Fernanda C. A. Campos
Rosa M. E. Costa
Neide Santos
Fundamentos
da Educação a Distância,
Mídias e Ambientes Virtuais
Juiz ...
Copyright © 2007. Todos os direitos reservados ao Ministério da Educação – MEC,
Secretaria de Educação a Distância – SEED....
Apresentação
A Educação a Distância - EAD - representa uma oportunidade para muitos excluídos dos
processos tradicionais d...
Sumário
Parte I
Fundamentos de EAD 01
1.1 Educação a Distância 01
1.1.1 Introdução 01
1.1.2 Histórico 02
1.1.3 Conceitos 0...
Parte I
Fundamentos de EAD
1. Educação a Distância
1.1 Introdução
Uma das causas da exclusão social no Brasil é a impossib...
O desenvolvimento de cursos a distância exige mudanças profundas no modelo didático-
pedagógico vigente. Neste sentido, vá...
Nesta época, as ferramentas de produtividade (editores de texto, bancos de dados, editores
gráficos, planilhas eletrônicas...
do Consórcio CEDERJ do Estado do Rio de Janeiro (http://www.cederj.edu.br/cecierj/), na
formação de um grande número de pr...
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB no art. 47, § 3º define que a Educação a Distância
deve ser compreendida com...
Procure na Web ou em materiais impressos uma outra conceituação de Educação a Distância ou escreva
uma com suas próprias p...
Você acredita que a EAD contribuirá para transformar a realidade da Educação no Brasil? E no seu
Estado, o que pode mudar ...
As situações educacionais baseadas nas teorias comportamentalistas têm o foco na instrução
individual. A finalidade do pro...
exploração livre; ou (ii) o objetivo educacional a ser atingido é uma tarefa a ser cumprida. Para
tanto, ele tem acesso a ...
As situações educacionais desenvolvidas segundo a ótica sócio-interacionista utilizam os espaços
de trabalho cooperativo e...
• integração com políticas, diretrizes e padrões de qualidade definidos para o ensino
superior como um todo e para o curso...
Parte II
Mídias e Plataformas de EAD
2.1 Mídias para EAD
Estamos em uma era onde a Educação exige ciclos constantes e resp...
É relativamente recente o desenvolvimento de diferentes tecnologias que permitiram o avanço da
Internet e consequentemente...
aos propósitos da interação. A prática de EAD mostra que dentre as ferramentas síncronas mais
utilizadas em EAD estão o Ch...
experimentadas em ambientes reais similares. Entretanto, as aplicações mais comuns ainda são
aquelas que utilizam a tela p...
Os objetos de aprendizagem são vistos como peças–chave para a melhoria da qualidade do
oferecimento de material didático e...
Segundo Aquino (2006), atualmente, vivemos a passagem da Web 1.0 para a Web 2.0 com o
surgimento de ferramentas que permit...
É necessário que as plataformas de EAD ofereçam o máximo de interatividade, usabilidade,
integridade e desempenho para os ...
• Apoiar projetos à distância e presenciais que utilizem as plataformas como apoio;
• Contemplar os diversos modelos de av...
• Extensibilidade: outro quesito importante é a extensibilidade das plataformas de EAD, isto
é, a capacidade da plataforma...
• Comunicação de um para um: os participantes de uma aula apoiada na Web podem
conversar entre si privativamente através d...
MESMO LOCAL OCASIONALMENTE
MESMO LOCAL
LOCAIS DIFERENTES
HORÁRIOS
DIFERENTES
Alunos e professores nunca se
encontram fisic...
histórico de acesso ao ambiente, notas, freqüência por seção do ambiente visitado,
histórico dos artigos lidos e mensagens...
A aprendizagem cooperativa incorpora algumas facetas básicas do trabalho cooperativo, mas
agrega elementos novos: a intenc...
computadores: o socioculturalismo de Vygotsky e o construtivismo de Piaget, bem como a
cognição situada, a aprendizagem an...
Os ambientes específicos para apoiar a aprendizagem cooperativa devem ter quatro requisitos
básicos:
• um espaço virtual c...
 compartilhamento de uma base de dados (memória de grupo);
 percepção da presença e das ações dos demais participantes (...
 especificar claramente os objetivos da atividade,
 tomar decisões sobre colocar os alunos em grupos de ensino para gara...
Parte III
Material didático para EAD
3.1 Projetos de EAD
Os projetos de Educação a Distância podem apresentar diferentes m...
processo, doa materiais didáticos, da tutoria, entre outros. A figura 6 apresenta os principais
componentes de um projeto ...
Nos projetos de EAD a tutoria adquire um papel importante e, sem dúvida, constitui um dos mais
relevantes pontos na discus...
A EAD possibilita uma avaliação contínua, que pode ser realizada de modo virtual ou presencial. A
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para que este processo se realize os atores precisam assumir papeis diferentes dos que
assumem no ensino tradicional: o es...
• Professor conteudista: produz o conteúdo à luz das orientações pedagógicas. É o
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Em um processo de EAD, a mediação pedagógica realizada pelo material didático é muito mais relevante
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colocados á disposição do aluno (livro-te...
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colaboração entre pesquisador...
Os conceitos mais gerais são colocados no topo da estrutura e os mais específicos vão sendo
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classes de objetos e as relações entre eles e quando corretamente definida deve preservar o
significado específico dos ter...
3.2.3 Construindo materiais didáticos
Na elaboração do material didático devemos considerar que se faz necessário a defini...
Reflita sobre o diagrama de componentes para elaboração de material didático. Como ele pode ser
detalhado? Quais atividade...
Referências Bibliográficas
ALVES, G.L.M. 2001. Otimização a Distância: Um Sistema de Estudo Integrado e Distribuído.
Tese ...
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  1. 1. Fernanda C. A. Campos Rosa M. E. Costa Neide Santos Fundamentos da Educação a Distância, Mídias e Ambientes Virtuais Juiz de Fora Editar 2007
  2. 2. Copyright © 2007. Todos os direitos reservados ao Ministério da Educação – MEC, Secretaria de Educação a Distância – SEED. Instituição CECIERJ - Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro – Consórcio CEDERJ Autores Fernanda C.A. Campos - DCC/ICE/UFJF – Doutora em Engenharia de Sistemas e Computação Rosa M. E. da Costa – IME/UERJ - Doutora em Engenharia de Sistemas e Computação Neide Santos – IME/UERJ - Doutora em Engenharia de Produção Impressão Editar Editora Associada Rua Alfredo Teixeira Lopes, 340, Jardim do Sol, Juiz de Fora, MG - 36062- 030 Tel (32)3213-2529 ii F981 FUNDAMENTOS da educação a distância, mídias e ambientes virtuais / Fernanda C. A. Campos ... [et al.]. - Juiz de Fora: Editar, 2007. 76 p. ilust. ISBN 978-85-88279-67-4 1.Educação a Distância. 2. Tecnologia Educacional. 3. Ensino Superior. 4. Aprendizagem – Metodologia. 5. Materiais de Ensino. 6. Multimídia. 7. Internet (Redes de Computação) na Educação. I. Campos, Fernanda C. A. II. Costa, Rosa M.E. III. Santos, Neide. IV. Carvalho, Márcio L.B. CDU: 378.155 CDD: 378.17
  3. 3. Apresentação A Educação a Distância - EAD - representa uma oportunidade para muitos excluídos dos processos tradicionais de ensino das Universidades brasileiras e um desafio para educadores e gestores. O Ministério da Educação - MEC, através da Secretaria de Educação a Distância – SEED, em parceria com as Universidades públicas vem promovendo projetos que buscam atender às demandas por curso de qualidade, que sejam inclusivos e que atinjam profissionais em serviço. Nesse contexto a formação de professores conteudistas e gestores para atuarem em projetos de EAD é uma prioridade. O CEDERJ, atendendo ao convite da SEED para liderar o Programa Inter-Institucional de Capacitação em EAD para o Sistema UAB, elaborou a proposta de um curso de capacitação de 180 horas para docentes e técnicos das IFES que irão implantar cursos de graduação e de especialização a distância. Esse curso de formação de professores e técnicos é constituído de três módulos seqüenciais cujos principais tópicos englobam: Fundamentos de EAD, Mídias e Ambientes Virtuais, Construção de Material Didático Impresso e Desenvolvimento de Cursos com Foco no Aluno. Esse texto aborda o primeiro módulo do curso e discute os conteúdos básicos que embasam a elaboração de material didático para cursos a distância. Em função do modelo de Educação a Distância a ser implementado dentro da proposta do Sistema UAB, onde desempenham importante papel pólos municipais ou estaduais, tutoria presencial e tutoria a distância, gestão do sistema e interatividade, é fundamental que a socialização das experiências entre os participantes tenha prioridade, através do compartilhamento de relatos, textos de interesse comum e busca incessante da construção do conhecimento. Os autores agradecem ao CEDERJ o convite e a oportunidade de elaborar esse texto e esperam que o seu uso contribua para a disseminação da Educação a Distância de qualidade, que rompa as barreiras geográficas, temporais e tecnológicas que separam professores e alunos e que leve o Brasil a se orgulhar mais de sua Educação. Os autores iii
  4. 4. Sumário Parte I Fundamentos de EAD 01 1.1 Educação a Distância 01 1.1.1 Introdução 01 1.1.2 Histórico 02 1.1.3 Conceitos 04 1.1.4 Legislação brasileira 06 1.2 Teorias de aprendizagens aplicadas à EAD 07 1.2.1 Comportamentalismo 07 1.2.2 Construtivismo 08 1.2.3 Sócio-Interacionismo 09 1.3 Referenciais de qualidade em EAD 10 Parte II Mídias e Plataformas de EAD 12 2.1 Mídias para EAD 12 2.2 Plataformas de EAD 17 2.3 Educação a Distância Baseada na Web 19 2.4 Aprendizagem cooperativa 22 Parte III Material didático para EAD 28 3.1 Projetos de EAD 28 3.1.1 Gestão e equipe multidisciplinar 31 3.2 Produção de material didático para EAD 33 3.2.1 Material impresso 34 3.2.2 Material para a Web 35 3.2.3 Construindo materiais didáticos 39 Referências Bibliográficas 41 Apêndice 44 iv
  5. 5. Parte I Fundamentos de EAD 1. Educação a Distância 1.1 Introdução Uma das causas da exclusão social no Brasil é a impossibilidade de formação profissional fora dos centros urbanos, que sempre discriminou os jovens que não podem se deslocar das suas cidades do interior dos Estados para estudar num campus universitário, ou que mais recentemente, não têm como arcar com as mensalidades das instituições particulares. A Educação precisa ser inclusiva, com qualidade e acontecer ao longo de toda a vida. Em um país como o Brasil, onde os níveis de escolaridade são desiguais, a Educação a Distância – EAD - mostra-se como valioso meio de diminuir as distâncias geográficas e propiciar transformações sociais e econômicas através do crescimento do nível de escolaridade da população. A EAD é uma alternativa indispensável para os avanços das soluções educacionais que visam democratizar o acesso ao ensino, elevar o padrão de qualidade do processo educativo e incentivar o aprendizado ao longo da vida. Para o efetivo uso desse modelo condições de infra- estrutura, inovações e metodologias são necessárias (Campos, Santos e Braga, 2003). A Educação a Distância pode viabilizar a formação de pessoas que vêm sendo excluídas do processo educacional tradicional por questões de localização ou por indisponibilidade de tempo nos horários tradicionais de aula. A EAD, segundo Neves (2002), não é um modismo: é parte de um amplo e contínuo processo de mudança que inclui não só a democratização do acesso a níveis crescentes de escolaridade e atualização permanente como, também, a adoção de novos paradigmas educacionais. Tendo em vista o rápido avanço tecnológico que estamos vivenciando e o advento de novos meios de comunicação, muitas instituições vêm procurando integrar suas práticas tradicionais com este novo modelo educacional. Por sua vez a Lei de Diretrizes e Bases - LDB nº 9.394/96 valoriza a qualificação dos profissionais, destaca a possibilidade de capacitação em serviço, utilizando, para isso, os recursos da Educação a Distância. 1
  6. 6. O desenvolvimento de cursos a distância exige mudanças profundas no modelo didático- pedagógico vigente. Neste sentido, várias questões associadas a estas mudanças continuam em aberto e vão desde a escolha dos recursos a serem utilizados, passando por questões relacionadas às estratégias de apresentação dos conteúdos e a questões de avaliação da qualidade dos cursos. A partir da definição de políticas públicas voltadas para o aumento da oferta de vagas, notadamente para o ensino superior, a EAD poderá alcançar setores da sociedade que não são atendidos pelo modelo tradicional, já que o número de vagas poderá ser ampliado com custos que podem ser diluídos com o passar do tempo. Este fato tem contribuído para o aumento do interesse na criação destes cursos, tanto em organizações privadas, quanto nas públicas, que acenam com a possibilidade de formação de um grande número de alunos. Esse texto foi elaborado com o objetivo de integrar um curso de formação de professores e técnicos conteudistas e gestores para atuarem e implantarem projetos de graduação e de pós- graduação lato-sensu à distância. A proposta é apresentar os fundamentos básicos da Educação a Distância que embasam o aprofundamento dos estudos sobre a elaboração e avaliação de material didático. Como grande parte do sucesso de um curso a distância está em sua mobilidade e integração entre os participantes, professores, tutores e alunos, esse texto deverá ser complementado com a construção coletiva de uma biblioteca de textos, com o relato e a troca de experiência sobre os temas abordados e a busca incessante da construção de uma comunidade virtual de aprendizagem. Relate para seus colegas e tutores uma experiência que você já teve como professor, tutor ou aluno de um curso a distância. 1.1.2 Histórico A pesquisa e o desenvolvimento dos recursos computacionais para uso em Educação, tradicionalmente, correm em paralelo com os avanços da computação. Os programas de auto- instrução apoiados por computadores, das décadas de 60 e 70, foram desenvolvidos, a partir da melhoria da interação homem-máquina. Contudo, tais programas não provocaram o impacto esperado na Educação de massa. Nos anos 80, na maioria dos países desenvolvidos ou não, os setores governamental, acadêmico e educacional financiaram e pesquisaram, de forma intensiva, o potencial dos computadores para a melhoria e ampliação da oferta de Educação. 2
  7. 7. Nesta época, as ferramentas de produtividade (editores de texto, bancos de dados, editores gráficos, planilhas eletrônicas, etc) tornaram-se populares nos meios educacionais devido ao surgimento das interfaces gráficas e da conseqüente facilidade de uso. Estes programas, também, não causaram o impacto esperado na Educação. A análise histórica do desenvolvimento científico e tecnológico aponta que a ruptura de um status- quo vigente é fruto da confluência simultânea de condicionantes tecnológicos, econômicos, culturais e sociais. Na década atual, parece haver as condições necessárias para que a informática e tecnologias associadas alterem o processo educacional, dados à difusão das redes de comunicação, aos avanços na tecnologia de hipertexto e à urgência econômica e social pela ampliação das oportunidades educacionais. Um dos cenários educacionais em fase de consolidação combina o uso das redes de computadores, novas formas de organizar, apresentar e recuperar informações e a aprendizagem cooperativa apoiada em computadores. A Educação a Distância vem consolidando esse modelo, se apresentando como um processo educacional em que a maior parte da comunicação é mediada através de recursos tecnológicos que possibilitam superar a distância física. Como os modelos evoluíram ao longo do tempo as tecnologias de entrega dos materiais didáticos passaram a adotar cada vez mais os recursos das tecnologias de informática e comunicação. Na primeira geração, chamada de modelo de correspondência, havia o predomínio do material impresso. Na segunda geração o modelo multimídia imperou, trazendo a fita de áudio, vídeo, a aprendizagem baseada em computadores e o vídeo interativo. A terceira geração se caracterizou pelo tele-aprendizado com destaque para as áudio-teleconferências, videoconferência e TV/radio Broadcast. Na quarta geração o modelo de aprendizagem flexível reforçou o uso da multimídia interativa on-line, acesso a Web baseada em recursos e comunicação mediada por computador. Na quinta geração observamos a ainda presença das tecnologias Web e um modelo de aprendizagem flexível e inteligente, onde predominam recursos como: multimídia interativa on- line, acesso a Web baseada em recursos, comunicação mediada por computador usando sistemas de respostas automáticas e portais que permitem acesso aos recursos e processos da instituição (Campos, 2007). Existem inúmeros exemplos no mundo em que a modalidade de Educação a Distância é utilizada com muita qualidade acadêmica. No Brasil, no âmbito das instituições públicas, devemos reportar as iniciativas da UNIREDE (www.unirede.br) que congrega as universidades públicas brasileiras em consórcios e parcerias. Cabe ressaltar, ainda, as experiências da Universidade Federal de Mato Grosso (http://www.nead.ufmt.br/NEAD2006/principal.aspx#), na formação de professores, 3
  8. 8. do Consórcio CEDERJ do Estado do Rio de Janeiro (http://www.cederj.edu.br/cecierj/), na formação de um grande número de profissionais em diferentes cursos e em vários pólos, e tantas outras ações e projetos que vêm se consolidando como casos de sucesso na formação de profissionais em serviço. O Estado de Minas Gerais se destacou ao patrocinar o Projeto Veredas para formação superior de professores dos anos iniciais do ensino fundamental. Na história recente da Educação a Distância no Brasil, a partir de 2004, o Ministério da Educação, através da Secretaria de Educação a Distância lançou os Editais Públicos I e II do Programa Pró Licenciatura e mais recentemente lançou o Projeto da Universidade Aberta do Brasil - UAB, que trouxeram para as instituições, notadamente as públicas, a possibilidade de participarem da oferta de cursos de graduação a distância com o apoio do Ministério da Educação. O Sistema Universidade Aberta do Brasil foi criado em 2005, no âmbito do Fórum das Estatais pela Educação, para a articulação e integração de um sistema nacional de Educação superior a distância, em caráter experimental, visando sistematizar as ações, programas, projetos, atividades pertencentes as políticas públicas voltadas para a ampliação e interiorização da oferta do ensino superior gratuito e de qualidade no Brasil. É uma parceria entre consórcios públicos nos três níveis governamentais (federal, estadual e municipal), universidades públicas e demais organizações interessadas. Para a consecução do UAB, o Ministério da Educação, através da SEED lançou o Edital N° 1, em 20 de dezembro de 2005, com a Chamada Pública para a seleção de pólos municipais e estaduais de apoio presencial e de cursos superiores de Instituições Federais de Ensino Superior na Modalidade de Educação a Distância, para cursos com início em 2007. Em 14 de novembro de 2006 foi lançado o 2º Edital, que ampliou a chamada para as universidades estaduais e municipais. O que você pensa sobre o Sistema Universidade Aberta do Brasil? Seus objetivos serão alcançados? Os investimentos são suficientes? 1.1.3 Conceitos Estudiosos da área encontram muitas dificuldades em conceituar Educação a Distância devido à crescente evolução que vem ocorrendo neste domínio. Essa evolução acontece, principalmente, no uso das tecnologias, na mediação da comunicação professor-aluno e nas técnicas e metodologias voltadas para a criação e melhoria dos cursos. 4
  9. 9. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB no art. 47, § 3º define que a Educação a Distância deve ser compreendida como a atividade pedagógica que é caracterizada por um processo de ensino-aprendizagem realizado com mediação docente e a utilização de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes tecnológicos de informação e comunicação, os quais podem ser utilizados de forma isolada ou combinadamente, sem a freqüência obrigatória de alunos e professores. O Decreto n° 5622, de 19 de dezembro de 2005, em seu artigo 1º, define Educação a Distância como modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias da informação e da comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares e tempos diversos. Esse decreto ressalta ainda que a Educação a Distância organiza-se segundo metodologia, gestão e avaliação peculiares, para as quais deverá estar previsto a obrigatoriedade de momentos presencias. A literatura trás uma grande diversidade de definições para EAD, entretanto, é possível perceber que há um conjunto de características comuns e que podem ser assim sumarizadas (Nunes, 2005): • separação física entre professor e aluno, que a distingue do ensino presencial; • influência da organização educacional (planejamento, sistematização, plano, projeto, organização dirigida, entre outros), que a diferencia da educação individual; • utilização de meios técnicos de comunicação para unir o professor ao aluno e transmitir os conteúdos educativos; • previsão de uma comunicação de mão dupla, onde o estudante se beneficia de um diálogo, e da possibilidade de iniciativas de dupla via; • possibilidade de encontros presenciais com propósitos didáticos e de socialização. Apesar da reunião destes elementos considerados centrais, a dificuldade de se apresentar um conceito para EAD está associada, muitas vezes, a existência de várias definições que se contradizem. Existem ainda, termos alternativos como Ensino a Distância, Aprendizagem a Distância, Aprendizagem Distribuída, Educação Virtual Interativa, Educação Mediada por Tecnologia, Teleaprendizagem, numa possível tentativa de contornar problemas de definição de aspectos conceituais associados ao tema. 5
  10. 10. Procure na Web ou em materiais impressos uma outra conceituação de Educação a Distância ou escreva uma com suas próprias palavras. 1.1.4 Legislação brasileira No Brasil, as bases legais para a modalidade de Educação a Distância foram estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996), que foi regulamentada pelo Decreto n.º 5.622, publicado no D.O.U. de 20/12/05 (que revogou o Decreto n.º 2.494, de 10 de fevereiro de 1998, e o Decreto n.º 2.561, de 27 de abril de 1998) com normatização definida na Portaria Ministerial n.º 4.361, de 2004 (que revogou a Portaria Ministerial n.º 301, de 07 de abril de 1998). Em 3 de abril de 2001, a Resolução n.º 1, do Conselho Nacional de Educação estabeleceu as normas para a pós-graduação lato e stricto sensu. Em 11 de janeiro de 2007 foi publicada pelo MEC a Portaria Normativa n.º 2, que dispõe sobre os procedimentos de regulação e avaliação da educação superior na modalidade a distância. No caso da oferta de cursos de graduação e Educação profissional em nível tecnológico, a instituição interessada deve credenciar-se junto ao Ministério da Educação, solicitando, para isto, a autorização de funcionamento para cada curso que pretenda oferecer. O processo é analisado na Secretaria de Educação Superior, por uma Comissão de Especialistas na área do curso em questão e por especialistas em Educação a Distância. O Parecer dessa Comissão é encaminhado ao Conselho Nacional de Educação. Os cursos de graduação a distância propostos pelas instituições são avaliados de acordo com os mesmos procedimentos empregados para os cursos presenciais submetidos, sendo que a qualidade do projeto da instituição será o foco principal da análise da Comissão. Para orientar a elaboração de um projeto de curso de graduação a distância, a Secretaria de Educação a Distância elaborou o documento Referencial de qualidade de EAD para Cursos de Graduação a Distância, disponível no site do Ministério da Educação para consulta (http://portal.mec.gov.br/seed/index.php?option=content&task=view&id=62&Itemid=191). No Portal do MEC encontra-se também, a relação de todas as instituições públicas e privadas credenciadas para a oferta de cursos superiores a distância no Brasil, (http://portal.mec.gov.br/sesu/index.php?option=content&task=category&sectionid=7&id=100&Item id=298). 6
  11. 11. Você acredita que a EAD contribuirá para transformar a realidade da Educação no Brasil? E no seu Estado, o que pode mudar com a maior disseminação da EAD? 1.2.Teorias de aprendizagens aplicadas à EAD Em geral, todo processo educacional é fundamentado em uma teoria de aprendizagem. A Educação a Distância também deve fundamentar-se em uma visão de como ocorre o processo de aprendizagem. A exploração dos fundamentos das teorias de aprendizagem gera impactos tanto nas situações educacionais de sala de aula, quanto naquelas mediadas pelas novas tecnologias de informação e comunicação, principalmente pelas redes de comunicação. Baseado nas teorias, o professor define as etapas do processo de ensino e aprendizagem, prevê as atividades a serem realizadas pelos alunos e como elas devem ser realizadas, as formas de acompanhamento do trabalho do aluno e a política de avaliação adotada. Três teorias de aprendizagem têm sido consideradas as mais representativas das correntes atuais do pensamento educacional: • Comportamentalismo • Construtivismo • Sócio-Interacionismo Cada uma delas permite desenhar um ou mais cenários de Educação a Distância. 1.2.1 Comportamentalismo Entende que o homem é um organismo passivo, governado por estímulos fornecidos pelo ambiente externo (Skinner, 1974). O comportamento é o que pode ser observado e tudo o que responde a mudança em contingências de reforço. A aprendizagem é descrita como um repositório de comportamentos que se manifestam a partir de um estímulo particular e da probabilidade de um comportamento especializado. O reforço é o elemento mais importante do processo de ensino, mas não é somente a presença de estímulos ou da resposta que leva à aprendizagem, mas a presença das contingências de reforço. A aprendizagem seria tudo que pode ser observável através da mudança persistente no comportamento do aluno em decorrência de estímulos e reforços positivos. 7
  12. 12. As situações educacionais baseadas nas teorias comportamentalistas têm o foco na instrução individual. A finalidade do processo educacional é levar o aluno a apreender conteúdos curriculares, basicamente por memorização das informações fornecidas pelo professor. Não são considerados os interesses e as motivações individuais. O feedback deve ser constante e a avaliação é, de um modo geral, individual e através de testes objetivos. A interação e cooperação entre alunos não são aspectos fundamentais para a aprendizagem. O cenário comportamentalista ainda é bastante utilizado nas salas de aula presenciais. A exploração desta abordagem nos cursos a distância integra diversas atividades que, em geral, simulam as salas de aula presencias, dando suporte para o acesso ao material didático de cursos, demandam a entrega de tarefas acadêmicas e a comunicação com o professor e com outros estudantes. O material didático pode incluir vídeos, textos, guias para o estudante e sites Web. Os ambientes integrados visam apoiar a criação e aplicação de cursos à distância, se apresentando como solução de baixo custo e longo alcance tanto para a implementação de programas de educação continuada, como para apoio do processo de estudo de conteúdos curriculares na educação formal (Alves, 2001). 1.2.2 Construtivismo O conhecimento é (re)construído pelo indivíduo nas interações com o ambiente externo. A aprendizagem é uma construção contínua considerando modificações dos atributos da estrutura cognitiva em face de novas informações. Dois teóricos nos auxiliam a entender o alcance do construtivismo no processo educacional: Piaget e Bruner. Para Piaget (1978) o desenvolvimento da inteligência é uma contínua adaptação ao ambiente através de um processo de maturação. O conhecimento progride através da formação de estruturas, negando o mecanismo de justaposição de conhecimentos advogado pelos comportamentalistas. O pensamento é organizado através da adaptação de experiências e das solicitações do ambiente. Tal organização forma as estruturas. Bruner (1966) preocupa-se em induzir uma participação ativa do aluno no processo de aprendizagem, contemplando a aprendizagem por descoberta. Há alguns cenários EAD para o desenvolvimento de situações de aprendizagem de base construtivista. Por exemplo: quando um professor oferece ao aluno ou grupos de alunos: (i) um tema, um conjunto de fontes e o acesso às fontes. O trabalho de navegação é livre ou pouco direcionado. Espera-se que o aluno aprenda por descoberta imprevista e descoberta de 8
  13. 13. exploração livre; ou (ii) o objetivo educacional a ser atingido é uma tarefa a ser cumprida. Para tanto, ele tem acesso a um conteúdo curricular. Espera-se que o aluno aprenda por recepção direcionada, exposição indutiva e/ou exposição dedutiva. Este cenário não tem sido muito utilizado em sala de aula porque o professor não foi formado para adotá-lo. Mas, a Internet pode ajudar na construção de tal cenário, através de sites de estudo, portais temáticos e ferramentas de comunicação disponíveis. Neste caso, cabe ao professor estruturar ou selecionar o material didático, segundo seus critérios. Não é previsto o controle da navegação, a captura de indicadores sobre a atuação do aluno ou algum tipo de avaliação. O controle do aprendizado cabe ao aluno, ficando à sua escolha como percorrer a informação disponível. A difusão das tecnologias interativas promete facilitar a aprendizagem individual e colaborativa, e está possibilitando a criação de novos ambientes de aprendizagem, as chamadas “comunidades ou ambientes virtuais”, onde aprendizes de qualquer localidade trocam informações e aprendem de forma interativa através da Web. Neste contexto, a distância pode ser vista como um elemento positivo para o desenvolvimento da autonomia na aprendizagem, permitindo que o estudante assimile conhecimento no seu próprio ritmo. Já os portais temáticos reúnem em um mesmo espaço virtual informações selecionadas sobre um determinado assunto ou campo do conhecimento, oferecendo formas de comunicação entre seus usuários e podem dispor serviços de busca, de FAQ (Frenquently Asked Questions), etc. 1.2.3 Sócio-interacionismo A construção do conhecimento é uma construção coletiva, marcada pela história e pela cultura. O desenvolvimento cognitivo é apoiado na concepção de um organismo vivo, onde o pensamento é construído gradativamente em um ambiente histórico e, em essência, social (Vygotsky, 1989). A interação social possui um papel fundamental no desenvolvimento cognitivo e toda função no desenvolvimento cultural do sujeito aparece primeiro no nível social, entre pessoas, e depois no nível individual, dentro do próprio sujeito. A aprendizagem é resultado das interações sociais e um processo social contínuo. A idéia de zona de desenvolvimento proximal, considerada como um nível intermediário entre o nível de desenvolvimento real e o nível de desenvolvimento potencial, é um conceito chave no sócio-interacionismo. 9
  14. 14. As situações educacionais desenvolvidas segundo a ótica sócio-interacionista utilizam os espaços de trabalho cooperativo e de expressão do grupo. Quando se deseja transpor estas situações para a Internet pode-se utilizar: • um ambiente de aprendizagem cooperativa; ou • criar um repositório de informações do trabalho em grupo, para registrar a comunicação entre os participantes, suas decisões e atividades, além de registrar as informações pessoais e atividades individuais de cada membro. Reflita sobre as possibilidades de adoção de modelos de aprendizagem mais participativos em projetos de EAD. Estamos diante de um novo paradigma? 1.3 Referenciais de qualidade A Educação a Distância tem identidade própria, não estando limitada a uma concepção supletiva do ensino presencial, entretanto, não há um único modelo de EAD. Os projetos podem apresentar desenhos e combinações de recursos diferenciados, dependendo das condições de cada cenário, mas o projeto de Educação a Distância tem que ser comprometido com a qualidade. Os cursos à distância contêm características que os diferenciam do ensino presencial: • material didático • grade curricular • formas de comunicação • tutoria presencial e a distância. O Referencial de Qualidade de EAD proposto pelo MEC (www.mec.gov.br) para a autorização de cursos de graduação a distância apresenta uma lista de itens, que devem ser considerados em um curso a distância, e tem por objetivo orientar alunos, professores, técnicos e gestores de instituições de ensino superior na elaboração de novos projetos, visando que seus processos e produtos alcancem um alto nível de qualidade. Os indicadores sugeridos não têm força de lei, mas servem para orientação e devem merecer a atenção das instituições que preparam seus programas de graduação à distância. Esses indicadores são: 10
  15. 15. • integração com políticas, diretrizes e padrões de qualidade definidos para o ensino superior como um todo e para o curso específico; • desenho do projeto: a identidade da Educação a Distância; • equipe profissional multidisciplinar; • comunicação/interatividade entre professor e aluno; • qualidade dos recursos educacionais; • infra-estrutura de apoio; • avaliação de qualidade contínua e abrangente; • convênios e parcerias; • edital e informações sobre o curso de graduação a distância; • custos de implementação e manutenção da graduação a distância. Que características de um projeto de Educação a Distância você identifica como fundamentais para o seu sucesso? ANOTAÇÕES 11
  16. 16. Parte II Mídias e Plataformas de EAD 2.1 Mídias para EAD Estamos em uma era onde a Educação exige ciclos constantes e respostas imediatas, não mais delimitadas pela sala de aula. Neste panorama a incorporação de novas metodologias, técnicas e mídias à EAD viabilizam o desenvolvimento de cursos bem elaborados, com a intenção de superar a separação física existente entre professor e aluno e procurando melhorar a interatividade entre eles. O computador e as redes de comunicação se converteram em elementos fundamentais do processo de comunicação virtual e a Web entra como uma ferramenta que permite o acesso a um mega sistema de informações. A Educação não é mais unidirecional, a informação circula agora de forma bidirecional, colaborativa e interdisciplinar e as tecnologias quebram barreiras geográficas e temporais. As primeiras redes de computadores surgiram no final dos anos 60 e início dos anos 70, sendo conhecidas como tecnologias de Redes Locais (LANs - Local Area Networks). Estas redes eram compostas por computadores menores e mais baratos e pela necessidade de compartilhamento de dados e informações. Porém, as várias tecnologias de Redes Locais não eram compatíveis. Começavam então a ser construídas as chamadas WANs (Wide Area Networks), que conectavam computadores distantes geograficamente. No entanto, LANs e WANs eram incompatíveis entre si. A questão pendente era como maximizar o uso de recursos computacionais e compartilhar dados geograficamente remotos, com compatibilidade, segurança e rapidez. No final de 1970, usando tecnologias variadas, surge o projeto ARPA (Advanced Research Projects Agency), visando resolver os problemas de incompatibilidade das redes. O principal aspecto das pesquisas do ARPA era um enfoque novo para interconectar LANs e WANs, que se tornou conhecido como Internet. A partir de meados de 80, a Internet é, de forma crescente, um conjunto de redes de computadores que interligam milhões de computadores, se tornando um espaço enorme de troca de informações e comunicação. Este avanço tecnológico foi, e está sendo, fruto de demandas sociais e dos setores produtivos. pois os problemas e desafios do mundo moderno apresentam tais dimensões e complexidade que sua solução envolve cada vez o trabalho em equipe. 12
  17. 17. É relativamente recente o desenvolvimento de diferentes tecnologias que permitiram o avanço da Internet e consequentemente da World Wide Web – Web, o serviço mais conhecido e utilizado dessa tecnologia. O compartilhamento de canais de informação, a digitalização de imagens e sons, a possibilidade de acesso simultâneo de diversos usuários a mesma fonte de informação, as interfaces gráficas, entre outras, forneceram a infra-estrutura necessária para a consolidação do hipertexto como principal forma de apresentar e recuperar material didático e outro tipo de informação nos sistemas de Educação a Distância da Internet. O avanço das tecnologias de redes de computadores, o crescimento das telecomunicações e conseqüente convergência das duas proporcionaram a liberação das barreiras espaço-temporais, permitindo o acesso à informação, ao uso de documentos distribuídos por diferentes máquinas, à replicação das imagens nas telas dos participantes e à transmissão de caracteres, áudio e imagem, abrindo novas possibilidades para o processo educacional. Com as redes de computadores o envio e busca de textos se faz com maior rapidez. A Web permite que não só seja agilizado o processo de acesso a documentos textuais, mas também a gráficos, fotografias, sons e vídeos, de forma não-linear usando a tecnologia de hipermídia. O correio eletrônico permite que as pessoas se comuniquem assincronamente, enquanto que chats ou bate-papos permitem a comunicação síncrona entre várias pessoas. Neste caso, as novas tecnologias permitem também a realização de videoconferências, integrando componentes audiovisuais e textuais. Nesse cenário podemos classificar a "Evolução da Educação a Distância" organizando as tecnologias em (figura 1): geração textual, geração analógica, geração digital. Geração Textual Geração Analógica Geração Digital Livro Apostila Revista Artigo (em anais) Carta (correio tradicional) Imagem (foto, desenho etc.) Jogos Televisão Vídeo Rádio Telefone Fax Áudio (fita K7 etc.) Hipertexto Multimídia CD-Rom Software Educacional Editor (texto, imagem etc.) Realidade Virtual Simulador Correio-eletrônico (e-mail) Lista de discussão Chat (bate-papo) Videoconferência Jogos Figura 1. A evolução da Educação a Distância (Pimentel, 1999) Quando falamos em mídias para a EAD é importante diferenciar os recursos de comunicação e as mídias a serem usadas na elaboração do material didático (figura 2). As ferramentas de comunicação podem ser classificadas em síncronas e assíncronas, e seu uso deve ser adequado 13
  18. 18. aos propósitos da interação. A prática de EAD mostra que dentre as ferramentas síncronas mais utilizadas em EAD estão o Chat e Vídeo-Conferência e entre as ferramentas assíncronas se destacam o e-mail, o fórum de discussão, a lista de discussão e o quadro de avisos. Podemos considerar que as mídias que concentram as maiores possibilidades para a elaboração de material didático, tanto na forma impressa, quanto em CD-ROM e na Web são: textos, figuras, animação, vídeos, multimídia e hipermídia, Realidade Virtual e objetos de aprendizagem. Figura 2 – Tecnologias de comunicação e mídias para EAD Os documentos hipermídia permitem o acesso a grandes quantidades de informação de maneira flexível e interativa, facilitando a exploração do conhecimento e o aprendizado. Uma hipermídia pode ser vista como um sistema de base de dados com um acesso não-seqüencial, composto de nós e ligações. Cada nó pode conter elementos de multimídia como textos, gráficos, sons, música, vídeos, imagens e animações. Ou seja, a multimídia oferece uma variedade de tipos de dados que facilitam a flexibilidade de expressar a informação, enquanto que, a hipermídia oferece uma estrutura de controle para a navegação através da organização da informação em nós. A tecnologia de Realidade Virtual – RV - vem se destacando nos últimos anos por sua versatilidade de exploração em diferentes domínios do conhecimento. Através de técnicas e equipamentos específicos, tais como óculos 3D, luvas e rastreadores de posição, a tecnologia de RV permite ao usuário o uso do computador de uma forma mais intuitiva, criando a sensação de estar dentro da interface. Os equipamentos captam os movimentos dos usuários e respondem em tempo real, favorecendo uma interação mais realística e gerando sensações próximas àquelas EAD Comunicação Mídias Síncrona Assíncrona Web CD Impresso Objetos Aprendizagem ... TextoFiguraAnimaçãoVídeoRealidade Virtual Hipermídia E-mailFórumVídeo Conferência Quadro AvisoChat 14
  19. 19. experimentadas em ambientes reais similares. Entretanto, as aplicações mais comuns ainda são aquelas que utilizam a tela plana do computador para a visualização das cenas 3D. A RV pode ser usada na EAD para que possamos aprender visitando lugares onde jamais estaríamos na vida real, ou realizando atividades que seriam impossíveis ou perigosas de serem realizadas ao vivo. Os ambientes virtuais 3D promovem uma experiência individual, em primeira pessoa, o que facilitaria o aprendizado de novos conceitos. Atualmente, a evolução das redes e dos equipamentos de hardware têm contribuído para ampliar o escopo das aplicações de RV. Vários pesquisadores vêm desenvolvendo aplicações que poderiam ser utilizadas em cursos a distância, tais como simulações de eventos físicos. ou museus virtuais (http://www.louvre.fr/llv/musee/visite_virtuelle.jsp?bmLocale=fr_FR). Neste caso, temos como exemplo, o trabalho desenvolvido por Cardoso (2004), que criou uma plataforma para a simulação de eventos de física, onde o aluno pode controlar as variáveis envolvidas nas experiências de mecânica, ótica ou eletrônica. No caso da mecânica, o usuário pode controlar uma simulação de movimento de objetos, onde ele pode variar o tipo de piso, ou o peso do carrinho e assistir a sua movimentação. Procure saber mais sobre as mídias para materiais didáticos na Web e suas possibilidades de uso nas suas áreas de interesse. Objetos de aprendizagem são quaisquer recursos digitais que possam ser reutilizados para suporte ao ensino. De acordo com o Learning Objects Metadata Workgroup, Objetos de Aprendizagem podem ser definidos por "qualquer entidade, digital ou não digital, que possa ser utilizada, reutilizada ou referenciada durante o aprendizado suportado por tecnologias" (http://pt.wikipedia.org/wiki/Objeto_de_aprendizagem). A principal idéia dos objetos de aprendizagem é quebrar os materiais de aprendizagem em pequenos conteúdos, que possam ser reutilizados em diferentes ambientes de aprendizagem. A idéia é que esses componentes educacionais sejam disponibilizados na Web em vários formatos diferentes, como hipertexto, vídeo, animações, pequeno software, simulação etc. Quem incorpora os objetos de aprendizagem pode interagir com eles, personalizando-os e adequando-os às suas necessidades. De acordo com a Wikipedia, a reusabilidade é obtida com o armazenamento lógico dos objetos, permitindo que eles sejam localizados a partir da busca por temas, por nível de dificuldade, por autor ou por relação com outros objetos em repositorios. 15
  20. 20. Os objetos de aprendizagem são vistos como peças–chave para a melhoria da qualidade do oferecimento de material didático e como uma solução eficiente para os problemas de padronização e redução de custo de desenvolvimento de conteúdo na medida em que podem ser reutilizados (Perpétuo et al., 2004). Clark (1998) cita dois tipos de objetos de aprendizagem: (a) objetos de informação ou de conhecimento e (b) objetos instrucionais. Os objetos de informação são partes apresentações, necessários à entrega de conteúdos como fatos, conceitos, processos, procedimentos e princípios. Os objetos instrucionais correspondem a objetivos de aprendizagem, exercícios práticos e feedback. Eles podem também incluir simulações, materiais multimídia e jogos educativos. Um exemplo brasileiro de construção de Objetos de Aprendizagem para a Educação Básica (Ensino Médio) é a Fábrica Virtual do RIVED (http://rived.proinfo.mec.gov.br/). Entre os objetos de aprendizagem disponiveis, está Mecanica Vetorial (http://www.mecanicavetorial.com/), que reúne informações textuais, um jogo educativo e simulações sobre o assunto. A figura 3 apresenta a interface principal do objeto, a partir da qual as funcionalidades do objeto são acionadas. Figura 3 – Tela de um objeto de aprendizagem (http://www.mecanicavetorial.com/). Procure na Web repositórios de objetos de aprendizagem e identifique alguns que possam ser reutilizados em sua disciplina. Quais características de qualidade um objeto de aprendizagem deve ter? 16
  21. 21. Segundo Aquino (2006), atualmente, vivemos a passagem da Web 1.0 para a Web 2.0 com o surgimento de ferramentas que permitem a escrita coletiva via hipertexto. Estas ferramentas são os blogs e a Wikipédia Os blogs são páginas pessoais extremante populares nos dias de hoje. Para Aquino (2006): O que caracteriza o blog como uma ferramenta de caráter coletivo é a possibilidade que os leitores de um blog têm de inserir comentários, e consequentemente links, nestes espaços. Além disso, os blogueiros linkam em seus blogs, os blogs de outros indivíduos, bem como diversos sites, o que forma uma espécie de comunidade entre os blogueiros e uma modificação na rede hipertextual como um todo, através da linkagem de outras páginas (é o usuário comum interferindo na morfologia da Rede). Assim, ainda que o leitor não se torne um co-autor efetivo, já que não interfere no post, ele pode se tornar um colaborador do dono do blog, já que pode fazer sugestões, críticas, e comentários, através de textos e links, no comentários. A Wikipedia é um hipertexto coletivo por excelência. O sistema funciona através de um script instalado no servidor, o que permite que qualquer usuário da Internet altere ou edite, sem que seja necessária a autorização do autor, as páginas de informação. Cada alteração realizada permanece salva dentro do sistema, podendo ser verificada retrospectivamente. De acordo com Primo e Recuero (2003, in Aquino, 2006), cada alteração, cada inclusão de link dentro de um verbete da Wikipedia modifica toda sua rede hipertextual e dessa forma constrói-se um hipertexto do tipo cooperativo. 2.2 Plataformas de EAD A Educação a Distância utiliza as tecnologias da Web principalmente para a comunicação de gestores, professores, tutores e alunos. Os ambientes virtuais de aprendizagem ou plataformas de EAD fornecem as ferramentas que viabilizam a comunicação entre todos os atores e trouxeram a expansão e acessibilidade do conhecimento. Nos últimos anos, diferentes ambientes para a construção, administração e apresentação de cursos à distância têm sido propostos em todo o mundo. Alguns se destacam por oferecer meios de integração de recursos textuais, de som e de imagem, além de apoio para as interações entre os participantes. Muitos destes sistemas ficam restritos às instituições que os desenvolvem, enquanto que outros tornam-se produtos comerciais. Mais recentemente, o sistema Moodle, que é um software livre, vem tomando o espaço do sistema mais bem conhecido e difundido. Alguns ambientes computacionais de apoio à EAD oferecem funcionalidades que facilitam a passagem gradual do modelo de sala de aula presencial para a sala de aula virtual, concentrando seus esforços na ampliação dos espaços de comunicação entre os participantes de um curso. 17
  22. 22. É necessário que as plataformas de EAD ofereçam o máximo de interatividade, usabilidade, integridade e desempenho para os seus usuários, sendo que a interatividade é um ponto crítico, pois não se trata somente de dar suporte às interações de ensino-aprendizagem entre alunos, professores, material didático e instituição de ensino. Trata-se também de possibilitar a formação de uma comunidade virtual que facilite a convivência social e a colaboração em grupo. As plataformas de EAD podem ser então definidas como uma coleção de ferramentas para criação de material educacional, gerenciamento da participação do aluno, testes e avaliações, enfim tudo que é necessário em um ambiente de ensino/aprendizagem, incluindo as funcionalidades necessárias para a comunicação entre os participantes do processo. As ferramentas e funcionalidades das plataformas de EAD têm que facilitar a sua utilização por todos os atores do processo educativo: suporte, coordenadores, professores, tutores e alunos. Para esses diferentes usuários o software deve oferecer visões específicas, que se refletem na permissão do acesso às funcionalidades: o pessoal do suporte tem o acesso mais amplo, os coordenadores, professores e tutores, geralmente têm acesso às ferramentas de edição, gerenciamento de avaliação e acompanhamento de participação, e os alunos, em geral, têm acesso às funcionalidades associadas às suas atividades educacionais. Algumas características e funcionalidade presentes na maioria das plataformas de EAD podem ser assim resumidas: • Oferecer ferramentas para disponibilizar material didático virtual para os alunos e links para outros sites na Web; • Oferecer ferramentas para avaliar o progresso e o desenvolvimento dos alunos; • Oferecer ferramentas para administrar avaliações, testes e exercícios, mantendo os resultados armazenados; • Oferecer ferramentas para ajudar os professores a administrarem aulas e notas; • Facilitar a edição/criação das páginas na Web; • Oferecer ferramentas de cadastro de usuários e de portifólios individuais; • Oferecer uma grande diversidade de ferramentas de comunicação. Nenhuma plataforma, sozinha, poderá contemplar todas as necessidades e idiossincrasias das instituições, dos projetos e cursos de EAD, por isso elas devem: • Atender objetivos e concepções pedagógicas diversas; 18
  23. 23. • Apoiar projetos à distância e presenciais que utilizem as plataformas como apoio; • Contemplar os diversos modelos de avaliação; • Contemplar as diferentes visões dos usuários; • Permitir o uso flexível dos diferentes recursos e ferramentas. No ambiente virtual a aprendizagem não pode ser passiva. A construção do conhecimento deve ser o resultado de um processo coletivo, através de um processo ativo de aprendizagem. Os estudantes não são apenas responsáveis pela sua conexão, mas também devem contribuir com o processo de aprendizagem por meio do envio de mensagens com seus pensamentos e suas idéias. Ao fazerem isso, alunos e professores estão criando uma rede de aprendizagem, onde os fios são compostos pela interação entre eles (Palloff & Pratt, 2002 in Araújo e Filho, 2005). Com o avanço das tecnologias digitais móveis têm surgido propostas de incorporação desses dispositivos aos ambientes educacionais virtuais. Esses projetos podem mudar o paradigma da formação de Comunidades Virtuais de aprendizado, a custos acessíveis, em projetos de Educação a Distância. Esses ambientes utilizam dispositivos móveis como interface de acesso a um conjunto de serviços na Web, que garantem a interoperabilidade e a interação entre diferentes recursos e uma interação entre os usuários diversificada em termos de opções de dispositivos e computadores. A avaliação e a seleção de uma plataforma de Educação a Distância para um projeto exigem a análise criteriosa de suas características para que a mesma seja adequada ao perfil dos seus diferentes usuários: gestores, professores, tutores e alunos. Nesse processo deve participar uma equipe multidisciplinar composta de todos os envolvidos no projeto e mais a equipe de suporte à plataforma e os seguintes itens devem ser considerados (Fernandes, 2007): • Documentação: uma plataforma de EAD deve possuir uma documentação completa e abrangente de forma a possibilitar aos seus administradores e usuários suporte quanto ao uso de todas as suas funcionalidades. • Escalabilidade: uma plataforma deve possuir o mesmo desempenho para variados números de usuários. Uma plataforma escalável deve possuir desempenho semelhante tanto para poucos quanto para grandes quantidades de usuários, mesmo quando estiverem realizando acessos simultâneos. 19
  24. 24. • Extensibilidade: outro quesito importante é a extensibilidade das plataformas de EAD, isto é, a capacidade da plataforma de aceitar novos módulos à sua estrutura. Esta característica é essencial para a prática da EAD que evolui constantemente. • Recursos: grande parte de uma plataforma de EAD é composta pelos recursos que ela possui. São estes recursos que vão proporcionar a interação entre os envolvidos no processo de aprendizagem e na difusão do conteúdo a ser apresentado. • Usabilidade: uma plataforma rica em recursos pode não ser adequada se estes recursos não são apresentados ao usuário de forma clara e fácil. Um dos maiores empecilhos à difusão de uma plataforma é o fato de que nem todos os usuários possuem um conhecimento mínimo para utilizar a Internet. A interface e a navegabilidade do sistema devem utilizar os conceitos de usabilidade para se tornar de fácil uso e compreensão, incluindo os usuários mais inexperientes e os portadores de necessidades especiais. • Manutenção: um dos quesitos mais importantes de uma plataforma se refere ao custo da sua manutenção. Deve ser levado em consideração o custo financeiro para a alocação de responsáveis para a manutenção da plataforma e o nível de conhecimento técnico que estes responsáveis necessitam ter para realizar esta manutenção. LEIA NO APÊNDICE O MINI TUTORIAL SOBRE A PLATAFORMA MOODLE. 2.3 Educação a Distância baseada na Web O desafio da implantação de projetos de EAD nos coloca frente às dificuldades de instituir uma nova cultura educacional e uma nova forma de interação, onde deixamos de contar com a presencialidade como condição para a realização das práticas educativas. Gatti (2005) considera que a interatividade, uma das principais qualidades de programas de EAD, deve ser constante, continuada, atenciosa e cuidada. Segundo a autora a interatividade deve ser propiciada por diferentes meios no mesmo programa: momentos presenciais coletivos, Internet, telefone, videoconferências, tele-salas, teleconferência, etc. A utilização da Web vem sendo cada vez mais usada para apoiar a realização das atividades dos cursos de EAD e isto se deve, às diferentes formas de comunicação que as redes oferecem e nos diferentes níveis de interação entre os atores do processo educacional. Essas diversas formas de comunicação podem ser resumidas em: 20
  25. 25. • Comunicação de um para um: os participantes de uma aula apoiada na Web podem conversar entre si privativamente através de e-mail (forma assíncrona) ou de chats on-line (forma síncrona), a utilização do e-mail permite a troca de documentos complexos, já os chats limitam esses arquivos, quando muito, a imagens; outra possibilidade é a utilização da vídeoconferência. • Comunicação de um para muitos: São apresentações on-line ou anúncios, que podem ser colocados em quadros de aviso, listas de discussão ou até mesmo em sessões de chat com a presença de todos. • Comunicação de muitos para muitos: Esse tipo de comunicação é facilitada por diversos recursos da Web, como por exemplo, chats on-line, listas de discussão e conferências de áudio e vídeo. Nesse contexto a Educação baseada na Web, priorizando o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação - TIC para disponibilização e publicação de material didático e para a interação e cooperação entre todos os atores do processo educacional se destaca como uma forma inovadora e alternativa para a formação em larga escala. A exploração dos recursos disponíveis na Web vem permitindo a criação de ambientes virtuais ricos em estímulos para a aprendizagem. Estes ambientes permitem que se aprenda de forma explorativa e automotivada, num ritmo próprio movido apenas pela vontade e pela capacidade de aprender (Chaves, 2005). A flexibilidade da Web cria várias situações de uso, distribuídas no tempo e na localização dos atores envolvidos, como observado na Figura 4 (Ferraz, 1999). Em qualquer uma das possibilidades apresentadas, verifica-se a utilização de alguma forma de interação, seja através dos e-mails, grupos de discussão ou chats; no mesmo horário ou em horários diferentes. Independente da forma de interatividade entre professor-alunos e alunos- alunos, a ocorrência desta comunicação poderá ser fundamental para o processo de aprendizagem, possibilitando o acompanhamento do desenvolvimento dos estudantes com aplicação de testes via formulários e apresentação de conferências multimídia. Na comunicação síncrona os estudantes podem dispor de televisões, telões, câmeras de vídeo e facilidades de áudio para receber as aulas de forma on-line e ao vivo, possibilitando a eles canais de comunicação mais direta com professores e tutores. Na forma assíncrona, em geral, as aulas são disponibilizadas na Web, permitindo o acesso independente de tempo e espaço. 21
  26. 26. MESMO LOCAL OCASIONALMENTE MESMO LOCAL LOCAIS DIFERENTES HORÁRIOS DIFERENTES Alunos e professores nunca se encontram fisicamente ou virtualmente. Exemplo: quando o material é distribuído via Web e usado o e-mail para mediar a comunicação OCASIONALMENTE NO MESMO HORÁRIO Quando os cursos tradicionais em sala de aula são combinados com listas de discussão para que os alunos possam tirar dúvidas Quando encontros face-a- face ocorrem apenas no início e no final do curso, sendo os demais encontros realizados de maneira virtual Alunos e professores estão muito distantes fisicamente, porém ocorrem encontros virtuais esporádicos. Exemplo: chats ou bate-papos MESMO HORÁRIO Alunos e instrutores não se encontram no mesmo lugar (fisicamente), mas os encontros ocorrem ao mesmo tempo de maneira virtual, tal como ocorrem nos sistemas de videoconferência Figura 4 - Variações de tempo e de espaço no aprendizado a distância (Ferraz,1999) A seguir, são especificadas algumas das ferramentas constantes na maioria das plataformas de EAD e destacadas a suas principais aplicações na EAD baseada na Web (Campos e Giraffa, 1999 in Pimentel, 2006) (Figura 5). Funcionalidade Descrição e uso E-mail Indicado para a circulação de mensagens privadas, definição de cronogramas e transmissão de arquivos anexados e mensagens. Chat Permite a comunicação síncrona de forma mais interativa e dinâmica, sendo utilizada para a realização de reuniões, aulas virtuais, seção de tira-dúvidas, discussões sobre assuntos trabalhados no curso e confraternização. Este recurso é também denominado de bate-papo. Fórum Mecanismo propício aos debates, os assuntos são dispostos hierarquicamente, mantendo a relação entre o tópico lançado, respostas e contra-respostas. É usado para a realização de debates assíncronos, exposição de idéias e divulgação de informações diversas. Lista de Discussão Auxilia o processo de discussão através do direcionamento automático das contribuições relativas a determinado assunto, previamente sugeridos, para a caixa de e-mail de todos os inscritos na lista. Apóia os debates assíncronos. Mural Estudantes e professores podem disponibilizar mensagens que sejam interessantes para toda a turma. Essas mensagens, geralmente, são: divulgação de links, convites para eventos, notícias rápidas etc. Portfólio É um espaço individual que dispõe de uma estrutura de armazenamento e exposição dos trabalhos dos estudantes, favorecendo a realização de comentários pelo professor e colegas da turma. FAQ Esta ferramenta, também conhecida por Perguntas Freqüentes, auxilia o tutor/professor a disponibilizar para todos as perguntas mais freqüentes. Usada para a divulgação de instruções básicas e esclarecimento de dúvidas sobre o conteúdo discutido no curso. Perfil Permite que os usuários (professores, tutores e alunos) disponibilizem informações pessoais (tais como: e-mail, fotos, mini-currículo) para todos os participantes. Acompanhamento Apresenta informações que auxiliam o acompanhamento do estudante pelo professor ou tutor, assim como, o auto-acompanhamento por parte do estudante. Os relatórios gerados por esta ferramenta apresentam informações relativas ao 22
  27. 27. histórico de acesso ao ambiente, notas, freqüência por seção do ambiente visitado, histórico dos artigos lidos e mensagens postadas para o fórum e correio, participação em sessões de chat e mapas de interação. Avaliação (online) Esta ferramenta envolve as avaliações que devem ser feitas ou postadas pelos estudantes e recursos online para que o professor corrija as avaliações. Fornece informações a respeito das notas, registro das avaliações, tempo gasto para resposta etc. Figura 5 - Ferramentas das Plataformas de EAD e suas aplicações (Campos e Giraffa ,1999 in Pimentel, 2006 ). Quais ferramentas de comunicação na Internet você utiliza para interagir com seus alunos? Quais ferramentas você acha que deveria usar? Em geral percebe-se que existem algumas características comuns encontradas em projetos de Educação a Distância: utilizar estas modalidades de comunicação apoiadas na Web em atividades associadas a uma abordagem mais construtivista, ou seja, envolver os estudantes em tarefas e atividades autênticas, promover a motivação intrínseca, realçar as questões geradas pelos estudantes e o interesse no aprendizado independente, mudar o papel do professor de fornecedor de informação para facilitador e mentor, prover suporte tecnológico a professores e alunos para facilitar a produção de atividades de aprendizagem, fornecer atividades síncronas e assíncronas em diferentes lugares e tempos e prover acesso eqüitativo às tecnologias de aprendizado em rede. 2.4 Aprendizagem cooperativa A Aprendizagem Cooperativa pode ser definida como uma técnica através da qual estudantes se ajudam no processo de aprendizagem, atuando como parceiros entre si, e com o professor, com o objetivo de adquirir conhecimento sobre um dado objeto. Na verdade, a idéia de aprendizagem cooperativa nos remete ao termo trabalho cooperativo. O trabalho cooperativo possui uma longa história nas ciências sociais, sendo primeiramente empregado no século XIX por economistas como designação geral e neutra do trabalho envolvendo múltiplos atores. A colaboração, a troca de informação, a capacidade de comunicação, o respeito às diferenças individuais e o exercício da negociação são requisitos importantes para o trabalho cooperativo. Para haver cooperação é necessário existir um ambiente democrático onde todos possam se expressar cooperando individualmente sem se sentirem ameaçados por alguma forma de poder. O papel da comunicação é fundamental, podendo ser realizada de várias formas, através de encontros face à face ou por meios eletrônicos. 23
  28. 28. A aprendizagem cooperativa incorpora algumas facetas básicas do trabalho cooperativo, mas agrega elementos novos: a intencionalidade da aprendizagem e a tutoria (Barros, 1994). A aplicação de técnicas de aprendizagem cooperativa na educação formal é importante não só para a obtenção de ganhos no próprio processo ensino/aprendizagem, mas também na preparação dos indivíduos para situações futuras no ambiente de trabalho, onde cada vez mais atividades exigem pessoas aptas ao trabalho em equipe. A aprendizagem cooperativa independe do uso das novas tecnologias, exigindo basicamente uma postura pedagógica inovadora e sem preconceitos. Mas, a popularização e potencialidades das redes de comunicação estão forjando um espaço para que a aprendizagem cooperativa ocorra nos limites das salas de aula e fora deles. A Internet fornece serviços cada vez mais estáveis, seguros e amigáveis para a criação de ambientes virtuais de aprendizagem cooperativa distribuída, onde alunos e professores cooperam entre si, sem as limitações de barreiras geográficas e de tempo. Cooperação envolve vários processos - comunicação, negociação, coordenação, co-realização e compartilhamento. A combinação das dimensões tempo e espaço permite diferentes modalidades de interação entre os participantes de um grupo. Estes diferentes modelos de interação são beneficiados pelo uso das redes de comunicação que podem facilitar a interação e a socialização, aumentar as habilidades de resolução de problemas, facilitar a comunicação e ser uma forma divertida de estudar. No dia a dia, as pessoas interagem para trabalhar juntas, para se divertir ou simplesmente para se comunicar. Estes agrupamentos, chamados de mundos sociais ou Comunidades Virtuais, ultrapassam espaço e tempo e podem ter uma longa ou curta duração. Os ambientes de trabalho cooperativo, que dão suporte aos mundos sociais, devem considerar todas as atividades formais e informais, estruturadas e não estruturadas envolvidas neste processo. Educar tradicionalmente centrava-se no ato de ensinar. As demandas do mundo moderno, aliadas à popularização de novas tecnologias da informação vêm tornando o ato de educar em disponibilizar ferramentas orientadas para o ato de aprender. Autonomia na aquisição do conhecimento e cooperação na resolução de problemas são dimensões integradas ao binômio educar-aprender. Estamos nos desprendendo de práticas pedagógicas instrumentais de cunho comportamentalista e lançando mão de práticas construtivistas e pós-construtivistas. Para atender aos objetivos apontados, é necessário dispor de um ambiente adequado, tanto do ponto de vista da proposta pedagógica adotada, quanto da tecnologia escolhida. Para Hsiao (2007), muitas teorias podem apoiar a aprendizagem cooperativa com o suporte de 24
  29. 29. computadores: o socioculturalismo de Vygotsky e o construtivismo de Piaget, bem como a cognição situada, a aprendizagem ancorada, a flexibilidade cognitiva e a cognição distribuída. Estas teorias têm como ponto comum a visão de que os indivíduos são agentes ativos que, a partir de seus objetivos, constroem conhecimento dentro de contextos significativos. O êxito da prática da cooperação no espaço educacional requer a observância de alguns aspectos tidos como cruciais. Para Woodbine (1997), esta abordagem de aprendizagem deve apoiar-se em:  responsabilidade individual pela informação reunida pelo esforço do grupo;  interdependência positiva, de forma que os estudantes sintam que ninguém terá sucesso, a não ser que todos o tenham;  melhor forma de entender um dado material, tendo que explicá-lo a outros membros de um grupo;  desenvolvimento de habilidades interpessoais, que serão necessárias em outras situações na vida do sujeito;  desenvolvimento da habilidade para analisar a dinâmica de um grupo e trabalhar com problemas;  forma comprovada de aumentar as atividades e envolvimento dos estudantes; e  um enfoque interessante e divertido. Morris & Hayes (1997) entendem que a aprendizagem cooperativa traz benefícios para os alunos, pois eles precisam aprender a interagir com os outros membros do grupo, a exercitar a tomada de decisão e desenvolver habilidades de trabalho em grupo, tornando-se mais confiantes em expor publicamente seus pontos de vista. Este enfoque de aprendizagem pode promover o surgimento de resultados educacionais, que não são considerados estritamente acadêmicos, como o aumento da competência de se trabalhar em grupo. Ela é geralmente mais efetiva em domínios onde as pessoas estão engajadas na aquisição de habilidades, categorização, planejamento conjunto e tarefas que requerem construção de memória coletiva (Kumar, 1996). O trabalho cooperativo privilegia a produção em grupo em detrimento do trabalho individual através de encontros face à face ou por meios eletrônicos. As ferramentas hoje disponíveis permitem que pessoas dispersas geograficamente se encontrem e desenvolvam atividades conjuntas. Assim sendo, Comunidades Virtuais são um espaço para debates através da troca de mensagens entre participantes de um grupo de interessados e inscritos em um tema específico. 25
  30. 30. Os ambientes específicos para apoiar a aprendizagem cooperativa devem ter quatro requisitos básicos: • um espaço virtual compartilhado de aprendizagem; • interface para comunicação e manipulação de objetos dentro do espaço de aprendizagem; • mecanismos de suporte à comunicação interpessoal entre membros do grupo; • processo de monitoramento e controle que permita o acompanhamento do progresso do aluno no contexto do progresso do grupo como um todo. O suporte computacional a ambientes de aprendizagem pode ser empregado para tratar a cooperação em diferentes tipos de tarefas a serem realizadas. Estas tarefas determinarão o modelo de cooperação proposto pelo ambiente e podem ser enumeradas, independentemente do domínio de assunto que está sendo ensinado. Kumar (1996) identifica três tipos de tarefas: tarefas cooperativas de aprendizagem de conceitos, tarefas cooperativas para solução de problemas e tarefas cooperativas de desenvolvimento de projetos. O desenvolvimento de sistemas de apoio à cooperação na Web necessita da integração de diversas tecnologias. A hipermídia apóia os grupos que utilizam objetos compartilhados, servindo como meio de comunicação e permitindo a criação incremental de uma base de informações. A multimídia permite a expressão das diversas atividades humanas em diferentes mídias. A Inteligência Artificial pode ser integrada ao ambiente cooperativo através de técnicas que buscam melhorar a interação entre os usuários e agentes artificiais e/ou humanos. Já a Realidade Virtual, oferece meios de tornar cenas e objetos mais semelhantes à realidade. A maioria dos ambientes virtuais de aprendizagem cooperativa oferecem ferramentas que permitem:  comunicação entre os membros do grupo;  realização das tarefas individuais e em grupo;  coordenação das atividades;  negociação e tomada de decisão;  identificação e representação dos conhecimentos prévios de cada participante e de cada grupo;  representação dos conhecimentos do grupo; 26
  31. 31.  compartilhamento de uma base de dados (memória de grupo);  percepção da presença e das ações dos demais participantes (awareness);  designação de papéis;  representação do fluxo de trabalho;  monitoramento das ações dos participantes;  avaliação dos resultados individuais e do grupo; e,  suporte a multiusuários. Encontre na Web outros ambientes virtuais, gratuitos ou livres, para a criação e apresentação de cursos a distância. Escolha uma delas e descreva suas principais características e funcionalidades. A aprendizagem cooperativa é geralmente mais efetiva em domínios onde as pessoas estão engajadas na aquisição de habilidades, categorização, planejamento conjunto e tarefas que requerem construção de memória coletiva (Kumar, 1996). Estudos realizados, propondo a aprendizagem cooperativa para ajudar estudantes a entender assuntos complexos em ambientes de domínios específicos (p. ex.: pensamento científico), apresentam bons resultados. Em tarefas puramente procedimentais que não envolvem muito entendimento, torna-se mais difícil observar a ocorrência de mudanças conceituais, apontando que existem domínios mais, e outros menos, “compartilháveis”. Estudos sobre os efeitos benéficos da aprendizagem cooperativa demonstraram que os estudantes envolvidos com outros nestes processos de aprendizagem desenvolvem sentimentos positivos acerca de si próprios, aprendem a interagir em situações sociais e, em muitas circunstâncias, revelam uma maior capacidade de realização. No estudo com estudantes com e sem deficiências, a aprendizagem cooperativa revelou-se superior à aprendizagem de orientação competitiva ou individualista (Johnson e Johnson, 1987). Para que os alunos trabalhem cooperativamente é necessário que cada um tenha responsabilidade pela informação reunida pelo esforço do grupo, é fundamental que os estudantes sintam que ninguém terá sucesso a não ser que todos tenham sucesso e percebam que a melhor maneira de entender um material é explicá-lo a outros membros de um grupo. O papel do professor que estrutura grupos cooperativos desloca-se do papel de um transmissor de informações para o de mediador da aprendizagem. As principais tarefas do professor no arranjo cooperativo entre aluno e professor podem assim ser descritos: 27
  32. 32.  especificar claramente os objetivos da atividade,  tomar decisões sobre colocar os alunos em grupos de ensino para garantir a heterogeneidade,  explicar claramente que atividades de ensino são esperadas dos alunos e como a interdependência positiva deve ser demonstrada,  controlar a eficácia das interações cooperativas e intervir  para proporcionar assistência a tarefa (p.ex: responder perguntas ou ensinar habilidades relacionadas a elas) ou melhorar as habilidades interpessoais e de grupos dos alunos e,  avaliar as realizações do aluno e a eficiência do grupo. Como você planejaria atividades cooperativas à distância para os alunos de sua disciplina? Qual ambiente virtual você selecionaria? ANOTAÇÕES 28
  33. 33. Parte III Material didático para EAD 3.1 Projetos de EAD Os projetos de Educação a Distância podem apresentar diferentes modelos e múltiplas combinações de linguagens e recursos educacionais e tecnológicos. A natureza do curso e as reais condições do cotidiano e necessidades dos alunos são os elementos que irão definir a melhor tecnologia e metodologia a ser utilizada, bem como, a necessidade de momentos presenciais. É preciso, também, que o projeto contemple o oferecimento de processos de ensino/aprendizagem inovadores, fortemente centrados na possibilidade de construção do conhecimento pelos sujeitos da Educação. Um projeto de EAD deve ser coerente com o projeto pedagógico e não pode ser uma mera transposição do presencial, pois possui características, linguagem e formato próprios, exigindo administração, desenho, lógica, acompanhamento, avaliação, recursos técnicos, tecnológicos e pedagógicos condizentes com esse modelo. Nos Editais da Secretaria de Educação a Distância do MEC para o Sistema UAB encontram-se as diretrizes para a elaboração dos projetos dos cursos à distância pelas Instituições. Os principais itens sugeridos incluem: projeto pedagógico (com todos os componentes curriculares, respectivos ementários e demais componentes pedagógicos do curso), quantitativo de vagas, cronograma de aprovação interna e execução do curso, necessidades específicas dos pólos de apoio presencial (infra-estrutura física e logística - laboratórios, bibliotecas, recursos tecnológicos e outros), quantitativo de pólos e localidades preferenciais de abrangência, descrição dos recursos humanos (corpo docente específico para educação a distância - professor conteudista e coordenador, tutores presenciais, tutores a distância, professores regentes e outros), detalhamento do orçamento e cronograma de desembolso. Pode-se então sintetizar que o processo educacional realizado a distância envolve a articulação de uma série de ações pedagógico-administrativas, onde se destacam a construção do material didático, a estrutura de tutoria, a montagem da infra-estrutura, a gestão do sistema, as formas de interação e participação de todos os atores e as diferentes formas de avaliação – do aluno, do 29
  34. 34. processo, doa materiais didáticos, da tutoria, entre outros. A figura 6 apresenta os principais componentes de um projeto (Campos, 2007). Figura 6 – Componentes de um projeto de EAD. Tutoria O esforço solitário para aprender nem sempre é bem sucedido. Os alunos não têm hábitos de estudo independente e a sensação de solidão e o trato impessoal, causados pela distância, podem levá-los ao desânimo. Neste caso, um tutor pode fornecer meios para que os alunos superem obstáculos, através de encontros presenciais, apoio por telefone, fax ou Internet. O tutor é um elemento importante e indispensável na rede de comunicação que vincula os alunos aos cursos, pois, além de incentivá-los, possibilita a retroalimentação acadêmica e pedagógica do processo educativo. O tutor deve ter suficiente conhecimento da disciplina que tutora e domínio das técnicas indicadas para o desenvolvimento da ação tutorial, em suas diversas formas e estilos. Não lhe cabe, no entanto, transmitir informações adicionais aos alunos, mas ajudá-los a superar as dificuldades no estudo. O tutor é o agente do processo que estabelece o vínculo mais próximo do aluno, seja presencialmente ou a distância. É da competência da tutoria tanto a orientação acadêmica quanto a orientação não acadêmica. Esta última envolve o estabelecimento de vínculos de confiança e o incentivo para que o aluno se sinta motivado a aprender. 30
  35. 35. Nos projetos de EAD a tutoria adquire um papel importante e, sem dúvida, constitui um dos mais relevantes pontos na discussão. Não há um único modelo como referencial já que as propostas variam de acordo com os paradigmas e características dos projetos. O papel do tutor tem sido ou o de monitor tira dúvidas, centrando suas atividades no conteúdo das disciplinas, ou de coordenador das atividades acadêmicas, ajudando o aluno a cumprir o cronograma e orientando seus estudos. Por meio da tutoria é possível garantir o processo de interlocução necessário a qualquer projeto educativo e ela, em geral, existe em duas instâncias: a distância e presencial. A tutoria a distância utiliza todos os recursos de comunicação tradicionais e os disponibilizados pela Internet, principalmente as ferramentas dos ambientes virtuais, já a tutoria presencial credita forte ação de presencialidade ao modelo de Educação a Distância. Em um processo de ensino a distância, a tutoria, ao lado do material didático, se destaca como um dos principais elementos de mediação pedagógica. Qual o perfil de um tutor para orientar as atividades dos alunos? Qual seria a sua formação necessária? Em quais disciplinas ele deveria ser capacitado? Avaliação Segundo Araújo e Filho (2005) a partir dessa nova visão de interatividade, espera-se que a avaliação numa comunidade de aprendizagem se dê no sentido da profundidade do conhecimento produzido e pelas novas competências adquiridas. A tradicional avaliação pelo número de fatos memorizados ou pela quantidade de matéria memorizada perde o seu espaço. Por sua vez os alunos precisam estar cientes e entenderem que serão também avaliados construtivamente e exigirem que os métodos de avaliação reflitam os métodos inseridos nos ambientes de aprendizagem. Os processos avaliativos devem ser variados em suas forma (provas, trabalhos, memórias, elaboração de textos, grupos de discussão, seminários) (Gatti, 2005). É imprescindível que a avaliação seja organizada e desenvolvida como ação planejada tanto no plano político, como no pedagógico e deve atender os requisitos da legislação que exige momentos presenciais. Vasconcellos (1998) ressalta que avaliar é uma necessidade para verificar se estamos atingindo aquilo que foi planejado, saber se a intencionalidade está se concretizando, analisar porque não se conseguiu atingir o objetivo e recolhermos subsídios para estabelecer as mudanças que se façam necessárias. 31
  36. 36. A EAD possibilita uma avaliação contínua, que pode ser realizada de modo virtual ou presencial. A avaliação virtual apoiada em plataformas de EAD, pode ser realizada através do acompanhamento da participação em fóruns e sessões de bate-papos, da geração de relatórios, da solução de questões, dentre outras. A avaliação presencial é desenvolvida através de provas e testes em formato similar àquelas propostas em cursos presenciais. Material didático A estruturação do material didático para EAD tem como objetivo superar a convencional tradição expositivo-descritiva e levar tanto o estudante quanto o professor a construírem juntos o conhecimento. Em geral esses materiais são os fascículos das disciplinas, os livros didáticos e os materiais disponibilizados na Web. Na Educação a Distância baseada na Web o grande desafio para a equipe de EAD está em elaborar atividades diferenciadas e que possam ser representadas em cursos na Web que atendam aos princípios pedagógicos e comunicacionais selecionados para a elaboração do curso. Comunicação A Internet trouxe uma nova mutação para a escola: o plano da interatividade. Ela vem alterando a forma de interagir das pessoas e proporcionado oportunidades de criações de comunidades virtuais, congregadas por interesses comuns. As mudanças são visíveis e a Web já modificou, de alguma maneira, a prática pedagógica e mesmo as atitudes dos muitos professores e alunos usuários da Internet. A Educação a Distância utiliza as tecnologias da Web, principalmente para a comunicação de gestores, professores, tutores e alunos. Os ambientes virtuais de aprendizagem fornecem as ferramentas que viabilizam a comunicação entre todos os atores e trouxe a expansão e acessibilidade do conhecimento. Visite os sites de EAD das Universidades e Consórcios e identifique projetos na sua área de interesse. Reflita sobre a proposta e o currículo do curso. 3.1.1 Gestão e Equipe multidisciplinar A gestão de projetos de EAD exige um modelo diferenciado, que representa um desafio para gestores, professores, tutores e alunos. Um dos desafios é saber lidar com o “just in time” e saber usar os sistemas de gestão de EAD via Web, incorporados nos ambientes virtuais. O processo educativo na modalidade a distância é firmado nos princípios de autonomia, flexibilidade, comunicação multidirecional, aprendizagem independente e colaborativa. Assim, 32
  37. 37. para que este processo se realize os atores precisam assumir papeis diferentes dos que assumem no ensino tradicional: o estudante deve ser agente ativo de sua aprendizagem e o professor, facilitador do processo de aprendizagem do aluno. É necessário que novas relações sejam criadas entre os atores envolvidos nos processos de ensino e aprendizagem para que o aluno se torne autônomo, competente, capaz, enfim, de conduzir sua formação como agente ativo do próprio conhecimento. A separação física deve ser compensada pela criação de ambientes de ensino apoiados por um sistema de comunicação baseado em múltiplos meios. Isso deve permitir a construção do conhecimento pela promoção do trabalho cooperativo de todos os envolvidos. Segundo Pimenttel (2006) uma vez definidos os objetivos educacionais, o desenho instrucional, etapas e atividades, os mecanismos de apoio à aprendizagem, as tecnologias a serem utilizadas, a avaliação, os procedimentos formais acadêmicos e o funcionamento do sistema como um todo, é fundamental que se estabeleçam as estratégias e mecanismos pelos quais se pode assegurar que esse sistema vá efetivamente funcionar conforme o previsto. É o que a autora chama de gestão de sistemas de EAD. Trata-se da formalização de uma estrutura operacional que envolve desde o desenvolvimento da concepção do curso, a produção dos materiais didáticos ou fontes de informação e a definição do sistema de avaliação, até estabelecimentos dos mecanismos operacionais de distribuição de matérias, disponibilização de serviços de apoio à aprendizagem e o estabelecimento de procedimentos acadêmicos. A gestão deve preocupar-se, ainda, com a preparação de bons materiais didáticos e o funcionamento das tecnologias empregadas. Se, por exemplo, optou-se pela utilização de materiais impressos, há toda uma organização necessária para a definição de tais materiais, das pessoas ou equipes que trabalharão nesta elaboração, dos prazos para elaboração, produção e distribuição dos mesmos. Se, por outro lado, optou-se materiais online as diferentes tecnologias da Web serão utilizadas e a formação e o trabalho de uma equipe multidisciplinar será imprescindível. Em função da formação acadêmica, bem como da atuação e da prática profissional, os atores envolvidos na formação a distância poderão ser classificados em (Pimentel, 2006): • Coordenador pedagógico: analisa as necessidades de formação; determina os objetivos e o conteúdo dos cursos; define os métodos (paradigmas ensino/aprendizagem), os critérios e as estratégias de avaliação; concebe os dispositivos de aprendizagem (individual e coletiva). 33
  38. 38. • Professor conteudista: produz o conteúdo à luz das orientações pedagógicas. É o responsável pela elaboração dos conteúdos das disciplinas que integram o curso. Ele faz também a seleção das estratégias de ensino e aprendizagem que serão aplicadas. • Técnico de produtos e multimídias educativas: examina a pertinência da escolha da mídia; previne os contextos de utilização; prevê as interações homem-mídia-máquina e define o plano de avaliação da tecnologia utilizada. • Tutor: coordena as atividades individuais e os passos da aprendizagem, aconselha e orienta; ajuda a montar o percurso da formação; promove a comunicação; organiza os grupos de trabalho; analisa as interações; motiva e facilita o uso dos recursos computacionais; responde às questões individuais e/ou coletivas, bem como as modera A equipe desenvolvedora de material didático deve integrar recursos humanos especializados, não só em Informática mas também em EAD, entre eles os especialistas em Design Instrucional, Pedagogia e Psicologia a fim de criarem ambientes educacionais e gerarem situações pedagógicas. O professor deve participar como conteudista e especialista em Educação. Quais são as características do público alvo dos cursos de EAD da sua Instituição? Eles são professores ou profissionais em serviço? O que isso influencia no seu planejamento? 3.2 Produção de Material Didático para EAD A elaboração de materiais didáticos é um elemento fundamental para a preparação de cursos à distância. Esse texto destaca os materiais impressos na forma de livros e fascículos e os materiais para a Web em seus fundamentos mais básicos, sem, entretanto, detalhar metodologias, aspectos do design instrucional e logística do processo de produção. Para Sales (2006), o material didático em EAD é ...um elemento mediador que traz em seu bojo a concepção pedagógica que norteia o ensino aprendizagem. Consciente ou inconscientemente, o planejamento e a constituição do material didático que mediará situações de ensino e aprendizagem, está intimamente relacionado com a concepção pedagógica do produtor deste material. E, só para pontuar, devemos estar atentos a revisão dos processos formativos do professor para atuar em Educação a Distância, pois o material didático deve responder um dos princípios básicos da EAD – estudo autônomo. Aspectos muito diferentes e complexos envolvem a concepção, planejamento, construção, entrega e avaliação de projetos de EAD. Um ponto central nesta temática é o material didático. Bielschowsky et al (2003) entendem que: 34
  39. 39. Em um processo de EAD, a mediação pedagógica realizada pelo material didático é muito mais relevante do que a realizada no ensino presencial. Por isso, a produção do material didático constitui um aspecto de fundamental importância nessa modalidade de Educação. O material didático de EAD precisa contemplar não apenas o conteúdo; ele também deve ser motivador para a auto-aprendizagem e, de alguma forma, promover a busca da interação entre os alunos e entre o aluno e o professor. Com efeito, esse é um enfoque metodológico distinto do adotado em livros-textos comuns. A postura metodológica coincide com a tendência pedagógica do Construtivismo. Isso significa que, enquanto aprende, o aluno constrói seu conhecimento, reelaborando o saber. Assim, ao ser produzido, esse material não está voltado apenas para o conteúdo, mas também tem como objetivo ajudar o aluno a estabelecer suas próprias conexões de pensamento, levando-o a “construir” seu conhecimento em rede, respeitando a capacidade individual de cada um. Em um curso a distância é muito importante que o aluno receba um material didático de qualidade e adequado à metodologia do ensino a distância. O material didático, juntamente com a estrutura organizacional e metodológica de suporte, deve proporcionar interatividade em diversas formas: aluno-aluno, aluno-professor, aluno-tutor, etc. 3.2.1 Material impresso Os produtores do material didático têm grande responsabilidade pela mediação pedagógica, pois a concretizam quando escrevem um texto, produzem um vídeo, uma fita de áudio, ou um CD- ROM. Para realizar esta mediação, faz-se necessário priorizar a forma como se utilizam os elementos visuais e verbais. São considerados visuais todos os elementos que dão forma ao material (tamanho, tipologia, destaques), suas divisões estruturais (sumários, títulos, unidades didáticas, seções, aulas/atividades) e recursos (símbolos, ilustrações, quadros). Os elementos verbais precisam ser empregados com rigor e cuidado, visando à melhor comunicação possível. Portanto, vocabulário, normalização alfabética, pontos de ligação entre os temas, divisões e subdivisões estruturais (seções, parágrafos) devem merecer especial atenção na elaboração do texto. A redação, enfim, deve ser clara, coerente e de fácil compreensão, servindo aos objetivos do curso. Outros aspectos relativos a apresentação dos conteúdos e metodologias de desenvolvimento dos cursos são destacados pela Secretaria de Educação a Distância do MEC, que entre outras recomendações preconiza: • Incluir no material educacional um guia (impresso ou on-line) que oriente o aluno quanto às características da EAD, direitos, deveres e atitudes de estudo a serem adotados, informe sobre o curso escolhido, esclareça como se darão as interações com professores, tutores e colegas, apresente cronograma e sistema de acompanhamento. 35
  40. 40. • Defina de maneira clara e precisa, que meios de comunicação e informação serão colocados á disposição do aluno (livro-texto, cadernos de atividades, leituras complementares, roteiros, obras de referência, Websites, vídeos, etc). • Detalhar nos materiais educacionais que competências cognitivas, habilidades e atitudes o aluno deverá alcançar ao fim de cada unidade, módulo ou disciplina, oferecendo-lhe oportunidades sistemáticas de auto-avaliação. O material didático deve ainda, sugerir links onde outros materiais pedagógicos relacionados podem ser encontrados. A produção do material didático deve ser feita por uma equipe multidisciplinar, envolvendo docentes autores e equipe técnica composta de Web-designer, diagramadores, especialistas em linguagem e comunicação e equipe de planejamento instrucional. Para cursos de graduação ou pós-graduação a distância a estrutura curricular pode organizar as disciplinas em Módulos, que se subdividem em Aulas. Os Módulos são divisões temáticas (uma disciplina pode estar subdividida em Módulos de tamanhos diferentes) e uma Aula representa, aproximadamente, os conteúdos e atividades que poderiam ser trabalhados em unidades de tempo previamente estabelecidas, por exemplo 3 horas presenciais e deve prever atividades complementares (de estudo, fixação, aprofundamento) necessárias à uma aprendizagem plena. Para a estruturação das disciplinas e de seus programas deve-se considerar a carga horária total da disciplina e a duração total do curso na qual ela está inserida. É importante que o material didático seja rico em links, notas históricas, indicações de atividades e leituras suplementares (programas, simuladores, animações, vídeos e sites). Toda disciplina deve ser acompanhada do "Guia Didático da Disciplina", ou algum tipo de ajuda que esclareça para os alunos como eles devem trabalhar. O Guia pode vir anexo ou inserido no próprio corpo da disciplina e deve orientar o aluno a respeito das exigências da disciplina e de suas peculiaridades metodológicas. 3.2.2 Material para a Web Quando em Educação a Distãncia se fala em material para a Web conceitos como colaboração, compartilhamento, reutilização e construção coletiva do conhecimento ficam evidentes. Antes do advento dos atuais navegadores Web no início de 1990, já havia sido produzida bastante literatura técnica a respeito do potencial dos hipertexto em diferentes áreas entre elas a área 36
  41. 41. educacional. Criada, inicialmente, para ser um espaço de compartilhamento de documentos e de colaboração entre pesquisadores, a Web cresceu de forma muito veloz, deixando de ser um local de consultas para ser tornar um espaço comercial. De acordo com Aquino (2006), quando Berners-Lee criou as páginas Web, o potencial de criação coletiva do hipertexto desapareceu, já que construir páginas de informação exigia conhecimento da nova linguagem, o HTML e espaço de armazenamento no disco rígido de algum provedor de acesso à Internet. Até muito recentemenente, o usuário das páginas Web era um receptor de informações, como entendido por Michalak e Coney (1993), com poucas possilbildiade de co-autoria . No entanto, a consolidação da Web como espaço para consulta e de aprendizagem permitiu o desenvolvimento de uma série de sistemas computacionais voltados para a EAD, acelerando em todo o mundo a expansão da Educação a Distância mediada pelas redes de comunicação. O uso crescente da Web como meio de oferta de Educação vai certamente requerer o desenvolvimento de ferramentas mais adequadas ao processo educacional. O futuro da Educação a distância com o apoio das tecnologias da Web é promissor e ainda em aberto. Para que a livre navegação pela Web seja permitida e incentivada e que conteúdo do site educacional seja adequado propomos as seguintes diretrizes para o planejamento (Campos, 2001): • Abordar as informações adequadamente, de forma coerente e pertinente ao tema, adequadas ao nível do curso e ao interesse dos alunos; • Prover informações atuais e recentes, com autoria conhecida e referenciada; • Prover informações consistentes e corretas e relevantes para o processo de ensino e aprendizagem; • Elaborar plano de navegação que garanta uma boa navegabilidade e busca das informações de forma semântica; • Fornecer extensão do conteúdo através da navegação em nós locais ou outros sites relacionados para aprofundamento do conhecimento; • Utilizar recursos multimídia e mídias variadas. Para a definição e escolha dos temas a serem abordados em um material didático na Web duas tecnologias vêem sendo muito usadas: os mapas conceituais e as ontologias. Um mapa conceitual é uma ferramenta que permite representar e organizar conhecimento. Essa técnica é formada por conceitos e relações existentes entre os conceitos, organizados de forma hierárquica. 37
  42. 42. Os conceitos mais gerais são colocados no topo da estrutura e os mais específicos vão sendo acrescentados em um nível inferior, de acordo com seu grau de inclusão. É uma ferramenta conceitual de grande valia para a representação e organização de conhecimento. Os conceitos são representados através de nodos inter-relacionados, que expressam o conhecimento existente sobre um assunto. A ligação entre dois ou mais conceitos é feita através de uma linha tracejada entre eles. Para evidenciar o porquê de um relacionamento, palavras de ligação são colocadas nas linhas, formando assim proposições simples que mostram o significado do vínculo. A figura 7 é um exemplo de uso de mapa conceitual na definição do conteúdo relacionado a esse material didático, usando o software CmapTools v4.09 para Windows (http://cmap.ihmc.us/download/), de acesso gratuito. Figura 7 – Mapa Conceitual de Fundamentos de EAD, Mídias e Ambientes Virtuais. Procure saber mais sobre mapas conceituais, instale uma ferramenta gratuita e aceite o desafio de definir um mapa conceitual da sua disciplina. As próximas gerações de sistemas educacionais baseados na Web deverão ser desenvolvidas com embasamento em ontologias. Uma ontologia é um documento ou arquivo que formalmente define as relações entre termos. Para Berners-Lee, Hendler & Lassila (2001), uma ontologia típica para a Web reúne uma taxonomia e um mecanismo de inferência. Uma taxonomia define as 38
  43. 43. classes de objetos e as relações entre eles e quando corretamente definida deve preservar o significado específico dos termos e expressões de um domínio do conhecimento. Ela é um sistema ordenado de classificação, onde a informação é agrupada de acordo com relacionamentos tidos como naturais. Ela deve ser estruturada de forma hierárquica, em sub- categorias, com nível descendente de detalhes e refinamento de termos. A importância de uma ontologia é esclarecer a estrutura de um conhecimento. Dado um domínio, sua ontologia forma o centro de qualquer sistema de representação do conhecimento daquele domínio. Sem ontologia, ou sem a conceituação do conhecimento, não pode haver um vocabulário que represente o conhecimento. Portanto, as ontologias permitem entender e explicar o domínio que está sendo analisado. A figura 8 mostra o exemplo do uso de uma arvore ontológica do domínio da Educação a Distância (Campos, Santos e Braga, 2003). Figura 8 – Árvore ontológica. Observe materiais didáticos na Web e descreva as suas características boas e ruins. Isso pode lhe ser útil para definir e avaliar suas propostas. 39
  44. 44. 3.2.3 Construindo materiais didáticos Na elaboração do material didático devemos considerar que se faz necessário a definição de: a) Modelo educacional a ser adotado, que define o estilo de aprendizagem, as formas de avaliação e os modelos de tutoria a serem adotados, como presencial e a distância. b) Definição do conteúdo a ser disponibilizado – para tal pode-se fazer uso de mapas conceituais ou ontologias. c) Definição da mídia em que o conteúdo será apresentado: impresso, CD-ROM ou na Web. Para cada forma definir as mídias que serão usadas como: objetos de aprendizagem, hipermídia, Realidade Virtual, vídeo, animação, figuras, textos, entre outros. A figura 9 apresenta, na forma de diagrama, os principais componentes a serem considerados na elaboração do material didático. A plataforma de EAD aparece como um elemento fundamental e de apoio a todas as decisões, em termos de mídias a serem adotadas. Figura 9 – Componentes para elaboração de material didático para EAD. Material Didático Modelo Conteúdo Mídias Estilo Avaliação Tutoria Mapas Ontologias Web CD Impresso Objetos Aprendizagem ... TextoFiguraAnimaçãoVídeoRealidade Virtual Hipermídia Plataforma define usa seleciona À distânciaPresencial 40
  45. 45. Reflita sobre o diagrama de componentes para elaboração de material didático. Como ele pode ser detalhado? Quais atividades são necessárias? Essa seção não esgota o conteúdo sobre a elaboração de materiais didáticos. No contexto em que esse texto foi elaborado, as questões relativas ao detalhamento das atividades são abordadas em outros módulos. Mas cabe aqui uma reflexão final: Quem sabe fazer Educação à distância? Quem sabe elaborar material didático para cursos on-line? Estamos trilhando caminhos, rompendo barreiras, consolidando experiências e buscando soluções. O desafio está lançado. Relacione algumas palavras-chave encontradas neste módulo, que devem corresponder ao que você considerou mais relevante no conteúdo desse curso e apresente uma pequena justificativa. ANOTAÇÕES 41
  46. 46. Referências Bibliográficas ALVES, G.L.M. 2001. Otimização a Distância: Um Sistema de Estudo Integrado e Distribuído. Tese de Doutorado. COPPE-Sistemas/UFRJ. Dezembro. AQUINO, M. C. 2006. Um resgate histórico do hipertexto: O desvio da escrita hipertextual provocado pelo advento da Web e o retorno aos preceitos iniciais através de novos suportes. 404nOtF0und ANO 6, VOL 1, N. 55· maio-junho. Também disponível em http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/404nOtF0und/404_55.htm ARAÚJO, l. H. L., FILHO, G.J. L., 2005. Comunidades virtuais de aprendizagem: novas dinâmicas de aprendizagem exigem novas formas de avaliação. Anais do XVI Simpósio Brasileiro de Informática na Educação – Juiz de Fora, Brasil. BARROS, Lígia. 1994. Suporte a Ambientes Distribuídos de Aprendizagem Cooperativa. Tese de Doutorado. COOPE/Sistemas/UFRJ. Outubro (unpublished). BERNERS-LEE, T; HENDLER, J. & LASSILA, O. 2001. The Semantic Web. Scientific American. Guarino, N. (1998). Formal Ontology in Information Systems. Proceedings of FOIS’98, Trento, Italy, June. OS Press, pp. 3-15. BIELSCHOWSKY, C. E. et alli. 2003. Educação a Distância na universidade do século XXI. Texto 2 - Cursos de graduação a distância: questões pedagógicas e de gestão. In http://www.redebrasil.tv.br/salto/boletins2003/edu/tetxt2_2.htm, acessado em 28/12/2006. BRUNER, J. 1966. Uma Nova Teoria de Aprendizagem. Rio de Janeiro: Edições Bloch. CAMPOS, F. 2007. Formação de Professores a Distância: Construindo Projetos de Qualidade. Revista Educação em Foco. Faculdade de Educação da UFJF. No Prelo. CAMPOS, F. C. A., SANTOS, N. e VILLELA, R. M. M. B., 2003. Ontologia de Domínio e Desenvolvimento Baseado em Componentes. Anais do XIV Simpósio Brasileiro de Informática na Educação. São Leopoldo, Brasil. CARDOSO, A. 2004. Uma arquitetura para elaboração de experimentos virtuais interativos suportados por Realidade Virtual não-imersiva, Tese D.Sc, Escola Politécnica - Universidade de São Paulo. CHAVES, E., 2005. Tecnologia na Educação, Ensino a Distância, e Aprendizagem Mediada pela Tecnologia: Conceituação Básica, Disponível na Internet via http://www.edutecnet.com.br/Textos/Self/EDTECH/EAD.htm, acessado em 2005. CLARK, R. 1998 Recycling knowledge with learning objects, Training and development, vol. 52, pp. 60-63, Oct. FERNANDES, D. 2007. Integrando o Moodle ao Sistema de Gestão Acadêmica da UFJF. Monografia de Final de Curso. Dep. de Ciência da Computação. UFJF. 2007 (no prelo) 42

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