1 INTRODUÇÃONesse artigo abordamos a Formação Docente e o Professor Crítico-Reflexivo em sua formação Inicial, Continuada....
seguintes disciplinas: psicologia da educação, sociologia – geral e da educação, história da educação, filosofia daeducaçã...
que configuram uma sociedade profundamente desigual e injusta que vem esmagando a grande maioria da população erelegando-a...
[...] a formação do educador deve levá-lo a discutir o significado da educação no contexto da vida social concreta, uma ve...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

1 introdução práticas 1º ano cn

318 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
318
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
6
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

1 introdução práticas 1º ano cn

  1. 1. 1 INTRODUÇÃONesse artigo abordamos a Formação Docente e o Professor Crítico-Reflexivo em sua formação Inicial, Continuada. Foienfatizada a necessidade da constante busca por novos conhecimentos, sendo que o professor não deve apenascontentar-se com sua formação inicial, mas também estar à procura de se renovar a cada dia e para isso são necessáriosentão novos métodos de avaliações, metodologias, maneiras mais instigantes de repassar os conteúdos, preocupando-seem formar um indivíduo mais preparado para a sociedade atual .2 Definindo o Professor Crítico-Reflexivo na Formação InicialEm 1937, o governo Getúlio Vargas cria a Universidade do Brasil, que pelo Decreto – Lei nº 1.190 de 1939, denominava-sea Faculdade Nacional de Educação de Faculdade Nacional de Filosofia, que se compunha em quatro seções: filosofia,ciências, letras e pedagogia – incluiu-se a didática.Segundo PIMENTA (1997; P.95) seria a primeira vez que a legislação abrangia um curso específico de pedagogia, queformaria o licenciado para o magistério em cursos normais, além de oferecer o bacharelado para o exercício dos cargostécnicos de educação. Porém, a autor afirma que ao analisar o referido Decreto constata a "inoportunidade" da formaçãodos técnicos em educação, haja vista que "naquela época, as funções de planejamento, organização e execução doprocesso educacional ainda não alcançavam níveis de objetiva especialização".A estruturação do curso de pedagogia estabelecido em 1939, indica a adoção de um currículo muito genérico e imprecisoquanto ao significado real desse curso. Nesse contexto, observa-se que a formação dos técnicos de educação éinfluenciada pelos escolanovistas, inferindo à legislação uma idéia pragmática de pedagogia, de que ao pedagogo cabe opapel de cuidar dos métodos e das técnicas de ensinar. Para uma melhor visualização dessa questão, BREZEZINSKI apudPIMENTA (2000; P.95) que aponta:O pragmatismo funcional é a própria negação da verticalidade e do aprofundamento da pesquisa; não há elaboraçãoteórica. O professor (...) não se aprofunda em estudos da Pedagogia como campo de saber, isto é, não busca a teoriaelaborada, através da pesquisa, como se fosse possível separar o indissociável: teoria e prática.O curso de Pedagogia instituído em 1939, formava bacharéis denominados "técnicos em educação". Nessa mesma época,a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo instituía os cursos de sociologia e psicologia aosdemais. Posteriormente, os cursos de sociologia e de psicologia inclinaram seus estudos e pesquisas à área da Educação,mais precisamente, da aprendizagem pelo curso de psicologia, e da escola como uma instituição social pelo curso dasociologia.Para suprir as novas necessidades da ditadura surgem as Leis Orgânicas de Gustavo Capanema – as Leis Orgânicas doEnsino, que formavam um conjunto de Reformas que foram promulgadas entre 1942 e 1946. São emitidos vários Decretosque têm como objetivos reformular o sistema de ensino, produzindo mão-de-obra qualificada para o trabalho visando, assima atender as necessidades do mercado de trabalho.As Leis Orgânicas constituíram-se em vários Decretos no período de 1942 a 1946, e tencionavam reformular o ensinoprimário, secundário, comercial, industrial e o normal.Determinando através de seus atos a disposição das diferentes classes sociais das elites e das classes populares –determinando uma educação para a classe dominante e outra inferior para a classe dominada, porém essa disposiçãoacontecia de forma implícita e velada. É nesse momento e dessa forma que surge o Ensino Profissionalizanteparalelamente ao ensino público, com o objetivo de atender de forma imediata ou em curto prazo o mercado de trabalho.Em 1946, a Constituição Federal enfatiza a necessidade de uma Lei sobre a qual a União deveria Legislar sobre Diretrizese Bases da Educação – unificando os sistemas de ensino dos Estados e do Distrito Federal – determinado, assim, apossibilidade da organização e instalação de um sistema nacional de educação que viesse a ser um instrumento dedemocratização da educação através da universalização da escola básica.O caminho aberto pela Constituição de 1946 possibilitou a elaboração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que foiiniciada em 1947 e promulgada em 20 de dezembro de 1961 (Nasce a 1a LDB com quinze anos de atraso). A Lei nº4.024/61 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, embora pretendesse tratar da "Educação Nacional" limitou-seà organização escolar.No que se refere à formação de profissionais da Educação a 1º LDB propõe uma descentralização e maior liberdade paraos sistemas e estabelecimentos de ensino, visando com isso, a fortalecer os cursos normais e a formação de professorespara o Ensino Médio. A referida Lei reformulou os cursos de licenciatura, visto que até então, para obter o grau delicenciado, o professor fazia o curso de Bacharelado em 3 anos, e ao concluí-lo, ingressava no curso de Licenciatura, pormais 1 ano.A formação de professores para o ensino primário ocorria em escola normal de grau ginasial, de no mínimo de 4 sériesanuais, pois além das disciplinas obrigatórias do curso secundário ginasial, a preparação pedagógica ocorria através das
  2. 2. seguintes disciplinas: psicologia da educação, sociologia – geral e da educação, história da educação, filosofia daeducação, administração escolar, além de duas disciplinas a serem escolhidas pelas instituições.A Lei nº 5692/71- Lei da Reforma do Ensino de 1º e 2º grau, revogou e substituiu os dispositivos da Lei nº 4024/61 sobre oensino primário, médio e superior, além de alterar a sua denominação para o ensino de primeiro e segundo graus.Após 10 anos da edição da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a Lei 5.692/71, veio reformular o ensino de 1ºe 2º grau e fixou como objetivo geral em seu Artigo 1º: "O ensino de 1º e 2º graus tem por objetivo geral proporcionar aoeducando a formação necessária ao desenvolvimento de suas potencialidades como elemento de auto-realização,qualificação para o trabalho e preparo para o exercício consciente da cidadania."Observa-se que a referida Lei expressa no seu Artigo 1º os objetivos do ensino de 1º e 2º graus, a partir dodesenvolvimento das potencialidades do aluno em três aspectos: uma dimensão pessoal de auto-realização, outra decaráter individual e social de qualificação para o trabalho, e a terceira, nitidamente social, que se refere ao preparo para oexercício de uma cidadania consciente.A formação de professores utiliza-se da imagem do professor como um ser "sujeito", crítico, reflexivo e inovador, quefavoreça uma aprendizagem significativa aos alunos, que necessita ser contextualizada. O processo de formação dá-se emuma troca dialética com o outro. Dessa forma, a formação de professores abrange processos de formação, preparação,profissionalização e socialização dos professores através de princípios consolidados com o educar e com o ensinar.No que se refere à formação de professores de 1º e 2º graus a Lei 5.692/71 ainda estabeleceu no seu Artigo 30 e em seusparágrafos que:Exigir-se-á como formação para o exercício do magistério:a) no ensino de 1º grau – da 1ª à 4ª séries, habilitação específica de 2º grau;b) no ensino de 1º grau – da 1ª à 8ª séries, habilitação específica de grau superior, em nível de graduação, representadapor licenciatura de 1º grau obtida em curso de curta duração;c) em todo o ensino de 1º e 2º graus, habilitação específica obtida em curso superior de graduação correspondente àlicenciatura plena.Parágrafo 1º - Os professores a que se refere à letra "(a)" poderão lecionar na 5ª série e 6ª séries do ensino de 1º grau, sesua habilitação houver sido obtida em quatro séries ou, quando em três, mediante estudos adicionais correspondentes háum ano letivo que incluirão, quando for o caso, formação pedagógica.Devido aos diversos níveis de formação de professores tornou-se necessário criar mecanismos de incentivo, vinculadosaos níveis de formação de cada professor – incentivos salariais. Portanto, os salários altos destinavam-se ao professor quetivesse maior qualificação, independentemente de qual grau e qual série o mesmo lecionasse.No seu processo de formação, o professor deve ser capaz de perceber as relações existentes entre as atividadeseducacionais e as relações sociais, políticas, econômicas, psicológicas, históricas, culturais, entre outras, em meio ao qualo processo educacional ocorre. Tornando-se assim, capaz de com suas ações atuar como agente de transformações nessarealidade a qual faz parte, assumindo o seu papel social e o seu compromisso com a sociedade.Vale ressaltar, que as transformações das práticas docentes só se efetivaram à medida que o professor amplia suaconsciência sobre a própria prática, sobre a sala de aula, a escola e sobre a sociedade como um todo.Nesse contexto, professor reflexivo como agente de uma prática transformadora, deve abandonar os princípios instalados apartir da sua formação inicial, que se baseava na racionalidade técnica, transformando a sua ação de mero executor dedecisões alheias e ampliando sua visão sobre as diversidades encontradas tanto na sociedade, quanto na sala de aula.Essa prática reflexiva capaz de perceber e desmistificar as desigualdades e as injustiças que se reproduzem, possui umcaráter emancipatório. Enfatizamos que essas questões devem ser tratadas de forma objetiva, clara, aberta, consciente eprecisa, através de uma ação docente de qualidade que possa minimizar as desigualdades e injustiças sociais existentesna realidade social e educacional.Pensar na reformulação dos papéis assumidos pelos professores é pensar sobre a reformulação nos cursos de formaçãodos profissionais da educação, haja vista que os mesmos devem obedecer a outros princípios para nortearem essaformação – princípios estes que foram apontados no capítulo anterior. Sobre esse aspecto aponto que os cursos deformação de professores devem estabelecer vínculos entre a educação com o sistema social, político e econômico dasociedade brasileira. Sobre esse aspecto considero BREZEZINSKI (1996; P.171) ao afirmar que a questão:Da formação do educador deve ser examinada de forma contextualizada (...) Insere-se na crise educacional brasileira aqual constitui uma das facetas de uma problemática mais ampla, expressão das condições econômicas, políticas e sociais
  3. 3. que configuram uma sociedade profundamente desigual e injusta que vem esmagando a grande maioria da população erelegando-a a uma situação de exploração e miséria.Nesse contexto, a formação do professor, deve favorecer ao profissional da educação, uma visão sobre as dimensõessociais e política do seu trabalho como professor, uma vez que, ao desenvolver o seu trabalho pedagógico devedesenvolver o conteúdo ministrado, contextualizado-o com a realidade social, com a política educacional e econômica dopaís, ou seja, com a realidade concreta do aluno.Apontamos que essa contextualização deve efetivar-se a partir dos conteúdos ministrados, dos questionamentos trocadosna sala de aula entre professor e aluno, da postura do professor com relação à realidade que está inserido nos diversoscontextos: técnicos, políticos, sociais, humanísticos, culturais, entre outros.Observamos que nas ações dos professores são expressos concretamente o seu compromisso ético com a educação e asua competência em incluir suas práticas pedagógicas às ações dos alunos, inserindo-as na realidade social dos mesmos.Nesse sentido BREZEZINSKI (1996; P.170 – 171) aponta que a prática educacional: "Tem a prática social como ponto departida e de chegada; (...) a transformação do sistema educacional exige e supõe sua articulação com a própria mudançaestrutural da sociedade em busca de condições de vidas justas, democráticas, igualitárias para as classes populares."A partir da prática pedagógica - ou seja das ações, do compromisso ético do professor com a educação à qual se propõe -pode-se visualizar a objetividade na análise da construção ética dos objetivos a que essa educação se propõe, através deações conservadoras ou transformadoras. Sendo assim, o compromisso ético e social do profissional da educação traduz adimensão política do currículo pelo qual o mesmo foi formado.Os saberes docentes da experiência são aqueles produzidos no cotidiano docente através de uma constante reflexão sobrea sua prática. Sobre esse aspecto apontamos a prática reflexiva de SCHÖN (2000) que propôs o conceito de "reflexão-na-acção" ser o processo ao qual os práticos, inclusive os professores, aprendam através da análise e da interpretação da suaprópria atividade docente, sempre tendo preocupação com o alunado a ser .3 Definindo o Professor Crítico- Reflexivo na Formação ContinuadaA temática Formação de Professores, hoje, transforma-se em uma área complexa de conhecimentos e investigação, àmedida que busca oferecer soluções necessárias aos sistemas educativos, mas que na busca das mesmas, acaba porapontar outros problemas como: preocupar-se mais com o aluno do que com o conteúdo ministrado, com o objetivo doaluno apreender tais conteúdos, sobre a aplicabilidade desses conteúdos na sua realidade, com a necessidade de tornaresse aluno um ser crítico, reflexivo e participativo, entre outros.Apontamos então princípios que devem estar subjacentes em toda trajetória de formação de professores a partir do olharde outros autores, a saber: O 1º Princípio é o de conceber-se a formação de professores como um ato contínuo: Aformação de professores é vista como um processo composto por várias fases distintas, que possuem seus respectivosprincípios éticos, didáticos e pedagógicos, independentemente dos níveis de formação. Sobre esse aspecto FULLAN apudGARCÍA (1999; P.27) para enfatizar que o:[...] desenvolvimento profissional é um projecto ao longo da carreira desde a formação inicial, à iniciação, aodesenvolvimento profissional continuo através da própria carreira... O desenvolvimento profissional é uma aprendizagemcontínua, interactiva, acumulativa, que combina uma variedade de formatos de aprendizagem.Observa-se que a esse princípio implica-se a necessidade de uma interligação entre a formação inicial dos professores e aformação continuada. O 2º e o 3º Princípios referem-se sobre a necessidade de integrar-se à formação de professores emprocessos de mudança, inovação e desenvolvimento curricular: Deve-se analisar a formação de professores em relação aodesenvolvimento curricular e propiciar a essa formação estratégias que favoreçam uma melhoria ao ensino. Parafundamentar esse princípio ESCUDEIRO apud GARCÍA (1999; P.27) que a:[...] formação e a mudança têm de ser pensadas em conjunto; como duas faces da mesma moeda. Hoje é poucodefensável uma perspectiva sobre a mudança para a melhoria da educação que não seja, em si mesma, capacitadora,geradora de sonho e compromisso, estimuladora de novas aprendizagens e, em suma, formativa para os agentes que têmde desenvolver na prática as reformas.Essa formação continuada atenderia o desenvolvimento pessoal – individual e coletivo da classe docente, a partir daconstrução de novas competências e de um novo perfil profissional do corpo docente através de aperfeiçoamento derecursos humanos e da capacitação dos profissionais que atuam em nome da educação. A construção desse novo perfilprofissional docente encontra-se alicerçado através das mudanças pessoais como alavancas para atingir mudançasorganizacionais e estruturais, necessárias aos contextos atuais.Torna-se necessário o desenvolvimento da formação continuada do professor para que o mesmo não estagne diante de umquadro de mudanças constantes e se perca, ou se omita da sua função social, visto que o processo educacional não ocorreisoladamente e pode manifestar-se como meio de exclusão social. Sobre esse aspecto SEVERINO (1986; P.14) enfatizaque:
  4. 4. [...] a formação do educador deve levá-lo a discutir o significado da educação no contexto da vida social concreta, uma vezque ela, a educação, é fruto e deveria ser agente desta vida social e política (...) Além da qualificação técno-cientifica e danova consciência social, é ainda exigência da preparação dos professores uma profunda formação filosófica[ ...]Percebe-se que, a profissão de "professor" deve estar muito além daquela proposta pelo sistema, que se utiliza desteprofissional como uma "arma" a fim de reproduzir alienação. Portanto, a conduta do professor na sala de aula, sua visãosocial e política influenciarão diretamente como um agente estimulador ou inibidor do processo de aprendizagem.Segundo NÓVOA (1999) o desenvolvimento pessoal: "o produzir a vida do professor", definiria a identidade profissionaldesse professor a partir de ações críticas e reflexivas, caracterizadas como um investimento pessoal, que refletiria a suadimensão pessoal e profissional.Produzir a vida do professor implica em valorizar o seu desenvolvimento, o seu trabalho crítico-reflexivo sobre as práticasque realiza e sobre suas experiências compartilhadas. Sobre essa formação que aqui se delimita NOVOA (1995; P.25)enfatiza que: A formação não se constrói por acumulação (de cursos, de conhecimentos ou de técnicas), mas sim atravésde um trabalho de reflexividade critica sobre as praticas e de (re) construção permanente de uma identidade pessoal.CONCLUSÃOA formação se constrói a partir de uma reflexão crítica. Esse processo de formação atende a uma dimensão pedagógica deuma forma dinâmica, visto que atende conjuntamente a produção de saberes agregada a uma rede de significados numatroca dialógica entre os professores. A consolidação dos saberes emergentes da pratica profissional proporciona um meiode socialização dos saberes produzidos entre os professores – desenvolvendo assim uma nova cultura entre o corpodocente, além de favorecer a construção de uma autonomia consistente na referida classe.Cabe ao professor refletir e analisar sobre a sua formação, e constatar que o seu processo de formação está acabado ounão. Vale ressaltar que, essa constatação parte da reflexão do professor sobre as suas necessidades e que esse atoreflexivo irá determinar a sua identidade – o seu papel profissional e social – e as ações que proporcionem no seudesenvolvimento habilidades cognitivas, afetivas e sociais.Fonte: http://www.webartigos.com/articles/34049/1/A-FORMACAO-DOCENTE-E-O-PROFESSOR-CRITICO-REFLEXIVO-POR-UMA-NOVA-ACAO-PEDAGOGICA/pagina1.html#ixzz16gTSg4BL

×