ORGANIZAÇÃO ESPACIAL E                    MOBILIDADE URBANA EMMARANGUAPEMs. Niepson de Sousa Arruda       - Maranguape – 1...
Observando a sede do município de Maranguape pode-se perceber que apaisagem urbana mudou de forma considerável na última d...
A MOBILIDADE URBANAQuando se trata da circulação de pessoas e veículos deve-se tomar comoreferência primordial o Código de...
Figura 01                                  Figura 02Ocupação de calçadas em restaurantes         Letreiros de propaganda n...
Figura 03                                Figura 04Bicicletas preenchendo toda a calçada      Mercadorias e placas publicit...
vendedores ambulantes e veículos de pequeno porte. Para encerrar, outroponto a se pensar é qual será a estratégia para rec...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Organização espacial e mobilidade urbana em maranguape

886 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
886
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
4
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
16
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Organização espacial e mobilidade urbana em maranguape

  1. 1. ORGANIZAÇÃO ESPACIAL E MOBILIDADE URBANA EMMARANGUAPEMs. Niepson de Sousa Arruda - Maranguape – 18-07-2012A cidade de Maranguape faz parte da Região Metropolitana de Fortaleza(RMF), estando distante da capital por apenas 30 km. E é pelo fato de ser umadas cidades mais antigas da RMF que se desenvolveu como investidora deincentivos fiscais para absorver novas indústrias. Já a chegada de indústrias nasede do município contribuiu grandemente para a aceleração da urbanização eexpansão comercial.Dentro do aspecto demográfico, segundo dados do IBGE, Maranguape temuma população total de 113.561 pessoas, sendo que 863.09 vivem dentro daárea urbana do município. Estes dados revelam um novo e grande desafio paraa administração municipal vigente e as futuras uma vez que a estrutura dosserviços públicos não tem acompanhado o ritmo do crescimento que a cidadetem demonstrado na última década.O objetivo deste artigo é analisar como a organização espacial tem afetado deforma negativa a mobilidade urbana na sede do município de Maranguape naúltima década. Espera-se que este texto possa ser uma fonte de pesquisa paraadministradores municipais e educadores socioambientais.A ORGANIZAÇÃO ESPACIALNeste trabalho levou-se em consideração que a o espaço geográfico não écriado de forma aleatória e sem intenção. O homem modifica o espaço parausufruir de seus recursos de alguma forma, mesmo que seja apenaspaisagisticamente. Nesse sentido, uma cidade não pode ser organizada demaneira desproposital. Ainda que ela seja má estruturada, sua formação edesmembramentos políticos não são aleatórios.
  2. 2. Observando a sede do município de Maranguape pode-se perceber que apaisagem urbana mudou de forma considerável na última década, sobretudono centro urbano. Não apenas os prédios mudaram a aparência, mas tambémsurgiram novas construções que alteraram os fluxos da mobilidade urbana. Ose percebe, infelizmente, é que essas alterações tem se inclinado mais paraum aspecto negativo devido à obstrução de vias e a poluição visual geradapelo conjunto das alterações.Outro aspecto que traz acomodação pela população maranguapense é o fatode que não são realizadas campanhas educativas para instruir as pessoassobre quem são os órgãos e pessoas competentes pelos mais diversos setoresenvolvidos na organização espacial do município. Para se ter uma ideia do queestá sendo relatado pode-se citar que não há disseminação do Plano Diretor deDesenvolvimento Urbano (PDDU) de Maranguape, o qual ainda não foireformulado desde o ano 2000. Outro exemplo de como a organização espacialtambém camufla intenções políticas é lista do tribunal de contas dos municípiosonde Maranguape aparece na posição 48ª entre os que mais contribuíram parao Portal da Transparência dos Municípios Cearenses.Para explicar porque isso ocorre em Maranguape e em muitas outras cidadesdo mundo, Lacoste (1988, p.14) disse: Em nossos dias, a abundância de discursos que se referem ao "amenagement" do território em termos de harmonia, de melhores equilíbrios a serem encontrados, serve sobretudo para mascarar as medidas que permitem às empresas capitalistas, sobretudo às mais poderosas aumentar seus benefícios. É preciso perceber que o "amenagement" do território não tem como único objetivo ode maximizar o lucro, mas também o de organizar estrategicamente o espaço econômico, social e político, de tal forma que o aparelho de Estado possa estar em condições de abafar os movimentos populares.O cidadão pode constatar essa organização estratégica que visa lucro de umaminoria privilegiada pelo capitalismo e pela política em detrimento da garantiados direitos de uma maioria que não tem conhecimentos mínimos de seusdireitos e deveres assistidos pela Constituição Federal.
  3. 3. A MOBILIDADE URBANAQuando se trata da circulação de pessoas e veículos deve-se tomar comoreferência primordial o Código de Trânsito Brasileiro, doravante mencionadocomo CTB. Este documento será analisado em alguns aspectos daqui pordiante através de um comparativo com a Lei Orgânica do município deMaranguape.O CTB (1997, p.78) define um logradouro público como “espaço livre destinadopela municipalidade à circulação, parada ou estacionamento de veículos, ou àcirculação de pedestres, tais como calçada, parques, áreas de lazer,calçadões.” Interpretando a definição citada pode-se perceber que na sede deMaranguape as leis de trânsito são desrespeitadas diariamente.É possível que ao ler este artigo as pessoas envolvidas ou autoridadescompetentes possam tentar justificar-se para o desrespeito às leis brasileiras.No entanto, além da argumentação com base nas leis, serão utilizadasimagens para retratar o que ocorre no perímetro urbano de Maranguape demodo rotineiro.Ocupação desordenada de calçadasO CTB determina no capítulo IV e artigo 68 que as calçadas são para acirculação prioritária para os pedestres. Diz ainda que parte das calçadas podeser cedida para outros fins, desde que não prejudique o fluxo dos pedestres.Sendo assim, em Maranguape quem deve liberar esse uso parcial de calçadasé o próprio Município de acordo com a Lei Orgânica de Maranguape (2006).
  4. 4. Figura 01 Figura 02Ocupação de calçadas em restaurantes Letreiros de propaganda na calçadaFonte: Autor, 2012 Fonte: Autor, 2012A Lei Orgânica de 2006 de Maranguape regulamenta no Art. 8º que cabe aoMunicípio:Art. 8º – Ao Município compete: XXXI – regulamentar e fiscalizar a utilização dos logradouros públicos, especialmente no perímetro urbano; XXXV – regulamentar, autorizar e fiscalizar a fixação de cartazes e anúncios publicitários de qualquer peça destinada à venda de marca, serviço, evento ou produto, considerando-se publicitária toda peça de propaganda destinada à venda de marca ou produto comercial;Ainda considerando que a mobilidade urbana traz como prerrogativa o direitode ir e vir para todo cidadão, bem se vê que esse princípio não se aplica emsua plenitude nas ruas do centro da cidade. É possível constatar obstáculospara os pedestres em muitas calçadas. Levando-se em consideração que amobilidade fica comprometida para pessoas com total integridade física, é bemválido dizer que pessoas com necessidades especiais, sobretudo cadeirantes,não tem o direito de circular pelo centro de Maranguape. Para justificar o queestá sendo declarado apresenta-se as imagens a seguir.
  5. 5. Figura 03 Figura 04Bicicletas preenchendo toda a calçada Mercadorias e placas publicitáriasFonte: Autor, 2012 Fonte: Autor, 2012Pode-se tentar criar justificar para a ocupação desordenada dessas calçadascom a falta de educação da população, mas deve-se levar também emconsideração que o bicicletário mais acessível fica na Praça João Leite, emfrente ao Mercado Público. É importante ressaltar que o número de vagas dobicicletário é insuficiente para a quantidade de usuários que se dirigem para ocomércio no Centro. Outra motivação para a ocupação das calçadas pelasbicicletas é o acostamento irregular que ficou mais elevado por causa dorecapeamento asfáltico.Figura 05 Figura 06Exposição de mercadorias nas calçadas Rua comercial ao lado do MercadoFonte: Autor, 2012 Fonte: Autor, 2012Não é uma tarefa difícil prever que sem uma fiscalização eficiente o fluxo depessoas e veículos nas vias públicas do centro de Maranguape se tornaráimpraticável. Muitas praças já foram parcial ou totalmente ocupadas por
  6. 6. vendedores ambulantes e veículos de pequeno porte. Para encerrar, outroponto a se pensar é qual será a estratégia para receber o aumento do fluxo dotrânsito quando ocorrer a inauguração de um shopping no centro da cidade,exatamente entre o cruzamento de importantes ruas.Conclui-se então que, pelo menos por mais um tempo, a mobilidade urbana emMaranguape ainda será privilégio daqueles que estão motorizados. Ospedestres e cadeirantes terão que adaptar-se ao emaranhado de obstáculosdeixados pelas calçadas onde o poder público parece não enxergá-los.REFERÊNCIASCÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. Lei Nº 9.503, de 23 de setembro de1997, p.78LACOSTE, Y. A Geografia – isso serve, em primeiro lugar para fazer aguerra, Campinas, Papirus, 1988, p. 14LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE MARANGUAPE-CE. Diário Oficial doMunicípio – Ano V - Edição Suplementar – Agosto de 2006

×