Arquitectura religiosa quinhentista:transformações espaciais e objectos             litúrgicos                    Ana Cris...
Documentação privilegiada• Constituições      diocesanas:  instrumento  jurídico-pastoral constituído pelas leis,  decreto...
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(…) abbades, priores e beneficiados (…) façam mui fielmente pesar eescrepver toda a prata cada huua peça per sy, scilicet ...
Documentação privilegiada• Regras e Estatutos das Ordens Militares
Regra e Statutos da Hordem d’Avis, de 1516Dever dos visitadores de providenciar de todas as coisas necessárias aoserviço d...
Documentação privilegiada• Visitações das Ordens Militares de Avis, Cristo  e Santiago.
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Igreja de Cacela, a       Velha
O papel da igreja“A igreja com os seus valores, os santos e suasrelíquias, com as suas cerimónias tais como asladainhas, e...
Raízes tipológicasA matriz tipológica de uma grandepercentagem de construções encontra as suasraízes no românico.
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A tradição tardo-góticaDa esquerda para a direita: matriz de Alte (Loulé), matriz de Torrão e ermida da Senhora dasSalas (...
Hospital do Espírito Santo, Alcácer doSal
Portal axial da matriz de Cacela     1518 – De pedra, novo e bom.     1538 – O portal não estava feito.     1554 – De pedr...
A igreja quinhentista• As igrejas quinhentistas reflectem duas  concepções construtivas em confronto: os da  tradição góti...
Matriz de Cacela, a Velha         (Visitação de 1534)                                                         Campanário15...
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Cacela, a Velha“em frente à igreja um campanárioem um torreão.” (Visitação de1518)“manda-se por visitação ao povoque faça ...
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Matriz de Cacela, a Velha         (Visitação de 1534)1518       Capela-mor                        1534                    ...
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Ermida de Nª Sª do Castelo, Aljustrel  1510 – Uma só casa sem ousia e tem um altar  de taipa forrado de tijolo.  1533 – co...
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Matriz de Cacela, a Velha  (Visitação de 1534)                                                           Santo Sacramento ...
Ermida Nª Sª de Salas (Sines)
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Corpo de Nosso SenhorObradeirasGalhetasCálices e patenasCaixas de hóstiasCopasCustódias                                Sac...
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Cálice                               Cálice da Misericórdia de SetúbalSalamanca, Aldeanueva de la Sierra   MS/CJPÉREZ HERN...
Cálice-custódia (base)                                CáliceSéc. XVI (2ª met.)                                MAS O-36MNAA...
Patena, Igreja da Anunciada, SetúbalFotografia: Mário Cunha
Copa ou píxidePíxideMNAA 940 OurSéc. XVIMC, I.P. /MCFonte: www.matriznet.pt
CofreCofreMNMC 2965 O-0568Séc. XVIIMC, I.P. / MCFotografia: José Pessoa,1992Fonte: www.matrizpix.pt
CustódiaCustódia da catedral de NossaSenhora da GraçaFotografia: Mário Cunha
Matriz de Mértola   Matriz de Alvalale
Matriz de Alcoutim, São Salvador
Apresentação do Menino no Templo (pormenor da lâmpada)MNAA, 6 PintSéc. XVI [1524], Gregório Lopes e Jorge LealIMC, I.P. /M...
Bacias de lâmpada - Casa-Museu Guerra Junqueiro
(…) huma baçia velha que foy d’alampada (1508)(…) huua bacia com suas cadeas em que estaa huua alampadadiamte do altar de ...
TemasReligiososdous bacyos d’acofra de Frandes pera oferta com Adão e Eva no meo. (…)(1534)dous bacyos grandes de latom hu...
Casa Museu Guerra Junqueiro         Vitória & Albert Museum          Igreja paroquial de Orus (França)Datação: Finais séc....
Outros temas religiosos:Josué e Caleb na Terra PrometidaO Sacrifício de IsaacAnunciaçãoNossa Senhora com o MeninoAgnus Dei...
Igreja Everöds (Suécia)              Vitória & Albert MuseumCasa Museu Guerra Junqueiro         Prato dito de Nurembergue,...
Inscrições (latim ou alemão):Que Deus nos auxilie na desgraçaEu trouxe sempre a felicidadeAquele está conservado em pazVin...
Par de Castiçais                                MNAA, Inv. 1162 / 1163 Our                                Séc. XV [?]     ...
TipologiaCastiçalCasa Museu Guerra JunqueiroBico ou cano para fixar a vela.Arandela (recolher a cera)Haste com nó ou nósBase
Castiçais. Grandes e altos: altar-mor. Pequenos ou meãos: altares laterais ou colaterais. dous castiçais gramdes d’arame d...
Casa Museu Guerra                                Junqueiro                                Campainha de mão                ...
Casa Museu GuerraJunqueiroCampainha de mãoTipologia:-Corpo campanular- cabo ou pega- badalo suspenso
Cruz de galhos (latão)MGV 727                                        Cruz de galhos (prata dourada)Séc. XVI [1500-1520]   ...
Igreja de Stª Maria, Matriz de Alvalade
Catedral de Angra do Heroísmo, TerceiraGrades
Matriz de Cacela, a Velha                                      (Visitação 1554)                                           ...
Igreja de Santa Ana de Cambas, Mértola
Poiais, Ermida de Nª Sª do Castelo, Aljustrel
Matriz de Martim Longo
Matriz de Cacela, a Velha                                   (Visitação 1554)    1534                                      ...
Matriz de Cacela, a Velha        (Visitação 1565)                                    “Pia de baptizar:                    ...
Matriz de São Pedro de Panóias
Matriz de Alhos Vedros, SãoLourenço
Capela baptismal (Catedral de Angra do Heroísmo)
Cofre dos Óleos Santos (oferecido por D. Jorge de Lencastre)Setúbal, Igreja de São JuliãoFotografias: Mário Cunha.
Âmbula (Garrafa dos Santos Óleos no Inventário do     Âmbula dos Santos ÓleosMuseu).                                      ...
Matriz de Cacela, a Velha                                      (Visitação 1565)                                           ...
Matriz de Alhos Vedros, São Lourenço, capela lateral
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Arquitectura quinhentista

  1. 1. Arquitectura religiosa quinhentista:transformações espaciais e objectos litúrgicos Ana Cristina Correia de Sousa anasousa@isag.pt ana.cristina.correia.de.sousa@gmail.com Tel. 914325168
  2. 2. Documentação privilegiada• Constituições diocesanas: instrumento jurídico-pastoral constituído pelas leis, decretos ou disposições que regulamentavam a vida de uma diocese, incluindo orientações litúrgicas e doutrinais.
  3. 3. Constituiçom xiiª: Que façam emvemtairos dos ornamentos das egrejase mosteiros per que os emtreguem ao samchristãao que de novo entrare per elle dê conto quando sayr(…) E per este modo a egreja nom perderá o seu e senpre saberá emcerto o que tem assy do passado como do que lhe em cada huum annofor dado, leixado ou ofericido.” Sínodo de Braga de 1477, D. Luís Pires CANTELLAR RODRÍGUEZ, Francisco (co-autor), 1982 – Synodicon Hispanum. Madrid, Biblioteca de Autores Cristianos, vol. 2, p. 88.
  4. 4. Constituiçom xiii.ª: Que pesem toda a prata das egrejas e moesteiros(…) porque muitas vezes vimos em alguuas egrejas e moesteiros quefalecia prata em peças e outra achavamos quebrada e mingoada emalguuas partes de pedaços que lhes tiram e furtam e outra transmudada,scilicet levando huum calez grande e leixando outro pequeno e assy decruzes, turibullos, custodias etc., e todo por causa de a prata nom seerpesada e escripta no emventairo com os signaaes que cada huua peça tem(…) Sínodo de Braga de 1477, D. Luís Pires CANTELLAR RODRÍGUEZ, Francisco (co-autor), 1982 – Synodicon Hispanum. Madrid, Biblioteca de Autores Cristianos, vol. 2, p. 89.
  5. 5. (…) abbades, priores e beneficiados (…) façam mui fielmente pesar eescrepver toda a prata cada huua peça per sy, scilicet cada huua peçaquanto pesa e se he dourada ou branca e se he toda dourada ou empartes e assy com quaaesquer signaaes evidentes que tever, emguisa que se nom possa perder nem emlhear, mas que senpre sepossa conhocer . (…) CANTELLAR RODRÍGUEZ, Francisco (co-autor), 1982 – Synodicon Hispanum. Madrid, Biblioteca de Autores Cristianos, vol. 2, p. 89.
  6. 6. Documentação privilegiada• Regras e Estatutos das Ordens Militares
  7. 7. Regra e Statutos da Hordem d’Avis, de 1516Dever dos visitadores de providenciar de todas as coisas necessárias aoserviço de Deus“(…) altares callizes cruzes e outra prata joyas vestimentas almaticas ecapas frontaes curtinas e quaesquer outros ornamentos livros e castiçaeese cousas necessárias ao culto divino como lhes parecer e a custa de quemfor obrigado (…). FERREIRA, Maria Isabel Rodrigues, 2004 – A Normativa das Ordens MilitaresPortuguesas (séculos XII-XVI). Poderes, Sociedade, Espiritualidade. Porto, Dissertação deDoutoramento no ramo de Conhecimento em História apresentada à Faculdade de Letras doPorto (ed. policopiada),Vol. II, p. 81.
  8. 8. Documentação privilegiada• Visitações das Ordens Militares de Avis, Cristo e Santiago.
  9. 9. . Um século de transformações políticas, económicas,sociais e religiosas que se reflectiram profundamentena produção artística.
  10. 10. Evolução esquemática da matriz de Cacela, a Velha a partir das Visitações quinhentistas1518 1534 1554 1565 NEVES, Francisco Manuel Coelho, 2008/2009 – Materiais e formas na construção religiosa quinhentista. Porto: dissertação de Mestrado de História da Arte Portuguesa, FLUP.
  11. 11. Igreja de Cacela, a Velha
  12. 12. O papel da igreja“A igreja com os seus valores, os santos e suasrelíquias, com as suas cerimónias tais como asladainhas, e com o som apotropaico do seusino, é o pólo sacralizador e protector de todaa freguesia. É a sua cidadela contra o mal. Etambém o melhor símbolo para evidenciarque um território está possuído e organizado.”ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de - O Românico. História da Arte em Portugal 1. Lisboa: Presença, 2001. ISBN 972-23-2827-1. p.59
  13. 13. Raízes tipológicasA matriz tipológica de uma grandepercentagem de construções encontra as suasraízes no românico.
  14. 14. A igreja quinhentista• 2 módulos de génese basilical: nave (ou 3 naves) da igreja, para e a cargo dos fregueses, e a cabeceira (capela-mor) e por vezes sacristia a cargo dos párocos ou dos comendatários;• Modelo simples e eficaz que respondeu às necessidades litúrgicas e devocionais emergentes;• Modelo estruturante de grande parte das construções religiosas até ao século XIX.
  15. 15. Matriz de Cacela, a Velha (Visitação 1554) 1534 Sacristia Nave lateral Altar- colateral Pia baptismal (Evangelho) Nave central Capela-mor Entrada principal Altar-mor Púlpito Portal “ao romano” Pia de água benta Nave lateral Altar- colateral (Epístola) 1554 Entrada lateralNEVES, Francisco Manuel Coelho, 2008/2009 – Materiais e formas na construção religiosa quinhentista. Porto: dissertação de Mestrado de História da ArtePortuguesa, FLUP, p. 35 e 43.
  16. 16. Matriz de Cacela, a Velha (interior)Igreja do Espírito Santo (Aldeia Igreja de Santa Maria Igreja de São Clemente deGalega) (Catedral de Faro) Loulé
  17. 17. A tradição tardo-góticaDa esquerda para a direita: matriz de Alte (Loulé), matriz de Torrão e ermida da Senhora dasSalas (Salvas). A decoração exterior é quase reservada aos portais de inspiração manuelina.
  18. 18. Hospital do Espírito Santo, Alcácer doSal
  19. 19. Portal axial da matriz de Cacela 1518 – De pedra, novo e bom. 1538 – O portal não estava feito. 1554 – De pedra , “lavrado de romano”, de um lado uma medalha e do outro outra. 1565 – De pedra, lavrado de “obra romana”, bem feito e grande, com medalhas.
  20. 20. A igreja quinhentista• As igrejas quinhentistas reflectem duas concepções construtivas em confronto: os da tradição gótica e manuelina e o de cariz renascentista introduzido em alguns vectores da construção.
  21. 21. Matriz de Cacela, a Velha (Visitação de 1534) Campanário1518 1534 Alpendre NEVES, Francisco Manuel Coelho, 2008/2009 – Materiais e formas na construção religiosa quinhentista. Porto: dissertação de Mestrado de História da Arte Portuguesa, FLUP, p. 30 e 36.
  22. 22. Titollo dos synos (…) campãas e campaynhas “(…) levantem se em todo tempo aas tanto que ouvirem a campaam da sua igreja se esteverem sãos ou nom esteverem cansados de grandes trabalhos (…)”. Texto registado na nova Regra da Ordem de Santiago de 1540. FERREIRA, Maria Isabel Rodrigues, 2004 – A Normativa das Ordens Militares Portuguesas (séculos XII-XVI). Poderes, Sociedade, Espiritualidade. Porto, Dissertação de Doutoramento no ramo de Conhecimento em História apresentada à Faculdade de Letras do Porto (ed. policopiada), Vol. I, p. 359; Vol. II, p. 131. “(…) huua das jmsinias da jgreja parrochiall he campanairo com sinos (…)” Texto registado na visitação de 1511 à igreja de São João de Casével (Alentejo), determinando-se ao comendador, no espaço de dois anos, a construção do campanário para os sinos. SANTOS, Vítor Pavão dos, 1969 – “Visitações de Alvalade, Casével, Aljustrel e Setúbal” in Documentos para a História da Arte em Portugal. Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, nº 7, p. 39.
  23. 23. Cacela, a Velha“em frente à igreja um campanárioem um torreão.” (Visitação de1518)“manda-se por visitação ao povoque faça um campanário sobre aporta principal da igreja ou ondemelhor pareça para porem ossinos.” (1518)
  24. 24. Inscrições: ano de fundição, frase de invocação cristã e apotropaica, encomendador, mais tarde o nome do fundidor; Baptizados e ungidos com o Óleo dos Enfermos.Sino da Igreja do Conventode Jesus, oferta de D.Manuel I. MS-CJ
  25. 25. Matriz de Cacela, a Velha (Visitação de 1534)1518 Capela-mor 1534 NEVES, Francisco Manuel Coelho, 2008/2009 – Materiais e formas na construção religiosa quinhentista. Porto: dissertação de Mestrado de História da Arte Portuguesa, FLUP, p. 30 e 36.
  26. 26. A capela-morA importância litúrgica da capela-mor,assumindo o protagonismo cultual do templo,reflecte-se nos materiais e técnicas deconstrução.
  27. 27. Ermida de Nª Sª do Castelo, Aljustrel 1510 – Uma só casa sem ousia e tem um altar de taipa forrado de tijolo. 1533 – com capela-mor.
  28. 28. Ermida de Nossa Senhora da Conceição, Matriz de Alte, LouléFaroMatriz de Tavira Matriz de Alvalade, Alentejo.
  29. 29. Matriz de Cacela, a Velha (Visitação de 1518) Colocação do altar- Sacristia mor (pinturas). Pia baptismal Pia de água Alpendre Altar-mor benta Capela-mor Nave Altar colateral (pinturas)NEVES, Francisco Manuel Coelho, 2008/2009 – Materiais e formas na construção religiosa quinhentista. Porto: dissertação de Mestrado de História daArte Portuguesa, FLUP, p. 29 e 30.
  30. 30. Matriz de Cacela, a Velha (Visitação de 1534) Santo Sacramento 3 Óleos Santos Sacrário Altar-mor Tríptico NEVES, Francisco Manuel Coelho, 2008/2009 – Materiais e formas na construção religiosa quinhentista. Porto: dissertação de Mestrado de História da Arte Portuguesa, FLUP, p. 36.
  31. 31. Ermida Nª Sª de Salas (Sines)
  32. 32. Afirmação do culto daEucaristiaMissa de São GregórioAutor:Francisco de CamposSéc. XVI (1560-1570)Óleo sobre madeira128,5 x 105 cm
  33. 33. Corpo de Nosso SenhorObradeirasGalhetasCálices e patenasCaixas de hóstiasCopasCustódias Sacristia
  34. 34. Ferro de Hóstias ou obradeira, EV.AN.1.001 aplFonte: Inventário Artístico da Arquidiocese de Évora [Inventário online], disponível emwww.inventarioaevora.com.pt Obradeiras ou ferro de hóstias
  35. 35. Galhetas Par de galhetas Igreja de Nossa da Encarnação de Valverde (Alfândega da Fé) [1495-1510] Fonte: LEAL e SILVA: 2007, 8.
  36. 36. Cálice de estanho, inv. MS/CJ 393/T.6Séc. XVIAlt. 32,5 x 19 cmSetúbal, Museu Setúbal /Convento de JesusFotografia: MS/CJ
  37. 37. Cálice Cálice da Misericórdia de SetúbalSalamanca, Aldeanueva de la Sierra MS/CJPÉREZ HERNÁNDEZ e AZOFRA AGUSTÍN: Inv. Ms/CJ 361/O. 212006, 253-254 Fotografia: Mário Cunha
  38. 38. Cálice-custódia (base) CáliceSéc. XVI (2ª met.) MAS O-36MNAA, 629 Our Fonte: MASIMC, I.P. / MCFotografia: José Pessoa, 1992Fonte: www.matrizpix.pt
  39. 39. Patena, Igreja da Anunciada, SetúbalFotografia: Mário Cunha
  40. 40. Copa ou píxidePíxideMNAA 940 OurSéc. XVIMC, I.P. /MCFonte: www.matriznet.pt
  41. 41. CofreCofreMNMC 2965 O-0568Séc. XVIIMC, I.P. / MCFotografia: José Pessoa,1992Fonte: www.matrizpix.pt
  42. 42. CustódiaCustódia da catedral de NossaSenhora da GraçaFotografia: Mário Cunha
  43. 43. Matriz de Mértola Matriz de Alvalale
  44. 44. Matriz de Alcoutim, São Salvador
  45. 45. Apresentação do Menino no Templo (pormenor da lâmpada)MNAA, 6 PintSéc. XVI [1524], Gregório Lopes e Jorge LealIMC, I.P. /MCFotografia: Carlos Monteiro, 1993.Fonte: www.matrizpix.pt
  46. 46. Bacias de lâmpada - Casa-Museu Guerra Junqueiro
  47. 47. (…) huma baçia velha que foy d’alampada (1508)(…) huua bacia com suas cadeas em que estaa huua alampadadiamte do altar de Nosa Senhora pemdurada per suas cadeas(1523)(…) dous bacios de cobre em que estam duas alampadas(…) não tinha alampada de baçia pera estar amte ho sacrário (…)hua alampada de baçia com suas cadeas pera sempre ardemdoamte ho sacramento (1533). Algumas passagens das Visitações às igrejas das Ordens Militares de Santiago, Cristo e Avis ao longo da primeira metade do século XVI.
  48. 48. TemasReligiososdous bacyos d’acofra de Frandes pera oferta com Adão e Eva no meo. (…)(1534)dous bacyos grandes de latom hum delles com Adão e Eva no meo (1534)duas basias de latão (…) outra que serve as ofertas que tem as figuras deAdão e Eva (1607) O tema mais frequente das bacias arroladas no Inventário Artístico de Portugal.
  49. 49. Casa Museu Guerra Junqueiro Vitória & Albert Museum Igreja paroquial de Orus (França)Datação: Finais séc. XV/XVI Datação: primórdios século XVI Datação: XVIOrigem: colecção Guerra Junqueiro Origem: Alemanha.
  50. 50. Outros temas religiosos:Josué e Caleb na Terra PrometidaO Sacrifício de IsaacAnunciaçãoNossa Senhora com o MeninoAgnus DeiSão JorgeSão CristovãoJosué e Caleb na Terra Agnus Dei São JorgePrometida Casa Museu Guerra Junqueiro
  51. 51. Igreja Everöds (Suécia) Vitória & Albert MuseumCasa Museu Guerra Junqueiro Prato dito de Nurembergue, c. 1500Datação: Finais séc. XV/XVI Datação: 1500-1550Origem: colecção Guerra Junqueiro Origem: Nurembergue (provável centro d produção).
  52. 52. Inscrições (latim ou alemão):Que Deus nos auxilie na desgraçaEu trouxe sempre a felicidadeAquele está conservado em pazVingança não desejesDeus connoscoAfasta-nos da MisériaMaria ajuda-nos no perigo (…) Igreja paroquial de Longroiva (Meda) Inscrição: ICH WART DER IN FRIDE (Eu vigio na Paz) Datação: início século XVI. Oferta: D. Manuel I
  53. 53. Par de Castiçais MNAA, Inv. 1162 / 1163 Our Séc. XV [?] IMC, I.P. / MC Fotografia: José Pessoa, 1995 Fonte: www.matrizpix.pt Castiçais de latão Ig. de CedovimCastiçal de latão (Vila Nova deMNMC , 0760 Foz Côa)IMC, I.P. /MC Fotografia:Fotografia: José Pessoa, 1992 Mário Cunha.Fonte: www.matrizpix.pt
  54. 54. TipologiaCastiçalCasa Museu Guerra JunqueiroBico ou cano para fixar a vela.Arandela (recolher a cera)Haste com nó ou nósBase
  55. 55. Castiçais. Grandes e altos: altar-mor. Pequenos ou meãos: altares laterais ou colaterais. dous castiçais gramdes d’arame do altar mor e quatro castiçais dos altares de fora pequenos e bõos (…) Visitação da igreja paroquial de Nosso Senhor de Castelo-Novo, 1537 (Ordem de Cristo). HORMIGO, 1981: 21.
  56. 56. Casa Museu Guerra Junqueiro Campainha de mão Bronze. campainha pequena de mão que serve nas procisõoes e quando vão comungar(1510). huua campainha pera as cominhões e pera quando levantar a Deus (1505). Comunhão aos enfermos: levem diante tangendo uma campainha (1500).
  57. 57. Casa Museu GuerraJunqueiroCampainha de mãoTipologia:-Corpo campanular- cabo ou pega- badalo suspenso
  58. 58. Cruz de galhos (latão)MGV 727 Cruz de galhos (prata dourada)Séc. XVI [1500-1520] MNMC 6084 O-21Transferência: Sé de Viseu, Sala do Capítulo Séc. XVIIMC, I.P. / MC IMC, I.P. / MCFotografia: Carlos Monteiro, 2004 Fotografia: Manuel Palma, 1991Fonte: www.matrizpix.pt Fonte: www.matrizpix.pt
  59. 59. Igreja de Stª Maria, Matriz de Alvalade
  60. 60. Catedral de Angra do Heroísmo, TerceiraGrades
  61. 61. Matriz de Cacela, a Velha (Visitação 1554) Escada amovível de madeira (campanário) 1534 Sacristia Nave lateral Altar- colateral Pia baptismal (Evangelho) Nave central Capela-mor Entrada principal Altar-mor Púlpito Portal “ao romano” Pia de água benta Nave lateral Altar- colateral (Epístola) 1554 Entrada lateralNEVES, Francisco Manuel Coelho, 2008/2009 – Materiais e formas na construção religiosa quinhentista. Porto: dissertação de Mestrado de História da ArtePortuguesa, FLUP, p. 43.
  62. 62. Igreja de Santa Ana de Cambas, Mértola
  63. 63. Poiais, Ermida de Nª Sª do Castelo, Aljustrel
  64. 64. Matriz de Martim Longo
  65. 65. Matriz de Cacela, a Velha (Visitação 1554) 1534 1554 Altar-mor:Santos Óleos junto da pia . Mesa de alvenariabaptismal; sem grades. . Retábulo . Sacrário (Santo Sacramento) . Tabuleiro com 6 degraus Portal renascentista, executado entre 1538 e 1554.
  66. 66. Matriz de Cacela, a Velha (Visitação 1565) “Pia de baptizar: (…) estaa entramdo polla porta primcipall a mão esquerda cercada de grades novas de bordo fechadas com sua chave; (…) dous almareos em que estão os Santos Oleos, baptisteiro, livros de baptizados, casados e difuntos; os Santos Oleos estavão como compria.” NEVES, Francisco Manuel Coelho, 2008/2009 – Materiais e formas na construção religiosaPormenor - pia baptismal quinhentista. Porto: dissertação de Mestrado de História da Arte Portuguesa, FLUP,.
  67. 67. Matriz de São Pedro de Panóias
  68. 68. Matriz de Alhos Vedros, SãoLourenço
  69. 69. Capela baptismal (Catedral de Angra do Heroísmo)
  70. 70. Cofre dos Óleos Santos (oferecido por D. Jorge de Lencastre)Setúbal, Igreja de São JuliãoFotografias: Mário Cunha.
  71. 71. Âmbula (Garrafa dos Santos Óleos no Inventário do Âmbula dos Santos ÓleosMuseu). Nº Inv. RE.SA.1.158 ourNº Inv. MS/CJ 2920/O.54 – 13,2x10cm Prata, séc. XVII/XVIII, 40,2gOrigem e propriedade: Santa Casa da Misericórdia de Fonte: www.inventarioaevora.com.ptSetúbalFotografias: Mário Cunha. Óleo dos Catecúmenos , Óleo do Crisma e Óleo dos Enfermos
  72. 72. Matriz de Cacela, a Velha (Visitação 1565) Determina-se a colocação de grades de bordo, torneadas, na capela-mor e a abertura de uma fresta fechada com vidro. 1565NEVES, Francisco Manuel Coelho, 2008/2009 – Materiaise formas na construção religiosa quinhentista. Porto: Projecção tridimensional dos confessionários do arcodissertação de Mestrado de História da Arte Portuguesa,FLUP. cruzeiro
  73. 73. Matriz de Alhos Vedros, São Lourenço, capela lateral

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