A mensagem de 1 timoteo e tito john-stott

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A mensagem de 1 timoteo e tito john-stott

  1. 1. AMENSAGEMDE ITIMÓTEOETITO A vida da igreja local A doutrina e o dever JOHNSTOTT
  2. 2. A MENSAGEM DE I TIMÓTEO E TITO A sociedade de hoje, totalmente imersa no pluralismo e no relativismo rejeita a verdade absoluta do Evangelho. Como instruir os cristãos a guardarem a fé num meio tão hostil? John Stott percebe que essa era a preocupação do apóstolo Paulo ao escrever a Timóteo e a Tito^- jovens líderes da igreja cristã no início do século'I. Mas será que a mensagem do Evangelho consegue sobreviver num ambiente pós-modernò? Este é o desafio desta geração! John SiottéReitorEmérito daIgrejaAliSouls, emLanghamPI|ce, Londres, e épresidente da ChristianImpact. Ele éinternacionalmente reconhecido como um mestre da Bíblia e por sua contribuição à missão cristã. É autorsdevários livros, entre os quais: A mensagem de 2a Timóteo, Os desafios da liderança cristã, Ouça o Espírito - ouça o mundo, A mensagem do Sermão dcfMonte, A Mensagem deAtos, Creré Também Pensar e Romanos entre outros. EDITORA Respostasbíblicasparao mundohoje www.abub.org.br/editora
  3. 3. ABÍB Editores da Série: John AM 1TIMÓT
  4. 4. Outros livros desta série: A Mensagem de Rute (Asas de refúgio) - DavidAtk AMensagem de Eclesiastes (Tempo de chorar, temp AMensagem de Daniel (OSenhoré Rei)- Ronald S. A Mensagem de Oséias (Ame o não-amado)- Derek AMensagem deAmós (ODia do Leão) - J.A. Motye AMensagem do Sermão doMonte (Acontraculturac A Mensagem deAtos (Até os confins da terra) - Joh A Mensagem de 1 Coríntios (A vidana igreja local) AMensagem de Gálatas (Somente um caminho) - Jo A Mensagem de Efésios (Anova sociedade) - John A Mensagem de 2 Timóteo (Tu, Porém) - John R. W AMensagem deApocalipse (Eu vi o céu aberto) - M Romanos - John R. W. Stott
  5. 5. A MENSAGEM DE 1 TIMÓTEO E TITO Traduzido do original em inglês The Message of 1 Timothy and Titus Inter-Varsity Press, Leicester, Inglaterra Direitos reservados pela ABU Editora S/C Caixa Postal 2216 - 01060-970 - São Paulo, SP E-mail: editora@abub.org.br Proibida a reprodução total ou parcial desta obra sem a permis Tradução: Milton Azevedo Andrade Revisão: Edison Mendes de Rosa O texto bíblico utilizado neste livro é segundo a Nova Versã Sociedade Bíblica Internacional, exceto quando outra versão é sempre que possível, as versões da Bíblia em português que mai texto bíblico em inglês. Nos casos em que não há uma correspo da citação, com a menção da fonte original. Ia. Edição: 2004. A ABU Editora é a publicadora da ABUB - Aliança Bíblica Uni A ABUB é um movimento missionário evangélico interdenomin objetivo básico a evangelização e o discipulado de estudantes (un e de profissionais, com apoio de igrejas e profissionais cristãos. dos próprios estudantes e profissionais, por meio de núcleos de tos e cursos de treinamento. A ABUB faz parte da IFES - In Evangelical Students entidade internacional que congrega m lhantes por todo o mundo. Dados internacionais de catalogação na Pub (CâmaraBrasileira doLivro, SP, B
  6. 6. Prefácio geral A Bíblia Fala Hoje é o titulo de uma série de expos como do NovoTestamento, que se caracterizam porum o texto bíblico com precisão, relacioná-lo com a vida uma leitura agradável. Assim, esses livros não são “comentários”,pois o o é muito mais elucidar o texto do que aplicá-lo, tenden referência do que de literatura. E, por outro lado, eles “sermão” que tenta ser contemporâneo e agradar o preocupar-se em levar as Escrituras suficientemente a Todos os autores que contribuíram para esta série c de que Deus ainda fala através daquilo que falou no p contribui tanto para a vida, a saúde e o crescimento do o Espírito continua lhes dizendo por intermédio da sua moderna) Palavra.
  7. 7. /• Indice I ’rcfácio geral Prefácio do autor Principais abreviaturas Aautenticidadedas CartasPastorais 1.A posição da autoria paulina 2. Aposição de uma autoria não-paulina 3. As posições favorável e contrária a um autor pse 4. A hipótese de um amanuense ativo Conclusão A. AVIKNSAGEM1)1.1TIMÓTEO A vida da igreja local Introdução (1.1-2) I.Adoutrina apostólica (1.3-20) I. Os falsos mestres e alei (1.3-11) 2.0 apóstolo Paulo e o evangelho (1.12-17)
  8. 8. 5. Responsabilidades sociais (5.3 - 6.2) 1.Viúvas (5.3-16) 2. Presbíteros (5.17-25) 3. Escravos (6.1-2) 6. Posses materiais (6.3-21) 1. Instrução quanto aos falsos mestres (6.3-5) 2. Instrução ao cristão pobre (6.6-10) 3. Instrução a um homem de Deus (6.11-16) 4. Instrução ao cristão rico (6.17-19) 5. Umainstrução pessoal para Timóteo (6.20-21) B.AMENSAGEMDETITO A doutrina e o dever Os temasprincipais da carta Introdução (1.1-4) 1. Paulo apresenta-se 2. Paulo dirige-se a Tito 3. Paulo deseja a Tito a graça de Deus 1.A doutrina e o deverna igreja (1.5-16) 1. Os verdadeiros presbíteros (1.5-9) 2. Os falsos mestres (1.10-16)
  9. 9. Prefácio do autor Eu era relativamente jovem quando comecei a e Cartas Pastorais, de modo que me senti bem à vontade lado de Timóteo e Tito, ouvindo com os ouvidos d apóstolo, quejá era de certa idade. Mas agora a situaçã que eu tenha mais idade do que tinha o apóstolo, e o n me ao lado de Paulo. E claro que não sou um apóstolo pouco da sua preocupação quanto ao futuro do evange maisjovem que tem a responsabilidade de guardá-lo e questão hermenêutica interessante saber com quem po identificar quando estamos lendo as Escrituras. Minha primeira tentativa de expor as três Carta outono de 1972, quando fui convidado a dar palest Evangelical Divinity School, que fica nas imediações disso, nos anos sessenta, eu havia pregado sobre el Londres. Posteriormente, 2 Timóteo foi o texto escolh bíblicas na grande convenção missionária estudantil re 1967, ena Convenção de Keswick naInglaterra, em 19 Timóteo foram ampliados e publicados em 1973 como da sérieABíblia Fala Hoje, saindo com o título Guard Timóteo foi, então, otexto que mefoi dadoparaas Esco
  10. 10. Pois ela contém a instrução apostólica quanto à priorid parte que compete a homens e mulheres na condução à relação entre a igreja e o estado e quanto à base bíbl mundial. O apóstolo prossegue, escrevendo sobre a li sobre as condições para a eleição de pastores e s poderão fazer com que seu ministério seja aceito, e nã por causa da sua juventude. Outros assuntos incluem a sua aplicação no nosso comportamento do dia-a-d governam a obra social da igreja; a remuneração e a d superioridade, em relação à cobiça, de se contentarcom para uma santidade radical; e os perigos e deveres de q À exposição de Tito dei o subtítulo de “A doutrina o contexto seja ainda a igreja local, a ênfase é outra. Paulo agora é que, nas três esferas em que atuamo mundo - nossos deveres cristãos na presente era s abrangente doutrina da salvação e especialmente pelas a passada e a futura. Mas apreocupação dominante do apóstolo em toda é com averdade, paraque ela sejaguardadae transmitid desse tema, nos dias de hoje, é evidente, pois a cult sendo ultrapassada e suprimida pelo espírito do pó modemismo inicia-se como sendo uma reação autocon do Iluminismo, especialmente à sua desmedida confia no progresso. Amente pós-modemista acertadamente r ingênuo. Mas a partir daí prossegue declarando não
  11. 11. Primeiro, o próprio Paulo. No início de cada um apresenta como um apóstolo de Jesus Cristo, acre que seu apostolado é pela vontade ou por ordem de De demonstra estar sempre consciente da sua autoridade a dá ordens e espera ser obedecido. Também com freqü chama, indiscriminadamente, de “a verdade”, “afé”, “ e “o depósito”. O que se deduz de forma bem clara é q doutrina que, tendo sidorevelado e dado por Deus, obj E o ensino dos apóstolos. Paulo constantemente mand voltem para esse ensino, junto com as igrejas que supe Em segundo lugar, em oposição a Paulo, há os heterodidaskaloi (lTm 1.3; 6.3), envolvidosno ensino e estranho ao ensino dos apóstolos. Eles são esse desvios, uma vez que “se desviaram” da fé ou “a aban 2Tm 2.18). Paulo não mediupalavras. Oque eles estav umaverdade alternativa, mas eram “mentiras”, “conve e “controvérsias tolas”.2 Em terceiro lugar, estão Timóteo eTito. Eles posici e a igreja, no sentido de que o representam e transmite Eles haviam sido designados para supervisionar as igr respectivamente, e a especificação de suas funções foi duas vezes em suaprimeiracartaa Timóteo, ele lhe diz breve (3.14; 4.13). Entretanto, antes que isso aconte dedicar-se à exposição pública das Escrituras, baseand sua exortação, e também seguir as instruções que Paul
  12. 12. Além de um carátermoral consistente e uma vida fami teriam de ser leais ao ensino do apóstolo e ter um pudessem tantoensinara verdade como tambémrefutar Aqui, então, acham-se os três estágios do ensin Cartas Pastorais. Confrontando os falsos mestres, prim apostólica dada por Paulo com autoridade; em segu Tito, que ensinam “estas coisas” a outros, especia estão para ser designados; e, em terceiro lugar, há esse a de “encorajara outros pela sã doutrina e de refutar os 1.9). Tais estágios são claramente estabelecidos em 2 Timóteo ouviu de Paulo deve ser confiado “a homens por sua vez, “sejam também capazes de ensinar a outr parte daigreja). E dignode nota que, nesse versículo, a e a habilidade de ensino são as duas qualificações esse que Paulojá havia estabelecido em 1Timóteo 3.2 e Tit Nesses três estágios de instrução, é vital preservar Paulo, de um lado, eTimóteo, Tito, ospastores e as igr sucessão apostólica é uma continuidade não de autor isto é, o ensino dos apóstolos sendo passado de geraçã com que essa sucessão doutrinária seja possível é que foi escrito e deixado para nós no Novo Testamento. A Timóteo, no tempo em que estaria ausente, que obs Antigo Testamento e também as instruções escritas, d nós hoje que proceder, pois agora Paulo está perm nós.
  13. 13. Muita confusão na igreja em nossos dias é decorre distinção suficientemente clara entre o período apostó Nossos antepassados compreenderam isso melhor d feitapor Oscar Cullmann dificilmente poderia ser melh ... a igreja em sua infância distinguia muito bem a da tradição eclesiástica, claramente subordinand la; em outras palavras, subordinando-se à trad Afixação do cânon cristão das Escrituras [o Novo ca que a própria igreja, num determinado momen clara e definida, pondo uma demarcação entre o p e o da igreja, entre o tempo de fundação e o comunidade apostólica e a igreja dos bispos; em o a tradição apostólica e a tradição eclesiástica. Se aformação do cânon não teria significado.6 Finalmente, agradeço ao Professor Stephen William por sua amável contribuição na compilação daBibliog Nelson, que tem uma excepcional e desconcertante ha pontos fracos de meus argumentos; ao Dr. Alastair C College,que também está escrevendo sobre as Cartas queproduziu mais um de seus valiosos guias de estudo por suameticulosa tarefa de revisão do texto. Todos el efizeram sugestões, aqueprocureiresponder tanto quan sou extremamente grato a Frances Whitehead, que co quarenta anos de serviçosprestadospara aIgrejaAll Sou
  14. 14. Principaisabreviaturas ARC A Bíblia Sagrada - Edição Revista e Corrig Ferreira de Almeida (Sociedade Bíblica do BAGD WalterBauer, A Greek-English Lexicon ofth Other Early Christian Literature, traduzido e F. Arndt e F. Wilbur Gingrich, segunda edi por F. Wilbur Gingrich e Frederick W. Dan Bauer, 1958 (University of Chicago Press, corresponde, em português, uma edição resu Grego/Português - Edições Vida Nova. BJ BV BVN A A A Bíblia de Jerusalém (São Paulo, Ed Bíblia Viva (São Paulo, Editora Bíblia Vida Nova (São Pau Eusébio Ecclesiastical History (História Eclesiástica Williamson (Penguin, 1965). GT IBB A Greek-English Lexicon ofthe New Testame J. H. Thayer (T. eT Clark, 1901). A Bíblia Sagrada, versão Almeida da Impre de Acordo com os Melhores Textos em Hebr Irineu Against Heresies, trad, por F. M. R. Hitchco
  15. 15. NEB NRSV The New English Bible (NT, 1961, segunda 1970). The New Revised Standard Version of the B edition, 1995). NTLH Bíblia Sagrada - Nova Tradução na Lingu Paulo, Sociedade Bíblica do Brasil, 2000) NVI RA REB RSV Bíblia Sagrada - Nova Versão Internacion Bíblica Internacional (Editora Vida, 1998 A Bíblia Sagrada - Revista e Atualizada no trad, de João Ferreira de Almeida (Socieda 1988). The Revised English Bible (1989). The Revised Standard Version of the Bible ( edição, 1971; OT, 1952). TONT Theological Dictionary ofthe New Testamen Friedrich, trad, por G. W. Bromiley, 10 vo 1976). Trench R. C. Trench, Synonyms of the New Testam Macmillan, 1976).
  16. 16. AAutenticidadedasCartasPast Desde que F. C. Baur de Tübingen rejeitou a autori Pastorais, em 1835, as vozes da ortodoxia crític presunçosamente essa tradição. As cartas são atrib consideradas deuteropaulinas, o que vale dizer, redigid Paulo que as atribuiu à pena do seu mestre. Contudo, a antiga visão de que essas cartas sã recusa-se a desvanecer. Durante o século vinte, e últimos cinqüenta anos, uma vigorosa defesa foi mont evangélicos como católicos. Dentre eles, destacam (1910),WalterLock(1924),JoachimJeremias(1934),C. (1954), DonaldGuthrie (1957),WilliamHendricksen (1 GordonD. Fee (1984),Thomas C. Oden (1989), Georg H.Towner(1994). Talvez o modo mais proveitoso de tratar essa resumidamente as hipóteses a favor e contra a autoria favor e contra o uso de um pseudônimo e, ainda, contribuição à escrita das cartas de Paulo dada por seu
  17. 17. demonstra seu afetuoso relacionamento com seus cada um deles de “querido filho” e “verdadeiro filho”. pode-se acreditar realmente que tudo foi fabricado? Os livros de 1 Timóteo e de Tito, dos quais estam contêm instruções apostólicas relacionadas à doutrina pastoral das igrejas. Esse é o caso, especialmente, de duas vezes Paulo declara sua intenção de visitar Timó 4.13) - afirmação que o Professor Moulle chama de “ gosto”, se tivesse sido feita por um escritor que quises Em meio às instruções dadas, o apóstolo faz vária ordenação de Timóteo (1.18; 4.14), àjuventude dele (4 gástricos que ele tinha (5.23), bem como refere-se a si violência perseguira anteriormente a igreja e como oco conversão e o comissionamento que recebeu pela pura (1.12ss.). Ele conclui sua carta com um pungente ap tenha uma vida digna de um homem de Deus (6.1 lss guardar o depósito da verdade que lhe foi confiado (6. Na carta a Tito, que provavelmente se segue a es poucas referências pessoais. No entanto, Paulo tem o instruções às circunstâncias particulares que Tito ti procura ajustar o comportamento cristão de diferentes Iile termina a carta com mensagens específicas para (o pessoas, citadas pelo nome. Propõe enviar Artemas liberá-lo, de modo que estepossajuntar-se consigo em a Tito para que ajude na viagem de Zenas e Apoio (3.
  18. 18. elas teriam sido primeiramente preservadas e depois in muito mais natural sustentar que todos os detalhes qua Tito, Éfeso, Creta e às demais pessoas, lugares e situa de cartas autênticas. Acima de tudo, é como o bispo H a 2 Timóteo: “O coração humano está nela em toda certeza, naquela época, não entendiam nada do co b. A evidência externa Voltando-nos agora para a evidência externa qua Pastorais, verificamos que praticamente toda a igreja, elaseramgenuínas.Asprimeirasprováveisreferênciasael emcartasdeClementedeRomaaos coríntios (c. de95 d.C aos efésios (c. de 110d.C.) e dePolicarpo aosíilipenses pelo final do segundo século, há muitas e incontestáve naobra de LrineuAgainstHeresies (Contra asHeresias) 200 d.C.), que lista os livros do Novo Testamento, atri únicaexceçãoaessetestemunhopositivoocorrecomMarc comoherege em 144d.C., emRoma, devido àsuarejeiçã Testamentoeàsreferênciasveterotestamentáriasfeitasno eletinhabases teológicaspararepudiaras Pastorais e,prin sobre a criação como sendo boa (lTm 4:lss.). Esse testemunho externo àautenticidade das três Ca como umatradição não quebradaaté quandoFriedrich S Timóteo, em 1807, eF. C. Baurrejeitou as três cartas, e quanto a se a posição contra a autoria paulina tem forç
  19. 19. Mas quando foi que esses eventos aconteceram, co aÉfeso e a Creta? Quando foi, ainda, que Paulo passou (Tt 3.12), deixando a capa e os livros em Trôade (2Tm abandonou Trófimo, enfermo, em Mileto (2Tm 4.2 possível (embora valorosas tentativas tenham sido feit de Paulo a esses lugares no registro feito por Lucas em sua permanência em Roma, seguida de sua prisão ejul 4.16ss.)? E difícil conciliar as referências históricas e geogr Pastorais com a narrativa de Lucas, o que levou algun anoção de que elas teriam sido inventadas, areviver a por Eusébio em sua famosa obra do quarto século Eusébio escreveu que Paulo foi solto depois de um prisão domiciliar, ponto em que Lucas o deixaem sua retomou suas viagens missionárias, penetrando em reg aEspanha, como pretendia.5Isso aconteceu antes de te levado aumaprisão, processado e, finalmente, condena essa reconstrução seja um tanto especulativa, dep inteiramente de Eusébio, elaprovê um esquema em qu feitas nas Pastorais pode com facilidade se encaix acusar o autor de um grave erro, de ficção ou de roma b. Vocabulário Em 1921, foipublicado olivro deP.N. Harrison, The
  20. 20. Quarto, se em vez de se comparar o vocabulário outras dez cartas paulinas, a comparação for feita com apostólicos e com o dos apologistas da primeira me um resultado contrário é obtido. Das 175 hápaxes exi grandenúmero delas, 94, ocorrem também entre os pai “o autor das Pastorais fala defato alíngua dos pais apo divergindo da linguagem dos outros escritores neotes O principal argumento de P. N. Harrison é lingüísti of the Pastoral Eplstles (1921), como no “volume suplemento”, Paulines and Pastorais (Paulinas e Pa anos depois (1964). Suas esmeradas tabelas estatística que ele não tinha acesso a um computador - devem se deforce.Ao mesmo tempo, ele estavapor demais confi pronunciou a sua conclusão como “um fato científico Harrison obteve tantos críticos quanto prosélito repreendeu em 1958 porignorar a obra de eruditos ing haviam questionado a validade de argumentos baseado estatísticos deum vocabulárioliterárioaplicados a“trata De modo semelhante, o professor C. F. D. Moule escr convincentepara senegar a autoriapaulinadeuma carta vocabulárioe estilo acaracterizamcomo diferente deou que são genuínas”.10 Isso porque há muitas possíveis linguagem e no estilo de Paulo. Donald Guthrie as res assuntooutemaabordado”,“idadeavançada”,“mudançad
  21. 21. c. Doutrina Alguns eruditos são um tanto impetuosos em sua a falta dela) por eles discernida nas Pastorais. A. T. Han que “há uma total ausência de um tema uniforme” nas impressão dehaverumarelativaincoerência”.E arazão p que oautor das Pastorais não tinha uma teologiaprópri teologias de outros.15Mas esse indelicadojulgamento outros eruditos, incluindo-se entre eles o Dr. Fran dificuldade alguma na montagem do ensino teológico Alguns críticos acusam, dizendo que não encon doutrina da trindade, que há nas cartas anteriores, nem Mas,inquestionavelmente, asPastorais apresentamagra de “Deus nosso Salvador”, que deu seu Filho para mo pararemir-nos detodomal eparapurificarum povo espec justificapor sua graçae nos renovapor seu Espírito, par vida de boas obras. O Dr. Philip Towner argumentou q realidade presente é o “ponto central” da mensagem d presente, que é a era da salvação, é iluminada e inspira parousia, os eventos de Cristo que a inauguram e que Bem diferente é a avaliação do professor Emst Kãs não pode considerar como paulinas cartas em que a ig lema central da teologia”, “o evangelho tenha sido d imagem dePaulo tenha se “manchado em muito pelap se apenas responder que esse é um juízo extremament
  22. 22. o professor J. H. Houlden acrescentou - “então, c burguês”.20 Robert Karris escreveu ainda sobre a “étic Pastorais.21 Esses eruditos estão se referindo à atmosf de conformidade diante dos valores sociais corrent permeiam a instrução ética dada nas Pastorais. E é be preocupa-se com aimagem pública daigreja e com a su significa piedade pessoal, mas outras vezes parece ser Por outro lado, há uma grande ênfase nas Pastorais as cartas paulinas, nas importantes virtudes cristãs, também na pureza, nas boas obras e na futura esperanç um compromisso com Cristo ainda traz conseqüên peregrinos em viagem para o nosso lar com Deus e co vida à luz da vida futura (porexemplo: lTm 4.8; 6.7ss., O Dr. Towner, em sua monografia The Goal of Our Nossa Instrução), com o subtítulo The Structure ofThe Pastoral Epistles (A Estrutura da Teologia e da Ética d registra um salutar protesto contra aqueles que interpre dando evidência a um “cristianismo burguês”, a “um nada mais exigia, a não ser viver confortavelment cristianismo centrado em si mesmo, sem missão. Pelo cristã” para a qual Paulo nos chama é uma combinação tem sua origem no evento da vinda de Cristo e na salv que se contrapõe diretamente às perversões de com pelos falsos mestres. Ela também estabelece deveres e grupos de pessoas, e constantemente é motivada pela m
  23. 23. de idéias presentes nas cartas anteriores”.25Entretanto da hipótese do pseudônimo (alguém usando falsamen à qual vamos nos voltar agora. 3. As posiçõesfavorável econtráriaa umautorpseud Há uma concordância geral de que, no mundo gre escrever com pseudônimo, ou seja, atribuindo falsame grande autor do passado, era bastante freqüente. O ampla aceitação, porém, é quanto a se esse costume ti enganar, ou não. a. Uma reconstrução que se tentoufazer P. N. Harrison postulou que o autor pseudônim admirador sincero e fervoroso de Paulo”, que vivia em escreveu as Pastorais no início do reinado do imperad Iile conhecia e havia estudado todas as dez cartas pau a “várias notas pessoais” escritas por Paulo a Timóteo honestamente e de todo o coração no evangelho compreendeu.”26Diante das ameaças dos falsos ensin da ética, ele e “os melhores cérebros da igreja” ansiar íervore santidade apostólicos” eporum “despertament dePaulo. Eles consideraram que omelhormeio para se de “uma carta escrita no espírito do grande apóstolo, evocando as mesmaspalavras que lhe erampeculiares”
  24. 24. Pastorais se enquadrariam, na hipótese de serem ps tendem a insistir que “falsificação” é uma palavra ina caso. Tal como P. N. Harrison, eles sustentam que Pastorais “não estava conscientemente enganando necessário supor que ele tenha de fato enganado algu eruditos cristãos que defendem o conceito da pseud base que era um gênero literário aceitável e uma prátic professor C. F. D. Moule escreve com respeito ao “qu um uso do pseudônimo com boas intenções, não tendo De acordo com os que sustentam essa posição, “o escr com o nome do apóstolo, acreditando que verdadeiram uma mensagem queteria sido aceitável pelo mestre...” considerando insolúvel o problema de como recon pseudonímia “honesta” com o fato de serem forjadas r Pastorais. O Dr. Metzgertem ainda sérias dúvidas com respei faz três perguntas perscrutadoras. Eticamente, será compatível com a honestidade e com a sinceridade, qu antigos, quer por modernos?”. Psicologicamente, “com um autor que finge ser uma pessoa ilustre...?”.Teologi envolve uma fraude, seja ela pia ou não, não deve ser com a condição de ser uma mensagem de Deus?”.32 É difícilmanteranoçãodapseudonímiacomo sendoum inocente e aceitável.
  25. 25. terceiro século, de Antioquia. Concluindo que o Evan genuíno, ele estabeleceu o seguinte princípio: “Nós, i Pedro como os outros apóstolos como se fossem Cris cpígrafos com o nome deles...”. Segundo, a afirmação de que um pseudo-epígrafo n enganar, e que de fato não enganou, parece ser como lazer, mas que sabia que não daria certo. Se ninguém consistiu o ardil empregado? Terceiro, apesar de presunçosas posturas de confia da pseudo-epigrafia, muitos de nós acham que a no assim tão rapidamente em paz. Lembramo-nos de que sempre a santidade da verdade e a pecaminosidade Não nos sentimos confortáveis com uma falsidade qu obra pseudo-epígrafa que não seja uma falsificação. “ ‘falsificação’como sendo uma imitação fraudulenta”- “não importando quais possam ser as intenções e os lenha tido. ‘Fraudes’ permanecem ainda sendo fraud perpetradas a partir de nobres motivações”.33 4.Ahipótesedeum amanuenseativo Muitos eruditos referem-se à obra de Otto Roller, q Das Formular (1933). Ela investiga as cartas de Paulo na antiguidade, em especial o uso de um amanuense ( Valho-me de um sumário do professor Moule.36A co que um ditado, palavra por palavra, teria sido por
  26. 26. demonstra que o escritor “podia dar ao secretário um p conteúdo, sobre o estilo e até sobre a forma de uma c bem pouco controle, ou nenhum”.37 Então, ele reduz classificação contendo quatro situações. O secretário p anotador, tomando nota do ditado do autor, palav editor, trabalhando a partir das instruções do autor, ou ou um rascunho por escrito feito por ele; como co-aut no conteúdo, no estilo e no vocabulário; e como “com tarefa lhe seria delegadapelo autor.Aprimeira situação “controlada pelo autor”; a quarta, “controlada pelo duas, de “assistidas pelo secretário”.38 Para nossos propósitos, a primeira situação é elimi ditado palavra por palavra não daria margem para mud Temos também que descartar a quarta, uma vez q destruiria totalmente a autoria paulina, considerando q se a hipótese de se ter um secretário poderia expli palavraspaulinas e não-paulinas lado alado no texto. A encontra-se nas situações intermediárias, nas que s secretário”. A diferença entre essas duas situações é graduação,39 contudo, parece-me que a segunda (a do preferência sobre a terceira (a do “co-autor”), por caus considerar. Tem-se com freqüência observado que, na maio associa-se com alguém em sua escrita. Por exemplo: Silvano e Timóteo.42 Embora Paulo chame seus com
  27. 27. dessa forma que escrevo”.44 Desse modo, a carta e escrita com a autoridade apostólica dele. Paulo, Silvan não eram co-autores, embora não haja razão para nega envolvidos na escrita, encorajando-os a contribuir com Com um amanuense, entretanto, era diferente. Nã nssumiria de fato a mecânica da escrita, mas Paulo po liberdade para revestir o pensamento do apóstolo c dele. E possível que tenha sido isso que aconteceu qua carta aos Romanos.45 Mas a única referência neotesta esta prática é a afirmação do apóstolo Pedro de que ha carta “com a ajuda de Silvano”,46 literalmente “atra considerava, como acrescentou, ser um “irmão fiel”. Por maior ou menor que fosse a contribuição de um carta, podemos depreender que o apóstolo a tenha completa e tenha emendado o que tivesse necessid endossando sua forma final com sua assinatura pessoa livesse a evidência de ser dele mesmo e não de uma situação, com um amanuense diferente, o processo se presumivelmente, quanto mais “fiel” o irmão se responsabilidade lhe seria permitida em sua contribuiç A. T. Hanson foi um tanto cínico ao escrever sobre “quanto mais atribui-se ao secretário, menos paulina a é claro: contamos com o fato de que os amanuenses co para explicar as variações no estilo e na linguagem, m Paulo nem a autoria nem a autoridade das suas cartas.
  28. 28. e as Pastorais:50 “palavras significativas” (como, po honra), “frases significativas (como, porexemplo: o am e falsas riquezas, Cristo ojuiz dos vivos e dos mortos e corrida) e “idéias significativas” (por exemplo: a “tríp anjos sendo mencionados com Deus e Cristo e uma no Talvez, então, de Lucas se possa dizer que foi “quem As obras pseudo-epígrafas eram normalmente compos pessoa cujo nome era usado, ao passo que Lucas essa teoria) durante o tempo em que Paulo era vivo e a Outros eruditos tomaram a sugestão do professor M o amanuense de Paulo no rascunho das Pastorais, e de mais esse argumento. Uma menção em especial deve StephenWilson, Luke and the PastoralEpistles (Lucas -1979. Ele prossegue tendo como base a teoria de Mou Lucas que era companheiro de Paulo não era o mesmo livro de Atos e, posteriormente, as Pastorais. Ele semelhanças de linguagem e estilo entre o Lucas de A diversos paralelos teológicos (conquanto com difer por exemplo, na escatologia, na salvação, na cidadania ministério, na cristologia, na lei, e nas Escrituras. Sua muito segurodoque dizia, foi que “com certeza, a esco a quem foi o autor das Pastorais, entre Paulo e Lucas, O que ele pretendeu defender foi que Lucas escre anos depois de Atos, fazendo uso das “notas de vi chegaram às suas mãos. Desse modo, as Pastorais seri
  29. 29. sinceramente inocente - não tem muita evidência. questões de ordem moral quanto à prática de uma falsi 4.'A hipótese de Paulo valer-se de um amanuense ( algum outro) érazoável e bem pode ser aexplicação pa de estilo e de vocabulário. Ao mesmo tempo, o amanu liberdade de agir independentemente do autor, que papel de liderança nem da sua autoridade apostólica. A possibilidade mais provável é que Paulo, o apóst Pastorais, lá pelo fim de sua vida, abordando que comunicando-as através de um amanuense digno de su Todos que são beneficiados pelo que certos que sou contra a venda ou t material disponibilizado por mi depois de postar o material na Interne poder de evitar que “alguns aprove
  30. 30. Parte 1 A mensagem d 1 Timót A vida da igreja
  31. 31. 1 Timóteo 1.1-2 Introdução Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, por ordem de De de Cristo Jesus, a nossa esperança,2a Timóteo, me fé: graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pa nosso Senhor. A maioria dos leitores vê em Timóteo uma pessoa Sentimos que ele é igual a nós em nossas fraquezas. E um “santo”, a figurar num vitral de uma igreja. Uma a sobre a cabeça. Não, a clara evidência é a de que ele e tal como nós, com as fraquezas e a vulnerabilidade qu Para início de conversa, ele era ainda relativamente enviou essa carta, pois o apóstolo recomendou-lhe não desprezasse pelo fato de serjovem (4.12); e, cerca de d o a fugir “dos desejos malignos da juventude” (2Tm 2 teria ele? Parece serbastante improvável o apóstolo o se à sua equipe missionária se ele não estivesse perto
  32. 32. uma vez que Deus não nos deu “espírito de covardia” deu espírito de timidez. Não é de todo injusto, portant dele como o “tímido Timóteo”. Em terceiro lugar, Timóteo tinha uma enfermidad gastrite crônica. Paulo referiu-se à freqüente indis principalmente em seu estômago. Chegou até a pre álcool medicinal: “Não continue abeber somente água de vinho, por causa do seu estômago e das suas (lTm5.23). Esse é, então, operfil dapersonalidade de Timóteo, a partir das várias referências que Paulo lhe fez. Ele e sujeito a erros. Esses três pontos negativos poderi como fatores que o desqualificariam para tomar conta imediações. Mas esses pontos negativos o valorizam p Deus foi suficiente para a necessidade que ele tinha: “ fortifique-se na graça que há em Cristo Jesus” (2Tm 2 Paulo esperava em breve visitar Timóteo na cidade apóstolo, certamente assumiria aresponsabilidade pela estar antevendo a possibilidade de atrasar a sua ida, e essas instruções por escrito, de modo que, antes d soubesse como controlar a vida daquelas igrejas (3:14 portanto, embora endereçada a Timóteo pessoalm correspondênciaparticular. Ela é escrita a ele na suaco acarta, Paulo estáolhando além de Timóteo, para asigr disso é que sua saudação final é expressa no plural: “A
  33. 33. as responsabilidades sociais da igreja, não apenas em também em relação aos presbíteros (anciãos) e aos es sexta e última preocupação, numa reação àqueles que fonte de lucro”, é quanto à atitude da igreja em relaçã (6.3-21); ele refere-se tanto aos que cobiçam o dinheir Aqui, há sabedoria para a igreja local de todas a lugares. Que ninguém diga que as Escrituras estão dedicar o seu comentário ao Duque de Somerset, em carta como “altamente relevante ao nosso tempo”.4 M podemos dizer o mesmo. Verdadeiramente, “aBíblia f O início da carta é convencional. Paulo apresenta-s Timóteo como o destinatário e apresenta Deus co misericórdia e dapaz que deseja que seu discípulo des as três personagens dessa carta. Ele não se satisfa saudação seca, tal como “De Paulo a Timóteo: graça especial a cada uma das personagens citadas. Em nove de suas treze cartas do Novo Testam mesmo como “apóstolo de Cristo Jesus”e geralmente ao chamado, à comissão, à ordem ou à vontade de De Deus, nosso Salvador, e de Cristo Jesus, a nossa e Paulo reivindica ser um apóstolo de Cristo no mesmo Jesus havia chamado de “apóstolos”,5 com toda a a essa condição ostentava. Com ênfase ele disse não apóstolo por si mesmo, nem pela igreja. Ele não era igrejas”6, que nos dias de hoje normalmente chamam
  34. 34. querendo inferir que o intervalo entre esses dois ponto divulgação do evangelho apostólico por todo o mundo Paulo agora se refere a Timóteo com as palavras “m fé”, pois se Paulo é um autêntico apóstolo de Cristo, T filho de Paulo. O termo gnçsios (“verdadeiro” ou literalmente com respeito afilhos “nascidos deum casa É possível, portanto, que Paulo esteja dando a entende às circunstâncias do nascimento físico de Timóteo. Co a lei judaica o teria considerado como ilegítimo. Espir Timóteo é um filho genuíno de Paulo, em parte responsável pela conversão dele e em parte porque Ti seu ensino e o seu exemplo.9Ao afirmar essa condiçã filho genuíno, Paulo estava com isso reforçando a sua Depois de referir-se a si mesmo e a Timóteo, Paulo família ambos fazem parte. O que os une é que compa graça, misericórdia e paz. Cada uma dessas palav sobre a condição humana. Pois “graça” é a bonda culpados e não-merecedores; “misericórdia” é a sua infelizes que não podem salvar-se por si mesmos; e dada por Deus a todos os que antes se achavam alie dos demais. Todas essas três palavras resultam da Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor (v. 2b). Des agora estão juntos como a única fonte de bênçãos di como estavam juntos no versículo 1, dando a orde Paulo como apóstolo.
  35. 35. 1 Timóteo 1.3-20 1. A doutrina apostólica Partindo eu para a Macedônia, roguei-lhe que per para ordenar a certaspessoas que não mais ensine que deixem de dar atenção a mitos e genealo causam controvérsias em vez depromoverem a ob fé. 50 objetivo desta instrução é o amor que p puro, de uma boa consciência e de umafé sincera.6 dessas coisas, voltando-se para discussões inútei tres da lei, quando não compreendem nem o que acerca das quaisfazem afirmações tão categóricas sSabemos que a Lei é boa, se alguém a usa de man bém sabemos que ela não é feita para os just transgressores e insubordinados, para os ímpios profanos e irreverentes, para os que matam pai e m das, lopara os quepraticam imoralidade sexual e o os seqüestradores, para os mentirosos e os quejur todo aquele que se opõe à sã doutrina. nEsta glorioso evangelho que mefoi confiado, o evange
  36. 36. Éfeso e, em particular, para que ele pudesse ordenar a mais ensinassem doutrinasfalsas ... (v. 3b). A preocupação de Paulo nesse primeiro capítulo é manter a verdadeira ou “sã” doutrina e de se refutar as diferenciação bate como uma nota dissonante nos dia apenas de que a maioria das sociedades está cada vez (uma mistura étnica e religiosa), mas que o “pluralism vez mais está sendo advogado como “politicamente co é a validade e a independência de toda religião co culturalmente condicionado, e desaprova-se toda tenta De fato, um dos principais princípios do “pós-modern uma verdade objetiva, e muito menos uma verdade un contrário” - dizem - “cada um tem a sua própria verd tenho a minha, e as nossas verdades podem divergir to e até mesmo contradizer uma à outra.” Conseqüen apreciada é a tolerância, uma tolerância que tolera tud daqueles que insistem em que certas idéias são ver que certas práticas são boas, e outras, más. Nenhum seguidor de Jesus Cristo pode abraçar ess Cristo disse ser a verdade, que veio para dar testem Espírito Santo é o Espírito da verdade e que a verdade verdade é para valer, a verdade que Deus revelou Espírito. Jesus também nos alertou para que tivéssemo mestres. O mesmo foi feito pelos seus apóstolos.
  37. 37. “o que lhe foi confiado” ou “o bom depósito”.9 Quas são precedidas por um artigo definido, indicando que doutrina, o qual era admitido como o padrão que podi julgar todo ensino. Esse padrão era o ensino de Cristo O que Paulo faz nesse primeiro capítulo é refer mestres ou grupos de mestres. Primeiro, ele descreve eles desvirtuam a lei (vv. 3 a 11). Em segundo lugar, anteriormente perseguidor de Cristo, mas agora um ap evangelho que tem pregado (vv. 12 a 17). Em terceiro e o insta a lutar o bom combate da verdade (vv. 18 a passagem é extremamente pessoal. Paulo inicia cada naprimeira pessoa do singular: “roguei-lhe” (v. 3), “d nosso Senhor” (v. 12) e “dou-lhe esta instrução” (v. f.) I. Os falsos mestres e a lei (1.3-11) A previsão de Paulo, feita cerca de cinco anos ante penetrariame devastariam orebanho de Cristo em Efe Mas quem eram eles? E o que estavam ensinando? Paulo escreve que eles querem ser mestres da lieterodidaskaloi (falsos mestres) agora são nomodidaskaloi (mestres da lei). Essa última palav atividade perfeitamente legítima, entretanto. Lucas a e escribas queensinavamaleideMoisés13e até com respe Assim, o que há de errado com o ensino da lei? Na ve grande necessidade de mestres cristãos que ensine
  38. 38. por outro lado, refere-se naturalmente aos nomes de (i linhagem e, portanto, a raça pura dos patriarcas. E b esteja correto ao realçar que essas duas palavras “dev lado a lado, isto é, os mythoi sendo definidos pel legendárias sobre genealogias”, que eram passadas tradição rabínica.19 Há dois antigos documentosjudaicos que poderão d sereferindo. Oprimeiro é OLivro dosJubileus,20 que é a.C. e que a história do Antigo Testamento sob um partindo da criação do mundo até quando a lei foi da divide essa história em “jubileus” (períodos de quaren a singularidade de Israel em meio às nações- O segund Bíblicas de Philo,21 embora M. R. James considere desse livro a Philo “totalmente infundada e até mesmo escrito logo após a destruição de Jerusalém, no an história do Antigo Testamento abrangendo um período deAdão à morte de Saul. Seuprincipal objetivo foi man lei contra as intromissões do Helenismo. Assim, esses dois livros reescrevem, de maneira ten história do Antigo Testamento. Ambos enfatizam q indestrutíveis. E enfeitam ahistória que narram com ac autor de As Antigüidades Bíblicas suplementa a narrat meio de fabulosas genealogias”,23 que preenchem os modo semelhante, OLivro dos Jubileus fornece-nos o de Adão e Eva, da família de Enoque, dos antecedente
  39. 39. fértilbem adequadoparaas conjecturas que faziam. Par deles era frívola; Deus havia dado a sua lei ao seu pov mais sério. Ao mesmo tempo, os falsos mestres demonstravam etambémjudaicas. Porexemplo, eles estavam proibind a abstinência a certos alimentos (4.3ss.). Isso indicava era incompatível com a doutrina da criação e era gnóstica da matéria, por ser má. Alguns dos prim especialmente Irineu e Tertuliano, prosseguiram a par afirmaram que Pauloreferia-se, em 1Timóteo 1, ao gno que viviam, no final do século segundo, estava comple eos dois mencionaram o conhecido líder gnóstico do E ele [Paulo] menciona genealogias intermináveis, recon diz Tertuliano.25 Ambos fizeram um breve relato do matéria é má; que o Deus supremo, portanto, não pode que o imenso espaço entre ele e o mundo foi transpost intermediários chamados “eões”;que um deles estavab aponto de criar o mundo material; e que eles constituí de trinta eões”.26 Há dois problemas mais sérios com essa recons Paulo não estava fazendo uma previsão do gnostic desenvolver no segundo século, mas estava descrev Timóteo tinha que enfrentarnaquele tempo, quando o g começado a desenvolver-se. Em segundo lugar, não
  40. 40. que pode ser traduzido tanto por “comissionamento” c A referência parece ser ao plano de salvação revelado comissionados e ao qual temos de responder pela fé. I levantam dúvidas, ao passo que a revelação desperta Por outro lado, o falso ensino promove “contro contendas a respeito da lei”,29 ao passo que o alvo talvez, “o objetivo de toda pregação da moral cristã”3 de um coração puro, de uma boa consciência e de um amor, provindo das fontes interiores do nosso coração da nossa fé, não está contaminado por motivos falsos desviaram dessas coisas (do coração puro, da boa con voltando-se para discussões inúteis. Os dois verbo “desviar” (astocheô)como também “virar-se para um l a importância de se manter um curso reto. Assim, Paulopintaum duplo contraste: entre aespec de Deus e entre a controvérsia e o amor de uns para os de ordem prática que podemos aplicar em todo ensino fé: será que ele provém de Deus, estando conforme a modo a poder ser recebida pela fé), ou será que ele imaginação humana? O segundo é o teste do amo unidade no corpo de Cristo ou, se não (uma vez que causar divisões), ele é irresponsavelmente um cau significa que o recebemos de Deus; “amor” signifiea “Elejulga a doutrinapor seus frutos”31. O critério fina ensino é se ele promove a glória de Deus e o bem da
  41. 41. cuja tendência natural é não mantê-la, mas quebrá-la. santo, mas sim o pecador.”32 Pode ser conveniente abordar essa questão hist Reformadores trabalharam muito pelo verdadeiro p expressou a sua posição em sua Exposição sobre G dada com dois propósitos” - escreveu ele. O primeiro a lei foi um freio “para coibir os não-civilizados”.33 O propósito da lei foi “teológico” ou “espiritual”: ela é u para esmagar a retidão-própria dos seres humanos.34 pecado, paraquepeloreconhecimentodopecado eles seh e o possam vencer, e assim almejem a graça e o Be Cristo]”.35 É nesse sentido que “a lei foi o nosso tutor feita, Lutero indica que a lei tem um terceiro uso: tem diligência e gravá-lanas pessoas”, embora ele não tenh A Fórmula de Concórdia (1577), entretanto, que es Lutero em áreas controvertidas depois da morte dele, c em seu sexto artigo um triplo uso da lei. Ela é um mei sociedade humana,38 uma intimação ao arrependimen paraaigreja.40Esses usos vieram a ser chamados de us o mal), ususpedagogus (para levar a Cristo) e usus nor a conduta dos crentes). Calvino concordou com essas três funções da lei, m duas primeiras e enfatizou aterceira. No Livro II, o cap por enfoque considerar por que a lei foi dada. Primeiro
  42. 42. “O terceiro uso da lei, que é o seu principal uso”, d especifico”, de acordo com Calvino, é aquele que negligenciou, a saber, “o seu lugar entre os crentes, em de Deusjá vive e reina”.A lei é “o melhor instrumento avontade do Senhorcomo para exortar-nos a cumpri-la meditação nela” os crentes “serão despertados para a o através dela e serão afastados do escorregadio cam Com efeito, é nessa “alegre obediência” que a autên para ser encontrada.44 Assim, as três funções da lei, de acordo com Calvin os pecadores e levá-los a Cristo); de intimidação (refre especial, de educativa (ensinar e exortar os crentes). A qual desses três propósitos Paulo estaria se r carta aTimóteo? De qual deles sepoderia dizer que “o os transgressores”? Com certeza é o segundo, que tem prática do mal. Calvino escreveu: “O apóstolo parece a essa função da lei ao ensinar que ela não é feita para transgressores e insubordinados ...” (lTm 1.9-10).45 M parecem aplicar-se também ao primeiro e ao terceiro p que a lei expõe e condena os transgressores,46 e então Cristo em busca de perdão, ela os dirige para uma vid outras palavras, todas as três funções da lei rel transgressores, desmascarando-os, julgando-os, refre e dando-lhes uma direção. Pelo fato de, como seres humanos decaídos, termos
  43. 43. é porque há muitos motoristas negligentes nas est necessitamos de linhas divisórias e cercas é por ser o ú invasões indevidas. E a razão pela qual necessitamos d legislação que regulamente os relacionamentos entre a proteger os cidadãos de serem insultados, discriminad o mundo pudesse ser digno de confiança, de modo que do outro, não seriam necessárias leis de proteção. Omesmo éverdade com respeito àlei deDeus. Suas têm aver com os transgressores. E Paulo prossegue log oprincípio da “lei para os transgressores” com onze ex As primeiras seispalavras, que ele coloca em pares, pa que específicas. A lei é feita, escreve ele, para o insubordinados (“que não tem princípios nem autoc ímpios e pecadores (que desonram a Deus e se desvi profanos e irreverentes (que estão destituídos de toda Essas palavras são claras em se referir ao nosso menos de uma maneira geral. Mas devido ao fato seguintes sãobastante específicas quanto aonosso deve é natural que questionemos se as seis primeiras n específicas em relação ao nosso dever em relação a D sugere que sim.50Trabalhando em sentido inverso, a p mãe, ele propõe que irreverentes (bebçlos) significa o de estar quebrando a lei do sábado (o quarto man (anosios) designa aqueles que tomam o nome de
  44. 44. heterossexuais e homossexuais - quebram o sétimo desses dois grupos certamente o quebra (“Não adulter ser dito do segundo grupo, se entendermos a proibição toda relação sexual ao contexto do casamento heteros é a melhor tradução, nem o é “sodomitas”, pois esses carregam preconceitos e implicações que expressam u os cristãos devem evitar. A palavra grega arsenoko aqui e em 1Coríntios 6.9, éuma combinação de arsçn keimai (deitar-se). Provavelmente, é uma referência ao proíbem a homossexualidade: “Com homem não te mulher”;52 ela refere-se, portanto, aos homossexuais. “Seqüestradores” ( n v i) o u “mercadores de escravo mais hediondo tipo de roubo; e tanto os mentiroso falsamente quebram o nono mandamento, de não dar f o próximo. O décimo, que proíbe a cobiça, não está in talvez por ser um pecado de pensamentos e desej obras. Mas de forma a tornar a sua lista totalmente ab ainda que a lei foi feita para todo aquele que se opõe Que doutrina é essa? E a doutrina que é conform (literalmente, “o evangelho da glória” - r a ) que mefoi do Deus bendito (v. 11). E particularmente digno de nota que os pecado (quebrando os Dez Mandamentos) são também co evangelho. Assim, os padrões morais do evangelho nã morais da lei. Portanto, não é para imaginar que,
  45. 45. 2.0 apóstolo Paulo e o evangelho (1:12-17) Dou graças a Cristo Jesus, nosso Senhor, que me d deroufiel, designando-mepara o ministério, 13a mi fui blasfemo, perseguidor e insolente; mas alcanc que ofiz por ignorância e na minha incredulidade; de nosso Senhor transbordou sobre mim, com afé e Cristo Jesus. 15Esta afirmação éfiel e digna de toda aceitação: mundo para salvar ospecadores, dos quais eu sou mesmo alcancei misericórdia, para que em mim, Cristo Jesus demonstrasse toda a grandeza da sua me como um exemplo para aqueles que nele ha vida eterna. 17Ao Rei eterno, o Deus único, im honra e glória para todo o sempre. Amém. Deixando o tema dos falsos mestres e do seu mau u escreve sobre si mesmo e sobre o evangelho que lhe f declaração estritamente pessoal. Ele reconta a história seu comissionamento, em meio a duas exclamações d Cristo Jesus”,inicia ele (v. 12), terminando com as pa Deusúnico, imortal einvisível, sejamhonra e glória” (v foram abundantes as ações de graças, não apenas por pelo privilégio de ter se tomado apóstolo. Em particular, Paulo menciona aqui três bênçãos q
  46. 46. fui blasfemo, perseguidor e insolente (v. 13a). Sua “bla mal de Jesus Cristo; ele também “tentavaforçá-los [os blasfemar”.51 Sua disposição era a de perseguir com Deus, procurando destruí-la,58 e, ao persegui-la, ele n estava perseguindo a Cristo.59Assim, por trás da blasf havia um homem violento (hybristçs), sendo hybris um com insolência, que encontra satisfação em insultar e Talvez o apóstolo estivesse pretendendo mostrar q ascendente de coisas más, partindo de palavras (de b ações (de perseguição), até chegar a pensamentos (de Em segundo lugar, Paulo descreve a forma pela qua Humanamente falando, não havia esperança para algu e agressivo como ele. Mas Paulo não estava fora da m duas vezes ele usa o mesmo verbo alcancei miseric literalmente, do modo como o puritano Thomas G totalmente alcançado pela misericórdia”.61 À “miseri agora a “graça”, palavras que ele já havia colocado ju (1.2). A graça de nosso Senhor transbordou sobre mim estão em Cristo Jesus (v. 14). Isto é, a graça “su transbordou tal como um rio numa enchente, que não extravasa pelas margens e carrega tudo o que vê pela f roldão, não havendo nada que lhe possa resistir. M trouxe consigo, entretanto, não foi uma devastação, m a “fé”eo “amor”aquePaulojá haviadado destaque (vv.
  47. 47. Essaprimeiraocorrênciadessaexpressão é um concis Esta afirmação éfiel e digna de toda aceitação: Crist para salvar ospecadores, dos quais eu sou opior (v. 1 conteúdo do evangelho é verdadeiro e digno de aceitaç especulativos e absurdos dos falsos mestres e (poder diferente das mentiras da propaganda secular. Em evangelho oferece é para teruma aceitaçãouniversal. N versões diz que ele é digno de “toda” aceitação, com ser uma aceitação completa, sem reservas. Já a jb p trad totalmente confiável e deve ser universalmente ace com o contexto, uma vez que Paulo argumenta no cap tem de serfeito conhecido às nações. Em terceiro luga é que Cristo veio para salvar os pecadores. A lei era p pecadores; o evangelho é para a sua salvação. Afrase C soa como uma das expressões que ele mesmo possive alusão à sua encarnação e também à expiação que ele como pressuposto o fato da sua preexistência. Com ef exame de todas as passagens sobre a salvação nas Car Towner conclui que a salvação, sendo uma realidade por se consumar, é “o ponto central da mensagem” e a sadio” dos apóstolos.66 Em quarto lugar, a aplicação do evangelho é p universal é uma coisa (ele é digno “de toda aceitação coisa bem diferente é o fato de que ele tem que ser in que Paulo destaca com a frase “dos quais eu sou
  48. 48. pelo Espírito Santo. Podemos começar tal como o faris dizendo: “ÓDeus, graças te dou que não sou como os terminaremos como o coletor de impostos que, ba (literalmente): “ODeus, sêpropício a mim, opecador!” em odiosas comparações; ao passo que para o pub respeito, entretanto, não havia outros pecadores com somente ele, e mais ninguém. Podemos, agora, fazerum resumo do que essa afirm toda aceitação”nos diz sobre o evangelho. Eleé verdad Ele destina-se a todo o mundo. Ele diz respeito a Jesus salvação. E deve ser recebido por todos nós, individua Não podemos refletirnessa fiel declaração sem lemb Bilney, que se converteu através dela. Eleito em 1520c da universidadedeTrinityHall, em Cambridge, na Ingla (como era chamado, devido à sua pequena estatura) conseguia encontrá-la. “Mas, finalmente”- escreveu ele —,“ouvi falarde J o Novo Testamento foipelaprimeira vez mostrado por leitura (como bem me recordo) encontrei por acaso ess (ó que doce e agradável sentença para a minha alma!) afirmação é fiel e digna de toda aceitação: Cristo Jes salvar os pecadores, dos quais eu sou opior e oprincipa através do esclarecimento de Deus atuando em meu in não tinha consciência, de tal forma alegrou o meu cor
  49. 49. explicação. Seu perdão, cheio de misericórdia, não se tivéssemos algum mérito que predispusesse (e muito m a mostrar misericórdia, mas procede do caráter dele, q quem pertence sempre a misericórdia”, como diz o Liv Anglicana. Não obstante, Paulo menciona dois fat caso, pode-se dizer que poderiam ter “predisposto” De para com ele. O primeiro fator diz respeito ao fato de ter sido ele ignorânciae naincredulidade. “Alcanceimisericórdia, p e naminhaincredulidade” (v. 13b). Em outras ocasiões por Deus” e que “estava convencido de que deveria fa se opor ao nome de Jesus, o Nazareno”.71 Preste aten a ignorância e a incredulidade de Paulo não o isentava dizendo que sua ignorância estabelecia uma base para misericórdiade Deus (pois nesse caso ela deixaria de s a graça deixaria de ser graça), mas ele diz tão somení; era consciente e intencional, pois, se o fosse, ieri^ito Espírito Santo, eisso oteriadesqualificado derecàjeoms à conhecida distinção que há no Anti Iç s;injin “por ignorância” e aquela que é feit^t^ i çrâmmente”. por outras pessoas da forma comoT&s k or.,a na cruz não sabem o que estão fazendo”,73 u m liY e z que nos le ainda temos que nos arrepáider, ate mesmo dos p ignorância”.74 Se o período de/ignorância e incredulidade do pas
  50. 50. teve misericórdia até mesmo de mim, o pior dos peca misericórdia de você! Em resumo, embora Paulo tivesse sido um blas perseguidor da igreja, a graça de Cristo o tomou comp misericórdia em parte por suaincredulidade naignorânc demonstrar a ilimitada paciência de Cristo, em benefíc Foi essa experiência da graça, da misericórdia e da sustentaram todo o entusiasmo evangelístico de Paulo. ninguém pode compartilhar o evangelho com paixão e não tiver tido uma experiência semelhante com Cristo. Não é de admirar que Paulo tenha passado de for para uma doxologia, na qual, entretanto (assim como n em 6.15), fez uso de algumas frases de uma forma litúr entender que liberdade e liturgia não são necessariame referiu-se a Deus como o Rei, o soberano que tem sob coisas, que não apenas reina sobre a ordem natura históricos, mas que também estabeleceu o seu reino so através de Cristo e por meio do Espírito. Paulo agora menciona quatro características do Rei etemo, literalmente “Rei dos séculos” (v. 17 - ib b) [tam 15.3, na ib b ], estando além das flutuações do tempo. Se Deus. O acréscimo do adjetivo “sábio” no Textus Rece versões (como na s b t b) é “sem dúvida uma inserção de Romanos 16.21”.15 O que Paulo está afirmando n
  51. 51. 3. Timóteoeo bomcombate (1.18-20) Timóteo, meu filho, dou-lhe esta instrução, seg proferidas a seu respeito, para que, seguindo-as, você l9mantendo a fé e a boa consciência que alguns naufragaram nafé. 20 Entre eles estãoHimeneu eAlexa a Satanás, para que aprendam a não blasfemar. Até aqui, Paulo havia se referido aos mestres da le deles), como também a si mesmo na condição de a evangelho). Agora, compete a Timóteo escolher a qu dois. Por um lado, o apóstolo está lhe pedindo com in falsos mestres; por outro, Timóteo tem de sentir especulações deles. Não é para ele permanecerneutro, seja jovem, inexperiente, passível de ser influenciad como naquela época, a verdade exige que nos posicion Paulo começa descrevendo o contexto no qual ele e com que Timóteo se lembre tanto do relacionament especial os une, como também das circunstâncias da o meu filho, dou-lhe esta instrução, segundo as profe respeito, para que, seguindo-as, você combata o bo somos informados do conteúdo dessas profecias. Nem dirigidas à igreja, a Timóteo (declarando-o chamado tarefa em especial, conformeAtos 13.lss.) ou a Paulo ( seria um acréscimo conveniente à sua equipe missioná parece provável é que elas tenham ocorrido durante a “
  52. 52. Em particular, Timóteo tinha que permanecer m consciência (v. 19a). Embora, aqui, “fé” não tenha original, no fim do versículo ele aparece: naufraga sofreram naufrágio no que diz respeito à fé). Ass pressupor o mesmo significado no início do versícul coisas valiosas que ele tem de guardar com cuidado: u que é chamado de “fé”, ou seja, a fé apostólica, e um t como “aboa consciência”.Além disso, essas duas coisa juntas (como em 1.5 e em 3.9), que é precisamente o q deixaram de fazer. Esse Himeneu presumivelmente é ensinou que a ressurreição já havia sido realizada.85 nome comum, e não há razão para identificarmos esse “o ferreiro”, que lhe havia causado “muitos males”86e mesmo foi cristão de fato. Quem quer que tenham sido esses dois homens, o q “tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar contam Himeneu eAlexandre” (vv. 19b-20a- ra).O tex os hereges rejeitaram: a boa consciência. A palavra em de consciência (apôtheô) significa pôr alguma cois repudiar. Está implícita “uma violenta e deliberadareje isso com sua consciência, naufragaram na fé. Agindo deles, seria precisamente preservando uma boa consciê como manter a fé. Assim, acham-se bem ligados e comportamento; a convicção e a consciência; e o que
  53. 53. Tão séria era a apostasia de Himeneu e Alexan respeito deles: os quais entreguei a Satanás (v. 20). Is certeza, éuma alusão à excomunhão, considerando que expressão no caso daquele que havia cometido opecad “Entreguem esse homem a Satanás”91, escreveu, expl ele queriadizer: “Expulsem esseperverso do meio de v o lugar em que Deus habita, segue-se que sereliminad enviado de volta para o mundo, onde Satanás habita. P punição possa ser, ela não é permanente nem irrevogá corretivo, pois eles foram objeto dessa ação “para sere que aprendam a não blasfemar (v. 20). O que se ded tenham aprendido essa lição, os excomungados poder à comunhão. Nesse primeiro capítulo, que trata do lugar da dout nos dá uma valiosa instrução com respeito ao falso en básica é a heterodidaskalia, um desvio (heteros) d desastrosos resultados são que ele substitui a fé pela e Deus pela dissensão. Sua causa fundamental é a rejeiç diante de Deus. O que, então, Timóteo deveria fazer em tal situação separar-se da igreja, o que teria sido uma reação extre deveriapermanecerem silêncio diante daheresia e muit qualquer forma, o que teria sido o extremo oposto. Em permanecer em seu posto e combater o bom combate d erro e também lutando vigorosamente pela verdade.
  54. 54. 1Timóteo 2.1-15 2.0 cultopúblico Nessa carta pastoral, Paulo tem em vista não somen dirigida, mas também as igrejas locais que ele, Timóte sionar. Através dele, o apóstolo tem o propósito de co Tendo iniciado com doutrina (capítulo 1), exigindo qu falso ensino e permanecesse fiel à fé apostólica, e como conduzir o culto público (capítulo 2). Da mesma forma como havia rogado (parakaleõ) a cesse em Efeso” para combater o que estava errado (1 dar prioridade ao culto público: Antes de tudo, re novo) que se façam ... orações ...por todos os homens se “não a uma prioridade de tempo, mas a uma priorid pois a igreja é essencialmente uma comunidade de freqüência, se diz que a tarefa prioritária da igreja é a bem assim, na verdade. O culto aDeus tem prioridade ção, em parte porque o amor a Deus é o primeiro m próximo é o segundo; em parte porque, após ter-se cum
  55. 55. culto público (vv. 1-7). Em segundo lugar, ele conside conduzido e aborda a questão de qual deve ser o papel àsmulheres (vv. 8-15). 1.Enfoquemundialnoculto público (2.1-7) Antes de tudo, recomendo que sefaçam súplicas, or ações de graças por todos os homens; 2pelos r exercem autoridade, para que tenhamos uma vida t com toda apiedade e dignidade. 3lsso é bom e agra nosso Salvador, 4que deseja que todos os home guem ao conhecimento da verdade. 5Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus Cristo Jesus, 6o qual se entregou a si mesmo com Essefoi o testemunho dado em seu próprio tempo. 7Para issofui designado pregador e apóstolo (digo minto), mestre da verdadeirafé aos gentios. O que se destaca nesse parágrafo é a amplitude uni de da igreja. Em contraste com os gnósticos heréticos, era restrita a uma elite, àqueles que tinham sido inicia que o plano de Deus, e portanto a nossa responsabilida o mundo. Por quatro vezes, essa mesma verdade é orações devem ser feitas por todos os homens (v. 1
  56. 56. com muita clareza. “Admito” - escreveu Calvino com compreendo completamente a diferença” entre elas. E nar uma tentativa nesse sentido, ele continuou: “Ma muito a distinções sutis desse tipo”.4 Com efeito, ele distinção entre “gênero” e “espécie”, orações (proseu genérica para todo tipo de oração, enquanto súplic (enteuxis) são específicas. Alguns comentaristas mode pouco além, sugerindo que deçsis expressa uma neces enquanto euteuxis significa “entrar na presença de um petição”.5Talvez G.W. Knight seja quem ofereça adef to ao efeito que esses quatro termos devem dar à requerendo necessidades específicas; proseuchas, lev mos em vista; enteuxeis, apelando com ousadia a favo agradecendo por elas”.6 Embora Paulo use esse conjunto de quatro palavras único ponto, ou seja, elas devem ser feitas em favor de Isso, de imediato, reprova a estreita visão paroquial de para si mesmas em suas orações. Alguns anos atrá numa certa igreja. O pastor não estava presente, por es líderes leigos conduziu a oração pastoral. Ele orou par bom período de férias (o que foi bom) e para que d membros da igreja, fossem curadas (o que estava bem devemos orar pelos enfermos). Mas isso foi tudo. A in durar nem trinta segundos. Saí de lá aborrecido, com a igreja cultuava um deus de um vilarejo de sua própria
  57. 57. fechados, nações resistentes, missionários, igrejas na busca da paz e da justiça no mundo (lugare livramento do horror nuclear, governadores e go necessitados etc.). Almejamos ver toda congrega se diante de nosso soberano Senhor em humildade de esperança. ”7 Às vezes, questiono-me se a razão do relativam para se alcançar apaz e ajustiça no mundo, epara a eva é a falta de oração por parte do povo de Deus. Quand das Filipinas, foi deposto em 1986, os cristãos filipino “não ao poder do povo, mas ao poder da oração”. O q se o povo de Deus, por todo o mundo, aprender a de orações perseverantes e cheias de fé? Em particular, Paulo orientou as igrejas a orar pelo exercem autoridade (v. 2a). Essafoi umainstrução imp naquele tempo não havia nenhum governante que foss parte do mundo. OLivro Comum de Orações daIgreja errado, portanto, ao limitar, nos cultos de santa ceia, a cristãos, pedindo a Deus para “salvar e defender governantes cristãos”. Em contraste, quando Paulo dis pelos reis, o imperador que reinava era Nero, cuja pre tilidade para com a fé cristã eram por todos conh igreja, que primeiramente ocorria de forma não freqü tornou-se sistemática, e portanto os cristãos ficara
  58. 58. Tertuliano, em suaApologia, que geralmente é data “Oramos também pelos imperadores, pelos seus minis estão no poder, para que o seu reinado continue, para q paz, e para que o fim do mundo seja postergado”.11 Paulo é bem específico ao orientar a igreja, dizendo pelos dirigentes das nações. E em primeiro lugar, e ac tenhamos uma vida tranqüila epacífica. Isso porque o um bom governo proporciona é a paz, com o sentido d guerra como de conflitos civis. Paulo havia tido m bênção, quando os oficiais romanos intervieram em se própria cidade de Efeso, quando se deu “um gran Caminho”, tendo o escrivão da cidade conseguido apa Orar pela paz não é algo que se deva deixar de la atitude egoísta. Sua motivação pode ser altruísta, ou s que somente numa sociedade em que impere a ordem de para desincumbir-se, sem qualquerimpedimento, da lhe foram dadas por Deus. Duas características de mencionadas, e uma terceira está implícita. As que são de e dignidade (v. 2b). “Piedade” (eusebeia) é uma da Pastorais,13 onde é usada como sinônimo de theosebe de culto a Deus ou devoção religiosa. “Dignidade” (se to, parece significar “diligência moral”.14Uma traduçã ve essas duas bênçãos da paz como “a plena observân padrões de moralidade”. O terceiro benefício decorrente dapaz acha-se impl
  59. 59. dentes) e punir o mal e promover o bem (tal como Pau 13.4), de forma que, numa sociedade assim estável, ai de para cultuar a Deus, obedecer às suas leis e divulga lado, é dever da igreja orarpelo estado, para que seus justiça e busquem a paz, acrescentando em sua inte especialmente pelas bênçãos de um bom governo com de Deus para todos. Desse modo, a igreja e o estado tê o outro; a igreja deve orar pelo estado (e ser, ainda estado deve proteger a igreja (de modo que esta tenh cumprir com suas responsabilidades). Cada uma des nhecer que a outra também tem uma origem e um pro Cada uma deve ajudar a outra a cumprir o papel que D h. O desejo de Deus para com todos os homens (2.3- A razão pela qual a igreja tem que ter uma visão am todos os homens em suas orações, é que essa é a medi De fato, ele é apropriadamente referido como sendo D 3b), mas não é para o monopolizarmos, uma vez que e nós, mas que todos os homens sejam salvos (v. 4a). A ter tido em mente aqueles judeus nacionalistas que acr preferidos e privilegiados de Deus, esquecendo-se da abençoar todas as famílias da terra através de Abraão. Paulo ter tido em mente os elitistas gnósticos que r gnosis (conhecimento) a uns poucos escolhidos. Em versões desse espírito de monopólio do qual temos qu
  60. 60. Como, então, podemos evitar esses dois extremos o do universalismo? Além disso, a doutrina da eleição n forma de elitismo? E não é ela incompatível com a afi Deus deseja que todos se salvem? Comecemos a responder essas questões afirmando bitavelmente ensinam a divina eleição, tanto no Antigo porque amou os seus antepassados e escolheu a d como no Novo Testamento (p. ex., “vocês não me esco lhi ...),17embora diferentes igrejas formulem uma dou Contudo, essa verdade não é para ser expressa de um complementar de que Deus deseja que todos se salvem abordada nas Escrituras para nos humilhar (lembrando nossa salvação pertence exclusivamente a Deus), para promessa de que o amor de Deus nunca nos abandona para missões (lembrando-nos de que Deus escolheu A através dele, abençoar todas as famílias da terra). A el forma a contradizer o alcance universal que o evang propiciar uma desculpa para não acatarmos a evangeli são excluídos, isso éporque eles mesmos se excluem, r lho oferece. Quanto a Deus, ele deseja que todos os ho Como, então, podemos afirmar que, ao mesmo tem sejam salvos e que também há a eleição, por Deus, do ção? Os cristãos têm enfrentado essa questão em cada do reinterpretar as três palavras que formam a estrutur
  61. 61. Em segundo lugar, outros sugerem que o verbo “serem preservados fisicamente” em vez de “resgatad ralmente”,uma vez que acham que esse verbo tem tam algumas outras passagens (p. ex., 2.11 e 4.10), conside texto imediato é o de governos protegendo e preservan proposta não obteve grande aceitação, entretanto, uma gue escrevendo sobre a morte de Cristo pelos nos vista que o vocabulário da salvação nas Pastorais gera tação do pecado.21 Em terceiro lugar, uma parte dos comentaristas ins os homens” não pode ser tomado num sentido abs pessoa individualmente. Em vez disso, “o que o após escreve Calvino, seguindo Agostinho - “é simplesm sobre a terra e não há segmento algum da socied salvação, uma vez que Deus deseja oferecer o evangel ção.” Paulo estaria falando de classes sociais e não de sen argumenta de modo semelhante que “todos” signi não importando as diferenças de ordem social, nacion um dos seres humanos, de toda a humanidade pre incluindo Judas e o anticristo”.23Além disso, G. W. K a interpretação natural do versículo 1, pois é possível de pessoa” (por ex., pelos governantes e também pelo é possível orar por todas as pessoas individualmente, d em muitas outras passagens das Escrituras, “todos” nã limitadopelo contexto. Por exemplo, quando Jesus com
  62. 62. querem vir a mim”;em outra, disse: “ninguém pode vi enviou, não o atrair.”29Assim, por que é que alguns n eles não querem ou por que não podem? Jesus ensinou Por toda parte nas Escrituras, vemos essa antinomi responsabilidade humana; o oferecimento universal e “todos” e “alguns”; “não querem” e “não podem”. A fenômeno não é procurar uma conciliação superficial das evidências), nem afirmar que Jesus e Paulo contra mar que as duas partes da antinomia são verdadeiras, a sando, com humildade, que no presente a nossa mente resolver a questão. A universalidade do convite do evangelho reside n duas partes, ou seja, duas verdades: a de que há apena apenas um mediador. Paulo afirma esses fatos quanto uma economia tal de palavras que alguns têm questi citando as palavras de algum credo primitivo. Mesmo a sua autoridade apostólica. Ele começa dizendo: pois há umsó Deus (v. 5a). O versículos 4 e 5 é entre “todos os homens”que Deus q “um só Deus”que deseja isso. A razão por que ele que que ele é o único Deus, e que não há outro. Supondo que não haja um único Deus, mas muitos Deus não seja monoteísta, mas politeísta; e supondo q acreditavam, um panteão de muitos deuses, ou co
  63. 63. Quanto a ser bom ou mau, isso depende de os rivais te Os rivais de Deus não têm, por serem falsos deuses; n ses”.É no contexto da idolatria que o Senhor diz: “Eu, Deus zeloso ...”ou: “souumDeus ciumento” (bj).33 Ele é a rivais; ele se recusa a compartilhar com qualquer ou devido. “Eu sou o S en h o r; este é o meu nome! Não da nem a imagens o meu louvor.”34Daí, também, o seu c crerem: “Voltem-se para mim e sejam salvos, todos vo eu sou Deus, e não há nenhum outro”.35 Desse modo, Testamento que é a condição de unicidade de Yahwe justifica o seu “zelo” e a sua missão universal, invoc dobre diante dele e que toda línguajure pelo seu nome Precisamente o mesmo raciocínio é encontrado n fato, Paulo o repete diversas vezes. “Há um único Deu dizendo ser o criador e o herdeiro de todas as coisas.3 só Deus e Pai de todos”.38E aqui, em 1Timóteo, há um 6.15). Além disso, é porque “existe um só Deus” que dos judeus, mas também o Deus dos gentios.39Assim Novo Testamento afirmam primeiro que Deus é um s fundamental para a missão mundial é precisamente es exclusiva (há um só Deus, e nenhum outro) leva missão inclusiva (o único Deus deseja que todos os ho c. A morte de Cristo épara todos (2.5-6)
  64. 64. Nova Era e de outras seitas contemporâneas? Por que todas as pessoas têm que ser salvas pelo mesmo mo conhecimento da (mesma) verdade!’” A resposta que Paulo dá é que não há apenas um ú que há também um único mediador entre ele e nós, e p para a salvação. Essa questão tem sido debatida com muito ardor em das outras religiões e o relacionamento de Jesus Cristo que está viva. Três posições principais estão send A primeira, a visão tradicional, sustentada até há grande maioria dos cristãos, é que Jesus Cristo é. salvação é mediante uma explícita fé nele. Essa posiçã de “exclusivismo”,embora esse seja um termo inadequ conotação negativa e elitista e porque nada diz quanto ta” que se acha implícita na proposta universal que o e importante expositor dessa posição no século vinte foi The Christian Message in a Non-Christian World (A Mundo Não-Cristão), de 1938. A segunda posição geralmente é chamada de “inclu afirma que Jesus Cristo é o Salvador, mas acresce diferentes através de diferentes processos, especialmen giões. O mais bem conhecido expositor dessa posição Rahner, em sua obra Theological Investigations, (Inv volumeV, de 1957. A terceira posição, que está ganhando terreno em n
  65. 65. populares do Oriente. Também os gnósticos tinham po são de emanações angélicas preenchendo a distância das quais Jesus era a maior, mas não a única. Paulo in somente um mediador. Temos de ter clareza, portanto cristãos não reivindicam a exclusividade do “cristianis qualquer que seja a formulação com que se apresente; igreja como instituição em quaisquer formas cultura mas reivindicam apenas a exclusividade de Cristo com como oúnico qualificado como mediador. Um mediador é um intermediário, a pessoa que se a a reconciliação entre duas partes em rivalidade. Mesitç tanto para um árbitro em disputas legais como para um namentos comerciais. E entre Deus e a raça humana, P um único, Jesus, “o único que se põe no meio”.42 Assim, em que consiste essa singularidade de J afirmar que ele não tem competidores nem sucessores ficações como mediador são encontradas em sua pe quem ele é e no que ele fez. Em primeiro lugar, a pessoa de Jesus é singular. El (v. 5b). É claro que ele também é Deus. No capítulo a com o Pai como a única fonte de graça, de misericórdi vezes, elefoi referido como “nosso Senhor” (1.2,12,14 ao mundo para salvar os pecadores” (1.15), o que pre uma decisão preexistentes. O que Paulo agora acresce um ser humano. Ajustaposição de palavras na frase em
  66. 66. 6a). Dá para notar o salto impressionante que o a nascimento de Jesus (o homem Cristo Jesus) para a su gou a si mesmo). Um leva ao outro. Ele nasceu para m morte é descrita tanto como um sacrifício quanto entregou a si mesmo” significa que ele “se sacrificou” forma deliberada e voluntária como sacrifício pelo pe ta-se a Isaías 53.12, onde do servo sofredor se diz que até a morte”. Jesus aplicou esse conceito a si mesmo daria a sua vida pelas suas ovelhas, por sua livre e exp Além disso, ele se entregou como resgate. Essa exp declaração do próprio Jesus de que o Filho do homem em resgate por muitos”.46 As implicações disso são m era o preço pago para a libertação de escravos ou cat dias, os seqüestradores tomam pessoas para ter um res que estávamos numa escravidão, sujeitos ao pecado e de nos salvarmos, e que o preço pago para a nossa lib Cristo em nosso lugar. A versão grega da declaraç pollôn (“um resgate em vez de muitos”). Paulo ref preposição ao nome como um prefixo e pondo ainda u antilytron hyper pantôn (“um resgate substitutivo e presença das duas preposições é significativa. “Cristo ço de uma permuta’ em favor de todos e em lugar de t pela qual a libertação pode ser obtida.”47 . Paulo, ainda, em lugar depollôn (“muitos”) usoupa certeza, entretanto, se desse modo ele mudou o sentido
  67. 67. aqueles que o rejeitarem e forem condenados. O ponto expiação “universal” é o fato de que o evangelho é pa Assim como acontece com a declaração de que sejam salvos, também com a afirmação de que Cristo todos é possível argumentar que “todos” significa “to sociais” e não, absolutamente, “todas as pessoas”. Con mais sábio admitir que as Escrituras parecem estar afi numa antinomia que no presente não temos condições tando qual seja a nossa posição quanto à amplitude da mente proibidos de limitar a extensão da missão mund ser pregado a todos; a salvação é para ser oferecida a t Aqui, então, acha-se a dupla singularidade de Jesus ser o único mediador. Primeiro, há a singularidade da pessoa divina e humana; segundo, há a singularidade c substitutiva. O único mediador é o homem Cristo Je asi mesmo como resgate. Temos que manterjuntas est resgate e mediador. Historicamente elas se referem ao sua carreira salvífica: o seu nascimento, pelo qual morte, através da qual ele se entregou como resgate; e sua ressurreição e ascensão) à mão direita do Pai, ond nosso mediador ou advogado. Teologicamente, elas s doutrinas da salvação, a saber, a encarnação, a expiaç Ecomo em ninguém mais, anão serem Jesus deNazaré se homem (assumindo ele mesmo a forma humana) e resgate (assumindo o nosso pecado e a nossa culp
  68. 68. reu, é o divino testemunho do amor de Deus que salvar os pecadores. Mas coAo Paulo prossegue imed abordando a proclamação do evangelho em seus dias, ser esse o testemunho a que ele estava se referindo. O Jesus aconteceram no primeiro século; agora, em seu munho dele tem de ser dado. Epara isso [para esse tes pregador e apóstolo (digo-lhes a verdade, não minto) fé aos gentios (v. 7). De que modo devemos compreender os três substa tolo” e “mestre”? Paulo foi os três, mas ninguém é os observamos ao consideraro primeiro versículo dessa c tolo”, quando usada na acepção de “apóstolos de Cri acepção de “apóstolos das igrejas”,referia-se primaria Paulo e Tiago depois foram acrescentados. Eles foram do Jesus histórico, especialmente de sua ressurreição uma inspiração especial do Espírito Santo e receberam em nome de Cristo. Além disso, Paulo tinha sido desig gentios”. Sua forte exclamação, dizendo estar falando do,52 provavelmente era necessária devido aos fals pondo em dúvida a sua autoridade apostólica. Embora não haja “apóstolos” de Cristo hoje com a ridade dos escritores do Novo Testamento, certamente tres”. Como descrever suas responsabilidades? Era fu mular, defender e recomendar o evangelho. A função
  69. 69. uma missão para com todo o mundo. Segundo o vers orar por todos os povos; de acordo com o versículo 7, evangelho a todos os povos, a todas as nações. M poderá incluir o mundo todo no alcance da sua interce nho? Uma perspectiva assim não é arrogante, presunç alista? Não! Crisóstomo, no final do quarto século, de Deus!” - clamou ele.54Isto é, o objetivo da igreja é u o objetivo de Deus. É pelo fato de existir um só Deus todos os povos têm de ser incluídos nas orações da igr ção. É aunidade deDeus e a singularidade de Cristo qu de do evangelho. O desejo de Deus e a morte de povos; portanto, o dever da igreja é para todas a direcionando a elas tanto suas mais ardentes oraç testemunho. 2.Atribuições segundo o sexo, no culto público (2.8 O assunto do culto público, que Paulo tinha começ metade desse capítulo, é retomado por ele na segu passa da prioridade e da amplitude do alvo das oraçõe papéis que os homens e as mulheres devem dese como devem se comportar quando a igreja se reúne em deveres dos homens em relação à oração (v. 8) e os de relação ao vestir-se, ao estilo de seu penteado, ao uso ainda, em relação aos homens (vv. 11-15).
  70. 70. o ministério de mulheres. Ademais, as conclusões q vão depender muito dos princípios hermenêuticos considerar em detalhe esses versículos, portanto, é ne princípios que parecem ter uma importância fundame a. Princípios hermenêuticos O primeiro pode ser chamado de princípio da harm ser a Bíblia a Palavra de Deus escrita, também cremos ele não se contradiz. Portanto, embora reconheçamos, versidade tanto de ênfases teológicas como de estilos a expectativa de que a Palavra tenha uma subjacen significa que teremos que cair numa manipulação artif mos encontrar umaharmonia natural, interpretando cad contexto bíblico. Desse modo, ao abordar esses ver mulher na igreja, não vamos isolá-los de uma básica a com respeito à igualdade entre homens e mulheres em por criação e por redenção.55 Não há diferença algum imagem de Deus que levamos como também em nossa Deus pela fé em Cristo. Todaidéia de superioridade ou sexos tem de ser de imediato descartada. Em segundo lugar, temos de procurar aplicar o prin Deus sempre proferiu a suapalavra num ambiente cult cular, especialmente o do antigo Oriente Próximo (oA judaísmo palestino (os evangelhos) e o do mundo grec Novo Testamento). Nenhuma palavra de Deus foi prof
  71. 71. condições de ceder em nada que, de qualquer for modo, adotam umapostura literalrígida, considerando fugas “ao que a Bíblia ensina de forma tão clara”. Para sua interpretação de 1 Timóteo 2.8-15, tais pessoas homens devem sempre levantaras mãos quando orarem nunca façam tranças em seu cabelo, nem usemjóias (v cia alguma a mulher ensine ahomens (vv. 11-12). Em segundo lugar, há também aqueles que, recusan Escrituras (tal como os do primeiro grupo), uma verda são cultural, caem no extremo oposto. Longe de entro a outra, eles as descartam. Em vez de elevarem as exp de uma verdade eterna, eles degradam averdade eterna sões culturais. Em vez de darem às duas a condição de negam-lhes essa autoridade. Uma vez que aPalavra de vestes culturais assim tão antigas - argumentam eles - às pessoas no passado, agora ela está totalmente desat Conseqüentemente, toda instrução que Paulo deu a Ti dos homens e sobre o adorno das mulheres e sua sujei ser descartado. Não há praticamente nada que valh descarte, pois nada é “eterno”,tudo é meramente “cult Hanson escreveu: “Assim como a primeira metade de o melhor do seu autor, a segunda metade parece mostr cristãos não estão absolutamente obrigados a aceita mulheres”.56 Semelhantemente, embora de maneira m
  72. 72. se contexto”, as instruções de Paulo para as mulheres afirmação de Paulo em 1Timóteo 2.11-12- prossegue e cificamente com o problema existente em Efeso. Obvi essa posição para com as mulheres de um modo geral. Esse princípio da aplicação local é desenvolvido um Clark Kroeger e Catherine Clark Kroeger, em seu notá Woman: Rethinking 1 Timothy 2:11-15 in Light ofAnc Afetado por uma Mulher: Repensando 1 Timóteo 2: Evidências). E um tour de force, o fruto de muita p conscienciosa, sobre o mundo antigo. Compartilho c com o fato de que esse texto tem sido usado, de manei para negar legítimos ministérios de mulheres. Isso por as Escrituras asseguram a liderança de muitas mulhere das com dons. Como, então, os Kroegers abordaram e páginas? Descrevendo Éfeso como “um baluarte da su dominada pela grande deusa “Diana dos efésios”61 e i ricos judeus e gnósticos, os Kroegers reinterpretam fra los de 11 a 15 como aplicando-se exclusivamente àque deve aprenderem silêncio, com toda sujeição” (v. 11) é res cristãs, em contraste com a “tagarelice absurda” para ser ensináveis e submeterem-se silenciosamente à permito” (v. 12a) refere-se a “uma situação específica so] e não tem uma aplicação universal”.62 O que as 'm ensinar refere-se apenas ao ensino da “doutrina não co
  73. 73. sobre o homem”, que igualmente é proibida, não é no nio, mas significa que a mulher não é para proclama “como tendo dado origem” ao homem.64 Os mitos gn era responsável tanto pela criação como pela iluminaç ditados pelas referências de Paulo à prioridade de Adã Eva (v. 14).65Entretanto, ela será “salva”, e não conde Reconheço que essa reconstrução é coerente e muito conhecimento eumaprofundareflexão. Por ela, c segmentos dos versículos 11 a 15 foi reinterpretado c heréticas que provavelmente estavam circulando naqu minei de ler esse livro, entretanto, tive um forte sentim do”.Será que esse texto realmente nada tem a dizer de relacionamento entre homens e mulheres? Será que as “sujeição” (vv. 11 e 12) foram esvaziadas totalmente d hoje? Não haverá, por certo, ainda, alguma coisa que p mentar na sexualidade criada, que Deus pretenda serp nossa experiência humana? Como admite o Dr. Dick F contro à sua principal tese, “o Novo Testamento reve amplo de ‘ordem’ (taxis) que Deus designou para muitos níveis”, e que exige “sujeição” (hypotagç), inc em relação a seu marido no casamento. “Sujeitar-se é dentro da ordem estabelecida por Deus na sociedade com isso, aceitando a autoridade daqueles a quem Deu É isso o que leva o Dr. J. I. Packer aexpressar, em de “que o relacionamento do homem com a mulher é,
  74. 74. te todo o Novo Testamento foi dirigido a situaçõe pudermos mostrar que uma instrução era dirigida a um deveremos então limitá-la àquelecontexto e declará-la demais? Por exemplo, o mandamento paraque todos “ tes e autoridades”68foi dirigido aos cretenses, cujo esp bem conhecido;69 ele, então, não se aplica aos não-cr De forma semelhante, poderíamos argumentar que bre apráticahomossexual, sobreum estilo de vida simp de Cristo, sobre a evangelização mundial e muitos out bem para os seus dias. Mas os tempos mudaram, cultura totalmente diferente e, haveria quem acrescent ele sobre tudo isso; assim, o que ele escreveu não teria Até aqui, o que sugeri foi que rejeitássemos as dua relação ao elemento cultural na revelação bíblica. P “literalismo” (entronizando as duas) e “liberalismo” (d terceira posição, que é conciliatória, é a da “transpos temos que discernir nas Escrituras o que é revelação d é imutável) e o que é sua expressão cultural (que é mu numa posição de preservar o primeiro como permanen transposição do segundo para termos culturais atua ordem de Jesus para que lavássemos os pés uns dos ou mente obedecer a ela, saindo por aí e lavando os pés d bém não vamos descartar essa passagem como não sen nós; vamos, porém, discernir o que é intrínseco n desprezível se amarmos uns aos outros) e então trans
  75. 75. tares para as mulheres ou sobre elas. Afirmativamente em silêncio, com toda a sujeição (v. 11). Negativamen nem ter autoridade sobre o homem (v. 12). Além diss um lado, ela deve aprender em silêncio e não ensinar. submissa e não exercer autoridade sobre o homem. Ou antítese com mais precisão, o comportamento da mulh caracterizar-se por uma postura de quietude e/ou silên por sujeição, e não autoridade. Isso nos leva à questão básica: qual é a relação antíteses? São elas simplesmente paralelas, e portanto A mulher deve permanecer tanto em silêncio e não ens submissa e não exercer autoridade - sem distinção alg ções? Isso é o que muitos comentaristas aceitam. sempre expressar-se em silêncio, em “não exercer auto nar”? Ou seria legítimo ver a antítese submissão/autor e universal (por ter base na criação, veja o versículo 1 antítese silêncio/ensino como sendo uma expressão cu lo, não sendo, assim, necessariamente aplicável a tod dendo lhes ser transposta? Alguns responderão, sem hesitar, que não há indica renciação nesse sentido, no texto, pois os versículos duas proibições (ensinar e ter autoridade) e duas orden verdade. Mas o mesmo pode ser dito com respeito aos nada no texto do versículo 8 que requeira de nós algum mandamento de levantar mãos santas e não ter ira nem
  76. 76. base para esse ensino, especialmente ao dizer queprim e depois Eva (v. 12). Alguns eruditos rejeitam isso, co “tortuosa exegese rabínica” de Paulo, mas não consid de de discordar dos apóstolos de Cristo. Seu argumen culina partindo da prioridade na criação de Adão é quando visto à luz da primogenitura, que dá direito primeiro filho, pois Adão foi o primogênito de Deus. depois deAdão, Eva foi criada apartir dele e para ele, ra idônea e que lhe fosse igual.70 Não se deve entender “autoridade” em termos de to menos de se exercer um poder ilimitado. Em Efésios 5 relacionamentos recíprocos entre marido e mulher, Pa do marido como “cabeça” de sua esposa, da mesma “cabeça” da igreja. E trata-se de uma ascendência am uma ascendência de auto-sacrifício e não de auto-afirm orgulho, destinada a ser liberal e não escravizante. A l bém não é incompatível com aigualdade sexual, do me tiva “o cabeça de Cristo é Deus”71 não é incompatíve entre o Pai e o Filho na Divindade. Se, entretanto, a antítese autoridade/submissão épa te da criação, será que a antítese ensino/silêncio não d ral? Será que orequisito do silêncio, tal como anecessi eraum símbolo culturaldo primeiro século que expresf o que não é necessariamente apropriado nos dias de ho
  77. 77. deve ensinar os homens. Mas há uma objeção fatal a mulheres são por natureza crédulas, elas deveriam ser nar de maneira geral, e não apenas aos homens, uma v papel especial que as mulheres exercem no ensino de mulheres mais jovens.76 É mais provável, portanto, q respeito à participação de Eva na queda não foi o fato mas por ela ter tomado uma iniciativa indevida, usurp de Adão, invertendo os papéis de cada um.77 Por fim, a nossa decisão com respeito a se as mul homens, se devem ser ordenadas ao pastorado ou papéis de liderança na igreja vai depender de como en liderança pastoral. Se pertencermos à tradição da Re presbítero local como alguém essencialmente revestid sável tanto pelo ensino à congregação como pelo exer indo a excomunhão), então somos propensos a conclu a uma mulher ocupar tal posição de tão grande autorid outro lado, que em nossa consideração sobre a lideran mos do ensino de Jesus em Marcos 10.35ss., em que e duas comunidades humanas cujos líderes operam com rentes. No mundo, disse ele, “seus maiorais exercem p acrescentou, “não será assim entre vocês”. De modo d cristã, a grandeza seria medida pelo serviço. Por que considerar, então, inapropriado que as mul rança assim, na condição de servas? Elas agiram dess
  78. 78. mais a fundo em sua exposição. Há três instruções que contexto deixa claro, com a condução do culto pú orações (v. 8), as mulheres e seus adornos (vv. 9 e 1 relacionamento com os homens (vv. 11 a 15). i. Os homens e suas orações (2.8) Em todo lugar (ou seja, sempre que uma oração postura dos homens deve ser levantando mãos santas, sões (v. 8). Aqui, há três características universais da o expressando-as negativamente, há três impedimento pecado, a ira e as contendas. A referência a “mãos san Salmo 24, no qual aquele que deseja subir ao monte d no seu santo lugar tem de ser “limpo de mãos e também, Paulo refere-se “ao sinal visível de uma reali sas mãos indicam um puro coração”.78 Assim, é i Deus, em oração, se elas estão manchadas pelo pec contendas, obviamente não é apropriado buscar o Sen estamos dando guarida ao ressentimento ou à amarg prio Deus ou a outras pessoas. Como o próprio Jesus i tem que preceder o culto a Deus.80 Assim, a santidade, o amor e a paz são indispen quanto a levantar as mãos - será que isso é igualmente ras corporais e gestos na oração são culturais, ocorren grande variedade de formas. Apostura normal durante
  79. 79. de Deus.86 Às vezes, parecia natural ao povo de Deus to de temor em sua presença prostrando-se, com os ro mente depois de uma visão da majestade de Deus.88 Em resumo, embora a santidade, o amor e a paz de nossas orações, se ficamos em pé ou sentados, se nos mos ou se nos prostramos com o rosto em terra e, aind mãos, ou esticamos os braços, ou os cruzamos, ou s entrelaçados, ou batendo palmas, ou acenando com as turas não têm importância alguma, ainda que tenhamo dar com William Hendriksen, de que “uma posição r momento de oração, é abominação ao Senhor”.89 assegurar que a nossa postura seja apropriada à n genuinamente a nossa devoção interior. Isso porqu perigos da ostentação religiosa,90 e a nossa adoração da à “exibição de uma pantomima sagrada”.91 ii. As mulheres e seus adornos (2.9-10) Esse trecho inicia-se com “Da mesma f o r m a d e tas naturalmente têm questionado qual seria a similari mente. Alguns dizem que o sentido seria “Da mesma f lheres orem ...”; e é certo que Paulo queria que as mu oração empúblico.92Mas é mais simples e direto enten também que...” A construção da sentença no grego é “Quero que a
  80. 80. de uma maneira perfeita. Mas a impressão geral que s devem ser discretas e modestas no seu trajar e nã vestuário que seja intencionalmente sugestiva ou s um princípio universal. Em segundo lugar, Paulo diz às mulheres para não e com ouro, nem compérolas ou com roupas caras (v. primeira parte do versículo, certamente não se trata de todos os penteados em que o cabelo é trançado, de com ouro ou pérolas e de toda roupa elegante (a levanta um outro ponto que, embora algo relativo, pod universalmente). Se a igreja glorificada é descrita no l “preparada como uma noiva adornada para o seu mari há uma proibição para todo tipo de adorno materia Estilos de penteado, uso de jóias e modo de vestir têm em diferentes culturas. As mulheres cristãs de Efeso, por exemplo, tinham sua aparência de forma alguma se assemelhasse com a tas que eram empregadas no templo da grande deusa D tou bem isso. “Não imitem as mulheres da corte”, apre vestidos elas seduzem muitos amantes”.94 James B. Hurley explicaisso com mais detalhes: “E sofisticados penteados que então estavam na moda aos que eram usados pelas cortesãs. As esculturas deixam bem claro que as mulheres com freqüência arr
  81. 81. piedade” (ou, como na a r a : “que professam ser piedo brando às mulheres que há dois tipos de beleza femini beleza do corpo e a beleza do caráter. A igreja deve se beleza, por encorajar as mulheres a se adornarem com não podem esquecer-se de que, mesmo que por nature graça pode tomá-las belas; e se por natureza são bonit acrescentar muito à sua beleza. Além disso, os homens podem colaborar nesse p elogiando nas mulheres a beleza de serem tal como Cr O apóstolo Pedro também contrastou “cabelos roupas finas” com o “ser interior, que não perece, b espírito dócil e tranqüilo, o que é de grande valor para para o Senhor, deve ter valor para nós também. Ui. As mulheres e suasfunções (2.11-15) Muitas tentativas, não bem sucedidas, tanto exegé têm sido feitas com o objetivo de amenizar a aparente apostólicas, limitando suas aplicações. Primeiramente, tem-se sugerido que elas expressam al de Paulo, e não uma ordem sua, com base em sua au é, o “Quero” (boulomai), do versículo 8, nada mais é “Não permito” (epitrepô), do versículo 12, significa“P to” (jb p), “não tendo o sentido de um imperativo univer ções”.97 Outros eruditos, entretanto, consideram es
  82. 82. público, sendo que os versículos 8 a 15 definem funçõ modo que a referência parece ter uma amplitude maio casais, tão somente. A terceira sugestão restritiva assinala que as instru das apenas contra as perturbações barulhentas e in mulheres, e não contraum exercício de seu ministério ra quieta e em ordem. Elas são certamente honradas p em aprender (v. 11), em contraste com a opinião chau no Talmude de Jerusalém, que dizia que era melhor as queimadas do que confiadas a uma mulher. Se ela p poderá ela também ensinar, atuando com tranqüilidad Coríntios,'01 cujo contexto é o da desordem no culto p ser às conversas incontroláveis das mulheres que Pau a sua exigência de “sujeição” nas duas passagens e tam quietude) indicam que ele tem em mente muito ma barulho. Em quarto lugar, tem sido argumentado que as inst proíbem a mulher de “dominar” sobre o homem. Ela “discursar para ele num culto público”102 ou “ensina vo”103 ou fazer o papel do “autocrata”.104 Mas o si authenteô é incerto, pois ocorre apenas aqui no N estudo de suas ocorrências em outras obras, o Dr. Geo o seu uso “mostra não haver um sentido negativo apropriar-se ou usurpar da autoridade, ou exercê-la de arbitrária, mas simplesmente significa ‘ter ou exercera
  83. 83. apenas o princípio universal da submissão feminina à não expressam uma situação mutável em função da cu Podemos resumir agora essa distinção, uma vez que na segunda metade de 1 Timóteo 1. Assim como os santidade, amor e paz, mas não necessariamente levan rem isso; e tal como as mulheres devem adornar-se co boas obras, mas não necessariamente abstendo-se com tranças, de ouro e pérolas; assim também as mulh à supremacia (com responsabilidade) de homens, não funções devidas a cada sexo, mas sem que isso necess ensinar a eles. Nos versículos 13 e 14, como se infere do uso da co nos dá uma base bíblica para o que escrevera nos homens e mulheres de seus dias ele agora se volta par humano original.109 O seu argumento para a “ascendê se nos acontecimentos da criação e da queda. Por ter s lugar, isso deu ascendência aAdão (v. 13), como vimo satez de Eva ao desafiar isso a levou a uma calamidad Prevendo que parte do que tinha escrito pudess Paulo “modifica” o seu pensamento, “acrescentando u tretanto, a mulher será salva (literalmente “ela se salv obviamente o que ele está dizendo é em sentido geral, salvarão”) dando à luzfilhos - se elapermanecer nafé, de, com bom senso”(v. 15) ou “com modéstia” ( a rc , sb
  84. 84. Paulo, certamente não era através de elas aceitarem su Parece-me que o terceiro modo de entender isso é que as mulheres “serão salvas através do nascime consta na neb, em nota de rodapé), referindo-se a Crist dimento, “salvas” tem uma conotação espiritual, se pelo qual a salvação vem, e assim o artigo definido an grego, é explicado. Acima de tudo, essa interpretação por “ser extremamente apropriada”.113 Anteriorment “mediador entre Deus e os homens” foi identificado Cristo Jesus” (v. 5), o qual, é claro, tornou-se um ser de mulher”.114Além disso, no contexto das referênci ção e à queda, reportando-se a Gênesis 2 e 3, en referência adicional à futura redenção através da seme do-se a Gênesis 3.15. A serpente tinha enganado a mu derrotaria a serpente. Assim, mesmo que certas funções não estejam ab mesmo que elas se sintam tentadas a ressentir-se dian elas como nós, homens, nunca deveremos nos esq mulher. Se Maria não tivesse dado à luz o menin salvação para ninguém. Não houvejamais maior honra que o chamado de Maria para ser a mãe carnal do Sal Questões Finais Ao elaborar o conceito da transposição cultural, nã meus leitores talvez queiram que eu declare) que isso
  85. 85. A segunda é uma questão quanto ao ministério. Um taridade dos sexos foi definida biblicamente, quais são sabilidades que pertencem propriamente aos homens e os das mulheres, e não dos homens? A terceira é uma questão sobre a cultura. Que símb cultura em particular expressariam de forma adequada sexual que as Escrituras estabelecem como normativa
  86. 86. 1Timóteo 3.1-16 3. Asupervisão Pastoral Partindo da importância da doutrina apostólica (ca tema de como dirigir o culto público (capítulo 2), Pau supervisão pastoral da igreja e das qualificações qu (capítulo 3). Este permanece sendo um tópico de vit lugar e em cada geração, pois a saúde da igreja qualidade, da fidelidade e do ensino de seus ministros Dois pontos introdutórios precisam ser feitos. Primeiro, Deus deseja que a sua igreja tenha pasto toda ahistória da igreja tenha-se oscilado entre dois ex “clericalismo” (o clero dominando sobre os leigos) e o (os leigos em rebeldia contra os clérigos), o que tem p básica de que a vontade de Deus é que haja algum tipo sobre o seu povo. Assim, em suaprimeira viagem miss “designaram-lhes presbíteros em cada igreja”.1Além d foi simplesmente um arranjo humano. Foi o Cristo que concedeu uns de sua igreja para serem “pastores e

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