Ana Violante - análise crítica

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Esta apresentação diz respeito à tarefa 2 ,relativa à sessão 3 da Formação sobre o "Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares"

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Ana Violante - análise crítica

  1. 1. Modelo de Auto-Avaliação. Problemáticas e conceitos implicados.<br />Análise Crítica ao Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares.<br />Introdução<br />Numa sociedade em permanente evolução, a escola e, por inerência, a Biblioteca Escolar tem de assumir-se como recurso activo nas respostas à mudança, no cumprimento dos seus objectivos relativos ao processo de ensino-aprendizagem. <br />A introdução das TIC, o desenvolvimento de redes, o surgimento de novos ambientes de disponibilização da informação, de trabalho e de construção do conhecimento, obrigam ao desenvolvimento de novas literacias e a uma aprendizagem contínua ao longo da vida.<br /> A avaliação deve ser um factor pedagógico e regulador e um factor mobilizador de toda a escola. <br />É neste contexto que surge o Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares. A necessidade de gerir a mudança deve basear-se na recolha de evidências relativas ao impacto que as Bibliotecas Escolares têm na escola e na análise dos factores que se assumem como críticos ao seu desenvolvimento.<br />O Modelo enquanto instrumento pedagógico e de melhoria . Conceitos implicados.<br />Até agora, a avaliação das Bibliotecas Escolares era feita em bases quantificáveis, como a avaliação da colecção existente, a verba gasta com a biblioteca(inputs), o número de empréstimos, o número de visitas, as sessões realizadas pelas equipas( outputs).Agora, o modelo de Auto-avaliação das Bibliotecas Escolares apresenta-nos a noção de valor. <br />O factor qualidade passou a nortear a avaliação das Bibliotecas Escolares. A avaliação é feita com base nos outcome ,ou seja, nos resultados que a Biblioteca Escolar tem nos comportamentos e nas atitudes dos seus utentes e no impacto que tem na vida da escola. <br />O novo processo de avaliação das Bibliotecas Escolares centra-se na determinação da forma como a Biblioteca é incorporada pela escola e como a escola incorpora a biblioteca como um recurso indispensável e, por outro lado, como se articula com ela no apoio ao currículo e ao processo ensino-aprendizagem. <br />Este é um modelo pedagógico e regulador, uma vez que é entendido como um processo que conduzirá a uma reflexão e originará mudanças nas práticas. Desta forma, não pode ser entendido como um fim em si mesmo, mas como um instrumento pedagógico que, através da identificação de pontos fracos e fortes, ajudará a encontrar objectivos e prioridades para as nossas bibliotecas, com vista à melhoria do seu desempenho.<br />A metodologia deverá, para isso, basear-se na recolha de evidências. Esta é a forma apontada para que a biblioteca consiga encontrar o seu rumo, conforme “ Evidence – Based Practice“,deRossTodd.<br />Pertinência da existência de um Modelo de Auto-avaliação para as Bibliotecas Escolares<br />Este novo modelo de avaliação das Bibliotecas Escolares surge para uniformizar processos e aferir resultados. Resultados esses mensuráveis no impacto que o trabalho da biblioteca tem ao nível das aprendizagens dos alunos, bem como ao nível da relação com a Comunidade Escolar.<br />Este documento obriga a que a Biblioteca reflicta, diagnostique problemas e pontos fortes, comunique com os seus parceiros, recolha evidências, nivele, planifique melhorias , aja de acordo com o plano traçado e informe toda a comunidade dos resultados.<br />Este é um processo de auto-avaliação, que deverá ser entendido como um processo de auto-conhecimento para auto-superação.<br />Organização estrutural e funcional. Adequação e constrangimentos.<br />O modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares está organizado em quatro domínios, que constituem as áreas nucleares do trabalho da Biblioteca Escolar:<br /> (A) Apoio ao Desenvolvimento Curricular;<br /> (B) Leitura e Literacias;<br /> (C) Projectos, Parcerias e Actividades Livres de Abertura à Comunidade;<br /> (D) Gestão da Biblioteca Escolar. <br />A aplicação do modelo faz-se anualmente, escolhendo-se para cada ano a exploração de um domínio. Esta operacionalização deve ser entendida como um processo contínuo e inerente à rotina da biblioteca, não devendo ser, por isso, aplicado apenas no final do ano lectivo.<br />Em cada domínio foram identificados indicadores ou critérios que apontam para aspectos nucleares de intervenção nas Bibliotecas Escolares e que se concretizam através de diversos factores críticos de sucesso. <br />Para cada indicador são propostos instrumentos de recolha de evidências. O Modelo oferece ainda sugestões de acções para melhoria, contribuindo, para uma melhor adequação das práticas.<br />São apresentados quatro níveis de desempenho (Fraco/ Médio/ Bom /Excelente), nos quais a biblioteca se deverá colocar. Para mais objectivamente se determinar o nível de desempenho da biblioteca, são apresentados os respectivos descritores.<br />Considera-se que a biblioteca se situa num determinado nível de desempenho se cumprir pelo menos 4 em 5, 5 em 6 ou 6 em 7 descritores, consoante o número de descritores que caracterizam os perfis.<br />A implementação do Modelo assenta na recolha de evidências, sejam elas documentais ou apenas baseadas na observação directa, o que requer que esta seja uma prática constante. <br />Constragimentos:<br />Temo uma excessiva burocratização do trabalho do professor bibliotecário;<br />Poderá ser uma dificuldade a divisão das actividades por domínios. É difícil determinar a que domínio corresponde uma actividade, havendo a possibilidade de se incorrer na repetição ou na lacuna.<br />A recolha de evidências eficazes também pode constituir uma dificuldade, pois não faz parte dos hábitos da equipa da biblioteca; <br />Por outro lado, a “Evidence-Based Practice” pode transformar-se num trabalho demasiado subjectivo. Apesar do trabalho baseado em “inputs” e “outputs” ser incompleto, o trabalho baseado em “outcomes” pode revelar-se difícil de realizar, devido à sua subjectividade.<br />Integração / Aplicação à realidade da escola.<br />A implementação do modelo de Auto-avaliação das Bibliotecas Escolares implica o cumprimento de alguns passos.<br />O Órgão de Gestão e o Conselho Pedagógico têm de ser devidamente informados e esclarecidos quanto aos objectivos do Modelo e às metodologias usadas, no sentido de mobilizar todos os intervenientes.<br />Ultrapassada a fase de apresentação do modelo, é necessário reunir com os docentes, nas várias estruturas intermédias, para recolher informação e aferir, junto destes parceiros, a sua melhor colaboração na recolha de evidências.<br />Uma vez assegurada a participação de todos, é necessário o seu envolvimento na realização de um plano de melhoria.<br />Para a consecução do plano, há que seguir várias etapas: realização do diagnóstico da situação; selecção do domínio a avaliar; determinação do tipo de evidências a recolher e instrumentos a utilizar; aplicação dos instrumentos de recolha de evidências; análise dos dados; identificação de pontos fortes e fracos; posicionamento no respectivo nível de desempenho; comunicação do resultado e de eventuais medidas de melhoria à Comunidade Escolar; realização do relatório referente à implementação do modelo.<br />Competências do professor bibliotecário e estratégias implicadas na sua aplicação<br />Michael Eisenberg e Danielle Miller, em “This Man wants to change your Job”, defendem que a estratégia para fazer da biblioteca um órgão vital da escola passa por :” Articulate a vision and agenda; Be strategic e Comunicate continuosly”.<br />Isto significa que o professor bibliotecário deverá ser um comunicador no seio da escola. A mobilbização da equipa para a necessidade de avaliar o impacto da biblioteca na escola deve ser assegurado por si, bem como a sensibilização da escola para a sua premência. O professor bibliotecário deve orientar a sua prática para a acção, para a intervenção, para a influência sobre os seus pares. Para isso, terá de conseguir estabelecer prioridades, ser gestor da aprendizagem na escola, deve saber gerir e avaliar de acordo com a missão e objectivos da escola e deve saber trabalhar com as estruturas intermédias.<br />Como Ross Todd alega em “ School Librarian as Teachers: Learning Outcomes and Evidence – Based Practice”, o papel da biblioteca [e por inerência do professor bibliotecário]é de liderança. As dimensões dessa liderança incluem a liderança informada, liderança com objectivos, liderança estratégica, liderança colaborativa, liderança criativa, liderança renovada e liderança sustentada (baseada em evidências).<br />Cabe ao professor bibliotecário sensibilizar a escola para o processo de auto-avaliação:<br />- Em primeiro lugar deverá esclarecer o órgão de gestão sobre os objectivos e os vários momentos da auto-avaliação e , em conjunto com este órgão, deverá escolher o domínio a avaliar, de acordo com os pontos fortes e fracos diagnosticados;<br />- Seguir-se-á a apresentação e discussão do processo em Conselho Pedagógico (apresentação do modelo);<br />- É importante que haja lugar para o diálogo e esclarecimento dos vários departamentos e professores em geral, possibilitando o contributo de todos os intervenientes.<br />- Numa segunda fase, é necessário definir o desenvolvimento do processo, desenvolvendo planos de melhoria, na busca de soluções eficazes.<br /> - Numa terceira fase, os resultados devem ser partilhados com o Conselho Executivo e apresentados e discutidos em Conselho Pedagógico. Deste modo, em conjunto, poderão ser traçados rumos estratégicos e acções para melhoria definidas.<br />- Posteriormente, o professor bibliotecário deverá divulgar os resultados junto da Comunidade Escolar.<br />

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