Exposição fotográfica

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Exposição fotográfica

  1. 1. Exposição Fotográfica Professor: Júlio Rocha Agosto de 2013 2º Período de Publicidade e Propaganda Aulas: 03 e 04
  2. 2. Exposição Fotográfica  Exposição se refere à quantidade de luz usada para formar uma fotografia. Conseguimos ver tudo no mundo porque tudo reflete luz.  Toda vez que vamos fotografar com uma certa quantidade de luz, passa pela lente e chega no sensor ou filme.  Cada pedacinho de luz contém um pouco de informação: é a luz refletida dos objetos que está indo até os nossos olhos e, também, até a nossa câmera.
  3. 3.  Para nossa câmera criar as imagens estáticas que chamamos de “fotografia”, certa quantidade de luz deve passar pelas lentes por um tempo para que possamos reproduzir um momento.  Essa luz não pode ser demais ou nossa foto ficará superexposta, ou seja, ela ficará clara demais. Essa luz também não pode ser de menos ou nossa foto ficará subexposta, ou seja, ela ficará escura demais. Exposição Fotográfica superexposta exposição normal subexposta
  4. 4.  Abertura do diafragma + Velocidade do obturador + ISO  São eles que controlam a luz que será transformada em imagem. Exposição Fotográfica A exposição é baseada em três fatores:
  5. 5.  Obs: as formas como cada coisa reflete a luz diferem entre si, por isso conseguimos ver os diferentes objetos e cores.  Nossos olhos e a câmera trabalham de forma parecida absorvendo o espectro de cores e luminosidade de tudo que está a nossa volta.  A cor preta, por exemplo, absorve toda a luz, enquanto a cor branca reflete toda a luz. Exposição Fotográfica
  6. 6.  As câmeras possuem mecanismos para nos dizer quando a exposição está correta. Nem sempre a câmera está certa, mas com a experiência podemos nos basear no que ela nos diz para expor exatamente do jeito que queremos as diferentes situações. Exposição Fotográfica Como expor corretamente?
  7. 7.  Ao olhar no visor da câmera conseguimos ver uma régua de exposição. Ela nos conta como está a exposição da nossa imagem com a quantidade de luz que está entrando pelas lentes! Como essa régua funciona ou se parece depende um pouquinho da sua câmera, mas basicamente ela é assim: Exposição Fotográfica Como expor corretamente?
  8. 8.  Este pequeno retângulo embaixo mostra a exposição atual da sua imagem.  Se ele estiver bem no meio é porque a sua câmera considera que a cena está bem exposta.  Neste caso pode bater a foto pois a quantidade exata de luz vai entrar para criar uma imagem bem exposta.  Se o retângulo estiver mais para a esquerda sua cena estará subexposta e se estiver mais para a direita, superexposta. Exposição Fotográfica Como expor corretamente?
  9. 9. Subexposição  Uma foto está subexposta quando uma quantidade insuficiente de luz entrou na câmera pelas lentes.  Quando isso acontece vários pontos da imagem ficam pretos: sem informação nenhuma de cor ou luminosidade. Exposição Fotográfica Como expor corretamente?
  10. 10. Superexposição  Uma foto está superexposta quando muita luz entrou na câmera.  Quando isso acontece vários pontos da imagem ficam “estourados”: brancos e sem informação nenhuma de cor ou luminosidade. Exposição Fotográfica Como expor corretamente?
  11. 11. Modo de medição de exposição  Se sua câmera possuir a configuração do modo de medição de exposição (ou metering mode) é interessante saber como configurá-lo.  Existem vários metering modes que ajudam a câmera a saber melhor quando a imagem está bem exposta. Exposição Fotográfica Como expor corretamente?
  12. 12.  O diafragma é um “olho” que abre na hora de tirarmos a foto para que a luz passe.  Controlamos a abertura desse olhinho para expor corretamente.  A primeira configuração que vamos ver para o controle da quantidade de luz que entra na nossa câmera (exposição) é a abertura do diafragma.  O diafragma fica na sua lente e se parece com isso: Exposição Fotográfica Abertura do diafragma
  13. 13. E como eu configuro a abertura?  A abertura do diafragma é medida em um valor “f”.  Quando menor esse valor mais aberto está o diafragma.  Cada valor de “f” tem o dobro de área do próximo valor.  É simples: quanto maior for a abertura que você configurar mais luz entrará pela lente.  Quanto menor for esse valor, menos luz entrará.  Quando você está em uma situação de baixa luminosidade a tendência é usar uma abertura maior, para que o máximo de luz possa entrar, e vice-e-versa. Exposição Fotográfica Abertura do diafragma
  14. 14. Lentes e abertura  Lembre-se: cada lente tem seu diafragma e um limite de abertura.  Algumas lentes conseguem um valor de f 1.4 (bem aberta!) até f 22 e outras conseguem um valor de f 5.6 até f 16.  Pense nisso na hora de comprar suas lentes: dependendo do tipo de fotografia que você pretende fazer é importante ter uma lente que tenha uma abertura bem ampla para que entre mais luz. Exposição Fotográfica
  15. 15. A abertura e suas consequências  O uso de diferentes aberturas não só controlam a passagem de luz como tem consequência alguns fatores como menor profundidade de campo e aberrações, dependendo da lente.  O principal fator criativo que devemos observar é a profundidade de campo. Exposição Fotográfica
  16. 16. Profundidade de campo  Quando você usa uma abertura maior (valor f mais baixo) a profundidade de campo diminui, quando você usa uma abertura menor (valor f mais alto) a profundidade de campo aumenta.  Veja o exemplo em fotos: Exposição Fotográfica f 1.8 – várias partes da foto estão “embaçadas” f 16 – todos os elementos estão em foco
  17. 17.  A velocidade é a quantidade de tempo que o diafragma ficará aberto expondo o filme ou o sensor. Quando mais tempo, mais luz entra.  A velocidade é simples de entender: quando mais tempo você deixar o diafragma aberto mais luz vai entrar e expor o sensor ou o filme.  Se você deixa menos tempo, menos luz entra.  Como a velocidade de exposição normalmente está em frações de segundo a maioria das câmeras mostra somente a parte de baixo da fração, ou seja, se estou deixando meu sensor ser exposto à luz durante 1/100s a minha câmera vai mostrar “100”.  Quando passamos a lidar com exposições mais longas, de 1 segundo ou mais, a câmera mostra 1’, 2’, 3’ e assim por diante. Exposição Fotográfica Velocidade do obturador
  18. 18. A velocidade e suas consequências  Assim como a abertura, a velocidade controla a quantidade de luz que chega ao sensor - sempre com consequências que usamos de forma criativa. Algumas delas são:  Congelamento: Quando usamos uma velocidade alta conseguimos captar objetos que estão se movimentando como se estivessem parados.  Movimento: Quando usamos uma velocidade baixa tudo que está em movimento começa a ficar embaçado. Assim conseguimos ter essa impressão de movimento da cena. Cuidado na hora de apertar o botão: o movimento da própria câmera pode tremer a imagem em velocidades mais baixas. Exposição Fotográfica Velocidade do obturador
  19. 19. A velocidade e suas consequências Exposição Fotográfica Velocidade do obturador 1/3 – com uma velocidade mais baixa temos um efeito de movimento Congelamento: Movimento 1/250 – com uma velocidade alta conseguimos ver a água da cachoeira detalhadamente
  20. 20.  ISO é a sensibilidade do sensor ou do filme.  Quanto maior o valor mais sensível é.  E quanto mais sensível mais luz é absorvida.  Você também vai escutar alguns chamarem de “ASA”, embora seja uma nomenclatura mais abandonada.  No geral, quando temos uma situação de bastante luz deixamos o valor ISO mais baixo para que a foto não fique superexposta.  Quando temos pouca luz deixamos o valor de ISO mais alto para que a foto não fique subexposta.  Os valores de ISO variam muito de câmera para câmera. Exposição Fotográfica ISO ou ASA
  21. 21. O ISO e suas consequências  Mais uma vez a mudança desses valores não afeta somente a exposição: no caso do ISO quanto maior o valor de sensibilidade mais ruído será encontrado no resultado final. O ruído é uma aberração que deixa a imagem com “pontilhados” de iluminação e cores - deixando a imagem menos nítida.  Veja exemplos a seguir: Exposição Fotográfica ISO ou ASA
  22. 22. Exposição Fotográfica ISO ou ASA ISO 200 – imagem limpa e nítidaISO 3200 – podemos notar na imagem manchas de iluminação e cores, o famoso ruído.
  23. 23.  O Balanço de Branco faz com que as cores da nossa foto sejam iguais às cores da realidade, dependendo da luz que está iluminando nossa cena.  O balanço de branco existe porque existem vários tipos de luz por aí.  E dependendo da luz que bate na nossa cena as cores podem ficar diferentes.  Isso acontece porque cada tipo de luz tem uma temperatura de cor.  Ok, vamos por partes: às vezes fotografamos com a luz do sol.  Às vezes fotografamos com uma luz artificial como o flash ou uma lâmpada.  Nosso olho é muito esperto então conseguimos ver as cores corretamente em qualquer situação, mas as câmeras nem sempre são tão espertas então precisamos contar para ela qual luz estamos usando para que ela a interprete da forma correta. Exposição Fotográfica Balanço de Branco
  24. 24. Temperatura de cor  A diferença entre uma luz e outra é a temperatura de cor - medida normalmente em Kelvins.  Todo mundo já tirou uma foto iluminada por lâmpada que ficou amarelada.  Isso acontece porque a câmera não estava preparada para a temperatura de cor dessa luz.  Procure no seu manual a forma de mudar o Balanço de Branco na sua câmera: normalmente você encontra todas as opções que você precisa: luz do sol, sombra, tungstênio (aquela lâmpada antiga que gasta mais energia), lâmpada fria, tempo nublado, luz de flash, entre outros. Exposição Fotográfica Balanço de Branco
  25. 25. Exposição Fotográfica Balanço de Branco Com o balanço de branco deixamos a imagem com as cores reais.
  26. 26.  Esses dois itens definem a nitidez da nossa imagem - onde fica essa nitidez (foco)?  Quantas partes da foto ficarão nítidas (profundidade de campo)?  Todo mundo conhece o foco. Quando tiramos uma foto queremos que nosso destaque, no geral, esteja nítido e visível. Exposição Fotográfica Foco e profundidade de campo
  27. 27. Foco  O foco pode ser manual ou automático. Manualmente você gira o anel da sua lente. Nas lentes automáticas você pressiona o botão do obturador somente um pouco (meio-toque) e a câmera irá fazer o foco automaticamente. Exposição Fotográfica Foco e profundidade de campo
  28. 28. Profundidade de campo  A profundidade de campo define o quanto os objetos “próximos” do objeto que você decidiu ser o foco estarão focados também.  Vamos passar a chamá-la de DOF “Depth of field.  Quando o DOF é maior quer dizer que tanto os objetos à frente do escolhido como ponto focal quanto os que estão atrás também ficarão com um bom foco.  Quando o DOF é menor, os objetos à frente e atrás do objeto escolhido como ponto focal ficarão sem foco.  Observe a comparação para entender melhor: Exposição Fotográfica Foco e profundidade de campo
  29. 29. Profundidade de campo Exposição Fotográfica Foco e profundidade de campo Neste caso somente o tamborzinho está em foco. A profundidade decampo é menor e os objetos envolta estão desfocados. Quando a profundidade de campo é maior os objetos em volta continuam nítidos (mas nunca tão nítidos quanto o ponto principal de foco).
  30. 30.  E como controlamos a profundidade de campo?  Abertura: Quanto maior a abertura, menor o DOF - e vice-e-versa.  Proximidade com o objeto: Quanto mais próximo do objeto você estiver, menor o DOF - e vice-e-versa.  Distância focal: Quanto maior a distância focal (“zoom”), menor o DOF - e vice-e-versa.  Veja alguns exemplos de uso do DOF: Exposição Fotográfica Fatores que influenciam a profundidade de campo
  31. 31. Exposição Fotográfica Fatores que influenciam a profundidade de campo Fundo desfocado graças à utilização de uma abertura de f 1.8 Toda a paisagem está em foco, desde o céu até o chão, graças a uma abertura de f 22 e uma distância focal de 18mm
  32. 32.  Você deve conhecer como “zoom”.  A distância focal define o campo de visão de uma lente.  A distância focal é medida em mm (milímetros) e define o quanto você consegue ver a partir de uma lente.  Quando maior o valor, mais “fechado” será o ângulo de visão de uma lente.  Quando esse valor é maior, mais “aberto” será o ângulo de visão de uma lente.  Veja a seguir exemplo: Exposição Fotográfica Distância Focal
  33. 33.  Nestes exemplos o fotógrafo está sempre na mesma distância do assunto fotografado, a única coisa que muda é a lente! Exposição Fotográfica Distância Focal
  34. 34. Referências:  BUSSELLE, Michael. Tudo sobre fotografia. Thomson Pioneira,1979.  DUBOIS, P. O ato fotográfico. Campinas: Papirus, 1998.

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