Sugestão de atividades língua portuguesa

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Sugestão de atividades língua portuguesa

  1. 1. ESTADO DO MARANHÃO PREFEITURA MUNICIPAL DE AÇAILÂNDIA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DEPARTAMENTO DE ORIENTAÇÃO E SUPERVISÃO PEDAGÓGICASUGESTÃO DE ATIVIDADES PARA SEMANA DIAGNÓSTICA LÍNGUA PORTUGUESA 6º AO 9º ANO MARIA DE FÁTIMA RIBEIRO BARBOSA NEIVA ANTUNES PINHEIRO AÇAILÂNDIA – 2012 1
  2. 2. ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS – LÍNGUA PORTUGUESA 6º AO 9º ANO. Pode-se afirmar que, na nossa área, as diferentes concepções de linguagem sãofruto das distintas posições e discussões de filósofos, linguistas, semiologistas,antropologistas e teóricos do conhecimento. Geraldi (2003) ao discutir as questões sobreo ensino de língua nas escolas esclarece que falar sobre linguagem é fundamental nodesenvolvimento do sujeito e ―que ela é condição sine qu non na apreensão deconceitos que permitem aos sujeitos compreender o mundo e nele agir...‖, explicitando aimportância de pensar o ensino de língua portuguesa à luz da linguagem e pensá-locomo processo interlocutivo. Ingedore Koch (2002) propõe a língua como lugar de interação em que o sujeitotem um papel ativo nessa atividade, e que o texto é o lugar/ o meio em que a interação érealizada e, a partir das suas pistas linguísticas, os sentidos serão depreendidos. Pode-se afirmar que o texto é um atividade de interação comunicativa, ―um fenômeno cultural,histórico, social e cognitivo que varia ao longo do tempo e de acordo com os falantes‖1(Marcuschi, cf. A Produção de Textos no ENEM:2007) Considerando tais concepções pensa-se no desenvolvimento das aulas de línguaportuguesa que instaura os indivíduos como sujeitos sociais, que não são prontos, masque se (re) constroem discursivamente. Por essa razão, a escola deve ampliar o domíniolinguístico do aluno, para que ele seja capaz de participar ativamente da sociedade emque está inserido. De acordo com SILVA2 (cf. A Produção de Textos no ENEM; Desafiose Conquistas): Privilegiar a interação é, pois, reconhecer a diversidade textual que se manifesta na sociedade e confrontar as diferentes formas textuais no tocante à organização, finalidades, dificuldades e facilidades de produção. É, enfim, compreender e considerar as etapas de processamento e realização que as envolve. Para os objetivos que temos na elaboração das fichas de atividades quecompõem este Caderno de Apoio Pedagógico, apresentamos ao/ à professor/a algunsprocedimentos que consideramos fundamentais para a abordagem textual em cada aulade língua portuguesa. Sabemos que muitos dos procedimentos já são adotados peloscolegas. Entretanto, nosso objetivo é afirmar, reiterar que:____________________________________________________________________1 MARCUSCHI, L. ª ―Gêneros textuais: definição e funcionalidade‖ in. DIONÍSIO, Â. ET AL. Gênerostextuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2002.2 SILVA, Williany Miranda da. O gênero textual no espaço didático. Recife: Dissertação de Doutorado,UFP, 2003. GERALDI, J.W. O texto na sala de aula. São Paulo: Ática, 2003. 2
  3. 3. 1. A aula deve estar planejada em torno de textos ininterrupta e continuamente. 2. Deve-se priorizar o uso da diversidade de gêneros textuais e diferentestipologias, para que o aluno compreenda as variedades de situações comunicativas queum texto, oral ou escrito, verbal ou não verbal possa estar representando. Com isto, aescola atingirá um dos aspectos importantes no currículo de Língua Portuguesa:FORMAR um aluno reflexivo, crítico, criativo e transformador, tornando-o capaz, comodito anteriormente, de participar ativamente na sociedade em que está inserido. 3. Deve-se conscientizar o estudante do uso social da leitura e da escrita,desenvolvendo suas práticas leitoras nas diferentes situações de comunicação em quepode estar inserido. Sabe-se que estas situações são simuladas em sala de aula.Entretanto, quanto mais próximas estiverem da realidade de uso da língua, maisprofícuas serão as discussões relativas aos recursos linguísticos pertinentes aosdiferentes gêneros. 4. Quanto aos procedimentos de leitura mais adequados nesta concepção para aabordagem de um texto em aula de língua, considera-se fundamental o levantamento dehipóteses a partir, por exemplo, do título do texto ou do gênero apresentado. 5. Deve-se proceder à leitura de reconhecimento do texto, que pode serindividual, coletiva, em voz alta, em voz baixa, em duplas. 6. Cabe ao professor, fora as questões de compreensão do texto que, em geral,são propostas nas aulas levantar, também, hipóteses de leituras. Essas hipótesesdevem estar ―calcadas‖ nos elementos linguísticos utilizados pelo produtor do texto naelaboração de seu projeto de dizer. Por exemplo: qual o efeito de sentidos do uso doadjetivo na caracterização de um personagem? 7. Cabe, também, em uma sequência narrativa, identificar as características dopersonagem principal, a identificação do antagonista, caso haja. O que os diferencia, oque os caracteriza, de que forma seu comportamento contribui para o(s) conflito(s) quegera(m) as ações narrativas. Esses procedimentos devem se constituir nas abordagensde estudos do texto. 8. O estudo do texto deve ser ampliado, propiciando a análise comparativa dediferentes textos, quer em paródias, quer em abordagens temáticas diferenciadas(opiniões divergentes, por exemplo). 9. É fundamental que seja explorada a estrutura do gênero em estudo, o quepermitirá ao estudante, em fase de aquisição da língua escrita, entender o que diferenciauma lenda de um conto de fadas, apesar de ambos os gêneros pertencerem ao tipo detexto narrativo. 3
  4. 4. 10. As propostas de produção de textos devem estar associadas aos gênerosestudados. Isto significa dizer que é importante trabalhar com os modelos textuais para odomínio de suas estruturas. 11. Recomenda-se que haja sempre uma progressão das atividades em aula,concebendo a prática discursiva da oralidade, da leitura, da compreensão do que estásendo lido em nível microtextual - em nível da frase, da oração, do período e doparágrafo, estabelecendo as relações de sentido – e em nível macrotextual - que revelao texto a pertencer a um determinado gênero. 12. Por fim, a prática discursiva da escrita, que deve passar, necessariamente,pela escrita— reescrita do texto, incluindo a avaliação crítica do texto não só peloprofessor, mas também pelos colegas de classe. 13. A escrita do aluno deve ser também objeto de estudo na aula de línguamaterna. Cabe aos professores analisar os ―erros‖ existentes, para conscientizar oestudante, tanto ortográfica quanto textualmente do que pode ser modificado em suaescrita, assim como acontece conosco, mesmo sendo produtores de textos proficientes,quando escrevemos. 14. O ensino da gramática deve estar contextualizado às abordagens textuaisrealizadas. Este ensino não pode priorizar o prescritivo. Deve estar voltado para o uso eo efeito de sentidos desse uso. A partir do que apresentamos nestas Orientações Pedagógicas, a equipe deLíngua Portuguesa preparou um elenco de atividades para cada ano de escolarizaçãoque visa a enriquecer o acervo de exercícios e atividades que cada professor utiliza.Tratam-se de atividades que apresentam questões fechadas (múltipla escolha) equestões abertas (discursivas) com indicações das habilidades que estão sendopriorizadas nas questões elaboradas. Há também um conjunto de observações queindicam como explorar mais os textos apresentados. Relacione as atividades apresentadas neste Caderno de Apoio Pedagógico àsOrientações Curriculares em que várias sugestões de atividades e meios pedagógicossão indicadas. Cabe, ainda, alertar ao colega que, embora tenhamos dividido por anosde escolarização, as atividades podem ser abordadas indistintamente nos referidosanos, visto que o que diferencia a atividade em Língua Portuguesa é a complexidade daabordagem textual realizada e o aprofundamento dos níveis de leitura possíveis notexto, levando o aluno à autonomia leitora.Texto readaptado de acordo com as legislações exigidas (PCN, LDB e Proposta Curricular) no ensinobásico. 4
  5. 5. 6º ANOTexto IVocê vai ler uma fábula.A lebre e a tartaruga, de Esopo A lebre vivia a se gabar de que era o mais veloz de todos os animais. Até o dia em queencontrou a tartaruga. – Eu tenho certeza de que, se apostarmos uma corrida, serei a vencedora – desafiou atartaruga. A lebre caiu na gargalhada. – Uma corrida? Eu e você? Essa é boa! – Por acaso você está com medo de perder? – perguntou a tartaruga. – É mais fácil um leão cacarejar do que eu perder uma corrida para você – respondeu alebre. No dia seguinte a raposa foi escolhida para ser a juíza da prova. Bastou dar o sinal dalargada para a lebre disparar na frente a toda velocidade. A tartaruga não se abalou e continuouna disputa. A lebre estava tão certa da vitória que resolveu tirar uma soneca. "Se aquela molenga passar na minha frente, é só correr um pouco que eu a ultrapasso" –pensou. A lebre dormiu tanto que não percebeu quando a tartaruga, em sua marcha vagarosa econstante, passou. Quando acordou, continuou a correr com ares de vencedora. Mas, para suasurpresa, a tartaruga, que não descansara um só minuto, cruzou a linha de chegada em primeirolugar. Desse dia em diante, a lebre tornou-se o alvo das chacotas da floresta. Quando dizia queera o animal mais veloz, todos a lembravam de uma certa tartaruga...Moral da história: Quem segue devagar e com constância sempre chega na frente. http://www.metaforas.com.br/infantis/a_lebre_ea_tartaruga.htmAgora, responda:1. Neste texto vários animais estão envolvidos na realização de uma corrida. Eles sãopersonagens da história. Quem são eles?2. Segundo o texto, qual foi a tarefa escolhida para a raposa?3. ―É mais fácil um leão cacarejar do que eu perder uma corrida para você.‖ O que será que alebre quis dizer com isso?4. Por que a lebre tornou-se o alvo das chacotas da floresta?5. Como você entendeu a moral da história?ORIENTAÇÕES METODOLÓGICASProfessor, utilize essa fábula para propor questões que possam antecipar a leitura. Mostre aimportância do título, que pode revelar o assunto do texto. Deixe que os alunos se expressem,façam previsões, ativando seu conhecimento de mundo. Antes que os alunos leiam a fábula,você pode fazer uma leitura interrompida para que eles construam hipóteses, que no decorrer daleitura serão confirmadas ou rejeitadas, possibilitando o diálogo com o texto. O movimento seriaesse: antes de entregar o texto aos alunos, ler parte dele, para que antecipem informações;avançar mais um trecho para verificar e confirmar – ou não - as hipóteses; avançar mais umtrecho e continuar esse movimento até o final da leitura. A partir da fábula lida, peça que osalunos deem algumas características desse gênero textual (uma narrativa alegórica em prosa ouverso, cujos personagens são geralmente animais, que conclui com uma lição moral). 5
  6. 6. Faça comentários sobre a estrutura do texto e peça que os alunos observem a presençados personagens animais, ressaltando que eles falam e pensam como seres humanos. Vocêpode também discutir com os alunos a moral da história, resgatando valores, buscando areflexão sobre a atitude da lebre e a postura adotada pela tartaruga.Habilidades:Identificar a estrutura textual de gêneros do tipo narrativo, identificando os personagens(protagonista/antagonista).Localizar informações explícitas no texto.Agora vamos ler outra história. Dessa vez quem conta a história é a avó da ChapeuzinhoVermelho. Vamos ver a versão dela para os acontecimentos...Texto IICHAPEUZINHO VERMELHO NA VERSÃO DA VOVÓ Bom, o lobo cuidava muito bem da floresta e tentava mantê-la sempre limpa, mas tãolimpa, a ponto de não querer que ninguém passasse por lá. A minha netinha a Chapeuzinho Vermelho era uma criança muito malcriada, e sempreque vinha para minha casa, não seguia as recomendações de sua mãe, que pedia pra ela nãovir pela estrada da floresta, mas sim pela estrada do rio. Chapeuzinho Vermelho nem ligava para os conselhos da mãe, teimava e vinha, dizia nãoter medo do Lobo. Em certo dia, ele estava lá, tranquilo, quando ela passa cantarolando. O Lobo, que nãogostava de ver pessoas transitando por lá, chamou-a: − Hei! O que queres aqui? − perguntou o lobo. − Vou para a casa da minha avó, seu lobo bobão! − Olha o respeito menina! Tu bem sabes que não quero ninguém em minha floresta, porque não foste pela estrada do rio? − Porque quis vir por aqui, e quer saber? Saia da minha frente. E saiba que só não lhedou com esta cesta na cabeça porque estou levando doces para a vovozinha − finalizouChapeuzinho toda espevitada. Chapeuzinho saiu cantando para debochar do lobo. Ele, já bastante irritado, resolveu daruma lição naquela menina malcriada, pegou um atalho, e veio até minha casa. Chegando aqui, conversamos sobre Chapeuzinho Vermelho e concordei em dar-lhe umalição. Fiquei escondida debaixo da cama enquanto o lobo vestiu meu vestido e se deitou.Minutos depois, escutamos batidas na porta. Não batidas delicadas, batidas de meninaencrenqueira. Era Chapeuzinho: − Toc, toc, toc, abre logo essa porta, coroa! − disse Chapeuzinho, com seu linguajarmoderno. − Entre minha netinha, é só empurrar! − disse o Lobo disfarçando a voz. Ela entrou, jogou a cesta em cima da mesa e jogou-se na cama, resmungando: − Credo Vovó! Não sei como a senhora aguenta morar dentro do mato! È tudo tãolonge... O lobo rosnou de raiva, e Chapeuzinho notou algo diferente: − O que foi vovó? Sua voz está estranha! − É que peguei um resfriado minha netinha. − Ah! Sim! Mas a senhora está toda esquisita. Olha como os seus olhos estão grandes! − É pra te ver melhor minha netinha! − E esse nariz enorme? Vai dizer que é pra me cheirar melhor? − ironizou a menina. O Lobo já estava super irritado, mas conteve-se: − Não minha netinha, é por causa da gripe, eu assuo muito o nariz, sabe? 6
  7. 7. − AH!... Mas e essa boca enorme, com estes dentes maiores ainda? Sem contar com omau hálito. − disse Chapeuzinho tapando o nariz. O Lobo não aguentou mais: − Quer saber mesmo? − Quero. −Mesmo, mesmo? − Fala vovó. − É pra te comer! Então, o desmiolado do Lobo começou a correr atrás de Chapeuzinho, que gritavaescandalosamente na frente. Eu saí debaixo da cama o mais depressa possível, mas meu péengatou na colcha de renda, fazendo com que eu caísse por cima do Lobo, que, sem sorte,engatou as unhas na colcha fazendo aquela confusão. Neste momento, o lenhador apareceu na porta e Chapeuzinho Vermelho começou agritar que o Lobo estava me atacando. O lenhador deu uma paulada que pegou na cabeça doLobo (para minha sorte). Fazendo com que o Lobo, de imediato, pulasse direto para a janela,indo embora gritando e correndo. E eu só aceitei essa história de Lobo Mau, por que ele rasgou o meu vestido favorito,mas, estou arrependida. O coitadinho é inocente e além de tudo, é vegetariano. www.artigos.com1. Do ponto de vista da vovó, como era Chapeuzinho? E o Lobo?2. No trecho ―abre logo essa porta, coroa!―, expressão ―coroa‖ pode ser substituída por outramais carinhosa sem que a frase perca o sentido.Que outra expressão você utilizaria?3. No final do texto a vovó diz que o lobo é vegetariano. Isso ajuda a provar a inocência do lobo.Por quê?SUGESTÃO METODOLÓGICA Professor, é importante para a formação de qualquercriança ouvir histórias. Escutá-las é o início da aprendizagem E agora? Os dois textospara ser um bom leitor, tendo um caminho absolutamente infinito contam a mesma história.de descobertas e de compreensão do mundo. Será que o lobo é culpado como aponta o primeiro A partir do conto lido, peça que os alunos observem texto? Será que ele éalgumas características desse gênero textual. Faça comentários inocente como diz a vovó no segundo texto? Imaginesobre a estrutura do texto e a caracterização dos personagens quando o lobo der a sua versão dos fatos... Após a leitura do texto II, faça uma comparação entre osdois textos para que eles percebam que uma mesma históriapode ser contada pontos de vista diferentes. Se quiser, podetrabalhar com eles uma versão sob o ponto de vista do lobo mau.TEXTO IIIA Versão Do Lobo Mau, (Rick Renan E Dannaner)Garota enfeitiçada por um brilho de paixão 7
  8. 8. Não dobre aquela esquina sem ouvir seu coraçãoEu tenho pra contar-lhe um segredo sem igualHistória tem dois lados e eu ouvi o Lobo MauÉ a versão do Lobo MauYeahÉ a versão do Lobo MauO que a chapeuzinho fazia na floresta?Porque a vovozinha vivia tão sozinha?E essa tal madrasta fazia tanta festaPor que os anõezinhos viviam tão juntinhos?E eu ouvi o Lobo MauPor que a Cinderela queria um castelo? Enquanto os três porquinhosfaziam os seus ninhosO príncipe herdeiro não era assim tão beloClarinha como a neve... derretequando ferveE eu ouvi o Lobo Mau www.letras.terra.com.brSUGESTÃO: Faça com seus alunos a leitura da letra da música (texto 3). Leve-os a perceberque mesmo com uma estrutura diferente a letra fala sobre o mesmo assunto e ainda amplia esteuniverso citando outros contos de fadas. Pergunte se eles já conhecem esses outros contos. Senão leram, que tal proporcionar a eles essa oportunidade?Habilidades:Localizar informações explícitas.Identificar personagens, protagonista e antagonista, o espaço conflito gerador. 8
  9. 9. TEXTO IVMaria-vai-com-as-outras Era uma vez uma ovelha chamada Maria. Onde as outras ovelhas iam, Maria ia também.As ovelhas iam para baixo Maria ia também. As ovelhas iam para cima, Maria ia também. Um dia, todas as ovelhas foram para o Polo Sul. Maria foi também. E atchim! Maria iasempre com as outras. Depois todas as ovelhas foram para o deserto. Maria foi também. - Ai que lugar quente! As ovelhas tiveram insolação. Maria teve insolação também. Uf! Uf!Puf! Maria ia sempre com as outras. Um dia, todas as ovelhas resolveram comer salada de jiló. Maria detestava jiló. Mas, como todas as ovelhas comiam jiló, Maria comia também. Que horror! Foi quando de repente, Maria pensou: ―Se eu não gosto de jiló, por que é que eu tenho que comer salada de jiló?‖ Maria pensou, suspirou, mas continuou fazendo o que as outras faziam. Até que as ovelhas resolveram pular do alto do Corcovado pra dentro da lagoa. Todas as ovelhas pularam. Pulava uma ovelha, não caía na lagoa, caía na pedra, quebrava o pé e chorava: mé!Pulava outra ovelha, não caía na lagoa, caía na pedra e chorava: mé! E assim quarenta duas ovelhas pularam, quebraram o pé, chorando mé, mé, mé! Chegoua vez de Maria pular. Ela deu uma requebrada, entrou num restaurante comeu uma feijoada. Agora, mé, Maria vai para onde caminha seu pé. Sylvia OrthofQUESTÕES SOBRE O TEXTO:1 - Quem é o autor do texto?2- Pode-se dizer sobre a personagem principal que.(A) Ela sabe exatamente o que quer fazer.(B) Ela sempre tem ideias maravilhosas.(C) Costuma agir pela opinião dos outros.(D) Não faz nada que lhe mandam.3- Maria ficou resfriada: Quando?(A) Quando resolveu contar uma história.(B) Quando resolveu comer uma feijoada.(C) Quando seguiu as ovelhas para o Polo Sul. 9
  10. 10. (D) Foi para o deserto.4- Quantas vezes Maria, segundo o texto, adoeceu?(A) Uma vez.(B) Quatro vezes.(C) Duas vezes.(D) Três vezes.5- Quando Maria tomou consciência de que imitava as outras ovelhas?(A) Quando foi para o deserto.(B) Quando teve que comer jiló.(C) Quando as ovelhas resolveram pular do alto do Corcovado pra dentro da lagoa.(D) Quando foi para o Polo Sul.6- Como você explica a última frase do texto - Agora, mé, Maria vai para onde caminha seu pé.-?(A) A ovelha Maria vai pular do Corcovado.(B) A ovelha Maria agora só faz o que deseja.(C) A ovelha Maria sempre seguirá os passos de outras ovelhas.(D) A ovelha Maria vai para o Polo Sul.Como surgiu a expressão ―Maria-vai-com-as-outras"?Origem:Dona Maria I, mãe de Dom João VI (avó de Dom Pedro I e bisavó de Dom Pedro II),enlouqueceu de um dia para o outro. Declarada incapaz de governar, foi afastada do trono.Passou a viver recolhida e só era vista quando saía para caminhar a pé, escoltada pornumerosas damas de companhia. Quando o povo via a rainha levada pelas damas nessecortejo, costumava comentar; ―Lá vai Dona Maria com as outras‖. (Yahoo! respostas)SUGESTÃO METODOLÓGICA Professor, trabalhe com os alunos as ideias que possam surgir a partir do título, como umelemento de antecipação do que a história pode conter. Após isso, comece a ler a históriainterrompendo-a em determinados trechos e solicitando que as crianças levantem hipóteses doque irá acontecer em seguida. Releia o texto de forma contínua, resgatando o ―todo‖ danarrativa, confirmando ou não as hipóteses levantadas pelos alunos. Faça comentários sobre a estrutura do texto e peça que os alunos observem a presençado narrador, a sequência dos fatos e os personagens que vivenciam os fatos.Resgatando o conteúdo do trecho lido, faça com que seus alunos compreendam a relação decausa (frio) e consequência (ovelhas ficarem gripadas). Destaque o quanto seguir as outrasovelhas implicava, às vezes, escolhas ruins para Maria. Aponte as marcas do texto que indicam 10
  11. 11. a transformação interna de Maria em relação a suas escolhas. Esse aspecto é importante, poisuma narrativa deve apresentar um problema (Maria não consegue ser diferente das outrasovelhas) e uma transformação. Mostre o desfecho da história e a resolução do problema. Após a leitura do texto 4, discuta com seus alunos a origem sentido da expressão ―Maria-vai-com-as outras‖.TEXTO VA aposta Amélia é uma velhinha muito ativa e trabalhadeira. Um dia ela entrou no ônibuscarregando uma cesta. O cobrador ouviu um barulho e perguntou-lhe: - A senhora está levando uma galinha na cesta? Amélia pensou, pensou e respondeu: - Hum... Galinha? Não... Não há galinha nenhuma na cesta. O cobrador insistiu tanto que Amélia resolveu fazer uma aposta: - Senhor cobrador, se for galinha, eu desço agora do ônibus... Se não for, eu viajo degraça. - Muito bem! – disse o cobrador confiante. – Concordo! Amélia, então, levantou a tampa da cesta e um galo de crista bem vermelhinha cantousatisfeito: - Cocorocó!... - Viu só? Eu não disse que não era galinha?! O cobrador riu e deixou a velhinha viajar de graça. Adaptação de conto popular – Luciana M.M. Passos.Que velhinha esperta!!! Conseguiu viajar de graça... Você entendeu como ela fez para conseguirisso? Então responda:1) Onde se passa a história?2) Você acha que a velhinha mentiu para o trocador? O que levou você a pensar assim?3) Como foi solucionada a situação?4) Por que você acha que o trocador riu?Professor, procure trabalhar as marcas do discurso direto (travessão, dois-pontos).TEXTO VITransporte de animais em ônibus urbanos Conforme o Manual de Normas e Condutas da SMTT o transporte de pequenos animaisem coletivos (ônibus) é permitida desde que o animal seja acondicionado em gaiolas ou caixasde transporte adequadas e capazes de manter o animal preso. O animal não deve causar desconforto ou risco aos demais passageiros. 11
  12. 12. Caso alguém tenha problemas entrar com contato com o Sr. Silvio Marcelo – DiretorOperacional de Transportes da SMTT no tel. 3315-4317 In//www.neafa.org.br5) Qual a função do texto 5?6) A quem está dirigido o texto 6?Habilidades:Localizar informações explícitas e implícitas em um texto.Identificar personagens, conflito gerador.Identificar os efeitos de sentido consequentes do uso da onomatopeia.7º) Você vai ler o poema de uma aluna da Escola Municipal Ivete Santana de Aguiar do distritodo Frade, Macaé. Ela foi a vencedora da categoria ―poesia‖ da terceira edição do PrêmioEscrevendo o Futuro em 2006.O mundo dentro da represa do FradeCarla Marinho Xavier Faz onda para escaparA represa é presa Fugindo para outro lugar.Presa com água Sobre a estreita ponteE feita de pedra, pesada O danado do ventoCom mil toneladas de água. Vem assustar a genteLá embaixo os peixes: Com seu sopro violento.Cascudo, cará, carapeba As árvores nas beirasBrincam de esconde-esconde Se seguram na areiaSe entocando nas pedras. TemerosasDesce a correnteza, correndo Não querem ser levadasDescansa na represa Pela força da correnteza.E cai pelo caidor Da minha janela vejo esse mundo:Fazendo cócegas nas pedras. Um mundo dentro do outroA água de baixo Preso nas muralhas da represa.Temendo a água de cimaIn ALTENFELDER, Anna Helena. Poetas da escola. São Paulo: Cenpec: Fundação Itaú Social; Brasília, DF: MEC,2008.O que você entendeu do poema?1. Segundo o texto, que peixes brincam de esconde-esconde?2. Retire da penúltima estrofe um trecho em que há reações que não são próprias das árvores. 12
  13. 13. 3. O texto revela onde a menina-poeta mora? O que levou você a pensar isso?Texto VII Uma das poucas e principais ruas do Morro da Conceição, a Rua do Jogo da Bola (estepoético nome da rua permanece desde os tempos da colônia onde, de fato, havia um jogo dabocha) é uma rua pequena e estreita, onde só passa um carro de cada vez, o que amplia aindamais, a meu ver, a vocação para a civilidade e urbanidade do lugar; pois alguém terá sempreque ceder a vez ao outro carro que vem em sentido contrário.É uma rua espremida entre a igreja e a fortaleza. Um lugar de poucos acessos e que, na maiorparte das vezes, para chegar lá em cima tem que passar necessariamente pelas guaritas doExército (na Fortaleza da Conceição) sempre de vigilância no lugar, o que confere e amplia asensação de segurança que se tem em todo o Morro.* bocha – jogo em que cada parceiro com três bolas de madeira as atira a certa distânciatentando aproximá-las tanto quanto possível de outra pequena denominada chico. http://www.vitruvius.com.br/minhacidade/mc158/mc158.aspNo texto VI, brinca-se com o sentido das palavras. Você notou como a linguagem do texto VII édiferente?1. O que deu origem ao nome da rua?2. ―Era uma rua pequena e estreita.‖ A palavra destacada expressa uma ideia semelhante a deuma palavra do segundo parágrafo. Que palavra é essa?3. Do comentário sobre a Rua do Jogo da Bola, qual é impressão que fica do local?SUGESTÃO METDOLÓGICA Professor, você pode conversar com seus alunos a respeito de alguns aspectosimportantes dos poemas em geral. Destacar o formato do poema, a rima, a sonoridade, o ritmo,o uso da conotação e de imagens. Para isso, você pode apresentar aos alunos diversospoemas, inclusive os da literatura de cordel. Da mesma forma, pode comentar sobre o texto informativo comparando sua linguagemcom a linguagem poética e identificando a finalidade de um gênero e de outro. Ampliando o trabalho com esses gêneros textuais, pode-se pedir aos alunos a produçãode um texto, em prosa ou verso, sobre o lugar onde moram.Habilidades: Identificar a finalidade de diferentes gêneros textuais. 13
  14. 14. TEXTO VIIITEXTO IX TEXTO X 14
  15. 15. TEXTO XISeu corpo está mudando e você...…se sente um tanto desajeitado?…vive se olhando no espelho para conferir as novidades?…se exibe o tempo todo?…detesta que os outros façam comentários sobre seu corpo?…acha o máximo o que está acontecendo?…sente muito sono?…o tempo todo fica comparando com os outros?1. Qual o tema do texto?2. Que mudanças estão acontecendo com o garoto?3. Qual diferença de tratamento o garoto percebe em sua mãe?4. Que ideias pode expressar o diminutivo em ―Juninho‖?5. A expressão do garoto demonstra que sentimento em relação à mudança da mãe?6. O que revela a expressão do lobisomem?7. Qual o efeito provocado pelo uso de caixa alta e negrito na expressão “Nada a ver”?8. Por que são usadas as reticências no texto?9. Observe o uso do termo grifado em ―Eu não te aguento mais!‖ Como ele contribui para osentido da ilustração?TEXTO XIIO que é adolescência? Segundo a Organização Mundial da Saúde, a adolescência é um período da vida, quecomeça aos 10 e vai até os 19 anos, e segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente começaaos 12 e vai até os 18 anos, onde acontecem diversas mudanças físicas, psicológicas ecomportamentais. Adolescência, uma etapa maravilhosa da vida, que muitos insistem emchamar de ―aborrescência‖. O começo de um despertar para um mundo novo, onde posso serator/atriz principal de minha vida, e por consequência adquirir a capacidade de poder mudar meupaís. Ainda bem que eu encontrei meu espaço, ou melhor, lutei por ele, espaço esse em queposso participar. Geralmente nunca nos deixam participar e com isso aquela vontade natural demudar o mundo é esquecida, ou melhor, dá lugar a um conformismo ou será inconformismo? Eaí aquela ânsia de transformar muitas vezes é trocada pela única forma que encontramos dedeixar a nossa marca (depredando orelhões, pichando etc) no mundo. Não podemos decidirsobre nossa vida, mas a vida acaba decidindo pela gente: Quando será a primeira vez? Já rolô!Usar camisinha? Não sei! Ih, não tenho agora! Conversar ou não com os pais? Ah, eles não me 15
  16. 16. entendem e nem vão me escutar mesmo. Participando a gente pode mudar isso, acredito emmim e em todos os adolescentes que têm essa vontade de mudar e criar um mundo melhor, coma nossa cara (...). Quantos somos? No mundo todo, hoje se estima que haja 1 bilhão de pessoas vivendo a adolescência, ouseja, quase 20% da população mundial. No Brasil, somos cerca de 34 milhões de adolescentes*,21,84% da população total do país. Como somos no Brasil? 1,1 milhão de analfabetos/as. 76,5% desses analfabetos/as se encontram no nordeste. 2,7 milhões de 07 a 14 anos estão fora da escola (10% da faixa etária). 4,6 milhões de 10 a 17 anos estudam e trabalham. 2,7 milhões de 10 a 17 anos só trabalham. Desses dois grupos, 3,5 milhões trabalham mais de 40 horas semanais. http://www.adolescencia.org.br/portal_2005/secoes/saiba/saiba_mais_nos.asp?secao=saiba&tema=nos10. O texto 12 tem uma visão positiva ou negativa da adolescência?11. O que significa “ser ator/atriz principal” da própria vida?12 . A que se refere o termo grifado em: “Participando a gente pode mudar isso...”?13. Pelas marcas linguísticas do texto, você pode perceber quem é o locutor? Explique.14. O texto se dirige a quem? Como você pode perceber isso?15. Converse com seus colegas sobre os dados referentes aos adolescentes brasileiros. brigar ou namorarTEXTO XIIIInsegurança Máxima passear ou estudar,Ser ou não ser, aceitar ou protestar,ter ou não ter afinar ou encararcomer ou não comer, as grandes dúvidasbeber ou não beber, desta vida:viajar ou não viajar, Será que eu o que eu sou?beijar ou não beijar, Será que eu sei o que eu quero?vestir ou não vestir, Será que eu sei o que eu sinto?sair ou não sair, Será que essa cuca confusaamar ou odiar, cheia de issos ou aquilos... Será...dormir ou acordar Será que isso sou eu?TELLES, Carlos de Queiroz. Sementes de Sol. São Paulo: Moderna, 1992. Adaptado de CEREJA, William Roberto eCOCHAR, Thereza. Português linguagens. Rio de Janeiro: Saraiva, 2008. 16
  17. 17. 16. Qual o tema do texto 13?17. No texto há a repetição de uma estrutura. Qual é essa estrutura? Que efeito essa repetiçãoprovoca?18. As palavras ―issos‖ e ―aquilos‖ foram criadas neste poema. Como elas contribuem para osentido do texto?19. Podemos dizer que esse texto se relaciona com os anteriores? Como?7º ANOTEXTO IPor que criança não pode trabalhar? Criança não pode trabalhar por um motivo simples: porque ela está muito ocupada sendocriança. Ser criança é ter a liberdade de fazer uma porção de coisas: ir à escola, brincar, ler,praticar esportes, conviver com outras crianças. Ser criança é ser livre para inventarbrincadeiras, fazer descobertas e, aos pouquinhos, aprender a ler o mundo. Quando uma criança trabalha, não sobra tempo para brincar e estudar. As crianças quetrabalham, em vez de papel e lápis, usam enxadas e pás. Em vez de conviver com outrascrianças na sala de aula, elas passam o dia cercadas de adultos, suando a camisa em lavouras,em carvoarias, em lares de estranhos, em lixões e nas ruas. O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) diz com todas as letras: abaixo dos 16anos é proibido trabalhar. Mas estar escrito na lei não é suficiente. É preciso que os governos,as famílias e as empresas estejam atentos e prontos a ajudar as crianças que trabalham,tirando-as dessas atividades, garantindo que elas possam estudar e ajudando suas famílias aacolhê-las com dignidade e carinho. Helio Mattar. Folhinha. In: Folha de S. Paulo, 02/03/2002.TEXTO II 17
  18. 18. TEXTO III 1.Qual a ideia principal do texto 1? 2. Essa ideia principal é defendida com argumentos que tentam convencer o leitor. Cite um. 3. No trecho abaixo, substitua a expressão grifada por outra, mantendo o sentido do texto. ―Em vez de conviver com outras crianças na sala de aula, elas passam o dia cercadas de adultos, suando a camisa em lavouras, em carvoarias, em lares de estranhos, em lixões e nas ruas.‖ 4. Qual o significado da expressão grifada em ―Ser criança é ser livre para inventar brincadeiras, fazer descobertas e, aos pouquinhos, aprender a ler o mundo.‖? 5. Explique a expressão facial do menino no texto 2. 6. Que ideia do texto 1 é reforçada pelo texto 2?7. O texto 3 é uma propaganda. A quem ele se dirige?8. Qual a finalidade do texto 3?9. Relacione a imagem do cartaz ao texto verbal.10. Após ler os três textos, escreva a ideia comum aos três.11. Reúna-se em grupo com seus colegas e elabore um slogan contra o trabalho infantil.TEXTO IVVocê sabe o que é um slogan?―Um slogan ou frase de efeito é uma frase de fácil memorização usada em contexto político,religioso ou comercial como uma expressão repetitiva de uma ideia ou propósito. Muitas vezes éusado por empresas.‖ http://pt.wikipedia.org/wiki/SloganSUGESTÃO METODOLÓGICAProfessor (a), Nestas atividades você pode trabalhar o mesmo tema em gêneros textuais diferentes.Embora o texto dissertativo/argumentativo seja priorizado nas orientações curriculares do EnsinoFundamental II (9º Ano) e Ensino Médio(3º Ano), ressaltamos a importância de que estejapresente ao longo da escolaridade. Comece discutindo o tema com seus alunos. O que eles jásabem sobre o trabalho infantil? Conhecem crianças/jovens que trabalham? Há algum aluno naturma que trabalhe? Por que será que crianças trabalham? Em que tipo de trabalho são 18
  19. 19. empregadas crianças/jovens? Esse tema é muito atual e você pode ampliar a discussãoutilizando-se do texto acima. Compare o tipo de trabalho nele exposto com os citados nos textosda ficha do aluno. No texto 1, trabalhe a ideia principal, bem como o argumento utilizado para defendê-la.Marque os elementos de coesão e discuta as ideias por eles expressas. A nomenclatura desseselementos não importa no momento, mas as relações semânticas estabelecidas, sim. Nos textos 2 e 3, explore o diálogo entre o texto visual e o não visual. Como o não visualajuda na compreensão do verbal? Que ideia se repete nos três textos? A palavra-chave nestaatividade é comparação. Antes dos alunos partirem para a escrita, leve vários slogans e mostre como eles seconstroem, qual a sua finalidade e a importância de, ao escrevê-los, não perder de vista ointerlocutor. Alguns exemplos: ―Quem pede um, pede bis (Bis)‖; ―Abuse, use C&A (C&A)‖; ―Vale porum bifinho (Danoninho)‖; ―Fresquinho porque vende mais. Vende mais porque é fresquinho(Tostines)‖.TEXTO IVPiercings e tatuagens podem trazer desvantagens na hora da conquista por uma vaga, 05de julho de 2007. SÃO PAULO - Moda, estilo, personalidade. Não importa o motivo, mas é fato que muitaspessoas aderiram ao uso de piercings e tatuagens. No mercado de trabalho, no entanto, os"acessórios" podem trazer algumas desvantagens na hora de procurar um emprego. De acordocom a consultora de RH do Grupo Catho, Gláucia Santos, isto acontece porque ainda existe umaideia antiga de que o uso de piercings ou tatuagens está relacionado à marginalidade. Forma implícita Ainda de acordo com a consultora, existe uma discriminação no momento da entrevista,mas ela não é feita de maneira explícita. Isto significa que o selecionador não irá perguntar se apessoa usa piercing ou tem tatuagem, mas se perceber, esse candidato perde pontos. "Ter um piercing ou uma tatuagem quebra um pouco da formalidade de algumassituações em que é preciso ser formal. Num primeiro contato, ainda pode parecer que a pessoaé pouco madura", explicou Gláucia. Áreas de atuação A consultora ainda disse que este tipo de discriminação acontece em áreas em que oprofissional terá contato direto com o público. Neste caso, incluem-se a administrativa, comerciale de bancos. 19
  20. 20. "Imagine alguém com algo muito chamativo, como um cabelo colorido. Se tem contatocom o cliente, perde a seriedade, imagem que tem que passar não somente para os colegas detrabalho", disse Gláucia. Ela ainda explicou que existem profissões em que a aceitação do uso de piercings etatuagens é mais flexível, como em comunicação e publicidade e propaganda, o que nãoacontece com os profissionais de direito e medicina. Depois de contratado Depois de contratado, a consultora diz que o uso da pintura e da joia já é mais aceitoporque a pessoa já construiu uma imagem. No entanto, o melhor é perguntar a política de cadaempresa sobre o assunto e, principalmente, ter bom senso! http://www.administradores.com.br/noticiasTEXTO VDudaOi meninas!!!Semana passada na aula deinglês; estávamos nosdescrevendo fisicamente; ai oteacher começou a perguntar senós tinhamos piercings etatoos...teve uma colega minhaque disse que ela odeiatatuagens, que acha horrível qmtem tatuagens no corpo.Nossa fiquei apavorada! Sei lá,talvez pq eu tenha...não sei!Será que as pessoas continuamtão preconceituosas qnto aisso? BjTEXTO VIICíntiaO fato de não gostar nãoquer dizer que a pessoa épreconceituosa... Ela sónão gosta de tatuagens!Eu acho lindo, vejo umasque me deixam de queixocaído de tão lindas, massei que em mim nãoficariam bem, acho quenão levo jeito para ter.Mas não quer dizer quenão respeito as pessoasque fazem! 20
  21. 21. TEXTO VIIIMayaSim, por incrível q pareça,em pleno século XXI,ainda existe preconceitoquanto a isso.Minha sobrinha é crivadade piecing e tatoo, umacabeça maravilhosa -melhor q a de muita gentecom uma aparênciaimpecável!É mais uma forma de seexpressar, caramba!Bjos http://www.precisofalar.com.br/index.php/Temas-polemicos/8691-Tatuagens-e-preconceito.html1. No texto 1 são expressas opiniões de quem?Marque no texto trechos que confirmem sua hipótese.2. Segundo o texto 1, por que piercings e tatuagens podem trazer desvantagens na hora daconquista por um emprego?3. Substitua o termo grifado no trecho do texto 1 abaixo transcrito, por outro de mesmo sentido.―No mercado de trabalho, no entanto, os "acessórios"podem trazer algumas desvantagens na hora de procurar um emprego.‖4. Qual a ideia expressa pelo termo grifado?5. Por que a palavra ―acessórios‖ vem entre aspas no texto 1?a) Com relação ao preconceito contra tatuagens e piercings, quais as opiniões expressas notexto 3?b) E no 4?c) Em que se diferenciam?d) Que palavras ou expressões caracterizam cada opinião?6. No texto 2 você percebe algo de diferente no uso da nossa língua? Será que existem ―erros‖no texto?7. Qual a finalidade do texto 1? E do 5?8. Por que um dos balões do quinto quadrinho é diferente?9. Qual o efeito do uso deste balão no texto?10. Qual a ideia do termo grifado em ―Mas, eu alertei...‖ 21
  22. 22. TEXTO IXProfessor (a), Nesta atividade, a habilidade de distinguir duas opiniões diferentes sobre o mesmo fatoestá em evidência. Antes da leitura, converse com os alunos sobre piercings e tatuagens. Quaisas opiniões de sua turma sobre o assunto? Você pode escolher um aluno para ser o escriba daturma, que anotará as opiniões no quadro. Durante a leitura dos textos, destaque as opiniões expressas. Comente as relaçõesestabelecidas pelos conectivos, como por exemplo o efeito de sentido construído pela repetiçãono trecho: ―Aí, ele quis colocar outro e mais outro, e outro...‖ (texto 5). Você pode ainda voltar ao quadro e verificar se, após a leitura, desejam acrescentar algoao que já foi registrado. Após isso, divida a turma em grupos e solicite que cada grupo escolhauma opinião das que estão no quadro e escreva um texto se posicionando contra ou a favor damesma. 22
  23. 23. Outro ponto importante é comentar com seus alunos sobre o ―internetês‖, presente nostextos do blog PRECISO FALAR. Veja a definição abaixo:―Internetês é um neologismo (de: internet + sufixo ês) que designa a linguagem utilizada no meiovirtual, em que "as palavras foram abreviadas até o ponto de se transformarem em uma únicaexpressão, duas ou no máximo três letras", onde há "um desmoronamento da pontuação e daacentuação", pelo uso da fonética em detrimento da etimologia, com uso restrito de caracteres edesrespeito às normas gramaticais. Para Silvia Marconato, o internetês é uma "forma deexpressão grafo linguística [que] explodiu principalmente entre adolescentes que passam horasna frente do computador no Orkut, em chats, blogs e comunicadores instantâneos em busca deinteração e de forma dinâmica." (...) http://pt.wikipedia.org/wiki/Internet%C3%AAs Fale com os alunos sobre a variação da nossa língua e discuta com eles o conceito decerto X errado. Esse é um bom momento para que eles percebam que o ―internetês‖ é adequadopara sites, blogs, chats, mas inadequado em situações formais de escrita. TEXTO X O LOBO E O CORDEIRO Um lobo estava bebendo água num riacho. Um cordeirinho chegou e também começou a beber um pouco mais para baixo. O loboarreganhou os dentes e disse ao cordeiro: - Como é que você tem a ousadia de vir sujar a água que eu estou bebendo? - Como sujar? – respondeu o cordeiro. A água corre daí pra cá, logo eu não posso estarsujando sua água. - Não me responda! – tornou o lobo furioso. Há seis meses seu pai me fez a mesmacoisa! - Há seis meses eu nem tinha nascido, como é que eu posso ter culpa disso? –respondeu o cordeiro. - Mas você estragou todo o meu pasto – tornou o lobo. - Como é que eu posso ter estragado seu pasto se nem dentes eu tenho? O lobo, não tendo mais como culpar o cordeiro, não disse mais nada, pulou sobre ele e ocomeu. ROCHA, Ruth. Fábulas de Esopo. São Paulo: FTD, 1994. A escritora Ruth Rocha nasceu em 1931 na cidade de São Paulo. Teve uma infânciaalegre e repleta de livros e gibis. É autora de inúmeras histórias e seus livros estão espalhadospelo mundo, traduzidos em mais de 25 idiomas. Monteiro Lobato foi sua grande influência. Elaganhou os mais importantes prêmios brasileiros destinados à literatura infantil. 23
  24. 24. TEXTO XI O LOBO E O CORDEIRO, Esopo Disse o Lobo carniceiro. E ao Cordeiro devorou. Na água limpa de um regato, www.revan.com.br/catalogo/0136d.htm matava a sede um cordeiro, quando, saindo do mato, Esopo viveu no século VI a.C. Sabe-se que veio um lobo carniceiro. foi escravo, libertado pelo último dono, Tinha a barriga vazia, Xanto. Mestre da prosopopeia, figura de não comera o dia inteiro. linguagem pela qual animais ou coisas - Como tu ousas sujar falam. Suas fábulas têm inspirado a água que estou bebendo? incontáveis criadores através dos séculos, - rosnou o Lobo a antegozar encerram sabedorias eternas e nos fazem o almoço. - Fica sabendo refletir sobre a natureza humana. Almanaque Brasil de cultura popular, ano 5, n.55, que caro vais me pagar! out.2003. - Senhor - falou o Cordeiro - encareço à Vossa Alteza 1. Os textos 1 e 2 narram a mesma história, que me desculpeis mas acho mas com linguagem diferente. Você percebe que vos enganais: bebendo, que essa diferença mostra a época em que quase dez braças abaixo os textos foram escritos? Em um deles, há de vós, nesta correnteza, marcas de uma forma de expressão bem não posso sujar-vos a água. mais antiga; no outro, a linguagem é mais - Não importa. Guardo mágoa atual. Transcreva um pequeno trecho que de ti, que ano passado, melhor exemplifica a linguagem de uma me destrataste, fingido! época passada. - Mas eu nem tinha nascido. - Pois então foi teu irmão. - Não tenho irmão, Excelência. - Chega de argumentação. Estou perdendo a paciência! - Não vos zangueis, desculpai! - Não foi teu irmão? Foi o teu pai ou senão foi teu avô.2. Você reconheceu que os textos são uma fábula? As fábulas geralmente possuem umaconclusão que é uma moral. Assinale aquela que se refere à fábula O lobo e o Cordeiro.(A) Os preguiçosos colhem o que merecem.(B) Se queremos dividir a recompensa, devemos partilhar o trabalho.(C) Onde a lei não existe, ao que parece, a razão do mais forte prevalece. 24
  25. 25. (D) Não tente forçar demais a sorte.3. No texto 2, a palavra carniceiro significa:(A) bondoso.(B) carnívoro.(C) distraído.(D) insistente.4. No texto 1, a expressão destacada no trecho abaixo refere-se a que fato? ―Há seis meses seupai me fez a mesma coisa!”5. Você acabou de ler duas versões de uma mesma fábula. Como você escreveria a suaversão? Mãos a obra!SUGESTÃO METODOLÓGICAPara ampliar as atividades sugerimos:Leitura de Novas fábulas fabulosas de Millôr Fernandes, da editora Desiderata, comparando oenredo e a linguagem com as de Esopo, por exemplo. Construção do conceito de paráfrase e deparódia.Diferentes habilidades foram enfocadas nessa atividade.1. Os textos 1 e 2 narram a mesma história, mas com linguagem diferente. Você percebeque essa diferença mostra a época em que os textos foram escritos? Em um deles, há marcasde uma forma de expressão bem mais antiga; no outro, a linguagem é mais atual. Transcrevaum pequeno trecho que melhor exemplifica a linguagem de uma época passada.Habilidades:Reconhecer formas de expressão característica de uma época, região ou classe social.Inferir informações implícitas em um texto.Inferir o sentido de uma palavra no texto.Aquelas relacionadas à articulação e aos mecanismos textuais.TEXTO XIIO VAQUEIROPatativa do AssaréEu venho dêrne menino, Eu nasci pra sê vaquêro,Dêrne munto pequenino, Sou o mais feliz brasilêro,Cumprindo o belo destino Eu não invejo dinhêro,Que me deu Nosso Senhô. Nem diproma de dotô. 25
  26. 26. Sei que o dotô tem riquêza, E ôtas coisa preciosa;É tratado com fineza, Mas não goza o quanto gozaFaz figura de grandeza, Um vaquêro do sertão.Tem carta e tem anelão, [...]Tem casa branca jeitosa http://www.tanto.com.br/patativa-vaqueiro.htmAntônio Gonçalves da Silva, conhecido como Patativa do Assaré, nasceu a 5 de março de 1909na Serra de Santana, pequena propriedade rural, no município de Assaré, no Sul do Ceará.Cresceu ouvindo muitas histórias e folhetos de cordel. Embora não tivesseestudado muito, soube muito bem cantar em verso e prosa os contrastes do sertão nordestino ea beleza de sua natureza. Neste ano comemoramos 100 anos de seu nascimento.1. O texto traz marcas da oralidade e foge da norma padrão. Transcreva abaixo dois exemplosque confirmam essa característica.2. A linguagem do poema:(A) causa um efeito de humor.(B) critica o modo de falar do vaqueiro.(C) critica a realidade brasileira.(D) revela o modo de viver do vaqueiro.3. Escreva três características do vaqueiro apresentadas no texto.4. No trecho abaixo, a palavra destacada pode ser substituída por:(A) Porque.(B) Porém.(C) Como.(D) Já.―Tem casa branca jeitosaE ôtas coisa preciosa;Mas não goza o quanto gozaUm vaquêro do sertão‖5. O texto apresenta uma determinada visão de mundo – a do vaqueiro. Você concorda comele? Em um pequeno texto, apresente a sua visão de mundo. 26
  27. 27. TEXTO XIIIMUNDO COR-DE-ROSA Perfume Barbie B comemora os 50 anos da boneca mais famosa do mundoComemoração com cheirinho gostoso: a multinacional espanhola Puig Beauty & Fashion Groupacaba de lançar no Brasil a fragrância Barbie B, celebrando os 50 anos da boneca mais famosado mundo. O novo perfume pretende refletir a personalidade moderna e dinâmica das meninas quejá se sentem mocinhas e não veem a hora de entrar no mundo adolescente. Esse universo estáidentificado em detalhes como o frasco, lapidado como uma joia, e na letra "B" estilizada quepode ser usada como um pingente ou um acessório fashion. Floral, frutado e fresco, o lançamento é composto de notas açucaradas com elementosde sândalo e almíscar que se complementam com essências de cereja e framboesa. Nas notasde saída predominam a bergamota, laranja italiana e maçã verde. O frasco, nas versões 40 ml e 75 ml, vem em tons de rosa e fúcsia. A embalagem trazuma imagem da Barbie com um look mais moderno, igual ao das meninas de hoje. O preço médio sugerido do frasco de 75 ml é R$ 49,50. SAC 0800-7265616 / sac@puig.com.br http://extra.globo.com/lazer/canalExtra/ [26/03/09]1. A finalidade do texto é:(A) divertir(B) informar.(C) opinar.(D) emocionar.2. A informação principal do texto é:(A) o lançamento do perfume Barbie B.(B) a fragrância do perfume Barbie B.(C) a descrição do frasco e a embalagem do perfume Barbie B.(D) a definição do consumidor do perfume Barbie B.3. Qual é o perfil do público consumidor do perfume Barbie B?4. É discutível o uso de palavras e expressões em inglês quando existem correspondentes nalíngua portuguesa. No texto, foram usadas duas palavras – fashion e look. Por que palavras ouexpressões em português você as substituiria? 27
  28. 28. 5. Reflita e converse com seus colegas sobre o motivo do uso dessas palavras em inglês nessetexto. Depois, se organize para apresentar seu ponto de vista a respeito desse assunto paratoda a turma.Sugerimos, para ampliação dessa atividade, a leitura de uma mesma notícia em diferentesjornais, comparando-as e reconhecendo as diferentes formas de tratar uma mesma informação.Diferentes habilidades foram enfocadas nessa atividade. 1. Identificar a finalidade de diferentes gêneros textuais. 2. Diferenciar a parte principal das secundárias de um texto. 3. Localizar informações explícitas em um texto. 4. Inferir o sentido de uma palavra no texto. 5. Reconhecer e utilizar marcas típicas da oralidade, adequando o padrão de linguagem à situação de comunicação. 8º ANO Leia os textos abaixo e responda às questões propostas. Texto 1 O trema é totalmente eliminado das palavras portuguesas ou aportuguesadas. linguística cinquenta tranquilo Obs.: é usado em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros escritos com trema: Müller – mülleriano. Extraído de Dicionário escolar da língua portuguesa. Academia Brasileira de Letras. São Paulo: Editora Nacional, 2008. TEXTO 2 O DESEMPREGO DO TREMA Acabou a tranquilidade do Trema Expulsou o trema da Pontuação. Não aparecia com frequência, Até de delinquente chamaram o coitado! Não batia mais ponto Ele não teve direito de arguir nada... Na repartição... Depois, tentou concurso para Alcaguetaram para a Gramática Reticências, que Mas não passou por um Ponto. Sem pensar nas consequências, Hoje, anda por aí desmilinguido 28
  29. 29. da vida. melhor piloto Circunflexo.Quer morar na Alemanha, mas ovoo para lá é caro. Thiago Cascabulho – Megazine 10/03/09Aliás, aí está outro fato semNenhum nexo:Demitiram da companhia o1. Os textos 1 e 2 dialogam. Você percebeu a relação entre eles? Qual é a finalidade do texto1? E do texto 2?2. Do que tratam os textos 1 e 2?3. No texto 2, Quer morar na Alemanha... remete a que trecho do texto 1?4. Explique o que você entendeu do trecho abaixo retirado do texto 2. Depois, tentouconcurso para Reticências, Mas não passou por um Ponto.5. No texto 2, Alcaguetaram significa:(A) dedurar.(B) elogiar.(C) perguntar.(D) explicar.VELHA CONTRABANDISTA, Stanislaw Ponte Preta Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pelafronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal daAlfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha. Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandouela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela: - Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Quediabo a senhora leva nesse saco? A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais outros, que elaadquirira no odontólogo, e respondeu: - É areia! Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltarda lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só 29
  30. 30. tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou nalambreta e foi embora, com o saco de areia atrás. Mas o fiscal desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outrocom muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambretacom o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no sacoe ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mêsseguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia. Diz que foi aí que o fiscal se chateou: - Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisade contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista. - Mas no saco só tem areia! - insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscalpropôs: - Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, nãoconto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora estápassando por aqui todos os dias? - O senhor promete que não "espáia"? - quis saber a velhinha. - Juro - respondeu o fiscal. - É lambreta. http://br.geocities.com/mitologica_2000/conto0024.htmSérgio Porto nasceu no Rio Janeiro no dia 11 de janeiro de 1923, e ficou famoso anos depoissob o pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta. Foi radialista, humorista, cronista. ―Começouuma obra carioquíssima, até hoje insuperável, transpondo para jornais, livros e revistas osaboroso coloquial do Rio de Janeiro.‖6. De acordo com o texto 3, por que o pessoal da alfândega desconfiou da velhinha?6. ―Aí quem sorriu foi o fiscal.‖ Qual o motivo do sorriso do fiscal?7. Há marcas da linguagem coloquial em todo o texto 3. Retire um pequeno trecho que mostre essas marcas.9. A dúvida do fiscal da alfândega terminou quando:(A) a velhinha disse: ―É areia.‖(B) a velhinha sorriu para ele. 30
  31. 31. (C) a velhinha disse: ―É lambreta.‖ (D) ele sorriu. 10. Sobre o texto, podemos dizer que: (A) tem como finalidade informar. (B) tem como finalidade defender um ponto de vista. (C) tem como finalidade fazer humor. (D) tem como finalidade argumentar. SUGESTÃO METODOLÓGICA Um breve comentário sobre o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, enfocando alguns pontos – os mais usuais – e, logo depois, a atividade 4. A utilização de intertextos (poema/música, por exemplo), explorando as relações entre eles. Antes da leitura do texto 3 – A velha contrabandista – fazer uma leitura interrompida para que sejam construídas hipóteses pelos alunos, que no decorrer da leitura serão confirmadas ou rejeitadas, possibilitando o diálogo com o texto. O movimento seria esse: antes de entregar o texto aos alunos, ler parte dele, para que antecipem informações; avançar mais um trecho para verificar e confirmar – ou não - as hipóteses; avançar mais um trecho e continuar esse movimento até o final da leitura.Habilidades exigidas nessa atividade  Identificar as diferentes intenções em diferentes textos.  Identificar o assunto/tema de um texto.  Inferir informações implícitas em um texto.  Inferir o sentido de uma palavra no texto.  Localizar informações explícitas em um texto.  Identificar marcas de coloquialidade em textos que usam a variação linguística como recurso expressivo.  Localizar informações explícitas no texto.  Identificar a finalidade de diferentes gêneros textuais. 9º ANO Hoje vamos trabalhar com textos de diferentes gêneros: um poema, uma notícia de jornal, um quadrinho e uma publicidade. TEXTO 1 31
  32. 32. A NAMORADAHavia um muro alto entre nossas casas.Difícil de mandar recado para ela.Não havia e-mail.O pai era uma onça.A gente amarrava o bilhete numa pedra presa porum cordãoE pinchava a pedra no quintal da casa dela.Se a namorada respondesse pela mesma pedraEra uma glória!Mas por vezes o bilhete enganchava nos galhos da goiabeiraE então era agonia.No tempo do onça era assim. BARROS, Manoel. Tratado geral das grandezas do ínfimo. Rio de Janeiro: Record, 2001 .Manoel de Barros, que nasceu em Corumbá, Mato Grosso, viveu numa fazenda quandocriança, ―cresceu brincando no terreiro em frente à casa, pé no chão, entre os currais e ascoisas "desimportantes" que marcariam sua obra para sempre.‖ Estudou no Rio de Janeiro,escreveu seu primeiro poema aos dezenove anos e hoje é reconhecido nacional einternacionalmente como um dos poetas mais originais do século e mais importantes doBrasil. Atualmente vive em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.1. Destaque do texto 1 uma palavra ou expressão que nos revela que o poeta não é uma pessoa jovem.2. O pai dela era uma onça significa que:(A) ele era muito bravo.(B) ele gostava de florestas.(C) ele gostava de caçar.(D) ele construiu um muro alto.2. Como o poeta mandava recados para a namorada? Essa maneira de se comunicar sempre dava certo? Por quê?3. O que significa tempo do onça?TEXTO 2 32
  33. 33. EVENTO TROCA DE LIVROS. Sabe aquele livro que você já leu várias vezes e está paradão lá naestante, esperando alguém que dê atenção a ele de novo? Que tal trocá-lo por outro – e,assim, ganhar outra história para ler e se divertir? Pois até dia 30, o Museu da LimpezaUrbana – Casa de Banho D. João VI está promovendo um troca-troca literário imperdível.Para começar a ler lá mesmo, o museu oferece a sua biblioteca, num cantinho todo especial.O endereço do museu é Praia do Caju 385, e a biblioteca está aberta de terça a sexta-feira,sempre das 9 h às 16 h. GLOBINHO. Sábado, 21 de março de 2009.4. Podemos dizer que o texto 2 tem a finalidade de:(A) emocionar.(B) defender um ponto de vista.(C) Informar.(D) vender um produto.5. O que significa no texto troca-troca literário? TEXTO 3Folha de S.Paulo, 24 set.2005. In KOCH, Ingedore V. e ELIAS, Vanda M. Ler e compreender os sentidos do texto.São Paulo: Contexto. 33
  34. 34. 6. O texto 3 usa a linguagem verbal (palavras) e a linguagem não verbal (imagens) para passar uma mensagem. A expressão do pai indica que ele ficou: (A) alegre (B) aterrorizado. (C) zangado. (D) cansado. Professor, para ampliar o trabalho com essas atividades, sugerimos destacar a denotação, aconotação e a polissemia tão presentes na linguagem poética e da publicidade.Diferentes habilidades foram enfocadas nessas atividades.  Localizar informações explícitas em um texto.  Inferir o sentido denotativo ou conotativo de uma palavra no texto.  Localizar informações explícitas em um texto.  Inferir o sentido denotativo ou conotativo de uma palavra no texto.  Identificar a finalidade de diferentes gêneros textuais.  Interpretar/ analisar os efeitos de sentido com auxílio de material gráfico diverso.  Interpretar/ analisar os efeitos de sentido com auxílio de material gráfico diverso. Comparar paráfrases / paródia, avaliando sua maior ou menor fidelidade ao texto original e identificando os efeitos de humor e/ou ironia.  Relacionar à articulação e aos mecanismos textuais.TEXTO 4 34
  35. 35. 7. Este texto é uma receita de bolo. Como em todos os textos deste gênero, aqui é apresentadauma:a) descrição detalhada da aparência do bolo.b) explicação gradual e progressiva das etapas a seguir.c) narrativa de um fato ocorrido quando alguém preparou o bolo.8. Examine as orações cujos verbos estão sublinhados na segunda parte da receita (Comofazer) e diga se cada uma delas é:I. oração coordenada assindéticaII. oração coordenada sindética aditivaIII. oração subordinada adverbial temporal reduzida de infinitivo13. Agora diga se o período "Bata no liquidificador o requeijão, o presunto e a salsa e reserve" é:a) simples;b) composto por coordenação;c) composto por subordinação;d) composto por coordenação e subordinação. 35
  36. 36. 9. Veja a tirinha abaixo e responda as questões a seguir.a) O que chama a atenção de Mafalda no primeiro quadro?b) Conforme vestimentas do homem, vocês podem inferir a profissão dele?c) O que acontece no segundo quadro?d) No terceiro quadro é possível confirmar ou refutar a hipótese acerca da profissão do homem?O que lhes possibilitou isso?e) Por meio da expressão fisionômica de Mafalda, verifica-se que ela ficou triste depois de seguiro homem e ver o que ele fez. Expliquem o motivo da tristeza.f) É possível verificar uma crítica na tira? Se sim a quem ela é dirigida? Comentem.g) A tira provoca humor? Comentem sua sensação ao ler o texto.h) A linguagem visual esteve presente em todos os quadrinhos. Entretanto, em um,especialmente, ela teve maior relevância para o sentido. Em qual quadro foi? Expliquem oporquê.i) Nesse sentido, o que podemos falar sobre as linguagens visual e não visual na composição datirinha?10. Texto para as questões abaixo. 36
  37. 37. a) No primeiro quadrinho, o homem afirma que irá morrer no deserto. Discutam: por que épossível morrermos em um deserto?b) Podemos afirmar que o homem é cristão? Mesmo que minimamente, ele tem fé em algumsegmento religioso?c) Como vocês podem confirmar a resposta anterior, ou seja, o que os levou a essa conclusão?d) Conforme conhecimento de mundo, por que o autor utilizou o urubu no segundo quadrinho aoinvés, por exemplo, de uma cobra?e) Expliquem o humor da tira.f) Na opinião de vocês, qual tipo de linguagem (visual ou não visual) teve maior relevância à tira?Para isso pensem: será que a tirinha poderia ser apenas oralizada sem nenhum problema deentendimento? Expliquem.11. Tirinha para às questões a seguir.a) Nesta t ira, há intertexto? Se sim , identifique-o.b) Dois contextos sócio históricos distintos são confrontados na tira. Identifique-os e comentem oporquê da escolha do autor para a produção dessa tira.c) Por que o número 7: ―7 mensagens de bom dia, 7 de boa tarde, 7 de boa noite‖?12. Observe a tirinha abaixo e responda as questões abaixo. 37
  38. 38. a) Qual o tipo de linguagem desta tira?b) A escolha de apenas um tipo de linguagem influenciou a leitura da tira (pensar em velocidade,compreensão, etc)? Comentem.c) Mobilizando o conhecimento de mundo de vocês, a abóbora, da maneira como se apresentana tira, relaciona-se a qual acontecimento sócio histórico? Expliquem o que lhes possibilitouchegar a essa conclusão.d) Vocês conseguem perceber ―movimento‖ na tira? Para isso, reparem na sucessão dosquadrinhos.e) Infiram por que Garfield, no último quadrinho, aparece sorrindo.13. Responda:a) O que é dengue?b) Quem transmite a dengue?c) O que fazer para evitar a dengue?d) Explique o que você observou na ilustração.Ela combina com a frase ―Dê um tiro mortal nadengue.‖? Por quê?e) No ―telefone‖ podemos observar uma cruz emcor mais escura, que pode ser de cor vermelhanos cartazes coloridos. Essa cruz está ligada àideia de saúde. Onde mais podemos ver essesímbolo desenhado?f) Na sua opinião, onde podemos ver um textocomo esse? Para quem ele foi escrito? 38

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