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Seu dedo ainda estava na página da entrevista, e com uma respiração profunda, ela avirou deu de cara com a foto de Patrick...
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Ele sabia que deveria estar esperando por uma mensagem de sua esposa, e o fato de queele não estava nem aí, o deixou ainda...
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pensando em pedir Ellen em casamento, mas não agora ... eles nunca haviam discutidoisso antes. De fato, nos últimos meses ...
"Certo, bem, você quer ir até a Puma comigo?" Chris não acreditou nem por umsegundo que as coisas estavam bem, mas ele evi...
banco. Ele tinha encaminhado uma mensagem de volta ... na mesma hora ... ela nãopodia acreditar. Olhando para a mensagem, ...
rapidamente, que ela estava com medo de ter uma dor de cabeça por causa domovimento. Chris não parecia surpreso com a reaç...
”Talves eu esteja exausta.” Ela falou afastando-o completamente. O motorista atirou umolhar curioso de seu espelho retrovi...
suas ansiedades. Sentia falta dela e ela sentia falta dele ... ele tinha certeza disso agora, eo conhecimento fez sua ment...
"Eu acho que você ficará feliz de chegar em casa?""Sim, mais do que feliz." Ele respondeu, sabendo que quanto mais cedo el...
não sendo capaz de esconder o quão feliz ele estava. Sentia-se como um adolescenteque descobriu que sua paixão secreta tam...
"Patrick ..." Ela cortou em tom de súplica. Ela não queria ouvi-lo rejeitá-la, ela nãopoderia ouvir ele dizer que os senti...
fingir que não estou. Nós temos lutado contra isso em todas essas semanas ... talvez eudeva                  dizer        ...
Caminhando para o elevador, ele sentia o corpo leve, como se estivesse andando no ar.Era a sensação de que ele tinha ouvid...
sua esposa. Eles precisavam conversar, então ele entrou na sala e se sentou em frente aJillian.Sentado em frente a ela, o ...
Inclinando a cabeça e erguendo uma sobrancelha, Jillian não teve nenhum tempo parapensar em sua resposta. Enquanto Patrick...
igualmente baixo. Suas emoções estavam estranhamente em choque, e foi então que elesabia que ela já sabia a ... horas ... ...
visto e não foi surpresa, que ela não estava se quebrando na frente dele. "Então é isso?"Ela falou, uma vez que ele estava...
voz dela era tão forte e confiante que ele teria acreditado nela, se não a conhecessemelhor.Balançando a cabeça, levantou-...
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Parte 3

  1. 1. * 3 semanas mais tarde *Grandes pingos de chuva batiam contra as janelas do quarto de hotel do Upper WestSide fazendo Patrick aumentar o volume da TV. Apesar de ser meio-dia, a tempestadede verão fez o céu ficar tão escuro que ele mal podia ver o jornal que tinha em seu colo.A Disney disponibilizou a ele um hotel, um quarto com uma sala grande e luxuosa, comuma bela vista da cidade durante o período de filmagem.Mas, não importa como era agradável o quarto, ou como era maravilhoso trabalhar emum filme de grande orçamento grande, ele se sentia miseravelmente sozinho. Ele sentiafalta de sua filha, ele não a tinha visto desde o dia que ele entrou em seu avião paraNova York. Ele sentia falta de sua esposa, embora mais por hábito do que por realmentea querer em seu redor. ... E ele sentia falta de Ellen, mais do que ele queria admitir.Seus colegas de trabalho eram amigáveis, e principalmente agradáveis. Mas, essacamaradagem era interrompida logo que as filmagens do dia acabassem. Seus colegasnão eram encontrados fora do set no horário de almoço, não havia discussões, oumesmo qualquer contato entre eles. Era tão diferente do que ele tinha se acostumado noset de Greys Anatomy.Ele não prestava atenção no que ele estava assistindo na televisão, mas ele descobriuque mantê-la ligada fazia a sala parecer mais calma, menos escura, menos solitária.Durante a sua estada de três semanas, ele viu programas de TV que ele nunca soube queexistiam.O comercial terminou, e ele ainda estava distraído com o jornal em seu colo, até olocutor aparecer e tudo o que ele ouviu foi Ellen Pompeo, antes que jogasse o jornalpara um lado e tivesse toda a sua atenção voltada para a tela em sua frente.Ele tinha ligado num canal aleatório, o E, um canal que nunca tinha visto antes. Amulher disse alguma coisa sobre como ela tinha entrevistado Ellen em uma semana demoda em Paris, no dia anterior. Mas, ele não ouviu mais nada do que ela disse. Osangue foi correndo para seus ouvidos, cada nervo de seu corpo estava em estado dealerta, esperando para ter uma visão da mulher com que ele não havia falado fazia trêssemanas.De repente, e antes que ele estivesse totalmente preparado para isto, sua imagemapareceu na tela. Era uma configuração do tipo de tapete vermelho, embora não fossetão formal como a entrada tradicional de Hollywood. Ele podia ouvir as pessoasgritando para ela ao fundo... Ele podia ver flashes espocando, mas a sua mente estavafocalizada nela.Ela estava linda. Mesmo em um simples vestido preto... Ela conseguiu ficar glamorosa.Seu cabelo, mais escuro que o normal, estava perfeito com cachos soltos em torno deseu rosto. Sua respiração estava presa na garganta ao vê-la."Assim, Ellen, todos estão comentando sobre Meredith e Derek e aquela quente cena nasala de exame..." Patrick teria revirado os olhos, se ele não estivesse tão interessado noque Ellen iria dizer. Ela estava sorrindo, um sorriso cheio, de orelha a orelha. Ela
  2. 2. parecia feliz, e ele sentiu uma fincada profunda em sua barriga que o fazia sentir-sequase doente.Ele queria que ela fosse feliz, ele pensou, mas a idéia de ela ser feliz sem ele... Enquantoele sentia-se miserável sem ela... Fez o seu peito apertar e apertar de modo que nuncaaconteceu antes."O que você sentiu ao filmar aquela cena? Era quente como parecia? Patrick quaseengasgou com a própria saliva da piada da mulher. Por um instante, viu medo nos olhosde Ellen. Foi rápido, algo que poderia ser disfarçado com um truque da luz... mas ele aconhecia. Mas no segundo seguinte, ela já estava com outro largo sorriso no rosto."Bem, você sabe que não é tão romântico como parece na TV. Há dezenas de pessoasao redor... e câmeras e luzes... e as pessoas dizendo o que fazer... é tudo um poucoestranho." A forma nervosa como ela gaguejou as palavras teria parecido bonito para amaioria das pessoas... Como ela era tímida na frente da câmera. Mas, tudo o que Patrickfez foi estreitar os olhos para ela... Mesmo que ela não pudesse vê-lo. Ellen haviaensaiado essa fala, algumas vezes, ele percebia isso, e ele se perguntava como as outraspessoas não percebiam isso também."Eu sei de uma coisa, eu tenho certeza que deve ser difícil ter que ir para o trabalho ebeijar um homem como Patrick Dempsey todos os dias." Inclinado para frente, Patricksorriu. Se ele fosse um homem egoísta teria o peito estufado em alguns centímetros. Suaatenção estava muito focada em Ellen para se preocupar com seu ego. A entrevista foificando interessante e ele estava curioso para ver como ela iria se sair para responder apergunta.Para sua surpresa, Ellen sequer hesitar antes de rir nervosamente e em seguidaresponder: "Oh, não é um trabalho duro realmente. Quem se importaria de beijar PatrickDempsey?" A visão de seus olhos iluminados fez seu estômago apertar em um nóminúsculo."Mas, ele é um homem casado. As garotas desmaiariam, se elas soubessem o grande paie marido dedicado que ele é..." A luz havia desaparecido de seus olhos durante a últimaparte de sua resposta e sua voz tinha ser tornado monótona.Tudo o que Patrick podia fazer era olhar para a sua imagem com uma expressãoatordoada. Ela tinha mentido, para protegê-lo, ou, eventualmente, para se proteger.Durante os cinco minutos que ele a tinha visto, ele tinha ouvido a voz dela, ele tinhaquase a sentido, e vendo Ellen desaparecer da tela, ele sentiu uma parte de si mesmodesaparecer também. Antes de assistir a entrevista, ele sabia que sentia falta dela... Masele não tinha percebido o quanto ele sentia falta dela.Pensando de volta para a entrevista e para as coisas que ela havia dito, ele não poderiaacreditar nas mentiras que foram ditas. As coisas que ela tinha dito... Eram as imagensque o mundo iria perceber. Desgostoso com ele mesmo, ele sentiu a vontade súbita dejogar o controle remoto na televisão.Ele não era um marido dedicado, o homem ou a imagem da família perfeita. Ele ainda
  3. 3. não tinha visto a sua filha desde que chegou a Nova York. A cena da sala de exame...Não foi estranha, não foi forçada. Estava quente, e surpreendente... E possivelmente foium dos momentos mais inesquecíveis da sua vida e ainda assim, quase foi obrigado afingir que não tinha acontecido.Cortar todos os laços com Ellen durante todo o verão havia soado fácil no início, sooucomo uma boa idéia... A sua única opção no momento. Mas Patrick estava começando aperceber o quão ruim fora essa idéia. Ele não tinha percebido quanta falta sentia dela.Ele não tinha percebido o quanto seu corpo iria doer por ela. Ele não tinha idéia de queele iria sentir falta de Ellen mais do que ele sentia de sua própria esposa... E estepensamento deixou sua cabeça girando.A coisa que realmente o deixava louco... É que ele sabia, no fundo de seu coração, quese tivesse sido apenas desejo, seria mais simples, uma vez que o desejo logo acabaria.Mas, a luxúria havia sido substituída por algo mais... Algo mais... Algo que começou noseu coração... Não em sua virilha... E não seria tão facilmente substituído. Ele estavaapaixonado por Ellen.Desligando a TV de uma vez por todas, Patrick soltou um suspiro e deixou sua mente aderiva. Antes que ele sentisse, ele encontrou os seus pensamentos em um lugar maisfeliz. Em outra parte do mundo... Ele via Ellen sonhando pacificamente em sua cama esó por um segundo, ele permitiu-se pensar... Se ela sentia falta dele tanto quanto elesentia falta dela.Ellen estava em Paris... A cidade do amor... Vida... E romance. Era uma cidade tãocheia de estilo e cultura que era difícil estar lá sem cada osso em seu corpo dolorido,com requinte. Paris foi era sem dúvida, uma de suas cidades favoritas no mundo.Para todo lado que olhava não havia moda, arte, lojas e a arquitetura um milhão devezes mais bonita do que qualquer coisa que ela tinha visto na América. Mas, mesmocom todas aquelas coisas maravilhosas que a cidade ostentava, desta vez, ao contráriodas outras duas vezes que tinha viajado até lá, ela não sentia nada, mas saudade.Embora, Ellen tivesse uma suspeita de que era de uma pessoa, e não de uma casa, deque ela estava sentindo falta.De seu quarto no hotel de luxo, em seu pijama, sentou-se olhando o horizonte da cidadebrilhante que iluminava o céu da noite. Sem qualquer maquiagem e com o cabelo emum rabo de cavalo desarrumado, ela estava sentindo o oposto completo de cada imagemque a cidade representava."Você tem certeza que você não quer vir baby?" Chris perguntou, cutucando sua cabeçadentro do quarto. Foi à décima vez que ele pediu, e com um suspiro irritado, elaestreitou os olhos."Sim, eu tenho certeza... Você vai ficar bem." O namorado dela ficou parado, olhandopara ela, até Ellen desviar os olhos de volta para a revista que ela estava fingindo ler.Ela não estava disposta a assistir a uma abertura de boate. As duas horas que ela levariapara ficar pronta, não lhe pareciam atraente.
  4. 4. "Eu pensava que você gostasse de se vestir. Você estava falando sobre a festa de dia..."Eles tiveram a mesma discussão durante todo o dia, mais e mais e ele estava deixando-alouca. Ele não poderia ir ao evento sem ela? Ultimamente, ele não parecia ser capaz defazer nada sem ela, e ela estava rapidamente começando a se sentir sufocada."Eu só não quero ir!" Ela disse em resposta. "Por que você tem que discutir comigosobre isso? Estou cansada, temos todas as noites ainda... Eu só quero relaxar hoje." Elanão se preocupou em esconder seu sotaque de Boston."Certo. Cristo, eu não sabia que estava estragando seu dia." Ele falou com um suspiroexasperado. "Vou apenas lá.""Ótimo". Ela se sentia mal, quando ele entrou na sala e pegou seu casaco. Ela não sabiaonde ela tinha arrumado tanto mau-humor... Mas ela não teve a intenção de atirá-losobre ele. "Tenha uma boa saída. Eu estarei aqui quando você voltar." Ellen assegurou,para diminuir a culpa que cresceu dentro dela.Sua garantia parecia não ter ajudado muito. Ouvindo a porta fechar, Ellen pensou queteria um pouco de paz, que isso a faria sentir-se melhor ... Mas, realmente não tinhaajudado muito. Agora, ela estava completamente sozinha, com seus pensamentosmiseráveis. Pelo menos antes, ela poderia ter Chris como uma distração.Desde que o avião tinha deixado LA ... ela sentiu uma imensa sensação de solidão. Nãoera o tipo de sentimento onde pudesse se fixar o ponto de sua causa e corrigi-lofacilmente. Não, em vez disso, estava no fundo do baú e enterrado lá.Folheando sua revista, ela murmurava maldições em voz alta. Foi estúpido. Ela eraestúpida. Ela estava em sua cidade favorita ... de férias ... e ainda não tinha conseguidonem um pouco de prazer.Durante as últimas três semanas, os pensamentos dela tinham ido ao trabalho, .... para otrailer ... e finalmente .... em Patrick. Sua presença invadiu sua mente e permaneceu alicomo se ele tivesse lançado um feitiço vodu sobre ela. Cada vez que ela tentou se livrarsua mente dos pensamentos, algo provocava uma memória, e a sua imagem voltavacomo uma vingança.Seus lábios contra os dela, a forma como seus corpos ficavam moldados em perfeição,seu sorriso, seus cabelos .... assim como o sol parecia brilhar mais com a visão dele. Ospensamentos enlouquecedores estavam deixando Ellen louca e nada, Chris, ou Paris, ouaté mesmo seus pequenos poodles franceses curavam sua loucura.Sem perceber, ela tinha ido para as últimas páginas de sua revista. Pela primeira vez, elaolhou para baixo para ler realmente o que estava na página e ficou chocada com o queviu. Balançando a cabeça, pensou que tinha, literalmente, perdido a cabeça.Estava na página uma pequena imagem de uma pessoa que sua mente não a deixavaesquecer. "Segredos do McDreamy real." Era o título, e ela olhou para ele várias vezessó para ter certeza de que era ele de fato. Ela virou de volta para a capa da revista, semsaber o porquê a Cosmo teria um artigo sobre Patrick Dempsey.
  5. 5. Seu dedo ainda estava na página da entrevista, e com uma respiração profunda, ela avirou deu de cara com a foto de Patrick em uma promo de Greys Anatomy. Acuriosidade obrigou-a a ler, e com os olhos digitalizados em cada palavra, umsentimento de intensa ansiedade crescia em seu estômago. Não era saudável ler artigossobre seus amigos, ela sabia disso. Escritores e editores tinham uma maneira de inventarqualquer citação para atender suas necessidades de escrever uma história ... era a razãopela qual ela raramente nunca lia nada sobre ela. Mas, isso não a impediu, estavademasiadamente curiosa para ler o artigo.Era uma coisa tipo pergunta e resposta, mais como uma pesquisa do que um artigo real,o que tornou fácil para Ellen saltar sobre as coisas que ela já sabia. Parecia bobagempara ela primeiro. "Passatempos favoritos", "Melhor momento ..." "O que era ser pai."Ela sabia que todas as respostas estariam no final da página, o que lhe interessava.A questão dos milhões de dólares ... de boxers ou cuecas apertadas? "Um pouco deambos. Eu gosto da boxer / mix breve, eles são muito mais confortáveis e eu gosto damaneira como eles vestem."Revirando os olhos, Ellen não podia deixar de rir. Isso era um pouco frívolo, ela nãosabia disto, e tal fato trouxe até ela imagens instantâneas dele em sua cueca. Mas,tomando um fôlego, ela empurrou os pensamentos para longe. Isso foi ruim, muitoruim. Mordendo os lábios, ela sabia que deveria parar de ler, mas ela não podia ...As próximas perguntas, porém, surpreenderam-na e fez crescer seu medo de ler asrespostas. Ela podia imaginá-lo fazendo um pouco de clichê sobre a sua co-estrela deHollywood, mas em vez disso, ele que ele disse fez seu coração parar.Como é trabalhar com Ellen Pompeo? "Ellen é um sonho. Ela é doce e sincera e assimque eu a conheci eu me apaixonei por ela. Ela é maravilhosa. Nós somos ambos daNova Inglaterra... e eu me sinto como se estivesse em casa com ela.Então você não se importa em beijá-la durante todo o dia? "Ah, não. Ela é uma grandebeijadora!"Como foi filmar a mais quente cena de amor do ano? "Isto, honestamente, foi muitodivertido. Estamos muito confortáveis com os outros. Rimos e tivemos um bom tempo.Foi um momento tão grande para os nossos personagens que era difícil não ver a graçanele. E .. . eu gostei de fazer amor com Ellen Pompeo? Quem iria pensar isso? " Patrickbrincava com o entrevistador.Ellen achava difícil de ler, porque suas mãos tremiam tanto. Suas respostas a deixaramcompletamente chocada. "Eu sou uma grande beijadora? ... Ele gosta de fazer amorcomigo? ... Ele se sente em casa comigo?" As perguntas percorriam sua mente tãorápido que ela se sentiu, de repente, inquieta e atirou a revista no chão da sala.Lançando-se para fora da cama, ela começou a andar, primeiro para a janela, e depois aoredor da cama. Ela provavelmente parecia uma maníaca, mas ninguém estava ali paravê-la, mas isso não era o que realmente importava. "Como ele pode brincar com essascoisas?" Suas respostas, não eram as respostas típicas que daria a um entrevistador.
  6. 6. Havia regras tácitas ... ... as regras de Hollywood e ele as havia quebrado. Você nuncadiz o que você realmente sente ... o que ele é, um completo idiota? " Não fazia sentidopara ela. Mesmo que tivesse gostado de fazer uma cena de amor ... você ainda diria queera estranho e esquisito fazer. Se você acha que alguém é um grande beijador ... você dáum sorriso torto, mas não comenta. Rumores dizendo qualquer outra coisa criamproblemas, ela sabia disso, pois haviam passado por esse problema no primeirosemestre.Balançando a cabeça, ela chegou à janela novamente e parou para olhar a cidade. Elesestavam hospedados em um piso abaixo do topo do hotel, tinha uma sala magnífica,com uma bela vista. Apertando o nariz ao vidro, ela assistiu como a Torre Eiffel mudoude cor uma vez, duas vezes, até se decidir pela cor vermelha.Apesar de todas as coisas que Patrick havia dito, uma ficava martelando, e quando elase lembrava dela, seus olhos se arregalavam em choque. "Eu me apaixonei por ela ..."As palavras dele giravam em torno de sua mente fazendo com que seus pensamentosficassem fora de controle. Será que ele realmente se apaixonou por mim? "Havia um banco janela ao lado dela, e ela sentou-se, com medo de suas pernas falharem.Ela realmente não podia entender o que ele tinha dito. Não havia nenhuma maneira deele estar apaixonado por ela, ele tinha uma esposa ... e uma filha. Ele devia estarrealmente brincando. Ele estava apenas atraído por ela ... isso é tudo. Seus pensamentosse alternavam entre negar a emoção completamente, e querendo saber porque ele teriadito isso tudo.Isto não fazia qualquer sentido. Eles estavam dando um tempo longe um do outro. Essefoi o melhor curso de ação, era o que precisavam para esquecer suas atrações e começarde novo. Ele não podia estar apaixonado por ela, sendo apaixonado por ela significavaque nem que se dessem todo o tempo do mundo, isto não iria modificar os sentimentos.O coração de Ellen batia como se ela tivesse corrido, batendo tão descontroladamenteque ela o podia sentir batendo contra seu peito. Por mais que tentasse fazê-lo parar, elanão conseguiu e virou para que pudesse olhar para o céu à noite, mais uma vez.A torre Eiffel ainda estava vermelha, como um farol de amor brilhando sobre a cidade.Sua raiva, emoção e todos os comentários que tinha feito tinham sido substituídos pornervosismo e medo. Seu estômago já não estava doendo, com ansiedade. Eraexatamente o oposto, na verdade, seu estômago parecia que estava cheio de minúsculasborboletas batendo as asas para frente e para trás.Era um sentimento familiar, ela já tinha sentido uma vez com o Chris, mas tinhamorrido com o tempo, de modo que era pouco perceptível. Mas, este sentimento, aocontrário de um velho conhecido, era novo e excitante ... e muito mais poderoso do quequalquer um que ela tinha sentido antes.Colocando uma mão sobre seu coração, ela traçou a imagem da Torre Eiffel. "Acho queestou apaixonada por Patrick." Ela sussurrou para si mesma. Foi a primeira vez que elase permitiu dizer. As palavras soavam estranhas. Ela nunca tinha se imaginado dizê-lasem um milhão de anos.
  7. 7. Embora as palavras fossemm terríveis, e nervosas e loucas ... uma feliz calma tomouconta de seu corpo. Olhar sobre a cidade de Paris, ela não tinha idéia de que, em algumlugar, em uma cidade diferente ... longe, muito longe, Patrick estava sussurrando amesma coisa sobre ela.O chão estava molhado debaixo dos pés de Patrick. Seu tênis batia no chão mais e maisocasionalmente fazendo espirrar água através das poças.Tinha chovido mais do que o normal essa semana e as árvores, arbustos e gramíneasque alinhavam o Central Park ainda estavam encharcados. Toda escorriam pequenasgotas de água em cima de sua cabeça. Era bom contra o calor pegajoso da cidade. Aágua tinha uma qualidade de limpeza para ele, e ele pensou que talvez ... ele precisassede uma grande limpeza.Patrick foi filmar Encantada por cinco dias ... ele estava ansioso para voltar para casa,de volta para a Costa Oeste ... voltar ao mundo real ... mesmo que ele soubesse que nãoera real. Mas, era seguro, era a segurança de sua casa, que ele estava procurando.Chegar à conclusão de que ele estava apaixonado por sua companheira de trabalho, nãotinha sido fácil para ele. O sentimento bateu nele, assim de repente, e tão fora do azul,que parecia que tinha acabado de ser ferido com uma flecha invisível do Cupido. Apesarde, normalmente, as flechas de Cupido fizessem as pessoas felizes, e ele não tinhacerteza se ele estava completamente feliz.Seus sentimentos ficaram parados por algum tempo, um fogo, que queimava lentamentese intensificou, logo que ele se obrigou a passar 8 semanas longe de Ellen. Ele tinhaapenas ficado três semanas ... e o seu coração estourou para fora da sua feliz terra denegação.Tinha sido fácil negar seus sentimentos antes. Tinha sido muito simples varrer tudopara debaixo do tapete da luxúria, ou da tentação, ou como um último recurso ... daamizade. Mas, ele não era mais capaz de varrer qualquer coisa sob qualquer tapete. Elea amava ... de tal forma, que seu coração disparou com a idéia de vê-la.Parando em um banco, Patrick respirou profundamente e inclinou-se contra ele. O metalestava molhado e quente em suas mãos, mas viu-se incapaz de recuperar o fôlego, assimparar para descansar era a sua melhor opção.Encontrar nova consciência teria um preço. Uma enorme mudança de vida que ele nãoestava certo de que ele poderia ... ou até mesmo queria mudar. Ele estava certo de queele realmente a amava? Ou ele estava apenas à procura de algo diferente, porque ascoisas estavam indo mal em seu casamento? A resposta foi simples. Sim, ele amavaEllen. Ele e Jillian tinham crescido para além ... fisicamente, emocionalmente eespiritualmente. Eles tinham mudado, a sua vida tinha mudado, sua família haviamudado ... e ainda, sua relação não conseguiu crescer e prosperar sob essa mudança. Elepermaneceu estagnado.
  8. 8. Tirar seu cabelo do rosto foi um desafio. Estava manchado de suor e chuva. Tambémficaria marcado de lágrimas, se ele permitisse que elas caíssem. A adorável Ellen era umproblema. Um problema enorme, monumental, que deixou seu interior agitado.Ele já havia se divorciado antes, ele tinha realmente pensado que o segundo casamentoiria durar para sempre. Ele, Jillian e sua filha eram uma família ... talvez não umafamília feliz ... mas não eram uma família qualquer. Será que ele realmente desfaria detudo por um romance típico de Hollywood?Uma parte dele, uma parte irracional, fantasiava sobre uma vida com Ellen. Uma vidalonge dos holofotes ... longe de Hollywood. Imaginou-os tendo Tallulah e retornandopara a Costa Leste. Eles poderiam viver em Principal, onde ele cresceu, ou Boston, ondeela cresceu. Talvez eles tivessem mais filhos .... ou apenas seriam felizes um com ooutro. Mas, nunca esses pensamentos ficavam por muito tempo. A realidade era que eleera casado, tinha uma família, uma família ... que não incluía Ellen.Balançando a cabeça, ele viu quando um casal de idosos caminhava lado a lado nafrente dele. Eles estavam felizes, simplesmente passeando. Ele não podia se lembrarquando ele sentiu tanta felicidade assim com Jill. Mas, ao mesmo tempo, seria diferentecom Ellen? Ele nunca quis ficar romanticamente envolvido com um outra atriz. Seráque depois de cinco anos com Ellen, ele iria se cansar? Será que seu relacionamentosofreria o mesmo infortúnio?Sua mente voltou-se para Jill, uma vez mais, lembrando momentos de Tallulah quandobebê. Ninguém o conhecia, ninguém o queria. Eles poderiam andar na rua com o bebêem seu carrinho e ir a qualquer lugar que eles quisessem. Ele e Ellen nunca poderiamconseguir isso. Seu cérebro era como uma escala gigantesca, pesando os prós e contrasde cada relacionamento. Ele não estava fazendo isso de propósito, mas cada vez queseus pensamentos se voltavam para sua esposa, eles pareciam se reverter de volta paraEllen. Foi um ciclo estranho, que estava se tornando muito familiar.Seus pensamentos estavam deixando sua cabeça muito cheia. Ele tinha que correr,correr era a única maneira de limpá-los para fora. Ele estava pronto para deixar Jill?Será que ele queria outro divórcio? Será que fazia sentido lançar sua bagagem no centrodas atenções de todo o mundo?. Seria mesmo justo para sua filha? Qual seria sua vidasem ter uma família sólida?Correr não estava ajudando, e mais uma vez, ele teve que parar para recuperar o fôlego.As pessoas ficavam olhando para ele, pensando que ele estava tendo um ataquecardíaco, mas ele não se importava.A trilha habitual que Patrick corria estava chegando ao fim. A fim de manter correndo,ele teria que dar a volta e continuar na direção oposta. Pensando nisso, ele passou parauma caminhada e depois, parou completamente. Correr não estava ajudando, comogeralmente fazia. Nada estava ajudando.Enquanto ele prendia a respiração, sentiu-se certificando de que seu telefone aindaestava em segurança no bolso da sua calça. Agarrando o seu telefone, ele olhou para ele,esperando que houvesse uma mensagem de Ellen, mas sabendo que não teria.
  9. 9. Ele sabia que deveria estar esperando por uma mensagem de sua esposa, e o fato de queele não estava nem aí, o deixou ainda mais deprimido. Ellen consumia seuspensamentos. Ele perguntou o que ela estaria fazendo. Será que ela sentia falta dele?Balançando a cabeça, ele já ia colocar o telefone de volta no bolso, mas um pensamentolhe ocorreu. "Eu deveria apenas ligar para ela." Ele pensou, sabendo que iria ajudar. Dealguma forma, de alguma maneira, apenas ouvir sua voz iria ajudá-lo. Talvez elepudesse dizer-lhe o que ele estava sentindo ... talvez ela iria entender e ser capaz deajudá-lo ... talvez ela quisesse telefonar para ele tanto quanto ela queria.Com o estômago em nós e seu coração acelerado, procurou sua agenda até que eleencontrou seu nome familiar. Apenas o pensamento de que ele estava prestes a ouvir asua voz fez tremer suas mãos com nervosismo.Teclando a tela de chamada, esperou alguns segundos para as chamadas internacionaisse conectarem. Em seu ouvido, o telefone tocou e tocou. "Ela não vai responder ..." Opensamento fez gelar seu coração. Talvez ela não quisesse falar com ele ... talvez elaestivesse ignorando sua chamada. Soltando um suspiro, ele amaldiçoousilenciosamente.Ligar para Ellen foi uma idéia estúpida. Eles tinham concordado em não se falar ... eleshaviam concordado em manter distância. Que patético era que ele não conseguia ficartrês semanas sem ouvir a sua voz? Repreendendo-se, ele estava pronto para desligarantes que caísse no correio de voz. Talvez ele pudesse falar depois que foi uma chamadaacidental.Seus dedos estavam prontos para pressionar a tecla ‘end’, quando a campainha parou, euma voz falou em seu ouvido. "Olá?" Disse Patrick com a respiração presa em suagarganta. Não era a voz de Ellen .... era de Chris e seu coração afundou ainda mais."Olá?" A voz perguntou de novo, e com um solavanco, Patrick lembrou que tinha dedizer alguma coisa."Ah ... Chris, desculpa eu pensei que tinha discado errado". Ele mentiu. Chris era seuassistente pessoal agora? O que ele estava fazendo respondendo o seu telefone? Eledescobriu que era difícil não ter pensamentos horríveis sobre o homem."Olá cara. Não precisa se desculpar. Ellen entrou em uma loja e eu estava segurando ascoisas dela. Você quer que eu diga a ela que você ligou?""Não... está tudo bem." Patrick balançou a cabeça veementemente mesmo sabendo queChris não podia vê-lo. Ele não devia ter ligado. Ellen estava em Paris com o Chris ... ...é claro que ela não estava sentada pensando ele."Tudo bem, você tem certeza?""Sim ... sim, tenho certeza. Eu só tinha uma pergunta para ela, mas eu posso perguntarmais tarde." Era difícil ouvir a resposta de Chris, a conexão estava ruim e de vez emquando um zumbido vinha sobre a linha.
  10. 10. "Posso lhe pedir um favor?" Chris perguntou, e mesmo que fosse quase inaudível,Patrick foi capaz de ouvir a pergunta e ele se encolheu. Ele e Chris não eram amigos ...na verdade ele estava certo de que o namorado de Ellen secretamente o odiava ou pelomenos desconfiava que ele ... estava apaixonado por ela."Uh .... com certeza ..." Olhando ao redor do parque, Patrick desesperadamenteprocurava uma fuga, de alguma forma, ele poderia terminar o telefonema. Ele nãoqueria falar com Chris ... e pior ... ele não queria que Ellen soubesse que ele estavaconversando com Chris."Obrigado cara. Eu estou com um problema. Eu não conheço nenhum bom joalheiro eEllen disse-me antes que você comprou umas jóias a um tempo atrás". Engolindo emseco, com a respiração presa em sua garganta, Patrick não tinha certeza de que elegostava do rumo que a conversa estava tomando.Percebendo que não tinha dito nada, ele respirou fundo e encontrou a confiança pararesponder. "Sim, há alguns lugares muito bons que eu recomendo em Beverly Hills. Oque exatamente você está procurando?" Prendendo a respiração, ele queria chutar a simesmo por ter perguntado. Ele não se importava ... ele não se importava com o queChris estava comprando para ela ..."Pode guardar um segredo?""Melhor do que você pensa ..." Ele engasgou, mordendo os lábios para manter o suspirodentro de sua garganta."Acho que vou pedir para Ellen se casar comigo". O mundo em torno de Patrickcomeçou a girar descontroladamente, e, por uma fração de segundo, ele pensou que iadesmaiar. Não havia palavras dentro de sua boca, ele ficou surpreso com silêncio. Elenão esperava por isso.Minutos tinham se passado e a voz de Chris se aproximou da linha mais uma vez."Cara, você está bem? Você ouviu isso? Essa conexão está uma merda." Esperando omundo parar de se mover em torno dele, Patrick respirou profundamente. Seu coraçãoestava batendo tão alto que ele pensou se Chris podia ouvir."Oh yeah .. Eu estou ouvindo você. Parabéns ... isso é ótimo ... muito bom .." Ele disseque com tanto entusiasmo falso quanto podia reunir. Ele estava tentando ignorar amaneira que sua barriga estava muito agitada no pensamento de Chris propondocasamento a Ellen."Obrigado, nós tipo temos de falar sobre este assunto e eu só preciso do anel pararealmente fazer acontecer." Patrick teve de lembrar-se de respirar. Para dentro e parafora ...., respirações profundas."Claro, bem se você puder esperar até semana que vem, estarei de volta em LA e euposso obter os nomes para você."
  11. 11. "Oh sim,sim, não há pressa. Tenho que ir, ela está voltando, obrigado pela sua ajuda, euvou dizer a ela que você ligou"."Não.. não precisa fazer isto ..." Patrick apressou-se a responder, mas o telefone já tinhasido desligado em seu ouvido. Por todo o tempo em que ele tinha pensado em milmotivos que não deveria amar Ellen Pompeo, ele nunca tinha pensado na maior razão detudo ... talvez ... ela não o amasse de volta. Ela parecia feliz com Chris, feliz o suficientepara que eles estivessem falando sobre casamento.O estômago de Patrick doeu mais do que antes. Guardando o telefone no bolso, eleafastou-se sentindo-se cem vezes pior. "Eu não deveria ter ligado ...." Ele murmurou ...uma e outra vez."Quem era?" Ellen perguntou quando ela se aproximou de Chris. Suas mãos estavamcheias de vários sacolas de compras Marc Jacobs e demorou um minuto paradescarregar todo o material ao lado do namorado. Em vez de correr, como Patrick fezpara descarregar suas emoções, Ellen fazia compras ... muito. Quanto mais intensa suaemoção, mais compras que ela fazia. O que explicava a razão por que ela fez comprastodos os últimos dois dias."Eu vejo você que você andou o seu cartão Visa." Chris falou, arreliando com ela,ignorando sua pergunta. Estreitando os olhos, ela respondeu: "É o meu cartão decrédito, eu vou usá-lo quando eu quiser." Ela não estava em clima de piadas. Ela queriapassar o dia sozinha, tentando livrar sua mente de qualquer pensamento de seu co-estrela, mas Chris insistiu em acompanhá-la. Ela gostava de sua companhia, elacostumava amar passar dias inteiros com ele, mas agora ... nada parecia tão divertidocomo antigamente ... não sem Patrick ao seu lado."Eu estou apenas brincando, nós devemos ir na loja Puma em seguida." Ele tentoumudar assunto de seu telefone, mas a curiosidade de Ellen foi ficando maior e elaignorou a sua declaração."Você estava no meu celular ... quem era?" Segurando sua mão, ela acenou para eleentregar o seu BlackBerry. Ele poderia muito bem ter usado o seu próprio telefone parafazer uma chamada, isto tinha a incomodado ... e ela não sabia exatamente bem oporquê. Parecia que Ellen queria provocar brigas com ele. Ela sabia disso ... no fundo ...mas se recusou a admitir."Ah ...." Chris parou de falar, não tenho certeza se ele realmente queria que suanamorada soubesse que ele tinha conversado com Patrick. O homem sempre foi um tipode ferida entre eles. Chris o aceitou como amigo de Ellen ... ele tentou o seu melhorpara não ficar com ciúmes, mas com o passar do tempo ele achava cada vez mais difícilmanter a calma.Com um sorriso, Chris entregou o telefone. Sua mente reproduzia a breve conversa queteve com o homem, e pela primeira vez ... ele estava feliz em saber que ele tinhaconversado com Patrick Dempsey. Ele tinha mentido ... um pouco. Sim, ele estava
  12. 12. pensando em pedir Ellen em casamento, mas não agora ... eles nunca haviam discutidoisso antes. De fato, nos últimos meses ... ela parecia estar ficando mais e mais longedele. Ele pensou que talvez a proposta iria trazer a sua relação de volta aos trilhos.Ele não tinha certeza que a emoção o faria até mesmo a conversar com Patrick. Ohomem era casado ... .. tinha uma filha e ao que sabia ... não estava tendo um caso comEllen. Mas, havia algo sobre a maneira como Patrick olhava para Ellen .. que deixouChris inquieto.Olhando para o rosto de Ellen, cuidadosamente, ele respondeu: "Foi Patrick, mas eledisse que não era importante." Os olhos de Ellen se arregalaram ligeiramente e sua respiração ficou presa em suagarganta, mas Chris estava observando-a atentamente, de modo que ela se recuperourapidamente e tentou fingir que seu coração não estava estourando. Segurando otelefone na mão, ela lutou contra o impulso de chamá-lo de volta imediatamente."Ele ligou? O que ele queria?" Ela ficou chocada por ele ter ligado. Eles tinhamconcordado em não se falar, e seu primeiro instinto foi temer que algo horrível tinhaacontecido."Não sei. Ele disse que só tinha uma pergunta para você, mas não era nada importante.""Nada de importante?" Ela perguntou a si mesma, quase esquecendo que Chris estavalá. "Por que ele chamaria, se não fosse nada importante ...?""Bem .. vocês dois são amigos ... né?" Passando os olhos pelo namorado, ela balançou acabeça, desejando que ela pudesse se acalmar o suficiente para realmente agir como umser humano normal."Sim sim .... somos amigos ..." Ellen quase gaguejou. De repente, ficou quente noshopping e ela podia sentir minúsculas gotas de suor escorrendo por suas costas.Respirando fundo, ela olhou para o telefone na frente dela tentando decidir o que fazer.Ele deveria querer alguma coisa, uma vez que tinha ligado, mas ... se fosse importante,não teria ele deixado uma mensagem? A luta interna na sua mente continuou até que avoz de Chris chamou-a para fora de seu devaneio."Ellie, ham, você está bem?" Com as sobrancelhas franzidas, ela olhou para ele, econseguiu agitar a excitação nervosa para fora de seu corpo. Cada terminação nervosaparecia um formigueiro, mas ela teve que se controlar. Era bobagem ficar tãoatrapalhada por causa de Patrick. "Ele era casado ... ele tinha uma filha ... “Eu tenhoChris ..." Ela disse como um mantra que se repetisse em sua cabeça."Sim, sim .... eu estou bem." Ela finalmente deixou escapar, mas Chris não parecia tãoconvencido. Seus olhos castanhos estavam furando os seus verdes, e ela deu um falsopequeno sorriso em segurança. Ele era um cara legal, ele realmente era. Ele tinha seusmomentos, mas ele realmente a amava e ela não podia de deixar de se sentir culpadapelos sentimentos que ela tinha por Patrick.
  13. 13. "Certo, bem, você quer ir até a Puma comigo?" Chris não acreditou nem por umsegundo que as coisas estavam bem, mas ele evitou a conversa. Tornava-se cada vezmais claro para ele que fazer a proposta era a coisa certa a fazer. Era um último recursopara sustentar o que estava rapidamente escapando.Sentada em um banco, Ellen balançou a cabeça. "Não. .. vá você. Eu não gosto do tipode artigos que se vende lá" Ela mentiu, embora não fosse uma mentira completa. Elapoderia fazer compras para sempre e nunca parar, mas ela não seria capaz de apreciá-laagora que sabia que Patrick tinha telefonado. Perigosos pensamentos já estavam rolandopor sua cabeça."Será que ele me ligou porque sente a minha falta? Será que ele me ligou porque nãoconsegue ficar sem mim? E se ele estivesse deixando Jill?” Quase gemendo, ela chutou-se mentalmente para sequer pensar dessa maneira. Ela estava brincando sozinha. Elenão a amava, ele a cobiçava. Sua vida sexual com Jill tinha secado, então ele estavaprocurando outra. Pelo menos, é o que ela queria dizer a si mesma. Mas, no fundo, elasabia que sua negação não poderia durar tanto tempo."Muito bem, eu volto.""Claro. Eu estarei aqui." Ellen respondeu, quase não percebendo quando Chris seafastou. Soltando um suspiro, ela olhou para o telefone mais uma vez. Seu estômagoestava agitado com o nervosismo, ela tinha que ligar de volta ... ela tinha que descobriro que ele queria. Mas, ela estava preocupada.Será que ligar de volta iria parecer um gesto muito desesperado? E se ele estava ligandopara dizer que ele nunca queria falar com ela novamente? E se agora que ele teve achance de realmente pensar sobre o que aconteceu no set, ele percebeu que era tudoculpa dela? Estas possibilidades eram bobas, mas eles não quiseram deixar a sua mente.Mastigando seu lábio inferior, ela já tinha tomado uma decisão, e decidiu enviar-lheuma mensagem em vez de ligar. Ambos tinham BlackBerry ... ele iria receber suamensagem ... ela disse a si mesma. E-mail era mais fácil ... parecia menos desesperado eela poderia jogá-lo fora como ela tivesse ocupada demais para chamá-lo de volta. Eladisse a si mesma o que ela poderia fazer e seus dedos apertaram os botões."Ei, Chris me disse que você ligou. Você está bem? Eu tinha medo que algo tivesseacontecido. Enfim, eu espero que você esteja se divertindo filmando." Seus dedos ...pararam por um instante e ela escreveu "Sinto sua falta". Ela queria dizer isso, elaqueria que ele soubesse o quanto ela sofria por ele, mas ... seria demais? Finalmente, elaenviou a mensagem antes que ela pudesse desistir.Suas mãos tremiam quando ela olhou para o ícone de mensagem enviada. Ela não podiaacreditar no que ela havia feito. Eles não deviam estar se falando ... falar era ruim. Ocoração dela ainda estava batendo loucamente e ela fechou os olhos para acalmar-se.Como um choque de um relâmpago, o telefone vibrou em sua mão e ela quase pulou do
  14. 14. banco. Ele tinha encaminhado uma mensagem de volta ... na mesma hora ... ela nãopodia acreditar. Olhando para a mensagem, seu coração vibrava loucamente."Eu só estava ligando para dizer .... bem ... Estou com saudades de você, sinto a suafalta. Muito mais do que devia. Me desculpe, eu não deveria ter ligado. Ou até mesmoter dito isso. Perdoa-me".Ela achou a mensagem confusa. Se ela pudesse ouvir a sua voz, ela teria certeza se queele estava deprimido ou não. Seus e-mails geralmente eram brincalhões ... .. mas isso sóparecia triste. Ela não sabia o que responder em primeiro lugar. Ela sentia falta dele, erabom saber que ele parecia sentir a mesma coisa. Mas, seria ruim responder de volta?Balançando a cabeça, Ellen digitou a mensagem de qualquer maneira. Ela estavacansada de se sentir como uma adolescente de dezesseis anos de novo. Eles eramadultos ... eles poderiam discutir estas coisas racionalmente."Eu sinto sua falta também. Muito mais do que devia. Eu estou feliz que você tenhaligado". Depois de enviar sua mensagem, Ellen a excluiu completamente de seutelefone. Não era algo que Chris devesse ver, e foi então que ela percebeu que estavacruzando a linha de uma vez. Ela não sabia o que estava fazendo. Ocultando e-mails deseu namorado ... não era bom. Mas, uma parte dela realmente não se sentia muito malcom isso, assim, ela deixou essa parte assumir o controle.Seu telefone vibrou mais uma vez, e Ellen sorriu antes de ler a mensagem. "El ... eurealmente não estou arrependido". Seu coração quase parou quando ela leu, e elaencontrou-se lendo a mensagem repetidas vezes. Ela não tinha certeza do que elesestavam fazendo, mas ela gostou ... e como ela excluiu a mensagem ... ela decidiu seguircom isto pela primeira vez, em vez de combatê-lo.Dois dias depois, estava chovendo em Paris. Era o seu último dia de férias. Em breve,mas não em breve, ela seria empurrada de volta para a realidade da vida. Paris, era umabreve fuga da aspereza que era Hollywood. Mas, ela não havia fornecido um escape dePatrick, que era, talvez, a única pessoa que tinha necessidade de escapar. Pelo menos,ela precisava de uma fuga de seus pensamentos sobre Patrick.Eles não tinham se falado desde os e-mails que tinham enviado dias antes, mas, estavabem. De alguma forma, falando com ele, mesmo que brevemente, e não em pessoa,havia fornecido a paz onde não havia paz antes.Assistindo a cidade passar pela janela do carro em que estavam, ela já não estava triste,mas um pouco revigorada."Você quer se casar?" A pergunta de Chris a pegou desprevenida e seu coração quaseparou de bater."O que?" Ela respondeu, em choque completo. Sua cabeça virou para encará-lo tão
  15. 15. rapidamente, que ela estava com medo de ter uma dor de cabeça por causa domovimento. Chris não parecia surpreso com a reação dela."Você quer se casar? Estamos juntos por algum tempo e eu sei que você sempre disseque não era assim tão importante ... mas eu só percebi agora que talvez você quisesse."Ellen estava muito chocada para responder de imediato. Sua pergunta a tinha apanhadocompletamente desprevenida, e ela nem sabia o que dizer.O casamento nunca foi um grande negócio para ela, o que era verdade. Masultimamente, ela estava começando a perceber que era talvez apenas porque Chris nãoera com quem ela deveria se casar. Seu coração se inundou de uma maneira para Patrickcomo nunca se inundou para Chris ... e isso era impossível fingir."Eu ... eu não sei". Ela respondeu, parando para descobrir o que ela queria dizer. "Eurealmente não pensei nisso." Era meia verdade de qualquer maneira. Ela não tinhapensado nisso, com Chris. Para cada imagem fantástica, sua mente deixava que elacriasse um vestido de casamento branco na frente de Patrick ... uma centena de outrasimagens que ela tentava banir. E essas imagens, eram muito mais poderosas. Patrick játinha uma esposa ... ele já tinha uma família e Ellen .... bem ... ela estava sozinha ...pisando em ovos com Chris.Ela realmente não queria se casar com o homem, mas ela queria ficar sozinha? Ela aindanão estava pronta para responder a questão. "Tudo bem, eu apenas pensei que vocêpoderia querer. Você estava muito distante ultimamente .. eu pensei que talvez fosseporque eu não tinha pedido.""Distante como?" Ela perguntou, tornando-se subitamente na defensiva. Era mais fácilescolher uma briga do que discutir o que ela estava realmente sentindo. Não havia umdivisor a separá-los do motorista do hotel, e Ellen esperava que o homem não falasseInglês.Revirando os olhos, Chris suspirou. "Ellen distante. Não finja que não tem acontecido.Você nem parece que você quer estar aqui. Sua mente está em outro lugar e eu tenhoque saber em quem, se não é sobre mim." Chris tinha, na verdade, acertado e isto aaterrorizou.Ela estaria disposta a debater suas idéias com Chris? Ela estava pronta para ver o fim dorelacionamento? Ele foi um dos seus melhores amigos ... ele tinha estado lá ... por tudoisso. Será que ela queria ver o efeito sobre os sentimentos de um homem, que nuncapoderia ter os mesmos sentimentos de volta?A resposta era não. Não. .. ela não estava pronta. Então, ao invés de tentar ficar pronta,ela ficou louca, ser louca era mais fácil."Que diabos você está dizendo?" Ela cuspiu, canalizando todos os seus pensamentos empura raiva. Era uma habilidade que tinha adquirido ao longo de muitos anos de atuação."Eu estou dizendo que eu quero saber onde sua mente estava. Porque ela não estavaaqui."
  16. 16. ”Talves eu esteja exausta.” Ela falou afastando-o completamente. O motorista atirou umolhar curioso de seu espelho retrovisor, mas o casal não prestou atenção. "Eu tenhotrabalhado por uma vida Chris ... você me conhece. Então eu penso que tenho direito deestar cansada.""Você está me traindo?" Ele retrucou, na verdade não importando que sua voz tivesseficada mais alta. "Porque se você estiver, eu prefiro saber sobre isso agora do queatravés dos tablóides de merda." Voltando-se para enfrentá-lo mais uma vez, elaestreitou os olhos com um tal brilho, um frio que parecia que o carro ficou graus maisfrio.Ela não podia acreditar que ele havia lhe perguntado isso. Não importa o que seusverdadeiros sentimentos eram para Patrick ... ela não estava traindo Chris. Pelomenos ... ela não pensava assim ... e ela não queria gastar tempo tentando descobrir isso.Ele não tinha o direito de perguntar, e ela estava cansada de ter de se defender dele."Eu não posso acreditar em você. Nós temos que falar sobre isso aqui? Agora isto vaiacabar nos tablóides, muito obrigada, gostei muito!" "Não, não, eu não estou enganandovocê. Você está feliz? É isso que você queria ouvir?" Ela gritou, sem nem mesmo saberque estava perdendo a noção e ficando tão agitada.Chris estava irritado, ela poderia dizer. De repente, o carro estava muito quente e muitocheio. Ela se sentia sufocada, precisava de ar. Ela não queria ficar lá."Você pode parar o carro?" Ela pediu, nem mesmo olhando para Chris, reunindo suascoisas."O que ... Ellen, que diabos você pensa que está fazendo?""Eu vou voltar para o hotel." Ela disse a ele assim que o carro parou."Que merda é esta? Fique aqui dentro que ele pode nos levar de volta.""Não... não. Eu só preciso sair". Ela respondeu, e antes que ele soubesse o que estavaacontecendo ela saiu para a calçada e bateu a porta na cara dele. Respirando fundo, elaandou para longe do carro, rezando para que ele não a seguisse.Ela não tinha certeza do que ela tinha acabado de fazer. Chris estava com raiva econfuso. Ela ficaria feliz se ele ainda estivesse lá quando ela voltasse para o hotel ... mas... mesmo depois de tudo o que aconteceu no carro ... ... ela ainda não conseguia pararde pensar em Patrick.Patrick não voltou para seu hotel depois de sua corrida, em vez disso, ele tomou umpasseio agradável, alegre. O ar era pegajoso e úmido.Conversando com Ellen, mesmo através de e-mail, ele tinha se livrado de algumas de
  17. 17. suas ansiedades. Sentia falta dela e ela sentia falta dele ... ele tinha certeza disso agora, eo conhecimento fez sua mente descansar um pouco. Ele se recusou a deixar-se pensarem Chris, e no fato de que ele poderia muito bem propor a Ellen em qualquer segundo.Pensar nisso, só fez seu coração apertar no peito.Patrick não tinha percebido o quanto ele sentia falta dela. E-mail não era substituto paraa voz dela, mas pelo menos o fazia sentir-se ligado a ela. Em algum lugar, de algumaforma, Ellen estava a uma meia volta do mundo pensando nele, e isto parecia encher ovazio de seu estômago ... pelo menos um pouquinho.Antes que ele percebesse, ele tinha alcançado o seu hotel, e foi surpreendente, porquenão parecia que ele tinha andado tanto tempo. Entrando no átrio, bem decorado, eleparecia um cara normal em seu moletom e camiseta. Ninguém o seguiu, ninguém exigiua sua imagem. Era como se ele não existisse ... e estava tudo certo para ele.De repente, a vibração do seu telefone contra sua coxa interrompeu, momentaneamente,sua velocidade em direção ao elevador. Puxando-o para fora e olhando para a tela, o seuestômago embrulhou e seu coração acelerou ao mesmo tempo.Ellen estava ligando ... não esperava isso e ele ficou olhando para a tela até que elepercebeu que precisava atender ou ele ia perder a chamada. Sentindo-se consciente derepente, ele olhou ao redor do átrio e apressou-se a achar um lugar onde poderia ficarsozinha."Alo?" Ele respondeu calmamente, apesar de seu interior estar quase explodindo deexcitação. Ele não podia esperar para ouvir sua voz. Todos os sons que podia ouvir dooutro lado do telefone estavam altos. Embora abafado, ele poderia escutar os sons deuma rua da cidade."Ellen? É você?" A decepção irradiava-se através do seu corpo, mas depois, a voz delaestava lá, puxando-o como um farol na noite."Estou aqui, desculpe, eu não conseguia ouvi-lo." Ela parecia sem fôlego, as palavrasdela saíram roucas, mas seu coração saltava ao som."El oh, é tão bom ouvir sua voz." Ele deixou escapar em voz alta. Ele lamentou emprimeiro lugar, e o pânico disparou através dele por uma fração de segundo, mas logo,seu riso suave encheu seus ouvidos e as suas palavras foram esquecidas."É bom ouvir a sua também .." A voz dela sumiu quando ela ia dizer mais, e entãopensou melhor. Um silêncio encheu a linha, e ele não conseguia ouvir nada, somenteruídos altos e sua respiração profunda."Desculpe por ligar, você está ocupado?" Ela perguntou, quebrando o silêncio."Não, não, eu não estou ocupado." Ele disse de uma vez, não querendo que eladesligasse. "Eu só tenho feito correr, estou terminando minhas últimas cenas estasemana."
  18. 18. "Eu acho que você ficará feliz de chegar em casa?""Sim, mais do que feliz." Ele respondeu, sabendo que quanto mais cedo ele chegar emLA, mais rápido ele iria vê-la."Eu também". Ela respirava no telefone e ele percebeu imediatamente que algo estavaerrado. Sua voz era frágil, algo que ele não tinha notado antes. Franzindo a testa, olhouao redor do lobby para ter certeza de que ninguém estava prestando atenção e, emseguida, se sentou no banco de trás do plush. Ele não estava certo porque ele estavasendo tão paranóico, ele realmente não importava se alguém estava olhando. Agora queele tinha certeza de seus sentimentos, nada menos que uma catástrofe natural faria eledesligar o telefone."Você está bem?" Ele perguntou, apesar de ele já saber a resposta. Ele esperava que eladissesse sim. Ele esperava que ela mentisse. Mas, provando que suas expectativasestavam erradas, Ellen disse que não, e o seu coração se afundou ainda mais.Sua mente voou para a Chris, de imediato, lembrando a forma como ela o haviachamado para ajudar. Fechou o punho contra o telefone e ele não conseguia segurar apergunta que fervilhava em sua boca."Ele machucou você Ellen?" Ele ainda se recusava a dizer seu nome, o homem que elachamava de namorado não merecia um nome. Um riso sarcástico veio sobre a linha. Elamais uma vez, o surpreendeu."Não, ele não me machucou." Ellen falou, mais para si do que para ele, mas aindadeixou Patrick confuso."Mas você disse .... você disse que não está bem?" Ele gaguejou. Sua mente tinha sidotão pronta a desconfiar de Chris, que ele não tinha considerado qualquer outra opção."Chris não tem sempre que fazer alguma coisa para eu não ficar bem!" Sua vozlevantou-se com cada palavra e ele sentia-se como um burro por pensar o pior. Os sonsde fundo foram ficando cada vez mais altos e ele queria perguntar onde ela estava, masa voz parou antes que ele pudesse."Chris é um grande homem. Não importa o que você pensa, ele é um bom cara. Elecometeu erros ... mas quem não os cometeu? Ele me ama e cuida de mim, e tudo fazpara se certificar de que eu sou feliz ... e tudo o que posso fazer é pensar em você.Portanto, não ... não, eu não estou bem. " Sua voz o lembrou de Meredith, e ele teriadito isto a ela, se não achasse que ela iria cair em cima dele.Levou um momento para o significado das palavras de Ellen o atingirem e ele ficou sempalavras. Tudo o que ela podia fazer era pensar nele? Isso foi .... além de tudo o quetinha previsto para sair de sua boca. Tais palavras acenderam suas terminações nervosasque pareciam mortas há muito tempo, mas ... foi chocante. Completamente chocante."Tudo o que você pode fazer é pensar em mim?" Ele perguntou, quase em tom jocoso,
  19. 19. não sendo capaz de esconder o quão feliz ele estava. Sentia-se como um adolescenteque descobriu que sua paixão secreta também gostava dele. Aparentemente, porém, elanão estava se sentindo brincalhona."Cale a boca, idiota." Ellen xingou-o e isto o fez sorrir ainda mais. "Sim, tudo o queposso fazer é pensar em você. Você está feliz? O que faz você feliz? Era para genteestar separado para curar isto. Nós não poderíamos ficar pensando um no outro." Elaestava ficando irritada. Ficou claro que ela estava pensando sobre isso por algum tempo."Eu sei". Patrick respondeu, um tanto sombrio. Ele estava bem consciente de que otempo distante dela não tinha feito nada, ao contrário, ele pensou mais nela ainda mais.Era algo com que ele tinha ficado bem, mas sabendo que Ellen sentia o mesmo, derepente, tornou-se menos doloroso."Você sabe mesmo, Patrick? De verdade?" Ela perguntou. "Porque ... Eu não acho quevocê saiba. Você leva isso tão light, como se tudo fosse uma grande brincadeira. Chrisme pediu em casamento hoje." Ellen fez uma pausa para respirar entre as frases, ePatrick, de repente, viu-se com falta de ar.Então Chris trouxe o tema, afinal? O mesmo sentimento doentio que ele sentia diasantes, quando ele conversou com Chris voltou, mas Ellen continuou, então ele nãopoderia continuar com o pensamento."E você sabe o que eu fiz? Eu briguei com ele. Fui embora, eu fugi ... tudo porque euestou apaixonada por você. .. Então eu não acho que você sabe. Se você soubesse, vocêcertamente não estaria brincando com isso. "O lobby em torno dele desapareceu, e tudo o que ele estava ciente era da voz de Ellenem seu ouvido. Sua respiração engatada em suas palavras, e, embora ele tivesse querido,esperado, mesmo rezado, para que ela se sentisse dessa maneira sobre ele, ele nuncahavia se permitido realmente acreditar nisto. Ellen o amava. Ele a amava, eles seamavam. O sentimento devia ter feito ele entrar em pânico, mas não, em vez disso... eletrouxe tranqüilidade.Minutos se passaram em silêncio, e ele percebeu que não havia respondido a ela. Antesque ele pudesse responder, ela disse, "Merda ... Me desculpe. ... Isso foi estúpido.Desculpa, desculpa, eu vou desligar agora". Sua voz soou mais derrotada do que nuncae sacudindo o caminho doloroso em seu coração, ele encontrou em si mesmo a resposta."Não. .. não, isto não é estúpido ... de jeito nenhum." Ele não estava confiante nocomeço. As palavras dela o tinham deixado tão atordoado que não tinha pensadoexatamente o que responder. Tudo o que ele sabia, era que a amava muito, e ela tinhaque saber. Era hora de parar de negar de uma vez por todas. Ellen suspirou, nãoacreditando nele, e ele poderia dizer que ela estava pronta para desligar o telefone aqualquer segundo."Eu não sabia. Quero dizer ... Eu sabia que tinha sentimentos por você, que a conheçohá algum tempo. .. Mas eu não queria. Eu pensei que talvez se passássemos um tempoafastado, este sentimento iria embora e pudéssemos voltar ao que éramos antes."
  20. 20. "Patrick ..." Ela cortou em tom de súplica. Ela não queria ouvi-lo rejeitá-la, ela nãopoderia ouvir ele dizer que os sentimentos não eram mútuos."Não, deixe-me terminar." Ele respondeu energicamente, necessitando dizer-lhe comose sentia. "Eu estou apaixonado por você, Ellen. Eu estou apaixonado por você ... poralgum tempo ... e levou muitas semanas para eu perceber isso." Ele estava sorrindoquando disse isso, incapaz de manter o seu coração de alegria. "Eu não quero voltar paraa maneira que as coisas eram ... e eu não me sinto mal sobre isso. Eu sei que deveria ....mas eu não quero."Ellen ficou em silêncio na outra linha por vários segundos, e ele pensou que ela tinhadesligando o telefone, até que a voz dela falou ".... Você me ama?" Sua voz era tãopequena e frágil. Ficou claro para ele, então, que ela não sabia que ele a amava. Elaestava se preparando para ser rejeitada. Ambos tinham os mesmos pensamentosassustadores e nem sequer sabiam.Suspirando, ele descobriu que nem sequer tinha palavras para expressar o quanto aamava. Mas, depois de alguns minutos, ele encontrou-as e não perdeu tempo em dizer-lhe. "Sim". Te amo. Eu amo tudo sobre você. " Seus lábios estavam curvados em umsorriso."O que vamos fazer, Patrick? Eu não sei o que fazer." Ele não sabia o que fazertambém, mas ele consolava-se sabendo que eles estavam agora no mesmo barco ... emvez de sozinhos e distantes."Quando nós voltarmos nós precisamos discutir isso .... e descobrir porque ... isso estáme deixando louco. Tudo o que faço é pensar em você." Sua mão esquerda percorria seucabelo enquanto o outro segurava o telefone. Era tão bom ser completamente honestocom ela ... e com ele mesmo."Tudo bem. Nós podemos fazer isso." Ela respondeu com um tremor em sua voz. Eledesejava que ela estava lá com ele, confortando-a e segurando-a, em vez de milhares dequilômetros de distância. Um carro buzinou ruidosamente, e ele pensou que ela tinhadeixado cair o telefone por um segundo."Ellen? Você ainda está aí?""Sim, desculpe, eu estou na rua". Olhando o relógio, ele percebeu, pela primeira vez quehavia uma significativa diferença de tempo entre eles."Não é quase 1 hora da manhã aí? O que está fazendo na rua?" Não houve maneira deesconder a preocupação em sua voz."Evitando Chris". A menção de seu nome estourou sua bolha de euforia por umsegundo, mas ele tentou desligar, a fim de entender o que estava acontecendo."O que aconteceu? É um pouco tarde para ficar vagando em torno de Paris .. não é?""Apaixonar-me por você Patrick, foi o que aconteceu. Eu não sei quanto tempo eu posso
  21. 21. fingir que não estou. Nós temos lutado contra isso em todas essas semanas ... talvez eudeva dizer a Chris.""Você quer contar para ele?" O pânico correu através da mente de Patrick. Saber queeles estavam apaixonados um pelo outro, era uma coisa, mas contar para Chris, eramduas coisas muito diferentes. Sua mente não teve tempo para processar o que poderiasignificar para eles ... o que isso significaria para suas vidas e as pessoas nelas."Ah ... você não ... certo ... não é como você contaria a Jill". Sua voz quebrou umpouco, traindo sua aparência forte. Ele queria chutar a si mesmo por causa do que eletinha dito, e ele balançou a cabeça, mesmo que ele estivesse ciente do fato de que elanão podia vê-lo."Não... El, não é isso. ... Eu só não tive tempo para realmente envolver minha mente emtudo isto e eu não posso imaginar que você queira. Eu só acho que devemos esperar atéque nós possamos nos ver ... e falar sobre isso e descobrir o que isso significa. " Elepodia ouvir sua respiração superficial no telefone e esperava que ela estivesse oouvindo."Certo ..." Ela finalmente respondeu, e ele soltou a respiração que ele não sabia queestava segurando."Eu provavelmente deveria ir." Ellen respondeu, após alguns segundos de silêncio. "Euacho que eu vou vê-lo na próxima semana?" Ele estava triste, de repente, nopensamento de seu telefonema estar terminando."Sim, posso chamá-la quando eu voltar e nós podemos descobrir um tempo para ficarjuntos ... isso seria certo? Ele não estava mesmo certo por que ele perguntou, ele sabiaque seria."Sim, eu gostaria disso." Sua voz chorosa fez vibrar os seus nervos."Tudo bem. Considere-o feito em seguida.""Certo, Patrick boa noite"."Promete-me que vai agora para dentro do seu hotel?" Ele podia ouvir o sorriso delacontra o telefone e se fosse possível, ele quase podia se sentir bem."Eu vou. Vejo você em breve"."Sim, vejo você em breve". A linha foi desligada antes que pudesse dizer mais, mas elesegurou o telefone na mão por um segundo, pensando nos sentimentos quentes queestavam se espalhando sobre ele. Ela o amava também, eles se amavam ... era umasensação de euforia que ele nunca tinha sentido antes.
  22. 22. Caminhando para o elevador, ele sentia o corpo leve, como se estivesse andando no ar.Era a sensação de que ele tinha ouvido falar nos filmes clichês e histórias românticas ...Apertando o botão, ele ficou esperando o elevador, quando de repente, uma vozinhafina gritou através do ar. "Dadddddyyyyy ..." Ele deu um pulo, e não estava vendo quemtinha falado, até uma figura pequenina agarrar-se em suas pernas."T?" Virando-se em estado de choque, ele se ajoelhou, e envolveu os braços em volta desua filha sem ter certeza sobre o que ela estaria fazendo ali, mas a amava de qualquermaneira. Parecia que desde que ele a tinha prendido em seus braços, ele se deliciavacom o aroma floral do seu xampu de bebê. A vida era boa, ele se sentia completo. Massua mente não teve tempo para registrar o que a presença de sua filha ali realmentequeria dizer.O som de saltos atravessando o assoalho parou diante dele e sua filha, que o agarravadescontroladamente, então, ele levantou-se para encontrar Jillian, sua esposa, olhandopara ele. Tudo de uma vez, a sua bolha de contentamento estourou em milhões depedaços e aterrissou na boca do seu estômago."Surpresa". Jillian disse, numa voz que ele mal reconhecia e ele era incapaz de escondersua expressão decepcionada. Ele não tinha idéia de que amar Ellen realmente queriadizer, ele não tinha decidido o que significaria para o seu casamento, ou para sua filha,ou mesmo para ele ... e a realidade ... não era nem de perto tão confortável como afantasia.Com um último beijo na menina que estava dormindo em sua cama de hotel, Patrickgentilmente fechou a porta do quarto. Seu quarto de hotel era grande, havia um quarto,uma pequena cozinha e uma pequena sala de estar. De sua posição, ele podia ver a sala,e ele hesitou, antes de perceber que tinha de colocar um pé na frente do outro, a fim demover-se.Uma parte dele não pretendia se mover. Uma parte dele queria permanecer no local parasempre. Ele não tinha falado com Jill muita coisa,uma vez que foi surpreendido. Foihorrível, mas ele encontrou-se quase incapaz de a olhar nos olhos.Ele estava apaixonado por Ellen, ele sabia agora, e mesmo que ele ainda tivesse umforte sentimento por Jill, o amor que ele teve uma vez ... não era nada comparado aossentimentos que ele tinha no momento por sua co-estrela. Jillian tinha olhando nosolhos dele a noite toda. Ele sabia que ela queria falar, e ao invés disso, ele deixou suafilha consumir cada segundo seu.Durante o jantar, ele tinha escutado Tallulah dizer a ele sobre sua viagem de avião commuita atenção ... quase ignorando completamente Jill. Levando a filha para a cama tinhatomado 3 vezes mais tempo do que normalmente fazia, mas, ele não se importava. Pelaprimeira vez, ele sentiu que tinha todo o tempo do mundo.Em pé no corredor, ainda sem se mover, ele correu a mão pelos cabelos e, finalmente,entrou no outro quarto. Tallulah estava dormindo, não havia mais nada para distraí-lo de
  23. 23. sua esposa. Eles precisavam conversar, então ele entrou na sala e se sentou em frente aJillian.Sentado em frente a ela, o espaço entre eles parecia um oceano. Percebendo isso, ele semexeu na cadeira pronto para ir para o sofá ao lado dela, mas, a tensão o mantinha emseu lugar. As coisas nunca tinham sido tão ruins entre eles ... e uma tristeza repentinacaiu sobre ele.Cinco anos atrás, Jillian tinha sido sua para sempre. Ela era sua segunda chance, a sualuz, o seu sistema de apoio. Ela tinha sido sua melhor amiga, a mãe de sua filha, a únicapessoa que poderia ter em torno de si mesmo. Mas, naquele momento ... ela não pareciaser nenhuma dessas coisas. Era como perder um amigo de infância,as memóriasreminiscentes rasgavam seu coração"Jesus, Patrick, este filme não tem um hair stylist decente? A quanto tempo estáficando .... Eu vou consertar assim que voltar." Jillian disse para ele, olhando para o seucabelo e em como ela iria cortá-lo. Isto era estranho, e ele ficou entristecido, que asprimeiras palavras que saíram de sua boca falavam sobre o seu cabelo.Subconscientemente correndo os dedos sobre a parte superior da cabeça para baixo paraalisar os cachos, a testa enrugada, mostrando como ele estava descontente. "Eu gostodeles longos.""Desde quando? Jillian voltou-se para ele, e o que ele viu nos olhos dela era insinuação.Ela estava pronta para uma briga, mas, a brigar era a última coisa que ele queria fazer."Desde agora ..... Porque é que se importa? Eu não vou discutir com você sobre isso.""Então o que você quer é discutir? Você não teve uma palavra falada a mim desde quecheguei aqui." Ela estava certa, e ele abaixou a cabeça, não orgulhoso do que tinha feito.Inclinando-se com os cotovelos sobre os joelhos, ele apoiou a cabeça nas mãos e usouos dedos para massagear as têmporas."Eu não quero discutir sobre tudo, Jillian." Ele não podia ver seu rosto, mas ele podiasentir seus olhos sobre ele. Após vários minutos de silêncio, Jillian falou fazendo-oolhar para ela."Eu pensei que você ficaria feliz em nos ver. Eu queria fazer uma surpresa ... mas éclaro que não funcionou."Ele sentia-se como um idiota, não havia como evitar esse sentimento. Ela havia feitoalguma coisa para ele, e ele a tratou como lixo. Ele não sabia o que ele tinha para fazerisso, tudo o que sabia, era que em sua mente, era mais fácil ignorar a sua esposa, do queencarar a verdade.Patrick esfregou as mãos cerca de mais de uma vez em suas faces, como se omovimento pudesse enxugar seus pensamentos. "Eu sinto muito." Ele finalmenterespondeu, deixando sua voz assumir um tom estridente. "Você só ... você me chocou.Eu não estava esperando por você aqui." Em parte foi verdade, ver a sua mulher nolobby do hotel foi a última coisa que ele esperava.
  24. 24. Inclinando a cabeça e erguendo uma sobrancelha, Jillian não teve nenhum tempo parapensar em sua resposta. Enquanto Patrick passou o dia todo a evitando, ela passou o diapensando exatamente no que ela iria falar com ele, e todos aqueles pensamentos vieramà tona quando ela olhou para ele."Você não estava esperando por isso? Não, você não estava esperando nada disto. Euvenho visitar o meu marido depois de quase um mês sem vê-lo, e ele não me esperava?"Ela perguntou sua voz cheia de sarcasmo. A voz dela não tinha levantado, porém, suaspalavras tinham sido cuidadosamente pensadas e ela tinha certeza de que ela poderiadizer-lhes sem gritar."Não... não é isto ... eu não estava ...." Ele começou, mas Jillian levantou a mão parainterrompê-lo."Não diga nada até agora. Nem sequer tente sair desta. Estamos discutindo isso ... querse queira ou não.""Certo". Ele respondeu, seu corpo visivelmente esvaziado. Ele não tinha idéia do queele ia dizer ... ou o que ele estava indo fazer. Ele só queria ter mais tempo. Mais tempopara conversar com Ellen, mais tempo para por os seus sentimentos em ordem ... maistempo para apenas ser ... antes que toda a sua vida desabasse em torno dele."Certo? Isso é tudo que você tem a dizer?" Jillian falou, mantendo a voz baixa, mas erafácil perceber que ela estava ficando irritada.Sentando-se em linha reta, cruzou as pernas e desviou os olhos mais uma vez. Ele nãopodia olhar para ela sem se sentir culpado. Mas, o negócio era, que ele não se sentiaculpado por seus sentimentos por Ellen. Esses sentimentos tornavam impossível sentirqualquer outra coisa, a não ser felicidade. Ele se sentiu culpado porque ele não tinhamais esses sentimentos para sua esposa."Eu estou deixando você falar. Diga-me o que você quer dizer." Ele estava sendodistante de propósito, pensando que talvez ajudaria a situação. Após vários minutos,Jillian não tinha dito nada e ele olhou para ela para ver a dor gravada em suas feições, eisto partiu seu coração.Não importa o resultado, ele não tinha a intenção de machucá-la. Ele nunca pensou queo casamento iria ficar tão ruim. Ele ainda tinha sentimentos por ela, ele ainda a amavacomo a mãe de sua filha. Eles passaram cinco anos juntos, e ele não podia simplesmenteignorar os bons momentos que tiveram.As feições de Patrick amoleceram, e ele olhou para ela com um sorriso amarelo. Ela nãosorriu de volta, mas, ele não esperava isto. "Eu sinto muito. Eu sou mesmo ....desculpa." Ele sussurrou, sem se atrever a falar mais alto por medo de suas palavrassaírem em um soluço estranguladoAs emoções que fluiam através dele eram mais dolorosas do que ele imaginava queseriam. "Você sabe mesmo o que você está fazendo?" Ela perguntou, em tom
  25. 25. igualmente baixo. Suas emoções estavam estranhamente em choque, e foi então que elesabia que ela já sabia a ... horas ... dias ... talvez até meses atrás.Ele sabia que estava arrependido, mas ele não iria se desculpar por se apaixonar porEllen. Ele realmente não sabia se ele iria dizer isso a sua esposa. Ele não tinha planejadoisso. Pelo menos, não até que ele tivesse a chance de realmente resolver as coisas comEllen."Nosso casamento está falhando". Ele admitiu. Não era uma pergunta, mas uma verdadeabsoluta, e Jillian nem sequer vacilou quando disse isso. "... E é em parte minha culpa."Ele não ia tomar toda a culpa por isso. Sim, seu trabalho tinha tomado um pedágio emsua união, mas, na realidade, a própria carreira de Jillian e suas ambições tambémtinham causado um racha. "Eu trabalho muito, e eu sei que você também. Nós perdemosa excitação Jill. Perdemos a paixão ... nós nem sequer nos preocupamos mais emlutar. ... E eu sinto muito por isso."Foi a primeira vez em muito tempo que eles tinham realmente falado sem brigar.Inclinando a cabeça, ela viu as lágrimas que tinham chegado a seus olhos. Ele ficouchateado, mas ela ... estava apenas dormente. Os últimos meses haviam-na deixadoemocionalmente drenada. Enquanto ele tinha passado o tempo de evitando-a, ela tinhadeixado toda a emoção se derramar até que não sobrasse mais nada."O casamento é uma construção, Patrick." Ela disse a ele, e não deixou-o chafurdar naauto-piedade por muito tempo. Ele soltou uma baforada de ar em volta, não satisfeitocom sua resposta."Mas, ele não tem que ser Jillian. Não tem que ser uma tarefa, ele não tem que ser algoque se força".Revirando os olhos, Jillian realmente não podia acreditar no que estava ouvindo. "Avida não é um conto de fadas! Casamento é o trabalho. Você tem que lutar para mantê-lo. Essa é a parte para melhor ou para pior".Ele estava ficando frustrado, e ele trocou as pernas para não ficar parado. "Mas quantotrabalho deve ser, Jill? Devemos apenas sermos infelizes para o resto de nossas vidassob o disfarce de trabalhar sobre as coisas?""Você está triste?" Ela perguntou, um pouco chocada com o comentário que havia feito.Ele se sentiu mal por dizer isso, mas olhando para o rosto, ele não via dor, e issodeixava-o confuso."Eu não tenho sido feliz ... há muito tempo." Ele admitiu, e viu suas feiçõesamolecerem. "Você é?"Balançando a cabeça, ele mal a ouviu dizer a palavra não. Foi talvez a afirmação maishonesta que um tinha dito ao outro nos últimos dois anos. Ninguém disse nada poralguns minutos, ambos estavam muito ocupados, cambaleando na sequência das suaspalavras.Jillian não tirava os olhos de cima dele. Ela possuía mais força do que ele jamais tinha
  26. 26. visto e não foi surpresa, que ela não estava se quebrando na frente dele. "Então é isso?"Ela falou, uma vez que ele estava olhando para ela. "Você quer desistir? Você nemsequer quer lutar por nós?"Patrick temia essa pergunta. Ele honestamente não sabia. Estava desistindo de suafamília, para começar um novo relacionamento que poderia possivelmente não valer apena? Uma parte do seu cérebro gritava que ele era um idiota. Claro que não valeria apena. Mas a outra parte, o lado mais racional lhe disse algo completamente diferente.Estava estagnado em um casamento por obrigação, enquanto ele estava apaixonado poralguém, isto valia a pena? Era justo com Jillian ... ou com sua filha?"Eu não sei Jillian." Ele respondeu com um suspiro, sabendo que não era o que elaqueria ouvir, mas teria de dizer de qualquer maneira. "Eu não sei quanto mais de lutaresta em mim. Nós estivemos nessa por um tempo e tudo o que fizemos foi machucar-nos ainda mais.""Poderíamos recomeçar, Patrick. Você não sabe o que pode acontecer. Poderíamos sairde férias ... que poderia demorar algum tempo, como uma família ... você tem algumtempo livre antes das filmagens começar novamente." Ela argumentou, não estavapronta para desistir da esperança que ardia em seu peito.Olhando para ela, ele tinha que sorrir. Foi pela sua dedicação e paixão que ele seapaixonou em primeiro lugar. Mas, sua relação sempre foi baseada na honestidade, e elesabia, sem sombra de dúvida, que um período de férias simples não resolveria seusproblemas."Eu não acho que um período de férias vai melhorar as coisas. Eu não sei se algumacoisa pode." Ele disse, finalmente, o que ele estava sentindo o dia todo. Sua voz erasombria, não era algo que ele jamais pensou que ele estaria dizendo a ela. Jillianassistiu-o, seu rosto estóico, até que seus ombros caíram e seu corpo parecia esvaziarcomo o dele. Sua esperança foi lentamente desaparecendo.Eles se entreolharam por um tempo, seus olhos azuis confrontando com o seus olhosazuis-escuros, até que ela falou. "Você quer ter outro bebê?" As palavras soaram tãoestranhas no ar que ele teve de inclinar a cabeça para ter certeza que ele tinha ouvidodireito. Ele não esperava aquilo ... e ficou sem sem fala."Um outro bebê?" Eles haviam discutido algumas vezes antes do seriado começar. Elestinham até tentado uma ou duas vezes, mas o timing nunca pareceu certo. Ambosestavam ocupados demais para lhe dar qualquer pensamento real."Nós nunca queríamos que T fosse filha única ....""Jillian ..." Ele a interrompeu completamente confuso com otema. Ela não o deixava cortar, no entanto, suas palavras."Isso poderia consertar as coisas Patrick. Um bebê nos aproximaria mais .... iria trazer onosso foco de volta ... podemos ser como uma família real. Eu poderia diminuir a minhahora e você pode desistir de um filme ou patrocínio .... podemos fazer este trabalho. " A
  27. 27. voz dela era tão forte e confiante que ele teria acreditado nela, se não a conhecessemelhor.Balançando a cabeça, levantou-se e mudou-se para se sentar ao lado dela no sofá. Ele sesentia triste, tão incrivelmente triste que ele só precisava estar perto dela. Ele precisavaestar perto da mulher que ele tinha achado uma vez, que era a sua alma gêmea.Seu rosto já não estava sem emoção, pequenas rugas começaram a se formar em tornode sua testa e bochechas, e seus olhos estavam cheios de lágrimas molhado. "Isto vai darcerto, Patrick. Vai." Ela ficava dizendo, mais e mais até que ele estava quase emlágrimas também.Ele poderia ter facilmente concordar, ele poderia apenas ter aceitado o fato de que ocasamento era para sempre e deixar por isso mesmo. Mas ele não podia. Ele tinhaquarenta e dois anos, e queria ser feliz. Ele queria que Jillian fosse feliz ... e ele queriaque sua filha fosse feliz.Tomando-lhe as mãos, ele a impediu de dizer mais. Ela estava começando a quebrar, elepoderia ver, e ele partiu seu coração. "Isto não tem conserto." Disse-lhe na voz maissuave que pôde. Não porque ele era um especialista no assunto, mas porque ele sabia,sem dúvida, que seria o motivo errado para trazer uma criança ao mundo."Ter um outro bebê seria destruir-nos. Não seria justo com o bebê, ou com T. Nãoimporta quantas horas nós podemos fazer fora do trabalho, eu ainda estarei trabalhandotodo o dia ... você ainda vai ter a sua empresa para dirigir. Pode nos aproximar a nossosfilhos, mas não vai nos aproximar. ""Você não sabe disso." Ela argumentou, e olhou para ele sob as pálpebras pesadas. Aconversa que eles estavam tendo era a coisa mais difícil que ele já tinha feito."Eu não sei ao certo. Mas, não vai ser outro bebê que mudará o fato de que nós nãoligamos mais. Continuaremos a brigar, e discutir, e sermos infelizes ... e se isto nãofunciona ... então teremos dois filhos para nos preocupar, como isso estaria osafetando."Jillian se deixou afundar em suas palavras por alguns segundos, e então lentamentepuxou suas mãos para longe dele. Ela sabia que ele estava certo, mas ainda havia umaparte dela que não queria deixá-lo ir. Uma pequena lágrima escorregou pela bochechadela, e ela enxugou-a antes que ele pudesse dizer qualquer coisa sobre ela."Então, o que significa isto? O que faremos agora?" Ela perguntou, e ele queria mais doque qualquer coisa, saber a resposta à sua pergunta. Ele não sabia. Ele nunca tinhaplanejado esta discussão. A decisão tinha acabado de sair ... e nenhum deles estavapreparado para as conseqüências que viriam com ela."Eu não sei". Ele respondeu tristemente. "Talvez devêssemos tentar uma separaçãojudicial ... levá-la um dia de cada vez e ver o que acontece"."Você pensa que vai ajudar?" Jillian tinha começado a colocar suas emoções sob
  28. 28. controle. A coisa toda era apenas ... esmagadora, e era mais fácil simplesmente desligarcompletamente do que lidar com isso de uma vez."Talvez o tempo separados vai nos fazer bem". Ele disse a ela, mesmo sabendo queprovavelmente não era a verdade. "Quando voltarmos .... eu vou ... ficar em um hotel ...ou alugar um apartamento pequeno ou algo assim ..." Soou tão estranho até mesmo paraele dizer isso, e ele deixou suas palavras no ar, mesmo sem terminar a frase."E o que dizer de Tallulah? O que queremos dizer a ela?" Jillian perguntou, a raivacomeçando a entrar em sua voz. Para ele, parecia que ela estava insinuando que ele nãose importava com sua filha, e ele ficou louco furioso."Nós não vamos contar nada para ela agora. Ela é só tem quatro anos ... nós vamosdizer-lhe que estou ocupado no trabalho. Eu ainda irei vê-la como de costume ... eu nãoacho que vai ser muito diferente para ela ... " Ele tinha começado a ficar louco, e entãolentamente, suas emoções tinham mudado completamente. Sua filha provavelmente nãonotaria a diferença ... porque já estava acostumado com o tanto de tempo ele realmentepassou longe, e isso o fez de repente triste."Eu acho que .... isto terá de ser trabalhado." Jillian disse a ele, mas ele não respondeu.Mesmo que ambos, Patrick e Jillian, tivessem visto isso vindo por algum tempo,nenhum jamais pensou que iria realmente acontecer.

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