SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 16
Baixar para ler offline
Instituto Hospital de Base do Distrito Federal
IHBDF
Técnico de Enfermagem
Edital Nº 1 – IHB/DF, de 19 de Janeiro de 2018
JN083-2018
DADOS DA OBRA
Título da obra: Instituto Hospital de Base do Distrito Federal - IHBDF
Cargo: Técnico de Enfermagem
(Baseado no Edital Nº 1 – IHB/DF, de 19 de Janeiro de 2018)
• Língua Portuguesa
• Atualidades
• Conhecimentos Específicos
Autora
Ana Luisa M. da Costa Iacida
Gestão de Conteúdos
Emanuela Amaral de Souza
Diagramação
Elaine Cristina
Igor de Oliveira
Camila Lopes
Produção Editoral
Suelen Domenica Pereira
Capa
Joel Ferreira dos Santos
Editoração Eletrônica
Marlene Moreno
SUMÁRIO
Língua Portuguesa
1 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados. .................................................................................................................01
2 Reconhecimento de tipos e gêneros textuais. .
..................................................................................................................................................07
3 Domínio da ortografia oficial. .
..................................................................................................................................................................................07
4 Domínio dos mecanismos de coesão textual. ...................................................................................................................................................11
4.1 Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e de outros elementos de sequen-
ciação textual. ................................................................................................................................................................................................................11
4.2 Emprego de tempos e modos verbais. .......................................................................................................................................................13
5 Domínio da estrutura morfossintática do período. ........................................................................................................................................27
5.1 Emprego das classes de palavras. .
.................................................................................................................................................................27
5.2 Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração. .............................................................................................42
5.3 Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração. .
...........................................................................................42
5.4 Emprego dos sinais de pontuação. .
..............................................................................................................................................................53
5.5 Concordância verbal e nominal. .....................................................................................................................................................................56
5.6 Regência verbal e nominal. .
..............................................................................................................................................................................61
5.7 Emprego do sinal indicativo de crase...........................................................................................................................................................68
5.8 Colocação dos pronomes átonos. .................................................................................................................................................................73
6 Reescrita de frases e parágrafos do texto. ..........................................................................................................................................................81
6.1 Significação das palavras. .
.................................................................................................................................................................................81
6.2 Substituição de palavras ou de trechos de texto. .
..................................................................................................................................81
6.3 Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto. .
...................................................................................................81
6.4 Reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de formalidade. ..............................................................................................81
Atualidades
1 Tópicos relevantes do mundo contemporâneo, divulgados por meios de comunicação, concernentes aos campos da
política, economia, sociedade, cultura, tecnologia e, especialmente, saúde pública no Brasil.................................................01
Conhecimentos Específicos
1 Noções gerais de anatomia e fisiologia humana.....................................................................................................................................01
2 Noções de histologia dos tecidos..................................................................................................................................................................01
3 Noções de farmacologia....................................................................................................................................................................................01
4 Noções de microbiologia e parasitologia...................................................................................................................................................01
5 Biossegurança em saúde...................................................................................................................................................................................06
6 Controle de infecção hospitalar......................................................................................................................................................................06
7 Organização do processo de trabalho em saúde e enfermagem..
....................................................................................................13
8 Procedimentos técnicos de enfermagem..
..................................................................................................................................................16
9 Assistência em saúde coletiva..
........................................................................................................................................................................46
10 Assistência em saúde mental..
.......................................................................................................................................................................47
11 Assistência ao paciente cirúrgico e oncológico..
....................................................................................................................................54
12 Assistência ao paciente com disfunções cardiovascular, circulatória, digestiva, gastrointestinal, endócrina, renal, do
trato urinário, reprodutiva, neurológica e musculoesquelética..
............................................................................................................69
13 Enfermagem materno-infantil.......................................................................................................................................................................73
14 Assistência de enfermagem ao recém-nascido, à criança e ao adolescente hospitalizado..
................................................73
14.1 Clínico e cirúrgico..
....................................................................................................................................................................................73
15 Assistência na emergência/urgência e no trauma................................................................................................................................97
16 Assistência em terapia intensiva..
.................................................................................................................................................................99
17 Noções básicas sobre as principais doenças de interesse para a saúde pública......................................................................99
17.1 Diarreia, cólera, dengue, febre amarela, doença de Chagas, esquistossomose, febre tifoide, meningite, tétano,
sarampo, tuberculose, hepatite hanseníase, difteria, diabetes, hipertensão arterial, raiva, leishmaniose, doenças se-
xualmente transmissíveis.................................................................................................................................................................................99
19 Humanização no cuidado do paciente/cliente.....................................................................................................................................118
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Técnico de Enfermagem
1 Noções gerais de anatomia e fisiologia humana.....................................................................................................................................01
2 Noções de histologia dos tecidos..................................................................................................................................................................01
3 Noções de farmacologia....................................................................................................................................................................................01
4 Noções de microbiologia e parasitologia...................................................................................................................................................01
5 Biossegurança em saúde...................................................................................................................................................................................06
6 Controle de infecção hospitalar......................................................................................................................................................................06
7 Organização do processo de trabalho em saúde e enfermagem..
....................................................................................................13
8 Procedimentos técnicos de enfermagem..
..................................................................................................................................................16
9 Assistência em saúde coletiva..
........................................................................................................................................................................46
10 Assistência em saúde mental..
.......................................................................................................................................................................47
11 Assistência ao paciente cirúrgico e oncológico..
....................................................................................................................................54
12 Assistência ao paciente com disfunções cardiovascular, circulatória, digestiva, gastrointestinal, endócrina, renal, do
trato urinário, reprodutiva, neurológica e musculoesquelética..
............................................................................................................69
13 Enfermagem materno-infantil.......................................................................................................................................................................73
14 Assistência de enfermagem ao recém-nascido, à criança e ao adolescente hospitalizado..
................................................73
14.1 Clínico e cirúrgico..
....................................................................................................................................................................................73
15 Assistência na emergência/urgência e no trauma................................................................................................................................97
16 Assistência em terapia intensiva..
.................................................................................................................................................................99
17 Noções básicas sobre as principais doenças de interesse para a saúde pública......................................................................99
17.1 Diarreia, cólera, dengue, febre amarela, doença de Chagas, esquistossomose, febre tifoide, meningite, tétano,
sarampo, tuberculose, hepatite hanseníase, difteria, diabetes, hipertensão arterial, raiva, leishmaniose, doenças se-
xualmente transmissíveis.................................................................................................................................................................................99
19 Humanização no cuidado do paciente/cliente.....................................................................................................................................118
1
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Técnico de Enfermagem
ENFERMEIRA ANA LUISA M. DA COSTA IACIDA
Enfermeira formada pela FAI, com especialização em
Enfermagem do Trabalho, Administração Hospitalar e For-
mação Didático Pedagógica.
1 NOÇÕES GERAIS DE ANATOMIA E FISIOLOGIA
HUMANA. 2 NOÇÕES DE HISTOLOGIA DOS TECI-
DOS. 3 NOÇÕES DE FARMACOLOGIA. 4 NOÇÕES
DE MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA
Noções Básicas de Anatomia e Fisiologia
Anatomia – é a ciência que estuda, macro e micros-
copicamente, a constituição e o desenvolvimento do or-
ganismo do homem. Especificamente, a anatomia (ana =
em partes; tomem = cortar) macroscópica é estudada pela
dissecção de peças previamente fixadas por soluções apro-
priadas.
Fisiologia humana – é o estudo das reações físicas e
químicas que ocorrem no organismo humano.
Conceito e variação anatômica normal:
As diferenças morfológicas podem apresentar-se ex-
ternamente ou internamente, sem que isso traga prejuízo
funcional aos indivíduos.
Fatores gerais de variações anatômicas:
Idade – observam-se diferenças anatômicas nos diver-
sos períodos da vida intra ou extra-uterina;
Sexo – os homens e as mulheres apresentam alguns
caracteres especiais;
Grupo étnico - compreende os grupamentos huma-
nos com caracteres físicos (internos e externos) comuns,
fazendo-se distinguir as raças branca, negra, amarela e os
mestiços;
Biótipo – é o resultado dos caracteres herdados e dos
adquiridos por influência do meio ambiente.
Evolução - com o decorrer do tempo, ocorrem diferen-
ças morfológicas.
Divisão do corpo humano
O corpo humano divide-se em:
Cabeça – encontra-se dividida em duas partes: crânio
(caixa óssea que contém e protege o encéfalo) e face (que
aloja parte dos órgãos sensoriais e também estruturas res-
ponsáveis pela mastigação)
Pescoço – permite a união da cabeça com o tronco
através de músculos, ligamentos e por parte da coluna ver-
tebral onde situam-se as vértebras cervicais;
Tronco – possui uma estrutura óssea formada pela
coluna vertebral (vértebra torácicas, lombares, sacrais e o
cóccix), costelas e suas cartilagens, esterno, clavículas e es-
cápulas, ossos do quadril . O tronco divide-se em cavidade
torácica, abdômen e cintura pélvica;
Dois membros inferiores (MMII) – cada membro possui
uma origem (quadril) e uma parte livre (coxa, perna e pé). Entre
a coxa e a perna situa-se o joelho, e entre a perna e o pé, o tor-
nozelo. O pé é constituído pela parte plantar e pelo dorso do pé;
Dois membros superiores (MMSS) – cada membro pos-
sui uma raiz que se liga ao tronco (ombro) e uma parte
livre (braço, antebraço e mão). Entre o braço e o antebraço
situa-se o cotovelo, e entre o braço e a mão o pulso. A mão
é formada pela parte palmar e dorso da mão.
Termos de posições e planos:
Posição anatômica – é o corpo em posição ereta, com
cabeça, olhos e a ponta dos dedos dos pés dirigidos para
frente; MMSS estendidos ao lado do corpo, com as palmas
das mãos voltadas para frente.
Posição que serve de referência para os movimentos.
a) Plano sagital – linha imaginaria que divide o corpo
nas regiões direita e esquerda.
b) Plano transversal – linha imaginaria que divide o cor-
po nas partes superiores e inferiores visíveis de cima para
baixo.
c) Plano frontal – linha imaginaria que divide o corpo
nas partes ventral (anterior) e dorsal (posterior). Visíveis
de frente.
2
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Técnico de Enfermagem
Termos de posição:
Medial – mais próximo do plano sagital;
Lateral – mais afastado do plano sagital;
Anterior ou ventral - mais próximo da frente do corpo;
Posterior ou dorsal – mais próximo do dorso;
Superior – mais próximo da extremidade superior do
corpo;
Inferior – mais próximo da extremidade inferior do cor-
po;
Interno – mais próximo do centro de um órgão ou ca-
vidade;
Externo – mais distante do centro de um órgão ou ca-
vidade;
Superficial – mais próximo da superfície do corpo;
Profundo – mais afastado da superfície do corpo .
Constituição Do Corpo Humano
O corpo humano é composto por células, substâncias
intercelulares e fluídos. O conjunto de células com as mes-
mas propriedades forma o tecido. A reunião de vários teci-
dos forma um órgão, e a reunião de vários órgãos constitui
um sistema.
INTRODUÇÃO À PARASITOLOGIA
Parasitologia é uma ciência que se baseia no estudo
dos parasitas e suas relações com o hospedeiro, englo-
bando os filos Protozoa (protozoários), do reino Protista e
Nematoda e Platyhelminthes (platelmintos) e Arthropoda
(artrópodes), do reino Animal.
Ao iniciar o estudo da parasitologia é conveniente que
você se lembre de alguns dos conceitos básicos utilizados
na Parasitologia. Portanto, vamos a eles:
agente etiológico = é o agente causador ou o respon-
sável pela origem da doença. pode ser um vírus, bactéria,
fungo, protozoário ou um helminto. endemia - quando
o número esperado de casos de uma doença é o efetiva-
mente observado em uma população em um determinado
espaço de tempo. doença endêmica - aquela cuja inci-
dência permanece constante por vários anos, dando uma
idéia de equilíbrio entre a população e a doença. epidemia
- é a ocorrência, numa região, de casos que ultrapassam a
incidência normalmente esperada de uma doença. infec-
ção - é a invasão do organismo por agentes patogênicos
microscópicos. infestação - é a invasão do organismo por
agentes patogênicos macroscópicos. vetor - organismo
capaz de transmitir agentes infecciosos. 0 parasita pode ou
não desenvolver-se enquanto encontra-se no vetor. hos-
pedeiro - organismo que serve de habitat para outro que
nele se instala encontrando as condições de sobrevivência.
o hospedeiro pode ou não servir como fonte de alimento
para a parasita. hospedeiro definitivo - é o que apresenta
o parasito em fase de maturidade ou em fase de atividade
sexual. hospedeiro intermediário - é o que apresenta o
parasito em fase larvária ou em fase assexuada. profilaxia
- é o conjunto de medidas que visam a prevenção, erradi-
cação ou controle das doenças ou de fatos prejudiciais aos
seres vivos.
CONCEITOS GERAIS EM PARASITOLOGIA
As primeiras conceituações de parasitismo o carac-
terizavam como uma relação desarmônica, portanto uni-
lateral, onde o parasita obrigatoriamente trazia prejuízos
ao seu hospedeiro. Como esta definição se mostrou falha,
principalmente em razão de nem sempre se conseguir de-
monstrar danos determinantes de sinais e/ou sintomas, no
hospedeiro, a mesma foi sendo abandonada pela maioria
dos profissionais da área e substituída por outras mais coe-
rentes com os conceitos mais modernos.
Atualmente, parasitismo é principalmente conceituado
como a “relação entre dois elementos de espécies (ou gru-
po e espécie, no caso dos vírus) diferentes onde um destes,
apresenta uma deficiência metabólica (parasita) que faz
com que se associe por período significativo a um hospe-
deiro (hospedador), visando suprir tal carência”.
CAMPO DA PARASITOLOGIA
1- Sentido amplo (lato senso): Fazem parte, todos os
vírus, algumas espécies de: Bactérias, Fungos, Protozoários,
Platelmintos, Nematelmintos, Artrópodes e de Algas mi-
croscópicas.
2 - Sentido estrito (estrito senso): Onde por razões
convencionais são alocados somente algumas espécies
de: Protozoários, Helmintos e Artrópodes compreendendo
também em algumas instituições de ensino o estudo dos
Fungos parasitas.
ADAPTAÇÃO PARASITÁRIA
A perda parcial de um ou mais sistemas metabólicos e
da capacidade de utilizar outra fonte nutricional no meio
ambiente externo, em todo seu ciclo de vida ou em parte
dele, faz com que o parasita se instale em seu hospedeiro
e dependa da sobrevida deste, principalmente se tratando
dos endoparasitas, em que, caso ocorra morte do hospe-
dador, o parasita normalmente também sucumbe. Como
estratégia de sobrevivência e transmissão, o parasita “bus-
ca” reduzir sua capacidade de agressão em relação ao seu
hospedeiro, o que se dá por seleção natural, no sentido
de uma melhor adaptação a determinado(s) hospedeiro(s).
Neste caso, quanto maior for à agressão, menos adaptado
é este parasita a espécie que o hospeda, e consequente
possibilidade de morte deste, o que tende com o passar
dos anos à seleção de amostras (cepas) menos virulentas
para este hospedador.
HABITAT PARASITÁRIO
Tal como acontece com os seres de vida livre, que têm
um habitat definido em determinada área geográfica estu-
dada, a localização de um parasita em seu hospedeiro não
se dá ao acaso, mas sim é conseqüência de uma adequação
parasitária a determinado segmento anatômico que passa
a ser assim o seu ecossistema interno, em decorrência sofre
as conseqüência das ações naturais de resistência de seu
hospedeiro. Podemos por assim dizer que o “habitat” para-
sitário é o local mais provável de encontro de determinado
parasita em seu hospedeiro, sendo que para os helmintos
normalmente consideramos, quanto não se especifica a
fase de desenvolvimento em questão, o habitat da forma
adulta.
3
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Técnico de Enfermagem
ORIGEM DO PARASITISMO DO HOMEM E OS PRIN-
CIPAIS CONCEITOS DE PARASITISMO
A origem do parasitismo do homem pode ser deduzida
a partir de vários dados, onde se destacam achados paleo-
parasitológicos, comparações genéticas e afinidades entre
diferentes hospedeiros comuns. Quando o homem e outros
animais se apresentam como diferentes hospedeiros de um
mesmo ciclo (Definitivo e Intermediário), como é o caso
dos ciclos encontrados nos gêneros Taenia e Echiniococ-
cus, é deduzido que ambos sofreram processo parasitário
acontecido em mesmo momento. Por outro lado, alguns
seres de vida livre como é o caso de nematóides, paulatina-
mente após entrar em contato com o homem, devem ter se
adaptados a esse suporte nutricional em razão de perda de
autonomia metabólica, se tornando parasitadas do homem
ou espécie filogenticamente próximas, com é o caso do pa-
rasitismo por Enterobius vermicularis, que podem parasitar
além da espécie humana, símios antropóides.
I
PRINCIPAIS TIPOS DE PARASITISMO
1- Acidental - Quando o parasita é encontrado em hos-
pedeiro anormal ao esperado. P.e. Adulto de Dipylidium ca-
ninum parasitando humanos.
2- Errático - Se o parasita se encontra fora de seu ha-
bitat normal. P.e. Adulto de Enterobius vermicularis em ca-
vidade vaginal.
3- Obrigatório - É o tipo básico de parasitismo, onde o
parasita é incapaz de sobreviver sem seu hospedeiro P.e. A
quase totalidade dos parasitas.
4- Proteliano - Expressa uma forma de parasitismo ex-
clusiva de estágios larvares, sendo o estágio adulto de vida
livre.P.e. Larvas de moscas produtoras de miíases.
5- Facultativo - É o caso de algumas espécies que po-
dem ter um ciclo em sua integra de vida livre e opcional-
mente podem ser encontrados em estado parasitário. P.e.
Algumas espécies de moscas que normalmente se desen-
volvem em materiais orgânicos em decomposição no solo
(cadáveres ou esterco), podem sob determinadas condi-
ções, parasitar tecidos em necrose, determinando o estado
de miíases necrobiontófagas.
TIPOS DE HOSPEDEIRO
1- Ciclo heteroxeno:
*Definitivo: Quando o parasita se reproduz neste, de
forma sexuada e/ou é encontrado em estágio adulto.
*Intermediário: Se o parasita no hospedeiro só se re-
produz de forma assexuada ou se encontra exclusivamente
sob forma larvar (helmintos).
Obs.: Se um protozoário não apresenta em seu ciclo re-
produção sexuada em nenhum dos hospedeiros, estes são
conhecidos como hospedeiro vertebrado e invertebrado
respectivamente.
2- Paratênico ou de transporte - Quando no mesmo,
não ocorre evolução parasitária, porém, o hospedeiro não
esta apto a destruir o parasita rapidamente, podendo as-
sim, ocorrer posterior transmissão em caso de predação
por espécie hospedeira natural. Obs. Não é um verdadeiro
caso de parasitismo.
3. Reservatório: É representado pelo (s) hospedeiro (s)
vertebrado (s) natural (is) na região em questão.
Obs.: O termo vetor é utilizado como sinônimo de trans-
missor, representado principalmente por um artrópode ou
molusco ou mesmo determinado veículo de transmissão,
como água ou alimentos, que possibilite a transmissão pa-
rasitária. Alguns autores utilizam o termo vetor biológico
quando ocorre no interior deste animal a multiplicação e/
ou o desenvolvimento de formas do parasita (se constituin-
do em hospedeiro) e vetor mecânico nas situações onde
não existem tais condições, transmitindo assim o parasita
com a mesma forma de desenvolvimento de ciclo que che-
gou ao mesmo, não sendo portanto um hospedeiro.
Noções Básicas sobre Farmacologia
DEFINIÇOES
Farmacologia: Termo amplo que inclui o estado dos
fármacos e suas ações no organismo.
Farmácia: Arte de preparar, combinar e aviar medica-
mentos para uso medicinal.
Toxicologia: Ciência que estuda os venenos: sua detec-
ção e os sintomas, diagnóstico e tratamento de condições
usadas por eles.
Biotecnologia: Campo de farmacologia que envolve o
uso de células vivas, geralmente culturas modificadas de
Escherichia coli, para fabricar fármacos.
Fármaco (droga): Qualquer substância usada como
medicamento (p. ex., para diagnosticar, curar, aliviar, tratar
ou tratar ou evitar doenças).
Os fármacos incluem;
Substâncias químicas: Substâncias que podem ser pro-
duzidas sinteticamente (p. ex., sulfonamidas, aspirina, bi-
carbonato de sódio).
Partes ou produtos de vegetais: Fármacos no estado
bruto que podem ser obtidos de qualquer parte de vários
vegetais e usados medicinalmente. Podem-se usar folhas,
casca, fruto, raízes, resina e outras partes (p. ex., ergot, di-
gital, ópio).
Produto animais: Os produtos glandulares são os prin-
cipais medicamentos obtidos atualmente de fontes ani-
mais (p.ex., hormônio tireóide, insulina).
Algumas substâncias alimentares: Substâncias que em
algumas condições servem como alimentos (isto é, vitami-
nas e minerais em vários alimentos).
Adição: Efeitos combinados de dois fármacos, que é
igual à soma dos efeitos de cada fármaco usado isolada-
mente.
Efeito adverso ou indesejado: Ação diferente do efeito
planejado.
Reação alérgica: Reação indesejada que ocorre após o
uso de um fármaco.
Antagonismo: Efeito combinado de dois fármacos que
é menor que o efeito de um deles usados isoladamente.
Depressão: Diminuição da atividade das células causa-
das pela ação de um fármaco.
Diagnóstico: Refere-se à arte ou ao ato de determinar
a natureza da doença de um paciente.
Idiossincrasia: Sensibilidade anormal a um fármaco, ou
uma reação não planejada.
4
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Técnico de Enfermagem
Paliativo: Substância ou medida que alivia sintomas.
Potencialização: Efeito que ocorre quando um fármaco
aumenta ou prolonga a ação de outro fármaco, sendo o
efeito total maior que a soma dos efeitos de cada um usa-
do isoladamente.
Profilático: substância ou medida para evitar doenças.
Efeito colateral: Efeito imprevisível que não está rela-
cionado à principal ação do fármaco.
Estimulação: Aumento da atividade celular produzido
por fármacos.
Sinergismo: Ação conjunta de substâncias na qual seu
efeito combinado é mais intenso ou tem maior duração
que a soma de seus efeitos individuais.
Terapêutica: Refere-se ao tratamento da doença.
Tolerância: Resistência crescente aos efeitos habituais
de uma dosagem estabelecida de um medicamento em
virtude do uso contínuo.
PREPARAÇÕES FARMACÊUTICAS
DEFINIÇÕES
Soluções: Preparações líquidas aquosas contendo uma
ou mais substâncias completamente dissolvidas. Toda so-
lução tem duas partes: o soluto ( a substância dissolvida) e
o solvente (a substância, geralmente um líquido, na qual o
soluto é dissolvido).
Óleos essenciais: Soluções saturadas de óleos voláteis
(p. ex., óleo essencial de hortelã de cânfora).
Xaropes: Soluções aquosas de açúcar. Estes podem ou
não conter substâncias medicinais adicionadas. (p. ex., xa-
rope simples, xarope de ipeca)
Espíritos: Soluções alcoólicas de substâncias voláteis.
Também são conhecidos como essências de hortelã, espí-
rito de cânfora).
Noções de Farmacologia
Elixires: Soluções contendo álcool, açúcar e água. Po-
dem ou não ser aromáticas, e podem ou não ser medica-
mentos ativos. Na maioria das vezes são usados como fla-
vorizantes ou solventes (p. ex., elixir de hidrato de terpina,
elixir de fenobarbital).
Tinturas: Soluções alcoólicas ou hidroálcoólicas prepa-
radas a partir de fármacos (p. ex., tintura de iodo, tintura
de digital).
Extrato Fluido: Extrato líquido alcoólico de um fármaco
produzido por percolção, de forma que 1 mL do extrato
fluido contém 1 g do fármaco. São usados apenas medica-
mentos vegetais (p. ex., extrato fluido de glicirriza).
Emulsões: Suspensões de glóbulos de gordura em
água (oude glóbulos de água em gordura) com um agente
emulsificador (p. ex., Haley’s MO, Petrogalar). ( O leite ho-
mogeneizado também é uma emulsão.)
Linimento: Mistura de fármacos com óleo, sabão, água
ou álcool para aplicação externa com fricção. (p. ex., loção
de cânfora, linimento de clorofórmio).
Loções: Preparações aquosas contendo substâncias
suspensas para aplicação local, calmante. A maioria é apli-
cada com palmadinhas leves, e não friccionada (p. ex., lo-
ção de calamina, Caladryl loção).
Pós: Quantidades em dose única de um fármaco ou
mistura de fármacos na forma pulverizada embaladas indi-
vidualmente em papelotes (p. ex., pó de Seidlitz).
Comprimidos: Unidades de dose única confecciona-
das comprimidos-se fármacos pulverizados em um molde
adequado (p. ex., comprimidos de aspirina). Formas espe-
ciais de comprimidos incluem comprimidos sublinguais (a
serem mantidos sob a língua até serem dissolvidos) e com-
primidos de revestimento entérico (com um revestimento
que impede sua absorção até chegarem ao trato intestinal).
Formas de ação prolongada ou de liberação lenta: Os
fármacos ativos são apresentados na forma de comprimi-
dos para liberação durante várias horas ou colocados em
esferas em uma cápsula. As esferas possuem tamanhos
variados e desintegram-se durante um período de 8 a 24
horas. As formas de liberação lenta não podem ser partidas
ou trituradas, pois sua eficácia depende da liberação das
várias camadas no decorrer do tempo.
Pílulas: Unidades de dose produzidas por mistura do
fármaco pulverizado com um líquido como xarope e en-
roladas em um formato redondo ou oval.São amplamente
substituídas pr outras formas da apresentação hoje (p. ex.,
pílulas de Hinkle).
Cápsulas: Fármacos pulverizados em um recipiente de
gelatina. Os líquidos podem ser colocados em cápsulas
de gelatina elásticas (p. ex., cápsulas de óleo de bacalhau,
cápsula de Benardryl.).
Supositórios: Mistura de fármacos com alguma base fir-
me como manteiga de cacau, que pode então ser moldada
para introdução em um orifício do corpo. Os supositórios
retais, vaginais e uretrais são os tipos mais comuns (p ex.,
supositórios vaginais de Furacin, supositórios de Dulcolax,
mas podem ser feitos supositórios nasais ou óticos).
Pomadas: Misturas de fármacos com uma base oleosa
externa, geralmente para fricção (p. ex., pomada de óxido
de zinco, pomada Bem-Gay).
Géis: Suspensões aquosas de fármacos insolúveis na
forma hidratada. O gel de hidróxido de alumínio, USP, é
um exemplo.
Aerossóis: Agentes farmacêuticos ativos sem um reci-
piente pressurizado.
Trociscos ou pastilhas: Preparações planas, redondas
ou retangulares mantidas na boca até se dissolverem.
Noções de Dosagem
Dosagem é a quantidade de medicamentos ou agente
prescrito para um determinado paciente ou condição. Dose
é a porção medida do medicamento tomada de cada vez.
Os fatores que influenciam a dosagem são os seguintes:
Idade: A idade de um paciente afetará sua resposta aos
medicamentos. As crianças e os idosos necessitam de do-
ses menores que a dose habitual do adulto.
Sexo: O sexo de um paciente algumas vezes afeta a
resposta aos medicamentos. As mulheres são mais suscep-
tíveis à ação de alguns fármacos e geralmente recebem
doses menores. A administração de medicamentos a mu-
lheres nas primeiras semanas de gravidez pode causar da-
nos ao feto. Durante o terceiro trimestre há a possibilidade
de trabalho de parto prematuro causado por fármacos que
podem estimular as contrações musculares.
5
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Técnico de Enfermagem
Condições do paciente: São indicados doses menores
quando a resistência do paciente está diminuída. O com-
prometimento da função renal e hepática pode causar acú-
mulo dos em níveis tóxicos.
Fatores psicológicos: A personalidade de uma pessoa
freqüentemente é importante em sua resposta a determi-
nados fármacos.
Fatores ambientais: O ambiente no qual os medica-
mentos são administrados e a atitude do enfermeiro que
os administra podem influenciar o efeito dos medicamen-
tos.
Temperatura: O calor e o frio também afetam a res-
postas aos medicamentos. Pode ser necessário diminuir a
dosagem de alguns fármacos durante o período de calor.
Método de administração: Geralmente, são prescritas
doses maiores quando um medicamentos é administrada
por via oral ou retal, e doses menores quando se usa a via
parental.
Fatores genéticos: A idiossioncrasia a drogas é uma
susceptibilidade anormal de alguns indivíduos que os faz
reagir de forma diferente da maioria das pessoas a um fár-
maco. Acredita-se que esta intolerância a pequenas quan-
tidades de alguns fármacos seja devida a fatores genéticos.
Peso corporal: A dosagem de alguns fármacos poten-
tes freqüentemente é calculada com base na razão entre
miligramas do fármaco e quilogramas de peso corporal do
paciente.Quanto maior o peso de uma pessoa, mais diluída
será, e uma menor quantidade irá acumular-se nos tecidos.
Por outro lado, menor o peso de uma pessoa, maior é o
acumulo nos tecidos, e mais potente é o efeito produzido.
PRESCRIÇÃO
A prescrição provavelmente é tão antiga quanto a
história escrita da humanidade. A primeira forma literária
real sobre farmácia foi um papiro, denominado Papiro de
Ebers, que incluía métodos para fazer desaparecer doenças
e também listas de medicamentos e métodos de mistura.
Uma prescrição é uma ordem escrita por um profissio-
nal para ser preparada por um farmacêutico, indicando a
medicação que o paciente necessita e contendo todas as
necessárias para o farmacêutico e o paciente (figura 13.1).
A prescrição consiste em várias partes:
1. Data, nome e endereço do paciente.
2. Inscrição, que estabelece o nome e as quantidades
os ingredientes.
3. Subscrição, que fornece orientações para o farma-
cêutico.
4. Signatura (Sig), que fornece orientações para o pa-
ciente
5. Assinatura, endereço e número de registro do mé-
dico.
Partes de um Pedido ou Receita
Um médico, dentista ou outro profissional qualificado
escreve o pedido ou receita para a administração de me-
dicamentos. Um enfermeiro que administra medicamentos
deve conhecer bem a legislação que regulamenta que re-
gulamenta o exercício de as normas da instituição.
Um pedido ou receita completa de um fármaco contém
o nome do fármaco, a dosagem, quando deve ser adminis-
trado, como deve ser administrado, quantas vezes deve ser
administrado, a data do pedido ou receita e a assinatura do
médico que escreveu.
Noções de Farmacologia
Os antibióticos e os narcóticos são exemplos dos me-
dicamentos que têm uma norma automática de controle. É
necessário um novo pedido ou receita para o medicamento
seja continuado após um período específico estabelecido
pela instituição.
ABREVIAÇÕES
Para administrar medicamentos com segurança, é ne-
cessário estar completamente familiarizado com as abre-
viações aceitas. A quantidade de um fármaco a ser admi-
nistrado pode ser escrita no sistema métrico ou no sistema
farmacêutico. No sistema métrico a quantidade do fármaco
é escrita em algarismos arábicos e decimais antes da medi-
da métrica. Alguns exemplos são: 100 mg, 2.500 mL, 0,5 g,
2 L. No sistema farmacêutico são usados tanto algarismos
arábico quanto romanos. A medida geralmente é escrita
antes da quantidade do fármaco a ser administrada, como
gr 10, gr ¼, gr IV. A abreviação ss freqüentemente é usada
para designar ½.
Quando são usados algarismos romanos, o I é expresso
como i. Alguns exemplos são: gr ii, gr viiss.
Há várias formas de escrever pedidos ou receitas de
medicamentos utilizando-se algarismos romanos. Alguns
exemplos são: gr x, gr ix, grxv, gr iss.
DIRETRIZES PARA A ADMINISTRAÇÃO SEGURA DE
MEDICAMENTOS
1. Conhecer as normas do hospital ou estabelecimento.
2. Administrar apenas aqueles medicamentos que
constam na prescrição assinada pelo médico.
3. Consultar o enfermeiro-chefe ou médico quando ti-
ver dúvida a respeito de qualquer medicação.
4. Certificar-se de que os dados no registro de medi-
camentos ou no fichário Kardex correspondem exatamente
ao rótulo do medicamento do paciente.
5. Solicitar sempre a outra, pessoa, como por exem-
plo: o enfermeiro-chefe ou farmacêutico, para conferir os
cálculos.
6. Não conversar durante a administração da medica-
ção, a não ser para pedir ajuda. Lembre-se de que a aten-
ção é o aspecto mais importante da segurança.
Seis Itens Certos para a Correta Administração de
Medicamentos
1. Paciente certo
2. Horário e freqüência de administração certos
3. Dose certa
4. Via de administração certa
5. Medicamento certo
6
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Técnico de Enfermagem
6. Documentação certa
7. Manter o armário ou carrinho de medicamentos
sempre trancado quando não estiver sendo usado.
8. Não fornecer a chave do armário ou carrinho de me-
dicamentos a pessoa não autorizada.
5 BIOSSEGURANÇA EM SAÚDE. 6 CONTROLE DE
INFECÇÃO HOSPITALAR
Biossegurança é um conjunto de procedimentos,
ações, técnicas, metodologias, equipamentos e dispositi-
vos capazes de eliminar ou minimizar riscos inerentes as
atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento
tecnológico e prestação de serviços, que podem compro-
meter a saúde do homem, dos animais, do meio ambiente
ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos.
Tipos de Risco
(Portaria do Ministério do Trabalho, MT no. 3214, de
08/06/78)
- Riscos de Acidentes
- Riscos Ergonômicos
- Riscos Físicos
- Riscos Químicos
- Riscos Biológicos
Riscos de Acidentes: Considera-se risco de acidente
qualquer fator que coloque o trabalhador em situação de
perigo e possa afetar sua integridade, bem estar físico e
moral. São exemplos de risco de acidente: as máquinas e
equipamentos sem proteção, probabilidade de incêndio e
explosão, arranjo físico inadequado, armazenamento ina-
dequado, etc.
Riscos Ergonômicos: Considera-se risco ergonômico
qualquer fator que possa interferir nas características psi-
cofisiológicas do trabalhador causando desconforto ou
afetando sua saúde. São exemplos de risco ergonômico: o
levantamento e transporte manual de peso, o ritmo exces-
sivo de trabalho, a monotonia, a repetitividade, a respon-
sabilidade excessiva, a postura inadequada de trabalho, o
trabalho em turnos, etc.
Riscos Físicos: Consideram-se agentes de risco físico
as diversas formas de energia a que possam estar expos-
tos os trabalhadores, tais como: ruído, vibrações, pressões
anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes,
radiações não ionizantes, ultrassom, materiais cortantes e
pontiagudos, etc.
Riscos Químicos: Consideram-se agentes de risco quí-
mico as substâncias, compostas ou produtos que possam
penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de
poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que,
pela natureza da atividade de exposição, possam ter con-
tato ou ser absorvido pelo organismo através da pele ou
por ingestão.
Riscos Biológicos: Consideram-se agentes de risco
biológico as bactérias, fungos, parasitos, vírus, entre outros.
Classificação de risco biológico: Os agentes de risco
biológico podem ser distribuídos em quatro classes de 1
a 4 por ordem crescente de risco (anexo 1), classificados
segundo os seguintes critérios:
- Patogenicidade para o homem.
- Virulência.
- Modos de transmissão
- Disponibilidade de medidas profiláticas eficazes.
- Disponibilidade de tratamento eficaz.
- Endemicidade.
Métodos de Controle de Agente de Risco
Os elementos básicos para contenção de agentes de
risco:
Boas Práticas de Laboratório - GLP
- Observância de práticas e técnicas microbiológicas
padronizadas.
- Conhecimento prévio dos riscos.
- Treinamento de segurança apropriado.
- Manual de biossegurança (identificação dos riscos,
especificação das práticas, procedimentos para eliminação
de riscos).
Recomendações Gerais
- Nunca pipete com a boca, nem mesmo água destila-
da. Use dispositivos de pipetarem mecânica.
- Não coma, beba, fume, masque chiclete ou utilize
cosméticos no laboratório.
- Evite o hábito de levar as mãos à boca, nariz, olhos,
rosto ou cabelo, no laboratório.
- Lave as mãos antes de iniciar o trabalho e após a ma-
nipulação de agentes químicos, material infeccioso, mesmo
que tenha usado luvas de proteção, bem como antes de
deixar o laboratório.
- Objetos de uso pessoal não devem ser guardados no
laboratório.
- Utilize jalecos ou outro tipo de uniforme protetor, de
algodão, apenas dentro do laboratório. Não utilize essa
roupa fora do laboratório.
- Não devem ser utilizadas sandálias ou sapatos aber-
tos no laboratório.
- Utilize luvas quando manusear material infeccioso.
- Não devem ser usados joias ou outros adornos nas
mãos, porque podem impedir uma boa limpeza das mes-
mas.
- Mantenha a porta do laboratório fechada. Restrinja e
controle o acesso do mesmo.
- Não mantenha plantas, bolsas, roupas ou qualquer
outro objeto não relacionado com o trabalho dentro do
laboratório.
- Use cabine de segurança biológica para manusear
material infeccioso ou materiais que necessitem de prote-
ção contra contaminação.
- Utilize dispositivos de contenção ou minimize as ati-
vidades produtoras de aerossóis, tais como operações com
grandes volumes de culturas ou soluções concentradas.
7
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Técnico de Enfermagem
Essas atividades incluem: centrifugação (utilize sempre
copos de segurança), misturadores tipo Vortex (use tubos
com tampa), homogeneizadores (use homogeneizadores
de segurança com copo metálico), sonicagem, trituração,
recipientes abertos de material infeccioso, frascos conten-
do culturas, inoculação de animais, culturas de material in-
feccioso e manejo de animais.
- Qualquer pessoa com corte recente, com lesão na
pele ou com ferida aberta (mesmo uma extração de dente),
devem abster-se de trabalhar com patógenos humanos.
- Coloque as cabines de segurança biológica em áreas
de pouco trânsito no laboratório, minimize as atividades
que provoquem turbulência de ar dentro ou nas proximi-
dades da cabine.
- As cabines de segurança biológica não devem ser
usadas em experimentos que envolvam produtos tóxicos
ou compostos carcinogênicos. Neste caso utilizam-se ca-
pelas químicas.
- Descontamine todas as superfícies de trabalho dia-
riamente e quando houver respingos ou derramamentos.
Observe o processo de desinfecção específico para escolha
e utilização do agente desinfetante adequado.
- Coloque todo o material com contaminação bioló-
gica em recipientes com tampa e a prova de vazamento,
antes de removê-los do laboratório para autoclavação.
- Descontamine por autoclavação ou por desinfecção
química, todo o material com contaminação biológica,
como: vidraria, caixas de animais, equipamentos de labo-
ratório, etc..., seguindo as recomendações para descarte
desses materiais.
- Descontamine todo equipamento antes de qualquer
serviço de manutenção.
- Cuidados especiais devem ser tomados com agulhas
e seringas. Use-as somente quando não houver métodos
alternativos.
- Seringas com agulhas ao serem descartadas devem
ser depositadas em recipientes rígidos, a prova de vaza-
mento e embalados como lixo patológico.
- Vidraria quebrada e pipetas descartáveis, após des-
contaminação, devem ser colocadas em caixa com paredes
rígidas rotulada “vidro quebrado” e descartada como lixo
geral.
- Saiba a localização do mais próximo lava olhos, chu-
veiro de segurança e extintor de incêndio. Saiba como usá
-los.
- Mantenha preso em local seguro todos os cilindros
de gás, fora da área do laboratório e longe do fogo.
- Zele pela limpeza e manutenção de seu laboratório,
cumprindo o programa de limpeza e manutenção estabe-
lecido para cada área, equipamento e superfície.
- Todo novo funcionário ou estagiário deve ter treina-
mento e orientação específica sobre Boas Práticas Labora-
toriais e Princípios de Biossegurança aplicados ao trabalho
que irá desenvolver.
- Qualquer acidente deve ser imediatamente comu-
nicado à chefia do laboratório, registrado em formulário
específico e encaminhado para acompanhamento junto a
Comissão de Biossegurança da Instituição.
- Fique atento a qualquer alteração no seu quadro de
saúde e dos funcionários sob sua responsabilidade, tais
como: gripes, alergias, diarreias, dores de cabeça, enxaque-
cas, tonturas, mal estar em geral, etc... e notifique imediata-
mente à chefia do laboratório.
Barreiras Primárias
Equipamento de Proteção Individual – EPI: São em-
pregados para proteger o pessoal da área de saúde do con-
tato com agentes infecciosos, tóxicos ou corrosivos, calor
excessivo, fogo e outros perigos. A roupa e o equipamento
servem também para evitar a contaminação do material em
experimento ou em produção. São exemplos:
Luvas: As luvas são usadas como barreira de proteção
prevenindo contra contaminação das mãos ao manipular
material contaminado, reduzindo a probabilidade de que
microrganismos presentes nas mãos sejam transmitidos
durante procedimentos. O uso de luvas não substitui a ne-
cessidade da lavagem das mãos porque elas podem ter pe-
quenos orifícios inaparentes ou danificar-se durante o uso,
podendo contaminar as mãos quando removidas.
- Usar luvas de látex sempre que houver chance de con-
tato com sangue, fluídos do corpo, dejetos, trabalho com
microrganismos e animais de laboratório.
- Usar luvas de PVC para manuseio de citostáticos (mais
resistentes, porém menos sensibilidade).
- Lavar instrumentos, roupas, superfícies de trabalho
sempre usando luvas.
- Não usar luvas fora da área de trabalho, não abrir por-
tas, não atender telefone.
- Luvas (de borracha) usadas para limpeza devem per-
manecer 12 horas em solução e Hipoclorito de Sódio a 0,1%
(1g/l de cloro livre = 1000 ppm). Verificar a integridade das
luvas após a desinfecção.
- Nunca reutilizar as luvas, descartá-las de forma segu-
ra.
Jaleco: Os vários tipos de jalecos são usados para for-
necer uma barreira de proteção e reduzir a oportunidade de
transmissão de microrganismos. Previnem a contaminação
das roupas do pessoal, protegendo a pele da exposição a
sangue e fluidos corpóreos, salpicos e derramamentos de
material infectado.
- São de uso constante nos laboratórios e constituem
uma proteção para o profissional.
- Devem sempre ser de mangas longas, confeccionados
em algodão ou fibra sintética (não inflamável).
- Os descartáveis devem ser resistentes e impermeáveis.
- Uso de jaleco é permitido somente nas áreas de tra-
balho. Nunca em refeitórios, escritórios, bibliotecas, ônibus,
etc.
- Jalecos nunca devem ser colocados no armário onde
são guardados objetos pessoais.
- Devem ser descontaminados antes de serem lavados.
Outros Equipamentos
- Óculos de Proteção e Protetor Facial (protege contra
salpicos, borrifos, gotas)
- Máscara (tecido, fibra sintética descartável, com filtro
HEPA, filtros para gases, etc.).
8
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Técnico de Enfermagem
- Avental impermeável.
- Uniforme de algodão, composto de calça e blusa.
- Luvas de borracha, amianto, couro, algodão e des-
cartáveis.
- Dispositivos de pipetarem (borracha peras, pipetado-
res automáticos, etc.).
Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC): São equi-
pamentos que possibilitam a proteção do pessoal do labo-
ratório, do meio ambiente e da pesquisa desenvolvida. São
exemplos:
Cabines de Segurança: As Cabines de Segurança Bio-
lógica constituem o principal meio de contensão e são usa-
das como barreiras primárias para evitar a fuga de aeros-
sóis para o ambiente. Há três tipos de cabines de segurança
biológica:
Classe I
Classe II – A, B1, B2, B3.
Classe III
Fluxo laminar de ar: Massa de ar dentro de uma área
confinada movendo-se com velocidade uniforme ao longo
de linhas paralelas.
Capela química nb: Cabine construída de forma aero-
dinâmica cujo fluxo de ar ambiental não causa turbulências
e correntes, assim reduzindo o perigo de inalação e conta-
minação do operador ambiente.
Chuveiro de emergência: Chuveiro de aproximada-
mente 30 cm de diâmetro, acionado por alavancas de mão,
cotovelos ou joelhos. Deve estar localizado em local de fá-
cil acesso.
Lava olhos: Dispositivo formado por dois pequenos
chuveiros de média pressão, acoplados a uma bacia metá-
lica, cujo ângulo permite direcionamento correto do jato de
água. Pode fazer parte do chuveiro de emergência ou ser
do tipo frasco de lavagem ocular.
Manta ou cobertor: Confeccionado em lã ou algodão
grosso, não podendo ter fibras sintéticas. Utilizado para
abafar ou envolver vítima de incêndio.
Vaso de areia: Também chamado de balde de areia, é
utilizado sobre derramamento de álcalis para neutralizá-lo.
Extintor de incêndio a base de água: Utiliza o CO2
como propulsor. É usado em papel, tecido e madeira. Não
usar em eletricidade, líquidos inflamáveis, metais em igni-
ção.
Extintor de incêndio de CO2 em pó: Utiliza o CO2
em pó como base. A força de seu jato é capaz de dissemi-
nar os materiais incendiados. É usado em líquidos e gases
inflamáveis, fogo de origem elétrica. Não usar em metais
alcalinos e papel.
Extintor de incêndio de pó seco: Usado em líquidos
e gases inflamáveis, metais do grupo dos álcalis, fogo de
origem elétrica.
Extintor de incêndio de espuma: Usado para líquidos
inflamáveis. Não usar para fogo causado por eletricidade.
Extintor de incêndio de BCF: Utiliza o bromocloro-
difluorometano. É usado em líquidos inflamáveis, incêndio
de origem elétrica. O ambiente precisa ser cuidadosamente
ventilado após seu uso.
MANGUEIRA DE INCÊNDIO: Modelo padrão, compri-
mento e localização são fornecidos pelo Corpo de Bom-
beiros.
Procedimentos para descarte dos resíduos gerados
em Laboratório
Resíduos infectantes: Estes resíduos podem ser divi-
didos em quatro grupos, a saber:
Material proveniente de áreas de isolamento: In-
cluem-se aqui, sangue e secreções de pacientes que apre-
sentam doenças transmissíveis.
Material biológico: Composto por culturas ou es-
toques de microrganismos provenientes de laboratórios
clínicos ou de pesquisa, meios de cultura, placas de Petri,
instrumentos usados para manipular, misturar ou inocular
microrganismos, vacinas vencidas ou inutilizadas, filtros e
ases aspiradas de áreas contaminadas.
Sangue humano e hemoderivados: Composto por
bolsas de sangue com prazo de utilização vencida, inutili-
zada ou com sorologia positiva, amostras de sangue para
análise, soro, plasma, e outros subprodutos.
Procedimentos recomendados para o descarte
As disposições inadequadas dos resíduos gerados em
laboratório poderão constituir ocos de doenças infecto-
contagiosas se, não forem observados os procedimentos
para seu tratamento.
- Lixo contaminado deve ser embalado em sacos plás-
ticos para o lixo tipo 1, de capacidade máxima de 100 litros,
indicados pela NBR 9190 da ABNT.
- Os sacos devem ser totalmente fechados, de forma a
não permitir o derramamento de seu conteúdo, mesmo se
virados para baixo. Uma vez fechados, precisam ser man-
tidos íntegros até o processamento ou destinação final do
resíduo. Caso ocorram rompimentos frequentes dos sacos,
deverão ser verificados, a qualidade do produto ou os mé-
todos de transporte utilizados. Não se admite abertura ou
rompimento de saco contendo resíduo infectante sem tra-
tamento prévio.
- Havendo derramamento do conteúdo, cobrir o mate-
rial derramado com uma solução desinfetante (por exem-
plo, hipoclorito de sódio a 10.000 ppm), recolhendo-se em
seguida. Proceder, depois, a lavagem do local. Usar os equi-
pamentos de proteção necessários.
- Todos os utensílios que entrarem em contato direto
com o material deverão passar por desinfecção posterior.
- Os sacos plásticos deverão ser identificados com o
nome do laboratório de origem, sala, técnica responsável
e data do descarte.
- Autoclavar a 121 C (125F), pressão de 1 atmosfera
(101kPa, 151 lb/in acima da pressão atmosférica) durante
pelo menos 20 minutos.
- As lixeiras para resíduos desse tipo devem ser provi-
das de tampas.
- Estas lixeiras devem ser lavadas, pelo menos uma vez
por semana, ou sempre que houver vazamento do saco.
Resíduos perfuro cortantes: Os resíduos perfuro cor-
tantes constituem a principal fonte potencial de riscos, tan-
to de acidentes físicos como de doenças infecciosas. São
compostos por: agulhas, ampolas, pipetas, lâminas de bis-
turi, lâminas de barbear e qualquer vidraria quebrada ou
que se quebre facilmente.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Manual de Trabalhos acadêmicos da UDESC - formato A5
Manual de Trabalhos acadêmicos da UDESC - formato A5Manual de Trabalhos acadêmicos da UDESC - formato A5
Manual de Trabalhos acadêmicos da UDESC - formato A5Andreza Luz
 
Estudo sobre leitura no 6º ano
Estudo sobre leitura no 6º anoEstudo sobre leitura no 6º ano
Estudo sobre leitura no 6º anoChris Schardosim
 
Broffice writer lj
Broffice writer ljBroffice writer lj
Broffice writer ljCarol Luz
 
30716677 apostila-corrente-alternada-v3-cefetsc
30716677 apostila-corrente-alternada-v3-cefetsc30716677 apostila-corrente-alternada-v3-cefetsc
30716677 apostila-corrente-alternada-v3-cefetscIvair Reis de Almeida
 
Apostila Ministerio da Fazenda Assistente Administrativo
Apostila Ministerio da Fazenda Assistente AdministrativoApostila Ministerio da Fazenda Assistente Administrativo
Apostila Ministerio da Fazenda Assistente AdministrativoDaniel Alex Xavier
 
Matemática orientações para o professor saeb_prova brasil
Matemática orientações para o professor saeb_prova brasilMatemática orientações para o professor saeb_prova brasil
Matemática orientações para o professor saeb_prova brasilsilvinha331
 
211077777 educar parapesquisa-rev-2010-nlaprovacao-1
211077777 educar parapesquisa-rev-2010-nlaprovacao-1211077777 educar parapesquisa-rev-2010-nlaprovacao-1
211077777 educar parapesquisa-rev-2010-nlaprovacao-1Diorgenes Valerio Jorge
 
Persperctivas da educação profissional técnica de nível médio
Persperctivas da educação profissional técnica de nível médioPersperctivas da educação profissional técnica de nível médio
Persperctivas da educação profissional técnica de nível médioLetícia Spina Tapia
 
Analise ergonomica-soldador
Analise ergonomica-soldadorAnalise ergonomica-soldador
Analise ergonomica-soldadorCosmo Palasio
 
Língua portuguesa orientações para o professor saeb_prova brasil
Língua portuguesa orientações para o professor saeb_prova brasilLíngua portuguesa orientações para o professor saeb_prova brasil
Língua portuguesa orientações para o professor saeb_prova brasilsilvinha331
 
Normas trabalhos cientificos
Normas trabalhos cientificosNormas trabalhos cientificos
Normas trabalhos cientificosJorge Menezes
 
Gestão de conflitos laborais nas instituições públicas
Gestão de conflitos laborais nas instituições públicasGestão de conflitos laborais nas instituições públicas
Gestão de conflitos laborais nas instituições públicasUniversidade Pedagogica
 

Mais procurados (18)

Crises Econômicas e Flexibilidade no Trabalho
Crises Econômicas e Flexibilidade no TrabalhoCrises Econômicas e Flexibilidade no Trabalho
Crises Econômicas e Flexibilidade no Trabalho
 
Manual de Trabalhos acadêmicos da UDESC - formato A5
Manual de Trabalhos acadêmicos da UDESC - formato A5Manual de Trabalhos acadêmicos da UDESC - formato A5
Manual de Trabalhos acadêmicos da UDESC - formato A5
 
Estudo sobre leitura no 6º ano
Estudo sobre leitura no 6º anoEstudo sobre leitura no 6º ano
Estudo sobre leitura no 6º ano
 
Broffice writer lj
Broffice writer ljBroffice writer lj
Broffice writer lj
 
30716677 apostila-corrente-alternada-v3-cefetsc
30716677 apostila-corrente-alternada-v3-cefetsc30716677 apostila-corrente-alternada-v3-cefetsc
30716677 apostila-corrente-alternada-v3-cefetsc
 
Apostila Ministerio da Fazenda Assistente Administrativo
Apostila Ministerio da Fazenda Assistente AdministrativoApostila Ministerio da Fazenda Assistente Administrativo
Apostila Ministerio da Fazenda Assistente Administrativo
 
Matemática orientações para o professor saeb_prova brasil
Matemática orientações para o professor saeb_prova brasilMatemática orientações para o professor saeb_prova brasil
Matemática orientações para o professor saeb_prova brasil
 
211077777 educar parapesquisa-rev-2010-nlaprovacao-1
211077777 educar parapesquisa-rev-2010-nlaprovacao-1211077777 educar parapesquisa-rev-2010-nlaprovacao-1
211077777 educar parapesquisa-rev-2010-nlaprovacao-1
 
MDT UFSM
MDT UFSMMDT UFSM
MDT UFSM
 
Persperctivas da educação profissional técnica de nível médio
Persperctivas da educação profissional técnica de nível médioPersperctivas da educação profissional técnica de nível médio
Persperctivas da educação profissional técnica de nível médio
 
Analise ergonomica-soldador
Analise ergonomica-soldadorAnalise ergonomica-soldador
Analise ergonomica-soldador
 
Caderno de orientações didáticas lingua portuguesa
Caderno de orientações didáticas   lingua portuguesaCaderno de orientações didáticas   lingua portuguesa
Caderno de orientações didáticas lingua portuguesa
 
Língua portuguesa orientações para o professor saeb_prova brasil
Língua portuguesa orientações para o professor saeb_prova brasilLíngua portuguesa orientações para o professor saeb_prova brasil
Língua portuguesa orientações para o professor saeb_prova brasil
 
Caderno de orientações didáticas história
Caderno de orientações didáticas   históriaCaderno de orientações didáticas   história
Caderno de orientações didáticas história
 
Normas trabalhos cientificos
Normas trabalhos cientificosNormas trabalhos cientificos
Normas trabalhos cientificos
 
Manual abnt-ufvjm
Manual abnt-ufvjmManual abnt-ufvjm
Manual abnt-ufvjm
 
Gestão de conflitos laborais nas instituições públicas
Gestão de conflitos laborais nas instituições públicasGestão de conflitos laborais nas instituições públicas
Gestão de conflitos laborais nas instituições públicas
 
Doutrina Teosófica
Doutrina TeosóficaDoutrina Teosófica
Doutrina Teosófica
 

Semelhante a Técnico de Enfermagem IHBDF

8º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL - EDUCAÇÃO ESPECIAL
8º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL - EDUCAÇÃO ESPECIAL8º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL - EDUCAÇÃO ESPECIAL
8º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL - EDUCAÇÃO ESPECIALJakes Paulo
 
ENSINO MÉDIO - 3º ANO - INTEGRAL
ENSINO MÉDIO - 3º ANO - INTEGRALENSINO MÉDIO - 3º ANO - INTEGRAL
ENSINO MÉDIO - 3º ANO - INTEGRALJakes Paulo
 
ENSINO MÉDIO - PROFISSIONAL - 1º ANO - LOGÍSTICA/TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS
ENSINO MÉDIO - PROFISSIONAL - 1º ANO - LOGÍSTICA/TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIASENSINO MÉDIO - PROFISSIONAL - 1º ANO - LOGÍSTICA/TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS
ENSINO MÉDIO - PROFISSIONAL - 1º ANO - LOGÍSTICA/TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIASJakes Paulo
 
Apostila seap-secult-df-tecnico-materais
Apostila seap-secult-df-tecnico-materaisApostila seap-secult-df-tecnico-materais
Apostila seap-secult-df-tecnico-materaisAlexandre Melo
 
Apostila SEAP/ SECULT DF - TÉCNICO DE ATIVIDADES CULTURAIS
Apostila SEAP/ SECULT DF - TÉCNICO DE ATIVIDADES CULTURAISApostila SEAP/ SECULT DF - TÉCNICO DE ATIVIDADES CULTURAIS
Apostila SEAP/ SECULT DF - TÉCNICO DE ATIVIDADES CULTURAISDaniel Alex Xavier
 
Anais 2014 Coloquio Cognição Linguagem
Anais 2014 Coloquio Cognição LinguagemAnais 2014 Coloquio Cognição Linguagem
Anais 2014 Coloquio Cognição LinguagemElaine Teixeira
 
Saeb lingua portuguesa
Saeb lingua portuguesaSaeb lingua portuguesa
Saeb lingua portuguesaweleslima
 
saeb-lingua-portuguesa.pdf
saeb-lingua-portuguesa.pdfsaeb-lingua-portuguesa.pdf
saeb-lingua-portuguesa.pdfIedaGoethe
 
6º ANO - EDUCAÇÃO INTEGRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
6º ANO - EDUCAÇÃO INTEGRAL - ENSINO FUNDAMENTAL6º ANO - EDUCAÇÃO INTEGRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
6º ANO - EDUCAÇÃO INTEGRAL - ENSINO FUNDAMENTALJakes Paulo
 
Índice apostila Papiloscopista Policia Civil de Goiás 2015
Índice apostila Papiloscopista Policia Civil de Goiás 2015Índice apostila Papiloscopista Policia Civil de Goiás 2015
Índice apostila Papiloscopista Policia Civil de Goiás 2015Daniel Alex Xavier
 
Apostila concurso professores em pe 2016 (1)
Apostila concurso professores em pe  2016 (1)Apostila concurso professores em pe  2016 (1)
Apostila concurso professores em pe 2016 (1)pvieira1956
 
Relatório de estágio - Dialectus (2007/08)
Relatório de estágio - Dialectus (2007/08)Relatório de estágio - Dialectus (2007/08)
Relatório de estágio - Dialectus (2007/08)Sérgio Branco
 
Como fazer um_projeto_de_pesquisa_ze_moleza
Como fazer um_projeto_de_pesquisa_ze_molezaComo fazer um_projeto_de_pesquisa_ze_moleza
Como fazer um_projeto_de_pesquisa_ze_molezaAdalberto Rodrigues
 
Caderno orientacaodidatica cienciasnaturais
Caderno orientacaodidatica cienciasnaturaisCaderno orientacaodidatica cienciasnaturais
Caderno orientacaodidatica cienciasnaturaisGiselly2
 

Semelhante a Técnico de Enfermagem IHBDF (20)

Apostila.pdf
Apostila.pdfApostila.pdf
Apostila.pdf
 
8º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL - EDUCAÇÃO ESPECIAL
8º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL - EDUCAÇÃO ESPECIAL8º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL - EDUCAÇÃO ESPECIAL
8º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL - EDUCAÇÃO ESPECIAL
 
ENSINO MÉDIO - 3º ANO - INTEGRAL
ENSINO MÉDIO - 3º ANO - INTEGRALENSINO MÉDIO - 3º ANO - INTEGRAL
ENSINO MÉDIO - 3º ANO - INTEGRAL
 
ENSINO MÉDIO - PROFISSIONAL - 1º ANO - LOGÍSTICA/TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS
ENSINO MÉDIO - PROFISSIONAL - 1º ANO - LOGÍSTICA/TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIASENSINO MÉDIO - PROFISSIONAL - 1º ANO - LOGÍSTICA/TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS
ENSINO MÉDIO - PROFISSIONAL - 1º ANO - LOGÍSTICA/TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS
 
Apostila seap-secult-df-tecnico-materais
Apostila seap-secult-df-tecnico-materaisApostila seap-secult-df-tecnico-materais
Apostila seap-secult-df-tecnico-materais
 
Apostila SEAP/ SECULT DF - TÉCNICO DE ATIVIDADES CULTURAIS
Apostila SEAP/ SECULT DF - TÉCNICO DE ATIVIDADES CULTURAISApostila SEAP/ SECULT DF - TÉCNICO DE ATIVIDADES CULTURAIS
Apostila SEAP/ SECULT DF - TÉCNICO DE ATIVIDADES CULTURAIS
 
Anais 2014 Coloquio Cognição Linguagem
Anais 2014 Coloquio Cognição LinguagemAnais 2014 Coloquio Cognição Linguagem
Anais 2014 Coloquio Cognição Linguagem
 
Saeb lingua portuguesa
Saeb lingua portuguesaSaeb lingua portuguesa
Saeb lingua portuguesa
 
saeb-lingua-portuguesa.pdf
saeb-lingua-portuguesa.pdfsaeb-lingua-portuguesa.pdf
saeb-lingua-portuguesa.pdf
 
6º ANO - EDUCAÇÃO INTEGRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
6º ANO - EDUCAÇÃO INTEGRAL - ENSINO FUNDAMENTAL6º ANO - EDUCAÇÃO INTEGRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
6º ANO - EDUCAÇÃO INTEGRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
 
Índice apostila Papiloscopista Policia Civil de Goiás 2015
Índice apostila Papiloscopista Policia Civil de Goiás 2015Índice apostila Papiloscopista Policia Civil de Goiás 2015
Índice apostila Papiloscopista Policia Civil de Goiás 2015
 
Normas tcc puc
Normas tcc pucNormas tcc puc
Normas tcc puc
 
Manual de Redação
Manual de RedaçãoManual de Redação
Manual de Redação
 
Documento
DocumentoDocumento
Documento
 
Apostila concurso professores em pe 2016 (1)
Apostila concurso professores em pe  2016 (1)Apostila concurso professores em pe  2016 (1)
Apostila concurso professores em pe 2016 (1)
 
Relatório de estágio - Dialectus (2007/08)
Relatório de estágio - Dialectus (2007/08)Relatório de estágio - Dialectus (2007/08)
Relatório de estágio - Dialectus (2007/08)
 
Como fazer um_projeto_de_pesquisa_ze_moleza
Como fazer um_projeto_de_pesquisa_ze_molezaComo fazer um_projeto_de_pesquisa_ze_moleza
Como fazer um_projeto_de_pesquisa_ze_moleza
 
Caderno orientacaodidatica cienciasnaturais
Caderno orientacaodidatica cienciasnaturaisCaderno orientacaodidatica cienciasnaturais
Caderno orientacaodidatica cienciasnaturais
 
Caderno de orientações didáticas ciências naturais
Caderno de orientações didáticas   ciências naturaisCaderno de orientações didáticas   ciências naturais
Caderno de orientações didáticas ciências naturais
 
Introducao teoria-literatura
Introducao teoria-literaturaIntroducao teoria-literatura
Introducao teoria-literatura
 

Último

AULA__04_Sinais_Vitais CUIDADOR DE IDOSOS.pdf
AULA__04_Sinais_Vitais CUIDADOR DE IDOSOS.pdfAULA__04_Sinais_Vitais CUIDADOR DE IDOSOS.pdf
AULA__04_Sinais_Vitais CUIDADOR DE IDOSOS.pdfLviaParanaguNevesdeL
 
A HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdf
A HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdfA HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdf
A HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdfMarceloMonteiro213738
 
ELETIVA ensino médio / corpo e saude....
ELETIVA ensino médio / corpo e saude....ELETIVA ensino médio / corpo e saude....
ELETIVA ensino médio / corpo e saude....TharykBatatinha
 
Nutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdf
Nutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdfNutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdf
Nutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdfThiagoAlmeida458596
 
PLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I GESTaO.pdf
PLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I  GESTaO.pdfPLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I  GESTaO.pdf
PLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I GESTaO.pdfHELLEN CRISTINA
 
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdf
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdfAULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdf
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdfLviaParanaguNevesdeL
 
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdfDengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdfEduardoSilva185439
 
avaliação pratica. pdf
avaliação pratica.                           pdfavaliação pratica.                           pdf
avaliação pratica. pdfHELLEN CRISTINA
 
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdf
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdfAULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdf
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdfLviaParanaguNevesdeL
 
Aula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptx
Aula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptxAula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptx
Aula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptxAndersonMoreira538200
 
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTO
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTOPROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTO
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTOvilcielepazebem
 
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptxAULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptxEnfaVivianeCampos
 
GlicolÃ_se -MEDICINA GERAL PIAGET-2023-2024 - AULA 2 -ESTUDANTE.pdf
GlicolÃ_se -MEDICINA GERAL PIAGET-2023-2024 - AULA 2 -ESTUDANTE.pdfGlicolÃ_se -MEDICINA GERAL PIAGET-2023-2024 - AULA 2 -ESTUDANTE.pdf
GlicolÃ_se -MEDICINA GERAL PIAGET-2023-2024 - AULA 2 -ESTUDANTE.pdfamaroalmeida74
 

Último (13)

AULA__04_Sinais_Vitais CUIDADOR DE IDOSOS.pdf
AULA__04_Sinais_Vitais CUIDADOR DE IDOSOS.pdfAULA__04_Sinais_Vitais CUIDADOR DE IDOSOS.pdf
AULA__04_Sinais_Vitais CUIDADOR DE IDOSOS.pdf
 
A HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdf
A HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdfA HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdf
A HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdf
 
ELETIVA ensino médio / corpo e saude....
ELETIVA ensino médio / corpo e saude....ELETIVA ensino médio / corpo e saude....
ELETIVA ensino médio / corpo e saude....
 
Nutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdf
Nutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdfNutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdf
Nutrição Enteral e parenteral para enfermagem .pdf
 
PLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I GESTaO.pdf
PLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I  GESTaO.pdfPLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I  GESTaO.pdf
PLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I GESTaO.pdf
 
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdf
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdfAULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdf
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdf
 
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdfDengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
 
avaliação pratica. pdf
avaliação pratica.                           pdfavaliação pratica.                           pdf
avaliação pratica. pdf
 
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdf
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdfAULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdf
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdf
 
Aula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptx
Aula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptxAula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptx
Aula de Anatomia e fisiologia socorrista .pptx
 
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTO
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTOPROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTO
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTO
 
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptxAULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
 
GlicolÃ_se -MEDICINA GERAL PIAGET-2023-2024 - AULA 2 -ESTUDANTE.pdf
GlicolÃ_se -MEDICINA GERAL PIAGET-2023-2024 - AULA 2 -ESTUDANTE.pdfGlicolÃ_se -MEDICINA GERAL PIAGET-2023-2024 - AULA 2 -ESTUDANTE.pdf
GlicolÃ_se -MEDICINA GERAL PIAGET-2023-2024 - AULA 2 -ESTUDANTE.pdf
 

Técnico de Enfermagem IHBDF

  • 1. Instituto Hospital de Base do Distrito Federal IHBDF Técnico de Enfermagem Edital Nº 1 – IHB/DF, de 19 de Janeiro de 2018 JN083-2018
  • 2.
  • 3. DADOS DA OBRA Título da obra: Instituto Hospital de Base do Distrito Federal - IHBDF Cargo: Técnico de Enfermagem (Baseado no Edital Nº 1 – IHB/DF, de 19 de Janeiro de 2018) • Língua Portuguesa • Atualidades • Conhecimentos Específicos Autora Ana Luisa M. da Costa Iacida Gestão de Conteúdos Emanuela Amaral de Souza Diagramação Elaine Cristina Igor de Oliveira Camila Lopes Produção Editoral Suelen Domenica Pereira Capa Joel Ferreira dos Santos Editoração Eletrônica Marlene Moreno
  • 4.
  • 5. SUMÁRIO Língua Portuguesa 1 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados. .................................................................................................................01 2 Reconhecimento de tipos e gêneros textuais. . ..................................................................................................................................................07 3 Domínio da ortografia oficial. . ..................................................................................................................................................................................07 4 Domínio dos mecanismos de coesão textual. ...................................................................................................................................................11 4.1 Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e de outros elementos de sequen- ciação textual. ................................................................................................................................................................................................................11 4.2 Emprego de tempos e modos verbais. .......................................................................................................................................................13 5 Domínio da estrutura morfossintática do período. ........................................................................................................................................27 5.1 Emprego das classes de palavras. . .................................................................................................................................................................27 5.2 Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração. .............................................................................................42 5.3 Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração. . ...........................................................................................42 5.4 Emprego dos sinais de pontuação. . ..............................................................................................................................................................53 5.5 Concordância verbal e nominal. .....................................................................................................................................................................56 5.6 Regência verbal e nominal. . ..............................................................................................................................................................................61 5.7 Emprego do sinal indicativo de crase...........................................................................................................................................................68 5.8 Colocação dos pronomes átonos. .................................................................................................................................................................73 6 Reescrita de frases e parágrafos do texto. ..........................................................................................................................................................81 6.1 Significação das palavras. . .................................................................................................................................................................................81 6.2 Substituição de palavras ou de trechos de texto. . ..................................................................................................................................81 6.3 Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto. . ...................................................................................................81 6.4 Reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de formalidade. ..............................................................................................81 Atualidades 1 Tópicos relevantes do mundo contemporâneo, divulgados por meios de comunicação, concernentes aos campos da política, economia, sociedade, cultura, tecnologia e, especialmente, saúde pública no Brasil.................................................01 Conhecimentos Específicos 1 Noções gerais de anatomia e fisiologia humana.....................................................................................................................................01 2 Noções de histologia dos tecidos..................................................................................................................................................................01 3 Noções de farmacologia....................................................................................................................................................................................01 4 Noções de microbiologia e parasitologia...................................................................................................................................................01 5 Biossegurança em saúde...................................................................................................................................................................................06 6 Controle de infecção hospitalar......................................................................................................................................................................06 7 Organização do processo de trabalho em saúde e enfermagem.. ....................................................................................................13 8 Procedimentos técnicos de enfermagem.. ..................................................................................................................................................16 9 Assistência em saúde coletiva.. ........................................................................................................................................................................46 10 Assistência em saúde mental.. .......................................................................................................................................................................47 11 Assistência ao paciente cirúrgico e oncológico.. ....................................................................................................................................54 12 Assistência ao paciente com disfunções cardiovascular, circulatória, digestiva, gastrointestinal, endócrina, renal, do trato urinário, reprodutiva, neurológica e musculoesquelética.. ............................................................................................................69 13 Enfermagem materno-infantil.......................................................................................................................................................................73 14 Assistência de enfermagem ao recém-nascido, à criança e ao adolescente hospitalizado.. ................................................73 14.1 Clínico e cirúrgico.. ....................................................................................................................................................................................73 15 Assistência na emergência/urgência e no trauma................................................................................................................................97 16 Assistência em terapia intensiva.. .................................................................................................................................................................99 17 Noções básicas sobre as principais doenças de interesse para a saúde pública......................................................................99 17.1 Diarreia, cólera, dengue, febre amarela, doença de Chagas, esquistossomose, febre tifoide, meningite, tétano, sarampo, tuberculose, hepatite hanseníase, difteria, diabetes, hipertensão arterial, raiva, leishmaniose, doenças se- xualmente transmissíveis.................................................................................................................................................................................99 19 Humanização no cuidado do paciente/cliente.....................................................................................................................................118
  • 6.
  • 7. CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Técnico de Enfermagem 1 Noções gerais de anatomia e fisiologia humana.....................................................................................................................................01 2 Noções de histologia dos tecidos..................................................................................................................................................................01 3 Noções de farmacologia....................................................................................................................................................................................01 4 Noções de microbiologia e parasitologia...................................................................................................................................................01 5 Biossegurança em saúde...................................................................................................................................................................................06 6 Controle de infecção hospitalar......................................................................................................................................................................06 7 Organização do processo de trabalho em saúde e enfermagem.. ....................................................................................................13 8 Procedimentos técnicos de enfermagem.. ..................................................................................................................................................16 9 Assistência em saúde coletiva.. ........................................................................................................................................................................46 10 Assistência em saúde mental.. .......................................................................................................................................................................47 11 Assistência ao paciente cirúrgico e oncológico.. ....................................................................................................................................54 12 Assistência ao paciente com disfunções cardiovascular, circulatória, digestiva, gastrointestinal, endócrina, renal, do trato urinário, reprodutiva, neurológica e musculoesquelética.. ............................................................................................................69 13 Enfermagem materno-infantil.......................................................................................................................................................................73 14 Assistência de enfermagem ao recém-nascido, à criança e ao adolescente hospitalizado.. ................................................73 14.1 Clínico e cirúrgico.. ....................................................................................................................................................................................73 15 Assistência na emergência/urgência e no trauma................................................................................................................................97 16 Assistência em terapia intensiva.. .................................................................................................................................................................99 17 Noções básicas sobre as principais doenças de interesse para a saúde pública......................................................................99 17.1 Diarreia, cólera, dengue, febre amarela, doença de Chagas, esquistossomose, febre tifoide, meningite, tétano, sarampo, tuberculose, hepatite hanseníase, difteria, diabetes, hipertensão arterial, raiva, leishmaniose, doenças se- xualmente transmissíveis.................................................................................................................................................................................99 19 Humanização no cuidado do paciente/cliente.....................................................................................................................................118
  • 8.
  • 9. 1 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Técnico de Enfermagem ENFERMEIRA ANA LUISA M. DA COSTA IACIDA Enfermeira formada pela FAI, com especialização em Enfermagem do Trabalho, Administração Hospitalar e For- mação Didático Pedagógica. 1 NOÇÕES GERAIS DE ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA. 2 NOÇÕES DE HISTOLOGIA DOS TECI- DOS. 3 NOÇÕES DE FARMACOLOGIA. 4 NOÇÕES DE MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA Noções Básicas de Anatomia e Fisiologia Anatomia – é a ciência que estuda, macro e micros- copicamente, a constituição e o desenvolvimento do or- ganismo do homem. Especificamente, a anatomia (ana = em partes; tomem = cortar) macroscópica é estudada pela dissecção de peças previamente fixadas por soluções apro- priadas. Fisiologia humana – é o estudo das reações físicas e químicas que ocorrem no organismo humano. Conceito e variação anatômica normal: As diferenças morfológicas podem apresentar-se ex- ternamente ou internamente, sem que isso traga prejuízo funcional aos indivíduos. Fatores gerais de variações anatômicas: Idade – observam-se diferenças anatômicas nos diver- sos períodos da vida intra ou extra-uterina; Sexo – os homens e as mulheres apresentam alguns caracteres especiais; Grupo étnico - compreende os grupamentos huma- nos com caracteres físicos (internos e externos) comuns, fazendo-se distinguir as raças branca, negra, amarela e os mestiços; Biótipo – é o resultado dos caracteres herdados e dos adquiridos por influência do meio ambiente. Evolução - com o decorrer do tempo, ocorrem diferen- ças morfológicas. Divisão do corpo humano O corpo humano divide-se em: Cabeça – encontra-se dividida em duas partes: crânio (caixa óssea que contém e protege o encéfalo) e face (que aloja parte dos órgãos sensoriais e também estruturas res- ponsáveis pela mastigação) Pescoço – permite a união da cabeça com o tronco através de músculos, ligamentos e por parte da coluna ver- tebral onde situam-se as vértebras cervicais; Tronco – possui uma estrutura óssea formada pela coluna vertebral (vértebra torácicas, lombares, sacrais e o cóccix), costelas e suas cartilagens, esterno, clavículas e es- cápulas, ossos do quadril . O tronco divide-se em cavidade torácica, abdômen e cintura pélvica; Dois membros inferiores (MMII) – cada membro possui uma origem (quadril) e uma parte livre (coxa, perna e pé). Entre a coxa e a perna situa-se o joelho, e entre a perna e o pé, o tor- nozelo. O pé é constituído pela parte plantar e pelo dorso do pé; Dois membros superiores (MMSS) – cada membro pos- sui uma raiz que se liga ao tronco (ombro) e uma parte livre (braço, antebraço e mão). Entre o braço e o antebraço situa-se o cotovelo, e entre o braço e a mão o pulso. A mão é formada pela parte palmar e dorso da mão. Termos de posições e planos: Posição anatômica – é o corpo em posição ereta, com cabeça, olhos e a ponta dos dedos dos pés dirigidos para frente; MMSS estendidos ao lado do corpo, com as palmas das mãos voltadas para frente. Posição que serve de referência para os movimentos. a) Plano sagital – linha imaginaria que divide o corpo nas regiões direita e esquerda. b) Plano transversal – linha imaginaria que divide o cor- po nas partes superiores e inferiores visíveis de cima para baixo. c) Plano frontal – linha imaginaria que divide o corpo nas partes ventral (anterior) e dorsal (posterior). Visíveis de frente.
  • 10. 2 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Técnico de Enfermagem Termos de posição: Medial – mais próximo do plano sagital; Lateral – mais afastado do plano sagital; Anterior ou ventral - mais próximo da frente do corpo; Posterior ou dorsal – mais próximo do dorso; Superior – mais próximo da extremidade superior do corpo; Inferior – mais próximo da extremidade inferior do cor- po; Interno – mais próximo do centro de um órgão ou ca- vidade; Externo – mais distante do centro de um órgão ou ca- vidade; Superficial – mais próximo da superfície do corpo; Profundo – mais afastado da superfície do corpo . Constituição Do Corpo Humano O corpo humano é composto por células, substâncias intercelulares e fluídos. O conjunto de células com as mes- mas propriedades forma o tecido. A reunião de vários teci- dos forma um órgão, e a reunião de vários órgãos constitui um sistema. INTRODUÇÃO À PARASITOLOGIA Parasitologia é uma ciência que se baseia no estudo dos parasitas e suas relações com o hospedeiro, englo- bando os filos Protozoa (protozoários), do reino Protista e Nematoda e Platyhelminthes (platelmintos) e Arthropoda (artrópodes), do reino Animal. Ao iniciar o estudo da parasitologia é conveniente que você se lembre de alguns dos conceitos básicos utilizados na Parasitologia. Portanto, vamos a eles: agente etiológico = é o agente causador ou o respon- sável pela origem da doença. pode ser um vírus, bactéria, fungo, protozoário ou um helminto. endemia - quando o número esperado de casos de uma doença é o efetiva- mente observado em uma população em um determinado espaço de tempo. doença endêmica - aquela cuja inci- dência permanece constante por vários anos, dando uma idéia de equilíbrio entre a população e a doença. epidemia - é a ocorrência, numa região, de casos que ultrapassam a incidência normalmente esperada de uma doença. infec- ção - é a invasão do organismo por agentes patogênicos microscópicos. infestação - é a invasão do organismo por agentes patogênicos macroscópicos. vetor - organismo capaz de transmitir agentes infecciosos. 0 parasita pode ou não desenvolver-se enquanto encontra-se no vetor. hos- pedeiro - organismo que serve de habitat para outro que nele se instala encontrando as condições de sobrevivência. o hospedeiro pode ou não servir como fonte de alimento para a parasita. hospedeiro definitivo - é o que apresenta o parasito em fase de maturidade ou em fase de atividade sexual. hospedeiro intermediário - é o que apresenta o parasito em fase larvária ou em fase assexuada. profilaxia - é o conjunto de medidas que visam a prevenção, erradi- cação ou controle das doenças ou de fatos prejudiciais aos seres vivos. CONCEITOS GERAIS EM PARASITOLOGIA As primeiras conceituações de parasitismo o carac- terizavam como uma relação desarmônica, portanto uni- lateral, onde o parasita obrigatoriamente trazia prejuízos ao seu hospedeiro. Como esta definição se mostrou falha, principalmente em razão de nem sempre se conseguir de- monstrar danos determinantes de sinais e/ou sintomas, no hospedeiro, a mesma foi sendo abandonada pela maioria dos profissionais da área e substituída por outras mais coe- rentes com os conceitos mais modernos. Atualmente, parasitismo é principalmente conceituado como a “relação entre dois elementos de espécies (ou gru- po e espécie, no caso dos vírus) diferentes onde um destes, apresenta uma deficiência metabólica (parasita) que faz com que se associe por período significativo a um hospe- deiro (hospedador), visando suprir tal carência”. CAMPO DA PARASITOLOGIA 1- Sentido amplo (lato senso): Fazem parte, todos os vírus, algumas espécies de: Bactérias, Fungos, Protozoários, Platelmintos, Nematelmintos, Artrópodes e de Algas mi- croscópicas. 2 - Sentido estrito (estrito senso): Onde por razões convencionais são alocados somente algumas espécies de: Protozoários, Helmintos e Artrópodes compreendendo também em algumas instituições de ensino o estudo dos Fungos parasitas. ADAPTAÇÃO PARASITÁRIA A perda parcial de um ou mais sistemas metabólicos e da capacidade de utilizar outra fonte nutricional no meio ambiente externo, em todo seu ciclo de vida ou em parte dele, faz com que o parasita se instale em seu hospedeiro e dependa da sobrevida deste, principalmente se tratando dos endoparasitas, em que, caso ocorra morte do hospe- dador, o parasita normalmente também sucumbe. Como estratégia de sobrevivência e transmissão, o parasita “bus- ca” reduzir sua capacidade de agressão em relação ao seu hospedeiro, o que se dá por seleção natural, no sentido de uma melhor adaptação a determinado(s) hospedeiro(s). Neste caso, quanto maior for à agressão, menos adaptado é este parasita a espécie que o hospeda, e consequente possibilidade de morte deste, o que tende com o passar dos anos à seleção de amostras (cepas) menos virulentas para este hospedador. HABITAT PARASITÁRIO Tal como acontece com os seres de vida livre, que têm um habitat definido em determinada área geográfica estu- dada, a localização de um parasita em seu hospedeiro não se dá ao acaso, mas sim é conseqüência de uma adequação parasitária a determinado segmento anatômico que passa a ser assim o seu ecossistema interno, em decorrência sofre as conseqüência das ações naturais de resistência de seu hospedeiro. Podemos por assim dizer que o “habitat” para- sitário é o local mais provável de encontro de determinado parasita em seu hospedeiro, sendo que para os helmintos normalmente consideramos, quanto não se especifica a fase de desenvolvimento em questão, o habitat da forma adulta.
  • 11. 3 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Técnico de Enfermagem ORIGEM DO PARASITISMO DO HOMEM E OS PRIN- CIPAIS CONCEITOS DE PARASITISMO A origem do parasitismo do homem pode ser deduzida a partir de vários dados, onde se destacam achados paleo- parasitológicos, comparações genéticas e afinidades entre diferentes hospedeiros comuns. Quando o homem e outros animais se apresentam como diferentes hospedeiros de um mesmo ciclo (Definitivo e Intermediário), como é o caso dos ciclos encontrados nos gêneros Taenia e Echiniococ- cus, é deduzido que ambos sofreram processo parasitário acontecido em mesmo momento. Por outro lado, alguns seres de vida livre como é o caso de nematóides, paulatina- mente após entrar em contato com o homem, devem ter se adaptados a esse suporte nutricional em razão de perda de autonomia metabólica, se tornando parasitadas do homem ou espécie filogenticamente próximas, com é o caso do pa- rasitismo por Enterobius vermicularis, que podem parasitar além da espécie humana, símios antropóides. I PRINCIPAIS TIPOS DE PARASITISMO 1- Acidental - Quando o parasita é encontrado em hos- pedeiro anormal ao esperado. P.e. Adulto de Dipylidium ca- ninum parasitando humanos. 2- Errático - Se o parasita se encontra fora de seu ha- bitat normal. P.e. Adulto de Enterobius vermicularis em ca- vidade vaginal. 3- Obrigatório - É o tipo básico de parasitismo, onde o parasita é incapaz de sobreviver sem seu hospedeiro P.e. A quase totalidade dos parasitas. 4- Proteliano - Expressa uma forma de parasitismo ex- clusiva de estágios larvares, sendo o estágio adulto de vida livre.P.e. Larvas de moscas produtoras de miíases. 5- Facultativo - É o caso de algumas espécies que po- dem ter um ciclo em sua integra de vida livre e opcional- mente podem ser encontrados em estado parasitário. P.e. Algumas espécies de moscas que normalmente se desen- volvem em materiais orgânicos em decomposição no solo (cadáveres ou esterco), podem sob determinadas condi- ções, parasitar tecidos em necrose, determinando o estado de miíases necrobiontófagas. TIPOS DE HOSPEDEIRO 1- Ciclo heteroxeno: *Definitivo: Quando o parasita se reproduz neste, de forma sexuada e/ou é encontrado em estágio adulto. *Intermediário: Se o parasita no hospedeiro só se re- produz de forma assexuada ou se encontra exclusivamente sob forma larvar (helmintos). Obs.: Se um protozoário não apresenta em seu ciclo re- produção sexuada em nenhum dos hospedeiros, estes são conhecidos como hospedeiro vertebrado e invertebrado respectivamente. 2- Paratênico ou de transporte - Quando no mesmo, não ocorre evolução parasitária, porém, o hospedeiro não esta apto a destruir o parasita rapidamente, podendo as- sim, ocorrer posterior transmissão em caso de predação por espécie hospedeira natural. Obs. Não é um verdadeiro caso de parasitismo. 3. Reservatório: É representado pelo (s) hospedeiro (s) vertebrado (s) natural (is) na região em questão. Obs.: O termo vetor é utilizado como sinônimo de trans- missor, representado principalmente por um artrópode ou molusco ou mesmo determinado veículo de transmissão, como água ou alimentos, que possibilite a transmissão pa- rasitária. Alguns autores utilizam o termo vetor biológico quando ocorre no interior deste animal a multiplicação e/ ou o desenvolvimento de formas do parasita (se constituin- do em hospedeiro) e vetor mecânico nas situações onde não existem tais condições, transmitindo assim o parasita com a mesma forma de desenvolvimento de ciclo que che- gou ao mesmo, não sendo portanto um hospedeiro. Noções Básicas sobre Farmacologia DEFINIÇOES Farmacologia: Termo amplo que inclui o estado dos fármacos e suas ações no organismo. Farmácia: Arte de preparar, combinar e aviar medica- mentos para uso medicinal. Toxicologia: Ciência que estuda os venenos: sua detec- ção e os sintomas, diagnóstico e tratamento de condições usadas por eles. Biotecnologia: Campo de farmacologia que envolve o uso de células vivas, geralmente culturas modificadas de Escherichia coli, para fabricar fármacos. Fármaco (droga): Qualquer substância usada como medicamento (p. ex., para diagnosticar, curar, aliviar, tratar ou tratar ou evitar doenças). Os fármacos incluem; Substâncias químicas: Substâncias que podem ser pro- duzidas sinteticamente (p. ex., sulfonamidas, aspirina, bi- carbonato de sódio). Partes ou produtos de vegetais: Fármacos no estado bruto que podem ser obtidos de qualquer parte de vários vegetais e usados medicinalmente. Podem-se usar folhas, casca, fruto, raízes, resina e outras partes (p. ex., ergot, di- gital, ópio). Produto animais: Os produtos glandulares são os prin- cipais medicamentos obtidos atualmente de fontes ani- mais (p.ex., hormônio tireóide, insulina). Algumas substâncias alimentares: Substâncias que em algumas condições servem como alimentos (isto é, vitami- nas e minerais em vários alimentos). Adição: Efeitos combinados de dois fármacos, que é igual à soma dos efeitos de cada fármaco usado isolada- mente. Efeito adverso ou indesejado: Ação diferente do efeito planejado. Reação alérgica: Reação indesejada que ocorre após o uso de um fármaco. Antagonismo: Efeito combinado de dois fármacos que é menor que o efeito de um deles usados isoladamente. Depressão: Diminuição da atividade das células causa- das pela ação de um fármaco. Diagnóstico: Refere-se à arte ou ao ato de determinar a natureza da doença de um paciente. Idiossincrasia: Sensibilidade anormal a um fármaco, ou uma reação não planejada.
  • 12. 4 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Técnico de Enfermagem Paliativo: Substância ou medida que alivia sintomas. Potencialização: Efeito que ocorre quando um fármaco aumenta ou prolonga a ação de outro fármaco, sendo o efeito total maior que a soma dos efeitos de cada um usa- do isoladamente. Profilático: substância ou medida para evitar doenças. Efeito colateral: Efeito imprevisível que não está rela- cionado à principal ação do fármaco. Estimulação: Aumento da atividade celular produzido por fármacos. Sinergismo: Ação conjunta de substâncias na qual seu efeito combinado é mais intenso ou tem maior duração que a soma de seus efeitos individuais. Terapêutica: Refere-se ao tratamento da doença. Tolerância: Resistência crescente aos efeitos habituais de uma dosagem estabelecida de um medicamento em virtude do uso contínuo. PREPARAÇÕES FARMACÊUTICAS DEFINIÇÕES Soluções: Preparações líquidas aquosas contendo uma ou mais substâncias completamente dissolvidas. Toda so- lução tem duas partes: o soluto ( a substância dissolvida) e o solvente (a substância, geralmente um líquido, na qual o soluto é dissolvido). Óleos essenciais: Soluções saturadas de óleos voláteis (p. ex., óleo essencial de hortelã de cânfora). Xaropes: Soluções aquosas de açúcar. Estes podem ou não conter substâncias medicinais adicionadas. (p. ex., xa- rope simples, xarope de ipeca) Espíritos: Soluções alcoólicas de substâncias voláteis. Também são conhecidos como essências de hortelã, espí- rito de cânfora). Noções de Farmacologia Elixires: Soluções contendo álcool, açúcar e água. Po- dem ou não ser aromáticas, e podem ou não ser medica- mentos ativos. Na maioria das vezes são usados como fla- vorizantes ou solventes (p. ex., elixir de hidrato de terpina, elixir de fenobarbital). Tinturas: Soluções alcoólicas ou hidroálcoólicas prepa- radas a partir de fármacos (p. ex., tintura de iodo, tintura de digital). Extrato Fluido: Extrato líquido alcoólico de um fármaco produzido por percolção, de forma que 1 mL do extrato fluido contém 1 g do fármaco. São usados apenas medica- mentos vegetais (p. ex., extrato fluido de glicirriza). Emulsões: Suspensões de glóbulos de gordura em água (oude glóbulos de água em gordura) com um agente emulsificador (p. ex., Haley’s MO, Petrogalar). ( O leite ho- mogeneizado também é uma emulsão.) Linimento: Mistura de fármacos com óleo, sabão, água ou álcool para aplicação externa com fricção. (p. ex., loção de cânfora, linimento de clorofórmio). Loções: Preparações aquosas contendo substâncias suspensas para aplicação local, calmante. A maioria é apli- cada com palmadinhas leves, e não friccionada (p. ex., lo- ção de calamina, Caladryl loção). Pós: Quantidades em dose única de um fármaco ou mistura de fármacos na forma pulverizada embaladas indi- vidualmente em papelotes (p. ex., pó de Seidlitz). Comprimidos: Unidades de dose única confecciona- das comprimidos-se fármacos pulverizados em um molde adequado (p. ex., comprimidos de aspirina). Formas espe- ciais de comprimidos incluem comprimidos sublinguais (a serem mantidos sob a língua até serem dissolvidos) e com- primidos de revestimento entérico (com um revestimento que impede sua absorção até chegarem ao trato intestinal). Formas de ação prolongada ou de liberação lenta: Os fármacos ativos são apresentados na forma de comprimi- dos para liberação durante várias horas ou colocados em esferas em uma cápsula. As esferas possuem tamanhos variados e desintegram-se durante um período de 8 a 24 horas. As formas de liberação lenta não podem ser partidas ou trituradas, pois sua eficácia depende da liberação das várias camadas no decorrer do tempo. Pílulas: Unidades de dose produzidas por mistura do fármaco pulverizado com um líquido como xarope e en- roladas em um formato redondo ou oval.São amplamente substituídas pr outras formas da apresentação hoje (p. ex., pílulas de Hinkle). Cápsulas: Fármacos pulverizados em um recipiente de gelatina. Os líquidos podem ser colocados em cápsulas de gelatina elásticas (p. ex., cápsulas de óleo de bacalhau, cápsula de Benardryl.). Supositórios: Mistura de fármacos com alguma base fir- me como manteiga de cacau, que pode então ser moldada para introdução em um orifício do corpo. Os supositórios retais, vaginais e uretrais são os tipos mais comuns (p ex., supositórios vaginais de Furacin, supositórios de Dulcolax, mas podem ser feitos supositórios nasais ou óticos). Pomadas: Misturas de fármacos com uma base oleosa externa, geralmente para fricção (p. ex., pomada de óxido de zinco, pomada Bem-Gay). Géis: Suspensões aquosas de fármacos insolúveis na forma hidratada. O gel de hidróxido de alumínio, USP, é um exemplo. Aerossóis: Agentes farmacêuticos ativos sem um reci- piente pressurizado. Trociscos ou pastilhas: Preparações planas, redondas ou retangulares mantidas na boca até se dissolverem. Noções de Dosagem Dosagem é a quantidade de medicamentos ou agente prescrito para um determinado paciente ou condição. Dose é a porção medida do medicamento tomada de cada vez. Os fatores que influenciam a dosagem são os seguintes: Idade: A idade de um paciente afetará sua resposta aos medicamentos. As crianças e os idosos necessitam de do- ses menores que a dose habitual do adulto. Sexo: O sexo de um paciente algumas vezes afeta a resposta aos medicamentos. As mulheres são mais suscep- tíveis à ação de alguns fármacos e geralmente recebem doses menores. A administração de medicamentos a mu- lheres nas primeiras semanas de gravidez pode causar da- nos ao feto. Durante o terceiro trimestre há a possibilidade de trabalho de parto prematuro causado por fármacos que podem estimular as contrações musculares.
  • 13. 5 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Técnico de Enfermagem Condições do paciente: São indicados doses menores quando a resistência do paciente está diminuída. O com- prometimento da função renal e hepática pode causar acú- mulo dos em níveis tóxicos. Fatores psicológicos: A personalidade de uma pessoa freqüentemente é importante em sua resposta a determi- nados fármacos. Fatores ambientais: O ambiente no qual os medica- mentos são administrados e a atitude do enfermeiro que os administra podem influenciar o efeito dos medicamen- tos. Temperatura: O calor e o frio também afetam a res- postas aos medicamentos. Pode ser necessário diminuir a dosagem de alguns fármacos durante o período de calor. Método de administração: Geralmente, são prescritas doses maiores quando um medicamentos é administrada por via oral ou retal, e doses menores quando se usa a via parental. Fatores genéticos: A idiossioncrasia a drogas é uma susceptibilidade anormal de alguns indivíduos que os faz reagir de forma diferente da maioria das pessoas a um fár- maco. Acredita-se que esta intolerância a pequenas quan- tidades de alguns fármacos seja devida a fatores genéticos. Peso corporal: A dosagem de alguns fármacos poten- tes freqüentemente é calculada com base na razão entre miligramas do fármaco e quilogramas de peso corporal do paciente.Quanto maior o peso de uma pessoa, mais diluída será, e uma menor quantidade irá acumular-se nos tecidos. Por outro lado, menor o peso de uma pessoa, maior é o acumulo nos tecidos, e mais potente é o efeito produzido. PRESCRIÇÃO A prescrição provavelmente é tão antiga quanto a história escrita da humanidade. A primeira forma literária real sobre farmácia foi um papiro, denominado Papiro de Ebers, que incluía métodos para fazer desaparecer doenças e também listas de medicamentos e métodos de mistura. Uma prescrição é uma ordem escrita por um profissio- nal para ser preparada por um farmacêutico, indicando a medicação que o paciente necessita e contendo todas as necessárias para o farmacêutico e o paciente (figura 13.1). A prescrição consiste em várias partes: 1. Data, nome e endereço do paciente. 2. Inscrição, que estabelece o nome e as quantidades os ingredientes. 3. Subscrição, que fornece orientações para o farma- cêutico. 4. Signatura (Sig), que fornece orientações para o pa- ciente 5. Assinatura, endereço e número de registro do mé- dico. Partes de um Pedido ou Receita Um médico, dentista ou outro profissional qualificado escreve o pedido ou receita para a administração de me- dicamentos. Um enfermeiro que administra medicamentos deve conhecer bem a legislação que regulamenta que re- gulamenta o exercício de as normas da instituição. Um pedido ou receita completa de um fármaco contém o nome do fármaco, a dosagem, quando deve ser adminis- trado, como deve ser administrado, quantas vezes deve ser administrado, a data do pedido ou receita e a assinatura do médico que escreveu. Noções de Farmacologia Os antibióticos e os narcóticos são exemplos dos me- dicamentos que têm uma norma automática de controle. É necessário um novo pedido ou receita para o medicamento seja continuado após um período específico estabelecido pela instituição. ABREVIAÇÕES Para administrar medicamentos com segurança, é ne- cessário estar completamente familiarizado com as abre- viações aceitas. A quantidade de um fármaco a ser admi- nistrado pode ser escrita no sistema métrico ou no sistema farmacêutico. No sistema métrico a quantidade do fármaco é escrita em algarismos arábicos e decimais antes da medi- da métrica. Alguns exemplos são: 100 mg, 2.500 mL, 0,5 g, 2 L. No sistema farmacêutico são usados tanto algarismos arábico quanto romanos. A medida geralmente é escrita antes da quantidade do fármaco a ser administrada, como gr 10, gr ¼, gr IV. A abreviação ss freqüentemente é usada para designar ½. Quando são usados algarismos romanos, o I é expresso como i. Alguns exemplos são: gr ii, gr viiss. Há várias formas de escrever pedidos ou receitas de medicamentos utilizando-se algarismos romanos. Alguns exemplos são: gr x, gr ix, grxv, gr iss. DIRETRIZES PARA A ADMINISTRAÇÃO SEGURA DE MEDICAMENTOS 1. Conhecer as normas do hospital ou estabelecimento. 2. Administrar apenas aqueles medicamentos que constam na prescrição assinada pelo médico. 3. Consultar o enfermeiro-chefe ou médico quando ti- ver dúvida a respeito de qualquer medicação. 4. Certificar-se de que os dados no registro de medi- camentos ou no fichário Kardex correspondem exatamente ao rótulo do medicamento do paciente. 5. Solicitar sempre a outra, pessoa, como por exem- plo: o enfermeiro-chefe ou farmacêutico, para conferir os cálculos. 6. Não conversar durante a administração da medica- ção, a não ser para pedir ajuda. Lembre-se de que a aten- ção é o aspecto mais importante da segurança. Seis Itens Certos para a Correta Administração de Medicamentos 1. Paciente certo 2. Horário e freqüência de administração certos 3. Dose certa 4. Via de administração certa 5. Medicamento certo
  • 14. 6 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Técnico de Enfermagem 6. Documentação certa 7. Manter o armário ou carrinho de medicamentos sempre trancado quando não estiver sendo usado. 8. Não fornecer a chave do armário ou carrinho de me- dicamentos a pessoa não autorizada. 5 BIOSSEGURANÇA EM SAÚDE. 6 CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR Biossegurança é um conjunto de procedimentos, ações, técnicas, metodologias, equipamentos e dispositi- vos capazes de eliminar ou minimizar riscos inerentes as atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, que podem compro- meter a saúde do homem, dos animais, do meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos. Tipos de Risco (Portaria do Ministério do Trabalho, MT no. 3214, de 08/06/78) - Riscos de Acidentes - Riscos Ergonômicos - Riscos Físicos - Riscos Químicos - Riscos Biológicos Riscos de Acidentes: Considera-se risco de acidente qualquer fator que coloque o trabalhador em situação de perigo e possa afetar sua integridade, bem estar físico e moral. São exemplos de risco de acidente: as máquinas e equipamentos sem proteção, probabilidade de incêndio e explosão, arranjo físico inadequado, armazenamento ina- dequado, etc. Riscos Ergonômicos: Considera-se risco ergonômico qualquer fator que possa interferir nas características psi- cofisiológicas do trabalhador causando desconforto ou afetando sua saúde. São exemplos de risco ergonômico: o levantamento e transporte manual de peso, o ritmo exces- sivo de trabalho, a monotonia, a repetitividade, a respon- sabilidade excessiva, a postura inadequada de trabalho, o trabalho em turnos, etc. Riscos Físicos: Consideram-se agentes de risco físico as diversas formas de energia a que possam estar expos- tos os trabalhadores, tais como: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações não ionizantes, ultrassom, materiais cortantes e pontiagudos, etc. Riscos Químicos: Consideram-se agentes de risco quí- mico as substâncias, compostas ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter con- tato ou ser absorvido pelo organismo através da pele ou por ingestão. Riscos Biológicos: Consideram-se agentes de risco biológico as bactérias, fungos, parasitos, vírus, entre outros. Classificação de risco biológico: Os agentes de risco biológico podem ser distribuídos em quatro classes de 1 a 4 por ordem crescente de risco (anexo 1), classificados segundo os seguintes critérios: - Patogenicidade para o homem. - Virulência. - Modos de transmissão - Disponibilidade de medidas profiláticas eficazes. - Disponibilidade de tratamento eficaz. - Endemicidade. Métodos de Controle de Agente de Risco Os elementos básicos para contenção de agentes de risco: Boas Práticas de Laboratório - GLP - Observância de práticas e técnicas microbiológicas padronizadas. - Conhecimento prévio dos riscos. - Treinamento de segurança apropriado. - Manual de biossegurança (identificação dos riscos, especificação das práticas, procedimentos para eliminação de riscos). Recomendações Gerais - Nunca pipete com a boca, nem mesmo água destila- da. Use dispositivos de pipetarem mecânica. - Não coma, beba, fume, masque chiclete ou utilize cosméticos no laboratório. - Evite o hábito de levar as mãos à boca, nariz, olhos, rosto ou cabelo, no laboratório. - Lave as mãos antes de iniciar o trabalho e após a ma- nipulação de agentes químicos, material infeccioso, mesmo que tenha usado luvas de proteção, bem como antes de deixar o laboratório. - Objetos de uso pessoal não devem ser guardados no laboratório. - Utilize jalecos ou outro tipo de uniforme protetor, de algodão, apenas dentro do laboratório. Não utilize essa roupa fora do laboratório. - Não devem ser utilizadas sandálias ou sapatos aber- tos no laboratório. - Utilize luvas quando manusear material infeccioso. - Não devem ser usados joias ou outros adornos nas mãos, porque podem impedir uma boa limpeza das mes- mas. - Mantenha a porta do laboratório fechada. Restrinja e controle o acesso do mesmo. - Não mantenha plantas, bolsas, roupas ou qualquer outro objeto não relacionado com o trabalho dentro do laboratório. - Use cabine de segurança biológica para manusear material infeccioso ou materiais que necessitem de prote- ção contra contaminação. - Utilize dispositivos de contenção ou minimize as ati- vidades produtoras de aerossóis, tais como operações com grandes volumes de culturas ou soluções concentradas.
  • 15. 7 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Técnico de Enfermagem Essas atividades incluem: centrifugação (utilize sempre copos de segurança), misturadores tipo Vortex (use tubos com tampa), homogeneizadores (use homogeneizadores de segurança com copo metálico), sonicagem, trituração, recipientes abertos de material infeccioso, frascos conten- do culturas, inoculação de animais, culturas de material in- feccioso e manejo de animais. - Qualquer pessoa com corte recente, com lesão na pele ou com ferida aberta (mesmo uma extração de dente), devem abster-se de trabalhar com patógenos humanos. - Coloque as cabines de segurança biológica em áreas de pouco trânsito no laboratório, minimize as atividades que provoquem turbulência de ar dentro ou nas proximi- dades da cabine. - As cabines de segurança biológica não devem ser usadas em experimentos que envolvam produtos tóxicos ou compostos carcinogênicos. Neste caso utilizam-se ca- pelas químicas. - Descontamine todas as superfícies de trabalho dia- riamente e quando houver respingos ou derramamentos. Observe o processo de desinfecção específico para escolha e utilização do agente desinfetante adequado. - Coloque todo o material com contaminação bioló- gica em recipientes com tampa e a prova de vazamento, antes de removê-los do laboratório para autoclavação. - Descontamine por autoclavação ou por desinfecção química, todo o material com contaminação biológica, como: vidraria, caixas de animais, equipamentos de labo- ratório, etc..., seguindo as recomendações para descarte desses materiais. - Descontamine todo equipamento antes de qualquer serviço de manutenção. - Cuidados especiais devem ser tomados com agulhas e seringas. Use-as somente quando não houver métodos alternativos. - Seringas com agulhas ao serem descartadas devem ser depositadas em recipientes rígidos, a prova de vaza- mento e embalados como lixo patológico. - Vidraria quebrada e pipetas descartáveis, após des- contaminação, devem ser colocadas em caixa com paredes rígidas rotulada “vidro quebrado” e descartada como lixo geral. - Saiba a localização do mais próximo lava olhos, chu- veiro de segurança e extintor de incêndio. Saiba como usá -los. - Mantenha preso em local seguro todos os cilindros de gás, fora da área do laboratório e longe do fogo. - Zele pela limpeza e manutenção de seu laboratório, cumprindo o programa de limpeza e manutenção estabe- lecido para cada área, equipamento e superfície. - Todo novo funcionário ou estagiário deve ter treina- mento e orientação específica sobre Boas Práticas Labora- toriais e Princípios de Biossegurança aplicados ao trabalho que irá desenvolver. - Qualquer acidente deve ser imediatamente comu- nicado à chefia do laboratório, registrado em formulário específico e encaminhado para acompanhamento junto a Comissão de Biossegurança da Instituição. - Fique atento a qualquer alteração no seu quadro de saúde e dos funcionários sob sua responsabilidade, tais como: gripes, alergias, diarreias, dores de cabeça, enxaque- cas, tonturas, mal estar em geral, etc... e notifique imediata- mente à chefia do laboratório. Barreiras Primárias Equipamento de Proteção Individual – EPI: São em- pregados para proteger o pessoal da área de saúde do con- tato com agentes infecciosos, tóxicos ou corrosivos, calor excessivo, fogo e outros perigos. A roupa e o equipamento servem também para evitar a contaminação do material em experimento ou em produção. São exemplos: Luvas: As luvas são usadas como barreira de proteção prevenindo contra contaminação das mãos ao manipular material contaminado, reduzindo a probabilidade de que microrganismos presentes nas mãos sejam transmitidos durante procedimentos. O uso de luvas não substitui a ne- cessidade da lavagem das mãos porque elas podem ter pe- quenos orifícios inaparentes ou danificar-se durante o uso, podendo contaminar as mãos quando removidas. - Usar luvas de látex sempre que houver chance de con- tato com sangue, fluídos do corpo, dejetos, trabalho com microrganismos e animais de laboratório. - Usar luvas de PVC para manuseio de citostáticos (mais resistentes, porém menos sensibilidade). - Lavar instrumentos, roupas, superfícies de trabalho sempre usando luvas. - Não usar luvas fora da área de trabalho, não abrir por- tas, não atender telefone. - Luvas (de borracha) usadas para limpeza devem per- manecer 12 horas em solução e Hipoclorito de Sódio a 0,1% (1g/l de cloro livre = 1000 ppm). Verificar a integridade das luvas após a desinfecção. - Nunca reutilizar as luvas, descartá-las de forma segu- ra. Jaleco: Os vários tipos de jalecos são usados para for- necer uma barreira de proteção e reduzir a oportunidade de transmissão de microrganismos. Previnem a contaminação das roupas do pessoal, protegendo a pele da exposição a sangue e fluidos corpóreos, salpicos e derramamentos de material infectado. - São de uso constante nos laboratórios e constituem uma proteção para o profissional. - Devem sempre ser de mangas longas, confeccionados em algodão ou fibra sintética (não inflamável). - Os descartáveis devem ser resistentes e impermeáveis. - Uso de jaleco é permitido somente nas áreas de tra- balho. Nunca em refeitórios, escritórios, bibliotecas, ônibus, etc. - Jalecos nunca devem ser colocados no armário onde são guardados objetos pessoais. - Devem ser descontaminados antes de serem lavados. Outros Equipamentos - Óculos de Proteção e Protetor Facial (protege contra salpicos, borrifos, gotas) - Máscara (tecido, fibra sintética descartável, com filtro HEPA, filtros para gases, etc.).
  • 16. 8 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Técnico de Enfermagem - Avental impermeável. - Uniforme de algodão, composto de calça e blusa. - Luvas de borracha, amianto, couro, algodão e des- cartáveis. - Dispositivos de pipetarem (borracha peras, pipetado- res automáticos, etc.). Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC): São equi- pamentos que possibilitam a proteção do pessoal do labo- ratório, do meio ambiente e da pesquisa desenvolvida. São exemplos: Cabines de Segurança: As Cabines de Segurança Bio- lógica constituem o principal meio de contensão e são usa- das como barreiras primárias para evitar a fuga de aeros- sóis para o ambiente. Há três tipos de cabines de segurança biológica: Classe I Classe II – A, B1, B2, B3. Classe III Fluxo laminar de ar: Massa de ar dentro de uma área confinada movendo-se com velocidade uniforme ao longo de linhas paralelas. Capela química nb: Cabine construída de forma aero- dinâmica cujo fluxo de ar ambiental não causa turbulências e correntes, assim reduzindo o perigo de inalação e conta- minação do operador ambiente. Chuveiro de emergência: Chuveiro de aproximada- mente 30 cm de diâmetro, acionado por alavancas de mão, cotovelos ou joelhos. Deve estar localizado em local de fá- cil acesso. Lava olhos: Dispositivo formado por dois pequenos chuveiros de média pressão, acoplados a uma bacia metá- lica, cujo ângulo permite direcionamento correto do jato de água. Pode fazer parte do chuveiro de emergência ou ser do tipo frasco de lavagem ocular. Manta ou cobertor: Confeccionado em lã ou algodão grosso, não podendo ter fibras sintéticas. Utilizado para abafar ou envolver vítima de incêndio. Vaso de areia: Também chamado de balde de areia, é utilizado sobre derramamento de álcalis para neutralizá-lo. Extintor de incêndio a base de água: Utiliza o CO2 como propulsor. É usado em papel, tecido e madeira. Não usar em eletricidade, líquidos inflamáveis, metais em igni- ção. Extintor de incêndio de CO2 em pó: Utiliza o CO2 em pó como base. A força de seu jato é capaz de dissemi- nar os materiais incendiados. É usado em líquidos e gases inflamáveis, fogo de origem elétrica. Não usar em metais alcalinos e papel. Extintor de incêndio de pó seco: Usado em líquidos e gases inflamáveis, metais do grupo dos álcalis, fogo de origem elétrica. Extintor de incêndio de espuma: Usado para líquidos inflamáveis. Não usar para fogo causado por eletricidade. Extintor de incêndio de BCF: Utiliza o bromocloro- difluorometano. É usado em líquidos inflamáveis, incêndio de origem elétrica. O ambiente precisa ser cuidadosamente ventilado após seu uso. MANGUEIRA DE INCÊNDIO: Modelo padrão, compri- mento e localização são fornecidos pelo Corpo de Bom- beiros. Procedimentos para descarte dos resíduos gerados em Laboratório Resíduos infectantes: Estes resíduos podem ser divi- didos em quatro grupos, a saber: Material proveniente de áreas de isolamento: In- cluem-se aqui, sangue e secreções de pacientes que apre- sentam doenças transmissíveis. Material biológico: Composto por culturas ou es- toques de microrganismos provenientes de laboratórios clínicos ou de pesquisa, meios de cultura, placas de Petri, instrumentos usados para manipular, misturar ou inocular microrganismos, vacinas vencidas ou inutilizadas, filtros e ases aspiradas de áreas contaminadas. Sangue humano e hemoderivados: Composto por bolsas de sangue com prazo de utilização vencida, inutili- zada ou com sorologia positiva, amostras de sangue para análise, soro, plasma, e outros subprodutos. Procedimentos recomendados para o descarte As disposições inadequadas dos resíduos gerados em laboratório poderão constituir ocos de doenças infecto- contagiosas se, não forem observados os procedimentos para seu tratamento. - Lixo contaminado deve ser embalado em sacos plás- ticos para o lixo tipo 1, de capacidade máxima de 100 litros, indicados pela NBR 9190 da ABNT. - Os sacos devem ser totalmente fechados, de forma a não permitir o derramamento de seu conteúdo, mesmo se virados para baixo. Uma vez fechados, precisam ser man- tidos íntegros até o processamento ou destinação final do resíduo. Caso ocorram rompimentos frequentes dos sacos, deverão ser verificados, a qualidade do produto ou os mé- todos de transporte utilizados. Não se admite abertura ou rompimento de saco contendo resíduo infectante sem tra- tamento prévio. - Havendo derramamento do conteúdo, cobrir o mate- rial derramado com uma solução desinfetante (por exem- plo, hipoclorito de sódio a 10.000 ppm), recolhendo-se em seguida. Proceder, depois, a lavagem do local. Usar os equi- pamentos de proteção necessários. - Todos os utensílios que entrarem em contato direto com o material deverão passar por desinfecção posterior. - Os sacos plásticos deverão ser identificados com o nome do laboratório de origem, sala, técnica responsável e data do descarte. - Autoclavar a 121 C (125F), pressão de 1 atmosfera (101kPa, 151 lb/in acima da pressão atmosférica) durante pelo menos 20 minutos. - As lixeiras para resíduos desse tipo devem ser provi- das de tampas. - Estas lixeiras devem ser lavadas, pelo menos uma vez por semana, ou sempre que houver vazamento do saco. Resíduos perfuro cortantes: Os resíduos perfuro cor- tantes constituem a principal fonte potencial de riscos, tan- to de acidentes físicos como de doenças infecciosas. São compostos por: agulhas, ampolas, pipetas, lâminas de bis- turi, lâminas de barbear e qualquer vidraria quebrada ou que se quebre facilmente.