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3. Difere ainda quanto à sua eficácia e quanto ao seu futuro,      porque foi em virtude daquela que todos ressuscitaram. ...
Devemos ressurgir para uma vida nova e gloriosa evitando tudoo que antes nos foi ocasião e causa de morte e pecado. Lê-se ...
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17 desceu à mansão dos mortos e ressuscitou

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17 desceu à mansão dos mortos e ressuscitou

  1. 1. Juventude Mariana Vicentina do Sobreiro - Sector da Formação «ESTA É A NOSSA FÉ, A FÉ DA IGREJA QUE NOS GLORIAMOS DE PROFESSAR» *Desceu à mansão dos mortos e ressuscitou ao terceiro dia *1. FormaçãoComo vimos na reunião anterior, a morte de Cristo consistiu naseparação da alma e do corpo, como na morte dos outros homens.Mas a divindade, apesar de a alma e o corpo terem-se separadoesteve sempre unida ao corpo e à alma de um modo perfeito.Vamos ver porque é que no sepulcro estava presente o Filho de Deus,que também desceu com a alma aos infernos.Por quatro razões Cristo desceu com a alma aos infernos: • Para que suportasse toda a pena do pecado, e, assim, expiasse toda a culpa. A pena do pecado do homem não foi somente a morte do corpo, mas também uma punição na alma. Por que o pecado era também da alma, esta deveria ser punida pela privação da visão divina. Para Cristo carregar sobre Si toda a punição devida aos pecadores, quis não só morrer, mas também descer com a alma aos infernos. • Foi em socorro de todos os Seus amigos. Muitos estavam nos infernos que para lá desceram possuindo caridade e fé no Messias, como Abraão, Isaac, Jacob, David e muitos outros homens justos.
  2. 2. Penetrarei em todas as partes interiores da terra, e verei todos os que aídormem, e iluminarei todos os que esperam no Senhor (Ben 24,25). • Para que Cristo tivesse uma vitória perfeita contra o diabo. Para que Cristo triunfasse sobre o diabo de um modo completo, quis tirar-lhe a sede do reino e prendê-lo na sua própria casa, que é o inferno. Por isso aí desceu, tirou-lhe todos os bens, aprisionou-o e apoderou-se das almas que estavam à espera da Ressurreição de Jesus. • Para libertar os santos que estavam nos infernos. Assim como Cristo quis submeter-se à morte para libertar os vivos, da morte, quis também descer aos infernos, para libertar os que aí se encontravam. Estavam no inferno devido ao pecado original causado por Adão, do qual não poderiam ser libertados, senão por Cristo. (A diferença entre esta razão e a segunda apresentada, prende-se com o Dogma do Pecado Original. Jesus foi salvar também aqueles que só tinham a mácula do pecado original).Podemos assim tirar alguns ensinamentos para a nossa formaçãoenquanto grupo e enquanto crentes.- Devemos ter uma firme esperança em DeusQuando o homem está em aflição, deve esperar sempre o auxíliodivino e Nele confiar. Nada há de mais sério do que cair no inferno. SeCristo libertou os que estavam nos infernos, e se cada um, é de factoamigo de Deus, deve confiar para que Ele o liberte de qualquerangústia.- Devemos despertar em nós o temor, e afastar o pecado. Pois, apesarde Cristo ter suportado a paixão pelos pecadores, e ter descido aosinfernos, não libertou todos mas somente aqueles que estavam sempecado mortal. Por isso que ninguém desça à morte com pecadomortal à espera de perdão.
  3. 3. - Devemos viver atentos. Se Cristo desceu aos infernos para a nossasalvação, também nós devemos, com solicitude lá descer em espírito,meditando sobre as penas nele existentes.- Devemos ter consciência que Jesus nos ofereceu um exemplo de amor.Cristo desceu aos infernos para libertar os seus. Devemos também nósauxiliar os nossos. Eles, por si mesmos, nada podem conseguir. Nós éque devemos ir em socorro dos que estão no purgatório.Santo Agostinho disse que podemos auxiliar os que estão nopurgatório, principalmente de três formas: - Missas; - Orações; - Esmola;São Gregório acrescenta um quarto: o jejum.Lemos nos Evangelhos que muitos ressuscitaram dos mortos, comoLázaro, o filho da viúva e a filha do chefe da Sinagoga.Mas a Ressurreição de Cristo difere daquelas e de outras, emalguns aspectos: 1. Devido à causa da ressurreição, porque os outros que ressuscitaram, não ressusitaram por próprio poder, mas pelo poder de Cristo. Jesus ressuscitou por próprio poder, porque não era apenas homem, mas Deus. Como Cristo por sua própria força entregou a alma, reassumiu- a também por própria força. Por isso é dito no Credo ressuscitou e não foi ressuscitado, como se o fosse por outro. 2. Difere, em segundo lugar, devido à vida que fora ressuscitada. Cristo ressuscitou para a vida gloriosa e incorruptível. Os outros para a mesma vida que antes possuíam, como se verificou em Lázaro e nos outros ressuscitados.
  4. 4. 3. Difere ainda quanto à sua eficácia e quanto ao seu futuro, porque foi em virtude daquela que todos ressuscitaram. Um grande silêncio reina hoje sobre a terra; um grande silêncio e uma grandesolidão. Um grande silêncio, porque o Rei dorme; a terra estremeceu e ficousilenciosa, porque Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiamhá séculos. Deus morreu segundo a carne e acordou a região dos mortos. Vai à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Quer visitar os quejazem nas trevas e nas sombras da morte. Vai libertar Adão do cativeiro da morte,Ele que é ao mesmo tempo seu Deus e seu Filho. Entrou o Salvador onde elesestavam, levando em suas mãos a arma vitoriosa da cruz. De uma antiga homilia de Sábado Santo 4. A quarta diferença é relativa ao tempo, porque a ressurreição dos outros foi retardada para o fim dos tempos, à excepção da Virgem Maria. Cristo, porém, ressuscitou ao terceiro dia porque a sua Ressurreição e a sua Morte realizaram-se para a nossa salvação, e Ele, portanto, só quis ressurgir quando fosse isso vantajoso para a nossa salvação.2. Considerações finaisSobre o que acabamos de expor, podemos fazer quatro considerações:Devemos esforçar-nos para ressurgirmos espiritualmente damorte da alma, contraída pelo pecado, para a vida justa e rectaque se obtém pela penitência.Não devemos atrasar esta nossa ressurreição da morte, masrealizá-la já, porque Cristo ressuscitou no terceiro dia.Devemos também ressurgir para a vida incorruptível, de modoque não mais morramos, isto é, que devemos perseverar no propósitode não mais pecar.
  5. 5. Devemos ressurgir para uma vida nova e gloriosa evitando tudoo que antes nos foi ocasião e causa de morte e pecado. Lê-se naCarta aos Romanos: "Como Cristo ressurge entre os mortos pela glóriado Pai, também nós deve mos andar na novidade de vida" (Rom 5,4). Referências no You Cat:3. OraçãoDeus eterno e omnipotente: ao celebrarmos o mistério redentor deVosso Filho Unigénito, que depois de ter descido à morada dosmortos saiu vitoriosamente do sepulcro, concedei aos Vossos fiéisque, sepultados com Cristo no Baptismo, também com Cristoressuscitem para a vida eterna. Ele que é Deus convosco na unidadedo Espírito Santo.Ámen.

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