A Matemática e aMúsica têm uma esferacomum, uma melodiaque as envolve todos osdias, com séculos dehistória em conjunto.
• Pedro Abrunhosa "toca-nos" a todos com as letras  (poemas) que escreve e canta. Um dos excertos de uma  das suas músicas...
Entrevista
A sua infância foi um “momento” que               recorda como?A minha infância teve muitos momentos que continuo a record...
Lembra-se quando “encontrou a sua       estrada” enquanto músico?Muito cedo eu quis ser músico. Mas não houve um momento e...
Na música o Pedro domina todas as                “variáveis”…Não…Não. Eu acho que a música não é diferente de outra qualqu...
“O caminho se faz entre o alvo e a seta” (Pedro Abrunhosa) e “Pedras no caminho. Guardo-as todas…um dia vou construir umca...
A matemática foi no passado um dos seus                  “fantasmas”?Não…Não. Pelo contrário, sempre me ajudou muito na mú...
O Matemático alemão Gottfried Leibniz referiu que   “a música é um exercício inconsciente de cálculos” ("Musica est   exer...
É proporcional ao comprimento dacorda. Quando ele intersecta a corda ameio, faz com que metade da cordavibre, quando coloc...
Pitágoras descobre isso, que aprodução de som pode ser plasmadaatravés de uma equação matemática,mas o contrário pode ser ...
As “experiências” como actor e escritor foram   “curvas fechadas” ou pelo contrário são             “estradas infinitas”?M...
Afinal de “contas” a música pode ser   ”vamos fazer o que ainda não foi feito”?Ainda hoje falava com o meu agente, sobre o...
Quando sai o novo álbum?Os meus álbuns só saem quando estão prontos.
Cinquenta (50) é um número par, tem dois divisores primos, é um múltiplo de 10. É também             a sua idade “F” da fa...
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Entrevista com Pedro Abrunhosa sobre a Matemática

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  1. 1. A Matemática e aMúsica têm uma esferacomum, uma melodiaque as envolve todos osdias, com séculos dehistória em conjunto.
  2. 2. • Pedro Abrunhosa "toca-nos" a todos com as letras (poemas) que escreve e canta. Um dos excertos de uma das suas músicas faz lembrar a relação que as pessoas têm com a matemática quando diz "Sei que me vês, quando os teus olham me ignoram".• Como o próprio refere "de costas voltadas não se vê o futuro", talvez por isso, "vamos fazer o que ainda não foi feito", uma entrevista diferente onde a matemática é música para os nossos ouvidos.
  3. 3. Entrevista
  4. 4. A sua infância foi um “momento” que recorda como?A minha infância teve muitos momentos que continuo a recordarcomo uma época feliz.Muito marcada pela presença dos meus pais, eram pessoas decultura, das letras.Nos meus tempos de infância tínhamos 4 meses de fériasgrandes, incluindo o mês de Setembro. Havia uma atmosferadiferente.Era importante esse tempo de descanso para as crianças, as aulasao não começarem em Setembro, havia tempo para que os jovensassistissem à lavoura nos campos, para percebermos de onde vinhamas beterrabas, as uvas e os rabanetes… e, eu estou de acordo comisso.
  5. 5. Lembra-se quando “encontrou a sua estrada” enquanto músico?Muito cedo eu quis ser músico. Mas não houve um momento epifânico.Foi preciso muita vontade.Era uma altura que era muito difícil seguir a carreira de músico. Nomeu tempo havia ciências e letras. Na primeira, a opção era serengenheiro ou médico (ou matemático obviamente) e nasletras, podia-se ser advogado ou professor de história.Eu queria ser historiador ou arqueólogo.Mas o facto, de ter algum jeito para a música foi fatal. Não conseguilibertar-me do piano de casa dos meus avós. Passava horas e horas atocar piano.
  6. 6. Na música o Pedro domina todas as “variáveis”…Não…Não. Eu acho que a música não é diferente de outra qualquerprofissão. Uma profissão deve ser exercida com empenho e paixão.Deve ter-se um conhecimento profundo da sua própria profissão.Dificilmente qualquer cientista poderia exercer a sua profissão naNASA, por exemplo, se estivesse só apaixonado e, não tivesseinvestido na sua formação enquanto jovem.Na minha profissão eu estou atento ao que se faz todos os dias, ao quese escreve, ao que se edita, o que se produz. Mas, também há quecrescer.Teixeira de Pascoais dizia, “nós somos todas as “cousas” que vimos e aspessoas com que falamos”. Tudo isto faz parte de uma aprendizagem.Não é dominar as variáveis, é… gostar do que faço. Interesso-me peloque faço. Isto é ser músico.
  7. 7. “O caminho se faz entre o alvo e a seta” (Pedro Abrunhosa) e “Pedras no caminho. Guardo-as todas…um dia vou construir umcastelo!” (Fernando Pessoa). Encontra semelhanças nestas frases em relação à sua carreira enquanto músico?As coisas devem ser conquistadas ou perdem o seu valor.A frase de Fernando Pessoa conheço muito bem. Uma das maneirasde evoluir é transformar os obstáculos em degraus. Cada vez que épreciso ultrapassar um obstáculo ele está transformado num degrauque nos leva para qualquer coisa.Nesse sentido o caminho faz-se entre o alvo e a seta. Não é umprocesso contrário. Eu tenho uma seta e vou atingir o alvo. Conhecer oalvo e ir, conquistando caminhos.Claro que se um dia atingirmos o alvo é o dia do juízo final, se ohouver.
  8. 8. A matemática foi no passado um dos seus “fantasmas”?Não…Não. Pelo contrário, sempre me ajudou muito na música.Gostava muito de matemática, era um bom aluno. Agora, naqualidade de pai tenho de estudar com o meu filho. Gosto muitoda matemática por ser uma ciência abstracta.A matemática tem muitas semelhanças com a música. A ligação óbviaentre a matemática e a música começa pelo comprimento da corda e osom que produz. Isto é fundamental. Na música só se produz aquele somnum objecto físico com um determinado comprimento e, aquelecomprimento medido em nano-milímetros vai produzir uma nota musical.Para além disso, a matemática tem uma linguagem própria talcomo a música. Pode ser desenvolvida no abstracto, enquantoestamos a dormir ou num estado de vigília na cama deitados ounuma praia, podemos desenvolver grandes teorias.
  9. 9. O Matemático alemão Gottfried Leibniz referiu que “a música é um exercício inconsciente de cálculos” ("Musica est exercitium arithmeticæ occultum nescientis se numerare animi"). Alguma vez tinha pensado nisso?Com um piano era mais fácil explicar. Nãopode existir música sem um suporte físicoque produz um determinado som musicaltem de ser feito com um rigor matemáticoabsoluto. Senão, não produz o som desejadoe, vai produzir outro som. As relações entreas notas são todas elas relações matemáticas.Pitágoras fez o seguinte exercício,estendeu uma corda de tripa de porco de 2metros, prendeu-a e esticou-a em doisPontos distintos (de uma forma muitotensa) que ainda hoje se usamnos contra-baixos. A corda produz um somgrave pelo grande comprimento de 2metros. Como é evidente, quanto mais longaa corda, maior é o comprimento de onda.
  10. 10. É proporcional ao comprimento dacorda. Quando ele intersecta a corda ameio, faz com que metade da cordavibre, quando coloca um ponto deapoio a meio da corda, o resultado éque a metade da corda vai produzir umsom que é a oitava acima do somoriginal.Se ele intersecta um quarto da cordaele vai produzir 2 oitavas acima dooriginal. E por aí fora.A partir de certa altura a questão éque cada milímetro que ele afasta odedo já se começa a ter relaçõesmatemáticas muito complexas.
  11. 11. Pitágoras descobre isso, que aprodução de som pode ser plasmadaatravés de uma equação matemática,mas o contrário pode ser verdadetambém. Uma equação matemáticapode ter um som e, isso é que éextraordinário.A música na Grécia já era altamentedesenvolvida. Os instrumentos gregoseram altamente desenvolvidos. Foramos gregos que inventaram as escalastal como nós a conhecemos.Tal como o teatro grego, a arquitectura,a matemática ou a música eram muitodesenvolvidas.
  12. 12. As “experiências” como actor e escritor foram “curvas fechadas” ou pelo contrário são “estradas infinitas”?Mais uma vez eu sou muito cauteloso. A minhaárea é a música. Tudo o que deriva daí, tem deser muito bem feito, com muito cuidado.Escrevo, faço crónicas, continuo a escrever.Como actor, trabalhar com o Manuel de Oliveirae, ficará no meu currículo para sempre, mas nãoé a minha área.
  13. 13. Afinal de “contas” a música pode ser ”vamos fazer o que ainda não foi feito”?Ainda hoje falava com o meu agente, sobre osvários concertos que temos, numa digressãomuito grande.O disco tem um ano e, eu preciso de me libertardele. Estou numa fase de investigação paraeditar a próxima teoria/equação/fórmula.
  14. 14. Quando sai o novo álbum?Os meus álbuns só saem quando estão prontos.
  15. 15. Cinquenta (50) é um número par, tem dois divisores primos, é um múltiplo de 10. É também a sua idade “F” da fama?Não. Se um dia nós passearmos por aí, vai ver… que a fama é…imaginese eu fosse trabalhador de esgotos do Porto. No final do dia vinha acheirar mal, a fama é a mesma coisa, a fama é o resultado dotrabalho, não quer dizer que seja bom. Temos de viver com ela. Eu nãome dou bem com a fama. Acho até uma inutilidade. Ainda porcima, agora existe o culto da fama, tudo quer ser famoso. Não sei paraquê? Numa sociedade em que tudo é igual, ser um pouco diferente écapaz de ser uma vantagem. O problema é quando os que querem serfamosos mas sendo mais iguais que os iguais.

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