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sequecia didatica bliogr5afias do 3 ao 5 ano.pdf

O documento apresenta uma sequência de atividades sugeridas para o trabalho com a produção do gênero relato autobiográfico no 3o ao 5o ano do ensino fundamental. A sequência articula diferentes práticas de linguagem, campos de atuação e habilidades e tem como objetivo contribuir para que os professores proporcionem experiências que aproximem a linguagem contemporânea dos estudantes ao espaço da sala de aula.

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LINGUAGEM CONTEMPORÂNEA
ENSINO FUNDAMENTAL 3º AO 5º ANO
FASCÍCULO I
ELABORADORES
Ana Moraes Rosa
Bernadete de Andrade Sotero
COLABORADORES
Jailson Silva de Oliveira
Adailton Brandão de Melo
Júlia Luisa de Andrade Sotero
2019
SUGESTÕES DE
SEQUÊNCIAS DE
ATIVIDADES
1- UM POUCO DO NOSSO CURRÍCULO
No Currículo de Pernambuco, os gêneros textuais são considerados objetos
de ensino-aprendizagem, não havendo gêneros fixados para serem trabalhados em
determinado ano. Um mesmo gênero poderá ser trabalhado em diversos anos.
Assim, o que vai ser considerado e o que está em jogo é a complexidade de sua
abordagem a cada ano. Outro ponto a considerar é a função social desse ”artefato”,
que perpassa pela consciência de gênero do professor. O mesmo precisa conhecer
minimamente as funções, os valores e o papel social dos gêneros com os quais se
propõe a trabalhar.
É também um ponto alto do Currículo o trabalho com as Práticas de
Linguagem que se integram e são indissociáveis nesse documento. Assim, na
atividade proposta, as práticas de leitura encontram aporte nas práticas de
oralidade, produção textual e análise linguística/semiótica que, por sua vez,
relacionam-se com os campos de atuação, que são as áreas de uso da linguagem
na vida do aluno.
Outro diferencial desse documento é a presença robusta do letramento digital
que possibilita trazer para o espaço da sala de aula - através dos gêneros digitais -
a cultura juvenil e suas múltiplas formas de linguagem que, por vezes, estão
presentes em um único texto: verbal escrita, verbal oral, sonora, não verbal, visual
etc.
O TRABALHO COM CONJUNTO DE GÊNERO COM FOCO NA
PRODUÇÃO TEXTUAL DO GÊNERO RELATO
AUTOBIOGRÁFICO
Professor/a, as atividades propostas nesse caderno de
Orientação Didático metodológica de língua portuguesa
podem ser vivenciadas em espaço de sala de aula,
possibilitando articulação com outros materiais didáticos. As
atividades aqui propostas estão em consonância com o
Currículo de Pernambuco do Componente de Língua
Portuguesa. Neste fascículo, as atividades são apresentadas
numa sequência didático-metodológica, organizadas por
práticas de linguagem, campo de atuação, objeto de
conhecimento, conteúdos e habilidades. Destacamos, mais
uma vez, que as atividades sugeridas podem e devem ser
alteradas, visando aos objetivos pretendidos, levando em
consideração a realidade da turma, o nível de alfabetização e
a abordagem de cada professor/a nos mais distintos
contextos de sala de aula.
2- O QUE NOS MOTIVA A TRABALHAR COM CONJUNTO DE GÊNERO
COMO FOCO NA PRODUÇÃO TEXTUAL DO GÊNERO RELATO
AUTOBIOGRÁFICO?
Trataremos na sequência abaixo da produção do gênero relato autobiográfico
para os 3º, 4º e 5º anos do ensino fundamental a partir do trabalho com um conjunto
de gêneros com características afins. A escolha se deu pelo fato de que nessa fase
há uma necessidade dos estudantes se conhecerem, falarem de si, seus medos,
suas alegrias, sua identidade, entre outras questões. Levamos em conta também
que, desde muito cedo, os estudantes são capazes de contar o que acontece com
eles ou sobre algo que aprenderam. Apesar do evento deflagrador do gênero (fatos
mais ou menos imediatos considerados relevantes) ser uma provocação do
professor, o que leva a uma didatização do gênero, a atividade oportuniza uma
condição de produção real, explorando a função social do gênero na sua essência.
O gênero proporciona oportunidade do trabalho com todas as práticas de
forma sistematizada e com todos os campos de atuação. Para isso, consideramos
uma orientação didático-metodológica que, partindo de situações corriqueiras de
produção, contemple a prática da leitura, passando pelo oral e pela escrita,
ampliando-se ao longo dos anos de escolaridade na medida em que se tornam
mais complexos a linguagem, o léxico e o tema em destaque. Consideramos,
nessa sequência, que um gênero não surge isolado de outros, o que se dá - na
prática - são conjuntos de gêneros que dialogam, complementam-se, possuem
traços comuns e distanciam-se a partir dos seus propósitos comunicativos
(finalidades para as quais os textos de um mesmo gênero são recorrentemente
utilizados).
Desta forma, estamos trazendo para a nossa sequência de atividades os
gêneros (biografia, autobiografia, fotografia, autorretrato, selfie), utilizando o gênero
livro e playlist de vídeos como instrumento de divulgação do gênero relato
autobiográfico. Consideramos também nesse trabalho a possibilidade de trazer
para sala de aula uma linguagem contemporânea, numa perspectiva do
multiletramento, da multimodalidade e da multissemiose.
3- O QUE A SEQUÊNCIA DE ATIVIDADE PROPÕE AO PROFESSOR
A sequência de atividade a seguir apresenta-se como sugestão para o
trabalho com a produção do gênero relato autobiográfico. Não temos a pretensão
aqui de considerar esgotadas outras formas de atividades. Esta é uma
possibilidade - entre tantas outras - e está aberta ao professor refletir, ampliar,
experimentar. Tentamos de alguma forma contribuir para a prática docente de
nossos colegas na perspectiva de buscar caminhos, traçar rumos e melhorar o
processo de ensino-aprendizagem.
Para tanto, sugerimos o trabalho com a produção do gênero relato
autobiográfico, gênero presente no cotidiano escolar nos momentos em que os
estudantes falam de si, das suas experiências e, por vezes, não encontram um
espaço tão aberto à escuta dessas vivências. Ao enfocar o trabalho com o gênero
proposto, buscamos trazer exemplares de outros gêneros que dialogam com a
autobiografia para que assim os estudantes, com ajuda do professor, pudessem
manusear, observar semelhanças, diferenças, linguagens utilizadas,
funcionalidade, propósitos comunicativos, marcas linguísticas, para quem o texto
se destina e quem fala no texto. Assim, apresentamos uma sequência de atividades
que articula a Prática de Leitura, Oralidade, Produção de Texto e Análise
Linguística/Semiótica, envolvendo todos os campos de atuação (vida cotidiana,
vida pública, estudo e pesquisa, artístico-literário). Essas atividades podem
contribuir para que você, professor:
 Proporcione momento de leitura;
 Aproxime a linguagem contemporânea, comum aos
estudantes, ao espaço de sala de aula;
 Proporcione à turma uma experiência de produção
de texto articulando leitura, oralidade e escrita;
 Possibilite à criança o manuseio com diversos
gêneros textuais;
 Medeie a relação da criança com a estrutura do
gênero em foco, seu conteúdo, em comparação
com outros gêneros que se relacionam;
 Desenvolva o gênero em situação real de uso;
 Proporcione à turma momentos de planejamentos
da oralidade, da escrita e momentos de escuta
atenta;
 Trabalhe com os gêneros digitais;
 Proporcione para sua turma momentos de
retextualização do gênero, passando da
modalidade oral para a escrita;
 Produza textos escritos;
 Trabalhe com a revisão textual;
 Proponha a produção de vídeos e de edição de
playlist dos vídeos produzidos e exposição dos
trabalhos realizados em ferramentas digitais;
 Explore habilidades propostas pelo Currículo de
Pernambuco.
Prática de
Linguagem
Campo de
Atuação
Objeto de
conhecimento
Conteúdo Habilidades
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
Todos os
campos de
atuação
Reconstrução das
condições de
produção e
recepção de
textos
Função social e
comunicativa dos
textos
(EF15LP01PE) Identificar a função
social de textos que circulam no
cotidiano, nas mídias impressa, de
massa e digital, reconhecendo para
que foram produzidos, onde
circulam, quem os produziu e a quem
se destinam e que gêneros possuem
funções sociais relacionadas aos
campos de atuação nos quais
circulam.
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
Todos os
campos de
atuação
Estratégia de
leitura
Expectativas e
pressuposições
antecipadoras de
sentido no texto
(EF15LP02PE) Estabelecer
expectativas em relação ao texto que
vai ler (pressuposições
antecipadoras dos sentidos, da
forma e da função social do texto),
apoiando-se em seus conhecimentos
prévios sobre as condições de
produção e recepção desse texto, o
gênero, o suporte e o universo
temático, bem como sobre saliências
textuais, recursos gráficos, imagens,
dados da própria obra (índice,
prefácio etc.), confirmando
antecipações e inferências
realizadas antes e durante a leitura
de textos, checando a adequação
das hipóteses realizadas.
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
Todos os
campos de
atuação
Estratégia de
leitura
Informações
explícitas
(EF15LP03PE) Localizar
informações explícitas em diferentes
gêneros lidos, ouvidos e/ou
sinalizados.
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
Todos os
campos de
atuação
Estratégia de
leitura
Efeito de sentido
de recurso
expressivo e
gráfico
(EF15LP04PE) Identificar o efeito de
sentido produzido pelo uso de
recursos expressivos e gráficos
visuais (letra capitular, negrito,
itálico, som em movimento, cores e
imagens etc.), em textos
multissemióticos e multimodais.
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
Todos os
campos de
atuação
Estratégia de
leitura
Informações
implícitas
(EF35LP04PE) Inferir informações
implícitas em textos lidos, ouvidos
e/ou sinalizados.
Leitura/escuta
(compartilhada e
autônoma)
Todos os
campos de
atuação
Estratégia de
leitura
Inferência
(EF35LP05PE) Inferir o sentido de
palavras ou expressões em textos
com base no contexto de uso.
Oralidade
Todos os
campos de
atuação
Escuta atenta Escuta atenta com
interação
(EF15LP10PE) Escutar/visualizar,
com atenção, falas de professores e
colegas, formulando perguntas
pertinentes ao tema e solicitando
esclarecimentos sempre que
necessário.
Oralidade
Todos os
campos
de atuação
Características da
conversação
espontânea
Conversação
espontânea
(EF15LP11PE) Reconhecer
características da conversação
espontânea presencial, respeitando
os turnos de fala, selecionando e
utilizando, durante a conversação,
formas adequadas de tratamento de
ORGANIZADOR COM PRÁTICAS, CAMPOS DE ATUAÇÃO, OBJETOS
DE CONHECIMENTOS, CONTEÚDOS E HABILIDADES UTILIZADAS
NAS SEQUÊNCIAS DE ATIVIDADES PROPOSTAS.
acordo com a situação e a posição do
interlocutor.
Oralidade
Todos os
campos de
atuação
Aspectos não
linguísticos
(paralinguísticos)
no ato da fala
Aspectos não
linguísticos no ato
de fala
(EF15LP12PE) Atribuir significado a
aspectos não linguísticos
(paralinguísticos) observados na
fala, como direção do olhar, riso,
gestos, movimentos da cabeça (de
concordância ou discordância),
expressão corporal, tom de voz, em
situação comunicativa
Oralidade
Todos os
campos de
atuação
Relato
oral/Registro
formal e informal
Finalidades da
interação oral
(EF15LP13PE) Identificar finalidades
da interação oral em diferentes
contextos comunicativos (solicitar
informações, apresentar opiniões,
informar, relatar experiências etc.).
Oralidade
Todos os
campos de
atuação
Forma de
composição de
gêneros orais
Planejamento e
produção de
gêneros orais
(EF35LP10PE) Identificar, planejar e
produzir gêneros textuais orais
utilizados em diferentes situações e
contextos comunicativos e suas
características linguístico-
expressivas e composicionais
(conversação espontânea, debate,
seminários, aulas expositivas,
conversação telefônica, entrevistas
pessoais, entrevistas no rádio ou na
TV, noticiário de rádio e TV, narração
de jogos esportivos no rádio e TV,
aula, debate etc.).
Oralidade
Campo das
práticas de
estudo e
pesquisa
Escuta de textos
orais
Escuta
atenta/respeitosa
e interativa
(EF35LP18PE) Escutar, com
atenção e respeito, apresentações
de trabalhos realizadas por colegas,
formulando perguntas pertinentes a
temas sociais
locais/regionais/nacionais relevantes
e solicitando esclarecimentos
sempre que necessário, visando à
construção de sentidos a partir de
textos orais.
Oralidade
Campo das
práticas de
estudo e
pesquisa
Planejamento de
texto oral
Exposição oral
Exposição de
trabalhos e
pesquisa
(EF35LP20PE) Expor oralmente
trabalhos ou pesquisas escolares em
sala de aula, atentando para as
especificidades desses gêneros,
com apoio de recursos
multissemióticos (imagens,
diagrama, tabelas etc.), orientando-
se por roteiro escrito, planejando o
tempo de fala e adequando a
linguagem à situação comunicativa.
Oralidade
Campo
artístico-literário
Contagem de
histórias
Reconto de
gêneros literários
(EF15LP19PE) Recontar oralmente,
com e sem apoio de imagem, textos
literários, nacionais e regionais lidos
ou sinalizados pelo professor ou pelo
próprio estudante.
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
Todos os
campos de
atuação
Planejamento de
texto
Planejamento/
produção/reescrita
textual/situação
comunicativa
(EF15LP05PE) Planejar, com a
ajuda do professor, o texto que será
produzido, considerando a situação
comunicativa:(os interlocutores
(quem escreve/para quem escreve);
a finalidade ou o propósito (escrever
para quê); a circulação (onde o texto
vai circular; o suporte (qual é o
portador do texto); a linguagem,
organização e forma do texto e seu
tema), pesquisando em meios
impressos ou digitais, sempre que for
preciso, informações necessárias à
produção do texto, organizando em
tópicos os dados e as fontes
pesquisadas
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
Todos os
campos de
atuação
Revisão de textos
Releitura/revisão/
reescrita textual
(EF15LP06PE) Reler e revisar o
texto produzido, individualmente ou
com a ajuda do professor e a
colaboração dos colegas, para
ajustá-lo e aprimorá-lo, fazendo
cortes, acréscimos, reformulações,
correções de ortografia e pontuação,
visando aos efeitos de sentido
pretendidos.
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
Todos os
campos de
atuação
Edição de textos Edição de texto
(EF15LP07PE) Editar a versão final
do texto, em colaboração com os
colegas e com a ajuda do professor,
ilustrando, quando for o caso, em
suporte adequado, manual ou digital.
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
Todos os
campos de
atuação
Construção do
sistema alfabético/
Estabelecimento de
relações anafóricas
na referenciação e
construção da
coesão
Recurso de
referenciação/
coesão/articulador
es de sentido
(EF35LP08PE) Utilizar, ao produzir
um texto, recursos de referenciação
(por substituição lexical ou por
pronomes pessoais, possessivos e
demonstrativos), vocabulário
apropriado ao gênero, recursos de
coesão pronominal (pronomes
anafóricos) e articuladores de
relações de sentido (tempo, causa,
oposição, conclusão, comparação),
com nível suficiente de
informatividade, que contribuem para
a construção de sentidos dos textos.
Produção de
textos (escrita
compartilhada e
autônoma)
Todos os
campos de
atuação
Planejamento de
texto/Progressão
temática e
paragrafação
Planejamento de
texto/Progressão
temática e
paragrafação
(EF35LP09PE) Organizar o texto em
unidades de sentido, dividindo-o em
parágrafos, atentando para
pertinência temática, progressão,
segundo as normas gráficas e de
acordo com as características do
gênero textual.
Análise
Linguística/
Semiótica
(ortografização)
Todos os
campos de
atuação
Morfologia
Identificação /uso
dos pronomes em
situação de
produção textual
(EF35LP14PE) Identificar em textos
e usar na produção textual pronomes
pessoais, possessivos e
demonstrativos, como recurso
coesivo anafórico, visando à
construção de sentidos dos textos
lidos e escritos.
Análise
linguística/
semiótica
(Ortografização)
Todos os
campos de
atuação
Construção do
sistema alfabético e
da ortografia
Reflexão sobre a
escrita/
correspondência
fonema-grafema
(EF04LP01PE) Ler e grafar palavras,
refletindo sobre a escrita, utilizando
regras de correspondência fonema-
grafema regulares diretas e
contextuais, em atividades de
produção textual.
Análise
linguística/
semiótica
(Ortografização)
Todos os
campos de
atuação
Construção do
sistema alfabético e
da ortografia
Grafia de
correspondências
regulares
contextuais e
morfológicas e
correspondências
irregulares
(EF05LP01PE) Grafar palavras
utilizando regras de correspondência
fonema-grafema regulares
contextuais, e morfológicas e
palavras de uso frequente com
correspondências irregulares em
atividades de análise e reflexão na
produção de diferentes gêneros.
Análise
linguística/
semiótica
(Ortografização)
Campo do
estudo e da
pesquisa
Forma de
composição dos
textos
Adequação do texto
às normas de escrita
Padronização de
textos científicos
(EF05LP26PE) Utilizar, ao produzir
textos, conhecimentos linguísticos e
gramaticais: regras sintáticas de
concordância nominal e verbal, bem
como convenções de escrita de
citações, pontuação (ponto final,
dois-pontos, vírgulas em
enumerações) e regras ortográficas,
refletindo sobre o uso.
Análise
linguística/
semiótica
(Ortografização)
Campo do
Estudo e da
pesquisa
Forma de
composição dos
textos
Coesão e
articuladores
Recursos de
coesão
pronominal e suas
relações de
sentido
(EF05LP27PE) Utilizar, ao produzir o
texto, recursos de coesão
pronominal (pronomes anafóricos) e
articuladores de relações de sentido
(tempo, causa, oposição, conclusão,
comparação) com nível adequado de
informatividade.
1º etapa – Descobrindo nomes
Para iniciar o trabalho propomos ao professor realizar uma dinâmica, na qual
utilizaria as primeiras letras dos nomes dos estudantes, assim cimi sugere a capa
do livro que será lido “Elê...o quê?”. Os estudantes deverão, com ajuda do
professor/a, produzir placas, como o exemplo que segue:
Observe que uma sequência didática é capaz de abarcar
habilidades de todas as práticas de linguagem referentes a
determinados campos de atuação (geralmente atrelados à
esfera discursiva onde os gêneros circulam), objetos de
ensinos diferentes e diversas habilidades. O critério utilizado
para a sequência abaixo foi, elencar práticas de linguagens
e habilidades que estivessem atreladas ao gênero
trabalhado. Salientamos que não há uma ordem rígida na
abordagem das práticas de linguagem, entretanto sugerimos
que as atividades partam da prática de leitura. Acreditamos
que a atividade de leitura será um elemento facilitador da
prática de produção textual, ajudando o estudante no seu
dizer, para quem dizer.
DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES
RECOMENDAÇÕES
 Iniciar a atividade com uma dinâmica de apresentação;
 A atividade é ideal para o início do ano;
 A atividade pode ser realizada em círculo ou em dupla;
 É importante trazer sempre a ludicidade para o espaço
de sala.
A turma será disposta em círculo. Cada um mostrará sua placa e os demais
tentarão acertar o nome do colega. (EF15LP13); (EF35LP20); (EF15LP05);
(EF04LP01);
Em seguida, com a ajuda do professor/a, os colegas tirarão fotos uns dos
outros com o celular do professor/a, fazendo poses ou performances engraçadas.
As fotos deverão ser impressas e coladas em cada placa, após cada nome ser
descoberto e escrito nas mesmas. As placas deverão ficar expostas na sala. Nessa
etapa é possível o trabalho com as habilidades: (EF15LP13); (EF35LP20);
(EF15LP05); (EF04LP01). As habilidades 15 devem ser trabalhadas do 1º ao 5º
ano, já as 35 poderão ser trabalhadas do 3º ao 5º ano, a partir da realidade de cada
turma e a no 4º ano.
2ª etapa – Quem sou eu?
Para iniciar essa atividade o professor entregará a cada aluno uma tarjeta
para eles completarem com as seguintes informações:
Habilidades: (EF04LP01) ;(Ef05LP26) ;(EF05LP26).
Professor/a, a dinâmica possibilitará:
 Um trabalho lúdico;
 Uma preparação para a leitura que
segue;
 Mais integração entre os colegas;
 Uma reflexão sobre o uso da letra
maiúscula;
 A valorização do nome como
identidade própria;
 Discussão sobre a história do nome
de cada um;
 Discussão sobre nomes iguais e
pessoas diferentes;
 Sobre igualdade;
 Sobre quem gosta do nome, quem
não gosta e porquê, entre outras.
Após o preenchimento, o professor recolherá as tarjetas e as colocará numa
caixinha. Cada estudante pegará uma tarjeta (não poderá ser a sua) e apresentará
o colega para a turma. Habilidades: (EF15LP10); (EF15LP11); (EF15LP13);
(EF15LP03).
3ªetapa – História que eu quero ouvir
Nessa etapa, o professor fará a leitura do
livro de forma envolvente. Ouvir histórias é
sempre um momento mágico, dessa forma,
colocar as crianças em círculo, bem próximas,
criará um ambiente propício. A leitura prosódica
possibilita à percepção de aspectos extratextuais,
como a entonação representada pela pontuação,
a modulação da fala a partir dos diálogos
presentes no texto, a identificação dos elementos
da narrativa (narrador, personagem, espaço,
tempo, entre outros). A atividade também
possibilita o trabalho com a imagem e os sentidos
que ela carrega no texto numa análise linguística/semiótica. Assim, explorar a capa
do livro no momento da apresentação da obra é uma atividade de grande
importância, estabelecendo expectativas em relação à história que será lida
(pressuposições antecipadoras dos sentidos), apoiando-se nos conhecimentos
prévios das crianças.
Seguem algumas sugestões de questões para explorar a capa do livro:
 Quem escreveu o livro?
Professor(a), a atividade que segue parte da leitura do livro
Elê...o quê?, de Norma Sofia Coelho de Lima, uma estrutura
textual em que o menino Eleotério conta a história do seu nome
e os problemas que esse nome lhe causa. A leitura do livro dará
mote para o tema a ser abordado posteriormente no relato
autobiográfico dos estudantes. A partir da narrativa, as crianças
refletem sobre sua própria identidade, uma vez que a história de
Eleotério permite a identificação com situações vividas por elas
mesmas ou pessoas próximas. A literatura tem esse papel, o de
romper com horizontes de expectativas, provocar reflexões e
permitir construções conscientes de emoções e sentimentos ao
compartilhar com os personagens suas alegrias, tristezas e
angústias. A narrativa lida permitirá também uma aproximação
com a produção do relato autobiográfico, proposta final dessa
sequência de atividades. Aos poucos, os estudantes vão
descobrindo aspectos da história que podem servir de
elementos estruturais para sua escrita.
 Qual a editora?
 Quem fez a ilustração?
 O que o título nos leva a imaginar?
 Em sua opinião a história vai falar de quê?
 Os três pontinhos utilizados no título quer dizer o quê?
 O que o título nos diz?
4ª etapa – Um mergulho na história
Antes de iniciar a leitura propomos uma conversa com os estudantes sobre
nomes de pessoas que eles conhecem (estranhos, engraçados, comuns),
questionando se conhecem pessoas que “sofrem” ou “sofreram” por não gostarem
dos seus nomes.
Nesse momento, os estudantes são convidados a conversar sobre a história
lida. Para iniciar a conversa, peça às crianças para que numa folha de papel
desenhem a parte que mais gostaram. A seguir, possibilite a socialização das
impressões a partir dos desenhos e da compreensão da história lida. Em seguida,
reflita com as crianças sobre o tema central da história lida com o objetivo de levar
os estudantes a se colocarem frente às situações vividas pelas personagens,
argumentando sobre suas atitudes. A atividade permite a transposição da situação
problema vivida pelo personagem com a história de vida de cada um. É uma
oportunidade também para que as crianças falem sobre as experiências vividas na
escola, na família e com eles mesmos. Seguem alguns questionamentos que
podem ser trabalhados nesse momento:
Professor/a, para essa atividade não é preciso ter um
livro para cada estudante. Caso o livro não seja
encontrado na biblioteca da escola, você poderá
adquiri-lo pela internet em estantes virtuais por preços
bem acessíveis.
LIMA, Norma Sofia Coelho de. Êle...o quê? Rio de Janeiro: Lê, 1986
Professor/a, numa mesma atividade é possível vivenciar várias habilidades,
em campos e práticas diferenciadas de forma dinâmica. Nessa 4ª etapa as
habilidades trabalhadas são:
(EF15LP01PE);(EF15LP03PE);(EF15LP04);(EF35LP04PE);(EF35LP05PE);(EF1
5LP10PE) e (EF15LP13PE).
5ª etapa – Histórias que sei contar
As crianças serão convidadas anteriormente a trazerem para sala de aula
fotografias que mostrem momentos importantes que tenham vivido. A partir dessas
fotografias, as crianças, em roda de conversa, serão estimuladas a apresentarem
as fotografias e contarem as lembranças de como foi o momento retratado,
produzindo curtas narrativas. O objetivo do trabalho é desenvolver a prática da
oralidade, desenvolver a atividade do ouvir e respeitar o turno do outro e estimular
a capacidade criadora.
 O que você achou da história?
 O que o autor quis mostrar para nós com essa
história?
 Qual personagem você achou mais interessante?
Por quê?
 O que você achou da atitude dos colegas de Êle, que
faziam gozação com o nome dele?
 Se você fosse Êle, o que faria?
 Você já passou situação parecida ou viu acontecer
com alguém? Como se sentiu?
 Que relação tem a imagem na página 7 do livro com
o texto?
 Que relação tem o título do livro com a história?
 No texto é usada a expressão “torrar a paciência”. O
que essa expressão significa?
 Por que no texto, Êle sentiu vontade de voar?
 Você gosta das brincadeiras dos seus colegas?
 Quem é o personagem principal da história? Que
problema ele tem?
 Como o personagem resolveu o seu problema?
 Qual a diferença entre a reação do personagem
Saulo e o personagem Eleotério com relação às
brincadeiras dos colegas?
 O que fez Êle gostar do nome?
 Quais os fatos importantes nessa história?
 Que lições podemos tirar dessa história?
6ª etapa- Nossas histórias misturadas
Nessa etapa, as crianças serão distribuídas em grupos (mesclando crianças
alfabetizadas com crianças em processo de alfabetização). Crie nesse momento
uma situação problema para que os estudantes possam contar quantos colegas
têm na sala, como podem dividir para que os grupos fiquem com quantidades iguais
ou bem próximas. Após a divisão dos grupos pelas crianças, com a ajuda do
professor, elas serão convidadas a escrever abaixo de cada foto o que aquele
momento representa, criando uma legenda para cada foto (nesse momento, as
crianças poderão ajudar umas às outras no processo de escrita. O professor
entregará a cada grupo um cartaz com o título “Histórias que sei contar...” e uma
meia folha de papel para que colem as fotos e escrevam as micronarrativas; abaixo
do título, as crianças colocarão as fotos com as micronarrativas, criando um painel
coletivo para ser revisitado por toda turma. O objetivo da atividade é desenvolver a
apropriação da linguagem escrita, retextualizando o material produzido passando
da prática da oralidade à prática da produção escrita.
Professor/a, a atividade proposta por essa
sequência didático-metodológica possibilita o
trabalho com temas transversais, especificamente
com reflexões sobre respeito às diferenças e
bullying, tema de grande importância a ser
discutido no espaço da escola, haja vista a
frequência com que esse fato ocorre nos espaços
de sala de aula.
Professor/a, essa atividade possibilita refletir com
as crianças que tanto a fala quanto a escrita devem
ser planejadas, que cada uma tem uma forma
própria de representação e que em alguns
momentos essas formas se aproximam e em
outros se distanciam. A atividade também
possibilita o trabalho com a Matemática numa
perspectiva interdisciplinar.
7ª etapa – Um dizer que orienta
ALGUMAS SUGESTÕES DE LEITURA DE RELATO AUTOBIOGRÁFICO:
Ana Maria Machado
Meu nome é Ana Maria Machado e eu vivo inventando histórias. Algumas delas,
eu escrevo. E dessas que eu escrevo, algumas andam virando livros. Em sua
maioria, livros infantis, quer dizer, livro que criança também pode ler. Adoro meu
trabalho. Ainda bem, porque acho que não ia conseguir viver se não escrevesse.
Tanto assim, que já fui professora, já fui jornalista (já fui até chefe de uns trinta
jornalistas ao mesmo tempo), já fiz programa de rádio e acabei largando tudo para
só viver de livro: escrevendo e cuidando da Malasartes, que é a minha livraria para
crianças. Coisas de que gosto: gente, mar, sol, natureza em geral, música, fruta,
salada, cavalo, dançar, carinho. Coisas que não aguento: qualquer forma de
injustiça ou prisão e gente que quer cortar a alegria dos outros. Mas isso nem
precisava dizer - é só ler meus livros que todo mundo fica sabendo.
Fonte:http://deusnuncapisca.blogspot.com
MAIS UM RELATO...
Meu nome é Gleyson. Eu tenho 13 anos e estou na 5 série. Faço muitas coisas
que qualquer um não pode fazer: montar a cavalo, jogar bola, soltar pipa, jogar
bolinha de gude.
Nasci no Nordeste , no Piauí, por isso tenho este apelido - Piauí - entre meus
colegas.
Eu não tinha condições de morar lá, por causa da seca . Então, o meu pai
pensou em vir para São Paulo e aqui ele conseguiu um emprego. Agora, nós não
estamos passando mais aquele mesmo sufoco que passávamos lá.
Eu me divirto como qualquer outra criança. Brinco e faço coisas como as
outras. Leio gibis, a Bíblia e as lendas do folclore.
Esse sou eu...
Fonte:http://deusnuncapisca.blogspot.com
O professor/a trará exemplares de relatos autobiográficos e biografias para ler
em voz alta para as crianças (autobiografias de pintores, artistas, cantores,
crianças). Por meio delas, as crianças vão se familiarizar com esse tipo de texto,
vão percebendo semelhanças e diferenças entre eles (quem conta a história em
cada um dos textos, quem é mais objetivo e menos objetivo), além de reconhecer
um pouco da vida dessas pessoas percebendo como elas viviam, o que gostavam,
podendo comparar com os dias atuais. O professor deve aproveitar para destacar
as características do texto, o propósito comunicativo, o que diferencia esse texto
de uma lista, um poema etc. Em seguida, o professor convidará a turma a elaborar
com ele um roteiro, contemplando todos os assuntos que eles gostariam de
escrever no próprio relato autobiográfico: nome, local em que nasceu, irmãos, avós,
nome dos pais, o que mais gosta de fazer na escola e fora dela, as comidas
preferidas, animais de estimação, lembranças de pessoas queridas, histórias
divertidas, entre outros (segue sugestão abaixo). O professor pede para que eles
levem para casa e façam com os pais. A atividade proporcionará uma familiaridade
com o gênero, o que facilitará o processo de escrita do mesmo, bem como
possibilitará conhecer sua própria história, construindo identidade.
Questões que podem orientar esse trabalho:
Professor/a, para iniciar o trabalho da organização de parágrafos, você pode
sugerir que os estudantes agrupem as questões 1, 2 e 3, no 1º parágrafo; a questão
10 e 11, no 2º; as questões 4, 5, 6, 7e 9, no 3º; a questão 8, no 4º e a questão 10,
no 5º parágrafo. Essa estrutura é apenas uma sugestão, diante de tantas outras
maneiras de organizar as ideias para construção do texto.
 1-Por que me chamam assim?
 2- Quem escolheu meu nome?
 Onde moro?
 3-O que gosto e o que não gosto de fazer?
 4-Quantos irmãos eu tenho e como
eles são?
 5-O que meu pai e minha mãe fazem?
 6-Quem são meus avós?
 7-Quem são meus amigos?
 8-Que fato engraçado já aconteceu comigo?
 9-Quem são as pessoas mais queridas?
 10-Como sou?
 11-O que pretendo ser quando crescer?
SUGESTÕES DE BIOGRAFIAS:
Biografia
Bio=vida grafia=escrita. O gênero conta a história da vida
de alguém. É uma mistura entre literatura e história, em que
se relata e registra a história da vida de uma pessoa
enfatizando os principais fatos. É um gênero de narrativa
não ficcional oral, escrito, visual. Os fatos são contados em
ordem cronológica, isto é, do nascimento até os dias atuais.
Relato
Narração não ficcional escrita ou oral sobre um
acontecimento ou fato acontecido.
Relato autobiográfico
É um gênero que relata episódios marcantes da vida de
quem escreve. O gênero apresenta tempo e espaço bem
definidos e predomina nele o tempo passado. É um texto
escrito na primeira pessoa; o narrador é protagonista da
história e apresenta trechos descritivos.
Autorretrato
É um retrato que se faz de si mesmo e expressa tanto as
características físicas quanto as psicológicas.
Selfie
O selfie é a fotografia de si mesmo, é uma prática atual que
permeia todas as camadas da sociedade. As pessoas
querem ver e serem vistas. É uma forma de registrar
marcas do seu cotidiano, sobre o recorte de seu olhar sobre
a realidade.
Para saber um
pouco mais sobre
os gêneros!
8ª etapa – Um dizer que revela
A partir da pesquisa feita em roda de conversa, as crianças farão sua
autoapresentação de acordo com a pesquisa realizada. A atividade oportunizará
falar sobre sua própria história, conhecer a do colega, percebendo semelhanças,
diferenças, desenvolvendo o respeito, a sensibilidade e a solidariedade. A seguir
cada estudante será convidado a escrever sua própria história com base nas suas
apresentações. A atividade pode ser feita de forma autônoma ou orientada pelo
professor de acordo com o desenvolvimento e o nível alfabético da turma.
9ª etapa- Teias de histórias
Sugerimos, nessa etapa, ao professor/a que oriente cada estudante a retomar
as placas produzidas por eles na primeira etapa dessas sequências e que nelas
escrevam as suas principais características. Em seguida construa com os
estudantes um painel como o modelo que segue abaixo (incremente-o, dê um título,
use sua criatividade). Nele cole as placas uma distante da outra. Peça em seguida
que encontrem colegas que tenham as mesmas características suas e com lápis
colorido liguem suas características a de outros colegas formando uma teia
harmoniosa. Aproveite a oportunidade para refletir com os estudantes sobre as
semelhanças e diferenças e o respeito ao outro.
10ª etapa – Um olhar que revisita
Revisar e reescrever o texto possibilita à criança refletir sobre sua escrita e
compreender que o texto é uma construção que pode ser sempre revisitada e
melhorada. Proponha aos estudantes a revisão do texto a partir da sinalização de
problemas que porventura possa aparecer no texto por ele produzido. Propomos
para essa atividade duas formas:
 A classificatória, que pode dar-se através de códigos de correção/revisão
com indicações do que precisará ser revisado, tanto nos aspectos textuais,
quanto nos aspectos gramaticais. Esses códigos deverão ser combinados e
compreendidos pelos estudantes com antecedência; o uso do código
estimulará o estudante a debruçar-se sobre o seu texto e refletir sobre as
novas responsabilidades de escrita que poderão tornar os sentidos de seus
textos mais claros;
 A correção textual-interativa, que pode dar-se através de comentários feitos
pelo professor no final do texto do estudante. Os recadinhos deixados pelo
professor destacarão, a princípio, aspectos positivos do texto da criança,
estimulando-os a novos processos de escrita; tratará de aspectos textuais,
como gramaticais, com certa dose de afetividade. Diante das necessidades
da criança, o professor chama-o para uma conversa, apontando e discutindo
com a criança as observações feitas no recadinho deixado por ele no texto
da criança. Nessa perspectiva, o professor passa de mero observador para
coautor do texto da criança.
DICAS PARA AVALIAR O RELATO AUTOBIOGRÁFICO (A DEPENDER DO
NÍVEL DA TURMA):
 Os fatos relatados acontecem no passado?
 O tempo e o espaço estão bem definidos?
 O narrador é protagonista e, portanto, os verbos e pronomes estão
predominantemente na 1ª pessoa?
 O texto apresenta trechos descritivos?
 A linguagem empregada está adequada aos leitores e ao gênero textual?
10ª etapa – Um olhar que recria
De posse de sua apresentação escrita ou só oral (a depender do nível da
turma), os estudantes serão convidados a fazer um desenho retratando a si mesmo
(autorretrato). Os autorretratos serão colados do lado da sua apresentação escrita.
O professor, junto com as crianças, fará um painel para ficar exposto na sala de
A esse respeito sugerimos, como fonte de pesquisa para o
professor, o livro: RUIZ, Eliana. Como se corrige redação na
escola. Campinas, SP: Mercado de Letras.
aula. A atividade possibilitará, a princípio, pensar sobre quem somos, como ficamos
quando estamos zangados, felizes, tristes, ajudando a construir identidade. O
contato com gêneros que se relacionam, oportuniza o professor a refletir sobre a
funcionalidade de cada um, suas relações, as características, as semelhanças e
diferenças.
11ª etapa
O professor dividirá a sala em grupos, trará para os estudantes vários
exemplares de selfie, bem como os autorretratos produzidos, fará uma reflexão
sobre em que esses gêneros se aproximam e em que eles se distanciam e que
relação eles possuem com a autobiografia. O professor poderá explicar para as
crianças o que significa a palavra “selfie”. Aproveitar e fazer alguns selfies com as
crianças para registrar o momento, refletindo sobre sua funcionalidade. Em
seguida, o professor recortará as imagens e os autorretratos, fazendo um mosaico
e misturando, como quebra-cabeça, as crianças vão tentar remontar as imagens.
O professor poderá aproveitar o momento para discutir com as crianças sobre
diferenças, características físicas e semelhanças consigo mesma. O trabalho
comporá outro painel na sala.
Professor/a você pode sugerir que os estudantes trabalhem com a cor
preferida utilizando a monocromia, fazendo gradações de cores ou
com várias cores fazendo uso da policromia, criando imagem de
fundo. Possibilita também comparar o retrato com o autorretrato,
questionando: qual a diferença entre você se auto fotografar e alguém
lhe fotografar? O trabalho pode ser estendido, pedindo a cada
estudante que diga o que ele priorizou no seu autorretrato, se os
aspectos físicos ou psicológicos. A atividade oportuniza a
interdisciplinaridade com o Componente de Arte.
Professor/a, aproveite a ocasião e peça para que cada estudante
faça sua selfie. O selfie fará parte da capa do livrinho ou da
playlist de vídeo com o relato autobiográfico de cada um. A
oportunidade oportuniza também refletir juntos aos estudantes
questões como autoaceitação e autoimagem via internet.
Possibilita também uma análise crítica sobre crianças e jovens
que criam imagens e comportamentos que não condizem com a
realidade. Sugerimos para ajudar nessas discussões filmes
como: X-Men 1; X-Men 2 e Frozen. Os filmes podem contribuir
com a construção do cartaz com as selfies. A partir deles os
estudantes poderão criar personalidades enquanto heróis,
aceitando suas diferenças e fragilidades.
Fonte: https://novaescola.org.br
12ª etapa – Um olhar que propaga
Para finalizar, proponha às crianças a produção de pequenos vídeos. Após a
gravação das crianças contando suas histórias, os vídeos serão compilados numa
playlist. Em seguida poderá ser marcado um momento para exposição da playlist
para as crianças, pais ou responsável, utilizando o Datashow e tornando o
momento significativo para as crianças e familiares. Outra possibilidade é de
colocar a playlist no youtube. Para tanto será necessário a autorização prévia dos
pais ou responsáveis. Há também a possibilidade de compilar os textos e propor
para as crianças a produção de um livrinho com o relato autobiográfico de cada um.
A capa do livro será o selfie que cada um fez em aulas anteriores. Nesse caso
poderá ser marcado o dia de autógrafo da turma, com a participação da família,
amigos etc.
COMO CRIAR UMA PLAYLIST?
 1- Escolha qual aplicativo irá utilizar. Para o Smarthphones, AndroideIOS
(gratuitos): Spotify, Deezer, Google Play Music, palco MP3, etc.
 2- Se o usuário não possuir nenhum cadastro, será necessário fazer um;
.Professor/a, a sequência didática sugerida
possibilita o trabalho com um conjunto de gêneros
que embora distintos, possuem uma inter-relação e
uma influência de uns com os outros, o que convida
a uma reflexão sobre as dimensões verbais e sociais
dos textos.
 3- Se for o primeiro acesso, o usuário deverá escolher suas preferências
musicais ou os vídeos de sua preferência;
 4- Selecione o perfil no menu de opções “Playlists”;
 5- Crie nova playlists e nomeie como desejar;
 6- Pesquise dentro do aplicativo a música/álbum/vídeos preferidos;
 7- Após selecionar a música ou vídeo escolhido em opções, clique em
‘adicionar à playlists;
 8- Automaticamente a música ou o vídeo selecionado fará parte da playlist
criada.
ATENÇÃO
Essa orientação foi elaborada tendo
como base o aplicativo Deezer. Caso
o aplicativo usado seja o spotify basta
ir na biblioteca e criar a playlist
adicionar músicas ou vídeos.
As atividades propostas por essa sequência didático-
metodológica possibilitam o trabalho com o
Componente de Arte, História, Geografia e Matemática,
numa perspectiva interdisciplinar, assim como propõe o
Currículo de Pernambuco. As atividades são apenas
sugestões aos professores, que a partir do ano de
escolarização, do nível de alfabetização dos
estudantes, da sua realidade local poderão aplicar,
suprimir, ampliar as sequências para atender as
necessidades de aprendizagem da turma.
BEZERRA, Maria Auxiliadora; REINALDO, M. A. G; Gêneros textuais como
práticas sociais e seu ensino. In: REINALDO, Maria Augusta; MARCUSCHI,
Beth; DIONISIO, A. P. (Orgs.). Gêneros textuais: práticas de pesquisa e práticas
de ensino. Recife: Ed. Universitária de UFPE, 2012. 73-96.
CONH, Maria Cecília Falcão Mendes. Selfie, a cultura do espelho: no espelho?
Novembro 2015: Disponível em: https://paineira.usp.br/celaccpdf. Acesso em 30 de
janeiro de 2019.
COSTA, Sérgio Roberto. Dicionário de gêneros textuais. 2ª ed. rev. Ampl. – Belo
Horizonte: Autêntica Editora, 2009.
FERRAREZI, Júnior Celso. Produzir textos na educação básica: o que saber,
como fazer. Celso Ferrarezi Júnior, Robson Santos Carvalho. 1ª ed. São Paulo:
Parábola Editorial, 2015.
KLEIMAN, Ângela. Letramento e suas implicações para o ensino da língua materna.
In: Signo, V.53, dez. 2007, Santa Cruz do sul, p.1-25. Disponível em:
https://online.inusc.br/seer/index.php/signo/article/view/242. Acesso em 15 de
outubro de 2016.
LEFFA, Vilson J. (Org.) Produção de materiais de ensino: teoria e prática. 2ª ed.
Pelotas: Educar, 2007. Disponível em:
http://www2.videolivraria.com.br/pdfs/24136.pdf. Acesso em 25 de fevereiro de
2017.
MILLER, Carolyne R. Gênero com ação social. In: Gênero textual, agência e
tecnologia. Tradução de Judith Hoffnagel. DIONISIO, A. P.; HOFFNAGEL, J. C.
(Ogrs.). Parábola Editorial, 2012. Tradução Judith Chambliss Hoffnagel.
MOZDZENSKI, Leonardo. Multimodalidade e gênero textual. analisando
criticamente as cartilhas jurídicas. Recife: Ed. Universitária da UFPE, 2008.
ROJO, Roxane Helena R. Multiletramento na escola. Roxane Rojo, Eduardo
Moura (Orgs.). São Paulo: Parábola Editorial, 2012.
RUIZ, Eliana. Como se corrige redação na escola. Campinas, SP: Mercado de
Letras, 2011.
SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Tradução Cláudia Schilling. 6ª ed. Porto
Alegre: Artmed, 1998.
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Projeto de linguagem
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  • 2. LINGUAGEM CONTEMPORÂNEA ENSINO FUNDAMENTAL 3º AO 5º ANO FASCÍCULO I ELABORADORES Ana Moraes Rosa Bernadete de Andrade Sotero COLABORADORES Jailson Silva de Oliveira Adailton Brandão de Melo Júlia Luisa de Andrade Sotero 2019
  • 4. 1- UM POUCO DO NOSSO CURRÍCULO No Currículo de Pernambuco, os gêneros textuais são considerados objetos de ensino-aprendizagem, não havendo gêneros fixados para serem trabalhados em determinado ano. Um mesmo gênero poderá ser trabalhado em diversos anos. Assim, o que vai ser considerado e o que está em jogo é a complexidade de sua abordagem a cada ano. Outro ponto a considerar é a função social desse ”artefato”, que perpassa pela consciência de gênero do professor. O mesmo precisa conhecer minimamente as funções, os valores e o papel social dos gêneros com os quais se propõe a trabalhar. É também um ponto alto do Currículo o trabalho com as Práticas de Linguagem que se integram e são indissociáveis nesse documento. Assim, na atividade proposta, as práticas de leitura encontram aporte nas práticas de oralidade, produção textual e análise linguística/semiótica que, por sua vez, relacionam-se com os campos de atuação, que são as áreas de uso da linguagem na vida do aluno. Outro diferencial desse documento é a presença robusta do letramento digital que possibilita trazer para o espaço da sala de aula - através dos gêneros digitais - a cultura juvenil e suas múltiplas formas de linguagem que, por vezes, estão presentes em um único texto: verbal escrita, verbal oral, sonora, não verbal, visual etc. O TRABALHO COM CONJUNTO DE GÊNERO COM FOCO NA PRODUÇÃO TEXTUAL DO GÊNERO RELATO AUTOBIOGRÁFICO Professor/a, as atividades propostas nesse caderno de Orientação Didático metodológica de língua portuguesa podem ser vivenciadas em espaço de sala de aula, possibilitando articulação com outros materiais didáticos. As atividades aqui propostas estão em consonância com o Currículo de Pernambuco do Componente de Língua Portuguesa. Neste fascículo, as atividades são apresentadas numa sequência didático-metodológica, organizadas por práticas de linguagem, campo de atuação, objeto de conhecimento, conteúdos e habilidades. Destacamos, mais uma vez, que as atividades sugeridas podem e devem ser alteradas, visando aos objetivos pretendidos, levando em consideração a realidade da turma, o nível de alfabetização e a abordagem de cada professor/a nos mais distintos contextos de sala de aula.
  • 5. 2- O QUE NOS MOTIVA A TRABALHAR COM CONJUNTO DE GÊNERO COMO FOCO NA PRODUÇÃO TEXTUAL DO GÊNERO RELATO AUTOBIOGRÁFICO? Trataremos na sequência abaixo da produção do gênero relato autobiográfico para os 3º, 4º e 5º anos do ensino fundamental a partir do trabalho com um conjunto de gêneros com características afins. A escolha se deu pelo fato de que nessa fase há uma necessidade dos estudantes se conhecerem, falarem de si, seus medos, suas alegrias, sua identidade, entre outras questões. Levamos em conta também que, desde muito cedo, os estudantes são capazes de contar o que acontece com eles ou sobre algo que aprenderam. Apesar do evento deflagrador do gênero (fatos mais ou menos imediatos considerados relevantes) ser uma provocação do professor, o que leva a uma didatização do gênero, a atividade oportuniza uma condição de produção real, explorando a função social do gênero na sua essência. O gênero proporciona oportunidade do trabalho com todas as práticas de forma sistematizada e com todos os campos de atuação. Para isso, consideramos uma orientação didático-metodológica que, partindo de situações corriqueiras de produção, contemple a prática da leitura, passando pelo oral e pela escrita, ampliando-se ao longo dos anos de escolaridade na medida em que se tornam mais complexos a linguagem, o léxico e o tema em destaque. Consideramos, nessa sequência, que um gênero não surge isolado de outros, o que se dá - na prática - são conjuntos de gêneros que dialogam, complementam-se, possuem traços comuns e distanciam-se a partir dos seus propósitos comunicativos (finalidades para as quais os textos de um mesmo gênero são recorrentemente utilizados). Desta forma, estamos trazendo para a nossa sequência de atividades os gêneros (biografia, autobiografia, fotografia, autorretrato, selfie), utilizando o gênero livro e playlist de vídeos como instrumento de divulgação do gênero relato autobiográfico. Consideramos também nesse trabalho a possibilidade de trazer para sala de aula uma linguagem contemporânea, numa perspectiva do multiletramento, da multimodalidade e da multissemiose. 3- O QUE A SEQUÊNCIA DE ATIVIDADE PROPÕE AO PROFESSOR A sequência de atividade a seguir apresenta-se como sugestão para o trabalho com a produção do gênero relato autobiográfico. Não temos a pretensão aqui de considerar esgotadas outras formas de atividades. Esta é uma possibilidade - entre tantas outras - e está aberta ao professor refletir, ampliar, experimentar. Tentamos de alguma forma contribuir para a prática docente de nossos colegas na perspectiva de buscar caminhos, traçar rumos e melhorar o processo de ensino-aprendizagem. Para tanto, sugerimos o trabalho com a produção do gênero relato autobiográfico, gênero presente no cotidiano escolar nos momentos em que os estudantes falam de si, das suas experiências e, por vezes, não encontram um espaço tão aberto à escuta dessas vivências. Ao enfocar o trabalho com o gênero
  • 6. proposto, buscamos trazer exemplares de outros gêneros que dialogam com a autobiografia para que assim os estudantes, com ajuda do professor, pudessem manusear, observar semelhanças, diferenças, linguagens utilizadas, funcionalidade, propósitos comunicativos, marcas linguísticas, para quem o texto se destina e quem fala no texto. Assim, apresentamos uma sequência de atividades que articula a Prática de Leitura, Oralidade, Produção de Texto e Análise Linguística/Semiótica, envolvendo todos os campos de atuação (vida cotidiana, vida pública, estudo e pesquisa, artístico-literário). Essas atividades podem contribuir para que você, professor:  Proporcione momento de leitura;  Aproxime a linguagem contemporânea, comum aos estudantes, ao espaço de sala de aula;  Proporcione à turma uma experiência de produção de texto articulando leitura, oralidade e escrita;  Possibilite à criança o manuseio com diversos gêneros textuais;  Medeie a relação da criança com a estrutura do gênero em foco, seu conteúdo, em comparação com outros gêneros que se relacionam;  Desenvolva o gênero em situação real de uso;  Proporcione à turma momentos de planejamentos da oralidade, da escrita e momentos de escuta atenta;  Trabalhe com os gêneros digitais;  Proporcione para sua turma momentos de retextualização do gênero, passando da modalidade oral para a escrita;  Produza textos escritos;  Trabalhe com a revisão textual;  Proponha a produção de vídeos e de edição de playlist dos vídeos produzidos e exposição dos trabalhos realizados em ferramentas digitais;  Explore habilidades propostas pelo Currículo de Pernambuco.
  • 7. Prática de Linguagem Campo de Atuação Objeto de conhecimento Conteúdo Habilidades Leitura/escuta (compartilhada e autônoma) Todos os campos de atuação Reconstrução das condições de produção e recepção de textos Função social e comunicativa dos textos (EF15LP01PE) Identificar a função social de textos que circulam no cotidiano, nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam e que gêneros possuem funções sociais relacionadas aos campos de atuação nos quais circulam. Leitura/escuta (compartilhada e autônoma) Todos os campos de atuação Estratégia de leitura Expectativas e pressuposições antecipadoras de sentido no texto (EF15LP02PE) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e recepção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas. Leitura/escuta (compartilhada e autônoma) Todos os campos de atuação Estratégia de leitura Informações explícitas (EF15LP03PE) Localizar informações explícitas em diferentes gêneros lidos, ouvidos e/ou sinalizados. Leitura/escuta (compartilhada e autônoma) Todos os campos de atuação Estratégia de leitura Efeito de sentido de recurso expressivo e gráfico (EF15LP04PE) Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos e gráficos visuais (letra capitular, negrito, itálico, som em movimento, cores e imagens etc.), em textos multissemióticos e multimodais. Leitura/escuta (compartilhada e autônoma) Todos os campos de atuação Estratégia de leitura Informações implícitas (EF35LP04PE) Inferir informações implícitas em textos lidos, ouvidos e/ou sinalizados. Leitura/escuta (compartilhada e autônoma) Todos os campos de atuação Estratégia de leitura Inferência (EF35LP05PE) Inferir o sentido de palavras ou expressões em textos com base no contexto de uso. Oralidade Todos os campos de atuação Escuta atenta Escuta atenta com interação (EF15LP10PE) Escutar/visualizar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Oralidade Todos os campos de atuação Características da conversação espontânea Conversação espontânea (EF15LP11PE) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas adequadas de tratamento de ORGANIZADOR COM PRÁTICAS, CAMPOS DE ATUAÇÃO, OBJETOS DE CONHECIMENTOS, CONTEÚDOS E HABILIDADES UTILIZADAS NAS SEQUÊNCIAS DE ATIVIDADES PROPOSTAS.
  • 8. acordo com a situação e a posição do interlocutor. Oralidade Todos os campos de atuação Aspectos não linguísticos (paralinguísticos) no ato da fala Aspectos não linguísticos no ato de fala (EF15LP12PE) Atribuir significado a aspectos não linguísticos (paralinguísticos) observados na fala, como direção do olhar, riso, gestos, movimentos da cabeça (de concordância ou discordância), expressão corporal, tom de voz, em situação comunicativa Oralidade Todos os campos de atuação Relato oral/Registro formal e informal Finalidades da interação oral (EF15LP13PE) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.). Oralidade Todos os campos de atuação Forma de composição de gêneros orais Planejamento e produção de gêneros orais (EF35LP10PE) Identificar, planejar e produzir gêneros textuais orais utilizados em diferentes situações e contextos comunicativos e suas características linguístico- expressivas e composicionais (conversação espontânea, debate, seminários, aulas expositivas, conversação telefônica, entrevistas pessoais, entrevistas no rádio ou na TV, noticiário de rádio e TV, narração de jogos esportivos no rádio e TV, aula, debate etc.). Oralidade Campo das práticas de estudo e pesquisa Escuta de textos orais Escuta atenta/respeitosa e interativa (EF35LP18PE) Escutar, com atenção e respeito, apresentações de trabalhos realizadas por colegas, formulando perguntas pertinentes a temas sociais locais/regionais/nacionais relevantes e solicitando esclarecimentos sempre que necessário, visando à construção de sentidos a partir de textos orais. Oralidade Campo das práticas de estudo e pesquisa Planejamento de texto oral Exposição oral Exposição de trabalhos e pesquisa (EF35LP20PE) Expor oralmente trabalhos ou pesquisas escolares em sala de aula, atentando para as especificidades desses gêneros, com apoio de recursos multissemióticos (imagens, diagrama, tabelas etc.), orientando- se por roteiro escrito, planejando o tempo de fala e adequando a linguagem à situação comunicativa. Oralidade Campo artístico-literário Contagem de histórias Reconto de gêneros literários (EF15LP19PE) Recontar oralmente, com e sem apoio de imagem, textos literários, nacionais e regionais lidos ou sinalizados pelo professor ou pelo próprio estudante. Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma) Todos os campos de atuação Planejamento de texto Planejamento/ produção/reescrita textual/situação comunicativa (EF15LP05PE) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa:(os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular; o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema), pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto, organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas
  • 9. Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma) Todos os campos de atuação Revisão de textos Releitura/revisão/ reescrita textual (EF15LP06PE) Reler e revisar o texto produzido, individualmente ou com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para ajustá-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação, visando aos efeitos de sentido pretendidos. Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma) Todos os campos de atuação Edição de textos Edição de texto (EF15LP07PE) Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando, quando for o caso, em suporte adequado, manual ou digital. Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma) Todos os campos de atuação Construção do sistema alfabético/ Estabelecimento de relações anafóricas na referenciação e construção da coesão Recurso de referenciação/ coesão/articulador es de sentido (EF35LP08PE) Utilizar, ao produzir um texto, recursos de referenciação (por substituição lexical ou por pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos), vocabulário apropriado ao gênero, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação), com nível suficiente de informatividade, que contribuem para a construção de sentidos dos textos. Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma) Todos os campos de atuação Planejamento de texto/Progressão temática e paragrafação Planejamento de texto/Progressão temática e paragrafação (EF35LP09PE) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos, atentando para pertinência temática, progressão, segundo as normas gráficas e de acordo com as características do gênero textual. Análise Linguística/ Semiótica (ortografização) Todos os campos de atuação Morfologia Identificação /uso dos pronomes em situação de produção textual (EF35LP14PE) Identificar em textos e usar na produção textual pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos, como recurso coesivo anafórico, visando à construção de sentidos dos textos lidos e escritos. Análise linguística/ semiótica (Ortografização) Todos os campos de atuação Construção do sistema alfabético e da ortografia Reflexão sobre a escrita/ correspondência fonema-grafema (EF04LP01PE) Ler e grafar palavras, refletindo sobre a escrita, utilizando regras de correspondência fonema- grafema regulares diretas e contextuais, em atividades de produção textual. Análise linguística/ semiótica (Ortografização) Todos os campos de atuação Construção do sistema alfabético e da ortografia Grafia de correspondências regulares contextuais e morfológicas e correspondências irregulares (EF05LP01PE) Grafar palavras utilizando regras de correspondência fonema-grafema regulares contextuais, e morfológicas e palavras de uso frequente com correspondências irregulares em atividades de análise e reflexão na produção de diferentes gêneros. Análise linguística/ semiótica (Ortografização) Campo do estudo e da pesquisa Forma de composição dos textos Adequação do texto às normas de escrita Padronização de textos científicos (EF05LP26PE) Utilizar, ao produzir textos, conhecimentos linguísticos e gramaticais: regras sintáticas de concordância nominal e verbal, bem como convenções de escrita de citações, pontuação (ponto final, dois-pontos, vírgulas em enumerações) e regras ortográficas, refletindo sobre o uso. Análise linguística/ semiótica (Ortografização) Campo do Estudo e da pesquisa Forma de composição dos textos Coesão e articuladores Recursos de coesão pronominal e suas relações de sentido (EF05LP27PE) Utilizar, ao produzir o texto, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação) com nível adequado de informatividade.
  • 10. 1º etapa – Descobrindo nomes Para iniciar o trabalho propomos ao professor realizar uma dinâmica, na qual utilizaria as primeiras letras dos nomes dos estudantes, assim cimi sugere a capa do livro que será lido “Elê...o quê?”. Os estudantes deverão, com ajuda do professor/a, produzir placas, como o exemplo que segue: Observe que uma sequência didática é capaz de abarcar habilidades de todas as práticas de linguagem referentes a determinados campos de atuação (geralmente atrelados à esfera discursiva onde os gêneros circulam), objetos de ensinos diferentes e diversas habilidades. O critério utilizado para a sequência abaixo foi, elencar práticas de linguagens e habilidades que estivessem atreladas ao gênero trabalhado. Salientamos que não há uma ordem rígida na abordagem das práticas de linguagem, entretanto sugerimos que as atividades partam da prática de leitura. Acreditamos que a atividade de leitura será um elemento facilitador da prática de produção textual, ajudando o estudante no seu dizer, para quem dizer. DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES RECOMENDAÇÕES  Iniciar a atividade com uma dinâmica de apresentação;  A atividade é ideal para o início do ano;  A atividade pode ser realizada em círculo ou em dupla;  É importante trazer sempre a ludicidade para o espaço de sala.
  • 11. A turma será disposta em círculo. Cada um mostrará sua placa e os demais tentarão acertar o nome do colega. (EF15LP13); (EF35LP20); (EF15LP05); (EF04LP01); Em seguida, com a ajuda do professor/a, os colegas tirarão fotos uns dos outros com o celular do professor/a, fazendo poses ou performances engraçadas. As fotos deverão ser impressas e coladas em cada placa, após cada nome ser descoberto e escrito nas mesmas. As placas deverão ficar expostas na sala. Nessa etapa é possível o trabalho com as habilidades: (EF15LP13); (EF35LP20); (EF15LP05); (EF04LP01). As habilidades 15 devem ser trabalhadas do 1º ao 5º ano, já as 35 poderão ser trabalhadas do 3º ao 5º ano, a partir da realidade de cada turma e a no 4º ano. 2ª etapa – Quem sou eu? Para iniciar essa atividade o professor entregará a cada aluno uma tarjeta para eles completarem com as seguintes informações: Habilidades: (EF04LP01) ;(Ef05LP26) ;(EF05LP26). Professor/a, a dinâmica possibilitará:  Um trabalho lúdico;  Uma preparação para a leitura que segue;  Mais integração entre os colegas;  Uma reflexão sobre o uso da letra maiúscula;  A valorização do nome como identidade própria;  Discussão sobre a história do nome de cada um;  Discussão sobre nomes iguais e pessoas diferentes;  Sobre igualdade;  Sobre quem gosta do nome, quem não gosta e porquê, entre outras.
  • 12. Após o preenchimento, o professor recolherá as tarjetas e as colocará numa caixinha. Cada estudante pegará uma tarjeta (não poderá ser a sua) e apresentará o colega para a turma. Habilidades: (EF15LP10); (EF15LP11); (EF15LP13); (EF15LP03). 3ªetapa – História que eu quero ouvir Nessa etapa, o professor fará a leitura do livro de forma envolvente. Ouvir histórias é sempre um momento mágico, dessa forma, colocar as crianças em círculo, bem próximas, criará um ambiente propício. A leitura prosódica possibilita à percepção de aspectos extratextuais, como a entonação representada pela pontuação, a modulação da fala a partir dos diálogos presentes no texto, a identificação dos elementos da narrativa (narrador, personagem, espaço, tempo, entre outros). A atividade também possibilita o trabalho com a imagem e os sentidos que ela carrega no texto numa análise linguística/semiótica. Assim, explorar a capa do livro no momento da apresentação da obra é uma atividade de grande importância, estabelecendo expectativas em relação à história que será lida (pressuposições antecipadoras dos sentidos), apoiando-se nos conhecimentos prévios das crianças. Seguem algumas sugestões de questões para explorar a capa do livro:  Quem escreveu o livro? Professor(a), a atividade que segue parte da leitura do livro Elê...o quê?, de Norma Sofia Coelho de Lima, uma estrutura textual em que o menino Eleotério conta a história do seu nome e os problemas que esse nome lhe causa. A leitura do livro dará mote para o tema a ser abordado posteriormente no relato autobiográfico dos estudantes. A partir da narrativa, as crianças refletem sobre sua própria identidade, uma vez que a história de Eleotério permite a identificação com situações vividas por elas mesmas ou pessoas próximas. A literatura tem esse papel, o de romper com horizontes de expectativas, provocar reflexões e permitir construções conscientes de emoções e sentimentos ao compartilhar com os personagens suas alegrias, tristezas e angústias. A narrativa lida permitirá também uma aproximação com a produção do relato autobiográfico, proposta final dessa sequência de atividades. Aos poucos, os estudantes vão descobrindo aspectos da história que podem servir de elementos estruturais para sua escrita.
  • 13.  Qual a editora?  Quem fez a ilustração?  O que o título nos leva a imaginar?  Em sua opinião a história vai falar de quê?  Os três pontinhos utilizados no título quer dizer o quê?  O que o título nos diz? 4ª etapa – Um mergulho na história Antes de iniciar a leitura propomos uma conversa com os estudantes sobre nomes de pessoas que eles conhecem (estranhos, engraçados, comuns), questionando se conhecem pessoas que “sofrem” ou “sofreram” por não gostarem dos seus nomes. Nesse momento, os estudantes são convidados a conversar sobre a história lida. Para iniciar a conversa, peça às crianças para que numa folha de papel desenhem a parte que mais gostaram. A seguir, possibilite a socialização das impressões a partir dos desenhos e da compreensão da história lida. Em seguida, reflita com as crianças sobre o tema central da história lida com o objetivo de levar os estudantes a se colocarem frente às situações vividas pelas personagens, argumentando sobre suas atitudes. A atividade permite a transposição da situação problema vivida pelo personagem com a história de vida de cada um. É uma oportunidade também para que as crianças falem sobre as experiências vividas na escola, na família e com eles mesmos. Seguem alguns questionamentos que podem ser trabalhados nesse momento: Professor/a, para essa atividade não é preciso ter um livro para cada estudante. Caso o livro não seja encontrado na biblioteca da escola, você poderá adquiri-lo pela internet em estantes virtuais por preços bem acessíveis. LIMA, Norma Sofia Coelho de. Êle...o quê? Rio de Janeiro: Lê, 1986
  • 14. Professor/a, numa mesma atividade é possível vivenciar várias habilidades, em campos e práticas diferenciadas de forma dinâmica. Nessa 4ª etapa as habilidades trabalhadas são: (EF15LP01PE);(EF15LP03PE);(EF15LP04);(EF35LP04PE);(EF35LP05PE);(EF1 5LP10PE) e (EF15LP13PE). 5ª etapa – Histórias que sei contar As crianças serão convidadas anteriormente a trazerem para sala de aula fotografias que mostrem momentos importantes que tenham vivido. A partir dessas fotografias, as crianças, em roda de conversa, serão estimuladas a apresentarem as fotografias e contarem as lembranças de como foi o momento retratado, produzindo curtas narrativas. O objetivo do trabalho é desenvolver a prática da oralidade, desenvolver a atividade do ouvir e respeitar o turno do outro e estimular a capacidade criadora.  O que você achou da história?  O que o autor quis mostrar para nós com essa história?  Qual personagem você achou mais interessante? Por quê?  O que você achou da atitude dos colegas de Êle, que faziam gozação com o nome dele?  Se você fosse Êle, o que faria?  Você já passou situação parecida ou viu acontecer com alguém? Como se sentiu?  Que relação tem a imagem na página 7 do livro com o texto?  Que relação tem o título do livro com a história?  No texto é usada a expressão “torrar a paciência”. O que essa expressão significa?  Por que no texto, Êle sentiu vontade de voar?  Você gosta das brincadeiras dos seus colegas?  Quem é o personagem principal da história? Que problema ele tem?  Como o personagem resolveu o seu problema?  Qual a diferença entre a reação do personagem Saulo e o personagem Eleotério com relação às brincadeiras dos colegas?  O que fez Êle gostar do nome?  Quais os fatos importantes nessa história?  Que lições podemos tirar dessa história?
  • 15. 6ª etapa- Nossas histórias misturadas Nessa etapa, as crianças serão distribuídas em grupos (mesclando crianças alfabetizadas com crianças em processo de alfabetização). Crie nesse momento uma situação problema para que os estudantes possam contar quantos colegas têm na sala, como podem dividir para que os grupos fiquem com quantidades iguais ou bem próximas. Após a divisão dos grupos pelas crianças, com a ajuda do professor, elas serão convidadas a escrever abaixo de cada foto o que aquele momento representa, criando uma legenda para cada foto (nesse momento, as crianças poderão ajudar umas às outras no processo de escrita. O professor entregará a cada grupo um cartaz com o título “Histórias que sei contar...” e uma meia folha de papel para que colem as fotos e escrevam as micronarrativas; abaixo do título, as crianças colocarão as fotos com as micronarrativas, criando um painel coletivo para ser revisitado por toda turma. O objetivo da atividade é desenvolver a apropriação da linguagem escrita, retextualizando o material produzido passando da prática da oralidade à prática da produção escrita. Professor/a, a atividade proposta por essa sequência didático-metodológica possibilita o trabalho com temas transversais, especificamente com reflexões sobre respeito às diferenças e bullying, tema de grande importância a ser discutido no espaço da escola, haja vista a frequência com que esse fato ocorre nos espaços de sala de aula. Professor/a, essa atividade possibilita refletir com as crianças que tanto a fala quanto a escrita devem ser planejadas, que cada uma tem uma forma própria de representação e que em alguns momentos essas formas se aproximam e em outros se distanciam. A atividade também possibilita o trabalho com a Matemática numa perspectiva interdisciplinar.
  • 16. 7ª etapa – Um dizer que orienta ALGUMAS SUGESTÕES DE LEITURA DE RELATO AUTOBIOGRÁFICO: Ana Maria Machado Meu nome é Ana Maria Machado e eu vivo inventando histórias. Algumas delas, eu escrevo. E dessas que eu escrevo, algumas andam virando livros. Em sua maioria, livros infantis, quer dizer, livro que criança também pode ler. Adoro meu trabalho. Ainda bem, porque acho que não ia conseguir viver se não escrevesse. Tanto assim, que já fui professora, já fui jornalista (já fui até chefe de uns trinta jornalistas ao mesmo tempo), já fiz programa de rádio e acabei largando tudo para só viver de livro: escrevendo e cuidando da Malasartes, que é a minha livraria para crianças. Coisas de que gosto: gente, mar, sol, natureza em geral, música, fruta, salada, cavalo, dançar, carinho. Coisas que não aguento: qualquer forma de injustiça ou prisão e gente que quer cortar a alegria dos outros. Mas isso nem precisava dizer - é só ler meus livros que todo mundo fica sabendo. Fonte:http://deusnuncapisca.blogspot.com MAIS UM RELATO... Meu nome é Gleyson. Eu tenho 13 anos e estou na 5 série. Faço muitas coisas que qualquer um não pode fazer: montar a cavalo, jogar bola, soltar pipa, jogar bolinha de gude. Nasci no Nordeste , no Piauí, por isso tenho este apelido - Piauí - entre meus colegas. Eu não tinha condições de morar lá, por causa da seca . Então, o meu pai pensou em vir para São Paulo e aqui ele conseguiu um emprego. Agora, nós não estamos passando mais aquele mesmo sufoco que passávamos lá. Eu me divirto como qualquer outra criança. Brinco e faço coisas como as outras. Leio gibis, a Bíblia e as lendas do folclore. Esse sou eu... Fonte:http://deusnuncapisca.blogspot.com
  • 17. O professor/a trará exemplares de relatos autobiográficos e biografias para ler em voz alta para as crianças (autobiografias de pintores, artistas, cantores, crianças). Por meio delas, as crianças vão se familiarizar com esse tipo de texto, vão percebendo semelhanças e diferenças entre eles (quem conta a história em cada um dos textos, quem é mais objetivo e menos objetivo), além de reconhecer um pouco da vida dessas pessoas percebendo como elas viviam, o que gostavam, podendo comparar com os dias atuais. O professor deve aproveitar para destacar as características do texto, o propósito comunicativo, o que diferencia esse texto de uma lista, um poema etc. Em seguida, o professor convidará a turma a elaborar com ele um roteiro, contemplando todos os assuntos que eles gostariam de escrever no próprio relato autobiográfico: nome, local em que nasceu, irmãos, avós, nome dos pais, o que mais gosta de fazer na escola e fora dela, as comidas preferidas, animais de estimação, lembranças de pessoas queridas, histórias divertidas, entre outros (segue sugestão abaixo). O professor pede para que eles levem para casa e façam com os pais. A atividade proporcionará uma familiaridade com o gênero, o que facilitará o processo de escrita do mesmo, bem como possibilitará conhecer sua própria história, construindo identidade. Questões que podem orientar esse trabalho: Professor/a, para iniciar o trabalho da organização de parágrafos, você pode sugerir que os estudantes agrupem as questões 1, 2 e 3, no 1º parágrafo; a questão 10 e 11, no 2º; as questões 4, 5, 6, 7e 9, no 3º; a questão 8, no 4º e a questão 10, no 5º parágrafo. Essa estrutura é apenas uma sugestão, diante de tantas outras maneiras de organizar as ideias para construção do texto.  1-Por que me chamam assim?  2- Quem escolheu meu nome?  Onde moro?  3-O que gosto e o que não gosto de fazer?  4-Quantos irmãos eu tenho e como eles são?  5-O que meu pai e minha mãe fazem?  6-Quem são meus avós?  7-Quem são meus amigos?  8-Que fato engraçado já aconteceu comigo?  9-Quem são as pessoas mais queridas?  10-Como sou?  11-O que pretendo ser quando crescer?
  • 18. SUGESTÕES DE BIOGRAFIAS: Biografia Bio=vida grafia=escrita. O gênero conta a história da vida de alguém. É uma mistura entre literatura e história, em que se relata e registra a história da vida de uma pessoa enfatizando os principais fatos. É um gênero de narrativa não ficcional oral, escrito, visual. Os fatos são contados em ordem cronológica, isto é, do nascimento até os dias atuais. Relato Narração não ficcional escrita ou oral sobre um acontecimento ou fato acontecido. Relato autobiográfico É um gênero que relata episódios marcantes da vida de quem escreve. O gênero apresenta tempo e espaço bem definidos e predomina nele o tempo passado. É um texto escrito na primeira pessoa; o narrador é protagonista da história e apresenta trechos descritivos. Autorretrato É um retrato que se faz de si mesmo e expressa tanto as características físicas quanto as psicológicas. Selfie O selfie é a fotografia de si mesmo, é uma prática atual que permeia todas as camadas da sociedade. As pessoas querem ver e serem vistas. É uma forma de registrar marcas do seu cotidiano, sobre o recorte de seu olhar sobre a realidade. Para saber um pouco mais sobre os gêneros!
  • 19. 8ª etapa – Um dizer que revela A partir da pesquisa feita em roda de conversa, as crianças farão sua autoapresentação de acordo com a pesquisa realizada. A atividade oportunizará falar sobre sua própria história, conhecer a do colega, percebendo semelhanças, diferenças, desenvolvendo o respeito, a sensibilidade e a solidariedade. A seguir cada estudante será convidado a escrever sua própria história com base nas suas apresentações. A atividade pode ser feita de forma autônoma ou orientada pelo professor de acordo com o desenvolvimento e o nível alfabético da turma. 9ª etapa- Teias de histórias Sugerimos, nessa etapa, ao professor/a que oriente cada estudante a retomar as placas produzidas por eles na primeira etapa dessas sequências e que nelas escrevam as suas principais características. Em seguida construa com os estudantes um painel como o modelo que segue abaixo (incremente-o, dê um título, use sua criatividade). Nele cole as placas uma distante da outra. Peça em seguida que encontrem colegas que tenham as mesmas características suas e com lápis colorido liguem suas características a de outros colegas formando uma teia harmoniosa. Aproveite a oportunidade para refletir com os estudantes sobre as semelhanças e diferenças e o respeito ao outro.
  • 20. 10ª etapa – Um olhar que revisita Revisar e reescrever o texto possibilita à criança refletir sobre sua escrita e compreender que o texto é uma construção que pode ser sempre revisitada e melhorada. Proponha aos estudantes a revisão do texto a partir da sinalização de problemas que porventura possa aparecer no texto por ele produzido. Propomos para essa atividade duas formas:  A classificatória, que pode dar-se através de códigos de correção/revisão com indicações do que precisará ser revisado, tanto nos aspectos textuais, quanto nos aspectos gramaticais. Esses códigos deverão ser combinados e compreendidos pelos estudantes com antecedência; o uso do código estimulará o estudante a debruçar-se sobre o seu texto e refletir sobre as novas responsabilidades de escrita que poderão tornar os sentidos de seus textos mais claros;  A correção textual-interativa, que pode dar-se através de comentários feitos pelo professor no final do texto do estudante. Os recadinhos deixados pelo professor destacarão, a princípio, aspectos positivos do texto da criança, estimulando-os a novos processos de escrita; tratará de aspectos textuais, como gramaticais, com certa dose de afetividade. Diante das necessidades da criança, o professor chama-o para uma conversa, apontando e discutindo com a criança as observações feitas no recadinho deixado por ele no texto da criança. Nessa perspectiva, o professor passa de mero observador para coautor do texto da criança. DICAS PARA AVALIAR O RELATO AUTOBIOGRÁFICO (A DEPENDER DO NÍVEL DA TURMA):  Os fatos relatados acontecem no passado?  O tempo e o espaço estão bem definidos?  O narrador é protagonista e, portanto, os verbos e pronomes estão predominantemente na 1ª pessoa?  O texto apresenta trechos descritivos?  A linguagem empregada está adequada aos leitores e ao gênero textual? 10ª etapa – Um olhar que recria De posse de sua apresentação escrita ou só oral (a depender do nível da turma), os estudantes serão convidados a fazer um desenho retratando a si mesmo (autorretrato). Os autorretratos serão colados do lado da sua apresentação escrita. O professor, junto com as crianças, fará um painel para ficar exposto na sala de A esse respeito sugerimos, como fonte de pesquisa para o professor, o livro: RUIZ, Eliana. Como se corrige redação na escola. Campinas, SP: Mercado de Letras.
  • 21. aula. A atividade possibilitará, a princípio, pensar sobre quem somos, como ficamos quando estamos zangados, felizes, tristes, ajudando a construir identidade. O contato com gêneros que se relacionam, oportuniza o professor a refletir sobre a funcionalidade de cada um, suas relações, as características, as semelhanças e diferenças. 11ª etapa O professor dividirá a sala em grupos, trará para os estudantes vários exemplares de selfie, bem como os autorretratos produzidos, fará uma reflexão sobre em que esses gêneros se aproximam e em que eles se distanciam e que relação eles possuem com a autobiografia. O professor poderá explicar para as crianças o que significa a palavra “selfie”. Aproveitar e fazer alguns selfies com as crianças para registrar o momento, refletindo sobre sua funcionalidade. Em seguida, o professor recortará as imagens e os autorretratos, fazendo um mosaico e misturando, como quebra-cabeça, as crianças vão tentar remontar as imagens. O professor poderá aproveitar o momento para discutir com as crianças sobre diferenças, características físicas e semelhanças consigo mesma. O trabalho comporá outro painel na sala. Professor/a você pode sugerir que os estudantes trabalhem com a cor preferida utilizando a monocromia, fazendo gradações de cores ou com várias cores fazendo uso da policromia, criando imagem de fundo. Possibilita também comparar o retrato com o autorretrato, questionando: qual a diferença entre você se auto fotografar e alguém lhe fotografar? O trabalho pode ser estendido, pedindo a cada estudante que diga o que ele priorizou no seu autorretrato, se os aspectos físicos ou psicológicos. A atividade oportuniza a interdisciplinaridade com o Componente de Arte. Professor/a, aproveite a ocasião e peça para que cada estudante faça sua selfie. O selfie fará parte da capa do livrinho ou da playlist de vídeo com o relato autobiográfico de cada um. A oportunidade oportuniza também refletir juntos aos estudantes questões como autoaceitação e autoimagem via internet. Possibilita também uma análise crítica sobre crianças e jovens que criam imagens e comportamentos que não condizem com a realidade. Sugerimos para ajudar nessas discussões filmes como: X-Men 1; X-Men 2 e Frozen. Os filmes podem contribuir com a construção do cartaz com as selfies. A partir deles os estudantes poderão criar personalidades enquanto heróis, aceitando suas diferenças e fragilidades.
  • 22. Fonte: https://novaescola.org.br 12ª etapa – Um olhar que propaga Para finalizar, proponha às crianças a produção de pequenos vídeos. Após a gravação das crianças contando suas histórias, os vídeos serão compilados numa playlist. Em seguida poderá ser marcado um momento para exposição da playlist para as crianças, pais ou responsável, utilizando o Datashow e tornando o momento significativo para as crianças e familiares. Outra possibilidade é de colocar a playlist no youtube. Para tanto será necessário a autorização prévia dos pais ou responsáveis. Há também a possibilidade de compilar os textos e propor para as crianças a produção de um livrinho com o relato autobiográfico de cada um. A capa do livro será o selfie que cada um fez em aulas anteriores. Nesse caso poderá ser marcado o dia de autógrafo da turma, com a participação da família, amigos etc. COMO CRIAR UMA PLAYLIST?  1- Escolha qual aplicativo irá utilizar. Para o Smarthphones, AndroideIOS (gratuitos): Spotify, Deezer, Google Play Music, palco MP3, etc.  2- Se o usuário não possuir nenhum cadastro, será necessário fazer um; .Professor/a, a sequência didática sugerida possibilita o trabalho com um conjunto de gêneros que embora distintos, possuem uma inter-relação e uma influência de uns com os outros, o que convida a uma reflexão sobre as dimensões verbais e sociais dos textos.
  • 23.  3- Se for o primeiro acesso, o usuário deverá escolher suas preferências musicais ou os vídeos de sua preferência;  4- Selecione o perfil no menu de opções “Playlists”;  5- Crie nova playlists e nomeie como desejar;  6- Pesquise dentro do aplicativo a música/álbum/vídeos preferidos;  7- Após selecionar a música ou vídeo escolhido em opções, clique em ‘adicionar à playlists;  8- Automaticamente a música ou o vídeo selecionado fará parte da playlist criada. ATENÇÃO Essa orientação foi elaborada tendo como base o aplicativo Deezer. Caso o aplicativo usado seja o spotify basta ir na biblioteca e criar a playlist adicionar músicas ou vídeos. As atividades propostas por essa sequência didático- metodológica possibilitam o trabalho com o Componente de Arte, História, Geografia e Matemática, numa perspectiva interdisciplinar, assim como propõe o Currículo de Pernambuco. As atividades são apenas sugestões aos professores, que a partir do ano de escolarização, do nível de alfabetização dos estudantes, da sua realidade local poderão aplicar, suprimir, ampliar as sequências para atender as necessidades de aprendizagem da turma.
  • 24. BEZERRA, Maria Auxiliadora; REINALDO, M. A. G; Gêneros textuais como práticas sociais e seu ensino. In: REINALDO, Maria Augusta; MARCUSCHI, Beth; DIONISIO, A. P. (Orgs.). Gêneros textuais: práticas de pesquisa e práticas de ensino. Recife: Ed. Universitária de UFPE, 2012. 73-96. CONH, Maria Cecília Falcão Mendes. Selfie, a cultura do espelho: no espelho? Novembro 2015: Disponível em: https://paineira.usp.br/celaccpdf. Acesso em 30 de janeiro de 2019. COSTA, Sérgio Roberto. Dicionário de gêneros textuais. 2ª ed. rev. Ampl. – Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2009. FERRAREZI, Júnior Celso. Produzir textos na educação básica: o que saber, como fazer. Celso Ferrarezi Júnior, Robson Santos Carvalho. 1ª ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2015. KLEIMAN, Ângela. Letramento e suas implicações para o ensino da língua materna. In: Signo, V.53, dez. 2007, Santa Cruz do sul, p.1-25. Disponível em: https://online.inusc.br/seer/index.php/signo/article/view/242. Acesso em 15 de outubro de 2016. LEFFA, Vilson J. (Org.) Produção de materiais de ensino: teoria e prática. 2ª ed. Pelotas: Educar, 2007. Disponível em: http://www2.videolivraria.com.br/pdfs/24136.pdf. Acesso em 25 de fevereiro de 2017. MILLER, Carolyne R. Gênero com ação social. In: Gênero textual, agência e tecnologia. Tradução de Judith Hoffnagel. DIONISIO, A. P.; HOFFNAGEL, J. C. (Ogrs.). Parábola Editorial, 2012. Tradução Judith Chambliss Hoffnagel. MOZDZENSKI, Leonardo. Multimodalidade e gênero textual. analisando criticamente as cartilhas jurídicas. Recife: Ed. Universitária da UFPE, 2008. ROJO, Roxane Helena R. Multiletramento na escola. Roxane Rojo, Eduardo Moura (Orgs.). São Paulo: Parábola Editorial, 2012. RUIZ, Eliana. Como se corrige redação na escola. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2011. SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Tradução Cláudia Schilling. 6ª ed. Porto Alegre: Artmed, 1998. REFERÊNCIAS