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NOÇÕES GERAIS DE
ECOLOGIA
Prof.: Nikolas Christopher Charalabopoulos
Perito Criminal da Polícia Científica de Goiás
Especialista em Perícias Forenses
NOÇÕES GERAIS
DE ECOLOGIA
1. Conceito
2. Ecossistema
3. Equilíbrio ecológico
4. Divisão da ecologia
5. Importância da ecologia
6. Níveis de organização
7. Níveis ecológicos
8. Habitat e nicho ecológico
1. CONCEITO DE ECOLOGIA
A Ecologia é a ciência que estuda as
interações entre os organismos e seu
ambiente, ou seja, é o estudo científico da
distribuição e abundância dos seres vivos e
das interações que determinam a sua
distribuição.
2. ECOSSISTEMA
O ecossistema é a unidade principal de estudo da ecologia e pode ser definido como um
sistema composto pelos seres vivos (meio biótico) e o local onde eles vivem (meio
abiótico, onde estão inseridos todos os componentes não vivos do ecossistema como os
minerais, as pedras, o clima, a própria luz solar, e etc.) e todas as relações destes com o
meio e entre si.
Para que se possa delimitar um “sistema ecológico” ou ecossistema é necessário que haja
quatro componentes principais: fatores abióticos, que são os componentes básicos do
ecossistema; os seres autótrofos, geralmente as plantas verdes, capazes de produzir seu
próprio alimento através da síntese de substâncias inorgânicas simples; os consumidores,
heterotróficos – que não são capazes de produzir seu próprio alimento, ou seja, os
animais que se alimentam das plantas ou de outros animais; e os decompositores,
também heterotróficos, mas que se alimentam de matéria morta.
TAMANHO DO ECOSSISTEMA?
DEPENDE DO NÍVEL DE DETALHAMENTO DO ESTUDO
EQUILÍBRIO ECOLÓGICO
É a relação estabelecida entre os organismos e que são vitais para a
manutenção dessas espécies.
A extinção de determinada espécie ou população pode acabar afetando
o equilíbrio ecológico existente em uma comunidade.
DIVISÕES DA ECOLOGIA
AUTO-ECOLOGIA: Estuda as relações de uma única espécie com o
ambiente – EXPERIMENTAL E INDUTIVA.
DEMOECOLOGIA: Estuda a dinâmica das populações, descrevendo as
variações quantitativas das espécies, bem como a causa de tais variações.
SINECOLOGIA: Estuda as correlações entre as espécies e as relações
destas com o meio ambiente – FILOSÓFICA E DEDUTIVA.
NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO
NÍVEIS ECOLÓGICOS (laranja)
POPULAÇÃO: conjunto de indivíduos da mesma espécie,
vivendo juntos no tempo e espaço.
COMUNIDADE OU BIOCENOSE: conjunto de populações
interdependentes no tempo e espaço.
ECOSSISTEMA: unidade fundamental da ECOLOGIA.
BIOCENOSE BIÓTOPO ECOSSITEMA
BIOSFERA: conjunto de todos os ecossistemas existentes
na terra.
HABITAT E NICHO
ECOLÓGICO
Habitat diz respeito ao local onde um organismo vive, já o nicho
ecológico relaciona-se com o modo de vida dessa espécie.
O habitat seria o endereço de um ser vivo na natureza,
enquanto o nicho ecológico seria o seu trabalho em um
determinado ecossistema.
RELAÇÕES ECOLÓGICAS
(fatores bióticos)
TIPOS DE RELAÇÕES
1. HARMÔNICAS (positivas): não há prejuízo para
nenhuma das espécies envolvidas, e benefício
pelo menos para uma delas.
2. DESARMÔNICAS (negativas): benefício de uma
espécie e malefício da outra.
RELAÇÕES HARMÔNICAS INTRA-ESPECÍFICAS (HOMOTÍPICAS)
ocorre entre organismos da mesma espécie.
1.1 COLÔNIAS: indivíduos associados anatomicamente. Podem ser:
1.1.1 COLÔNIAS ISOMÓRFICAS: Estes podem se apresentar semelhantes.
Ex.: colônia de esponjas
1.2 COLÔNIAS HETEROMÓRFICAS: diferenciação corporal de acordo com a
atividade que desempenham (polimorfas).
1.1.2 SOCIEDADES: indivíduos da mesma espécie, mantendo-se anatomicamente
separados, e que cooperam entre si por meio de divisão de trabalho.
Geralmente, a morfologia corporal está relacionada à atividade que exercem.
Ex: abelhas, cupins, formigas, etc.
1.2 RELAÇÕES HARMÔNICAS HETEROTÍPICAS
(INTERESPECÍFICAS) ocorrem entre organismos de
espécies diferentes
1.2.1 PROTOCOOPERAÇÃO: também conhecida como cooperação,
trata-se de uma associação em que ambas as espécies se beneficiam,
contudo tal associação não é indispensável à sobrevivência, podendo
cada espécie viver isoladamente.
Ex.: pássaro palito e crocodilo
1.2 RELAÇÕES HARMÔNICAS HETEROTÍPICAS
(INTERESPECÍFICAS) ocorrem entre organismos de
espécies diferentes
1.2.2 MUTUALISMO: trata-se de uma associação íntima com benefícios
mútuos. É mais íntima do que a cooperação; é necessária à
sobrevivência das espécies, que não podem viver isoladamente. Cada
espécie só consegue viver na presença da outra.
Ex.: líquens
1.2 RELAÇÕES HARMÔNICAS HETEROTÍPICAS
(INTERESPECÍFICAS) ocorrem entre organismos de
espécies diferentes
1.2.3 COMENSALISMO: uma espécie se beneficia (comensal), enquanto
a outra (hospedeira) não leva vantagem alguma.
Ex.: tubarão e rêmora
1.2 RELAÇÕES HARMÔNICAS HETEROTÍPICAS
(INTERESPECÍFICAS) ocorrem entre organismos de
espécies diferentes
1.2.4 INQUILINISMO: é a associação em que uma espécie (inquilino)
procura abrigo ou suporte no corpo de outra espécie (hospedeiro) sem
prejudicá-la. Semelhante ao comensalismo, não envolvendo alimento.
Ex.: algumas orquídeas (EPIFITISMO)
2.1 RELAÇÕES DESARMÔNICAS INTRA-ESPECÍFICAS
(HOMOTÍPICAS) ocorre entre organismos da mesma espécie.
2.1.1 COMPETIÇÃO INTRA-ESPECÍFICA: relação entre indivíduos da
mesma espécie, quando concorrem pelos mesmos fatores ambientais,
principalmente espaço e alimento.
2.1.2 CANIBALISMO: é o indivíduo que mata e come indivíduos da
mesma espécie.
Ex.: ratos quando faltam alimentos.
2.2 RELAÇÕES DESARMÔNICAS INTERESPECÍFICAS (HETEROTÍPICAS)
ocorre entre organismos de espécies diferentes.
2.2.1 COMPETIÇÃO INTERESPECÍFICA: espécies diferentes se estabelece quando
tais espécies possuem o mesmo habitat e o mesmo nicho ecológico.
Ex.: cobras, corujas e gaviões que pequenos roedores.
2.2.2 PREDATISMO: predador quem ataca e devora o outro de espécie diferente
(presa).
Ex.: carnívoros
2.2 RELAÇÕES DESARMÔNICAS INTERESPECÍFICAS (HETEROTÍPICAS)
ocorre entre organismos de espécies diferentes.
2.2.3 AMENSALISMO: é um tipo de associação em que uma espécie
(amensal) é inibida no crescimento ou na reprodução por substâncias
secretadas por outra espécie (inibidora).
Ex.: fungos que produzem a penicilina
2.2.4 PARASITISMO: uma das espécies (parasita) vive na superfície ou
no interior de outra (hospedeiro). O parasita alimenta-se a partir do
hospedeiro podendo até matá-lo.
CICLOS BIOGEOQUÍMICOS
permuta cíclica entre os seres vivos e o ambiente
1. CICLO DA ÁGUA
2. CICLO DO CARBONO
3. CICLO DO OXIGÊNIO
4. CICLO DO NITROGÊNIO
5. CICLO DO FÓSFORO
CICLO HIDROLÓGICO
CICLO DO CARBONO
CICLO DO OXIGÊNIO
CICLO DO NITROGÊNIO
CICLO DO FÓSFORO
SUCESSÕES ECOLÓGICAS
desenvolvimento de uma comunidade desde a origem ao equilíbrio
ESTÁGIOS DA SUCESSÃO
ECESIS – as espécies pioneiras (líquens, musgos,
plantas de dunas) se instalam devido a sua grande
amplitude.
ESTÁGIOS DA SUCESSÃO
SERES: comunidade que sucede as pioneiras
(temporárias), de menor amplitude ecológica.
ESTÁGIOS DA SUCESSÃO
COMUNIDADE CLÍMAX: não mais se modifica com o
ambiente atingindo o equilíbrio.
TIPOS DE SUCESSÃO
• SUCESSÕES PRIMÁRIAS
sucessão numa rocha nua;
sucessão numa lago
TIPOS DE SUCESSÃO
• SUCESSÕES SECUNDÁRIAS
sucessão numa floresta destruída
TIPOS DE SUCESSÃO
SUCESSÕES DESTRUTIVAS
sem clímax
CARACTERÍSTICAS DE UMA SUCESSÃO
• Aumento da biomassa
• Aumento da diversidade de espécies
• No início: atividade autotrófica MAIOR atividade heterotrófica
RELAÇÃO ENTRE Produção bruta (P) e a respiração (R)
Se maior que 1: estados iniciais
Se igual a 1: equilíbrio

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  • 1. NOÇÕES GERAIS DE ECOLOGIA Prof.: Nikolas Christopher Charalabopoulos Perito Criminal da Polícia Científica de Goiás Especialista em Perícias Forenses
  • 2. NOÇÕES GERAIS DE ECOLOGIA 1. Conceito 2. Ecossistema 3. Equilíbrio ecológico 4. Divisão da ecologia 5. Importância da ecologia 6. Níveis de organização 7. Níveis ecológicos 8. Habitat e nicho ecológico
  • 3. 1. CONCEITO DE ECOLOGIA A Ecologia é a ciência que estuda as interações entre os organismos e seu ambiente, ou seja, é o estudo científico da distribuição e abundância dos seres vivos e das interações que determinam a sua distribuição.
  • 4. 2. ECOSSISTEMA O ecossistema é a unidade principal de estudo da ecologia e pode ser definido como um sistema composto pelos seres vivos (meio biótico) e o local onde eles vivem (meio abiótico, onde estão inseridos todos os componentes não vivos do ecossistema como os minerais, as pedras, o clima, a própria luz solar, e etc.) e todas as relações destes com o meio e entre si. Para que se possa delimitar um “sistema ecológico” ou ecossistema é necessário que haja quatro componentes principais: fatores abióticos, que são os componentes básicos do ecossistema; os seres autótrofos, geralmente as plantas verdes, capazes de produzir seu próprio alimento através da síntese de substâncias inorgânicas simples; os consumidores, heterotróficos – que não são capazes de produzir seu próprio alimento, ou seja, os animais que se alimentam das plantas ou de outros animais; e os decompositores, também heterotróficos, mas que se alimentam de matéria morta.
  • 5. TAMANHO DO ECOSSISTEMA? DEPENDE DO NÍVEL DE DETALHAMENTO DO ESTUDO
  • 6. EQUILÍBRIO ECOLÓGICO É a relação estabelecida entre os organismos e que são vitais para a manutenção dessas espécies. A extinção de determinada espécie ou população pode acabar afetando o equilíbrio ecológico existente em uma comunidade.
  • 7. DIVISÕES DA ECOLOGIA AUTO-ECOLOGIA: Estuda as relações de uma única espécie com o ambiente – EXPERIMENTAL E INDUTIVA. DEMOECOLOGIA: Estuda a dinâmica das populações, descrevendo as variações quantitativas das espécies, bem como a causa de tais variações. SINECOLOGIA: Estuda as correlações entre as espécies e as relações destas com o meio ambiente – FILOSÓFICA E DEDUTIVA.
  • 8. NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO NÍVEIS ECOLÓGICOS (laranja) POPULAÇÃO: conjunto de indivíduos da mesma espécie, vivendo juntos no tempo e espaço. COMUNIDADE OU BIOCENOSE: conjunto de populações interdependentes no tempo e espaço. ECOSSISTEMA: unidade fundamental da ECOLOGIA. BIOCENOSE BIÓTOPO ECOSSITEMA BIOSFERA: conjunto de todos os ecossistemas existentes na terra.
  • 9. HABITAT E NICHO ECOLÓGICO Habitat diz respeito ao local onde um organismo vive, já o nicho ecológico relaciona-se com o modo de vida dessa espécie. O habitat seria o endereço de um ser vivo na natureza, enquanto o nicho ecológico seria o seu trabalho em um determinado ecossistema.
  • 11. TIPOS DE RELAÇÕES 1. HARMÔNICAS (positivas): não há prejuízo para nenhuma das espécies envolvidas, e benefício pelo menos para uma delas. 2. DESARMÔNICAS (negativas): benefício de uma espécie e malefício da outra.
  • 12. RELAÇÕES HARMÔNICAS INTRA-ESPECÍFICAS (HOMOTÍPICAS) ocorre entre organismos da mesma espécie. 1.1 COLÔNIAS: indivíduos associados anatomicamente. Podem ser: 1.1.1 COLÔNIAS ISOMÓRFICAS: Estes podem se apresentar semelhantes. Ex.: colônia de esponjas
  • 13. 1.2 COLÔNIAS HETEROMÓRFICAS: diferenciação corporal de acordo com a atividade que desempenham (polimorfas).
  • 14. 1.1.2 SOCIEDADES: indivíduos da mesma espécie, mantendo-se anatomicamente separados, e que cooperam entre si por meio de divisão de trabalho. Geralmente, a morfologia corporal está relacionada à atividade que exercem. Ex: abelhas, cupins, formigas, etc.
  • 15. 1.2 RELAÇÕES HARMÔNICAS HETEROTÍPICAS (INTERESPECÍFICAS) ocorrem entre organismos de espécies diferentes 1.2.1 PROTOCOOPERAÇÃO: também conhecida como cooperação, trata-se de uma associação em que ambas as espécies se beneficiam, contudo tal associação não é indispensável à sobrevivência, podendo cada espécie viver isoladamente. Ex.: pássaro palito e crocodilo
  • 16. 1.2 RELAÇÕES HARMÔNICAS HETEROTÍPICAS (INTERESPECÍFICAS) ocorrem entre organismos de espécies diferentes 1.2.2 MUTUALISMO: trata-se de uma associação íntima com benefícios mútuos. É mais íntima do que a cooperação; é necessária à sobrevivência das espécies, que não podem viver isoladamente. Cada espécie só consegue viver na presença da outra. Ex.: líquens
  • 17. 1.2 RELAÇÕES HARMÔNICAS HETEROTÍPICAS (INTERESPECÍFICAS) ocorrem entre organismos de espécies diferentes 1.2.3 COMENSALISMO: uma espécie se beneficia (comensal), enquanto a outra (hospedeira) não leva vantagem alguma. Ex.: tubarão e rêmora
  • 18. 1.2 RELAÇÕES HARMÔNICAS HETEROTÍPICAS (INTERESPECÍFICAS) ocorrem entre organismos de espécies diferentes 1.2.4 INQUILINISMO: é a associação em que uma espécie (inquilino) procura abrigo ou suporte no corpo de outra espécie (hospedeiro) sem prejudicá-la. Semelhante ao comensalismo, não envolvendo alimento. Ex.: algumas orquídeas (EPIFITISMO)
  • 19. 2.1 RELAÇÕES DESARMÔNICAS INTRA-ESPECÍFICAS (HOMOTÍPICAS) ocorre entre organismos da mesma espécie. 2.1.1 COMPETIÇÃO INTRA-ESPECÍFICA: relação entre indivíduos da mesma espécie, quando concorrem pelos mesmos fatores ambientais, principalmente espaço e alimento. 2.1.2 CANIBALISMO: é o indivíduo que mata e come indivíduos da mesma espécie. Ex.: ratos quando faltam alimentos.
  • 20. 2.2 RELAÇÕES DESARMÔNICAS INTERESPECÍFICAS (HETEROTÍPICAS) ocorre entre organismos de espécies diferentes. 2.2.1 COMPETIÇÃO INTERESPECÍFICA: espécies diferentes se estabelece quando tais espécies possuem o mesmo habitat e o mesmo nicho ecológico. Ex.: cobras, corujas e gaviões que pequenos roedores. 2.2.2 PREDATISMO: predador quem ataca e devora o outro de espécie diferente (presa). Ex.: carnívoros
  • 21. 2.2 RELAÇÕES DESARMÔNICAS INTERESPECÍFICAS (HETEROTÍPICAS) ocorre entre organismos de espécies diferentes. 2.2.3 AMENSALISMO: é um tipo de associação em que uma espécie (amensal) é inibida no crescimento ou na reprodução por substâncias secretadas por outra espécie (inibidora). Ex.: fungos que produzem a penicilina 2.2.4 PARASITISMO: uma das espécies (parasita) vive na superfície ou no interior de outra (hospedeiro). O parasita alimenta-se a partir do hospedeiro podendo até matá-lo.
  • 22. CICLOS BIOGEOQUÍMICOS permuta cíclica entre os seres vivos e o ambiente 1. CICLO DA ÁGUA 2. CICLO DO CARBONO 3. CICLO DO OXIGÊNIO 4. CICLO DO NITROGÊNIO 5. CICLO DO FÓSFORO
  • 28. SUCESSÕES ECOLÓGICAS desenvolvimento de uma comunidade desde a origem ao equilíbrio
  • 29. ESTÁGIOS DA SUCESSÃO ECESIS – as espécies pioneiras (líquens, musgos, plantas de dunas) se instalam devido a sua grande amplitude.
  • 30. ESTÁGIOS DA SUCESSÃO SERES: comunidade que sucede as pioneiras (temporárias), de menor amplitude ecológica.
  • 31. ESTÁGIOS DA SUCESSÃO COMUNIDADE CLÍMAX: não mais se modifica com o ambiente atingindo o equilíbrio.
  • 32. TIPOS DE SUCESSÃO • SUCESSÕES PRIMÁRIAS sucessão numa rocha nua; sucessão numa lago
  • 33. TIPOS DE SUCESSÃO • SUCESSÕES SECUNDÁRIAS sucessão numa floresta destruída
  • 34. TIPOS DE SUCESSÃO SUCESSÕES DESTRUTIVAS sem clímax
  • 35. CARACTERÍSTICAS DE UMA SUCESSÃO • Aumento da biomassa • Aumento da diversidade de espécies • No início: atividade autotrófica MAIOR atividade heterotrófica RELAÇÃO ENTRE Produção bruta (P) e a respiração (R) Se maior que 1: estados iniciais Se igual a 1: equilíbrio