O Gênero Lírico

277 visualizações

Publicada em

Este trabalho aborda o gênero lírico, tendo por parâmetro a análise do discurso e a intertextualidade, baseado na poesia "Consoada" de Manuel Bandeira.

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
277
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
39
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
1
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

O Gênero Lírico

  1. 1. I COLÓQUIO APRESENTAÇÕES SOBRE ANÁLISE DO DISCURSO – CURSO DE LETRAS A HORA E A VEZ DA ESTRELA ANDRÉ LUIZ TARDEM ORIENTADOR: PROF. Me. Tiago Monteiro
  2. 2. GÊNERO TEXTUAL “Evento linguístico social que organiza os textos a partir de características sociossemióticas: conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição estrutural.” (Proposta Curricular do Estado de São Paulo, 2011, p.34)
  3. 3. JUSTIFICATIVA Necessidade de estar trabalhando com algo que se faz presente em nossas vidas e parte integrante da área de linguagem.
  4. 4. OBJETIVO E METODOLOGIA Explicar o conceito de gênero textual através de um modelo em específico, sendo uma pequena amostra de algo inesgotável. Partir do conceito de gênero, texto e discurso para a escolha de um texto específico, analisando a sua estrutura e condições de produção.
  5. 5. TEXTO E ENUNCIAÇÃO TEXTO: Totalidade semiótica de sentido constituída por uma combinação de linguagens e operações aplicadas ao fluxo de uma produção semiótica concreta ENUNCIAÇÃO: Ato ou acontecimento pelo qual um indivíduo empírico, por meio de trabalho físico e mental, produz um enunciado que será recebido, em processo interativo e social, por outro indivíduo. Esse acontecimento instaura um “eu” que, dentro do enunciado, assume a responsabilidade do ato de linguagem e um “você” constituído pelo “eu” (enunciador) do texto.
  6. 6. DISCURSO Produto de uma enunciação composto de todos os elementos que concorrem ao processo de significação, superando a somatória das partes. O discurso esquematiza as experiências a fim de torná- las significantes e compartilháveis.
  7. 7. O GÊNERO LÍRICO  Exige do leitor um esforço interpretativo para que se possa penetrar no universo do autor, identificando as sutilezas da linguagem, envolvendo características como conhecimento de mundo e identificação de intertextualidades. Função expressiva Linguagem conotativa Recurso estético Uso da subjetividade
  8. 8. CONSOADA Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou caroável), talvez eu tenha medo. Talvez sorria, ou diga: - Alô, iniludível! O meu dia foi bom, pode a noite descer. (A noite com os seus sortilégios.) Encontrará lavrado o campo, a casa limpa, A mesa posta, Com cada coisa em seu lugar.
  9. 9. MANUEL BANDEIRA
  10. 10. MANUEL BANDEIRA Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho nasceu em 1886, em Recife-PE e desde muito jovem descobriu que estava acometido pela tuberculose, fato que teria impacto tanto em sua vida como em sua obra. Em sua vivência, sempre “flertou” com a morte, assim como em sua obra, que frequentemente lida com essa perspectiva, sendo fácil perceber características autobiográficas em sua lírica, recorrendo sempre ao tema da doença que o acometera, conforme se pode notar em outros poemas, como “Pneumotórax”. Ironicamente, a morte só viria em 1968, quando o poeta já passara dos 82 anos.
  11. 11. INTERTEXTUALIDADE “Quando a indesejada das gentes chegar”
  12. 12. FIGURAS DE LINGUAGEM Eufemismos: “Indesejada das gentes”; “Iniludível”. Oposições: “Talvez eu tenha medo...Talvez sorria...” Metáfora: “O meu dia foi bom, pode a noite descer”
  13. 13. CONSOADA Ceia de natal, banquete preparado para receber alguém importante.
  14. 14. BIBLIOGRAFIA BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira. 11 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1986. BRANDÃO, H. H. N., Analisando o discurso. Artigo acadêmico. In Museu da língua portuguesa. SÃO Paulo KOCH, I. V.; ELIAS, V. M. Ler e compreender: os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2006. SCHNEUWLY, B.; DOLZ, J. Gêneros orais e escritos na escola. Campinas-SP: Mercado de Letras, 2004. Secretaria da Educação do Estado de São Paulo: Currículo do Estado de São Paulo: Linguagens, códigos e suas tecnologias São Paulo, 2011. 

×