Novembro de 2010 Angra do Heroísmo
Regina Gouveia
Ciência e Poesia de mãos dadas
Despertar
O Sol acordou estremunhado
e virou-se para o outro lado.
Ai que sono tão profundo…
Precisava de acordar.
Tratou ...
Sol de Inverno
O sol estava tão cansado
e viu mesmo ali ao lado,
uma nuvem tão branquinha.
Como foi que apareceu
esta almo...
Lua
A lua no céu está tão redondinha,
mas que maravilha…
Apareceu além no cimo do monte.
Vou lá apanhá-la e fica a ser min...
Astronautas
Chamava-se Laika
uma cadelinha que foi para o espaço;
foi num foguetão
Viu o que até então nunca ninguém vira....
Mar
Já brincaste com a areia
e com as conchinhas do mar?
Já viste as ondas a ir,
para logo a seguir voltar?
Encosta um búz...
O barquinho
O menino levou o barquinho
para a beira do mar.
Era maré cheia.
Veio uma onda
e lá foi o barquinho a navegar
O...
Chuva
Uma gotinha de chuva
tem muito para contar.
Passa a vida a viajar
Vem lá da nuvem à terra
para esta vir regar,
pois ...
Arco-íris
Era uma vez um dia de Abril,
um dia de chuva, com o sol a espreitar
e no céu, a brilhar, um arco de cores.
Uma e...
Arco-íris
Era uma vez um dia de Abril,
um dia de chuva, com o sol a espreitar
e no céu, a brilhar, um arco de cores.
Uma e...
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  1. 1. Novembro de 2010 Angra do Heroísmo Regina Gouveia Ciência e Poesia de mãos dadas
  2. 2. Despertar O Sol acordou estremunhado e virou-se para o outro lado. Ai que sono tão profundo… Precisava de acordar. Tratou de se espreguiçar, os olhitos esfregou, à pressa a cara lavou e nem sequer almoçou que já ia a hora tardia neste cantinho do mundo que tinha que alumiar. Assim que o sol despontou, um galo do seu poleiro tratou logo de o saudar Ora viva senhor Sol, có-có-ró-có-ró-có-col, passe bem o dia inteiro.
  3. 3. Sol de Inverno O sol estava tão cansado e viu mesmo ali ao lado, uma nuvem tão branquinha. Como foi que apareceu esta almofada fofinha? Vou dormir uma soneca. Um pastor olhou para o céu. Onde é que o sol se meteu? Preciso do calor seu, já não me basta a jaleca.
  4. 4. Lua A lua no céu está tão redondinha, mas que maravilha… Apareceu além no cimo do monte. Vou lá apanhá-la e fica a ser minha Não sou egoísta. Ponho-a na janela Para poder ser vista por quem passar defronte Mas agora penso, se a tiro do céu, jamais por lá brilha. a lua tão bela prefiro que fique no céu a brilhar Não a vou buscar.
  5. 5. Astronautas Chamava-se Laika uma cadelinha que foi para o espaço; foi num foguetão Viu o que até então nunca ninguém vira. Viu de lá a Terra, uma bola azul, que gira, que gira, viu o pólo norte e viu o pólo sul . Pobre cadelinha andou pelo espaço às voltas, coitada, ficou muito ourada, não aguentou. Não pôde contar o que se passou. Voltaram ao espaço, passados uns anos, astronautas russos e americanos. Os americanos na Lua pousaram e por lá caminharam, sempre aos saltinhos, com estranhos fatos, muito anafadinhos. Vinham comovidos, quando regressaram pois o astro mais belo que dos céus se enxerga é um planeta azul, o planeta Terra.
  6. 6. Mar Já brincaste com a areia e com as conchinhas do mar? Já viste as ondas a ir, para logo a seguir voltar? Encosta um búzio ao ouvido e fica atento a escutar. Parece que se ouve o mar a contar os seus segredos. Diz que se sente doente, que está muito poluído. Hoje é um petroleiro, amanhã é um cargueiro que deita lixo para o mar. E também há muita gente que deita na praia lixo, uma garrafa, uma lata, uma pistola de esguicho, uma embalagem qualquer. Ora isso não pode ser pois a poluição mata algas e peixinhos. Mata até os passarinhos que na areia vão pousar ou água vão debicar nas pocinhas dos rochedos.
  7. 7. O barquinho O menino levou o barquinho para a beira do mar. Era maré cheia. Veio uma onda e lá foi o barquinho a navegar O menino batia as palmas de contente mas, de repente, a água da onda no barquinho entrou e o barquinho afundou. O menino chorou. Ao largo navegava lentamente um cargueiro e o menino pensou “Quando for grande quero ser marinheiro”. Então deixou de chorar e foi brincar à beira mar. Foi fazer um barquinho na areia.
  8. 8. Chuva Uma gotinha de chuva tem muito para contar. Passa a vida a viajar Vem lá da nuvem à terra para esta vir regar, pois sem chuva não há vida. Talvez por ser distraída, ou direi mesmo imprudente, pode dar inundações e outras complicações. Em boa conta e medida, nunca é aborrecida nem sequer impertinente pois não queremos, por certo, que a terra seja um deserto. Mas voltemos à viagem. Cai na terra, cai no mar e depois de evaporar à nuvem vai regressar para mais tarde voltar. Parece não ter paragem
  9. 9. Arco-íris Era uma vez um dia de Abril, um dia de chuva, com o sol a espreitar e no céu, a brilhar, um arco de cores. Uma era vermelha, outra alaranjada, havia uma verde, uma amarelada, uma violeta, uma era azulada e uma outra anil. Que arco tão lindo brilhava no céu! O nome arco-íris não sei quem lho deu
  10. 10. Arco-íris Era uma vez um dia de Abril, um dia de chuva, com o sol a espreitar e no céu, a brilhar, um arco de cores. Uma era vermelha, outra alaranjada, havia uma verde, uma amarelada, uma violeta, uma era azulada e uma outra anil. Que arco tão lindo brilhava no céu! O nome arco-íris não sei quem lho deu

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