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ENGAJAMENTO DE STAKEHOLDERS
NOVAS POSSIBILIDADES NA GESTÃO SOCIOAMBIENTAL
ESTRATÉGICA E EDUCAÇÃO AMBIENTAL
MSc. Cleiton Luiz Foster Jardeweski
&
MSc. Maurício Düppre
Introdução
O Engajamento de Stakeholders, ou partes interessadas, foi reconhecida nas
últimas décadas como uma nova abordagem no relacionamento das instituições
com a sociedade, trazendo uma mudança no paradigma de gestão, onde a
instituição não é mais vista como um núcleo central dentro de seu próprio
universo, mas sim mais um nódulo atuante dentro de um tecido social formado por
diversas instituições, pessoas, interesses e percepções.
?
Edward Freeman, 1984
Em vez de argumentar que o trabalho
do gerente era maximizar os lucros
para os acionistas. Freeman
argumentou que a tarefa do gerente
era proteger e promover os direitos
das várias partes interessadas
corporativas. As partes interessadas
foram definidas por Freeman como
membros de grupos cuja experiência
era necessária para a sobrevivência da
empresa - acionistas, empregados,
clientes, fornecedores, a comunidade
local e o próprio gerente.
Na gestão dos negócios, existe uma noção crescente no Brasil de que as
partes interessadas interferem no sucesso (?) de uma empresa, isso
leva naturalmente ao desenvolvimento de abordagens para analisar as
partes interessadas, a fim de entender previamente seus interesses e
influência e como estas poderiam apoiar ou ameaçar o desempenho
das empresas.
No entanto, no âmbito da política, desenvolvimento e gestão de
recursos naturais, a análise das partes interessadas esta sendo cada vez
mais vista como uma abordagem que pode capacitar as partes
interessadas marginais e ou vulneráveis a influenciar nos processos de
tomada de decisão.
Dentro desta perspectiva a participação pública está cada vez mais
inserida na política ambiental nacional e internacional, na medida em
que os decisores reconhecem a necessidade de compreender quem é
afetado pelas decisões e ações que tomam e quem tem o poder de
influenciar seus resultados.
Um estudo de caso, no litoral norte e nordeste brasileiro, foi utilizado
para ilustrar as possibilidades e desenvolvimento da técnica em
questão, apresentando resultados e possíveis estratégias a serem
adotadas por empresas de Óleo & Gás na região.
Um estudo de caso, no litoral norte e nordeste brasileiro, foi utilizado
para ilustrar as possibilidades e desenvolvimento da técnica em
questão, apresentando resultados e possíveis estratégias a serem
adotadas por empresas de Óleo & Gás na região.
Um estudo de caso, no litoral norte e nordeste brasileiro, foi utilizado
para ilustrar as possibilidades e desenvolvimento da técnica em
questão, apresentando resultados e possíveis estratégias a serem
adotadas por empresas de Óleo & Gás na região.
Metodologia
Existe uma série de tipologias, metodologias e abordagens dentro
deste tema, no entanto no presente artigo será descrito a sumarização
descrita por Reed et al (2009), que sintetizou a metodologia em seis
etapas através das quais uma análise de stakeholders pode
normalmente prosseguir:
1. identificação do foco,
2. identificação dos limites do sistema,
3. identificar stakeholders e suas causas,
4. diferenciar e categorizar os stakeholders,
5. investigar relacionamentos e
6. recomendar futuras ações e engajar os atores.
Reed et al (2009) tomam uma posição normativa de que a análise das partes
interessadas pode levar ao desenho de estratégias e processos que representam e
envolvem de forma mais efetiva as partes interessadas nos processos de decisão
ambiental.
Fonte: Reed et al 2009
Estudo de Caso – Margem Equatorial
Foi realizado primeiramente uma pesquisa sobre potenciais atores
sociais relacionados e questões socioambientais da área de estudo,
sobre empreendimentos na fase exploratória, de óleo e gás na região
marítima.
Os atores mapeados foram separados por: Federal
Regional
Estadual
Municipal
Posteriormente os atores foram classificados nas seguintes categorias:
Agências
ambientais
Conselhos de
Áreas
Protegidas
Colônias de
Pesca
Empresas de
Petróleo
Associações de
Pescadores
ONGs
Ambientais
ONGs Sociais
Ministério
Público
Governo
Local
Governo
Regional
Governo
Federal
Marinha
Organizações
de Base
Comunitária
Universidades
Comércio
Local
Mídia Local
Seguidamente, os atores foram analisados através de uma matriz de
influência e impacto, divididos em três categorias cada (Alta, Média,
Baixa).
Foi adotado o conceito de Poder de
Mitchel et al (1997): habilidade para
levar alguém a fazer alguma coisa
que ele não teria de fazer sem ser
solicitado, esta influência (ou poder)
sobre a organização ou projeto, pode
ser coercitivo (força ou ameaça),
normativo (legislação, meios de
comunicação) ou utilitário (detém
recursos ou informações).
O conceito de impacto/interesse adotado é o quanto um stakeholder é afetado ou
influenciado pelo projeto
Através da resultante da matriz de análise de poder e impacto dos
stakeholders foi estabelecido os níveis de engajamento entre os
stakeholders.
Nível de Engajamento / Participação
Método de Engajamento Objetivo de Participação Pública Promessa para o Público
Informar
Prover informação objetiva e balanceada
para melhorar o entendimento das
questões, alternativas e soluções.
Nós iremos mantê-lo informado.
Consultar
Obter feedback dos stakeholders nas
análises, alternativas e/ou decisões.
Nós o manteremos informado,
escutaremos suas preocupações e
proveremos feeback em como a
informação do público influenciou nossas
decisões.
Envolver
Trabalhar diretametne com o público
através do processo a fim de garantir
que as questões e preocupações sejam
consistentemente compreendidas e
consideradas.
Nós iremos trabalhar com você para
garantir que suas preocupações e
questões sejam diretamente
consideradas nas alternativas
desenvolvidas e prover feedback em
como os aportes do público
influenciaram as decisões.
Colaborar
Fazer parcerias com o público em cada
aspecto da decisão incluindo o
desenvolvimento de alternativas e
identificação das soluções preferidas.
Nós iremos procurá-lodiretamente para
aconselhamento quanto a formulação de
soluções e incorporar seus conselhos e
recomendações nas decisões da
máxima maneira possível.
Empoderar
Colocar a tomada de decisão final nas
mãos do público.
Nós iremos implementar oque você
decidir.
Resultados
As companhias de petróleo, as agências ambientais e os conselhos de
unidade de conservação são os stakeholders com maior influência e
impacto. As companhias são os principais agentes do capital e
responsáveis pela exploração, o IBAMA possui grande influência no
licenciamento ambiental e os conselhos de unidade de conservação
tem grande influência na questão territorial.
Resultados
Alta
Baixa
Influência
Context setters Key players
Crowd Subjects
Interesse Alta
IBAMA
CGPEG
Conselhos de
Unidades de
Conservação
Companhias
de Petróleo
Resultados
Outros atores considerados chaves foram as instituições de pesca, que
são as colônias, sindicatos e associações de pescadores, por serem as
instituições representativas das comunidades tradicionais pesqueiras.
Este público, de modo geral, tem maior probabilidade de sofrer os
impactos diretos de empreendimentos deste tipo, em virtude da
sobreposição de territórios. As ONGs ambientais também merecem
destaque, devido a sua reatividade aos grandes impactos ambientais e
poderiam mobilizar outros atores contra os empreendimentos de óleo
e gás na região, e o Ministério Público que seria o órgão com grande
influência e, geralmente, o primeiro a ser acionado em ações civis
públicas contra grandes empreendimentos.
Resultados
Alta
Baixa
Influência
Context setters Key players
Crowd Subjects
Interesse Alta
IBAMA
CGPEG
ONGs
Ambientais
Colônias de
Pesca
Conselhos de
Unidades de
Conservação
Ministério
Público
Companhias
de Petróleo
Associações
de Pesca
Resultados
As outras categorias também são importantes, no entanto as categorias
supracitadas seriam as que possuem maior urgência no engajamento e
um planejamento mais detalhado no relacionamento e comunicação
prévios com estas categorias de stakeholders.
Resultados
Alta
Baixa
Influência
Context setters Key players
Crowd Subjects
Interesse Alta
Comunidades
de
Pescadores
IBAMA
CGPEG
Governo
Local
ONGs
Ambientais
Comércio
Local
Organizações
de Base
Comunitária
Colônias de
Pesca
Conselhos de
Unidades de
Conservação
Governo
Regional
ONGs
Sociais
Marinha
Mídia
Local
Ministério
Público
Universidades
Companhias
de Petróleo
Associações
de Pesca
Conclusões
O estudo de caso demonstrou possibilidade de maior entendimento
entre as forças sociais relacionadas a gestão de recursos naturais,
classificando atores sociais pela sua influência sociopolítica e o impacto
em que estão sujeitos num empreendimento de petróleo e gás na
região escolhida.
Este proporciona um melhor direcionamento na gestão estratégica e
comunicação com estas partes interessadas e gera novos insights e o
melhor entendimento de limites de ação e parcerias com atores.
Alta
Baixa
Influência
Context setters Key players
Crowd Subjects
Interesse Alta
Comunidades
de
Pescadores
IBAMA
CGPEG
Governo
Local
ONGs
Ambientais
Comércio
Local
Organizações
de Base
Comunitária
Colônias de
Pesca
Conselhos de
Unidades de
Conservação
Governo
Regional
ONGs
Sociais
Marinha
Mídia
Local
Ministério
Público
Universidades
Companhias
de Petróleo
Associações
de Pesca
Atores Chave: Trabalhar muito próximo!!!
Alta
Baixa
Influência
Context setters Key players
Crowd Subjects
Interesse Alta
Comunidades
de
Pescadores
IBAMA
CGPEG
Governo
Local
ONGs
Ambientais
Comércio
Local
Organizações
de Base
Comunitária
Colônias de
Pesca
Conselhos de
Unidades de
Conservação
Governo
Regional
ONGs
Sociais
Marinha
Mídia
Local
Ministério
Público
Universidades
Companhias
de Petróleo
Associações
de Pesca
Estabelecedores de Contexto:
Atores altamente influentes, mas
com pouco interesse. Procurar
trabalhar próximo, pois estes
podem ter um impacto
significativo no projeto
Alta
Baixa
Influência
Context setters Key players
Crowd Subjects
Interesse Alta
Comunidades
de
Pescadores
IBAMA
CGPEG
Governo
Local
ONGs
Ambientais
Comércio
Local
Organizações
de Base
Comunitária
Colônias de
Pesca
Conselhos de
Unidades de
Conservação
Governo
Regional
ONGs
Sociais
Marinha
Mídia
Local
Ministério
Público
Universidades
Companhias
de Petróleo
Associações
de Pesca
Sujeitos: Podem ser
afetados, mas
carecem de poder.
Podem se tornar
influentes pela
formação de alianças
com outros atores.
Muitas vezes incluem
grupos marginalizados
que você pode querer
empoderar.
Alta
Baixa
Influência
Context setters Key players
Crowd Subjects
Interesse Alta
Comunidades
de
Pescadores
IBAMA
CGPEG
Governo
Local
ONGs
Ambientais
Comércio
Local
Organizações
de Base
Comunitária
Colônias de
Pesca
Conselhos de
Unidades de
Conservação
Governo
Regional
ONGs
Sociais
Marinha
Mídia
Local
Ministério
Público
Universidades
Companhias
de Petróleo
Associações
de Pesca
Multidão: pouco
interesse e influência,
provavelmente não
vale a pena priorizar,
mas deve-se manter
atenção aos seus
interesses e
influências que
podem mudar com o
passar do tempo.
Conclusões
O engajamento de stakeholders mostra-se como uma ferramenta simples
que pode ampliar o diálogo, gerar aprendizado coletivo, adequar o
empreendimento e suas medidas mitigadoras a realidade socioambiental
local.
Os métodos de engajamento podem levar conhecimento e desmistificar
esses empreendimentos no mar para essas comunidades, gerenciando
expectativas e percepções, direcionando melhor as propostas de ação no
contexto socioambiental, qualificando ações de educação ambiental em
políticas públicas, intrínsecas a comunicação social, gestão de riscos
socioambientais e demais programas relacionados ao licenciamento
ambiental.
Referências
Freeman, R.E., 1984. Strategic Management: a Stakeholder Approach. Basic
Books, New York.
Mitchell, R. K.; Agle, B. R.; Wood, D. J. (1997). "Toward a Theory of
Stakeholder Identification and Salience: Defining the Principle of Who and
What Really Counts". Academy of Management Review (Academy of
Management) 22 (4): 853–886.
Reed, M. S., Graves, A., Dandy, N., Posthumus, H., Hubacek, K., Morris, J.,
Prell, C., Quinn, C.H., Stringer. L.C., 2009. Who’s in and why? A typology of
stakeholder analysis methods for natural resource management. Journal of
Environmental Management 90 (2009) 1933–1949.
Muito Obrigado!!
Contato:
Cleiton Luiz Foster Jardeweski
41-99963-0097
facebook/cleitonlfj
cleitonlfj@yahoo.com.br

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A importância das auditorias ambientais nas empresas
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Engagem Stakehldrs

  • 1. ENGAJAMENTO DE STAKEHOLDERS NOVAS POSSIBILIDADES NA GESTÃO SOCIOAMBIENTAL ESTRATÉGICA E EDUCAÇÃO AMBIENTAL MSc. Cleiton Luiz Foster Jardeweski & MSc. Maurício Düppre
  • 2. Introdução O Engajamento de Stakeholders, ou partes interessadas, foi reconhecida nas últimas décadas como uma nova abordagem no relacionamento das instituições com a sociedade, trazendo uma mudança no paradigma de gestão, onde a instituição não é mais vista como um núcleo central dentro de seu próprio universo, mas sim mais um nódulo atuante dentro de um tecido social formado por diversas instituições, pessoas, interesses e percepções.
  • 3.
  • 4.
  • 5. ?
  • 6. Edward Freeman, 1984 Em vez de argumentar que o trabalho do gerente era maximizar os lucros para os acionistas. Freeman argumentou que a tarefa do gerente era proteger e promover os direitos das várias partes interessadas corporativas. As partes interessadas foram definidas por Freeman como membros de grupos cuja experiência era necessária para a sobrevivência da empresa - acionistas, empregados, clientes, fornecedores, a comunidade local e o próprio gerente.
  • 7. Na gestão dos negócios, existe uma noção crescente no Brasil de que as partes interessadas interferem no sucesso (?) de uma empresa, isso leva naturalmente ao desenvolvimento de abordagens para analisar as partes interessadas, a fim de entender previamente seus interesses e influência e como estas poderiam apoiar ou ameaçar o desempenho das empresas.
  • 8. No entanto, no âmbito da política, desenvolvimento e gestão de recursos naturais, a análise das partes interessadas esta sendo cada vez mais vista como uma abordagem que pode capacitar as partes interessadas marginais e ou vulneráveis a influenciar nos processos de tomada de decisão.
  • 9. Dentro desta perspectiva a participação pública está cada vez mais inserida na política ambiental nacional e internacional, na medida em que os decisores reconhecem a necessidade de compreender quem é afetado pelas decisões e ações que tomam e quem tem o poder de influenciar seus resultados.
  • 10. Um estudo de caso, no litoral norte e nordeste brasileiro, foi utilizado para ilustrar as possibilidades e desenvolvimento da técnica em questão, apresentando resultados e possíveis estratégias a serem adotadas por empresas de Óleo & Gás na região.
  • 11. Um estudo de caso, no litoral norte e nordeste brasileiro, foi utilizado para ilustrar as possibilidades e desenvolvimento da técnica em questão, apresentando resultados e possíveis estratégias a serem adotadas por empresas de Óleo & Gás na região.
  • 12. Um estudo de caso, no litoral norte e nordeste brasileiro, foi utilizado para ilustrar as possibilidades e desenvolvimento da técnica em questão, apresentando resultados e possíveis estratégias a serem adotadas por empresas de Óleo & Gás na região.
  • 13. Metodologia Existe uma série de tipologias, metodologias e abordagens dentro deste tema, no entanto no presente artigo será descrito a sumarização descrita por Reed et al (2009), que sintetizou a metodologia em seis etapas através das quais uma análise de stakeholders pode normalmente prosseguir: 1. identificação do foco, 2. identificação dos limites do sistema, 3. identificar stakeholders e suas causas, 4. diferenciar e categorizar os stakeholders, 5. investigar relacionamentos e 6. recomendar futuras ações e engajar os atores.
  • 14. Reed et al (2009) tomam uma posição normativa de que a análise das partes interessadas pode levar ao desenho de estratégias e processos que representam e envolvem de forma mais efetiva as partes interessadas nos processos de decisão ambiental. Fonte: Reed et al 2009
  • 15. Estudo de Caso – Margem Equatorial Foi realizado primeiramente uma pesquisa sobre potenciais atores sociais relacionados e questões socioambientais da área de estudo, sobre empreendimentos na fase exploratória, de óleo e gás na região marítima. Os atores mapeados foram separados por: Federal Regional Estadual Municipal
  • 16. Posteriormente os atores foram classificados nas seguintes categorias: Agências ambientais Conselhos de Áreas Protegidas Colônias de Pesca Empresas de Petróleo Associações de Pescadores ONGs Ambientais ONGs Sociais Ministério Público Governo Local Governo Regional Governo Federal Marinha Organizações de Base Comunitária Universidades Comércio Local Mídia Local
  • 17. Seguidamente, os atores foram analisados através de uma matriz de influência e impacto, divididos em três categorias cada (Alta, Média, Baixa).
  • 18. Foi adotado o conceito de Poder de Mitchel et al (1997): habilidade para levar alguém a fazer alguma coisa que ele não teria de fazer sem ser solicitado, esta influência (ou poder) sobre a organização ou projeto, pode ser coercitivo (força ou ameaça), normativo (legislação, meios de comunicação) ou utilitário (detém recursos ou informações). O conceito de impacto/interesse adotado é o quanto um stakeholder é afetado ou influenciado pelo projeto
  • 19. Através da resultante da matriz de análise de poder e impacto dos stakeholders foi estabelecido os níveis de engajamento entre os stakeholders. Nível de Engajamento / Participação Método de Engajamento Objetivo de Participação Pública Promessa para o Público Informar Prover informação objetiva e balanceada para melhorar o entendimento das questões, alternativas e soluções. Nós iremos mantê-lo informado. Consultar Obter feedback dos stakeholders nas análises, alternativas e/ou decisões. Nós o manteremos informado, escutaremos suas preocupações e proveremos feeback em como a informação do público influenciou nossas decisões. Envolver Trabalhar diretametne com o público através do processo a fim de garantir que as questões e preocupações sejam consistentemente compreendidas e consideradas. Nós iremos trabalhar com você para garantir que suas preocupações e questões sejam diretamente consideradas nas alternativas desenvolvidas e prover feedback em como os aportes do público influenciaram as decisões. Colaborar Fazer parcerias com o público em cada aspecto da decisão incluindo o desenvolvimento de alternativas e identificação das soluções preferidas. Nós iremos procurá-lodiretamente para aconselhamento quanto a formulação de soluções e incorporar seus conselhos e recomendações nas decisões da máxima maneira possível. Empoderar Colocar a tomada de decisão final nas mãos do público. Nós iremos implementar oque você decidir.
  • 20. Resultados As companhias de petróleo, as agências ambientais e os conselhos de unidade de conservação são os stakeholders com maior influência e impacto. As companhias são os principais agentes do capital e responsáveis pela exploração, o IBAMA possui grande influência no licenciamento ambiental e os conselhos de unidade de conservação tem grande influência na questão territorial.
  • 21. Resultados Alta Baixa Influência Context setters Key players Crowd Subjects Interesse Alta IBAMA CGPEG Conselhos de Unidades de Conservação Companhias de Petróleo
  • 22. Resultados Outros atores considerados chaves foram as instituições de pesca, que são as colônias, sindicatos e associações de pescadores, por serem as instituições representativas das comunidades tradicionais pesqueiras. Este público, de modo geral, tem maior probabilidade de sofrer os impactos diretos de empreendimentos deste tipo, em virtude da sobreposição de territórios. As ONGs ambientais também merecem destaque, devido a sua reatividade aos grandes impactos ambientais e poderiam mobilizar outros atores contra os empreendimentos de óleo e gás na região, e o Ministério Público que seria o órgão com grande influência e, geralmente, o primeiro a ser acionado em ações civis públicas contra grandes empreendimentos.
  • 23. Resultados Alta Baixa Influência Context setters Key players Crowd Subjects Interesse Alta IBAMA CGPEG ONGs Ambientais Colônias de Pesca Conselhos de Unidades de Conservação Ministério Público Companhias de Petróleo Associações de Pesca
  • 24. Resultados As outras categorias também são importantes, no entanto as categorias supracitadas seriam as que possuem maior urgência no engajamento e um planejamento mais detalhado no relacionamento e comunicação prévios com estas categorias de stakeholders.
  • 25. Resultados Alta Baixa Influência Context setters Key players Crowd Subjects Interesse Alta Comunidades de Pescadores IBAMA CGPEG Governo Local ONGs Ambientais Comércio Local Organizações de Base Comunitária Colônias de Pesca Conselhos de Unidades de Conservação Governo Regional ONGs Sociais Marinha Mídia Local Ministério Público Universidades Companhias de Petróleo Associações de Pesca
  • 26. Conclusões O estudo de caso demonstrou possibilidade de maior entendimento entre as forças sociais relacionadas a gestão de recursos naturais, classificando atores sociais pela sua influência sociopolítica e o impacto em que estão sujeitos num empreendimento de petróleo e gás na região escolhida. Este proporciona um melhor direcionamento na gestão estratégica e comunicação com estas partes interessadas e gera novos insights e o melhor entendimento de limites de ação e parcerias com atores.
  • 27. Alta Baixa Influência Context setters Key players Crowd Subjects Interesse Alta Comunidades de Pescadores IBAMA CGPEG Governo Local ONGs Ambientais Comércio Local Organizações de Base Comunitária Colônias de Pesca Conselhos de Unidades de Conservação Governo Regional ONGs Sociais Marinha Mídia Local Ministério Público Universidades Companhias de Petróleo Associações de Pesca Atores Chave: Trabalhar muito próximo!!!
  • 28. Alta Baixa Influência Context setters Key players Crowd Subjects Interesse Alta Comunidades de Pescadores IBAMA CGPEG Governo Local ONGs Ambientais Comércio Local Organizações de Base Comunitária Colônias de Pesca Conselhos de Unidades de Conservação Governo Regional ONGs Sociais Marinha Mídia Local Ministério Público Universidades Companhias de Petróleo Associações de Pesca Estabelecedores de Contexto: Atores altamente influentes, mas com pouco interesse. Procurar trabalhar próximo, pois estes podem ter um impacto significativo no projeto
  • 29. Alta Baixa Influência Context setters Key players Crowd Subjects Interesse Alta Comunidades de Pescadores IBAMA CGPEG Governo Local ONGs Ambientais Comércio Local Organizações de Base Comunitária Colônias de Pesca Conselhos de Unidades de Conservação Governo Regional ONGs Sociais Marinha Mídia Local Ministério Público Universidades Companhias de Petróleo Associações de Pesca Sujeitos: Podem ser afetados, mas carecem de poder. Podem se tornar influentes pela formação de alianças com outros atores. Muitas vezes incluem grupos marginalizados que você pode querer empoderar.
  • 30. Alta Baixa Influência Context setters Key players Crowd Subjects Interesse Alta Comunidades de Pescadores IBAMA CGPEG Governo Local ONGs Ambientais Comércio Local Organizações de Base Comunitária Colônias de Pesca Conselhos de Unidades de Conservação Governo Regional ONGs Sociais Marinha Mídia Local Ministério Público Universidades Companhias de Petróleo Associações de Pesca Multidão: pouco interesse e influência, provavelmente não vale a pena priorizar, mas deve-se manter atenção aos seus interesses e influências que podem mudar com o passar do tempo.
  • 31. Conclusões O engajamento de stakeholders mostra-se como uma ferramenta simples que pode ampliar o diálogo, gerar aprendizado coletivo, adequar o empreendimento e suas medidas mitigadoras a realidade socioambiental local. Os métodos de engajamento podem levar conhecimento e desmistificar esses empreendimentos no mar para essas comunidades, gerenciando expectativas e percepções, direcionando melhor as propostas de ação no contexto socioambiental, qualificando ações de educação ambiental em políticas públicas, intrínsecas a comunicação social, gestão de riscos socioambientais e demais programas relacionados ao licenciamento ambiental.
  • 32. Referências Freeman, R.E., 1984. Strategic Management: a Stakeholder Approach. Basic Books, New York. Mitchell, R. K.; Agle, B. R.; Wood, D. J. (1997). "Toward a Theory of Stakeholder Identification and Salience: Defining the Principle of Who and What Really Counts". Academy of Management Review (Academy of Management) 22 (4): 853–886. Reed, M. S., Graves, A., Dandy, N., Posthumus, H., Hubacek, K., Morris, J., Prell, C., Quinn, C.H., Stringer. L.C., 2009. Who’s in and why? A typology of stakeholder analysis methods for natural resource management. Journal of Environmental Management 90 (2009) 1933–1949.
  • 33. Muito Obrigado!! Contato: Cleiton Luiz Foster Jardeweski 41-99963-0097 facebook/cleitonlfj cleitonlfj@yahoo.com.br