Shishinbun - N°01

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Jornal "Shishinbun" - RKMD Curitiba

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Shishinbun - N°01

  1. 1. ShishinbunShishinbunRKMD - CuritibaJan/Fev/Mar n 01-2013Haisai!! Mensore!!RKMD - Filial CuritibaEstou aqui para contar um pouquinho para você sobre o objetivo desta publicação.A idéia do “Shishinbun” surgiu para ser um grande livro de ensinamentos e aprendizados paraos membros do Ryukyu Koku Matsuri Daiko.Como sabemos, infelizmente não podemos ficar para sempre no taiko. Seja qual for a razão,nossas histórias dentro do grupo sempre tem um começo, um meio e para a nossa tristeza,um fim. A história do nosso grupo é tão bonita hoje por causa das histórias das mais de 150pessoas que passaram pela nossa filial. Independentemente da quantidade de tempo que umapessoa está ou esteve dentro do nosso grupo, a sua passagem ficou registrada na história dafilial Curitiba. Cada uma dessas pessoas possui ensinamentos e aprendizados que tornaramo Ryukyu Koku Matsuri Daiko no grupo que é hoje, um grupo muito respeitado e que é umexemplo dentro da comunidade japonesa de Curitiba. O objetivo do “Shishinbun” é criarmosum “livro de contos” que possa ser lido e re-lido quantas vezes for desejado, independente-mente se for amanhã ou daqui a 10 anos.Em cada capítulo desta grande obra, vamos trazer histórias, curiosidades, entrevistas, notíciase outras coisas para o nosso eriquecimento sobre Okinawa, Eisa, Urasaki Sensei (fundador doRKMD no Brasil), Ryukyu Koku Matsuri Daiko, Nahomi Oshiro (nossa primeira líder) e a filialCuritiba. Queremos que o “Shishinbun” seja uma fonte de conhecimento para hoje e que possa-mos guardar para o futuro da nossa filial.Um projeto tão ambicioso assim não pode ser alcançado sozinho. Assim como uma apresenta-ção do nosso grupo exige um esforço coletivo, com o “Shishibun” não é diferente. Hoje, o editortécnico do jornal é o Renato Scholz e seus colaboradores são o Felipe Utiyama e o Yuji Nakashi-ma. Mas, vocês também precisam contribuir para longevidade do projeto e melhoria do conte-údo. Por isso contamos com o apoio vocês.Novamente, Sejam Bem Vindos!!! Yoroshiku onegaishimasu!!! Chibariyoooo!!!Ichariba Choodee!!!!Fabiano Maruo°
  2. 2. TEXTOVoce sabia?Aquilo que passouRKMD - Filial CuritibaApós o sucesso na entrega de doações (arrecadadas no espetáculo “Ichariba Choodee - Uma VezJuntos Para Sempre Família”) à APAE, ACEFE e Lar Junshin no fim de 2012, já em fevereiro tive-mos uma entrevista para o programa “Toda Tarde” na TV Transamérica onde pudemos divulgarnossa apresentação em outra instituição de caridade, desta vez no Pequeno Cotolengo. Aconte-ceu também o nosso Shinenkai 2013, um final de semana cheio de diversão que ainda contoucom a presença dos membros Tadeu, Tsu e Paraíba vindos das filiais de São Paulo.Aniversario de 30 anos do RKMDEm 1982, o grupo de sousaku eisa Ryukyu Koku Matsuri Daiko era criado na ilha de Okinawa.Em fevereiro de 2013 foi realizada a comemoração de seus 30 anos de existência. Na foto abaixoestão os membros do Brasil que foram à Okinawa para essa celebração. Este é sem dúvida ummarco na história do nosso grupo e com a participação de uma delegação brasileira nós não po-deríamos ficar mais orgulhosos.Ele foi criado no início da década de 20, na província de Fukuoka (Kyushuu), e difere do tabitradicional pela sola de borracha, substituindo o tradicional couro, maior comprimento e maiskohaze, os fechos de metal na lateral do calçado.O tabi usado pelo Ryukyu Koku Matsuri Daiko se chama JikaTabi, e é uma peça de vestuário consideravelmente recente!O nome Jika Tabi é traduzido literalmente como Tabi Subter-râneo, e tem esse nome devido a ter sido criado com o obje-tivo de ser um calçado mais confortável e de eficiente mo-bilidade para trabalhadores laborais, mais especificamentetendo em vista os trabalhadores das minas de carvão locais.O calçado virou mania entre os mineiros, e posteriormenteespalhou-se para fazendeiros, trabalhadores de fábricas, epor uma época chegou a ser usado até pelo Exército Nacio-nal, devido à facilidade de uso, ao baixo custo, e à pisada si-lenciosa.Atualmente ele é também usado por diversas vertentes ar-tísticas da cultura japonesa, e possui uma série de variantes,como solas com amortecedor, solas revestidas de metal paraprevenção de perfurações, e até mesmo modificações mais‘artísticas’, fazendo o que antes era exclusivamente um calça-do de trabalho tornar-se hoje uma peça de vestuário para opúblico geral.
  3. 3. Shimanchu nu Takara僕が生まれたこの島の空を / Boku ga umareta kono shima no sora wo僕はどれくらい知っているんだろう/ Boku wa dorekurai shitteirundarou輝く星も 流れる雲も / Kagayaku hoshi mo nagareru kumo mo名前を聞かれてもわからない / Namae wo kikaretemo wakaranaiでも誰より誰よりも知っている / Demo dareyori dareyori mo shitteiru悲しい時も 嬉しい時も / Kanashii toki mo ureshii toki mo何度も見上げていたこの空を / Nando mo miageteita kono sora wo教科書に書いてある事だけじゃわからない / Kyoukasho ni kaitearu koto dake jya wakaranai大切な物がきっとここにあるはずさ / Taisetsu na mono ga kitto koko ni aru hazu saそれが島人ぬ宝 / Sore ga shimanchu nu takara僕がうまれたこの島の海を / Boku ga umareta kono shima no umi wo僕はどれくらい知ってるんだろう/ Boku wa dorekurai shitterundarou汚れてくサンゴも 減って行く魚も / Yogoreteku sango mo hetteyuku sakana moどうしたらいいのかわからない / Dou shitara ii no ka wakaranaiでも誰より誰よりも知っている / Demo dareyori dareyori mo shitteiru砂にまみれて 波にゆられて / Suna ni mamirete nami ni yurarete少しずつ変わってゆくこの海を / Sukoshi zutsu kawatteyuku kono umi woテレビでは映せないラジオでも流せない / Terebi de wa utsusenai rajio demo nagasenai大切な物がきっとここにあるはずさ / Taisetsu na mono ga kitto koko ni aru hazu saそれが島人ぬ宝 / Sore ga shimanchu nu takara僕が生まれたこの島の唄を / Boku ga umareta kono shima no uta wo僕はどれくらい知ってるんだろう/ Boku wa dorekurai shitterundarouトゥバラーマも デンサー節も / Tubaraama mo Densaa bushi mo言葉の意味さえわからない / Kotoba no imi sae wakaranaiでも誰より誰よりも知っている / Demo dareyori dareyori mo shitteiru祝いの夜も 祭りの朝も / Iwai no yoru mo matsuri no asa mo何処からか聞えてくるこの唄を / Doko kara ka kikoete kuru kono uta woいつの日かこの島を離れてくその日まで / Itsu no hi ka kono shima wo hanareteku sono hi made大切な物をもっと深く知っていたい / Taisetsu na mono wo motto fukaku shitteitaiそれが島人ぬ宝 / Sore ga shimanchu nu takaraQuanto será que conheço sobre o céu desta ilha onde nasci?Mesmo que me perguntem o nome das estrelas brilhantes e das nuvens que passam, não saberei responder.Mas uma coisa eu sei, mais do que ninguémNos momentos tristes, assim como nos felizes, inúmeras vezes olhei para esse céu.Apenas com o que está escrito nos livros-texto não é possível conhecerA coisa mais importante está definitivamente aqui.Esse é o tesouro de um shimanchu*.Quanto será que conheço sobre o mar desta ilha onde nasci?Os corais vão se sujando, os peixes vão ficando escassos,Não sei o que posso fazer a respeito.Mas uma coisa eu conheço, mais do que ninguémCoberto por areia, chacoalhado pelas ondas,Conheço esse mar que vai mudando pouco a pouco.Não é mostrada na TV, não é transmitida na rádioA coisa mais importante está definitivamente aquiEsse é o tesouro de um shimanchu.Quanto será que conheço da canção desta ilha onde nasci?Não sei sequer o significado de palavras como Tubaraama ou Densa Bushi.Mas uma coisa eu conheço, mais do que ninguémNas noites de celebração, nas manhãs de festivais,Essa canção pode ser ouvida de qualquer lugar.Algum dia eu deixarei essa ilha, até que ele chegueEu quero saber mais e mais sobre as coisas realmente importantesEsse é o tesouro de um shimanchu.(Tradução por Felipe Utiyama)RKMD - Filial Curitiba*Shimanchu: Habitante de uma ilha
  4. 4. EntrevistaRKMD - Filial CuritibaMorei na Cenibrac, morei com a Xinnn e hoje estou de volta com a minha família. Sou mestiça e tenhosangue indígena e polaco. Tenho uma Akita, a Nath, e um coelho, o Chiba. Já tive dois akitas, um papa-gaio, mais um coelho e um jabuti.Olhar nos olhos da Tomoko san enquanto ela canta, me faz chorar. Gosto muito de Natsukawa Rimi,Avril Lavigne, Alanis, Michael Jackson, Rinken Band e Jewel. Admiro muito a Yorie san, ela toca muitoe é muito querida. Adoro ouvir a Cah cantar, ouvir o meu sobrinho rir e brincar com os pais, ver minhaOba sorrir e ver a minha mãe e a minha tia felizes.Se eu pudesse, ficaria horas vendo o mar batendo no Manzamo, é lindo. Eu moraria em Nakijin.Choro quando penso no Oji que não conheci, no meu tio que já se foi e na minha Obá que está na cama.Mas toco taiko com todo meu coração quando penso neles. Me dá mais força e vontade.Toco taiko para o público, principalmente para todos os Ojis e Obas que nos assistem. Gosto de saberque nós os ajudamos a voltar pra Okinawa, mesmo que em pensamento e no coração.Falo inglês, arranho no espanhol e preciso aprender nihongo e uchinaguchi. Ainda tem muitas outraslínguas que tenho vontade de aprender.Tenho problemas de noção de tempo, deixo meus amigos muito tempo sem notícias minhas, mas elesjamais saem do meu coração. Pessoas importantes para mim, permanecem importantes, mesmo quealgo ruim aconteça. Meu coração me guia muito mais que meu cérebro.E, sim, choro sempre que falo algo muito verdadeiro e que venha do meu coração. E, apesar de me atra-palhar muito, não tenho vergonha disso.Sinto muito a falta do Urasaki Sensei, choro quando falo dele, mas me considero muito honrada portê-lo conhecido e por ter passado tanto tempo ao seu lado, sempre aprendendo e rindo com ele.Bom, em 1995 eu falei pra minha mãe que queria fazer Mitsufumidaiko, o “taiko sentado”. Minha mãeconhecia o Urasaki Sensei e perguntou se tinha como ele dar treinos pra gente no kaikan do Ipiranga eele foi! Depois de um tempo fazendo Mitsufumi, começamos a ter treinos de “taiko em pé” lá no kaikando Ipiranga mesmo: eu, Maki Yonamine, minha mãe e minha tia. Nessa época, o nosso grupo não eraoficialmente Ryukyu Koku Matsuri Daiko, usávamos obi e hachimaki amarelos!Como o grupo de treino no Ipiranga era muito pequeno, a Maki foi pra Liberdade e eu passei a treinarna casa do Sensei. Essa foi a época em que Yonamine Akira Sensei veio de Okinawa e oficializou o grupono Brasil.Depois de alguns acontecimentos, eu passei a treinar na Liberdade (Liba =D). Fiquei fora do grupo por,mais ou menos, 1 ano por causa de trabalho e estudos. Quando passei na Federal do Paraná, me mudeie dei um jeito de voltar pro grupo!A filial Curitiba tem você como uma pessoa muito especial, pode nos contar como se deu a criação danossa filial e alguma história em especial no seu início?Bom, pra começar, quando passei na Federal fiquei meio desesperada por ter que ficar longe do taiko,né. E além disso, eu ainda precisava ver onde eu ia morar! Minha mãe telefonou pra uma amiga de in-fância que mora em Curitiba e perguntou onde eu poderia ficar, ela indicou uma tal de CENIBRAC. Porcoincidência (se é que existem), essa amiga da minha mãe fazia parte de alguma coisa do Kenjinkai deCuritiba, novo, na época. Quando minha mãe falou que eu fazia taiko, meu Deus, a amiga dela já come-çou a falar que eu tinha que ensinar em Curitiba e tal. CLARO que fiquei feliz, né, hahaha! Fui até a casado Urasaki Sensei explicar o caso e perguntar se eu podia ensinar lá. O Sensei não só deixou como disse:“Vai, vai! Tem que ir!”Na primeira edição do “Shishinbun”entrevistamos Nahomi Oshiro (a Nanah). Ela foi a primeira líderda filial Curitiba, e acabava de retornar da ilha de Okinawa onde participou do 30° aniversário doRKMD. Agradecemos à Juliana que se dispôs a contactar nossa entrevistada apesar da distância etambém à própria Nanah por ter nos presenteado com um texto tão sincero e especial.Então, Nanah, conte-nos um pouco sobre você e como foi a sua entrada no RKMD.E aí, azeites, tudo bem? Antes, vou escolher uma trilha sonora pra escrever, senão eu não funciono.Enfim, oi! Meu nome é Nahomi Oshiro e tenho 29 anos (nossa). Fui a primeira líder da Filial de Curiti-ba e, atualmente, sou Vice-Líder das filiais do Brasil.Contar um pouco sobre mim e como foi a minha entrada no grupo. Hummm.. Que difícil! Eu faço Pe-dagogia, ainda, mas não sei se me identifico muito com o curso. Com Educação, sim, mas talvez nãocom o curso.Já fiz muita coisa, fui assistente de cabeleireiro, trabalhei em bar de restaurante, fiz street dance, cursode bartender, aprendi a jogar garrafas pro alto, já joguei handball pelo colégio, tenho um violão preto,um ukulele e dois sanshins: um que era do meu Oji e outro que ganhei agora, na minha ida pra Oki-nawa, do irmão do meu Oji. Eu matava aulas do colégio pra ficar cantando e tocando violão com umamigo e pra almoçar com a Juliana Izu hahaha! Vocês conhecem a Ju, né? Haha Ela e a Pati, irmã dela,me levaram pra minha primeira balada, aos 14 anos.
  5. 5. RKMD - Filial CuritibaJá em Curitiba, num dos meus primeiros dias, um tal de Jorge Uesu foi me buscar na Cenibrac pra irconversar sobre “as aulas de taiko”.Era uma noite chuvosa e encostou um carro lá do lado. Levei meu querido odaiko e tudo, entrei nocarro e dei de cara com uma menina sentada no banco de trás, junto comigo. Era uma menina bemsorridente e simpática, gostei dela. Uma tal de Sílvia.Cheguei no Nikkei e pensei que fosse uma coisa susse, sem nada muito grande. O Tio me colocou prafalar no microfone na frente de um monte de gente! Quase morri aquele dia.Aos poucos, fui me acostumando a falar em público e tal.A filial de Curitiba é especial pra mim. Não simplesmente pelo fato de eu ter sido a primeira líder,ter adquirido conhecimento ou responsabilidades. É importante pelas pessoas que eu conheci, pelasbrigas que tive, desentendimentos, abraços, sorrisos, discussões, noites em claro, idéias que deramerrado e idéias que deram certo. Não só os bons momentos, mas os ruins também. Tudo conta, tudomesmo.Não sei se é normal de líderes, e se não for também, não ligo. Mas eu tenho um carinho muitogrande pelos membros que deixei aí.Foi muito difícil digerir a idéia de que eu teria que voltar pra São Paulo um dia, teria que deixar vocêsaí e ficar a 6 horas de distância de um abraço. Eu tive muita dificuldade pra voltar. Mesmo. Não soubelidar com isso, não soube falar tchau e nem nada. Tudo isso porque eu não queria me despedir deninguém. Não queria falar tchau e ficar longe.Enfim, eu estou chorando! Hahaha É que enquanto eu escrevo, os sentimentos vão voltando.Como líder, fiz muita coisa que, hoje, eu acho precipitado e errado. Mas não me arrependo porque detodos esses erros, saiu uma filial como essa. Que por mais que tenha defeitos, é assim, como é.Tenho muitas histórias pra contar, mas assim é difícil, né! HahahaComo está sendo a experiência em Okinawa? Desejamos o melhor para você durante sua estadia aí!Obrigada! Mas já voltei.. hahah Gomen, eu não escrevi de lá porque não tive tempo.Mas foi lindo! Realizei meu maior sonho. Conheci os irmãos do meu Oji, a casa onde ele nasceu e cres-ceu. Conheci a família da minha Obá e a casa onde ela nasceu também!Não fiquei só no centro, em Naha, conheci Nakijin, a terrinha da família. Não tinha muito comércio,eram Ojis e Obas pra lá e pra cá, andando de bicicleta, com boné e paninhos na cabeça por estaremtrabalhando na plantação.O cheiro de lá era ótimo, diferente, muito puro! Não sei o que isso significa, mas deve ser algo bom! Eraum cheiro que eu nunca tinha sentido na vida.Uma coisa que me marcou muito foi a primeira vez que fomos pra Nakijin e encontramos uma Oba. Nahora, eu não sabia quem era exatamente, só sabia que era parente. Quando fomos tirar foto ela tinhaque sentar no chão e, pra uma Oba de mais de 90 anos, sentar no chão é uma coisa muito complicada!Ela foi sentar e eu, desesperada, não sabia o que fazer, o que falar e, quando eu ia chamar alguém praimpedir que ela se esforçasse tanto, ela falou “aahhh Iyasasaaaa~”Nossa! Eu quase chorei! Eu ouvi o Iyasasa mais original possível! Ela falou isso pra conseguir maisforças e realizar o que tinha pela frente. Foi emocionante.Chorei muito em Okinawa. Andar pelas ruazinhas de Nakijin, ver a mesma paisagem que meu Oji eminha Oba, conhecer a terra que eles tiveram que deixar pra trás e que eles tanto amam foi muito im-portante pra mim.E, claro, fora toda a experiência que tivemos pelo Matsuridaiko. Conheci muita gente legal, me divertimuito e toquei junto com eles! Lá eu vivi aquela história toda de “não conseguir me comunicar masdividir o mesmo sentimento, o mesmo palco”. Na verdade, tocar taiko é um meio de comunicação.E... conheci a Yorie san! hahahaLá, eu, a Sayuri e o Éverton tivemos a oportunidade de passar pra alguns membros do honbu o que nósfazemos aqui, o motivo e como achamos importante levar lembranças de Okinawa para Ojis e Obasque já não podem mais viajar pra visitar a terra natal.Galera, nem tenho como contar tudo aqui. Podemos sair e conversar! Senão esse texto fica mais impos-sível do que já está hahaha. Muito comprido!RKMD - Filial Curitiba
  6. 6. RKMD - Filial CuritibaAlgum recado para o pessoal aqui de Curitiba?Sim! Uma história também.Eu treinava na casa do Sensei, então, num belo dia, em 1998, minha mãe precisava conversar com o UrasakiSensei e me pediu que fosse junto com ela até o Okinawa Kenjin do Brasil, mais conhecido como Honbu,na Liberdade. O Sensei estava lá porque estava tendo treino do Matsuridaiko. Como a Maki treinava lá naLiba, sempre me falou bem do pessoal e vivia me pedindo pra treinar lá, mas eu, como uma boa “azeite”,nunca tive vontade.Chegando lá, vi uma galera treinando, uma galera estranha, hahaha, que eu nunca tinha visto antes. Algu-mas pessoas vieram correndo me abraçar, enquanto esses outros estranhos ficaram só olhando e pensando“Quem é essa aí?” com uma cara de interrogação.Treinei lá nesse dia e gostei muito. Deixei de treinar na casa do Sensei e comecei a frequentar os treinos daLiberdade. Lá, conheci meus melhores amigos. Não só “amigos de taiko”, mas meus amigos de vida. Nos fa-lamos e nos encontramos até hoje, mesmo depois de quase 15 anos. Por mais que a gente não se veja comoantes, o sentimento é o mesmo, a consideração é a mesma. Eles fazem parte da minha família.Fazendo parte do grupo, nós conhecemos muita gente, fazemos muitas amizades e vivemos muitos mo-mentos bons. Aproveitem a oportunidade, vivam, façam amizades e criem memórias. Fazer parte dessegrupo é um oportunidade de muitas coisas boas!Pra mim, poder tocar com várias pessoas assistindo é uma honra. Quem faz isso? Artista! Hahaha Mas,sério, nós temos responsabilidades nas mãos também. Mexemos com os sentimentos das pessoas. Elas es-quecem problemas enquanto a gente apresenta.Imaginem vocês poderem transportar uma Oba do Brasil pra Okinawa, lugar onde ela nasceu e cresceu.Muitas lembranças voltam junto com isso, talvez uma lembrança da mãe e do pai, dos irmãos. Vai saber seessa Oba ainda tem contato com seus familiares? E se eles já morreram? Eu gosto de pensar que a gente levaboas lembranças para algumas pessoas e construímos novas pra outras.Aproveitem as discussões, as brigas, desentendimentos, cresçam com tudo isso. Guardem os abraços, ossorrisos e os olhares com muito carinho. Na hora de ver o que pesa mais, as coisas boas devem ganhar!Nunca se esqueçam que, mesmo que os líderes guiem o grupo, quem faz o grupo são os membros. Aliás,todos! Estamos todos junto por um objetivo só, unidos em um grupo só. Somos muitos, mas o grupo é umsó. É o esforço individual que leva o grupo pra frente e pra cima. Bom, eu acho! Ainda aprendo com muitagente e com muitas experiências e acho que é assim que tem que ser!Quero o melhor da filial de Curitiba, espero que vocês continuem crescendo e sejam sempre, acima detudo, unidos e amigos, todos atrás de um mesmo objetivo, juntos.Treinem se divertindo, se esforcem se divertindo e apresentem se divertindo! Espero dividir o palco comvocês no aniversário de 15 anos, ano que vem (e antes, se der!).Gente, eu amo essa filial e todos vocês estão no meu coração. GANBATE!!!PerfilRedação:Yuji NakashimaFelipe UtiyamaRenato ScholzDanielle KuniyoshiRKMD - Filial CuritibaIdealização:Fabiano MaruoJornal ShishinbunRKMD - Curitiba

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