EE Lândia dos Santos Batista

2.654 visualizações

Publicada em

A história da EE Lândia dos Santos Batista

Publicada em: Educação
  • Seja o primeiro a comentar

EE Lândia dos Santos Batista

  1. 1. EE LANDIA DOS SANTOS BATISTA Documentário
  2. 2. “Cada um de nós constrói a sua história,Cada ser em si carrega o dom de ser capaz,De ser feliz.” Almir Sater
  3. 3. O BAIRROPor volta de 1965, o Sr. Valdomiro Gallo, proprietáriodo sítio São João faz um loteamento de suas terras. Apartir daí, a terra que antes produzia uvas e pêssegos, passa a dar lugar as primeiras casas, iniciando desta forma o bairro São João.
  4. 4. Conforme a população do pequeno bairro foi crescendo, veio a necessidade de se construir uma escola que atendesse a demanda de crianças dessaregião. Em 1975, atendendo a essa necessidade, foiconstruída a ESCOLA ESTADUAL DE 1º GRAU DO JARDIM SÃO JOÃO.
  5. 5. HISTÓRIA DA ESCOLA
  6. 6. A escola foi construída à rua Engenheiro Abraão,nº210. Na época de sua construção, em 1975, a escola era pequena , formada por apenas um pavimentotérreo, com dez salas de aula que abrigariam crianças da 1ª a 4ª série do antigo 1º grau. Em fevereiro de 1976 começa a funcionar recebendo as primeiras turmas.
  7. 7. De forma tardia, em 1981 foi inaugurada. Provavelmente para atender a demanda da própriaescola, em 1985 passa as funcionar como escola de 1º e 2º graus.
  8. 8. De acordo com informações colhidas em depoimentosde ex-alunos e registradas em um álbum de fotografias que retratam atividades desenvolvidas durante o período de 1980 a 1986, gestão da Diretora Hilda Maschieto, constatamos que nessa época existiu um grupo que idealizou transformar a rotina escolar em uma educação que pudesse levar os envolvidos no processo a sonharem com a possibilidade de mudanças.
  9. 9. Há mais vinte anos foi escrito pela então diretora as seguintes palavras que abrem o álbum: Muitas fotos registram atividades desse período, mas basta olharmos algumas para termos noção de como era a escola.
  10. 10. Como acontece com todo grupo, depois de um determinado tempo junto, por circunstâncias da vida, cada qual seguiu seu destino. No entanto, o ano de 1987 na escola foi marcado um triste fato, a morte deuma jovem professora que fazia parte desse grupo. Por isso, quatro anos após seu falecimento, em 1991, em uma homenagem póstuma, a EE Jardim São João passa a ser denominada EE LANDIA DOS SANTOS BATISTA.
  11. 11. Quem foi a professora Lândia?
  12. 12. BIOGRAFIA  1958 Lândia Almeida Batista nasce em São Paulo, a dois desetembro, filha de Benício Almeida dos Santos eMaria do Carmo Santos, nordestinos de Pernambucomigrados em l957 para o nosso município. Lândiaviveu grande parte de sua infância na Vila Corrêa –Ferraz de Vasconcelos. Estudou da 1a. a 4a. série naE.E. Edir do Couto Rosa, passando a E.E. Iijima ondecolou o Ensino Médio.
  13. 13. Formatura 4ª serie - EE Edir Couto Rosa
  14. 14. 1978Forma-se em Estudos Sociais pela Universidade deMogi das Cruzes.Desde cedo era uma moça dedicadae batalhadora. Trabalhou numa oficina de costura eposteriormente como bancária, deixando sempre suamarca registrada: a alegria.Em 28 de Outubro, casa-se com Fernando RobertoBatista.  Formatura Ensino Médio
  15. 15. 1980Nasce sua primeira filha: Amanda. 1981Volta à escola, não como aluna, mas como umaeficiente, carismática e organizada professora deHistória na escola Iijima, onde exerceu seu tempo deserviço na educação.Exerce a função de Orientadora de Educação Moral eCívica na Escola São João, escola esta que recebeuseu nome em homenagem póstuma em 1991.
  16. 16. 1981Nasce sua segunda filha: Janaína.1987Encerra-se sua trajetória, falece a seis de novembrodevido a um câncer de mama. Como aluna na EE Iijima
  17. 17. À memória da Professora Lândia
  18. 18. • Profª Lândia não é apenas um nome em um prédio de concreto. Ela foi uma pessoa que em sua breve passagem pela vida, amou, lutou, sonhou e deixou saudades: nos pais que até hoje choram sua ausência, nas filhas que possivelmente pensam em como teria sido a vida com a presença da mãe, nos irmãos que perderam uma companheira, nos amigos e colegas que perderam a convivência com sua alegria, dinamismo e entusiasmo pela vida. Viveu pouco, para quem tinha pressa em fazer muito. Com o pai, na Formatura da Universidade
  19. 19. Ainda adolescente aprendeu a batalhar para não passaros dias em vão. Construiu precocemente uma famíliae uma carreira, ambas interrompidas muito cedo, mas que deixaram frutos. Como mãe, deixou Amanda e Janaína, duas jovens amáveis que têm o mesmocarisma e demonstram ser batalhadoras como a mãe.
  20. 20. Como profissional, deixou um exemplo de dedicaçãoe honra ao título Professora. Mesmo para aqueles que não a conheceram é possível essa constatação, seja pesquisando um arquivo onde estão algumasanotações e atividades desenvolvidas por ela, seja emdocumentos que atestam sua participação em projetos da Escola, seja em depoimentos de colegas quetestemunharam sua competência profissional, seja nalembrança daqueles que a tiveram como educadora.
  21. 21. Por uma fatalidade, faleceu muito jovem, ainda tinhamuito para contribuir em um sonho idealizado junto a outros professores de sua época em transformar este espaço em uma escola ideal... Passados vinte e três anos de sua morte, a jovem professora continua nos ensinando. Ao relembrarmos sua história de vida, aprendemos a lição de que estamos aqui de passageme, portanto, devemos fazer de nossos dias os melhores, não passá-los em branco, ou lamentando o que poderíamos ter feito.
  22. 22. Aprendemos que se quisermos lutar para mudar alguma coisa, devemos lutar agora, não deixar para amanhã, pois o futuro não nos pertence. Hoje se olharmos uns nos olhos dos outros veremos que éperceptível o desejo de mudança para uma realidadediferente da que estamos vivendo, sentimos urgênciaem construir uma sociedade mais digna, igualitária e fraterna.
  23. 23. Para isso, é preciso repensar a Educação comseriedade e o devido respeito, pois é no espaço escolar o lugar onde devemos ter as primeiras lições de humanidade, é aqui o lugar que devemos nos descobrir como pessoas diferentes, que pensam diferente, que agem diferente sim, mas que temos um sonho em comum: sermos felizes.
  24. 24. Devemos aprender também que não construímos nadasozinhos, é aqui que devemos despertar a consciência de que dependemos uns dos outros e que é necessárionos despirmos de todo orgulho e vaidade pessoal, que é preciso darmos as mãos, humanizar nossas ações etermos a compreensão de que este é o caminho para a construção de um mundo melhor. Não podemos mudar o mundo inteiro, mas podemos fazer desseespaço um lugar onde possamos aprender mais sobre aessência da vida e a sermos multiplicadores de sonhos e esperanças. Esse era o desejo de um grupo de professores de outrora e do qual a professora Lândia fazia parte.
  25. 25. Utopia? – como se perguntaram há um tempo atrás –continuaremos sem resposta. No entanto, estamos aqui e há muito que ser feito, e isto é real. Então, que a lembrança da juventude da Profª Lândia toque os nossos corações e nos encoraje a ousar o sonho.
  26. 26. Sabemos que um dia todos partiremos, mas com acerteza de que virão outros jovens com o desejo derenovação e onde há juventude os sonhos não morremjamais. Que os nossos dias futuros nesse espaço sejamde respeito, amor, entusiasmo, esperança e, sobretudo,de luta. Assim como foi Lândia dos Santos Batista.
  27. 27. Profª Lândia dos Santos Batista ∗ 1958 † 1987
  28. 28. Grupo Gestor 2012 “Não devemos ter medo dos confrontos. Até os planetas se chocam, e do caos nascem as  estrelas.” Charles Chaplin

×