Curso de Fotografia      Edição 01 – Julho/04
Apresentação        Esta apostila tem o objetivo de proporcionar ao estudante um conhecimentobásico sobre a fotografia. Ne...
SumárioAPRESENTAÇÃO..........................................................................................................
ACESSÓRIOS...................................................................................................................
Um pequeno histórico da fotografia          No século XVI inovações e descobertas no campo da física e da químicapossibili...
Em 1813 o francês Joseph Niecéphore Niepce, inventor do litógrafo, pesquisandoum método automático de copiar desenhos a tr...
Somente em agosto de 1839, depois que a autenticidade de seus retratos foiposta em dúvida, é que ele revelou que o compost...
Vale a pena conhecer        Segundo Henri Cartier-Bresson, mago da fotografia preto e branco e doflagrante, “fotografar é ...
Visualização        O termo visualização se refere a todo o processo emocional-mental da criação deuma foto, e como tal, é...
A câmera fotográfica basica         De forma bem simples, qualquer câmera fotográfica é um instrumento de fazerimagens em ...
realizam este trabalho, que é sempre o mesmo: Fazer com que a luz, controlada, atinja ofilme e produza um imagem.
A câmera fotográfica          A câmera fotográfica é hoje um objeto comum utilizado tanto por hobby quantopara trabalho. I...
nublado ou com uso de flash. Geralmente também não podemos selecionar o tipo defilme utilizado. Quando muito, algumas perm...
− Segurar corretamente e com firmeza− Manter a distância correta. Alguns modelos de câmeras automáticas permitem a   focal...
Componentes da câmerafotográfica         Existem componentes básicos que todas as câmera fotográficas, não importa sesimpl...
É um mecanismo existente no interior da objetiva que possibilita controlar aquantidade de luz que irá atingir o filme. Qua...
Como podemos observar na ilustração anterior, quanto maior a abertura dodiafragma, menor a profundidade de campo, e quanto...
Obturador de plano focal         É uma cortina localizada entre a objetiva e o filme, cuja função é controlar otempo de pe...
© Mauro Goulart             Velocidade alta            Com velocidades abaixo de 60, ou 30 para aqueles que não tem mão fi...
longas, de forma a evitar que se tenha de ficar pressionando o botão do disparador pormuito tempo. Para fotos em B é recom...
Cabos disparadoresIndicador de sensibilidade do filme          Existem dois padrões internacionais de indicação da sensibi...
Visor          O visor permite ao fotógrafo ver aquilo que será incluido na fotografia. Atravésdele se observa, seleciona ...
ocasião. Alguns fotógrafos mais experientes usam a sua “sensibilidade” (leia-seadivinhação) para ajustar velocidade e aber...
principalmente se o tema principal ocupar apenas uma parte do quadro e o espaçorestante for muito mais claro ou escuro.   ...
As aberturas são indicadas pelos números "F" (Factor), conforme estudamos no ítem“Diafragma”. Quanto menor o valor disponí...
Milimetragem e ângulo de visão das objetivas     Grande angular:         Provoca o afastamento da imagem, principalmente n...
A lente ou objetiva normal é aquela cuja distância focal corresponde a medida dadiagonal do negativo.        As câmeras qu...
A macro-objetiva possibilita a reprodução de 1 por 1, ou seja, a imagem será reproduzidano filme no seu tamanho real por p...
Fole de extensão
Outros tipos de câmeras      Existem ainda outros tipos de formato de câmeras definidas de acordo com otamanho do filme qu...
Câmeras de grande formato       As câmeras de grande formato são de difícil manuseio e mais pesadas do que ascâmeras 35mm ...
Ainda com preços excessivamente altos, as câmeras digitais top de linha oferecemuma série de vantagens ao fotógrafo que bu...
O filme          Para melhor utilizarmos os filmes devemos entender as partes que o compõe.Básicamente, todos filmes são c...
em alto contraste. Os filmes pancromáticos são sensíveis a todas as cores, produzindodiversas tonalidades de cinza entre o...
Flash              Flash eletrônico portátil                    Flash de estúdio        Quando não há luz suficiente para ...
Flash descartável         Existem flashs que servem apenas para uma única foto. Ele acende-se umaúnica vez através de uma ...
Um flash comandado por fotocélula tanto pode vir embutido na câmera quantoser independente, acoplável à máquina ou de supo...
pessoas. Calcule a distância que a luz percorrerá do flash à parede e daí ao modelo, estaserá a distância total percorrida...
mais comum que a partir da sensibilidade do filme e da distância do flash ao motivo sedefina a abertura do diafragma neces...
AcessóriosTripé          O tripé é um acessório básico e fundamental, muito utilizado para fotografiasonde exista pouca lu...
Filtros          É uma lente de vidro ou uma transparência de gelatina plastificada utilizado nafrente da objetiva que mod...
Princípios da composiçãofotográfica          A composição fotográfica é a arte de selecionar e arranjar de maneiraharmonio...
Você pode usar a regra do terço como um guia para a colocação do assunto forado centro da área fotografada.        Antes d...
© Arquivo Senac        Você pode também usar linhas que conduzam a atenção do observador para ocentro de interesse.       ...
© Mauro Goulart          Uma foto bem equilibrada dispõe os objetos de forma que eles não fiquemconcentrados em um único p...
Lembre-se que nós enxergamos tridimensionalmente, mas frequentemente nosconcentramos somente no assunto principal, não per...
Quando a idéia for de proximidade, de modo que as distâncias aparentem sermais curtas, podemos colocar a linha do horizont...
© Arquivo Senac        A não ser em ladeiras ou objetos e locais normamente inclinados, o chão deveficar sempre na horizon...
Luz         Diferentes tipos de fotos requerem diferentes graus de iluminação.Dias nublados são melhores para fotografar p...
Luz posterior          Iluminação que vem por trás da pessoa ou objeto a ser fotografado. Se o solestiver muito forte, pro...
Roda das cores
Defeitos comuns na fotografiaAssunto borrado: Qualquer assunto em movimento sairá borrado se fotografado comvelocidade bai...
Velatura: Coloque o filme na câmera sempre ao abrigo da luz direta, para evitar exposiçãoindevida (velatura) do filme. Fil...
Ficha técnica         Fotografar é uma experiência pessoal baseada na prática e na observação.A pessoa que procura sempre ...
TIPO DE MÁQUINA_________________________________________________TIPO DE FILME_____________________________________________...
BUSSELE, Michael. Tudo sobre fotografia. 4ª ed.. São Paulo: Livraria Pioneira Editora,1988.OLIVEIRA JR., Antônio Ribeiro d...
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  1. 1. Curso de Fotografia Edição 01 – Julho/04
  2. 2. Apresentação Esta apostila tem o objetivo de proporcionar ao estudante um conhecimentobásico sobre a fotografia. Nela estão inclusos o funcionamento dos diferentes tipos decâmeras fotográficas, seus acessórios, noções sobre os diversos tipos de filmes,composição e enquadramento. Este é somente o passo inicial para aqueles que querem fazer do ato de fotograruma profissão. A fotografia é um tema fascinante e complexo e que exigirá do alunodedicação, aprendizado e pesquisa durante toda a sua futura carreira.
  3. 3. SumárioAPRESENTAÇÃO...................................................................................................................................3SUMÁRIO................................................................................................................................................ 4UM PEQUENO HISTÓRICO DA FOTOGRAFIA............................................................................. 6 VALE A PENA CONHECER..............................................................................................................................9VISUALIZAÇÃO...................................................................................................................................10A CÂMERA FOTOGRÁFICA.............................................................................................................13 OS DIVERSOS TIPOS DE CÂMERAS FOTOGRÁFICAS............................................................................................ 13 Câmeras simples.............................................................................................................................. 13 Câmeras automáticas...................................................................................................................... 14 Câmeras ajustáveis ou manuais...................................................................................................... 15COMPONENTES DA CÂMERA FOTOGRÁFICA..........................................................................16 CORPO DA CÂMERA................................................................................................................................... 16 DIAFRAGMA.............................................................................................................................................16 Profundidade de campo................................................................................................................... 17 OBTURADOR............................................................................................................................................ 18 Combinação velocidade-abertura................................................................................................... 21 DISPARADOR............................................................................................................................................21 INDICADOR DE SENSIBILIDADE DO FILME....................................................................................................... 22 VISOR.....................................................................................................................................................23 CONTADOR DE EXPOSIÇÕES.........................................................................................................................23 MECANISMO DE TRANSPORTE DO FILME........................................................................................................ 23 FOTÔMETRO.............................................................................................................................................23 OBJETIVAS...............................................................................................................................................25 Tipos de objetivas............................................................................................................................ 26 Tubo de extensão:............................................................................................................................ 29 Fole de extensão:............................................................................................................................. 29OUTROS TIPOS DE CÂMERAS........................................................................................................ 31CÂMERAS DE GRANDE FORMATO ..............................................................................................32O FILME.................................................................................................................................................34 SUB-EXPOSIÇÃO........................................................................................................................................35 SUPER-EXPOSIÇÃO.....................................................................................................................................35FLASH.................................................................................................................................................... 36 Flash eletrônico embutido............................................................................................................... 36 Flash descartável.............................................................................................................................37 Flash manual................................................................................................................................... 37 Flash eletrônico controlado por fotocélula..................................................................................... 37 Números-guia.................................................................................................................................. 38 Manuseios e cuidados......................................................................................................................38 Flash fora da câmera.......................................................................................................................38 Flash rebatido..................................................................................................................................38 Flash com luz do dia........................................................................................................................39 Ação na hora de fotografar............................................................................................................. 39
  4. 4. ACESSÓRIOS........................................................................................................................................ 41 TRIPÉ......................................................................................................................................................41 MOTOR DRIVE.......................................................................................................................................... 41 FILTROS.................................................................................................................................................. 42 Tipos básicos de filtros.................................................................................................................... 42PRINCÍPIOS DA COMPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA....................................................................... 43 ENQUADRAMENTO.....................................................................................................................................49LUZ..........................................................................................................................................................50 LUZ LATERAL.......................................................................................................................................... 50 LUZ VERTICAL.........................................................................................................................................50 LUZ FRONTAL..........................................................................................................................................50 LUZ POSTERIOR........................................................................................................................................ 51DEFEITOS COMUNS NA FOTOGRAFIA........................................................................................53FICHA TÉCNICA................................................................................................................................. 55
  5. 5. Um pequeno histórico da fotografia No século XVI inovações e descobertas no campo da física e da químicapossibilitaram o surgimento de diversos inventos científicos. No ano de 1556, porexemplo, o alquimista Fabrício verificou que o cloreto de prata enegrecia quando expostoà ação da luz, um dos princípios básicos da construção da imagem fotográfica. O mais antigo desenho conhecido de uma câmera escura construída data de1544 e foi feito pelo médico e matemático holandês Reinerws Gemma Fristus. Esteengenho se destinava à observação de eclipses solares sem que houvesse riscos para osolhos. Tal câmera consistia em um pequeno orifício na parede externa de um quartoescuro. Os raios solares atravessavam este orifício e projetavam uma imagem invertidaem uma tela colocada na parede oposta à do orifício. Câmera escura Em 1560, J.B. Porta aperfeiçoou em Nápolis a câmera escura colocando nelauma lente bi-convexa, o que melhorou a qualidade da imagem. Em 1604 o cientista italiano Angelo Sala observou o escurecimento de umcomposto de prata provocado pela exposição do mesmo ao Sol. O problema da épocaconsistia em interromper tal reação, de forma que a imagem não desaparecesse peloenegrecimento total do composto de prata. Em 1725 Johan Heinrich Schultze, professor de medicina da Universidade deAryolf, na Alemanha, observa o enegrecimento do nitrato de prata em contato com a luz.Após algumas experiências certifica-se de que o processo poderia gravar imagens. Em 1777 o sueco Schelle descobriu que o cloreto de prata ativado pela luz éinsolúvel no amoníaco. Com isso passou a ser possível dissolver o cloreto de prata nãoexposto à luz, fazendo com que somente permanecesse sobre a chapa a partesensibilizada. Em 1780 o francês Charles conseguiu obter imagens sobre um papel brancoimpregnado de cloreto de prata. Em 1802 o inglês Wedgwood utilizou azoto de prata para obter desenhosbrancos sobre um fundo escuro.
  6. 6. Em 1813 o francês Joseph Niecéphore Niepce, inventor do litógrafo, pesquisandoum método automático de copiar desenhos a traço nas pedras de litografia, desenvolveuo processo de “Heliogravura” (do grego hélios = sol e do francês gravura = gravura). Joseph Niecéphore Niepce Em 1822 Niepce colocou suas chapas de vidro revestidas por um verniz deasfalto dentro de uma câmera escura e apontou a lente através da janela do sótão de suacasa em direção ao pátio externo. Niepce deixou a objetiva aberta por cerca de 8horas. A imagem foi fixada na chapa através de uma mistura de óleos. Em 1826 Niepce conseguiu obter aquela que é considerada a primeira verdadeirafotografia, ou seja, a primeira imagem inalterável produzida pela ação da luz. Apesardisso o processo heliográfico de Niepce era inadequado para as reproduções comuns. Em 1820 o francês Louís-Jacques Mandé Daguerre, associado ao pintor Bouton,passou a utilizar a câmera escura para obter quadros. Louís-Jacques Mandé Daguerre Em 1827 Niépce recebeu uma carta de Daguerre que lhe relatava seu interesseem gravar imagens. Anos mais tarde Niépce e Daguerre passaram a trocarcorrespondências sobre seus trabalhos. Em 1829 tornaram-se sócios, mas continuamtrabalhando em separado e relatando suas experiências por carta. Niépce faleceu em 1833. Daguerre prosseguiu suas experiências e em 7 dejaneiro de 1839, já satisfeito com seu novo processo fotográfico, dispôs-se a anunciá-lo àAcademia Francesa de Ciência, que passou a chamá-lo de Daguerreótipo.
  7. 7. Somente em agosto de 1839, depois que a autenticidade de seus retratos foiposta em dúvida, é que ele revelou que o composto usado era iodeto de prata, maiseficaz que os compostos usados por Schulze e Wedgwood. Nos Daguerreótipos as imagens eram fixadas de maneira permanente. Estescompostos químicos são atualmente conhecidos como tiossulfato de sódio. Daguerrevendeu sua invenção ao governo francês, recebendo en troca uma pensão vitalícia de 6mil francos. O daguerreótipo era uma peça única de cobre banhada com sais de prata tratadacom vapores de iodo e revelada com mercúrio aquecido. Para tornar a imagem inalterávelbastava submergí-la em uma solução aquecida de sal de cozinha. O tempo de exposiçãopara obter os primeiros daguerreótipos variava entre 15 e 30 minutos. Este tempo foireduzido drasticamente depois que o húngaro Josef Petzval fabricou, em 1830, uma lentedupla (acromática), bem mais clara que as utilizadas até então. Entretanto a daguerreotipia ainda não era o processo definitivo, pois através delaobtia-se apenas um positivo, ou seja, uma única fotografia. Por volta de 1835 o inglês William Henry Fox Talbot obteve as primeirasfotografias em negativo. Mas ele levou cerca de 5 anos para descobrir que, utilizandoiodeto de prata, o tempo de exposição se reduziria para menos de 1 minuto. Seuprocesso passou a ser conhecido como Calótipo e mais tarde, Talbótipo. As linhas nãoeram bem definidas o que tornava os detalhes apagados e enevoados. O calótipo passoua ser usado mais para reproduzir imagens de arquitetura, paisagens e naturezas mortas. Em 1851 Frederick Scott Archer inventa o processo de colódio úmido, tambémchamado de Chapa Úmida. Quando fotografado em boas condições de luz em estúdio,obtinha-se negativos ricos em detalhes e textura, o que permitia a obtenção de muitascópias. Entre seus usos estavam os retratos de políticos e atores. Mas seus exemplosmais famosos são as fotografias tiradas por Roger Fenton durante a Guerra da Criméia epor Mathew Brady na Guerra de Secessão Norte Americana. A popularização desteprocesso foi a responsável pela morte do daguerreótipo. Com o surgimento da fotografia surge também uma nova profissão: o fotógrafo.Casas especializadas em instrumentos óticos e laboratórios especializados em químicosusados para as revelações fotográficas também começaram a aparecer. Em 1853 10 mil americanos produziram 3 milhões de fotografias. Em 1856 a Universidade de Londres incluiu a fotografia no seu currículo. Em1861 surge a celulose e com ela o filme flexível. Gaudin produziu as primeiras emulsõesgelatinosas. Em 1869 surge a primeira fotografia colorida. Em 1871 Richard Leach Maddox produziu a primeira chapa manipulável usandogelatina para fixar o bormeto de prata sobre a base de vidro ou de celulose. Com isso jánão era mais necessário untar as chapas antes da exposição ou revelá-las imediatamenteapós a fotografia ser tirada. Esse foi um passo importante para a popularização dafotografia. Em 1880 McKellen patenteou a primeira máquina fotográfica reflex, na qual oespelho deslocava-se automaticamente durante a exposição, ligado a um obturador decortina. Em 1881 George Eastman funda a Eastman Dry Plate Company. Em 1888 estaempresa lança a Kodak, primeira câmera fotográfica portátil com filme de rolo.Em 1922 surge o Ektachrome, primeiro filme colorido lançado pela Kodak. Em 1925 é lançada a câmera Leica, precursora das câmeras 35mm. Em 1936 é lançado o Kodachrome 35mm. Em 1949 surge a Polaroid para fotografias em preto e branco, máquina queproduz fotos instantâneas. Em 1963 surge a Polaroid colorida.
  8. 8. Vale a pena conhecer Segundo Henri Cartier-Bresson, mago da fotografia preto e branco e doflagrante, “fotografar é colocar numa mesma mira, a cabeça, o olho e o coração”. “É umamaneira de gritar, de se liberar, e não de aprovar ou afirmar a sua própria originalidade”.É em suma, uma maneira de viver. David Hamilton considera a composição e a iluminação aspectos secundários.Para ele o importante é captar a poesia presente no momento em que ele fotografa.Hamilton sempre preferiu usar trechos de poemas para divulgar seus trabalhos ao invésde dados técnicos. Brian Seed, fotógrafo norte-americano, iniciou sua carreira trabalhando naEditora Time-Life. Atualmente produz audiovisuais com fins educativos para diversasescolas. Kenneth Griffths não é considerado um fotógrafo convencional. Ele utiliza umacâmera de estúdio, fabricada a mão pela Gandolfi Brothers, de Londres. Suas fotos sãosempre tiradas com exposição longa e pequenas aberturas na objetiva. Adam Woolfitt prefere as paisagens e arquiteturas com pouca iluminação. Tessa Traeger é especialista em naturezas mortas com equilíbrio nas cores. Por sua vez Ernest Haas, hoje considerado um mestre da fotografia colorida,afirma: “A fotografia é uma transformação e não uma reprodução do mundo.” O brasileiro Sebastião Salgado é considerado atualmente o maior fotógrafo detemas sociais. Trabalhando sempre em preto e branco com máquinas Leica e filme TRI-X400, ele está há anos registrando a migração de populações devido a motivos políticos esociais. Este economista que começou a fotografar quando fazia seu doutorado em Paris,também já registrou as lutas pela terra e o mundo do trabalho. Salgado também já foidiretor da Magnum, importante agência de fotografia criada por Cartier-Bresson. Klaus Mitteldorf, brasileiro, prefere explorar a cor. Ele tem muitos trabalhos emrevistas como Playboy e Vogue. Mitteldorf morou anos na Alemanha, onde realizoutrabalhos com saturação de cores. A catarinense Lair Leone Bernardoni evoca em suas fotografias atmosferasoníricas. Ela possui um controle muito bom sobre o uso de filtros e luz natural. Ansel Adams, considerado o mestre da fotografia de natureza em preto e branco,tinha na reprodução precisa dos detalhes a sua mais forte característica. Extremamentetécnico, Adams criou o “Sistema de Zonas”, onde a previsualização da imagem e o seuresultado ampliado em papel acontecia antes mesmo do click final.
  9. 9. Visualização O termo visualização se refere a todo o processo emocional-mental da criação deuma foto, e como tal, é um dos mais importantes conceitos da fotografia. Ele inclui ahabilidade de antecipar uma imagem ampliada antes mesmo de se realizar a exposição. No processo criativo isto tudo pode ser ensinado e praticado. Porém, os domíniosda visão pessoal e do insight , o olhar criativo do individuo, estes já não podem serensinados, somente reconhecidos e encorajados. A fotografia envolve uma série de processos mecânicos, óticos e químicos que selocalizam exatamente entre o objeto e a fotografia deste objeto. Cada etapa do processonos deixa um pouco mais distantes do objeto e mais próximos da fotografia do objetopropriamente dita. Mesmo a mais realista das fotos não é a mesma coisa que o objetoreal, somente sua representação, separados pelas variadas influências do sistemafotográfico. O fotógrafo até pode escolher e dar mais ênfase, ou não, a estas separaçõesda realidade, mas ele não pode eliminá-las completamente. O processo fotográfico se inicia com o sistema câmera/lente/obturador, que vê deuma forma semelhante, mas não idêntica, ao olho humano. A câmera, por exemplo, nãose concentra no centro do seu campo de visão como o olho faz, mas vê tudo com igualclaridade. O olho varre o objeto para incluí-lo totalmente, enquanto a câmera registra otodo de forma fixa. Depois temos o filme, que possui uma sensibilidade que é somente uma fraçãodaquela que o olho possui. Entender este processo, sua capacidade e seus limites é a tarefa do estudante edo fotógrafo na busca do controle total sobre a criação e qualidade da imagem final. Sefalharmos na compreensão deste sistema ou optarmos pelo controle automático doprocesso, estaremos permitindo que o sistema dite os resultados, ao invés de possuírmoso comando para elaborar os nossos próprios resultados.
  10. 10. A câmera fotográfica basica De forma bem simples, qualquer câmera fotográfica é um instrumento de fazerimagens em uma superfície. Este modo de produzir imagens já era conhecido há séculose baseou-se no princípio ótico da câmera escura. Como o nome indica, câmera escura é um compartimento à prova de luz. Pode serum cômodo da casa, uma caixa qualquer ou mesmo uma lata. O principal é que estacâmera escura seja totalmente fechada e não deixe entrar luz. Toda câmera escura necessita que em uma de suas faces haja um pequenoorifício. Por este orifício a luz penetrará e formará na face oposta a este furo a imagem doque estiver do lado de fora da câmera escura. Observe que no princípio ótico da câmera escura ocorre um curioso fenômeno: Aimagem se forma invertida. Isto se deve ao fato de que a luz caminha em linha reta. Ao passar pelo orifício, osraios continuam percorrendo a trajetória anterior. Assim os rais de luz que se dirigem doobjeto para baixo, atravessam o orifício e continuam descendo até atingirem a parteinferior da parede oposta ao orifício; inversamente, os raios de luz de baixo alcançam aparte superior da mesma parede, produzindo uma imagem invertida. As câmeras fotográficas não são nada mais que câmeras escuras, que no lugar doorifício possuem uma lente e diafragma por onde passa a luz e na face oposta ummaterial sensível à luz: o filme. Este é o princípio de todas as câmeras fotográficas atuais, desde as mais simplesaté as mais modernas. A diferença entre elas está na sofisticação e eficiência com que
  11. 11. realizam este trabalho, que é sempre o mesmo: Fazer com que a luz, controlada, atinja ofilme e produza um imagem.
  12. 12. A câmera fotográfica A câmera fotográfica é hoje um objeto comum utilizado tanto por hobby quantopara trabalho. Isto faz com que existam diversos tipos de equipamentos, cada um voltadopara uma aplicação específica. Existem câmeras descartáveis que vêm com o filmelacrado, automáticas para uso cotidiano, impermeáveis para fotografia dentro d´água,digitais, profissionais, câmeras para fotografia panorâmica, entre outras. Você não precisa conhecer a fundo cada um destes equipamentos, mas devesaber quais existem para poder escolher o mais adequado à cada aplicação específica. Também é muito importante que você conheça os componentes das câmerasfotográficas, que serão iguais ou bastante semelhantes mesmo nos modelos diferentes.Conhecendo estes componentes você terá boas chances de conseguir trabalhar com umequipamento que nunca viu antes e tirar o melhor proveito dele. É muito importante conhecer as limitações de cada câmera, seja ela simples,automática ou manual, para que se possa obter boas fotos.Os diversos tipos de câmeras fotográficas Didaticamente, podemos classificar as câmeras fotográficas em: - simples - automáticas - ajustáveis ou manuaisCâmeras simples O que caracteriza uma câmera simples é o fato de que praticamente não possuicontroles. Nela o foco é fixo, ou seja, tudo o que estiver a mais de 1,20 metros dedistância estará em foco. O visor na maioria das vezes é direto, não através da lente, oque significa que aquilo que estamos vendo pode não ser exatamente o que está sendoregistrado no filme. Ela também não possui controles de abertura do diafragma evelocidade, sendo que somente podemos escolher se a foto será tirada sob o sol, dia
  13. 13. nublado ou com uso de flash. Geralmente também não podemos selecionar o tipo defilme utilizado. Quando muito, algumas permitem escolher entre ASA 100 ou 400.Possuem a vantagem de serem mais leves, compactas e baratas.Recomendações para o uso de uma câmera simples:a) Segurar a câmera com firmeza. A câmera simples tem baixa velocidade do obturador, geralmente 1/60 para diasnublados e 1/125 para dias com sol. Por isso é necessário segurá-la com firmeza paraque a foto não saia tremida. Em dias nublados procure um ponto de apoio, seja fixandoos braços bem junto ao corpo ou colocando a câmera em um suporte fixo.b) Manter a distância correta. A lente da câmera simples é pré-ajustada para perfeita focalização a partir de 1.20m.Assim, mantenha essa distância mínima do assunto a ser fotografado, pois distânciasmenores resultarão em fotos fora de foco.c) Enquadrar o assunto com perfeição. Procure através do visor fazer o enquadramento do assunto a ser fotografado. Seestiver fotografando uma pessoa, coloque-a em destaque no quadro, mantendo umamargem de segurança acima e abaixo, para evitar cortes de partes do corpo.d) Observar as condições de luz. Deve-se observar as condições de luz antes de cada exposição e ajustar a câmerapara sol ou nublado. O período compreendido entre duas horas após o nascer do sol eduas horas antes do pôr-do-sol é o mais indicado para tirar fotos. Usar flash dentro decasa, pois as câmeras simples não produzem fotos com luz ambiente muito fraca, amenos que permita utilizar filmes mais sensíveis, como de ASA 400. Fotos contra o sol ena sombra não devem ser tiradas com câmeras simples, mas se forem necessárias, use oflash.Câmeras automáticas Estas câmeras tem este nome porque possuem uma fotocélula que regulaautomaticamente a abertura do diafragma ou a velocidade do obturador ou ambos, porémalguns modelos podem oferecer também o controle manual de abertura e velocidade. Ascâmeras automáticas possuem maior versatilidade que as câmeras simples, emboratenham limitações que impedem sua utilização sob determinadas condições de luz. Deve-se ter os mesmos cuidados indicados para o uso de uma câmera simples:
  14. 14. − Segurar corretamente e com firmeza− Manter a distância correta. Alguns modelos de câmeras automáticas permitem a focalização a partir de 90 centímetros.− Enquadrar com perfeição, sem esquecer uma margem de segurança acima e abaixo do quadro, para evitar cortes da cabeça ou dos pés− Observar as condições de luz As câmeras automáticas em geral tem um indicador que avisa quando há poucaluz para fotografar. Nestes casos é necessário o uso do flash, que em muitas câmeras éacionado automaticamente toda vez que a máquina percebe que o ambiente está escuro.As fotos contra a luz ou em ambientes com luz e sombra devem ser evitadas, pois afotocélula não consegue fazer uma leitura correta quando há no mesmo quadro cenascom muitas luz e cenas com pouca luz. Para se fotografar dentro de casa na maioria dasvezes é necessário o uso do flash. As câmeras automáticas podem possuir visor direto, como grande parte dassimples ou serem mono-reflex (visão através da lente - SLR) como na maioria dascâmeras manuais.Câmeras ajustáveis ou manuais Este tipo de equipamento é comumente utilizado por aqueles que desejam ter umcontrole maior sobre o resultado de suas fotografias. Geralmente elas são do tipo reflex,ou seja, a imagem que vemos no visor é exatamente aquela que será impressa nonegativo, pois esta passa através da lente. Existem dois tipos de câmeras reflex: as mono-reflex (SLR – Single Lens Reflex)e as bi-reflex (TLR – Two Lens Reflex). Câmera mono-reflex Por serem de ajuste manual, estas câmeras possibilitam que se dê efeitos àsfotografias tais como desfocar o fundo, tirar fotos sem flash em ambientes internos oucom pouca iluminação, utilizar diversas fontes de luz sincronizadas, fazer múltiplasexposições sobre um único fotograma e muitos outros recursos. Além de todas estasvantagens, as câmeras SLR permitem ainda a troca das objetivas, possibilitando assim acriação de um sistema fotográfico mais completo e versátil, onde o fotógrafo pode contarcom o uso de variadas lentes, desde grande angulares até teleobjetivas.
  15. 15. Componentes da câmerafotográfica Existem componentes básicos que todas as câmera fotográficas, não importa sesimples, automáticas ou manuais, possuem. Por exemplo, todas as câmeras tem objetivae diafragma. Conhecendo estes componentes você terá um melhor domínio do equipamento,independente da marca ou modelo.Corpo da câmera Podemos dizer que tudo o que não é objetiva ou acessório faz parte do corpo dacâmera. Nele estão o porta-filme, a cortina (obturador), o visor, todos os encaixes (paraobjetivas, flash e cabos) e os controles de velocidade do obturador, disparador, timer outemporizador, abertura do compartimento do filme, escolha da sensibilidade do filme, etc. É comum fotógrafos profissionais que carregam em suas bolsas dois ou maiscorpos para a eventualidade de ocorrerem problemas elétricos ou mecânicos em umdeles. Nestes casos todos os corpos geralmente possuem o mesmo encaixe de lentes, ouseja, todos eles aceitam as mesmas objetivas e com isso o fotógrafo não precisa carregartambém dois ou três conjuntos de objetivas.Diafragma
  16. 16. É um mecanismo existente no interior da objetiva que possibilita controlar aquantidade de luz que irá atingir o filme. Quanto mais aberto estiver o diafragma mais luzchegará até o filme. Os valores de abertura do diafragma são determinados por uma escala que temrelação direta com o diâmetro da abertura da objetiva e que podem ser: f/1.2 – f/1.4 – f/2 – f/2.8 – f/4 – f/5.6 – f/8 – f/11 – f/16 – f/22 – f/32 Quanto maior o número do diafragma (f/32, por exemplo) mais fechado ele está econsequentemente menos luz atingirá o filme. Quanto menor o número do diafragma(f/1.2, por exemplo) mais aberto ele estará e consequentemente mais luz atingirá o filme.Na gíria fotográfica chama-se “abrir um ponto” à passagem de uma abertura menor parauma maior, como por exemplo de f/11 para f/8. O contrário, ou seja, passar de umaabertura maior para uma maior é considerado como “fechar um ponto”. O controle da abertura do diafragma pode ser feito através de um anel situado naprópria objetiva ou de um controle no corpo das câmeras mais modernas. Cada valor de abertura deixa entrar na câmera o dobro de luz da aberturaseguinte. Por exemplo, com abertura f/2.8 chegará ao filme o dobro de intensidadeluminosa da abertura f/4, que por sua vez permitirá que o filme receba o dobro de luz daabertura f/5.6, e assim por diante. É importante observar que estamos considerando avelocidade do obturador inalterada para todas estas variações de abertura do diafragma. É comum que o maior abertura da objetiva não pertença a esta escala, como porexemplo f/3.5, mas os demais valores serão os padronizados. A luminosidade de uma objetiva depende de diversos fatores, como diâmetro daobjetiva, qualidade e quantidade das lentes usadas e distância focal da objetiva. Quantomaior o diâmetro, mais luz o filme poderá receber. Isso é utilizado para melhorar aqualidade de objetivas de grande distância focal. Quanto maior a distância focal, maior adistância entre a câmera e o objeto, e consequentemente menor a quantidade de luzdaquele objeto que o filme irá receber. Quanto mais elementos (lentes) uma objetivapossuir, mais escura ela será. Isso é facilmente constatado quando comparamos objetivaszoom com objetivas fixas. As fixas são mais claras porque possuem menos lentes na suaconstrução. Para compensar isso utiliza-se lentes de maior qualidade (mais claras) oumaior diâmetro da objetiva.Profundidade de campo Além de controlar a quantidade de luz que irá atingir o filme, a abertura dodiafragma controla também a profundidade de campo, ou seja, a extensão da regiãonítida (em foco) quando se tira uma fotografia.
  17. 17. Como podemos observar na ilustração anterior, quanto maior a abertura dodiafragma, menor a profundidade de campo, e quanto menor a abertura do diafragmamaior é a profundidade de campo. Algumas objetivas possuem gravado em seu corpo umanel de profundidade de campo. Através desta escala poderemos saber qual a extensãoda área em foco para uma determinada abertura. Outro fator que também define a profundidade de campo é a distância entre acâmera e o objeto a ser fotografado. Quanto menor essa distância, menor é aprofundidade de campo. Além da abertura do diafragma e da distância entre câmera e objeto, aprofundidade de campo também depende da distância focal da objetiva. Considerandouma mesma abertura do diafragma e uma mesma distância câmera-objeto, objetivas degrande distância focal (por exemplo 300mm) terão profundidade de campo menor queobjetivas de pequena distância focal (50mm por exemplo).Obturador
  18. 18. Obturador de plano focal É uma cortina localizada entre a objetiva e o filme, cuja função é controlar otempo de penetração de luz na câmera. Quando o obturador está fechado o filme nãoestá recebendo luz, quando ele se abre o filme é atingido pela luz. As velocidades doobturador são geralmente de 1, 2, 4, 8, 15, 30, 60, 125, 250, 500, 1000, 2000 ou B.Máquinas mais modernas possuem velocidades até 8000. Cada velocidade permite que ofilme receba o dobro de luz da velocidade posterior. Isso significa que com a velocidade1000 o filme recebe o dobro de luz recebida na velocidade 2000, que na velocidade 500ele recebe o dobro da luz recebida na velocidade 1000, e assim por diante. Quando a velocidade do obturador é indicada por um valor numérico, porexemplo 125, isso significa que o tempo de exposição do filme à luz é de 1/125 segundos.Assim a velocidade 1 permite a penetração de luz por 1 segundo, a velocidade 2 a meiosegundo e assim por diante. Quanto menor for o número mais lenta é a velocidade e maisluz atinge o filme. Se a velocidade é lenta e o motivo estiver em movimento, a fotografiasairá “borrada”, ou seja, haverá o registro do movimento na fotografia. © Mauro Goulart Velocidade baixa Com uma velocidade rápida do obturador haverá o congelamento de qualquermovimento.
  19. 19. © Mauro Goulart Velocidade alta Com velocidades abaixo de 60, ou 30 para aqueles que não tem mão firme,recomenda-se o uso de tripé para que a foto não saia tremida. E lembre-se: mesmo que afoto não pareça tremida em uma ampliação 10x15, quando quisermos ampliá-la maisesses pequenos e quase imperceptíveis movimentos durante a exposição podem fazer afotografia perder a nitidez , parecendo borrada ou fora de foco. Por isso, se planejar fazercópias em tamanho grande de suas fotografias, nunca utilize velocidades baixas ou se ofizer, utilize o tripé. Formas de apoio da câmera• 1, 2, 4, 8, 15 - Velocidades Lentas• 30, 60, 125 - Velocidade Média• 250, 500, 1000 - Velocidades Altas A velocidade B (bulb) significa que a cortina do obturador permanecerá abertapelo tempo em que o fotógrafo estiver pressionando o botão disparador. Algumasmáquinas possuem velocidade T (time), ou seja, pressiona-se uma vez o disparador paraabrir o obturador e outra vez para fechá-lo. Este recurso é muito útil em exposições
  20. 20. longas, de forma a evitar que se tenha de ficar pressionando o botão do disparador pormuito tempo. Para fotos em B é recomendável o uso do cabo disparador, o que evita ocontato direto com a máquina e elimina possíveis tremidas do equipamento. VelocidadesB ou T geralmente são usadas para fotografias noturnas, pôr-do-sol ou então quando sequer registrar movimento. Existem dois tipos básicos de obturador: o central e o de plano focal. Obturador central O obturador central, também conhecido como concêntrico ou entre-lentes, émontado dentro da objetiva. Seu funcionamento é parecido com o do diafragma. Ele nãopermite velocidades muitos altas, geralmente não ultrapassando 500, mas aceita asincronização com o flash em qualquer velocidade. Por estar montado no interior daobjetiva, torna-as mais caras, mais pesadas e impossibilita a retirada da objetiva quando acâmera estiver com filme, no caso desta não possuir o espelho do prisma, como nascâmeras de grande formato. O obturador de plano focal é montado na câmera, funcionando como uma cortinaque se abre e fecha. Por estarem no corpo da máquina eles permitem que se troque deobjetiva quando a câmera estiver com filme, mas reduzem a sincronização com o flash aapenas algumas baixas velocidades, geralmente 60 ou 125. Eles podem ser de cortina(que são os mais comuns) ou metálicos (os mais modernos e velozes). Eles são utilizadosquase que exclusivamente em câmeras SLR.Combinação velocidade-abertura Exposição é a combinação entre uma abertura do diafragma com umavelocidade do obturador, ou seja, é a relação entre a quantidade de luz e o tempo queesta quantidade de luz irá atuar sobre o filme. Nos exemplos abaixo será utilizado um filme Kodak ISO 100 e estarão indicadasa abertura do diafragma e a velocidade do obturador necessárias. Partindo das indicações, pode-se variar as regulagens para diversas situações.Por exemplo: em dia de sol, diafragma F/11, velocidade 1/125. Se mudar a abertura dodiafragma para F/8, vai entrar o dobro de luz. Se mantiver a velocidade 1/125 a fotografiaficará superexposta. Assim, para que a fotografia saia correta é preciso compensar oexcesso de entrada de luz com a mudança da velocidade do obturador para 1/250.Disparador É o botão utilizado para tirar a fotografia. Nas câmeras que possuem fotômetro,geralmente uma pequena pressão sobre este botão irá provocar o aparecimento efuncionamento do medidor de luminosidade (fotômetro). Quando for utilizado tripé,geralmente é no disparador que se encaixará o cabo para disparo manual.
  21. 21. Cabos disparadoresIndicador de sensibilidade do filme Existem dois padrões internacionais de indicação da sensibilidade de um filmefotográfico: ISO (International Standard Organization) e DIN (Deutsche Industrie Norm). Opadrão DIN é praticamente ignorado no Brasil. Aqui o padrão corrente é o ISO, que indicaa sensibilidade do filme por um número ASA (American Standards Association). Quanto maior a ASA de um filme mais sensível à luz este filme será. Isto significaque podemos utilizar filmes de ASA alta, por exemplo 1000 ou 1600 para fotografar cenascom pouca luz, como interiores, penumbras e shows. A desvantagem é que quanto maissensível o filme maior o tamanho do seu grão.Chamamos de “grão” as partículas que compõe o filme. Se observarmos um negativopreto e branco contra a luz, iremos observar áreas transparentes de onde foram retiradostodos os grão e áreas pretas e cinzas onde ainda existem grãos do filme. Ao contrário doque parece, estas áreas pretas e cinzas não são contínuas, mas formadas por pequenaspartículas muito próximas. Estas partículas são os “grãos”. Entretanto, os grãos somente ficarão visíveis ao ampliarmos a fotografia.Dependendo da ampliação desejada a granulação poderá impossibilitar o reconhecimentodos detalhes ou então poderá dar um toque artístico à fotografia. O tamanho do grãotambém irá depender do tipo do revelador utilizado e do tempo de revelação empregado.Chamamos de filmes “lentos” aqueles de ASA baixa, menos sensíveis à luz, utilizadosquando se deseja ampliações em grande formato ou de ótima qualidade e tambémquando se dispõe de bastante luminosidade para realizar a fotografia. Os filmes “rápidos”são aqueles de ASA alta, mais sensíveis à luz, utilizados em fotografias onde há poucaluz ou onde se deseja congelar assuntos em movimento rápido, como corridas deautomóveis e outros esportes. Nas câmeras simples geralmente não há ajuste para sensibilidade do filme, o quesignifica que devemos sempre utilizar filme ASA 100. Quando muito, há a possibilidade dese escolher entre ASA 100 ou 400. Nas câmeras automáticas a leitura da ASA do filme é feita por um dispositivoconhecido como DX, que lê um código de barras impresso na lateral da bobina do filme,indicando automaticamente à câmera que filme está sendo utilizado. Nas máquinas queutilizam este sistema, deve-se tomar cuidado com o uso de filme rebobinados. Nas máquinas de ajuste manual e em algumas automáticas, a seleção dasensibilidade do filme é feita através de um botão onde geralmente se escolhe ASA entre25 a 3200.
  22. 22. Visor O visor permite ao fotógrafo ver aquilo que será incluido na fotografia. Atravésdele se observa, seleciona e enquadra o assunto. Lembre-se de que o ângulo abrangidopela lente da câmera é diferente do ângulo de visão de seus olhos. Portanto a câmera vairegistrar a cena um pouco diferente da que você vê sem a câmera. Em câmeras simples, o visor é independente da objetiva, ou seja, existem duasaberturas separadas na câmera: uma para o filme “enxergar” a cena e outra para nósobservarmos a mesma cena. Entretanto existe uma pequena diferença de posicionamento(distância) entre estas duas aberturas. Isso significa que aquilo que vemos não éexatamente o que será registrado no filme. Esta diferença é conhecida como “erro deparalaxe”. Devemos tomar cuidado principalmente nas fotografias onde estivermos maispróximos do assunto a ser fotografado. O erro de paralaxe pode ser o responsável pelocorte de algumas partes do assunto (cabeças, pernas, etc). As câmeras com duas objetivas (TLR) tem uma lente superior que é usada parao enquadramento e uma lente inferior usada para sensibilizar o filme. Neste tipo decâmera também deve-se tomar bastante cuidado com o erro de paralaxe. As câmeras Reflex de uma só objetiva, ou SLR, são mais práticas, pois aimagem que vemos no visor passa através da própria objetiva. Em razão disso ascâmeras reflex mostram através do visor o assunto exatamente como vai sair na foto, poisnão existe erro de paralaxe. Nelas, o ideal é que antes de pressionar o disparador ofotógrafo observe as quatro bordas do visor para verificar se o enquadramento estáadequado.Contador de exposições É uma escala que indica quantas fotos já foram feitas (em algumas câmeras,quantas fotos faltam serem batidas) no filme. É muito útil para sabermos quanto do filmejá foi utilizado ou para podermos tirar e reinserir um filme na câmera.Mecanismo de transporte do filme Toda câmera possui um mecanismo que mantêm o filme na posição correta epermite movimentá-lo para a próxima exposição. Em alguns modelos esse mecanismopermite também realizarmos múltiplas exposições sobre o mesmo fotograma. Um defeitonesse mecanismo pode acarretar sobre-exposição indesejada de fotos ou fotogramassem exposição. É muito importante o encaixe correto do filme no mecanismo de transporte, poisum filme mal colocado pode escapar. Isso resultará na perda de todas as fotos, pois se ofilme não “roda”, nenhuma foto será realmente feita.Fotômetro O fotômetro ou exposímetro é um aparelho utilizado para medir a intensidade daluz no ambiente (luz geral) ou em um determinado assunto (luz direcionada). Através delepodemos saber quais são as combinações velocidade/abertura adequadas para a
  23. 23. ocasião. Alguns fotógrafos mais experientes usam a sua “sensibilidade” (leia-seadivinhação) para ajustar velocidade e abertura. Esse procedimento tem muito maischances de funcionar com filmes preto e branco, que possuem uma latitude maior.Latitude é a tolerância de um filme à variações na luz recebida. Os filmes coloridos, eprincipalmente os slides, possuem uma pequena latitude, ou seja, são pouco tolerantes àsvariações de luminosidade e por isso precisam receber a quantidade de luz correta. A maioria das câmeras SLR já vem equipadas com fotômetros que podem serlidos dentro do visor quando se está focalizando o assunto desejado. Para câmeras sem fotômetro ou para leituras mais precisas, utiliza-se fotômetrosexternos ou de mão. Com eles podemos realizar a leitura diretamente sobre o assunto ouobjeto desejado. Fotômetro digital Fotômetro analógico Devemos entretanto, tomar certos cuidados com a leitura indicada pelofotômetro. Um fotômetro pode ser enganado, dependendo para onde o estamos apontando.Por exemplo, se formos fotografar uma pessoa sob uma árvore em um dia de sol e céuaberto, é provável que a fotometragem baseie-se na luz do céu e não na luz refletida dapessoa. O resultado é que a pessoa ficará numa área escura. É também comum que o usuário desconheça a forma de funcionamento dofotômetro da sua máquina. Existem três tipos diferentes de mecanismo de leitura da luzque poderão nos dar respostas diferentes de acordo com o assunto fotometrado: leituramédia sobre quase toda a área da foto, leitura parcial e leitura pontual. Nos fotômetros de leitura média, três células fotossensíveis realizam a medição deluz sobre praticamente toda a área da fotografia. Este tipo de leitura pode induzir a erros,
  24. 24. principalmente se o tema principal ocupar apenas uma parte do quadro e o espaçorestante for muito mais claro ou escuro. Nos fotômetros de leitura parcial, existe uma superposição das duas célulasfotossensíveis, de forma que o centro da objetiva possui uma influência muito maior naleitura. Neste tipo de fotômetro é importante que, para realizar a leitura, coloquemos oassunto principal no centro da objetiva. Nos fotômetros por leitura pontual no centro da objetiva apenas uma célulafotossensível realiza a leitura, exatamente no centro da objetiva. Portanto, ele irá registrara luminosidade apenas de uma pequena área (em geral de 2 a 3% da imagem), que deveser o assunto principal. Pode-se também utilizar várias leituras pontuais de diversas partes da cena paracomparar os diferentes níveis de luminosidade e fazer uma média do total.Objetivas A objetiva é uma espécie de “funil” para os raios de luz. Ela os orienta de forma aconvergerem para o fotograma. Sem a objetiva a luz atingiria o filme de forma difusa,irregular e não teríamos imagens de qualidade. As objetivas possuem dois tipos de regulagem: o foco e a abertura do diafragma. As primeiras câmeras possuiam uma abertura fixa do diafragma, o que limitavaseu uso a dias de sol. Este problema foi contornado usando-se pequenas chapasmetálicas com dois orifícios de diâmetro diferentes, um para os dias de sol (aberturapequena) e outro para os dias nublados (abertura maior), semelhante ao sistema utilizadopelas câmeras simples atuais. Hoje as câmeras são dotadas de diafragmas com lâminas de aço sobrepostasque permitem selecionar as mais diferentes aberturas para as diversas condições de luz.
  25. 25. As aberturas são indicadas pelos números "F" (Factor), conforme estudamos no ítem“Diafragma”. Quanto menor o valor disponível de abertura do diafragma, mais clara é aobjetiva, porque mais luz pode atingir o filme. Este é, em geral, um indicador da qualidadeda objetiva. Além de controlar a quantidade de luz que irá atingir o filme, a abertura dodiafragma também controla a profundidade de campo, conforme já estudamos. Através da objetiva também temos o controle sobre o foco da imagem. Afocalização determina se os objetos aparecerão nítidos ou desfocados na foto. Paraacertar o foco ajusta-se a lente de modo a formar uma imagem nítida do objeto nofotograma. Ao girar o botão do foco as lentes da objetiva aproximam-se ou afastam-se dofilme, ajustando a convergência da imagem sobre o fotograma. Manter o foco no infinito,como por exemplo nas fotos de paisagens, exige uma pequena distância entre lente efilme. Manter o foco em um objeto próximo, como por exemplo um rosto numa foto emclose, exige uma distância maior entre lente e filme. As vezes é difícil sabermos se uma foto está bem focalizada. É comum ficarmosem dúvida principalmente no ajuste fino. Para nos auxiliar existe um dispositivo que estádisponível em diversas objetivas, mas que poucos fotógrafos conhecem pelo nome: otelêmetro. Existem diversos tipos de telêmetros, mas básicamente eles são uma espéciede alvo no centro da objetiva, que mostra ao usuário quando a imagem está focada. Imagem fora de foco Imagem em foco Outro componente comum em todas as objetivas é a rosca frontal, que serve paraencaixarmos a tampa de proteção e filtros. Olhando a objetiva frontalmente, além darosca poderemos ler algumas informações sobre a objetiva. Ali temos o nome dofabricante, a distância focal (ex: 24mm), a abertura máxima (ex: 1:2.8) e o diâmetro daobjetiva (ex: Ø 52mm).Tipos de objetivas
  26. 26. Milimetragem e ângulo de visão das objetivas Grande angular: Provoca o afastamento da imagem, principalmente nas borda, reduz seutamanho mas aumenta o ângulo de visão. Suas distâncias focais mais comuns são 6, 8,15, 24, 28 e 35mm. A parte central da imagem parecerá mais próxima da câmera. Existe ainda a lente grande angular especial de 180 graus, conhecida como olhode peixe. A lente grande angular é útil por abranger um ângulo maior. Entretanto eladeforma os objetos o que limita o seu uso em retratos. O rosto sofrerá uma distorção quealtera as feições da pessoa fotografada. A maior deformação se dará nas bordas daimagem. Normal:
  27. 27. A lente ou objetiva normal é aquela cuja distância focal corresponde a medida dadiagonal do negativo. As câmeras que utilizam filme 135mm teriam uma distância focal normal de43mm. Os fabricantes, no entanto, consideram normais a lentes de 45, 50 ou 55. As maisusadas são as de 50mm. A objetiva normal tem o ângulo de visão semelhante ao do olho humano e sãogeralmente mais claras, leves e baratas. Teleobjetiva: É a lente que possui uma distância focal maior que a objetiva normal. As maisusadas são as de distância focal de 80, 100, 200, 300, 600 e 1200mm. A função dateleobjetiva é aumentar o tamanho da imagem no negativo. Ela aproxima a imagem doobjeto, aumentando seu tamanho e reduzindo o ângulo de visão. O maior cuidado que se deve ter ao usar uma teleobjetiva é manter a câmerafirme. Geralmente se utiliza tripé e velocidades mais altas para fotos com objetivas acimade 300mm. São as lentes mais escuras, caras e pesadas. Objetiva Macro: A objetiva macro é uma lente para fotos de assuntos pequenos como flores,insetos, reproduções de fotografias ou ilustrações, etc.
  28. 28. A macro-objetiva possibilita a reprodução de 1 por 1, ou seja, a imagem será reproduzidano filme no seu tamanho real por permitir que o fotógrafo se aproxime bastante do objetoa ser fotografado sem que a imagem perca o foco. É comum encontrarmos no mercadoobjetivas normais, grande-angulares ou teleobjetivas com macro. Isso significa que, alémdo uso normal destas objetivas, elas também podem ser utilizadas para fotografar objetospequenos, porém em geral elas não permitem a reprodução 1:1, limitando-se a 1:2 ou 1:4. Zoom: É um tipo especial de objetiva que pode ser ajustada para diferentes distânciasfocais. Com isso podemos substituir várias objetivas por uma só. Sua desvantagem estána memor luminosidade e no seu peso, geralmente superior quando comparadas à umaobjetiva de distância focal única. Como exemplos de objetivas zoom podemos citar a 28-70mm, a 70-210mm, a75-300mm e assim por diante.Tubo de extensão: De forma idêntica às macro-objetivas, os tubos de extensão são acessóriosutilizados para fotos de assuntos pequenos à curta distância. Eles são adaptados entre o corpo da câmera e a objetiva. Pode-se encaixar umúnico tubo ou uma série deles. Quanto maior a extensão maior será a imagem obtida.Entretanto, há um limite a partir do qual a imagem começa a perder a qualidade. Tubos de extensãoFole de extensão: Tem a mesma finalidade dos tubos de extensão só que é mais versátil, preciso eprático. É dotado de um sistema de sanfona que permite ajustar o tamanho da extensão.Nos tubos isso é feito acrescentando ou retirando um tubo. Desta forma os foles, além detornarem-se mais práticos, possuem distâncias intermediárias impossíveis para os tubosde tamanho fixo. Da mesma forma que os tubos, o fole é adaptado entre o corpo da câmera e aobjetiva. Sua única desvantagem é o preço, maior que o dos tubos.
  29. 29. Fole de extensão
  30. 30. Outros tipos de câmeras Existem ainda outros tipos de formato de câmeras definidas de acordo com otamanho do filme que utilizam.Câmeras de médio formato O termo médio formato é amplamente utilizado para definir as câmeras de formatomaior que 35mm, mas menores que o formato 4x5 polegadas. Tais câmeras podem serdo tamanho 6x4,5, 6x6, 6x7, 6x8 e 6x9cm. Tanto no uso como no tamanho, as câmeras de médio formato representam umcomprometimento entre a rapidez de operação das câmeras 35mm e as estáticas etotalmente controladas câmeras de grande formato. Quase todas as câmeras de médio formato hoje utilizam os filmes em rolo dotamanho 120 ou 220. Estes filmes podme gerar entre 8 e 16 posses por rolo, dependendoda câmera e da área da imagem que esta oferece. Por ser maior em área, o filme 120 é o preferido pelos profissionais, principalmentede estúdio, por oferecer uma melhor qualidade de imagem do que o filme de 35mm, jáque necessita uma ampliação final menor.
  31. 31. Câmeras de grande formato As câmeras de grande formato são de difícil manuseio e mais pesadas do que ascâmeras 35mm e de médio formato e quase sempre exigem o uso de um tripé. Mas elastambém oferecem uma série de vantagens para o fotógrafo que está buscando totalcontrole de perspectiva e uma melhor qualidade de imagem. Estas câmeras utilizam um filme de área maior, em geral chapas de 4x5, 5x7, 8x10e 11x14 polegadas. Estas devem ser carregadas uma a uma em adaptadores especiais eexpostas e reveladas individualmente. O controle total da posição da lente e do plano do filme são de indiscutível valorpara o controle da perspectiva e correção das distorções que possam ocorrer.Também a possibilidade de revelar cada chapa individualmente tem grande apelo para osfotógrafos de estúdio e artistas que buscam a melhor qualidade de imagem possível.Câmeras digitais Com o recente crescimento da tecnologia digital, a fotografia foi presenteada como surgimento das câmeras digitais. Ainda em crescente desenvolvimento, as câmerasdigitais ocupam cada vez mais seu espaço na preferência dos fotógrafos, tanto amadoresquanto profissionais.
  32. 32. Ainda com preços excessivamente altos, as câmeras digitais top de linha oferecemuma série de vantagens ao fotógrafo que busca agilidade, rapidez e controle na produçãode suas imagens. Muito questionada pelos fotógrafos mais tradicionais, é indiscutível que osurgimento da fotografia digital de alta qualidade vai colocar o filme tradicional em umplano secundário num futuro muito próximo. A economia no gasto com filme, revelação eampliação, rapidez na vizualização dos resultados e o não uso de químicos poluidores,aumentaram ainda mais a popularidade da fotografia digital nos últimos anos. Por ser uma tecnologia recente e em constante evolução, uma desvantagem dodigital é que os equipamentos estão se tornando obsoletos muito rapidamente. O padrãode qualidade de 3 megapixels, que era extremamente alto ano passado, hoje já é ostandart das câmeras amadoras mais baratas. E não há dúvidas de que este processocontinuará e até crescerá mais rapidamente com o passar dos anos, o que colocará osfotógrafos em constante estado de atualização e investimento pelo equipamento maisrecente e de melhor tecnologia.
  33. 33. O filme Para melhor utilizarmos os filmes devemos entender as partes que o compõe.Básicamente, todos filmes são compostos de substâncias químicas sensíveis à luzfixadas com o auxílio de uma gelatina sobre uma base rígida ou flexível. A camada do filme que contém os produtos químicos sensíveis à luz (sais deprata) misturados em gelatina é chamada de emulsão. Estes sais de prata, tambémconhecidos como grãos, tem sua estrutura básica modificada quanto são atingidos pelaluz. Esta mudança porém, não é visível a olho nú. Quando revelamos um filme o queestamos fazendo é transformar os sais de prata atingidos pela luz em prata metálica puraque possui a cor preta. Os sais não atingidos pela luz são simplesmente eliminados. Apósa revelação o que resta sobre a base do filme são os grãos pretos de prata que formam aimagem em negativo. A base utilizada atualmente para os filmes é o acetato de celulose, por serflexível, pouco inflamável e bastante resistente. Após vários estudos concluiu-se que o melhor material para unir os produtosquímicos à base de acetado é a gelatina de origem animal por ser transparente, incolor,porosa e não perder a consistência na água. Atualmente existem nos filmes uma camada chamada “anti-véu” ou “anti-halo”colocada sob a base de acetato. Véu ou halo são uma espécie de dupla imagem oufantasma que se forma próximo à imagem original. A camada anti-halo evita que a luz queatravessa o filme se refletida por qualquer razão dentro da câmera escura e sensibilize ossais de prata, o que causaria perda de nitidez na imagem. Existem nas lojas especializadas filmes em formatos e sensibilidades diferentes.Além disso, dependendo do tipo de fotografia que desejamos fazer, podemos utilizarfilmes preto e branco ou coloridos, ou ainda negativos ou positivos. O filme em positivotambém é conhecido como slide ou cromo. Os quatro formatos mais comuns de filmes são:• Cartucho – 110 ou 126 mm• Bobina - 135mm• Rolo - 120mm ou 6 x 6cm• Chapa - 10,7 x 12,6cm A sensibilidade do filme conforme vimos anteriormente, é indicada por umnúmero ASA. Quanto maior esse número, mais sensível (ou mais rápido) é o filme e vice-versa. O filme “comum” é o ASA 100. O filme em negativo apresenta a imagem invertida. Em filmes preto e branco oque é claro aparece escuro e o que é escuro aparece claro. Nos filmes coloridos há umainversão das cores, aparecendo a cor complementar. Por exemplo, o que é verde aparecevermelho, o que é amarelo aparece azul, etc. No filme positivo a imagem é fiel à original, própria para projeção ou impressãográfica. De maneira idêntica aos negativos os filmes positivos podem ser coloridos oupreto e branco. Os filmes preto e branco podem ser ortocromáticos ou pancromáticos. Osortocromáticos são sensíveis a todas as cores, menos ao vermelho. Este é um tipo defilme de auto contraste, bastante usado para a confecção de fotolitos ou para fotografias
  34. 34. em alto contraste. Os filmes pancromáticos são sensíveis a todas as cores, produzindodiversas tonalidades de cinza entre o preto e o branco. Dependendo do tipo de luz para a qual foram projetados, os filmes coloridospoderão ser daylight ou tungstênio. Os filmes daylight ou para a luz do dia, sãobalanceados para luz natural. Eles contém em sua emulsão excesso de amarelo paracompensar o azul natural. Os filmes de tungstênio são balanceados para luz artificial. Elescontém em sua emulsão excesso de azul para combinar com o amarelo da luz artificial. Como quaisquer produtos químicos, os filmes tem vida útil limitada e indicada naembalagem. Todos filmes devem ser guardados em lugar seco, longe do calor e de muitaclaridade. O ideal é que filmes fotográficos sejam guardados a uma temperatura média de8ºC, sendo deixados durante 24 horas em temperatura ambiente antes de seremutilizados. Na hora de colocar ou tirar o filme da máquina procure um local com pouca luzpara evitar manchas de véu devido a luz intensa do sol.Sub-exposição Condição que se nota quando o filme é atingido por pouca luz, resultandonegativos claros e cópias escuras. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando o fotômetroestá estragado ou quando o flash não funciona.Super-exposição Ocorre quando o filme é atingido por muita luz resultando negativos escuros ecópias claras. Um erro comum que causa super-exposição é colocarmos na máquina umfilme ASA400 e a regularmos para ASA100. Como um filme 400 precisa de menos luz queo 100, ocorrerá super-exposição.
  35. 35. Flash Flash eletrônico portátil Flash de estúdio Quando não há luz suficiente para fotografar a única saída é usar um flash. Éimportante conhecermos e testarmos o flash que vamos utilizar antes de qualquertrabalho importante, pois os flashes tem potências diferentes e podem dar resultadosdiferentes dependendo das condições de uso. Existem vários tipos de flashs ou luzesauxiliares, cada uma para um uso específico. Após bater uma foto o flash leva algum tempo até ficar pronto para a próxima fotodevido ao tempo de recarga. A lâmpada-piloto acenderá quando o flash estiver carregado.Quando a lâmpada-piloto demorar muito para acender, troque as pilhas ou recarregue abateria. Use sempre pilhas alcalinas novas ou de pouco uso e não se esqueça de retirá-las do equipamento quando este não estiver sendo usado.Flash eletrônico embutido O tipo de flash mais popular com câmeras 35mm é o eletrônico portátil, por serbarato e bastante simples de manusear. Para obter boas fotos com câmeras que tenham flash embutido confira se asensibilidade do filme está corretamente marcada e mantenha o motivo a ser fotografadoa uma distância entre 1 e 3 metros da câmera. Todos os flahs eletrônicos possuem o mesmo princípio de funcionamento: umadescarga elétrica de tensão elevada é dada em um tubo de vidro cheio de gás raro(xenônio geralmente), produzindo luz intensa. Para gerar essa tensão elevada é que osflashs eletrônicos utilizam condensadores. O tempo de carregamento do condensador éque vai produzir a demora entre uma foto e outra. Quanto mais fortes estiverem as pilhas,mais rapidamente o condensador será carregado, liberando o flash para a foto seguinte.
  36. 36. Flash descartável Existem flashs que servem apenas para uma única foto. Ele acende-se umaúnica vez através de uma pequena espoleta detonada pela abertura do obturador. É umtipo de flash utilizado em câmeras simples que não possuem iluminação embutida ouentão em câmeras descartáveis. Os flashs descartáveis possuem um filamento de magnésio ou de alumínio queinflama-se muito rapidamente produzindo iluminação intensa, mas estão fora de linha eobsoletos.Flash manual Os flash mais baratos ou mais antigos usam sempre a máxima potência paracada disparo. Para obter fotografias com exposição correta é necessário regular a câmerauma vez que a velocidade sempre será a mesma (conforme manual de instruções dacâmera, em geral 60 ou 125) e você terá de regular a abertura do diafragmamanualmente. A leitura da abertura correta é feita em uma tabela que geralmente está nocorpo do próprio flash e varia de acordo com a distância flash-objeto e com a ASA dofilme. As câmeras sem flash embutido tem uma sapata para o encaixe do flash.Colocando um flash com contatos elétricos na sapata todas as conexões elétricasnecessárias são feitas automaticamente. Câmeras ou flashes mais antigos podem não terestes contatos. Neste caso o flash deve ser ligado à câmera por meio de um cabo. Sehouver mais de uma entrada para flash na câmera escolha aquela que estiver marcadacom um "X", pois as demais são para flash de lâmpadas. Eis um caso típico explicado passo a passo:− Conecte o flash à câmera. Se a sapata não tiver contatos ligue o flash à câmera através de um cabo.− Marque na tabela de cálculo do próprio flash a ASA do filme que estiver usando.− Regule a câmera com velocidade do obturador indicada para flash.− Ligue o flash.− Focalize o motivo.− Verifique a distância entre o flash e o objeto a ser fotografado.− Marque a distância na tabela de cálculo do flash para saber a abertura do diafragma necessária.− Regule a abertura do diafragma.− Bata a foto.Flash eletrônico controlado por fotocélula Os flash eletrônicos mais recentes são comandados por células fotossensíveisque medem a luz refletida do objeto que se quer iluminar. Inicialmente indica-se ao flash aASA do filme. De acordo com a sensibilidade do filme se utilizará uma determinadaabertura do diafragma. A fotocélula do flash controla o tempo de abertura do obturador damáquina e o tempo de duração da luz do flash. Quando a fotocélula registrar que járecebeu a quantidade de luz suficiente para aquela ASA e abertura do diafragma,comandará o fechamento do obturador e apagará o flash. Nos casos onde o flash não temcontrole sobre a velocidade do obturador este controlará somente o tempo de duração daluz. Não há necessidade de indicar a distância flash-objeto.
  37. 37. Um flash comandado por fotocélula tanto pode vir embutido na câmera quantoser independente, acoplável à máquina ou de suporte manual.Números-guia A proliferação dos sistemas automáticos de flash quase apagou da memória umafórmula que era usada para calcular a regulagem do diafragma quando se usa flash. Elapode ser muito útil num aperto.Se você souber o número-guia para a combinação flash/filme que estiver usando e adistância entre o flash e o objeto a ser fotografado, é fácil calcular a abertura. Basta dividiro numero guia pela distância. O resultado será a abertura do diafragma ou um númeropróximo dela. Ex.: Se o número-guia da combinação flash/filme é 25 e a distância flash-motivoé 3 metros. 25 ÷ 3 = 8,33 - utilizaremos abertura F/8Manuseios e cuidados Os piores inimigos de um flash eletrônico são as pilhas velhas e o usoesporádico. Procure tirar as pilhas e guardá-las em local arejado e fresco, o que aumentaa vida útil das pilhas e protege o flash contra eventuais vasamentos. Nunca é demaislembrar que o líquido que vasa das pilhas é altamente corrosivo e consequentementedestrói contatos e componentes eletrônicos. Nos modelos que utilizam bateriasrecarregáveis é importante utilizar o flash todos os meses. Retire as pilhas do flash quando ele estiver com carga total nos capacitores paraproteger o flash enquanto estiver guardado. Antes de usá-lo novamente coloque as pilhasno flash e prepare o capacitor disparando o flash manualmente várias vezes. Pilhas fracaspodem diminuir a vida útil do seu flash.Flash fora da câmera Afastar o flash da câmera pode ser favorável porque desta forma a iluminaçãoproduz sombras que dão uma impressão tridimensional. Ao tirar o flash da câmera anula-se o automatismo de um sistema conjugado. Senecessário, calcule a exposição pelo método manual. A maioria dos flash manuais podemser usados, mas é preciso que se use cabo de extensão PC para ligar o flash a câmera.Não esqueça de que a abertura do diafragma é determinada pela distância flash/motivo.Flash rebatido Uma boa maneira de melhorar a qualidade da fotografia realizada com flash érebatê-lo em um teto ou parede próximas ao motivo ou ainda, utilizar um cartão brancopreso à cabeça do flash. Para que possamos rebater a luz é necessário que o flash tenhaa cabeça inclinável ou que possamos utilizá-lo na mão (separado da câmera). A luz indireta (rebatida) é mais suave e muitas vezes pode criar uma sensação devolume através das sombras mais suaves que proporciona.Escolha uma parede ou teto de tons claros, a cor da superfície será rebatida e refletirá noobjeto fotografado. A parede é preferível pois não produzirá sombras sobre os olhos das
  38. 38. pessoas. Calcule a distância que a luz percorrerá do flash à parede e daí ao modelo, estaserá a distância total percorrida pela luz do flash. Avalie o diafragma e se necessário abramais um ou dois pontos, pois a luz do flash rebatida perde intensidade dependendo dasuperfície do rebatedor e da distância deste para o objeto. Isto é determinado mais pelaexperiência do fotógrafo do que por uma regra fixa.Flash com luz do dia Uma forma de reduzir o contraste entre áreas de luz solar intensa e áreas desombra é “preencher” estas sombras com a luz de um flash eletrônico. O objetivo é acrescentar um pouco de luz em um motivo iluminado pela frente,pelo lado, por trás ou até mesmo que esteja na sombra. É necessário tomar cuidado, paraevitar que um excesso de luz do flash deixe a fotografia com um aspecto artificial. Asrecomendações a seguir poderão auxiliá-lo:− Regule a velocidade da câmera para aquela recomendada para uso de flash− Indique na tabela de cálculo do flash que você está usando um filme duas ou três vezes mais sensível que o que realmente está na câmera. Por exemplo, se estiver usando um ASA 100, indique 200 ou 400, se estiver usando ASA 400 indique 800 ou 1600. Deste modo o flash não predominará sobre as condições de luz existentes.− Regule o diafragma de acordo com a distância do flash ao motivo a ser fotografado− FotografeAção na hora de fotografar A duração da luz do flash é, em geral, muito menor que a velocidade mais alta desua câmera. Isto torna possível paralisar momentos extremamente rápidos em lugaresescuros, crianças brincando, animais pulando. A exposição depende da distância entre oflash e o motivo. Lembre-se que o flash rebatido produz uma iluminação mais natural.Reflexos: Preste atenção quando houver fundos brilhantes ou óculos na cena. Eles produzembrilhos desagradáveis se o flash não for rebatido.Olhos vermelhos: Os olhos de algumas pessoas e de alguns animais podem refletir a luz do flash comum brilho estranho e avermelhado. Isto ocorre porque em ambientes pouco iluminados apupila dilata e na hora da foto a luz do flash ilumina o fundo do olho e os vasossangüineos são refletidos;− Para evitar este reflexo intenso da luz do flash, acenda todas as luzes internas, pois uma maior luminosidade ajudará a diminuir o tamanho da pupila;− Aumente a distância entre o flash e a objetiva da câmera. Em algumas câmeras é possível usar uma extensão para o flash. Afaste-se até os limites permitidos pelo flash para que os reflexos fiquem menos intensos.Faixas de distâncias: Com câmeras simples, fotografe dentro dos limites de distância recomendadaspelo fabricante, o que irá variar com o tipo de flash e do filme. Com outras câmeras a faixade distância para expor corretamente é determinada pela sensibilidade do filme, aabertura do diafragma e, eventualmente, pelo modo de operação do flash. Entretanto, é
  39. 39. mais comum que a partir da sensibilidade do filme e da distância do flash ao motivo sedefina a abertura do diafragma necessária.Primeiro plano superesposto: Qualquer pessoa ou objeto que estiver mais próximo que o limite da faixa doflash ficará superexposto, ou seja, muito claro na fotografia. Componha a cena de modo que o motivo principal esteja mais próximo que todasas outras coisas, mas dentro do limite de distância do flash.Grupos: Pessoas que estejam a diferentes distâncias da câmera receberão diferentesquantidades da luz do flash. Algumas ficarão muito claras, outras muito escuras. Procure fazer com que todas as pessoas estejam aproximadamente a mesmadistância do flash.
  40. 40. AcessóriosTripé O tripé é um acessório básico e fundamental, muito utilizado para fotografiasonde exista pouca luz ou onde se deseja firmar bem o equipamento, como no caso do usode teleobjetivas. O tripé ajuda também na composição, já que seu uso desacelera o processofotográfico, fazendo com que o fotógrafo “pense” mais sobre a foto e avalie se estáusando a melhor composição para determinada foto. Um acessório muito utilizado em conjunto com o tripé são os disparadores decabo.Motor drive É um acessório que serve para avançar automaticamente de uma foto para aseguinte após a mesma ser batida. Atualmente este é um acessório que já vemincorporado em muitas máquinas. Também chamado simplesmente de “drive”, esteacessório é bastante útil para realizar seqüências rápidas de fotos, principalmente emfotojornalismo ou esportes de ação. Ao pressionarmos o disparador a máquina irá bateruma foto atrás da outra até soltarmos o botão disparador. O número de fotos batidas porsegundo varia de acordo com o modelo e o fabricante do drive, sendo um ítem importantea ser considerado na hora da compra.
  41. 41. Filtros É uma lente de vidro ou uma transparência de gelatina plastificada utilizado nafrente da objetiva que modifica a luz que atinge o filme. Os filtros coloridos permitem que a luz de sua própria cor passe através da lentee atinja o filme. Ele filtra (retém) a luz de outras cores.Tipos básicos de filtros• Filtros para correção de cores.Para fotos coloridas: Séries 80: Filtros azuis para correção de cor no uso de filme luz do dia com iluminação artificial (luz tungstênio). Sem o filtro a foto fica com uma tonalidade amarelada. Séries 81: Filtros amarelados (warm up) usados para corrigir o excesso de azul causado pela luz do sol do meio-dia ou fotos na sombra. Podem também ser usados para dar um tom mais quente a foto. FLW/FLD: Filtros para correção de cor com iluminação de luz fluorescente. Sem o filtro a foto fica com uma tonalidade esverdeada.Para fotos em preto e branco: Filtro amarelo: Melhora a foto de uma paisagem, pois torna o céu natural. Um céu azul fotografado sem filtro pode aparecer completamente branco numa foto. Um filtro amarelo aprofunda a tonalidade do céu, dando contraste entre o céu escuro e as nuvens brancas. Filtro vermelho: Faz com que o céu apareça quase negro, pois este filtro cria um forte contraste entre o céu e as nuvens brancas. Ele possibilita também que se capte imagens dentro de nevoeiros, mas não é adequado para fotos de pessoas porque as tonalidades da pele se tornam pálidas. Filtro verde: Fornece os mesmos tons azulados do céu do filtro amarelo e reproduz tonalidades de pele normais. Melhora também as tonalidades das folhas e gramas verdes, fazendo com que as flores se sobressaiam num fundo verde.• Filtro fantasia: Close-up - Imita o macro, permitindo que a câmera se aproxime mais do objeto, e consequentemente conseguindo captar objetos pequenos. Cross-screan - Cria estrelas nos reflexos de luz. Spot-soft - Retira o reflexo da luz do sol. Polarizador – Elimina reflexos da luz solar e ressalta a cor das superfícies refletoras.• Filtro de proteção: Skylight ou UV (ultravioleta) - são filtros que praticamente não alteram a fotografia. A única alteração é que limpam o horizonte no caso de haver névoa e ressaltam as nuvens. Mas o objetivo principal deles é proteger a lente exterior da objetiva de qualquer impacto. Em caso de acidentes o que é danificado é o filtro, que tem um custo muito mais baixo para reposição se comparado à objetiva.
  42. 42. Princípios da composiçãofotográfica A composição fotográfica é a arte de selecionar e arranjar de maneiraharmoniosa os assuntos dentro da área a ser fotografada. Os arranjos são feitos colocando-se as pessoas ou os objetos em determinadasposições. As vezes, mudar o ângulo de tomada da foto acarreta uma mudançaconsiderável na composição. Alguns instantâneos podem ser tornar boas composições, mas a maioria dasboas fotografias são criadas. E como se criam boas fotos? Primeiro, aprendendo as regras básicas para umaboa composição. Você verá que uma foto bem composta freqüentemente envolve umplanejamento cuidadoso e, às vezes, muita paciência. Com o tempo as regras de composição se tornarão parte de suas idéias quandovocê estiver procurando por motivos fotográficos e, em breve, elas se constituirão em algonormal e automático para você. Neste programa iremos discutir simplicidade, regra doterço, linhas, equilíbrio, enquadramento e fusões. Mas como a fotografia é uma arte, a composição também não tem regrasdefinitivas. Por isso, considere estes ítens como simples orientações, muito úteis no iníciomas que não devem ser um limitador da sua criatividade. A primeira, e talvez a mais importante das orientações, baseia-se nasimplicidade. Procure utilizar formas que dêem maior atenção visual ao centro deinteresse da foto. Uma das maneiras de se conseguir isso é selecionar um fundo que nãoroube a atenção do assunto principal. © Arquivo Senac Você pode simplificar suas fotos e reforçar o centro de interesse selecionandofundos simples, evitando objetos e pessoas não relacionados com o assunto principal echegando mais perto do motivo, de forma a incluir na foto somente os ítens necessários.Se você quer fazer o centro de interesse um pouco mais dinâmico, desloque-oligeiramente fora do centro da fotografia.
  43. 43. Você pode usar a regra do terço como um guia para a colocação do assunto forado centro da área fotografada. Antes de tirar a foto, imagine a área da fotografia dividida simultaneamente em 3terços verticais e horizontais. As intercessões destas linhas imaginárias sugerem 4opções para a colocação do centro de interesse. A opção depende do assunto e comovocê quer que ele seja apresentado. © Arquivo Senac Você deve sempre considerar a direção do movimento dos assuntos e deixar umespaço à frente do qual eles possam se movimentar. © Mauro Goulart Você pode usar diagonais como linha de condução a fim de proporcionar umdimensionamento na foto. É um caminho simples e fácil para os olhos seguirem emdireção ao assunto principal.
  44. 44. © Arquivo Senac Você pode também usar linhas que conduzam a atenção do observador para ocentro de interesse. Uma das mais comuns e atrativas linhas na composição é a chamada curva S. © Mauro Goulart Conseguir bom equilíbrio também faz parte das recomendações para uma boacomposição. O enquadramento e a disposição dos assuntos foram todos cuidadosamenteselecionados a fim de poderem criar uma foto bem equilibrada.
  45. 45. © Mauro Goulart Uma foto bem equilibrada dispõe os objetos de forma que eles não fiquemconcentrados em um único ponto, nem que fiquem simplesmente jogados em qualquerlugar. Pelo contrário, o equilíbrio requer distribuição dos pesos de forma que nenhumponto fique “massudo”, ou seja, com uma super-concentração de objetos. Enquadramento é o outro item importante para melhorar uma composiçãofotográfica. Enquadrar é deixar o centro de interesse cercado por objetos que formamuma espécie de moldura. Com isso evitamos que o olhar do espectador seja levado parafora da fotografia. © Arquivo Senac Fusões da imagem de objetos e pessoas devem ser cuidadosamente estudadaspara não dar à fotografia idéias que você não gostaria. No caso de desejar a fusão deobjetos para transmitir uma idéia, tenha esta intenção sempre sob controle.
  46. 46. Lembre-se que nós enxergamos tridimensionalmente, mas frequentemente nosconcentramos somente no assunto principal, não percebendo que o fundo pode estarinterferindo. A fusão de proximidade pode não ser totalmente desagradável, mas poderá roubara atenção do centro de interesse. Fusões de proximidade são objetos ou linhas que estãoexcessivamente juntas ao assunto principal. Outro aspecto importante na composição é com relação a posição da linha dohorizonte. Colocá-la no centro do quadro divide a foto em 2 partes iguais, tornando acomposição um tanto estática, porém equilibrada. © Arquivo Senac Quando queremos dar uma idéia de amplidão do espaço, podemos colocar nossohorizonte na parte de baixo da foto. © Arquivo Senac
  47. 47. Quando a idéia for de proximidade, de modo que as distâncias aparentem sermais curtas, podemos colocar a linha do horizonte no alto da foto. © Arquivo Senac As linhas verticais de nossas fotos devem ser mantidas sempre verticais (ex:árvores, postes, edifícios, etc.).
  48. 48. © Arquivo Senac A não ser em ladeiras ou objetos e locais normamente inclinados, o chão deveficar sempre na horizontal, bem como todas as linhas que cortam a foto no sentidohorizontal. Contudo, tão importante quanto seguir as regras da boa composição, é passar anossa mensagem. Podemos quebrar todas as regras, se isso for facilitar a transmissão danossa idéia.Enquadramento O enquadramento é o recorte que damos à realidade, ou seja, aquilo que iremosconsiderar o nosso “quadro”. A posição da câmera em relação ao assunto também podefornecer diferentes ângulos de visão para um mesmo assunto. Consideraremos aquicomo ângulo normal aquele obtido quando o fotógrafo está em pé e aponta a câmera parafrente, na altura do seu olhar. Mas existem outros ângulos muito interessantes deexplorar:• Planjêe: câmera alta, ângulo de tomada de cima para baixo.• Contra Planjêe: câmera baixa, ângulo de tomada de baixo para cima.• Câmera insólita: 90º com o teto, de cima para baixo, irá achatar o motivo.• Plano aberto: visão geral da imagem, em ângulo aberto.• Plano médio: na fotografia de pessoas, cortar da cintura para baixo.• Plano americano: na fotografia de pessoas, cortar da coxa para baixo.• Plano insólito: ângulo inusitado, diferente de todos os classificados.• Close ou Plano de detalhe: fotografia tirada de bem perto.
  49. 49. Luz Diferentes tipos de fotos requerem diferentes graus de iluminação.Dias nublados são melhores para fotografar pessoas. Uma camada fina de névoacobrindo o sol atenua a luz solar, criando um sombreado suave e meios tons de na foto.Assim a imagem de uma pessoa parece natural, pois não há sombras profundas em suaface. Nos dias de céu aberto sem nuvens se produz as melhores fotos de paisagem. Osol torna cada detalhe do cenário mais nítido criando áreas escuras e iluminadas na foto.A luz mais amarelada das primeiras horas da manhã e do fim de tarde são em geral aspreferidas pelos fotógrafos de natureza por proporcionar um tom mais “quente” àsimagens. Quando se tem de fotografar uma pessoa em dia claro é preciso controlar assombras sobre o rosto. Antes de tirar a fotografia estude a maneira como a luz incidesobre o objeto. Há quatro maneiras pelas quais o sol pode incidir sobre a cena.Luz Lateral É a luz que ilumina um lado do objeto. Desta forma o outro lado do objeto ficaráno escuro. Pode-se iluminar essa área escura mantendo a pessoa ou objeto fotografadopróximo a uma parede clara ou com o uso de um rebatedor. Se a distância entre a fonte de luz (flash) e o objeto a ser fotografado for menorque 2,4 metros, pode-se cobrir o refletor com um lenço ou papel vegetal. Isso reduzirá aluminosidade produzida pelo flash e suavizará sua luz. O uso de uma luz extra conferemais detalhes ao lado sombreado da face.Luz Vertical É a luz natural que acontece próximo ao meio-dia quando o sol está bem acimada cabeça da pessoa. O sol produz sombras indesejáveis sob as sobrancelhas e nariz.Para corrigí-las use refletores ou mesmo o flash.Luz Frontal Incide sobre o rosto da pessoa produzindo sombras tão desagradáveis comoiluminação vertical. Essa iluminação também poderá fazer com que a pessoa feche osolhos. A foto saíra melhor se o fotógrafo mudar a cena de posição a fim de que a fonte deluz ilumine um lado da pessoa.
  50. 50. Luz posterior Iluminação que vem por trás da pessoa ou objeto a ser fotografado. Se o solestiver muito forte, produzirá uma sombra escura na parte frontal do assunto e o assuntofotografado aparecerá como uma silhueta. Neste caso o uso de refletor ou flash irámelhorar a fotografia. Se a luz do sol for fraca , produzirá apenas uma sombra leve e agradável sobre aparte frontal do assunto. Para fotografar um assunto que recebe iluminação posterior deve-se usar umprotetor de lente ( parasol ) para proteger a lente da iluminação direta, caso contrário o soliluminará diretamente a lente produzindo listas e manchas brilhantes na foto ( flare ).Cor O princípio fundamental da fotografia colorida consiste na possibilidade de sereproduzir qualquer cor, a partir de uma mistura de apenas três cores primárias “básicas”– vermelho verde azul Através do uso da cor, podemos agregar todo um novo conteúdo às nossas fotos.Com a cor podemos criar climas ( quente - amarelo, laranja ou frio - azul, violeta),podemos ainda usar a cor como elemento de composição, podemos isolar elementos nafoto ou destacar cenas com o uso de cores predominantes, bem como mostrar detalhesque possuam cores diferentes das do resto da cena e até mesmo evocar emoções. Entender os pricípios básicos das cores nos ajudará a tornar possível todas aspossiblidades acima, já que existe uma integração e até uma lógica no uso das cores. Através da “roda da cores” podemos visualizar melhor a relação que as corespossuem umas com as outras. As cores adjacentes (vizinhas) se harmonizam e ascomplementares (opostas) tendem a contrastar.
  51. 51. Roda das cores
  52. 52. Defeitos comuns na fotografiaAssunto borrado: Qualquer assunto em movimento sairá borrado se fotografado comvelocidade baixa.Assunto cortado: Enquadramento incorreto durante a tomada resultará em corte de partedo assunto. Deixe uma pequena margem entre a borda do visor e o assunto, respeitandoa correção de paralaxe.Assunto tremido: A câmera foi movimentada durante a tomada fotográfica.Calor: Filme exposto ao calor dará copias sem nitidez e distorção de cores. Não deixe acâmera ou o filme no porta-luvas do carro, nem exposto ao sol.Contra-luz: Iluminação vinda de trás do assunto principal poderá reverter em perda denitidez frontal. Recomenda-se o uso de iluminação auxiliar frontal.Cópia amarela: Fotos feitas ao entardecer poderão resultar em cópias amareladas devidoa maior incidência de raios infravermelhos.Cópia desbotada: Iluminação insuficiente resulta em cópias escuras, sem definição e depouco contraste. Para evitar esse tipo de problema ajuste corretamente a velocidade e aabertura do diafragma. Verifique as condições do fotômetro da câmera e o ajuste paraflash.Cores alteradas: Se o filme ficar guardado muito tempo ou mal armazenado poderáresultar em cópias de cores alteradas. Verifique a data de vencimento e garanta ascondições de armazenamento se necessitar guardar o filme antes de usá-lo.Cor predominante: O uso de filtros inadequados poderá resultar em cópias compredominância de cor.Filmes sem imagem: Tampa da lente não removida é um problema comum nas máquinasimples, onde o visor é independente da objetiva. Se o filme foi mal colocado ou ailuminação for insuficiente, isso poderá fazer com que o filme fique sem imagem.Fora de foco: Fotos batidas a menos de 1,2 metros (o valor exato depende da marca emodelo, podendo ser verificado no manual da câmera) da objetiva de foco fixo ficarão forade foco. Um erro no ajuste da objetiva de foco variável também resultará em fotosdesfocadas.Fora de nível: Resulta fotos com enquadramento inclinado em relação às bordas.Imagens sobrepostas: Avanço irregular do filme na câmera resulta em fotogramassobrepostos ou partes do filme sem exposição.Manchas: Se algum objeto for colocado em frente à objetiva, próximo à câmera, issoresultará em uma mancha indefinida na foto. Verifique se os dedos ou alça estão longe daobjetiva. Esse é um tipo de erro comum em câmeras simples, onde o visor éindependente da objetiva.Negativos danificados: Câmeras sujas ou com elementos soltos, amassados ou malcolocados podem vir a riscar o negativo. Negativo mal armazenado ou mal manuseadotambém poderá ser danificado.Papel protetor colado: Guardar o negativo, com invólucro protetor, em ambiente úmido,poderá causar a aderência do invólucro ao filme. Guarde seus negativos em ambientessecos, e envolvidos em plásticos quimicamente neutros.Sincronismo do flash: Velocidade do obturador inadequada para o uso com flash,resultará em assunto parcialmente exposto. Leia o manual da câmera para saber qual é avelocidade correta para sua máquina.
  53. 53. Velatura: Coloque o filme na câmera sempre ao abrigo da luz direta, para evitar exposiçãoindevida (velatura) do filme. Filme velado é um filme que recebeu luz indevidamente, e porisso “queimou”.
  54. 54. Ficha técnica Fotografar é uma experiência pessoal baseada na prática e na observação.A pessoa que procura sempre evoluir em seus resultados fotográficos terá maiorfacilidade se mantiver um constante registro de todas as fotos que fizer, principalmentequando se aventurar em experiências novas, para poder comparar o que foi feito com osresultados obtidos e repetir os acertos ou saber onde pode ter errado. Para isto, sugerimos ao aluno que organize, em um caderno, os dados da fichatécnica sugerida aqui. Cada vez que fotografar, anote na ficha tudo o que estiver fazendoem cada uma das fotos.• Tipo de máquina - A marca e o modelo de sua câmera fotográfica. Mesmo que ela seja bem simples, é importante registrar qual o tipo que foi utilizada.• Tipo de filme - O tipo, a marca e a sensibilidade do filme, bem como o número de fotos disponivel.• Númeração das fotos - Anote o numero da foto que você bateu, a partir de uma seqüência que inicie em 1. Não é recomendado basear-se no indicador da câmera.• Horário - É importante anotar o horário em que foi feita a foto. Conforme a hora, a luz é totalmente diferente. Se você fez a foto com flash, anote o tipo e a potência do mesmo. É importante indicar se a foto foi feita sob o sol, em dia nublado ou à sombra, pois a luz é muito diferente.• Diafragma - Se a sua maquina tem regulagem manual da abertura do diafragma, anote sempre a abertura usada.• Velocidade - Se a sua maquina possui regulagem de velocidade do obturador, anote sempre a velocidade usada.• Objetivas - Anote a marca e a distância focal da objetiva que usou.• Observações - Aqui é anotado tudo o que você considera importante ser lembrado no futuro, como por exemplo o local onde fotografou, os efeitos especiais utilizados, etc.
  55. 55. TIPO DE MÁQUINA_________________________________________________TIPO DE FILME____________________________________________________Nº Hora Diafragma Velocidade Lente ObservaçõesReferências Bibliográficas
  56. 56. BUSSELE, Michael. Tudo sobre fotografia. 4ª ed.. São Paulo: Livraria Pioneira Editora,1988.OLIVEIRA JR., Antônio Ribeiro de. Manual de fotografia – Módulo 2. Rio de Janeiro:Senac, 1993.ADAMS, Ansel. The camera – The Ansel Adams Photography Series 1 . UnitedStates: Little, Brown and Company, 1983.LANGFORD, Michael. Aprendizado da fotografia – Iniciação. Lisboa: EditoraPresença, 1979.

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