde e, dentro do possível, negociar suas discrepâncias individuaisde enfoque para alcançar consenso técnico de grupo. Nesse cenário dinâmico, espera-se que o Facilitador ajude o grupo de trabalho a desempenhar com sucesso seu papelprotagonista.O perfil básico do Facilitador de Grupo é essencialmente o mesmo dos participantes,com a diferença fundamental de que o Facilitador deve ter sido previamente treina-do com o MOPECE e, como consequência, estar familiarizado com seus conteúdos edinâmica. Essa condição faz possível, em princípio, o efeito multiplicador que respalda oMOPECE como processo de capacitação voltado aos níveis mais descentralizados. Issotambém implica a conveniência de impulsionar Oficinas MOPECE orientadas à for-mação de quadros capacitadores (isso é, capacitação de capacitadores) que satisfaçam,de maneira eficiente, à demanda crescente de capacitação básica em epidemiologia dosníveis mais locais de ação em saúde.Certamente, é recomendável que o Facilitador possua experiência profissional básicana aplicação de princípios e métodos epidemiológicos nos serviços locais de saúde, as-sim como qualidades docentes. Em especial, a capacidade de interação e estimulaçãode grupos, a tolerância à diversidade de opinião e a crítica construtiva são qualidadesdesejáveis.Os Facilitadores de Grupo e o Coordenador Local da Oficina MOPECE devem estar emcontato permanente para sincronizar o ritmo de avanço intergrupal e velar pelo cum-primento satisfatório dos objetivos de capacitação. Em geral, recomenda-se que o Faci-litador permaneça com o mesmo grupo de trabalho originalmente designado, emborao Coordenador Local da Oficina possa considerar conveniente estabelecer um esquemarotativo.
  12. 12. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS12Finalmente, recomenda-se que todos os Facilitadores de Grupos e o Coordenador Localda Oficina MOPECE mantenham breve reunião operacional ao final de cada jornadadiária, a fim de sincronizar o desenvolvimento harmônico dessa experiência capacitante,assim como assegurar o apoio logístico requerido. O Facilitador de Grupos deve pro-mover o efeito multiplicativo da capacitação estimulando a execução de oficinas-réplica,em cascata, em direção aos níveis mais descentralizados das redes e equipes locais desaúde.Requerimentos LogísticosPara a execução da Oficina Modular é necessário, no mínimo, que cada participanteconte com um exemplar do MOPECE, um lápis, um caderno de anotações e uma cal-culadora padrão. Também é necessária a presença em tempo integral de um Facilitadorpara cada grupo de trabalho. Finalmente, é necessário contar com um ambiente físicoapropriado para que cada grupo de trabalho possa se desenvolver com independência.Em caso de optar pela complementação do desenvolvimento da Oficina MOPECE comsessões plenárias, é recomendável dispor de um equipamento projetor de transparências(retroprojetor) e datashow, além do espaço físico apropriado. É desejável que os gruposde trabalho possam dispor de um quadro-negro ou flip-chart para apoiar as discussões.
  13. 13. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 13Alternativas e opções complementaresA Oficina Modular, tal como foi apresentada, é a proposta ideal de aplicação do MOPECEno nível local de saúde. Todavia, os testes de campo e a experiência com a edição préviaidentificaram algumas modalidades de uso do MOPECE voltadas a sua adaptação a cer-tas necessidades, circunstâncias ou demandas especiais nos serviços de saúde. Comoexemplo, sem que isso configure necessariamente sua acreditação formal, mencionam-se as seguintes:• O MOPECE poderia ser desenvolvido como material autoinstrucional com su-pervisão e/ou tutoria formal no nível local.• O MOPECE poderia ser desenvolvido presencialmente em cinco ou mais diasnão consecutivos, como na Reunião dos Sábados das equipes de uma rede localde saúde.• O MOPECE poderia ser desenvolvido no modo não-presencial e/ou livre deman-da de tempo, como na Lista de Discussão via e-mail de um tópico de rede.• O MOPECE poderia ser desenvolvido no modo semipresencial e/ou virtual,através de reuniões periódicas de revisão em tempo real por Internet ou video-conferência.Além disso, destacam-se as seguintes opções complementares:• O MOPECE poderia ser complementado com uma oficina de discussão sobre osplanos e programas locais em saúde, prioridades nacionais em saúde, legislaçãosanitária vigente, estrutura e organização das redes e serviços de saúde, normas,protocolos e instrumentos dos sistemas de informação e comunicação em saúdee outros aspectos relevantes ao desempenho operacional das equipes locais desaúde.• O MOPECE poderia ser complementado com a execução real de um trabalho decampo com os participantes da Oficina, em um tempo limite e um âmbito local,sobre pesquisa epidemiológica ou avaliação de um programa de controle ou deum sistema de vigilância.• Ao término da Oficina MOPECE haveria a possibilidade de instalar, no planoprofissional, grupos de discussão-revisão de assuntos relevantes em epidemiolo-gia e, no plano operacional, redes locais de informação e comunicação em saúde,incluindo sistemas de vigilância.
  14. 14. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS14Glossário Básico de TermosAssociação: relação de dependência entre dois ou mais eventos, características ou outrasvariáveis. Uma associação está presente se a probabilidade de ocorrência de um eventodepende da ocorrência de outro ou outros.Conglomerado: é a agregação incomum, real ou aparente, de eventos de saúde que estãoagrupados no tempo e/ou no espaço.Controle: é o conjunto de ações, programas ou operações contínuas direcionadas a re-dução da incidência e/ou prevalência de um dano à saúde em níveis tais que deixem deconstituir um problema de saúde pública.Distribuição: é o resumo completo das frequências dos valores ou categorias de umamensuração realizada em um grupo de indivíduos. A distribuição mostra quantos ouque proporção do grupo encontra-se em um determinado valor ou categoria de valoresdentro de todos os possíveis que a medida quantitativa pode ter.Doença emergente: é uma doença transmissível cuja incidência em humanos sofreuincremento nos últimos 25 anos do século XX ou que ameaça incremento em um futuropróximo.Doença reemergente: é uma doença transmissível previamente conhecida que reapare-ce como problema de saúde pública após uma etapa de significativa diminuição de suaincidência e aparente controle.Doença transmissível: é qualquer doença causada por um agente infeccioso específicoou seus produtos tóxicos, que se manifesta pela transmissão desse agente ou de seus pro-dutos, de um reservatório a um hospedeiro suscetível, seja diretamente de uma pessoaou animal infectado, ou indiretamente por meio de um hospedeiro intermediário, denatureza vegetal ou animal, de um vetor ou do meio ambiente inanimado.Endemia: é a presença constante de uma doença ou agente infeccioso dentro de umaárea geográfica ou grupo populacional determinados; refere-se também à prevalênciaesperada de uma determinada doença dentro dessa área ou grupo.Epidemia: é a ocorrência de casos de doenças ou outros eventos de saúde com uma in-cidência maior do que a esperada para uma área geográfica e período determinados. Onúmero de casos que indicam a presença de uma epidemia varia conforme o agente, otamanho e tipo de população exposta, sua experiência prévia ou ausência de exposiçãoà doença e o lugar e tempo de ocorrência.
  15. 15. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 15Epidemiologia: é o estudo da frequência e distribuição dos eventos de saúde e de seusdeterminantes nas populações humanas, e a aplicação desse estudo na prevenção e con-trole dos problemas de saúde.Especificidade: medida da probabilidade de diagnosticar corretamente um não-caso;ou seja, que o teste detecte como saudável (“negativo”) um indivíduo realmente saudável.Fator de risco: característica ou circunstância detectável em indivíduos ou grupos, as-sociada a uma probabilidade incrementada de experimentar um dano ou efeito adversoà saúde. Geralmente, um fator de risco é um atributo ou exposição que incrementa aprobabilidade de ocorrência de uma doença ou outro dano à saúde.Fonte de infecção: é a pessoa, animal, objeto ou substância de onde o agente infecciosopassa a um hospedeiro.Hospedeiro: é uma pessoa ou animal vivo, incluindo as aves e os artrópodes, que emcircunstâncias naturais permite a subsistência ou o alojamento de um agente infeccioso.Imunidade: é o estado de resistência geralmente associado à presença de anticorpos ecitoquina que possuem ação específica sobre o micro-organismo responsável por umadoença infecciosa específica ou sobre suas toxinas.Incidência: é a medida do número de casos novos, chamados casos incidentes, de umadoença originados em uma população com risco de adoecer, durante um período detempo determinado. A incidência é um indicador da velocidade de ocorrência de umadoença ou outro evento de saúde na população e, como consequência, é um estimadordo risco absoluto de adoecer.Infecção: é a entrada e desenvolvimento ou multiplicação de um agente infeccioso noorganismo de uma pessoa ou animal.Infeccção inaparente: é a presença de um agente infeccioso em um hospedeiro sem queapareçam sinais ou sintomas clínicos manifestados. A identificação só é possível pormétodos de laboratório ou pela manifestação de reatividade positiva a testes cutâneosespecíficos (sinônimo: infecção subclínica, assintomática ou oculta).Infectividade: é a capacidade do agente infeccioso de poder alojar-se e multiplicar-sedentro de um hospedeiro.Letalidade: é a capacidade de produzir casos fatais.
  16. 16. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS16Patogenicidade: é a capacidade de um agente infeccioso de produzir doenças em umhospedeiro suscetível.Período de incubação: é o intervalo de tempo que transcorre entre a exposição a umagente infeccioso e o aparecimento do primeiro sinal ou sintoma da doença em questão.Período de latência: é o intervalo de tempo transcorrido desde que se produz a infecçãoaté que a pessoa se torna infecciosa.Período de transmissibilidade ou infeccioso: é o intervalo de tempo durante o qual oagente infeccioso pode ser transferido direta ou indiretamente de uma pessoa infectadaa outra pessoa, de um animal infectado ao ser humano ou de um ser humano infectadoa um animal, inclusive artrópodes.Portador: é um indivíduo (ou animal) infectado, que hospeda um agente infecciosoespecífico de uma doença, sem apresentar sintomas ou sinais clínicos dessa e constituifonte potencial de infecção para o ser humano.Prevalência: é a medida do número total de casos existentes, chamados casos prevalen-tes, de uma doença em um ponto ou período de tempo e em uma população determina-da, sem distinguir se são ou não casos novos. A prevalência é um indicador da magnitu-de de ocorrência de uma doença ou outro evento de saúde na população.Probabilidade: frequência relativa limite com a qual um evento ocorrerá a longo prazoem testes repetidos em condições similares.Razão de chances (odds ratio): é o quociente entre duas chances (ou probabilidades).Define-se de forma diferente conforme a situação tratada. Em um estudo caso-controle,a razão de chances (OR) é o quociente entre as vantagens (odds) a favor da exposiçãonos casos (a/c) e os controles (b/d) (OR de exposição). Em um estudo de coortes ou umestudo transversal, a OR é o quociente entre as vantagens (odds) a favor da doença nosexpostos (a/b) e os não expostos (c/d) (OR de doença). Para ambos os casos, o cálculofica reduzido a ad/bc.Reservatório de agentes infecciosos: é qualquer ser humano, animal, artrópode, planta,solo ou matéria inanimada, onde normalmente vive e se multiplica um agente infeccio-so e do qual depende para sua sobrevivência, reproduzindo-se de modo que possa sertransmitido a um hospedeiro suscetível.Resistência: é o conjunto de mecanismos corporais que servem de defesa contra a inva-são ou multiplicação de agentes infecciosos, ou contra os efeitos nocivos de seus produ-tos tóxicos.
  17. 17. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 17Risco à saúde: probabilidade de experimentar um efeito adverso ou dano à saúde.Risco absoluto: incidência de doença ou outro evento de interesse na população ougrupo populacional; quantifica a probabilidade de experimentar essa doença ou evento.Risco relativo: razão entre o risco de adoecer ou morrer entre os expostos ao risco e orisco de adoecer ou morrer entre os não expostos ao risco.Sensibilidade: medida da probabilidade de diagnosticar corretamente um caso; ou seja,que o teste detecte como doente (“positivo”) um indivíduo realmente doente.Surto: é o aumento incomun no número de casos, dois ou mais casos relacionados epi-demiologicamente, de surgimento súbito e disseminação localizada em um espaço es-pecífico.Suscetível: é qualquer pessoa ou animal que não possui suficiente resistência contra umagente patógeno determinado que o proteja contra a doença, caso ocorra o contato comesse agente.Taxa: medida da rapidez de mudança de um fenômeno dinâmico por unidade de popu-lação e de tempo. Por definição, em epidemiologia o fenômeno dinâmico é a saúde e, porextensão, o risco, a doença e a sobrevivência ou a morte na população.Valor preditivo negativo: medida da probabilidade de que a doença esteja ausente emum indivíduo no qual o resultado de um teste diagnóstico foi negativo.Valor preditivo positivo: medida da probabilidade de que a doença esteja presente emum indivíduo no qual o resultado de um teste diagnóstico foi positivo.Variável: qualquer quantidade que varia. Qualquer atributo, fenômeno ou evento quepode assumir valores diferentes.Vetor: um inseto ou qualquer portador vivo que transporte um agente infeccioso desdeum indivíduo ou seus dejetos, até um indivíduo suscetível, sua comida ou seu ambienteimediato. O agente pode ou não desenvolver-se, propagar-se ou multiplicar-se dentrodo vetor.Vigilância: conjunto de ações que proporciona o conhecimento, a detecção ou preven-ção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes da saúde indi-vidual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevençãoe controle das doenças ou agravos. A vigilância inclui a análise, interpretação e retroalimentação de dados coletados de forma sistemática, em geral utilizando métodos que
  18. 18. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS18se distinguem pelo seu sentido prático, uniformidade e rapidez, em vez de sua precisãoe nível de cobertura.Virulência: é a capacidade do agente infeccioso de produzir casos graves e fatais.Zoonose: é uma infecção ou doença infecciosa transmissível que, em condições natu-rais, ocorre ou pode ocorrer entre os animais vertebrados e o ser humano.
  19. 19. Exercícios Discutidos
  20. 20. Módulo 1: Apresentação e marco conceitual
  21. 21. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS22Exercício 1.1Pergunta 1 De acordo com a informação proporcionada, você considera que realmenteocorreu uma epidemia?c) Sim, pela simples razão de que a incidência observada da doençaexcedia sua frequência esperada na mesma população.A opção (c) define uma epidemia. Observe que a opção (a) não é correta:não necessariamente “toda epidemia deve apresentar um grande númerode casos de uma doença”. As opções (b) e (d) não descartam a possibilidadede que de fato esteja ocorrendo uma epidemia.Pergunta 2 A incidência acumulada da doença por mil pessoas, por volta do final dedezembro de 1981 nessa comunidade foi:b) 24,0 por mil homens e 33,1 por mil mulheres.A incidência em homens foi 49/2.043 = 24,0 por mil;em mulheres: 65/1.966 = 33,1 por mil.Pergunta 3 No que se refere à distribuição da doença por idade e sexo dos casos, porvolta do final de dezembro de 1981, a afirmação correta em relação à inci-dência é:d) Entre jovens de 15 a 24 anos, do sexo feminino, foi de 32,4 por mil.A pergunta exige calcular a incidência por grupos de idades e sexo, a saber:Grupo de idade(anos)Incidência por milTotal Homens Mulheres< 15 34,0 25,4 43,015-24 23,9 16,2 32,425-44 43,9 39,6 48,845-64 20,4 22,0 18,9> 64 6,9 0,0 12,9TOTAL 28,4 24,0 33,1O quadro permite comprovar que as opções (a), (b) e (c) não são corretas.
  22. 22. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 23Pergunta 4 Com relação à distribuição de casos por idade e sexo, por volta do final dedezembro de 1981 nessa comunidade,c) mais de 60% dos casos masculinos ocorreram entre 25 e 64 anos deidade.A pergunta exige calcular a distribuição proporcional de casos por idade epor sexo, a saber:Grupo de idade(anos)Casos por idade (%) Casos por sexo (%)Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres< 15 29,8 26,5 32,3 100,0 38,2 61,815-24 14,9 12,2 16,9 100,0 35,3 64,725-44 36,0 40,8 32,3 100,0 48,8 51,245-64 16,7 20,4 13,8 100,0 52,6 47,4> 64 2,6 0,0 4,6 100,0 0,0 100,0Total 100,0 100,0 100,0 100,0 43,0 57,0A tabela permite comprovar que as opções (a), (b) e (d) não são corretas.Pergunta 5 Por que motivo você considera que foi necessário realizar um estudo explo-ratório utilizando outra estratégia de análise?a) para conhecer com mais segurança certas características do proble-ma que pudessem orientar no esclarecimento das causas.Na situação descrita, a epidemiologia descritiva foi insuficiente para identi-ficar medidas de controle apropriadas para controlar o problema de saúdena população.Pergunta 6 Os resultados do estudo de famílias de doentes e famílias de saudáveis dessacomunidade indicam:b) que as famílias que compravam óleo de vendedores ambulantes apre-sentavam um risco de adoecer quase 14 vezes o risco das pessoas quenão faziam uso do mesmo.A pergunta demanda uma interpretação analítica do excesso de risco;concretamente a OR (odds ratio, em inglês).
  23. 23. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS24Pergunta 7 Na sua opinião e considerando a informação disponível, qual etiologia po-deria explicar melhor o quadro epidemiológico completo dessa situação?d) tóxica: agente tóxico disseminado por fonte comum, possivelmentealimentar.A evidência mais forte provém do estudo caso-controle; a hipótese tóxica écompatível com as características descritivas da epidemia: a doença atingiuindivíduos de ambos os sexos e de todas as idades, com predomínio femi-nino; o risco foi mais alto nas mulheres de todas as idades, exceto entre 45e 64 anos; não houve evidência de contágio em escolas, hospitais ou quar-téis; ocorreu uma alta proporção de readmissões hospitalares de famíliasinteiras com o mesmo quadro clínico.Comentários.A descrição corresponde à epidemia da Síndrome do Óleo Tóxico, que foi identificadapela primeira vez em Madri, Espanha, em maio de 1981. A epidemia afetou a capitalespanhola e outras 25 províncias ao noroeste da cidade. Os dados apresentados cor-respondem mais especificamente, ao povoado de Las Navas del Marqués, na provínciade Ávila, onde, entre 2 de junho e 9 de julho de 1981, foram realizados 4 estudos caso-controle para pesquisar as causas da epidemia. Em 10 de junho percebeu-se a associaçãoentre a presença da doença e o consumo de um óleo de cozinha barato e ilegalmentecomercializado, em embalagens plásticas de 5 litros, por vendedores ambulantes. Em-bora até aquela data se desconhecesse a substância ou substâncias tóxicas envolvidas eo exato mecanismo patogênico, o veículo correspondeu ao óleo de cozinha importadoda França para usos industriais, desnaturalizado com anilina a 2%. Hoje, sabe-se quea síndrome do óleo tóxico é uma doença multissistêmica com três fases clínicas; a faseaguda corresponde a uma pneumonite com insuficiência respiratória que, no começodo surto, fez pensar numa pneumonia por micoplasma; a fase intermediária, 2 a 4 me-ses depois da exposição, caracteriza-se por dores musculares de grande intensidade einchaço dos membros (edema); a fase crônica caracteriza-se por lesões cutâneas do tipoda esclerodermia, bem como transtornos neurológicos periféricos e hipertensão pul-monar. A retirada do produto do mercado pôs virtualmente fim à epidemia; entretanto,a saúde de milhares de pessoas foi afetada de forma permanente e grandes esforços deprevenção terciária continuam sendo realizados atualmente. A epidemia da síndromedo óleo tóxico na Espanha pôs evidente a importância crucial da higiene alimentar navida cotidiana, assim como dos sistemas de alerta e resposta epidêmicas.
  24. 24. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 25Síndrome do Óleo Tóxico: Curva epidêmica; Espanha, maio-dezembro 19810100200300400500600700800900100011001200130014001500160017001800190020007 14 21 28 4 11 18 25 2 9 16 23 30 6 13 20 27 3 10 17 24 1 8 15 22 29 5 12 19 26 3 10 17 24MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZcasoshospitalizados1981Referências bibliográficasDíaz de Rojas F, Castro-García M, Abaitua-Borda I, et al. The association of oil ingestion withtoxic oil syndrome in two convents. American Journal of Epidemiology 1987;125(5):907-11.El síndrome del aceite tóxico: conocimientos actuales y perspectivas futuras. OrganizaciónMundial de la Salud, Oficina Regional para Europa; Copenhague, 1992.Grandjean P, Takowski S [Editores]. Toxic oil syndrome. Mass food poisoning in Spain. WorldHealth Organization, Regional Office for Europe; Copenhagen, 1984.Rigau-Pérez JG, Pérez-Alvarez L, Dueñas-Castro S, et al. Epidemiologic investigation of anoil-associated pneumonic paralytic eosinophilic syndrome in Spain. American Journal ofEpidemiology 1984;119(2):250-60Tabuenca JM. Toxic-allergic syndrome caused by ingestion of rapeseed oil denatured withaniline. The Lancet 1981 September 12; ii:567-8.Toxic Epidemic Syndrome Study Group. Toxic epidemic syndrome, Spain, 1981. The Lancet1982 September 25;ii:697-702.
  25. 25. Módulo 2: Saúde e doença na população
  26. 26. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS28Exercício 2.1Pergunta 1 Qual dos seguintes fatores condicionam a capacidade de um agente bioló-gico induzir doença?e) todos os anteriores.Pergunta 2 A capacidade de um agente infeccioso de produzir doenças em uma pessoainfectada denomina-se:a) patogenicidade.Pergunta 3 Examine as seguintes afirmações e assinale qual (quais) são verdadeiras equal (quais) são falsas:a) (V) infecção não é sinônimo de doença.b) (V) a infecção pode ser subclínica ou clínica.c) (F) a presença de agentes infecciosos vivos nas superfícies exte-riores do corpo se denomina infecção subclínica.d) (F) todas as pessoas expostas a um agente infeccioso são infecta-das.Pergunta 4 Qual das seguintes proposições indica quando uma infecção é clínica ousubclínica?c) presença ou ausência de sinais e sintomas clínicos.Pergunta 5 Os casos graves e fatais de uma doença com relação ao total de casos clíni-cos caracterizam a:c) virulência.Pergunta 6 Qual das seguintes afirmações relacionadas às doenças transmissíveis é fal-sa?d) todos os indivíduos expostos da mesma forma a um agente infeccio-so serão infectados.
  27. 27. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 29Pergunta 7 Complete o esquema do espectro de gravidade das doenças infecciosas se-guintes:Infecção por Neisseria meningitidisAo redor de 25% a 35% das infecções por meningococo podem ser inapa-rentes; daquelas clinicamente aparentes, 30% a 50% são moderadas (me-ningococemia sem meningite); 35% a 65% são graves e 5% a 15% são fatais(no passado, a letalidade podia superar 50%). O esquema do espectro degravidade aqui mostrado considera infecção inaparente 25% e, dos 75%restantes da infecção aparente, 40% é moderada, 50% grave e 10% fatal res-pectivamente.Hepatite AEntre 50% e 70% das infecções pelo vírus da hepatite A são inaparentes; dos30% a 50% que são aparentes, 50% a 80% são moderadas e 20% a 50% sãograves (ictéricas); a letalidade costuma ser menor que 1%. O esquema doespectro de gravidade aqui mostrado considera infecção inaparente 60%e, da infecção aparente, 75% moderada, 24% grave e 1% fatal, respectiva-mente.HIV/AIDSA definição do espectro de gravidade da infecção por HIV continua evo-luindo à medida que mais dados são obtidos, graças aos estudos prospec-tivos de coortes. Em geral, estima-se que menos de 5% das infecções porHIV são inaparentes (os chamados pacientes sem progressão a longo prazo);a infecção aparente tem uma letalidade muito alta, próxima a 90% (fatal);ao redor de 10% das infecções aparentes são consideradas graves não fatais(os pacientes com sobrevivência a longo prazo). O esquema do espectro degravidade aqui mostrado considera infecção inaparente 5% e, da infecçãoaparente, 10% grave e 90% fatal, respectivamente. Este exemplo pode ser-vir para que o grupo reconheça que o espectro de gravidade não é o mes-mo que o curso clínico de uma doença. Nesse curso clínico de HIV/AIDScertamente ocorre uma fase inaparente de portador assintomático, que é
  28. 28. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS30parte do processo fisiopatológico. O espectro de gravidade, por outro lado,faz referência à patogenicidade, virulência e letalidade como propriedadesintrínsecas do agente biológico, neste caso, o vírus da imunodeficiência hu-mana (HIV).Os pacientes sem progressão a longo prazo (infecção inaparente) são pes-soas infectadas com o HIV por um período longo (mais de 10 anos), comresposta imune normal e estável, sem manifestações clínicas e que não re-ceberam terapia anti-retroviral. Os pacientes com sobrevivência a longoprazo (infecção aparente grave não fatal) são pessoas infectadas com o HIVpor um período longo (mais de 15 anos), com imunodeficiência severa masestável, com manifestações clínicas, usualmente infecções oportunistas ecom tratamento anti-retroviral e que continuam com vida.
  29. 29. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 31Exercício 2.2Pergunta 1 O local natural no qual um agente infeccioso vive, cresce e se multiplicadenomina-se:b) reservatório.Pergunta 2 O modo de transmissão de pessoa-a-pessoa caracteriza-se por:d) uma transmissão imediata entre porta de saída e porta de entrada.Pergunta 3 Da seguinte lista de doenças indique com a letra ‘H’ aquelas que são dereservatório humano e com a letra ‘E’ as de reservatório extra-humano:a) (H) Coquelucheb) (H) Febre tifóidec) (H) Maláriad) (E) Leptospirosee) (H) Difteriaf) (H) Cólerag) (E) Raivah) (E) Tétano
  30. 30. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS32Pergunta 4 Qual dos seguintes não é um reservatório de agentes infecciosos?d) o ar.Pergunta 5 Portadores são definidos como pessoas que:c) albergam certos agentes infecciosos sem apresentar evidência da do-ença mas servem como fontes potenciais de infecçãoPergunta 6 A maioria das doenças é transmitida durante a fase inicial do período deincubação.falso __ü__Pergunta 7 Qual das seguintes opções não é uma característica dos portadores huma-nos?c) estão infectados e apresentam sinais e sintomas clínicos.Pergunta 8 Qual das seguintes portas de saída é geralmente a mais importante e maisdifícil de controlar?a) o trato respiratório.
  31. 31. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 33Exercício 2.3Pergunta 1 Quais são os fatores relacionados ao hospedeiro?a) a resistência ou susceptibilidade à doença.Pergunta 2 Qual dos seguintes não é um fator geral de resistência à infecção?d) as antitoxinas.Pergunta 3 Qual das seguintes condições aumenta a susceptibilidade à infecção?e) a, b e c.Pergunta 4 A transferência de anticorpos maternos para o feto confere que tipo deimunidade?c) passiva natural.Pergunta 5 Que tipo de imunidade confere uma vacina?b) ativa artificial.Pergunta 6 A única explicação possível sobre a ocorrência de vários casos de uma do-ença transmissível em uma mesma família reside nas características genéti-cas comuns a essa família.falso __ü__Pergunta 7 Quais das seguintes afirmações são corretas?a) existem infecções virais benignas que podem contribuir para a intro-dução de uma doença bacteriana grave.c) as bactérias estimulam uma reação inflamatória da pele no lugar dainvasão.e) as expressões culturais de grupos étnicos e familiares são tão impor-tantes como suas características genéticas comuns para determinarsua susceptibilidade ou resistência às doenças.
  32. 32. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS34Exercício 2.4Este exercício coletivo tem respostas múltiplas e variadas. O grupo deve considerar deforma sistemática cada um dos elementos da cadeia epidemiológica para a doença sele-cionada e cada um dos níveis do modelo de determinantes da saúde.
  33. 33. Módulo 3: Medição das condiçõesde saúde e doença na população
  34. 34. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS36Exercício 3.1a) Qual é o número de casos incidentes da doença no mês de setembro? Doze (12). (Casos novos: H, I, J, K, L, M, N, O, P, Q, R e S).b) Qual é o número de casos prevalentes no dia 15 de setembro? Seis (6). (Casos presentes no dia 15 de setembro: C, D, H, I, J e K).Exercício 3.2localidade A localidade Ba) a taxa de mortalidade em menores de 5 anos (por 1.000)1613.350= 48,1126.901= 1,7b) a taxa de mortalidade infantil (por 1.000 nascidos vivos)105850= 123,5101.226= 8,2c) a taxa de mortalidade por diarréia em menores de 5 anos(por 1.000)363.350= 10,706.901= 0d) a taxa de mortalidade por infecções em menores de 1 ano(por 1.000 nascidos vivos)32850= 37,641.226= 3,3e) O que se observa ao comparar as localidades A e B?A localidade A tem menor população que a localidade B. Há diferençasimportantes na estrutura da população: a localidade A tem uma populaçãototal aproximadamente sete vezes menor que a localidade B; mas sua po-pulação com menos de 5 anos é apenas duas vezes menor. A localidade Atem taxas de mortalidade consistentemente mais altas que a localidade B. Orisco de morrer antes de completar um ano de idade e antes de completar 5anos de idade é mais alto em A do que em B. Na localidade A a mortalidadepor doenças infecciosas e previsíveis é um problema de saúde de grandemagnitude na população infantil (menores de 5 anos). Segundo os indica-dores apresentados, a localidade B tem uma melhor situação de saúde.O Facilitador poderia considerar conveniente solicitar ao grupo que quan-tificasse suas comparações. Por exemplo, ao perguntar, “quantas vezes maisalta é a mortalidade infantil na localidade A do que na localidade B?”, eleestaria induzindo ao cálculo, de forma implícita, de uma razão de riscos(risco relativo). Nesse caso, o Facilitador pode indicar isso ao grupo, sementrar em detalhes explicativos, mas sim, anunciando que esse princípiofundamental do enfoque epidemiológico será revisado mais adiante nesteMódulo.
  35. 35. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 37Exercício 3.3Pergunta 1 Que denominador você empregaria para o cálculo das seguintes medidas?a) A incidência acumulada de dengue hemorrágica no país X em 2000. População do país X em 2000 que vive em áreas de risco de transmis-são de dengue.b) A incidência acumulada de pneumonia em crianças em idade esco-lar da província Y em 2001. População escolar da Província Y em 2001.Pergunta 2 Em uma ilha do Caribe a letalidade por febre tifóide é de 5%. Durante o ano2000 ocorreram 40 óbitos devido a essa doença. Quantos casos de tifóideocorreram nessa comunidade insular no ano mencionado?5 óbitos por 100 casos40 óbitos por X casosX =40 × 1005= 800 casos de febre tifóidePergunta 3 Uma taxa de incidência usualmente expressa em porcentagem que se re-fere a populações específicas, em períodos de tempo limitados, como, porexemplo, epidemias, é conhecida como:d) Taxa de ataque.Pergunta 4 Analise a Figura 3.9 e, de acordo com a informação apresentada, resolva ospontos considerados a seguir:a) A taxa de mortalidade (por 100.000) para o grupo de idade de 1 a 4anos25149.002× 100.000 = 512,2 por 100.000 habitantes de 1 a 4 anosb) A taxa de mortalidade (por 100.000) para o grupo de idade a partirdos 65 anos1.07618.603× 100.000 = 5.784,0 por 100.000 habitantes de 65 e mais anos
  36. 36. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS38c) A taxa de mortalidade (por 100.000) para o grupo de 25 a 44 anos 408116.538× 100.000 = 350,1 por 100.000 habitantes de 25 a 44 anosd) Comente estes resultados com relação à magnitude da mortalidadenos grupos de idade. Considere que são típicos em qualquer popula-ção. Nesse exercício o grupo deve identificar a forma da distribuição damortalidade (ou seja, do risco de morrer) em função da idade. Geral-mente, a mortalidade segue uma distribuição em forma de “U” ou de“J”; ou seja, o risco de morrer é mais alto nos extremos da vida. Porextensão, esse princípio básico aplica-se à descrição e análise de todotipo de risco de adoecer e morrer, bem como à distribuição de fatoresde risco e outras variáveis de importância epidemiológica e, confor-me o caso, sua distribuição pode ter uma forma distinta e específi-ca. Em determinadas populações, como por exemplo, a populaçãomasculina, o risco de morrer pode ter uma forma de “W” em funçãoda idade, no qual o pico intermediário corresponde ao aumento damortalidade por causas externas, em especial, pela violência. Qual-quer alteração observada na forma da distribuição conhecida ouesperada de uma variável epidemiológica importante pode indicar,quer um problema com a validade dos dados (por exemplo, que amortalidade em crianças de 1 a 4 anos de idade seja igual ou maiorà mortalidade nos menores de um ano) quer uma mudança poten-cialmente importante na distribuição do risco na população (porexemplo, uma epidemia ou uma modificação nos estilos de vida). Opadrão internacional recomenda que as taxas de mortalidade espe-cíficas por idade (ou outra variável) sejam expressas por cem mil in-divíduos da população específica a qual se refere. Geralmente, a taxade mortalidade específica nos menores de 1 ano é levemente maisalta que a taxa de mortalidade infantil (expressa por mil nascidosvivos e não por mil menores de um ano).
  37. 37. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 39Pergunta 5 Foram diagnosticados vinte e seis casos de tuberculose em Cidade Alta en-tre 1° de janeiro e 30 de junho de 2000. O total de casos ativos em 30 dejunho era 264. A população de Cidade Alta era de 183.000 habitantes.a) Qual foi a incidência de tuberculose em Cidade Alta durante esseperíodo? (b) 14,2 casos novos por 100.000 habitantes 26183.000x 100.000 = 14,2 por 100.000 habitantes O Facilitador pode julgar conveniente indicar uma precisão de cál-culo que reflita um importante aspecto conceitual. A prevalência e aincidência diferem em seu numerador: a prevalência emprega todosos casos; a incidência apenas os casos novos. Isso é bem conhecido.Contudo, ambas as medidas também diferem em seu denominador:a incidência deve levar em consideração somente a população emrisco (ou seja, aquela de onde surgem os casos novos). Assim, o cál-culo seria:26183.000 - (264 - 26)=26 casos novos182. 762 pessoas em riscox 100.000 = 14,2 por 100.000 habitantes Em 1° de janeiro de 2000, já existiam 238 (264-26) casos de tubercu-lose em Cidade Alta; portanto, a partir dessa data, a população comrisco de contrair tuberculose era de 183.000 menos os 238 casos (quejá não estão ‘em risco’). Os 26 casos novos detectados no primeirosemestre surgem dessa população de 182.762 pessoas em risco. Em-bora o resultado na situação apresentada não mude, esse princípioé fundamental para entender o significado epidemiológico da inci-dência.b) Qual foi a prevalência de tuberculose em Cidade Alta em 30 de ju-nho de 2000? (b) 144,3 casos por 100.000 habitantes 264183.000x 100.000 = 144,3 por 100.000 habitantes
  38. 38. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS40c) Existe semelhança dessa morbidade por tuberculose com a da suaárea de saúde? Aqui, obviamente, as respostas podem variar. O Facilitador pode sugerir o uso da Figura 3.1 (relação entre inci-dência e prevalência; página 41 do Módulo 3) para que os membrosdo grupo expliquem, por um lado, o perfil da morbidade por tu-berculose apresentado neste exercício e, por outro, o da sua própriacomunidade. A prevalência pode ser vista como um indicador dovolume ou magnitude da tuberculose na comunidade; a incidênciacomo um indicador da velocidade com que se propaga nessa po-pulação. A morbidade por tuberculose em Cidade Alta resume-senuma prevalência 10 vezes mais alta que a incidência em meio ano.Com ajuda da analogia esquematizada na Figura 3.1, o grupo pode-ria discutir o papel da duração da doença, o acesso ao programa decontrole de tuberculose e a eficácia do mesmo para explicar os perfisde mortalidade por tuberculose.Pergunta 6 No terceiro domingo de fevereiro de 2001 celebrou-se numa comunidadede 462 habitantes um baile de carnaval, ao qual assistiram 287 pessoas. Nasúltimas duas semanas de março o posto de saúde local atendeu 79 pessoasque foram se consultar devido a prurido intenso e erupção cutânea papu-lovesicular. Setenta e seis delas haviam estado no baile. Dos 161 homensparticipantes desse evento social, 53 adoeceram. 68,3% das pessoas pre-sentes no baile tinham entre 20 e 39 anos de idade; neste grupo de idadeencontravam-se 82,9% dos doentes. Calcule:a) a taxa de ataque nos participantes da festa; 76287x 100 = 26,5%b) a taxa de ataque nos homens participantes da festa; 53161x 100 = 32,9%c) a taxa de ataque nas mulheres participantes da festa; 23126x 100 = 18,3%
  39. 39. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 41d) a taxa de ataque no grupo de 20 a 39 anos de idade. 287 x 68.3% = 196 participantes entre 20 e 39 anos; entre eles, 76 x82,9% = 63 estavam doentes: 63196x 100 = 32,1%e) Como você interpretaria estes resultados? O grupo deveria identificar facilmente que a situação apresentadacorresponde a um surto (inclusive poderia sugerir uma fonte co-mum). Toda interpretação deve guiar-se pela evidência disponível;portanto, o Facilitador deve esperar dos participantes uma exposi-ção fundamentada e sistemática dos principais fatos: a prevalênciade exposição foi muito elevada (mais de 60% do povoado partici-pou do baile de carnaval); a taxa de ataque nos expostos foi mui-to alta (26,5%); a doença afetou predominantemente os homens(53/76=69,7%); o risco de adoecer (em outras palavras, a taxa deincidência) foi mais alta em homens e em adultos jovens. Também épossível observar que o lapso transcorrido entre a exposição e a apa-rição dos primeiros casos foi por volta de 4 semanas e que o quadroclínico típico era prurido intenso e erupção cutânea. A situação descrita correspondeu a um surto de escabiose (acaríase,sarna).Pergunta 7 Examine o Quadro 3.10 e resolva as questões a seguir.a) os números na Coluna 4 representam: (c) a distribuição proporcional dos casos por idade.b) os números na Coluna 5 representam: (b) as taxas de ataque por idade.c) comente brevemente a informação contida no quadro. O grupo de idade mais atingido é o grupo a partir dos 40 anos (33,3%de todos os casos), seguido pelo de 5 a 19 anos (28,6% dos casos). Ogrupo de idade em maior risco é o de 5 a 19 anos (taxa de ataque:35,3%) e o de 20 a 39 anos (taxa de ataque: 21,7%).
  40. 40. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS42Pergunta 8 O programa de atenção integrada de doenças prevalentes na infância deum posto de saúde estabeleceu que o tempo de duração de todos os casosde pneumonia em crianças de 5 a 9 anos de idade atendidas nos últimosdois meses foi de 9, 7, 11, 9, 8, 4, 6, 12, 6, 8, 8 e 5 dias, respectivamente.Usando esta informação, calcule:a) a moda; 4, 5, 6, 6, 7, 8, 8, 8, 9, 9, 11, 12 ð moda = 8 diasb) a mediana; 4, 5, 6, 6, 7, 8, 8, 8, 9, 9, 11, 12 ð mediana = 8 + 828 diasc) a média; n = 12; média = 4 + 5 + 6 + 6 + 7 + 8 + 8 + 8 + 9 + 9 + 11 + 1212=9312= 7,8 diasd) a amplitude; 4, 5, 6, 6, 7, 8, 8, 8, 9, 9, 11, 12 ðcategoria (amplitude) = 12 – 4 = 8 diase) o desvio-padrão. DE = ( 4 − 7 , 8 )2+ ( 5 − 7 , 8 )2+ (6 − 7 , 8 )2+ ... + ( 9 − 7 , 8 )2+ (11 − 7 , 8 )2+ (12 − 7 , 8 )212 − 1=60 , 2511= 2 , 3 dias
  41. 41. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 43f) No espaço a seguir, represente a distribuição da variável de interesseutilizando um gráfico apropriado.01231 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14númerodecasosperíodo de incubação (dias)
  42. 42. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS44Exercício 3.4Tabela 3.12a Rubéola em León; 1999: Taxa de Ataque (TA) por 100.000 por idadeidade (anos) casos população TA0 - 4 19 61.932 30,75 - 9 41 52.555 78,010 -14 31 46.940 66,015 - 19 12 43.285 27,720 - 24 10 34.373 29,125 - 29 10 28.097 35,630 - 34 6 23.419 25,635 - 39 1 19.318 5,240 e mais 0 64.602 0,0total 130 374.521 34,7Tabela 3.12b Rubéola em León; 1999: Taxa de Ataque (TA) por 100.000 por idade e sexoidade(anos)homens mulherescasos população TA casos população TA0 - 4 9 29.809 30,2 10 32.123 31,15 - 9 14 25.539 54,8 27 27.016 99,910 -14 10 22.886 43,7 21 24.054 87,315 - 19 1 20.001 5,0 11 23.284 47,220 - 24 4 15.770 25,4 6 18.603 32,325 - 29 1 12.693 7,9 9 15.404 58,430 - 34 1 10.385 9,6 5 13.034 38,435 - 39 0 8.654 0,0 1 10.664 9,440 e mais 0 27.347 0,0 0 37.255 0,0total 40 173.084 23,1 90 201.437 44,7
  43. 43. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 45Tabela 3.13 Rubéola em León; 1999: Taxa de Ataque (TA) por 100.000 por MunicípioMunicípio casos população TAAchuapa 4 14.681 27,2El Jicaral 5 11.174 44,7El Sauce 1 28.917 3,5La Paz Centro 2 30.627 6,5León 88 180.352 48,8Malpaisillo 13 32.025 40,6Nagarote 5 32.510 15,4Quezalguaque 1 8.710 11,5Santa Rosa 2 10.164 20,0Telica 9 25.361 35,5Total 130 374.521 34,7Gráfico 3.10 Rubéola em León; 1999: distribuição de casos pela data de início01234567891011121314151 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35CasosSemanas epidemiológicas 1999Fonte: Programa Ampliado de Imunizações, HVP/HVI; Programa Especial de Análise da Saúde, SHA, OPAS/OMS.Pergunta 1 Estabeleça quais seriam as recomendações epidemiológicas para a equipede saúde do SILAIS de León.Com base nos resultados encontrados deverão ser realizadas ações de pre-venção e controle, isolamento dos casos, intensificação da vacinação emsuscetíveis, decidir se as pessoas suscetíveis mais idosas serão vacinadas,realizar a busca ativa de casos, atividades de bloqueio ao redor dos casos.
  44. 44. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS46Exercício 3.5Pergunta 1 Analise os seguintes dados e avalie se existe uma diferença estatisticamentesignificativa na incidência de doença entre os dois grupos estudados segun-do a exposição a triptofano. Utilize um teste estatístico apropriado. Utilizeum nível de significância igual a 0.05. Interprete os resultados em termosde uma hipótese nula (de não-diferença)Exposição a triptofanoDoente Não doenteExposto 20 10 30Não exposto 8 28 3628 38 66X2=n.( ad − bc )2( a + c ).( b + d ).( a + b ).( c + d )A incidência (taxa de ataque) da síndrome eosinofilia-mialgia entre os ex-postos ao triptofano é: 20/30x100=66,7% e a incidência entre os não expos-tos é: 8/36x100=22,2%.A intenção nesse caso é comparar estas duas proporções (66,7% vs 22,2%),o que se faz pelo cálculo do chi- quadrado.X2=66 [( 20 × 28 ) − (10 × 8 )]228 × 38 × 30 × 36= 13.23O valor crítico para uma p de 0,05 é de 3.84, portanto 13.23 é maior que ovalor crítico; ou seja, existe sim uma associação estatisticamente significa-tiva entre a exposição ao triptofano e a presença da Síndrome Eosinofilia-Mialgia.
  45. 45. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 47Exercício 3.6a) Ordene apropriadamente os dados nas tabelas 2x2 e verifique a pos-sível associação entre exposição e doença.mãe adolescente: doença placentária:doenteNãodoentedoenteNãodoenteExposta 204 1.201 1.405 Exposta 380 1.218 1.598Não exposta 1.352 15.709 17.061 Não exposta 1.176 15.692 16.8681.556 16.910 18.466 1.556 16.910 18.466RR =204/1.4051.352/17.061= 1,83 RR =380/1.5981.176/16.868= 3,41sem atenção pré-natal atenção pré-natal tardia*:doenteNãodoentedoenteNãodoenteExposta 243 355 598 Exposta 746 5.132 5.878Não exposta 1.313 16.555 17.868 Não exposta 567 11.423 11.9901.556 16.910 18.466 1.313 16.555 17.868RR =243/5981.313/17.868= 5,53 RR =746/5.878567/11.990= 2,68* observe que, na avaliação do fator de risco ‘atenção pré-natal tardia’, o número de doentes e de não doentes correspondeunicamente às mães gestantes com atenção pré-natal (ou seja, foram excluídas aquelas expostas ao fator de risco ‘sem atençãopré-natal’, da tabela 2x2 prévia).b) Interprete e sintetize seus resultados. De acordo com a evidência apresentada, o fator de risco mais im-portante associado ao baixo peso ao nascer é a ausência de atençãopré-natal; a força de associação entre estas duas variáveis, medidapelo risco relativo (RR), é a mais alta entre as estudadas (RR=5,53);as mães gestantes sem atenção pré-natal têm quase 6 vezes o riscodas mães gestantes com atenção pré-natal de dar à luz um bebê combaixo peso ao nascer. As outras três variáveis estudadas também pa-recem ser fatores de risco de baixo peso ao nascer.
  46. 46. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS48Exercício 3.7Complete a informação do quadro seguinte com relação ao impacto potencial associadoaos outros fatores de risco de doença cardiovascular (DCV) apresentados na tabela 3.16.Em primeiro lugar, os integrantes do grupo devem dispor os dados nasrespectivas tabelas 2x2:cardiomegalia doentes saudáveis totalExpostos 41 70 111 Ie= 369,4 por milNão expostos 177 824 1.001 Ine= 176,8 por milTotal 218 894 1.112 It= 196,0 por miltabagismo doentes saudáveis totalExpostos 181 619 800 Ie= 226,3 por milNão expostos 37 275 312 Ine= 118,6 por milTotal 218 894 1.112 It= 196,0 por milDepois, podem ser calculadas as medidas de força de associação e impactopotencial:fator de risco:medidacardiomegalia(medida pelo incremento dasombra cardíaca aos raios X)tabagismo(hábito de fumar cigarrospresente)risco relativo369,4176,8= 2,1226,3118,6= 1,9risco atribuível nos expostos 369,4 - 176,8 = 192,6 por mil 226,3 - 118,6 = 107,7 por milrisco atribuível na população 196,0 - 176,8 = 19,2 por mil 196,0 - 118,6 = 77,4 por milfração atribuível nos expostos369,4 - 176,8369,4x 100 = 52,1%226,3 - 118,6226,3x 100 = 47,6%fração atribuível na população196,0 - 176,8196,0x 100 = 9,8%196,0 - 118,6196,0x 100 = 39,5%
  47. 47. Módulo 4: Vigilância em saúde pública
  48. 48. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS50Exercício 4.1As observações citadas a seguir não são exaustivas.NOTIFICAÇÃO DE CASOSUTILIDADE LIMITAÇÕES• No geral, representam os únicos dados disponíveis.• Na maioria dos sistemas nacionais, há um requeri-mento legal estabelecido.• Proporciona informação local para a ação local emsaúde pública.• A qualidade dos dados é geralmente aceitável paradoenças severas ou raras.• Para algumas doenças é possível utilizar a notifica-ção de casos de unidades e locais sentinela.• Embora possam não dar conta da magnitude totaldo problema, eles indicam a tendência das doenças.• A cobertura de serviços de saúde costuma ser limi-tada.• As doenças notificáveis são, por necessidade, geral-mente agudas e infecciosas; muitas outras doençase eventos de saúde não são necessariamente ade-quados à vigilância através da notificação de casos.• O sistema pode ser lento e depender da certezadiagnóstica de numerosos e diferentes provedoresde saúde.• A não-notificação é comum e pode variar dando fal-sas tendências.• Nem todos os casos buscam atendimento médico,nem todos são diagnosticados e tampouco necessa-riamente notificados de forma oportuna.REGISTROS DE MORTALIDADEUTILIDADE LIMITAÇÕES• O registro de óbitos é a forma mais antiga e tradi-cional de notificação.• A Declaração de Óbito é um instrumento legal namaioria dos países.• Muitas doenças infecciosas severas que causam amorte exibem suficientes características clínicas, detal modo que permitem um diagnóstico certeiro.• São adequados para estimar a incidência da doen-ça, especialmente quando a letalidade da doença éconhecida.• Permitem estabelecer tendências e perfis de doençapor áreas geográficas e grupos de idade e sexo.• Existem muitas áreas onde apenas alguns óbitostêm atestado médico.• Refletem a incidência apenas quando existe umarazão relativamente constante entre mortes e ca-sos, quando a letalidade é muito baixa, os dados demortalidade podem não proporcionar uma avalia-ção precisa da ocorrência da doença.• Para doenças com longo período de latência, os da-dos de mortalidade refletem a incidência de muitosanos prévios.• O sub-registro de mortalidade ainda é de considerá-vel magnitude em muitos lugares.• Quando há múltiplas causas de morte, a de maiorsignificância em saúde pública pode se perder, prin-cipalmente aquelas de causa infecciosa.• Frequentemente há um grande atraso na tabulaçãoe publicação de dados de mortalidade.• As modificações nos critérios de classificação diag-nóstica limitam a comparação de dados de morta-lidade.
  49. 49. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 51PESQUISAS EPIDEMIOLÓGICASUTILIDADE LIMITAÇÕES• Podem fornecer informação mais completa sobreprevalência, incidência e mortalidade.• A maioria dos sistemas nacionais requer a notifica-ção de surtos e epidemias.• Certas doenças podem não ser fácil ou rapidamenteidentificadas como casos esporádicos; muitas delasnão representam uma ameaça de saúde pública atéocorrerem de forma epidêmica.• As pesquisas epidemiológicas oferecem a oportuni-dade de verificar a informação previamente recebi-da e avaliar a qualidade do sistema de vigilância emsaúde pública.• Permitem, em muitos casos, identificar causas, mo-dos de transmissão, fontes e fatores causais sobreos quais são implementadas intervenções em saúdepública.• Frequentemente, estimulam uma melhoria quanti-tativa e qualitativa na notificação e fortalecem asequipes locais de saúde.• O emprego de métodos padronizados permite, nor-malmente, fornecer informação de alta qualidade.• Precisam de pessoal treinado e recursos para podercoletar os dados.• Um surto de casos pode gerar falsas expectativaspor mais casos e enviesar a notificação.• Se a notificação de epidemias leva à adoção de me-didas restritivas severas, pode ocorrer a supressãode informações.• Pode ser difícil localizar as pessoas saudáveis e asdoentes.• As pessoas, principalmente as não doentes, podemnão se lembrar, com precisão, de fatos relevantespara a pesquisa ou podem atribuir seu mal-estar afalsas exposições de risco.• As pessoas podem opor resistência a fornecer dadosconfidenciais.• Geralmente a pesquisa limita-se à identificação desurtos de casos com proximidade, relacionados notempo e no espaço.REGISTROS DEMOGRÁFICOSUTILIDADE LIMITAÇÕES• Permitem classificar a população conforme suas ca-racterísticas.• Permitem estabelecer os denominadores necessá-rios para o cálculo de taxas e a estimativa de riscosabsolutos e relativos de adoecer e morrer.• Fornecem a base de informação comunitária para oplanejamento de intervenções em saúde pública e ofornecimento de serviços.• São úteis para projetar cenários futuros de dinâmicapopulacional e prever necessidades de atenção emsaúde, incluindo o potencial epidêmico de certasdoenças na população.• Por terem sua origem nos censos, geralmente estãodesatualizados.• Os dados mais atualizados geralmente representamestimativas baseadas em suposições de fecundidadepopulacional.• São pouco versáteis para considerar as mudançasdemográficas rápidas produzidas pelo movimentomigratório e o deslocamento de populações.• Existe uma multiplicidade de fontes e estimativasnão consistentes entre si.• Não necessariamente estão disponíveis com facilida-de no nível local.
  50. 50. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS52Exercício 4.2As observações citadas a seguir não são exaustivas.tuberculose raiva humana sífiliscasos por:• idade e sexo• data de início• área geográfica• forma clínica• baciloscopia• estado vacinal (BCG)casos por:• idade e sexo• data de início e óbito• área geográfica• ocupação/atividade• estado vacinal• tipo de reservatóriocasos por:• idade e sexo• data de início• área geográfica• ocupação/atividade• forma clínica ou sindrômicapopulação por:• idade e sexo• área geográficapopulação por:• idade e sexo• área geográfica• ocupação/atividadepopulação por:• idade e sexo• área geográfica• ocupação/atividadelaboratório:• baciloscopia inicial• baciloscopia pós-fase I• baciloscopia final• fármaco-resistêncialaboratório:• isolamento viral• histopatologialaboratório:• sorologia VDRL (opcional)• HIV (voluntário)reservatórios:• prevalência de infecção na comu-nidade• risco de infecção na comunidadereservatórios:• população animal por:–– espécie–– distribuição geográfica–– hábitos• casos em animais por:–– espécie–– período de tempo–– área geográficareservatórios:• prevalência de infecção na comu-nidade• risco de infecção na comunidademedidas de controle:• taxa de detecção de sintomáticosrespiratórios• tratamentos iniciados vs. trata-mentos completados• controle de contatos• cobertura BCG por:–– idade–– área geográficamedidas de controle:• cobertura de vacinação em popu-lação animal (canina)• proporção de cachorros captura-dos/ eliminados• proporção de pessoas expostas epessoas tratadasmedidas de controle:• proporção de casos detectados ecasos tratados• proporção de casos tratados e ca-sos curados• proporção de reinfecções
  51. 51. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 53Exercício 4.3I. Com os dados proporcionados na Tabela 4.1 (página 38 do Módulo 4) construaa curva epidêmica correspondente ao ano 2000 no espaço a seguir.Gráfico 4.6 Casos de Meningite meningocócica por mês; país X, 20000102030405060J F M A M J J A S O N DCasosMêsPergunta 1 Qual é a característica da evolução temporal da doença?A curva epidêmica mostra um padrão sazonal da meningite no país X noano 2000; a estação baixa da doença corresponde ao primeiro semestre doano (menos de 30 casos) e a estação alta durante a segunda metade do ano(entre 30 e 50 casos). A curva também sugere que a meningite meningo-cócica tem comportamento endêmico nesse lugar, posto que está presentedurante todo o ano. O gráfico mostra, por outro lado, um pico de quase 50casos de doença em julho de 2000. Na prática, esta única informação nãopermite discriminar com certeza se o pico observado corresponde a umatendência epidêmica ou se é parte da tendência sazonal endêmica própriada doença nesse lugar.Pergunta 2 Quando você consideraria que está diante de uma epidemia?Com esta informação não é possível identificar razoavelmente quando seestá diante de uma epidemia.Pergunta 3 Que anos você consideraria epidêmicos?A curva epidêmica isolada não permite distinguir quais anos são epidêmi-cos.
  52. 52. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS54Pergunta 4 Caso uma medida preventiva fosse aplicada, o que se esperaria disso?Eventualmente, espera-se que a curva epidêmica reflita a eficácia da medi-da preventiva aplicada por meio de uma redução no número de casos (outaxa de incidência), consecutivo à aplicação de tal medida (e que exista cor-respondência com o tempo que a medida de controle demora para surtirefeito populacional perceptível). Geralmente, uma medida de controle efe-tivamente aplicada a uma população durante o curso de uma epidemia, sereflete em um truncamento da curva epidêmica e em uma pendente (graude inclinação) descendente pronunciada. Desta maneira, a distribuição doscasos no tempo inverte sua asimetria (ou seja, adota a forma de uma curvaque “desce mais rápido do que demora para subir”, em cujo caso diz-se queestá ‘enviesada para a esquerda’, em contraste com o ‘curso natural’ de umaepidemia, onde a curva “sobe mais rápido do que demora em descer, ouseja, está ‘enviesada para a direita’).intervençãotempo tempodistribuição epidêmica sem intervenção distribuição epidêmica com intervençãoPergunta 5 Proponha uma definição de curva epidêmica.A curva epidêmica é uma representação gráfica da distribuição dos casosde uma doença em função do tempo em que ocorrem.
  53. 53. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 55II. Com os dados proporcionados na Tabela 4.1 (página 38 do Módulo 4) construao canal endêmico da meningite meningocócica no país X para o período 1993-1999 no espaço a seguir.Gráfico 4.7 Canal endêmico Meningite meningocócica por mês; País X, 1993-19990510152025J F M A M J J A S O N DcasosmesesPergunta 6 Qual é a característica da evolução temporal da doença?O canal endêmico mostra a tendência sazonal da meningite meningocócicano país X, com uma estação alta no meio do ano, entre maio e agosto, e omaior número de casos esperados em julho. O ponto mais baixo ocorre porvolta de fevereiro. O nível endêmico, que corresponde à mediana de casos,está ao redor de 10 ±2. As zonas de sucesso, segurança, alerta e epidemiaficam claramente definidas.Pergunta 7 Até quantos casos você esperaria em junho para considerar uma situaçãode alerta?Doze (12) casos. 11 é o valor mediano para junho e, portanto, marca afronteira entre a zona de segurança e a zona de alerta; com um critérioconservador, há quem possa dizer também que chegar a 11 casos já seriasuficiente para considerar uma situação de alerta.Pergunta 8 Quando você consideraria que uma medida preventiva foi efetiva?Além das considerações colocadas na pergunta 4 desse exercício, uma me-dida preventiva pode ser considerada efetiva quando a curva epidêmica,sobreposta ao canal endêmico, mostra que o número de casos abandona
  54. 54. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS56a zona de epidemia e dirige-se progressivamente às zonas de segurança esucesso.Pergunta 9 Quais são as diferenças entre canal endêmico e curva epidêmica?A diferença fundamental está no seu uso: a curva epidêmica é um instru-mento de monitoramento de uma situação epidemiológica; o canal epidê-mico é um instrumento de prognóstico epidêmico. Os dois instrumentos,na prática, são complementares.Pergunta 10 Proponha uma definição de canal endêmico.O canal endêmico é uma representação gráfica da tendência secular deuma doença para fins de prognóstico epidêmico.Pergunta 11 Compare a curva epidêmica de meningite meningocócica no país X no ano2000 com o canal endêmico 1993-1999 da mesma doença na mesma comu-nidade. Enumere a seguir suas observações e discuta o tema com o grupo.Que tipo de medidas específicas e em que momento poderiam ter sido to-madas?Canal endêmico e curva epidêmica Meningite meningocócica por mês; País X, 1993-199901020304050J F M A M J J A S O N DcasosmesesDesde abril de 2000, a distribuição de casos de meningite meningocócicaentrou na zona de alerta e é evidente que durante o resto do ano a situa-ção foi epidêmica, alcançando um pico de máxima atividade no começode julho. A magnitude do problema é consideravelmente maior que aquela
  55. 55. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 57que poderia ser inferida ao analisar somente a curva epidêmica (o Facili-tador pode sugerir ao grupo que revise suas respostas para a pergunta 1desse exercício). Há de se observar que em março de 2000 a situação cor-respondia à segurança, embora um mês antes tivesse estado muito próximada zona epidêmica. É provável que a tendência epidêmica da meningitemeningocócica no país X já viesse se definindo desde os meses anteriores.A Tabela 4.1 (página 38 da módulo 4) apresenta a informação mensal decasos dessa doença; com base na própria curva endêmica, é possível com-provar que durante o ano 2000, a meningite esteve em zona de alerta e/ouepidemia no país X. Naquele momento teria sido recomendável iniciar avacinação antimeningocócica; mais adiante, quimioterapia aos contatos eisolamento de tipo respiratório de pacientes e contatos.
  56. 56. Módulo 5: Investigação epidemiológica decampo: aplicação ao estudo de surtos
  57. 57. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS60Exercício 5.1Pergunta 1 De acordo com a informação apresentada, você considera que se iniciouuma epidemia de infecção por HIV na população feminina do país B du-rante o ano 2000?A discussão em grupo pode ser intensa neste ponto e deve limitar-se so-mente à interpretação da informação apresentada no gráfico. Em princípio,a curva epidêmica sugere, efetivamente, um aumento rápido e aparente-mente inusual da incidência de infecção HIV em mulheres na metade doano 2000 no país B. De fato, a incidência quintuplica em menos de seismeses. Em função do enfoque epidemiológico revisado ao longo das uni-dades anteriores, o grupo deveria estar em condições de argumentar a favore contra de uma provável situação epidêmica. Geralmente, como em todacurva epidêmica, a análise deve buscar esclarecer, com a informação dispo-nível, se a situação descrita é real ou aparente. Ou seja, explicável por mu-danças extraepidêmicas, tais como modificações na definição de caso, notipo de vigilância, no viés específico do sistema, nas mudanças nas políticasde controle da doença e na plausibilidade biológica e epidemiológica dedeterminada tendência observada na incidência de doença. No exemplo, ébem possível que o grupo finalmente chegue à conclusão de que a informa-ção disponível é insuficiente para esclarecer razoavelmente a situação. Nes-se caso, o Facilitador poderia estimular a reflexão grupal sobre as conse-quências em saúde pública ao postergar as decisões por falta de evidência.Pergunta 2 Em meados do mês de maio de 2000 o programa nacional de prevenção econtrole da AIDS do país B anuncia a distribuição gratuita de tratamen-to anti-retroviral para toda mulher gestante soropositiva ao HIV. À luz danova informação, você considera que se iniciou uma epidemia de infecçãopor HIV na população feminina do país B durante o ano 2000?A pergunta traz uma informação crucial para esclarecer a situação. Nessesentido, a tendência observada no gráfico não corresponde a uma epide-mia que tenha se iniciado no ano 2000, mas sim, ao efeito produzido peladecisão de distribuir tratamento gratuito à população de interesse. No en-tanto, do ponto de vista epidemiológico, essa decisão contribuiu de formadecisiva para deixar evidente uma situação epidêmica que provavelmente jávinha ocorrendo, mas, não havia se tornado visível (o que, além disso, temimplicações sobre a qualidade do sistema de vigilância em saúde pública).
  58. 58. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 61Exercício 5.2Pergunta 1 Qual foi a taxa de ataque inicial da doença? Qual foi a taxa de ataque finalda doença?taxa de ataque inicial:46192x 100 = 24,0%taxa de ataque final:108192x 100 = 56,3%Pergunta 2 Com a informação disponível, que definição de caso você proporia? Com-pare a sua proposta com as dos outros membros do grupo e estabeleça umadefinição consensual. Anote ambas as propostas.As respostas podem variar. Geralmente, a definição de caso para uma situa-ção como a descrita deveria se restringir a critérios clínicos e epidemiológi-cos (não de laboratório). Entre os critérios clínicos, poderia ser suficiente:mal-estar gastrointestinal de início súbito, com vômitos e/ou diarréias e/oudor abdominal e sem febre. Entre os critérios epidemiológicos: toda pessoaque tenha se hospedado no complexo hoteleiro rural mencionado duranteos dias da reunião técnica. Como não se sabe a data de início do primeirocaso, não é possível restringir mais o critério temporal da estadia no hotel(embora a informação disponível levasse a supor que a exposição ocorreuentre os primeiros dias da reunião). Por outro lado, a definição de caso po-deria se restringir somente aos participantes da reunião, até mesmo só aos“profissionais de saúde de fora”, mas isso descartaria a opção de identificarmais casos em outros hóspedes do hotel eventualmente expostos.
  59. 59. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS62Exercício 5.3Observe que o método gráfico apresentado para a estimativa do período provável deexposição aplica um critério conservador: o período mínimo de incubação situa-se apartir do limite ou fronteira inicial da barra que representa o primeiro caso observado,enquanto que o período máximo de incubação situa-se a partir do limite ou fronteirafinal da barra que representa o último caso observado. Esse critério assume que o pri-meiro caso ocorre o mais cedo possível, e o último, o mais tarde possível (durante os diasde ocorrência) e amplifica ao máximo a duração observada do surto.Gráfico 5.8 Leptospirose: curva epidêmica; lugar X, abril 2000duração = 13 diasperíodoprovável deexposiçãomínimo = 4 diasmáximo = 19 dias
  60. 60. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 63Pergunta 1 A duração do surto foi de:(b) 13 dias.Pergunta 2 O período provável de exposição foi:(c) de 9 a 10 de abril.Gráfico 5.9 Meningite meningocócica: curva epidêmica; hospital X, maio 1999duração = 7 diasmínimo = 2 diasmáximo = 10 diasperíodoprovável deexposiçãoPergunta 3 A duração do surto foi de:c) 7 dias.Pergunta 4 O período provável de exposição foi:d) 7 de maio.
  61. 61. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS64Exercício integrador em grupo – Surto de doença ictéricanuma área ruralPergunta 1 Determine se é um surto ou uma epidemia.Por definição, uma epidemia é a ocorrência de casos de doenças ou outroseventos de saúde com uma incidência maior do que a esperada para umaárea geográfica e período determinados. Como não se sabe a incidênciaesperada (tampouco se tem conhecimento sobre a incidência observada),ainda não é possível determinar razoavelmente que se trata de uma epide-mia. Pela aparente magnitude da situação (31 casos de uma síndrome icté-rica), seu aparente início súbito (menos de 3 meses) e também pela sua apa-rente localização espacial, esta situação poderia corresponder a um surto.De qualquer forma, a pouca evidência com a qual se conta é suficiente parasuspeitar da ocorrência de um conglomerado, ou seja, a agregação inusual,real ou aparente, de eventos de saúde que estão agrupados no tempo e/ouno espaço. Essa informação e as potenciais consequências em saúde públi-ca da propagação de uma doença ictérica formam uma situação de alertaepidêmica que justifica sua pesquisa.Pergunta 2 Até o momento, com que dados epidemiológicos você conta? Quais são osque mais chamam a sua atenção?No tempo: a aparente ocorrência de um conglomerado temporal de 31 ca-sos de síndrome ictérica, entre junho e agosto de 1986.No espaço: a aparente ocorrência de um conglomerado espacial de 31 casosde síndrome ictérica, na localidade de Huitzililla, 110 Km ao sul da capitaldo país.Em pessoas: 31 casos de síndrome ictérica de início súbito, com febre, as-tenia e icterícia; 75% dos quais ocorrem em pessoas de 25 a 44 anos, deambos os sexos, sem letalidade reportada.
  62. 62. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)Organização Pan-Americana da Saúde / OMS 65Pergunta 3 Enumere as possibilidades diagnósticas que deveriam ser levadas em conta.1. hepatite viral epidêmica (hepatite viral A);2. hepatite viral B3. leptospirose4. hepatite tóxica5. fasciolíase6. hepatite viral não-A, não-B7. amebíase8. mononucleose infecciosa9. ficomicose (mucormicose)10. outras hepatopatias11. outras condições hemolíticas12. doença nova emergente ou desconhecidaPergunta 4 Como você definiria um caso nesta situação (definição operacional decaso)?Toda pessoa que more em Huitzililla e que tenha apresentado icterícia apartir de 1º de junho de 1986.Pergunta 5 Você considera que estes são todos os casos? Como você procuraria maiscasos e o que você perguntaria?Não se pode considerar que aqueles sejam todos os casos sem antes execu-tar uma busca ativa na comunidade. Em muitas doenças hepáticas, só umaproporção de infecções são aparentes e destas, apenas uma proporção pros-segue com icterícia evidente. No geral, isso se aplica ao estudo de qualquerdoença em situação de alerta epidêmico. A busca ativa de casos vai depen-der dos recursos disponíveis e do nível de organização do sistema local desaúde, assim como do tamanho e dispersão da população e do apoio dasinstituições locais. Em Huitzililla pode acabar sendo eficiente realizar umcenso comunitário que permita identificar casos, enumerar a população,informar a população e explorar possíveis hipóteses sobre a ocorrência dedoenças. As perguntas básicas devem incluir a exploração da presença pas-sada e atual de sintomas ou sinais sugestivos da doença, incluindo asteniamarcante, colúria, icterícia ou outros que tenham chamado a atenção daspessoas. Além disso, deve analisar também a permanência e residência emHuitzililla durante o período de tempo considerado na definição de caso,o conhecimento sobre a ocorrência de outros casos na família, os amigose a comunidade e as idéias populares sobre a doença em questão. Após o
  63. 63. Manual do facilitador de gruposOrganização Pan-Americana da Saúde / OMS66censo comunitário, deveria ser estabelecido um sistema local de vigilânciaintensificada que identifique os casos com vistas ao futuro.Pergunta 6 Usando os dados do Quadro 1, caracterize o surto no tempo: use a Tabela 1e o Gráfico 1 para construir a curva epidêmica. O que esse gráfico sugere?Gráfico 1 Síndrome ictérica: casos por data de início; Huitzililla, Morelos, 198602468101220 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40 42 44CasosSemanas epidemiológicasA curva epidêmica não é típica de uma fonte comum pontual nem contí-nua, nem típica de uma epidemia propagada. De fato, a curva sugere queinicialmente pôde haver uma fonte comum contínua e mais tarde podeter ocorrido transmissão de pessoa a pessoa. Isso poderia explicar a pre-sença de vários picos ou modos na distribuição dos casos no tempo e suaprolongação horizontal. Cada pico poderia corresponder a um conglome-rado temporal (e talvez espacial) de casos na comunidade, que poderiamestar associados à exposição coletiva a uma fonte comum contínua ou até àtransmissão de pessoa a pessoa. Embora seja possível apreciar que a maiorquantidade de casos concentra-se por volta das semanas epidemiológicas30 a 36, tanto a curva ascendente, como a descendente, mostram, com suapendente, uma velocidade atenuada de propagação da doença na popula-ção. Essa situação implica considerar uma doença que pudesse ser explica-da tanto por fonte comum, como por transmissão de pessoa a pessoa. Deacordo com a lista de possibilidades diagnósticas da pergunta 3, destacam-se as hepatites infecciosas, possivelmente de etiologia viral.O Facilitador poderia considerar conveniente fazer referência entre o gru-po sobre os Gráficos 5.4 e 5.5 do Módulo 5 (páginas 32 e 33, respectivamen-te) para apreciar a forma da distribuição de casos no tempo em uma fontecomum única e numa epidemia propagada (esta última de hepatite viralA). Por outro lado, e a critério do Facilitador, o grupo poderia elaborar umnovo gráfico da curva epidêmica de Huitzililla selecionando uma unidadede tempo distinta. De fato, a construção de uma curva epidêmica não ne-

×