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• Exposição   – concentração média diária de PM10 e SO2 (01/08/2000 a     31/08/2002)   – ... por estação (01/06/2001 a 31...
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• Conclusão   – “... apesar das concentrações dos poluentes atmosféricos     terem declinado na região de Vitória, ... ain...
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• Efeito da poluição sobre a mortalidade   – Diminuição dos coeficientes de mortalidade por     neoplasias de pulmão em Ca...
• Efeito da poluição sobre o peso ao nascer (2001 a  2004)   – Associação com exposição ao PM10 em Vitória e Serra,     no...
• Efeito da poluição sobre internações hospitalares por  doenças respiratórias e cardiovasculares em adultos  e idosos   –...
• Efeito da poluição sobre atendimentos de  emergência por doenças respiratórias entre crianças  e adolescentes   – PM10: ...
• Conclusão   – Os resultados obtidos confirmam que concentrações     ambientais de poluentes atmosféricos estão associado...
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Objetivos do estudo•   Verificar a hipótese de que a poluição industrial teria um efeito mais    deletério que outras font...
Conclusões•   As prevalências de sintomas respiratórios encontradas foram elevadas    em ambos os bairros, quando comparad...
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• Concentração de material particulado inalável fino   – Não foi detectada diferença estatisticamente significativa     en...
• Capacidade de ação da poluição atmosférica em  organismos vivos   – Concentração maior de MP2,5 em Mãe-Bá (área muito   ...
• A planta selecionada, apesar de estar bem adaptada à região,     apresenta baixa freqüência de citotoxicidade em grão de...
• Dados dos sistemas de informações em saúde   – Estudo das internações hospitalares por doenças do     aparelho respirató...
– Estudo de séries de tempo (janeiro/2008 a março/2009)   • Nas internações por doenças respiratórias:      – < 5 anos: Au...
• Estudo de painel (estudo de prospectivo de  seguimento)   – 120 crianças de três escolas, localizadas em localizadas    ...
• Estimativas de eventos atribuíveis aos poluentes e  de eventos futuros   – No período do estudo, de 2005 a 2009, os níve...
• Conclusão   – A poluição atmosférica impacta a saúde das populações     estudadas de forma similar à observada em estudo...
• Obrigada pela atenção!• ambientalar@saude.es.gov.br
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Apresentação realizado por Maria de Fátima Bertollo Dettoni
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Alguns estudos epidemiológicos em vigilância ambiental da qualidade do ar no Espírito Santo

  1. 1. Alguns estudosepidemiológicos em vigilânciaambiental da qualidade do ar no Espírito Santo 04 de fevereiro de 2013 Secretaria de Estado da Saúde Maria de Fátima Bertollo Dettoni Engª Sanitarista da SESA/VIGIAR
  2. 2. RONCHI, F. Poluição atmosférica e saúde humana nacidade de Vitória (ES). 2002, 114 f. Tese (Doutorado emMedicina) - Departamento de Patologia, Faculdade de Medicina,Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Faculdade de Medicina.Análise epidemiológica do impacto da poluição do ar nasaúde da população da Grande Vitória: estudo prospectivo.São Paulo: Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental –LPAE – da Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo,ago. 2003.
  3. 3. • Exposição – concentração média diária de PM10 e SO2 (01/08/2000 a 31/08/2002) – ... por estação (01/06/2001 a 31/05/2002)• Efeito – número diário de atendimentos em PS pediátrico público (HINSG), por motivos respiratórios e não respiratórios (01/08/2000 a 31/08/2002) – ... por área de influência de cada estação da RAMQAr (01/06/2001 a 31/05/2002)
  4. 4. Localização das estações da RAMQAr Abrangência das estações da RAMQAr
  5. 5. • Resultados – Associação entre poluição atmosférica e doenças respiratórias na população pediátrica com risco atribuível de 4%, entre 1993 e 1997 – Redução da morbidade respiratória, quando comparados os períodos 1993-1994 e 1995-1997 – Redução dos níveis de SO2 no período 1993-1997 – NO2 e CO: efeito não consistente, de pequena intensidade quando comparado a São Paulo – SO2: efeito de pequena monta quando comparado – Jardim Camburi: associação consistente entre doenças respiratórias e SO2
  6. 6. • Conclusão – “... apesar das concentrações dos poluentes atmosféricos terem declinado na região de Vitória, ... ainda podem interferir no perfil da morbidade de sua população infantil.” – “Alguns ... efeitos só são percebidos ... (na) análise desagregada por região ..., sinalizando efeito local heterogêneo ..., que deve ser monitorado e avaliado ...” – “... indícios do aumento da contribuição de fontes móveis ... e surgimento de novas fontes fixas, ... necessidade de atualização do inventário das fontes emissoras de poluição.”
  7. 7. Projeto “Construção de indicadores de saúde ambiental comoferramenta para avaliação clínico-epidemiológica de programasde vigilância” (PED)• Início em 31 de março de 2004, por solicitação da Secretaria de Vigilância em Saúde/SVS para executar o projeto PED no município de Vitória/ES MINISTÉRIO DA SAÚDE - MS SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE - SVSCOORDENAÇÃO GERAL DE VIGILÂNCIA AMBIENTAL EM SAÚDE - CGVAM SUBSISTEMA DE VIGILÂNCIA AMBIENTAL EM SAÚDE RELACIONADA À QUALIDADE DO AR – VIGIAR
  8. 8. • Relação entre os poluentes atmosféricos e agravos de interesse, em pacientes residentes em Vitória e atendidos nas unidades de saúde do município, no período de 2001 a 2003• Agravos de interesse: – Doenças respiratórias em crianças e idosos – Asma – DPOC• Dados ambientais: material particulado (PM10), dióxido de enxofre (SO2), monóxido de carbono (CO), dióxido de nitrogênio (NO2) e ozônio (O3)• Dados de saúde provenientes do BUP
  9. 9. Estudos - ABRASCO, 2006, Rio de Janeiro1. A utilização de técnicas de geoprocessamento comoferramenta para o processo de tomada de decisão relacionadoàs doenças respiratórias (GOLDSTEIN, RA; HACON, S;DETTONI, MFB; FRAUCHES, DO; CASTIGLIONI JUNIOR, N;COSTA, JG; GAGNO, ZC)2. Morbidade por doenças respiratórias em pacientes domunicípio de Vitória (HACON, S; JUNGER, WL; ARGENTO, R;CASTRO, H; PONCE, A; MELLO, CF; CASTIGLIONI JUNIOR,N; COSTA, JG; DETTONI, MFB; FRAUCHES, DO; GAGNO,ZC)3. Efeitos da poluição do ar sobre o número de atendimentosambulatoriais por doenças respiratórias no município de Vitória(JUNGER, WL; HACON, S; CASTRO, H; LEON, AP)
  10. 10. • Padrão de distribuição das taxas de asma, as mais altas na parte nordeste do município (especificamente os bairros Nova Palestina e São José) • Taxa estimada de DPOC acima de 20%: São1 odu s E João, Nova Palestina, Grande Vitória, Caratoíra, São Benedito, Horto, Maria Ortiz t Exemplo
  11. 11. • Nenhum dos poluentes ultrapassou os padrões de qualidade do ar. • A média diária de PM10 representa bem o comportamento relativo de todas as estações. • As contagens médias diárias de asma em crianças foram maiores que as de pneumonia e os bairros São José, Grande Vitória, Caratoira e Forte São João2 odu s E tiveram as maiores taxas nos 3 anos de estudo. t • Os bairros mais afetados por asma merecem um estudo de painel de avaliação da capacidade respiratória e a implantação de uma estação de monitoramento da qualidade do ar.
  12. 12. • Aumentos de 10μg/m3 de PM10 = aumento no atendimento médio diário - 2,1%, de crianças por doenças respiratórias - 6,1%, de crianças por asma - Aumentos de 10μg/m3 de NO2 = aumento no atendimento médio diário - 2,6%, de crianças por doenças respiratórias - 5,8%, de crianças por asma - 14,5%, de idosos por DPOC3 odu s E - Aumentos de 10μg/m3 de O3= aumento no atendimento t médio diário - 1,21%, de crianças por doenças respiratórias - 3,5%, de crianças por asma
  13. 13. SANTOS, CM; DETTONI, MB; FRAUCHES, D; GAGNO, ZC;COSTA, JG; CASTIGLIONI JUNIOR, N; MARTINS, LC;PEREIRA, LAA; BRAGA, ALF. Efeito da poluição do ar nasdoenças respiratórias e cardiovasculares em idosos nomunicípio de Vitória: resultado preliminar das oficinas detrabalho do VIGIAR. In: XI Congresso Mundial de Saúde Públicae VIII Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, 2006, Rio deJaneiro.• Relação significativa de 2002 a 2004 entre o aumento interquartil de PM10 (9,0µg/m3) e o acréscimo de internações de idosos por doenças respiratórias, 17,2% (IC95%: 1,8-35,5%), e cardiovasculares 8,5% (IC95%: 1,13-15,9%)
  14. 14. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Faculdade de Medicina.Proposição de medidas de avaliação dos impactos dapoluição do ar na saúde humana, na Grande Vitória, 2008.São Paulo: Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental –LPAE – da Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo,mai. 2008.• Estudo realizado para atender às condicionantes de licenciamento ambiental de ampliação da antiga Empresa CST, relacionadas ao setor saúde
  15. 15. • Efeito da poluição sobre a mortalidade – Diminuição dos coeficientes de mortalidade por neoplasias de pulmão em Cariacica, Vila Velha e Vitória,e crescimento em Serra (1980, 1991 e 2000) – Queda dos coeficientes de mortalidade por doenças respiratórias (1980 e 2000), em todos os municípios, excetuado o grupo dos menores de um ano de idade – Redução dos coeficientes de mortalidade por doenças cardiovasculares (1980, 1991 e 2000) nos municípios, na maioria das faixas etárias – Não foram observadas diferenças significativas entre os municípios da Grande Vitória em relação aos coeficientes de mortalidade padronizados para as doenças analisadas – Os coeficientes apresentam magnitude e tendência semelhantes às do Espírito Santo e Rio de Janeiro, indicando apenas perfil característico da região
  16. 16. • Efeito da poluição sobre o peso ao nascer (2001 a 2004) – Associação com exposição ao PM10 em Vitória e Serra, no 1° e no 3° trimestres da gestação – Associação com exposição ao SO2 e NO2 no 3° trimestre da gestação em Cariacica – Associação com exposição ao O3 (1° trim) e ao CO (3° trim) na Serra – Efeito similar ao encontrado em estudos realizados em São Paulo, onde a concentração de poluentes é maior – O efeito depende também da composição do material particulado e das características socioeconômicas e de saúde da gestante exposta – Mesmo nos níveis atuais de poluição do ar observados na região, são encontrados efeitos adversos mensuráveis sobre o peso ao nascer
  17. 17. • Efeito da poluição sobre internações hospitalares por doenças respiratórias e cardiovasculares em adultos e idosos – PM10: aumento das internações pelas doenças analisadas, com padrão de distribuição e de magnitude semelhantes nos municípios da Grande Vitória – NO2: aumento das internações por doenças cardiovasculares nos municípios da região – SO2: aumento das internações por doenças respiratórias, apenas em Cariacica, mas com reflexos para a região – O3: aumento das internações por doenças respiratórias, apenas em Cariacica – CO: aumento das internações por doenças respiratórias em adultos, em Vila Velha, e por doenças cardiovasculares, em Vitória
  18. 18. • Efeito da poluição sobre atendimentos de emergência por doenças respiratórias entre crianças e adolescentes – PM10: aumento dos atendimentos nos municípios – NO2: não mostrou associação em Vitória (o estudo não foi possível nos demais municípios) – SO2: aumento dos atendimentos em Vitória e Vila Velha – O3: não analisado (falta de dados) – CO: associação em Vila Velha e Serra, municípios onde pôde ser incluído para análise – As associações e magnitudes são consistentes mesmo em municípios com baixos níveis de poluentes – Há coincidência entre a distribuição espacial dos casos e as isolinhas de dispersão dos poluentes, mas fatores como a frota de veículos e condições socioeconômicas devem ser considerados
  19. 19. • Conclusão – Os resultados obtidos confirmam que concentrações ambientais de poluentes atmosféricos estão associados a efeitos adversos sobre os sistemas respiratório e cardiovascular e também sobre a gestação na região da Grande Vitória – O poluente mais consistentemente associado aos efeitos à saúde foi o material particulado e, em menor grau, o SO2, o CO e o NO2 – Sugere-se • Identificar as fontes responsáveis pela emissão do material particulado, com a devida especiação química, a fim de estabelecer as responsabilidades devidas a cada uma delas no processo de degradação da qualidade do ar e nos seus impactos sobre a saúde dos habitantes da região • Revisar os dados de pronto-atendimento dos serviços públicos
  20. 20. Prevalência da asma e sintomas respiratórios no município de Vitória (ES): comparação entre duas áreas com diferentes fontes de poluição atmosférica identificadas através do biomonitoramento, 2008.Tese - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo para obtenção do título de Doutor em Ciências. (Miranda, Dione da Conceição. Orientador: Prof. Dr. Luiz Alberto Amador Pereira)
  21. 21. Objetivos do estudo• Verificar a hipótese de que a poluição industrial teria um efeito mais deletério que outras fontes sobre a saúde;• Usar o biomonitoramento, a um baixo custo, para avaliar as condições locais de exposição à poluição do ar, bem como identificar contribuições automotivas, industriais e de ressuspensão;• Avaliar se há diferenças significativas nos impactos à saúde da amostra de escolares estudada nas duas áreas.
  22. 22. Conclusões• As prevalências de sintomas respiratórios encontradas foram elevadas em ambos os bairros, quando comparadas a estudos nacionais e internacionais.• Entre os bairros, não houve diferença significativa nos sintomas pesquisados.• No bairro de Jardim Camburi foi encontrada associação entre a proximidade das indústrias, contribuição industrial à poluição e sintomas respiratórios.• As análises do biomonitoramento identificaram diferenças qualitativas na poluição atmosférica dos bairros em estudo, com a predominância da contribuição industrial em Jardim Camburi.• Os programas de avaliação do impacto da poluição do ar à saúde devem levar em consideração a vulnerabilidade dos grupos mais suscetíveis na implantação das políticas públicas.
  23. 23. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Faculdade deMedicina. Avaliação do impacto da Poluição do ar emAnchieta/ES. São Paulo: Laboratório de PoluiçãoAtmosférica Experimental – LPAE – da Faculdade deMedicina, Universidade de São Paulo, 26 jan. 2010.• Estudo realizado para atender às Condicionantes 4, da LI 188/2005, e 6, da LO 068/2008, pela Samarco, para avaliar o impacto da contaminação atmosférica sobre a saúde humana, na área de influência direta (AID) da empresa, incluindo os municípios de Anchieta e Guarapari
  24. 24. • Concentração de material particulado inalável fino – Não foi detectada diferença estatisticamente significativa entre as áreas estudadas • Recanto do Sol / Anchieta (medianamente exposta) • Área industrial da usina / Anchieta (em frente a usina I) • Mãe-Bá / Anchieta (muito exposta) • Condados / Guaraparí (não exposta) – Limitações do estudo: • Problemas em laboratório provocaram desconsideração de amostras de toda primeira fase da coleta, prejudicando análise da variação temporal • Houve pequena quantidade de amostras e presença de algumas concentrações aberrantes – É possível que os resultados encontrem-se prejudicados. – Os pesquisadores sugerem a necessidade de uma amostragem mais longa (possivelmente maior)
  25. 25. • Capacidade de ação da poluição atmosférica em organismos vivos – Concentração maior de MP2,5 em Mãe-Bá (área muito exposta), embora sem diferença estatisticamente significativa – Diferença estatisticamente significativa na citotoxicidade em grãos de pólen da atmosfera entre as áreas, aumentando em direção à usina. Tal citotoxicidade pode estar mais associada à composição química que à concentração do material particulado inalável. – Limitações do estudo: • A amostragem realizada foi de curta duração e não considera as sazonalidades anuais que afetam os fenômenos atmosféricos. • A amostragem ativa de material particulado foi pequena, enquanto a análise fatorial, para apresentar resultados mais precisos, necessita um número maior de amostras.
  26. 26. • A planta selecionada, apesar de estar bem adaptada à região, apresenta baixa freqüência de citotoxicidade em grão de pólen, diminuindo a sensibilidade do processo.– Mesmo desconsiderando a ação do particulado fino, a citotoxidade é indicativo do risco à saúde humana, não importando se decorre da composição química das emissões.– É possível que haja aumento dos efeitos em razão da sazonalidade e, como apontam os pesquisadores, o indicador utilizado (planta) pode levar a baixa sensibilidade do processo de aferição, resultando na detecção de um efeito menor que aquele efetivamente existente.– Os pesquisadores sugerem pesquisa para identificar as fontes de emissão de particulado e a responsabilidade de cada uma pelos efeitos tóxicos encontrados, pois, além de Ferro, também foi identificado Enxofre.
  27. 27. • Dados dos sistemas de informações em saúde – Estudo das internações hospitalares por doenças do aparelho respiratório e cardiovascular na região de Anchieta (SIH/SUS, janeiro/2008 a março/2009) • Ao longo do tempo existe um declínio do número de internações por causas respiratórias e cardiovasculares nas faixas etárias de < 15 anos e de > 60 anos em Guarapari e Anchieta – Coorte histórica de gestantes (SINASC, 2002 a 2006) • Aumento de proporção de baixo peso ao nascer em bairros mais poluídos de Guarapari e Anchieta, embora as medidas de PM10, construídas através das médias móveis de exposição para cada trimestre de gestação, ficassem abaixo dos limites estabelecidos pela resolução CONAMA/1990
  28. 28. – Estudo de séries de tempo (janeiro/2008 a março/2009) • Nas internações por doenças respiratórias: – < 5 anos: Aumento de cerca de 5%, 2 dias após aumento de 10 µg/m3 na concentração de PM10. O efeito acumulado de 2 dias é aproximadamente 8%. – Idosos: Aumentos diários nas internações por doenças respiratórias com aumento na concentração de PM10, mais tardio que em crianças. O efeito é consistente 5 dias após e o efeito acumulado de 2 dias nos 5-6 dias após é de aproximadamente 7,5% de aumento nas internações. • Nas internações por doenças cardiovasculares: – Maior número de dias com efeitos adversos, com significância estatística em pelo menos dois dias (dias 3 e 5 após a exposição) – O efeito acumulado de três dias (média móvel de dias 3, 4 e 5) mostrou que, para cada aumento de 10 μg/m3 na concentração de PM10, ocorreu aumento de 6,5% nas internações por doenças cardiovasculares entre o terceiro e o quinto dias após a exposição
  29. 29. • Estudo de painel (estudo de prospectivo de seguimento) – 120 crianças de três escolas, localizadas em localizadas nos bairros de Mãe-Bá e Recanto do Sol (áreas expostos) e em Condados (área não exposta) – Espirometria mensal para acompanhamento da capacidade respiratória – Há mais casos de crianças com processo inflamatório das pequenas vias aéreas resultando em um quadro obstrutivo entre as crianças da área exposta – A maior incidência de alteração na espirometria acompanha a maior concentração de Enxofre, evidenciando uma relação mais robusta do desfecho com o gradiente da concentração de Enxofre (S) que de Ferro (Fe)
  30. 30. • Estimativas de eventos atribuíveis aos poluentes e de eventos futuros – No período do estudo, de 2005 a 2009, os níveis médios de PM10 foram responsáveis por 26% das internações por doenças respiratórias nas crianças menores de cinco anos, por 25% das internações pelas mesmas causas nos idosos e por 22% das internações por doenças cardiovasculares em pessoas com 45 anos ou mais – Como a relação entre PM10 e efeitos adversos tem se mostrado linear, um aumento hipotético de 32% nas concentrações de PM10 acarretaria aumentos de 36% a 37% nos eventos atribuíveis aos desfechos utilizados – Considerando estes aumentos estimados como casos novos, haveria um aumento de aproximadamente 9,5% no total de eventos de cada um dos desfechos respiratórios e de 8% no total de eventos do desfecho cardiovascular no cenário hipotético A
  31. 31. • Conclusão – A poluição atmosférica impacta a saúde das populações estudadas de forma similar à observada em estudos realizados em Vitória/ES e São Paulo/SP, com uma função dose-resposta característica – Mãe-Bá apresentou o maior nível de citotoxicidade em grão de pólen, a maior frequencia de alterações das funções pulmonares das grandes e pequenas vias aéreas, assim como os maiores teores de Enxofre e Ferro – Sugere-se • Agregar o hospital sentinela para a vigilância ambiental • Melhorar o mapeamento espacial da região por biomonitoramento • Desenvolver estudos com equipamentos de monitoramento manual e amostragem em filtros para melhor identificação da localização das fontes de emissão bem como das áreas impactadas
  32. 32. • Obrigada pela atenção!• ambientalar@saude.es.gov.br

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