AULA 1 e 2 de 2 – (NOÇÕES BÁSICAS) – FABIO LUCIO MOREIRA LIMA
TÓPICO I – O PATRIMÔNIO, A VISÃO CONTÁBIL DOS               ...
AULA 1 e 2 de 2 – (NOÇÕES BÁSICAS) – FABIO LUCIO MOREIRA LIMA
4 - ORIGEM E APLICAÇÃO DOS RECURSOS (ou FONTES E            ...
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VISÃO SINTÉTICA DO BALANÇO PATRIMONIAL                      ...
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7 - ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES                               ...
AULA 1 e 2 de 2 – (NOÇÕES BÁSICAS) – FABIO LUCIO MOREIRA LIMA
OBSERVE ABAIXO, OS DIVERSOS ÍNDICES E RESPECTIVAS
FÓRMULAS  ...
AULA 1 e 2 de 2 – (NOÇÕES BÁSICAS) – FABIO LUCIO MOREIRA LIMA
O princípio econômico fundamental usado na administração    ...
AULA 1 e 2 de 2 – (NOÇÕES BÁSICAS) – FABIO LUCIO MOREIRA LIMA
       É nesta área que surgem as indicações mais claras do ...
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             R$5.000,00                                     ...
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EXERCÍCIOS DE PROVAS ANTERIORES
           TST - 2007




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IEMA - 2007
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Apostila adm financeira

  1. 1. AULA 1 e 2 de 2 – (NOÇÕES BÁSICAS) – FABIO LUCIO MOREIRA LIMA TÓPICO I – O PATRIMÔNIO, A VISÃO CONTÁBIL DOS PATRIMÔNIO REGISTROS 1 - PATRIMÔNIO AT I V O P A S S I V O É o conjunto de bens, direitos e obrigações, de uma pessoa física (ELEMENTOS POSITIVOS) (ELEMENTOS NEGATIVOS ) ou jurídica, avaliado em moeda. Bens Obrigações Bens – São coisas capazes de satisfazer as necessidades humanas e Caixa (dinheiro) ................... 50 Salários a pagar ............... 100 suscetíveis de avaliação econômica. Estoque de Mercadorias ....... 100 Duplicatas a pagar ........... 30 Sob o ponto de vista contábil, Bem é tudo aquilo que a Móveis e utensílios .............. 200 Impostos a pagar ............ 10 empresa possui para usar, consumir ou trocar. Os bens podem ser classificados de acordo com o modo que Direitos Patrimônio Líquido forem considerados. Segundo sua constituição física, os bens podem Duplicatas a receber ............. 50 Capital ........................... 300 ser: Materiais ou tangíveis – possuem corpo, são móveis (dinheiro, Promissórias a receber.......... 100 Reservas .......... 60 veículo...) ou imóveis (casas, terrenos, ...) . Imateriais ou intangíveis – Não possuem corpo, não TOTAL 500 TOTAL 500 tem matéria. São determinados gastos que por sua natureza devem ser considerados parte do patrimônio. Ex.: Benfeitorias em EQUAÇÃO PATRIMONIAL propriedade de terceiros, fundo de comércio (ponto comercial), ATIVO – PASSIVO = SITUAÇÃO LÍQUIDA Marcas e Patentes, etc... (Bens + Direitos) (Obrigações) ( Capital Próprio ) Direitos – Valores a receber de terceiros por vendas, empréstimos NOTA: O Patrimônio Líquido também é conhecido como: concedidos, etc... (ou ainda: Direitos são nossos bens em posse de Situação Líquida terceiros) Passivo não Exigível Os direitos se apresentam, geralmente, sob a forma de títulos e Capital Próprio documentos, tais como duplicatas a receber, cheques pré-datados a Passivo Fictício sacar, adiantamentos a empregados, tributos a recuperar (ICMS a Origens Próprias Recuperar, IPI a Recuperar, PIS a Recuperar, Cofins a Recuperar, Fontes Próprias Imposto de Renda a Restituir etc.), adiantamentos a fornecedores, empréstimos concedidos, vendas a faturar e notas promissórias a receber. 3 - SITUAÇÕES LÍQUIDAS PATRIMONIAIS A P Obrigações – Valores a pagar a terceiros por compras, 1ª - ATIVO MAIOR QUE O PASSIVO empréstimos obtidos, etc... (ou ainda: Obrigações são bens de (SITUAÇÃO NORMAL) SL terceiros em nossa posse) Neste caso a situação líquida chama-se: 2 - REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO PATRIMÔNIO Situação Líquida Ativa, Positiva, Superavitária, Favorável, Riqueza Patrimonial. A fim de facilitar a aprendizagem, utilizamos o “T” para representar graficamente o patrimônio. Do lado esquerdo do T colocamos os 2ª - ATIVO MENOR QUE O PASSIVO A P bens e direitos, elementos positivos (ativo) e do lado direito as obrigações, elementos negativos do patrimônio (passivo). Neste caso a situação líquida chama-se: SL Situação Líquida Passiva, Negativa, PATRIMÔNIO Deficitária, Desfavorável, Passivo a Descoberto AT I V O P A S S I V O 3ª - ATIVO IGUAL AO PASSIVO A P (ELEMENTOS POSITIVOS) (ELEMENTOS NEGATIVOS ) Neste caso o Ativo é inteiramente absorvido pelas Bens Obrigações Obrigações e a Situação Líquida é inexistente, tecnicamente chamada Situação Líquida Nula ou Caixa (dinheiro) Salários a pagar Compensada. Estoque de Mercadorias Duplicatas a pagar Móveis e utensílios Impostos a pagar CASO PARTICULAR DA 1ª SITUAÇÃO LÍQUIDA: ATIVO IGUAL A SITUAÇÃO LÍQUIDA Direitos A SL Neste caso não há obrigações, a Situação Duplicatas a receber Líquida é Positiva. (Particularidade da 1ª Promissórias a receber situação) CASO PARTICULAR DA 2ª SITUAÇÃO LÍQUIDA: SITUAÇÃO LÍQUIDA IGUAL AO PASSIVO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Neste caso, não há Ativo, apenas OU P Grupo que juntamente com os bens, direitos e obrigações, iguala , Obrigações, a Situação Líquida SL P completa a equação patrimonial. É a parte do patrimônio que é Negativa. (SL) pertence aos sócios. É o capital próprio do(s) titular(es), formado pelo capital inicial, nominal, subscrito, integralizado mais reservas e mais ou menos, respectivamente, lucro ou prejuízo. No gráfico é SITUAÇÃO LÍQUIDA PATRIMONIAL IMPOSSÍVEL = SL>A colocado sempre do lado direito, devendo ser somado (ou subtraído) SITUAÇÃO LÍQUIDA MAIOR QUE O ATIVO (Pois não pode haver das obrigações de modo a igualar os elementos positivos (ativo), Origem sem Aplicação) com os elementos negativos (passivo). fabiolucio@fortium.com.br 1
  2. 2. AULA 1 e 2 de 2 – (NOÇÕES BÁSICAS) – FABIO LUCIO MOREIRA LIMA 4 - ORIGEM E APLICAÇÃO DOS RECURSOS (ou FONTES E a) Ativo Circulante USOS) b) Ativo Realizável a Longo Prazo O início da formação do Patrimônio é o Capital Inicial, como já c) Ativo Permanente, dividido em Investimentos, Imobilizado, vimos, também chamado capital nominal, subscrito, integralizado ou Intangível e Diferido. seja, o capital do proprietário, mais as suas evoluções (Lucros e § 2º No Passivo, as Contas serão classificadas nos seguintes Reservas) que pode ser complementado por outros capitais de grupos: terceiros que são obrigações para a empresa porque terá que pagar, a) Passivo Circulante devolver esses capitais. Dessa forma podemos resumir: b) Passivo Exigível a Longo Prazo As origens dos recursos são: Capitais de Terceiros (obrigações) c) Resultado de Exercícios Futuros Capitais Próprios = Patrimônio Líquido (Capital Nominal + d) Patrimônio Líquido, dividido em Capital Social, Reservas de Reservas + Lucros) Capital, Ajustes de Avaliações Patrimoniais, Reservas de Lucros, Ações em Tesouraria e Prejuízos Acumulados. PASSIVO (ORIGEM, de onde vem o recurso, fonte do 5.1– GRUPO DE CONTAS (Lei nº 6404/76) - recurso) ATIVO Art 179. No Ativo as Contas são classificadas do seguinte Capital de terceiros.100 modo: I – No Ativo Circulante: As Disponibilidades, os Direitos Capital 50 Realizáveis no curso do exercício social subseqüente e as aplicações de Capital próprio Reservas 20 recurso em despesas do exercício seguinte; Lucros* 10 II – No Ativo Realizável a Longo Prazo: Os Direitos Realizáveis após o término do exercício seguinte, assim como os derivados de Capital Total à Disposição 180 vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedade coligada ou (total credor, total das Origens, controlada, diretores, acionistas; total do Passivo) III – Em Investimentos: As participações permanentes em *Atualmente tem que ser distribuído ou Convertido em Reserva – Lei 11.638/07 outras sociedades e Direitos de qualquer natureza não classificáveis no Esses recursos são, invariavelmente aplicados no Ativo. Ativo Circulante e que não se destinem à manutenção da empresa. IV – No Ativo Imobilizado: os direitos que tenham por objeto ATIVO (APLICAÇÃO, O que bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia é o recurso, como está ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os aplicado) decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens. Caixa 30 V – No Ativo Diferido: : as despesas pré-operacionais e os Bancos 80 gastos de reestruturação que contribuirão, efetivamente, para o Estoques 70 aumento do resultado de mais de um exercício social e que não configurem tão-somente uma redução de custos ou acréscimo na Capital aplicado 180 eficiência operacional; (Total devedor, total das VI – no intangível: os direitos que tenham por objeto bens aplicações, patrimônio incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com bruto, total do Ativo) essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido. (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007) ATIVO (APLICAÇÃO, O PASSIVO (ORIGEM, de PASSIVO que é o recurso, como onde vem o recurso, fonte do Art. 180. As Obrigações da companhia, inclusive está aplicado) recurso) financiamentos para aquisição de direitos do Ativo Permanente, serão classificados no Passivo Circulante, quando vencerem no exercício Caixa 30 Capital de terceiros.100 seguinte, e no Passivo exigível a Longo Prazo, se tiverem vencimento Bancos 80 com prazo maior (após o término do exercício seguinte). Capital 50 RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS Estoques 70 Reservas 20 Art. 181. Serão classificados como resultados de exercícios Capital próprio Lucros 10 futuros as receitas de exercícios futuros, diminuídas dos custos e despesas a ela correspondentes. Capital aplicado 180 Capital Total à Disposição 180 PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Total devedor, total das (total credor, total das Origens, Art.182. A Conta do Capital Social discriminará o montante aplicações, patrimônio total do Passivo) subscrito e, por dedução, a parcela ainda não realizada. bruto, total do Ativo) ETC.............................. 5 – AGRUPAMENTO DE CONTAS NO BALANÇO PATRIMONIAL 6 – PLANO DE CONTAS O Agrupamento das Contas obedece à Lei 6404/76 (Lei Plano de Contas é um elenco de todas as contas utilizadas das S.A) bem como à técnica contábil. pela empresa, agrupadas de acordo com a esquematização do Balanço Transcrição de parte da Lei nº 6404/76: Patrimonial. “Art. 178 No Balanço, as Contas serão classificadas segundo os O Plano de Contas é um dos aspectos mais importantes da elementos do patrimônio que registrem e agrupadas de modo a organização contábil, orientando o registro de todas as operações. facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da O Plano de Contas não deve ser rígido e inflexível, ele deve companhia”. ser organizado, permitindo que seja possível fazer tantas alterações § 1º No Ativo, as Contas serão dispostas em ordem quantas sejam necessárias e será elaborado de acordo com a estrutura decrescente do grau de liquidez dos elementos nela registrados, nos e tamanho da empresa, obedecendo ao que determina a Lei nº 6.404, seguintes grupos: de 15 de dezembro de 1976, quanto ao agrupamento das contas. fabiolucio@fortium.com.br 2
  3. 3. AULA 1 e 2 de 2 – (NOÇÕES BÁSICAS) – FABIO LUCIO MOREIRA LIMA VISÃO SINTÉTICA DO BALANÇO PATRIMONIAL QUANTO AO AGRUPAMENTO DE CONTAS (LEI 6404/76): 1 - ATIVO (agrupa contas homogêneas em ordem 2 - PASSIVO (Agrupa contas de acordo com o seu decrescente do grau de liquidez, isto é de acordo com a rapidez vencimento, isto é, aquelas contas que serão liquidadas. As que que possa transformar-se em dinheiro) vencem primeiro, aparecem primeiro) 1.1 – Circulante = Será transformado em dinheiro 2.1 – Circulante = São as obrigações que são pagas dentro e rapidamente (Até o término do exercício social seguinte) = um ano (curto prazo). curto prazo Ex.: Fornecedores, salários a pagar, Duplicatas a Pagar, Adiantamentos de Clientes, etc. Caixa Disponível Bancos conta Movimento Aplicações de Liquidez Imediata 2.2 – Exigível a Longo Prazo (São as obrigações que Contas a Receber Duplicatas a Receber serão liquidadas com prazo superior a um ano) = Dívidas de Clientes longo prazo. (Direitos pessoais) Ex.: Duplicatas a pagar, Financiamentos, etc. Mercadorias Material de Expediente Estoques Produtos Acabados, matéria-prima e outros (Direitos reais) materiais secundários (se indústria) 2.3 – Resultado de Exercícios Futuros São as receitas de exercícios futuros, diminuídas dos custos Despesas do Ex. Seguinte Alugueis Passivos a Vencer correspondentes. Prêmio de Seguros a Vencer Ex: Aluguéis Ativos a Vencer ( - ) Deduções do Circulante (Contas de Saldo Credor): ( - ) Provisões para Créditos de Liquidação Duvidosa ( - ) Duplicatas Descontadas 2.4 – Patrimônio Líquido = representa os ( - ) Provisão para ajuste de estoque a valor de mercado investimentos dos proprietários (Capital) mais o lucro acumulado, no decorrer dos anos retido na empresa, ou seja, 1.2 – Realizável a Longo Prazo = Espera-se muito não distribuídos e ainda não incorporados ao Capital. Além tempo para receber (pelo menos após o término do exercício desses itens podemos observar neste grupo de contas as seguinte) reservas que serão estudadas em momento oportuno. Ex.: Empréstimos a sócios ou pessoas ligadas, Duplicatas a Receber, etc. Capital Social Investimento inicial dos sócios 1.3 – Permanente = Normalmente não se vende, não se Produto de alienação de Partes recebe, pois é para uso. = denominado Ativo fixo. Reservas de Capital Beneficiárias, Ágio na emissão de Participações ( que não se destinem a Ações, etc. venda) em outras empresas e outras aplicações permanentes que não se Investimento: destinem à manutenção da atividade Contrapartidas de aumentos ou operacional da empresa. (+ou-)ajustes de avaliação diminuições de valor atribuído a Exemplos: Imóveis alugados, jóias, etc. patrimonial elementos do ativo e do passivo, Direitos que tenham por objeto bens em decorrência da sua avaliação a corpóreos destinados à manutenção das preço de mercado. atividades da companhia ou da empresa ou Imobilizado: exercidos com essa finalidade, inclusive os Podem ser Reservas legais, Reservas de Lucros Estatutárias, De Incentivos decorrentes de controle desses bens Fiscais, para Contingências, para Despesas pré-operacionais e os gastos de Investimentos, etc. reestruturação que contribuirão, efetivamente, Diferido para o aumento do resultado de mais de um exercício social e que não configurem tão- somente uma redução de custos ou acréscimo (-) Deduções do PL (contas de saldo devedor): na eficiência operacional (-) Capital a Realizar (-) Prejuízos Acumulados Direitos que tenham por objeto bens incorpóreos (-) Ações em Tesouraria Intangível: destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido. (-) Deduções do Permanente (contas de saldo credor) Ex.: ( - ) Depreciação Acumulada (ref. a bens materiais) ( - ) Amortização Acumulada (ref. a bens imateriais) ( - ) Exaustão Acumulada (ref. a recursos naturais) Total Total fabiolucio@fortium.com.br 3
  4. 4. AULA 1 e 2 de 2 – (NOÇÕES BÁSICAS) – FABIO LUCIO MOREIRA LIMA 7 - ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES não implique "custos extras" em volume superior ao ganho obtido pelo 7.1 - . ANÁLISE VERTICAL aumento do giro. O mesmo é válido, também, em relação ao giro das A análise vertical facilita a avaliação da estrutura do Ativo e do Passivo contas a receber (e prazo médio das contas a receber), em termos de bem como a participação de cada item da Demonstração de Resultado quanto mais rápido a empresa receber, melhor. Já em relação ao prazo na formação do lucro ou prejuízo. médio de pagamento a fornecedores, quanto maior, melhor, ou seja, O cálculo do percentual de participação relativa dos itens do quanto mais tempo para pagar, melhor. Freqüentemente, o prazo médio Ativo e do Passivo é feito dividindo-se o valor de cada item pelo valor de pagamento a fornecedores é comparado com o prazo médio das total do Ativo ou do Passivo. Para a participação relativa dos itens da contas a receber. Por exemplo, a empresa compra com prazo de 81 dias Demonstração de resultado o cálculo é feito dividindo-se cada item pelo e vende com prazo de 68 dias, ela tem condições de recomprar antes valor da Receita Líquida, pois esta é considerada como base. (Ex. no mesmo de totalizar o pagamento aos fornecedores. final) Outras constatações podem ser extraídas, mas a utilidade aumenta 7.7 - ÍNDICES DE RENTABILIDADE sensivelmente se a análise vertical for utilizada conjuntamente com a Esses índices medem quanto está rendendo os capitais análise horizontal. investidos. São indicadores muito importantes, pois evidenciam o sucesso ( ou insucesso) empresarial. São calculados, geralmente, sobre 7.2 - ANÁLISE HORIZONTAL as receitas líquidas, porém, em alguns casos, pode ser interessante A análise horizontal tem a finalidade de evidenciar a evolução calcular sobre as receitas brutas deduzidas somente das vendas dos itens das demonstrações contábeis, por meio dos períodos. canceladas (devoluções) e abatimentos. Como pode ser observado, este Calculam-se os números-índices estabelecendo o exercício mais antigo índice quanto maior, melhor. como índice-base 100. Podem ser calculados, também, aumentos anuais. As técnicas utilizadas em análise horizontal apresentam algumas limitações: 01. Quando o valor do item correspondente no exercício-base for nulo, número-índice não pode ser calculado pela forma proposta, pois os números são divisíveis pelo número zero. Nesses casos, podem ser analisadas variações em valores absolutos; 02. Quando o exercício-base apresenta um número negativo e no exercício seguinte o número fica positivo ( e vice-versa), matematicamente, é calculável, mas o resultado deve ser tratado com bastante cuidado, para não ocorrerem interpretações equivocadas da evolução. 7.3 - ANÁLISE POR MEIO DE ÍNDICES A técnica de análise por meio de índices consiste em relacionar contas e grupos de contas para extrair conclusões sobre tendências e situação econômico-financeira da empresa. O analista pode trabalhar com índices ou percentual. A classificação dos índices pela empresa pode ser como ótimo, bom, satisfatório ou deficiente, ao compará-los com os índices de outras empresas do mesmo ramo ou porte.. Esta comparação é possível através das publicações em revistas especializadas. 7.4 - ÍNDICES DE ESTRUTURA DE CAPITAL Esses índices indicam o grau de dependência da empresa com relação a capital de terceiros e o nível de imobilização do capital. Quanto menor o índice, melhor. 7.5 - ÍNDICES DE LIQUIDEZ Os índices de liquidez mostram a situação financeira da empresa. Quanto maior o índice, melhor. Um aspecto importante que deve ser considerado é que a empresa precisa "repor" os ativos circulantes que converter em dinheiro, para não interromper sua atividade operacional. Nessas condições, os ativos circulantes passam a ter características permanentes. Portanto, os índices de liquidez são válidos para os casos em que a empresa é "liquidada". 7.6 - ÍNDICES DE ROTAÇÃO Os índices de rotação (giros) evidenciam o prazo de renovação dos elementos patrimoniais, dentro de determinado período de tempo. A análise do giro dos ativos fornece informações sobre aspectos de gestão da empresa, tais como as políticas de estocagem, financiamento de compras e financiamento de clientes. Com relação ao giro dos estoques (e prazo médio de estocagem), as empresas procuram aumentar, pois quanto mais rápido vender o produto, mais o lucro aumentará. Esse raciocínio é válido desde que a margem de contribuição seja positiva e o aumento do giro fabiolucio@fortium.com.br 4
  5. 5. AULA 1 e 2 de 2 – (NOÇÕES BÁSICAS) – FABIO LUCIO MOREIRA LIMA OBSERVE ABAIXO, OS DIVERSOS ÍNDICES E RESPECTIVAS FÓRMULAS TÓPICO II – A ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA ÍNDICES FÓRMULAS 1 – Administração Financeira Pode-se definir Finanças como a arte e a ciência de administrar Estrutura de Capital fundos. Praticamente todos os indivíduos e organizações obtêm receitas ou levantam fundos, gastam ou investem. Finanças ocupa-se do Exigível total Participação Terceiros (PCT) dos Capitais de processo, instituições, mercados e instrumentos envolvidos na Exigível + Patrimônio Líquido transferência de fundos entre pessoas, empresas e governos. Passivo circulante Composição do endividamento (CE) 1.1 - Finanças é a aplicação de uma série de princípios Exigível total econômicos e financeiros objetivando a maximização da riqueza da empresa e do valor das suas ações. Imobilização do capital próprio Ativo permanente (ICP) Patrimônio líquido 1.2 - maximização da riqueza É a contribuição para o valor da empresa pela seleção daqueles Imobilização dos Recursos não Ativo permanente investimentos que possuem a melhor compensação entre risco e correntes (IRNC) retorno. Patrimônio líquido + Exigível a L.P. A compensação entre risco e retorno, Dado um nível de risco, é a Liquidez taxa desejada de retorno que justifica a execução de um investimento. Ativo Circulante + Ativo real. L.P. Liquidez Geral (LG) Passivo Circ. + Passivo exig. L.P. 2 - O que faz o Administrador Financeiro A função de gestão financeira geralmente é associada a um alto Liquidez corrente (LC) Ativo circulante executivo da empresa, denominado freqüentemente diretor financeiro Passivo circulante ou vice-presidente de finanças. O vice-presidente de finanças coordena as atividades do tesoureiro e do controlador. A controladoria preocupa- Liquidez seca (LS) Ativo circ. –Estoques – Desp.exerc.seguinte se com a contabilidade de custos e a contabilidade financeira, com os passivo circulante pagamentos de impostos e com os sistemas de informação gerencial. A tesoureira responsabiliza-se pela gestão do caixa e da área de crédito da Disponível empresa, por seu planejamento financeiro, e pelos gastos de Liquidez imediata (LI) investimento. Numa empresa menor, o tesoureiro e o controlador talvez Passivo Circulante sejam a mesma pessoa, não se encontrando dois departamentos Rotação distintos. Custo dos produtos vendidos Giro dos estoques (GE) ÊNFASE EM FLUXOS DE CAIXA Saldo médio dos estoques A função primordial do contador é produzir e divulgar dados para a Giro das contas a receber (GCR) Receita operacional bruta – Devol./abatims mensuração do desempenho da empresa, avaliando sua posição Saldo médio das contas a receber financeira, e para o pagamento de impostos. De acordo com certos princípios padronizados e geralmente aceitos, o contador prepara Receita operacional líquida demonstrações financeiras que reconhecem receitas no momento da Giro do ativo operacional (GAOP) venda ( quer tenha sido recebido pagamento, quer não) e reconhecem Saldo médio do ativo operacional despesas quando são realizadas. Esse enfoque é conhecido pelo nome Prazo médio de REGIME DE COMPETÊNCIA. O administrador financeiro, por outro lado, dá mais ênfase aos fluxos Saldo médio dos estoques Prazo médio de estocagem (PME) de caixa, na entrada e saída de caixa. Ele mantém a solvência da Custo dos prod. vendidos / 365 dias empresa planejando os fluxos de caixa necessários para que ela cumpra suas obrigações e adquira os ativos necessários para alcançar seus Prazo médio das contas a receber Saldo médio das constas a receber objetivos. O administrador financeiro usa o regime de caixa para (PMCR) (Rec. Oper.Bruta – Devol. e abatim.) / 365 dias reconhecer as receitas e despesas somente no que diz respeito às entradas e saídas efetivas. Independentemente de lucro ou prejuízo, Prazo médio de pagamento a Saldo médio de fornecedores uma empresa necessita ter um fluxo suficiente de caixa para saldar suas fornecedores (PMPF) obrigações, (VER EM SALA EXEMPLO) Compras brutas / 365 dias Rentabilidade 2.1 - Decisões de Administração Financeira Lucro bruto Margem bruta (MB) O administrador financeiro deve preocupar-se com três tipos básicos de Receita Oper. líquida questões: Margem líquida (ML) Lucro líquido 2.1.1 - Orçamento de Capital: Processo de planejamento e Receita Oper. líquida gestão dos investimentos de uma empresa em longo prazo. Nessa função o administrador financeiro procura identificar as oportunidades Rentabilidade do capital próprio Lucro líquido de investimento cujo valor para a empresa é superior a seu custo de (RCP) Saldo médio do Patr. líquido aquisição. Em termos amplos, isto significa que o valor do fluxo de caixa gerado por um ativo supera o custo desse ativo. fabiolucio@fortium.com.br 5
  6. 6. AULA 1 e 2 de 2 – (NOÇÕES BÁSICAS) – FABIO LUCIO MOREIRA LIMA O princípio econômico fundamental usado na administração b - Obter novos recursos para planos de expansão, com financeira é a análise marginal, ou seja, o princípio de que uma base em estudos de viabilidade econômico-financeira e aos menores decisão financeira deve ser tomada somente quando os benefícios custos. A empresa deve ser perpetuada e, para tanto, tem de realizar adicionais superarem os custos adicionais. Praticamente todas as investimentos em tecnologia, novos produtos, etc., que poderão decisões financeiras reduzem-se a uma comparação de benefícios sacrificar a rentabilidade atual em troca de maiores benefícios no futuro. marginais e custos marginais. A grande concorrência existente nas modernas economias de mercado obriga as empresas a se manterem tecnologicamente atualizadas. ANÁLISE DE CASO: Problema – substituir ou não os computadores da Nenhuma pode sentir-se segura em uma boa posição, porque a empresa por um novo, mais sofisticado, que aceleraria o qualquer momento algum concorrente poderá surgir com um produto processamento e permitiria processar maior número de transações. O melhor e mais barato. Deste modo, as empresas são impelidas a novo computador exigiria o desembolso de R$ 80.000 e o computador desenvolverem continuamente novos projetos e a tomarem decisões antigo poderia ser vendido por R$ 28.000 líquidos. Os benefícios totais sobre a sua implantação. Normalmente isto significa a necessidade de com a compra do novo computador (medidos em moeda atual) seriam elevadas somas adicionais de recursos e uma elevação no risco do de R$ 100.000. os benefícios produzidos pelo computador antigo, no empreendimento. O retorno deve ser compatível com o risco assumido. mesmo período, (em moeda de hoje) seriam de R$ 35.000. Aplicando a Maior risco implica a expectativa de maior retorno. análise marginal, organize os dados e opine sobre a decisão a ser tomada c - Assegurar o necessário equilíbrio entre os objetivos de lucro e os de liquidez financeira, quantificando os planos de expansão a) Benefícios com o novo computador de acordo com as possibilidades de obtenção de recursos, próprios ou de terceiros. b) (-) benefícios com o comp. Antigo c) benefícios marginais (adicionais) ANÁLISE DE CASO: Considerar se a maximização do lucro é um d) Custo do novo computador objetivo razoável, em qualquer caso, tendo em vista: e) (-) Receita com a venda do comp. Antigo 1 - A distribuição dos resultados no tempo f) custos marginais (adicionais) 2 – Os fluxos de caixas disponíveis aos acionistas 3 – O risco g) Benefício líquido (1) – (2) Para análise, considerar dois fluxos de caixa: Fluxo A: 3 recebimentos de 1.000 cada CONCLUSÃO: Fluxo B : 3 recebimentos, sendo o primeiro de 1.500 o segundo de 900 e o terceiro de 500. Qual dos dois é mais vantajoso? 2.1.2 - Estrutura de Capital: Combinação de capital de Comentários: terceiros e capital próprio existente na empresa. O administrador financeiro tem duas preocupações, no que se refere a essa área. Primeiramente, quanto deve a empresa tomar emprestado? Em segundo lugar, quais são as fontes menos dispendiosas de fundos para a empresa? Além destas questões, o adm. financeiro precisa decidir exatamente como e onde os recursos devem ser captados, e, também, cabe ao adm. financeiro a escolha da fonte e do tipo apropriado de recurso que a empresa, por ventura, tomará emprestado. 4 - DECISÕES FINANCEIRAS BÁSICAS 4.1 - Investimentos: A preocupação primordial diz respeito à 2.1.3 - Administração do Capital de Giro: Capital de giro avaliação e escolha de alternativas de aplicação de recursos nas são os ativos e passivos circulantes de uma empresa. A gestão do atividades normais da empresa. capital de giro de uma empresa é uma atividade diária que visa Consiste ainda num conjunto de decisões visando dar à empresa a assegurar que a empresa tenha recursos suficientes para continuar estrutura ideal em termos de ativos – fixos e correntes – para que os suas operações e evitar interrupções muito caras. objetivos da empresa como um todo seja atingido. Nessa área, o Estas três áreas de administração financeira – orçamento de enfoque básico é a obtenção do maior resultado (retorno) possível, dado capital, estrutura de capital e administração do capital de giro – são o risco que os proprietários da empresa estão dispostos a correr. muito amplas. Cada uma delas inclui uma variedade de tópicos. Porém considerando o nosso objetivo: “noções”, não iremos analisá-las 4.2 - Financiamento: O que se deseja fazer é definir e alcançar analiticamente, a não ser em exercícios de concursos. uma estrutura ideal em termos de fontes de recursos, dada a composição dos investimentos. É preciso compreender, desde já, que a função financeira, cuja 3 - OBJETIVOS DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA finalidade é assessorar a empresa como um todo proporcionando-lhe os 3.1 - Maximização de Lucro: O objetivo mais geral da recursos monetários exigidos, não determina, por isso mesmo, quais as administração financeira é maximizar o valor de mercado do capital dos aplicações a serem feitas pela empresa. Isto decorre dos objetivos e das proprietários existentes, não importando se a empresa é uma firma decisões da administração e/ou dos proprietários da empresa em um individual, uma sociedade de pessoas (quotas) ou por ações. Em nível mais alto. À administração financeira resta conseguir os recursos qualquer delas, as boas decisões financeiras aumentam o valor de necessários para financiar essa estrutura de investimento ao mais baixo mercado do capital dos proprietários. custo possível. Pode-se dizer que a administração financeira tem três objetivos básicos: 4.3 - Utilização (destinação) do lucro líquido: Há uma área de a - Manter a empresa em permanente situação de decisões também comumente conhecida pelo nome de política de liquidez, como condição básica ao desenvolvimento de suas dividendos, que se preocupa com a destinação dada aos recursos atividades. Uma empresa apresenta boa liquidez quando seus ativos e financeiros que a própria empresa gera em suas atividades operacionais passivos são administrados convenientemente. O importante é manter e extra-operacionais. os fluxos das entradas e saídas de caixa sob controle e conhecer antecipadamente as épocas em que irá faltar numerário. fabiolucio@fortium.com.br 6
  7. 7. AULA 1 e 2 de 2 – (NOÇÕES BÁSICAS) – FABIO LUCIO MOREIRA LIMA É nesta área que surgem as indicações mais claras do inter- TÓPICO 3: O VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO: MATEMÁTICA relacionamento das áreas de investimento, financiamento e utilização FINANCEIRA do lucro líquido. O inter-relacionamento deve-se ao fato indiscutível de A Matemática Financeira é um ramo da matemática, em que que o lucro retido pela empresa (ou seja, o lucro não pago sob a forma trabalhamos com “finanças”, com valores monetários que pode estar de dividendos em dinheiro) constitui-se numa de suas fontes de representado de diferentes formas: dinheiro ou título como duplicata, recursos. Logo, também é problema das decisões de financiamento nota promissória, ou cheque, etc. determinar quanto do lucro líquido disponível deve ser retido, com a Lei Fundamental da Matemática Financeira: decisão complementar forçosa a respeito da proporção que deve ser distribuída aos proprietários. Além disso também há relações entre “O dinheiro nunca fica parado!” decisões de investimento e de utilização do lucro líquido. Nas decisões de investimento, um certo retorno deve ser alcançado: digamos então Isso significa que R$ 100,00 hoje, será um valor maior amanhã e foi um que seja considerada a utilização de lucros retidos para financiar certas valor menor ontem (para a matemática financeira, na linha do tempo, se aplicações. essa possibilidade deveria ser admitida apenas quando a nos adiantarmos, o valor monetário aumenta, Por outro lado, se alternativa de investimento prometesse um retorno superior aos que os retrocedermos no tempo, o valor diminui) proprietários poderiam conseguir se eles mesmos aplicassem os Trabalhando a “Linha do Tempo” recursos porventura recebidos em decorrência da distribuição de lucros. As magnitudes relativas dos riscos envolvidos nas aplicações disponíveis O elemento “tempo” está envolvido em todas as questões à empresa e aos proprietários, fora dela, também precisam ser financeiras, observe que: 1) Se aplicarmos R$ 10.000,00 numa consideradas. caderneta de poupança, por exemplo, quanto retiraremos daqui a seis meses? Ou 2) Se temos uma dívida de R$ 10.000,00 que tem que ser 5 - RELAÇÕES DE AGENCY paga daqui a seis meses e resolvemos antecipar o pagamento para hoje, A relação entre acionistas e administradores é denominada quanto devemos pagar? relação de agency. Existe quando alguém ("principal") contrata outra Observe-se que o fator “tempo” está no cerne da questão! pessoa ("agente") para cuidar de seus interesses. Em tais relações “Hoje”, também chamada de “data atual” ou “data zero”. Então, existe a possibilidade de conflito de interesses entre o principal e o doravante, quando falarmos em “data atual” ou em “data zero”, agente. Tal conflito é denominado de problema de agency. estaremos nos referindo ao dia de hoje. Discutir o problema de agency, na medida em que este se relaciona com a maximização da riqueza dos proprietários e o papel da ética A linha do tempo é a seguinte: nessa questão. Um problema de agency advém do fato de que os 0 _______________________________ administradores, na qualidade de representantes dos proprietários, (data zero) podem colocar seus objetivos pessoais à frente dos objetivos empresariais. Forças de mercado, tanto as oriundas dos acionistas, Será utilizada da seguinte forma: particularmente de grandes investidores institucionais, como as Tomemos, por exemplo, os enunciados daqueles dois exemplos que ameaças de compras hostis (takeovers), tendem a prevenir ou a criamos acima. minimizar o problema de agency. Exemplo 1: “se eu tenho hoje uma quantia de R$10.000,00 (dez mil reais), e eu a depositar numa conta de poupança de um banco Resumo qualquer, quanto eu irei resgatar (retirar, sacar) daqui a seis meses?” A função financeira corresponde os esforços despendidos Neste caso, o desenho desta questão seria o seguinte: objetivando a formulação de um esquema que seja adequado à X maximização dos retornos dos proprietários das ações ordinárias da 10.000,00 empresa, ao mesmo te em que possa propiciar a manutenção de um certo grau de liquidez. Na verdade a função financeira dentro de uma empresa esta 0 1m 2m 3m 4m 5m 6m diretamente relacionada com a decisão de se fazer um investimento e à (data zero) decisão de se fazer um financiamento, sem esquecer que estas duas funções principais estão interligadas. No segundo exemplo: “eu tenho uma dívida, no valor de Além disso, a função financeira abrange numerosos outros R$10.000,00, que tem que ser paga daqui a três meses, mas eu aspectos, além do indicado até agora. Se fossemos distinguir finanças pretendo antecipar o pagamento dessa dívida e pagá-la hoje. Quanto das outras funções nas empresas, a característica escolhida para terei que pagar hoje por essa obrigação?” diferenciar seria o tempo, pois os dias, meses, anos ou décadas. Na Aqui, o valor monetário que nos foi fornecido pelo enunciado realidade todas as outras funções dentro de uma empresa com fins (R$10.000,00) está localizado (na linha do tempo) exatamente na data lucrativos visam um maior rendimento, maior aproveitamento, lucro, três meses, Assim, teremos: investimento, etc., tudo necessita de um certo cálculo financeiro. X 10.000,00 Conclusão A questão da gestão financeira nas empresas é de extrema 0 1m 2m 3m importância, pois muitas questões envolvem esse assunto, inclusive (data zero) outros assuntos que possuem gerencias separadas e enfoques bem Vejamos um outra situação (Exemplo três): Tício contraiu uma dívida diferentes tem um relacionamento muito forte com gestão financeira. e se comprometeu a pagá-la daqui a 30 dias, sendo essa dívida no valor Praticamente tudo que se pensa dentro de uma corporação tem um de R$5.000,00. Ocorre que, no dia acordado Tício não possuía o valor, impacto financeiro no orçamento sendo então necessário uma avaliação então resolveu renegociar comprometendo-se a pagar em duas parcelas profunda no diz respeito à novos investimentos e seus prováveis iguais e sucessivas nos prazos de 60 e 90 dias. Qual seria, então, o valor retornos e custos reais. de cada parcela? Teremos o seguinte: fabiolucio@fortium.com.br 7
  8. 8. AULA 1 e 2 de 2 – (NOÇÕES BÁSICAS) – FABIO LUCIO MOREIRA LIMA R$5.000,00 As Cinco situações da Matemática Financeira: X X A Matemática Financeira, tal como é cobrada em provas de concursos públicos, bem como pode ser observada em casos concretos, refere-se a movimentação de valor numa “linha” do tempo. Haverá, basicamente, cinco situações-modelo, dentro das quais poderemos enquadrar, por 0 30d 60d 90d assim dizer, qualquer questão suscitada. Passemos a conhecer essas (data zero) “situações-padrão”: Pronto! Está desenhada a questão! Primeira Situação-Padrão: JUROS. Alguém pode perguntar: “as setas dos ‘X’ não teriam que ser maiores Segunda Situação-Padrão: DESCONTO. que a seta do R$5.000,00?” Sabemos que o valor R$5.000,00, em uma Terceira Situação-Padrão: EQUIVALÊNCIA DE CAPITAIS. data futura, representaria uma quantia maior! Isso é certo! Porém, Quarta Situação-Padrão: RENDAS CERTAS como esse valor será “quebrado” em duas parcelas (são dois valores Quinta Situação-Padrão: AMORTIZAÇÃO “X”) então não podemos afirmar, de antemão, que o valor de “X” será maior que R$5.000,00. OS REGIMES DA MATEMÁTICA FINANCEIRA: Neste caso, basta desenhar os “X” nos locais corretos, designados pelo enunciado, e está tudo certo. No final da resolução, quando REGIME SIMPLES – A taxa incide, sempre, sobre o valor do calcularmos o valor exato de X, saberemos se é maior ou não que os capital (do principal), “n” vezes o prazo. R$5.000,00. REGIME COMPOSTO – A taxa incide sobre o montante Outra situação (Exemplo 4): Caio, rapaz disciplinado, administra (resultado) do período anterior suas finanças de forma que todo mês consegue economizar R$1.000,00 e resolveu que iria, doravante, em todo primeiro dia de cada mês, fazer OUTROS TÓPICOS IMPORTANTES: um depósito numa conta de poupança de um banco qualquer, sempre no valor de R$1.000,00. A questão é a seguinte: quanto o Caio iria ter TAXAS: NOMINAL, EFETIVA, EQUIVALENTE, REAL, DE acumulado após o décimo segundo depósito de R$1.000,00? INFLAÇÃO, ETC...( VER EM SALA EXEMPLOS PRÁTICOS E X RESOLUÇÕES DE QUESTÕES Desenhando, teríamos o seguinte: 1.000,00, ... 1.000,00 ... 1.000,00 ... 1.000,00 ... 1.000,00 Como foram doze aplicações de R$1.000,00, todas feitas no início de cada mês, significa que a distância de tempo entre uma aplicação e a seguinte é sempre um espaço de tempo constante (um mês, neste caso). Se a questão quer saber o resultado desta seqüência de aplicações na data da última parcela de R$1.000,00, então chamaremos esse resultado de “X” (porque é desconhecido) e o colocaremos na data designada pelo enunciado. Poderíamos, também, desenhar essa questão de outra forma, invertendo as setas pra baixo pelas aplicações e, ao final de doze meses, seta voltada pra cima, para destacar o resultado. X Pronto! Concluímos também o desenho deste enunciado! Uma última situação (Exemplo 5): Antonio, resolveu comprar um apartamento de luxo, por R$600.000,00 (oitocentos mil reais), mas só dispõe, hoje, de uma quantia de R$100.000,00 (cem mil reais). Propôs, então, ao vendedor o seguinte: vai pagar os cem mil como uma entrada, e o saldo restante será quitado em vinte e quatro parcelas mensais e de mesmo valor, sendo a primeira delas paga ao final do primeiro mês após a compra. A questão perguntará: “qual o valor dessa prestação mensal que o Antonio irá pagar?” 600.000 100.000 PPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPP fabiolucio@fortium.com.br 8
  9. 9. AULA 1 e 2 de 2 – (NOÇÕES BÁSICAS) – FABIO LUCIO MOREIRA LIMA EXERCÍCIOS DE PROVAS ANTERIORES TST - 2007 TST - 2008 IEMA - 2007 fabiolucio@fortium.com.br 9
  10. 10. AULA 1 e 2 de 2 – (NOÇÕES BÁSICAS) – FABIO LUCIO MOREIRA LIMA IEMA - 2007 MPOG/2008 TJ DF - 2008 GABARITO TST 07 112-E TST 08 IEMA TJ DF 107-E 113-E 119-E 51-E 51-E MPOG 108-C 114-E 120-E 52-C 52-C 39-C 109-C 115-C 121-E 55-E 53-E 40-C 110-E 116-C 122-C 56-E 54-C 41-C 111-C 123-E 55-C 42-E BOA SORTE, SEMPRE!!!! ALVES – 2009 (JUNTOS ATÉ O FIM) fabiolucio@fortium.com.br 10

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